terça-feira, 28 de janeiro de 2014

A praxe que vitimou o Sporting e o comunicado que vai longe de mais

A actualidade nacional tem andado marcada nos últimos dias pela polémica das praxes e pela tragédia do Meco. O post de hoje vai fazer um paralelismo com essa realidade aplicada ao futebol nacional e em particular as factos que conduziram ao afastamento do Sporting da Taça da Liga.

Mais uma vez praxados
Enquanto o Sporting andava entretido com os seus próprios problemas e com a divulgação do seu guião para a reforma do futebol português, os dux's veteranorum do futebol português arquitectavam mais uma das muitas praxes em que o futebol português tem sido pródigo e o Sporting uma vitima predilecta. De costas para a onda que se ia formando, os responsáveis pelo departamento de futebol do Sporting não repararam que em breve iriam ficar em desvantagem e numa situação delicada que levaria a sua equipa principal a ver afogadas as pretensões de continuar na competição. 

Ao longo dos anos praxes como estas visam não só demonstrar quem realmente detém o poder mas também enfraquecer o Sporting. Um clube grande como o nosso tem nas vitórias o seu oxigénio, quem nos praxa sabe que sem esse precioso recurso, e tendo que correr em apneia, a nossa força diminui. Por isso elas surgem sempre que o clube se reergue e demonstra o seu pundonor e inconformismo com o destino que lhe querem impor.

Uma onda com duração de de 94 minutos de altura
Como já foi assinalado aqui na caixa de comentários e noutros locais, a desvantagem dos famigerados quatro minutos de atraso de que o FCPorto deliberadamente beneficiou foram apenas os derradeiros e uma margem de segurança bastante ténue, que o decurso dos acontecimentos acabou por ampliar. Na verdade, a vantagem decisiva já a havia conseguido ao beneficiar da vantagem de jogar noventa minutos da 2ª jornada da competição  sabedor do resultado que o Sporting alcançara precisamente perante o Maritimo. Por sinal nessa vantagem de um golo há que incluir um golo de legalidade duvidosa, mas isso é apenas um "pormaior". 

Porque foi essa a ordem dos jogos e  não a inversa? 

Alguém  acha que foi casual que, numa competição em que o factor primordial de desempate era o número de golos marcados, o FCPorto joga a precisamente a segunda jornada sabendo quantos golos precisava para ficar em vantagem na jornada final?

Quem foi responsável ou responsáveis pela marcação dos jogos com essa ordem? 

Porque é que no Sporting ninguém se apercebeu da desvantagem, que se revelaria fatal, em que acabava de ser colocado, lavrando desde logo o seu protesto? 

Alguém se esqueceu de fazer os trabalhos de casa. Tal permitir-nos-ia agora uma posição mais confortável, cortando pela base os argumentos de que a nossa reacção é mero mau perder.

Comunicado que vai longe de mais
Concordo com a quase totalidade do comunicado ontem emitido pelo clube. O Sporting deve fazer tudo o que está ao seu alcance para lutar pelo que entende o que é seu de direito e no sentido de desmascarar quem entende que todos os meios são legítimos para atingir os seus fins. Mas não posso concordar com a vontade nele expressa de, em caso de decisão que não favoreça as suas pretensões, o clube, para o ano, não se apresente na sua máxima força na Taça da Liga ou em qualquer outra competição.

Legitimidade
As razões da minha oposição estribam-se desde logo na questão da legitimidade. Do ponto de vista institucional e do respeito pelos estatutos do clube - que nem sequer fui consultar - não me surpreende que a direcção da SAD ou do clube esteja mandatada para tomar uma decisão como a de apresentar uma equipa menor. Já a de não se inscrever na prova tenho sérias dúvidas. Mas para lá do que é a estrita legalidade, não me parece curial a tomada de uma decisão deste teor e importância sem auscultar a opinião dos associados.

Coerência
Igualmente não me parece que o Sporting dê de si mesmo uma imagem de coerência quando ainda há dias criticava o Marítimo por se apresentar com segundas escolhas e coloque a si mesmo a hipótese de imitar este comportamento. 

E depois porque não faz o mesmo nas outras competições, em que não foi prejudicado apenas uma vez mas várias? 

Porque não preconiza o mesmo para a Taça de Portugal, de onde foi afastado como sabemos no jogo da Luz?

Porque não se propõe fazer o mesmo na Liga Zon/Sagres onde colecciona os lances mais ridículos da arbitragem e que, a não terem existido, o colocariam neste momento na posição de líder?

O que é afinal o espírito leonino?
Como dizia umas linhas acima um clube grande como o Sporting alimenta-se de vitórias. Na situação em que o Sporting se encontra, isto é, sem vencer uma competição há 4 épocas, não me parece que possa escolher qual é quer ganhar, antes sim querer ganhar todas e qualquer uma. 

Abandonar a Taça da Liga é concorrer para diminuir as suas próprias hipóteses, ao fim e ao cabo uma auto-mutilação. 

Não é isso o que procura precisamente quem se nos atravessa ao caminho? Uma decisão como estas está longe de ser pacifica e uma fonte de controvérsia interna que necessariamente enfraquecerá o clube. Infelizmente o comunicado já divulgado coloca o Sporting numa posição de não retorno e tal, por si só, já concorre para nos fragilizar e deixar muita gente a rir-se de satisfação.

O Sporting em que me revejo é um Sporting que, contra tudo e todos se for preciso, não desiste mesmo sabendo da desigualdade de meios, da iniquidade implacável que caracteriza os seus inimigos,  luta sempre para ganhar. 

E há vitória mais saborosa do que gritar "VENCEMOS" na cara dos que nos vão espalhando óleo pelo caminho?

domingo, 26 de janeiro de 2014

Futebol português: Os anjos, os demónios e o palhaço


4 minutos que o futebol não precisava
Confesso que prefiro falar do futebol que se joga nos relvados mas infelizmente acabo por ter que dividir as atenções também com o futebol de bastidores. Infelizmente os episódios do último sábado acabam por determinar mais uma descida aos subterrâneos do futebol português. Os tais quatro minutos de atraso que se registaram no jogo do Dragão e o penalty já nos minutos finais, que acabaram por ditar o apuramento do FCPorto, foram acontecimentos que reforçaram a descredibilização do futebol português e, por isso, eram totalmente dispensáveis.

O palhaço
É feio pontapear alguém que está no chão, como é caso de Paulo Fonseca. Não o faria não se tivesse ele metido com o Sporting. As suas afirmações foram tão ridículas como o nariz vermelho, os sapatos e fato sobre-dimensionados daqueles personagens que estamos habituados a ver no circo. Só que em vez de me fazer rir fizeram-me sentir pena. Pena pelo seu esforço inglório em se colar a uma forma de estar e falar "à Porto" quando o máximo que consegue é fazer os adeptos azuis ter saudades do mal-amado Vítor Pereira. Pena porque,tal como aos palhaços, já ninguém lhe dá muito crédito naquele lugar.

Depois de ter passado um mau bocado ante a reservas do Marítimo e sobretudo perante os apoiantes da sua equipa, apareceu impante ante as câmaras. Ao invés de explicar o que tinha corrido mal, preferiu atirar-se ao Sporting e a uma pretensa festa, que não teve lugar. Quando o repórter teve a ousadia (que lhe pode sair bem cara, como já sucedeu a outros colegas de profissão) de lhe perguntar como tinha visto do banco a festa do Sporting, alegou tratar-se de informações prestadas. 

Os informadores deviam mesmo estar atentos ao que se passava com o Sporting em Penafiel, pois ninguém o avisou que, com o golo de penalty, estava apurado para as meias-finais. Se o tivessem feito tinham evitado que Paulo Fonseca fizesse a figura de parvo de mandar a equipa rapidamente de volta para o seu campo, precisamente o contrário do que deviam fazer perante uma situação como aquela. Voltou a mentir de forma desajeitada na conferência de imprensa e foi infeliz com o "isto foi uma vitória à Porto!". Pela dupla interpretação da frase e por lembrar as dificuldades para bater em casa as reservas da equipa que sofre mais golos na Liga.

Demónios
Não vou perder tempo a discutir a legalidade do lance da grande penalidade. Não porque não tenha opinião sobre ele, mas porque a minha opinião é muito menos importante que todos os factos que envolveram o lance.

Jogavam-se os últimos minutos de um jogo cujo inicio foi deliberadamente adiado para terminar mais tarde. O penalty está longe de ser claro e é peremptoriamente marcado pelo mesmo árbitro que, semanas antes, esteve envolvido num lance decisivo que prejudicaria um concorrente directo.

Num outro país qualquer estes factos não passariam de coincidências. Em Portugal é preciso ter nascido ontem ou ser muito mais do ingénuo para não estabelecer entre eles uma relação de causa e efeito. Ninguém atrasa um jogo deliberadamente quatro minutos se dele não pretender tirar vantagem. 

Num jogo tão imponderável como é o futebol como é que alguém age desta forma se não está seguro de poder controlar não apenas esses imponderáveis como também de poder determinar o curso dos acontecimentos?

Falta a última das coincidências, talvez a mais importante de todas. O clube envolvido é mais uma vez o FCPorto. Os últimos 30 anos estão pejados de exemplos de batota, hoje conhecidos de todos, com contornos semelhantes aos do jogo do passado sábado, e tendo sempre como actor e beneficiado comum: o clube de Pinto da Costa. Porque é que ontem poderia ter sido diferente?

Pois até pode ter sido. Pode ter acontecido apenas futebol, mas esta é mais uma das muitas vitórias que o clube azul arquiva no seu palmarés com nódoas e cheiro a trapaça. Esse é o selo que o tempo de Pinto da Costa deixará na passagem pelo clube azul e que se vislumbrará como uma marca de água em cada troféu conquistado. Infelizmente essa suspeição contaminou há muito o futebol português também, tornando-se num dos seus maiores problemas.

Anjos
O Sporting tomou uma posição publica sobre os acontecimentos através do seu presidente. Já foi vastamente mencionado por muitos comentadores de  que o clube poderia ter feito muito mais do que apenas queixar-se do atraso registado no jogo do Dragão. 

Concordo. Mais do que queixar-se o Sporting deve agir e tomar consciência que está envolvido numa guerra. Guerra que escolheu, e quanto a mim bem, ao afrontar a generalidades dos interesses instalados e directamente o FCPorto. Tendo no seu núcleo duro um elemento como Inácio, que conhece por dentro o modus operandi - fez parte do FCPorto como jogador, treinador-adjunto e principal no período em que este, lançando mão de todos os meios hoje conhecidos de todos, consolidou o seu poder - só por distracção, negligência ou ingenuidade poderia achar que os todos os "poderes" do Dragão não seriam usados.

Não creio que pudesse haver um resultado muito diferente, face aos acontecimentos. O Sporting não se devia ter alheado não apenas do inicio do jogo no Dragão - recordo que a equipa do Sporting entrou para o terreno de jogo, após o intervalo, ainda o Penafiel estava no balneário - mas sobretudo da marcha do marcador. Não foi assim. A dada altura, e até pelas substituições de Jardim, pareceu dar-se a tarefa por concluída. E teria bastado um simples golo, perfeitamente possível ante o Penafiel, para hoje os sorrisos serem nossos.

Que se tenha aprendido a lição. Ninguém nos vai oferecer nada, muito menos nos será entregue em badeja de prata em Alvalade. O que nos aconteceu na Taça da Liga é o que nos espera no que resta do(s) campeonato(s). Que, como bem sabemos, está "destinado" a ser divido apenas por dois... Temos que ser melhores dentro e também fora de campo.

sábado, 25 de janeiro de 2014

E saímos da Taça da Liga de Mota

O tal penalty
Não fizemos grande jogo na primeira parte e na segunda só começamos a fazer alguma coisa depois de começarmos a colocar a bolinha no chão e pô-la a circular. Ainda chegamos a ver as meias-finais ao longe, até o Mota, (nosso velho conhecido, o tal que não teve dúvidas em anular o golo limpo ao Slimani) não ter dúvidas em transformar uma falta fora da área num penalty. É dos tais que nunca tem dúvidas, apita conforme quem é o clube que tem na frente, mas "engana-se" muitas vezes.

As opções do Marítimo afogam a verdade desportiva

O Sporting joga hoje o apuramento para as meias-finais da Taça da Liga. Para o conseguir tem que marcar tantos golos como o FCporto no Dragão com o Marítimo e ainda mais dois. Um para igualar o deficit da jornada anterior e outro para o superar. O Maritimo teria ainda uma remota hipótese, tendo para isso que golear o anfitrião em casa, o que obviamente não está ao seu alcance num dia normal. 

O decidiu o Pedro Martins? Isto que "A Bola" relata na sua edição online:


Perante o cenário de afastamento da competição, não constitui, por isso, surpresa a chamada de vários jovens e, acima de tudo, de alguns jogadores que habitualmente atuam na equipa B, nomeadamente Wellington, Bauer, Brígido, Amar e Edivândio. Estes dois últimos, foram, aliás, chamados pela primeira pelo treinador Pedro Martins.

Se em termos defensivos apenas há a registar uma ausência de vulto (Gegé), isto em relação aos últimos jogos, é na linha ofensiva que se vão notar maiores diferenças na formação madeirense. Isto porque o habitual trio de ataque, formado por Derley, Heldon e Sami, ficou na Madeira, os dois primeiros por opção técnica e o último devido a lesão. Perante tanta alteração na lista de convocados, o onze a apresentar por Pedro Martins no Dragão tem pouco daquele que habitualmente atua no Campeonato.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Zero para Vitor Pereira no ping pong com o Sporting

Vítor Pereira assistiu calado à apresentação das propostas do Sporting relativas ao sector da arbitragem. Comportamento que nada tem de repreensível, atendendo a que era suposto estar a ouvi-las pela primeira vez. Mas o mesmo já não se pode dizer dos comentários feitos em público. Desta forma é indelicado com o Sporting, clube promotor das medidas, e desrespeita institucionalmente o seu superior hierárquico, o presidente da FPF, que liderava a instituição na reunião. Este comportamento é totalmente reprovável e também revelador do condicionamento psicológico do líder da arbitragem nacional. 

Ora condicionamentos psicológicos é do pior que se pode constatar de quem se espera e exige isenção e distanciamento. O mesmo condicionamento que já vimos há poucos dias na reacção à contestação de Pinto da Costa à arbitragem no SLB x FCP, na condenação pública do árbitro Soares Dias e que não lhe permitiu o mesmo tratamento às falhas mais clamorosas registadas até agora na Liga: o penalty sonegado ao Sporting a minutos do fim do jogo com o Rio Ave - o jogo acabaria empatado - e no roubo do tamanho de uma manada de bois de raça barrosã por parte de um talhante de Braga ante o Nacional. 

Todos os três clubes se podem queixar de terem sido prejudicados e mutuamente apontarem-se uns aos outros como beneficiados. Mas nenhum pode juntar a esta discussão erros tão óbvios como estes de que o Sporting foi vitima. Mas ainda assim erros não suficientemente grandes para Vítor Pereira ter alguma coisa para dizer.

Porém isto não invalida que algumas coisas que Vítor Pereira disse não devam ser levadas em linha de conta. No que à arbitragem diz respeito há muita matéria que não é passível de ser mudada, mesmo que os clubes estivessem todos de acordo, o que será muito difícil de acontecer. Mesmo a formação de maiorias simples capazes de alterar os regulamentos será muito difícil de obter.

Por exemplo, o recurso a tecnologias tem de ser autorizado pela FIFA e não me parece que se caminhe nesse sentido nos anos mais próximos. Sabendo de todas as dificuldades que lhe vão ser estendidas ao caminho como se tapete de flores se tratassem o Sporting deveria procurar apurar o documento, extirpando-o de generalidades e boas intenções e procurando dotá-lo de maior objectividade. Isto dito mesmo tendo em conta que se trata de um documento de trabalho aberto a discussão e passível de ser melhorado.

Por exemplo e e forma um pouco avulsa não faria mal repensar a necessidade do papel dos observadores e outros amanuenses do regime. 

Como se chega ao cargo? 

Quem são e quem os elege? 

Faz algum sentido propor a continuidade desta intermediação na avaliação dos árbitros, que é feita a olho nu, quando se propõe simultâneamente o recurso às tecnologias?

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Sporting não é só o melhor mas também o principal fornecedor do futebol português

Os últimos anos, no que à convocatória das principais selecções de futebol diz respeito, foram marcadas pelo número maioritário de jogadores formados pelo Sporting. Tal revela a qualidade da formação e o valor de mais do que uma geração de futebolistas. 

O facto tem originado os mais variados artigos de cariz elogioso, em Portugal e no estrangeiro, sobre o trabalho que vem sendo realizado em Alcochete, o que naturalmente enche os Sportinguistas de orgulho. Julgo também que estas menções honrosas, além de significarem um justo reconhecimento do trabalho de muita gente, a maior parte da qual não aparece nos jornais, é também o fruto estratégia ou politica há muito seguida pelo Sporting e que não nasceu apenas com a construção da Academia. 

Não é demais lembrar que a geração de Figo que foi campeã do Mundo de júniores é ainda anterior a Alcochete. E que, por exemplo, já nos anos 80 a equipa campeã em 1981/82 era composta tanto de grandes jogadores com outras origens - Meszaros, Eurico, Oliveira, Jordão  - como também de jogadores formados no pelado que circundava o antigo estádio José Alvalade - Inácio, Ademar, Mário Jorge, Lito, Carlos Xavier e Freire, para citar apenas alguns.

O que artigo publicado no sitio do Mais Futebol e que aqui reproduzo, vem agora também comprovar que a capacidade de recrutamento e formação do Sporting tornam-no no principal fornecedor do futebol português também em quantidade. Os cada vez menos portugueses que conseguem vagas nos clubes da Liga são maioritariamente originários na nossa formação. 

Ora isto não significa apenas "mero" orgulho tem outro resultado bem mais palpável: cada vez que um jogadores desses é transferido e há verbas envolvidas, o Sporting capitaliza os valores que são seus de direito como clube formador. 

Este estatuto representa também uma responsabilidade. Representa o trabalho de muitas gerações que se tornou numa referência incontornável e a cuja manutenção estamos obrigados. O que leva muitos anos a atingir pode ser perdido em apenas um ou dois de más decisões.

O artigo é publicado aqui apenas parcialmente. Seguindo o link abaixo pode encontra-lo na sua versão integral.

Afinal, de onde vieram os portugueses da Liga?



Dependente dos grandes clubes, dos centros urbanos de Lisboa e Porto e ligeiramente inclinada a Norte. É este, na atualidade, o retrato robô da formação na Liga portuguesa, usando como medida de aferição a proveniência dos 174 jogadores portugueses que já atuaram nesta edição da prova.

Sem surpresa, o Sporting surge como o pólo formador mais importante: 27 jogadores portugueses da nossa Liga (15 por cento do total) passaram pela formação leonina entre os 16 e os 19 anos – a fase final da formação, que determina a passagem a profissional. Os outros dois grandes vêm a seguir: 20 jogadores nacionais registaram passagem pela formação do Benfica (11,5%) e 19 (11%) passaram pelo FC Porto nesse período. Em conjunto, os três grandes são responsáveis pelo aparecimento de quase 40 por cento dos jogadores nacionais da Liga.

A seguir, na influência formadora, vêm o V. Guimarães (12 jogadores, 7% do total) e o Belenenses (10, ou 6%), a distância significativa dos outros clubes do escalão principal. Olhanense e Arouca são os únicos emblemas que não registam a passagem de qualquer juvenil ou júnior atualmente a jogar no primeiro escalão da Liga.

Clubes com mais jogadores formados*

Sporting, 27
Benfica, 20
FC Porto, 19
V. Guimarães,12
Belenenses, 10
V. Setúbal, 8
Académica, 7
Penafiel, 7
Leixões, 6
Sp. Braga, 5
Marítimo, 5
Boavista, 5
Varzim, 4
Nacional, 3
P. Ferreira, 2
Rio Ave, 2
Estoril, 1
Gil Vicente, 1

* Portugueses com minutos jogados nesta Liga e que tenham passado pelos escalões de formação, no mínimo uma época, entre os 16 e os 19 anos.

Este está longe de ser o único critério para aferir a eficácia da formação de cada clube. Muitos, por exemplo, contabilizam passagens curtas de jogadores que acabam de ser formados em outras paragens. Neste sentido, vale a pena ponderar que fatia desses três anos decisivos (entre os 16 e 19) coube a cada clube. Mais uma vez, sem surpresa, o Sporting surge na frente, com 14 por cento do total de épocas, mas a fatia de Benfica (9%) e FC Porto (8%) desce de forma nítida, sugerindo uma aposta menos continuada em jogadores que vêm de trás e, por outro lado, uma prospeção mais atenta a juniores de último ano.

Sporting e V. Guimarães mantém o talento em casa

No que se refere ao aproveitamento que é feito da formação, e voltando a incidir a análise nos clubes do primeiro escalão, Sporting e V. Guimarães voltam a ser exceção, utilizando cada um, nesta edição da Liga, sete jogadores formados em casa. Quase metade das equipas da Liga usou até agora um, ou nenhum, jogador proveniente dos seus escalões de formação.

Jogadores formados pelo próprio clube*:

Sporting, 7
V. Guimarães, 7
Marítimo, 5
V. Setúbal, 5
Benfica, 4
Nacional, 3
Belenenses, 3
Académica, 2
Sp. Braga, 2
FC Porto, 1
P. Ferreira, 1
Gil Vicente, 0
Arouca, 0
Olhanense, 0
Rio Ave, 0
Estoril, 0

* Portugueses com minutos jogados nesta Liga e que tenham passado pelos escalões de formação, no mínimo uma época, entre os 16 e os 19 anos.

O "empréstimo" de 60 milhões e outros ajustamentos

Os clubes continuam a aproveitar a abertura do mercado para fazerem os seus ajustamentos e o Sporting não é excepção. Labyad, João Mário, Rinaudo e mais recentemente Salomão e Cissé já treinam nas suas novas equipas e outros se podem seguir. Os casos de Labyad, Rinaudo e João Mário já aqui foram comentados fica um breve ponto da situação e alguns comentários sobre o que se vai dizendo sobre os restantes. 

Diogo Salomão - regressa ao Coruña sem ter justificado a renovação de cinco anos. Não o justificou agora nem o seu histórico o justificava. Salomão já conheceu vários treinadores no Sporting e não conseguiu mais do que aparições esporádicas, acabando por não justificar ainda as razões da sua contratação. Poder-se-á dizer em seu favor que também conheceu os piores anos da história recente do clube, o que lhe pode ter limitado a evolução. A renovação por cinco anos dá-lhe o conforto de nem ter que se esforçar muito para chegar à pré-reforma. Mais tarde ou mais cedo tenderá a ser mais um problema para resolver do que uma solução.

Cissé - Acaba por lhe ver oferecida uma boa solução: um clube de primeira divisão e um treinador que já o conhece. Dificilmente lhe poderia acontecer melhor, uma vez que precisa acima de tudo de jogar e em Arouca tem as condições ideais para o fazer e atingir bom rendimento. Não tem grande concorrência e tem uma linha média muito capaz de lhe proporcionar oportunidades para fazer o que se pede a um jogador na sua posição: marcar golos. É bom lembrar que Cissé não tem escola e jogou muito pouco até hoje a um nível elevado. Mais do que uma certeza é sobretudo uma aposta, sendo difícil por isso de justificar a cláusula de 60 milhões. A menos que ele venha a evoluir de forma meteórica, aquele valor será ou não um problema para ele mas constituirá numa futura negociação/dispensa uma referência que deixa o clube exposto, como aliás já se viu agora no empréstimo. 

Jeffren - Tem-se falado muito no Rayo Vallecano como uma possibilidade de empréstimo/cedência definitiva. Como é óbvio nem jogador nem clube ganham nada com a actual situação. A capacidade negocial do clube está consideravelmente reduzida pelo histórico recente do jogador. Também não ajudou nada o facto de estar encostado sem uma justificação, contribuindo para o adensar dos rumores sobre o seu profissionalismo. Ora, como se imagina, tal não constitui propriamente um chamariz para clubes compradores.

Betinho - Desde ontem que circula a noticia de um possível empréstimo. Uma boa solução, uma vez que o jogador vai dando indicações de precisar e merecer novos e mais exigentes desafios. Que só fazem sentido se lhe proporcionar tempo de jogo. A não ser assim mais vale que continue a jogar na equipa B. Estes comentários são a propósito da possibilidade de Betinho ir para Setúbal. A equipa de Couceiro tem um dos melhores pontas-de-lança dos "não-grandes" (Cardoso), e foi buscar há dias Zequinha. Setúbal será mesmo uma boa solução para Betinho?

Nuno Reis - Continua-se a falar na sua saída e mesmo a titulo definitivo. A confirmar-se fica alguma perplexidade pela sua falta de afirmação no clube onde se formou e onde tem um curriculum muito bom, gozando também de uma boa imagem como homem e profissional. Tudo isto sem que se lhe tenha dado uma verdadeira oportunidade. Fica a interrogação. Quem diria que a promessa de grandes centrais por muitos anos, quando olhávamos para ele, Pedro Mendes, Illori, Dier, Tobias Figueiredo parece cada vez mais difícil de concretizar?

Ricardo Esgaio - Um dos nomes mais falados como possibilidade de ascender ao plantel principal. A acontecer, tal sucederá muito mais pelo que Leonardo Jardim projecta dele do que pelo tem andado a fazer. Tal como disse aqui a semana passada, o futebol da B, pese a boa carreira que a classificação geral espelha, está longe de encantar pelo futebol jogado, não havendo talvez por isso qualquer jogador digno de destaque ou que denote grande evolução.

Elias: Já depois de redigido o post (ontem) a noticia de hoje (confirmada na Bola, geralmente muito bem informada do que se passa no seio do Sporting actual) é a conclusão do negócio com o Flamengo por 6 milhões de euros/50% do passe. A confirmar-se seria o negócio do século. Não porque o jogador não tenha valor, mas porque estas verbas não são muito comuns de registar em movimentos de regresso de jogadores brasileiros aos clubes do seu país.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

A revolução que o Sporting propõe

  

















O jornal "O Jogo" dá hoje destaque à proposta do Sporting Clube de Portugal de alteração de diversos regulamentos e procedimentos. Ela será hoje apresentada a um número estimado de metade dos clubes da primeira e segunda linha em Alvalade, depois de, na semana passada ter sucedido o  mesmo junto dos partidos que compõem a Assembleia da República e da FPF. Fica aqui para divulgação, análise e comentário, se assim o entenderem. 

Ainda sem ler o documento original e sem reflectir sobre as mudanças propostas - mérito, exequibilidade, p.ex - não posso deixar de olhar para estas propostas como uma proposta de revolução, tantas são as áreas onde se propõe intervir.



segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Confirmação da existência de muitos interessados em Slimani


"Há muitos interessados em Slimani". As palavras são do agente do próprio jogador e  julgo que as posso confirmar: para já, e contas por alto, devem ser mais de três milhões de Sportinguistas. Em particular um que, ao meu lado no dilúvio de Arouca, o tratava carinhosamente por Arafat.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Primavera árabe anula efeitos do dilúvio

Jardim e Slimani, ontem talvez os homens mais importantes
Regresso ao Portugal profundo
Uns pequenos parágrafos para contextualizar o que os adeptos do Sporting foram ontem encontrar na viagem a Arouca. Embora eles escapem ao foco habitual de um espaço como este, creio que estas linhas farão sentido por um sem número de razões, entre as quais o facto de ser a estreia do clube pelas faldas da Serra da Freita. 

Quem acaba de sair da moderníssima mas deserta A32 e se depara com uma estrada estreita e sinuosa em direcção a Arouca, inicia uma viagem no tempo ao Portugal pré-UE e dos fundos comunitários que retalharam o país de alto abaixo com AE's,IC's, IP's e outros acrónimos. O mais estranho é que a tal A32, de 3 largas faixas termina quando mais era precisa e não deixa de nos fazer pensar que menos um corredor em cada sentido aproximaria Arouca e vizinha Vale de Cambra do centro de administrativo que é o Porto ou Aveiro. Um planeamento(?) difícil de compreender. 

Diga-se contudo que os arouquenses não se parecem ter tornado mais amargos com o facto de terem que pagar, como todos nós, sem poder gozar em plenitude das "virtudes" do Portugal moderno e são gentes hospitaleiras. De tal forma que, quando paramos para pedir informações, arriscamo-nos a entabular conversa que nos retiraria da razão pela qual empreendemos a viagem: ver o Sporting. E antes do inicio do jogo o speaker não se esqueceu de dar as boas-vindas aos adeptos Sportinguistas, desejos que não me lembro de ver expressos em qualquer outro campo.

Desporto de inverno
Os defensores de que o futebol é uma modalidade inverno tiveram no jogo de ontem uma excelente ocasião para reforçar a teoria. Mas certamente quando dedicaram o seu precioso tempo a elucubrar a teoria não o fizeram sob chuva gelada e impiedosa. Absolutamente inadmissível que a Liga e a FPF permitam que se cobrem 20€ pelo bilhete mais barato e ainda se obrigue os espectadores a aguardar à chuva longos minutos para poderem entrar, por haver apenas um torniquete e este estar avariado.

Sporting de chinelos de pelica
Entramos muito mal na primeira parte e foi de inteira justiça que o Arouca se tenha adiantado no marcador. O Sporting demorou todos os 45m para se entender com a bola, o terreno e sobretudo com as marcações. Bruno Amaro, (uma das nossas bestas negras pois, faz-nos golos quase a cada encontro) e Simão, com costas bem protegidas por Serginho, ensaboavam o juizo a Adrien, metiam Martins no bolso, e faziam William dar fraca conta de si. Sem saber muito bem como, descontando o facto de o golpe de cabeça de Rojo ter sido notável, conseguimos aquilo que não parecia estar ao nosso alcance: anular a vantagem dos locais e assim descer aos balneários.

Primavera árabe
A entrada de Slimani, por troca do inexistente Capel, provocaria a reviravolta no sentido do jogo. A sua presença permitiu esticar o nosso futebol uns bons metros em direcção à baliza de Cássio. O argelino lançaria o tumulto no extremo reduto amarelo a cada jogada, tratando a bola de forma bem mais eficaz que o seu jeito desengonçado permite adivinhar. Mas faria muito mais que isso, ao apontar o golo que nos daria a vitória, num lance pleno de intenção e com carimbo de ponta-de-lança. Nessa altura, e como a chuva não só persistia como ia engordando, já duvidava que conseguíssemos sair daquele lamaçal com os imprescindíveis 3 pontos.

Destaques
Do ponto de vista táctico, enquanto este aspecto tão importante do jogo não se afundou no dilúvio e na falta de jeito do árbitro, saliente-se a boa prestação de ambos os técnicos. Pedro Emanuel estudou bem a nossa equipa e armou a sua de forma a criar-nos dificuldades, como se viu. Jardim soube responder e até de forma ousada, especialmente quando abdicou de William Carvalho. No momento pensei tratar-se de um equívoco de quem segurava a placa, depois receei o pior. Adrien acabaria por dar razão a Jardim, o seu futebol mais simples não era menos eficaz e comportava muito menos riscos para a equipa. Uma lição que William fará bem em aproveitar, percebendo que o facto de estar a ter uma carreira acima das perspectivas gerais e até provavelmente as suas, não fazem dele insubstituível. 


Leões que sabem nadar
Numa equipa que se bateu como a nossa é difícil e quiçá injusto fazer destaques. Grande lição de querer e garra a premiar os adeptos que não se amedrontaram com a chuva. Mas parece-me que Rojo, Jefferson, Adrien e Slimani o merecem. Rojo estava a ser enorme, já tinha marcado e ameaçado marcar outra vez até o árbitro cair na parvoíce de querer compensar o excesso da expulsão de Tinoco com outro excesso. Jefferson foi responsável pela assistência do segundo golo e não foi por ali que houve grandes ameaças. Adrien esteve imperial e imperturbável quando a equipa cresceu e depois quando precisou de músculo e serenidade. De Slimani já foi quase tudo dito, espero que nos obrigue a voltar a escrever mais sobre ele em breve. Mas, no geral, a aplicação de todos sem excepção foi inexcedível.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

A razão nas palavras de Jorge Jesus

Deram brado, e provavelmente vão continuar a dar, as palavras de Jorge Jesus sobre a saída de Matic e a possibilidade de esta ser colmatada pela formação. Como é evidente Jesus tem razão: Matic era provavelmente o melhor na sua posição, talvez seguido de perto por Fernando, do FCP. Deste duo aproxima-se a passos largos, muito largos diga-se, William Carvalho que, contudo, tem que manter o nível já exibido para os igualar. Quem sabe até os supere, mas falta-lhe para já esse contraste que a continuidade confere.

O ranking que sugiro para os jogadores em causa pode até nem ser consensual, mas que o trio mencionado contempla os melhores daquela posição da nossa liga já o será. Não é por isso crível que o SLB, ou qualquer outro clube, conseguisse colocar no seu onze um jogador para, no imediato, fazer esquecer Matic, recorrendo à formação. 

Isso é tão verdade que nem o próprio o conseguiria fazer se as suas performances fossem idênticas às que exibia quando chegou do Chelsea, em 2011. O que Matic que agora faz a viagem de regresso ao clube londrino é um jogador mais evoluído sobre qualquer ponto de vista a que nos proponhamos analisar. Ao fim e ao cabo também o sérvio teve que (re)nascer várias vezes para chegar ao que é hoje, conferindo razão às afirmações de JJ.

Se tudo isto é verdade, não é menos verdade que alguém que ocupe um cargo como o de Jesus não se pode pronunciar como ele o fez. Este não teve que esperar muito para ser confrontado com o seu próprio deslize. Aí estiveram muito bem os miúdos do clube encarnado quando afirmaram que, se preciso fosse, nasceriam mais nove vezes para igualar as dez que JJ entendia serem necessárias. Quem está a lutar para subir o longo e incerto calvário que é a afirmação de um futebolista profissional no seu clube de formação e muitas vezes de coração a última coisa que precisa é que lhe lembrem precisamente isso: que todo o esforço pode não valer de nada e ser obrigado a bater com a cara no peito de qualquer Matic de ocasião.

Como é óbvio o que passa do outro lado da segunda circular não me interessaria tanto se não pudesse ser aplicado algum paralelismo do lado de cá. É sabido que a aposta da formação no nosso clube é uma bandeira. Umas vezes apontada como estratégia, muitas outras como um mal necessário, à falta de recursos idênticos aos dos nossos rivais e muito raramente sendo usada como deveria ser. 

Talvez não seja demais lembrar que, nos anos recentes, o que tem posto o nome do Sporting nas boas noticias no que ao futebol diz respeito é o futebol da formação. Não só pelos títulos conquistados, pelo foco recebido pelas participações na Next-Gen series, pelo número de jogadores que, com essa origem, fazem parte da selecção e um outro sem número de razões. Seria por isso um profundo erro e um desperdício de recursos não aproveitar o que algo que manifestamente fazemos bem.

Pensar que os jogadores que destacam entre os seus iguais de 19 anos vão conseguir no imediato o mesmo protagonismo entre jogadores já muito mais evoluídos e experimentados, tem sido um dos erros mais comuns de apreciação do valor dos jogadores recém-formados, especialmente entre os adeptos e talvez não menos entre os responsáveis. Não raras vezes as explicações para o que é diagnosticado como falhanço é a tradicional acusação de falta de esforço e aplicação, quando não é mais do que um esgrimir de argumentos em plano de desigualdade.

Perceber estas diferenças é fundamental para que, como tantas vezes tem sucedido, não seja a formação a pagar a factura das frustrações do futebol sénior. E dizer isto é assumir que fazer saltar jogadores da formação directamente para a titularidade, salvo raríssimas excepções, é partir um passo atrás dos nossos rivais, que seguem modelos diferentes, mais dispendiosos, mais directos para o êxito. 

Isto é válido pelo menos enquanto não consigamos constituir um grupo em que talento e aptidão se conjuguem no ponto ideal e onde o jogadores acabados de formar não tenham que ser os "salvadores da pátria".

P.S:- JJ diz também hoje na entrevista ao Record que o clube que representa é o que melhor trabalha a prospecção. Isto pode ser considerado de várias formas face aos resultados e à formo como cada um os interpreta. Eu prefiro olhar para eles como um aviso e um desafio.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

A sorte que nos calhou para Arouca


Do meu post do passado 4 de Novembro:

Jogava-se ontem o Académico de Viseu - FCPortoB quando, na sequência de uma tentativa de evitar que uma bola saísse do terreno do jogo, um jogador da equipa da casa fica ferido, como a imagem documenta.

As imagens e os sons falam por si. Num qualquer "Burkina Faso futebolistico" uma ocorrência destas até podia passar em branco. No país que se orgulha proclamar aos quatro ventos o amor pelo futebol alguém com as funções de árbitro e que revele tão pouco respeito por um dos intervenientes do espectáculo não devia passar incólume entre os pingos da chuva. Fosse este lance um apenas um momento mau e teria desculpa. Ora o que este senhor nos habituou ao longo do tempo foi a concertos do apito que mais não são do que declarações de incompetência. Não há nada como jantar com as pessoas certas...

Foi o que nos calhou em sorte para o jogo em Arouca. Isto não querendo insultar a sorte que, provavelmente, não tem nada a ver com o caso.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Mané fez um arco para concorrer em beleza com o da Rua Augusta

Momento feliz para o futebol quando ele é presenteado com lances como o que ontem foi protagonizado por Carlos Mané. E nós, através dele, felizes ficamos. Parece haver ali um instante em que a sombra de Pedro Barbosa lhe indica o movimento e lhe ampara o pé para que a bota e a bola se encontrem no sitio certo, de forma a que a última viaje feliz, até se anichar nas redes. Se as bolas falassem aposto que esta teria dito, lânguida, ao Carlos Mané: por favor, pega em mim e faz-me isso outra vez, anda lá!

Passado o momento do delírio e da hipérbole, e antes de dizer mais qualquer coisa sobre o jogo, duas letras sobre o artista do dia, Carlos Mané e, por simpatia, a formação. O magnifico golo que marcou tanto o pode ajudar como ser dos seus piores inimigos. Era bom, como tantas vezes acontece na vida de um jovem jogador que faz "umas coisas bonitas", que este não se sinta obrigado a repeti-las a cada lance de cada jogo, condicionando-lhe a evolução como um espartilho. 

Um dos aspectos mais interessantes do jogo deste miúdo é a forma espontânea e atrevida como encara os lances e os adversários quando parte para cima deles. Perder essa naturalidade é perder uma das suas melhores armas. É  bom que ele o perceba e, não menos importante, que os adeptos não lhe exijam mais do que é natural exigir a um miúdo que dá os primeiros passos.

Este é também um momento importante, que certamente vai voltar a virar o foco para a formação, e que surgirá de atacado com a recente consagração de Cristiano Ronaldo. É bom que se perceba o quão perniciosas são as comparações e como estas podem ser castradoras para os jogadores. O melhor que podemos fazer é confrontar Carlos Mané com o seu talento e as imperfeições a limar. Até porque os Cristianos Ronaldos e até mesmo os Quaresmas, Sabrosas e Nanis, não aparecem cada vez que se muda uma pedra de lugar em Alcochete.

Depois o talento. Aqueles 10% que vêm depois dos 90% de entrega e suor mas que fazem a diferença. Toda a diferença. Mas sem ele o futebol é tão monótono como ver chegar e partir os comboios. O êxito da formação do Sporting sempre residiu na capacidade apurada de ver o talento antes dos outros ou onde ninguém via coisa nenhuma. E, há que dizê-lo também, na capacidade de fazer entender o jogo aos menos dotados. Por isso o sucesso da formação do Sporting não extingue no sucesso dos melhores do mundo, mas estende-se de forma transversal a todas as divisões e campeonatos onde jogadores com o selo Sporting são procurados. Era bom que assim continuasse porque não foi por aí que o futebol do Sporting claudicou. Bem antes pelo contrário.

Ficam duas linhas sobre o jogo. Cumpriu-se a obrigação de ganhar com o conforto do número de golos marcados, que podem assumir importância decisiva em caso de necessidade de desempate. Fica o registo de um jogo partido e aberto - apesar de não termos sofrido golos, consentimos muito mais oportunidades neste jogo que numa série de muitos que o antecederam - a que não será alheia uma descontracção que os jogadores não sentem quando se trata de um jogo da Liga. Vantagem para os adeptos, que estão cansados  autocarros e jogos calculistas. Foi também o regresso à eficácia dos jogos mais felizes, que se espera tenha regressado para ficar.

Breve menção individual para dizer que Mané talvez tenha sido muito importante para desbloquear o jogo mas o melhor em campo foi com certeza Boeck, que reapareceu em grande.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Ronaldo e o tempo dos mesquinhos e dos emplastros

A consagração de Ronaldo como melhor jogador do Mundo é acima de tudo um feito pessoal. O seu trajecto meteórico imparável é conseguido à custa de muito querer, de uma dedicação exemplar à profissão que sempre quis ter, uma lição de vontade. Para ser quem é hoje Ronaldo teve que ser ainda mais implacável que o destino que contrariou.

Desde 2007 que Ronaldo se tornou um nome incontornável na eleição dos melhores do mundo, estando quase sempre entre os 2 melhores. Consegui-lo partilhando palcos com jogadores notáveis como Ibrahimovic, Iniesta, Xavi, Rooney, Torres, Ribery, ou mesmo Nistelrooy e Thierry Henry, com quem se cruzou já no ocaso, é ainda mais notável. O facto de ter secundado em várias ocasiões um jogador do outro mundo como Messi em nada o menoriza. Só existência de ambos na mesma geração é que se tem oposto à a um domínio único e imperial de um nome só. Só Ronaldo tem ofuscado Messi bem como o seu contrário.

É também uma consagração nacional. Um país pequeno em área e números como o nosso coleccionar 4 troféus de melhor jogador do mundo é absolutamente notável e torna estranho que tal não tenha sido já objecto de análise e estudo. Significa também a consagração muito particular para um clube notável como é o Sporting Clube de Portugal. Notável não apenas porque tem o seu nome ligado a 3 desses quatro troféus. Mas também notável por tudo o que já deu ao desporto, nas suas mais variadas vertentes e cujo palmarés testemunha de forma irrefutável.

É muito provável que jogadores como Ronaldo, Figo, e tantos outros, fossem sempre muito bons com ou sem o Sporting no seu caminho. Mas, entrando no imenso campo das probabilidades, não se pode por de lado a possibilidade de o destino deles ter sido igual ao de tantos outros que com eles partilharam percursos mas que nunca se conseguiram livrar do triste fado

Não é por acaso que o Sporting tem formado o maior número de jogadores das diversas selecções nacionais. Isso corresponde ao resultado de uma estratégia e indiscutível bom resultado, mesmo que dele o clube não tenha retirado tantos proveitos como poderia e deveria.

Por isso dizer que o Ronaldo nunca seria o que é hoje se não tivesse saído tão cedo para o Manchester United parece-me correcto e até muito aceitável. Mas também o é afirmar que Ronaldo não teria chamado à atenção do mundo futebolístico se não tivesse beneficiado do trabalho realizado pelo clube que o formou e lhe deu o palco imprescindível para essa visibilidade. 

Negá-lo é tão mesquinho como negar a categoria de Messi para promover Ronaldo. Devia ser precisamente o contrário: afirmar a categoria de Messi é o melhor elogio que se pode fazer a Ronaldo, ele não ganha a um qualquer mas a um dos melhores de sempre, que Ronaldo também é.

Para completar o título faltam apenas os emplastros. Aqueles que de forma parasita se esforçam para, à boleia de Ronaldo, aparecer sob as luzes da ribalta que sobre ele incidem.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

O resultado do clássico e respectivas implicações no que falta do campeonato

Dos três resultados possíveis a vitória do Benfica era o que eu menos desejava, o empate seria o mais favorável por razões óbvias e a hipótese de vitória do FCPorto o mal menor. É verdade que esta, a acontecer, poderia ter um efeito moralizador. Porém, e porque o jogo dos azuis deixou a confirmação de inúmeros problemas para resolver, esse efeito não teria a força que se poderia verificar em anos anteriores.O nosso empate no Estoril acabaria por ser demasiado penalizador, uma vez que não era imerecido ter dobrado o campeonato no primeiro lugar. O melhor ataque e melhor defesa são factos acessórios mas importantes para lembrar qual foi a equipa mais regular e consistente até ao momento.

Pode o facto de Benfica, acabado de se sagrar campeão de inverno, sair por cima da concorrência?

Não tenho dons adivinhatórios e fazer estimativas em futebol deve ser das actividades mais condenadas ao fracasso. Daí que responder a esta pergunta tenha pouco interesse, a vantagem alcançada é por hora escassa, não assumindo por isso qualquer carácter definitivo. Acresce ainda o facto de, neste momento, o mercado estar ainda em aberto durante cerca de 15 dias, podendo os plantéis sofrer ainda alterações substanciais e com elas a respectiva competitividade.

É preciso coragem tanto para mudar como para manter
Disse-o a um amigo benfiquista ainda durante o verão, ainda sofriam os nossos rivais as dores excruciantes de três derrotas no final de três competições: manter Jesus era uma aposta de risco mas a melhor que o SLB podia fazer. O SLB perdeu consecutivamente mas, à excepção da derrota final no Jamor, perdeu sempre por pequenos detalhes. Pelo menos o campeonato esteve ali à mão de semear. 

O titulo de campeão de inverno não tem qualquer significado, mas representa um pequeno prémio para a coragem de LFV em não mudar. E recorde-se que aguentou Cardoso também e ainda reforçou significativamente a equipa. Não parece por isso fazer agora qualquer sentido que abra agora mão da medula que representam Matic, Garay e Rodrigo na espinha dorsal. (Sim, incluo o hispano-brasileiro porque ele representa o futuro que Lima e Cardozo não podem dar). A vantagem de ter o melhor plantel da Liga pode deixar o ser. Só a pressão da tesouraria o justificaria e esta parece ser grande. Mas, mesmo mesmo que se venham a registar algumas saídas, continuo a pensar no SLB como o principal candidato. Isto desde que Jesus continue ligado ao chão e não sucumba, como anteriormente, à tentação de caminhar triunfalmente sobre as águas, sem ainda nada ter ganho.

Santos da casa fazem milagres
A imagem de Vítor Pereira no Dragão e o processo  que levou à sua saída demonstram duas realidades: (i) o resultado do seu trabalho e sobretudo as condições em que foi obtido nunca foram devidamente valorizados. (ii) O tão incensado departamento de futebol azul-e-branco já trabalhou bem melhor do que agora. 

Perder jogadores cruciais como Falcão, Hulk, ou até Guarin, não obstou a que a equipa continuasse a ganhar mas os méritos das conquistas só indirectamente chegaram ao treinador. A ideia de que naquele clube qualquer treinador ganha, menorizando por isso o seu papel,  foi ganhando raízes de há anos para cá e ganhou foros de certeza com Vítor Pereira. Talvez por isso ele se tenha fartado e batido com a porta. E talvez também por isso se deve ter pensado que o treinador mais à mão servisse para o papel. Não é bem assim.

Com isto não quero dizer que a principal razão das actuais aflições portistas se concentrem nas aptidões, ou falta delas, de Paulo Fonseca. Como é evidente ele não se pode furtar ao escrutínio das suas opções. Mas é também claro que a estratégia seguida para o reforço da equipa sofreu variações de filosofia e que tantos elogios mereceu anteriormente. A preferência de jogadores em fim de carreira - Lucho, Liedson, Izmailov e agora Quaresma - com jogadores de cartel e preço elevado - Alex Sandro, Danilo - tem igualado ou até suplantado o recurso a jogadores promissores para valorizar e vender caro posteriormente. Este ano alguns jogadores de características e/ou valor aquém das necessidades para as saídas e lacunas a preencher, cuja aquisição não foi da responsabilidade do treinador, só com muita dificuldade não expõem outros actores que não apenas o treinador. A falta de resultados em linha com os anos anteriores é muito provável vir a agitar as águas para os lados do Olival.

Outsiders as usual 
Pesadas, de forma superficial, as vantagens e fragilidades dos nossos adversários, onde ficamos nós? No mesmo lugar de outsiders. Sendo indiscutível o  nosso bom campeonato até ao momento, também o é o facto de, este ano, os adversários terem perdido mais pontos do que nos anos anteriores. (SLB tem menos três pontos e o FCP menos 6). É também cada vez mais consensual que o plantel sofre de muitas limitações de qualidade e quantidade sobretudo no último terço e que isso não vai mudar significativamente nesta janela de mercado.

É uma afirmação um pouco "lapalissiana", mas é verdade que as nossas ambições vão depender tanto de conseguirmos manter o nível até agora registado como do que os adversários venham a fazer. Se a média de pontos se mantiver em linha com o obtido haverá campeonato até ao fim, tendo nós direito a papel de protagonistas até ao final.

Os próximos jogos serão importantes na (re)definição dos nossos objectivos/pretensões. A equipa vive um momento de algum stress por falta de concretização. (Isto porque o golo limpo de Slimani não pode entrar nas contas). E esse stress justifica-se muito mais com a incapacidade de criar oportunidades do que pelos golos falhados, o que pode ser um sinal de alguma saturação competitiva e melhor conhecimento por parte dos adversários. Quanto mais tempo durar mais difícil se torna de gerir, criando um nível de dificuldade extra aos jogadores. É por isso de vital importância que a equipa não descole dos lugares da frente até dia 9 de Fevereiro, data do derby. Se o conseguirmos voltaremos a falar então, assim que o resultado seja conhecido.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Sporting empatado pelo excesso de trânsito na linha

Um jogo disputado com intensidade máxima mas com poucos pormenores técnicos foi o que resultou da deslocação do Sporting ao campo do Estoril. E começo por aqui, o campo. Chamar estádio a um campo com bancadas à volta é muito comum entre nós. Talvez por essa imerecida promoção os dirigentes do clube local se permitam a graça de cobrar a exorbitância de 20.00€ a cada adepto do Sporting que lhes concedeu a honra da sua presença. A Liga e a FPF fecham os olhos, como se a sorte dos adeptos lhes seja indiferente e certamente é. Mas não devia ser, sobretudo quando depois os seus dirigentes vêm exibir o seu ar consternado perante as estatísticas que demonstram o abandono daqueles em favor de outras actividades que concorrem hoje com o "beautifull game".

Poder-se-á atribuir ao prefácio do post uma pretensa indisposição causada pelo resultado que deixou a nossa liderança à mercê do resultado de mais logo do clássico. Nada mais errado, por duas razões fundamentais: era já minha intenção abordar o tema, depois de conhecida a tabela de preços para o jogo. E este não me provocou nenhuma azia, insónia ou preocupação apesar de, obviamente, preferir a vitória à divisão de pontos. Esta, no entanto, parece-me justa, face ao produzido pelos dois contendores. 

Seria injusto para o Estoril, uma equipa que, apesar das contrariedades que antecederam o encontro e as que este lhe infligiu, soube sempre contrariar-nos, mesmo quando controlamos o encontro. Porém o nosso controlo ocorreu sempre entre o consentido por eles e superioridade que fomos impondo quase sempre muito mais em esforço do que por acção inteligente. 

Aqui encontro a razão para o nosso empate: se a entrega dos nossos jogadores foi sempre inatacável, faltou quem aportasse ao jogo mais clarividência, inteligência e frieza à nossa posse de bola. O Sporting deixou-se contagiar pela entrega com que os adversários iam impondo na abordagem de cada lance. O espaço útil de jogo estava bastante reduzido pelas linhas subidas de ambas as equipas e a construção do nosso jogo sempre muito condicionada desde muito cedo.

Se Jardim leu muito bem o que sucedeu em campo, o que se depreende do acerto habitual das suas análises ao jogo, deve-se dizer que o tempo e a forma em que decidiu mexer no jogo não ajudaram em nada as nossas pretensões. Isto porque demorou muito tempo a mexer e, mesmo considerando as poucas opções de que dispõem, quando decidiu não forneceu nenhuma solução alternativa que pudesse mudar o curso do jogo. 

Martins exibia pouco acerto perante o pouco espaço e tempo para executar. É certo que Carrilo e Eduardo não estavam a fazer grande coisa, mas meter Capel onde não há espaço é obrigá-lo a centrar quase sempre demasiado atrás para conseguir criar perigo. Slimani criou algum desconforto aos estorilistas mas não teve um único lance em que fosse bem servido para, de cabeça, poder criar oportunidades. Jardim repete o erro ao chamar Mané para o outro extremo, quando não havia espaço para jogar.

Com Montero perdido da equipa, lá bem no fundo da boca do inferno, conseguimos apenas um único remate digno desse nome. Wilson Eduardo voltou a repetir o que sabe fazer de melhor: fechar os olhos e rematar com força. Muito pouco. A permanência do colombiano já com a entrada de Slimani, também não resultou. Talvez se recomendasse, com as alas completamente vedadas, maior jogo interior, mas isso não parece estar nas ideias mais próximas de Jardim.

Pelo acima exposto, aceito a divisão de pontos. Sem angústias ou insónias porque o Sporting pode prosseguir o seu caminho com as suas ambições intactas, mesmo no que diz respeito ao melhor lugar do torneio. Essas tive-as aquando do golo limpo anulado a Slimani com o Nacional e que significaria hoje a permanência no comando da Liga. 

A propósito de arbitragem não se pode dizer muito mal da arbitragem de Pedro Proença a não ser que foi uma arbitragem à sua imagem. Inteligente, a permitir jogo duro que intimidava os nossos jogadores e quando tal não acontecia era ele próprio que se encarregava de o fazer. Os amarelos a Cédric e a Montero são o melhor exemplo. Proença foi fiel a si próprio: foi o Proença de trazer por casa, muito diferente do Proença internacional e "melhor do mundo". Nunca o seria se fosse sempre o primeiro.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Rinaudo entre o que é o que podia ter sido e a desilusão da equipa B

Está confirmada a partida de Rinaudo para o Catânia. Juntamente com o anúncio da sua saída por empréstimo é tornado público a renovação do seu vinculo por mais um ano e valores percentuais do seu passe e hipotética alienação futuro pelo clube siciliano.

Sair do primeiro classificado da Liga Portuguesa para o fundo da tabela de Itália não é propriamente um progresso na carreira embora também não se possa comparar a um exílio ou reforma antecipada, dourada ou não. É porém sintomática do ofuscamento do argentino pela projecção da cada vez maior sombra de William Carvalho, que já vai no hat-trick no que a melhor jogador do mês diz respeito. 

Observando o seu trajecto de leão ao peito - e quando decorria a terceira época - é incontornável constatar que esteve longe de alcançar o nível que prometeu, não se conseguindo furtar à mesma estagnação/decepção de grande parte dos seus colegas. Sendo um jogador com grande cartel junto dos adeptos, nos quais me incluo, continuo a pensar que tal acontece muito mais pela sua forma de jogar do que pela sua eficácia e até importância que detém no nosso jogo. Parece-me inegável que, para seu e nosso bem, que Rinaudo não foi o que podia ter sido.

Falta agora saber que estratégia adoptará para suprir a  vaga de Rinaudo. Procurando uma solução na equipa B ou indo ao mercado. 

Como soluções internas ocorre-me Fokobo que não me parece ser hoje nem nunca "o tal". Para Palhinha parece ser ainda cedo demais. A propósito de soluções internas devo confessar a minha desilusão com o percurso da equipa B. Interessa-me pouco a sua posição na tabela classificativa, desde que não caia na divisão secundária. Preocupa-me mais que prepare os jogadores para a sua futura integração no plantel principal. O que se tem observado é retrocesso e estagnação gerais, mesmo de jogadores talentosos, não se vislumbrando quem possa no imediato constituir uma opção de que Leonardo Jardim se possa socorrer.

Como soluções de mercado já aqui falei anteriormente em André Leão, peça fulcral no sucesso da época anterior do Paços Ferreira e cujo preço e possibilidade de integração imediata constituem um negócio possível mas também prudente. Ou será que o lugar está já reservado para Rui Sampaio, que Leonardo Jardim tão bem conhece, e que recentemente rescindiu com o Cagliari, sendo por isso um jogador livre?

E enquanto assistimos à arrumação da casa não posso deixar de fazer minhas as palavras de um amigo aqui deste espaço, (o @imago_route): só no Welder e no Magrão é que ninguém pega.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Labyad e João Mário: saídas airosas

Labyad no Vitess e João Mário no Vitória de Setúbal. Saídas airosas para dois jogadores que, por razões que desconheço, estavam a ver o seu valor depreciado.

Labyad vai para a liga holandesa que conhece bem e para o segundo classificado Vitess. Oxalá, para seu e nosso proveito, aí possa voltar às boas exibições, justificando o facto de ter constado na lista dos 50 jovens jogadores mais promissores do mundo.

João Mário vai reencontrar Couceiro, que também o conhece bem, e onde se espera que confirme a categoria que muitos lhe imputam mas ainda está por provar.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Eusebio e o dia em que todos fomos mais iguais. O Panteão e outras coisas mais.

O último adeus a Eusébio foi um manancial de imagens poderosas. Elegi a que ilustra o post de hoje porque acabou por ser a que inspirou o post de hoje.

Eusébio jaz no relvado, no meio de um palco onde conheceu tantos triunfos e a imagem testemunha aquele que é provavelmente o último deles: o da vitória sobre a morte. A morte física é inevitável e a condição última que nos torna a todos iguais. Mas essa é iludida por uns quantos, os que superam o esquecimento que nos mata de vez.

Foi essa vitória de ontem de Eusébio. E foi-lhe concedida por aqueles a quem deve tudo e a quem tudo deu: não apenas os adeptos do seu clube, mas dos adeptos do grande jogo e do povo em geral. A abrangência e espontaneidade da homenagem vinda de todos os clubes e nacionalidades são a sua derradeira mas suprema condecoração e goleou por números expressivos a pobreza e desinspiração dos discursos oficiais.

Um adeus português
Espontaneidade, dramatismo, excesso, generosidade, aproveitamento parasita e caos foram mosaicos do painel que se construiu em torno do seu cortejo fúnebre. À catarse colectiva associada não será estranho também a mingua de referencias colectivas. E nem sequer faltou o destrambelho das declarações inadequadas ao momento de Mário Soares. Ou da preocupação com as contas da segunda figura do estado. Apresentar a factura antes de saber sequer se o serviço vai ser prestado, com muitos zeros a inflacionar, seria sempre inadmissível e inqualificável, no momento escolhido pior ainda. São estas as nossas Coreias que, de forma atávica, nos "oferecem" 3-0´s para dar a volta. Importa sempre lembrar a lição de Eusébio e restantes Magriços: só perde quem desiste.

Todos diferentes mas de sentir tão igual 
Obviamente que a fatia maior de dor é dos nossos congéneres rivais. Muitos nunca viram Eusébio jogar, apenas ouviram contar. A angústia não se esgota por isso apenas na graça que não lhes foi concedida, no sentimento de perda do ídolo maior. Hoje centra-se talvez mais na dúvida de algum dia lhes serem possíveis glórias semelhantes. Sentimentos que, não nos preocupando, partilhamos já nos piores momentos de incerteza e dor. Com um imenso oceano de rivalidade a dividir, ontem foi um dia em que fomos um pouco mais iguais.

Panteão, sim ou não?
Não digo que Eusébio não o mereça. Para perceber melhor a sua importância é preciso ter em conta o que era Portugal nos anos 60 e o que significou socialmente "um preto" deixar ser apenas isso para ser uma das figuras mais consensuais. E repôs Portugal no mapa no estrangeiro hostil a um Portugal enclausurado. Mas é também importante lembrar nesta altura  e sempre que Portugal é o país errado para se ser um Português Excepcional, como foram alguns que, antes e depois de Eusébio, o foram. Porém as más decisões não são razão para que se tomem outras igualmente más. 

Recordo que Portugal existe uma dispersão de monumentos onde se perpetuam as memórias de Portugueses Excepcionais e que vão de Coimbra a Lisboa (Panteão e Jerónimos), passando pela Batalha, etc, etc. A hipótese de ficar sepultado nas imediações do complexo da Luz é um anseio que pode ser dos adeptos benfiquistas mas que de alguma forma reduz o espectro das homenagens. Mas sendo Eusébio um herói das pessoas do povo, do futebol, parece-me bem mais adequado que um desterro honrado do Panteão.

Um clube grande é isto
A presença dos corpos sociais ao mais alto nível honraram a nossa história e creio que representaram a interpretação correcta do sentir da maioria dos Sportinguistas. Não significam em nenhum momento qualquer menorização para nós, mas o oposto. Houve quem fizesse referência a entrevistas passadas de Eusébio e outras tomadas de posição públicas que, em devido tempo, aqui fiz referência, em que Eusébio não terá tratado bem o meu clube. Mais do que Eusébio a falar foi uma certa de lógica de rivalidade musculada e que torna justificável "a rega às escuras" quando não se ganha. Forma de encarar o significado de uma derrota que nem sequer é consensual entre benfiquistas. Prefiro ficar com os testemunhos de Bessone Bastos e Manuel Fernandes  e tantos outros Sportinguistas que privaram com Eusébio e conheceram bem.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Deusébio

As paixões não se explicam. Por isso não vou perder tempo, nem fazer perder a quem me ler, a explicar as razões da minha paixão pelo Sporting, quando os deuses conjugaram todos os seus esforços para que gostasse de qualquer outro dos seus rivais. 

Do Benfica especialmente, porque cresci ao lado de uma tia que ainda hoje nutre um amor desmedido pelo nosso rival de sempre. Foi ela que me ofereceu um equipamento completo, quando no final dos anos 60, não havia o marketing de hoje, e era quase necessário fazer-los de encomenda. Porque ela não descansou enquanto não "me fez" ver um jogo do seu clube de coração, ante o Sp. Braga, no então ainda chamado estádio 28 de Maio, hoje o semi-abandonado 1º de Maio. Porque cresci num período áureo do clube encarnado e quando quase não existia FC Porto para lá das imediações do Estádio das Antas e igreja com o mesmo nome. Por isso toda a gente era do SLB ou do Sporting. Alguns, muitos para os números de hoje, da Académica e do Belenenses. Era assim a norte de Alvalade, para onde vim viver os anos em que se ganha consciência e identidade clubistica.

Foi assim que me habituei a ouvir a Bola Branca, os relatos do Artur Agostinho, e as noites de conquistas e desilusões dos nossos rivais, sem que as sucessivas bicadas da águia me ferissem de paixão. A televisão era então quase experimental face ao que hoje conhecemos e os meninos, malandros ou bem comportados, deitavam-se muito cedo. Por isso as imagens que hoje guardo nasceram adubadas pelo registo sonoro e pelo poder inigualável da imaginação. Assim, mal comparado, num processo muito semelhante ao fascinante mundo da leitura e que nenhum filme, apesar de todas os progressos tecnológicos, ainda conseguiu igualar. Nesse mundo havia um herói que, pela força das memórias que me deixou, conseguiu chegar vivo aos dias de hoje, sem que o poder tantas vezes implacável do tempo o eliminasse: Eusébio.

Não me peçam para cair na armadilha de entrar na discussão do melhor de sempre. É tão injusta, como equiparar um Dino Ferrari dos anos 60 e pretendê-lo melhor que o último modelo da mesma marca. Ou que este, produzido com tecnologia então desconhecida, se possa comparar com o que então se fazia. O mesmo se passa com os jogadores de então e hoje: o mundo mudou tanto que as comparações são impossíveis.

Eusébio foi, de muito longe, o melhor do seu tempo. E só não foi maior porque nasceu quando o futebol e o seu país eram demasiado pequenos para o seu talento. Mas terá lugar cativo na galeria dos imortais do futebol. Não do futebol dos interesses e do futebol-negócio. No do futebol de paixão, que nascia ingénuo nos pontapés na rua às bolas de trapos e assim chegava aos relvados. Foi sempre assim que o vi, um talento puro e ingénuo, que nasceu para ser grande nos relvados e assim cumpriu o seu destino. Retirá-lo desse contexto é como olhar para um peixe fora de água: ele é apenas esforço para não sucumbir.

Sem o querer isolar ou com isso menorizar o seu papel na história do SLB, foi assim que conquistou a imortalidade. Eusébio é um deus do futebol e será sempre assim que me lembrarei dele: a serpentear entre os defesas, fintando o destino que condena os meninos pobres a serem sempre pobres. E dos seus pontapés fulminantes nas barreiras/fronteiras de  um país tantas vezes pequeno para o seu talento. Ou  a chorar de desgosto e impotência agarrado ao fado da camisola da selecção nacional. 

É essa a forma que me parece adequada para fazer a justiça que o seu talento merece.

PS- Muitos estranharão que, sendo eu Sportinguista, renda hoje homenagem a Eusébio. Mas foi isso que o Sporting, a sua historia, me ensinou: a respeitar os adversários, reconhecendo-lhes as suas virtudes e qualidades. Essa é a forma de encarar as derrotas com menos dor e as tornar as nossas vitórias mais saborosas. 

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Do regresso de Elias à partida de Rinaudo e arrumação da casa

Elias - Nunca acreditei na anunciada venda por 4 milhões, mesmo que apenas por metade do passe. Isto não quer dizer que o negócio não se possa vir a realizar. Mas é sabido que os clubes brasileiros gostam de vender caro mas, na hora de comprar, são, como se diz por lá, mão-de-vaca. O interesse do Flamengo parece ser real, pois Elias voltou na Gávea a patamares próximos ao que de bom fazia no Corinthians. Por isso o clube brasileiro, que sabe que o Sporting não está interessado no regresso de Elias, joga com o tempo e já ofereceu um ordenado chorudo ao jogador para o manter interessado.

O Sporting pode também jogar com o tempo, uma vez que o jogador é importante para a estratégia do clube brasileiro e nem por isso para nós. Não está em causa, pelo menos para mim, a qualidade do jogador e por isso a importância que poderia ter no reforço do plantel. Mas sendo claro que o jogador prefere continuar no Brasil e o facto de ter um contrato muito acima dos valores actualmente praticados, tornam muito remota a hipótese de continuidade. Não havendo acordo espero obviamente que não se repita a aberração já praticada com Labyad e Jeffren. Seria muito difícil de explicar aos sócios e adeptos que o clube tivesse os 3 jogadores mais caros do plantel na bancada sem poderem jogar.

Rinaudo - Jogador querido por todos pela sua forma de estar em campo e fora dele. Com o seu estatuto dificilmente aceita estar muito tempo sem jogar. Tendo sérias possibilidades de ser seleccionado para o Mundial se o estivesse a fazer, ainda mais pressionado fica para procurar um lugar onde possa ser mais feliz. Compreendo a sua insatisfação e percebo que queira sair, mas espero que o Sporting acautele a sua possível vaga no mercado, uma vez que não dispõe de ninguém à altura para fazer a posição 6, em caso de castigo ou lesão prolongada de William. Como o Paços de Ferreira parece estar vendedor, tentar André Leão num negócio pouco oneroso e interessante como foi conseguido com Vítor, parece-me um exemplo de uma boa solução.

Labyad e Jeffren - Pouco mais tenho a acrescentar ao que foi dito acima. Quando ainda há poucos dias, na comunicação efectuada aos sócios, (abordarei em post posterior, porque me parece importante o que foi então dito) o presidente dizia estar em causa a reestruturação financeira, por estarem por vender 2.000 gamebox's, mais difícil é de compreender que jogadores tão caros estejam a receber sem poderem contribuir. Aquele número de gamebox's, pelo valor mais caro (198.00€), equivale a 396.000 euros. Ora esse montante foi já despendido desde o inicio da época com qualquer um deles para andarem a passear entre casa e Alcochete.

João Mário - O seu eclipse é estranho, atendendo à qualidade já evidenciada e ao que se tem visto na equipa B, onde praticamente não passa do banco. A sua possível saída para um clube grego - alô Pereirinha, alô Adrien - assemelhar-se-ia mais a um exílio sem expectativas não fosse encontrar lá Sá Pinto, que o conhece muito bem e quem soube retirar o melhor dele nos júniores ou equipa B.

P.S.- Já depois da redacção do post recebi um press-release da AAS, sobre a temática dos preços praticados nos estádios portugueses, em particular o preço absurdo que o Estoril vai cobrar pelas entradas dos adeptos Sportinguistas. Como o comunicado lembra, os valores agora pedidos são superiores aos pedidos aquando da visita de FCP e SLB. Estranho, não estivéssemos a falar do futebol português...


quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

De todos os perigos de 2013 a 2014 de todas as oportunidades

O ano de 2013 terá sido um dos piores que vivi na história do Sporting, talvez só comparado com o sucedido em 1989 e que levou à queda de Jorge Gonçalves. E digo talvez porque o passar dos anos atenuam as memórias. Existe uma diferença significativa que não pode deixar de ser referenciada: em 1989, mesmo sem dinheiro para pagar a água dos banhos a equipa de futebol não registou a descida aos infernos que se viveu o ano passado. A proximidade na classificação dos lugares de despromoção e o risco de implosão e desagregação do clube nunca pareceram tão próximos. As duas crises em simultâneo, institucional e desportiva, constituíram uma tempestade perfeita cujos resultados finais poderiam ter sido bem mais nefastos.

Nem a boa vontade costumeira da época permite imaginar que os problemas resultantes do ano que findou, ficam resolvidos com um simples colocar de um novo calendário. Mas os bons resultados da equipa principal de futebol têm pelo menos contribuído para um maior esperança e uma visão mais optimista na hora de analisar esses mesmos problemas. Esse estado de espírito é o primeiro mas decisivo passo para criar as oportunidades necessárias para recolocar o Sporting no lugar que merece. 

É esse o meu desejo para 2014: que o Sporting saiba prosseguir o seu caminho, honrando o espírito dos seus fundadores e do legado constituído pelas diversas gerações que a ele se dedicaram e que o tornaram numa instituição de referência nacional e internacional. Se o desporto é uma escola de virtudes o Sporting Clube de Portugal é uma das suas cátedras maiores.

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