quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Ver a selecção a pensar no Sporting

A selecção teve ontem uma prestação abaixo do esperado e do que lhe é exigido, julgo que esse é um ponto onde todas as análises feitas confluirão. Como em nenhum momento consigo despir a minha pele de leão não deixei de ver ontem, mais uma vez, a selecção enquanto pensava no meu Sporting. Deixo algumas dessas considerações avulsas para reflexão.

1- Com um colectivo fraco e mal orientado não há individualidades que se destaquem. O jogo de ontem fez-me lembrar um Sporting recente em que todos os jogadores produziam muito menos do que estava ao seu alcance, desvalorizando-se. O talento individual pode minimizar os estragos, como aconteceu com o golão de Ronaldo, mas pode pouco quando o adversário está melhor organizado. Ao invés, quando o colectivo falha ressaltam de forma mais óbvia as fragilidades dos menos habilitados. Rolando ontem quase me dava saudades do Gladstone…

2- É no mínimo estranho que para adversários tão díspares como a Islândia e a Dinamarca Paulo Bento usasse a mesma equipa e a mesma estratégia. E também foi estranho que, com o jogo a correr tão mal tivesse esperado 65 minutos para tentar mudar alguma coisa, e nada tivesse conseguido com isso. A fazer lembrar os seus piores dias em Alvalade…

3- Não deixo de me interrogar que relação poderá haver entre a menor produção da selecção e o “caso Carvalho”. Este tipo de acontecimentos dificilmente não deixam feridas abertas ou pelo menos cicatrizes. Casos com jogadores acontecem em todos os plantéis. O que este tem de excepcional é por ter acontecido com um jogador até aí considerado modelo. Mas acontece sobretudo porque os dirigentes da FPF pura e simplesmente não existiram. A turbulência dificilmente produz bons resultados, como bem sabemos no Sporting.

4- Olhando para as prestações dos nossos jogadores Patrício foi o único que esteve ao seu nível e João Pereira afundou-se com os restantes, revelando no primeiro golo as mesmas deficiências defensivas que aqui e acolá vai exibindo no Sporting.

5- Enquanto a selecção se perdia no reino da Dinamarca na capital madrilena Coentrão e Pepe já treinavam desde o fim-de-semana, reabilitando-se de forma convenientemente rápida para os interesses do Real Madrid. Em sentido contrário Rodriguez fazia 2 jogos em 4 dias, depois de ter estado um par de semanas sem treinar e sem poder contribuir para a equipa do clube que lhe paga o ordenado. Ambas as situações deveriam merecer análise detalhada quer por parte de Paulo Bento quer de Domingos.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

E se prendessem o Hulk?

O facto mais relevante da noticia de que o Ministério Público deduziu acusações contra Hulk & Cia só pode ser o imenso tempo que mediou entre os factos ocorridos e a acusação propriamente dita. Isto porque as agressões foram dadas como provadas no processo que decorreu na justiça desportiva, ficando apenas a dúvida quanto ao estatuto dos agredidos, se deveriam ser considerados agentes desportivos ou público. Já é tempo de os jogadores e demais intervenientes no fenómeno desportivo se habituem à ideia que fora dos relvados são cidadãos como os demais e estão por isso sujeitos às mesmas leis que o comum dos mortais. Se o caso fosse em Inglaterra, por exemplo, há muito que estaria resolvido.

Como é evidente ninguém irá prender Hulk, Sapunaru ou outros envolvidos.  (i) Porque, não tendo antecedentes criminais e em caso de condenação, o máximo que os espera será uma multa ou pena suspensa ou (ii) em Portugal é pouco comum que cidadãos com este estatuto cumpram pena efectiva. Por outro lado penas exemplares para casos como este só me lembro da aplicada ao Sá Pinto.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A candidatura de Fernando Gomes e o Sporting

Soube-se este fim-de-semana que o Sporting decidiu dar o seu apoio à candidatura de Fernando Gomes à presidência da FPF. Sobre esse assunto partilho aqui algumas considerações.

Fica evidentemente que caiu por terra o entendimento entre SLB e o Sporting para apresentação de uma candidatura conjunta. Essa acaba por ser uma inevitabilidade face às movimentações na Liga e nas associações. Os clubes de Lisboa não tiveram força suficiente para criar um movimento com garantias mínimas de vencer. E não deixa de ser sintomático que a A.F. Lisboa, que devia seguir a tendência de voto dos clubes seus associados e ainda ande entretida em jogos florais.

É bom ter presente que a unanimidade do apoio dos clubes da Liga a Fernando Gomes pode ser apenas relativo à direcção da federação, faltando saber os que o suportarão nos outros órgãos como a AG, os órgãos disciplinares e a tão apetecida arbitragem. Será muito interessante verificar a aritmética dos resultados eleitorais para perceber quem andou a jogar em vários tabuleiros.

Filipe Soares retirou-se amargurado do processo eleitoral não escondendo o seu desagrado pela falta de apoio do Sporting ao demitir-se do cargo que ocupava na comissão de vencimentos da SAD. Quanto a mim recolheu os frutos da árvore que semeou ao tomar a decisão de se candidatar sem cuidar de saber qual era a estratégia do clube de que reivindicou apoio.

No meio de todo este labirinto de interesses o que pode ganhar o Sporting com este processo eleitoral? Mais do que ganhar o Sporting nada tem a perder porque isso já perdeu há muito tempo por se alhear ou ser incapaz de articular qualquer estratégia que aproximasse dos centros de decisão do futebol português. Por isso tudo o que vier agora será considerado ganho. 

Para já aparentemente não ganha nada porque dos nomes já anunciados pela candidatura de Fernando Gomes nenhum deles está ligado ao Sporting. O que em si não é mau nem bom, basta lembrar o que foi a presidência de Silva Resende na FPF, sportinguista reconhecido que não se opôs ao crescimento tentacular do submundo que hoje manobra o futebol português. Ou o que tem sido a gestão da arbitragem por parte de Vítor Pereira, ao que sabe sócio cinquentenário do Sporting mas cuja permanência no cargo deixa mais tranquilo Filipe Vieira do que Godinho Lopes

Poderia o Sporting manter-se à margem dos restantes clubes da Liga, ao género do “orgulhosamente só”? Evidentemente que sim, que essa poderia ser uma estratégia a seguir não vejo contudo o que poderia ganhar com isso que não possa ganhar apoiando Fernando Gomes. Isto porque, e fazendo fé nas palavras de Godinho Lopes, o que o Sporting quer "é que haja verdade desportiva, isenção no futebol, qualidade no espectáculo e tudo isso está espelhado naquilo que Fernando Gomes apresentou". Se Fernando Gomes e a sua equipa não conseguirem impor os objectivos a que se propuseram o Sporting não tem nem os pés nem braços atados e muito menos fica sem a língua…

Para o fim mas não menos importante, o Sporting deve temer Fernando Gomes, pelas suas origens? Daquilo que sei, por testemunhos indirectos, as motivações de Fernando Gomes são as melhores e a sua mudança para a FPF é uma consequência óbvia do esvaziamento de poderes da Liga, face à nova lei de bases. Sem poder não se fazem mudanças e o que Fernando Gomes se propôs fazer na Liga ficaria pelo caminho se permanecesse no cargo. Pior do que Fernando Gomes seria, para o futebol português a continuidade de Gilberto Madaíl e da sua gestão digna de Pôncio Pilatos, que perante os problemas se limitava a lavar as mãos. Mas a eleição de Fernando Gomes, que parece cada vez mais certa, não será a elixir para os vícios do futebol português  e que têm sido uma pesada âncora para um clube como o nosso, afogado em problemas internos, e por isso normalmente exangue para se opor aos males que saltam do lado de fora dos muros. Mais do que temer a eleição de Fernando Gomes o Sporting deve desconfiar sempre. Porque, como é óbvio, o trajecto por ele efectuado para chegar onde chegou nunca teria sido iniciado sem a prévia bênção papal. Falta saber quais as verdadeiras motivações, se por genuína vontade para reformar o futebol português, compreendendo que o actual estado é prejudicial a todos os seus agentes e interessados, se apenas para manter o status quo.

domingo, 9 de outubro de 2011

De volta






Chove lá fora e não me apetece sair para ir passear numa cidade que me agrada cada vez mais. A cada visita, há algo que me encanta, algo que me passou despercebido na primeira visita e que descubro numa segunda ou algo que já conheço e que me apetece revisitar. Sendo assim e de maneira a aproveitar estas duas pausas - a do campeonato e a dos passeios - achei por bem falar sobre algo que me apaixona desde que me conheço: o SCP.

E o que tenho para dizer é que concordo cada vez mais com o slogan adoptado para esta época: O SCP está de volta. Acredito que estejamos mesmo!

Numa época onde a revolução foi enorme, tendo como objectivo encurtar as distâncias para os maiores rivais, será demasiado pedir o título já. Realisticamente será esse o nosso pensamento mas secretamente, desejamos conquistar o Campeonato já este ano. Como sempre aliás.
Porque ao SCP nunca chegará fazer apenas bons campeonatos; época em que não sejamos campeões será sempre uma época que nos deixará um amargo de boca. O SCP existe para ganhar e não para se satisfazer com 2s lugares!!

Duas épocas horríveis: nunca esquecer para que nunca mais as repitamos!

É impossível passar ao lado de algo que me parece uma das várias faltas de respeito para com o SCP: a eventual perda do estatuto de "grande" do futebol Português.
Aqui abro um parêntesis para falar directamente acerca dos nossos rivais, apenas e só para enquadrar a questão. Não irei perder muito tempo com eles pois o que me interessa é o Sporting Clube de Portugal e não qualquer outro Clube.

Voltando então à perda de d estatuto de "grande" do futebol Português: Nunca tal foi equacionado para qualquer um deles. Antes das últimas duas miseráveis e desgastantes épocas, o slb esteve 4 anos seguidos sem passar do 3º lugar; o fcp no virar do século, esteve 3 anos seguidos sem se sagrar campeão e nada foi dito.
No entanto com o SCP, tudo é colocado em causa. É preciso que a nossa Direcção reaja de forma veemente e nunca deixe que a miserável CS que existe no nosso País, tenha sucesso quando atenta contra o nosso bom nome, estatuto, dignidade e História.
É ridículo, e isto aplica-se a qualquer um dos três "grandes", que nas próximas décadas algum deles perca o estatuto de "grande".
Porque esse estatuto foi alcançado devido aos títulos conquistados e feitos alcançados ao longo dos anos e não serão 2 épocas, por muito más que sejam, que o alterarão. Seriam precisas muito mais épocas e gerações, para que tal aconteça.

Porque a História não se apaga e a nossa é riquíssima, a todos os níveis e não apenas no futebol.

Plantel

Parece-me inegável que houve um aumento notório de qualidade no plantel da equipa profissional de futebol, o grande motor do Clube. Temos neste momento mais opções no plantel e saudáveis dores de cabeça para a equipa técnica. Finalmente temos banco, algo que nos tem faltado.

As boas indicações deixadas na pré-época não tiveram sequência no jogo de apresentação, jogo esse que foi um verdadeiro balde de água fria. Era compreensível o clima de optimismo e expectativa em relação aos novos jogadores e entre alguns Sportinguistas, havia inclusivamente sinais de alguma euforia.
Eis que chega o jogo de apresentação que tratou de colocar um travão na euforia e deixar alguns de nós de pé atrás. Em abono da verdade, convém referir que não jogámos contra uma equipa qualquer. O Valência fez um excelente jogo, é uma equipa que já se conhece muito melhor que a nossa e conta com bons jogadores como Soldado ou Piatti.
Só que como tantas vezes acontece no futebol Português, não se valorizou nem se reconheceu a qualidade da equipa espanhola e sua superioridade nesse jogo, focando-se apenas os pontos negativos do SCP. Mas o SCP não joga sozinho...mais, se havia altura para perder desta forma, esta era a altura.

Em relação ao jogo de apresentação, se por um lado houve jogadores que me deixaram preocupado com a possibilidade de serem um flop, houve outros que me agradaram apesar do pouco que foi possível observar, como casos do Rinaudo, Schaars, Carrillo e Wolfswinkel.

Com Rinaudo passámos finalmente a jogar com um trinco e não com alguém que pode fazer o lugar, algo que já não tínhamos há algum tempo. É fácil perceber porque é que Rinaudo já conquistou tantos de nós: além da sua qualidade, é um jogador que deixa tudo em campo.
Aproveito este aspecto para dizer que uma das coisas que mais me tem agradado nos jogos do SCP este ano, é a atitude demonstrada pela equipa.
Vejo uma equipa onde todos querem vencer, deixando tudo em campo e nunca baixando os braços, além de uma grande diferença: quando sofremos golo e/ou ficamos reduzidos a 10, não abanamos, não baixamos os braços; arreganhamos os dentes e partimos para a luta. Até ao momento, tem sido assim e espero que o consigamos fazer durante todo o campeonato.

Schaars tem um pé esquerdo fantástico, uma qualidade de passe e visão de jogo excelente. Além disso é um bom marcador de bolas paradas e está a revelar uma veia goleadora que aposto que até o próprio estará algo surpreendido.

Carrillo é fantasia. Fiquei com a sensação que teria uma qualidade técnica acima da média e apesar de ter sido remetido ao banco no início do campeonato, tem sido agradável constatar que pode vir a ser um caso sério nesta equipa, aproveitando a ausência de Jeffrén para marcar pontos na luta pelo lugar.
Tem ainda que crescer mas que diferença é jogar com a) extremos e b) extremos que saibam o que fazer à bola e que a saibam dominar e controlar em progressão e endossar a colegas com conta, peso e medida.

Apesar de não ter sido a 1ª opção de Domingos, algo estranho tendo em conta o investimento feito e o aproveitamento ridículo que Postiga teve em todas as épocas que passou no SCP, Wolfswinkel tem sido letal nos últimos jogos e verdadeiro homem-golo. Obrigado por teres saído, Postiga!
Não sou nenhum adivinho nem olheiro profissional mas do pouco que conhecia, parecia-me que o que poderíamos esperar dele seria eficácia e não grandes floreados. Mas também ninguém esperava grandes dribles do Jardel, não era?
Aposto que neste momento, com maiores ou menores dificuldades em dizer o seu nome, todos nós temos vibrado com os golos do Van Basten de Alvalade ;)


Capel e Elias são jogadores de grande qualidade que fizeram a diferença mal chegaram. O Futre espanhol estreeou-se a marcar em Guimarães e é neste momento o rei das assistências em Alvalade. Elias é um jogador de elevada qualidade técnica e só tenho pena que não o possamos utilizar na Liga Europa. Por outro lado, abre espaço à rotatividade no plantel.

O que me parece comum a todos eles é que desta vez, o SCP privilegiou a qualidade ao invés da bagatela. Investiu-se tendo em conta o médio prazo e de maneira a obtermos resultados desportivos e por conseguinte, financeiros com a possível venda dos passes. Algo tão elogiado noutros lados.
O mesmo aconteceu no que à equipa técnica diz respeito. É óbvio que qualquer escolha seria sempre uma melhoria em relação à anterior - o forcado não deixa saudades nenhumas - mas Domingos tem mostrado trabalho e pode ser, não o é já?, um dos nossos melhores reforços. Não teria sido a minha escolha mas estou contente com o seu desempenho e postura, até ao momento.

Portugueses

Outro aspecto que tem sido abordado insistentemente esta época, é o número de Portugueses com que o SCP alinha. O que para mim é uma falsa questão por dois motivos:

O primeiro prende-se com a qualidade dos jogadores. O principal, é que o SCP alinhe com 11 jogadores que possuam qualidade para envergar a nossa camisola.
Há uns tempos, um amigo de um amigo dizia que tinha saudades do tempo em que o SCP alinhava com uma maioria de jogadores Portugueses. Saudades?! Ainda o ano passado o fazíamos e eu não tenho saudades nenhumas dessa época ou da anterior. A qualidade não tem nacionalidade e não me parece, nem quero, que o SCP adopte uma postura semelhante à do Athletic Bilbao .
Se alinhamos com 11 portugueses, OK. Se são 10 portugueses + o melhor jogador chinês da actualidade, OK. Se forem 11 espanhóis, tudo bem!

O que eu quero, e o que acho que deveria ser o objectivo do SCP, é ter jogadores que quando chamados à equipa principal do SCP, tenham a qualidade exigida a um Clube com a nossa dimensão e que nos permitam, no fim da época, celebrar a conquista do título nacional.

Porque a falta de qualidade não tem nacionalidade, chamem-se eles Grimi, Koke ou Djaló.

O segundo motivo, é que não vejo por parte da CS - que se encontra muito preocupada com o SCP este ano - a mesma postura sobre este assunto, no que aos nossos rivais diz respeito.
Porquê? Onde é que está escrito que o SCP tem que alinhar com uma maioria de jogadores Portugueses e/ou fornecer 75, 80% dos jogadores convocados pelos Seleccionadores Nacionais? Tem por acaso o SCP, a responsabilidade exclusiva de formar jogadores para a Selecção Nacional? É que da última vez que vi, o nosso lema não era "Esforço, Dedicação, Devoção e Formar para a Selecção Nacional".
É um orgulho ter jogadores chamados à Selecção Nacional mas também gosto de ter jogadores chamados a Selecções como à da Holanda, Argentina ou Brasil.

Mas esta é uma problemática que não só não cabe apenas ao SCP resolver, uma vez que é uma questão que diz respeito a todos os Clubes, como não é o objectivo do post.

Balanço

Sendo assim, e para concluir que já vai longo, digo que o balanço é francamente positivo. Temos equipas, no campo e no banco, temos qualidade não só para formar o 11 como opções válidas no banco, temos jogadores que mostram vontade em ajudar o SCP e que consideram que o SCP foi um passo em frente na sua carreira e não o vêem como trampolim para outros vôos e estamos num bom momento de forma.
Apesra do calendário nos ser favorável, iniciámos o campeonato aos tropeções, por culpa própria mas também com "ajuda" externa - a nós não nos oferecem penalties em lances dúbios - sendo que o jogo em Paços marcou o início da reviravolta.
Encetámos uma recuperação notável e estamos apenas a 3 pontos da liderança, com vitórias importantes contra a Lazio e Guimarães, jogos onde acabámos reduzidos a 10.

Podemos não ser campeões mas ao contrário de épocas recentes, temos uma equipa que nos permite sonhar e que nos pode deixar orgulhosos. Deixei de ver o jogo quase como uma obrigação para voltar a apreciá-lo e a ansiar pelo próximo.



É... O SCP ESTÁ DE VOLTA!!!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Um caso: para onde quer ir Aguiar o Luís?

Desde o inicio que a relação de Luís Aguiar com o Sporting tem sido pautada por uma estranha turbulência. Após as bonitas palavras de ocasião, por altura da apresentação aos sócios tornou-se evidente o mau estado físico do atleta, facto mais que sabido no Uruguai, de onde provinha. Até aí nada de muito relevante, tendo em conta que uma pubalgia se cura em duas semanas, cirurgia incluída. O Sporting poderia ver na sua aquisição alguma importância, tendo em conta o trajecto paralelo, e por sinal o mais profícuo, que o atleta fez com Domingos. 

Mas após a operação, e quando estava obrigado ao silêncio, quanto mais não fosse por o Sporting o ter recebido e certamente melhorado as suas condições salariais nas circunstâncias em que se encontrava, o jogador uruguaio "faz" uma capa sensacionalista no Record, pondo em causa o departamento médico do Sporting e até Eduardo Barroso que, além de ser o cirurgião que o operou, é também presidente da AG do clube. Atitude essa em que agora reincide deixando na imprensa uruguaia a ideia que a medicina desportiva em Portugal e o departamento médico do  Sporting em particular se pratica ao nível da anedota que já nem se usa na mais reles tasca. É o que se depreende quando Aguiar diz que o operaram ao lado errado da pubalgia.

Eduardo Barroso já esclareceu o assunto pelo que, da parte que me toca, o que eu percebo desta embrulhada é que a cirurgia que Luís Aguiar precisa ainda não se pratica em Portugal nem em nenhum outro lugar do mundo: o povo, na sua sabedoria e simplicidade, diria que o uruguaio precisa é que lhe apertassem uns parafusos, o que, em medicina sabemos que ainda não é completamente possível.

Todos percebemos que Luís Aguiar não quer jogar no Sporting. Este caso revela essa disposição de forma inequívoca, deixando-o com pouco espaço entre os adeptos para fazer a viagem de regresso. Se as suas razões se firmam na saúde da esposa grávida ou porque constata que tem pouco espaço para a titularidade não sei. O que me parece é que é totalmente absurdo que se equacione a rescisão de contrato com o jogador, acabando, dessa forma, de premiar a sua má conduta.

Se já acho que é um precedente perigoso, salvo circunstâncias excepcionais, que assim deverão ser tratadas, que se atenda a todas as pretensões quando se invoca a saúde de familiares para a ausência temporária ou afastamento definitivo de jogadores, este desfecho seria abrir a porta a quem, pelas mais variadas razões, não quer cumprir o contrato que assinou, presume-se, de boa fé.

Por isso parece-me que se alguém tem uma bota para descalçar é o Luís, se ele quer ir Aguiar para outro lado que passe o cheque, ou arranje alguém que o faça por ele, indemnize o Sporting e vá à sua vidinha. E já agora que não se esqueçam, caso assim venha a suceder, de por uma cláusula penal que acautele o seu regresso a Portugal.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A propósito do Dia Multidesportivo.

Comemora hoje o Sporting Clube de Portugal, o grande SPORTING, o Dia Multidesportivo, no Multidesportivo Sporting, junto ao Estádio José Alvalade.
Boa iniciativa. Todas as iniciativas que sirvam para trazer os sócios e adeptos à sua casa serão sempre atitudes positivas. O Sporting precisa urgentemente de mostrar uma imagem ganhadora, uma imagem de juventude com futuro, uma imagem de entusiasmo que congregue os adeptos à volta do Clube e que atraia muitos outros para se juntarem a nós.

A equipa de futebol tem, com os seus últimos desempenhos, “agitado as massas”, e é um prazer ver a onda de entusiasmo que está a gerar, com assistências (então a norte…) que praticamente só nos lembramos nos anos em que fomos campeões. Os escalões de formação também vão cumprindo a sua missão, porém não têm a visibilidade, melhor, não lhe dão a visibilidade (vide, por exemplo a NextGen Series) que faça crescer o orgulho leonino e atrair mais adeptos ao Clube.

No respeitante às modalidades, futsal e andebol vão fazendo pela vida, tal como hóquei e ténis de mesa, embora estas com outro nível de notoriedade na comunicação social. Não querendo ser injusto, e posso estar a esquecer algumas, as restantes modalidades praticadas no Clube não têm qualquer relevo, muitas nem sequer qualquer notícia, na CS generalista, o que independente do valor dos seus atletas, que não se discute, não traz grande visibilidade ao Sporting, excepção talvez ao judo e, episodicamente, à natação.

Claro que não esqueci o atletismo. Antes pelo contrário, guardo para ele um espaço próprio. Quantos que hoje são Sportinguistas, não o são graças às vitórias de Carlos Lopes? As figuras de topo, os grandes olímpicos e vencedores internacionais, tornam-se ídolos de miúdos ainda sem as suas preferências clubisticas bem definidas, passando a ser do clube do seu ídolo.

E o que vemos nós no atletismo? No Clube do ecletismo e das grandes referências olímpicas (o Sporting) vão-se deixando sair, directa ou indirectamente, um a um, os grandes nomes e os possíveis futuros grandes ídolos para o grande rival.

Subliminarmente, vai-se dando a justificação: não há dinheiro! Eu pergunto: depois de perdermos o último CN de ar livre, teremos esperança de ganhar algum nos próximos 10?, 20? anos. Resposta de qualquer pessoa que acompanhe minimamente o atletismo: Não! Então faça-se prospecção, formação e acolha-se no Clube quem quer praticar atletismo, acabe-se com a equipa colectivamente, o atletismo é fundamentalmente um desporto individual, e aposte-se apenas nos 1ºs planos, e em quem tem possibilidades de vir a ser um nome grande, e deixemos os açambarcadores correrem sozinhos.

Compreendendo a dificuldade que é “ressuscitar” o ciclismo para trazer novos Agostinhos, não só por estar totalmente entregue a marcas comerciais, mas também pela sua exposição negativa no tocante a substâncias dopantes, não consigo compreender a ausência do Sporting em modalidades tão badaladas como o voleibol e o basquetebol, ou em grande expansão como o râguebi, uma modalidade que é das mais valiosas a nível de formação do carácter do indivíduo.

Claro que, inicialmente, todas estas modalidades teriam de ser sem custos acrescidos para o Clube, mas tudo o que seja trazer juventude para o Sporting é cada vez mais importante. Com tantos núcleos espalhados pelo país, não há gente capaz de agarrar uma destas modalidades e, começando por baixo, trazer de novo as camisolas verde brancas até à ribalta?

Depois deste arrazoado que mais não pretende que o Sporting, com os recursos que dispõe, grandes e ricos em valores humanos e parcos materialmente, continue a crescer e a engrandecer-se e ao desporto português, resta-me perguntar:

Para quando o Dia do Pavilhão?

Imagens retiradas do Tesouro Verde

terça-feira, 4 de outubro de 2011

A primeira de Domingos



Muito mudou no futebol do Sporting desde Maio passado, aliás, muito mudou no Sporting Clube de Portugal, dirigentes, técnicos, atletas até os adeptos sendo as mesmas pessoas sentem-se renovados. Nesta imensa limpeza de balneário há sempre injustiças a serem feitas e todos os que entram têm sempre um período de graça para desfrutar.

De tudo o que ia acontecendo fui fazendo figas para que a opção do técnico não fosse outra do que Domingos, espero que definitivamente essa tónica esteja presente na mente de quem dirige os destinos do Sporting. A base de uma equipa não é a defesa, o meio campo, nem o ataque mas uma boa equipa técnica. Assim foi feito.

Os últimos jogos têm sido em crescendo mas existiram diferenças que mesmo quando os resultados ainda não apareciam eram notórias. O maior destaque o aproveitamento dos lances de bola parada, desde os lançamentos laterais até aos pontapés de baliza. Explorar a ausência de situação de fora de jogo nos lançamentos laterais, livres batidos de forma diversa mas estudada, aproveitamento dos cantos como situação de finalização. Quando o tempo fugia para dar algo mais de estrutural à equipa foram estas armas que Domingos utilizou.

Os dois últimos jogos foram excepcionais, no primeiro contra a Lazio ofereço todo o mérito da vitória aos jogadores. Não há treinador ou equipa técnica que ensine a Van Wolfswinkel a finalizar lances com aquele instinto, que dê aquela alma a Rinaudo ou dome o feitio de João Pereira. Aquilo que faz parte da sua função é ler as características dos seus jogadores, por outras palavras conhecer os seus super poderes e potenciar essas características em prol da equipa. No fim do jogo Domingos definiu mais uma vez bem aquilo que já aprendeu sobre o seu grupo de trabalho, esta equipa tem coração.

O jogo de Guimarães foi diferente, não foi o talento individual, a coragem ou o coração que venceu aquele jogo, foi o treino. Tudo correu mal em relação ao que tinha sido preparado durante a semana e foi preciso recorrer ao trabalho de sapa. Durante a segunda parte parecia que estávamos perante um treino táctico, o Sporting como à muito não via controlou na verdadeira acepção da palavra o jogo.

A equipa movia-se coesa como um bom aluno a responder consecutivamente a um teste de escolha múltipla. Subir a defesa até ao meio campo nos pontapés de baliza, provocando a recepção da bola longe da nossa área, rapidez de reacção à perda de bola, recuo de linhas, pressão sobre o portador da bola, equilíbrio rápido nas variações de flanco do adversário, manter a bola longe da área. Correr, reagir, descansar. O resultado foi a completa ausência de situações de finalização do adversário, mesmo com Nuno Assis a mostrar todo o seu talento o Sporting já tinha tudo o que podia surpreender estudado.

Parabéns Domingos, parabéns à tua equipa, esta última vitória foi vossa.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Há sempre um MAS nas vitórias do Sporting

Foto MaisFutebol
Viveu-se ontem em Guimarães uma jornada fantástica na senda da recolocação do Sporting no patamar que merece. Ninguém duvida que nada está ganho mas ninguém duvida também que o Sporting do passado recente teria soçobrado perante as dificuldades dos últimos jogos. Basta ter presente, por exemplo, o sucedido o ano passado frente ao Glasgow Rangers, e a forma como a equipa foi desacreditando em si própria até ao golo fatal para perceber que este é um Sporting diferente.

Mas um Sporting assim parece deixar muita gente incomodada. Não se sabe muito bem quem, porque no futebol português nada nem ninguém é o que parece. Não se sabe quem são os mandantes mas sabe-se quem são os executores. E para se chegar aos primeiros há que começar por estes. Falo obviamente do árbitros que, desde a primeira jornada e passando por um BOIcote absurdo, tudo tem feito para nos subjugar a uma "sorte" que rejeitamos. É impossível pensar de outra forma quando se acumulam erros atrás de erros, em todos os jogos, sempre contra nós, e que nos retiraram pontos suficientes para podermos estar na liderança do campeonato.

O Sporting não pode ficar impassível, quedo e mudo. Essa é a estratégia conveniente a quem tem algo a temer, o que não é nosso caso. E isso é fácil de perceber quando vemos quem se levanta para defender os árbitros, chamando-lhes heróis, ou que se calam convenientemente porque a água corre abundante para o seu moinho.

Se o Sporting oferece o seu silêncio em troca de uma qualquer estratégia subjacente à disputa de cadeiras que o processo eleitoral federativo representa parece-me que faz mal. E digo parece-me porque obviamente há muita coisa que me escapa para poder ser conclusivo. Pessoalmente pouco espero de Fernando Gomes e muito menos de Vitor Pereira e sus muchachos.  Todos têm um passado comprometido com os anos da fruta e das meias de leite, foram coniventes ou participantes activos processo que transformou o futebol português num local muito mal frequentado e onde a suspeição corroí. Não serão estes, com toda a certeza, que regenerarão o futebol português da mesma forma que nenhum tumor se extingue por si só.

Ontem correu bem em Guimarães porque os nossos atletas foram, mais uma vez, inexcedíveis e porque o adversário vive um processo de transição na orientação técnica que ainda não lhes permite usar de todo o seu potencial, e porque não houve nenhum lance fortuito, daqueles em que o futebol muitas vezes é fértil. Mas quantas vezes conseguiremos ganhar assim? E se fosse num jogo entre os nossos rivais? E, já agora, se o lance de Rinaudo fosse com um jogador desses dois clubes alguém acha que seria sancionado da mesma forma? 

Mas o que não nos mata torna-nos mais fortes. Se os "arranjinhos" dos jogos com o Olhanense, Marítimo (os mais óbvios) nos mataram os 3 pontos, ontem o melhor que foi conseguido com a expulsão de Rinaudo foi uma enorme manifestação de Paixão Leonina. Há muitos anos que não se via tanto leão (e leoas) em Guimarães e há muito tempo que não se via disto que o vídeo relata, sem precisar de comentários (peço desculpa pela qualidade da peça mas o momento não dava para muito mais). Não duvido que é por isto que têm medo deste Sporting:

domingo, 2 de outubro de 2011

WE TRUST... EVEN MORE!

Capel: aponta na direcção da vitória.
VITÓRIA DE GUIMARÃES, 0 - SPORTING CLUBE DE PORTUGAL, 1


Começo a crónica por agradecer ao árbitro belga que expulsou o Ínsua no jogo de quinta-feira passada durante o encontro contra a Lazio para a segunda jornada da fase de grupos da Liga Europa. Sem esse treino de quarenta e poucos minutos seria difícil vencer hoje tanta ‘paixão’ adversária, durante quase o dobro do tempo (setenta e tal minutos) com menos cinco… É verdade, mais uma vez o SCP bateu-se contra duas equipas: o Vitória de Guimarães que em casa, teve muita vontade mas pouca qualidade para nos levar de vencida, assim um pouco à semelhança da outra equipa em compita, a APAF, com a diferença de que a qualidade desta última é infinitamente mais baixa que a dos esforçados vimaranenses, enquanto que a vontade de nos dobrar dura já desde Agosto e ameaça prolongar-se para lá de Maio de 2012. Nada a que não estejamos já calejados. Contemos com ela e preparemo-nos para vencer, contra tudo e contra todos.

Esta equipa do Sporting enche-nos de orgulho. Está dentro de campo para ganhar. Entra com a fixação em alcançar o golo depressa e o jogo de hoje é já o quarto onde consegue abrir o activo muito cedo. Desta vez Schars recupera uma bola a Freire, combina com Capel que veloz foge a todos, isola-se e marca com o seu melhor pé: o canhoto-maravilha! Hoje, mais uma vez os ‘leões’ foram bravos, corajosos, solidários e coesos. O SCP venceu e conquistou os três pontos com inteira justiça. Até aos 22 minutos, lance em que o moço de fretes resolveu mostrar ao que ia, o SCP não foi superior ao Vitória vimaranense, foi muito superior. Mesmo depois do lance da expulsão de Rinaudo, o SCP manteve-se como a equipa mais perigosa e ameaçou aumentar a diferença várias vezes. A situação inverteu-se nos últimos 10 minutos da primeira parte, onde a equipa da cidade-berço, intimidou a baliza de Rui Patrício, nomeadamente por Edgar, que num cabeceamento muito perigoso falhou o alvo por pouco. Seria esta a única situação eminente de golo criada pelos vimaranenses.

Na segunda parte, acentuou-se o domínio do Vitória, o SCP baixou o seu bloco, numa estratégia defensiva que Domingos trouxe do intervalo e que foi acentuando com o decorrer dos minutos. O Vitória insistiu muito, Nuno Assis mostrou que ainda pode ser muito influente, mas jogava desacompanhado. Na frente foram raros os momentos de inspiração e a defesa leonina mostrava-se mais uma vez intransponível e emPOLGAnte. Os ‘haters’ do Anderson vão ter que esperar… Para já a experiência, a serenidade, a omnipresença de Polga naquela defesa faz muita falta. O Vitória rematou de longe e mal e a estratégia de Domingos resultou numa segunda parte que só não foi mais descansada porque nunca sabemos o que o apaixonado escarlate podia sacar da cartola. Teve um lance para o fazer, numa simulação de Toscano dentro da área em lance disputado com João Pereira, mas a falta de vergonha não chegou a tanto…

O Sporting passa um teste duríssimo com distinção. Atacou e defendeu sempre com muito denodo e nunca os dez 'Leões' em campo viraram a cara à luta. No espaço de 3 dias jogaram em inferioridade numérica durante mais de 110 minutos e venceram! E convenceram! Temos Sporting e a APAF vai ter que levar connosco até ao fim.

Ficha de jogo
Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães.
Árbitro: bruno 'moço de fretes' paixão.

V. GUIMARÃES: Nilson; Alex, Freire (Barrientos, 35 m), João Paulo e Bruno Teles; Renan (Toscano, 71 m), El Adoua e Nuno Assis; Faouzi (Soudani, 45 m), Edgar e Maranhão.

Treinador: Rui Vitória.

Suplentes não utilizados: Douglas, NDiaye, Leonel Olímpio e Targino.
Acção disciplinar: cartão amarelo para Bruno Teles (39 m), Barrientos (41 m), Alex (42 m), Soudani (47 m), Nuno Assis (81 m) e João Paulo (82 m).

SPORTING: Rui Patrício; João Pereira, Onyewu, Anderson Polga e Insúa; Elias, Rinaudo e Schaars; Carrillo (André Santos, 45 m), Van Wolfswinkel (Daniel Carriço, 80 m) e Diego Capel (Evaldo, 57 m).

Treinador: Domingos Paciência.

Suplentes não utilizados: Marcelo, Matias Fernandez, Bojinov e Rubio.
Acção disciplinar: cartão amarelo para Evaldo (68 m), Schaars (74 m), Elias (81 m). Cartão vermelho para Rinaudo (22 m).

Golo: Capel (7 m)

WE TRUST...



Acreditar na vitória. Contra tudo e contra todos, até contra a 'desavergonhada' paixão do... bruno paixão.

É impressão minha ou hoje o tempo corre em super slow motion?...


"Better not stop,  better not stop, Sporting,
Better not stop,  better not stop, Sporting,
Better not stop,  better not stop, Sporting,
Better not stop,  better not stop, Sporting..."


PELO SPORTING, SEMPRE!

sábado, 1 de outubro de 2011

Contra a euforia marcar, marcar!

Domingos pronunciou-se ontem de forma curiosa sobre o momento do Sporting. Dizia ontem o nosso treinador:

"Ter um Sporting na crista da onda cria euforia e se há coisa que não queremos é euforia." Como sabemos a euforia em si mesma, (que é, grosso modo, uma sensação de bem-estar e de grande alegria) não é negativa, bem antes pelo contrário. E estando o Sporting numa espiral ascendente de resultados e exibições não é de crer que esse sentimento possa ser contido.

Não me parece que o que Domingos quer seja exactamente o fim da euforia nem dos bons resultados. O que certamente Domingos quer chamar à atenção é que, não sendo possível ganhar sempre, os adeptos percebam que, quando tal acontecer o mundo não acaba. Domingos conhece já o estado inverso à euforia, que é a depressão, e o seu potencial destruidor ou pelo menos desagregador no seio dos Sportinguistas e será por isso que deixa o alerta. Já no seio do grupo que lidera ser-lhe-à mais fácil controlar os ânimos e esperamos todos que o consiga.

Até porque o jogo de Guimarães será tudo menos fácil. Apesar do saldo positivo nos 66 jogos para o campeonato disputados até hoje (dados ZeroZero) a memória que retemos desses jogos são os resultados pela diferença mínima.
V. Guimarães em casaJogosPortugalV. GuimarãesEmpatesPortugalSporting
Total6613 (20%)19 (29%)34 (52%)


Será provavelmente um resultado desse género que ocorrerá amanhã e provavelmente um jogo de elevado nível emotivo até ao apito final. A vitória é o único resultado que nos interessa e que nos levaria ao intervalo que se avizinha no campeonato numa mais sólida para abordar os jogos mais dificeis que se avizinham até final do ano.

P.S.- Vale a pena expreitar o excelente trabalho que o não menos excelente profissional de fotografia Vasco Casquilho, grande Sportinguista, realizou em Alvalade por estes dias. Parabéns Vasco e obrigado.























































































sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Ontem foi uma vitória à Sporting!

Ontem, há medida que se aproximava a hora do jogo mais cresceu em mim um sentimento de pena por não poder estar em Alvalade. Os feellings valem o que valem, isto é, nada, mas qualquer adepto sabe a importância que estas insignificâncias têm na hora de nos fazer decidir a ir ou a ficar. A verdade é que ontem estava confiante de que valia a pena ir  a Alvalade. Mas quem tem uma vida profissional e vive longe de Alvalade tem as suas escolhas limitadas, foi esse ontem o meu caso.

A  vitória de ontem acabou por ser uma vitória à Sporting! O que é que isso quer dizer? Quer dizer que foi uma vitória por onde perpassou o sabor ácido e com um final doce. Explico melhor:

Do Sporting em que me reconheço tem sempre que haver classe, mesmo que apenas pontual. Uma equipa a jogar para o quintal é uma equipa que nunca casará com os adeptos do Sporting. Admitimos excepções mas sabemos que sem jogar bem as vitórias são mais difíceis de alcançar e nunca serão em número suficiente para as nossas ambições. Esta equipa ainda não está consolidada mas vai crescendo paulatinamente e a isso têm ajudado os resultados. O golo de Wolfswinkel é intuição mas também classe pura, daqueles que ficam na memória e fazem voltar ao estádio.

Foi também uma vitória à Sporting pelo inconformismo. Nisso o golo de Ínsua bem pode ser considerado um ícone e uma inspiração para o muito que ainda resta da presente época. Um ícone a lembrar todos os Sportinguistas que não se conformaram com o passado recente e sempre acreditaram num Sporting capaz de se opor às fatalidades. O golo acabado de sofrer minutos antes reportou-nos a tantos outros momentos idênticos e que gostávamos de esquecer. É também uma inspiração contra a adversidade, muitos serão os momentos em que teremos que cerrar os dentes e rematar contra o infortúnio e até contra os erros.

O jogo de ontem constituiu também uma excelente oportunidade para preparar a equipa para os jogos em que enfrentamos mais de onze do outro lado. Os critérios dispares na amostragem dos amarelos condicionaram alguns dos nossos jogadores e permitiram jogo duro aos italianos, em particular a André Dias e Hernanes. Foi também um bom treino para quando tivermos que jogar com menos um jogador.

Foi também uma vitória à Sporting porque foi de todos e de ninguém em particular. Do público, aos adeptos, nos quais se incluem os dirigentes, passando à equipa técnica e jogadores todos souberam desempenhar o seu papel, ganhando o Sporting apenas contra o adversário e não contra nenhum sportinguista. Vitórias destas, à Sporting, fazem-nos muita falta.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

As grandes equipas também se constroem assim

Não foi um grande jogo de futebol do ponto de vista técnico, muito porque a expulsão de Ínsua condicionou a actuação do Sporting no segundo tempo, mas teve muito dos ingredientes que viciam os adeptos neste grande jogo. Momentos de bom futebol, de responsabilidade exclusiva da nossa equipa, grandes golos e emoção pela incerteza no resultado final. 

Domingos dizia no lançamento do jogo que seria necessária uma grande equipa para vencer a Lázio. Em condições normais seria uma afirmação algo hiperbólica porque esta Lázio não é uma grande equipa. Mas as circunstâncias do jogo acabaram por ditar a necessidade de um grande sentido colectivo para manter a vantagem no marcador. As grandes equipas também se constroem assim, com muito suor e sacrifício, ficando a classe individual para fazer a diferença e sabendo merecer a sorte, indispensável em todos os jogos. Este é um Sporting novo que continua a saber sofrer só que agora também sabe fazê-lo a ganhar. E isso marca uma enorme diferença para o passado recente. Ainda não somos uma grande equipa mas podemos sonhar que ela é perfeitamente possível.
Ficha do jogo

O leão e as tempestades

1- Por ser a véspera do jogo deixo para posterior análise a recente saída de Luís Aguiar, agora que já são conhecidos mais alguns pormenores. Mas não deixo em claro a conferência de imprensa de ontem, onde Polga acabou por ser visado, quanto a mim injustamente. O defesa central que, como sabemos, não goza de grande cartel em muitos sectores da bancada, afirmou que “infelizmente” não foi para a Roma em 2003. Não vejo na afirmação qualquer relação com o Sporting e com o facto de, depois da abordagem dos italianos, ter acabado por assinar pelo Sporting. A interpretação que faço é que Polga se referiu ao facto de o negócio com a Roma ter ficado pelo caminho, não servindo o advérbio empregue para ser extensivamente aplicado á etapa que se seguiu na vida profissional. Até porque, mesmo que assim pensasse, não acredito que Polga, ou outro jogador qualquer, o diria em conferência de imprensa em Alvalade. Quanto a mim isto não merece sequer um copo de água, quanto mais uma tempestade. E sendo Polga o provável titular logo, muito menos.

2- O Sporting disputa logo um jogo importante mas que está longe de ser decisivo, seja qual for o resultado. Tendo em conta a vitória alcançada fora na jornada inaugural e a posição de relativo conforto alcançada preocupa-me, para lá do sempre necessário resultado, a resposta que a equipa vai dar às muitas dificuldades que a Lázio nos vai colocar ao longo do jogo. Preocupação que se alarga às consequências que se possam vir a verificar após o jogo: além de ser importante não se registarem lesões, uma vitória seria moralizadora para a partida de Guimarães, onde a equipa surgiria mais confiante e poderia contar com um apoio confortável dos adeptos. Mas isto são factores que estão para lá do nosso controlo e que, para os quais, pouco mais podemos do que fazer figas. Pessoalmente estou confiante num bom jogo e num bom resultado, desejando que logo o estádio de Alvalade reviva a atmosfera das grandes noites europeias e que uma tempestade de bom futebol se abata sobre os italianos.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Lázio, uma exigente prova de aferição

Foto A Bola
O regresso á competição na Liga Europa marcará, estou certo, o regresso das dificuldades. As características do adversário assim o pressagiam: equipa italiana, privilegiando a organização defensiva, fechada atrás mas com um excelente meio-campo, onde se destacam Matusalém Ledesma e especialmente Hernanes. Na frente Cissé e Klose são nomes que dispensam apresentação, especialmente o alemão, que não precisa de muitas oportunidades para marcar.

Apesar do um inicio  de época titubeante e de revelar problemas de entendimento no centro da defesa os italianos constituirão um adversário de respeito, capaz de nos criar dificuldades idênticas às sentidas na pré-época com adversários de maior valia do que os encontrados até agora em competição. Será por isso uma boa oportunidade para aferir os progressos registados a nível colectivo nos mais diversos momentos do jogo. Ah, e erros como o ocorrido no jogo com o Setúbal (e registados no vídeo em baixo) e recorrentes no jogo com o Rio Ave, por exemplo ser-nos-ão fatais.


terça-feira, 27 de setembro de 2011

Luis Aguiar: o que torto nasce...

No Público:



"O clube de Alvalade anunciou em comunicado que chegou a acordo com o futebolista uruguaio para a suspensão do contrato que une as partes.

“A Sporting Clube de Portugal - Futebol SAD e o jogador Luís Aguiar chegaram a acordo para a suspensão do contrato, até 30 de Junho de 2012”, pode ler-se no comunicado do Sporting.

“Devido a problemas pessoais do jogador, relacionados com a gravidez da mulher, a Sporting Clube de Portugal – Futebol SAD entendeu que o Uruguai, onde o jogador irá jogar a partir de Janeiro de 2012, é o local ideal para sua recuperação futebolística”, acrescenta o texto publicado na página oficial do Sporting na Internet."

Para ler e meditar


O treinador do Barcelona e o presidente do clube catalão estão, aparentemente, de costas voltadas.

À partida para a Bielorrússia, onde os campeões europeus vão defrontar o BATE Borisov, Pep Guardiola e Sandro Rosell cruzaram-se no Aeroporto del Prat mas, de acordo com o diário
Marca, não se falaram nem sequer se cumprimentaram.

Na base desta situação estão as declarações de Guardiola tomando partido de Joan Laporta, anterior presidente
blaugrana, na guerra com Rosell.

«Laporta está a sofrer muito e não acho que o mereça. Não merece ir a tribunal, gosto muito dele. Escolheram-me para treinar o Barcelona. Encontrou o clube numa situação precária e devemos-lhes muito porque fizeram coisas extraordinárias. Espero que as pessoas reflictam», declarou Guardiola.

A tensão entre Rosell e Laporta tem crescido nos últimos tempos. O antigo presidente acusou a Junta Directiva de Rosell de mentir.

«Dedicámos tempo e esforço para construir o melhor Barça da história e não merecemos tanta fúria. Não merecemos que os nossos filhos sofram as cpnsequências desta tempestade de mentiras e ataques ferozes contra nós», afirmou Laporta.

Por seu lado, Rosell voltou a criticar Laporta, qualificando a contratação do sueco Ibrahimovic como o negócio «mais ruinoso da história do clube».


Como seria se fosse no Sporting?  Quanto se ganha e quanto se perde num ajuste de contas? 

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Finalmente o regresso à normalidade?

Foto MaisFutebol
A dada altura da segunda parte do jogo com o Vitória de Setúbal vimos Onyewu fazer, ( que dizem que nunca será mito famoso com os pés e também já o haviam condenado por não ser rápido…),  por mais do que uma vez, simulações contornando os adversários e saindo a jogar. Não pude deixar de pensar que esta era um tipo de aventura que dificilmente veríamos o americano enveredar nos jogos anteriores. Sendo exactamente o mesmo jogador a diferença estava no momento da equipa e no ambiente que o rodeava. As vitórias recentes tiveram o condão de distender e relaxar os espíritos, voltando alguma normalidade a Alvalade. Isso sentiu-se no relvado e sentiu-se nas bancadas.

O exemplo dado não é à toa. Onyewu será dos jogadores menos dotados tecnicamente e dele não se esperam grandes flores. Mas até ele, sem a pressão excessiva dos jogos anteriores, consegue render o que está ao seu alcance e, em determinados momentos até superar-se. Este último jogo acaba por ser um marco: a  equipa precisava de fazer uma afirmação de categoria e demonstrar aos adeptos que podiam contar com ela, anulando uma divida que estava pendente e vinha engordando.

Mas é bom lembrar que de definitivo ficaram apenas os três pontos conquistados e uma boa exibição mas que pouco conta para os difíceis jogos como serão os de  quinta-feira e domingo, por exemplo, e todos os outros. O jogo de sábado foi o jogo em que a equipa puxou pelo público, vai haver jogos em que terá que ser ao contrário, pondo fim a um ambiente mórbido e agoirento que se instalou há muito tempo em Alvalade e que escorria como uma doença contagiosa da bancada até ao relvado. Essa é uma normalidade que urge reinstalar para que a nossa casa volte a ser temida pelos adversários e para que os jogadores possam pôr a render o seu talento. Essa é uma tarefa que cabe apenas aos sócios e adeptos que se deslocam a Alvalade e que não pode ser deliberada nem instituída por nenhuma direcção.

Da euforia à depressão auto-destrutiva é uma passagem volátil que realizamos no passado vezes sem conta. São muitos os factores que para isso contribuem, desde as características que o fenómeno futebolístico encerra, suscitando a paixão exacerbada, até às que são fomentadas externamente, seja de (i) forma involuntária ou mesmo (ii) dolosa.

Nos segundos enquadro alguns comentários ouvidos e testemunhados por terceiros sobre Rui Patrício.Não é apenas o Sporting que está em causa mas também a luta pela baliza da selecção nacional.

Volto ao assunto, e disso peço desde já desculpa aos leitores assíduos, porque no rol onde se incluem as asneiras do próprio continuo a ver, de forma que considero tudo menos inocente, as dos árbitros, como foi o caso de Paços de Ferreira. Ou até as que tem responsabilidades partilhadas, como foi o caso da bola dominada com a mão por João Silva. É certo que resulta de uma displicência imperdoável do nosso guarda-redes, mas é também impossível que os 2 pares de olhos de árbitro e auxiliar não tenham visto o jogo de braço do ponta-de-lança setubalense.

Nos primeiros incluo a imprensa pela forma meramente contabilística ou de registo estatístico a puxar o sensacionalismo no qual caem como moscas no mel muitos Sportinguistas.

Os mesmos que se estarreciam há 2 semanas com a possibilidade de o Sporting registar o pior inicio de campeonato do século, que tantas dúvidas tinham na contratação de um jogador que ainda não tinha jogado, Wolfswinkel, são os mesmos que agora já o comparam  a Jardel, Jordão, Acosta ou até Liedson. Que os jornalistas o façam para vender papel até poder ser aceitável, a vida está difícil para todos. Mas fazer a vida difícil o jovem ponta-de-lança holandês que só agora desponta, colocando-lhe em cima dos ombros o lastro de nomes que têm já assegurada a imortalidade história do clube é irresponsável e contraproducente. Depressa chegará a altura que os treinadores e defesas adversários conheçam melhor o jogador e lhe criem mais dificuldades.

Acresce ainda que as comparações são redutoras. Deixemos Ricky ser apenas Wolswinkel, na certeza de que se continuar a marcar golos em todos os jogos vai-nos ajudar a chegar longe mas para o ano estará a milhas de Alvalade. Esta é também a normalidade do futebol de que o Sportng precisa – valorizar os seus jogadores para que se possa renovar – e que foi num sentido mais lato de todo o clube aqui abordada pelo meu amigo Bruno Martins e cuja leitura recomendo.

domingo, 25 de setembro de 2011

Setúbal pondera protesto e ainda incidências do clássico

Foto Record
O Vitória de Setúbal pondera neste momento a apresentação de um protesto relativo ao jogo de ontem,  alegando tentativa de genocídio da sua equipa através de asfixia futebolística. A queixa será apresentada esta semana nos mais diversos organismos internacionais, incluindo na sede da Amnistia Internacional, na secção contra a tortura. Tem como uma das principais testemunhas Joaquim Oliveira, cuja experiência como treinador vitima de homicídio por audiovisual é considerada decisiva. Junto do protesto seguem como provas excertos dos primeiros minutos de ambas as partes do jogo de ontem bem como uma deliberação favorável à pretensão dos sadinos por parte do Conselho de Justiça que, ao antecipar previdentemente o sucedido, se havia reunido de emergência na passada quarta-feira, na sequência da nomeação de Cosme Machado. 

Já noutro âmbito, os setubalenses enviaram para a Direcção Geral de Viação registo de excessos de velocidade de diversos jogadores leoninos, efectuados pelo prestimoso guarda Abel.O árbitro, conhecido por Colina de Braga, por usar as lâminas em segunda mão do célebre juiz italiano, está neste momento em peregrinação a Miramar, onde espera ser recebido em audiência pelo papa para efeitos de aconselhamento psicológico.

Consequências do clássico do Dragão

O FCP vive momentos de profunda crise de identidade. Pela primeira, vez ao fim de muitos anos, o clube tem razões de queixa de um Vítor Pereira. Este tem sido particularmente visado pelos comentários criticos de dirigentes e adeptos, particularmente no que diz respeito às substituições desde o jogo com o Feirense, por retirar o ponta-de-lança e ficar a jogar apenas com extremos, quando no banco dispõe de elementos da eficácia de Benquerença, João Ferreira, Soares Dias e muitos outros.

Podemos também revelar em primeira mão que o SLB, no regresso a Lisboa, após o clássico, realizou diversas voltas de descompressão à volta do santuário de Fátima de joelhos, sendo que a palavra mais ouvida foi "obrigado" nas mais diversas línguas e sotaques. Existem sérias dificuldades em traduzir o que disse Jorge Jesus, questão que está a ser tratada no forno interno dos serviços de tradução do santuário, mas sabe-se que o empate foi dedicado aos motocards benfiquistas.

sábado, 24 de setembro de 2011

Sporting de regresso aos Carri(llo)s

O Sporting hoje foi simplesmente demolidor, cilindrando o Vitória de Setúbal em apenas 15 minutos com 3 golos e criando jogo em volume e qualidade suficiente para construir um resultado histórico. As bancadas de Alvalade,por sinal bem compostas, puderam finalmente ver um espectáculo digno e uma promessa de voltarmos a ver o Sporting de regresso aos carri(llo)s

A menção implícita a André Carrilo deve-se ao facto de ter considerado o jogador mais importante do jogo. Aquela sua arrancada fenomenal acabou por ser crucial no desbloquear do jogo logo nos seus momentos iniciais, facto de enorme importância neste regresso a casa,onde ainda não tínhamos ganho. O destaque pode até ser um pouco injusto, tendo em conta o acerto da generalidade dos jogadores da equipa, onde Wolfswinkel se revelou um finalizador repentista eficaz. Bem servido este miúdo é um caso sério.

Análise detalhada ficará para mais tarde porque agora vou rever o jogo,que deixei a gravar. 

PS- A vitória de hoje é de todos os Sportinguistas pelo que não a posso dedicar a ninguém em particular. Assim fica a decicatória do post ao JVL que tem que voltar a ver as vitórias do Sporting de muito longe, e ao Virgilio, a quem desejo as melhoras e que na quinta-feira, se as coisas não estiverem a correr bem, volte repetir a dose, mas desta vez sem dores.
Ficha de Jogo

Mais uma excelente aquisição

Pedro Sousa assumirá a partir de 1 Outubro  a a comunicação da SAD leonina como assessor para o futebol. Voz conhecida de todos os portugueses, chefe de redacção de uma das melhores secções de desporto da comunicação nacional - A RR anda quase sempre à  frente nas noticias, em particular no que ao futebol diz respeito - é um jornalista consagrado e com muita tarimba e a quem os meandros do futebol não assustam. 

Com a entrada de Pedro Sousa o Sporting completa um lacuna há muito identificada e coloca-se ao nível dos seus principais rivais, assim ele possa desenvolver o seu trabalho com autonomia. A sua aquisição revela também que em Alvalade finalmente se trabalha a sério.Apesar da independência com que sempre exerceu a sua profissão Pedro Sousa nunca escondeu a sua condição de Sportinguista. Uma excelente aquisição, sem margem para dúvidas. Não marcará golos de forma tão visível como Wolfswinkel o que não quer dizer que do seu trabalho não resultem muitas vitórias para o Sporting.

Carrossel de emoções
Quem tem medo compre um cão ou fique em casa. Logo é para ganhar e só são precisos os que podem e querem ajudar.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

O que é que eu quero para o meu Clube?

Partindo de algumas reflexões deixadas aqui A Norte de Alvalade nos últimos tempos, gostaria também de deixar a minha contribuição acerca do que pode ser a postura dos adeptos em relação ao dia-a-dia do Clube. Cada um terá as suas (visão e postura) e está longe de mim querem impôr as minhas. Cada um deve viver o Sporting da forma que entender. Mas o LdA descreveu cenas tristes passadas em Paços, eu tenho presenciado cenas tristes noutros sítios, todos temos histórias destas para contar. Julgo que, por não ganharmos há muitos anos e por termos sido vítimas de uma gestão que danificou a nossa identidade e a nossa identificação com o Clube, é muito comum encontrar posições extremadas que vão já muito para além da bola que entra ou da bola que não entra. Isso faz com que actos de gestão que são elogiados noutros clubes sejam criticados em Alvalade. O que se passou com as reacções à contratação de Elias é paradigmático, e parto daqui para contar o que se segue.



Eu sou sócio do FC United of Manchester, um clube formado por adeptos dissidentes do Manchester United que, por não se reverem na política dos Glazer, por não poderem pagar os bilhetes para verem o seu clube jogar e por acharem que o vínculo que os unia ao seu clube do coração se estava a erodir, decidiram, há 7 anos, fundar um novo clube. Há uns meses, em conversa com alguns dos seus dirigentes, perguntei-lhes: "O que é que vocês querem para o vosso clube? Como é que vocês gostavam que o FCUM fosse, daqui a 20 anos? Quais são os vossos objectivos para esta época? Querem subir? Até onde querem chegar?" E um deles disse-me "Eu não quero que o clube cresça desmesuradamente até ao ponto de nos depararmos novamente com aquelas questões que nos afastaram do Man Utd, salários ridículos, subserviência às televisões, importância desproporcional dos patrocinadores, bilhetes caros. Eu quero, nós queremos, um clube comunitário, que seja de todos nós". E eu pensei: "Isto é assinalável, este espírito é fantástico. Mas eu não quero que o meu Sporting seja um Clube que purismo radical, de prata da casa apenas, de valores levados ao extremo. Eu também quero que o meu clube jogue de igual para igual com os melhores da Europa, pelo menos de vez em quando; também quero que o meu clube ganhe; quero lá saber de que "sportinguista sofre", "sportinguista é para sofrer", etc; eu também quero ser grande, e quero tentar contribuir para isso”.



E, para isso, o Sporting tem de jogar com as armas dos outros, mesmo que, num mundo ideal, tal não existisse. Fundos, empresários, comissões, etc, são parte do dia-a-dia de qualquer clube de futebol que quer ganhar alguma coisa; porque, se quisermos um clube puro, imune a essas coisas, só com miúdos da Academia, então não jogamos para ganhar nada, e o nosso ADN passa a ser outro.



Com isto pretendo dizer que a minha visão acerca do papel dos adeptos em geral é que estejam também ao serviço do Clube e que lutem pelo "Clube que imaginam"; se eu quero que o meu Sporting cresça, tenho de aceitar determinadas coisas; se quero um clube puro e com uma caça às bruxas interminável, seja ela relativamente a jogadores mal-amados ou dirigentes, então lamento mas o meu clube nunca sairá do círculo negativo em que entrou há uns anos. É uma chamada self fulling prophecy: este não é o meu Sporting; vou fazer o que for preciso para acabar com esta gente se não o Sporting nunca mais será o mesmo; mas, actuando assim, de facto o Sporting nunca mais será o mesmo.

Nota: texto da autoria de Bruno Martins, editor deste blogue.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Ainda sobre a defesa do Sporting

Foto EPA/ESTELA SILVA
Muito se tem falado da defesa do Sporting desde o inicio de época e sobretudo depois do traumático 0-3 do jogo de apresentação. Ontem, depois de rever o Valência, desta feita contra o poderoso Barça de Guardiola e de ter ficado impressionado com a forma como se souberam opor ao demolidor tica-taca concluí definitivamente que os valencianos NUNCA deveriam ter sido os nossos adversários de então. 

Agora que o campeonato se iniciou os problemas mantêm-se e só a uma súbita eficácia nos deu um novo fôlego. Por alguma razão somos a quarta equipa com mais golos sofridos, oito num total de cinco jogos. Preocupante.

Depois de ter feito aqui referência aos artigos do PB no Lateral Esquerdo, lembrei-me de um post que tinha lido no inicio de época no  Centro de Jogo e que me parece fazer sentido reflectir hoje, passado mais de um mês. Sei que estas coisas técnicas são por vezes desinteressantes para a maioria dos adeptos, mas são indispensáveis para nos ajudar a compreender que, para lá da bola que bate na trave e do falhanço incrível, há muita coisa que não acontece por acaso.

"Se olharmos para a linha defensiva do SCP a nível individual, com a excepção de Rodriguez, podemos até nem perceber uma qualidade desmedida. A questão aqui, é a percepção que se tem de “uma defesa”. Eu, tenho como definição de “uma defesa”, toda uma equipa, a capacidade do todo, de uma forma organizada (conduzida pelo líder, neste caso o treinador) selar processos e interagir de uma forma adaptada entre si mesma. 

As individualidades no futebol, poderão ter o seu valor, mas no panorama defensivo (e ofensivo também, mas não é este o tema do texto), o mesmo tende esbater-se, despontando assim, sob forma de colectivo. Não se pode perceber a forma como uma equipa defende, pelos valores individuais. O processo defensivo não é o somatório da capacidade defensiva de cada unidade, e sim, a forma como as mesmas se relacionam entre si.

Certamente, e tendo em conta a sua afirmação, Domingos P. saberá disto. Saberá também, que mais tarde ou mais cedo, o colectivo dará o salto qualitativo (a nível defensivo) pela ligação que se criará com o decorrer do tempo (experiência competitiva). Aqui estou de acordo. A minha "única reticência", é mesmo o facto de Domingos saber tudo isso, e ainda não o ter conseguido sistematizar! 

Apesar do período em que se encontram as equipas portuguesas não ser (ainda) de competição específica, os jogadores do SCP  estão a treinar há já algum tempo. Pergunto-me então, se Domingos P. não terá tido tempo suficiente (começaram a pré – época dia 4 de Julho, há mais de um mês, portanto) para organizar e definir princípios de acção defensivos, através dos quais a grande maioria dos jogadores não tivesse já tido tempo de os assimilar? A resposta não a sei, o que sei é que esta estrutura passa imenso tempo junta (inclusive a equipa técnica) e a incongruência defensiva (respostas do “todo como organização”) do SCP se manifesta de jogo para jogo. É certo que nem todos chegaram ao mesmo tempo, principalmente os da linha defensiva (mesmo que, para mim, o problema do SCP comece bem mais à frente), também é certo que estamos numa fase inicial, mas não consigo entender isso como "desculpa".  Isto porque, pensando bem, um mês e pouco de treino (por vezes fazem mais de um treino por dia) são muitas horas passadas. Resta perceber, a fazer o quê!"

O texto que aqui reproduzo um excerto pode ser lido na íntegra no Centro de Jogo. Fica aqui a devida vénia ao seu autor.

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