quarta-feira, 8 de junho de 2011

Andrés já está bem Guardado

Andrés Guardado diz hoje na primeira de "ABola" que gostaria de vir para o Sporting. No mínimo simpático, da parte deste Speedy Gonzalez de 1,69, 24 anos de idade e que até ao momento acumula 67 internacionalizações com 9 golos marcados.

Não discuto o valor do jogador, muito menos a necessidade, tendo em conta que a previsível saída de Salomão, cuja época foi em registo descendente, nos deixará sem um único extremo. Mas o mesmo não farei em relação à "pontaria". 

Guardado chegou com 20 anos à Corunha, rotulado de craque estatuto que ainda não confirmou na totalidade, pese o seu estilo buliçoso, que costuma conquistar os adeptos. Mas na prática os seus números estão longe convencer, mesmo que tenhamos que levar em linha de conta a fraca produção colectiva geral da equipa da cidade da Torre de Hércules. O seu melhor registo data de 2007/08, com 5 golos e 3 assistências, em 26 jogos, ou de 2008/09, com 2 golos e 8 assistências, no total de 29 jogos. No ano que agora termina o os números desceram para 2 golos e 2 assistências. Estamos a falar de números semlhantes aos de Salomão, no seu ano de estreia (2-1)

Ao sabê-lo como possível reforço a questão que se coloca desde logo é quanto terá ele que melhorar de produção para merecer o estatuto de reforço, se isso está ao seu alcance e sobretudo se vale o risco de investir tanto quanto Lendoiro pretende ver depositado nos cofres do Corunha.

E talvez também seja útil lembrar que o seu empresário, Mario Ordailes, no dia anterior e no mesmo jornal, dizia que via o seu representado "de preferência em Espanha, mas é cedo para saber. Ele quer continuar em Espanha, onde está há três anos e por isso é compreensível que continue. "

Por isso me parece que Andrés, pelo muito que por ele pedem, já está bem Guardado onde está. Aliás a filosofia que julgo melhor servir o Sporting é, preferencialmente, descobrir o seu próprio caminho para as estrelas na sua origem, onde o negócio é mais favorável. No mais parece-me que o nome do Sporting está ser usado nesta história.

Quando uma saída pode ser uma porta aberta

Segundo conta hoje o DN Lima, ex-técnico dos juniores e adjunto de Couceiro, será o próximo treinador do Atlético, clube de Lisboa recentemente promovido. A ser verdade é parece-me uma boa decisão por razões já anteriormente apresentadas no post "2 oportunidades que não podemos perder". Segundo a mesma noticia prevê a celebração de um protocolo entre os dois clubes prevendo a cedência de jogadores. Veria também com bons olhos a inclusão de Vitor Silvestre, treinador de guarda-redes desde a saída da equipa técnica de Paulo Bento, a quem não pode deixar de ser creditada a evolução positiva de Rui Patrício. 

Acrescentaria à importância de ter um clube perto onde a evolução dos mais jovens possa acontecer debaixo dos olhares dos responsáveis técnicos e do interesse dos adeptos aquilo que se poderia chamar uma aliança estratégica, no sentido de criar massa critica de clubes que sustentem uma politica de valores para o futebol nacional no qual os Sportinguistas se revêem e há muito reivindicam.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Este não foi o ano do Coelho

Nuno André Coelho acaba de mudar de Sporting, passando do Clube de Portugal para o Clube de Braga. Não são conhecidos os contornos do negócio mas é muito provável que o clube minhoto tenha feito valer a sua qualidade de credor ante uma tesouraria leonina com excesso de ar e vento. 

Antecipando a possibilidade de realização deste negócio já me havia pronunciado anteriormente, cujo essencial agora recordo:

"Sejam quais forem as decisões que se venham a tomar sobre estes dois jogadores o que não me parece aceitável é que o clube não cobre ao Braga pela mesma bitola que os minhotos usam para negociar connosco. Lembro que há anos andamos a encher os cofres do SCBraga desde a compra de  Abel, Wender, João Alves, que repetimos com João Pereira, Evaldo e que, do lado do Braga, não se nota especial consideração pelo seu melhor cliente. Acresce a isso tudo o facto do clube minhoto não se poder queixar de falta de liquidez: vendeu Sílvio por um valor superior ao que conseguimos por Veloso, por exemplo, e pode fazer o seu “negócio Bebé” com Pizzi."

Sobre NAC não posso ficar indiferente ao sentimento de tempo perdido que transpareceu no seu pedido de saída efectuado pelo próprio no final da época. Seguramente que não foi "para isto" que há um ano se mudou para Alvalade. 

Lembrando o post anterior, o Sporting tem voltar a ser atractivo para os profissionais de futebol.  Estes escolhem os clubes pelos salários que lhes podem pagar e pela promessa de uma rápida valorização profissional. Precisamos pelo menos de oferecer a segunda destas duas condições.  Esse deverá ser o principal objectivo para a época que aí vem.

"No Sporting é tudo feito ao Deus dará"

A Bola hoje escolhe para “teaser” da crónica semanal de MST a frase “no Sporting é tudo feito ao Deus dará” e coloca-a na primeira página. Dou com o título na minha revista de imprensa diária e hesito em trocar o pequeno almoço pela resposta adequada. Pondero se vale a pena fazê-lo, se isso não seria dar importância, como soe dizer-se, “a quem não a tem”. As minhas conclusões deram origem ao post de hoje, alterando até o que me tinha já proposto.

Começo por dizer que estranho porque o Sporting possa merecer a atenção de Miguel Sousa Tavares. O seu clube teve uma das mais brilhantes épocas desportivas, nas mais diversas modalidades, ao contrário do Sporting. Fosse ao contrário, não estou a ver nenhum Sportinguista a dedicar 2 sílabas ou um pingo de tinta sobre o clube azul e branco. Já não o fazemos por norma, a menos que salte para a actualidade as misérias que saem debaixo dos cobertores que, pela dimensão e volume, ou sentimento de impunidade dos seus dirigentes, se tornam impossíveis conter.

Creio que MST não está até nada preocupado com o Sporting, nem com o que se faz em Alvalade, tem apenas o ego ferido pelo banho que levou de Diogo Quintela. E digo banho em sentido figurado, sem sucumbir à tentação fácil do “diz que diz” sobre a sua higiene pessoal. Mais concretamente a falta dela.

Também não vou pensar, como pensariam muitos,  que o artigo de hoje de MST teve como musa uma refeição bem regada,  ou um fígado impertinente que, ao cair da noite, e sem loja de conveniência por perto, deu de caras com o stock de gin a zero. Prefiro encarar a realidade.

E o que realidade me diz é que MST é um comentador de sucesso, um opinion maker, que o jornal onde escreve é um dos mais lidos a nível nacional e que, por essas razões, a frase que constitui o título do post de hoje vai ser lida por milhares de pessoas. E não adianta escamotear a realidade: quase todos nós, Sportinguistas, fomos levados a pensar, no passado recente ao longínquo,  que por vezes “no Sporting é tudo feito ao Deus dará”. Não sei até se alguma vez aqui o escrevi literalmente, mas devem ter sido muitas as ocasiões que, crendo ter razão para o fazer, escrevi algo equivalente e sem receio de ser desmentido.

Podemos reagir das mais diversas formas ao que diz MST. Desde logo com repúdio por não o crer à altura para nos dar lições. Mas como adeptos que somos TODOS, dos anónimos, como eu, aos dirigentes, prefiro olhar para o que diz o escritor como um desafio. Não podemos alterar o passado. Nem o devemos esquecer, pela lição que constitui sobre os erros que não precisamos de cometer. 

Colemos então na testa a frase de MST, coloquemo-la nos PDA´s, telemóveis, carteiras e espelhos de forma a lembrarmo-nos que, todos os dias, TODOS podemos fazer um pouco melhor pelo Sporting. Essa é a única via de deixar o MST ser ainda mais ridículo do que, sem qualquer esforço, consegue ser. Mas, acima de tudo a fórmula mais certa para devolvermos ao Sporting a grandeza que merece.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Como ler a contratação do novo "Huntelaar"?

Ontem o jornal "O Jogo" comparava o nosso novo avançado Ricky Van Wolfswinkel com Klaas-Jan Huntelaar e a comparação não poderia ser mais pertinente para nós Sportinguistas. Huntelaar saiu de Amesterdão como ponta-de-lança de créditos firmados para o Real Madrid, com 25 anos e já internacional pela Holanda. Transitou para um exigente Real Madrid com a árdua tarefa de substituir o lesionado Van Nistelrooy. Não se pode dizer que tenha sido mal sucedido, afinal marcou 8 golos numa equipa nova, num novo país. Mas o fim de ciclo no clube branco e com a reedição da febre galáctica de Perez o ponta-de-lança  teve que procurar novas paragens, estando agora em Gelsenkirchen no Schalke 04, onde não passou de uns anémicos 7 golos. Como me lembrava um amigo no sábado, o Alex Afonso passou dos 10 golos na Liga Inglesa para 39 na Erdivisie para descer lentamente à terra até ao ignoto Al Rayan, certamente já a pensar no complemento de reforma.

Estou com isto a vaticinar o insucesso de Van Wolfswinkel? De forma nenhuma! Quero apenas com isso chamar apenas à atenção para o excesso de optimismo que a sua contratação gerou. Seguramente que a realidade que o jovem holandês encontrará na Liga Zon Sagres será bem distinta da que está habituado na Erdivisie. E em particular a diferença e a dificuldade acrescida de ter que jogar num grande como o Sporting, com as equipas a jogar em contenção, muitas vezes com 11 jogadores adversários atrás da linha da bola.

Será esta a última aquisição para a posição efectuada pela dupla Duque/Freitas, o que significaria o abandono da promessa eleitoral Bobô? Ou seja ficaríamos com Postiga,  Van Wolfswinkel  e Saleiro? Não creio, embora também não creia que seja Bobô o eleito. A proposta de renovação salarial do seu antigo clube era completamente inacessível aos nossos depauperados cofres, não creio que o brasileiro nos faça um desconto e não faltará concorrência mais abastada, em particular em Espanha. Pese embora o eclipse do ultimo ano Bobô está longe de ser um desconhecido na Europa e estando livre é um chamariz apelativo para os clubes que necessitam de compor a linha da frente. E espero e desejo que não seja Hugo Almeida que, no passado sábado, esteve, e com muita justiça, a ver do banco Postiga a titular.

Voltando a Saleiro, repito o elogio que fiz ao seu profissionalismo, ao acatar sem reacção pública a atrocidade repetida quase sadicamente de o fazer entrar nos descontos. Mas talvez seja a altura de fazer uma época inteira na primeira Liga, quer em favor da sua auto-estima, quer da sua própria afirmação. Quem sabe Rui vitória não queira reeditar a época vivida em Fátima.

domingo, 5 de junho de 2011

Este ponta-de-lança já é do Sporting!

Apreciação do Jogo:

Hélder Postiga 7
Um golo pleno de oportunidade, num remate de primeira e bem colocado. Um momento que bem pode ser decisivo nas contas do apuramento e que para já premiou o esforço do avançado português. Lutou imenso entre os gigantes noruegueses e, mesmo quando as coisas não lhe correram bem, nunca desistiu.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Ricky Van Wolfswinkel, o fabuloso laranja

Ricky Van Wolfswinkel aponta alto
O Sporting já comunicou à CMVM a aquisição do jovem ponta-de-lança, ex-Utrech, Ricky Van Wolsfswinkel. Considerado uma das grandes promessas do futebol holandês e queo ano passado se tornou internacional A pelo seu país, era há muito presença obrigatória nos apontamentos dos observadores do futebol europeu. Auguravam-se-se-lhe os grandes palcos da Premier League ou do Calcio. São-lhe apontadas semelhanças com o estilo de Luis Fabiano.Mas será em Alvalade que jogará pelo menos no próximo ano, onde desejamos que os defesas adversários tenham mais dificuldade em marcá-lo do que nós, adeptos, em pronunciar o seu nome. O jogador de 22 anos assinou um contrato com o Sporting até 2016, com uma cláusula de rescisão de 22 milhões de euros, tendo custado 5,4 milhões de euros.

Em 4 de Setembro falava-se assim dele no blogue Rumo ao Estrelato

"Este jovem que se tornou internacional A pela Holanda há cerca de um mês tem feito um arranque de temporada verdadeiramente espectacular, contando para já com um impressionante registo de 11 golos em 10 partidas. O ponto mais alto deu-se na 3ª pré-eliminatória da Liga Europa frente ao Celtic, no qual Van Wolfswinkel apontou três dos quatro golos que permitiram à sua equipa anular uma desvantagem trazida da Escócia e assim assegurar a passagem à fase de grupos da competição. A um passo de se mudar para Inglaterra perto do fecho do mercado, o jovem acabaria por resistir às investidas de Newcastle e Liverpool, ficando a promessa de dar ainda muitas alegrias aos adeptos do Utrecht.


Nascido num município da província de Utrecht, Van Wolfswinkel integrou bem cedo a formação do clube local, o v.v. Woudenberg, mudando-se pouco depois para as escolas do Vitesse. Lá, permaneceu até 2002, altura em que voltou a trocar de clube. Durante cerca de seis anos, o jovem manteve-se na cantera do AGOVV, regressando em 2008 ao Vitesse, que lhe proporcionou a estreia oficial no dia 5 de Abril frente ao Sparta de Roterdão.

Iniciou a temporada 2008/2009 no banco de suplentes, mas viria a demonstrar todo o seu potencial logo à 2ª jornada, num jogo que se tornou preponderante para a sua ascensão no futebol holandês, na medida em que pegou de estaca a titularidade na equipa. Relegando para o banco Mads Junker, uma das estrelas do clube, Van Wolfswinkel viria a fazer furor entre os associados do Vitesse, terminando a temporada como o grande artilheiro da equipa com 8 golos.


Convocado para o Torneio de Toulon de 2009, o jovem avançado ostentou a braçadeira de capitão e revelar-se-ia como um dos grandes valores da formação holandesa que atingiu as meias-finais. Sempre muito desacompanhado na frente de ataque, Van Wolfswinkel viria a ser, contudo, um tremendo quebra-cabeças para as defesas adversárias, destacando-se pela sua agilidade e pelo bom controlo de bola.


Alto, mas delgado, o avançado holandês revela-se um jogador inteligente, com processos simples e uma óptima leitura de jogo. À sua grande capacidade de antecipação alia o seu instinto de matador, sendo o seu poder aéreo a sua grande arma dentro de área. Um pouco limitado tecnicamente, Van Wolfswinkel faz uso da sua velocidade para, constantemente, encontrar espaços nas costas dos defesas, não tendo por hábito vacilar na cara do guarda-redes.


Todas estas características foram evidenciadas no decorrer da época 2009/2010, altura em que se mudou para o Utrecht, depois de rejeitar propostas de Ajax e PSV. Apesar de muito jovem, o técnico Ton du Chatinier confiou-lhe a titularidade e não se desiludiu. Van Wolfswinkel viria a revelar-se uma peça importante no puzzle montado pelo técnico holandês, apontando 11 golos, muitos deles decisivos para garantir a presença do Utrecht nas pré-eliminatórias da Liga Europa. Também na mesma época, mas ao serviço dos sub-21, apontou um hat trick frente à Polónia, demonstrando que a selecção principal holandesa está bem servida no ataque para os próximos anos."

Pressão inadmissível!

"Já disse ao Carlos Freitas que tem de dar uma resposta este fim-de-semana à proposta que eu apresentei ao Sporting pelo Alex Silva e pelo Bobô".

A falta de confirmação de novos jogadores anda a deixar muita gente nervosa. São os adeptos, os jornalistas, os empresários e até os jogadores. Acontece que ainda falta precisamente 1 mês para começar a pré-época e outro tanto para os compromissos oficiais. E o Sporting, como qualquer outro clube, dispõe ainda até ao encerramento do mercado para fazer os ajustes que entenda necessárias. 

Aceito como normais que o empresário Juan Figuer e os jogadores que representam queiram ver o seu futuro imediato definido, pelo que um telefonema para Carlos Freitas com o teor da frase supracitada seria compreensível. Proferir uma afirmação como aquela à comunicação social é uma forma de pressão inadmissível para um clube como o Sporting Clube de Portugal. Um bocadinho de decoro não lhe faria mal nenhum. Até porque não faltam Tijuanas neste mundo.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Contratação (e mudança) de peso!

Mudança à vista na comunicação intitucional
A nova gestão do Sporting continua a dar sinais de que a casa prossegue em arrumações e estas não se limitam apenas à constituição do plantel sénior. Agora, e de forma não muito surpreendente, o Sporting acaba de tomar uma medida de gestão importante, com a contratação da agência de comunicação Cunha Vaz & Associados com o objectivo de trabalhar nas áreas de comunicação digital, assessoria mediática e consultoria estratégica. Esta é a segunda medida de fundo tomada pela direcção de Godinho Lopes na área da comunicação, após a nomeação de Irene Palma para o lugar de directora de comunicação sem o esclarecimento público a que funções ficou remetido Nuno Dias, o anterior ocupante do cargo.

Apesar da importância da decisão, da qual tomei conhecimento ontem e hoje vem publicada pelo menos num dos jornais diários, ela não foi objecto de noticia na página oficial do clube, o que no mínimo é estranho e provavelmente reveladora de algum incómodo. Isto porque, após a estranheza da primeira escolha – não está em causa a competência profissional de Irene Palma, mas é indiscutível que não é um nome de peso no meio – esta decisão mais parece um emendar de mão da decisão inicial. Há quem veja nela o resultado mais visível da dissensão no seio do CD, em particular entre Carlos Barbosa, tido como mentor da “decisão Irene Palma” e Luis Duque, dado como adepto de uma solução como a que foi agora encontrada. Esta contudo, e numa primeira análise, parece-me ajustada em particular para as áreas em questão. Não tenho dúvidas que o Sporting tem muito a fazer quer na comunicação digital e não se deve munir dos melhores na assessoria e consultadoria.

Aparentemente esta é uma área a que se dedica pouca ou nenhuma a atenção, nomeadamente por parte dos adeptos, sempre mais preocupados com quem vai ser da “next big thing” no rol de contratações futeboleiras. Mas não é demais lembrar que decisões deste tipo têm implicações muito mais “telúricas” do que à primeira vista possam parecer. Está em causa, entre muitas outras coisas, a forma com o Sporting deseja projectar a sua imagem como instituição. Não é demais lembrar que, segundo “reza a lenda”,  a nomeação de Nuno Dias por Costinha, à revelia de André Villas Boas, que pretendia ter uma palavra a dizer sobre os profissionais que se movimentariam ao seu redor, foi o principio do fim de uma ligação que nunca chegou a acontecer.

Veremos o que o futuro nos reserva, em particular como se acomodarão todos os envolvidos nas suas respectivas funções. Mas afigura-se-me difícil a co-habitação e em particular a sujeição hierárquica de um elefante como a Cunha Vaz & Associados a uma “formiguinha” mesmo que muito diligente e competente como possa ser Irene Palma.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Grandes negócios em perspectiva

O Sporting continua a ser um manancial de noticias para a comunicação social, mas nomes confirmados são apenas 2 e ambos peruanos: Carrillo e Rodriguez. Por aqui não costumamos falar muito dos que podem vir a ser jogadores do Sporting, mais dos que já são. No entanto não nos abstemos de comentar o que por aí se vai dizendo, normalmente sobre uma perspectiva dos resultados expectáveis que as movimentações de mercado podem ter no clube. É esse o exercício que hoje propomos.

1-    Negócios com o Braga

Fala-se há dias da possibilidade de Nuno André Coelho se transferir para Braga ao preço da uva mijona. Ontem acresceu o nome de João Gonçalves, cujo interesse já não é novo. Sobre o defesa central é fácil perceber que a época passada não foi o “ano do coelho” mas em bom rigor o péssimo ano do leão acabou por pesar na afirmação de valor de todos os jogadores do plantel. Pessoalmente, se tivesse que escolher entre ele e Torsiglieri para dispensar escolheria o argentino, por me parecer ser o que está mais longe de poder afirmar. E João Gonçalves, não é propriamente um nome descartável, face ao final de contrato de Abel e o provável empréstimo de Cedric, cujas actuações me agradaram sobremaneira. 
 
Sejam quais forem as decisões que se venham a tomar sobre estes dois jogadores o que não me parece aceitável é que o clube não cobre ao Braga pela mesma bitola que os minhotos usam para negociar connosco. Lembro que há anos andamos a encher os cofres do SCBraga desde a compra de  Abel, Wender, João Alves, que repetimos com João Pereira, Evaldo e que, do lado do Braga, não se nota especial consideração pelo seu melhor cliente. Acresce a isso tudo o facto do clube minhoto não se poder queixar de falta de liquidez: vendeu Sílvio por um valor superior ao que conseguimos por Veloso, por exemplo, e pode fazer o seu “negócio Bebé” com Pizzi.

2-    Maniche e os sete milhões
Muitos se indignavam há sensivelmente um ano quando se falava dos contratos que Costinha fazia aos “amigos”. Nunca usei a expressão porque não tenho por hábito colocar em causa a idoneidade de alguém sem provas que o justifiquem. Mas sabendo-se o que se sabe hoje é pelo menos impossível não concluir que aquando da contratação de Maniche Costinha pensou muito mais no amigo do que no clube que tanto diz gostar. E Maniche, que também dizia vir cumprir um sonho, não sairá sem nos deixar um pesadelo de pelo menos um milhão de euros, fora ordenados e outras alcavalas. A esse milhão acrescerão mais 6, ao que dizia ontem o DN, para as restantes indemnizações. Veremos o que acontece até ao inicio de época para percebermos melhor quanto nos vão custar apenas os aperitivos da próxima época…

3-    Contas
Os Sportinguistas estão cansados de olhar para os números extravagantes dos orçamentos e dos relatórios e contas e sobretudo compará-los com os números dos troféus. Assim, e olhando pela rama as contas dos últimos noves meses conclui-se que  tivemos menos receitas, reduzimos as despesas e as operações financeiras resultantes das VMOC`S e trespasse da Academia contribuíram para a redução do passivo. Ainda sem ter conseguido apurar que impacto tiveram nestas contas a antecipação de receitas que não pertenciam a este exercício e que por isso são retiradas às corpos sociais que se seguiram ( como  os dois anos de Gameboxes e vendas de percentagens de passes de jogadores) saliento o facto de termos gasto acrescido mais 3 milhões de euros com despesas com o plantel para ficarmos a 36 pontos de distância do campeão em titulo. É obra!

4-    Imparidade
Ainda relativamente às contas o que não pode passar despercebido é que o Sporting provavelmente não receberá nada do negócio efectuado com o Recreativo de Huelva pelo passe de Carlos Martins. Aqui o clube consegue o pleno: reforçou um rival directo, ao abdicar do direito de opção sobre o jogador, e ainda contribui para os cofres do clube espanhol permitindo-lhe receber valores de um jogador que ainda não tinha pago e que, face à delicada situação do clube andaluz, se afigura difícil receber qualquer valor.

5-    Assistências
Sem surpresas “descobriu-se” que o Sporting perdeu em média 10  mil espectadores em Alvalade. Algumas das razões estão explicitas aqui neste post, sobretudo nas consequências de uma péssima gestão desportiva a que acresceram mais de 5 anos de caneladas aos sócios. Mas veja-se que o nosso vizinho SLB em apenas um ano perdeu 12 mil. Apesar da relatividade dos números facilmente se conclui se os palhaços não agradam o pessoal não vai ao circo. Alguém dizia: querem espectáculo vão ao Alvaláxia. E os Sportinguistas foram e ainda por cima reservaram-se o direito soberano de escolherem o que era melhor para eles. Sim, porque a avaliar pelo que se vê pelo Alvaláxia, não seguimos o conselho à letra.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Quanto vale Moreno? E André Martins?

Ao que se diz hoje a transferência de Moreno para o Sporting parece ter emperrado - as informações são contraditórias - no momento em que se começou a discutir o ordenado do jogador. Fala-se em diferenças de verbas entre os 200 mil e os 100 mil, com o jogador a pretender 600 mil euros anuais. Ora se tivermos em atenção que Pastore, uma das estrelas deste defeso, aufere precisamente aquele valor no Palermo quer-me parecer que o Sporting precisa de avaliar bem a relação custo/beneficio desta contratação. Isto mesmo tendo em atenção da desvantagem que os clubes portugueses têm na hora de ir ao mercado, face aos seus concorrentes internacionais.

Vi com insuficiente atenção o jogo da selecção sub-21 onde André Martins e Wilson Eduardo foram estrelas de primeira água. Infelizmente o comentário televisivo ficou pela nota de destaque ao avançado e esqueceram-se de quem foi o autor dos passes, ao primeiro toque, que deram olhos que permitiram à bola descobrir W. Eduardo entre os "armários" alemães. Vejam que vale a pena. 

Não sei se estes 2 jogadores farão parte do próximo plantel e não me parece que nenhum deles possa entrar de caras na equipa. Mal conheço André Martins e do que vi do ano passado de Eduardo não lhe faria mal rodar mais um ano onde se possa afirmar, jogando mais. Mas vi o suficiente para me permitir concluir que há ali qualidade para acalentar a esperança de podermos contar com eles nos próximos anos.

Porque grandes há muitos...

Na sequência do falecimento de Manuel Brito, cujo funeral se realiza hoje, no momento em que este post é colocado, publicamos um artigo de alguém que teve oportunidade de o conhecer em vida. Sendo uma noticia triste é também a oportunidade para reflectirmos sobre o Mundo Sporting, o legado dos seus símbolos e a forma como os devemos lembrar. Porque só morre quem é esquecido. Obrigado JhTomas

O LADO B DO DESPORTO ou a GRANDEZA de um grande...


...realçando, de antemão, a enorme honra que é corresponder à solicitação de escrevinhar algo para este espaço que [para alguns, surpreendentemente], combina futebol [e não só] com qualidade, elevação e inteligência.

A partida, prematura, de mais um ENORME CAMPEÃO do nosso SPORTING, Manuel Brito, figura que eu desde miúdo praticante da modalidade, até mais tarde jovem treinador opositor, aprendi a respeitar, admirar e apontar como exemplo, leva-me a repescar alguns valores [uns perdidos, outros convertidos], que normalmente são secundarizados, mas que, queiram ou não, são a aura que transmite a GRANDEZA a um grande! Sim, porque nem todos os grandes possuem essa GRANDEZA...

Percebendo que, há 20 ou 30 anos, todo o enquadramento social e as dinâmicas da sociedade se regiam por impulsos muito diferentes dos actuais [nem melhores, nem piores... apenas diferentes], percebendo que da história há que retirar as suas lições e preservar a sua memória e não impor a sua repetição, torna-se, no entanto, possível e recomendável dela extrair os bons exemplos e fazê-los repercutir no tempo presente. Dito isto, recordo que atletas como o Manuel Brito, não eram ["apenas"] jogadores de andebol, eram jogadores do SPORTING!! Quando estávamos perante eles, não víamos apenas o atleta ou o homem, víamos o clube.

Eu sei, que hoje a realidade é bem diversa, quiçá para melhor [não é essa a discussão de momento], será completamente redutor e ineficaz escrever que tudo se deveria fazer para recuperar essa mística [a famosa mística]. Ela, hoje, não faz sentido, se pensarmos numa perspectiva lata. Mas o que fará certamente todo o sentido é realçar, distinguir, enaltecer e discriminar positivamente todos os casos onde ela exista; onde se verifique mais do que o a competência técnica, o profissionalismo e a disciplina obrigatórias para qualquer ATLETA. Sempre que se comprove, um comportamento superior, uma identificação dos valores do clube, uma comunicação cuidada e de pensamento colectivo, uma promoção positiva da marca SPORTING, sempre que um atleta "grite" golo com o coração [mais do que com uma coreografia estilizada]...

Existe uma corrente que defende uma sociedade que se construa não só na condenação de quem errado faz mas também [e acima de tudo], na valoração e reconhecimento de quem exemplarmente executa! Eu comungo dessa visão em muitos casos.

Tudo isto me leva a pensar, o que poderá [e deverá] fazer o SPORTING para enaltecer e promover estes valores, para distinguir os que constroem a GRANDEZA deste clube, para além das habituais homenagens "Post Mortem"...

Penso que algo semelhante a um Wall of Fame, ou um conceito tipo "Passeio das Estrelas" seria interessante, como factor distintivo do mérito alcançado. Não um Monumento estático e escondido ao "atleta entretanto desaparecido", mas sim algo interventivo com o espaço comum e de directa interacção com os Sportinguistas. Quiçá algum elemento decorativo ou de construção do novo pavilhão? Ou as cadeiras de uma bancada? Os azulejos de uma zona nobre? Ou as árvores de uma zona de jardim? Aliás, seria interessante fazermos em conjunto uma lista de soluções para uma ideia como esta. [Por ex gostei da atribuição do nome Vitor Damas a uma baliza de Alvalade, embora falte a promoção constante até a designação vingar]

Nessa "Montra de Leões" de elevada excepção, de difícil e rigorosíssimo acesso [ex: um nome para ser aprovado teria que passar pelo crivo de uma maioria qualificada de 2/3 no Conselho Leonino] deveriam caber atletas, dirigentes, funcionários, sócios e figuras que de forma inequívoca tivessem correspondido aos valores supra identificados, de forma constante, durante um período temporal considerável [de acordo com a função].

Nunca esquecendo a complementar aplicação nas novas plataformas de comunicação, dando, assim, a conhecer ao mundo a riqueza humana de um grande clube, detentor de uma GRANDEZA incomparável!! 
 
Porque grandes há muitos...
 
jhtomaz (nosso leitor "tz")

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Duas oportunidades que devemos aproveitar

Muito se falou durante a campanha eleitoral da necessidade da criação de uma equipa B ou de um clube satélite. Essa ideia tem agora duas boas oportunidades com a subida do Atlético ou com a manutenção do Sporting da Covilhã. Um porque é quase vizinho e outro porque é uma das nossas filiais e que ainda por cima nada lucrou com a sua súbita "andradização". Têm a palavra os dirigentes do Sporting. O Cantinho do Morais também hoje se referiu ao assunto. Havia também abordado o assunto aqui e aqui.


Tirar o futuro das mãos do destino
São jogadores como Baldé que justificam a criação de um verdadeiro projecto de formação no Sporting que complemente o que se vai fazendo em Alcochete e que, ao nível do futebol, é o que ainda nos vai mantendo em contacto com o desígnio de sermos pelo menos tão bons como os melhores. Atirar o futuro ao destino, que é ao fim e ao cabo o que vimos fazendo, está longe de ser solução. Neste momento e neste contexto fazemos pior que o FCP há muito tempo e provavelmente que o SLB, que entregou a um treinador conhecedor como Rui Vitória a afirmação de 2 dos seus valores mais promissores. Esse projecto complementar, que deveria ser acarinhado por todos como o verdadeiro investimento, poderia passar pela formação de uma equipa B, que aqui já defendi, mas que tem na Bancada Nova (que entretanto “regressou”) as melhores justificações

Mas a solução da equipa B, talvez a ideal, não é única. A criação de um protocolo de longo prazo, devidamente planeado, com um clube da periferia de Lisboa,  por razões de proximidade, já dotado de boas infra-estruturas, seria uma solução a considerar no sentido de fornecer o estágio que tanto falta faz aos jogadores saídos da formação. Um estágio que lhes dê continuidade à formação continuando a jogar.  Um protocolo não nos moldes em que já foi anteriormente efectuado com o Lourinhanense, ou recentemente com o Real Massamá. Por norma estes acordos começam por falhar ao não ser bem acolhidos nos adeptos locais, por parecer que o clube grande apenas quer do mais pequeno uma barriga de aluguer e, uma vez consumado o parto, pouco ou nada reverte a favor do “parturiente”.

Sabemos bem que grande parte dos pequenos clubes da periferia de Lisboa sobrevive de forma dramática, submergidos em problemas financeiros. Que, apesar de registarmos uma situação semelhante, por comparação com os nossos, são muitas vezes verdadeiros “peanuts”. Para tornar apelativo um protocolo nos termos sugeridos o Sporting deveria e poderia oferecer contrapartidas, como por exemplo o atractivo económico de uma percentagem simbólica do passe dos atletas que passassem pelo clube parceiro. Veja-se que 0,5% do passe de Veloso teria rendido ao Olivais e Moscavide 40.000 euros. Quase uma insignificância para nós e uma verdadeira fortuna para o clube, que, à beira do seu centenário, enfrenta agora a extinção por problemas financeiros.

Um protocolo assim teria obviamente que passar pela escolha criteriosa das equipas técnicas e poderia ser também um braço da formação feita na Academia Sporting, onde, muitas vezes, jogadores de qualidade, vêem a sua afirmação interrompida pelas contingências habituais na vida de um jovem futebolística, que vão das lesões às “dores de crescimento” dos adolescentes. Poderia servir igualmente de instituto de formação de jogadores com qualidades para se tornarem treinadores, prolongando assim uma ligação proveitosa para ambos, clube e jogadores. Abel, jogador a quem é apontada capacidade de liderança no balneário e licenciado em educação física, poderia encontrar aqui uma solução conveniente para ambas as partes e que a prorrogação do seu vínculo como futebolista já não permite divisar.

Fazer primeiro, fazer diferente, fazer melhor
Fazer diferente, fazer melhor e fazer primeiro que a concorrência seria com certeza a melhor forma de anular as vantagens dos rivais. A aposta na formação tanto tem servido de bandeira quando as coisas correm bem e como de desculpa quando correm mal, mas tarda em ser assumida não com a resignação de que nada mais ou melhor pode ser feito, mas como uma medida estratégica, capaz de voltar a por o Sporting nos eixos. Hoje o nosso clube é tão conhecido por produzir bons jogadores, por descobrir e burilar talentos como por os desperdiçar. (...)

No meu entender o que se tem anunciado como uma aposta na formação tem sido o triunfo e afirmação dos jovens de Alcochete sobre jogadores com outro estatuto, contratados para serem titulares. A verdadeira aposta na formação nunca foi feita a sério no Sporting e nunca será feita sem que se dê continuidade à qualidade do trabalho desenvolvido em Alcochete no momento em que os jogadores se tornam seniores. Ao contrário do FCPorto, que nem faz da formação a sua maior aposta, o Sporting não acompanha de perto o crescimento dos seus jogadores, nem do ponto de vista técnico nem sequer do ponto de vista afectivo. Os que não conseguem o acesso à equipa principal, a grande maioria, além de deixados à sua sorte, não lhes vêm abertas grandes possibilidades de "estagiar" em equipas com projectos ambiciosos, estáveis ou pelo menos bem dirigidas do ponto de vista técnico.

Será que os Sportinguistas não se interrogam porque são os nossos jogadores dos melhores até aos júniores e depois são relegados para suplentes, ao contrário dos seus congéneres portistas, p.ex.? Nesta fase crucial do seu crescimento, e perante a inactividade, é aqui que perdemos o contacto com muitos dos jogadores que ouvimos depois falar. Mesmo não se tratando de grandes talentos, são bons jogadores que nos poderiam ser úteis em campo e na tesouraria, por serem tão bons ou melhores do que os que nos custam muito a pagar.

Orçamento, Domingos e objectivos

(imagem retirada daqui)


Depois de anos a fio a ouvir sempre a mesma ladaínha acerca do orçamento, com muitos Sportinguistas a abraçarem-na e a utilizarem-na como justificação para quase tudo, esquecendo-se - assim como a Direcção - que formamos jogadores pelos quais os nossos rivais pagam milhões lá fora, e desde o ano passado cá dentro, eis que, um pouco por toda a parte, os elogios à contratação do Domingos se sucedem e se baseiam num ponto: o de conseguir extrair o melhor de cada jogador e com os meios à disposição, superar as expectativas. No fundo, aquilo que sempre se pretendeu e que o tal discurso servia para escamotear.

Depois de duas épocas miseráveis, que nunca poderão nem deverão ser esquecidas, é necessário que a próxima seja o início de um virar de página. Seremos claramente "outsiders" na próxima época no que ao título diz respeito, o que não significa que abdiquemos dessa luta. Poderá até ser uma posição confortável para uma época que se pretende completamente distinta das duas últimas.

Ninguém exigirá a Domingos a conquista do título já para a próxima época mas sim que apresente trabalho, um onze base e futebol. Chegámos a um tal ponto em que a mera presença destes três factores, servirão para catalogar a próxima época como positiva. Adiante.

Tenho visto muitos Sportinguistas entusiasmados com a vinda de Domingos e ainda bem. Confesso que a mim não me entusiasmou por aí além mas o que é importante, é que para muitos, a sua contratação é o suficiente para voltarem a ir ao estádio, pagar quotas e gameboxes, etc.

Estamos adormecidos, envoltos numa letargia que dura já há demasiado tempo, e precisamos de voltar a mostrar a nossa força, principalmente no nosso estádio. Para que os Duarte Gomes desta vida, pensem duas vezes antes de tomarem certas atitudes.

No meu caso, considero que foi dado um passo em frente, no que à questão do treinador diz respeito. Deixámo-nos de experiências, de ver se "será este o próximo Mourinho?" e optámos por um treinador que tem vindo a construir uma carreira sólida e em ascensão, com resultados tremendamente meritórios, principalmente no Sp. Braga.

Começam a chegar os reforços - que espero que o sejam mesmo - e se uns podem ser vistos numa perspectiva de médio-longo prazo como Carrillo, outros serão para o imediato, como Rodríguez. Tenho pena que não seja dada uma oportunidade ao Adrien na pré-época mas espero que uma época na qual possa jogar regularmente, num campeonato competitivo e perto de Portugal, lhe permita demonstrar que tem capacidade para jogar no SCP.

Quero voltar a seguir entusiasmado o futebol, sentir a ansiedade e o nervoso miudinho próprio de um derby ou clássico, na expectativa que o fim de semana chegue - e por fim de semana entenda-se de 6ª a 2ª (obrigado Oliveirinhas...) - para poder assistir a mais um jogo do SCP, ao invés de fazê-lo quase como uma obrigação, sabendo que me enervarei muito mais do que desfrutarei do jogo.

Esse será para mim, o primeiro objectivo que Domingos terá que alcançar. O título virá a seguir.

domingo, 29 de maio de 2011

O Senhor Manuel


Foto: Record - Jogo de Homenagem a Manuel Brito

Nasci no seio de uma família metade-sportinguista e metade-belenenses. Alem de um primo ter sido campeão nacional nas camadas jovens pelo popular Encarnação e a minha mãe também ter praticado a modalidade, muitos dos passeios que os meus pais davam enquanto ainda namoravam eram ao pavilhão do Campo de Ourique ou ao Palácio dos Desportos para assistir aos derbies do andebol lisboeta. Talvez venha dai a razão de eu ter o “bichinho” do andebol – o tal que me levou a cometer a “proeza” de viajar ate a Kwidzyn - Polónia no ano passado.

Na minha juventude, muitas foram as historias que ouvi sobre Luis Hernani, Jose Manuel, Espadinha, Bessone Basto, Carlos Castanheira e Manuel Brito. Uma das mais curiosas remonta a uma partida em Campo de Ourique, onde um vizinho dos meus avos e fervoroso “pastel” reage a um golo de Manuel Brito com a expressão “Oh cabeça de gelo, podias ter morto o meu filho na guerra em África!”. Lá em casa, quando se falava em andebol, quase sempre a conversa ia parar a esta expressão.

Em 1998, assisti com atenção a Final-Four da Taça de Portugal em Andebol. Uma equipa talentosa batia ABC e FC Porto alcançando a vitória final com grande mérito depois de todo o esforço e garra apresentados em campo. Nessa altura, dizia-me o meu pai: “Os jogadores estiveram em campo com uma entrega enorme, tal como o Brito se apresentava em todos os jogos.”. Entusiasmado com esta conquista, decidi iniciar (finalmente) o meu percurso pelo andebol.

Treze anos por este desporto e toda a gente com quem falei sempre me transmitiu o mesmo
“Manuel Joaquim e’ uma jóia de pessoa.” E quando tive a oportunidade de o falar com ele uns anos mais tarde, comprovei efectivamente o que contavam.

Sem nunca o ter visto jogar, Manuel Brito sempre foi um exemplo e uma referência para a minha pessoa. Todos me falavam bem dele, o seu palmares falava por si e a forma como sempre serviu o Sporting quando este necessitou, tornaram-no num ídolo para um jovem andebolista.

Aquando de uma pequena homenagem que decidi fazer a Carlos Ferreira, falei com o “Senhor Manuel” e não consegui esconder as minhas emoções. Do outro lado da linha, o Senhor Manuel falou-me com o seu ‘a vontade característico e amigável “Malcato, somos todos leões, não tenhas vergonha de falar”. Eu, caçula, a falar com um mestre da minha “arte” vacilei e ele estendeu-me a mão. Inclusive, recordava-se vagamente do senhor que lhe dera o apelido de "cabeça de gelo".

Foi Manuel Brito das pessoas que mais me incentivou a iniciar a minha pesquisa pelo histórico do andebol leonino e varias foram as suas palavras de apoio quando falei na possibilidade de voltar a jogar andebol, desta feita nos campeonatos do INATEL. Quando estava na Polónia, recordo-me da mensagem que recebi “Força Malcato, grita ai’ por eles!”. Uma serie de momentos que jamais esquecerei…

Ontem, partiu aquele que terá’ sido o meu primeiro ídolo de adolescência e de paixão leonina. Foi um grande atleta, um verdadeiro campeão, um exemplo de dedicação e empenho e uma inspiração para os mais jovens.

Incontornavelmente, uma das maiores figuras do andebol nacional e uma referência do Sporting Clube de Portugal.

Ate’ sempre Senhor Manuel!

sábado, 28 de maio de 2011

Sporting de luto, morreu um campeão

Foto Tesouro Verde
No Site do Sporting:

Faleceu esta manhã, dia 28 de Maio de 2011, Manuel Joaquim Brito, ex-atleta e treinador do andebol «leonino». Manuel Brito iniciou-se no Sporting no ano de 1965/66, onde permaneceu durante 30 anos (20 na condições de jogador e 10 como treinador).

Era um atleta de nível elevado, tinha uma técnica acima da média e ocupou vários posições no campo. Apenas lhe faltou ter sido guarda-redes. Fez parte da grande equipa de andebol do Sporting que conquistou um penta campeonato e que ficou conhecida como "Os Sete Magníficos".

Considerado como um dos melhores jogadores de sempre do andebol português, Manuel Brito representou a selecção nacional das quinas por 57 vezes, participando, entre outras competições, em dois Campeonatos do Mundo e nos Jogos Luso-Brasileiros, conquistados pelo Sporting.

No seu curriculo contabilizavam-se dois títulos de Campeão Regional e três de Campeão Nacional de Andebol de onze; foi também três vezes Campeão Regional, 13 Campeão Nacional, vencedor de 8 Taças de Portugal em andebol de sete e conquistou ainda uma Supertaça.

Como treinador Manuel Brito orientou durante vários anos os escalões de formação de andebol do Clube de Alvalade, tendo sido Campeão Nacional de Juvenis (1984/85), Campeão Nacional de Juniores (1996/97) e vencedor da Taça Nacional de Juniores (1997/98). Manuel Brito assumiu ainda por três vezes o comando técnico da equipa principal «leonina». Nos últimos anos deixou o clube de Alvalade para treinar o Boa-Hora, Caselas, TAP e Benfica.

Da sua vida fazem parte algumas distinções. Manuel Brito recebeu vários galardões, entre eles, o Prémio Stromp, em 1977, a Medalha de Mérito do Sporting, a Menção de Honra do Comité Olímpico de Portugal e o Prémio Rugidos de Leão.

Manuel Brito completava 63 anos no dia 4 de Dezembro. Nasceu em São Vicente (Cabo Verde) em 1948. O seu corpo vai estar na próxima segunda-feira na Igreja Nossa Senhora do Cabo, em Linda-a-Velha (próxima do Pingo Doce) e o funeral está previsto realizar-se no dia seguinte, pelas 10h00.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Rodriguez 4 anos no Sporting (actualizado)

A Rádio Renascença dá como certo Rodriguez por 4 anos e Moreno por 3 anos. A apresentação do central deverá ocorrer ainda hoje, segundo a mesma fonte.

Aqui fica a apreciação a Rodriguez, retirada daqui, onde o artigo pode ser lido na íntegra:

"Rodriguez é um excelente central. As suas características, nomeadamente a forma concentrada como actua, o cuidado que empresta às coberturas defensivas, a sua capacidade de jogar com num bloco intermédio ou alto, fazem de Rodriguez um dos melhores centrais a jogar em Portugal. À sua frente, apenas Luisão e DC3, para já parece-me mais sólido que Otamendi (que erra com muita frequência) e só o tempo dirá se é melhor que AP4 (sendo certo que é mais rápido e me parece mais capaz de jogar com uma linha defensiva subida).


O maior problema de Rodriguez, razão que seguramente terá impedido a sua transferência para outros clubes mais cedo (à imagem do que acontecera com outros centrais de clubes de 2ª linha em Portugal, como Geromel), é a sua propensão para lesões musculares. Rodriguez torna-se um central caro pelo tempo que passa na enfermaria, com frequência 50% da temporada, o que obriga o seu clube a dispor de uma alternativa de semelhante capacidade. A isso acresce o facto do trabalho das duplas de centrais ser profundamente relacional, havendo duplas que se complementam melhor do que outras, sendo as suas lesões um obstáculo à criação dos automatismos necessários.

Mas excluindo as suas lesões, Rodriguez é um central de top: sendo relativamente veloz, faz da rapidez de raciocínio a sua melhor (e mais eficaz) arma para desarmar adversários, porque é um jogador inteligente, é capaz de antecipar os movimentos dos seus adversários assim lhe permitindo manter a coerência posicional e jogar em zonas mais adiantadas, porque quando está fisicamente apto raramente é ultrapassado em situações de 1x1 defensivo (quer em força, quer em técnica ou velocidade – nunca me esquecerei da forma como, há alguns anos, Rodriguez foi imperial a controlar Ronaldo o ‘Fenómeno’ nunca cedendo às suas acelerações que eram mortais para qualquer defesa) e porque alia à sua inteligência uma enorme (pelo menos aparente) capacidade emocional, jogando com a tranquilidade e frieza que os momentos de jogo exigem.

Entradas e saídas: a porta já gira

Dayro Moreno parece ser a próxima aquisição para o ataque do Sporting. Idolatrado no Once-Caldas, e que os brasileiros apelidaram de "Neymar colombiano", é um jogador de 25 anos que no seu trajecto tem já 2 experiências com pouco sucesso no estrangeiro. Uma no Brasil, no At. Paranaense em 2007, e outra por 3 épocas no Steua de Bucareste, entre 2007 e 2010. Considerado um enfant-terrible, com gosto pela vida nocturna, parece ter acalmado após mudar do clube dos solteiros para os casados. Declarações entretanto tornadas públicas dão conta que o jogador procura agora a afirmação definitiva. Moreno é um descrito como um avançado móvel, que pode jogar quer ao centro, quer sobre as alas e que "deixa a pele em campo". 

Fabian Rinaudo teve uma actuação muito elogiada na sua chamada à selecção argentina. Do pouco que vi parece-me um cromo repetido na nossa colecção, o que implicará provavelmente saídas. Surpreende-me que a opção de Domingos não seja por um perfil mais próximo de Vandinho.

Rui Fonte foi adquirido em definitivo pelo Español de Barcelona, por 2 anos, dando assim sequência ao seu percurso nos "periquitos" de Mauricio Pochetino, que após o ter ido buscar à equipa B, lhe foi dando minutos de confiança na 1ª equipa. Percurso a seguir com atenção. Boa sorte Rui.

Pereirinha e Adrien parecem não dispor de espaço no Sporting de Domingos, não deixando de me intrigar que nem sequer mereçam observação por parte do treinador. Quanto a mim são 2 jovens valores que o Sporting deve manter com ligação ao clube e que na última época acabaram abandonados à sua sorte que, por sinal, não foi muita. Fala-se agora do empréstimo de ambos à Académica ou Marítimo. Pereirinha tem apenas mais um ano de contrato. Ambos são agenciados por Pina Zahavi...

Quem está de saída ou apenas de mudança de cadeira é Pedro Mil-Homens. A retirada da responsabilidade da Academia e a proposta da gestão do projecto internacional das academias assemelha-se a uma  "reforma dourada"que não creio que venha a aceitar. Com muitos anticorpos juntos dos adeptos pela sua origem benfiquista, a sua partida significa o fim de uma era. Do meu ponto de vista espero que esta mudança radique em critérios bem claros da procura da eficiência e não mera operação de cosmética.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Miguel Fabuloso!

Excerto de uma entrevista que Miguel Veloso ao site "Relvado":

"Não aceitaria jogar no Benfica ou no FC Porto! O meu clube é o Sporting e é lá que um dia gostaria de voltar a jogar. Não para já, porque não pretendo regressar a Portugal por agora, mas quero terminar a carreira no Sporting".

Diria mais: uma chapada de luva VERDE para muitos Sportinguistas que, diga-se, bem se esforçaram para a merecer!




Paulão por El Mudo? Mais vale ficar calado...

Como a questão da altura será provavelmente suscitada nos comentários lembro que o SCBraga foi o ano passado a defesa menos batida do campeonato, com 20 golos e com a dupla de referência Moisés e Rodriguez com 1,83m e 1,82 respectivamente.

As noticias contraditórias sobre o central peruano, que o dão desde como provável na Luz até ao "esfriamento" do interesse do Sporting poderão muito bem estar relacionadas com a disputa entre empresários? É que aparentemente Hélio Casareto terá negociado com o Sporting, empresário de Rodriguez e Carrillo,  e o SCBraga, via Jorge Mendes, tenta a sua chance. 

Do meu ponto de vista o Sporting perderá muito com a troca. Paulão é um central igual a muitos outros, pese o bom final de época registado. Rodriguez seria a solução para o lado esquerdo do centro da defesa, há muito tempo carenciado. E, ao contrário de outros que venham de outras bandas, Rodriguez tem tudo para pegar de estaca.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Três aquisições imprescindíveis para Domingos

Muito se fala das futuras contratações do Sporting e não faltam nem  diagnósticos das posições mais carenciadas nem propostas de craques.  Deixo aqui as aquisições que considero  imprescindíveis para o sucesso de Domingos e de todos nós. Um defesa, um médio e um atacante.

Ao enunciar como aquisições dou como claro que se tratam de valores que infelizmente nos têm faltado, alguns deles de há anos a esta parte. Mas, ao contrário de qualquer argentino, sueco ou brasileiro para os adquirir não precisamos de despender somas avultadas. Por outro lado, e infelizmente para nós, não estão à venda nem há dinheiro que os compre. Temos de ser nós, sportinguistas, como força colectiva, cada um executando o papel que lhe compete, que temos que saber erigir quase pedra por pedra cada uma destas aquisições.

Estabilidade
É a base do sucesso de qualquer projecto e, sendo uma aquisição imprescindível, tivemos já amostras bem recentes que continua a estar aqui o primeiro ponto de fragilidade do que queremos que seja o novo Sporting. No seu lugar está instalado há anos, em particular os últimos 2, o sobressalto e o estado de permanente alvoroço em que o clube vive.

A ausência de estabilidade tem sido essencialmente um problema de liderança, mas não só. Os maus resultados substituíram o ânimo optimista pelo derrotismo e isso sente-se também entre nós, seja nos blogues, seja nas conversas de rua e café, seja em Alvalade. É aqui que o problema é mais agudo, uma vez que o nervosismo escorre como uma substância viscosa até ao relvado, tolhendo os jogadores. Não será só pela incompetência técnico-táctica que obtivemos este ano dos piores resultados de sempre em Alvalade.

Quando me refiro à estabilidade não posso esquecer que nos últimos anos muito tem sido o corrupio de directores, treinadores e jogadores, obstando assim à criação de valor e saber. O Sporting parece por vezes um clube de “aprendizes de feiticeiros” em praticamente todas as áreas e isso sente-se e paga-se. Estabilidade emocional e de liderança seria uma aquisição indispensável, tão importante como ter uma defesa sólida.

Realismo
Tal como o meio-campo de uma equipa o realismo é o equilíbrio de um bom projecto. Face aos condicionalismos internos e os que nos rodeiam a próxima época devia ser encarada como uma época de transição. Vejamos porquê:

1- A conjuntura financeira, a que nos é exclusiva e a do resto do mundo, não nos é favorável. Nesse sentido mais do que uma revolução serão necessárias soluções de compromisso entre o possível e o desejável.

2- Da direcção à equipa técnica estamos a sair lentamente do ponto zero enquanto os nossos adversários mantêm os seus treinadores (pelo menos até ver…) e os corpos sociais. Aí o FCP parte para já à frente: tem dinheiro, tem identidade e uma auto-confiança reforçada.

3- Em nenhum momento o Sporting se pode esquecer que não controla nem tem poder nos meandros do futebol português e que isso é um sério handicap.

A primeira tarefa de Domingos será, do meu ponto de vista, devolver precisamente a identidade ao futebol do Sporting de forma a que os adeptos se revejam na equipa, coisa que não acontece há pelo menos 3 épocas.  O titulo não é uma miragem mas não creio que faça sentido fazer um “all-in” na época que se avizinha. Se ganhar o titulo é de importância crucial, reconstruir as bases para criar o hábito de ganhar também o é.

Ambição
Não há vitórias sem ataque e é aqui que deve entrar a ambição, que é perfeitamente compaginável com o realismo. Sem ele a ambição não passa, na maioria das vezes, de delírios inconsequentes. Não deixa de ser verdade que, talvez por coincidência, o Sporting, das 3 últimas vezes que foi campeão foi-o com treinadores acabados de chegar. Por isso não há razões para não crer e não querer ganhar.

Olhando para os seus principais adversários o Sporting terá as suas chances e terá que estar preparado para se valer delas. A primeira poderia começar logo com a saída de Villas Boas do FCP, obrigando PdC a procurar novo treinador. Por outro lado há que considerar que, mesmo mantendo AVB, será muito difícil ao FCP voltar a realizar a época perfeita. Nessas condições falta ver como reagem os adeptos e até o treinador à adversidade. E confesso que gosto, neste arrumar dos cestos, da euforia com que se fala na CL pelos lados do Dragão. Foi assim que começou o ano passado a via-sacra de Jesus, que este ano não tem margem para errar. Esse ambiente em torno do nosso rival dos lados do Colombo é, sem sombra de dúvidas, um aliado precioso.

Mas, mais do que a preocupação excessiva com o valor dos outros, temos que nos valer do que temos. Domingos não fará milagres, muito menos sozinho, mas já provou que as diferenças dos orçamentos podem ser atenuadas com organização e ambição. Num campeonato sem túneis até podia ser já hoje campeão.

Podia falar também em esperança mas aí somos campeões há anos sem conta. E em Paciência acabamos de nos reforçar.

O negócio Oriol Romeu (Barcelona) visto de perto

Romeu está já referenciado por grandes clubes europeus
Texto de Tiago Romeu, Sportinguista a viver na Catalunha, em colaboração com o "ANortedeAlvalade":

A confirmar-se o negócio do empréstimo de Oriol Romeu do FC Barcelona ao Sporting – e são várias a fontes em Portugal e na Catalunha a darem o negócio como mais que plausível – a minha primeira reacção não deixa de ser de desconcerto.

Salvaguardando as devidas distâncias,  uma das características que o projecto futebolístico do FC Barcelona e o do Sporting partilham é a de serem predominantemente clubes formadores mais do que compradores. Continuando a comparação, o resultado prático, em termos de política de empréstimos, é que o Sporting tende a emprestar jogadores em formação, normalmente no último escalão, enquanto o FC Barcelona contorna essa necessidade com a sua equipa B, um projecto que forma não só futebolistas como treinadores e que, beneficiando do ritmo competitivo da Segunda Liga espanhola, permite assegurar que jovens no último escalão da formação e nos primeiros anos de sénior compitam com regularidade num contexto competitivo semelhante ao de uma equipa da parte superior da tabela de uma liga média europeia, no mínimo.

Assim, se partimos do princípio que o Oriol Romeu não terá a titularidade assegurada, ainda que possa vir a ser titular ou a ganhá-la, é uma decisão estranha por parte do FC Barcelona, se prefere arriscar ter um jogador que preza e que tem futuro no clube (com quem renovou há menos de um ano face ao assédio de clubes como o Arsenal e que tem uma cláusula de rescisão de 30 milhões de euros) longe de casa num ambiente competitivo onde a regularidade que não teve na segunda parte da época não está assegurada. Acresce a isto o facto de um jogador, no FCB B, ter possibilidade de contar como recurso da primeira equipa e ser opção progressivamente (como de resto seria provável que tivesse passado se não se tivesse lesionado).

Do lado do Sporting, o que interessa, também parece uma opção desconcertante. Por vários motivos, o primeiro dos quais a natureza do negócio: se o FCB parece arriscar afastar de casa um jogador sem ter a certeza de que jogue e evolua, o Sporting incorre num duplo risco. Por um lado, se o jogador triunfar e conseguir de facto ter regularidade e uma boa prestação no ano de empréstimo, as possibilidades de que se possa manter no clube são escassas, para não dizer nulas (há uma pequena diferença entre ser o Rochemback em anos de Rexach e Van Gaal e ser o próximo Busquets e herdeiro simbólico do 4 de Milla e Guardiola em anos de… Guardiola). Por outro lado, se o jogador não triunfar, ainda que seja um negócio de baixo risco, o Sporting já terá enviado sinais negativos à formação (que um jogador de 20 anos internacional espanhol poderá ter mais oportunidades que um jogador de 20 anos internacional português e formado no clube) e afastado do plantel principal jogadores já formados e em quem investiu, confiou e moldou, como por exemplo Adrien Silva.

Deixando de lado os riscos, Oriol Romeu pode ser resumido como um médio centro defensivo, de recuperação de bolas e de contenção, que jogaria ou de pivot defensivo num 4-3-3 ou com outro médio centro num esquema de 4-2-3-1. É um jogador a meio caminho entre o antigo 4 do Barça (o que vestiu Milla primeiro e Guardiola depois e que funcionava, no esquema de Cruyff, como o enlace com os médios interiores e à frente do central) e o 6 do Barça de Rijkaard, o Sérgio Busquets ou o Yaya Touré. Ainda que mais próximo desta posição do que da primeira.

O Sporting tem aparentemente poucos jogadores que se possam dedicar unicamente a essas funções, neste momento:   Zapater, talvez Carriço ou Nuno André Coelho, e alguns jogadores que talvez pudessem desempenhar esse papel com bons resultados, como Pedro Mendes, André Santos ou Adrien Silva, se finalmente ficar no plantel. Nomeio apenas alguns exemplos, claro. Neste contexto, Oriol Romeu poderia trazer à equipa qualidades e características que neste momento não sobram mas ficariam por avaliar duas possibilidades:  se o mercado não poderia fornecer soluções com igual impacto presente mas com projecção de médio - longo prazo no clube; ou se o clube não encontraria entre os juniores de último ano e os seniores de primeiro e segundo ano uma solução que, mesmo com um potencial eventualmente menor, não merecesse, pelo retorno futuro, uma aposta já na presente temporada.

terça-feira, 24 de maio de 2011

"O Sporting é muito grande!"

"Estou aqui para ganhar. Deixem-me dizer que visitei o museu, e o Sporting é muito grande." Foi assim que Domingos começou a dirigir-se a todos os presentes no auditório Artur Agostinho, numa assistência mesclada de jornalistas e adeptos.

É precisamente por aí que começo a minha apreciação sobre o que tive oportunidade de ver na apresentação de Domingos. Imagino que seja difícil conter a curiosidade e o entusiasmo dos adeptos mas uma conferência de imprensa devia ser vedada a elementos estranhos à comunicação social para que os profissionais possam desenvolver sem constrangimentos o seu trabalho. O Sporting também aqui pode e deve marcar a diferença em relação aos demais.Esta observação ainda faz mais sentido se tivermos em conta que havia um evento preparado no relvado destinado aos adeptos em particular.

O ambiente na sala acabaria por condicionar quer as perguntas quer as respostas pelo que pouco haverá a assinalar para lá das palavras de circunstância.Não posso porém deixar passar em claro a falta de cuidado evidente na escolha dos adereços. A Juve Leo, por mais respeito que nos mereça, não é mais do que uma das claques do Sporting, mesmo que seja a mais antiga e mais numerosa. O apoio que dão e os sacrificios que farão não podem ser julgados por uma bitola diferente dos demais.

Mesmo correndo o risco de ser mal interpretado não posso deixar de ficar estas notas dissonantes com o ambiente de festa que se viveu hoje em Alvalade.

No mais, e tal como previa no post precendente, Domingos foi bem recebido, de forma até mais afectuosa que o próprio imaginaria nos seus sonhos mais optimistas. O pior que lhe desejo é que seja feliz e conserve o sorriso da primeira vez em Alvalade.

EM FRENTE SPORTING!!!

Desta vez Domingos já fez toda a auto-estrada A1

Depois dos episódios traumáticos ocorridos com Mourinho e Villas Boas, precedidos da não menos célebre e traumática inversão de marcha de Domingos, o Sporting prepara-se logo para celebrar contrato com o seu novo treinador, Domingos Paciência.

O primeiro efeito positivo desta contratação é visível na auto-estima dos Sportinguistas que, muitos deles, ainda meio incrédulos, se regozijam com a contratação de um treinado em clara rota ascensional que prefere o Sporting. É também uma forma de retomar um ponto de uma história subitamente interrompida, querendo-me parecer que Domingos nos poderá ser agora muito mais útil como treinador do que poderia ter sido como jogador, então já com 31 anos.

Se eu conheço bem a forma de estar dos Sportinguistas Domingos receberá logo um banho de multidão e a demonstração da generosidade que nos caracteriza. Se assim acontecer será uma excelente forma de iniciar um nova etapa na vida do nosso clube que seguramente não será sempre marcada pela festa que mais logo se espera. Será nessa altura que todos voltaremos a ser precisos e provavelmente muito mais do que hoje.

Como certamente estará a dizer o nosso amigo Hugo, lá onde o sol se levanta primeiro, EM FRENTE SPORTING!

“Nem com o onze do Barcelona o Sporting era campeão”

A frase é de Paulo Sérgio e foi ontem proferida na entrevista que concedeu à Sport TV a que assisti com alguma relutância. Paulo Sérgio representa o passado que, mesmo que muito recente, espero que não se volte a repetir em Alvalade. Esse foi o tempo em que qualquer um podia ser treinador do Sporting.

É óbvio que o treinador não foi o único culpado do descalabro da época passada que veio na continuidade do que havia sucedido na anterior. Mas Paulo Sérgio acabou por confirmar porque razão o seu perfil, mais do que o curriculum que o precedia, o desaconselhava como treinador de um clube como o Sporting. Ao longo do tempo em que foi treinador, e em especial na pré-época, foi um pau mandado nas mãos de Bettencourt e Costinha, deixando-os delapidar o valor que remanescia duma equipa que havia ganho alguns troféus e tinha estado perto de ser campeã. Como várias vezes aqui questionei o Sporting não se reforçou verdadeiramente, foi apenas preenchendo os lugares vagos. 

Com tudo isso juntou-se-lhe a incapacidade do treinador em criar mecanismos colectivos suficientes para poder pelo menos responder aos serviços mínimos. A forma como mudou consecutivamente os "onze" revelam impreparação e ausência de estratégia certamente originadas na instabilidade emocional que ontem ficou bem documentada. Com o 11 do Barcelona dificilmente seríamos campeões se o treinador fosse Paulo Sérgio.

Depois da entrevista em que ficou bem patente que para ele o problema resolvia-se sempre com mais jogadores pergunto-me se Paulo Sérgio já terá conseguido perceber como é que o Braga, com um plantel inferior ao nosso, quase era campeão o ano passado e fez a época que fez este ano, eliminando Sevilha, Liverpool, Dínamo de Kiev e SLB, tendo a meio do ano feito o downgrade do seu plantel. O Domingos que lhe explique.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Depois de alguma Paciência aí está Domingos

O Sporting emitiu um comunicado dando conta da contratação de Domingos para o lugar de treinador da sua equipa principal equipa de futebol. Ficam pendentes novos esclarecimentos, nomeadamente a duração do contrato, que se estimava ser de 2 anos mas que agora é avançado como sendo de apenas 1. (Mais 1 de opção?).

Certamente não faltarão oportunidades para falar de Domingos Paciência mas, numa primeira abordagem, não posso deixar de me congratular com a decisão. Dos treinadores portugueses disponíveis é a que me parece a melhor opção para devolver aos Sportinguistas a vontade de, numa primeira fase, voltarem a acreditar e, em consequência, voltarem a Alvalade.

Que domingos não perca o sorriso nem a sensatez que lhe é peculiar e que a sua carreira continue a registar ascendência que que a tem caracterizado desde o seu inicio. Depende dele e de também de nós. Boa Sorte Domingos!

Nem tudo está bem quando acaba bem

Quanto durará este abraço?
É com alguma relutância que volto ao tema da demissão de Luis Duque. Porque tenho dúvidas se remexer neste assunto prejudica mais do que ajuda o Sporting e porque foram já feitas as mais variadas análises sobre o tema. Saliento em particular a que foi feita na Bancada Nova, pelo elencar das diversas causas que podem estar ligadas a esta crise e pelo seu conteúdo, com o qual concordo na generalidade. E é baseado nela que aproveito para acrescentar alguns pontos de vista pessoais.

Jornalistas
Não sou dos que acho que esta é uma crise artificial criada pelos jornalistas. Ao contrário do que tem acontecido em anteriores ocasiões, esta não é uma noticia “criada em laboratório”, neste caso na redacção de “Abola”. A reacção do Sporting espelhada nos dois comunicados deixa isso bem claro: O Sporting “desconhecia oficialmente” a intenção de Luís Duque se demitir mas não a negou. Luis Duque não é suficientemente claro no seu comunicado, diz que “não se demite das suas responsabilidades”, mas não negou a noticia. Obviamente que se aquela não tivesse um fundo de verdade a reacção seria de outro teor, seguramente mais musculada. Por outro lado, não teria havido lugar a 2 comunicados – um deles, pasme-se!, dizendo que a SAD não conhece a posição oficial de um administrador – e outro de carácter individual.

O problema de ir a jogo com um Duque como trunfo
LD é apontado como o homem que sabe de futebol, que conhece os meandros e sabedor disso e da importância estratégica que a sua presença  que teve na eleição de Godinho parece ter resolvido esticar a corda, assumindo uma posição de força, com o intuito óbvio de marcar território. Desconheço em absoluto se os problemas vindos a público são reais, todos ou alguns deles, ( Couceiro, Mil Homens e Jean Paul, Interferências na gestão do futuro Plantel, Carlos Barbosa e a politica de comunicação ) mas não posso estar mais em desacordo com a forma encontrada pelo actual administrador para o futebol para os resolver. Digo isto porque me parece óbvio que a noticia difundida pela Travessa da Queimada saiu de LD ou de alguém que lhe era próximo e porque entendo que ao invés de resolver o que quer seja só parece ter complicado. 
 
Veremos que mossas ficaram desta sua actuação e que anti-corpos foram criados no actual CD. Mas vai ser impossível de apagar de imediato a dúvida sobre a indispensável coesão nos órgãos sociais e isso será tributado em diversas facturas. Seja no mercado, seja no já de si difícil contexto interno. Tido como trunfo pessoal, GL deverá saber avaliar bem o real valor do administrador e a sua fiabilidade.

Danos Colaterais
O principal perdedor é o clube por ver, mais uma vez, colar-se a si a imagem de instabilidade directiva que tem estado na origem de épocas consecutivas de fracasso. Ontem, tendo passado grande parte do dia num compromisso social, assisti à final da Taça de Portugal. Ante o descalabro machadês e perante uma plateia dividida maioritariamente entre portistas e benfiquistas, alguém dizia que a final seria melhor se disputada entre os grandes. Ao que alguém respondeu: com o Sporting? Esses não contam para nada, estes estão lá há quinze dias e já não se entendem. Resolvi não contestar, porque não é meu hábito discutir com desconhecidos, mas acima de tudo porque não estou convencido do contrário. O Sporting precisa de voltar a contar e tem que começar a ganhar primeiro a batalha da credibilidade, desde logo junto dos seus adeptos, e depois para o exterior, para assim se poder achar apto para ganhar guerras.

Quem ganhou afinal?
Não me parece possível retirar GL da lista dos que mais poderão ter ganho. Da mesma forma que seria evidente a sua fragilização se Duque desertasse. Mas pode também ter sido um sério aviso para a necessidade da existência de um organograma bem claro que evite colisões nas áreas de actuação e consequentes choques de personalidade. Ao contrário do que mais tenho lido, só vejo como um problema sério o facto de a actual direcção ser constituída por elementos com grande peso no clube e até na sociedade se não houver coordenação entre si. Prefiro isso a uma gestão autocrática e personalizada num único individuo.

Conclusões
Confesso não saber se o Sporting ganhou alguma coisa com este triste episódio, o que poderá ter acontecido se dele resultou alguma clarificação. Creio até que este foi o prenúncio de que LD não finalizará o seu mandato e que se terá encontrado por ora uma solução de compromisso, de forma a que o clube não seja prejudicado nesta fase crucial. LD, além da forma muito exclusivista que preconiza para gestão do futebol, é um homem de muitas solicitações e ambições, que não se esgotam no Sporting. E quer a actividade autárquica, quer um lugar na futura AR, quer a promessa de um futuro cargo na FPF são muito mais interessantes e exigem muito menos do ponto vista pessoal do que qualquer cargo no futebol do Sporting, ao contrário do que muita gente vai dizendo sem pensar.

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