segunda-feira, 18 de julho de 2011

Mais um campeão europeu na rota de Alvalade?

Diego Capell a um passo do Sporting é a noticia do momento.  Pode o veloz extremo andaluz constituir uma mais valia para o Sporting?

Pedigree é coisa que não falta a Capel. Frequentou as escolas do Barcelona desde os 12 anos, onde teve uma passagem meteórica, por inadaptação mas haveria de ser repescado pelo Sevilha, onde se estreou em 2004, como sénior. É internacional espanhol nas selecções de formação, onde alcançou o ouro europeu nos sub-17 campeão, titulo que repetiu recentemente em sub-21 onde jogou 13 minutos em 4 jogos, fazendo uma assistência decisiva. Colecciona já uma internacionalização A num amistoso com a Dinamarca, em 2008, com Aragonez no comando.

O negócio não está ainda fechado e, como é obvio, só será possível porque o Capel não se afirmou no Sevilla ou então a sua aquisição seria impensável para o Sporting. A trajectória do extremo é nitidamente descendente e, sem ilibar as responsabilidades que lhe serão próprias, há que salientar que ela tem sido paralela ao do Sevilla, em particular no atribulado último ano, com sucessivas mudanças de treinadores. 

Trata-se de um jogador nitidamente à procura da afirmação, característica importante para nós, tendo em conta que será sempre uma operação cara, mesmo que seja concluída sem a posse integral do passe. No seu tempo de ascensão no Sevilha, que nos últimos anos tem sido uma fábrica de talentos como Reyes, Jesús Navas, Sergio Ramos e o malogrado Antonio Puerta, foi considerado o “extremo perfeito”, quer pela rapidez com chegava à linha de fundo, quer pela facilidade com traçava diagonais mortíferas, saindo disparado da linha lateral para o interior. Foi muitas vezes comparado com Reys e Futre.

Deste jogador retenho na memória a eliminatória do ano passado de acesso à Champions, quando o Sevilla se cruzou com o SCBraga. É portanto conhecido de Domingos. Lembro-me de ter saído do banco, numa altura em que a sua equipa, em desvantagem na eliminatória e sem conseguir exercer o domínio que previa sobre os arsenalistas. Depois de dois ou três raides pela extrema esquerda a equipa bracarense reconstituiu os seus equilíbrio e Capel acabou por desaparecer paulatinamente do jogo. Uma situação que será muito comum no campeonato nacional, onde o extremo acabará por encontrar dificuldades em todo semelhantes. Que, como convém lembrar, poderão ser mais facilmente superadas se houver uma boa organização colectiva.

A confirmar-se a contratação de Capel será a segunda vez este ano que o Sporting contrata um campeão europeu na categoria de sub-21, depois Stjin Schaars.

domingo, 17 de julho de 2011

Low cost


(foto retirada de www.sporting.pt)

Quando comprei a minha gamebox, foi-me dito que era uma gamebox low cost e por conseguinte, não teria lugar marcado. Seria uma questão de chegar, escolher o lugar e sentar-me.
Fiquei um pouco de pé atrás porque um amigo meu já detinha uma gamebox neste sector e esta política poderia causar problemas no que a ver o jogo juntos diz respeito.

Entretanto ele renovou a sua esta semana, tendo-lhe sido dito exactamente o mesmo que a mim.

Espero que nas bilheteiras expliquem esta política aos Sportinguistas que comprarem bilhete para estes sectores, de modo a evitar futuras confusões do género "Esse lugar é meu".

Quanto ao SCP, continua a sua preparação. Pelo que leio, Postiga, Rubi e Wolfswinkel continuam a dar boas indicações e a deixar antever uma luta saudável em relação ao sector atacante. Que assim continuem, seria uma grande mudança em relação à época que findou.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Loira ou Morena?*



Assisti ontem a grande parte da primeira sessão de esclarecimento sobre a revisão estatutária em curso via site do Sporting. Ainda não tive oportunidade de ler a proposta com profundidade e aproveitei para tentar retirar algo para formar uma opinião desta sessão.

Antes de falar daquilo que me parece mais importante dou nota de alguns fait-divers sem grande interesse, a filmagem da sessão foi horrível, devem ter desenrascado um operador de câmara que ia a passar na rua, quando se fala cada vez mais de criar a Sporting TV são pormenores que interessam corrigir. O Dias Ferreira não tem paciência nenhuma para estas coisas, muito menos para explicar e voltar a explicar a mesma coisa por existirem sócios que têm dificuldade de perceber à primeira alguns pontos. Está no seu perfeito direito mas podia poupar a todos os presentes o seu enfado. Por outro lado apreciei bastante as explicações simples e claras de Rui Oliveira e Costa.

Vamos então ao que interessa. Houve três temas fundamentais debatidos, categorias de sócios, votos e quotização, núcleos, filiais e claques, Conselho Leonino (CL) e sua articulação com a Assembleia Geral de Sócios (AGS). Não gostaria de continuar sem dar nota daquilo que se via pela imagem transmitida uma participação diminuta de sócios na sala, em contraste com uma elevada participação via e-mail (centenas de perguntas).

Categorias de sócios, votos e quotização – Há importantes reformas. O fim do sócio correspondente e criação do sócio auxiliar com direito a voto (inferior ao sócio efectivo em número e progressão) e a ser eleito é da mais elementar justiça. Na minha opinião ainda iria mais fundo simplificando as categorias de sócio e direitos de voto. O antigo sócio correspondente (já dou por adquirido que esta aberração acaba) teria direito a 1 voto sem qualquer progressão ao longo do tempo, mas seria em termos de direitos, um sócio pleno, quer institucionalmente, quer comercialmente (aquela gamebox só com 4 jogos para correspondentes tira-me do sério).

A grande discussão entre os dois modelo,s um sócio/um voto e o actual (ou aquele que é proposto) não me é relevante, aceito ambas de bom grado a minha noção de democracia não é afectada por existirem sócios com maior número de votos que outros no seio de uma associação. Já tenho alguma dificuldade em entender porque não se simplificou… Um sócio inicia com 2 votos (?) e “termina” com 19 votos (tomando como exemplo o actual sócio nº1). A paridade é reduzida de 1 para 25 e passará a ser de 2 para 19. Também neste caso ia mais fundo e faria uma progressão de 2 votos por cada 5 anos de associado (2, 4, 6, 8…etc.).

As quotizações serão alvo de actualizações anuais a estabelecer pelo Conselho Directivo até um máximo de 2,5% do valor da quota (no fundo indexado à inflação), parece-me justo e pacífico.

Núcleos, filiais e claques – Tema quente e complexo. A minha primeira intuição seria retirar tudo o que fizesse referencia ao funcionamento (direitos, deveres, acção, etc.) destes elementos da família Sportinguista dos estatutos e atirar todo esse articulado para regulamentos. Salvaguardando sempre um artigo que consagra a sua existência como elementos fundamentais da família Sportinguista. Ora com as reformas que se aproximam de que destaco a descentralização do voto e o incremento da angariação de sócios por estes nossos “pontas de lança” isto não é viável. Dada a disparidade de situações existentes será um trabalho de Hércules criar um modelo funcional eficiente. Urge normalizar e nos Núcleos onde seja possível exercer o direito de voto informatizar em conjugação com os serviços administrativos do clube. Mais do que as alterações propostas, que são as necessárias para realizar a “obra” não gabo a sorte ao director que fique com este pelouro a seu cargo.

Tenho pena de verificar que o Núcleo de Coimbra ficou fora, nesta primeira fase, dos locais com possibilidade de voto, que sirva de incentivo para melhorar e ambicionar subir a essa condição.

Conselho Leonino – Os moldes e os poderes acrescidos que serão delegados no Conselho Leonino prometem ser o maior motivo de discussão desta revisão de estatutos e com razão, dificilmente se encontraram sócios com a mesma opinião sobre o assunto. Vamos por partes, concordo com a delegação de poderes da AGS num grupo menor de sócios eleitos que tenham no seu interior uma disparidade de opiniões que se considere reflectir o sentir global dos Sportinguistas. Se a memória não me falha o funcionamento do antigo Conselho Leonino era similar, reunia-se o grupo de sócios com direito a mais votos e existia uma “pré” votação de diversos assuntos antes da AGS, este formato de Conselho Leonino foi extinto na gestão de Jorge Gonçalves.

Pelo que percebi ontem, hierarquicamente tudo se mantém igual a AGS independentemente das competências e deliberações do Conselho Leonino nas suas novas competências pode sempre anular essas decisões. Estaria eu descansado não fosse a última vez que alguns sócios tentaram reunir uma AGS extraordinária os terem mandado angariar fundos para a executar…

Com base nesse histórico, julgo que seria bastante mais pacífico ter o modelo hierarquicamente correcto, quero com isto dizer o seguinte. Nos estatutos estariam previstos os assuntos que o Conselho Leonino poderia deliberar por delegação de poderes da AGS, na AGS onde esses assuntos fizessem parte da ordem de trabalhos existiria, após apresentação do ponto especifico, uma votação imediata sobre se a discussão e votação seria em âmbito de AGS ou de imediato delegada no Conselho Leonino (perdendo a AGS o direito de posteriormente revogar a decisão do CL).

Continuei a não entender a necessidade de mais conselheiros, sendo que existia uma corrente que pretendia 100, por mim se o objectivo é trabalhar quanto menos melhor, mesmo que esse trabalho inclua discussão entre pontos de vista muito opostos, a justificação de que com 70 a massa associativa tem maior representatividade para mim não é suficiente se uma lista candidata ao Conselho Leonino tiver 90% dos votos o que é que se ganhou em representatividade? Se limitarem o número de candidatos por lista p.ex. a 30 já entendo, desta forma não.

Para finalizar, nota-se grande vontade de cooperar entre “facções”, queremos paz e queremos cuidar do Sporting de modo melhor do que tem sido feito, mas há sinais evidentes de que as desconfianças, as tricas, os grupinhos de sensibilidades ainda andam com “medo do escuro”. Aquilo de que gostei menos foi a diminuta participação de sócios, alguns dos assuntos que hoje se pretende passar para a alçada do Conselho Leonino correspondem a AGS onde por vezes não estão presentes uma centena de sócios (ou seja está um Conselho Leonino ad hoc e não um eleito pelos sócios), se queremos mais do Sporting as pessoas têm de estar presentes, principalmente nestes momentos onde se pode livremente questionar e esclarecer.

Por exemplo a questão do timing foi abordada e justificada pela necessidade de fazer esta reforma fora da época competitiva onde uma derrota ou uma vitória pode condicionar o sentido de voto e não o assunto em causa que nada tem que ver com o árbitro, treinador ou o sentido posicional do Polga. Percebo, mas como sou imune a esses estados de espírito mutantes, não entendo. Será que não devíamos ser já mais crescidinhos?

Independentemente daquilo que cada um pensa ou do modelo que mais gosta, foi feito um excelente trabalho em prol do Sporting. Não está em causa escolher uma loira ou uma morena a base é sempre o Sporting Clube de Portugal e a objecção legítima que exista sobre qualquer ponto não deve por em causa o valor do documento que vai a votação, nem todos os que participaram na sua elaboração devem sentir melindre se os sócios escolher outro caminho.

No final ficará Sporting, apenas e sempre Sporting!

* - Scarlett, meu deus, apenas e sempre Scarlett!

Estatutos novos à pressão II

Estão em debate as alterações aos estatutos mas infelizmente o excesso de trabalho impede-me de me debruçar com a profundidade que gostaria sobre as propostas em discussão. Acresce que a falta de formação jurídica dificulta-me uma mais rápida percepção  da amplitude da mudança que ocorrerá caso os estatutos venham a ser aprovados. Por isso lamento que a conjunção desses dois factores redundem numa contribuição mais pobre do que a que gostaria de dar ao debate em curso. Mas, tendo em conta a importância de que se reveste uma revisão estatutária, não hesito em voltar ao assunto, mesmo reconhecendo o carácter avulso da minha reflexão.

Timing
Esta é a principal objecção que coloco logo desde o anúncio da proposta de alteração. Mantenho que esta pressa não faz sentido, tendo em conta a importância das matérias. Não apenas por causa da época estival mas, sobretudo, porque todo o processo tem sido conduzido no interior quer das duas comissões constituídas para o efeito, quer no seio do Conselho Leonino. As suas conclusões só agora chegam ao universo leonino, que, diga-se, "tem mais do que fazer" do que debruçar-se de imediato sobre o documento e reflectir sobre as suas consequências nos dez dias que medeiam a sua publicação e a votação. Por maiores que sejam os méritos das propostas esta é desde logo uma derrota para o clube como é sempre que se preconiza uma mudança esquecendo-se de quem devem ser simultâneamente os agentes e os beneficiários da mesma. E é um "erro politico" por fechar os olhos à realidade interna do clube, criando reserva e animosidade sobre um processo que até se tinha tornado consensual há já algum tempo no universo leonino.

Legitimidades
Ninguém poderá deixar de interrogar que legitimidade existirá na aprovação da actual revisão estatutária se ela for votada por um número reduzido de sócios. Que é o que é bem capaz de vir a acontecer, basta ver a aderência à sessão de esclarecimento de ontem. Não creio que, no curto espaço de tempo já acima aludido, tenha havido espaço para a necessária mobilização dos associados, muitos dos quais se encontrarão em período de férias e por norma, há que reconhecê-lo, têm estas questões como pouco apelativas. Não bastará depois lavar as mãos dizendo que participou quem quis.

Controvérsia desnecessária
Se havia algo de consensual na revisão estatutária era a necessidade de alargar a participação dos sócios, permitindo-se a descentralização do voto. Não deixa por isso de ser dificilmente compreensível que se contribua para a aprovação de alterações que, a terem lugar, serão aprovadas por um reduzido número de associados, atendendo ao universo de votantes possíveis, mesmo que representando 75% dos votantes. No meu entender o mais sensato seria ter em conta no imediato a descentralização do voto, o alargamento do direito de voto a todos os associados bem como a ponderação dos votos face à antiguidade. Estes eram os temas sobre os quais se havia percebido a necessidade de mudar e foram estes pelos quais o actual CD deu a cara nas eleições.

Não sou um adepto da democracia directa no que ao País diz respeito, mas a realidade do clube é bem diversa. Não me parece salutar que se preconizem delegação de poderes que estão actualmente nas mãos dos sócios sem que se criem condições para que a maioria de nós se pronuncie sobre o assunto. Pensar que não existe no seio dos associados a maturidade suficiente para a necessária compreensão das matérias em causa para a respectiva tomada de decisão é o mesmo que dizer que os sócios também não sabem quem elegeram para o CL, que é o órgão a quem se pretende delegar os poderes. Delegação essa que apenas passou pela cabeça dos elementos que integraram a comissão, uma vez que o assunto nunca havia sido suscitado antes. Sobram-me muitas dúvidas sobre a necessidade e utilidade deste upgrade a um órgão que ainda por cima ao longo dos anos pouco ou nada o fez por merecer, bem antes pelo contrário.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Sporting amanhã na capa de "ABola"

O Sporting venceu hoje o FC Presikhaaf por 8 golos sem resposta, prosseguindo a sua preparação da época que se avizinha. Tendo em conta o resultado e a prodigalidade recente do jornal "ABola" não espero menos que uma capa semelhante à da ilustração do post.

Não tendo visto o jogo mais não posso fazer do que salientar o óbvio: os golos de Postiga, Rúbio, e Wolfsvinkel, que é para isso que eles lá estão. O mais importante, que é perceber como se chega lá e em simultâneo se evitam os golos na nossa baliza, terá que ficar para depois.

Porque não são transmitidos os jogos na Holanda?

Anteontem escrevia aqui, a propósito da comunicação social, que a actual bi-polarização do futebol português convém aos interesses instalados. Hoje, tal como avançava no mesmo texto, confirma-se a não transmissão dos jogos do Sporting em qualquer dos canais televisivos, incluindo a Sporttv, que tem obrigações acrescidas. É uma decisão sem precedentes recentes e diferente da tomada em relação aos nossos rivais.

Prefiro os factos às teorias da conspiração pelo que não vou fazer grandes especulações sobre esta tomada de decisão do canal de Oliveira. Mas é estranho que, numa altura em que os 3 canais pouco mais fazem do que o tradicional encher chouriços, se prescinda de um evento que seguramente tiraria o share de qualquer canal do marasmo.

Mas de uma coisa tenho tenho a certeza: daria imenso jeito a muita gente que o Sporting deixasse de ser tratado em pé de igualdade com os seus rivais. Além de se deixar de pagar o mesmo, reduzindo-nos assim as receitas, presta-se, ao fim e ao cabo, um enorme serviço à nossa concorrência. E como se diz que Portugal só gera receitas para 2 grandes...

Estatutos novos à pressão

A nova redacção dos estatutos vai ser votada em AG extraordinária a realizar no próximo dia 23 de Julho. Trata-se de uma alteração substancial da "Magna Carta Leonina" que me apanha com muito pouco tempo para reflectir sobre ela como gostaria. 

Antes de colocar as minhas objecções devo esclarecer que entendo esta revisão como mais do que necessária para a modernização do clube e essa necessidade havia já sido admitida aquando da realização do Congresso Leonino, em Santarém. Esta nova redacção propõe alterações há muito esperadas e de mérito indiscutível.

Teci já algumas considerações sobre o timing desta alteração num post sobre o assunto na Bancada Nova, cuja leitura recomendo.

Reconhecendo como válidas as observações feitas pelo PLF aos meus comentários, mantenho no entanto que esta revisão me parece ser feita à pressa, sem que se consiga vislumbrar motivo para tal, tendo em conta a importância do que está em causa. Não creio que 10 dias para leitura e reflexão sejam suficientes e, com esse tempo, não haverá lugar a debate.

Com esta pressa temo que, mais uma vez, sejam tomadas decisões sem se perceber muito bem o seu alcance, como tem acontecido na história recente do nosso clube. Por exemplo, tenho sérias dúvidas na promoção que agora se propõe para o Conselho Leonino. É certo que o actual órgão é talvez o mais representativo de sempre do universo leonino. 

Mas quem garante que em breve não possamos voltar ao tipo de CL que resultou da eleição de JEB e que se reuniu menos vezes que o rei fez anos? 

Faz sentido que um CL constituído por uma maioria acéfala e transformado no eco das vontades de um Conselho Directivo como o de então possa tomar decisões que agora estavam apenas destinadas aos sócios em AG? Não está aqui a constituição de uma AG delegada disfarçada, ideia tão acarinhada por Rui Oliveira e Costa e que, no meu entender, não faz qualquer sentido num clube como o Sporting?

São muitas as minhas dúvidas e mais ainda as minhas objecções pessoais embora tenha presente que o Sporting não tem que ter estatutos à medida das minhas ideias mas que sirva o clube, obviamente. Mas, para lá dos méritos e das fragilidades que o documento apresente há algo em que não transijo e que desde já lamento: com este agendamento o Sporting fará uma mudança crucial que passará ao lado da maioria dos seus associados. 

Por mais méritos que o documento tenha dificilmente se poderá pensar que a mudança que é tão necessária, começa da melhor forma.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Renovado

O sentimento descrito no título será talvez o que melhor descreve o que actualmente se sente no Sporting e nos Sportinguistas. Ao contrário de um período de férias em que se procura reduzir as nossas actividades rotineiras ao mínimo, deixando o ócio invadir o nosso corpo e mente, no futebol este sentimento de renovação nasce de uma volúpia de actividade e de novidades que fazem crescer ilusões e esperança para atacar os novos desafios.

No desporto o momento da vitória é o mais fugaz que existe. Todo o trabalho que foi acumulado durante uma época, todas as horas de treino, de privação, de estudo, de motivação para a superação são justificados por aquele momento final de êxtase. A glória faz desaparecer dores, erros e ressentimentos, tudo afinal era justificado para atingir aquele final feliz.

O Sporting está em renovação, de cima a baixo, de dirigentes a jogadores e esse facto reflecte-se em nós, tudo é novo, tudo é miragem em que queremos acreditar. Poucos terão certezas absolutas sobre a correcção dos caminhos tomados, pelo menos certezas fundamentadas, mas a ilusão da miragem para quem caminha há tanto tempo no deserto é suficiente para fazer das fraquezas forças e atacar o caminho junto com a nossa equipa rumo à vitória.

Serão todas estas reformas apenas floreados, como indica a imagem? Ou está a ser feito algo mais substancial que nos colocará no caminho do sucesso durante vários anos?

Há sinais contraditórios, quantos de nós observamos jogos suficientes de Schaar (um dos valores mais seguros que entram) para opinar sobre a sua qualidade? Poucos certamente. Quantos não preferem que se invista em jovens com margem de progressão e de retorno em lugar de jogadores em final de carreira? Provavelmente muitos.

No início dos trabalhos Domingos referiu que se estava a procurar um plantel equilibrado, gostei de ouvir, mais do que estrelinhas mediáticas ou a aquisição “daquele jogador que nos marcou um golo no ano passado” a construção de um bom plantel tem muito mais de equilíbrio do que de precipitações emotivas de mercado.

Ao equilíbrio de Domingos gostava que fosse acoplada outro princípio – concorrência - gostava que este plantel tivesse também essa característica, que ninguém estivesse seguro que o seu lugar estava garantido seja por estatuto, idade ou proveniência. É este ambiente de concorrência que faz os jogadores superarem as suas capacidades a cada momento seja num simples treino, seja na final de uma competição, terão sempre individual e colectivamente de demostrar a correcção da escolha do seu treinador.

Para já vamos aproveitar o sentimento de renovação para nos iludirmos, deixando de lado goleadas contra amadores, não esquecendo que o grupo final apenas estará reunido e em condições competitivas nas primeiras semanas de Agosto e que o mercado ainda está morno, os gigantes ainda não meteram euros a rodar em quantidade e que podem existir surpresas envolvendo p.ex. Patricio, André Santos, Postiga ou JPereira.

A caminhada até Maio vai ser longa e dura será importante que a nossa crença na miragem se transmita à equipa para que se torne uma realidade. Venham de lá então as gamebox e os primeiros jogos a sério, estou a ficar faminto de bola!

Os novos números (onde falta um 31)

São já conhecidos os números dos jogadores do plantel para a época 2011/12. E eles são:

1 - Rui Patrício; 2 - Rodriguez; 3 - Carriço; 4 - Polga; 5 - Onyewu; 6 - Evaldo; 7 - Bojinov; 8 - Schaars; 9 - Wolfswinkel; 10 - Izmailov; 12 - Marcelo; 14 - Matías; 16 - Tiago; 18 - Carrillo; 20 - Djaló; 21 -Rinaudo; 22 - Luis Aguiar; 23 - Postiga; 25 - Pereirinha; 26 -André Santos; 28 - André Martins; 32 - Vítor Golas; 33 -Diego Rubio; 47 - João Pereira; 88 - João Gonçalves. Arias e Turan ainda não têm número. 

Tem-se falado muito da necessidade de um extremo a mim parece-me que falta aqui um 31. Um verdadeiro 31 para as defesas adversárias...

segunda-feira, 11 de julho de 2011

O texto de Manha e o que é realmente importante

Confesso que não percebi ainda o porquê de tanta indignação causada pelos textos de João Querido Manha e Miguel Góis. Tratam-se de artigos de opinião a que os seus autores têm direito e o seu conteúdo nada terá de muito surpreendente. 

Uso este tempo verbal porque não li o artigo do gato benfiquista, não podendo por isso pronunciar-me. Mas vindo de onde vem pouco poderia conter que me pudesse interessar ou surpreender. O humor do autor escorrega em regra para o medíocre certamente porque, na altura da criação, nem gatos nem homens fomos todos bafejados com a mesma classe. E Góis pode respirar o mesmo ar que Ricardo Araújo Pereira mas, por contágio, o mais que conseguirá é apanhar a gripe das aves, se o mais conhecido dos gatos tiver esse azar. Mas o que quer que tenha escrito Góis, bom ou mau, não passa de um texto de um conhecido adepto benfiquista e é nesse âmbito que deve ser entendido, o mesmo é dizer que para o Sporting não interessa nada.

O assunto com Querido Manha é diferente porque, tendo em conta a profissão que exerce, e para lá da sua óbvia costela benfiquista, tem outras obrigações que não as de Góis. O pior do texto de Manha estará não tanto no que escreveu sobre o Sporting porque, para lá de algumas imprecisões, faz algumas referências pertinentes, que são aliás veiculadas por muitos de nós. O pior é não se conhecer do escriba tanto à vontade e acutilância quando se refere aos nossos rivais. 

Não se percebe, por exemplo, o espanto de Manha porque o Sporting se reforçou com “oferta internacional de segunda linha” se não se conhece clube nacional que se abasteça da nata dos futebolistas internacionais. Mas enfim, vale a pena tanto burburinho sobre a opinião de um jornalista que é mais conhecido pelas suas estatísticas do que pelo acerto técnico dos seus comentários? Não creio.

Mas talvez o Sporting não fizesse mal em aproveitar a ocasião para reflectir sobre as suas relações com a imprensa. Há dias dizia aqui que o Sporting perdeu espaço na comunicação social, o que é uma verdade indiscutível e preocupante. São muitos os exemplos e transversais aos vários canais de televisão. Por exemplo, no dia da apresentação do plantel, assistia ao jornal da noite da SIC em local onde não tinha escolha e verifiquei com espanto que a noticia mereceu uma brevidade constrangedora. Hoje a partida do Sporting para a Holanda, na RTP1, logrou ainda menos tempo que a opinião de João Alves técnico do Servette, da Suiça. E, seguindo uma norma que parece estar instituída, o Sporting faz sempre o último lugar do espaço desportivo nos canais de televisão. De tal forma que a SporttV parceira do clube e canal dedicado, ignorou o estágio do Sporting na Holanda no que à transmissão dos jogos diz respeito.Nos jornais são mais comuns os cantos e esquinas que as manchetes.

Mais do que a opinião deste ou daquele jornalista incapaz de despir a camisola, são factos como este que me preocupam. Porque se poucos lêem o que o João Querido Manha escreve para o CM – desta vez foram muitos mais pelo foco que a indignação causou, o que devia merecer a pergunta de todos se valeu a pena… - muitos serão os Sportinguistas privados de verem os primeiros jogos da sua equipa. Com isso serão, por exemplo, poucos serão os minutos concedidos aos patrocinadores, isto no principio de uma elencagem de desvantagens muito mais vastas.

Algumas das razões para estes “fenómenos” poderão ser explicadas pela conjuntura económica que afecta todos, incluindo as televisões. Outras encontrá-las-emos dentro de casa, pelo que fomos fazendo no passado e agora queremos mudar. Cabe-nos a todos, em especial à actual direcção, mas não só, obrigar a comunicação social a dar-nos o relevo que é nosso por direito. Não se pense é que ele será entregue numa bandeja, porque a actual bi-polarização do futebol português convém aos interesses instalados. Essa é uma luta que terá que ser travada com muita inteligência, muita paciência mas sem condescendência.

domingo, 10 de julho de 2011

O retrocesso de Pereirinha

Inesperadamente Pereirinha seguirá juntamente com o restante plantel para o estágio que amanhã se inicia na Holanda. Irá substituir o azarado João Gonçalves, a conta com “dores no joelho”. Tendo sido já dado como emprestado ao Olhanense o jogador vê-se subitamente confrontado com a possibilidade de “mostrar serviço” a Domingos Paciência que, ao que se disse, queria contar ele no Sporting de Braga na época passada.

Que significado atribuir a esta chamada? É de facto uma porta que se abre a um jogador que já deu provas de talento, mesmo que não de forma consistente ao ponto de ainda não se ter afirmado? Ou é mais um passo a concorrer para o adiamento da sua afirmação, e, atendendo ao tempo que lhe resta de contrato, o entreabrir da porta de saída de Alvalade?

Antes de mais é necessário contextualizar a chamada tardia do jogador. Vem para substituir um colega lesionado que teria que disputar o lugar de defesa direito com João Pereira. Isto é Pereirinha chega como terceira opção e para um lugar ao qual foi adaptado, lugar esse que, na minha opinião, nem é o que melhor desempenha.*  Acresce ainda a indefinição quanto à chamada: depende da evolução da situação de João Gonçalves que, a ser favorável, significará o bilhete de regresso a Olhão ou é definitivo?  Não sabendo o que sabe o jogador, convenhamos que não é propriamente um cenário promissor para o atleta.

Acontece que, tal como afirmei acima, este é um ano importante para Pereirinha. Com apenas mais um ano de contrato, poder passar a época à sombra de João Pereira que, com justiça face às disponibilidades, se viu promovido a titular da selecção nacional, não é propriamente o cenário ideal. Passar mais um ano sem jogar significará o recrudescer das análises rudimentares em que o futebol é fértil: se não joga não presta. A sua ida para Olhão, trabalhando com um treinador como Faquirá, e num plantel que lhe permitiria brilhar, parecia-me uma oportunidade interessante, mesmo que em contradição com o que penso sobre o valor do atleta que, com uma melhor gestão da sua carreira por parte do clube, já poderia estar do lado dos valores seguros.

Aparentemente este regresso inesperado a casa tem tudo para ser um retrocesso para Pereirinha, agravado pela forma errática com que o clube gere a ligação mútua. Há contudo um lado favorável nesta conjuntura que é o da resposta do atleta. Olhando a ocasião pelo lado da oportunidade, Pereirinha pode contrariar o destino pouco auspicioso. O futebol está cheio de acasos como este que acabaram por redundar em sucessos inesperados contra as poucas probabilidades de sucesso.

* A propósito das qualidades de Pereirinha


E isto:

sábado, 9 de julho de 2011

Nem todos os dias serão Domingo(s)

A importância de Domingos no último acto eleitoral nunca poderá ser contabilizada mas seria talvez a única das promessas tácitas que seria impossível não cumprir. A apresentação apoteótica do novo treinador em Alvalade foi o pontapé de saída para o reforço da confiança dos Sportinguistas e, porque não dizê-lo, de alguma euforia que, se não fizer tirar ninguém os pés do chão, é um ingrediente indispensável no preciso momento em ela se justifica inteiramente.

O lugar do treinador e o papel por ele executado, tal como afirmei aqui por diversas vezes, é fundamental num clube como o Sporting, que tem no futebol o quase tudo e o quase nada da sua existência. É por isso natural que à volta de Domingos se concentrem praticamente todas as atenções, sobretudo a partir de agora, quando parecem estar praticamente definidas as entradas e saídas no plantel.

No entanto é impossível não reparar que à volta do treinador parece estar a nascer um clima de afectividade que vai muito para lá da confiança nas suas capacidades técnicas e que nele depositam os Sportinguistas. A direcção do Sporting faz mais ou menos o mesmo, quando lhe atribui o papel de  ponta-de-lança na promoção da próxima época. 

Hoje todos os dias são Domingos(s) em Alvalade. Mas é bom não esquecer que vai chegar um dia, talvez mais, em que vai ser necessário olhar para o apelido do treinador e ter também alguma paciência. Isto tendo em conta que são muitos os que querem ver Domingos campeão.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

As duas estrelas que nos faltam

A conversa é recorrente a cada nova época, especialmente quando, aqui há alguns anos, o Sporting foi buscar Schmeichel ao Manchester United, produzindo um efeito mobilizador a que muitos atribuem uma das razões para o fim do grande jejum.

Antes de ir ao centro do meu raciocínio devo esclarecer que, salvo uma situação excepcional, como foi a do Grand Danois, não vejo que o Sporting possa retirar grande proveito de operações deste tipo. Comecemos pelo efeito no marketing: quantas camisolas são necessárias vender para tornar a operação equilibrada, entre ordenados e prémios de assinatura? Sem conhecer as margens de lucro em cada camisola não tenho pejo em afirmar que teríamos que andar perto dos números que só estão ao alcance dos principais clubes das maiores ligas para a operação poder ser justificada pelo lado do marketing. Fica por isso todo o foco na prestação desportiva. Ora isto equivale a pôr demasiados ovos no mesmo cesto, o que, bem sabemos, não é grande politica. Acresce a isso o facto de tal distorcer o espírito primordial do jogo de futebol que é a sua dimensão colectiva.

É ainda difícil de esquecer o efeito da chegada de Schmeichel mas tenho duas dúvidas: que haja hoje jogador com perfil idêntico capaz de produzir efeito igual ao produzido por ele e que, no cômputo geral, a sua participação no esforço do título tivesse a influência que a categoria quase mitológica a que foi promovido lhe atribui. Há duas razões fundamentais para assim pensar:

1) Schmeichel foi naturalmente titular indiscutível excepto quando se encontrava lesionado, o que ocorreu após a 7º jornada do campeonato. Até aí o Sporting tinha realizado a seguinte série de resultados E|V|V|E|E|D|V e o título parecia já uma miragem. À oitava jornada Nelson foi chamado à baliza, por lesão do dinamarquês, durante 5 jornadas consecutivas e a sequência de resultados foi  D|V|V|V|V. Nelson voltaria à baliza na 19ª jornada e o Sporting venceria o jogo.  

2- Ainda hoje se entende que a chegada dos reforços em Janeiro, em particular de André Cruz, Mpenza e Prates foi a inversão de uma marcha que tudo indicava ir terminar como a dos 18 anos antecedentes.

Disse já o suficiente para concluir que mais importante do que ter uma grande estrela é fundamental a ocorrência simultânea de diversos factores para ser campeão. Seguramente que tanto como ter grandes nomes é necessário ter no relvado uma equipa de movimentação e mecanismos colectivos apurados. 

Por alguma razão o Braga de Domingos, com unidades individuais genericamente menos dotadas que nós, conseguiu duas épocas de nível muito superior ao nosso. Pode ser por aí a chance do Sporting, que, apesar do esforço realizado, não consegue por ora aguentar ombro com ombro com os seus rivais o esforço do mercado. E o FCP, por exemplo, a equipa que mais tem ganho nos últimos anos, há muito que abandonou a perseguição por grandes nomes, preferindo valorizar e vender as sua safra particular, com os resultados desportivos e económicos que se conhecem. Ou ponha-se os olhos no Manchester City.

Por outro lado o facto de ter menos dinheiro não é necessariamente razão para não comprar bons jogadores. Garay tem outro estatuto que não tem Rodriguez, por exemplo. Mas, feita a relação custo/beneficio, não sei se as diferenças que possam existir entre ambos justifiquem o abismo entre os 12 milhões que custará mais os cerca 2,8 milhões por época que ganhava em Madrid, feita a transposição dos seus proventos mensais – 1,5 milhões - para a realidade fiscal do nosso País.

Há duas estrelas que o Sporting não pode prescindir este ano: a da competência colectiva e a da sorte. Elas são as que mais camisolas vendem e mais sportinguistas levam ao estádio. Sem elas não há trutas que nos valham.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

No máximo o terceiro lugar

A ideia está expressa no site brasileiro Trivela, num artigo que merece a pena ler. Os bolds são da minha autoria.

O Sporting penou bastante nas duas últimas temporadas. Não acertou a mão com treinadores e trouxe poucos reforços de real impacto - muitos dos contratados, aliás, de qualidade bem questionável. Tanto que quando Godinho Lopes venceu a eleição presidencial do clube em Março, chegou com o discurso da contratação de nomes fortes e de um técnico local, jovem e ambicioso. Quatro meses depois, não se pode dizer que os Leões não estão se mexendo, ainda que os efeitos dessa "movimentação" sejam uma incógnita.


Do fim da temporada até agora, foram cerca de dois meses (um pouco menos, talvez), e de lá para cá, chegaram 13 reforços, além do retorno de dois atletas (André Martins e João Gonçalves) que serão relacionados Poucos, é verdade, da safra "prometida" por Lopes durante a campanha eleitoral. Mas que desde já evidenciam algo que parecia certo nos últimos tempos, mas que não vinha sendo colocado em prática: era necessário mudar (ou, parafraseando um conhecido comentarista, "mudar de vez).

Segundo o presidente leonino, cerca de 20 milhões de euros - o orçamento previsto era de 30 milhões - já foram investidos em reforços. Ao mesmo tempo, outros jogadores foram liberados, para aliviar a folha de pagamento. Entre os nomes já trazidos, várias surpresas (algumas até positivas, outras passíveis de observação e, claro, jogadores que inicialmente soam como desnecessários) e somente um nome, por assim dizer, esperado (e prometido): o zagueiro peruano Alberto Rodríguez, trazido junto ao Braga.

No gol está o nome que, no primeiro momento, soa inexplicável. O Sporting já vinha com três goleiros e parecia decidido a manter Rui Patrício, Tiago e Vítor Golas. Eis que chega, do Marítimo, o arqueiro Marcelo Boeck. Em tese, para ser o reserva direto de Rui Patrício, mais ou menos nos moldes da vinda de Timo Hildebrand na última temporada. O alemão pouco atuou e não demorou a manifestar interesse em deixar Alvalade. Difícil imaginar em que espaço se situará o brasileiro oriundo da Ilha da Madeira.

A defesa, setor considerado um dos mais delicados da equipe, ganhou uma variedade interessante de opções. Na zaga, além de Rodriguez, chegam o norte-americano Oguchi Onyewu e o jovem colombiano Santiago Arias, de muito bom Sul-Americano Sub-20 pelos Cafeteros. Em princípio, o peruano e Onyewu devem desbancar Anderson Polga e Daniel Carriço e formar uma dupla mais forte do ponto de vista físico e técnico. Nas laterais, há o retorno de João Gonçalves para a direita e a vinda do francês Atila Turan.

No meio-campo, reforços que em sua maioria soam mais como apostas do que efetivamente certezas. O mais conhecido do público é Luís Aguiar, que estava no Peñarol e teve boa passagem pelo Braga. Stijn Schaars, oriundo do AZ, foi capitão do time holandês, destacou-se na campanha do título da Eredivisie em 2008/09 e esteve na Copa do Mundo passada. Tem características de liderança e criação que estavam em falta em Alvalade, mas necessitará acostumar-se ao ritmo do futebol português, já que passou toda a carreira na Holanda.

Mas ambos terão difícil concorrência, já que o russo Marat Izmailov, enfim, parece recuperado das lesões e polêmicas que abreviaram sua vida em Portugal e, em condições normais, é um natural titular. Além disso, há o irregular - mas reconhecidamente bom jogador - Matías Fernandez, provável concorrente de Aguiar - quando este retornar da operação a qual será submetido - e Schaars, caso a equipe atue com três homens no meio e somente um ligando o setor ao ataque. Já outro provável "rival", Simon Vukcevic está de saída.

Já Fabián Rinaudo é um volante que apesar de ter caído com o Gimnasia La Plata para a segunda divisão argentina, fora o grande nome da equipe, sendo até chamado para amistosos da Albiceleste. Deve fazer dupla com André Santos entre os titulares, uma vez que o setor de meias defensivos foi o que sofreu mais perdas, com as rescisões de Zapater, Maniche e Pedro Mendes. Esta última, aliás, talvez a dispensa mais inexplicável, vista a experiência do volante e o rendimento dele ser proporcionalmente melhor que grande parte do time.

À frente, "sobreviveram" Hélder Postiga e Yannick Djaló. Mas a dupla caseira terá séria concorrência. O nome mais rodado é o búlgaro Valeri Bojinov, de bons momentos no Parma nas últimas duas temporadas. Ricky van Wolfswinkel, ex-Utrecht, foi um dos principais goleadores da Eredivisie passada e tem a seu favor a capacidade de jogar também a meia-atacante. Já o peruano André Carrillo, grande esperança do futebol local, desponta como "mineirinho" do ataque. Sabe atuar em todos os lados do ataque, o que lhe pode ser um diferencial.

Mas as grandes perspectivas estão mesmo no banco, com o início da passagem de Domingos Paciência pelo Sporting. As credencias são as melhores, e até por isso, entende-se que o grupo com o qual contará tenha alguns de seus jogadores mais importantes da época de Braga, como os "antigos" João Pereira e Evaldo e os "novatos" Rodriguez e Aguiar. Além disso, o treinador ganhou uma variedade boa (em quantidade e qualidade) para testar na pré-temporada da Holanda, maior do que Paulo Bento (2009/10) e Paulo Sérgio (2010/11) tiveram.

Paciência já mostrou saber do riscado tático - algo que faltou aos Leões na temporada passada - e terá um grupo tecnicamente superior ao do Braga para trabalhar, ainda que com mais peças a encaixar. No entanto, não se pode esquecer que a base com a qual o técnico trabalhou no Minho já era bem experiente em gramados portugueses, enquanto o atual elenco tem diversos "novatos". E se ao norte a cobrança de resultados não era das maiores, sabe-se que, em Lisboa, o tempo e margem de erro serão curtas para repetir o feito no Braga.

Em meio aos reforços, houve o re-empréstimo de Wilson Eduardo, desta vez ao Olhanense. O jovem atacante teve ótima temporada cedido ao Beira-Mar, e tinha condições de ser ao menos testado na pré-temporada. Diogo Salomão, uma grata surpresa de 2010/11, foi emprestado ao Deportivo. Também poderia tranquilamente disputar posição entre os selecionáveis leoninos. Porém, a oportunidade na Espanha e a responsabilidade de ajudar o tradicional time de Coruña a voltar à elite pode ajudar-lhe no amadurecimento.

Depois de um bom tempo, o Sporting inicia uma temporada com alguma perspectiva. A possibilidade mais palpável de retornar à Liga dos Campeões, com a reconquista portuguesa da terceira vaga na competição, é hoje o foco principal da equipe - ainda que o discurso seja o da briga pelo título, atualmente ainda inviável, visto que sairá bem atrás de Porto e Benfica no tocante ao entrosamento do grupo. De qualquer forma, a intensa movimentação sportinguista pré-2011/12 é, já, uma boa surpresa para a temporada.

A primeira vitória do Sporting

Ontem na cerimónia de apresentação dos novos equipamentos à comunicação social Carlos Barbosa avançou com números que testemunham aquilo que todos os Sportinguistas vão sentindo um pouco por toda a parte: há uma onda de entusiasmo que há muito andava arredia do clube. Esse entusiasmo extravasa já o próprio clube e é falado pelos comentadores. Os adversários sentem-no e abordam-nos com um discurso marcado entre o respeito e cautela.

 Obviamente que os problemas não estão todos resolvidos, longe disso. As fracturas de ontem não consolidaram. Elas são facilmente percepcionadas quando, querendo-se referir a alguma acção da actual direcção, o discurso do Sportinguista não evita a mortífera introdução “estou à vontade porque não votei nesta direcção.

Há doenças contagiosas que não sofrem de igual estigma, convenhamos.  Mas é indiscutível que esta dobragem do cabo das tormentas para o da esperança tem como base a movimentação no mercado por parte do Sporting, realizando uma transformação de fundo há muito pedida pró largos sectores do clube. Os Sportinguistas apercebem-se do esforço que está a ser realizado e demonstram, paulatinamente, vontade de aderir. Não querem ficar sentados a ver o comboio passar, mesmo sem saber qual é a estação de destino.

Não sabemos, ninguém sabe, se as medidas tomadas darão o resultado que se espera. Há no entanto uma virtude indiscutível: o Sporting saiu do marasmo e do pessimismo de há poucos dias para viver os primeiros dias da época 2011/12 com entusiasmo. Este é aquele momento da época em que faz sentido sonhar que o melhor está para vir. E poder fazê-lo é já uma pequena mas preciosa vitória que deve ser saboreada. Mais ainda por ser uma vitória que vinha sendo sucessivamente sonegada aos Sportinguistas, fosse por impreparação e/ou incompetência. Afinal, capitalizar a esperança leonina é o serviço mínimo, porém indispensável,  de quem tem a honra e, porque não dizê-lo, a árdua tarefa de liderar. Para já o Sporting está a ganhar. Uma vitória longe de imaginar há bem pouco tempo.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Bojinov desafia a maldição.

Bojinov já foi apresentado com jogador do Sporting. A sua transferência custará ao Sporting 2,6 milhões de euros, por 80% do passe mas poderá alcançar os 3,5 milhões de euros, valor certamente indexado à performance desportiva do Sporting. No sentido contrário Valdés segue por empréstimo, ficando o clube italiano com opção de compra por 1,8 milhões. Trata-se de um valor muito mais razoável do que o foi pago há precisamente um ano e talvez mais de acordo com a relação de valor e idade do chileno.

Como nota lateral à contratação do búlgaro deixo o facto de herdar a maldita camisola 7 que, nos últimos anos, tem sido supersticiosamente associada  ao calvário dos jogadores que a envergam. O búlgaro, que já teve o seu inferno privado com lesões certamente não é supersticioso ou não conhece a história. Não sei se Izmailov acredita em bruxas mas, à cautela, será o dono da 10 na época que começa. Boa sorte Bojinov

Bojinov: 2 estrelas pelo preço de uma

Bojinov já está em Portugal e, tal como se antecipava ontem, deverá assinar contrato pelo Sporting pelos próximos 5 anos. O negócio far-se-à por troca com Valdés, numa improvável repetição de um negócio realizado há 7 anos quando o búlgaro, então com 18 anos, despontava no Lecce e era considerado um dos nomes a ter em atenção para o futuro. De tal forma que a Fiorentina desembolsou 10 milhões de euros e metade do passe do chileno. O percurso de Bojinov obviamente não teve a trajectória tão alta como se augurava, ou dificilmente estaria hoje em Lisboa para assinar contrato. Tal pode ser explicado por duas lesões muito graves (ruptura de ligamentos em 2007/08 e ruptura de tendão de Aquiles em 2008/09) e, eventualmente, por outras razões, segundo o que se dizia no final do ano passado em Itália.

Quem o conhece de mais perto do que nós, como é o caso de Gonçalo Brandão, que actua no futebol italiano, Bojinov é um grande jogador "difícil de marcar, muito móvel e que chuta bem com os dois pés". Para lá do aspecto técnico Brandão afirma que informações por si recolhidas levam a concluir que "o búlgaro é uma excelente pessoa, divertido, extrovertido e que faz bom ambiente no balneário" o que contraria a ideia de enfant-terrible.

O ingresso de Bojinov marca assim um regresso improvável do Sporting ao mercado dos melhores internacionais de Leste, uma vez que, desde o ressurgimento da Rússia e da lei Bosman, que o Sporting não contratava um jogador deste estatuto. Bulgária de onde veio um dos jogadores estrangeiros que mais me encantou de leão ao peito, Krasimir Balakov. Do estilo que se anuncia do actual recruta creio estar encontrado o substituto de Vukcevic nas preferências da bancada.

Não termino sem evocar a memória de Big Mal, Malcom Alison para os leões que ainda não têm brancas na juba. Numa entrevista realizada já após a sua passagem pelo Sporting deu conta da má impressão deixada pela beleza das mulheres búlgaras, neste caso da falta dela, sensação que lhe terá ficado após um estágio que o Sporting realizou na Bulgária.

Olhando para a namorada actual namorada de Bojinov sou levado a concluir que ou Lozanova é uma vistosa excepção à regra ou muito mudou dos primeiros anos da década de oitenta para cá. O Sporting comprou uma estrela mas receberá outra por simpatia.

terça-feira, 5 de julho de 2011

O adeus de um Grande Senhor

«Agradeço ao Sporting a oportunidade que me ofereceu para jogar num clube de enorme grandeza e prestígio e sobretudo agradeço aos seus adeptos todas as demonstrações de afecto e carinho. Não o esquecerei. Sinto-me triste porque, por motivos físicos, não cheguei a atingir o mesmo rendimento constante que alcancei noutros clubes. Agora sou um jogador livre e nos próximos dias vou escolher o que considerar que é melhor para mim e para a minha família»

A passagem de Pedro Mendes foi uma conjunção de 2 momentos infelizes, o dele e o nosso. O que não belisca em nada a categoria de um enorme profissional e de um homem bem formado,como se vê pela forma como se despediu do clube.

Godinho Lopes em discurso directo

Godinho Lopes vai estar presente logo, na RTPn, pelas 21:10, concedendo uma entrevista ao canal de informação do grupo RTP. A entrevista será posteriormente repetida no mesmo canal após as 23:00, seguida de debate, não tendo sido anunciados os participantes.

Aguardo com relativa curiosidade a entrevista, como sempre acontece sempre que os assuntos do meu clube "vão" à televisão. O Sporting não perdeu só adeptos no estádio ao longo dos últimos anos. Perdeu também importância e capacidade de influência na comunicação social e, em consequência, deixou de chegar a muitos Sportinguistas a não ser pelas piores razões, perdendo por isso muita capacidade de sedução. Temos por isso um longo trabalho pela frente para recuperar o espaço perdido, pelo que, devem ser consideradas todas as oportunidades.

Dito isto, e tendo a RTPn aberto a antena às presidências dos principais clubes, obviamente que o Sporting teria que ser ouvido, outra coisa não faria sentido. Duvido no entanto do timing, uma qualidade não negligenciável na arte de comunicar.  

Há ainda muita matéria a necessitar de definição e, a menos que isso venha a ser conseguido no programa, temo que venha a sobrevir ao programa a mesma sensação de extemporaneidade que já sucedeu há menos de um mês, quando Godinho Lopes esteve na RTP1. Contextualizando melhor a minha dúvida: estando, por exemplo, muita coisa ainda por definir quer nas aquisições e dispensas ou faltando ainda definir a orgânica do departamento de futebol haverá muito pouco de substancial ao que já vendo sendo dito estes dias nos jornais da especialidade. Não faria mais sentido esta entrevista quando grande parte das dúvidas estivessem dissipadas, quando a oportunidade de criar impacto fosse maior? Veremos o que fazem os nosso principais rivais.

Não sou especialista na área da comunicação pelo que aceitarei com humildade opiniões mais esclarecidas do que a que aqui deixo. Como Sportinguista não posso desejar menos que a excelência e por isso, seja qual for a área de intervenção, desejo sempre o melhor. O tempo de antena na televisão, mesmo em canal de cabo, é tempo raro e por isso precioso. Normalmente são oportunidades que não se repetem com esta frequência, pelo que não podem ser desaproveitadas. Não mais nem menos do que é exigido aos bons pontas-de-lança em frente às balizas.

O que diz a mais importante aquisição do Sporting

São as primeiras palavras de Domingos já de fato de macaco vestido. É obviamente um discurso de circunstância, entre o cautela e ambição, de acordo com a forma de estar do treinador ao longo da sua carreira. Há, para nós, Sportinguistas, uma mudança substancial ao nível do discurso e que não pode deixar de ser sublinhada. Quando perguntaram a Domingos se estava satisfeito com o plantel até agora à disposição, não esteve com meias palavras e disse não! Obviamente que o Sporting precisa mais do que apenas uma mudança de discurso, mas também é verdade que também começa por aí.
«O objectivo é procurar lutar pelo primeiro lugar. Pôr a luta a três é importante, é sinal que estamos envolvidos na luta, é para isso que estamos a trabalhar».

«Tenho uma equipa para fazer, porque houve a entrada de vários jogadores e, como tal, há um grupo a ser construído, uma equipa a ser construída para podermos lutar pelo primeiro lugar. Sabemos que vamos ter dificuldades, há dois adversários muito fortes que são o Benfica e o F.C. Porto».


«Houve uma preocupação em procurar o quanto antes organizar o plantel e, mais um ou dois jogadores e o plantel estará definido».

«O Sporting vai ter de jogar para ganhar se quer realmente lutar pelo primeiro lugar. É para isso que vamos trabalhar. Temos jogadores novos que estão a chegar, temos trabalho pela frente e esse trabalho passa por fazer um grupo forte, é para isso que serve esta pré-temporada».

«Temos consciência daquilo que precisamos. Também temos consciência daquilo que fizemos até agora em relação aos jogadores que entraram. Sentimos que havia necessidade de reforçar determinadas posições e essas posições foram reforçadas com a vinda desses jogadores. Estamos agora a trabalhar noutras duas posições e como tal vamos procurar o quanto antes que esses jogadores cheguem para ficarmos com o plantel fechado».

«Não. Por uma questão de equilíbrio, acho que ainda não está completo e pelas conversas que tenho tido com o Carlos [Freitas], com o presidente e com Luís Duque, sentimos que fazem falta mais dois jogadores para possamos estar equilibrados nas várias posições».

«Volto a referir, entraram novos jogadores, cabe-nos a nós a responsabilidade de fazermos uma equipa, de fazermos um grupo para lutar pelos objectivos do Sporting. É mais do que evidente que o Sporting tem de fazer mais e melhor do que fez a época passada. Algo tem de mudar para se alcançar o sucesso. Trabalhamos nesse sentido, temos jogadores, precisamos de uma equipa, vamos trabalhar».

«É evidente que tenho as minhas ideias, vou procurar que os jogadores assimilem o mais rapidamente possível aquilo que é o meu pensamento do jogo, é para isso que servem as pré-temporadas».

«Quando se contratam jogadores é apoiado no sistema de jogo e sempre numa alternativa. Os jogadores que vieram, vieram para um sistema, para um modelo de jogo e isso foi pensado a tempo e horas por mim e pelos responsáveis».

«O Sistema é aquele que melhor se adaptar às características dos jogadores, com o tempo vocês verão qual é o sistema, para os obrigar a estarem atentos àquilo que nós fazemos».

«Joguei sempre para ganhar e vou continuar a pensar da mesma forma, sabendo que o Sporting é uma equipa grande, que tem de pensar em assumir os jogos. Se tem um leque de jogadores de qualidade, é natural que tenha de assumir os jogos. É assim que penso: mais qualidade e o rendimento tem de ser outro e a abordagem aos jogos tem de ser outra, no sentido de ajudar a equipa a ganhar».

segunda-feira, 4 de julho de 2011

O Sporting fez uma grande aquisição

Se há atitude que valorizo é a gratidão. Infelizmente as manifestações mais comuns a que assistimos mais não são do que um investimento para receber mais qualquer coisa. Não foi isso que terá feito Marcello Boeck ao deixar uma carta aberta ao clube que o acolheu durante 4 anos e que acabou por o projectar ao ponto de chegar a um dos grandes do futebol português, para nós apenas o Único. Pode-se discutir se Boeck é ou não um grande guarda-redes mas parece ser indiscutível que o Sporting não se enganou no homem que contratou.

«Como todos já sabem a partir de agora começa uma nova etapa da minha vida vestindo a camisola de outra instituição, mas eu não poderia ir embora sem antes me despedir desse clube que guardarei para sempre na minha memória. 

Foram quatro anos muito importantes na minha vida tanto pessoal como profissional, vestindo a camisola do Marítimo. Vivi momentos de muita alegria e de aprendizagem. Fui coroado na última época com grandes actuações e saio daqui com a sensação de ter feito o meu melhor, sempre. Quero agradecer os funcionários do Marítimo pelo respeito que sempre me trataram, assim como meus companheiros, dirigentes. Em especial ao presidente Carlos Pereira, juntamente com toda equipa técnica, ao treinador Pedro Martins, e ao Quim que me ajudou em todos os momentos.

Quero agradecer ainda a todos os adeptos que sempre me incentivaram dentro das quatro linhas. Muitos momentos ficarão marcados na memória. Mais uma vez o meu muito obrigado a todos que me ajudaram a escrever essa história com essa camisola tão importante. Agora vou para um novo desafio da minha vida, mas jamais vou esquecer tudo o que o Marítimo me proporcionou.»

Qual o real valor de Rinaudo?

Não sei quantos Sportinguistas tiveram a oportunidade de ver jogar Rinaudo para poder emitir uma opinião fundamentada sobre o seu valor. Mas não haja dúvidas que, das contratações anunciadas, é aquele que me parece estar a gerar mais entusiasmo. Às vezes há jogadores assim, não precisam de fazer nada para cair no goto dos adeptos e o argentino, pela sua forma de estar em campo, é um jogador que tem tudo para agradar aos adeptos, como ontem muito bem lembrava Carlos Freitas na hora da sua apresentação.

Confesso que ainda não consegui entrar na “onda Rinaudo” embora não deixe de reconhecer que, pelo preço que se anuncia, é um investimento de muito baixo risco. Para assim concluir basta lembrar que há já alguns anos o Tiuí nos custou mais de 600 mil euros por 50% do passe, logo mais caro que Rinaudo, que sempre é internacional argentino, valha isso o que valer.

Não posso, no entanto, deixar de relacionar a chegada de Rinaudo com a saída de Pedro Mendes. É verdade que o médio de Guimarães esteve pouco tempo disponível para a equipa, por força de lesões musculares consecutivas e isso deve ter sido um dos factores que mais concorreram para a ponderação da sua dispensa, juntamente com o facto de ser um dos jogadores de topo da folha salarial. Porque se fosse apenas o seu valor que estivesse em causa estou seguro que a mesma não ocorreria.

Com tudo isto é óbvio hoje que nem Pedro Mendes nem o Sporting se encontraram no melhor momento para que a relação fosse tão frutuosa como se podia esperar. E, sendo dos que não sabe quanto vale Rinaudo, termino concluindo que, se durante a época as suas actuações não me fizerem perguntar onde anda o Pedro Mendes o Sporting terá feito uma boa aquisição.

domingo, 3 de julho de 2011

As bufas e os bufos de Pinto da Costa

Fora há uns anos atrás e teria acendido um cigarro antes durante e depois da redacção deste post, seguindo o mesmo método utilizado pela agora esquecida Carolina, ex-companheira de Pinto da Costa. É que o assunto não só cheira mal como incomoda. Só não o faço porque entretanto deixei de fumar.

Falo da noticia que o Correio da Manhã estampou hoje na primeira página, referindo que o presidente portista tinha espiões quer em Alvalade, quer na Luz. A noticia, que carece de conformação não surpreende ninguém. Há muito que se percebeu que o tão incensado líder azul e branco é completamente desprendido no que à honestidade diz respeito, de tal forma que se tornou num exemplo à mão para ilustrar a expressão “todos os meios justificam os fins”.

Não sabendo se PdC utilizou ou não este tipo de expediente é absolutamente claro hoje para todos que a hegemonia portista não foi construída apenas à custa da eficiência. A verdade é que PdC montou uma rede que foi paulatinamente pondo a salvo dos imponderáveis e que lhe permitiu fazer da vitória um hábito. Com isso conseguiu que os rivais, também à custa de muita inépcia própria, fossem fazendo o caminho inverso e, à falta de troféus, se fossem perdendo em labirintos à procura de soluções.

Pessoalmente o que me interessa não é saber que Pinto da Costa é capaz de colocar um espião em Alvalade. O que me preocupa é que o Sporting permita que decisões estratégicas estejam sejam tomadas a descoberto. Ou, pior ainda, haja Sportinguistas que se disponham a colaborar com aquele que no tempo de João Rocha proclamou o Sporting Clube de Portugal como inimigo e jurou que com ele a presidente do FCP o Sporting não voltaria a ser campeão. Até hoje só não foi bem sucedido em duas ocasiões e já lá vão 30 anos. É que a profissão de espião é uma das mais difíceis do mundo e merece o nosso respeito. Já os bufos merecem todo o nosso desdém.

Bojinov: uma promessa de... problemas?

Confesso a minha perplexidade quando ontem li o anúncio de Godinho Lopes: "Esperamos ter entre amanhã e segunda-feira anunciar dois jogadores e o plantel fica praticamente preenchido". Ora ou o presidente do Sporting dava como certos jogadores como Rinaudo, Luis Aguiar e Turam, e referia-se assim a outros dois jogadores - provavelmente o ponta-de-lança e ala que parecem faltar - ou, daqueles 3, só virá um e ia por água a baixo a aquisição de Diego Rúbio e, claro, do tal ala e ponta-de-lança.

Qualquer das interpretações é legitima, embora a primeira me pareça a que faz mais sentido. Até porque, e fazendo fé nos rumores, Rinaudo já estará em Lisboa desde ontem, Aguiar vem a caminho e o Sporting prepara-se para contratar Bojinov. Só falta saber para que funções, uma vez que o búlgaro não é um número 9 clássico, sendo mais usual vê-lo jogar das alas para o interior.

Confuso? Um pouco, mas faltam poucas horas para perceber melhor. Ou não...

Quem é Valeri Bojinov
Trata-se de um esquerdino robusto que também pode jogar do lado direito, com remate poderoso e que também finaliza bem, como indicam os seus mais de 30 golos nas várias épocas na série A italiana. Tem 25 anos e tarda em confirmar o estatuto de grande jogador que lhe era augurado quando, em 2007, foi transferido para os azuis de Manchester. Tal como muitos bons jogadores que por lá têm passado, não triunfou, o que o fez regressar a Itália, onde, apesar da nacionalidade búlgara, fez toda a sua formação desde os 14 anos, no Lecce. Vem nitidamente à procura do seu espaço de afirmação, depois de ter jogado em clubes como Fiorentina, Manchester City, Juventus (no ano em que subiu após castigo) e Parma, clube a que pertence actualmente e de, aos 18 anos, ter sido considerado um dos jogadores mais promissores do continente europeu. Acontece que a sua vida pessoal nem sempre tem sido a base estável que um futebolista necessita e a responsabilidade parece ser sua.

Vida pessoal atribulada
Bojinov em sessão de fotos com Alisia
Separado de Alisia, uma famosa cantora búlgara com quem teve um filho e uma vida tempestuosa, marcada por rumores de infidelidade até à véspera do seu casamento, Bojinov ameaça tornar-se mais conhecido pelo seu gosto por mulheres bonitas e pelos golos que marca fora do relvado.

No final do ano passado Bojinov esteve envolvido numa história muito falada em revistas cor-de-rosa. Foi-lhe apontado um caso com Nikoleta Lozanova, uma WAG destruidora de lares e alguns corações. São-lhe conhecidos vários relacionamentos com estrelas do futebol búlgaro como Dimitar Bernatov. Essa "aquisição" teria sido responsável pelo fim do casamento com Alisia.

Nikoleta Lozanova
Lozanova era já célebre tanto pelas  fotos para diversas revistas com a linha editorial da Playboy como pelo fim do seu relacionamento com o guarda-redes do Twente, Myhailov, filho do guarda-redes com o mesmo nome e que jogou no Belenenses. Segundo o que se diz nos mentideros, o guarda-redes terá "despedido" a namorada por esta ter sido vista várias vezes na companhia de um conhecido mafioso, Georgi Stoilov, conhecido pelos sua facilidade de "persuasão". Este teria sido já responsável pelo fim da relação da WAG com Berbatov, certamente usando argumentos suficientemente convincentes. Myhailov deve-se ter esquecido com quem lidava pois, em declarações públicas, chamou de tudo a Lozanova menos santa. Foi o suficiente para ter visto o seu belo Ferrari semi-desfeito por um "acidental" banho de ácido.

A confirmar-se a aquisição de Valeri Bojinov, que este consiga em Alvalade o que há tanto tempo procura. Certamente não será por falta de talento que ainda não se afirmou, como comprovam as oportunidades concedidas pelo bom naipe de clubes por onde passou. Esperemos que Bojinov reforce o Sporting no relvado e não na beleza nas bancadas onde não precisa pois, como dizia Sousa Cintra, o Sporting está muito bem servido de mulheres bonitas.

sábado, 2 de julho de 2011

As lágrimas amargas de Fabian Rinaudo

Foi tudo menos feliz a despedida de Fabian Rinaudo do Gimnásia de La Plata. O clube acabou por descer de divisão, ao empatar com o modesto San Martin, que assim volta à primeira divisão argentina depois de uma breve passagem em 2007/08.

Segundo rezam as crónicas, o jogo foi didutado debaixo da habitual carga emocional que envolvem este tipo de disputas e onde o futebol de qualidade esteve longe do relvado.

Sobre o papel de Rinaudo disse-se o seguinte: "En el complemento, Gimnasia fue solamente al frente con una labor descollante de su capitán Fabián Rinaudo, quien continuará su carrera en el fútbol europeo. Sólo con el empuje de Rinaudo y con un hombre menos por la expulsión de Milton Casco, Gimnasia se puso a tiro tras un remate de José Vizcarra que se desvió en Rubén Zamponi y descolocó al arquero Luciano Pocrnjic. Los últimos minutos mostraron al local desesperado con Rinaudo y Barros Schelotto como estandartes pero sin argumentos futbolísticos para convertir el gol en la tercera promoción consecutiva.

Saliente-se a presença de deus Maradona em pessoa que, segundo "ABola", desejou a melhor das sortes ao novo médio defensivo do Sporting. 

Nota: Como nota deixo o facto de o Sporting contratar até agora 2 capitães de equipa para a sua linha média. Depois de Stjiin Schaars, agora Rinaudo. Fica por saber se se trata de uma coincidência ou da busca de um perfil para colmatar uma necessidade em aberto.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

A prenda que o Sporting merece

O Sporting celebra hoje 105 anos de vida. Mais de um século de sonhos, conquistas e reveses. Todos eles são indispensáveis à nossa história, porque se as glórias conferem a grandeza da nossa instituição, os desaires e infortúnios são cicatrizes que ficam para lembrar a nossa capacidade de nos levantarmos, de nos refazermos, de nos reinventarmos.

São 105 anos muito bem contados porque desde o dia 1 Julho de 1906 que somos o Sporting Clube de Portugal facto capaz de resistir a qualquer contestação ou verificação. Isso é uma marca distintiva de que nos orgulhamos e que diz muito dos valores que defendemos e que norteiam a forma de estar no desporto. Mais do que os milhares de títulos que ostentamos e que se confundem com a história dos melhores feitos do desporto do País que temos no nosso nome, é aí que encontro a razão de ser da minha identificação com o clube de que tanto me orgulho de dizer que pertenço.

Essa identidade só a senti completamente realizada no dia em que me tornei membro de pleno direito da comunidade  verde e branca ao tornar-me sócio do clube. Hoje, em dia de aniversário, e com a possibilidade de efectuar a inscrição de forma gratuita – uma excelente iniciativa que talvez merecesse o prolongamento por uma semana – quem sabe esta não é altura de dar ao Sporting Clube de Portugal a prenda que merece.

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