quinta-feira, 30 de maio de 2019

Afinal, os deuses talvez gostem do Sporting

Que grande clube é este que se serve do mesmo pó onde se prostrou há um ano, derrotado, para o deixar agora por muito tempo no ar no vale do Jamor, após as celebrações de uma vitória de raça, querer e fibra? Que grande clube é este que, sem grandes conquistas, continua a levar atrás de si uma legião de adeptos fervorosos de todas as faixas etárias que, mais do que troféus, celebram o amor pelo clube que idolatram? Estas devem ser algumas das perguntas que estarão a fazer quem presenciou o espectáculo dentro do espectáculo que constituiu mais esta passagem do Sporting pelo Estádio Nacional.

Esta final constituía uma oportunidade que o Sporting não podia desperdiçar para rectificar a imagem deixada na última passagem pelo Estádio Nacional: um  clube esfrangalhado e, pior que derrotado pelos adversários, um clube que se vencia a si mesmo. Poder fechar um ciclo tão negativo como o que foi vivido no último ano, com duas vitórias em três possíveis nas competições nacionais, oferecia a possibilidade de encarar o futuro próximo com mais serenidade e equilíbrio, algo que tanta falta nos tem feito nestes últimos tempos.

Se há alguma ilação a retirar da conquista da Taça de Portugal é que o Sporting está longe de terminar a época com um plantel equilibrado, mesmo considerando que os acertos feitos em Janeiro trouxeram mais e melhores opções. Porém, teria sido preciso muito mais dinheiro e ter escolhido de forma eximia para anular os estragos deixados pelos acontecimentos do verão passado. E provavelmente não haveria tempo para fazer a indispensável integração de um número mais elevado de jogadores.

Ainda assim o Sporting dispensou Lumor, Marcelo, Misic, Matheus, Bruno César, Nani, Castaignos e Freddy Montero, num misto de necessidade pelo aperto financeiro ou por total erro de casting de alguns desses atletas. Os nomes que avançaram no seu lugar causaram em primeiro lugar desconfiança. Tiago Ilori era (ou ainda é...) um nome quase proscrito pela forma como havia saído, acrescido por um trajecto sem confirmação do potencial. Borja, Idrissa Doumbia e Luiz Phellype eram nomes praticamente desconhecidos do grande público - mais os dois últimos - não suscitando por isso grande entusiasmo. Paradoxalmente, o resgate de Francisco Geraldes parecia o movimento mais promissor para um meio campo sem grandes soluções, que acabou contudo com quase zero minutos jogados.

Borja viu-se afastado da final no último jogo do campeonato. Mas Idrissa Doumbia e Luiz Phellype acabaram por ter parte activa na conquista do troféu. Especialmente o ponta-de-lança brasileiro que, ao marcar o penalty decisivo, termina a meia época de estreia de forma ascensional, reduzindo a pó as criticas que a sua contratação havia gerado, tais como as dúvidas sobre o seu valor.

Mas há uma outra ilação obrigatória: no carácter e na determinação com que se bateram contra ex-campeão, que figurou este ano ano lote das oito melhores da Europa, residiu uma das razões para este feito, que muitos consideravam improvável. Não só agora na final, mas já na eliminatória anterior, onde eliminaram de forma justa e inapelável o actual campeão em titulo. 

Talvez as maiores dúvidas se concentrassem ainda mais acima. Na capacidade de Frederico Varandas em liderar um clube estilhaçado pelos acontecimentos e consequências de um final de época 17/18 de terror. E na aptidão e talento de um desconhecido e de folha curricular quase vazia como Marcel Keizer. Ora o que decorre da assunção do risco de contratar o treinador holandês, tal como já havia feito ao avançar para a liderança do clube, quando podia ficar confortavelmente no gabinete médico, é que a Frederico Varandas não falta nem convicção nem coragem. Aquilo que parecia um acto mal ponderado é agora o seu salvo conduto para a preparação da próxima época. O mesmo se pode dizer para Keizer que, apesar de o futebol exibido na final estar longe ser sedutor ou uma referência, tem a seu favor os títulos que exibe em cada uma das taças conquistadas. A descrição com o que o consegue contrasta com a pompa e o luxo de outros bem-falantes que o precederam no lugar e o abandonaram com  muito menos ou nenhuns troféus para o exibir.

Afinal talvez os deuses do futebol gostem do Sporting. O que parecia há um ano ser um clube amaldiçoado e destinado a sucumbir por dentro, ganhou de forma surpreendente um novo fôlego. Longe ainda de ter afastado os maus presságios ou o contravapor interno recalcitrante de algumas almas inconformadas com o final ruinoso da gestão anterior,  o Sporting parece ter agora uma estrutura mais sólida e um grupo de trabalho focado,  coeso e saudável, condições indispensáveis para competir ao mais alto nível. Mas talvez o mais importante de tudo, o direito a voltar a ter esperança e, por via disso, a ambição de um clube grande que é e que no Jamor os seus adpetos fizeram gáudio em demonstrar.

Nota: artigo escrito para o site Fairplay

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Gente Muito Feliz com Lágrimas

Foram vários os que, após a conquista da tão anbicionada Taça de Portugal sucumbiram em lágrimas. A pressão da responsabilidade de carregar nos ombros o peso e vontade de TODOS NÓS estará certamente ligada à descarga emocional. Corresponder às nossas expectativas e alegria incomensurável de nos oferecer um título tão ansiado e tão especial certamente que será outra das tantas razões por trás destas imagens. 
Obviamente que este não é post sobre a final, que levará mais algum tempo a concluir.


quinta-feira, 23 de maio de 2019

Modalidades: uma boa altura para reflectir

Aproximam-se do seu epilogo os campeonatos nacionais das mais diversas modalidades. Ao contrário do que sucedeu na época passada,  o Sporting não arrecadará o pleno dos títulos das modalidades de pavilhão mais representativas: o andebol, o voleibol, o hóquei em patins e o futsal. A verdade é que a época transacta foi verdadeiramente excepcional no seu mais de um século de histórias e muito dificilmente repetível: limpou literalmente tudo o que havia limpar de forma categórica e incontestável. Tal situação não se irá repetir sendo que, neste momento, apenas o futsal tem uma intactas as aspirações de renovação. No hóquei, no voleibol e no andebol a questão está já encerrada.

Seguramente que estes resultados merecerão, ou estarão já a merecer, uma profunda reflexão interna, no sentido de voltar a colocar o Sporting na senda dos títulos. A primeira observação a ter em conta é que o Sporting, na generalidade destas modalidades, cumpriu a obrigação primordial, que é estar presente nas decisões do titulo. A outra igualmente obrigatória a considerar é a conquista de títulos europeus em duas delas - futsal e hóquei patins - e uma participação honrosa, alcançando fases das competições até agora inéditas entre nós, como se registou no andebol e voleibol. Isto é, o valor das equipas em causa é um excelente ponto de partida para reorganização dos respectivos plantéis e departamentos. Talvez a mais visível seja a que terá começado no voleibol, com a relocalização da equipa no Pavilhão João Rocha e mudança de técnico.

Porque é que estas duas observações são importantes? É que quando não se ganha, há tendência para  procura desenfreada dos culpados dos desaires quando, muitas vezes, eles são exactamente os que foram culpados pelos êxitos anteriores. Por vezes não há necessariamente um mau trabalho, apenas os adversários acabam por se reorganizar e voltar mais fortes. Aí há que acreditar no trabalho feito  e reconhecer o mérito dos adversários e olhar para o que fizeram de melhor para que rapidamente os possamos voltar a superar. Por outro lado, quantas vezes na hora dos festejos das vitórias que se começam a perder os campeonatos com o doping da conquista e invencibilidade?

No voleibol foi clara a superioridade do novo campeão nacional, o SL Benfica. Essa superioridade ficou marcada logo à nascença das competições desta época, aquando da disputa da Supertaça. Apesar do bom percurso europeu o Sporting deu mostras de alguma irregularidade nas competições internas e perdeu todos os títulos disputados com o rival, agora campeão. Para lá das considerações de ordem técnica, a introdução pouco sustentada pela falta histórico da modalidade faz com que a grande surpresa não tenha sido propriamente o resultado deste ano mas, antes sim, o titulo do ano passado. Alguns equívocos em algumas escolhas dos reforços também poderão ter ajudado ao resultado final. Fica a grande expectativa para a forma como a secção se reorganizará, quer ao nível da estrutura, dos reforços. Para já conheceu-se já o novo director desportivo, Miguel Pombeiro, um homem da casa e, apesar de ter passado por outras secções, um homem da modalidade. E é com grande expectativa que se aguarda o trabalho de alguém como Gérsinho, o novo treinador.

No andebol talvez tenha residido a maior surpresa. A equipa bi-campeã teve um começo deveras auspicioso, mesmo apesar de alguns resultados reveladores de alguma "distracção". Tomou o caminho europeu de forma entusiasmante, escrevendo novos capítulos. Foi precisamente no final da campanha europeia, quando regressa a "terra" que a equipa nunca mais se equilibrou. Falta de foco, desconcentração, cansaço físico numa equipa com alguma veterania, podem ter sido alguns dos problemas. Hugo Canela, bicampeão, sempre um pouco contestado pela sua juventude e falta de background, continua sem renovar o contrato, abrindo-se a possibilidade de uma substituição. Apesar de tudo esta é ainda uma equipa que conquistou os adeptos e escreveu momentos gloriosos. Não se sabe quantos dos actuais jogadores continuarão na próxima época, mas são eles, talvez mais do que ninguém, os principais interessados em rectificar a pálida imagem com que se despediram esta época.

O hóquei em patins e o futsal são as novos campeões em título. Mas a época ainda não terminou e o estatuto agora conquistado não  lhes dá outra alternativa que não seja a disputa dos títulos que lhes faltam (ao futsal é possível a dobradinha, ao hóquei a Taça de Portugal) até à última gota de suor. É isso que esperam os adeptos e seguramente os atletas e dirigentes daquela que é já uma época histórica.

É indiscutível que o Sporting nos últimos anos anos se reorganizou e reinventou, começando os resultados a aparecer de forma mais consistente nos últimos dois/três anos. É dessa forma que o Sporting termina com a hegemonia do FC Porto no andebol, intromete-se na luta bi-partida no hóquei, triunfa no regresso do voleibol e mantém a soberania no futsal. Tal parece ter apanhado de surpresa os adversários numa fase inicial, o que os obrigou a rapidamente se habituarem a voltar contar com o Sporting.

Que ninguém se iluda: as máquinas de Benfica e FC Porto continuam bem oleadas e com estruturas muito bem sustentadas, fruto de anos ininterruptos de funcionamento ao mais alto nível. O que o andebol do FC Porto e o voleibol do Benfica fizeram na preparação desta época, demonstra-o. O que o SL Benfica está a fazer na preparação da próxima (tem já sob contrato quatro jogadores - Borko Ristovski, Kevin Nyokas, René Toft Hansen e Petar Djordjic  - que seguramente causarão grande impacto na competição) suscitam um enorme esforço e reacção por parte do Sporting. Veremos qual será a resposta do Sporting a esta inversão de papéis.

domingo, 19 de maio de 2019

Jogo no Dragão: hora e meia de happy-hour para Filipe & Cia

O Sporting tinha já o seu lugar fixado na Liga para a visita ao Dragão mas a final da Taça de Portugal no próximo sábado fazia do jogo uma espécie de exame de aferição das respectivas forças. Se no que ao futebol jogado diz respeito não ficaram razões de especial preocupação, já o mesmo não se pode dizer quanto aos critérios empregues na aplicação das leis disciplinares. Tanto assim foi que a dado momento pareceu que a hora e meia de jogo era espécie de happy-hour para Filipe & Cia. Para ajudar juntou-se no final uma série de erros técnicos que ajudaram a inclinar ainda mais o campo, culminando com um golo do desempate em fora-de-jogo. Às tantas o VAR estava já a desligar a parafernália técnica e não viu a posição de Herrera... Uma premiere da final do próximo sábado?

Quanto ao jogo jogado, o Sporting ficou obviamente condicionado pela expulsão de Borja, que teve que acorrer ao disparate de Bruno Gaspar. A equipa conseguiu reorganizar-se do ponto de vista defensivo e só no final do jogo Renan - muito bem ontem - foi visto no Dragão. Do ponto de vista ofensivo o nosso jogo ficou curto. Porém, e para surpresa geral seríamos nós a inaugurar o marcador, numa jogada muito bem desenhada e finalizada com uma calma e eficiência olímpica de Luiz Philippe.Mais um golo, quem diria, não é?

Nos últimos dez minutos a equipa foi perdendo discernimento e recuando, acabando por sofrer dois golos que ditam a derrota. Algo injusto para a aplicação dos atletas e especialmente para as boas exibições de Mathieu, Gudelj, do já citado Renan e Acuña.

Sábado novo jogo, nova oportunidade. Que só o será realmente se o VAR não estiver distraído com as vistas do Jamor e o padre de serviço não levar um missal reescrito.

quarta-feira, 15 de maio de 2019

O "negócio" Gelson

O que se perspectivava há pouco mais de um ano ser um bom negócio, com a venda de Gélson Martins, acabou por se esboroar a partir do momento que se opera a rescisão unilateral do contrato. Para todos os efeitos o jogador deixou de ser do Sporting e o melhor que o clube poderia fazer era ou contestar até ao fim em sede judicial o acto do jogador ou um tentar um acordo com o Atlético de Madrid.

Por influência do próprio jogador, à semelhança do que já tinha acontecido com Patrício e William, o acordo acabou por se fazer nos termos que hoje se conhecem. É apenas o negócio possível, motivado, entre muitas outras razões, pela pressão de tesouraria que os compromissos dos próximos meses - subsídios de férias, impostos, renovações, aquisições de novos jogadores, etc - em que as receitas escasseiam. Não menos importante será a necessidade de fecho de contas da SAD equilibrado em Julho.

Porque paga o Atlético de Madrid por um jogador aparentemente livre? Porque não quer arriscar num processo que ninguém tem a certeza de poder ganhar e assim evitar futuros problemas na FIFA. Eventualmente também porque tem já o jogador negociado com o Mónaco, pelos 30 milhões que se falam.

Porque é que pagamos tanto por Vietto (naquele que é o ponto mais frágil deste deste negócio). Porque o Atlético de Madrid também tem contas e adeptos a quem justificá~las. Como é que justificariam oferecer um jogador ou cedê-lo a baixo preço por quem pagaram 20 milhões. Acresce que estamos a falar de um jogador que, apesar das más escolhas de carreira feitas, mantém intactas as qualidades que o notabilizaram e o tornam num reforço promissor.

Só tempo poderá ajudar a esclarecer quem fez efectivamente um bom negócio para o respectivo clube. Mas há um ponto em comum: ambos se procuraram livrar de pendentes que os incomodavam.

Obviamente que este negócio é muito assim para o "poucochinho". Mas o muito já tinha sido jogado quando se deixaram criar as condições para o que esteve na raiz de tudo isto: a invasão de Alcochete, faz hoje precisamente um ano. Há quem o prefira esquecer e só isso torna possível a narrativa dos então responsáveis de que "demos sempre lucro". A contabilidade do que então se perdeu em activos demorará muito ainda a fazer.

Obviamente que o Sporting recuperará, mesmo que a custo, deste desfalque. Mas o pior dos activos ficou cá a germinar e continua a corroer por dentro o Sporting: estou a referir-me obviamente à radicalização do discurso, à ausência total de princípios que marca o discurso nas redes sociais.

segunda-feira, 13 de maio de 2019

O regresso inesquecível à Glória europeia


Entre as imagens de festa acima e a de baixo estão separadas por 42 longos anos. Está assim passado o testemunho do legado deixado pela equipa maravilha de 1977. Quem diria que após o abandono da modalidade, e aquando do seu regresso em 2011 quase do zero - com o trabalho notável de Gilberto Borges - estaríamos hoje a viver este momento inesquecível!...


segunda-feira, 6 de maio de 2019

O dia dos regressos felizes ao Jamor

Dificilmente poderei esquecer a última vez que estive no Jamor a acompanhar o Sporting. O prenúncio de um vendaval que haveria de varrer o Sporting tinha ficado anunciado naquela final e para o perceber não era preciso saber ler os oráculos. Ontem foi por isso um dia de regressos felizes aquele espaço mítico do futebol português. Como será bom repetir este regresso no dia 25!...

E desta feita também houve vendaval. Mas no seu local próprio, que é o relvado e em tom de recital de uma orquestra que ainda não toca de olhos fechados mas tem já direito a alguns solistas. Começou por ser Raphinha em dois lances que definiram o desfecho do jogo. Phellype continuou a executar a partitura "cada jogo um golo" e desta vez enfeitado com uma assistência para o regresso feliz e com sorrisos de Bas Dost. 

Mas, pela enésima vez este ano, o destaque vai para aquele que tem sido simultâneamente solista e maestro desta equipa: Bruno Fernandes, claro. Os número falam por ele e por nós. Tudo o mais que se possa dizer é de menos ou repetitivo.

sábado, 4 de maio de 2019

Erick: um campeão europeu, um campeão da vida!

Erick é um dos recentes campeões europeus de futsal do Sporting. Além do grande jogador que é é também Sportinguista do coração desde sempre. Apesar da sua juventude tem uma história de vida que é um exemplo notável de abnegação, coragem e perseverança. O Erick Mendonça é um campeão de futsal mas, muito mais do que isso é um enorme campeão da vida.


quinta-feira, 2 de maio de 2019

Luiz Phellype,o homem dos golos baratos

Luiz Phellype chegou a Alvalade despertando mais interrogações que certezas. À época, o reinado de Bas Dost era de carácter absolutista, permitindo pouco mais do que sonhos a quem se perfilasse para lhe disputar o lugar. Só uma lesão que lhe provocasse um afastamento prolongado permitiria veleidades ao brasileiro acabado de chegar de Paços de Ferreira. Essa lesão está fatalmente está em curso para ponta de lança holandês, conferindo a oportunidade a Phellype.

O percurso deste brasileiro de Minas é já o de um globetrotter, apesar de ter apenas 25 anos. As suas viagens pelo mundo do futebol começaram ainda bem cedo, quando despertou a atenção dos belgas do Standard de Liege, onde disputou escasso número de jogos nos sub-19. Não tendo o clube belga exercido a opção que detinha, seria o Estoril a ir buscá-lo em 2013. Porém, o Paços de Ferreira tiraria muito mais partido da prospecção canarinha, uma vez que o clube da linha o deixou escapar entre os dedos de empréstimos consecutivos. Beira Mar, Feirense e até uma passagem por África, via Libolo de Angola estão no seu registo de viagens mais ou menos fugazes.

Seria na equipa da cidade que se autoapelida de Capital do Móvel que Luiz Phellype começaria a chamar a atenção. Apesar de apenas época e meia em Paços de Ferreira, os seus golos despertaram os olhares mais atentos. Dos 23 golos marcados nessa passagem, incluem-se os obtidos frente aos tradicionais rivais do seu actual clube, bem como ao Sp. de Braga. Talvez por isso mesmo apenas o clube da Invicta não apareceu no seu rol de pretendentes no pretérito mercado de inverno, onde o Sporting acabaria de ganhar a corrida.

Mas não foram muito auspiciosos os primeiros tempos em Alvalade. A sua chegada haveria de coincidir com os piores tempos de Keizer até eclodir a lesão de Bas Dost. Conheceria o seu ponto mais baixo no Bessa, ao falhar um golo cantado quase em cima da linha. Isto depois de coleccionar exibições muito apagadas, onde vieram ao de cima os seus pontos fracos. Certamente que a adaptação à nova cidade, clube, colegas e treinador pesaram. Mas mais pesada é por certo a camisola que agora veste para quem vem da divisão secundária e sem estatuto especial.

Um dos seus principais argumentos - o imponente porte físico de 1,88 m - é por vezes um dos seus principais problemas, especialmente se não controlar a tendência para o  sobrepeso. Associado aos baixos níveis de agressividade que frequentemente exibe, acrescido de uma mobilidade pouco generosa, parece estar alheado do jogo que o rodeia. É por aí também que o seu jogo pode crescer, se conseguir participar mais do que nos momentos finais das jogadas, nomeadamente nos apoios frontais, fundamentais para a progressão do jogo da equipa e da manutenção da posse da bola.

Passados os momentos da necessária adaptação Phillype tem sabido superar com distinção o tremendo desafio que se lhe colocou de forma inesperada: substituir o goleador mor da equipa das últimas 2 épocas. Aquilo que ele mais precisava está a ter: a oportunidade de jogar, de forma a poder comprovar o potencial de goleador que se lhe começa a reconhecer, especialmente quando se movimenta perto da baliza adversária. Acumulando os golos obtidos em Paços de Ferreira, são já 15 os golos obtidos na época em curso, sendo seis deles já de camisola do Sporting vestida. Precisamente o mesmo número de jogos que iniciou até agora como titular.

A aposta que muitos consideravam de risco parece agora estar a render. Se com o tempo revelar consistência, o Sporting consegue num bom golpe de mercado aquilo que é cada vez mais raro: golos baratos, se atendermos ao volume de dinheiro investido no ponta-de-lança versus golos conseguidos.

terça-feira, 30 de abril de 2019

De quem é o titulo de Campeão de Europa de Futsal?


Sabem de quem é que é o título de Campeão da Europa de Futsal, mais do que qualquer outro?

A quem é que os sportinguistas têm de agradecer, mais do que a ninguém?

Aos sócios do Sporting com as quotas em dia.

Sim, são os sócios do Sporting com as quotas em dia que financiam e pagam as modalidades, justamente através do pagamento das quotas.

São os sócios "cotas" com as quotas em dia, são os mais novos, sócios infantis e juvenis (cujas quotas, a maioria das vezes, são pagas pelos pais ou avós, esses tais "velhos" de que muitos se queixam), os sócios de qualquer categoria e escalão com quotas em dia.

Os que desistem, os que deixam de pagar quotas só porque sim - e não por atravessarem dificuldades financeiras, por exemplo - os que falam, falam, falam, mas nunca se fizeram sócios...

Esses são os que menos podem falar. Alegrem-se, festejem, como sportinguistas, vocês merecem, todos nós, sportinguistas, merecemos. Mas ninguém, mais do que os sócios com as quotas em dias, estão de parabéns.

O Rei da Selva in Facebook

Nota pessoal: obviamente que é também e dos jogadores, treinadores, seccionistas, equipa médica e todos os dirigentes que trabalharam para que tal fosse possível. Mas só os sócios com quotas em dia é que tornam estes sonhos realizáveis.

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Lágrimas de ouro!

Nuno Dias: A forma como os jogadores interpretaram [o jogo] e como lutaram foi extraordinária e, acima de tudo, aqueles sentimentos que nós trouxemos para o Cazaquistão e hoje para o jogo foram absolutamente indispensáveis para este triunfo. Assim como todo o espírito de equipa, toda a união, garra e solidariedade, a confiança que hoje demonstrámos em todos os momentos de jogo e a forma como nos unimos quando estávamos em dificuldades, porque o Kairat é uma excelente equipa. Mas, acabámos por ser felizes e merecemos toda a felicidade pela qual estamos a passar e agora é usufruir."

Miguel Albuquerque: "É um objectivo cumprido, era algo que nos fugia há uma vida. Competimos durante 16 anos na UEFA Futsal Cup, nunca conseguimos conquistar a competição e na primeira edição da UEFA Futsal Champions League o Sporting CP escreve o seu nome na história. Acho que é justo para eles [jogadores], fizeram tudo… uma equipa que elimina o SL Benfica, o Inter FS e que vem ganhar a Almaty merece. Há coisas que às vezes parecem que estão escritas na história: foi aqui que perdemos a primeira e a segunda final e foi aqui que, à terceira tentativa, conquistámos a competição. Eu falei nisso muitas vezes, sempre que cá vínhamos, algum dia tinha de ‘cair’ para o nosso lado e esse dia foi hoje”

"Toda a gente merece isto, os Sportinguistas merecem este troféu, espero que todos o consigam festejar, é um troféu muito importante na história do Sporting CP. Espero que amanhã (segunda-feira) os Sportinguistas consigam dar uma resposta daquilo que é a força do Clube e do nosso eclectismo e consigam ir receber estes heróis ao aeroporto, eles merecem porque são fantásticos"
Frederico Varandas: Um título que era perseguido há mais de uma década e no primeiro ano em que a UEFA agarra nesta modalidade e lhe dá uma dignidade máxima, organizando a primeira Champions League de futsal, essa nos livros da história será do Sporting Clube de Portugal. É um orgulho tremendo, um orgulho neste grupo, nos jogadores, na equipa técnica, no técnico de equipamentos, no departamento médico. É um grupo muito forte e é uma prova para toda a gente porque à entrada para este torneio nós não éramos os favoritos, mas a história diz que os heróis nunca partem favoritos antes das batalhas e antes dos jogos, e estes senhores escreveram história, tornaram-se imortais na história do Sporting Clube de Portugal"



quarta-feira, 24 de abril de 2019

A entrevista a Rogério Alves, PMAG

O Presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting deu ontem uma entrevista que reputo de importante, onde analisa o momento actual do clube. Momento esse que infelizmente continua marcado pelo ruído permanente de acentuado cariz negativo em torno de todo e qualquer acto dos órgãos sociais. 

Até anúncio antecipado da programação da pré-epoca é objecto de comentários de indisfarçável azedume. Não será demais lembrar que, no ano passado, por esta altura, com uma direcção eleita e a viver em lua de mel com os associados, estávamos a discutir alterações estatutárias completamente desnecessárias, que obrigaram os sócios a ir a duas (!) AG's... Daí que, por via desse tal azedume, algumas das reacções ao que foi dito por Rogério Alves seriam mais ou menos as mesmas, ainda que ele tivesse aproveitado a entrevista para despachar algum dos processos do seu escritório ou fizesse uma pole-dance. Até o facto de ter sido dada ao nosso canal foi contestado. Preferiam a CMTV? Adiante...

Da entrevista retiro algumas das frases que me parecem mais relevantes, a entrevista pode ser vista na totalidade no vídeo abaixo. Os sublinhados são meus em função da relevância das afirmações.

Soube primeiro da carta (de Ricciardi, Dias Ferreira e Fernando Tavares) pelos jornais.


Não se trata de uma auditoria forense, mas sim de gestão. Foi mau para o clube ser objeto de uma fuga de informação. É muito prejudicial para o Sporting e SAD. É evidente que não é bom verem espalhadas informações confidenciais. Obviamente que a Direção não queria. Foi algo traiçoeiro, é uma violação de estatutos, mas não sabemos quem foi. 

Não faz nenhum sentido imputar à Direção a fuga. Pode vir de vários lados. A Direção seria a última entidade interessada pois debilita o poder negocial. A divulgação foi feita e a nossa preocupação é minorar os estragos. Não podemos ficar a esfregar na ferida, a lamuriar, a culpar a Direção. Há quem tenha ficado feliz por esta Direção ter tido um problema

Era bom que no Sporting deixasse de haver ex-candidatos. Isto é, não podemos permanentemente andar a ocupar o espaço público do Sporting com advertências, avisos, ralhetes, criticas. Quando paralelamente se está a desenvolver uma atividade de robustecimento do clube, quando efetivamente os sportinguistas estão a voltar a ganhar o entusiasmo por aquilo que é a atividade para o qual o Sporting nasceu, a desportiva. Como sportinguistas não podemos permitir que o espaço público relativo ao Sporting, que é enorme, esteja permanentemente ocupado por más noticias.

Tenho o mesmo respeito por todos. Mas é preciso dizer a todos os sportinguistas algo que é óbvio: AG? Amnistia?*(ver nota abaixo). Pessoalmente não tenho nada contra a discussão de ideias, ideias novas. Já disse que quero rever os estatutos... Terei todo o gosto em discutir a amnistia, mas parece-me óbvio que os estatutos não a prevêem.

Se me perguntam em tese qual teria sido a melhor posição, eu entenderia que o Sporting deveria ter apresentado recurso da decisão de não-pronúncia (n.d.r Processo E-Toupeira). O Sporting entendeu que o argumentário que poderia ser utilizado para reverter a decisão do tribunal já estava totalmente listado pelo Ministério Público. Eu, em tese, sem análise detalhada, penso que me inclinaria pela opção contrária. Simbolicamente teria sido mais marcante

O que está a acontecer é algo que nos pode guiar a uma das melhores épocas dos últimos anos. Ganhámos a Taça da Liga e não tivemos uma final com uma equipa de segundo escalão. Jogámos com as melhores equipas do campeonato. Os sportinguistas estão entusiasmados porque a Taça é a Taça, permitir-nos-ia ganhar dois troféus na mesma época, seria excecional. Há um projeto que está a correr bem e os resultados estão à vista.

Se ganharmos a final da Taça, e sendo muito difícil ir além do terceiro lugar, uma época sem Champions traz prejuízos, mas vamos agora jogar contra o atual campeão nacional, que foi aos quartos da Champions e se continuarmos com este ritmo podemos ter a expectativa de para o ano as coisas correrem melhor e podermos lutar pelo título. Se ganharmos a Taça, a época será muito positiva. Espero que ninguém estrague a festa, o universo sportinguista está preparado para fazer essa festa 

*Nota: A invocação de um expediente que não está previsto nos estatutos é desprestigiante para quem a pede, mais ainda se tivermos em conta o facto de muitos dos subscritores serem ex-dirigentes  do clube, do grupo Stromp ou mesmo sócios de elevada antiguidade.

Talvez o objectivo tenha sido apenas dar uma prova de vida e manter vivo "o ambiente de divisionismo que reina em Alvalade" quando os próprios fazem questão de falar primeiro para os jornais. São os mesmos que se queixam simultaneamente de a auditoria não ter sido revelada em primeiro lugar aos sócios(!), num jeito de "olha para o que eu digo mas não olhes para o que eu faço".Como diria o outro, estão apresentados.


sábado, 20 de abril de 2019

A Via Sacra que é não ter Bruno Fernandes

Para o comum dos adeptos, como eu sou, assistir a um jogo como o que fizemos frente ao Nacional acaba por ser um verdadeiro suplicio. Ou, para fazer jus ao dia, uma autentica Via Sacra. Não porque o Sporting tenha feito um mau jogo - mas a exibição também não encheu o olho -  mas porque não traduziu o domínio quase absoluto do jogo em número de golos. Ora, qualquer Sportinguista mais ou menos experimentado sabe que a possibilidade de sofrer um dissabor em jogos de registo semelhante é enorme. Talvez não tenha sucedido porque o Nacional não possua na sua equipa nenhum jogador que tenha jogado por nós. Ou porque é uma das equipas cujo modelo de jogo revele mais fragilidades deste campeonato...

Foi o golo do Phelyppe, "armado em Bas Dost", que acabou por reflectir no resultado alguma justiça. Mas talvez uma das ilações a retirar deste jogo seja a importância que Bruno Fernandes tem pata nós. Esta viagem à Madeira registou uma das exibições menos fulgurante do nosso actual capitão e extraordinário jogador. Deu certamente para percebermos que a falta que fará se se confirmarem os rumores que cada vez, de forma cada vez mais insistente, vão surgindo nos meios de comunicação social. Oxalá não se confirme...

Deste jogo há ainda a retirar a ideia de que Gudlej, não sendo um "seis" está longe ser tão mau como tem sido pintado e a sua produção subiu de qualidade com a subida colectiva. Por seu lado Doumbia que é mais um "oito" do que um "seis" parece ter mais possibilidades de resultar bem a sua adaptação à posição mais recuada da linha média. Nota para mais um grande jogo de Acuña, que me fez perder a aposta de que, tendo sido amarelado aos sete minutos, não acabávamos o jogo com igualdade numérica. Mas, mais uma vez, talvez sem dar muito nas vistas, foi Mathieu o jogador mais esclarecidos. Uma espécie de pivot a partir do lado esquerdo da defesa. Muita qualidade a ler o jogo, seja nas tarefas defensivas, antecipando muitas vezes os lances, seja a criar jogo, recorrendo aos passes a rasgar linhas na defesa nacionalista.

Três pontos mais do que merecidos com o único pecado a registar-se na escassez do resultado perante tanto domínio.


quinta-feira, 18 de abril de 2019

O regresso do Ajax e que sucesso possível para o Sporting de Keizer

O percurso do Ajax na Champions League fez voltar os holofotes para a "velha escola do futebol total" que, desde meados da década de 70, se estabeleceu em Amesterdão. Ten Hag foi beber à origem mas, como é natural nas ideias vencedoras, ofereceu-lhe evolução e adaptação aos desafios da contemporaneidade. Há ali muito das ideias precursoras de Totaalvoetbal Rinus Michels, aprimoradas por Johan Cruijff e do tikitaka de Pep Guardiola, também ele um discípulo inovador e ex-aluno da cátedra holandesa.

É por isso inevitável que nos lembremos de Keizer, o nosso actual treinador, pelo seu percurso. É aí que as perguntas se impõem: 

Será ele capaz de implementar algo semelhante no Sporting? Talvez esta pergunta deva ser feita em primeiro lugar para dentro do clube. 

Até que ponto estamos preparados, como clube, para proporcionar as condições de sucesso a Keizer ou a outro qualquer treinador? 

Estamos preparados para ter a paciência necessária para fazer crescer os nossos miúdos, aguentando nesse percurso, os erros naturais do crescimento e as suas consequências?

Temos o nervo suficiente para, no estilo agora tão elogiado do Ajax, de jogar tão subido, ter a paciência de deixar os jogadores procurar as melhores associações para jogar pelo centro e sair da pressão adversária? 

Ou, como quase sempre, gostávamos imitar os resultados dos melhores exemplos (quem não se lembra da corrente Klop do tempo do Borússia?...) mas não temos a paciência para lhes imitar os métodos?

Isto sem falar da permanente autofagia que nos consome. Um clube que vive uma época conturbada, que passou por uma série de eventos desestruturantes (invasão da Academia+rescisões+destituição+eleições com 8(!) listas) e ainda assim tem  a possibilidade de vencer a segunda competição nacional, continua a ter demasiado ruído à sua volta e que, em grande parte é fomentado no seu interior. 

Não sei se o Keizer é o treinador que o Sporting precisa. Talvez a pergunta deva também ser feita pela inversa: terá o Sporting as condições necessárias para fazer de Keizer, ou outro qualquer  o seu lugar, um treinador campeão?

Dizem-me muitas vezes que para haja as condições internas necessárias para o sucesso (estabilidade, ausência de permanente ruído, convergência de objectivos e a tal tranquilidade de que falava Paulo Bento...) só acontecerão quando começarmos a ganhar.

Não deveria ser precisamente o contrário?

quarta-feira, 17 de abril de 2019

10 pontos sobre a auditoria

1- A divulgação integral da auditoria é um facto de difícil qualificação. Tudo o que se pretende com a execução de um processo destes - clarificação de procedimentos, identificação de falhas, avaliação da qualidade dos processos de gestão e governance, avaliação do real estado do clube nas suas diferentes vertentes - tende a perder-se no ruído criado em torno de aspectos que em tudo lhe são laterais. Por isso, ao invés de estarmos a falar dos resultados que se terão apurado, estamos à procura do wally ou dos wally's que terão estado na origem do furo.

2- Os principais suspeitos não são desta feita o mordomo, como nas boas novelas policiais, mas todos aqueles que puseram as mãos e os olhos no documento. À cabeça está por isso o CD, que o recebeu em mãos e que o poderia estar a utilizar como arma no processo de expulsão do presidente deposto. Não há, pelo menos até agora, qualquer indicio que comprove esta teoria. Mas foi o próprio CD que se colocou na linha de fogo ao fazer chegar a terceiros o relatório, nomeadamente à PJ, segundo o que foi noticiado. 

3- No mínimo este acto tem de ser tido como precipitado. Porque o Sporting, como instituição, tem um órgão fiscalizador, o CFD, a quem competiria avaliar em primeiro lugar os factos apurados pela auditoria. E se as autoridades policiais não consideram os factos suficientemente relevantes para abrir uma investigação? Mantendo o relatório na esfera do clube limitava o indecoroso streap tease do clube, para gáudio dos adversários e inimigos externos e internos e angustia de todos quantos sentem o clube como uma parte de si.

4- Mesmo partindo do principio que o CD tem fundadas razões para requerer a intervenção das autoridades policiais e judiciais, existia ainda a possibilidade de ter enviado apenas a matéria sob suspeita. Enviando todo o relatório expôs matérias cujo sigilo é sua obrigação zelar. Não sabendo que consequências tal terá no futuro, podia pelo menos ter-nos poupado a mais este momento de desassossego.

5- Na sequência da divulgação da auditoria foram várias as reacções. Da indignação e estupefacção generalizada por parte dos adeptos até ao comunicado da YoungNetwork e de Carlos Vieira. Sobre estas reacções algumas notas: 
  • Não tenho dados para contradizer o comunicado da empresa de comunicação que trabalhou com a anterior direcção. Mas o custo da sua presença e acção no Sporting é muito maior do que a que vem contabilizada em números nos relatórios, nomeadamente a sua intervenção por via directa e indirecta na vida associativa do clube.
  • Carlos Vieira tem razão quando invoca o lucro, mas os dados da auditoria lançam pelo menos sérias dúvidas sobre alguns actos de gestão, seja sobre a sua qualidade, seja pela transparência ou mesmo até necessidade. Ficou curta a reacção.
  • O comunicado do clube foi curto também. Disse muito pouco para a gravidade do sucedido e nada sobre a intenção de apurar como se chegou a tal.
  • Não se conhece para já qualquer reacção da empresa auditora perante algumas acusações que lhe foram feitas, nem sobre o que pensam sobre a fuga da informação. Fugas essas que começaram por escorrer desde muito cedo para a CMTV, ainda sobre a vigência do mandato da Comissão de Gestão, que foi quem encomendou o trabalho, lembre-se.
6- Um capitulo especial para a reacção dos adeptos. Na sua maioria sobretudo com acento tónico na fuga da informação por um lado e, por outro, a procura das habituais teorias de conspiração. Estas mais não visam do que o desvio das atenções e descredibilização de alguns dados no mínimo preocupantes sobre alguns actos de gestão que carecem de um cabal esclarecimento. Para alguns a capacidade de indignação parece ter-se esgotado em 2013...

7-  Ainda que possam não configurar ilícitos, chamam particular atenção e devem ser esclarecidos para lá de qualquer dúvida:
  • O negócio com o Batuque. O valor envolvido é claramente excessivo para o resultado que se poderia obter. Mas também pelo que representa aquele tipo de valores para o clube cabo-verdiano e na realidade económico-social em que se insere.
  • Os valores despendidos no scouting, (por quem e com quem?) bem como a falta de justificação de despesas no valor de 1 milhão de euros.
  • A circulação de dinheiro vivo em elevados montantes, completamente contrárias às boas regras.
  • Os negócios da China com empresas que se esfumaram depois de receber do clube verbas elevadas face ao seu histórico. A CHOW abre falência depois de receber 60 mil euros, quando a sua facturação média era de 1.300 euros. A PTCN extingue-se depois de receber 20 mil e nenhuma delas teria colaboradores registados à data. 
  • O acerto de contas com as claques, no valor superior a 1 milhão de euros. Aqui não é apenas o tempo em que foi feito, que pode ser questionado, mas sobretudo como e quando, por não haver documentação relacionada.
  • A relação com a firma de advogados MRA. Pelos elevados valores envolvidos e pela sua proximidade com um elemento da direcção entretanto deposta.
8- Fica evidente que o aumento dos orçamentos foi determinante para a maior competitividade das modalidades mas praticamente inútil no futebol. Perceber o porquê é determinante para o sucesso da modalidade mais representativa do clube.

9- Fica claro pela auditoria que houve uma indiscutível recuperação económica do clube, face ao que conhecíamos de anteriores direcções,  em particular das duas últimas.

10- Fica claro também que, com o passar do tempo, os órgãos sociais entretanto depostos, abandonaram as melhores práticas e os melhores princípios que tinham como bandeira eleitoral, como se tivessem sido tomados por um sentimento de intangibilidade.

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Demonstração de carácter e maturidade

Quando o nosso "amigo" Soares (tem quase sempre maus) Dias (quando arbitra o Sporting decide expulsar) Renan Ribeiro, no lance que resulta de desentendimento deste com Mathieu quem não pensou que dificilmente traríamos os três pontos de Vila das Aves? Pois o que os jogadores da nossa equipa acabaram por demonstrar foi uma enorme humildade, carácter e maturidade para superar todas as contrariedades que se foram colocando pela frente. Um penalty desnecessário, pela facilidade com que foi permitido, incluído.

Obviamente que não pode deixar de ser dado amplo destaque ao feito individual de Bruno Fernandes. Não foi apenas mais um golo do capitão, desta feita foi também um golo de cabeça, a juntar ao naipe de recursos que vem exibindo em cada relvado que pisa.  Mas, ao invés de jogos anteriores, houve agora muito mais equipa que apenas Bruno Fernandes. Registo para mais um jogo de aplicação exemplar de Acuña e de precioso golo à ponta-de-lança de Phellype. E até Ristowski se encheu de brios em centro de régua e esquadro, contabilizando  Graças a isso quase nunca se notou a inferioridade numérica, o que terá contribuído para confundir até alguns comentadores televisivos... 

Quantas vezes situações como as vividas neste jogo foram o suficiente para desestabilizar a equipa e, dessa forma, atirá-la para jogos deprimentes e perca de pontos? Deste jogo na Vila das Aves fica então um excelente mote para o que falta do resto da época.

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