quarta-feira, 17 de agosto de 2011

A insustentável leveza de Luis Duque

Luís Duque, ( cujo o regresso ao Sporting é indiscutivelmente uma mais valia, mesmo considerando as diferenças que me separam),  será tudo menos inexperiente e certamente que não é ingénuo. É-me por isso difícil de perceber como, na sua recente entrevista à RTPn, tenha misturado alhos com bogalhos ao proferir a seguinte afirmação: 

"Não desculpo erros de gestão do clube com os árbitros. No final, as contas entre os clubes ficam todas iguais. Estive um ano como presidente da SAD e não me viram desculpar-me com erros dos árbitros".  

Não duvido da boa intenção de Duque ao fazer aquela declaração, certamente motivado pela implementação de uma nova postura num clube que procura agora soluções e está farto de desculpas. E, porque não dizê-lo, demarcando-se dos que choram fortunas gastas em jogadores que acabaram por se tornar num dos principais adversários, como foi o caso de Roberto o ano passado. Mas Luís Duque não podia esquecer-se das especificidades do futebol português, em especial do mundo particular que se vive na arbitragem há muitos anos, onde um quadro de árbitros genericamente medíocre vive subjugado aos interesses de quem detém o poder de decidir sobre as suas carreiras e sobre os seus proventos, nada negligenciáveis, diga-se. 

Foi um erro estratégico do qual já se pagam juros. Após a péssima actuação de toda a equipa de arbitragem no jogo de sábado teve que ser o administrador geral Carlos Freitas a assumir o protesto e a indignação. Duque teve que ficar calado, sob pena de se desdizer com a diferença de poucos dias e limitando também a acção de Godinho Lopes e toda a direcção, que também não quererá dar uma ideia dissonante do seu vice-presidente. Ora o que é necessário em alturas como estas é precisamente uma posição dura e ao mais alto nível da instituição que, convenhamos, Carlos Freitas não representa, pese a forma categórica como refutou a actuação do árbitro. Nem pode ser alcançado com a estampagem da indignação na primeira página no jornal do clube. Creio que, chegados aqui, e depois do que assistimos no sábado, cabe a Luís Duque retomar o assunto, pondo as virgulas e os pontos onde eles devem estar. Essa é única forma de desatar o Sporting, permitindo uma reacção adequada à gravidade do sucedido. De outra forma Alvalade e qualquer outro campo onde o Sporting se desloque serão sempre uma quinta para os homens do apito. 

Não sou ingénuo para pensar que o famigerado e quase estéril processo "Apito Dourado" fez desaparecer a rede que sustenta o poderio do FCP e que o SLB não beneficiou do período que se seguiu para se instalar nas caves do futebol português e com isso alavancar um título. Mas também não irei tão longe sustentando que os erros de arbitragem registados em Alvalade contra o Sporting e que os lances duvidosos registados nos jogos dos nossos adversários fazem parte de um complot para nos afastar do campeonato. No entanto, se assim fosse, seria apenas a reedição do sucedido nos anos 80 e 90, numa saga pornográfica protagonizada por artistas do calibre dos Calheiros, Martins dos Santos, João Mesquita, Soares Dias, Guímaro, José Silvano, José Leirós, dinastia Paraty e tantos outros.

Os erros no futebol, tal como na vida, existirão sempre. Não se trata de perseguir os que erram, em particular os árbitros, ou correríamos os risco de acabar sem ninguém disponível para arbitrar, ou até, quem sabe, pontas-de-lança para jogar no Sporting... O que o Sporting tem é que pugnar pelo respeito do clube e da sua equipa de futebol, dos seus profissionais e dos seus adeptos, coisa que não ocorre actualmente, pelo tratamento diferenciado que lhe é dispensado, dos dirigentes aos meios de comunicação social, face aos seus rivais. Errar contra o Sporting, ou tomar decisões que o prejudicam, parece às vezes uma modalidade desportiva e com muitos candidatos a campeões. 

Lembro-me agora do Manifesto Por Um Debate Diferente Sobre oFuturo do Sporting, movimento surgido na altura das eleições e que, no fragor da disputa eleitoral, terá passado despercebido a muitos Sportinguistas, e cuja leitura recomendo mais uma vez.  Recupero o que era então defendido como posição a adoptar pelo clube no contexto do futebol nacional e que passo a citar: o clube tem não apenas de pensar a sua identidade mas impô-la. Primeiro, o clube tem de retomar a liderança do debate sobre o futebol em Portugal. Que modelo de organização para o nosso futebol? Que mudanças na arbitragem e, em particular, nos critérios de avaliação dos árbitros? O clube poderia sugerir, por exemplo, que a classificação anual dos árbitros assentasse mais na sua coerência de critérios do que em erros individuais. Isto exigiria uma comparação entre os critérios adoptados pelos árbitros não só em diferentes lances mas também em diferentes jogos o que permitiria, igualmente, controlar os próprios avaliadores.

O Sporting pode continuar a investir o que tem e o que não tem em jogadores e técnicos e aprimorar a sua organização interna mas nunca conseguirá mais do que vitórias pontuais se continuar a alhear-se por muito mais tempo do meio e das condições especificas em que disputa as competições e em particular o campeonato nacional de futebol. Luís Duque sabe-lo-à melhor do que ninguém porque não chegou ontem ao futebol, pelo que não pode olhar para o fenómeno de forma tão ligeira como o fez na entrevista à RTPn.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

A equipa para a estreia na Liga Europa

O Sporting já está em Copenhaga onde, na quinta-feira, defrontam o o Nordsjaelland no «play-off» da Liga Europa, que dá acesso à fase de grupos da competição. A lista de convocados regista as entradas de Onyewu e Matias:

Lista completa de convocados:

Guarda-redes: Rui Patrício, Tiago, Marcelo Boeck;

Defesas: João Pereira, Pereirinha, Carriço, Rodriguez, Polga, Onyewu e Evaldo;

Médios: André Santos, Rinaudo, Schaars, Matias Fernandez, Capel, Izmailov e Jeffrén;

Avançados: Postiga, Yannick, Van Wolfswinkel e Diego Rubio. 

Se tivesse a responsabilidade de fazer o alinhamento da equipa  para o jogo de quinta-feira, e desconhecendo as características do adversário e partindo principio que todos os atletas se encontram disponíveis, realizaria apenas uma alteração ao jogo de sábado, cedendo André Santos o lugar a Izmailov.

Patrício,

JPereira, Polga; Rodriguez; Evaldo

Rinaudo, Schaars e Izmailov

Jeffren, Postiga e Djaló.

Ainda o mercado: Sporting em negociações por um novo Douglas?

Na Holanda dizem que o Sporting e o Twente se sentarão hoje à mesa para negociar o passe de Douglas. Não é médio como o grande Douglas, das unhas de Jorge Gonçalves, mas sim defesa-central brasileiro,  de 1,92  e que, apesar de ter apenas 23 anos, tem a experiência de um veterano. Desde 2007/08 que é titular absoluto na equipa holandesa, totalizando de 155 jogos, num total de 13151 minutos de utilização e 10 golos marcados em todas as competições. 

Douglas é um velho conhecido nosso. Na última época de Paulo Bento o clube de Enschede foi eliminado de forma épica no último minuto de jogo com a intervenção decisiva na área holandesa de Rui Patrício. Com o seu valor de mercado a aumentar de ano  para ano (fala-se em 8 milhões de euros) o Sporting,  a ser verdade o interesse no jogador, parece querer jogar com o facto de o defesa brasileiro ter contrato apenas até ao final da presente época, o que faz dele um jogador livre a partir de Janeiro.

Para os mais curiosos Douglas poderá ser hoje visto em acção na primeira mão da eliminatória que o Twente disputará com o nosso vizinho e rival SLB e que aguardo com grande curiosidade pelo confronto táctico entre Ko Adriaanse e Jesus.

Ainda do mercado, não dou grande crédito às noticias que chegam da Turquia sobre o interesse do Besiktas em Hélder Postiga, embora saiba que a ida do avançado para a Turquia esteve iminente na época anterior à sua contratação pelo Sporting e por valores que o deixariam descansado para o resto da vida. Mas muito estranharia que Carvalhal, que pendurou numa corda o avançado das Caxinas, se lembrasse agora dele para substituir Hugo Almeida, que parece estar de saída. Embora tal não constituísse um caso inédito no Sporting. O actual seleccionador também dispensou Varela e Carlos Martins para depois os convocar para a selecção nacional...

P.S.- Já algum tempo que havia decidido acabar com as 2 secções de links de blogues. Se na transposição o seu blogue não estiver presente agradeço a chamada de atenção.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Onde pára Wolfswinkel? (e ainda Rúbio, Postiga e Djaló)

O Sporting, dentro dos seus limites orçamentais, investiu forte no reforço da sua frente de ataque, que, juntamente com a defesa, era um dos sectores identificados como deficitários. Assim, foi buscar Wolfswinkel, Bojinov, Rúbio, Carrillo, Jeffren, Capel. Mas a posição especifica de "9" era seguramente a que seria de mais difícil preenchimento, porque não abundam nem o dinheiro nem os Falcões, Jardéis, Acosta ou Liedsons. Os que chegam a esse nível estão acima das nossas possibilidades e até mesmo do SLB e FCP. Por isso todos contratam a um nível inferior, procurando jogadores de elevado potencial, mas que ainda não se afirmaram.

Para fazer companhia a Postiga, ( que nunca é de mais lembrar é internacional português, disputando a titularidade com Hugo Almeida, pago a ouro turco no Besiktas. Almeida tem 4 golos marcados em 309 minutos e Postiga 3 em 135 minutos) o Sporting foi buscar Wolfswinkel e Bojinov. Respectivamente um jogador em ascensão no campeonato holandês e um jogador que muito prometeu mas com a  carreira estagnada, por força de lesões e acérrima concorrência nas equipas onde passou.

Na verdade não se esperava que qualquer um deles fosse para "fazer companhia" a Postiga, antes sim para lhe tirarem o lugar. Mas Bojinov chegou de "asa caída" e não pode voar nem sobre nem sequer entre os centrais. E  Wolfswinkel, no inicio de época, foi marcando uns golos mas, perante adversários mais complicados, seria Rúbio, um miúdo com apenas 18 anos, a roubar-lhe  protagonismo e depressa eleito como preferido dos adeptos. No sábado passado o chileno seria chamado à fogueira na hora da aflição, sem contudo conseguir prestação que o justificasse. O mesmo se pode dizer de Capel, que entrou para o lugar de Djaló.

Não creio que o problema fosse exclusivamente de Rúbio (Capel está à procura de melhor forma)  mas sim de toda a equipa que jogava já mais com o coração de que com a cabeça. Apesar de chegar com frequência ao último terço do campo, o Sporting ocupava essencialmente as zonas laterais do campo, revelando muita dificuldade em penetrar entre os centrais. Estivesse lá Wolfswinkel e as coisas dificilmente seriam diferentes, sem bola não há golos.

Apesar disso creio que quem deveria ter sido chamado ao lugar deveria ter sido Wolfswinkel. Pelo seu estatuto de jogador mais velho e experiente e até pelo investimento feito. E porque lhe compete a ele, antes de Rúbio, esse tipo de responsabilidades. Por alguma razão o Sporting despendeu na sua aquisição mais de 5 milhões de euros, tornando-o na aquisição mais cara do actual plantel.

Mas não me quero substituir ao Domingos, mesmo não concordando com ele.  Mais do que ninguém ele é o primeiro interessado em ganhar. Mais do que ninguém ele conhece os jogadores, os seus momentos de forma físicos, atléticos e até anímicos.

O meu maior temor reside no entanto na suspeita que a entrada de Rúbio tenha sido um rebuçado do treinador para as bancadas. Porque todo o animal tem um aguçado espírito de sobrevivência, e Domingos já deve ter percebido a contestação aos patinhos feios. Aos de sempre, afinal, naquilo que já se tornou numa histeria colectiva digna de estudo académico.

Não se trata de defender as qualidades do jogador A ou B. Trata-se de defender o Sporting. Ao fim de muito tempo o Sporting tem um bom treinador e, ao contrário de profetas da desgraça cuja agenda de alguns é bem conhecida, isso já se notou no relvado no sábado. Como adeptos o pior que podemos fazer é impor-lhe as nossas escolhas, tentando substituirmos as suas capacidades técnicas pelos nossos julgamentos de treinadores de bancada. Mais do que nunca o Sporting precisa de tempo e serenidade que, como ainda se viu no sábado, não chegará dos adversários, da Liga ou da APAF

Se o processo fosse fiável o Sporting faria sondagens no site para apurar os convocados e a equipa titular. Sabemos bem que não pode nem deve ser assim. E, entre outras coisas, se assim fosse, o Sporting não teria 4 jogadores titulares da selecção, facto que tanto pareceu orgulhar os Sportinguistas há dias.

domingo, 14 de agosto de 2011

Constantes e variáveis

Postiga, mais uma vez 'vilão'...

Já se sabia que quando o Sporting perdesse os primeiros pontos, os bodes expiatórios seriam os do costume. Para ‘lamps’, ‘tripas’ e (arghh) jornalistas desportivos que, eventualmente, estejam a ler esta minha opinião, esclareço, desde já que não, não falo de arbitragem. Essa foi, também como de costume, prejudicial aos ‘leões’. Aliás, prejudicar o SCP é um hábito de tal forma enraizado no futebol português que quem segue o fenómeno atenta e imparcialmente estranha é quando não acontece. Por cá “o futebol são onze contra onze e no fim prejudica-se sempre o SCP”. Pronto. Assim sendo, o melhor é contarmos sempre com essa…constante. Aceitemos o facto sem mais delongas e avancemos…

Quando falo em bodes expiatórios, referia-me, e dirijo-me à população leonina, a outras constantes: Postiga, Yannick, Evaldo, Pereirinha e Polga serão sempre os culpados dos empates e das derrotas. Por igual ou até mais merda que outros façam, estes suportarão sempre com esse ónus. Desta vez o Pereririnha e o Polga escaparam, o primeiro porque não saiu do banco, o segundo porque não sofremos nenhum golo dentro da área… Atenção, também eu tenho o meu ‘ódiozinho de estimação’, confesso, mas utilizo-o, pelo menos assim quero crer, com outra racionalidade. Querem ver como sou mais razoávelzinho? Ontem o Evaldo esteve regular, não brilhou intensamente mas também não comprometeu, esteve muito certinho e até nasceu do pé esquerdo dele o cruzamento para o duplo pontapé de 1zmail0v que permitiu marcar o segundo golo do SCP e empatar o jogo a 1 bola. Ou seja, foi positivamente decisivo. Pronto, já está! Vá, vocês também podem tentar, ao principio custa um bocadinho, mas, com o tempo, garanto que passa e não custa nada… Tomemos o exemplo de um dos ‘bodes’ de ontem: o Postiga marcou um golo limpinho… somado ao outro golo limpinho do nosso 10 russo, contribuiria para a mais que merecida vitória. Seria, digamos, um dos nossos heróis da primeira jornada. Mas através dum erro alheio viu-se (once and again) transformado num dos vilões. O Hélder deve ser o pato Donald do futebol: tudo lhe corre mal, até quando deveria correr bem… definitivamente os ‘astros’ não gostam dele, os adeptos, esses, não gostam dele, os postes não gostam dele, as barras idem… e os árbitros? Exacto, para (não) variar, também não gostam dele. Mas o cosmos tenta sempre equilibrar as coisas e o que vale ao 23 é a existência duma 'Margarida', a nossa leitora Dina, que compensa e contrabalança tanta injustiça…

Analisadas as constantes, passemos às variáveis. Ontem, pela primeira vez, vi ao vivo o SCP de Domingos. E gostei. Gostei do ambiente que encontrei em Alvalade, gostei da raça dos jogadores, gostei da emoção e das oportunidade de golo criadas (coisa que o SCP de Paulo Sérgio não conseguiu criar contra este mesmo adversário, nem emoção, muito menos oportunidades), gostei do Polga e gostei do Izmailov. Do Rodriguez e do Rinaudo. Gostei do futebol praticado, principalmente na segunda parte, após a entrada do russo. Ou seja, a grande variável é que GOSTEI de muita coisa. E, por isso, vou voltar. Porque, realmente, parece que o Sporting está, efectivamente, de volta.

Só mais uma coisa. Parem lá de afirmar que o Xistra é de Castelo Branco. Felizmente, não é. É da Covilhã. Representa a Associação de Futebol de Castelo Branco, isso sim, e em consequência a arbitragem no distrito, que, como é fácil de se notar, está ao nível da arbitragem que se pratica no resto do país, mas não tem raízes nem reside na sua capital, a minha querida cidade. Pode parecer um assunto de somenos, mas para mim é muito importante clarificar essa situação até porque configura um duplo alívio: o arbitro covilhanense mancha o prestigio e dá má fama a outra que não a cidade donde sou natural e, não residindo por cá, nenhum leão albicastrense assim mais pró assanhado corre o risco de o apanhar no Fórum Castelo Branco a caminho da área de restauração a acertar-lhe com um bico em cheio pelo cóccix acima (partir dentes não, que me indignam deja vu’s… principalmente quando violentos).

sábado, 13 de agosto de 2011

Xistra e Cia. atravessam-se no caminho do Sporting

Não foi muito feliz Domingos pela sua opção inicial na recepção ao Olhanense. A colocação de André Santos numa posição para a qual não está talhado, a prisão de Schaars e Rinaudo em zonas recuadas do terreno determinaram uma falta de comparência na zona central do terreno, em particular no último terço. E a forma como sofreu o golo – Rinaudo virou a cara e Eduardo remata sem oposição – foi duro castigo para tanta cautela.



O Sporting dominou mas não materializou esse domínio em quantidade de lances de perigo evidente na frente da baliza de um guarda-redes inseguro. O azar agravou-se com a cegueira de Xistra, ao perdoar um penalty claro e consequente 2º amarelo à defesa olhanense, e na sorte do primeiro e único remate olhanense, com enorme classe de Wilson Eduardo, que desequilibrou emocionalmente público e jogadores. Acabou aí a serenidade e o intervalo depressa chegou, mantendo-se a desvantagem.



As alterações operadas no segundo tempo, mesmo satisfazendo as bancadas com Rúbio, não produziram mudanças significativas, perdendo o Sporting até alguma objectividade, com a lesão de Jeffren, a ditar a saída mais cedo, e com Izmailov demasiado encostado à direita. Xistra controlava com o apito qualquer veleidade do Sporting, anulando um golo limpo a Postiga.



O Sporting parecia então tão condenado a perder o jogo como parecia inevitável ganhá-lo antes do golo de W. Eduardo. Seria a frieza e classe russa a conseguir minimizar os estragos de um jogo que hoje seria impossível de ganhar. 

Foi Xistra a mais para um Sporting ainda à procura de equilíbrio. Que nunca chegará se os Xistras continuarem a cruzarem-se no nosso caminho. À semelhança de anos anteriores, a nossa menor capacidade face aos rivais não pode continuar servir de álibi para nos espoliarem descaradamente. 

Estádio: José Alvalade 

Resultado Final: Sporting - Olhanense, 1-1. Marcadores: 0-1, Wilson Eduardo, 29 minutos. 1-1, Izmailov, 77. 

Sporting: Rui Patrício, João Pereira, Anderson Polga, Rodríguez, Evaldo, Rinaudo, André Santos (Izmailov, 46), Schaars, Jeffrén (Diego Rubio, 55), Hélder Postiga e Yannick (Diego Capel, 63). 

Olhanense: Fabiano Freitas, João Gonçalves, Maurício, Mexer, Ismaily (André Micael, 86), Fernando Alexandre, Nuno Piloto, Cauê, Ivanildo (Salvador Agra, 75), Dady e Wilson Eduardo (Vítor Vinha, 63). 

Árbitro: Carlos Xistra (Castelo Branco). 

Acção disciplinar: cartão amarelo para Ismaily (11), Jeffrén (38), Rinaudo (40), Fernando Alexandre (42), Cauê (71), Nuno Piloto (79) e Salvador Agra (90+3). 

Assistência: 33.248 espectadores.

O Sporting está de volta e a lição de Barcelos

O Sporting está hoje de volta e a sério. E eu também, depois de um curto período em que me obriguei a um afastamento profilático de tudo o que é meios tecnológicos não indispensáveis.Com isso "consegui" inviabilizar a ida a Alvalade hoje,  uma vez que não tive tempo para organizar o meu plano de retirada de Alvalade, precisando de contar com terceiros que, ou não vão, ou já têm os seus programas preenchidos. Alguma da tristeza daí resultante é compensada por saber que tudo indica que Alvalade estará hoje bem composto, sendo provável que supere todos os registos de número de adeptos presentes num jogo de estreia. É a primeira evidência que o Sporting está de volta.

Pude ontem verificar, após regresso tardio a casa, a primeira lista de convocados do Sporting:

Guarda-redes: Rui Patrício e Marcelo Boeck;

Defesas: Rodríguez, Daniel Carriço, Polga, Evaldo, João Pereira, Pereirinha

Médios: Izmailov André Santos, Rinaudo, Yannick, Stijn Schaars e Capel

Avançados: Hélder Postiga, Diego Rubio, Van Wolfswinkel, Jeffrén. 

A primeira nota que me ocorreu vai para os jogadores que ficaram de fora. Além de Onyewu e Carrilo, por opção técnica, que em nenhum dos casos me surpreende, assim como Tiago, Tiago Ilori, Turan, André Martins, sobram ainda Bojinov, Matías Fernández e Luís Aguiar. Ora quando todos estiverem disponíveis vamos ter gente graúda na bancada. Dos actuais convocados alguém cederá lugar aos actuais lesionados? É também um sinal evidente que, ao contrário de anos anteriores, há mais opções para o treinador, o que  se convencionou chamar de boas dores de cabeça.

Segunda nota, e ainda dentro da mesma linha, para o possível banco e para a quase unanimidade dos jornais  para a apresentação por parte de Domingos de um 4x3x3, com Postiga sozinho ao centro, ladeado por Jeffren e Djaló. Confesso que me pareceria com mais probabilidade de sucesso, pelas características dos jogadores, que Postiga jogasse atrás (de Rúbio ou até Wolswinkel), Izmailov sobre o centro e não ao lado. O sucesso da estratégia delineada por Domingos irá assim depender muito do apoio que o russo e Schaars consigam dar no interior, na retaguarda de Postiga e dos afastamentos dos extremos. Sem penetrações em diagonal, procurando espaços e desequilíbrios entre os laterais e centrais adversários, de forma a poderem estar mais próximos de Postiga, o ponta-de-lança terá uma noite de sábado complicada. 

A terceira e última nota vai para a mensagem que nos chega de Barcelos. Não há jogos antecipadamente ganhos, mesmo aqueles que o marcha do marcador parece querer dizer que estão decididos. Não há orçamentos que ganhem jogos no relvado, depois da bola começar a rolar. Ontem mais uma vez ficou provado que o campeonato português é difícil e quem facilita ante os mais frágeis fragiliza a sua candidatura. 

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

A vez de Duque


Por motivos pessoais e profissionais, não tive oportunidade de assistir à entrevista do nosso administrador Luís Duque na RTPn, pelo que tive de dar uma leitura rápida pelas notas soltas que os jornais de hoje publicam e depois da mesma, confesso que as suas palavras não me deixam grande surpresa e acabam por ir em conta com algo que eu já calculava.

No meu círculo de sportinguistas, tenho vindo a comentar que grande parte do trabalho feito até agora fora levado a cabo por dois intervenientes: Godinho Lopes e Carlos Freitas. A parte reservada a Luís Duque - talvez a mais crítica para o Sporting - inicia-se agora.

Duque realça questões como exigência, cultura de trabalho e dedicação, bem como a existência de pessoas acomodadas, rejeitando o cenário de "revolução" mas reconhecendo um natural "abanão" dentro do seio do grupo. Correndo o risco de ser repetitivo, recordo que ao longo de muitos dos textos que aqui coloquei no "A Norte" ao longo destes dois anos como editor, frisei sempre a necessidade de trabalho e exigência, bem como a existência de pessoas que necessitavam que lhes fossem "mordidos os calcanhares".

Neste início de campeonato, não posso afirmar que estou com expectativas elevadas e esperançado nem consigo dizer que algo menos que o título nacional será uma derrota para nós. Acredito que o Sporting terá feito algo que deveria ser feito há muito tempo, desde as alterações no plantel - que até poderão vir a revelar-se curtas ou insuficientes - até à requalificação da estrutura em torno do principal motor do clube.

Quero acreditar no slogan "O Sporting está de volta" e há medidas que fazem com que me identifique com tal mensagem. Ponto de parte questões de pessoas (ou caras), quero acreditar que neste início de temporada temos uma grande diferença em relação a outros anos: Quem está no Sporting, quer efectivamente lá estar em vez de uma de situações anteriores:

- Precisava de estar lá;
- Terceiros queriam que estivesse lá

Mal ou bem, os papeis parecem estar definidos e é evidente para todos quem deverá fazer o quê e qual a sua competência e por essa razão temos assistido um fluir de informações e entrevistas frequentes.

Ontem foi a vez de Luís Duque falar, a dois dias do início do campeonato... A dois dias de reassumir o papel fundamental de acompanhar os jogadores durante os tempos de competição, ser exigente com eles, apoia-los nos momentos difíceis e incutir o respeito pela camisola e pelos adeptos leoninos.

Duque terá de lutar contra a fama de despesista, mas tem novamente a oportunidade de comprovar o seu papel de líder junto de um plantel e equipa técnica. Correspondendo à altura das tarefas que lhe são propostas, Duque poderá ser o maior reforço deste Sporting, mesmo que os resultados não surjam no imediato.

"Difícil não é atingir o topo mas sim conseguir lá permanecer"

EM FRENTE SPORTING!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Vitória arrancada a ferros

A mais que provável titularidade de Rui Patrício no jogo de logo à noite é, alem de um acto de justiça, uma vitória pessoal do guarda-redes. Como dificilmente poderia ser de outra maneira, (ou não estivéssemos a falar do actual Sporting, onde a falta de vitórias de acordo com os pergaminhos do clube leva a colocar permanente em causa tudo e todos) a ascensão de Patrício à titularidade foi um parto difícil tortuoso. 

Lançado extemporaneamente às feras em consequência do "caso Stojkovic" a permanência na baliza do Sporting foi, antes da prova de valor, uma prova de carácter, tantas foram as dificuldades que lhe foram criadas, para lá daquelas que inevitavelmente teriam que surgir da sua inexperiência e limitações próprias. Durante muito tempo, e até pela posição que lhe compete no terreno, Patrício foi um verdadeiro "sitting duck" na pontaria do ódio dos adeptos. Hoje, chegado à titularidade da selecção Patrício alcança um patamar que lhe permitirá, com mais confiança, concentrar-se em exclusivo na dura missão, muitas vezes ingrata, de impedir que seja o último homem a ser batido, mesmo que antes dele já muitos tenham falhado. Essa é, na sua essência a missão quase impossível dos guarda-redes.

A titularidade da selecção é também a vitória para o Sporting como clube formador, papel nem sempre reconhecido institucionalmente pelo futebol e até pelo Estado. Não deixa também de ser uma derrota para muitos Sportinguistas, incapazes de perceberem que os comentários e as vaias carregadas de ódio, produto de ignorância primária, revertem sobretudo contra o próprio clube. Jogadores atemorizados e descontentes, ou até levados a desconfiar do seu próprio valor produzem muito menos, falham muito mais, em particular quando mais são precisos. Nem todos têm o estofo de Patrício.

O exemplo do nosso número um bem podia ser pedagógico perante os adeptos. Casos como o de Evaldo, Polga, Carriço, Postiga, Pereirinha e até já Oniewu começam a roçar já contornos de demência colectiva a verde e branco.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Quem vai ser campeão? (E os 8 trabalhos de Domingos)

Servi-me de uma sondagem realizada aos ouvintes do programa da RTPn da passada semana para falar sobre as nossas hipóteses de vencermos a actual Liga. Não tanto da forma matemática como se expressam os resultados em destaque na ilustração, mas tendo em conta as circunstâncias em que o Sporting vai disputar o campeonato e o respectivo calendário. Como todos os exercícios do género em futebol tem tudo para ser falível. De qualquer forma, aqui fica o registo para memória futura, sobretudo a minha. E, não resistindo ao desafio feito pelo canal da RTP, deixo aqui o meu rating pessoal, meramente intuitivo, às candidaturas que considero estarem apenas reservadas aos 3 grandes: 42,5% para o FCP, 37,5% para o SLB, 20% para o Sporting.

Sorte no sorteio
Na sequência do sorteio da Liga disse aqui que, numa análise superficial, o calendário nos tinha sido favorável. Alicercei esse juízo dando conta que, com a revolução efectuada - nova direcção, nova equipa técnica e muitos jogadores novos - o que o Sporting mais precisaria era de tempo para consolidar o seu jogo. Hoje, terminadas as experiências, e à luz do que foram os resultados e exibições, mais sentido me parece fazer esse raciocínio. Nas primeiras seis jornadas o Sporting joga com equipas que se classificaram na época transacta do sétimo lugar para baixo e que este ano dificilmente poderão aspirar a melhor. Pior seria se fosse ao contrário, tendo que defrontar desfalcados e titubeantes os principais rivais, com os prejuízos que daí poderiam advir. É óbvio que o Sporting joga com o tempo para se poder fortalecer.

Arranque decisivo a Norte
As nove jornadas iniciais ficarão marcadas por deslocações ao reduto da quase totalidade das equipas do extremo norte desta Liga. Beira-Mar, na 2ª jornada, Paços de Ferreira na 4ª, Rio Ave na 5ª, Guimarães na 7ª, Feirense na 9ª. A sorte desses jogos, (e pensando como Paulo Pereira Cristóvão hoje no jornal do clube, que uma equipa com o estatuto da nossa tem de mandar em casa, responsabilidade que tem de ser assumida por todos, público incluído...) ditará a forma como poderemos encarar os adversários em teoria mais difíceis deste campeonato: SLB na 11ª jornada, na Luz, Nacional em casa na 12ª, recepção ao FCP na 14ª, virando o campeonato em Braga, numa curiosa repetição do que ocorreu no ano passado. E recorrendo justamente ao então sucedido, em que disputamos e alcançamos o 3º lugar na Liga, o que poderá o Sporting buscar ou procurar definir este ano,  e desta vez em casa, na última jornada do campeonato? 

O que esperar (e exigir?) de Domingos
Desde o momento em que se começou a cogitar no nome de Domingos para técnico principal do Sporting que manifestei a minha confiança na escolha do treinador. Não vou agora enunciar mais uma vez as qualidades que lhe reconheço, até porque agora, mais do que aquilo que penso e de qualquer teoria é chegada a hora de, na prática Domingos Paciência demonstrar merecer o estatuto de treinador de um grande do futebol português. 

Há contudo que o reconhecer e dizer de forma franca: o treinador escolheu o caminho mais difícil ao preferir Alvalade. O clube que  vem encontrar é o menos favorito dos 3 grandes porque tem menos meios, porque não só ganhou menos que os outros rivais, (nada até), e porque, por circunstâncias conhecidas de todos, tenta agora refazer quase pedra por pedra o seu departamento de futebol. Não menos importante, e tendo em conta as especificidades próprias do futebol português, o Sporting é, dos 3 grandes, o que menos peso institucional tem nos "centros de decisão" (compreenderão certamente as aspas...). Não deve ser também negligenciado o facto de Alvalade ser hoje tão difícil para o Sporting como para os seus adversários, senão mais... Dito tudo isto é importante pois reconhecer a árdua tarefa que espera Domingos.

Não fui dos que fui apanhado de surpresa pelos resultados e exibições da pré-época e no entanto o meu optimismo moderado não esmoreceu. Continuo convencido do nosso estatuto de outsider no actual campeonato, tendo bem presente que se se repetirem os figurinos dos 2 anteriores, com a supremacia evidente de uma das equipas sobre as demais, não teremos qualquer hipótese. Declaro assim que acho quase impossível que o Sporting possa almejar um estatuto como o que foi detido por Jesus e AVB nos seus primeiros anos, mesmo tendo em conta que impossível e nunca são palavras que "não existem" na vida ou no futebol. 

Assim, considero que o Sporting, para fazer prevalecer as menores hipóteses que tem relativamente aos outros 2 candidatos, tem de agarrar-se como uma lapa à rocha nos primeiros embates, considerando decisivos os primeiros 7 jogos que culminam em Guimarães. Contrariando todas as dificuldades que sempre surgiriam com um plantel tão intervencionado como foi o nosso, Domingos terá ainda que contar com as contrariedades das lesões e das chegadas tardias e sem ritmo de alguns dos reforços, e até mesmo com os compromissos das selecções, como ontem aqui lembrei. 

Desses 7 trabalhos sobrevém um último e não menos difícil, que será defrontar os melhores nas jornadas finais da primeira volta sem perder o contacto com a frente do campeonato, permitindo ao Sporting virar o calendário sem que a matemática nos retire o estatuto de candidatos. Pode parecer pouco ambicioso mas para os que assim pensam digam-me qual foi o último campeonato em que tal ocorreu...

A dura missão dos adeptos
Para os adeptos não será um campeonato fácil como se pode já ver pelas amostras que sobraram deste dealbar de época, e ainda sem jogos a doer. Mais do que nunca será necessária uma resiliência hercúlea perante as adversidades. Sobretudo se se confirmar que ainda estamos atrás dos nossos principais rivais. Se mais uma vez os Sportinguistas quiserem recomeçar tudo do zero, como vem sendo hábito nos últimos anos, então aí estaremos apenas a aumentar a distância que já agora nos separa.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Jogos marcados com os pés ou com a cabeça?

Estando de férias tenho andado semi-alheado do que se passa fora de portas, já que do que se passa no clube, em particular do futebol, é impossível desligar. Assim, perdi as rondas das supertaças, a caseira, a italiana e até a inglesa, onde hoje fiquei a saber que Nani acabou por ser decisivo, tornando assim mais difícil a sua partida de Manchester. Sou só eu ou Sir Alex gosta mesmo pouco do jogador e, em consequência, desaproveita grande parte do seu potencial?

E foi certamente por andar a recarregar baterias e a saltar de terra em terra que não me apercebi que a selecção nacional tinha um encontro marcado para esta próxima quarta-feira, no estádio do Algarve. A convocatória não me tinha passado despercebida, residindo agora a maior curiosidade no que fará Paulo Bento com a titularidade da baliza. Com a actual situação de Eduardo e Quim será difícil que aquela possa ser negada a Patrício.

Mas não foi a titularidade mais do que justificada do nosso guarda-redes que me levou a prescindir do post anteriormente alinhavado, com a apreciação sobre a nossa participação no Ramon Carranza, trocando-o por estas linhas. Todos os anos se fala sobre a elaboração dos calendários e estando agendado pela FIFA esta semana como data de realização de jogos de selecção estranho que a jornada inaugural do campeonato seja precisamente no fim-de-semana seguinte, prejudicando os trabalho dos clubes num momento tão importante.

No caso concreto do Sporting a situação ainda é agravada pela antecipação do jogo para sábado, fazendo com que Domingos disponha apenas da véspera (sexta-feira) como dia inteiro para preparar o jogo com a totalidade dos jogadores internacionais ((Rui Patrício, João Pereira, André Santos, Postiga, Schaars, Diego Rubio). que foram convocados para as respectivas selecções. Tendo em conta as circunstâncias em que a equipa se encontra, pergunto-me se esta antecipação foi devidamente ponderada pela equipa técnica, já que a marcação dos jogos para o fim-de-semana parece ter sido, mais uma, vez feita ao acaso.

sábado, 6 de agosto de 2011

O futebol não está com Paciência

Nota aos leitores: Depois de visionado o jogo com a Udinese, que acabou há instantes, julgo que a matéria do post permanece actual pelo que não colocarei nenhum post específico sobre esse jogo.

Não haverá por hoje Sportinguista pouco preocupado com a sequência negativa de resultados e exibições da equipa de futebol. Há razões para isso, sobretudo pelo facto de as fragilidades reveladas serem muitas e variadas quando estamos apenas a 1 semana do jogo inaugural da Liga. O facto desse o jogo ser em Alvalade e frente ao modesto Olhanense não serve de refrigério para os adeptos pelas razões que todos sabemos: nos últimos anos jogar em casa pode ser um verdadeiro inferno para a nossa equipa, especialmente quando as coisas correm mal. Provavelmente a capacidade de sofrimento de uma franja cada vez mais ruidosa parece ter-se esgotado e os adeptos sucumbem aos primeiros sinais de contrariedade.  Depois, e não menos preocupante, o facto de o Olhanense ser uma equipa bem orientada e capaz de encurtar por isso a distância que nos separa, resultante da nossa maior valia individual.

É justamente a moral quer dos adeptos quer dos jogadores que mais me preocupa nesta sequência infeliz. Não há derrotas moralizadoras e a amplitude dos estragos na confiança, quer de uns quer de outros, é uma séria ameaça neste inicio de época. Porque jogadores desmoralizados que adquiram o medo de falhar vão falhar mais vezes e em situações que normalmente não o fariam. E por que os adeptos descrentes tendem a deixar de contribuir para uma qualquer solução, agravando muitas vezes os problemas e normalmente os piores. 

Continuo a pensar que o Sporting ontem falhou mais por razões colectivas do que por erros individuais, mesmo sendo por vezes difícil de perceber o que, nestes casos, é o ovo e a galinha e qual nasce primeiro. Continuo também a pensar que é excessiva a forma como já se condenaram jogadores, quase sempre os mesmos. Seria aliás muito fácil nesta altura, avaliando as questões por este prisma, resolver os problemas do Sporting, mesmo que de forma dolorosa e onerosa. Substituíam-se os "cancros", como já alguns são apodados sem qualquer pudor, e vinham outros. Mas não é assim tão fácil.

Tomo como exemplo o primeiro golo de ontem. Embora sejam finalizado na esquerda é-me difícil de condenar apenas Evaldo. Revendo as imagens do lance verifico que, salvo melhor opinião, o lateral acorreu bem ao centro que saiu largo, saltando com um adversário que estava em condições de fazer o golo, tendo (Onyewu?) esquecido de acompanhar o movimento de afastamento de Baptista, que faria o golo. Se o adversário com quem Evaldo saltou fizesse o golo e o lateral tivesse ficado a “guardar” o segundo poste seria difícil ilibá-lo de responsabilidades e também concordaremos que não poderia estar nos dois sítios ao mesmo tempo. E entretanto ninguém se preocupou em saber porque apareceu Eliseu solto e com tanto tempo e à-vontade para fazer um centro perfeito. Podíamos analisar os restantes golos e chegar a conclusões semelhantes, não o faço apenas porque o post já acabará longo, espero que não fastidioso para os leitores.

Serve isto para lembrar que o futebol no relvado está longe de ser um ambiente laboratorial controlado. É feito de decisões tomadas em décimas de segundo e muitas vezes de forma instintiva. Uma boa articulação colectiva, que é adquirida pelo treino, é a única forma de tornar as equipas menos vulneráveis e expostas ao erro e/ou à menor valia individual deste ou daquele elemento. 

É precisamente esse o problema do actual Sporting. O pouco tempo de treino. A discussão se o Sporting mexeu mais do que devia no plantel, contribuindo para isso para a maior vulnerabilidade actual, se deveria ter planificado de forma diferente a pré-época (mais jogos, menos viagens, por exemplo), se escolheu os adversários adequados, etc, vale apenas pelo seu lado académico. A uma semana do inicio do campeonato importa mais perceber como conter os danos. O que, convenhamos, é de muito difícil diagnóstico. 

Não tem sido apenas o pouco tempo por si só a contribuir para a nossa fragilidade, que não é apenas defensiva, como ontem ficou mais uma vez evidente. Por exemplo, o elevado número de jogadores indisponíveis que poderiam contribuir para a melhoria da construção do nosso jogo ofensivo – Izmalov, Matias e Aguiar – funciona como um verdadeiro flagelo. Ontem apenas a entrada do minúsculo mas talentoso André Martins e a subida no terreno de André Santos, com a entrada de Rinaudo, permitiu não só estabilizar defensivamente o meio-campo como dar mais algum comprimento ao nosso jogo. Por outro lado jogadores tidos como importantes, para lá dos já citados, como Bojinov, Onyewu, Capel, Jeffren (já vamos em 7, mais de meia equipa) ou estão lesionados ou sem qualquer ritmo ou ligação ao colectivo. Acabou por ser a revolta irreverente dos mais novos (bons apontamentos de Carrilo e sobretudo de Rúbio) a dar alguma cor na segunda parte. 

Independentemente de qualquer infortúnio ou lamento o Sporting tem que se apresentar em campo no próximo sábado para vencer. Precisa de subir muito de produção em todos os momentos do jogo e é isso que é objecto de maior dúvida na cabeça dos adeptos e seguramente dos dirigentes e até do treinador. A sorte assumirá também um papel importante, até porque estamos a falar de um jogo, com toda a sua imprevisibilidade. Ontem mesmo, com todas as deficiências, podíamos ter marcado primeiro (falhanço inacreditável de Wolfswinkel, e já tínhamos o remate mais perigoso, por André Santos, que ontem esteve enorme), podíamos ter empatado (penalty nítido perdoado a De Michellis) escrevendo uma história final do jogo que seria seguramente diferente.

As coisas não estão fáceis para Domingos, que pede paciência. Mas sabemos, ele também o sabe, que o futebol e paciência não têm casamentos felizes, não faltando porém exemplos felizes dos seus frutos. Hoje mais uma vez o tempo joga contra nós logo, tendo em conta que a Udinese tem 24 horas de descanso nas pernas e nós acumulamos o cansaço e a apreensão que o jogo de ontem deixou no corpo e na cabeça. 

Acontece que o Sporting tem de começar a construir tudo o que andou a destruir nos últimos anos e parece ter matéria-prima para dar o pontapé para a frente tão ansiado. A época que agora se inicia será com toda a certeza definidora daquilo que serão os próximos anos na história do Sporting.  

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

O Sporting ainda está verde

O Sporting está verde e isso nota-se. Mas está longe de se justificar o desespero que parece querer tomar alguns Sportinguistas depois destes 2 últimos resultados negativos. Matéria-prima parece haver, pelo menos há seguramente mais opções para os vários lugares. A questão é saber o que conseguirá fazer Domingos com o pouco tempo que resta até entrarmos em competição, o que vai ocorrer de amanhã a uma semana.

Málaga: um Ruud teste para o Sporting

O Sporting inicia hoje o fim do primeiro ciclo de preparação da época 2011/12 com a disputa do Ramon Carranza. Antes da descoberta dos actuais caminhos marítimos do extremo oriente ou das Américas, marcando a era da globalização era um dos torneios mais prestigiados do verão futebolístico europeu. Terá como adversário na disputa à chagada à final o Málaga, de Pelegrini, renovado com petrodolares que lhe permitiram um plantel que ostenta luxo das arábias. Gastou mais de 60 milhões de euros num lote de jogadores onde se incluem Toulalan, Cazorla, Nistelrooy, Buonanotte, que se juntaram a Batista, De Michelis e Rondon. Colecciona até agora vitórias em todos os 6 jogos disputados.

Do que tenho seguido do Málaga é até bem possível que as dificuldades sejam maiores, mesmo que de diferente natureza, das vividas com o Valência. O dinheiro porém não é tudo e espero que o Sporting deixe isso bem vincado em campo. Será contudo um “Ruud teste” que servirá para aferir de que massa é feita esta nova equipa do Sporting.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

A soma de todos os medos


Atravessamos tempos conturbados e onde qualquer previsão que seja feita por melhor que seja a sua fundamentação histórica e analítica corre o risco de falhar. Esta imprevisibilidade afecta todos os sectores da sociedade quer nacionais, quer internacionais. No futebol a silly season a que estamos habituados está invulgarmente activa e cheia de movimento nos planteis dos principais clubes nacionais.


Esta pujança financeira é também ela mais uma imprevisibilidade que nos saiu em sortes e que eventualmente só será esclarecida (e paga…) daqui a alguns anos. Até os jornais que lideram normalmente os ratings do folclore das hipotéticas contratações, parecem estar espantados com a velocidade a que entram e saem jogadores dos principais planteis e já pouco opinam sobre entradas e saídas. Felizmente o futebol a sério está à porta para ocupar as primeiras páginas com profecias de desgraça ou loas de invencibilidade.


Tenho visto várias vezes explorado o exercício de fazer a nossa melhor equipa com o plantel que agora dispomos (e do qual Carlos Freitas não põe a mão no fogo que esteja fechado…) a saber:


Plantel 2011/2012

Guarda Redes: Rui Patrício, Marcelo, Tiago

Defesas Direitos: João Pereira e Arias

Defesas Esquerdos: Evaldo e Turan

Defesas Centrais: Onyewu, Rodriguez, Polga e Carriço

Médios defensivos: Rinaudo e André Santos

Alas/Extremos: Izmailov, Carrillo, Jeffren, Capel e Pereirinha

Médios centro/nº10: Matias Fernandez, Schaars, André Martins e Luis Aguiar

Avançados: Postiga, Wolfswinkel, Rubio, Bojinov e Yannick


Proponho-me a fazer o exercício contrário. Qual é a pior equipa que conseguimos retirar deste plantel? A minha primeira dificuldade é avaliar os jogadores de que desconheço o valor (Arias, Turan, Capel, Carrillo e Bojinov) outra é que táctica utilizar. Para dar alguma coerência vou manter o 4-1-3-2 que Domingos tem apresentado e nesse sistema montaria a equipa assim:

Tiago

João Pereira, Carriço, Polga, Evaldo

André Santos

Pereirinha, André Martins Yannick

Postiga e Bojinov

Seria este na minha opinião o nosso pior onze (o que não equivale a dizer um mau onze). A primeira constatação que faço é – Epá, tanto português na equipa principal! – não vão ser tempos fáceis para Paulo Bento agora que o Sporting também se decidiu a comprar jogadores em barda para a sua equipa principal.


A segunda constatação é que definitivamente temos um problema nas laterais defensivas, os jogadores que escolho são os habituais (e previsíveis) titulares, por mais milhões que lá enterremos não conseguimos qualidade indiscutível. Do lado direito eu apostaria sem hesitar no Pereirinha mas, e do lado esquerdo? Não encontro melhor solução que Evaldo.


O meio campo poderia ser uma agradável surpresa pois tem o “ferro” da Academia Sporting e poderia surpreender muita gente pela dinâmica que o seu conhecimento de longos anos oferece. Já no ataque há de novo uma imensa incógnita, escolho Postiga não por ser mau jogador mas porque é um mau finalizador e em futebol não há sucesso sem golos, Bojinov apenas o coloco por desconhecimento. Fica contudo a questão sobre se os seus concorrentes serão realmente melhores que esta dupla.


A minha conclusão final acaba por ser positiva, porque se isto é o pior que podemos apresentar, para vencer Rio Aves e Navais chega e sobra. No fundo só podemos melhorar e muito!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Onyewu e Salomé. Tonel e a generosidade dos adeptos

Onyewu e Salomé Khorasanchi
Quem não se lembra do falhanço de Tonel no ano da sua estreia em Alvalade e da salva de palmas de que foi alvo após um falhanço comprometedor que por pouco não deu golo? Este deve ter sido provavelmente o último sinal de uma generosidade que se deve ter extinguido entre os adeptos do Sporting para os falhanços dos jogadores em campo. Mas, provavelmente, terá sido decisiva na integração do defesa central que redundou numa relação de 5 anos, mais de uma centena de jogos, tendo igualmente superado uma dezena de golos. 

Lembrei-me de imediato da estreia de Tonel quando, no passado sábado, Onyewu, após um jogo em que foi apenas mais um num jogo infeliz, saiu debaixo de forte vaia no seu jogo de estreia em Alvalade. Não conhecendo o jogador não me posso pronunciar sobre o seu valor mas, pelas características físicas e pela provável postura em campo, fui pensando, após a sua aquisição, que estaria ali um dos futuros ídolos das bancadas na época que começa.Não foi assim no primeiro jogo, espero e desejo que não tenha havido sentença sem recurso porque quem perderia não seria apenas o jogador, mas sobretudo o Sporting.

Sei o quanto os Sportinguistas estão cansados de ver, época após época, o seu clube fracassar, e quanto foram especialmente massacrantes os últimos dois anos porque sou um deles. Mas os jogadores são, tal como nós, dos principais interessados em triunfar e Onyewu será com certeza um deles. E nem a sua lindíssima Salomé Khorasanchi, modelo belga de origem iraniana, e que em 2010 foi considerada uma das 10 mais bonitas WAG´s do Mundial de 2010 (vá-se lá saber porquê...) servirá de grande consolo porque, em campo, o que os jogadores querem é triunfar.

A defesa que o Sporting precisa e ainda não tem

Bastou um jogo que correu mal, muito mal, para se concluir de imediato e sem qualquer remissão, que o Sporting não tem defesa à altura das suas ambições para a Liga 2011/12. Os comentadores assim o deliberaram e os adeptos, na sua maioria, ratificaram a decisão. 

E para se ver como a opinião do dos adeptos é permeável à dos comentadores que, na sua generalidade, percebem muito pouco do jogo, é fácil notar a inflexão da época passada para a presente. 

O ano passado o principal problema era a altura, apesar de termos nos quadros Coelho e Torsiglieri que, mais o primeiro que o segundo, poucas vezes mereceram a confiança do treinador, e apesar de serem dos mais altos do plantel e até da Liga. Das apreciações mais notáveis sobre a qualidade dos defesas do Sporting retive a afirmação de um dos “excelsos” comentadores da nossa praça que a fraca qualidade dos centrais do Sporting se via pelos golos que não marcavam!!!

Este ano o problema é a velocidade, obviamente por causa do jogo com o Valência. Exige-se um central veloz – Obiquelu poderá fazer uma perninha? - fazem-se comparações com os centrais dos rivais identificando-se de imediato que nos falta um central de referência. Como o Luisão por exemplo. Exacto, o mesmo Luisão do SLB, da equipa que no ano passado sofreu tantos golos como um dos piores Sportings de que há memória. 

Porque se fala agora tanto em velocidade, e se fazem comparações imediatas quando ninguém sabe na verdade se Rolando, Maicon ou Garay – que têm à partida uma vantagem, não jogam no Sporting!  - são mais velozes que Oniewu, Carriço ou Rodriguez? Os Sportinguistas pedem agora um central como André Cruz. O André Cruz de 1,82m e que de veloz tinha muito pouco? Imaginemos pois que Carlos Freitas comprava agora um jogador com a mesma categoria do brasileiro mas com estas características físicas. O que diriam os Sportinguistas? Pelo menos “mais um anão”… 

É óbvio que o Sporting não tem ainda uma defesa consolidada. Mas não estará assim tão longe de o conseguir pelo menos ao nível do quarteto que a compõe. De repente todos parecem ser vítimas de uma amnésia que impede de constatar que falta apenas Moisés para ficar completo uma das defesas mais sólidas dos últimos anos, treinada em Braga, precisamente por Domingos. Por enviesados e depreciativos que sejam os julgamentos, Polga e muito menos Carriço são inferiores a Moisés. 

Não é apenas o processo defensivo que não está consolidado numa equipa com cerca de um mês de trabalho, é todo o seu jogo. Mas, conhecendo como se conhece o trabalho de Domingos, este será uma das bases do jogo do Sporting. É minha convicção que este será construído de baixo para cima, alicerçado em grande capacidade defensiva que, como se nota já, Domingos pretende que comece assim que se perde a bola e não de forma limitada, visando apenas defender a baliza. 

Para que haja sucesso é preciso que o trabalho continue no campo mas é imprescindível que haja também serenidade nos julgamentos que se fazem da bancada. Para o Sporting ser mais forte que nos anos anteriores precisa da competência que procurou no novo treinador, de liderança nos gabinetes e de serenidade na bancada. Só igualando em estabilidade o actual campeão nacional, desarmadilhando-se internamente o Sporting, se aliviará dos lastros que o empurram tabela abaixo. É essa a defesa que o Sporting precisa e ainda não tem.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

"Negócio Roberto" com a marca Jorge Mendes

O negócio Roberto intrigou até a CMVM que, entretanto, pediu esclarecimentos. O caso não é para menos. Nem sequer está em causa a avaliação que se poderá fazer do guarda-redes, mas é óbvio que, com a época realizada, era impossível vender o jogador pelo exorbitante preço que já havia custado ao SLB, acrescido de 100 mil euros de lucro. E afirmando o Saragoça que não pagou a transferência e declarando o SLB que "chegou a acordo com o Real Zaragoza SAD para a transferência, a título definitivo, do atleta Roberto Jimenez Gago." Mais, no comunicado lê-se ainda que "A transferência do referido atleta, bem como da totalidade dos direitos económicos, foi concluída pelo valor de 8.600.000 (oito milhões e seiscentos mil) euros." O esclarecimento solicitado pela CMVM faz, por isso, todo o sentido.

Mas impossível é um vocábulo que não existe no dicionário de Jorge Mendes que é quem, no meu entender, deve ter sido o pai da "solução Roberto" filho enjeitado por Jesus e LFV. Isso já o empresário havia demonstrado anteriormente quando tirou Ronaldo de Manchester para oferecer, embrulhadinho e com laço, em Madrid. Com a recente associação a nomes como Peter Kenyon, na constituição da Quality Sports Investments LP Fund que, estou certo, conseguirá atrair muito dinheiro e investidores de todo o Mundo, o empresário passou a jogar numa "outra liga" capaz de permitir negócios como o de agora com Roberto. No fundo mais não será do que tirar dinheiro de um pote para, mais tarde, meter noutro.

Jorge Mendes é simplesmente o empresário melhor sucedido no futebol mundial e por isso sempre me fez impressão que o ano passado se protestasse tanto pelo facto do seu amigo Costinha recorrer aos seus serviços. Negócios que por sinal até nem foram assim tantos, para lá de Veloso e Salomão. Mas, tal como em ocasiões anteriores,  a intervenção do empresário fosse tão valiosa para os nossos cofres como tem sido para os rivais, quer FCP, quer SLB. Há quem veja nisso um complot, a mim parece-me inabilidade dos dirigentes do nosso clube que com ele têm negociado. 

Estar de costas voltadas para um empresário como ele significa pelo menos muita maior dificuldade em empurrar portas que gostaríamos de ver abertas. Veja-se o presente caso da quantidade de jogadores saídos a custo zero e alguns ainda com direito a indemnização, apesar de algum valor no mercado. Que jeito daria aos nossos cofres a entrada de algumas verbas, em especial no período de defeso, onde a coluna das receitas fica a acumular pó?

Já um pouco fora do contexto geral do post mas uma vez que aqui se fala de fundos de investimento no futebol parece-me ser urgente que quer a UEFA quer a FIFA coloquem os olhos sobre a actividade destas entidades. São várias as questões a merecer análise. A que me parece mais  premente é a faculdade que lhes permite deter "sine die" passes de jogadores que adquirem enquanto os clubes, que muitas vezes os formam, perdem os direitos sobre os jogadores quando expiram os contratos que com eles realizam. Parece-me uma falha que acaba por promover a pobreza dos clubes e uma forma de potenciar uma concorrência desleal. Não é por acaso que este tipo de jogadas, chamemos-lhe assim, não são permitidas na FA League. 

Quem sabe mais para a frente, quando e se a nossa casa esteja mais arrumada, o Sporting não serve de ponta-de-lança na luta por uma regulação deste tipo de actividade, assumindo a sua condição de clube formador. Pode fazê-lo na Liga, na FPF ou até mesmo junto de clubes com quem tem relações e também são parte interessada na matéria, como por exemplo o Barcelona, com quem negoceia actualmente o passe de Jeffren.

PS: O post foi reeditado após a sua colocação inicial por, na altura da sua edição, não constarem as  5 linhas finais do primeiro parágrafo. Sem elas parte do sentido que se pretendia para a análise do caso perdia-se. Aos que já haviam lido e comentado as minhas desculpas.

O caminho faz-se caminhando


Na ressaca do jogo de sábado no comentário que fiz ao post do Leão de Alvalade propus uma alteração à equipa para o próximo jogo com o Málaga, essa alteração seria de nomes (alguns, poucos) mas principalmente de táctica de um 4-1-3-2, para um 4-2-3-1. Relativamente aos nomes seja lá qual for a troca será difícil ter sol na eira e chuva no nabal, como exemplo a troca de João Pereira por Pereirinha daria maior qualidade de posse e posicionamento mas uma perda de velocidade e agressividade, não há jogadores que consigam ser perfeitos em tudo.

Deixando as trocas de nomes de lado, porque cada um terá a sua preferência e os seus ódios de estimação, a principal conclusão que tiro é – acobardei-me – assim sem mais nem menos, uma porcaria de uma derrota num amigável contra o terceiro classificado da Liga Espanhola e já estou cheio de medo e a recuar a equipa.

Analisando o nosso campeonato, que é aquele que nós temos de ganhar, contra quantas equipas com a qualidade técnica e táctica do Valência é que o Sporting vai jogar? Duas? Quatro? Então e contra as outras treze ou onze, também vou jogar com dois trincos e só um ponta de lança? Serão tácticas defensivas ou modelos de contenção que o Sporting tem de treinar durante a pré-época?

Domingos arriscou uma equipa virada para o ataque, confiando na capacidade de Rinaudo como tampão e no complemento gigante/formiguinha na dupla de centrais, ambos os laterais têm características ofensivas e Schaars actuou mais em apoio do ataque do que preocupado em recuar e equilibrar o meio campo. O pior que podia acontecer ao Sporting era o resultado final ser desfavorável … e foi!

Devia Domingos ter sido mais cauteloso e utilizar uma equipa ou um posicionamento mais defensivo? Talvez, mas para quê? Provavelmente, mas para aquilo que Domingos pretende que seja o Sporting versão 2011/2012 as conclusões finais que iria retirar não lhe serviriam para nada e perdia a oportunidade de um bom treino contra uma equipa mais madura.

Hoje já com a cabeça mais limpa consigo ver que nem na segunda parte o Sporting jogou de forma substancialmente diferente mantendo praticamente até final dois pontas (até André Martins actuou a segundo ponta de lança). A mensagem que deve ter passado para o grupo é, seja lá qual for o resultado a nossa matriz de jogo é atacante, com pelo menos cinco jogadores dedicados a essa função, é este o modelo que temos que trabalhar é desta forma que vamos conquistar pontos ao longo do campeonato.

Se o jogo de sábado fosse a doer, p.ex. uma eliminatória, não acredito que nesta fase de preparação da equipa Domingos fosse colocar uma equipa para ganhar ou para atacar, aliás se nesta altura da época tivéssemos de jogar pré-eliminatórias da Champions todo o planeamento da pré-época seria diferente, cautelas e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém mas o nosso primeiro jogo táctico a sério é lá para a 11ª jornada em finais de Novembro.

O próximo jogo contra o Málaga vai permitir verificar se realmente Domingos tem já uma ideia do que quer para o futebol do Sporting ou se (como eu fiz) se amedronta e muda tudo. O Málaga o mais recente novo-rico do futebol ibérico, fez um investimento brutal na sua equipa mas se a sua referência avançada for Van Nistelrooy o seu futebol será muito diferente daquele apresentado pelo Valência com um jogador mais fixo e a “dar-se “ à marcação.

Será um bom treino, mas até 14 de Agosto é à la Bobby Robson, attack, attack, attack, que os golos vão entrar nem que seja à força.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Bojinov, camisola 7


O jogador Bojinov no decurso do presente mês de Agosto seguirá um plano de treino específico, não estando prevista a sua participação em competição durante este período. Este programa individualizado será constituído por trabalho no ginásio, e também no terreno, e será efectuado sob a responsabilidade da Direcção Clínica, em articulação com o Departamento Técnico.

Este tipo de trabalho já se iniciou e as razões que o ditam já haviam sido identificadas. Resultam da avaliação realizada à condição física do jogador. Trata-se de um desequilíbrio muscular que explica a lombalgia de esforço responsável pelo seu afastamento recente do programa regular de treino.

Lembramos que este tipo de procedimento é comum e já tem ocorrido em outras épocas com outros jogadores. Trata-se de uma preparação baseada em treino específico e individualizado, realizada numa fase inicial da época, comportando também objectivos preventivos e de preparação integral para a competição.

Direcção Clínica
01 de Agosto de 2011

Neste caso faria duas coisas:
1- Tendo em conta tratar-se de um jogador recentemente contratado esclareceria melhor a natureza da lesão, nomeadamente se esta ocorreu já depois do inicio da época, ou se se trata de uma situação recorrente ou crónica e que terá a ver com alguma especificidade física do atleta.

2- Não sendo supersticioso, mesmo assim trocava-lhe o número da camisola.

Apresentação: O que correu mal e o que esperar a seguir

O Significado da derrota

O jogo de apresentação de sábado assemelhar-se-à à experiência de alguém que, cheio de sede, bebe de forma incauta e sôfrega um copo de um óleo viscoso e intragável pensando tratar-se de um copo de água fresca. É uma experiência desagradável e, não sendo letal ou incapacitante, e colhidos os devidos ensinamentos, constituirá memória suficiente para que o erro não se repita no futuro.

Apesar de traumática a derrota ante o Valência pode também ter sido uma derrota importante, quem sabe a mais importante da época. Por maior que tenha sido a ferida no orgulho nada perdemos, não faz qualquer sentido pensar o contrário. Faz sentido é perceber que há muito trabalho pela frente, lembrando que o forte Valência de ontem foi também o mesmo que na Áustria levou 1-4 do Rapid. É ainda cedo para cortar os pulsos mas um banho de fria realidade não fará mal a ninguém. Há uma equipa para construir e temos que estar preparados para as contrariedades.

O que foi afinal assim tão diferente do jogo de Toronto? (Quase tudo!)

1- Começamos desde logo por ter mais olhos que barriga. Seria mais aconselhável, nas actuais circunstâncias, ter escolhido um adversário menos exigente. 

2- Depois há que olhar para o adversário, muito melhor preparado e orientado que a Juventus. E é-me difícil imaginar a postura do Valência de ontem, exibida desde o primeiro minuto, sem que tenha tido conhecimento prévio da forma como jogamos. Isto é, seguramente que houve o visionamento prévio do jogo com a Juve. Fatalmente para nós o Valência levou a sério o jogo e a sua atitude competitiva nada teve de particular ou amigável, como se costumam chamar estes jogos.

3- O ambiente feérico e de grande intensidade emocional certamente também terá pesado, sobretudo na concentração, em particular nos momentos iniciais, onde até sofremos 1 golo e podíamos ter levado mais. Já o Valência atirava a bola ao poste e nas cabeças dos jogadores estavam as emoções das palmas de um estádio cheio e vibrante.

4- Mas olhemos sobretudo às razões que têm a ver estritamente com o futebol:

Das grandes virtudes apontadas no jogo com os italianos - a forma como encurtamos o campo, subindo a defesa e a pressão exercida sobre o adversário – parecem hoje merecer a condenação geral. E de certa forma com razão porque qualquer sistema, por melhor que seja em teoria, não resiste a uma má prática. 

A linha da defesa esteve subida mas uma deficiente articulação, em particular do lado esquerdo, ( a escolha deste lado não deve ter sido inocente, dai a conclusão de que Unai Emeri já nos tinha visto jogar) fazia desaparecer o efeito do fora-de-jogo. A agravar os erros na extrema defesa a pressão sobre o adversário não era feita ou chegava sempre tarde, em particular ao portador da bola na hora, permitindo constantes lançamentos nas costas dos nossos defesas. Ao contrário dos italianos, os levantinos não optaram por tentar jogar de pé para pé, em passes mais curtos, mas com simples lançamentos directos, escapando à acção, mesmo que deficiente, dos nossos médios. Sem fora-de-jogo que nos valesse e tendo a desvantagem dos nossos defesas ainda terem que efectuar a rotação para correr atrás dos expressos de Valência fomos sendo batidos consecutivamente, de forma confrangedora. É fácil culpar apenas a defesa, mas o erro é essencialmente colectivo.

Mas o futebol, na sua imprevisibilidade que o torna tão apetecível pelo mundo inteiro, pregaria as suas partidas. Apesar de parecer eminente um golo resultante de um desses lançamentos directos, o golo inicial surgiria de um lançamento lateral numa série de falhas individuais a roçar o caricato. Não deixa de ser "interessante" notar que, logo agora que tínhamos a altura na defesa tão pretendida pelos adeptos, sejamos goleados por uma equipa de avançados minorcas.

Podia ser um jogo interessante se conseguíssemos dispor das mesmas armas. Mas sem a mesma velocidade na frente e com Rinaudo e Schaars sufocados, os lançamentos longos nunca foram opção. E sem apoios e sem linhas de passe poucas vezes conseguimos progredir e a bola voltava invariavelmente aos pés do Valência, recomeçando logo aí nova tortura para as bancadas repletas de adeptos atónitos.

O que esperar a seguir


O papel dos adeptos
Não é ainda tempo de conclusões, por nítida extemporaneidade. É isso que espero dos adeptos para os jogadores acabados de chegar, obviamente para o treinador e também para os que já estavam no plantel e que são, alguns deles, objecto de ódios de estimação a merecer estudo psiquiátrico. Para os que querem e exigem um novo começo, uma nova atitude, uma nova página, que tal começarem já hoje por abandonar as velhas posturas? Assobiar jogadores num jogo de apresentação, com um mês de preparação, dificilmente pode ser encarado como um contributo para o sucesso. O ano passado, em altura semelhante, ganhamos a grandes equipas, ganhamos na apresentação ao Lyon e a época foi o que se sabe. Não é a opinião dos adeptos sobre os jogadores que mais conta para termos sucesso, desde que das bancadas não se tolham os jogadores e não se faça da bola nos pés um ferro em brasa. Alvalade tem de voltar a ser um inferno mas apenas para os adversários e não para os nossos. Quantos treinos e jogos tem este grupo em conjunto? Quantos dos jogadores de quem mais se espera acabaram de chegar ou ainda nem treinaram?

Sempre fomos, do grupo de candidatos ao título onde não nos podem excluir, o que parte atrás. Quem deixou de pensar o contrário vive em delírio pouco recomendável. Esse é aliás um estatuto que nos convém como estratégia. A época será longa e difícil, a menos que queiramos acabar com ela já por não termos, como adeptos, estofo para aguentar as contrariedades e os reveses que, inevitavelmente, vão surgir.  

O papel do treinador
Obviamente que o foco estará agora no treinador e na resposta que dará de seguida. Ao contrário do que aconteceu o ano passado, quando surgiram as primeiras contrariedades, não espero que Domingos desate e trocar de jogadores e estratégia, prolongando a pré-época para lá do Natal. Espero uma resposta serena, própria de quem confia na qualidade do seu trabalho, na sua competência e na da sua avaliação sobre a qualidade dos jogadores ao seu dispor. Agrada-me sobremaneira verificar que Domingos não pensa com a cabeça da bancada, mas sim apenas com a sua.

A minha posição pessoal
A derrota de sábado não me soube bem mas não me apanhou desprevenido nem me retirou a esperança de ver o Sporting a caminho do lugar que merece. A minha primeira e única exigência mantém-se actual e possível; encurtar as distâncias do fosso em que nos deixamos cair nos últimos anos, sendo o futebol de qualidade o caminho mais curto para o alcançar. Não acredito em fatalismos, mas sim em competência.

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