O aumento exponencial de uma velha dívida
O Sporting apresentou as contas relativas ao primeiro semestre do exercício em curso e os resultados anunciados são "apenas" os melhores de sempre para períodos homólogos. Um resultado que, apesar de esperado (por via das vendas conseguidas no verão) e de se referir a uma parte do exercício, deve ser aplaudido sem reservas. Com resultados deste teor, mesmo que não tão volumosos, não impenderia sobre as nossas cabeças o vultuoso passivo.
No entanto, para quem conhece o aforismo atribuído a Confúncio de que "promessa é dívida por pagar" há uma divida acumulada ao longo dos anos que não para de crescer: a das promessas por cumprir de ser campeão e que atravessam sucessivos mandatos. Bruno de Carvalho prometeu-o quando foi candidato em 2011.
Tal como os milhões russos que então prometeu (e mais tarde americanos) o mandato termina sem cumprir a promessa. Mas já se apressou a prometer que o que não cumpriu agora vai cumprir a seguir e com juros. Algo que fez uma e outra vez durante o mandato, incluindo no passado Natal, quando a inclinação do navio sob o seu comando tinha já inclinação a fazer temer um naufrágio.
Algo semelhante fez também já o candidato Pedro Madeira Rodrigues, incluindo o número dos investidores por avistar. Até Jesus, que com dois anos de clube já se "aculturou" e antes de cumprir o desígnio para que foi contratado também já promete os "amanhãs que cantam" mas que a realidade devolve mudos e quedos. As responsabilidades são como sempre de outrem, só os méritos lhe pertencem.
Tem havido muita falta de seriedade e, consequentemente, uma reiterada falta de respeito neste constante prometer e depressa arranjar desculpas para o que não se faz cumprir. Uma doença endémica que tem afectado sucessivos corpos sociais. Um aproveitamento pouco honesto da boa vontade, fidelidade e amor que os adeptos têm ao clube.
Para o ano é que é!
Como é que alguém pode prometer algo que não controla e depende de terceiros, se aquilo que depende apenas de si (por exemplo os investidores, entre tantos outros exemplos) fica por fazer? Basta-me que prometam seriedade, competência e trabalho que os títulos (sim, necessários e muito desejados!) chegarão como mera consequência.
Até lá basta-me que o clube seja digno de respeito, algo que nesta campanha (de ambas as candidatura e por razões diferentes) e nos vários anos que a antecederam, incluindo os quatro do actual mandato, esteve muitas vezes longe de acontecer. O meu orgulho em ser Sportinguista depende muito mais disso do que de títulos, por muito importantes que eles indiscutivelmente são.
Tal como os milhões russos que então prometeu (e mais tarde americanos) o mandato termina sem cumprir a promessa. Mas já se apressou a prometer que o que não cumpriu agora vai cumprir a seguir e com juros. Algo que fez uma e outra vez durante o mandato, incluindo no passado Natal, quando a inclinação do navio sob o seu comando tinha já inclinação a fazer temer um naufrágio.
Algo semelhante fez também já o candidato Pedro Madeira Rodrigues, incluindo o número dos investidores por avistar. Até Jesus, que com dois anos de clube já se "aculturou" e antes de cumprir o desígnio para que foi contratado também já promete os "amanhãs que cantam" mas que a realidade devolve mudos e quedos. As responsabilidades são como sempre de outrem, só os méritos lhe pertencem.
Tem havido muita falta de seriedade e, consequentemente, uma reiterada falta de respeito neste constante prometer e depressa arranjar desculpas para o que não se faz cumprir. Uma doença endémica que tem afectado sucessivos corpos sociais. Um aproveitamento pouco honesto da boa vontade, fidelidade e amor que os adeptos têm ao clube.
Para o ano é que é!
Como é que alguém pode prometer algo que não controla e depende de terceiros, se aquilo que depende apenas de si (por exemplo os investidores, entre tantos outros exemplos) fica por fazer? Basta-me que prometam seriedade, competência e trabalho que os títulos (sim, necessários e muito desejados!) chegarão como mera consequência.
Até lá basta-me que o clube seja digno de respeito, algo que nesta campanha (de ambas as candidatura e por razões diferentes) e nos vários anos que a antecederam, incluindo os quatro do actual mandato, esteve muitas vezes longe de acontecer. O meu orgulho em ser Sportinguista depende muito mais disso do que de títulos, por muito importantes que eles indiscutivelmente são.























