sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Champions League: E depois do adeus?

Não há como escamotear: foi traumática a forma como acabamos apeados da Champions League mas, mais do que olhar para esse passado recente que já não podemos mudar, vale a pena depositar os olhos no que de muito há ainda para fazer. 

Sem dúvida que as perdas foram enormes, mas parece-me demasiado cedo para se carpir o falhanço de uma época que ainda está a começar e que tem ainda muito para poder ser conquistado. Sem minimizar as perdas, há que convir que "apenas" o dinheiro é irrecuperável. Isto porque até o prestigio a alcançar numa prova como a Champions é muito contingente, não faltando exemplos, próprios e alheios, de grandes tosquiadelas quando se ia em busca de lã. 

Sem que isto deva ser entendido como falta de ambição, parece-me claro que, no actual momento da vida do Sporting, e na actual conjuntura das competições europeias, a Liga Europa é a competição onde melhor poderemos sobressair. Como apontamento final sobre o passado fica o registo de que, com arbitragens como as deste play-off, estamos condenados a não poder ambicionar muito mais que a Liga Europa.

É muito comum entre os adeptos, e especialmente em momentos de profunda desilusão como o actual, procurar encontrar culpados para o sucedido. Ou foi a direcção que não fez o que devia para reforçar convenientemente o plantel, o treinador que adormeceu, os jogadores que não se empenharam o suficiente. 

Convenhamos que, a nível interno, tem sido esse objectivo primordial dos erros de arbitragem há muitos anos, sempre que o clube parece querer deitar a cabeça de fora do género simpático: a ignição de uma combustão interna que tudo queima em redor e que nos entretém enquanto os outros fazem o seu caminho. 

Independentemente dos juízos que se possam fazer, parece-me claro que, apesar das várias falhas, o Sporting fez mais do que suficiente para passar, acabando duramente penalizado por praticamente todos os erros cometidos. Às vezes é assim, connosco tem sido muitas vezes, infelizmente. Isto não invalida considerar que, apesar do potencial parecer existir, são muitas também as dúvidas que a equipa deixa, em particular quando, se repente, se desconjunta e fica abúlica, entregando-se à sorte.

É esta a parte que me interessa neste momento: apesar do insucesso na Champions, os sinais passados são positivos, pelo menos um bom ponto de partida para os compromissos imediatos. Nem todas as equipas se podem gabar disso neste momento da época. 

É a seguir a momentos como este que as equipas revelam a matéria de que são feitas e muitas vezes se definem os resultados de toda uma época. Mais do que uma má abordagem ao jogo por parte do treinador no plano de jogo ou quebra física (que foi notória em Teo, Ruiz e Aquilani) pareceu-me ter havido uma hecatombe anímica instigada por uma série de acontecimentos adversos. 

Para que essa queda não se perpetue, é urgente conseguir inverter esta série de resultados negativos (empate, derrota) no imediato, já em Coimbra, com uma vitória. Menos do que isso é uma confissão de incapacidade e significaria o regresso extemporâneo a um lugar que conhecemos bem mas não temos saudades.

Como nota adicional fica um quadro com os compromissos a levar a cabo na Liga Europa, em função do resultado do sorteio hoje efectuado e a sua relação, sempre importante com as jornadas da Liga NOS.

SPORTING-Lokomotiv  (17/09) =>        SPORTING-Nacional     Jornada5
Besiktas-SPORTING      (01/10) =>        SPORTING-VitoriaSC   Jornada7
SPORTING-Skenderbeu (22/10) =>        Benfica-SPORTING      Jornada8
Skenderbeu-SPORTING (05/11) ->         Arouca-SPORTING       Jornada10
Lokomotiv-SPORTING  (26/11) ->         SPORTING-Belenenses  Jornada11
SPORTING-Besiktas      (10/12) ->         SPORTING- MoreirenseJornada13

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

A reacção de Bruno de Carvalho e a estratégia

Bruno de Carvalho reagiu já à derrota de ontem com um extenso post no Facebook, que poucos lerão até ao final. Não tenho dúvidas da inutilidade da publicação, a não ser para alguns dos tais milhares de pessoas que vivem do futebol: os paineleiros e os média.

Tem-se dito que o Sporting está este ano a fazer um all-in desde que contratou Jorge Jesus e mais alguns jogadores. A contratação da Jorge Jesus parece-me a jogada do século que, no entanto, para ter sucesso, terá que ser complementada com uma política de aquisições e gestão do plantel de forma a proporcionar ao treinador os meios necessários para se bater com os rivais, o que já me levanta muitas dúvidas, pelo que pude observar até agora. 

Já duvidas que existe um all-in de erros arbitrais em TODOS os jogos oficiais realizados até agora não tenho. Não é desculpa é um facto. Não sejamos ingénuos para pensar que tudo acontece por acaso, mesmo considerando que não há uma ligação entre os interesses que se movimentam a nível interno e nas competições da UEFA. Por isso que me interrogo: qual é a estratégia do clube para este ataque cerrado?

O que fez o Sporting até agora? Que se saiba, nada. Mas, neste interim Bruno de Carvalho 

- Reagiu de forma pessoal, entretendo-se numa "peixarada facebokiana" com um funcionário de um clube que até é minha impressão vai ter que montar torres de observação para olhar para os lugares cimeiros da classificação (os dois primeiros, espero eu) da actual Liga Nós.

- Beliscou o actual líder do Conselho de Arbitragem com um post pessoal.

- Entretanto, quando no jogo da primeira mão já se anunciava a possibilidade de sermos servidos como ovas de esturjão aos russos, o clube preferiu ficar calado. 

- Não era hora de intervir, lembrando em comunicado à UEFA o pesado passivo deixado pelas actuações dos seu nomeados na época passada, prevenindo para agora não ter que chorar? Não era hora de lembrar a Platini a necessidade da introdução das tecnologias?

- Por cá preferimos ajustar contas que me parecem mais de carácter pessoal com o inefável e movediço Luís Duque apostando na figura esfíngica de Pedro Proença, deitando-nos na mesma cama onde dorme o mesmo dragão dos Guímaros, dos Calheiros, das escutas, etc.

- Porém, o mais singular neste processo é que, por via da sua eleição para presidente da Liga. onde a sua utilidade é dúbia, Pedro Proença acaba de se ver afastado do Comité de Arbitragem da UEFA onde, aí sim, nos poderia ser útil. Por cá sabe-se apenas que é favorável ao sorteio, ao invés de quem o apoiou.

As razões de queixa relativamente à arbitragem são mais que evidentes e os prejuízos estendem-se de em progressão geométrica de difícil contabilidade. Mas é urgente perceber se queremos apenas continuar a queixarmo-nos apenas, ou fazer algo de muito concreto para mudar os poderes instalados. E isso não se consegue com amadorismos, no conforto de um post no Facebook, a assobiar o hino das Champions ou em choradeiras a roçar o patético, como aqui e ali também vamos assistindo.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Há que admitir, não somos suficientemente fortes para jogar a este nível

Convenhamos: não somos suficiente fortes para jogar a este nível. Não tivemos perspicácia e qualidade suficiente para evitar sofrer os golos que "toda a gente" sabia como CSKA marca. Não tivemos estofo para lidar com adversidade de um golo cedo na segunda-parte,que muda completamente a história do jogo. Uma equipa personalizada deu lugar a uma versão "walking dead" de si própria. O próprio Jorge Jesus demorou a sentir o que, como a pior das tempestades, se ia anunciando.

Sem escamotear as culpas próprias nesta eliminação há que contabilizar a intervenção pornográfica das duas equipas de arbitragem nos resultados dos dois jogos. Penalty descarado por marcar em Alvalade, golo marcado com o cotovelo que muda completamente o jogo hoje e um golo anulado a Slimani que mais pareceu o cumprimento de uma missão encomendada.Um golo que nos colocava onde demonstramos ter qualidade suficiente para estar, por comparação com o CSKA.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

O momento das grandes decisões: que Sporting na Rússia?

Que Sporting teremos amanhã na Rússia? Um Sporting personalizado, a querer mandar no jogo e impor o seu ritmo, como vimos nos melhores momentos dos jogos até agora disputado ou um Sporting que deixa o adversário correr e jogar?

Creio ser pacifico assumir que um melhor Sporting está ainda em construção, sendo claro que a importância do jogo de amanhã está longe de se esgotar no plano financeiro. Sem dúvida que este é importante e as contas têm sido feitas por baixo. O Sporting se passar a eliminatória arrecada não apenas o prémio de participação na fase de grupos da Champions League, os tais doze milhões de euros. Fosse apenas isso e o Sporting vendendo por exemplo Adrien pelas verbas de que se vão falando e teria o problema resolvido.

Mas esses tais doze milhões são apenas uma fatia garantida de um bolo bastante apetitoso. Às receitas de televisão podem somar-se as dos pontos alcançados por cada vitória e empate, há também a considerar as receitas de bilheteira, com a possibilidade de passar a fase seguinte a não dever ser de todo descartada. 

Mas, acopladas a um possível apuramento, há uma série de outras possibilidades a ter em conta:

- Não espantará ninguém que a definição do patrocinador a figurar nas camisolas esteja pendente do resultado de amanhã. Se não a definição, seguramente que os montantes a pagar serão substancialmente diferentes.

- O mesmo poderá suceder com o reforço da equipa. JJ ainda há poucos dias deixou a entender que o plantel não está fechado. Por outro lado, os primeiros jogos serviram já para deixar expostas fragilidades em algumas posições que seria bom poder corrigir, de forma a reforçar o estatuto de candidato.

- A chegada pelo segundo ano consecutivo a esta fase da competição significará o reforço do crescimento competitivo da equipa e em especial dos seus elementos mais novos ou menos habituados a este nível.  

- Depois, no fim mas de importância capital, o prestigio. Essa coisa vaga, de valor intangível, mas imprescindível para uma grande instituição. Factor que não só reforça a estima própria como também se cobra sempre que alguém se lembra do nome do Sporting Clube de Portugal para um evento desportivo, patrocínio, etc.

Seria por aí que JJ deveria começar e talvez reforçar como últimas palavras da palestra aos jogadores. Porque é essa a grande motivação dos jogadores, seja pelo mero reconhecimento mediático, seja pelas portas que se abrem para os melhores campeonatos e proventos.

No que ao jogo no terreno diz respeito, apostaria no melhor onze até agora, e que jogou a primeira mão, com excepção óbvia para o lesionado Jefferson. A apostar na surpresa, e já que se fala na inclusão de Aquilani, mudaria as peças mas não alteraria o modelo. Pela questão psicológica, de forma não criar na equipa uma ideia de receio e retracção e por demonstrar confiança no trabalho até agora efectuado. 

Não vai ser fácil. Quase ninguém reparou, mas o Sporting, em Alvalade, impôs até agora aquela que é a única derrota da equipa russa na época em curso.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

"Estes gajos não me querem lá": Como e porquê JJ deixou o SLB para vir para o Sporting

 O Expresso publicou este fim-de-semana passado a história que documenta a saída de JJ até assinar com o Sporting, explicando as razões que motivaram o treinador e até algumas das peripécias dessa "viagem" que até podia não ter chegado a acontecer.

sábado, 22 de agosto de 2015

Filme de estreia em casa realizado por Manuel Oliveira

Fica marcado por um empate (onde é que eu já vi isto?...) a estreia em casa no presente campeonato. Um resultado cujas razões são fáceis de explicar:

- Jogo frouxo da nossa parte, com muito pouca intensidade e concentração, o que se explicará como consequência do desgaste causado pelos jogos consecutivos, especialmente pelo da passada terça-feira.

- Intervenção decisiva no desfecho do jogo por parte do árbitro Manuel Oliveira, que repete a coincidência do nome do grande realizador com a origem na mesma cidade. 

- Não discuto se foi penalty o lance de ingenuidade e má colocação de João Pereira. 

- O que é indiscutível é a dualidade de critérios no juízo do lance de Slimani (cartão amarelo para o argelino) por comparação com o lance que dita o empate, alcançado por penalty, em lance em tudo semelhante. 

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

A revolução que pode estar a caminho

Para já não passa de uma série de rumores. Mas, a ser bem sucedida a intenção da associação internacional de classe dos jogadores de futebol, conhecida como FIFPro, o futebol enfrentará uma revolução sem precedentes. Aquela associação estará disposta a verter abundantes somas numa disputa legal que abula um dos pilares tão antigo como o futebol: as regras que norteiam as transferências, mais concretamente as verbas que os clubes cobram cada vez que um jogador sai do clube A para o clube B.

Pelos vistos o lobying junto da União Europeia já terá começado, sob o argumento que aos jogadores de futebol não são reconhecidos os mesmos direitos que aos demais trabalhadores. Apesar de a União Europeia ser apenas uma parte de todo o mundo e alguns dos argumentos usados poderem ser contestados, o que me parece mais importante salientar é que, depois da sentença Bosman, os esforços e as atenções para mudar o actual sistema de transferências permanecem. 

Vista neste momento e sob as actuais condições a abolição total do valor dos passes parece uma medida injusta e que beneficiaria os clubes mais ricos das maiores Ligas, cavando ainda um maior fosso que o existente. No entanto a tradicional letargia e inércia dos reguladores pode ter um poderoso efeito de ignição junto daqueles que, não tendo nada a perder, não se importam de apostar todas as fichas na obtenção de um precedente legal que transfigure por completo as actuais regras, obtendo assim os ganhos pretendidos. 

Para seguir com atenção, especialmente as consequências que poderiam advir para um clube como o Sporting.

(Este texto foi redigido com base no artigo da Bloomberg, "FIFA's New Headache: Plot to end 125-year-old transfer rules").

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Play-off Champions: primeira batalha ganha na guerra fria - A defesa de JJ por Bruno de Carvalho


Nota do exame de aferição: suficiente
Foi com um suficiente que o Sporting saiu do teste de aferição de competências que o jogo com o CSKA representava. Uma nota média porque a equipa alternou momentos de algum brilhantismo com outros em que andou perdida de si mesma e das suas melhores ideias, o que a deixou em alguns momentos do jogo à mercê da sorte e do adversário. 

Entrada de ópera
Os primeiros minutos foram dignos da abertura de uma ópera: orquestra afinada, com os executantes em grande nível e acerto a cada toque. O golo é a ilustração perfeita desta afirmação: a jogada começa numa recuperação de bola a meio campo e num toque de calcanhar de Slimani (!). Daí até acabar na baliza de Akinfeev foi uma ária a roçar a perfeição.

Quando a cabeça não tem juízo Patrício é que nos salva
Se este jogo servia de teste ele veio confirmar que esta equipa não está ainda apta a lidar com situações de vantagem. Pelo segundo jogo consecutivo o Sporting apanha-se a ganhar e não parece apto para gerir o resultado. Quando Patricio salva o empate  - o penalty resulta de uma infantilidade de Jefferson - já Musa tinha ensaboado o juízo a João Pereira e Paulo Oliveira. Mérito do treinador russo, que percebeu onde era mais vulnerável o nosso último reduto. Patrício voltaria novamente a ser decisivo, frente Doumbia, no segundo tempo.

Por onde temos que crescer
Será por aí que JJ tem de saber fazer crescer a equipa, ensinando-a a ser mais pragmática na gestão da posse da bola e a perceber a importância de juntar as linhas e sofrer na sua busca sempre que necessário. E vai ser muitas vezes. Faltará também saber, porque nunca foi testado, como reagirá a equipa à desvantagem.

Duas faces, a mesma moeda
O mesmo Sporting que foi capaz de criar várias oportunidades de golo foi também um Sporting que se deixou expor demasiadas vezes. JJ declarou na conferência de imprensa ter assumido alguns riscos - o abandono de João Pereira à sua sorte - para ir em busca de superioridade no meio campo, dedicando quase em exclusivo Carrillo à tarefa de organizar. Devo confessar que preferia uma equipa mais equilibrada nas suas acções, menos vulnerável.

Aquilani, nome de adesivo
O italiano só surpreenderá a quem nunca o viu jogar. A sua qualidade e utilidade ontem foram decisivas para unir uma equipa partida que, há medida que o tempo passava, revelava cada vez mais dificuldades, afastando-se das suas ideias de referência: proximidade entre sectores, apoios para a progressão, superioridade numérica no centro de jogo. Haverá muitos poucos jogadores na nossa Liga capazes de dar olhos à bola como o italiano ontem fez, suprindo assim as dificuldades de construir jogo que fizesse chegar a bola à frente.

Deixai vir a mim as criancinhas
O resultado acabou por se definir quando Jesus decide chamar ao jogo Gelson e Mané. A sua irreverência e atrevimento acabaram por manter em alerta os russos, retirando-lhes grande parte da iniciativa. 

Nos Carrillos de André
Parece indiscutível que a chegada de Teo, Ruiz e Aquilani significaram um importante aporte de qualidade ao nosso futebol. Mas continuamos a viajar nos trilhos de Carrillo. Não tendo feito um jogo perfeito, foi o jogador decisivo e o de acções mais consistentes.

Zona cinzenta
Jefferson, João Pereira Adrien e Slimani. Os laterais, mais o segundo que o primeiro, tiveram uma noite para esquecer. Adrien também, talvez porque no jogo de ontem teve que contar mais consigo próprio, ficando as suas debilidades mais expostas. Slimani disfarçou mais uma vez com um golo os tantos que tem que perder até finalmente acertar.

Porta da Champions entreaberta 
Acredito que esta vitória sobre os russos, apesar de tangencial, é suficiente para chegar à fase de grupos. Isto porque, tal como afirmou JJ, também me parece que temos potencial suficiente para marcar em Moscovo, especialmente se entrarmos no jogo de forma personalizada, não permitindo que o adversário  marcando fique cedo em vantagem.

Arbitragem
As imagens falam por si. Não é possível que pelo menos a mão do defensor russo não tenha sido vista pelo quarto árbitro. Perceber porque não marcou o castigo era entender porque a UEFA e a FIFA preferem não usar o que a tecnologia já oferece à verdade desportiva a outras modalidades.

A defesa de Jorge Jesus
Deveria ter um post próprio, mas vou-me ficar pelas curtas:

- A saída em defesa de Jorge Jesus é uma obrigação do clube, atendendo ao ataque a que tem sido sujeito, de forma quase permanente.
- A defesa do treinador deverá pautar-se pela inteligência e até mesmo, se necessário, pela contundência dos argumentos, sem deixar nunca de ter presente que é feita em nome de uma instituição como é o Sporting Clube de Portugal e o que esta representa na história do País.

- O que Bruno de Carvalho ontem fez no Facebook pode ser muito popular, especialmente nas redes sociais, alimentar as rotativas dos jornais e abrir telejornais, mas não é a defesa de Jesus. É cair na armadilha de lutar no campo da ordinarice e má educação onde para onde o adversário nos atraíu porque sabe que está mais habilitado e experimentado. 

- Bruno de Carvalho é o presidente do Sporting Clube de Portugal, não me parecendo que deva descer ao nível de um funcionário de um clube rival que não apenas lhe é inferior na hierarquia como, ao longo dos anos, construiu uma reputação de uma excrecência que habita os esgotos do futebol nacional.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

CSKA: vingança impossível em exame de aferição e o processo a JJ


Vingança impossível
Tendo já disputado dois jogos oficiais, a equipa do Sporting deixou um sentimento misto a quem teve oportunidade de ver os referidos jogos. No primeiro revelou superioridade ante um rival e igualmente candidato, mas ficou a dúvida se essa superioridade se construiu por via das fraquezas do adversário se pelas forças da equipa do Sporting. Parece-me que ambas serão verdadeiras.

Já o jogo da primeira jornada, a apadrinhar a estreia do Tondela, ficou-se por quinze minutos em grande estilo, deslizando em seguida para algum cinzentismo e muito pouco esclarecimento. Hoje o Sporting terá no CSKA um adversário muito mais forte que os anteriores, constituindo-se assim como um verdadeiro exame de aferição do seu valor actual.  

Tive oportunidade de ver no passado fim-de-semana um pouco do vitoria do CSKA sobre o outro rival de Moscovo, o Spartak, conseguida na casa deste. Sem se tratar de uma observação exaustiva, uma vez que não presenciei a totalidade do jogo, foi o suficiente para confirmar que vamos defrontar um adversário forte, com uma vantagem competitiva importante, que resulta do facto de deter, neste momento, maior número de jogos até agora disputados. Sete, no total, contra apenas dois nossos. 

Só o melhor Sporting desses dois jogos oficiais poderá ter pretensões à passagem da eliminatória. Aponta-se alguma vulnerabilidade defensiva à equipa russa mas não é menos verdade que o seu potencial ofensivo é suficiente para a minimizar, permitindo-lhe ganhar jogos. Essa fragilidade porém apenas é constatada nos jogos internacionais de apuramento que trouxeram a equipa russa até esta fase (5-4 nos dois jogos), porque nos 5 jogos domésticos apenas este fim-de-semana viram as redes do consagrado Akinfeev abanar por uma vez.

De todos os resultados possíveis, a derrota ou o empate com golos são obviamente de evitar. A vitória, mesmo que pela margem mínima, com ou sem golos sofridos e até mesmo o nulo não fecham de todo as possibilidades do apuramento. O que o Sporting deve evitar de todo para o jogo da segunda-mão é uma equipa russa instalada no conforto de não ter que procurar marcar para passar. 

Uma nota final: é um absurdo pretender que este jogo se transforme numa vingança pela final perdida em 2005. Não apenas porque não faz sentido a aplicação da palavra, mas acima de tudo porque não será um possível apuramento para uma fase de grupos da Champions League que resgatará uma Taça UEFA perdida em casa. Se um dia tivermos hipóteses de disputar uma final europeia na Arena Khimki, com o CSKA, aí voltaremos a falar para ajuste de contas.

O processo a JJ
Muito se poderia e seguramente que se dirá sobre o processo que ontem João Gabriel, porta-voz do SLB, anunciou contra JJ. Não me vou pronunciar sobre as questões laborais invocadas no comunicado, porque os meus conhecimentos na matéria são escassos para avaliar as razões que assistirão às partes. Do referido comunicado parece-me importante destacar o seguinte:

- Mais do que atingir JJ, o comunicado do SLB atinge o próprio clube, especialmente quem o dirige. Não apenas pelo tom em que ele foi redigido, mas por se constatar que foram precisos seis longos anos para descobrir que tinham entre si um "chico-esperto deslumbrado, egocêntrico e que nunca conseguiu nada na Champions".

- Passados todos estes anos e uma série infindável de comunicados de muito baixo nível, é já tempo de perceber que o João Gabriel não é o problema mas sim apenas o moço que faz os recados. Se há alguém a quem apontar o dedo é precisamente a quem manda, a direcção do SLB, mais propriamente o seu presidente, que parece não perceber que dirige uma grande instituição e não uma agremiação de estivadores sem educação.

- Compreendemos a dor e aflição de quem quis despachar de forma pouco edificante um dos técnicos com mais tempo e vitórias no historial do clube, mas acabou por o entregar de mão beijada no colo do rival de sempre, precisando agora de desviar as atenções de quem tem que prestar contas.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

A estreia do Sporting e dos seus rivais SLB e FCP

Começou a Liga NOS 2015/16. Por razões de ordem pessoal, acabei por não ter oportunidade de fazer a crónica do jogo de Aveiro. Assim, o post de hoje será dedicado à análise do que me pareceram ser os pontos mais importantes da vitória sobre o Tondela, abordando também a impressão deixada pelos principais rivais na estreia do campeonato.

Sporting: vitória tão fortuita como merecida
A vitória no soar do gongo, quando o domínio e as oportunidades criadas permitiam uma vitória tranquila, foi um excelente aviso para os jogadores. Não menos para os adeptos que, após a vitória relativamente fácil sobre o campeão em título na Supertaça, já estariam a levitar, pensando que o campeonato seria uma caminhada triunfal.

Se havia necessidade, o jogo com Tondela serviu para nos lembrar a humildade indispensável de contar sempre com quem está do outro lado da linha do meio-campo. E, na sexta-feira, a equipa adversária apresentou-se muito bem organizada e com uma postura corajosa, que fez com que demorássemos quase dez minutos a impormos a autoridade que nos advinha da superioridade individual. Há já algum tempo que o trabalho de Vitor Paneira, nas equipas que tem passado, reclama maior atenção e o Tondela só não será uma das surpresas da prova pelo peso que a estreia acarreta e pelo plantel curto de experiência e qualidade individual.

A forma relativamente fácil com que o Sporting chegou ao golo e como o podia ter repetido várias vezes de forma consecutiva é capaz de ter sido responsável por alguma sobranceria ou postura diletante após o golo. Quando o Tondela faz o empate, que caiu do céu, o esforço feito pelos jogadores para se reorganizarem e voltarem ao que de bom tinham conseguido, revelou-se infrutífero. Continuando a exercer o domínio, a equipa perdeu a objectividade, quando já não tinha conseguido ser eficaz antes.

Parece-me ser de realçar os seguintes pontos, especialmente os que demonstram que a equipa está a compreender e identificar-se rapidamente com as ideias de JJ, revelando-se quase sempre bem organizada nos diversos momentos do jogo. 

- Saliência para a procura pela vantagem numérica no centro do terreno, quando constrói, com a descida de Adrien para junto dos centrais, abertura e projecção dos laterais, com Ruiz e Carrillo a juntarem-se ao centro, à frente de João Mário e com Teo baixar para ajudar a ligar Slimani, e este exemplar no desgaste e exploração da profundidade. 

- Carrilo apareceu muitas vezes em zonas centrais, mais próximas das que são as zonas de um 10.

- Os movimentos em diagonal de Teo e sobretudo de Carrillo iam lançando o pânico nas costas dos defensores em lances consecutivos.

- Muito bem João Mário a compensar e quase mestre na ocupação dos espaços, quer quando construimos quer, sobretudo, quando perdíamos a bola. Por isso, e apesar das tentativas do Tondela, não houve 1x1 em frente a Patrício. 

- A obtenção do golo, de forma dramática e que tanto se deve à ingenuidade do jogador do Tondela como à postura oportunista de Gélson, acabou por restabelecer a justiça que, podia não ter chegado, como em tantas ocasiões.

- Saliência para os "estouros" de Ruiz e Teo, em grande parte responsáveis pelo engasgar da equipa. A dúvida que se vai instalando relativamente à sua condição física é se já estamos a ver o "peso dos trinta" ou se é natural nesta fase da época. Como será no Inverno?

- Sobre Teo instala-se cada vez mais a dúvida sobre a sua velocidade e se não é um "cromo repetido", oferecendo mais ou menos o mesmo que Montero já dava.

- Esta dúvida é ainda mais premente quando se constatam também as limitações de Slimani. Embora me tenha já convertido ao "slimanismo", pela entrega do jogador, parece-me que é nesta posição onde perdemos claramente para os nossos rivais (Aboubakar, Mitroglu e Jonas estão uns pontos acima do argelino). Que peso terá nos pontos ao fim do campeonato?

Porto a confirmar a candidatura
Faltará ainda um maior desafio do que aquele que o Vitória de Guimarães consegue representar neste momento, mas o jogo inaugural deixou já uma imagem de grande consistência, com destaque para a dupla Imbula / Herrera. 

- Dúvidas para a zona central da defesa, pelo deficit de qualidade individual e com a bola no pé, nos momentos de construção.

- Apesar dos elogios Aboubakar não é Jackson e isso poderá ter peso em alguns jogos com adversários melhor organizados. Realce para o lance fortuito do primeiro golo, que só por muita boa vontade pode ser atribuído ao camaronês. 

Benfica a confirma as dúvidas
Quem não viu o jogo desconhece que Júlio César foi talvez o homem mais importante dos campeões em título. Ora isso diz quase tudo do que foi parte muito importante do jogo e como a goleada pode ser enganadora. Este resultado é tão enigmático para interceder a favor dos que se precipitaram já a retirar a equipa de Rui Vitória dos lote dos candidatos, como os que, suspirando de alívio, pensarão que os problemas evidentes estão já ultrapassados ou terão soluções fáceis.
- Equipa muito desconfiada de si mesma, com a bola a queimar os pés dos jogadores.

- Processos de jogo pouco claros ou mal assimilados a contribuir para a tremideira.

- Quanto valerá a equipa sem Gaitan, um jogador muito acima dos restantes?

- Mais do que uma ideia de jogo ou uma força colectiva foi a qualidade individual que segurou as pontas num momento (Júlio César) e permitiu a vitória (excelente cabeçadas de Mitroglu e Jonas) quando a dúvida parecia ser entre o empate ou se o Estoril conseguiria marcar.
- Realce para a facilidade com que o árbitro marca um penalty inexistente a favor do SLB e ignora dois lances muito mais óbvios a favor do Estoril. A sua actuação foi determinante quando os da casa mais precisaram. E quando um árbitro se engana sempre a favor de um dos lados destrói a credibilidade que é indispensável à sua actividade.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

«Falar muito menos e comemorar muito mais»

Vai começar o campeonato nacional 2015/16, a competição cujo triunfo é mais ansiado. Com a pontuação ainda a zeros, parecem estarem reunidas as condições para um dos campeonatos mais renhido dos últimos anos. No caso concreto do Sporting, os primeiros sinais dão indicações que há razões fundadas para que o tradicional optimismo leonino seja ainda mais reforçado. 

Na entrevista de ontem à SportTV (que ainda não vi na íntegra) realço a frase proferida ontem pelo presidente e que escolhi para o titulo do post, pois parece-me um excelente mote para toda a presente época, senão mesmo para todas. Ela é ainda mais oportuna por contraste com a sucessão de episódios da época transacta, que provocaram excesso de ruído e uma profunda divisão interna, que mais não foram do que a evidência que não estávamos completamente preparados para os desafios que ansiávamos vencer. 

Concretizar nos próximos meses este mote de falar menos, muito menos, para que no fim possamos comemorar mais será um óptimo sinal. Convenhamos, que depois do esforço feito no reforço da equipa e do que já foi alcançado na época passada - o regresso aos triunfos - a par da concorrência feroz que os rivais se dispõem a fazer, a presente temporada será muito exigente, longa e difícil. 

Começar bem é quase sempre determinante. É isso que creio vai acontecer hoje em Aveiro, isto sem qualquer menosprezo por um adversário que tem a seu favor o quase total desconhecimento sobre as suas qualidades e defeitos.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Gestão do plantel. Dispensas: cada caso visto como tal

O Sporting conseguiu colocar cinco do seu vasto leque de excedentários, isto já depois de Sarr e Miguel Lopes já terem partido. Fica abaixo uma breve análise a cada um dos casos:

Betinho
Trata-se de um jogador interessante, que revela uma boa relação com o golo, mas cujo valor para o futuro me suscita muitas dúvidas. Estas até se podem prender com a sua juventude e o lugar difícil que ocupa. Daí que veja com alguma perplexidade a sua partida em definitivo e nos termos tornados públicos, desde logo por:

- Estrategicamente é uma decisão altamente questionável, se atendermos a que a Belenenses SAD tem sido uma parceira estratégica de um rival no campo e um acérrimo oponente fora dele. 

- Se existe, não foi referida qualquer cláusula de salvaguarda, pelo que, caso o valor do jogador se confirme, pode jogar em qualquer um dos rivais.

- Esta saída em definitivo contraria a ideia de valor subjacente à recente renovação de contrato e da cláusula de rescisão (60 milhões). A "oferta" ao Belenenses pelo menos cobre os respectivos custos?
Palhinha
Jogador com muito potencial, mas ainda algum caminho a percorrer para aspirar à titularidade. A possibilidade de jogar com frequência e ao mais alto nível em termos domésticos é um excelente desafio para ele, pelo que a decisão parece ser a que melhor defende os interesses das partes. Vai encontrar uma das equipas cujo desempenho mais me impressionou na época transacta, mais ainda se atendermos a que era recém-promovida e à escassez de recursos de um clube pequeno de um agregado populacional muito reduzido.

Rúben Semedo
Algo parecido com o que é dito acima. Estagiará um ano em Setúbal, o que só lhe poderá fazer bem, atendendo a que não teria muitas oportunidades de jogar este ano e a II divisão da equipa B já não lhe oferece o estímulo que precisa. 

Wallyson 
Mais uma decisão muito questionável por ser talvez o jogador com mais claras possibilidades de fazer imediatamente parte do plantel, com ganho para ele e para o clube. A saída para tão longe, e ainda por cima para um clube modesto, parece-me ser apenas vantajosa para a conta bancária do jogador, que seguramente ganhará mais do que emprestado a um clube nacional. Parecer-me-ia mais recomendável:

- Mantê-lo por perto, com empréstimo condicionado a reapreciação em Dezembro. Até porque no meio-campo há indefinições, como a disponibilidade de Aquilani ou a renovação de André Martins.

 - Parece-me também uma decisão extemporânea e temerária, atendendo ao estado de William Carvalho. E se, por exemplo, Adrien se lesiona com o Tondela, como se fecha o meio-campo?

- A cláusula de quinze milhões parece querer desafiar o destino. Muitos ainda hoje se interrogam como foi possível ter vendido parte do passe do William Carvalho a um fundo. Ora se em vez disso tivesse uma cláusula assim onde estaria neste momento? E se Wallysson confirma o valor que muitos lhe reconhecemos, quinze milhões não é uma pechincha?

Heldon
É um bom jogador para o seu actual clube, como havia sido para o Marítimo, sendo muito provável que dê nas vistas aqui e ali. Mas não o era para nós, pelo que o seu empréstimo não surpreende. O que me surpreendeu foi a sua aquisição, nas condições que foi, quando havia miúdos que poderiam ter ganho, e nós com isso, alguns minutos.

Slavchev
Enquanto não se vislumbram as razões da sua aquisição, fica pelo menos a satisfação que percebeu o clube onde está (No site MaisFutebol):

"Os adeptos são incríveis. É por isso que o Sporting é um grande clube."

"Não se pode dizer «Sporting» e «clube pequeno» na mesma frase."
Fica uma dúvida:
Se o jogador revela problemas de adaptação, não seria mais aconselhável tê-lo a jogar no nosso campeonato? Ou fazê-lo retornar ao seu país, onde se revelou cedo, para reganhar confiança?
Duas questões adicionais:
- Com estas dispensas têm a palavra os que o ano passado, em diferentes momentos da época, exigiram a titularidade de alguns destes jogadores.

- Quantos destes jogadores e outros da equipa B estarão em condições de, na(s) próxima(s) época(s), de integrar o plantel principal, de forma a assegurar que "o recurso a jovens criados na formação do Sporting deverá ser uma realidade, à semelhança do que sempre foi tradicional no clube"?

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Aquilani para a pré-reforma ou reencontro com o destino?

Por força da Supertaça e dos acontecimentos que a precederam e sucederam não tinha tido oportunidade de me pronunciar sobre a aquisição de Alberto Aquilani. Trata-se de um jogador que desde que surgiu me despertou a atenção e a quem reconheço enormes qualidades. Contudo, estas apenas foram notórias quando surgiu no seu clube de coração, a Roma, perdendo-se em pequenos fogachos desde que começou o seu périplo fora da Cidade Eterna. 

Eleito para substituir Xabi Alonso no Liverpool, então de Benitez, a sua estadia ficou-se por um pálido saldo de dezoito jogos, uns mais cinzentos que outros, e um golo, na Premier League. Não terá ajudado muito o facto de ter chegado lesionado e ter apanhado os vermelhos já sem o fôlego que lhes permitiu arrecadar uma Champions e quase um título no ano que antecedeu a chegada do playmaker italiano.

De empréstimo em empréstimo, entre Juventus e Milão, onde teve duas épocas regulares, voltou a Liverpool para descobrir que já não era aí desejado. Acabou por sair para Florença, por uma pechincha de cinco milhões de euros, muito longe dos dezassete milhões de libras que os ingleses desembolsaram antes.

Fantástico calcanhar para golo de Jovetic
Esteve em Florença os últimos três anos, sendo a sua passagem uma boa representação da sua carreira: promessa à chegada, estagnação e desilusão. Convenhamos que não era fácil a um príncipe romano ser rei onde governaram os Medici e onde a rivalidade entre romanos e viola é profunda e ancestral. Teria que ter feito muito mais para as suas origens serem esquecidas, porém a imagem que deixou entre os adeptos foi de um jogador talentoso mas acomodado e pouco comprometido com o clube. Em tudo semelhante à impressão deixada em Liverpool.

Execução exemplar de livre directo, uma das suas qualidades
São estes insucessos consecutivos que o fazem chegar agora a custo zero ao Sporting. Aquilani foi sempre considerado um jogador de enorme talento mas que, com tempo, criou a imagem de um jogador frágil fisicamente, muito atreito a lesões, - o que em algumas épocas foi um facto - das pequenas lesões, recidivas, até algumas de grande tempo de paragem.

Quando Aquilani rejeita a proposta de renovação da Fiorentina, com corte significativo no vencimento, e escolhe um novo agente para lhe gerir a carreira, imaginava-se como próximo destino a Major Soccer League. Foi para aí que o seu amigo e novo empresário, Andrea d'Amico, já havia levado Giovinco, estimando-se que fosse também o Toronto o destino. Esse é o primeiro bom sinal: se fosse pelo dinheiro ou por uma pré-reforma em tons de dourado, certamente que teria já atravessado o Atlântico.

Mas, (pode até ser uma coincidência a noticia saiu quando este artigo estava já escrito), os mesmos sinais fragilidade estão novamente à vista, quando se diz que ontem não treinou por lesão. Têm sido esses contratempos que têm aprisionado o génio do italiano numa garrafa, de onde só sai para revelar pormenores como algumas das ilustrações deste post documentam.

É isso que tem faltado a Aquilani: consistência e constância. É esta dúvida que torna estranha a sua escolha, quando sabemos hoje as razões que levaram a descartar Kevin Prince Boateng. Ao contrário do que foi dito do ganês, Aquilani não padece de um problema num ponto especifico. As suas lesões consecutivas têm-se manifestado nos tornozelos, joelhos, anca, ligamentos, etc.

Faltará apenas saber o que JJ lhe vai pedir. Pode ser um "8", pode  ser um "10", onde a sua qualidade técnica, imprevisibilidade na colocação da bola, que lhe advém de uma qualidade de passe e visão extraordinárias se farão notar. João Mário e Adrien têm aqui não apenas concorrência mas também mestre. Dificilmente poderá ser um "6" porque, apesar do seu 1,87m, falta-lhe intensidade e capacidade para sofrer na busca permanente da bola. Esperemos que seja pois em Lisboa que Aquilani se reencontre com o destino que há muito lhe augurado: o de um grande jogador.

Jorge Gonçalves: Por cada bigode do leão que cair outros se levantarão

Retirou-se ontem de forma trágica do mundo dos vivos Jorge Gonçalves, antigo presidente do Sporting. Apesar do seu mandato curto e da situação calamitosa em que deixou o clube, Jorge Gonçalves deixou bem vincada, na generalidade dos Sportinguistas, um profundo amor ao clube. Que essa memória se perpetue e sirva de exemplo.

Quem sabe o tempo não se encarregará de esclarecer de que lado, réu ou vitima, ficará na história do clube. Seja qual for o lugar parece evidente que a passagem pelo Sporting representou um sério revés na sua vida pessoal e profissional, talvez mesmo determinante para o desfecho dramático que a sua vida acabaria por ter. Que se cumpra um dos seus últimos desejos, expressos no passado dia quatro de Junho, quando se pronunciou sobre o regresso de Jorge Jesus ao Sporting pela porta grande:

"Vamos ver é se ele consegue levar o Sporting para onde nós queremos, que é o título"


 




terça-feira, 11 de agosto de 2015

Carlos, o enviado

Após a primeira jornada do campeonato de 2011:

quando então escrevi isto: "Foi Xistra a mais para um Sporting ainda à procura do equilíbrio".

2013, 23 de Setembro:
Mais uma actuação de Xistra.

Denominador comum: o mesmo árbitro, nomeado logo no inicio do campeonato, com erros que significaram a perda de pontos, em casa. Temos novamente encontro marcado com ele na estreia do campeonato, no mesmo local onde disputamos o encontro com o Beira-Mar. Nesse jogo os árbitros fizeram greve porque, muita justamente, o Sporting se indignou com arbitragem da primeira jornada de 2011, acima aludida.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Supertaça, confronto de estruturas: um adversário que duvida, um Sporting que promete e, claro, Jesus

Duvidar, sempre e muito, até da própria sombra
O pior que pode acontecer a alguém, ou a uma organização, é não perceber as razões do sucesso ou do insucesso. É esse o momento dos nossos adversários de ontem e rivais de sempre. Terminou um período de sucesso, o melhor das últimas três quase quatro décadas, sem perceber a importância do seu treinador no processo, talvez reclamando para si percentagem maioritária na responsabilidade das vitórias. A dita "estrutura" parece ter pensado que ganhar era inevitável oferecendo jogadores a um treinador, fosse ele qual fosse, e um clube estável e próspero.

Talvez por isso tenha deixado partir o treinador, sem grande esforço para o conservar, entregando o comando a um novo técnico. As ideias do actual nada tem a ver com a filosofia que vigorou durante esse período, mas tem os mesmos jogadores. Estes foram escolhidos para jogarem sob um determinado modelo e têm ainda memorizadas as rotinas anteriores, mas hoje pedem-lhes que executem algo muito diverso, talvez até mesmo ao arrepio das suas características. Vivendo neste limbo, os jogadores parecem ter perdido qualidades, ou nem parecem sequer os mesmos. 

Isto não quer dizer que Rui Vitória não seja capaz de montar uma equipa vencedora, quer apenas dizer que vai precisar de mais tempo e, provavelmente, de ter outro tipo de jogadores. Ora o tempo nunca corre a favor de quem não vence, esse vai ser o seu grande problema, sobretudo na manutenção da estabilidade se, após um período de enorme sucesso, deixar de ganhar. As reacções à derrota revelam que, no essencial, grande parte continua sem perceber o que está a acontecer.

Os primeiros sinais de desorientação estão à vista: no que parecia ser finalmente a aposta na formação e retracção no investimento, após diversos anos de "all in" financeiro e desportivo, a "estrutura" desata a abrir os cordões à bolsa, com Mitroglu,  o tal que "não interessava", mas representa já um compromisso de algum valor. Entretanto apresta-se a "soltar a franga" com um ponta-de-lança que quase não tem jogado, mas significará nove milhões por cinquenta por cento do passe. Estes avanços e recuos nas aquisições e falta de coerência aparente na escolha da linha de sucessão de Jorge Jesus são sobretudo um bom sinal para os adversários.

Sporting: uma promessa de  valor e poder
Mais do que uma exibição imaculada, o Sporting fez ontem uma promessa de valor e de poder como candidato ao título. É ainda cedo para euforias - é sempre, até poder por a mão nas taças - não só porque é fundamental apurar a equipa para a fase de grupos da Champions League, mas porque é necessário perceber que soluções tem e como reage esta equipa aos autocarros adversários, sobretudo em casa, onde a candidatura ao título se estilhaçou nestas duas épocas de retoma. Quanto vale o hiper-vitaminado FCP de Lopetegui é outra questão em aberto, uma vez que é clara a superioridade de meios face aos demais. 

Jorge Jesus focou a palavra confiança na conferência de imprensa com toda a propriedade. Esta é talvez a qualidade mais evidente que esta equipa terá exibido ontem, o que lhe terá permitido superiorizar-se em grande parte do tempo de jogo ao adversário. O Sporting já o tinha ´conseguido em dérby's anteriores - "limpinho, limpinho" e no "chouriço do Jardel" - mas não de forma tão duradoura e categórica como ontem. Este talvez seja o "factor JJ" mais importante. 

Como é evidente, não há confiança possível numa equipa dispersa pelo relvado. Este Sporting jogará com os sectores mais próximos entre si. Houve vários momentos do jogo que pareceu termos jogadores a mais, o que de certo era verdade no sitio onde a bola estava a ser disputada.

Sem ter que fazer grandes vai-vens e tendo sempre um jogador a quem endossar a bola, Adrien é um sério candidato a titular da selecção. O mesmo se aplica a João Mário que, a par disso, revelou enorme sentido posicional, dando muito ao nosso jogo. Carrilo não teve medo de errar e passeou classe. Mané não precisa de ser titular para crescer e partir a loiça no caminho. Dos que chegaram ficaram-me as dúvidas sobre a velocidade de Ruiz e Teo para este modelo, sendo a classe do primeiro óbvia.

Conferências de imprensa a evitar
Tendo sido um apreciador do seu trabalho desde há muito tempo, até mesmo um fã, pelo menos desde os tempos do Belenenses que lhe reclamava um lugar no Sporting, nunca gostei do estilo arrogante de JJ nas conferências de imprensa. A soberba, mesmo a verde e branco, não deixa de o ser, por isso não vou mudar. Compreendo a sua necessidade de reconhecimento, atendendo a um passado subido a muito custo, e à falta de quem lhe dê o valor inegável que possui. Mas há demasiado excesso - passe a redundância - no discurso de JJ. Um deles foi a referência constante ao passado recente, em termos que repudio - "os meus jogadores" - quando os jogadores e clube dele agora são do e o Sporting.

Mas há uma característica em JJ, a somar à sua qualidade técnica, que talvez seja a ideal para este momento da vida do Sporting: a vontade permanente, quase obsessiva de ganhar, de melhorar, de superação. E uma confiança inabalável em si próprio que o leva a, ao invés de temer os adversários, ser temido por eles. O Sporting precisa disso, sim.

Parece claro que o Sporting tem uma boa base para queimar algumas etapas, e o perfil de jogadores escolhidos para reforçar a equipa indicam que essa é intenção deliberada da SAD. A tal dita cuja estrutura, muito em particular o presidente, acaba de colher os frutos de uma actuação arrojada, mas deve perceber, certamente já assim acontece, que tem pela frente um futuro próximo muito exigente para poder estar à altura das ambições do treinador.

Octávio
Não termino sem falar em Octávio. Gostei de imenso do seu discurso no final do jogo, confirmando aquilo que imaginei ter-lhe sucedido: a passagem pelo Sporting marcou-o para sempre. O Sporting tem esse condão, de se incrustar no coração de muita gente e de não deixar ninguém indiferente, exactamente porque é diferente. Isso não se explica, sente-se.

domingo, 9 de agosto de 2015

sábado, 8 de agosto de 2015

Supertaça: quando um dérby é um mini-campeonato

Já quase ninguém se lembrará das anteriores edições da Supertaça em quem SL Benfica e Sporting CP se encontraram. Tal ocorreu apenas duas vezes e já na há muito ida década de 80 do século passado. É verdade apenas em 1980 e em 1987 os dois grandes rivais de Lisboa disputaram o troféu que tem o nome de Cândido de Oliveira, competição que foi instituída em 1979.

Ora este facto histórico vem acentuar ainda mais a importância e a atenção que se dedicará ao jogo deste fim-de-semana que, sendo um derby, é também um jogo que valerá um título. Mas, como é óbvio, é a mudança de Jorge Jesus para o banco do lado oposto, após seis anos de banco a vermelho e branco, que está a potenciar ainda mais o carácter especialíssimo que os jogos entre os vizinhos e rivais sempre têm. É a partir daí que tudo o que aconteceu na chamada pré-época ganhou importância capital, sendo cada decisão, jogo e palavras escalpelizado ao detalhe.

Uma das análises mais recorrentes na antecâmara deste jogo tem sido tentativa de determinar qual das equipas detém vantagem sobre a adversária, em função dos jogos realizados, contabilizando-se os resultados e a respectivas exibições. Ora, se atendermos à disparidade do que foram quer o número de jogos quer o dos adversários, depressa se conclui que chegar a um conclusão pode ser pelo menos precipitado. 

Há porém dois dados que se podem retirar, acima de qualquer contestação: que  o SL Benfica não conseguiu estar à altura da responsabilidade e exigência que os adversários que defrontou lhe colocou, colocando em dúvida as opções tomadas de forma quase transversal: as aquisições e as dispensas, o próprio modelo de pré-época, até lançar a pior das dúvidas: foi o treinador a escolha certa? Convenhamos que tal está longe de ser o espírito ideal para se enfrentar um derby e até mesmo iniciar uma época.

O Sporting encontra-se num momento oposto. Há ainda no ar muita da euforia que, justificadamente, se viveu desde o momento que se confirmou a chegada de Jorge Jesus. Os resultados da pré-época que, pela qualidade e número dos adversários, não justificam alguns optimismos excessivos, deram indicações positivas e permitem vislumbrar uma melhoria competitiva significativa face até mesmo ao passado recente. Aqui sim, parece clara uma supremacia evidente de estados de ânimo. Porém, esta só permanecerá até ao inicio do jogo. No decurso do jogo esta vantagem só prevalecerá se os acontecimentos tiverem rumo favorável, sendo rapidamente anulada se o oposto suceder.

É por isso que se dedica tanta importância ao titulo em disputa: além da elevada carga emocional e sentimentos exacerbados que um derby carrega, há, de forma muito evidente, um carácter de derradeiro teste de aferição de valor de cada uma das equipas. Neste dirimir de forças colectivo sobressairá certamente uma disputa muito particular que, por razões óbvias, concitará todas as atenções: a que envolverá os dois treinadores.

Ingredientes não faltam para tornar este próximo derby numa espécie de mini-campeonato. Porque é claro para todos que não se joga apenas um título e a possibilidade de ficar bonito na fotografia a erguer um troféu. Está em causa, como em todas as disputas directas, a possibilidade de ganhar vantagem sobre um rival, deixando-o entregue à dolorosa tarefa de lamber as feridas.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Contra o CSKA, marchar, marchar!

De todos os adversários que podiam calhar em sorte (?) ao Sporting o CSKA era o que menos desejava. Não apenas pela valia da equipa, que é das mais fortes do respectivo campeonato, como pela distância que teremos que percorrer para jogar o apuramento, cujo jogo decisivo é em Moscovo a 26 de Agosto.

Acresce que o adversário, além de já ter disputado três jogos do seu campeonato, que lidera a par do Zénith de Vilas Boas,  já disputaram também dois jogos de apuramento para a corrente fase da Champions League. Detém no campeonato um saldo de três vitórias em três jogos, quatro golos marcados e nenhum consentido, pelo que iremos encontrar um adversário seguramente poderoso e mais rotinado.

Como curiosidade referira-se que o seu treinador, Leonid Slutski, acaba de ser nomeado  seleccionador russo, funções que acumulará com as que já desempenha no antigo clube do exército russo. É um clube de que todos nos lembramos, pela circunstância, fatídica para nós, de ter sido o primeiro clube russo a ganhar um título europeu. Onde, quando e com quem não é preciso lembrar...

Os nomes a ter em conta no CSKA: 

Akinfiev, guarda-redes internacional russo.

Mário Fernandes, internacional brasileiro que pode jogar a central, mas tem sido titular a lateral-direito.

Irmãos Berezutskiy, gémeos, centrais habitualmente titulares e internacionais russos.

Zoran Tosic, médio internacional sérvio, antigo jogador do Manchester United, e por cujos pés passa muito do jogo e até alguns golos da equipa.

Dzagoyev, número 10, o artista e muitas vezes também goleador da equipa e um dos melhores jogadores russos da actualidade.

Ahmed Musa, internacional nigeriano, tão minúsculo como rápido. Marcou dois golos na segunda mão do apuramento com o Sparta de Praga, determinantes para o apuramento. A defesa muito subida que JJ prefere fará dele um peixe nas suas águas preferidas.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Cabeça de série e em série (por Boateng, Mitroglup!, Bruno Paulista)

Cabeça de série
Nunca compreendi muito bem a ansiedade em perceber se o Sporting chegaria ao estatuto de cabeça de série, excepto pelo lado do prestígio. Hoje, conhecidos que são os adversários possíveis - Club Brugge, Mónaco, Cska Moscovo, Lázio e Rápid de Viena - é mais fácil perceber que a tarefa continua muito difícil e longe de dar como assegurada a qualificação. Olhando para as equipas que evitamos só o Bayer Leverkussen, pelo histórico com as equipas alemãs, é que me deixa tranquilo evitar. Só o Brugge e o Rápid de Viena poderão ter-se como acessíveis, mas aí também é bom lembrar-nos do histórico...

Boateng é um bom nome para uma dor de cabeça
Já disse quase tudo o que pensava sobre a possibilidade de o contratar. Tê-lo tido aqui a tirar fotografias no aeroporto e em Alvalade fê-lo quase nosso mas faltou o quase. Confesso que a sua aquisição me dividia, sobretudo por poder ter o mesmo efeito sobre o grupo de trabalho. Seria de certeza o líder da folha salarial, o que o obrigaria a ter o mesmo estatuto em campo, seja de treino seja de jogo. Tecnicamente poderia sê-lo, mas como qualquer jogador, não deixa de estar limitado pela sua condição humana e é aí que as maiores dúvidas surgiam. Em condições ideais de funcionamento e equilíbrio seria uma enorme aquisição, era um daqueles jogadores que pode valer muitos pontos.

Mitroglup!
Não será a última vez que perdemos um jogador para um rival pelo que, como em outras ocasiões, há que esquecer e olhar para a frente, porque o desgaste com o que já não podemos mudar é inútil. Para encerrar o assunto ficam apenas duas considerações:
- A exposição excessiva a que nos sujeitamos neste caso, pelo tempo e pelos pormenores permitidos em permanente exibição mediática. 
- Continuo a pensar que, para reforçar a nossa candidatura ao título, a posição para onde Mitroglu viria, continua carecido de um jogador com um outro nível de eficácia do que os que já temos. Ou então a nossa produção atacante terá que crescer de forma exponencial.

Bruno Paulista
Ainda não é nosso jogador, pelo que falta conhecer os números do negócio. Se forem os que se falam - 3,5 milhões - não deixam de ser um número considerável, julgo mesmo que o maior da era BdC. Não é um número de todo escandaloso, mas não deixa de ser a repetição de um risco semelhante aos anteriormente assumidos o ano passado que ainda estão por compensar.

Ora a primeira dúvida é exactamente essa: vem para jogar de imediato ou como "aposta para o futuro"? Embora pareça um bom jogador, pelo que se pode ver no Youtube (por esta altura, há um ano, o Rábia também parecia o Beckembauer do Nilo, o Gauld era o pequeno Messi e o Slavchev o Lampard dos Balcãs), não deixa de ser notório o escasso percurso, apesar da recente chamada à selecção brasileira que esteve nos jogos Pan Americanos. 

Se é aposta para o futuro, porque não se priorizam os que já cá estão, guardando os recursos para o que não temos? Esta será sempre uma questão recorrente, particularmente entre nós, que temos na formação um passado que nos orgulha. Tal não deverá porém limitar a actuação do clube no mercado, na busca de bons jogadores, embora o histórico neste tipo de negócios não nos seja muito favorável.

Fica outra dúvida: pelos valores que se falam, o preço a pagar por Bruno Paulista faz dele um jogador caro ou barato? E o que pediam por um jogador com o estatuto de Mitroglu não era? As respostas a estas questões são muito contingentes para se poder tecer afirmações categóricas. O tempo encarregar-se-á de ajudar a perceber.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Folhetim Boateng sem final feliz

Ao contrário do que foi hoje anunciado, Kevin Prince Boateng não chumbou nos testes médicos. Segundo o o normalmente bem informado Gianluca de Marzo as negociações prolongaram-se até hoje mas não houve acordo entre as parte, por falta de entendimento sobre os direitos de imagem do jogador. Ora isto pode significar pelo menos duas coisas:

- Ou falta de argumentos financeiros do clube para satisfazer as pretensões do jogador, o que não surpreenderia de todo, atendendo ao elevado salário do jogoador.

- Ou uma saída airosa para aquele, podendo mesmo os problemas que se especularam serem reais.

Ao que parece haverá comunicados oficiais ainda hoje das partes envolvidas, pelo menos do Sporting e do Shalke 04. É verdade que o Sporting não contrata um grande jogador, não sendo menos verdade que os riscos que teria que assumir eram sobremaneira elevados.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Boateng: entre o Prince e o Shikabala?

A chegada hoje anunciada pela generalidade dos meios-de comunicação social de Kevin Prince Boateng ao Sporting parece uma daquelas noticias da "silly season" que, pelos vistos, e apesar de toda a improbabilidade e incredulidade que se lhe associa, está a um passo de se tornar real.A confirmar-se é uma jogada de alto risco, bem maior do que a assumida na contratação de Teo Gutierrez. Desde Maio deste ano que as funções do jogador no clube alemão se limitavam apenas a cobrar a parcela mensal dos oito milhões de euros anuais do respectivo contrato.

Boateng vem de dispensa sem honra nem glória, da qual ficou muito por dizer, mas que no essencial deixa em causa o seu compromisso com a profissão que lhe deu tudo. O jogador carrega  atrás de si não apenas o talento indiscutível para ser um grande jogador de futebol, como a fama e o proveito de ser um personagem complicado, com uma atracção fatal pelo desnecessário show-off. Este tanto pode ser um inofensivo moon-walking por ocasião da celebração do scudetto de 2011, (siga o link, porque vale a pena ver) em Milão, ou apresentar-se num controlo antidoping de telemóvel, garrafa de cerveja e cigarro, como a foto de Fevereiro abaixo documenta.
Como pode ser o jogador que esteve em Milão e marcou golos como que os que se podem ver aqui, sendo o último da compilação o que marcou ao Barcelona e concentraram sobre si todas as atenções.

É muito provável que JJ olhe para  Boateng e o veja mais como um centro-campista para jogar a "8", ao lado do trinco - recuá-lo para "6" não está assim tão fora de hipótese, mas ainda assim pouco provável - do que fazê-lo regressar a posições mais adiantadas no terreno, mas onde não foi particularmente feliz, sobretudo na sua passagem por Inglaterra (Tottenham, ou pelo fracassado projecto Portsmouth). 

Apesar de demonstrar um indiscutível talento, foi apenas em Milão, jogando mais atrás, onde chegou via Génova e por quinze milhões de euros, que o conseguiu confirmar. A sua chegada ao Schalke, pelo mesmo preço, não deixou de constituir uma grande surpresa para todos, até para Jürgen Klop - que o treinou uma temporada por empréstimo do Tottenham em 2009 - que então terá deixado escapar um incrédulo "Why Schalke?...", quando todos lhe apontavam voos mais altos que o clube da Weltins Arena.

Diga-se por curiosidade já vimos este ano Boateng em Alvalade, mas ainda com a camisola azul do Schalke 04, mais propriamente no dia 5 de Novembro, mas apenas por vinte e cinco minutos e sem deixar grande impressão. 

Sem dúvida que o Sporting contrata um grande jogador. A comparação com Shikabala só se estabelece caso ele acabe por confirmar a propensão para a polémica, porque o talento e o passado dos jogadores estão a várias galáxias de distância. Veremos quem ele quer ser - se um Prince do futebol se um ignoto Shikabala - e se o risco implícito da sua contratação compensa.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Dispensas: confirmações, desilusões e mistério. Sporting em vantagem para a Supertaça

Não há ainda uma lista definitiva de dispensas do actual plantel, mas pode-se entender, pelas opções já feitas, que há pelo menos um esboço, já muito perto da versão final. Sobre esta matéria JJ não confirmou nem desmentiu o que se vai dizendo, justificando apenas a escolha dos apresentados a "dois jogadores por posição" (mais 3 guarda-redes). Pelo menos o número de jogadores pode já estar definido, vinte e cinco, mas, com os "dossiers Carrillo e André Martins" por fechar e ainda com muitos rumores a circular, a composição final pode ver alguns nomes riscados da lista.

Confirmações:
Os nomes de Capel e Rosel na lista de dispensas não são de todo surpreendentes, atendendo ao tempo que lhes foi dado nesta pré-época. Capel desde a sua chegada que realiza uma curva descendente e já ninguém se parece lembrar dos cânticos entoados em seu nome. Rosel não pegou o ano passado. Também não surpreende ninguém que, das contratações da temporada passada, apenas Paulo Oliveira, Jonathan e Ewerton tenham bilhete para a viagem deste ano. Este ano já ninguém perguntará porque não jogam Héldon, Slavchev, Gauld, por exemplo. Tal deve-se em grande parte à autoridade e prestigio de JJ que ninguém, da direcção da SAD aos adeptos, passando pela comunicação social, se atreve, pelo menos para já, a questionar.

Desilusões
Não escondo a minha desilusão pessoal pelas ausências de Iuri Medeiros e Labyad. Sobretudo do primeiro, a quem espero ver actuar num clube da I Liga este ano. Mas, por favor, não o U. Madeira de Norton de Matos. Já o regresso a Arouca, agora de Vidigal, poderia ser interessante. Meia desilusão por Miguel Lopes, que não só não é inferior a nenhum dos laterais - até me parece ligeiramente superior - mas, para lá das qualidades profissionais, ser um Sportinguista. Dos futebolistas do actual plantel é talvez aquele que revelou sempre uma enorme consideração e compreensão para com os adeptos e tal deve ser realçado. Os zero minutos para Viola também cabem neste parágrafo, era dos jogadores cujas características me pareciam interessantes no 4x4x2 de JJ.

Mistério
Chama-se Ciani o mistério, cuja justificação para a ausência na apresentação foi uma gastroenterite. Ora, não é demais lembrar que Ewerton e William se apresentaram de "canadianas" o que leva a supor que, se é mentira o rumor de hoje que o francês está de partida, que o jogador só não se apresentou porque não dava jeito nenhum ir de... fraldas.

Sporting em vantagem para a Supertaça
Muito se tem falado do percurso decepcionante do nosso rival na pré-época. Não o vejo (ao percurso) como surpreendente. Como agora tanto se diz, "a estrutura" preferiu uma digressão, sem dúvida prestigiante e bem remunerada, ao tradicional estágio de pré-época em bom recato. Complementarmente mudou de treinador e perdeu jogadores importantes sem substitutos aparentes, bem como mantém a indefinição relativamente a alguns dos melhores que ainda restam e ainda por cima escolheu adversários quase todos eles de valor.

A vantagem do Sporting neste momento é evidente. Mas apenas no que diz respeito à componente anímica, que depressa se esvai às primeiras contrariedades*. A técnico-táctica e apuramento de forma colectivo é apenas aparente e carece de confirmação em jogo oficial. Não é altura de deitar foguetes e a festa, a existir, deve ser breve apenas quando o caneco estiver prestes a ser entregue nas mãos de Adrien que, ao que parece, é o novo capitão.

*acrescentado ao post inicial para melhor representar o espírito do parágrafo.

domingo, 2 de agosto de 2015

Troféu 5 Violinos mostrou orquestra afinada

O Troféu 5 Violinos revelou uma equipa do Sporting muito próxima de uma orquestra afinada. Em campo todos parecem saber o que se pretende deles e a saber o que fazer nos diversos momentos do jogo. Uma equipa solidária, procurando ter o maior número possível de jogadores no local onde a bola está. Este é o meu destaque do jogo de ontem: o colectivo será a nota mais importante do Sporting 2015/16. Consistência foi outra característica em destaque, sendo que o adversário de ontem tinha qualidade suficiente para a por em causa, sendo que, desta forma, acabou por confirmá-la.

Mais importante do que dar respostas sobre apenas um jogo, neste caso o da Supertaça - que muitos parecem querer transformá-lo no jogo de toda uma época - o que ficou da disputa do Troféu 5 Violinos foi a promessa de uma equipa capaz de lutar por todos os jogos de uma temporada e não apenas um só.

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