segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A jaula do derby

A rede de Camp Nou
Os adeptos do Sporting que acompanhem a equipa ao derby para apoiar a sua equipa ver-se-ão confrontados com uma novidade. Espera-os uma subida ao último andar do estádio do SLB onde serão confinados num espaço limitado por placares de acrílico laterais e uma rede frontal. O assunto não é propriamente novidade e vem sendo comentado há já algum tempo como "a jaula".

Para quem desde os 9 anos de idade se desloca para os diversos estádios deste País, onde adeptos dos diversos clubes compartilhavam as mesmas bancadas, à excepção das bancadas reservadas aos sócios, e já repugnava a excessiva conflitualidade que se vive nas bancadas, esta decisão representa uma escalada que inevitavelmente será objecto de medidas de retaliação idênticas por parte dos clubes rivais. Quem perde são os adeptos, obviamente. Pelo menos os adeptos comuns como eu. O argumento que tal já se faz em estádios pela Europa fora (Nou Camp ou no estádio do Villareal, onde as condições são animalescas) não devia colher. Isso equivaleria a validar que as nossas claques se podiam comportar como as gregas ou sérvias, por exemplo.

Mas sendo objectivo e tendo em conta a realidade e não o mundo desejável compreendo a decisão. Do ponto de vista do clube que recebe e que quer potenciar o factor casa esta é a primeira medida para anular ou tornar menos óbvio para a equipa visitante o apoio dos seus. Por isso, e como é óbvio, espero igual medida da parte do Sporting, embora na actual configuração tal se afigure de difícil execução e de  investimento considerável. Se nos espera uma jaula na segunda volta ofereçamos-lhe uma gaiola, naturalmente.

A única bancada onde tal poderia ocorrer seria na B Norte, uma vez que a equivalente a sul está ocupada com a venda de Gamebox´s low-cost. O problema é que, em qualquer das duas as claques adversárias ficariam acantonadas por cima de uma das claques o que, convenhamos, fura os protocolos de segurança e coloca uma das claques em posição pouco vantajosa, mesmo considerando a colocação de redes e acrílicos. A hipótese de oferecer algum espaço central é obviamente absurda. 

Sei de algum tempo que esta é uma matéria que há algum tempo preocupa a direcção, em particular o vice para a área, Paulo Pereira Cristóvão que, diga-se, tem estado a desempenhar as suas funções com particular acerto. Veja-se que hoje que ninguém fala da relva e a simples mudança do amarelo para o verde nas escadarias do estádio deu ar muito mais sportinguista ao estádio. Pena é que a actual conjuntura possa inviabilizar algumas das ideias que tinha para a reorganização do estádio, visando uma utilização dos espaços mais racional e rentável para o clube.

Mas voltando atrás e ao que espera os adeptos do clube há pouco a fazer, o que não quer dizer que não haja nada e que o que se possa fazer não seja importante.

Em primeiro lugar competirá à direcção do Sporting, a quem cabe a defesa dos seus, acautelar se as obras efectuadas pelo SLB foram vistoriadas e licenciadas por quem de direito e se observam as normas de segurança e de bem estar a quem vai pagar um bilhete para assistir a um espectáculo. Como parte interessada julgo que se deveria ter feito representar na vistoria hoje efectuada na Luz.

Em segundo e para aqueles que se deslocaram no apoio à equipa a consciência que, estando mais longe, vão ter que gritar mais alto. Tudo o resto é folclore. É pelo menos assim que encaro os apelos velados ou óbvios a desacatos ou comportamentos menos próprios. Nós somos o Sporting e respondemos no relvado.

domingo, 20 de novembro de 2011

Bela Taça!

Sorte para quem se deslocou hoje a Alvalade porque pôde presenciar um jogo de futebol electrizante, culminando com uma qualificação muito mais difícil do que o resultado final deixa transparecer. Do principio ao fim o Sporting teve pela frente um adversário que tudo fez para impedir a sua eliminação, o que ainda valoriza mais a nossa continuidade na Taça. Até ao final do jogo esteve sempre instalada a dúvida sobre os números do resultado final. Os meus parabéns ao adversário, que esteve longe de merecer ouvir os olés com que foi brindado.

Para quem tinha dúvidas sobre as nossas possibilidades e sobre a qualidade da equipa ficou hoje uma boa resposta pois, como disse Leonardo Jardim no final do jogo, acima de tudo contam os golos e são as vitórias que reforçam a confiança colectiva. A equipa soube sofrer mas fez tudo para merecer a qualificação. Para o futuro imediato era fundamental mantermo-nos na competição e poder chegar ao derby a acreditar que tudo é possível. 

O que esta vitória também nos diz,analisando os diversos momentos do jogo, é que esta não é ainda uma equipa consolidada. Quer no jogo ofensivo quer defensivo há muito processo para apurar, posicionamentos para corrigir, etc. As boas noticias é que a imagem que esta equipa deixa em campo é que essa evolução é possível e não será por falta de entrega dos jogadores que tal não surgirá.

É difícil destacar individualmente algum jogador quando o grande responsável pela vitória foi o colectivo. Mesmo assim realço a exibição de grande sacrifício de Wolfswinkel, mesmo que aqui e ali tenha sido algo precipitado mas,não marcando não deixou de ser decisivo, ao levantar a cabeça e efectuar o passe para o golo com registo  artístico de Capel, outro dos elementos decisivos. Realce também para a entrada de Carrillo, que me parece a melhor opção para o próprio face às suas possibilidades. E também me parece justo não esquecer Elias, apesar de nem sempre ter estado tão acertado no passe, uma das suas melhores armas.

Ficha do jogo:

Domingo especial para Domingos

O reencontro de mais logo de  Domingos com o seu antigo clube é apenas um mero dado circunstancial de carácter mais emocional do que prático. Nem o Braga de Jardim é parecido com o que foi de Domingos nem o actual Sporting herdou mais do Braga que a antiga equipa técnica e o central Rodriguez, que por sinal não joga. Assim, não havendo heranças a reclamar, são os últimos jogos as referências a ter em conta no jogo de hoje. Ainda assim é o jogo 200 de Domingos como técnico e ele, mais do que ninguém, quer associar ao evento um marco feliz.

Ora então o que vimos no jogo anterior de ambas as equipas? 

Vimos o Braga apresentar-se a um nível muito bom ante o SLB, causando-lhe imensas dificuldades, quer pela forma como se soube defender, quer pela forma como lhe soube causar problemas no seu sector mais recuado, revelando-se um adversário mais dificil do que muitos esperariam.

Vimos também o Sporting com problemas para substituir Rinaudo bem como três defesas centrais no estaleiro. Esta é questão central para o jogo de mais logo. Como vai Domingos substituir um jogador como Rinaudo, que não tem equivalente no plantel?

É bem provável que recorra à dupla Schaars - Elias como o fez com a U. Leiria, uma vez que o regresso de uma dupla de centrais "normal" - Polga / Onyewu? - deixará de constituir o mesmo foco de preocupação que a entrada do "verde" Ilori suscitou, permitindo à dupla de meio-campo concentrar-se em exclusivo na especificidade das suas tarefas. Muita da sorte do jogo poderá decidir-se na forma como Domingos resolver esta questão e na resposta a dar pelos jogadores. Não será surpresa que o técnico opte por André Santos no lugar de 6, mantendo assim o esquema habitual.

Na frente a única dúvida poderá estar na direita, entre Carrillo e Pereirinha. Tendo em conta que o peruano e Capel, que jogará do outro lado, não têm grande vocação defensiva, não me surpreenderia a opção pelo segundo, que dará maior equilíbrio à equipa, conferindo outra consistência ao nosso jogo defensivo - devendo estar muito atento aos lançamentos longos de Hugo Viana -  e outra qualidade em posse, mesmo que tal represente algum sacrifício de alguma profundidade. Aí assumirá particular importância acção de Matias, a explorar os espaços entre Djamal e os centrais, bem como um apoio aos extremos de ambos os lados, fugindo assim da força bruta do 6 bracarense. Será com certeza dia de muito suor para Wolfswinkel.

Lista completa de convocados:


Guarda-redes: Rui Patrício e Marcelo Boeck;

Defesas: Evaldo, Daniel Carriço, Onyewu, Anderson Polga, João Pereira, Santiago Arias e Insúa;

Médios: André Martins, André Santos, Elias, Schaars, Pereirinha, Matías Fernandez, Capel e Carrillo;

Avançados: Van Wolfswinkel, Bojinov e Rubio

sábado, 19 de novembro de 2011

Os amigos de Alex

SPORTING - 5 ; Iberia Star de Tiblissi - 5

Mais uma alegria que o nosso futsal nos proporciona. O Sporting acaba de garantir a participação na final four da UEFA FUTSALCUP, a 'Champions League' da modalidade, que se realizará no próximo mês de Abril de 2012.


O empate a cinco golos no marcador final serviu para concretizar esse objectivo. O jogo constituiu mais uma reviravolta épica dos futsalistas leoninos, que depois de perderem o colega Cary por lesão logo no início do desafio e de se verem em desvantagem por 3 golos em diversas fases do jogo: 0 – 3 ao intervalo e 1-4 já no decorrer do segundo tempo, conseguiram arranjar forças, garra e crença para dar a volta a todas as adversidades.

A chave deste sucesso estaria, como de resto em anteriores ocasiões, na colocação de Alex enquanto guarda-redes avançado. Foi com Alex nessa posição que se conseguiram recuperar os três golos de desvantagem, empatando o jogo a 4. Finalmente o jogo parecia querer encarrilar para o nosso lado, mas uma infelicidade de João Matos (um dos jogadores mais carismáticos deste Sporting), permitiu nova vantagem aos georgianos. Seria novamente Alex, enquanto guarda-redes avançado, após uma defesa e saída rápida em contra-ataque, a permitir ao colega Leitão colocar o ponto final no jogo a pouco mais de um minuto do fim. Depois aconteceu mais uma festa bem regada dentro do Pavilhão de Odivelas, à qual nem os jornalistas da RTP2 escaparam…

Ficha de Jogo:

Pavilhão Multiusos de Odivelas
19 de Novembro de 2011

Árbitros: Francesco Massini (Ita) e Borut Sivic (Esl).

Sporting: João Benedito, Leitão (1), Pedro Cary, João Matos (1 p.b.), Déo (2), Paulinho, Marcelinho (1), Caio, Alex (1), Buiu, Cristiano, Bruno dos Santos e André Galvão.

Treinador: Orlando Duarte.

Acção disciplinar: cartão amarelo para João Matos (36 m) e Deo (38 m).

Iberia Tbilisi: Toni, Betinho, Roninho, Bruno Melo (1), Romário, Akopov, Udu, Dzabiradze, Luiz Negão (2), Daniel Sakai (1) e Fufi.

Treinador: Oleg Solodovnky.

Acção disciplinar: Cartão amarelo para Betinho (11 m), Roninho (19 m) e Luiz Negão (22 m).

O rugido dos leões mais notáveis

Como é evidente o Sporting é o melhor clube do mundo para nós Sportinguistas. Talvez até seja mais do que isso. Talvez até seja o único com lugar cativo nos nossos corações. Não há outra colectividade, com mais ou menos taças ou títulos (convenhamos que não há muitos que, nesse capitulo, nos superem) que fosse capaz de ocupar o mesmo espaço e que nos devolvesse a mesma satisfação e sentimento de identidade. Esses estão acima de qualquer momento mais ou menos feliz, mais ou menos vitorioso. Pelo menos esse é o meu sentimento pessoal, se não fosse do Sporting era bem capaz de me ver simpatizar com mais do que um clube, mas não apenas de um só como o sinto em relação ao Sporting.

Vem isto a propósito, como devem já ter imaginado, com as palavras de Nani ontem no Rugido do Leão, em Leiria, e que hoje ecoam um pouco pelo País inteiro nas capas dos jornais, a par com as declarações de Ronaldo ontem à TVI e que se juntam ao que já havia dito Figo uns dias antes. Todos eles manifestam crença no Sporting de hoje, realçam o momento que se vive em Alvalade, colocando na ordem do dia um aspecto da vida do clube que não só soube resistir como superar etapas menos felizes na vida do clube que é a nossa capacidade de descobrir talentos e de os transformar em grandes jogadores de futebol.

Este regresso às origens nas palavras dos 3 mais notáveis produtos da formação leonina das últimas décadas, dois deles considerados os melhores do mundo, tem um valor inestimável e são um tónico para a auto-estima da nação leonina. Há neste campo muito para fazer, assim haja vontade em primeiro lugar por parte dos atletas, ou ex-atletas, como é o caso de Figo. A relação com jogadores como Figo e Nani é mais difícil, pois ainda representam clubes e têm ligações comerciais a marcas e contratos de imagem que constrangerão actividades fora desse âmbito. Mas ninguém os proíbe de falar no Sporting, lembrando as suas origens, especialmente quando o fazem nos países onde trabalham. Porque quando eles falam todos param para os ouvir e cada vez que pronunciam o nome do Sporting é um golo que marcam pela nossa camisola.

PS- Concordo com o que ontem foi dito por Godinho Lopes, não devemos esquecer os 11 anos de Sporting de Carlos Martins, especialmente neste momento de particular infelicidade.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

De volta ao tempo perdido

A última vez que aqui escrevi sobre Carvalhal disse que

"Quando se fala em treinador para a próxima época é cada vez mais comum ouvir dizer, quando se questiona a continuidade de Carvalhal, que o Sporting precisa de um treinador melhor. O que nunca vejo levar em linha de Carvalhal também merecia um clube melhor. Leia-se um clube melhor organizado, um clube realmente preparado para ganhar, o que, convenhamos, não foi nada de parecido com o que o treinador encontrou. As apreciações ao trabalho de Carvalhal que não levem em linha de conta i) a distorção provocada pelo caos em que encontrou a equipa ii) e o sem número de situações impensáveis que teve que suportar não podem ser consideradas justas. Há quem acrescente que Carvalhal tem um discurso de clube pequeno. Eu pergunto: há algum clube pequeno que seja tão difícil e aparentemente tão desregrado como o nosso?" 

Carvalhal falou hoje sobre os seus tempos do Sporting e veio dizer o que muitos já então dizíamos e o que todos vieram a descobrir depois. Deixo a entrevista para memória futura e já agora recomendo o exercício interessante que é seguir o link do post e ler os comentários feitos então.

Outro protagonista recente, e contemporâneo de Carvalhal, também voltou a falar sobre o Sporting. A entrevista dada ao Noticias do Futebol pelo nosso ex-director desportivo, (apontado como o ideólogo da desistência de Villas Boas em favor de Paulo Sérgio) é um documento adequado para perceber que Costinha não era a pessoa certa no lugar certo. Mea culpa...

A profecia de Sá Pinto

Parece que ontem houve show de bola em Mafra. E digo parece porque infelizmente compromissos profissionais impediram-me de visionar o jogo. Mas 

quando se ganha por 5-1 a um adversário de renome como o Liverpool, 

quando os adversários vencidos são os primeiros a tributarem-nos valor ( Rodolfo Borrell, treinador do Liverpoo"A diferença em termos de qualidade é abismal. O Sporting tem grandes jogadores cujo bom estilo de jogo não é de subestimar. Pode ganhar a prova. Estive no Barcelona e sei do que falo"),

quando uma boa exibição colectiva é adornada com grandes recortes individuais ( os golos de Etock e Betinho são dignos da Champions League a sério)

o que mais podemos dizer, do que esperar que se cumpra a profecia/desejo de Sá Pinto:

"Estes jogadores vão ser o amanhã do Sporting!"

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Selecção a verde reluzente, mas nem tudo é ouro

Portugal puxou dos galões de uma das melhores equipas europeias dos últimos anos e apurou-se para o torneio de verão a leste onde estará "la creme de la creme" do continente na modalidade. Conseguiu assim fazer vingar a regra de que o torto nasce tarde  ou nunca endireita, ao ocupar a última vaga disponível. 

O mérito deve ser distribuído acima de tudo a uma geração de jogadores que está a atingir o seu zénite, físico, técnico e emocional, nos quais a formação do Sporting é um ponto incontornável. Ontem, além de Patrício, que ainda joga de leão ao peito, Miguel Veloso, João Moutinho, Carlos Martins abriam alas ao genial Cristiano Ronaldo, muito bem acolitado por Nani  e Quaresma que, estou convencido, pode ser muito mais importante e decisivo na fase final do que foi no apuramento. 

Não vale a pena olhar para trás e pensar o que poderíamos ter sido, quanto mais poderíamos ter ganho em dinheiro e troféus porque nada poderíamos mudar. Mais profícuo será perceber o que poderemos fazer no imediato e no futuro próximo para aproveitarmos os recursos que temos. Parece-me importante perceber que o facto de não poder haver Ronaldos a sair em todas as fornadas, não deveria contribuir para desdenhar os que  não possuindo o seu génio, são de acção fulcral para o equilíbrio de uma equipa. Nesta matéria julgo que os adeptos podem fazer muito e melhor.

O mérito do apuramento deve ser também atribuído de forma incontornável a Paulo Bento como o seria se tivéssemos falhado. O que não me impede de questionar a sua forma de relacionar com os jogadores e na forma como administra a disciplina. Há um traço comum na sua passagem pelo Sporting e agora pela selecção que me obriga a essa interrogação. E se no caso Carvalho foi o próprio jogador que fechou a porta a qualquer regresso ao errar consecutivamente - abandono do estádio e entrevista subsequente desastrosa - no caso Bosingwa foi Paulo Bento o responsável pela ignição da entrevista incendiária, ao afirmar que João Pereira e Sílvio eram mais fortes mentalmente. 

Obviamente que estes episódios que fragilizam a selecção e o próprio seleccionador. É impossível escamotear que chegamos ao Europeu menos fortes do que poderíamos ser. Episódios destes, comuns em todos os grupos, e mais ainda em selecções onde abundam grandes jogadores e grandes egos, dificilmente aconteceriam se houvesse uma estrutura dirigente digna desse nome, capaz de prevenir e que soubesse remediar, sem abdicar do exercício auto-critico interno. 

Até aqui encontro algum paralelismo com o que Paulo Bento viveu em Alvalade. Sempre senti que, apoiado numa melhor estrutura, ao invés de ter cristalizado poderia ter evoluído e com ele também o clube. O mesmo pode acontecer agora na selecção, até porque, com todos os defeitos e virtudes, ninguém tem sempre razão, como por vezes se parece crer em relação a Paulo Bento. A sua conferência de imprensa ontem e a forma como se referiu a Bosingwa e Carvalho deixou-o pior do que no cartaz da publicidade à TDT...

terça-feira, 15 de novembro de 2011

O Sporting e o mercado: ir ou não ir eis a questão

Antes de responder à questão se o Sporting deve ou não ir ao mercado talvez deva previamente ser colocada outra questão: o Sporting pode ir ao mercado, isto é, está financeiramente confortável para o fazer? Sobram-me muitas dúvidas, pois não creio que a liquidez abunde ou que a conjuntura aconselhe o agravar do passivo. Pode custar a muito bom sportinguista mas antes de desatarmos a pedir, (há quem exija...), prendas ao pai natal este é um exercício responsável inevitável para os que não querem abdicar de um Sporting com futuro.

O que não oferece muitas dúvidas é que o plantel parece ser curto, como o provaram as últimas semanas e o anormal número de lesões, que se vieram juntar a 3 saídas que não estavam nos planos iniciais da época: Aguiar, Djaló e Postiga. E se o número de lesões foi anormal neste período como o será a partir de agora, que parece que o inverno antecipou a sua chegada?

São tantos os casos clínicos em jogadores de quem muito se espera - Jeffren, Izmailov, Rodriguez e Rinaudo à cabeça - que o parecer do departamento médico sobre eles é também um ponto imprescindível. Rinaudo sofreu uma lesão muito grave e a sua total recuperação bem como o tempo necessário são uma incógnita. No mesmo plano, e face aos antecedentes podemos colocar os outros 3 atletas, o que torna qualquer planeamento difícil de efectuar.

A procura de soluções internas, em jogadores que neste momento rodam por empréstimo noutros clubes seria talvez a solução mais aconselhável e mais racional, parecendo como parece que pelo menos um central (Rodriguez para mais do que joga) e um médio número 6 (para o lugar de Rinaudo) seria mais do que aconselhável incorporar. 

A utilização do condicional é perfeitamente consciente, uma vez que me sobram muitas dúvidas se não seria contraproducente retirar Nuno Reis da titularidade assegurada que goza na Bélgica, para ter cá o banco ou a bancada como mais certos. O mesmo se aplica a Adrien, com a agravante de não me parecer que pudesse ser o 6 que precisamos. Desconheço a evolução de Renato Neto (o mesmo espero que não suceda em Alvalade) mas as poucas vezes que o vi jogar pareceu-me sempre pesadão e com pouco nervo para actuar à frente da defesa. Várias vezes se tem falado na possibilidade de adaptar Carriço ao lugar, as vezes que o vi jogar aí recomendam muito mais do que um simples jogo para a obtenção de resultados. Falta saber o que o jogador pensa sobre a matéria, porque será difícil obter sucesso neste processo contra a vontade do jogador. 

Já quanto ao mercado propriamente dito, muitos nomes têm sido atirados paras as primeiras dos jornais ligados ao nome do Sporting. Muito curiosa foi a operação dos jogadores do Brescia, que até honras de Gaurdiola na bancada tiveram direito. Não há dúvidas que eles estão no mercado, falta saber é se o Sporting é o seu destino ou apenas um apeadeiro para chamar à atenção. 

Geromel volta a ser falado embora me pareça fazer pouco sentido que o Sporting o queira agora com o terá que lhe pagar quando não o quis quando foi para  a Alemanha. Labyad pode ser um caso diferente, a vinda de Shaars e Wolfs tem tido repercussões na Holanda e, ao contrário do que há pouco sucedia, o Sporting volta a ser olhado como um clube onde a valorização e a evolução são possíveis. Essa tem sido quanto a mim uma das melhores aquisições desta época, talvez a par do regresso do entusiasmo a verde e branco. A sua situação contratual com o PSV pode ser uma porta para um bom négócio, mas qual é o real valor deste jogador?

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Crise: antes de melhorar vai piorar?


Tem-se falado muito de crise mas quase sempre confinada às suas repercussões em cascata sobre os estados, as empresas, as famílias, etc. Mas pouco se tem falado sobre o seu impacto nos clubes.  O Público editou ontem um trabalho onde a situação financeira dos 3 grandes esteve em destaque e cujos excertos que me pareceram mais pertinentes colei abaixo e cuja leitura me parece imprescindível.

Preocupa-me obviamente a situação do Sporting que este ano teve que fazer um esforço suplementar para poder recolar a FCP e SLB, em nítida oposição ao que seria recomendável. Por isso considerei este ano como um ano crucial para o nosso clube, o que nem sempre foi bem entendido pela generalidade do adeptos. Mas, como se poderá ver abaixo, a situação de ambos os rivais não é famosa, apesar de terem gozado anos de prosperidade pelo menos aparente.

Divida financeira astronómica

(...) Segundo as contas de António Samagaio, professor do ISEG (Instituto Superior de Economia e Gestão), "a dívida financeira (empréstimos à banca e empréstimos obrigacionistas) da SAD do Benfica está em 157 milhões de euros, a do FC Porto em 98 milhões e a do Sporting em 95 milhões", o que totaliza 350 milhões de euros.

"Quando vencer esta dívida, será que os bancos vão voltar a conceder empréstimos? Tenho dúvidas de que esta política seja sustentável", afirma ao PÚBLICO António Samagaio, depois de ter analisado os relatórios e contas individuais divulgados pelas SAD dos "três" grandes clubes nacionais. Contactados pelo PÚBLICO, os responsáveis dos principais bancos (CGD, BES e BCP) não quiseram comentar o caso particular de nenhum cliente, mas referiram que estão a ser mais rigorosos na concessão de crédito a todas as empresas e que os clubes de futebol não fogem à regra.
 
(...)

António Samagaio acrescenta que o atraso do FC Porto no pagamento da transferência de Mangala ao Standard de Liège "é um indício" das dificuldades de acesso ao crédito: "Se calhar ninguém emprestou nesse momento", diz o professor do ISEG, fazendo a mesma leitura de declarações de Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica, que ontem repetiu o alerta de que as dificuldades económicas vão obrigar o clube a "investir menos".

Uma parte importante dos empréstimos dos clubes de futebol é de curto prazo, o que os deixa muito expostos às actuais limitações dos bancos. Reflexo disso é também a subida das taxas de juro que os clubes pagam. "No seu relatório, o FC Porto revela que a taxa média anual dos empréstimos foi de 4,39% em 2010 e de 6,78% em 2011", aponta António Samagaio, considerando que, até mesmo nos empréstimos obrigacionistas, os "clubes estão a financiar-se a taxas proibitivas".

"O empréstimo obrigacionista do FC Porto é de 8% e do Sporting 9,5%. Eles não têm um negócio capaz de gerar rentabilidade para cobrir este custo de capital", avisa o professor do ISEG, acrescentando que a SAD do Benfica é a mais endividada. "O Benfica tem tido uma estratégia de endividamento significativa. Só em 2008-09, recebeu (em termos líquidos) 44 milhões de empréstimos." Hélder Varandas, especialista em finanças de futebol, salienta precisamente os encargos com juros que foram assumidos pelas SAD na época 2010-11: "Quase 14 milhões de euros (ME) no caso do Benfica e 5 ME nos casos de FC Porto e Sporting."

(...)

Mudar de vida

Paulo Reis Mourão, professor de Economia na Universidade de Braga, a quem o PÚBLICO também pediu para analisar as contas das SAD, defende que o estado das finanças dos clubes deve "gerar uma séria preocupação nos adeptos": "A volatilidade do financiamento pode levar a que um clube, que antes poderia permanecer longos anos num alto patamar, fique descapitalizado rapidamente e possa mesmo cair no risco de desaparecimento." É que, segundo Reis Mourão, antes os clubes "estavam dependentes da economia local, mas agora o seu sangue está nos mercados financeiros".

(...)

E se o Benfica é o clube mais exposto ao endividamento bancário, o FC Porto é aquele que mais depende do mercado de transferências. É que os "dragões", apesar de somarem lucros há cinco anos seguidos, só conseguiram equilibrar as contas graças a avultadas transferências de jogadores. "Desde 2005-06, o FC Porto teve um saldo positivo de transferências de jogadores de 135 ME. O Benfica tem um saldo positivo de 40 ME e o Sporting um saldo negativo de 15 ME", resume António Samagaio, para quem uma contenção dos custos é inevitável.

O professor do ISEG contesta ainda o argumento, frequentemente usado pelos clubes, de que os activos que têm são suficientes para cobrir os passivos. "O valor de mercado do plantel do Benfica, mesmo que vendessem todos os jogadores, não era suficiente para cobrir o passivo e o dinheiro que os accionistas lá colocaram quando constituíram a SAD", avisa. 

Fair play financeiro

As contas da época que está em curso serão as primeiras a ser analisadas pela UEFA ao abrigo das novas regras de controlo das finanças dos clubes, conhecidas como fair play financeiro. No início da temporada de 2013-14, os responsáveis da UEFA vão olhar para as contas de 2011-12 e 2012-13, podendo aplicar sanções aos emblemas com prejuízos superiores a 45 milhões de euros no conjunto destes dois exercícios.

As sanções para os prevaricadores ainda não estão definidas, mas "cada vez mais se aponta para a retirada de pontos e proibição de inscrição de jogadores", revelou ao PÚBLICO Luís Paulo Relógio, presidente do Órgão de Gestão de Licenciamento da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), que faz parte do grupo que está a estudar as regras do fair play financeiro. "A ideia é evitar punições como a exclusão da competição, para não matar o doente com a cura."

Se os critérios do fair play financeiro já estivessem em vigor, o FC Porto (que teve lucros nos últimos cinco anos) era o único dos três "grandes" livre de preocupações. O Sporting, que acumulou prejuízos de 72 milhões nas duas temporadas passadas, estaria à mercê de punições da UEFA e o Benfica (prejuízos superiores a 28ME) estaria sob vigilância.

A estes prejuízos, no entanto, há que retirar todos os custos relacionados com a construção de estádios e centros de treinos, bem como com a formação, que não serão tidos em conta no âmbito do fair play. E esta nuance permite aliviar o peso que cai em cima dos clubes portugueses.

"Se considerarmos a infra-estrutura do Seixal e os custos da formação, o valor aproxima-se dos 5 milhões de euros anuais. E as amortizações do estádio totalizam 5 a 7 milhões por ano", explicou ao PÚBLICO Domingos Soares Oliveira, administrador da SAD do Benfica, acrescentando que, para efeitos de fair play financeiro, ao resultado líquido do Benfica teriam de ser abatidos pelo menos "10 milhões por ano."

O Benfica considera-se assim preparado para as novas regras da UEFA, embora admita que a "conjuntura económica" e o fair play financeiro "obrigam os clubes a terem de repensar o seu modelo ou a sua operação". "Em situações como estas, as SAD devem tentar potenciar receitas e reduzir custos. No nosso caso, temos uma situação em cima da mesa, os direitos televisivos, e acreditamos que esse incremento de receitas vai ser superior a qualquer redução de custos", aponta Domingos Soares Oliveira.

José Filipe Nobre Guedes, administrador da SAD do Sporting, também se mostra confiante que "o Sporting não vai ter problema nenhum": "Estamos a recapitalizar a SAD, mas por enquanto não posso dar pormenores", disse ao PÚBLICO, acrescentando até que o clube de Alvalade não terá de "baixar salários" se conseguir captar a receita esperada. Angelino Ferreira, administrador da SAD do FC Porto, não se mostrou disponível para falar ao PÚBLICO, mas em Janeiro tinha dito que o clube estava preparado.

Além das regras do fair play, que serão tidas em conta pela UEFA na hora de admitir os clubes nas competições europeias, há ainda outro problema em cima da mesa dos emblemas nacionais. É o facto de todos terem capitais próprios (diferença entre activo e passivo) inferiores a metade do capital social, o que os obrigará a tomar medidas, como o reforço do capital das SAD. O Sporting tem mesmo capitais próprios negativos, o que habitualmente se designa como falência técnica, e o Benfica está lá perto (apenas 136 mil euros nas contas individuais e 2,5 milhões no consolidado).

A par da questão do endividamento (ver texto sobre dívidas à banca) e das novas regras, os clubes terão ainda de enfrentar os efeitos da crise nos seus proveitos operacionais. "Haverá quebras nas assistências, na publicidade e nas quotizações", salienta Paulo Reis Mourão, professor de Economia na Universidade de Braga, para quem é "inevitável" que os clubes ajustem os seus custos, especialmente com salários, que consomem uma boa parte das receitas.

domingo, 13 de novembro de 2011

Como ler as palavras de Eusébio


Confesso a minha relutância em dar eco a episódios infelizes, sempre que aparece alguém a apoucar ou a desconsiderar o nome de uma instituição tão grande como o Sporting Clube de Portugal.  Porque na  maior parte dos casos não só se dá atenção quem não merece como se dá a visibilidade sobre o acto que se repudia, servindo assim os interesses de quem visa o clube de forma infeliz e quando não miserável. Foi o caso na semana passada de sketch de  um canal de cabo que quase ninguém vê e, não fora a reacção viral de rejeição à falta de gosto e decência, o programa não teria "acontecido" na prática, pois chegaria apenas aos tais quase ninguém.

O caso é um pouco diferente este fim-de-semana. Parece que Eusébio deu uma entrevista. E digo que parece porque afigura-se-me difícil que do seu habitual discurso se possa conseguir mais do que um A4 de interjeições. Isto porque todos sabemos que Eusébio foi notável a jogar futebol mas quando se procura exprimir o mais que consegue são hinos à cacofonia igualmente notáveis. 

Todos nós sabíamos das dificuldades de expressão de Eusébio mas fazíamos um esforço por ignorar porque ele, apesar de ter feito a sua carreira no clube rival, tinha ascendido a um patamar mais elevado onde habitam os heróis nacionais. E isso muito por causa da fantástica epopeia dos magriços no Mundial de Inglaterra de 1966 e da imagem pungente que correu o mundo, quando chorava a eliminação nas meias-finais vestido com a camisola das quinas.

Sinceramente não esperava que Eusébio viesse dizer que gostava do Sporting. Acredito até que não goste porque o Sporting sempre foi o grande rival do seu clube quando este teve os seus melhores atletas e equipas de sempre, conseguindo-se então opor e contrariar o que seria um apenas um passeio. É por isso, por exemplo, que o SLB, tendo ganho muitos campeonatos, nunca conseguiu fazê-lo mais do três vezes seguidas e não parece que isso venha a acontecer nos tempos mais próximos.

Mas acredito que, acima de tudo, para Eusébio o Sporting é uma nódoa no seu percurso pessoal que, por mais que se esforce, não conseguirá reescrever. Foi numa filial do Sporting que despontou para o futebol e seria no Sporting que deveria ter jogado se fosse um homem fiel à palavra dada, se a tivesse claro. Deve ser por ver recordada essa falha de carácter sempre que vê e ouve o nome do Sporting que agora se esquece da sua condição de ídolo popular para se acantonar no seu último reduto, não sem antes tentar enlamear a bandeira de um clube plurisecular, ao tentar colar-lhe uma imagem que não corresponde à realidade, como comprova a história.

Não estranharia que esta entrevista ao Expresso seja uma excelente manobra do departamento de comunicação do clube que representou, (manobra que se enquadrará numa ofensiva mediática, como se pode calcular pela entrevista de Artur hoje ao Record), tentando desviar as atenções para as palavras proferidas por Javi Garcia, quando usou de insultos racistas para atingir Alan no jogo em Braga.

O que deveria preocupar Eusébio não deveria ser o racismo latente nos primórdios dos anos 60, que não seriam apanágio de nenhum clube em particular, mas que existiria de forma transversal em alguns sectores da sociedade colonial portuguesa. O deveria ser motivo de preocupação e indignação para Eusébio é que no século XXI um jogador da sua equipa seja capaz de o insultar a ele, aos actuais colegas de equipa, (como o seu capitão Luisão) e a muitos dos que construíram  a  história do seu clube e até do futebol nacional e que com ele partilharam o caminho.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Selecção: quase tudo para perder


Logo quando Portugal subir ao puré esverdeado de Zenica terá pela frente uma selecção Bósnia aparentemente mais forte do que no último Play-off e uma conjuntura desfavorável, que explicarei adiante, que tornará o jogo numa missão difícil de executar.

A selecção que chega à Bósnia está longe do nível revelado aquando da chicotada psicológica e da  goleada à campeã mundial Espanha, mesmo tendo em conta que se tratava de um jogo particular.  O efeito do “positivo do Bento” parece ter-se transformado de repente em “Bentania”. 

Fazendo fé nos relatos que se conhece é difícil culpar o seleccionador pelos actos de indisciplina do improvável Ricardo Carvalho e de Bosingwa. Carvalho ao invés de, após ter recuperado a lucidez ainda voltou à carga, o que contribui pouco para resolver o que, pelo menos publicamente, foi de sua criação. Bosingwa falou na altura menos própria, depois de Paulo Bento se ter “esquecido” de o convocar. Se pelas palavras que dizem que proferiu (Isto não é os juniores do Sporting) se pela recusa em ir para o banco por uma lesão que depois foi comprovada pelos médicos e pela sua ausência no Chelsa não se sabe. Seja porque for não me parece que a aplicação da pena de morte – que é o que equivale o ostracismo a que foi votado – e sobretudo que não haja uma explicação clara da falta e da medida punitiva seja o procedimento mais indicado. 

Mas não se podendo culpar Bento pelos actos dos jogadores, não deixa de ser estranho a ocorrência de dois casos que transformam jogadores de valor indiscutível e de folha de serviços até então exemplar – Ricardo Carvalho era até tido como um exemplo e um dos capitães – em dois pontos de debilidade. Estes episódios e as respectivas ausências tornam-nos mais fracos, parece-me indiscutível e lançam alguma dúvida sobre a forma como se relaciona Paulo Bento e como exerce a sua autoridade.

Talvez tudo isto pudesse ser evitado se houvesse um departamento de futebol federativo mais forte. É paradoxal que Madaíl represente o melhor período da FPF e simultaneamente dê de si e da sua liderança, bem como das pessoas que o acompanham, com excepção de Carlos Godinho, uma imagem tão débil e vacilante. É nesse quadro que vejo a forma como foi tratada a questão do relvado. Tudo o que deveria ser feito sobre a matéria tinha que ser feito antes da partida para a Bósnia, sendo pouco provável a alteração do local de jogo a partir daí. Depois disso haveria que esquecer essa questão e ao invés de andarmos a choramingar, sem saber que impacto negativo isso possa ter no grupo de trabalho, deveria ser um factor extra de motivação e toque a reunir. Já que parece que Madaíl fala amiúde com Mourinho, que lhe peça umas lições grátis da arte de guerra aplicada ao futebol.

É que parece ser como uma guerra que parece esta eliminatória parece estar a ser encarada mais uma vez pelos bósnios, que não parecem ter-se libertado dos complexos deixados pela sua guerra recente, o que os atira para a pré-história do futebol. Quem viu o jogo da sua selecção num bom relvado em França mais estranha esta atitude. De estranhar, ou talvez nem por isso, é a que tenham como aliados a UEFA, a quem cuidaria que os jogos de futebol fossem jogados nas melhores condições possíveis, o que não é o caso. Não esquecer que esta é a mesma UEFA que há pouco mais de um par de anos obrigou o Vitória de Setúbal a jogar no Restelo por alegadas falta de condições. Ora, ao que parece, o Bonfim ao lado do estádio onde hoje jogamos é um palácio.

Perder esta eliminatória não me parece, apesar de tudo, uma inevitabilidade. Somos melhores, temos mais talento individual, precisamos se ser melhor equipa em todos os momentos do jogo. Deixarmo-nos cair na atitude bélica que provavelmente usará o adversário é um  dar-lhes vantagem, até porque há dois jogos para disputar e há muitos jogadores há beira da exclusão.A conjuntura é desfavorável mas quem tem ambição para disputar os melhores lugares do Europeu tem que saber superará-la .

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

The next little thing e o jogo em Angola

Está prestes a terminar o jogo da selecção sub-21 onde, entre outros, actua André Martins, jovem formado em Alcochete. A sua preponderância nesta equipa é  tal  que se pode dizer que houve 1 jogo com e sem André Martins. Enquanto me deliciava a vê-lo jogar retinia-me na memória o post ainda recente de JorgeD, do Centro de Jogo, cujo excerto transcrevo abaixo, com o valor acrescentado de se tratar de uma visão independente. Por ora Martins só não deve ser apelidado de "next big thing" devido ao seu tamanho...

Domingos dá uma oportunidade ao miúdo

É vê-lo organizar atrás, no meio ou nos corredores. A progredir com o jogo, a fazer progredir o jogo ou a pedir acções aos colegas (é daqueles génios que quando faz um passe mostra o que o colega deve fazer, ou seja, o passe leva sugestões de decisão, pela força, pela direcção, pela representação motora que insere em cada acção). Deixa-se ficar em cobertura quando percebe desequilíbrio táctico (em prol da equipa, e não do sucesso da sua acção, onde poderia assumir outro protagonismo se pensasse só em si…ele até o faz, mas pensa em si numa perspectiva colectiva, por muito difícil que isto possa parecer!). Pressiona sempre a bola da devida forma, no tempo e espaço certo, percebe a pressão como “um meio” (recuperar e voltar a ter jogo) não como um “fim” (recuperar e finalizar o seu momento defensivo), actua em fases de compensação, enfim, com ou sem bola, é um luxo ver jogar este menino.

Mas como em tantos outros casos, a minha pergunta é só uma… porque está sem competir?

Na minha opinião, tem todas as condições para actualmente jogar no SCP, mas, não sendo opção, resta uma solução, emprestá-lo e oferecer a Portugal um novo jogador de Selecção A.


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Quanto ao jogo disputado há pouco com a selecção de Angola não há como escamotear que o resultado é tudo menos prestigiante para o Sporting. No entanto, não me sendo agradável ver o Sporting perder a 4-0 em qualquer circunstância recuso-me a desatar aos gritos por causa disso. Não me parece que para derrota tenha contribuído uma menor aplicação dos jogadores. Há que ter em conta que, além das os atletas foram sujeitos a  uma desgastante viagem transcontinental de cerca de 7 horas, acrescida da disputa de um jogo em condições (temperatura e humidade) muito diferentes a que o físico está ambientado. As festas e o cumprimento de protocolos raras vezes são aliados da prática desportiva de índole profissional. 

Quanto ao jogo, do ponto de vista colectivo foi um desastre. Só assim se explica que uma equipa como a selecção angolana com muito menos talento individual que a nossa nos tenha batido em toda a linha. Mas não é por isso que não foi possível ver que alguns dos que foram chamados a jogo poderão vir a ser úteis e até importantes no futuro próximo, quer a curto prazo quer a médio prazo. Parece-me também justo assinalar que esta selecção de Angola me parece mais evoluída da que tinha visto jogar no último CAN, na altura comandada por Manuel José.

Sporting Clube de África


É aparentemente difícil de entender como é que foi possível o Sporting não se ter deslocado a Angola nos últimos 32 anos mas as razões não andarão muito longe dos problemas sentidos por ambos os lados: Angola esteve envolvida numa guerra civil que terminou há relativamente pouco tempo e o Sporting tem vivido nestas mais de 3 décadas demasiada turbulência para se preocupar com estratégias expansionistas e relações exteriores das quais não deveria nunca ter abdicado. Nestas matérias, como infelizmente em muitas outras, o Sporting trabalhou os dossiers muito pela rama, de forma inconsequente e cujos resultados não passaram de um enunciado de boas intenções e algumas fotografias em jornais.

Com a actual digressão a Angola o Sporting tem agora uma nova oportunidade  de voltar a por nos carris uma ligação emocional que não se extinguiu com a independência daquele grande País africano. Pude testemunhá-lo pessoalmente durante um período recente da minha vida, em que tive oportunidade  de conhecer um ínfima parte deste colosso africano, onde o Sporting possui uma legião de adeptos que, tal como nós aqui mais perto, sofriam a bom sofrer com as desventuras do nosso futebol. Seria até o Sporting o motivo de desanuviamento num incidente em que me vi involuntariamente envolvido e que terminou com o selar de uma vasta relação que me “obrigava” a, sempre que voltava ao País, a ir carregado de um rol de lembranças alusivas ao Sporting, que se estendiam desde pequenos pechisbeques para oferecer, a encomendas personalizadas como camisolas e outros artigos do género.

Mas as oportunidades em Angola não se esgotam apenas no cuidar da ligação afectiva aos seus adeptos. Angola tem necessidade de recursos humanos e conhecimento em praticamente todas as áreas e o Sporting, na actividade desportiva, que não se esgota no futebol , tem o know-how e também a necessidade de diversificar as suas fontes de recrutamento. De ambas as necessidades falta fazer encontrar no mesmo patamar as vontades que contribuam para tornar a relação profícua para as partes envolvidas. Pensar que o Sporting só tem a receber e nada a dar é condenar a um fracasso e um desperdício de energias e recursos, porque tal não será tolerável pelo outro lado. De igual modo orientar a ligação a Angola, em matéria de cooperação, numa perspectiva de resultados no curto prazo é não só uma perspectiva tacanha como irrealista. Fazer nascer e vingar projectos em Angola, como em África em geral, requer uma resiliência muito acima do que é exigido noutros pontos do globo, onde estruturas e recursos humanos estão a um nível superior.

Para fazer vingar o nome do Sporting em Angola, dar e retribuir dividendos, o clube tem que fazer uma aposta séria e a sério. 

A sério porque a meu ver tal implicará a deslocação de pessoal, devidamente articulado com os recursos humanos locais e conscientes da diferente realidade que irão encontrar. Tal pode e deve ser encarado como uma porta que se poderá abrir a antigos atletas que agora abraçaram carreiras técnicas, como Oceano, Venâncio e outros e que de momento se encontram sem exercer qualquer actividade, constituindo assim um alfobre de técnicos com ligação ao clube, contribuindo em simultâneo para a formação de recursos locais.

Aposta séria porque tem que atender às especificidades concretas do meio. Essas obrigam a um planeamento muito especifico , muito diverso do que é feito por exemplo em Portugal para abertura das tradicionais réplicas da Academia. Muitos dos jovens angolanos não têm, como ainda vamos tendo em Portugal, a garantia de poder fazer o número mínimo de refeições, p.ex., o que colide com a actividade desportiva, pese embora, como pude testemunhar pessoalmente, o assombroso espírito de sacrifício e generosidade física com que a generalidade dos praticantes dedicavam à actividade física. Em Angola o modelo de Academia deveria ser repensado. Como mero exemplo a faixa etária deveria estender-se para lá dos 14 anos até ao  inicio da idade sénior e estendido o acompanhamento dos atletas, através de protocolos com clubes, de forma a tornar o crivo mais estreito, tendo em conta que o grau de desenvolvimento físico e intelectual, por forças das circunstâncias, tende a surgir mais tarde.

Falei até agora apenas nas dificuldades para que os leitores pudessem aperceber-se, de forma superficial, através de alguém que conhece um pouco da realidade angolana,  das dificuldades que envolvem o regresso do Sporting a Angola. Mas, tal como tudo o que é raro e delicado, pode gerar lucros substanciais. Basta para tal que numa geração se encontre um diamante como Jordão ou Dinis, por exemplo, que, aos preços que se pagam os jogadores das suas posições, pagariam todo o investimento realizado. Mas mesmo sem lograr pedras desse quilate, o Sporting se for sério e for a sério para Angola, assim como para a generalidade dos Palop´s, pode reencontrar um caminho onde já foi feliz.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Muitos sportinguistas sabem porque ainda ficam em casa

Poucas coisas irritarão tanto como, por incúria ou ignorância, não ser tratado pelo nome de baptismo. Pelas mesmas razões é comum os sportinguistas irritarem-se quando vêm escrito Sporting de Lisboa quando somos Sporting Clube de Portugal. E é irritação que sinto quando vou, por exemplo, ao site da UEFA e vejo Sporting de Lisboa, como se o nome da cidade onde nascemos sirva para nos distinguir de outros Sporting´s como o de Gijon, ou outros. Por mais respeito que nos mereçam, essa distinção é feita pelo nosso percurso histórico, pelas conquistas alcançadas e também podiam e deviam ser feitas pelo nome do País que ostentamos no nome e para cujo desporto contribuímos de forma ímpar.

É óbvio que é em Lisboa que reside a força estrutural do clube mas é de vistas curtas gerir o clube como se a sua força se circunscreva difusamente na sua área metropolitana e zonas limítrofes. O Sporting diz que é de Portugal mas extravasa muito para lá das suas fronteiras.  Julgo que ninguém duvida disso, basta ver o que tem sido a afluência dos sportinguistas aos estádios nas jornadas mais recentes, como foi Guimarães, Famalicão ou Aveiro. Mas falta dar uma dimensão prática a essa noção, nomeadamente nas horas a que se disputam os jogos em Alvalade que, sendo a nossa casa, tudo deve ser feito para permitir a recepção do maior número de sócios e adeptos espalhados por todo o País.

Infelizmente não é isso que sucedeu no último jogo com a União de Leiria, e já tinha sucedido em jornadas anteriores, e se vai repetir na jornada da Taça de Portugal, quando recebermos o SCBraga. Jogos disputados no domingo à noite, especialmente agora no Inverno, são um convite a ficar em casa. Não só para os que vivem a centenas de quilómetros de casa, e com isso não conseguem evitar chegar a casa a poucas horas de ir para o trabalho, como também a muitos que, vivendo mais perto, não evitam chegar já a horas que convidam ao descanso.

Quando este fim-de-semana assistimos à transmissão do jogo do Real Madrid para 60 milhões de chineses e com o estádio cheio às onze horas espanholas, quando sabemos que desde pelo menos a presidência de Filipe Soares Franco se fala em usar o mesmo expediente (julgo que foi também uma das medidas faladas durante a campanha eleitoral, não tenho a certeza se pela lista vencedora) urge perguntar porque tal ainda não aconteceu. Parece haver aqui um campo de oportunidades por explorar, quer ao nível das receitas de bilheteira e eventualmente televisivas ao abrirmo-nos a novos mercados (desconheço se o contrato com a Olivedesportos inclui a venda destes direitos), podendo nós chegar primeiro que os nossos rivais e com isso retirar dividendos.

Seguramente que uma medida deste género não ira ser a panaceia para todos os males que obstam a um estádio de Alvalade cheio e vibrante como esta equipa tem feito por merecer. Até porque é impossível a existência de um horário à medida de todas as agendas sportinguistas e novos horários implicam alterações de hábitos e exigentes negociações com os representantes dos interesses televisivos. Mas tenho poucas dúvidas que pior do que jogos ao domingo ou segunda-feira à noite é muito difícil. Nesta conformidade o Sporting Clube de Portugal é muito mais apenas Sporting de Lisboa e arredores. E, quer-me parecer, a culpa não é só da SportTv...

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Alvalade, romaria de emoções


Terminado o jogo de domingo sobreveio-me o sentimento que acabávamos de ser salvos pelo gongo e julgo que o sentimento deve ser partilhado por muitos sportinguistas. A equipa parece ter chegado ao final desta fase exangue pelo o esforço encetado na recuperação dos pontos perdidos inicialmente, pelo excelente arranque europeu e pelas constantes viagens de grande parte dos atletas por força dos compromissos com as respectivas selecções, o reverso da medalha pelo acréscimo de qualidade do plantel. Certamente também deveremos aduzir ao rol de dificuldades o fim do efeito surpresa junto dos nossos adversários. Serão provavelmente estes factores conjugados que levam a que desde o jogo em Aveiro que o nosso futebol revela mais dificuldades em colocar bolas concretizáveis em Wolfswinkel.

Há que registar contudo uma notável diferença para o passado recente. As dificuldades e o consequente sofrimento são constantes no futebol - não faltaram razões, no jogo de domingo, para nos lembrarmos de inúmeros jogos em que as coisas corriam mal e acabavam mal - mas apesar disso os resultados vão surgindo.O sofrimento de outros tempos não tem sido agora em vão. Mérito indiscutível para Domingos, cujos esgares não revelam apenas emoção mas também comprometimento com o projecto que abraçou, o que cala certamente muitas vozes que duvidavam do seu carácter.

Não há qualquer razões para euforias, essas justificam-se apenas num local: o Marquês de Pombal. E convém não esquecer que encurtamos a distância para a frente mas continuamos em terceiro lugar. Mas ganhámos agora o tempo que não tivemos no último mês e meio para procurar e diversificar novas soluções, uma vez que tal é impossível sem grande parte dos jogadores e a jogar 2 vezes por semana. E nunca é demais lembrar o alerta de Domingos: continuamos a precisar de tempo, uma vez que este é o cimento necessário para criar rotinas e consolidar. Mas é muito mais fácil fazê-lo a ganhar.

Os estádios onde joga agora o Sporting são local de festa e romaria, Alvalade em particular, e a sorte parece ter mudado. Até os episódios infelizes, como a queda dos adeptos ao fosso, têm agora, ao que parece, um final feliz. Merece igualmente menção honrosa a forma como o clube, como instituição, reagiu ao acidente, por oposição a um histórico recente de alheamento, quando não divórcio, entre sócios e dirigentes.

Há razões para satisfação, Alvalade volta a ser um centro de emoções positivas e empatia entre os adeptos e a sua equipa. Parecem distantes, mas não estão, os tempos em que os jogadores entravam e saiam desgarrados dos estádios, fosse qual fosse o resultado, ignorando o esforço e a dedicação dos adeptos nas bancadas. Assim estamos mais perto de ganhar, por muito que custe aos que se apressaram a mandar desligar as máquinas e ministrarem a extrema unção.

Post inspirado nas fotografias de Vasco Casquilho, que o blogue obviamente não faz justiça e cujo portefólio pode ser visualizado aqui: http://www.500px.com/vasco

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Sinais do tempo


Quando vi o Tiago a jogar pelas primeiras vezes, o jovem central enfrentava algumas dificuldades para se conseguir impor como titular na equipa do seu escalão sendo até preterido por jovens um ano mais novos. Confesso que desconheço como foram as suas exibições nas últimas épocas mas terão sido positivas ao ponto de ter tido a possibilidade de se estrear ontem pela equipa profissional do Sporting.

Pouco posso dizer neste momento sobre o seu futuro ou mesmo sobre a sua capacidade. Será sempre tudo prematura... Posso sim felicitar os sportinguistas por terem sido compreensivos na partida de ontem. Ilori podia ter assinado a sua sentença com aquele lapso, mas ao contrário de outras épocas, o público prendou-o com aplausos de confiança e incentivo.

Sinais do tempo, numa altura em que estamos na luta pelos lugares cimeiros, onde temos algo a almejar e não estamos apenas preocupados em encontrar ódios de estimação ou culpados.

Será que estamos a conseguir a "estabilidade" que durante muito tempo defendi para os jovens formados em Alvalade? Muitos já têm a sua sina (infelizmente) traçada mas outros poderão aproveitar outro ambiente para ascender...

EM FRENTE SPORTING!

domingo, 6 de novembro de 2011

Sporting formaliza candidatura

Ao ganhar quando os adversários directos não o conseguiram, logrando diminuir a desvantagem para um escasso ponto do primeiro lugar, o Sporting formalizou a sua candidatura ao título do campeonato em curso. A vitória é ainda mais importante porque permite que a equipa se mantenha em contacto com os da frente seja qual for o resultado no derby da próxima jornada.

Mas não foi uma vitória fácil e muito menos bonita, chegando a ser aflitiva a forma como a equipa se foi desmembrando. Foi uma vitória nos limites também muito por força das inúmeras lesões que praticamente impossibilitando Domingos de fazer escolhas, limitando-se a colocar os jogadores que podiam jogar. Não menos importante é também a extrema juventude da equipa apresentada.

Mas a candidatura hoje apresentada terá que ser ractificada nos jogos que se seguem,quer para o campeonato quer para a Taça de Portugal, precisamente o próximo compromisso. E, pelo que vi hoje do jogo em Braga, temos que escalar alguns patamares para estarmos à altura das dificuldades que irão surgir com toda a certeza. Mas isso é para depois porque os três pontos de hoje eram importantes e esses já ninguém nos tira.

sábado, 5 de novembro de 2011

Vitor Pereira Foreeeever!



Um dia cabe a todos. A equipa do FCP que acabou de empatar em Olhão joga com umas camisolas semelhantes às da equipa do ano passado mas cujas semelhanças se parecem esgotar aí, embora os jogadores sejam quase os mesmos. O treinador que então estava sentado à direita da cadeira de sonho vive agora em pesadelo. As declarações dos seus responsáveis a negar a crise fazem lembrar os seus congéneres europeus quando, face às evidências, negavam o plano inclinado por onde os respectivos países resvalavam.

Vitor Pereira está longe de ser o único réu na época portista mas a forma como a equipa de que é responsável joga revela que a confiança dos seus comandados nas suas próprias capacidades desaparece a cada dia o que inevitavelmente minará mais cedo do que tarde a confiança no próprio treinador. Neste cenário a continuidade do  treinador ou seu despedimento são ambas um problema e a turbulência é inevitável.

A equipa do FCP está longe de poder ser excluída do rol de candidatos ao título mas sem melhores resultados e com exibições tão descoloridas como o pretérito cabelo de Hulk "vão vir charters" de instabilidade cujos principais beneficiários são os seus concorrentes directos, nos quais se inclui o Sporting Clube de Portugal. Por tudo isso proclamo: Vitor Pereira forever! 

P.S.-Parabéns ao Sporting Clube Olhanense, 4ª filial do grande Sporting Clube de Portugal! E assim Daúto Fuckirou o FCP...


Vídeo retirado da pagina do Pedro Varela no Facebook

União contra o Leiria

Fosse eu Domingos e provavelmente não arriscaria em Alvalade a titularidade simultânea de Pereirinha, André Santos e Carriço, a menos que possuísse uma bola de cristal que me permitisse antever uma vitória tranquila. Pode ser que ela aconteça embora espere que o jogo com a União de Leiria vá ser difícil..Não porque não confie no valor individual dos jogadores para fazerem parte do plantel do Sporting e em consequência jogarem. Mas antevejo ambiente difícil em Alvalade, na linha de continuidade do que foram as reacções à derrota na Roménia.  Quem viu o jogo na Roménia não poderá deixar de constatar que   ninguém se destacou da mediocridade mas foram os jogadores acima aludidos que  mais uma vezes foram os escolhidos para expiar a derrota que é essencialmente colectiva, como o são quase sempre.

Os Sportinguistas conhecem muito bem o que é a dualidade de critérios no que à arbitragem diz respeito mas não hesitam em usá-la na apreciação aos jogadores que cá estavam e aos que chegaram. Um apartheid incompreensível que, como qualquer segregação, enfraquece o todo. Sem resolverem esta relação dual  creio que os adeptos se colocam mais do lado dos problemas do que das soluções. 

Olho para Capel e Carrillo, por exemplo. Apesar de reconhecer a importância do espanhol nos bons resultados e as potencialidades do peruano, ambos podem dar muito mais de si à equipa em todos os momentos do jogo e não é por acaso que Schaars dizia há dias que Capel ainda não era o Messi e que Carrillo se esforça pouco. Ora a Capel para ser melhor tem de perceber que correr paralelamente à linha lateral e mandar de seguida a bola para a molhada na maior parte das ocasiões pouco mais produz do que o cansaço com que acaba os jogos. Para voltar à selecção espanhola e para nos ajudar decisivamente tem de fazer melhor. Carrillo pode muito bem estar a precisar de um banho de banco, se persistir, como fez na Roménia, em achar que pode resolver tudo sozinho em arrancadas individuais, alheando-se de seguida da equipa, incluindo da missão de defender o seu flanco.

Mas há uma característica que aprecio sobremaneira nestes dois jogadores e que julgo serem importantes num jogador, em especial nas posições em que alinham, que é não terem medo de arriscar sempre uma vez mais. Claro que ambos beneficiam e muito do ambiente que geram à sua volta e que no caso de Capel é cultivado como ninguém. Ouvissem eles os assobios ou o burburinho que por vezes ouvem Carriço e companhia e inevitavelmente se sentiriam constrangidos como eles se sentem. Ou, se quiserem, ouvisse por exemplo Pereirinha incentivos quando falhasse um passe, ele que até nem falha muitos, ou tivesse direito já não digo a cânticos mas a uma simples salva de palmas quando fosse chamado ao jogo ou o tivesse que abandonar mais cedo e talvez ele se sentisse mais à vontade para arriscar sem medo das consequências de falhar.

Para mim existem apenas jogadores do Sporting e não os que chegaram este ano e os que já cá estavam. Tenho os meus preferidos como todos mas entendo que todos são precisos, agora especialmente, num momento particularmente difícil para o treinador, quase impossibilitado de escolher. O caso de André Santos, agora muito visado pelos críticos, deixa-me perplexo. Quando jogava na União de Leiria devia voltar depressa para Alvalade, porque Adrien era um caso perdido. Agora pede-se o regresso de Adrien, que em Coimbra vai mostrando o seu valor. É assaz difícil ter que lutar contra os que estão e com os que podem ou hão-de vir. 

Para o jogo Domingos convocou 19 jogadores, incluindo Ilori e Árias. Não me surpreenderia que Domingos amanhã alterasse o seu habitual 4x3x3, colocando par a para Elias e Schaars e Matias entre estes e Wolfwsvinkel, mantendo Capel na esquerda e provavelmente Carrillo, num 4x2x3x1.Pessoalmente optaria por Pereirinha à direita reservando Carrillo para as eventualidades e aproveitando o possível desgaste dos leirienses. É nessas circunstâncias que ele tem destacado. Matias podia assegurar a ligação interior de que o nosso jogo tanto tem dado mostras de necessitar, em especial o último. Mas o mais provável é que Paciência mantenha o 4x3x3 com André Santos na posição do azarado Rinaudo

Convocados:

Guarda-redes: Rui Patrício e Marcelo Boeck;

Defesas: Evaldo, Daniel Carriço, Rodriguez, João Pereira, Santiago Arias e Tiago Ilori;

Médios: André Martins, André Santos, Elias, Schaars, Pereirinha, Matías Fernandez, Capel e Carrillo;

Avançados: Wolfswinkel, Bojinov e Rubio.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Honrar a camisola de Rinaudo

Dizer como disse aqui, aquando da sua contratação, que Rinaudo ia cair no goto dos adeptos leoninos não é muito meritório. É muito fácil de perceber que jogadores que jogam como o argentino o faz facilmente são os escolhidos pela massa adepta, que gosta de ver traduzida na atitude dos jogadores em campo a paixão inquebrável e o empenho sem limites que os liga ao clube do coração. Estes jogadores são como os delegados ao jogo dos adeptos, aqueles que os representam em campo, não sendo por isso de estranhar a frustração, a dor e alguma descrença que se abateu sobre grande parte dos adeptos que já se pronunciaram sobre a mais que provável longa ausência de Fito dos relvados. Como se os adeptos perguntassem, e agora quem jogará por nós?

Antes de ir à resposta à pergunta faço um parêntesis para dizer que, acima de tudo, este é o momento de lembrar o infortúnio do jogador e do calvário que vai viver. Lesões com a gravidade que se estima que esta possa ter deixam de imediato em causa a carreira do atleta. (Devo dizer que temo mais os problemas ligamentares associados normalmente a lesões deste tipo do que as fracturas). O estado em que se encontra tem que ser totalmente superado e revertido para que possa voltar a jogar e, nos piores cenários, isso nem sempre acontece. Ao contrário da equipa e do clube, que prosseguirão na senda das vitórias, como estimamos, o jogador está impedido de fazer o que mais gosta e que, simultâneamente é fonte de rendimento e dos seus familiares. Que o momento delicado que vive seja ultrapassado sem sequelas, é o que todos desejamos.

Estando obviamente preocupado com a ausência de Rinaudo, não partilho do fatalismo como ela parece estar a ser encarada. O Sporting não deixará de jogar com onze jogadores, contando com Domingos para encontrar a melhor solução, que no imediato, até Dezembro, passa pelos recursos internos, e que pode ser colmatada em Dezembro no mercado. Lembro que o nosso treinador teve que se desunhar quando, no golpe dos túneis, se viu privado de um jogador provavelmente tão nuclear para o Braga de então - Vandinho - como pode ser Rinaudo para o Sporting de hoje. O cliché que os problemas são oportunidades não existe por acaso: quantas vezes se resolveram com ganhos problemas que pareciam insolúveis?

A lesão de Rinaudo, sendo sem dúvida nenhuma inoportuna, em particular quando se avizinham os jogos teoricamente mais difíceis, é também a oportunidade para um toque a reunir interno. Que a equipa que seja chamada ao relvado honre a camisola de Rinaudo, emulando a sua vontade e querer na disputa dos lances. Que Rinaudo, na sua ausência, olhe para equipa no relvado e sinta que ali também joga um bocado dele e por ele. 

A nós adeptos cabe-nos não acreditar fatalismos ou conformarmo-nos com os destinos que nos apontam. O pouco que vimos esta época permite a esperança de acreditar que a sentença de morte proferida sobre o nosso estatuto de grande é nitidamente desajustada. Ao contrário do que por vezes se pensa, o que temos por certo em cada jogo é a derrota. A história do Sporting, ao longo de mais de cem anos, é a história do inconformismo contra esse destino certo, que tem sido superado com distinção em muitos recintos desportivos. Rinaudo é muito importante mas NÓS TODOS SOMOS O SPORTING! 

Em frente Sporting!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Pintura borrada, noite azarada

Se há sinais de que as coisas vão correr mal estes não faltaram no jogo de hoje na Roménia. Ainda antes de decorridos os primeiros 10 minutos de jogo o Sporting via-se amputado de uma das suas peças fulcrais, Rinaudo e provavelmente para o resto da época. Quase em simultâneo Bojinov ficava nitidamente inferiorizado, aparentemente ressentindo-se dos problemas que o afectaram no inicio da época.

Não há derrotas boas para um clube como o Sporting, em especial quando elas são sofridas ante um adversário localizado nas profundezas ignotas dos rankings europeus. Mas esta já ninguém nos tira e há, por isso, que saber (i) saber tirar a devidas ilações e (ii) conter os danos. Por outro lado este era um jogo em que perder não significaria perder muito.

Não vejo razões para deitar as mãos à cabeça, apesar da pálida imagem que deixamos de nós próprios. No jogo de hoje vincamos a traços mais fundos e durante mais tempo algumas das limitações da dinâmica colectiva que eram já evidentes no nosso jogo mesmo quando íamos construindo uma deliciosa série vitoriosa. E se então não tínhamos razão para triunfalismos não me parece que se justifique agora qualquer desespero. Fica porém o aviso pois o que o nos Valui nos fez está perfeitamente ao alcance de grande parte, para não dizer todas, das equipas mais modestas do nosso campeonato.

Concretamente em relação ao jogo foi penoso constatar a nossa incapacidade para penetrar nas últimas linhas dos romenos, muito porque o treinador percebeu que para isso bastaria recuar as linhas e tapar as laterais, que é por onde fomos timidamente atacar. Acabamos o jogo praticamente sem rematar com perigo à baliza, fazendo penar de frio o guarda-redes do Vaslui. Diga-se que Boeck esteve praticamente em situação semelhante, sofrendo um golo resultante de uma série de ressaltos. E também não convém esquecer 1 penalty claríssimo que nos daria um empate.

Confesso a minha desilusão com a leitura feita por Domingos, traduzida na última substituição, ao retirar Matias colocando Rúbio no seu lugar. É certo que Matias não estava muito feliz (e com ele os outros 10...) e que Rúbio muito menos é réu nesta causa. Mas foi aqui que o Sporting se foi de vez do relvado romeno, uma vez que, se a bola não chegava a Wolfwinkel de forma jogável, não era pela linda cara de Rúbio que ela se encaminharia mais docilmente para os pés dos avançados. E assim borramos uma pintura que até estava a ser muito bonita de apreciar.

FICHA DE JOGO

Estádio: Ceahlaul, em Piatra Neamt (Roménia).

Vaslui – Sporting, 1-0. Ao intervalo, 1-0 Marcador: 1-0, Pereirinha (p.b.) 30'.

Vaslui: Cerniauskas, Milanov, Papp, Farkas, Milisavljevic, Zmeu, Pavlovic (Costin, 79), Neagu (Jovanovic, 44), Adailton, Sanmartean (Gheorghiu, 89) e Bello. (Suplentes: Puia, Gladstone, Costin, Jovanovic, Gheorghiu, Balaur e Buhaescu).

Sporting: Marcelo, Pereirinha, Daniel Carriço, Rodriguez, Evaldo, Rinaudo (André Santos, 12), Schaars, Matias Fernandez (Diego Rubio, 65), Carrillo, Capel e Bojinov (Wolfswinkel, 46). (Suplentes: Tiago, João Pereira, Onyewu, André Santos, André Martins, Wolfswinkel e Diego Rubio).

Árbitro: Kristinn Jakobsson (Islândia).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Carrillo (28), Papp (41), Sanmartean (56), Milanov (90) e Diego Rubio (90+3).

P.S.- Os meus agradecimentos à Bancada de Leão, que me informou do sucedido com o Rinaudo, estava eu entretido a pensar o que escrever sobre este jogo tão triste.

Europa, terra de oportunidades


O Sporting 2011/12 deu já cumprimento às primeiras obrigações que o seu estatuto impõe: apurou-se para a fase seguinte da Liga Europa, cumprindo a tarefa com distinção, tornando-se no primeiro clube consegui-lo disputados apenas os primeiros 3  jogos. Conseguiu com isso chamar à atenção da Europa futebolística, o que deve ser entendido em duas vertentes: é bom para o prestígio do clube bem assim como para os jogadores que nos representam, mas é também uma responsabilidade acrescida, uma vez que, para que essa atenção se mantenha, tem de consolidar a sua posição de líder, de preferência mantendo-se a ganhar ou pelo menos invicto. 

Em termos mais abrangentes temos ainda sobre os ombros a responsabilidade de contribuir para o rating do País futebolístico, tendo em conta o parco resultado dos rivais da Luz e o vexame cipriota dos azuis e brancos, que agora ostentam a primeira derrota nacional ao lado da nossa goleada, que é “apenas” a maior de sempre da história das competições organizadas pela UEFA.

A deslocação à Roménia fica já marcada pela recaída de Onyewu que, a par das inúmeras lesões que têm assolado o plantel, impedem Domingos de fazer a tão propalada gestão. E é com preocupação que olho para um número tão inusitado de baixas, quase sempre com origem em problemas musculares, mais ainda quando se constata que nem ao inverno chegamos e, por outro lado, aproximam-se os jogos teoricamente mais difíceis em todas as competições.

No entanto creio que há gente a pedir oportunidades e tempo de jogo para se poder constituir como verdadeiras alternativas e não apenas meros suplentes. Evaldo terá obrigatoriamente que entrar, face à ausência de Ínsua, Rodriguez e Carriço serão titulares de caras porque não há outros, intrigando-me o facto de, assim que foi detectada a lesão de Onyewu, (e já em solo romeno ou não teria feito a viagem) não se ter ponderado a viagem de Ilori. Fica por saber como resolverá Domingos a questão caso o peruano seja vitima de um dos seus achaques musculares. 

Mais adiante perfilam-se à janela de uma nova oportunidade Pereirinha, André Santos, André Martins, Rúbio e Bojinov. Não incluo Carrillo no lote anterior porque este, embora não  tenha o estatuto de titular, tem beneficiado de diversas oportunidades que não tem enjeitado. Não me surpreenderia que Domingos fizesse descansar Capel e optasse por Pereirinha e Carrillo nas alas. Ou que, por força da ausência de Elias, fizesse alinhar Rinaudo e Schaars, com “três pestinhas” à sua frente: os ditos alas e Martins ao centro, com Bojinov e Rúbio, outro miúdo a precisar de tempo. E a merecê-lo diga-se, pelo que fez no inicio de época e pela postura que tem revelado.

Tudo isto não passam de divagações de um treinador de bancada, hoje remetido ao sofá. É muito provável que Domingos opte apenas por substituir os lesionados e continue com o actual 4x3x3. Tácticas à parte que venha da terra de Niculae e Boloni mais 3 pontos e mais alguns contos.

Lista de convocados:
Guarda-redes: Rui Patrício, Marcelo e Tiago
Defesas: Rodríguez, Carriço, Onyewu, Evaldo e João Pereira;
Médios: Schaars, Capel, Matías Fernández, Rinaudo, Pereirinha, André Santos e André Martins;
Avançados: Wolfswinkel, Carrillo, Bojinov e Rubio.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Este Sporting está a dar muito trabalho

Já vi e ouvi o suficiente para me espantar facilmente mas confesso que ao ler as declarações de Rodrigo Nunes, presidente do Feirense, dando conta da sua vontade de que a equipa do seu clube chegasse ao intervalo a ganhar 10-0 ao Sporting, me deixaram perplexo e profundamente desgostoso.

As declarações seriam ridículas viessem elas de onde viessem, vindo do presidente de alguém que sabemos que se diz sportinguista são no mínimo desprezíveis. Aceitaria que em público Nunes dissesse algo como "espero que o Sporting perca connosco mas seja campeão" mesmo que em privado desejasse ambas as coisas: que o Sporting ganhasse o jogo, fosse campeão, sendo óbvio que gostaria que o Feirense permanecesse na Liga Zon Sagres. Não consigo imaginar outro sentimento num sportinguista, embora compreendesse que a condição de presidente do Feirense o obrigasse a algumas cautelas na forma de comunicar.

Mas o interesse da deslocação ao campo emprestado do Feirense não terminou após o apito final e obtenção justa dos 3 pontos. Presidente, treinador e jogadores do Feirense desataram a protestar contra a arbitragem cujos erros mais notórios durante o jogo foram 1 penalty perdoado à equipa da casa e a transformação de um corte limpo de Rinaudo numa falta e respectivo cartão amarelo. Pelo mesmo critério teria certamente que expulsar 2 vezes o autor da entrada assassina sobre Jeffren, que só não antecipou a sua saída porque o jogador foi suficiente perspicaz para evitar males maiores.

Mas se aqueles intervenientes com interesses directos no resultado podem ser objecto de alguma benevolência na análise das respectivas declarações - que foram muito bem contestadas por Domingos na flash-interview - o mesmo não se pode dizer do que foi dito então e em data posterior ao jogo na comunicação social por alguns dos seus profissionais e comentadores contratados. Só vejo duas razões para tanto dislate: ou são incompetentes ou têm a sua indispensável independência tão ou mais comprometida como qualquer vulgar adepto ou profissional a soldo de um clube.

Poder-se-à pensar que tudo isto não passam de fait-divers e que por isso seria uma perda de tempo dedicarmos qualquer atenção que seja a eles. Mas não os vejo assim. Além das alimárias que não conseguem distinguir um boi de um camelo há que pretenda com isto fazer fumo suficiente que contrarie os factos que ocorreram nos vários jogos do inicio de época e que tinham como objectivo confinar a luta pelo campeonato a um conveniente dueto. E com os jogos decisivos que se aproximam pode também dar muito jeito apresentar o Sporting como uma equipa beneficiada pelos erros dos árbitros.

Este Sporting está a dar muito mais trabalho do que se esperaria, seja nos relvados seja nos bastidores. É que nesta altura do campeonato o que certamente já poucos contavam era com a reacção como a que estamos a protagonizar.


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