quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Ainda sobre a defesa do Sporting

Foto EPA/ESTELA SILVA
Muito se tem falado da defesa do Sporting desde o inicio de época e sobretudo depois do traumático 0-3 do jogo de apresentação. Ontem, depois de rever o Valência, desta feita contra o poderoso Barça de Guardiola e de ter ficado impressionado com a forma como se souberam opor ao demolidor tica-taca concluí definitivamente que os valencianos NUNCA deveriam ter sido os nossos adversários de então. 

Agora que o campeonato se iniciou os problemas mantêm-se e só a uma súbita eficácia nos deu um novo fôlego. Por alguma razão somos a quarta equipa com mais golos sofridos, oito num total de cinco jogos. Preocupante.

Depois de ter feito aqui referência aos artigos do PB no Lateral Esquerdo, lembrei-me de um post que tinha lido no inicio de época no  Centro de Jogo e que me parece fazer sentido reflectir hoje, passado mais de um mês. Sei que estas coisas técnicas são por vezes desinteressantes para a maioria dos adeptos, mas são indispensáveis para nos ajudar a compreender que, para lá da bola que bate na trave e do falhanço incrível, há muita coisa que não acontece por acaso.

"Se olharmos para a linha defensiva do SCP a nível individual, com a excepção de Rodriguez, podemos até nem perceber uma qualidade desmedida. A questão aqui, é a percepção que se tem de “uma defesa”. Eu, tenho como definição de “uma defesa”, toda uma equipa, a capacidade do todo, de uma forma organizada (conduzida pelo líder, neste caso o treinador) selar processos e interagir de uma forma adaptada entre si mesma. 

As individualidades no futebol, poderão ter o seu valor, mas no panorama defensivo (e ofensivo também, mas não é este o tema do texto), o mesmo tende esbater-se, despontando assim, sob forma de colectivo. Não se pode perceber a forma como uma equipa defende, pelos valores individuais. O processo defensivo não é o somatório da capacidade defensiva de cada unidade, e sim, a forma como as mesmas se relacionam entre si.

Certamente, e tendo em conta a sua afirmação, Domingos P. saberá disto. Saberá também, que mais tarde ou mais cedo, o colectivo dará o salto qualitativo (a nível defensivo) pela ligação que se criará com o decorrer do tempo (experiência competitiva). Aqui estou de acordo. A minha "única reticência", é mesmo o facto de Domingos saber tudo isso, e ainda não o ter conseguido sistematizar! 

Apesar do período em que se encontram as equipas portuguesas não ser (ainda) de competição específica, os jogadores do SCP  estão a treinar há já algum tempo. Pergunto-me então, se Domingos P. não terá tido tempo suficiente (começaram a pré – época dia 4 de Julho, há mais de um mês, portanto) para organizar e definir princípios de acção defensivos, através dos quais a grande maioria dos jogadores não tivesse já tido tempo de os assimilar? A resposta não a sei, o que sei é que esta estrutura passa imenso tempo junta (inclusive a equipa técnica) e a incongruência defensiva (respostas do “todo como organização”) do SCP se manifesta de jogo para jogo. É certo que nem todos chegaram ao mesmo tempo, principalmente os da linha defensiva (mesmo que, para mim, o problema do SCP comece bem mais à frente), também é certo que estamos numa fase inicial, mas não consigo entender isso como "desculpa".  Isto porque, pensando bem, um mês e pouco de treino (por vezes fazem mais de um treino por dia) são muitas horas passadas. Resta perceber, a fazer o quê!"

O texto que aqui reproduzo um excerto pode ser lido na íntegra no Centro de Jogo. Fica aqui a devida vénia ao seu autor.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Estarão os Sportinguistas preparados para vencer?

Estarão os Sportinguistas preparados para vencer? A resposta à pergunta é óbvia, claro que sim. Festejar é a parte mais fácil de qualquer título e, nessas alturas, o acesso é livre. Dos que trabalharam arduamente, aos que nada fizeram, passando pelos que obstaculizaram o sucesso, todos sentem a vitória como sua bem como o direito de participar na festa. Tenho sérias dúvidas é que todos estejam disponíveis para escolher o lado certo para lutar pelas vitórias.

Como adepto a última coisa que desejo é resvalar para o julgamento moral das atitudes dos meus congéneres. Cansam-me as conversas do tipo “o meu sportinguismo é maior do que o teu”. Entendo que cada um deve encontrar o seu plano de conforto no relacionamento com o clube e todos são precisos. Do adepto que não perde um jogo seja em casa ou fora, do que compra a gamebox e paga as suas cotas de associado, até aquele que escolhe um relacionamento mais distante, todos podem exercer um lobying pró Sporting e, neste momento, iria até mais longe e diria que todos são preciosos. Mas acompanhando de perto a equipa profissional de futebol e assim compartilhando as bancadas com os demais adeptos e tendo um blogue onde se pode aferir os diversos estados de alma dos adeptos não posso contornar esta matéria.

Para chegar ao Marquês há um longo caminho a percorrer e nenhuma garantia de lá chegar. É de tal forma assim que completar-se-á no final da presente época um ciclo de 10 anos sem se ver a famosa praça pintada de verde e branco. Nesse espaço de tempo muito aconteceu no Sporting que parece ter alterado uma forma de estar que fazia dos Sportinguistas uma massa de adeptos especial e inconfundível e nos levava a termo-nos como diferentes. Hoje há pelo menos uma franja ruidosa de adeptos que parece cada vez mais parecida com o que víamos de pior nos nossos congéneres rivais e que a mim me envergonha como Sportinguista. Seja nas redes sociais, seja nas bancadas dos estádios e que até já se estende para fora deles, há um rolo compressor que arrasa de forma destrutiva o Sporting e que o torna mais fraco por dentro.

Pegue-se no exemplo de Patrício e o sucedido em Vila do Conde. O que pretendiam os que o esperaram no final do jogo para o insultar? Que jogasse melhor no próximo jogo e que recuperasse assim a serenidade que não teve? Ou que Domingos o substitua? Qualquer líder que se preze e que mereça a designação nunca o fará a pedido. O que os adeptos que assim procedem o melhor que conseguem é diminuir a margem de manobra do treinador que  assim não dificilmente pode fazer outra coisa senão não deixar cair a decisão na rua. A menos que queira que qualquer jogador no balneário sinta que mais importante do que ser um profissional aplicado e o do que o trabalho que desenvolve diariamente à frente do treinador é a opinião que dele têm os adeptos.

Quem fala em Patrício podia dizer o mesmo de quase todos os jogadores que transitaram das épocas anteriores. O mais racional seria os adeptos perceberem que os jogadores, com as suas qualidades e defeitos, são tão vitimas como qualquer adepto  pelo que foi o Sporting dos últimos anos. Que o Sporting foi para muitos um pântano para as suas carreiras como o foi para as nossas aspirações e para o legado dos que nos precederam. Que muitos não evoluíram e que o seu valor foi depreciado porque o Sporting estagnou quando até, em muitos casos, terá regredido. E que alguns ou porque tinham valor de mercado ou foram mais perspicazes depressa escolheram outros sítios para poderem ambicionar prosseguir as suas vidas profissionais com o mínimo indispensável de normalidade.

Não será por acaso que, dos 7 pontos perdidos este ano 5 foram em casa. Aqui temo-nos preocupado mais em perceber porque falham os dirigentes, jogadores e treinadores. Agora que se aproxima mais um jogo em Alvalade talvez fosse a altura para pensar se todos estamos a fazer tudo o que é preciso para ganhar.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

O Sporting está (mais ou menos) de volta!

(Foto ESTELA SILVA/LUSA)
Não se pense pelo título que vou incorrer no mesmo erro que cometi após o jogo com a Juventus quando pensei que o bom futebol estava de regresso a Alvalade. Como ainda ontem se viu, isso só acontece a espaços e no restante tempo depressa regressamos ao passado do qual queremos fugir a sete pés. Os sinais são contraditórios porque se parece haver razões para ter esperança numa subida sustentada percebe-se que caminhamos numa linha muito ténue que mal nos separa do sucesso e do fracasso. Foi assim ontem como já havia sido em Paços de Ferreira. A diferença para os jogos iniciais da Liga é que agora conseguimos os resultados mercê da subida da eficácia em frente à baliza adversária. 

Eficácia essa que está longe de se verificar quando chamados a defender. Há quem julgue, como muitas vezes ouvi ontem na bancadas, que o problema está na qualidade individual dos nossos centrais, eu continuo a pensar que o problema está na forma como a equipa defende. Um problema colectivo, que vem sendo sucessivamente muito bem explicado pelo PB, no Lateral Esquerdo, hoje e aqui e aqui. De uma forma sintética, e para lá das referidas explicações e das comparações que se possam fazer, é óbvio que os centrais do Sporting estão muito mais expostos que os seus congéneres nos rivais e por isso, naturalmente, errarão mais. Provavelmente Luisão, Garay, Rolando e Otamendi também sentiriam muitos problemas em travar o jogo ontem em Vila do Conde se jogassem de verde e branco. Já Maicon e Jardel têm demonstrado que, mesmo protegidos, falham em demasia.

Mas então porquê que o Sporting está de volta, perguntarão?

O Sporting está de volta ao campeonato, mercê do único resultado que ontem lhe era conveniente. Cumprindo a obrigação de ganhar em casa, a próxima jornada encurtará mais as distâncias para os que seguem à sua frente. Mas os últimos jogos, apesar terem sido 3 vitórias, deixaram um relance daquilo que será provavelmente toda a presente época. Para nós do céu pouco mais há a esperar do que chuva, todo o resto vai ter que ser arduamente conquistado, esgravatado, subido a pulso.

Está de volta uma legião de adeptos que se havia afastado, apesar de as coisas nem estarem a correr muito bem. Sinal de que há esperança em dias melhores. Esse é um aspecto fundamental e indispensável para um futuro melhor. Ontem, apesar da hora e do dia, o estádio dos Arcos teve um número de adeptos Sportinguistas que há muitos anos não se via. Falta transformar o relvado de Alvalade num local indesejado e temido para os adversários, ao contrário do que vem sucedendo (5 pontos perdidos em 7). A responsabilidade não é apenas da equipa e não foi por acaso que Domingos disse o que disse ontem.

O Sporting está de volta aos golos de canto, e logo 2 no mesmo jogo. Um pormenor digno de registo, uma espécie de regresso a uma normalidade tão ansiada, tendo em conta a importância que devem ter numa equipa com as nossas pretensões os lances deste género.

Tendo estado em Vila do Conde deixo as restantes impressões pessoais que parecem pertinentes:

Dificilmente  o Sporting ganhará muitos jogos com Capel e Carrillo defrontando equipas mais fortes (Braga, Guimarães e os rivais, por exemplo), pelo menos actuando como o fizeram ontem. Ambos participam muito pouco, e muitas vezes mal, nas tarefas defensivas o que contribui para uma inferioridade numérica crónica, sobrecarregando os restantes elementos, dificultando-lhes as tarefas. Carrillo é até um jogador interessante mas que tem ainda um longo caminho a percorrer. Capel, apesar de ter participado de forma decisiva no jogo, pareceu-me acusar algum desgaste. Vai revelando aqui e ali que já percebeu que baixar a cabeça e correr com a bola é capaz de não ser a melhor opção.

Não me espanta o jogo inseguro de Patrício. Parece-me ser ainda cedo para proclamar um mau momento, tendo em conta que não falhou nos jogos anteriores. Mas depois de ter visto o que sucedeu em Paços de Ferreira (foi insultado toda a 2ª parte por vários adeptos pendurados na vedação, encostados a ele e no fim saiu directo para o balneário. Ontem, no final do jogo não passou do meio campo) não me espanta a insegurança, parecendo estar a atingir o seu limite. Isto não explica o 1º golo que resulta de um erro de posicionamento e o deixa mal na fotografia.

Teria preferido Polga a Oneyewu - continuo a pensar que os defesas devem ser avaliados primeiro pelo que defendem - mas a verdade é que o americano acabaria por fazer o que o brasileiro poucas vezes fez: marcar um golo decisivo. De condenado a salvador foi uma viagem curta e agora já poucos se lembrarão de dizer que é um jogador lento. Estou certo que continuará a revelar dificuldades em travar jogadores que lhe apareçam lançados  mas isso nada tem a ver com a sua velocidade ou falta dela. Esse é sempre será o problema de todos os centrais. Esse tipo de problemas evitam-se antes e no meio-campo, depois são muito difíceis de solucionar.

Não acho que Pereirinha, outra na linha de tiro, tenha feito um mau jogo embora tenho entrado mal, ficando ligado ao 2º golo. A questão parece-me estar ligado ao momento escolhido por Domingos para entrar. A substituição fazia já sentido ao intervalo mas o treinador optou pela entrada após o golo e num momento que o Rio Ave criava problemas precisamente sobre o lado direito, revelando Pereirinha dificuldades em entrar no ritmo de jogo. Nitidamente afectado após o golo (ficou de cabeça baixa e ombros caídos) foi conseguindo recompor-se paulatinamente.

Não seria nunca muito fácil para Pereirinha ou outro integrar-se ao lado de João Pereira que vem revelando enormes dificuldades quer a defender quer a atacar, embora não se lhe possa atacar o empenhamento. É um dos que só pode melhorar.

Rinaudo tem sido fundamental nos últimos jogos no que diz respeito à recuperação da bola e quando e se conseguir o mesmo a pô-la a jogar será jogador para ficar pouco tempo no Sporting.

Pode-se avaliar um avançado recorrendo aos mais variados parâmetros mas quando ele marca em todos os jogos em que participa e ainda por cima golos decisivos who cares, não é Van Wolfswinkel?

Houve um árbitro na primeira parte e outro na segunda, embora o nome fosse exactamente o mesmo. A dada altura cheguei a temer o pior mas no final fiquei na dúvida se teria havido algo de intencional ou apenas falta de categoria.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Com o credo na boca!


Aos 3 minutos do jogo o Sporting vencia o Rio Ave por 0-2. Credo!

Aos 6 minutos João Tomás parte o nariz em lance casual com Onyewu. Credo!

A qualidade do futebol na restante primeira parte. Credo!

O crescimento do Rio Ave nos 15 minutos finais da primeira parte. Credo!

A quantidade de cartões amarelos. Credo!

Aos 49 minutos o Rio Ave reduz com grandes culpas para Patricio. Credo!

Aos 63 o Rio Ave empata. Credo!

Sucessivos erros e desconcentrações de Patrício e João Pereira. Credo!

74 minutos Onyewu nas alturas marca o 2-3. Credo!

O Sporting marca dois golos em cantos. Credo!

Com tanto amarelo lá sai um vermelho para o Rio Ave (e com tanta porrada é por uma simulação…). Credo!

Aos 89 minutos Patricio salva o empate. Credo!

Acabou o jogo. Aleluia!!!!!!!

Quando ganhar se torna numa questão de "estofo"

Não é de esperar para logo outra coisa que não seja um jogo difícil. O Rio Ave encontra-se numa situação incómoda na tabela classificativa e irá lutar com todas as suas forças para nos dificultar a vida. Prevejo por isso um jogo onde que a luta em muitos momentos se sobreponha à organização táctica. Embora não tendo ainda visto jogar o adversário ninguém ficará surpreendido que este inicie o jogo com as linhas recuadas e muita gente atrás da linha da bola e, uma vez conquistada a posse da bola a tente colocar jogável nas alas, onde dispõe de jogadores com velocidade e técnica. Curiosidade por ver Kelvin e onde João Tomás, talvez o melhor ponta-de-lança dos pequenos, será sempre um perigo constante. Ele que até parece estar predestinado para nos marcar golos. E, possuindo o Rio Ave de jogadores com bom nível no jogo aéreo (Gaspar, João Tomás, Jefferson) as bolas paradas assumirão papel importante.

Possuindo o Sporting vantagem pela melhor valia individual terá que colocar sempre grande intensidade na disputa da bola conjugada com uma boa organização colectiva em todos os momentos do jogo, mantendo contudo sempre a frieza, sem se deixar cair no apelo da luta pela luta, onde o adversário se sentirá mais confortável. Daí a preferência pela entrada de Elias, com a missão de ligar os sectores e com Pereirinha a assumir o lado direito do meio-campo, mantendo-se o resto da equipa tal como no jogo anterior. A figura preconiza a postura da equipa quando no ataque, recuando Elias e o médio do lado onde sai o jogo do adversário. Seria importante que a equipa voltasse a revelar a coragem de subir as linhas tal como o fez nos jogos com o Olhanense e com o Nordsjaelland em casa.

Ganhar nunca será uma tarefa fácil e por isso mesmo é uma demonstração de "estofo" tão necessária para a equipa dar razões aos adeptos para confiarem nas suas capacidades. Mais ainda com a conjugação dos resultados de ontem e dos que se advinham na próxima semana.

domingo, 18 de setembro de 2011

O reforço que nunca mais chega

Para se perceber, se preciso fosse, da importância de Marat Izmailov no Sporting basta verificar que ele vale até agora 50% dos golos de toda a equipa no campeonato. Sem eles o clube estaria numa posição abaixo de delicada. Se esse facto juntarmos que a sua condição física deixa muito a desejar e que, por isso, o russo não tem podido contribuir com a totalidade do seu talento melhor se perceberá o que o Sporting perde por não o poder ter na plenitude dos seus recursos.

Tido, sempre que regressa dos seus prolongados períodos de impedimento por lesão, como o melhor reforço da época, Izmailov mais uma vez tem sobre si o terrível peso das lesões - ou da lesão, melhor dizendo - começando a fazer sentido os rumores que davam como seriamente ameaçada a sua carreira. É isso que resulta das sucessivas paragens e das palavras de impotência de Domingos hoje: "Izmailov não está em condições e algo tem que ser feito". O quê é que ninguém parece saber.

Entretanto, na tradicional conferência de imprensa que antecede os jogos foram revelados os convocados para o jogo de amanhã em Vila do Conde, onde constam Elias e Matias Fernandez.

- Guarda-redes: Rui Patrício e Marcelo.

- Defesas: Rodriguez, Onyewu, Evaldo, Pereirinha, João Pereira, Polga e Insúa.

- Médios: Schaars, Capel, Matias Fernández, Rinaudo, André Santos, Carrillo e Elias.

- Avançados: Wolfswinkel, Bojinov e Diego Rubio.

Das declarações de Domingos realço a lucidez ao reconhecer que o Sporting "Sporting tem que fazer mais do que no último jogo" o que vai de encontro à análise aqui feita após o jogo de Zurique e que parece não ter sido compreendido por muitos. Sendo o treinador a dizê-lo ganha outra credibilidade e o seu reconhecimento significa também que as soluções estão mais próximas.

sábado, 17 de setembro de 2011

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Chocolate semi amargo

O Sporting obteve uma vitória importante no lançamento da aventura europeia vencendo fora de casa o Zurich. Começar a ganhar, somando pontos e euros e liderar o grupo é uma boa estreia que não deve fazer esquecer as dificuldades exibidas numa exibição que esteve longe de fazer encher o olho.

O jogo de Zurich mais uma vez me convenceu que o Sporting tem boa matéria-prima mas são as ideias para o seu futebol que se opõem a um produto final de qualidade. A um bom começo depressa se seguiu um lento resvalar até à mediania com que terminou o jogo.O facto do jogo parecer ganho desde os primeiros momentos do jogo não deve servir de atenuante. Antes pelo contrário, uma vez que, mais do que o que as dificuldades causadas pelo adversário, foram as opções próprias que obrigaram a equipa a ter que trabalhar mais do que precisaria.

Foi sobretudo a segunda parte que haveria de revelar um Sporting incapaz de gerir a posse da bola, de aproveitar os espaços cedidos, e também incapaz de ligar do principio ao fim um lance de contra-ataque. O que seria praticamente impossível de acontecer, tendo em conta a quantidade de vezes em que os jogadores receberam a bola de costas para o jogo e sem apoios para progredir. No final não contabilizei um lance em que o ponta-de-lança tenha sido bem servido, fosse ele Wolfswinkel ou Rúbio.

Fica a satisfação pelos pontos e pelos contos mas também a certeza que vamos ter ainda muito trabalho e sofrimento pela a frente.
Ficha do jogo:

Faça a sua equipa, eu já fiz a minha

Tendo em conta os últimos comentários no post anterior resolvi arriscar e fazer a minha equipa. Arriscar porque é um exercício de carácter altamente especulativo, (e por isso também altamente falível) quando se alinha uma equipa sem conhecer o adversário.

Começando pela defesa, não me parece fazer muito sentido mudá-la agora. Uma vez que Carriço está ausente qualquer combinação possível seria sempre nova, face às épocas anteriores. Tendo em conta a necessidade de entrosamento manteria a mesma linha de Paços de Ferreira.

Na linha média, e face à ausência de Elias, manteria Rinaudo, Schaars, Pereirinha e Capel, fazendo entrar Izmailov. Parece-me a melhor solução para assegurar a contenção, cobertura defensiva, equilíbrio, encurtando o espaço entre sectores.

Uma vez que os principais problemas da equipa se têm manifestado nos deslocamentos em profundidade ou em rotura minguando os desequilíbrios na estrutura defensiva adversária, a presença de Izmailov no centro, na posição 10 visaria assegurar maior presença ao centro, dando mais cobertura ofensiva, servindo de apoio aos alas e permitindo maior mobilidade. De igual modo oferece-se segurança no momento da perda da bola. A entrada de André Martins é também uma possibilidade, tendo em conta a fragilidade do jogador russo.

Bojinov parece-me a melhor opção como avançado. Claro que se o jogo colectivo for o dos primeiros 70m do jogo anterior até pode lá estar o Falcão ou Dzeko. Quando a bola não chega os golos são impossíveis.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Garra só não chega

O Sporting começa amanhã a sua campanha europeia onde defenderá o seu prestigio internacional e o do futebol português. A Liga Europa, mesmo sendo o parente pobre das competições do continente no que às receitas directas diz respeito, não pode deixar de ser encarada como importante para a afirmação do nome do clube. E uma boa campanha, como a realizada em 2005, promove também os jogadores, potenciando assim também a obtenção de receitas. Encarar sempre com seriedade os jogos respectivos é por isso obrigatório, até porque os adversários que saem ao caminho, não possuindo o prestigio e o poderio dos que normalmente passeiam pela Champions, são perfeitamente capazes de criar dificuldades sérias e até alguns desgostos. Será mais ou menos esse o caso do Zurich, o adversário de amanhã.

Para a cidade helvética Domingos levou 20 jogadores:

Guarda-redes: Rui Patrício, Marcelo Boeck e Tiago

Defesas: Rodriguez, Anderson Polga, Onyewu, Evaldo, João Pereira e Insúa

Médios: Schaars, Izmailov, Capel, Rinaudo, Pereirinha, André Santos e André Martins

Avançados: Bojinov, Van Wolfswinkel, Carrillo, Rubio

Depois da fantástica recuperação de Paços de Ferreira aguardo com curiosidade a prestação de amanhã. Sem a pressão de ter que ganhar para não beliscar os objectivos, mas dentro do quadro ainda exigente acima descrito, o jogo de amanhã permitirá verificar se a evolução que se deseja na produção colectiva da equipa é possível e estaria sufocada pelos resultados negativos ou se os problemas estão no treino e nas opções de Domingos sobre o modelo de jogo a seguir, e assim de mais demorada resolução. 

Há uma ilação que pode ser retirada do último jogo do campeonato e que vai de encontro ao que sempre pensei quando vi jogar a equipa: não é um problema de falta de garra ou atitude dos jogadores perante as adversidades. Se assim fosse não teríamos trazido pontos de Paços de Ferreira. Mas, com a qualidade individual que tem ao seu dispor, Domingos está obrigado a fazer subir esta equipa a outros patamares.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Número Um!

Não sou muito dado ao culto da personalidade, não tenho por isso, no futebol ou na vida, ídolos. Mas tenho referências e modelos e Damas será sempre um deles. Hoje, transcorridos 8 anos da sua partida, não podia deixar de assinalar a data, mesmo que de forma singela.

Anexo a entrevista dada por Damas, por ocasião do seu regresso a Alvalade, depois da saída para Santander, onde, tal como entre nós, Vítor Damas goza de imenso prestígio. Creio que por muitos anos que passem o nosso Número Um estará sempre entre nós. A entrevista foi retirada do Armazém Leonino.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Quantas contas se fazem com as Contas da SAD?

Seria obviamente uma surpresa poder constatar a possibilidade de uma saúde financeira dentro da sociedade desportiva para o futebol leonino. Assim, os números ora apresentados apenas demonstram algo que há muitos esperávamos.

Neste momento, seria possível fazer a comparação com as figuras dos nossos rivais que apresentam também eles valores que devem gerar alguma preocupação mas ao mesmo tempo possuem outras garantias relacionadas com a capacidade de geração de receitas e como tal, outra facilidade em termos de gestão de tesouraria.

Os prejuízos agora verificados espelham duas estratégias diferentes, sendo que uma tenta agora disfarçar os erros cometidos na anterior:

- Estão à vista as falhas cometidas nas contratações do mandato de José Eduardo Bettencourt & seus directores desportivos, onde o despesismo não trouxe o acréscimo qualitativo proporcional (ou sequer parecido) em termos desportivos.

- Custos verificados já durante o mandato dos órgãos sociais estão diretamente relacionados à publicitada "vassourada" que implicou encargos significativos em termos de rescisões.

No relatório agora divulgado, são apontadas as desvinculações e rescisões, o acréscimo de custos de pessoal e as amortizações/perdas de imparidade como os principais factores para as diferenças entre este e exercícios anteriores. Se olharmos para aquilo que se verificou na pré-temporada transacta, verificaram-se pelo menos 10 milhões de euros em contratações (Evaldo, Valdes, Torsiglieri e Zapater) o que implica à partida um acréscimo nos custos de amortizações. Além destes valores de aquisições, se tivermos em conta a presença de atletas como Valdes, Zapater, Maniche e Hildebrand na folha salarial, facilmente ficam justificados os acréscimos em custos de pessoal.

A estratégia levada a cabo na temporada transacta fracassou desportivamente e financeiramente e as contas agora divulgadas espelham exatamente esse fracasso, reforçada ainda com a estratégia de rescisões e desvinculações.

À entrada para uma nova temporada, sabemos já o elevado valor investido para a nova temporada e atendendo à valia (ou pelo menos currículo desportivo) de alguns dos atletas, é de esperar que a folha salarial possa vir a ter um novo incremento - apesar de também se terem verificado saídas de atletas que representavam encargos elevados. Dos custos associados à estratégia desportiva desta Direção, apenas os custos de rescisões estão refletidos nas contas divulgadas na semana passada.

Historicamente, sabemos que a situação financeira a que o Sporting chegou - materializada no número redondo dos 400 milhões de euros entretanto reduzidos face à operação das VMOC's - em muito se deve aos insucessos das estratégias desportivas, mesmo aquelas que nos renderam dois campeonatos e uma pesada herança de 100 milhões de euros de resultados líquidos acumulados e sucessivamente transitados.

Historicamente, estamos habituados a uma realidade de despesismo sucessivo ao invés de uma realidade de investimento com fracassos pontuais, comuns a qualquer clube desportivo. Aqui residirá o principal ponto de avaliação económica-financeira às decisões tomadas até agora.

No panorama não desportivo, realce pela positiva para o acréscimo de receitas associadas a direitos de transmissão televisiva bem como os valores de sponsorização. Ao mesmo tempo, as condições de financiamento, neste caso, juros e comissões bancárias suportados merecem também a nossa preocupação dadas as dificuldades do clube em capitalizar-se bem como as restrições cada vez mais assumidas pelos bancos parceiros.

No final de tudo, bateremos sempre na mesma questão: Quando os resultados desportivos não são condizentes nem convincentes, restarão sempre suspeitas e vigilância. Se a bola entrasse com maior frequência, provavelmente o nosso "benefício de dúvida" seria diferente... Mas historicamente, existem razões para recear do sucesso de determinados riscos assumidos.

EM FRENTE SPORTING!

O Voyerismo e a pornografia nas contas da SAD

Infelizmente não é apenas do tratamento diferenciado por parte dos árbitros, e por comparação com a concorrência, que o Sporting encontra razões para protestar. Esse  tratamento diferenciado sente-se também na comunicação social, e é um sintoma da perda de influência que o clube se deixou submeter. Se dúvidas houvesse basta ver as análises feitas ao lance que ditou o livre indirecto em Paços de Ferreira.  

A lei 12 é bem clara "Um pontapé livre indirecto será concedido à equipa adversária se o guarda-redes cometer uma das seguintes quatro faltas dentro da sua própria área de grande penalidade: tocar a bola com as mãos depois desta ter sido pontapeada deliberadamente para ele por um seu colega de equipa". A atribuição de culpas a Patrício nesse lance, isentando a actuação do árbitro, é inqualificável e estará longe de ser inocente. Da turbulência que gera no nosso interior até à disputa da baliza da selecção não faltam motivos para o fazer. Pena é que muitos sejam os Sportinguistas a escolher o mesmo caminho.

E, ou eu ando muito distraído, ou é invulgar a abordagem que se tem feito na comunicação social às contas do Sporting desde a passada sexta-feira. De um relatório de 154 páginas, ao invés de um simples overview ou de uma análise detalhada, a comunicação social tem-se divertido a debruçar e a extrair para o público o que lhe parece ser “obsceno”. Um acto de voyeurismo, que, tal como uma sexualidade mal formada, é sintoma de uma comunicação social que antes de querer informar se preocupa em vender. Não vejo porém a mesma preocupação quando se reportam aos nossos adversários como a que agora se exibe com os nossos fundos de jogadores, com os ordenados dos administradores da SAD, ou com as comissões pagas nas aquisições. Tendo em conta que o Sporting não está sozinho no mercado a comparação de dados é fundamental para se perceber a justeza e acerto das decisões. 

O que é dito acima não invalida a preocupação com os dados vindos a lume, em particular os dados totais do prejuízo apresentado: 44 milhões. Não menos preocupante são as quebras nas vendas de bilhetes, gameboxes e quotizações. Apesar de não se poder considerar uma surpresa, face ao que foi o período em causa, não deixa de ser uma constatação dolorosa.

Depois de dados avulsos sobre alienações de passes a fundos hoje é lançado mais um dado ao público: os vencimentos do administrador da SAD, Luis Duque, que, em média recebeu mais de 20 mil euros mensais. Considerado uma peça fundamental no actual Sporting, o administrador da SAD afirmou há pouco que não havia contratos pornográficos nesta gestão. Convém lembrar que esta é a tabela aprovada pela anterior gestão e ratificada pela comissão de remunerações da SAD. Não me repugnam a remuneração de dirigentes, como muitas vezes aqui tenho escrito. O Sporting não pode ser apenas possível a reformados ou abastados, deve procurar entre os melhores para o dirigirem e isso tem ou pode ter custos. Mas deve ter também uma gestão equilibrada e confesso que estes valores, numa SAD depauperada, merecem pelo menos uma boa reflexão…

Há alguns anos atrás deram muita polémica os prémios distribuídos pela SAD com a obtenção do 2º lugar e consequente apuramento para a Liga de Campeões e as suas apetecíveis receitas. Qual deve ser o modelo a seguir: remuneração mensal simples, ou uma base mensal com prémios indexados aos resultados desportivos e económicos?

P.S. - Já depois de publicado este post Luís Duque veio por alguns pontos em alguns i´s. E, ao contrários do que foi dito precipitadamente por muitos, não me vejo obrigado a "engolir" o que escrevi. 

domingo, 11 de setembro de 2011

Despachos com carácter urgente

1- Solicita-se com carácter de urgência  a Vitor Pereira, presidente do Conselho de Arbitragem, despacho que clarifique se sobre os jogos em que participa o Sporting se aplicam as Leis do Futebol definidas pelo  International Board, ou outras desconhecidas do grande público. Nomeadamente no que diz respeito à marcação de grandes penalidades, o fora-de-jogo, os livres indirectos, e até a disciplina. Esse seria um esclarecimento fundamental para árbitros, jornalistas e até adeptos do Sporting.

2- Solicita-se ao presidente do Sporting despacho dirigido ao departamento de Comunicação que ordene a compilação em vídeo, para apresentação pública a efectuar em breve, de todos os lances em que tem legitimas razões de queixa, comparando-os com os critérios exibidos pelas equipas arbitragens em lances idênticos em jogos do presente campeonato. O Sporting deve falar sempre que tem razões de queixa e não apenas quando perde.

3- Solicita-se ao departamento médico do Sporting despacho que autorize o envio de embalagens de kompensan ou outro anti-ácido eficaz que alivie a azia de Luís Miguel, treinador do Paços de Ferreira. As declarações proferidas no final do jogo revelam estranha preocupação com uma luta que não é sua, como é a definição do campeonato nacional. Presume-se que a indisposição lhe afecte alguma costela familiar, o que se lamenta. Quanto à cegueira das suas declarações sobre a arbitragem, tudo indica tratar-se de um problema irreversível.

Um filme (fiel) do futebol tuga



A acção decorre com duas histórias em paralelo… A primeira tem como actores principais 'lampiões' e 'andrades' a digladiarem-se para ver quais dos respectivos clubes é mais beneficiado, na segunda vemos sportinguistas ocupados com os seus ódiozinhos internos de estimação e as suas lutas intestinas. De vez em quando o argumento faz com que as histórias se cruzem, bem ao estilo de Quentin Tarantino. Sim, também é composto por actores secundários e alguns figurantes… Os figurantes para fazer número e preencher o filme, os outros actores para manobrar nos bastidores bafientos, com os ‘tuneles’, jornalistas e sócios da APAF devidamente domados e a luta pelo controlo do CA da FPF a terem poucos minutos de visibilidade mas grande protagonismo no desfecho final… Não esquecer que também tem muita fruta e culinária exótica para apimentar a coisa.

O resto? É paisagem… Agora se não se importam vou ali à varanda da minha sala olhar para a Serra da Estrela. Qualquer dia está novamente com neve… Tão certo como ficar tudo exactamente como está nesta idílica encenação futebolística nacional, após as próximas eleições da FPF… Vamos ao remake 2011/12?

P.S. - A única duvida que me assalta é em como etiquetar o género da película: não sei se nos documentários, se nos filmes noir, comédia maluca, thriller psicológico, terror, policial, mafioso, erótico… Enfim, decido-me pela pornochachada à portuguesa. Um sub-género que engloba todos os anteriores.

sábado, 10 de setembro de 2011

Noite de estreias…


Finalmente...


Lembram-se daquela ala direita que jogou contra a Juventus no Canadá no longínquo mês de Julho? Pois é…voltou hoje, após Bruno Pereirinha recuperar da lesão e voltar a jogar. Com essa ala novamente em acção regressaram as boas exibições… pelo menos na primeira parte.


De resto, poucas surpresas, até na ‘revolução’ que tanto se pedia a Domingos. Mas a revolução deu-se apenas nos elementos que compunham o 4-3-3 que o 'mister' leonino prefere.

Aos 3 minutos canelada na bola de Rodriguez com Rui Patrício a segurar a bola. Lance mal sancionado pelo vesgo do árbitro… Mais um erro decisivo. Mais um golo sofrido pelo Sporting… logo aos 4 minutos… através de (mais) um livre-indirecto… resultante de (mais) um pseudo-atraso… Guerras antigas… Que duram (de)mais…

Os minutos seguintes encarregaram-se de permitir que os jogadores leoninos recuperassem do choque até se resolverem a realizar o assalto à baliza adversária em busca do golo do empate. A listagem de desperdício durante a primeira-parte é exaustiva:

13 Minutos, Schaars remata de cabeça ao segundo poste por cima;
20 Minutos, centro perigoso de Pereirinha que não encontra finalizador;
Aos 22 minutos livre directo de Bojinov ao lado com muito perigo;
Novo livre directo no minuto seguinte de Schaars à barra;
31… Bojinov com remate de cabeça disparatado;
35… Remate de Rinaudo ao lado. Seria canto mas o vesgo do Baptista não quis;
42… Elias isola-se mas deixa antecipar-se por Cássio que sai rápido.

Aos 45, Rui Patrício aparece para evitar que Michel bisasse, mas o Paços sai para o intervalo a vencer.

Izmailov entra após reatamento. Uma das suas missões seria tentar meter Bojinov no jogo. Os leões demoraram para reaquecer e sofrem o segundo golo aos 55 minutos. Michel, desta vez, bisa mesmo. Instantes antes saíra Pereirinha para entrar Rubio. Lembram-se daquela ala direita que jogou no Canadá contra a Juventus e na primeira parte do jogo? Esqueçam… desapareceu nesse instante. Mais tarde saiu outro desaparecido, Bojinov, para entrar Wolfsvinkel. Por volta dos 66 minutos, um vermelhinho perdoado a Luizinho, só para rimar com as três jornadas anteriores… Três minutos mais tarde, Nuno Santos vê mesmo o vermelho por acumulação, num lance junto à entrada da grande área da equipa da ‘capital do móvel’. Em superioridade numérica o futebol leonino continuava atabalhoado, mas, afinal, a missão de Izmailov era outra e Marat concentra toda a sua inspiração para facturar. O estreante Elias, muito melhor na segunda parte, segue o exemplo do russo poucos minutos depois. Estava o empate reposto, mas, mais importante, relançada a esperança em alcançar os primeiros três pontos… Faltavam onze minutos para os onze leões em campo cumprirem a missão que levavam para o Norte do País e Wolfswinkel seria o ultimo homem a completar a reviravolta, já que também ele se estreou a marcar na estreia da conquista dos três pontos à quarta jornada. Nos últimos instantes de chuveirinho pacense foi a vez de Onyewu e Rodriguez brilharem.

Vitória justa, conquistada com uma primeira parte com períodos de bom futebol e com uma segunda parte onde o Ketchup finalmente saiu da bisnaga… Estava difícil. Ponto de viragem?





Estádio: Mata Real

Resultado Final: Paços de Ferreira - Sporting, 2-3Marcadores: 
4', 52' (Michel), Izmailov (75'), Elias (78'), Wolfswinkel (83').

Paços de Ferreira: Cássio; Filipe Anunciação, Cohene, Fábio Faria e Nuno Santos; André Leão, Manuel José e Vitor (Luiz Carlos 58'); Luisinho, Michel e Caetano (Backar 73'). 

Sporting: Rui Patrício; João Pereira, Rodríguez, Onyewu e Insúa; Elias, Rinaudo e Schaars (Izmailov 45'); Bruno Pereirinha (Rubio 55'), Bojinov (Wolfswinkel 63') e Diego Capel.

Árbitro: Paulo Baptista coadjuvado por José Braga, Luís Marcelino e Vasco Santos (4.º árbitro).

Acção disciplinar: cartão amarelo para  Nuno Santos(23' e 69'), Manel José (26'), Cássio (32'), Insúa (39'), André Leão (87'), João Pereira (89'), Rui Patrício (90'), Filipe Anunciação (90+3'). Cartão vermelho para Nuno Santos (69').

Assistência: cerca de 4.500 espectadores.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Para quem falou Mourinho?

"Agora, o treinador é óptimo, e provou que era óptimo treinando equipas de expressão diferente, as pessoas que estão na estrutura do futebol têm experiência, sabem o que querem, trabalham bem, precisam um bocadinho mais de tempo, eu acho"

"O Sporting precisa de manter a calma, tem que se equilibrar, tem de confiar nas pessoas, tem que perceber que o caminho não era o caminho do passado, tem que dar tempo"

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Soares Franco: por onde não deve ir o Sporting

Olhando com realismo para as movimentações à volta do processo eleitoral da federação facilmente se conclui que poucas alterações de fundo resultarão para o futebol português e que o Sporting poucas expectativas deverá colocar no processo. Mas se o Sporting pouco poderá ganhar pode muito bem ter muito a perder. Com a presença de Soares Franco nas eleições há muito Sportinguista que, de forma primária, não entenderá o apoio a Fernando Seara. E, enquanto FCP e SLB disputam entre si os lugares da federação os sportinguistas estarão a digladiar-se nas suas próprias trincheiras. E assim somos quem mais perde, e de forma dupla, em todo o processo.

FSF diz que ninguém falou com ele e que ele não falou com ninguém. Fala em associações. FSF não é parvo, não nos faça a nós de parvos. Se não soubesse da real possibilidade de ser eleito não se candidataria. A sua actuação prova o pouco peso do Sporting nesta refrega. Antes de saber o que pensava o clube a que pertence e qual seria a estratégia ou até mesmo contra ela, tratou de se respaldar no poder de Pinto da Costa e dos seus satélites para assegurar o êxito da sua ambição pessoal. 

Encostado à parede por anos de incúria e alheamento, cujo alto preço continua a ser pago em “suaves” prestações por jornada, resta ao Sporting (i) assobiar para o ar, como vinha fazendo, (ii) fazer de conta que vai à luta, escolhendo quixotescamente um candidato que sabe que não ganhará, ou (iii) aliar-se. Aqui a escolha não é fácil, subsistem razões para desconfiar da benignidade das intenções de Vieira, sendo óbvio que Pinto da Costa quer apenas um testa de ferro que lhe permita dizer, se algo lhe for apontado, o “presidente até é Sportinguista”. Usou agora uma estratégia diversa da usada para as eleições para a Liga: não apoiou Fernando Gomes para presidente porque sabia 2 coisas: se o fizesse tornava a sua eleição mais difícil, o que não lhe convinha, porque Fernando Gomes nunca o contrariará nem aos interesses que representa. Basta ver o que (não) fez no caso recente com os árbitros para o confirmar.

Não sei qual vai ser a escolha de Godinho Lopes e Luís Duque. Mas, porque ainda tenho memória sei pelo menos a quem o Sporting não se deve aliar. Como diria José Régio, num poema que o próprio Pinto da Costa recitou aquando da sua eleição para a presidência da Liga

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
(…)
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!

P.S.- Já depois de editado o post tive oportunidade de ouvir as declarações elogiosas de  Carlos Coutada, presidente da AFBraga, aliada de sempre da AFPorto/ Pinto da Costa e que "estranhamente" coincidem com as proferidas por PdC na recente entrevista ao seu canal. Se tinha poucas dúvidas onde FSF se foi apoiar perdi-as.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Alianças: de um lado chove do outro faz vento

É no mínimo com muita perplexidade que leio a noticia que dá conta da vontade de Filipe Soares Franco de se candidatar à presidência da F.P.F. e que, diz-se, conta já com o apoio de um belo ramalhete constituído pelo Porto, Braga, Rio Ave, Gil Vicente e Nacional! Porém, e fazendo fé no relato, o ex-presidente do Sporting não terá ainda falado com o actual líder leonino, Godinho Lopes. Este, juntamente com Luís Duque, esteve ontem reunido com LFV num restaurante de um hotel da capital alegadamente para combinar a estratégia que leve Fernando Seara à presidência da FPF.

Vai ser necessário esperar ainda algum tempo para perceber as motivações e as consequências das diversas alianças em curso. Mas, sendo indiscutível que o Sporting não pode continuar arredado dos centros de decisão do futebol português, para bem do clube e da indústria, antevejo desde já enormes dificuldades na defesa desses interesses.

Por um lado o Sporting precisa de um interlocutor confiável que busque um parceiro e não apenas uma muleta. O passado diz-nos que LFV e o SLB não têm procurado mais do que fazer o mesmo que o FCP, agindo de forma tosca e incompetente. Se o Sporting pretende fazer um acordo de cavalheiros deve assegurar se está realmente na presença de cavalheiros.

Do outro lado estão os poderes óbvios e ocultos do futebol português que há muito vampirizam a indústria, distorcendo a verdade da competição. É uma máquina oleada que age pela calada e jogando em vários tabuleiros, de forma a garantir a manutenção da perniciosa hegemonia que fere de suspeição o futebol português, com as consequências que estão à vista de todos.

Por tudo isto não consigo perceber porque razão Filipe Soares Franco se possa dispor a andar de braço dado com tão más companhias, ele que as conhece tão bem do tempo em que foi dirigente do Sporting. A minha perplexidade é ainda maior quando constato que há sempre alguém que se assume como Sportinguista disponível para credibilizar estratégias de organizações e indivíduos cujo historial os coloca na lista de inimigos do Sporting. Veja-se os casos de António Garrido, os irmãos Oliveira, Vítor Pereira e tantos outros.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

De tractor

No Sporting lavra-se muito e colhe-se pouco
"Os detractores, que se devem orgulhar todos os dias em dizer mal, até do Clube de que julgam gostar, que se vejam ao espelho e sintam a vergonha do que dizem e escrevem!" 


A frase é de Godinho Lopes e está inserta na última newsletter pretensamente enviada aos sócios. Pretensamente porque nem todos a recebemos, como é o meu caso e de alguns outros. 


Antes de ir propriamente ao extracto que causa tanta celeuma não hesito em concluir que as criticas aqui ontem feitas à politica de comunicação do Sporting, motivadas por este vídeo e os que o antecederam, fazem sentido e esta newsletter vem-no confirmar. Para lá do conteúdo, que analisarei a seguir, fica evidente que há ainda ferramentas fundamentais da comunicação do clube que ou não são usadas ou são mal manuseadas. E aqui há aspectos distintos que convém analisar.


Julgo que o envio da newsletter é ainda responsabilidade da Sportinvest, empresa responsável do grupo Controlinvest dos manos Oliveira. Esta empresa era e julgo que ainda é também responsável pelo contacto com os sócios através da linha Sporting. 

Quem já teve a infelicidade de contar com este serviço para resolver algum problema sabe que é em regra tempo e dinheiro perdido. Depois de há 2 anos ter tentado em vão assegurar a reserva de um bilhete que me permitisse viajar tranquilamente com garantia de lugar para assistir a um derby não mais ousei ligar o 707 20 44 44. Convém esclarecer que os bilhetes eram-me oferecidos pelo clube, por ocasião do meu aniversário, mas implicavam o seu levantamento presencial. Vivendo eu a mais 300km de Lisboa e pretendendo viajar com o meu filho quis apenas garantir que não faria a viagem em vão o que acabou por se revelar de todo impossível face à intransigência dos meus vários interlocutores. Acabei por comprar os 2 bilhetes e fazer a viagem tranquilo. 

Não sei quanto custa ao Sporting o outsorcing mas sei que nem todos conseguem distinguir como eu, nem a isso estão obrigados, o que é o dos manos Oliveira e do clube.  O que tenho a certeza é que teria menos danos para o clube ter Sportinguistas a lidar directamente com Sportinguistas e não seria difícil organizar um serviço com melhor resposta. Não faltarão Sportinguistas capazes e a precisar de trabalho nesta altura do campeonato… Por isso, e depois de tudo dito, não me surpreende que as newsletter´s não cheguem ao seu destino.


O conteúdo da newsletter em causa é muito mais do que a frase em destaque mas vai acabar por ser ela a canibalizar todas as atenções, o que é lamentável. E é sobretudo revelador que Godinho Lopes ou não tem conselheiros ou é mal aconselhado. Reafirmo a minha impressão de que em Alvalade se tem estado a trabalhar bem, o que não é o mesmo que dizer que não há razões para criticas. Mas tenho consciência que o clube recebido nas mãos da actual gestão pouco mais teria de clube grande do que a herança histórica e não será em poucos meses que a situação será revertida. 

Neste momento o foco está nos maus resultados do futebol e a generalidade das análises são feitas sobre esse prisma. Infelizmente no futebol não há fórmulas mágicas e pode-se fazer tudo bem feito até à hora do apito inicial – o que nem é o caso -  e os resultados teimarem em não surgir. Esta não é a altura para abrir mais uma frente interna, antes deveria ser o momento de falar sobre o trabalho realizado e na confiança depositada nos frutos que terão que surgir. O discurso deveria continuar a ser agregador e não fraccionante. Os efeitos nefastos não tardarão em surgir, vamos ver como corre a reunião da próxima quinta-feira, no auditório Artur Agostinho. 


Nada do que digo acima deve evitar uma profunda reflexão de todos os que, nomeadamente nas redes sociais, escrevem sobre o Sporting. Atrever-me-ia a dizer que 99% é lixo, resultado de muita frustração que está muito para lá dos maus resultados. A excessiva truculência entre adeptos, a falta de educação, e até os pontapés na gramática aproximam-nos em tudo do pior que conhecemos e criticamos nos adversários. 

Como alguém disse antes de mim a má moeda afasta a boa moeda. O Sporting não pode ficar capturado pelo desespero e pela frustração ou dos que só falam quando as coisas correm mal. Até por isso, ao voltar a atenção para os que nada mais querem do que lamentar-se, a mensagem de Godinho Lopes é um erro.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Se Godinho Lopes não quer ser cordeiro não lhe vista a pele

Desde a última disputa eleitoral que se tenta colar a Godinho Lopes a imagem de alguém com pouca apetência para liderar. Imagem essa que resultaria da prestação nos debates, onde o agora presidente tinha a posição mais difícil.  Exposto pela herança genética da costela roquettista, de que não se conseguiu livrar, foi sempre o alvo preferencial dos restantes concorrentes. Ainda durante esse período foram-lhe prognosticadas  grandes dificuldades em gerir a plêiade de egos e personalidades dos elementos constituintes da sua lista, pela seu inegável peso e visibilidade. O episódio Luís Duque parecia ser a confirmação de todos estes problemas. A verdade porém é que Godinho Lopes foi capaz de gerar o consenso de forma a que todos os elementos se reunissem e parece, até prova em contrário, também capaz de os gerir.

Em mais do que uma ocasião e sempre em circunstâncias diferentes pude observar pessoalmente e de forma muito próxima a postura de Godinho Lopes e confesso que nunca deixou transparecer essa fraqueza, bem antes pelo contrário. O que me ficou foi uma enorme vontade de mudar a face do Sporting, associada a uma também grande capacidade de trabalho. Por outro lado não me pareceu revelar receios nos confrontos de opiniões, sem abdicar da sua postura habitualmente cordata, o que nem sempre é muito bem entendido. Não me enganarei muito se disser que os portugueses em geral confunde tiques de autoritarismo com liderança. A par disso, e porque também tive oportunidade de o testemunhar presencialmente, parece-me que em Alvalade se trabalha em equipa, com muito empenho e muitas vezes contra o tempo e contra a estagnação ou até ao retrocesso a que o clube estava sujeito. Testemunhos de pessoas em quem confio corroboraram as minhas impressões.

Mas, como em quase toda a actividade pública, as aparências contam. Por alguma razão o chavão “o que parece é” se aplica. É por isso incompreensível que Godinho Lopes, na qualidade de presidente do Sporting se continue a dirigir aos associados de forma pouco cuidada. Refiro-me aos vídeos colocados na página oficial do clube, em que o último acabou por ser pior que os anteriores. Acredito que, a nível pessoal, Godinho Lopes não tenha grandes preocupações a esse nível. Mas, como presidente do Sporting, há matérias que saltam da esfera das escolhas pessoais para passarem a ser obrigações. Mais ainda quando se conhece, a expensas próprias, o gelo fino em que se caminha. 

Parece-me difícil de conceber que sendo já generalizada a opinião pouco favorável sobre a forma como  a ferramenta de comunicação vem sendo usada e que quem tem a obrigação profissional  de prevenir para não ser obrigado a remediar pareça estar distraído ou ausente. O argumento que estamos em família não me parece que possa ser invocado, especialmente quando há consciência de quão retalhado está o tecido leonino. Por mais assertiva que seja a actuação e por melhor que seja o trabalho realizado corre-se o risco de a mensagem se perder no imenso “ruído” que a acompanha, (imagem de pouca qualidade, discurso de improviso, para lá da ausência de outros cuidados…) especialmente em fase de maus resultados. Se Godinho Lopes não quer ser tido como cordeiro que não lhe vista a pele.

P.S. - Os agradecimentos a todos quantos se deram ao trabalho de celebrar connosco o terceiro aniversário!

domingo, 4 de setembro de 2011

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Cedric e Nuno Reis no processo Hansel & Gretel

Foto retirada do blogue Sporting Visto por Nós
Cedric e Nuno Reis foram peças importantes na recente campanha que levou a selecção sub-20 à inesperada medalha de prata no Mundial. Cedric já conhecia de ver jogar o ano passado em Braga, onde realizou uma exibição seguríssima, apesar das dificuldades que Domingos lhe tentou criar. Lembro-me perfeitamente de ter comentado alto que estava ali um bom jogador e de me terem logo respondido que ainda estava verde, atacava pouco. Deixei cair a argumentação. Porque não haveria de estar verde com a idade que tinha? E como poderia ele atacar se tinha as linhas bem cortadas por dois jogadores adversários à sua frente? E, ao contrário do que parece ser hoje muito popular, para mim a primeira missão do defesa lateral deve ser defender bem, sabendo depois explorar o que o jogo der. O efeito de um lateral menos ofensivo é mais facilmente superado pelo colectivo que um lateral que defende mal. Adiante.

Nunca vi Nuno Reis jogar ao vivo, que é a única forma para perceber a totalidade das movimentações de um jogador e logo a sua percepção do jogo, mas as suas exibições no recente Mundial catapultaram-no para a ribalta. Mais do que o seu companheiro do lado direito e cuja atenção dediquei no parágrafo anterior, é nele que se concentram as atenções de muitos Sportinguistas como não podia deixar de ser porque está em causa a qualidade dos nossos centrais. Para quem está atento há mais anos à progressão dos atletas da formação certamente que se lembrarão que o que se projecta hoje para Nuno Reis é muito semelhante, talvez até menos, do que se dizia antes de Carriço. O trajecto deste em todos escalões augurava-lhe o melhor e levaram muitos dos que hoje o arrasam a tecer loas às suas capacidades técnicas e de liderança (Carriço foi capitão em todos os escalões e também nas selecções).

Diz-se que Carriço estagnou, não evoluiu. O mesmo se diz de Djaló. E responsabilizam-se os jogadores por isso e pelos maus resultados. Poucos se questionam do que foram as condições que a generalidade dos atletas teve no Sporting para poderem ser melhores e evoluírem. O que foi o Sporting dos últimos anos com vários treinadores por época e resultados miseráveis. Poucos são capazes de fazer o paralelismo com as suas próprias vidas e descortinar como poderiam ser se fosse com eles. Quase todos os jogadores vindos de fora ou da casa se afundaram como afinal se afundou o Sporting, por muito que isso doa reconhecer.

Infelizmente a grande maioria dos adeptos relaciona-se com o clube ao sabor dos resultados, de forma pavloviana. Este ano, no dia da apresentação cantou-se em Alvalade “somos campeões”. Quando o jogo acabou e num ambiente que se prolongou com os maus resultados, está agora tudo mal, talvez pior ainda do que nunca. 

No que aos jogadores da formação diz respeito, que é o foco deste post, os que virão, como Nuno Reis, serão sempre melhores do que os estão. São agora mimados e engordados para, assim que forem lançados, depressa serem cozidos no caldeirão emocional onde os outros já foram cozinhados, num processo em todo semelhante à história de Hansel e Gretel. A bruxa má são todos os histéricos, obviamente, que antes  já haviam tentado comer Figo, Nani, Moutinho, Ronaldo, Quaresma e todos os outros. Não por acaso e de forma mais ou menos traumática para nós, e fazendo jus à história colectada pelos Irmãos Grimi, quase todos eles se viram obrigados a deitar a bruxa má ao caldeirão para continuarem com as suas vidas. Não é por acaso que a formação do Sporting produz os melhores jogadores e quase todos eles vêem o seu valor reconhecido excepto em Alvalade, onde continuam malquistos. 

Compare-se o caso de Jeffren ou Capel com o de Yanick. Os espanhóis tiveram direito a despedida e palavras elogiosas na hora da saída que, tal como Yanick, também não foi feita em ascensão. O nosso ex-jogador esteve no Sporting 14 anos dos seus 25 de vida e à sua despedida nem foguetes devem ter faltado. É apenas mais um numa longa lista. 

Há algo de profundamente errado em tudo isto, não posso deixar de o constatar. Quem achar que isto não é sentido com particular apreensão nos que pensam em projectar-se no Sporting e que o clube é que mais perde com tudo isto é capaz de andar muito distraído.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

De Talles a Elias a mesma desorientação

De Talles a Elias vai uma distância quase cósmica mas em ambos episódios fica a mesma sensação de desnorte e de falta de estratégia. Ou, a existir, não se vislumbra a sua linha condutora ou coerência. Falo em Elias por ter sido, tal como Talles na época transacta, a última aquisição do Sporting. Mas, na verdade, o que acabou por marcar o fecho do mercado foi a alienação dos passes de Postiga e Djaló (ainda por confirmar), sem qualquer jogador a entrar, fosse para os seus lugares que ficaram em aberto ou para qualquer outro. Quando o dia terminou o Sporting estava mais fraco. E duplamente enfraquecido porque  além de ter perdido dois jogadores com utilidade,  quem tem a obrigação de dirigir acabou dirigido, desautorizando e alienando autoridade. É sobre isso que escreverei hoje.

Do ponto de vista técnico e ao contrário do gáudio a roçar o patego de muitos dos adeptos o que a realidade confirma é que o Sporting perdeu dois titulares que não substituiu. Logo está mais fraco em número e em alternativas. O efeito positivo da contratação de Elias dilui-se de forma óbvia.

Do ponto de vista politico, ao  sucumbir aos apelos dos que contestavam os jogadores quem tomou a decisão expôs Domingos Paciência, que já havia defendido publicamente os jogadores, demonstrando de forma inequívoca que contava com eles. Ainda pior, não lhe dá alternativas, deixando ficar nos seus lugares um vazio por preencher. Mas, aos demonstrar permeabilidade à contestação, a SAD demonstra fraqueza e pouca confiança quer na sua estratégia quer no técnico que escolheu. Esta demonstração de debilidade passa dos gabinetes para as bancadas, desce aos balneários e passeia nas redacções dos média. Domingos será o próximo alvo na mira dos atiradores furtivos. Em futebol raramente isto não representa uma factura dispendiosa ou impossível de pagar. Não se fazem campeões com este tipo de concessões.

A hipótese, tantas vezes aventada, de Domingos colocar jogadores com que não contava, em estratégia concertada com a SAD, para promover os jogadores com o objectivo de os vender é tão absurda que nem merece qualquer comentário. Além de ser razão mais do que suficiente para por toda  a gente que estivesse pretensamente envolvida no olho da rua, a milhas do Sporting.

No fundo o que a direcção da SAD do Sporting fez foi alimentar um monstro insaciável que se levanta sempre que os resultados não surgem e que, quando não houver mais nada para comer, comerá a direcção ou até as próprias pernas e braços, deixando apenas um rasto de destruição. Depois das cabeças de Postiga e Djaló servidas num prato e possivelmente a de Domingos, a turba procurará saciar a sede nos gabinetes de Alvalade. É a mesma lógica  cobarde do marido que alivia as frustrações  em acessos de fúria espancando a mulher e os filhos, justificando o acto hediondo com a paixão o outro bem maior. Num ano em que talvez mais do que nenhum outro nos era pedido a todos coragem ante a adversidade exterior continuamos preferir disparar dentro das nossas próprias trincheiras. Continua a haver mais preocupação na procura de alvos internos para expiar as frustrações e o desencanto do que vontade de construir. Isso também se paga caro como veremos adiante. Este podia e devia ser o ano zero, poderá ser apenas mais um ano menos qualquer coisa.

É evidente a minha desilusão com os adeptos do meu clube e o meu receio pelo futuro de curto e médio prazo. É também evidente o cansaço e a erosão provocados pelas derrotas e uma certa tendência no discurso e na acção para a "vitória ou nada", quando entre esses dois estádios há passos que são necessários e que não podem deixar de ser dados. Não o digo pretendo uma superioridade moral que nunca reivindiquei. Julgo apenas tratar-se da mais óbvia noção de senso comum. Noção essa que está completamente ausente em todo este processo Postiga/Djaló, com os mesmos que diziam que os jogadores não valiam um chavo pretendem agora que Postiga foi oferecido, já se lembrando que se trata de um ponta-de-lança da selecção que ocupa o 8º lugar do ranking mundial…

Apesar de todos os pesares acredito que gradualmente o Sporting irá melhorar, quer nas exibições quer nos resultados. Não porque Postiga e Djaló saíram, como de forma irracional alguns pretendem, mas porque há no plantel jogadores capazes de fazer muito melhor. E, talvez exceptuando Garay, tem muito melhor do que as promessas a que a actual gestão foi associada e, de forma conveniente, se deixou associar em período eleitoral, mas cujo preço paga agora, com em quase tudo na vida. Precisamos de tempo para que a boa forma e o entrosamento chegue, precisamos que com ou sem ela não nos cortem as pernas. Mas sobretudo e mais do que nunca Alvalade e os Sportinguistas têm de deixar de ser o principio das nossas fraquezas.

Para os que tiveram o que tanto andaram a pedir só lhes resta agora uma atitude: apareçam e fiquem até ao fim este era o Sporting que queriam, ou quase.

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