Foram os 90% que te lixaram, Bruno…
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| O Fim do Brunismo... |
Bruno "morreu". Mas, como se
verá a seguir, vai tentar levar o SCP para a penumbra com ele. Porquê? Porque
na realidade o que sempre lhe interessou foi o seu próprio triunfo. Claro que
só o conseguiria caso o Sporting, nomeadamente o futebol profissional, a mola
real do clube, triunfasse… Nessa ânsia, deitou sempre tudo a perder… Com actos
e declarações bombásticas, as quais, quase sempre prejudicavam e
desestabilizavam o plantel do Sporting ao aumentar a pressão sobre este e,
simultaneamente, ao espicaçar adversários, provocando reacções briosas nestes…
Um erro sempre repetido. À exaustão. Tinha (e mantenho) amigos de longos anos
de luta "anti-croquete", que o apoiavam incondicionalmente. Muitos concordavam
com a “truculência” da personalidade, mas respeitavam e louvavam o decisor, o
“gestor”… O maior erro foi esse, eu jamais acreditei e jamais acreditarei que
um mau carácter, alguém que mente, manipula, intoxica de forma a ficar sempre
por cima, seja um bom gestor, nomeadamente de recursos humanos. A um líder,
perdoa-se que se engane numa decisão, mas não se perdoa a falta de carácter. Um
líder desaparece nas alturas do triunfo colectivo, e dá a cara,
responsabilizando-se pelos seus na hora da derrota. BdC fez sempre exactamente
o contrário…
Esta ultima sucessão de
decisões “à la Bruno” que ditaram o seu fim, não foram um caso isolado, não!
São fruto de um padrão comportamental que manifestou desde sempre, mas que se
acentuou após a sua estrondosa vitória eleitoral em Março de 2017. BdC
convenceu-se, ainda mais, que podia exercer o cargo de forma déspota. Ele
convenceu-se, de ser o Rei-sol… a quem tudo lhe era permitido. Enganou-se… Os
90% derreteram-se … Após ter sido, finamente, desmascarado, sem apelo nem agravo. Espanta-me, aqueles que antes
sempre o apoiaram, até nas situações mais absurdas, e que agora o condenam tão
veementemente: esquecem as incontáveis atitudes irreflectidas, d egocentrismo
inerente, o oportunismo latente que ele sempre manifestou.
O que aconteceu então de diferente,
desta vez? A reacção publica de (praticamente) todo um plantel. Farto de serem
usados, os futebolistas profissionais do SCP manifestaram-se publicamente, após
Madrid. Por fim… Recorde-se que Bruno de Carvalho já havia admoestado
publicamente os jogadores noutras ocasiões… Que me lembre, após derrota em
Guimarães e Chaves para a Liga, e com aqueles albaneses para a CL. Isto para
não falar das posições contra equipa B e outras equipas das modalidades (Hóquei
em Patins, Futsal?????, Andebol, etc, etc)… Não obstante ter sido alvo de
criticas, mais ou menos veladas, por essas reacções extemporâneas, Bruno não quis aceitar, como aliás, nunca
aceitou escutar quem o criticava, fosse qula fosse a matéria ou o tema em causa… Julgava-se infalível, lá está, no seu complexo
de “Deus-sol”.
Alguém com um pingo de bom
senso e equilíbrio mental, teria conhecimento de uma das regras mais básicas e sagradas da
liderança: criticar os seus súbditos em privado e elogiá-los em publico… BdC,
mais uma vez, foi useiro e vezeiro, em proceder exactamente de forma contrária,
aparecia para recolher louros nas vitórias (ridícula a volta olímpica em Alvalade após
eliminação de um adversário de escalão inferior em eliminatória da Taça de
Portugal, no que foi talvez o ex-libris da falta de sentido de ridículo), e expunha os
atletas à opinião pública nas más situações. Como aconteceu na génese de toda
este episódio final.
Foi, portanto, o deflagrar
publico, de um mal-estar prolongado e latente, que tornou clara, a falta de capacidade de
liderança de uma pessoa que, para além de graves lacunas no seu carácter pessoal,
também se revelou um flop na gestão humana e desportiva. Resumindo, este é apenas mais um caso que
prova a impossibilidade de fazer de um mau carácter, um bom líder.
Espero por novas eleições e
aguardo que, para bem da nação leonina, o próximo líder do Sporting, não deixe
de continuar a pugnar pelas lutas justas em que o Sporting se embrenhou, e que
Bruno de Carvalho também se bateu (apesar de não ter sido pioneiro, como tantas
vezes quis dar a entender). Temos muitas batalhas para combater, mas que o faça
de forma inteligente, incisiva e polida. Que finalmente arregimente as tropas. Que se reuna de uma equipa sólida que o apoie, que o aconselhe e que a ESCUTE. Que não use o falhanço dos seus antecessores para justificar as suas eventuais
falhas. Que não divida para reinar: que não estimule o ódio entre “facções”… No
fundo que exerça uma liderança forte, promovendo a imagem do Sporting, dos seus
atletas e não a sua própria imagem… Que seja alguém com bom senso, lutador,
bravo, leonino, mas educado. Essas características podem (e devem) existir em
simultâneo. A cultura do Sporting assim o exige e na nossa História existem
sobejos exemplos disso mesmo. Farto de pseudo salvadores e de homens providenciais...
Por fim, uma palavra ao
plantel: aproveitem toda esta confusão e provem, a todos, que vocês não são
maus profissionais. Só há uma forma de o fazer: dar tudo. Comer a relva.
Esfarraparem-se e, se a sorte não for arredia, com a vossa qualidade, ainda
damos a volta por cima. Acabo com idioma futebolês: “não atirem a toalha ao chão”
e lutem. Sejam felizes e façam-nos felizes.
Esforço, dedicação, devoção e glória - Eis o Sporting Clube de Portugal!




















