A esperança que fica da Taça da Liga, o Relatório & Contas no que mais interessa, a querela com a RTP
Taça da Liga
A RTP e a promoção do Benfica
Não foi um jogo particularmente agradável de se seguir e dificilmente poder-se-ia assistir a uma grande prestação colectiva, tendo em conta as alterações introduzidas por JJ. Tenho insistido aqui muito nisto:
- Jogadores que não jogam com assiduidade dificilmente se conseguem apresentar com ritmo e intensidade ao seu melhor nível, o que por vezes até distorce a noção do seu valor pelo que projectam;- O facto de um elevado número de jogadores juntos na mesma equipa pela primeira vez, ou tendo-o feito pouquíssimas vezes (a que se soma a tal falta de ritmo individual) é um factor determinante para a qualidade de resposta não poder ser igual.
A isto temos obviamente que juntar o facto de, por alguma razão, estarem a jogar aquilo que se convencionou chamar "segundas linhas". Mas era precisamente aqui que queria chegar pois, se o interesse do jogo propriamente dito se possa ter extinguido com a conquista dos três pontos e o derradeiro apito do árbitro, a avaliação do que estes jogadores ainda podem oferecer à equipa já não me parece.
Acabamos de entrar num mês em que a sorte da equipa nas diversas competições será objecto de decisões, três delas de carácter eliminatório: Taça da Liga, Taça de Portugal, Liga dos Campeões. Até ao inicio de Janeiro (dia 3) temos ainda oito jogos para realizar, dois dos quais são para a Taça da Liga (Varzim, Setúbal) 1 para a Taça de Portugal (Setúbal) um para a Liga dos Campeões (Légia) e os restantes para o campeonato (Setúbal (c) Benfica (f) Braga (c) Belenenses (f).
Este excesso de agendamento abrirá certamente espaço para que jogadores com menos tempo e oportunidades se mostrem e alguns ganhem ritmo suficiente para se constituírem como opções para titulares. E há alguns, mesmo sem terem prestações relevantes, que deixaram indicações interessantes e que, com enquadramento a outro nível mais elevado, com os habituais titulares e nunca todos em simultâneo como agora, devem ser levados em linha de conta: Esgaio, Paulo Oliveira, Douglas, Petrovic, Elias, André e sobretudo Campbell. Na outra face da moeda a astenia de Markovic continua e mesmo Alan Ruiz, pese o golo, continua a desiludir.
Relatório & Contas do 1º trimestre
O Sporting apresentou o seu melhor relatório e contas de sempre e esta consideração é igualmente válida mesmo considerando que se trata de um relatório parcelar. Fossem sempre assim sempre os relatórios, mesmo que não fossem desta monta e a saúde financeira do clube seria outra.
É bom lembrar que apresentação deste relatório não foi imposta por nenhum preceito legal ou regulamentar, uma vez que a CMVM deixou de o exigir. Obviamente que, com estes resultados, e ainda por cima em véspera de ano eleitoral, seria um tontice desperdiçar este argumento poderoso. Mas a sua apresentação não passará de uma xico-espertice e um insulto à nossa inteligência se o mesmo não se verificar quando resultados menos favoráveis se venham a registar. De certa forma pode-se considerar que esta apresentação significa um compromisso para o futuro e se assim for não pode deixar de ser saudado.
É bom lembrar que apresentação deste relatório não foi imposta por nenhum preceito legal ou regulamentar, uma vez que a CMVM deixou de o exigir. Obviamente que, com estes resultados, e ainda por cima em véspera de ano eleitoral, seria um tontice desperdiçar este argumento poderoso. Mas a sua apresentação não passará de uma xico-espertice e um insulto à nossa inteligência se o mesmo não se verificar quando resultados menos favoráveis se venham a registar. De certa forma pode-se considerar que esta apresentação significa um compromisso para o futuro e se assim for não pode deixar de ser saudado.
Não farei aqui uma leitura fina aos resultados, mas não deixarei de proferir algumas considerações que interessarão mais à generalidade dos adeptos, de que faço parte, que não gostam de esmiuçar os números.
- Independentemente das necessidades que representam os compromissos a vencer no curto, médio e longo prazo, estes resultados apontam para uma gestão genericamente equilibrada. O crescimento dos custos tem sido acompanhado com o crescimento das receitas e ambos eram absolutamente essenciais para o acréscimo da nossa competitividade.- Sem segredo para ninguém, este óptimo resultado é conseguido sobretudo "à custa" da venda de Slimani e João Mário. A razão do inflacionamento do seu custo para os clubes compradores não reside apenas no seu valor como jogadores, mas assente numa prestação colectiva que em muitos jogos chegou a ser brilhante e que potenciou o valor de cada um deles. A fórmula é simples, a sua aplicação já não e no Sporting particularmente.
- Sintomaticamente, trata-se de dois jogadores com diferentes origens: João Mário da formação e Slimani do scouting. A prova que é possível e até desejável a convivência entre essas "politicas" e o nosso sucesso depende delas.- O relatório diz-nos também que, além da obtenção de mais-valias, por via da alienação de passes de jogadores, a presença na Liga dos Campeões é fundamental para suportar o também evidente disparar da actual estrutura de custos.- A questão primordial para a manutenção deste circulo virtuoso continua por isso a ser (outra vez!) a gestão desportiva. Quer ao nível da (1) composição do plantel (formação+scouting) quer ao (2) nível técnico, que é o rendimento que se adquire por via do treino. O recurso da gestão a engenharias financeiras e outros expedientes só acontecem quando a gestão desportiva está a falhar.- Se o segundo se pode dizer aquirido, o primeiro este ano deixa dúvidas. Este ano foi particularmente notório que (a) o reforço do plantel foi tardio - facto já admitido por Jesus - (b) foi duvidoso no que diz respeito à oportunidade de muitas escolhas, (c) foi diminuto o recurso à formação e (d) aparentemente excessivo no que diz respeito ao recrutamento externo, o que seguramente interferirá nos resultados globais, se rectificações não forem feitas. O rigor é sempre indispensável e os resultados são ainda melhores no futuro quando ele é aplicado em tempos de bonança.- Há por isso duas questões que ficam no ar: a) quantos dos resultados desportivos a obter esta época não poderão ter ficado comprometidos logo à partida por via das decisões tomadas para a formação do plantel e, b) olhando para o actual plantel, é possível a manutenção deste modelo?
- Para assegurar um modelo diferente e quiçá mais equilibrado seria necessário fazer crescer outras fontes de receitas, de forma a que a necessidade de vender não fosse tão premente. Para os clubes portugueses esse é o ovo de colombo ainda por descobrir. Ainda assim há muito ainda por fazer e para melhorar e cuja
A RTP e a promoção do Benfica
Fica apenas uma nota final de rodapé a recente querela com a RTP, por via de um spot promocional de um jogo do nosso rival. As questões de humor são sempre particularmente sensíveis, quantas vezes não assisti já a risos desbragados a acontecer em simultâneo com reações de indignação a propósito da mesma piada.
A reacção parece-me excessiva face ao conteúdo do spot, que o Sporting considerou falta de respeito pelo clube. A referência ao Sporting é residual e nem sequer é ofensiva - se assim quisesse ter sido podia escolher a versão pior da "baforada". É também uma manifestação de incompetência e falta de segurança da RTP e desrespeito pelos funcionários.
Saber rir de si mesmo é uma manifestação do mais apurado sentido de humor. Reacções deste tipo, parecem-me, isso sim, uma manifestação típica de alguém com pouca segurança de si e com sua própria imagem, típico de gente complexada, e que, por isso, nada tem nem pode ter a ver com o Sporting.
Saber rir de si mesmo é uma manifestação do mais apurado sentido de humor. Reacções deste tipo, parecem-me, isso sim, uma manifestação típica de alguém com pouca segurança de si e com sua própria imagem, típico de gente complexada, e que, por isso, nada tem nem pode ter a ver com o Sporting.
Parece-me isso sim mais uma manifestação de excesso de atenção e reacção a tudo o que vem acoplado à palavra Benfica e que infelizmente faz cada vez mais escola. Quase sempre de forma primária e quando não grotesca, e não de forma inteligente e documentada (com muito poucas honrosas excepções como p. ex. O Artista do Dia) o que só desqualifica não só quem o faz mas por via directa e indirecta o clube. Em grande parte são os Sportinguistas com o seu excesso de atenção ao rival aqueles que mais o promovem e mais o colocam nos assuntos do dia.























