segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Sporting 2 - Moreirense 1: a metamorfose de Palhinha em eucalipto

 Nota: todas as fotografias são da autoria da @Idzabela. É expressamente proibida a modificação e/ou reprodução destas fotografias sem autorização expressa da autora. (clique nas imagens para ampliar)

"Está tudo no início e em três jogos tudo muda completamente. A distância é curta e a equipa também é inexperiente em certos aspectos. Vamos ter calma, há que querer ganhar todos os jogos, mas não é preciso mais do que isso. Há que ter calma…" Ruben Amorim

O Sporting vive neste momento numa bolha de felicidade que, além da satisfação inevitável que provoca nos adeptos vai criando também expectativas. Adeptos, analistas e até adversários (pelo menos a avaliar por algumas declarações recentes...) vão-se interrogando, tentando perceber que tempo de vida tirá, se cresce ou tende a diminuir ou até aumentar. O apelo do treinador à calma, no final do jogo com o Moreirense, é uma boa dose de realismo a ser colocada em cima da mesa, num momento muito oportuno, tendo como pano de fundo o jogo que acabava de se realizar.


Antes de mais há a considerar uma série de exibições individuais muito abaixo do que nos havíamos habituado. Feddal, Nuno Mendes e até João Mário estiveram longe do acerto e preponderância que vinham exercendo. Porro também esteve muito menos produtivo na exploração do seu corredor mas foi Sporar quem deixou as maiores preocupações. Muito porque acentuou a imagem entre o alheamento e falta de entendimento com a generalidade dos companheiros de equipa que já havia exibido no jogo anterior e porque, seja abaixamento de forma sejam limitações próprias, não se vislumbra quem possa fazer o papel que lhe é requerido à altura das necessidades da equipa. 


Ora, com vários jogadores abaixo do seu rendimento individual dificilmente o jogo poderia resultar numa grande exibição. A isto acresceu um golo madrugador do adversário que poderia ter perturbado o estado anímico da equipa. Se perturbou a equipa não o deixou transparecer na forma como se entregou ao jogo mas o mesmo não se pode dizer relativamente à qualidade do desempenho. Obviamente que aqui há realçar com justiça a forma como o adversário se bateu, demonstrando nos argumentos exibidos que havia estudado bem a nossa equipa. Corredores laterais vedados à velocidade dos nossos laterais e meio campo preenchido de forma a partir a ligação defesa / ataque. Depois do encaixe das equipas foi visivel a nossa dificuldade em jogar no interior do bloco do Moreirense, obrigando o Sporting a reiniciar quase sempre as suas investidas. Nas vezes em que conseguiu chegar à frente com perigo a "ausência" de Sporar condenava ao fracasso as nossas investidas. 


Do outro lado da moeda à que realçar a exibição portentosa de Palhinha. Como disse depois do jogo meio a brincar meio a sério, de um menino Palhinha nasceu um eucalipto que seca os adversários à sua volta. Imperial desde o seu posto a observar as investidas do adversário o

Não terá sido por acaso por isso que os nossos golos resultem de uma assistência de Nuno Santos e uma iniciativa individual do inevitável Pedro Pote Gonçalves. Aqui, além do destaque óbvio ao nono golo (!) de Pote há destacar mais uma assistência do Nuno Santos que deixa a pensar quantos golos seriam da sua responsabilidade por via das suas assistências se mais à frente contássemos com um ponta-de-lança com uma melhor relação com o golo do que Sporar tem revelado. 


Para as ambições de qualquer equipa este é factor determinante e sem melhorar este factor, entre outras limitações do nosso plantel - o golo sofrido resulta de falhas consecutivas, em que o controlo da linha foi a últimas das falhas-  as nossas perspectivas terão ser sempre o mais realistas possíveis, no sentido do comedimento. Até porque os adversários não só têm maior disponibilidade em favor das escolhas dos seus treinadores, como jogam com tudo fora das quatro linhas...

Talvez por isso este jogo com o Moreirense tenha servido para demonstrar que o momento feliz que a equipa vive e nos vai proporcionando alegria não anuncia nenhum passeio no parque. Jogos como este vão-se repetir vezes sem conta e aí tenho que concordar mais uma vez com o treinador: não podendo golear sempre, os adeptos não terão de reclamar com a postura da equipa. E este jogo foi disso exemplo: sem ser muito feliz na procura dos golos, houve sempre grande empenho e inconformismo. É esta disposição que se pede para noites de menor inspiração como a de este jogo com o Moreirense. 


terça-feira, 24 de novembro de 2020

Sacavenense 1 - Sporting 7: Gente séria é outra coisa!

Nota: todas as fotografias são da autoria da @Idzabela. É expressamente proibida a modificação e/ou reprodução destas fotografias sem autorização expressa da autora. (clique nas imagens para ampliar)
 
O Sporting começou a definir a sorte da eliminatória no momento em que sobe dos balneários ao relvado  encarando o jogo com a seriedade e importância que merece aquele palco, onde muito recentemente fomos muito felizes. Assim, houve a festa necessária que a competição encerra, ao democratizar o acesso de grandes e pequenos às luzes da ribalta, mas sem as festinhas que, no ano passado, fizemos aos adversários com os resultados que se conhecem. 

A festa ficou-se pela doação da receita da transmissão televisiva, numa atitude garbosa que enobrece o nosso emblema. Num momento de mingua de receitas, como muito bem reconhece o ditado migalhas também são pão e estas dar-nos-iam jeito mas ao Sacavenense saberá como o pote de água ao fim da linha de horizonte.


Obviamente que as diferenças entre adversários eram abismais, estas provavelmente agravadas pela crise que a todos envolveu e que nos mais pequenos será ainda mais aguda e feroz. Mas basta olhar os resultados já conhecidos desta eliminatória que, quem os olhe em diagonal, facilmente repara que quem não porfiou não alcançou. Por isso mesmo o melhor sinal desta vitória seja precisamente a seriedade com que a equipa encarou o jogo, respeitando o adversário, a competição e até o espectáculo.

E tudo começou por esse monstro competitivo que é Nuno Santos. Para ele não há rodriguinhos ou adornos desnecessários. Não há entradas para estudar os adversários. No relvado é para competir e deixar a pele em campo. Por isso aos dois minutos de jogo já pudemos começar a pensar no nome do próximo adversário e ao fim de meia-hora de jogo a passagem estava carimbada. 


O exemplo de Nuno Santos foi seguido de perto pela generalidade dos colegas. Destaques obrigatórios para os mais novos, que rasgam os primeiros caminhos que alguns deles prometem de sucesso. De verde e branca vestida antes de mais, esperamos todos. Desses saltaram à vista a descrição e eficácia de Gonçalo Inácio, a revolução tranquila que a entrada de Daniel Bragança significou e o faro pelo golo que o pequeno grande Pedro Marques revelou. Tamanho não é documento, devem ter dito ambos naquele abraço após o segundo golo de Pedro Marques.

No final a pergunta que se impõe: durante o jogo alguém se lembrou que Pedro Gonçalves Pote não estava a jogar? Juntamente com a já louvada atitude colectiva, esse será também um bom motivo para celebrar. O Sporting não tem certamente equipa ou plantel para ganhar todos os jogos. Mas deixou bem claro até agora que não se lhe arrancarão pontos sem contar com uma luta incessante da nossa parte. E isso é bom e poder ser o principio das coisas boas que tanto ansiamos.

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

Vitória 0 - Sporting 4: Um conto de fadas em pleno castelo

Nota: todas as fotografias são da autoria da @Idzabela. É expressamente proibida a modificação e/ou reprodução destas fotografias sem autorização expressa da autora. (clique nas imagens para ampliar)

 
Não se depreenda do titulo menor consideração pelo adversário ou laivos de sobranceria por causa do resultado expressivo. Sendo indiscutível o mérito do Sporting também o é concluir que talvez tenha sido este um bom momento para este encontro em Guimarães. Ainda na vigência da anterior direcção técnica eram notórias as debilidades dos vitorianos que, com grande sorte, iam conseguindo bons resultados e sofrendo poucos golos, quando as histórias dos jogos (p.ex. Paços de Ferreira e SCBraga) nos diziam que os desfechos poderiam ter sido outros bem diferentes.

O mérito desta vitória começa certamente na forma como o jogo foi preparado primeiro e encarado pela equipa depois. E isso pôde ser constatado a dois tempos:

A forma como o Sporting se predispôs desde muito cedo a explorar as fraquezas de uma linha defensiva vitoriana muito subida mas sem exibir argumentos que lhe permitissem tal veleidade.

Ao contrário de tantos outros jogos num passado recente, o Sporting entrou "a matar" e, antes de se esgotar o primeiro minuto, já tinha construído duas situações eminentes de golo, com Sporar primeiro e João Mário de seguida, a esboçarem oportunidades clarissímas.

Um terceiro factor, a eficácia. Começar e acabar a primeira a parte a "facturar" e, passados dez minutos do recomeço, reincidir no golo reduziu a pó as aspirações que os anfitriões poderiam acalentar em retirar pontos ao Sporting. Nada disto acontece sem sorte, obviamente mas a sorte dá muito trabalho e o Sporting trabalhou muito e bem.

No fim o que contam sempre mais do que quase tudo o resto é o resultado e a obtenção de pontos ajudar a construir uma muralha imprescindível: a confiança. Se esta qualidade/característica é necessária em todas as equipas, numa equipa impregnada de juventude e experiências de alta roda limitada mais ainda. E aqui há também que considerar dois pontos:

Apesar dos resultados surpreendentemente bons - ou muito bons, se atendermos aos números de melhora ataque, melhor defesa, goleador da Liga para Pote - esta não equipa não exerce ainda o domínio que um verdadeiro candidato costuma exibir. Entre o golo inaugural o Vitória, mesmo de forma incipiente e quase sempre muito dependente dos argumentos técnicos superlativos de Quaresma e Edwards, soube causar algum sofrimento e até suscitar alguma dúvida na marcha do marcador, mesmo sem criar mais do que uma situação de golo iminente em toda a partida. Gerir a vantagem recorrendo à posse criteriosa para descansar com bola e controlar as investidas do adversário é por onde esta equipa tem de ainda de crescer.

Não há nenhuma equipa que cresça saudavelmente sem a confiança que os bons resultados trazem e aqui há que reconhecer com justiça que este grupo de trabalho tem tido a coragem e diria até a irreverência e atrevimento de que se constroem as equipas vencedoras. O querer deste grupo é notável. A indiferença ao que dizia à sua volta, quer externa quer sobretudo internamente desde o inicio, a forma como superaram as dificuldades de um surto numa fase tão importante da época e o revés amargo de uma eliminação europeia precoce auguram excelente saúde e preparação.

Algumas notas individuais que me parecem imprescindíveis:


Adán: Fez o que se pede a um guarda-redes de um grande: mesmo que pouco interventivo tem de ser decisivo quando chamado. E foi!


Porro: Desculpem lá o francês, mas porra! que o homem corre, corre. Tem ainda por onde crescer mas, ao contrário dos seus predecessores recentes na posição, tem-o conseguido a olhos vistos.


Neto: Cumpriu  


Coates: Capitão


Fedal:
Há ainda ali algumas hesitações a corrigir mas tem sido o central que mais me tem surpreendido.


Nuno Mendes
: já quase não há adjectivos para classificar este miúdo feito homem em pouco tempo. Imperturbável e cheio de classe. Aquela arrancada quase dava um dos melhores golos da Liga, seguramente a par do outro do mesmo género que já facturou.

Palhinha: que diminutivo tão paradoxal para um esteio do nosso jogo. Saiu daqui um miúdo timorato e regressou um Homem, como se vê até pela forma como sabe usar o físico, argumento indispensável na sua posição.


João Mário: joga de pantufas, o que deve ser assaz irritante a quem vai atrás dele de dentes cerrados e pitões em riste. Ainda não está em forma, que se nota em momentos em que desaparece do jogo, mas faz coisas que mais ninguém com uma leveza que faz parecer tudo muito fácil.


Pedro Gonçalves: Baratito, não foi?


Nuno Santos: Raça, eficácia e alma. É impossível não gostar.


Sporar: um avançado é mais do que os golos que marca. E se pode ser mais eficaz neste aspecto é de salientar a sua participação decisiva na construção dos últimos resultados pela forma como assiste e se se envolve no jogo ofensivo.


Matheus Nunes: é hoje um melhor jogador que quando foi chamado pela primeira vez. Tem sabido aproveitar as oportunidade e crescer e isso é o melhor que se pode dizer de um jogador.

Um nota final

O Sporting vive neste momento um conto de fadas. Que deveria ser aproveitado para puxar atrás o filme da época atrás e verificar tudo que se disse e foi feito por cada um até aqui chegarmos. Não para o tradicional ajuste de contas entre adeptos e facções, mas para não repetirmos os erros de sempre que muitas vezes nos fazem perder antes de sairmos de casa e os jogos começarem. O Sporting precisa de uma retaguarda forte que só os seus adeptos podem proporcionar porque é clara a nossa desvantagem sobre quase todos os factores que condicionam os êxitos: do factor económico ao poder nos bastidores. 

É que se não somos os piores, como muita gente disse depois do jogo com o Lask (que ninguém contabiliza a participação da arbitragem no resultado final), também agora não somos os melhores, apesar do primeiro lugar. As lacunas do plantel são as mesmas do inicio época e com o tempo, as lesões, castigos  as desvantagens para os adversários serão mais evidentes e servirão de lastro no balão das nossas pretensões e anseios.

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Sporting 4 - Tondela 0: Quando a esmola é muito grande o pobre desconfia

Foto zerozero

Exibição de poder e categoria foi o que nos foi dado observar ontem em Alvalade, tal foi o caudal ofensivo e respectivo número de oportunidades criadas. O número de golos acaba por ser escasso, atendendo ao volume de jogo que asfixiou o adversário, que em grande parte do tempo se declarou impotente para fazer oposição minimamente consistente.

A pergunta que ocorre imediatamente é se tal se deveu a a um Sporting demasiado poderoso ou um Tondela demasiado frágil. Ou, em alternativa, se tratou de um acidente de percurso em que o futebol é fértil. Estas perguntas serão respondidas em capítulos posteriores no percurso das equipas mas não deixam de fazer algum sentido porque se atendermos ao trajecto do "Sporting de Amorim" esta foi talvez a primeira vez em que o Sporting exerceu sobre o adversário uma superioridade tão vincada.

Julgo que a mais avisada explicação, fugindo à especulação, é mantermo-nos pelo caminho dos factos e o que o jogo de ontem vincou foi uma boa preparação prévia do encontro por parte da equipa técnica de Rúben Amorim, revelando conhecimento do adversário. Depois de alguma indefinição inicial e após o ajuste das equipas, cedo se percebeu que a postura habitual da equipa de Pako Ayestarán, de linha bem subidas com o intuito de impedir ou condicionar a construção do adversário ia-lhes custar caro. 

As alterações de Rúben Amorim deram frutos: Palhinha e João Mário serão a dupla natural ao centro, tal é a segurança que emprestam à equipa, seja a parar o jogo adversário seja a ligar para o momento de criação de jogo ofensivo. Sporar foi determinante para esse sucesso pela generosidade com que se entregou ao jogo, embora tenha sido muito perdulário. Mas a assistência para Pote, o goleador de serviço, de que resulta o primeiro golo, acaba por ser de uma importância para a definição do resultado final. Estava-se já nos momentos finais da primeira parte e a bola teimava em ir ter com Trigueira. Com obtenção do segundo golo quase no reinicio do encontro este acabaria sentenciado.

Há no entanto a assinalar dois aspectos menos positivos, que não devem passar despercebidos no jogo de ontem. O número de golos falhados, que contra um adversário mais capaz nos podem custar dissabores. E, tal como Amorim muito bem assinalou na conferência de imprensa, o golo sofrido que só não o foi por um acaso de poucos centímetros. Sobretudo pela forma como acontece, deixando à evidência aquela que será uma das nossas maiores fragilidades: a velocidade no extremo reduto. O lance anulado a Mário Gonzalez é toda uma ilustração de que como por em sentido uma defesa a jogar com muitos metros nas costas e sem um elemento suficientemente veloz para compensar. 

Do lado positivo, e para lá dos números do resultado e da superioridade exercida, a constatação de que há mais soluções à disposição do treinador. O banco tem aliás um efeito regenerador que não se extingue no descanso temporário que proporciona aos atletas. Pode exercer igual efeito na "fome de bola" como aquela que se viu na primorosa assistência de Nuno Santos e de que resultou um golo de belo efeito de Porro, um lateral direito como há muito não se via por Alvalade. Tratando-se de um jovem de vinte e dois anos, com possibilidades de crescer e limar arestas, promete.

Mas talvez o melhor de tudo tenha sido a impassibilidade com que a equipa foi jogando e procurando o golo sem se descontrolar emocionalmente, perante a perspectiva de chegar ao primeiro lugar do pódio   ou desequilibrar tacticamente para perseguir o desfazer da igualdade. De certa forma trata-se de uma novidade que revela confiança e segurança que gostávamos que viesse para ficar. Mas uma superioridade tão avassaladora é uma esmola demasiado grande para não ficar desconfiado, precisando de confirmação com adversário de cotação superior e nesse sentido o próximo  jogo em Guimarães vem mesmo a calhar.

quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Sporting 3 - Gil Vicente 1: "Quem porfia mata caça"

Nota: todas as fotografias são da autoria da @Idzabela. É expressamente proibida a modificação e/ou reprodução destas fotografias sem autorização expressa da autora. (clique nas imagens para ampliar)

 
Quem porfia mata caça e quando já se pensava em jejuar o leão lá conseguiu abater um galo incómodo. Mas não foi fácil de ver e mais do que a qualidade do "jogo do galo" foi a má abordagem do leão, algures entre a displicência e a falta de inspiração para lidar com o bloco gilista.  

Muita da responsabilidade dessa má abordagem tem de recair nos ombros de Rúben Amorim, ao insistir em oferecer a Jovane um papel para o qual não está nem preparado nem vocacionado. Dessa forma o treinador coloca em causa não apenas a sorte da equipa como até a do próprio jogador, cuja movimentação e até a linguagem corporal em muitos lances vão da inadequação, desânimo até à desistência.


Mas explicar tantos minutos jogados sem grandes lances de perigo a ameaçar a baliza do guarda-redes visitante, mesmo já quando em desvantagem no marcador, não se pode ficar apenas pela aposta inglória num jogador. Num jogo como este, e com Palhinha em campo a oferecer segurança para possíveis transições - que por sinal o adversário até abdicou ou não conseguiu realizar - pedia-se a presença de alguém diferente de como Matheus Nunes, que oferecesse maior capacidade de quebrar as linhas defensivas do adversário com o passe e não tanto em condução. Se ele é uma boa solução quando o jogo pede mais dimensão física, como vimos com o FCP, jogadores como Bragança e João Mário parecem oferecer mais soluções. Estando o segundo impedido regulamentarmente, o primeiro teria que ter chegado mais cedo ao jogo, ou até ver-lhe sido oferecida a titularidade.


Claro que agora parece fácil invocar Bragança por causa do passe de mel que contribuiu para o desatar de um nó que parecia insolúvel. Mas se o passe foi uma execução da mais rara filigrana, só lhe foi possível vislumbrar o brilho porque Tiago Tomás o antecipou e com  seu  movimento ofereceu-se como solução ao médio. Embora seja natural a exaltação do acto de Bragança, a dimensão colectiva do futebol ganhou aqui um exemplo para figurar em compêndios. Ora, sem querer entrar num exercício de "vejam como eu tenho razão", repare-se na postura de Jovane naquele momento (e em tantos outros neste jogo): quase imóvel, abaixo da linha dos centrais gilistas, completamente fora-de-jogo e fora do jogo. Rúben Amorim não pode ficar indiferente e tem obrigação de perceber a diferença entre a convicção e a obstinação.


De igual modo o treinador tem de rever a postura em bolas paradas, como que deu origem ao golo que, não fora os dez minutos à Sporting, quase custava três pontos. Não foi um lance casual, uma vez que,  mesmo sem sofrer golos já aconteceram em outras ocasiões. A total passividade com que os oito elementos do Sporting abordaram o lance fizeram prevalecer sobre eles a vantagem de um dos cinco jogadores forasteiros na área. 

A mesma displicência que se notava desde o inicio do jogo, como se tudo se fosse resolver por si só estava ali ilustrada: Palhinha foi espectador privilegiado, só lhe faltando uma cadeira de realizador de cinema e respectivo charuto. Dos centrais apenas Neto se preocupa com a marcação, Coates e Fedal marcaram à zona o éter, ficando o segundo ainda pior na pintura, por ter fechado os olhos e encolhido. A primeira barragem ao lance foi tornada inútil por um toque matreiro de cabeça, como estes lances pedem para melhorar a possibilidade de êxito.

Felizmente tudo se haveria de compor quando já procurava o número do gastroenterologista, com a perspectiva de não conseguir digerir este galo durante a noite e nos dias que se seguiriam. Espero contudo que o desfecho feliz não contribua para a repetição da mesma postura, porque são os resultados destes jogos que escrevem a sorte das equipas com mais ambições no campeonato e o Sporting é uma delas. Que a vitória e a chegada ao segundo lugar instale nos jogadores a sensação do imperativo que é disputar cada lance como se dele dependesse o nosso campeonato. É que depende mesmo! 


Adán
: se estivesse muito frio talvez pudesse ter congelado.

Porro: Muito activo mas depois de bem espremido não se viu grande sumo

Neto: algo está mal quando o Neto é um dos mais velhos entre os mais jovens, não é? Isto para dizer que apesar da aplicação e seriedade é muito curto.

Coates: O lance do golo é muito à Coates. Não pode estar a top oitenta e nove minutos e depois...

Fedal: O melhor central ontem, apesar do que é dito acima sobre a sua actuação no golo

Nuno Mendes: Não parece ser capaz de jogar mal mas, tal como em jogos anteriores, não foi capaz de jogar bem.

Palhinha: Um grande reforço, mas que hoje deve estar a perguntar ao realizador do jogo se é possível apagar aqueles segundos que vão da falta cometida ao golo sofrido.

Matheus Nunes: Sem ter espaço para conquistar à frente e sem muita necessidade de se empenhar no roubo de bola a sua utilização perde votos.

Pedro Gonçalves: O Pote não estava cheio mas ainda assim ainda de lá saiu um golo.

Jovane: Tudo dito acima.

Nuno Santos: Nunca será invocado para o homem do jogo mas podia ser e merecia.

Tiago Tomás: pouco tempo em campo chegou para ser decisivo.

Sporar: Fez o que se pede a um jogador da sua posição, especialmente quando o treinador não parece depositar grande confiança: golo 

Daniel Bragança: Aquele meio campo ainda há-de ser da casa de Bragança. Precisa de jogar e a equipa precisa dele. A ver se cabe onde João Mário tem desenhado o destino.

Gonçalo Inácio: Entrou.

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Operação Stop em Alvalade


Infelizmente situações como a do último clássico já ocorreram vezes sem conta e com certeza vão continuar a ocorrer. À arbitragem portuguesa sucedem-se os facelits, mas as rugas continuam aparecer de forma mais ou menos descontrolada quando estão em jogo os interesses dominantes. Estes são claramente os do FCP e SLB. No final do jogo, e depois da tentativa de distanciamento e racionalização face ao que acabava de presenciar, como se tivesse feito uma viagem aos anos 90, pareceu claro que o resultado do clássico estava em grande parte decidido na semana anterior, quando o FCP perde de forma surpreendente em casa. Perder duas vezes seguidas causa muito mais mossa que uma derrota e um empate, pelo menos do ponto de vista do moral das tropas... 

Mas então, perguntarão alguns, o Sporting não é beneficiado? Sim, é claro que sim. Mas muito raramente quando em confronto com os clubes acima citados. Não estranharia por isso que, à semelhança do que já vimos anteriormente, não se encontre um cordeiro para imolar (uma equipa com menor pretensões na Liga) para tentar calar a revolta mais do que justa a que presidente e treinador principal deram voz no final do jogo. Dessa forma lança-se mais uma manobra de diversão para desviar as atenções da autêntica "Operação Stop" realizada sábado à noite em Alvalade, muito bem coordenada entre o árbitro Luís Godinho e o VAR Tiago Martins. Sim, Tiago Martins, esse mesmo que não assinalou o penalty em Moreira de Cónegos e ainda expulsou Hugo Viana. Esses possíveis dois pontos subtraídos teriam ditado o apuramento directo para a Liga Europa.

Como é óbvio o VAR não foi criado para resolver problemas subjectivos como o da intensidade, antes sim para permitir a correcção de erros que a visão humana tem dificuldade em definir, como por exemplo as linhas nos fora-de-jogo e acções disciplinares. Daí que o protocolo do VAR não preveja a intervenção para avaliação de lances semelhantes aos do penalty sobre Pedro Gonçalves. Mas depois da intervenção como é que pode justificar a decisão cai em favor do FCP? Operação muito bem montada, como deu para perceber pela barragem mediática que se seguiu nos jornais e nas TV's, das quais os comentários desavergonhados do "banido" e zero credibilidade Marco Ferreira na SportTV a propósito da imagem abaixo são um verdadeiro festival: "a imagem parada induz em erro".


Mas não foi apenas o lance do penalty a merecer a revolta. O critério disciplinar foi absurdo em favor do FCP, permitindo que chegasse ao intervalo com dois jogadores em campo que já deveriam estar no balneário: Zaidu e Octávio. Acontece que Zaidu foi autor da assistência para um dos golos... O mesmo critério disciplinar que faz do Sporting já uma das equipas mais amareladas, isto tendo ainda um jogo a menos que a generalidade dos adversários.

Não há aqui nada novo, é já tudo muito visto. Tal como em anos anteriores os erros no inicio da temporada afastam paulatinamente o Sporting dos seus adversários. No final já ninguém se lembrará deste jogo, dos erros clamorosos, mas apenas da classificação final. O Sporting é muito fácil de abater. As suas fragilidades são evidentes quando comparado o potencial dos plantéis. Mas por via das dúvidas há que definir o mais cedo possível a nossa sorte. Depois nós, os Sportinguistas fazemos o resto. Foi penoso, deprimente ver nas redes sociais, ver muitas reacções quase com pena do resultado. Isto sem falar dos comentários à reacção do Presidente Frederico Varandas, mais do que justa e oportuna. Em autofagia e sentido de autodestruição somos eternos campeões.

 Quanto ao futebol, que é o que gosto de falar, fiquei bem impressionado com a prestação da equipa, bem como registei a melhoria de qualidade nas opções que Rúben Amorim tinha à disposição no banco. Veremos que resposta daremos nos próximos jogos, uma vez que as necessidades e exigências serão bem diferentes das colocadas por equipas como a do FCP.

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Unhas há. Mas haverá dentes?

Nota: todas fotos são da autoria da @Idzabela
Terminou o mercado de verão e importa agora fazer o balanço da nossa actuação, tentando perspectivar as respectivas consequências. Assim, antes de ir ao pormenor, ficam as impressões gerais:

Em regra o Sporting foi diligente: definiu os alvos e concretizou as aquisições pretendidas de forma rápida e incisiva, o que terá estado na origem do sucesso relativamente a outros competidores, sobretudo nos casos de Pote e Nuno Santos.

O critério das aquisições parece ter sido o da procura de jogadores identificados com o futebol da nossa Liga, de rendimento comprovado, não requerendo adaptações. 

No saldo final regista-se um misto de experiência e juventude que se adiciona a um plantel marcado pela juventude de alguns jogadores que parecem querer assumir algum protagonismo. Onde isso é mais notório e parece ter sido intencional foi na dupla para a baliza (Adán-Max) e na lateral esquerda (Nuno Mendes-Antunes).

O plantel foi construído ainda sem ser conhecido o desaire europeu. Se assim fosse talvez as opções tivessem sido outras, em particular para o meio-campo, onde a redundância é notória.

A dose de chocolate que os adeptos esperavam ficou pela metade. Se o regresso de João Mário foi o momento alto, a falta de um ponta-de-lança acabou por inevitavelmente defraudar as expectativas. Os nomes de Paulinho e Slimani para isso contribuíram. Qualquer um deles seria uma boa opção para Rúben Amorim. Se não ter vindo nenhum deles foi estranho, mais ainda foi a aparente fixação nestes dois nomes, quando o  mercado neste patamar é vasto. Tendo sido consciente, é um risco que pode sair caro porque não parece haver no plantel jogadores com golo suficiente para as ambições de um bom campeonato. Especialmente nos jogos em que as equipas recorrem aos blocos baixos. E vão ser várias...

Ainda assim, e em jeito de conclusão, o plantel deste ano parece estar mais equilibrado e com pelo menos duas opções para cada lugar, para o qual os jogadores terão de lutar para merecer a titularidade. Não parecendo faltar unhas, fica no entanto a dúvida: terá este novo Leão dentes suficientemente afiados para as suas presas?


Adán: Pelas indicações dadas no inicio de temporada e que o jogo de Portimão parece ter confirmado será um elemento preponderante para a obtenção de pontos quando a sua disputa for renhida e aberta até aos momentos finais.


Porro: claramente uma melhoria em relação à existência, dará comprimento à ala, como se pode, embora os primeiros sinais indiciem dificuldades na precisão do jogo aéreo defensivo.


Fedal: um dos reforços com missão mais espinhosa pois quando se olha para aquele lugar ainda se vê Mathieu. Defesa experiente, bom jogo aéreo, veremos como controla a profundidade. Ainda não tivemos oportunidade para o ver sair a jogar, a precisão do passe longo.


Antunes: Será um importante reforço de experiência para ajudar nos acabamentos do quase imperial Nuno Mendes. Não havendo impedimentos deste, jogará pouco, não sendo de estranhar que o seu pé esquerdo possa ser um recurso para fechar os centrais do lado esquerdo. Isto se Gonçalo Inácio deixar...


Pedro Gonçalves: Uma das contratações mais excitantes e promissoras. Como se viu agora em Portimão é jogador para várias posições, o que lhe é permitido pela inteligência e conhecimento do jogo. Foi curioso notar, no melhor período do Sporting, como sabia ocupar os espaços e antecipar os lances, contornando assim o deficit físico face aos matulões algarvios. A bola sai dos pés dele, redondinha e deliciada com o trato.



Nuno Santos: tem tudo para ser o patinho feio por não ser uma malabarista. Estatuto que vai contrariar com rendimento elevado, raça e foco total na afirmação que procurou ao mudar-se para Alvalade. 


Tabata: o joker deste mercado. Poucos imaginariam que o salto, que se adivinhou antes de da época de estagnação que foi o ano passado, fosse dado para Alvalade. Jogador com potência, arranque, velocidade e drible tem tudo para surpreender.

João Mário: a cereja no topo do bolo no encerramento do mercado. Qualidade técnica, conhecimento do jogo, critério a gerir os tempos de posse e passe, podendo executar a grande nível em mais do que uma posição no meio-campo. Um jogador de enorme qualidade e elegância cujo regresso, mesmo que só temporário, é uma boa noticia não apenas para o Sporting mas também para o futebol português.

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Sporting 1 - Linz 4: Austríacos impõem confinamento compulsivo


Pela expressão dos números e pelo significado e repercussões da mais variada ordem a derrota de ontem ante os austríacos do Lask Linz foi particularmente dolorosa. A somar-se a esse facto o consequente afastamento tão prematuro das competições europeias com as suas consequências financeiras e para prestigio do clube. Mas retirados os números a passagem dos austríacos foi tudo menos uma surpresa. 

Neste momento o Linz é superior colectivamente, tem a sua preparação mais adiantada enquanto o Sporting além de uma pré-época com pouca competição viveu os quinze dias que antecederam a eliminatória de forma atribulada. Os sinais de que a equipa vinha deixando nos jogos particulares e oficiais anteriores de que este jogo chegava demasiado cedo para o Sporting acabou por se confirmar.

É verdade que o Linz foi afortunado na forma como alcança a goleada mas essa sorte foi construída com muito trabalho, algum dele sendo competente e eficaz a aproveitar os nossos erros e outro tanto a jogar desde o inicio com todas as armas disponíveis. Ao invés, o Sporting foi muitas vezes demasiado macio face à dinâmica imposta pelo adversário, respondendo muitas vezes com passividade, como se viu na forma como defendeu o canto que dá origem ao golo sofrido logo no incio do jogo. Para completar o quadro, reincide no erro logo no inicio da segunda parte e é atirado borda fora por outro de dupla consequência: expulsão de Coates seguida de golo.

Ora para discutir a eliminatória esta sucessão de acontecimentos era exactamente o oposto do que a equipa necessitava. O Sporting inicia sempre ambos as partes do jogo em desvantagem. Na primeira ainda logrou recuperar e chegar ao empate, na segunda tudo o que de mal podia acontecer sucedeu.

Mais do que o resultado final é toda a participação da equipa a deixar muitas interrogações a Rúben Amorim. Agora confinados às provas nacionais ficam muitas dúvidas que a macieza exibida ontem, particularmente no ultimo terço, seja a abordagem indicada para enfrentar as equipas do burgo, cujo jogo físico é muitas vezes o único argumento para se opor à nossa pretensa superioridade técnica.

Mas, retirando o alto preço a pagar pelo afastamento prematuro, este confinamento forçado significa a possibilidade de nos concentrarmos na Liga, uma vez que o momento e o plantel parecem recomendar concentração total por parecer óbvio não haver rabo para tanta cadeira.

terça-feira, 29 de setembro de 2020

Que conclusôes a retirar da AG?


Três factos sobressaem dos resultados da AG:

1- Um número inusitado de sócios para um evento deste género - a aprovação de contas do clube - que redundou numa não menos inusitada percentagem a rejeitar os documentos postos à apreciação. Ficou claro para todos que o resultado se saldou por uma clara moção de censura apresentada aos actuais órgãos sociais. As razões serão as mais variadas: desde os que desde a primeira hora nunca aceitaram os resultados das eleições de Setembro de 2018 e que os resultados desportivos foram fazendo soprar vento nas respectivas velas. Seguramente que esse número cresceu depois do desastre que foi a época passada, especialmente pela sensação de desgoverno que a instabilidade e decisões infelizes na construção do plantel geraram. Cabe aos órgãos sociais aceitar os resultados com a mesma humildade democrática com que aceitaram vitórias anteriores e deles retirar as devidas ilações.

2 - As agressões acabam por merecer destaque pela imagem negativa que o foco dado pela comunicação social projectou. Infelizmente ninguém que tenha estado presente em reuniões anteriores terá ficado surpreendido com o sucedido. Cada vez mais as AG's parecem capturadas pelos que gritam mais alto e proferem os piores insultos. E, como diz a lei de Gresham, "a má moeda tende a expulsar do mercado a boa moeda". pelo que qualquer dia a reunião magna dos sócios do Sporting assemelhar-se-á a um ringue de MMA, onde tudo vale. Quando muitos sócios exigiam ser ouvidos para se pronunciar sobre o estado na nação este é o elefante no meio da sala: até onde estão os Sportinguistas disposto a ir para mudar esta lamentável situação?

Não deixa de ser digno de reflexão: com estes resultados voltaram a não haver teorias da conspiração. Não houve "excursões de velhos", "churrasquinhos" nem "códigos de barras" nos boletins de voto. E até nem foram necessários delegados para se validar o resultado final, uma das muitas ideias bizarras (estou a ser simpático...) projectadas na antecâmara da reunião. Rico em muitas teorias de conspiração e inversamente proporcional em títulos no futebol, o grande agregador de paixão em torno do clube, certamente que o Sporting seria um lugar muito mais saudável se as regras da democracia fossem um valor soberano aceite por todos e não apenas ao sabor das conveniências.

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Paços de Ferreira 0 - Sporting 2: casa mobilada low-cost

(foto zerozero)
 

O que era mais importante foi alcançado: os três pontos, de forma segura e incontestável. O Sporting foi a única equipa que apresentou argumentos e jogou para ganhar. Num momento atribulado como tem sido o inicio de época, com jogadores importantes impedidos de dar o seu contributo à equipa, vitórias como esta sabem que nem ginjas porque quaisquer que sejam nossas ambições na presente Liga sabemos que a vitória é a melhor vitamina e o melhor doping. 

Neste sentido julgo que é inteiramente merecido o elogio ao compromisso que este grupo de trabalho tem demonstrado, superando as adversidades num contexto particularmente difícil, correndo de hotel em hotel, permanentemente afastados dos seus familiares. Tantas vezes acusados de mercenários, os jogadores de futebol certamente que também amam os seus entes queridos como nós, pelo que a referência é mais do que merecida.

São três pontos conquistados sem nota artística, reveladores de que, na consolidação dos processos de jogo, há ainda muito trabalho pela frente. Como não podia deixar de ser, onde isso é mais notório é no jogo ofensivo. Continuamos a revelar muita dificuldade no jogo interior, o que também se explica também numa espécie de sexto sentido em não querer assumir maior risco. Com jogadores como Pedro Gonçalves (Pote) e Nuno Santos os principais beneficiários poderão ser Tiago Tomás e sobretudo Vietto que, apesar da exibição pálida e sem grande aplicação (cansaço, problemas físicos?...) tem muito para dar neste capitulo.

Mas se há sinal de que algo está muito melhor do que o ano passado por esta altura é o contraste entre o azar de Coates de então (golos na própria baliza, penalty's) e os golos deste ano. O de ontem foi particularmente importante para acalmar a equipa quando o jogo corria para o fim e o escasso um zero resistia no placard e parecia começar a reduzir o discernimento, com a acumulação de bolas perdidas e jogadas inconsequentes.

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Sporting 1 - Aberdeen 0: meter gelo em whisky sem álcool

Nota: todas as fotografias são da autoria da @Idzabela. É expressamente proibida a modificação e/ou reprodução destas fotografias sem autorização expressa da autora.

Ficou bem claro, pela exibição ante os escoceses, que o hiato imposto na preparação da equipa produziu efeitos nefastos, como dificilmente não ocorreria nas circunstâncias de todos conhecidas. Além da amputação forçada de jogadores de quem se espera preponderância no esquema de Amorim, a equipa não evoluiu na consolidação das rotinas tão necessárias, não adquiriu o ritmo imprescindível que apenas a competição proporciona. Isto num plantel que exibe lacunas que não se sabe ainda se virão a ser preenchidas.

Vale a verdade que neste jogo em particular o Sporting soube reagir às suas próprias debilidades, às adversidades que lhe couberem em sorte, bem como contrariar o seu adversário, fazendo uso de inteligência e uma dose elevada de pragmatismo. Marcando cedo, o Sporting levou o jogo para onde lhe dava mais jeito, fazendo uso e abuso prático da velha máxima "se tens a bola não sofres golo". Isto é, o Sporting conseguiu o que queria ao chegar à vantagem e depois procurou a melhor forma de a manter. Com uma construção demorada e paciente, mas simultâneamente inócua na maior parte das ocasiões, pelo menos conservava a bola em seu poder.


Se o Sporting esperava que o adversário reagisse à desvantagem madrugadora, e dessa forma se soltasse em campo, abrindo brechas no seu conservador 5x3x2, enganou-se. Na maior parte do tempo os escoceses jogaram como quem tem medo que o kilt subisse e revelasse pormenores que ofendessem o pudor dos poucos que tiveram o privilégio de ver o jogo a partir da bancada. Quase sempre agarrados às saias da sua linha recuada, poucas vezes tiveram a coragem (ou a sabedoria...) de ir espreitar o que se passava no rectângulo onde Adan tinha vistas privilegiadas sobre o relvado. Os escoceses revelaram-se uma equipa de recursos muito limitados, sendo por isso muito pouco afoitos, arriscando quase sempre pouco mais que nada.

Dessa forma, e muito autoconsciente das suas limitações o Sporting também não arriscou nada. Jogou quase sempre a por gelo no whisky escocês de muito baixo teor alcoólico. À medida que o jogo chegava ao fim ficava evidente que tanta reverência em assumir maior risco se revelaria acertada. Começou-se a notar maior descoordenação, menos discernimento que conduziam a perdas de bola que só não foram comprometedoras porque os escoceses não sabiam mais. Executando muito devagar, quem sabe como com medo de sujar as botas em eventuais "prendas" que os agora famosos pombos possam ter deixado, o Sporting sofreu ainda mais por via das fracas prestações individuais da generalidade dos jogadores.



Ádan: pouco trabalho, mas resolvido sempre de forma eficaz, como se pede a quem desenpenha a sua função.

Porro: mostrou a vantagem de os espanhóis terem TGV: com rapidez chega-se mais depressa ao destino, se for possível com segurança e conforto, melhor ainda. Vai ter menos linha disponível em Paços de Ferreira, o que vai ser um bom desafio.

Neto: A simplicidade de processos que usa ajuda-o mas não deixa de expor uma das suas principais debilidades: não podemos contar com ele para construir. Ora essa é uma das nossas principais necessidades...

Coates: está como peixe na água no esquema de Amorim. Com dois colegas à ilharga tem mais tempo para pensar e menos espaço para cobrir e isso dá-lhe a tranquilidade e segurança que o seu jogo exibe.

Fedal: é um central à moda antiga. Não é um primor com os pés, tal como Neto, não é o central que vai lançar o nosso jogo partir de trás.

Nuno Mendes: fez ontem o seu pior jogo na sua ainda muito curta carreira, Como a generalidade dos colegas, acusou fadiga a partir do momento em que os ponteiros do relógio apontavam para o fim. Mas também algum nervosismo nos momentos derradeiros, o que não surpreende, mas contrasta com a segurança que vinha demonstrando.

Matheus Nunes: parece beneficiar da preferência de Amorim mas começa a ter que apresentar muito mais para a justificar. Nos momentos finais quase comprometia o resultado com falhas em transições, deixando a equipa exposta.

Wendel: jogo sobre o fraquinho, apesar do papel determinante no golo, no momento em que recupera a bola. Mas a equipa sofreu muito pela sua falta de esclarecimento e dificuldade de fazer o que melhor sabe: progredir em condução, superando as linhas adversárias.

Jovane: se estava a ser alvo de observação para uma eventual aquisição o relatório vai ser francamente desfavorável. Ainda assim, no momento do golo, o movimento de arrasto dos defesas centrais decisivo para baralhar marcações e sobretudo criar a dúvida sobre a exeução do artista que se segue.

Vietto: de longe o nosso jogador mais evoluído a que a ausência de Pote ainda mais destaca. Precisa de alguém que lhe ajude a dar continuidade às suas incursões que o perceba e sobretudo que ofereça mais soluções de passes de ruptura.

Tiago Tomás: last but not the least. Estreia de sonho com um golo que vale o apuramento. Quase fazia outro de cabeça. Se conseguir subir o número de participações ofensivas, estando mais presente, pode ser...


Tendo sido a única equipa que fez por merecer a passagem ao play-off, o Sporting consegue o seu objectivo deixando no ar muitas interrogações sobre a aptidão e competência para enfrentar o Lask Linz. Nessa altura o Sporting fará apenas o seu terceiro jogo oficial e, tendo o Paços de Ferreira pelo meio, não se afigura muito fácil mais aprimoramentos, não se sabendo se entretanto chegarão reforços da "ala covid19". Não se esperam facilidades para este inicio época atribulado.

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Futre, o nosso Eusébio

A saída de Futre, deixando então João Rocha de mão estendida, (alegando motivos psicológicos para rescindir o contrato que o vinculava e rejeitar o novo que lhe era proposto) sela o momento em que o FCP ultrapassa definitivamente o Sporting. Da mesma forma que o desvio de Eusébio anos antes para o outro lado da estrada selou o epilogo do período de ouro do Sporting no futebol nacional. 

Relacionar o nome do Futre com uma referência do Sporting -  como é a agora Academia Cristiano Ronaldo - não é só um erro tremendo sob os mais diversos pontos de análise. Mas sobretudo não é uma homenagem, é um insulto à memória.

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Coisas covidizer (Adiamento do jogo, trolhices, Rúben Amorim)


O jogo Sporting - Gil Vicente já dado como adiado pela imprensa é tudo menos um processo claro. É sabido que o Sporting tem 8 jogadores infectados e o Gil Vicente 11. Sem novos casos registados e sem nada que o fizesse prever, a intervenção do delegado de saúde de Barcelos a impedir o treino e a viagem da equipa gilista, impondo reclusão e cerco, está longe de ser uma decisão transparente.

  • Como será daqui a 1 semana, sabendo-se que pelo menos o mesmo número de jogadores ainda terão que estar em quarentena?
  • Quem encomendou o sermão ao delegado de saúde  local? 
  • Também vai impedir os demais barcelenses não positivos de viajar no fim-de-semana? 
  • O Sporting com 8 jogadores infectados não pode jogar esta semana e vai poder fazê-lo na próxima?

Este caso tem tudo para fazer escola para o resto da época, cabendo a todos os intervenientes estabelecer regras claras que, em face das circunstâncias, umas vezes beneficiarão uns e prejudicarão outros, mas pelo menos haverá transparência e equidade. Tem obviamente que haver um protocolo por todos reconhecido e respeitado, decididas por agentes devidamente qualificados e de reconhecida autoridade de aplicação coerente e inequívoca. De outra formau então estaremos a abrir portas a mais um factor de suspeição, e no limite, de fácil manipulação em função de ambições e interesses.

A entrevista dada a um órgão interno o presidente do Braga conseguiu matar dois coelhos com apenas uma cajadada. Justificou-se internamente relativamente ao negócio Rúben Amorim. Contrariamente ao que habilmente deixou escorrer para os média, o Braga negociou com o Sporting a venda de Rúben Amorim, não tendo exigido o pagamento da cláusula, como podia e certamente devia ter feito. 

O negócio não deixa de ser bom, mais ainda porque terminou com a obtenção do seu campeonato, o 3º lugar. E deixa no Sporting mais motivos de instabilidade, expondo Frederico Varandas ("acordo só foi possível porque Frederico Varandas me fez uma chamada a justificar que não tinha condições de pagar e que queria fazer um acordo") e o ordenado de Rúben Amorim. de forma tão reveladora dos seus princípios que promove qualquer pedreiro (vulgo trolha) a mestre de ética.

A revelação de Salvador volta a recentrar a discussão no preço de Rúben Amorim. Há quem diga que foi um all-in, eu entendi a aquisição como uma cartada de sobrevivência. Com Silas a saltar fora do barco na véspera de um jogo da Liga Europa (o resultado do jogo não podia ser outro..) uma má escolha significaria a queda para lugares bem mais abaixo que o 4º lugar final. 

O custo de um treinador vê-se pelos resultados. Pelos resultados desportivos, claro, mas pelos valores que o seu trabalho gera. Por exemplo, Jardim deu-nos uma improvável qualificação para Liga dos Campeões por via de um não menos improvável 2º lugar. JJ não foi campeão, mas fizemos as melhores transferências de sempre quando ser campeão numa Liga Vermelha controlada e presidente e treinadores infectados pela soberba deitaram por terra o fim do jejum.

O erro maior na contratação do RA não é tanto o dinheiro que se pagou ou vai pagar. O erro maior é se a obra fica novamente incompleta. A ser verdade, pelo que diz um jornal, que o Sporting vai à luta com o actual plantel, não voltando a recorrer ao mercado, o mais provável é acabarmos a lutar atrás com Famalicão, Rio Ave e outro que este ano apareça (Boavista?). Porque FCP e SLB são de outra galáxia e o Braga está alguns metros à nossa frente nos blocos de partida.

terça-feira, 15 de setembro de 2020

A última cunha por Acuña

Foto by @Idzabela 

A partida de Acuña estava há muito escrita nas estrelas e terá provavelmente ficada carimbada no final do jogo com o Moreirense, quando se desentendeu com Jovane. Algo que não era inédito nesta sua passagem pelo Sporting, sendo essa a grande marca: o seu temperamento, marcada pela garra e empenho que punha na disputa de cada lance e o descontrolo emocional que tantas vezes o prejudicou a ele e, por consequência, a equipa.

Um jogador assim nunca poderia deixar os adeptos indiferentes, ainda mais no Sporting, existindi uma clara falange de apoiantes e outros a quem a sua partida será indiferente ou até saudada. Sendo claramente um dos jogadores mais importantes do plantel, a sua ausência poderá paradoxalmente ser a que menos se fará sentir se uma das grandes esperanças do actual plantel, Nuno Mendes, confirmar o que se espera dele.

A fractura nas opiniões estender-se-á por isso também ao valor da transacção. Numa primeira análise, o valor em causa já comunicado pelo Sporting (o Sevilha paga €10,5 milhões, a que poderá acrescer €2 milhões se cumpridos os objectivos contratados) parece curto para um internacional argentino. Porém, a idade do jogador (o mercado valoriza cada vez mais os jogadores mais jovens, com excepção de nomes consagrados que Acuña está longe de ser), o panorama geral de compras e vendas, influenciado pela conjuntura vigente e a mais do que pública necessidade de vender por parte do Sporting acabaram por ditar o preço. 

No sentido da obtenção de um valor mais elevado na transacção, a partida de Acuña acaba por ser tardia. As duas últimas épocas foram o que se sabe e a vontade de partir do jogador para desafios mais aliciantes era cada vez mais evidente. A Liga espanhola e o Sevilha oferecem-lhe tudo isso, sendo provável que as suas características acabem por merecer o destaque que procura. 

Boa viagem e obrigado por tudo. Não foi assim tão pouco, se tivermos em conta as décadas de míngua de títulos que vivemos.

terça-feira, 1 de setembro de 2020

A vitória sobre o Belenenses em jeito de breve balanço do estágio algarvio

Nota: todas as fotografias são da autoria da @Idzabela. É expressamente proibida a modificação e/ou reprodução destas fotografias sem autorização expressa da autora. 

 
O jogo de encerramento do estágio algarvio foi provavelmente o ideal para o momento actual. O Belenenses é ainda um projecto incipiente, depauperado dos seus melhores jogadores do campeonato transacto. O 3-1 final é escasso para espelhar com rigor o que deveria ser a diferença actual entre os contendores.  A isso se deve também o facto do Sporting, apesar da exibição agradável, não ter sido tão impiedoso e letal como gostaríamos que fosse e que se espera poder vir a ser. 

Mas é bom ter em atenção que foi apenas mais um jogo de preparação, em que a vitória, sempre importante e necessária, ombreia com a urgência de dotar a equipa das rotinas necessárias para encarar a temporada que se avizinha. Há ainda muitas decisões para tomar e o onze base está ainda no preâmbulo do seu esboço.

Como é óbvio, os problemas sentidos no jogo anterior não iriam desaparecer como por milagre. O facto de o jogo se ter iniciado com um onze constituído por jogadores que se conhecem melhor entre si bem como as ideias do treinador também ajudaram a criar a ideia de evolução positiva. Isso poderá ser confirmado ou não nos próximos jogos, provavelmente já com o Valladolid.

Do ponto de vista individual, saliência para as boas presenças de:


Adán
: Trouxe a segurança que se exige a um guarda-redes com o seu estatuto em todas as intervenções, deixando ainda a impressão de bom jogo com os pés.

Gonçalo Inácio: Concentração, colocação, movimentação muito a propósito, a que associou uma surpreendente capacidade de construção e lançamento do jogo. Excelente surpresa certamente para a generalidade dos observadores que não lhe conhecem o trajecto.


Borja
: Muitos furos acima do que geralmente mostrou, o que obriga a ter em conta que alguns dos jogadores tão trucidados no ano transacto podem afinal precisar "apenas" de melhor conjuntura para poderem mostrar o que valem.

Nuno Mendes: Há muitos veteranos que não conseguem jogar alardeando a segurança e confiança que exibe. E mais uma vez podia ter chegado ao golo. Ninguém diz que tem 18 anos assim como ninguém negará que parece ter pela frente um enorme futuro.

Daniel Bragança: A titularidade revelou-se quase uma obrigação depois do jogo anterior. Neste momento é a isso que pode aspirar, uma vez que o lugar no plantel estará mais do que assegurado. A menos que haja grandes surpresas por via de mais aquisições, não se vislumbra como possa vir a ser dispensado. Ainda assim o jogo não lhe correu totalmente de feição.


Matheus Nunes: Parecendo mais relaxado e por isso mais solto de movimentos, percebendo melhor o papel que tem desempenhar. Continua a revelar contudo alguma insuficiência no capitulo do passe que, se resolvesse, permitir-lhe-ia subir de rendimento e com isso beneficiar o colectivo. 

Pedro Gonçalves: promovido a Pote com a chegada a Alvalade e não faltarão agora as correspondências e analogias. Se é de ouro ou não, se vai ser o nosso Harry Pote é o que mais adiante se verá. Para já é indiscutivelmente a melhor surpresa e, a par de Adán, a mais segura.

Tiago Tomás: Até agora tão discreto como eficaz. Que melhor elogio se poderia dar a um miúdo que aparentemente relegou outros nomes mais sonantes na lista de preferências?

Do ponto de vista colectivo fica o registo dos Golos sofridos: Em todos os jogos realizados até agora nunca logramos manter a baliza inviolável. Teria menos importância se não fosse o espectro negativo deixado o ano passado neste capitulo. O golo de ontem foi um daqueles quase tão caricato como escusado, o que se pode considerar uma sina. Mas o que sucede de forma sistemática no futebol está longe de ser um acaso, antes sim uma consequência.

Talvez não por acaso, foram os nomes acima em destaque no último jogo são alguns dos protagonistas do estágio algarvio.


Neto, Coates e Fedal é uma tripla onde parece sobrar experiência mas faltar alguma qualidade, especialmente para o momento da saída de jogo em construção. Caso a opção seja esta a preponderância dos médios neste momento do jogo terá de ser ainda maior. Também não parece muito facilitada a opção de jogar com as linhas subidas com defesas onde a velocidade escasseia. Relativamente às opções, na direita Quaresma perdeu algum fulgor nas aparições mais recentes, não sendo de estranhar o recurso ao mercado. Conseguirá Gonçalo Inácio sentar algum dos consagrados?


Os laterais terão a seu cargo a tarefa de dar largura e profundidade pelas alas, o que requer enorme disponibilidade física. Os principais candidatos são Porro e Nuno Mendes. Se o espanhol deixou mais interrogações que certezas, Nuno Mendes continuou a impressionar, sendo um dos nomes incontornáveis do momento. Antunes certamente terá que esperar. A melhor nota de Ristowski foi para a sua participação nas redes sociais, porque em campo foi confrangedor.



No que à linha média diz respeito, muita da sua operabilidade assentará na escolha dos médios centrais. Quem parece ter perdido o comboio é Doumbia. Ninguém ficaria muito surpreso com a manutenção, pelo menos num momento inicial, da dupla Mateus - Wendel. Rúben Amorim não vai dispensar a presença de pelo menos um elemento que tem na robustez física um dos seus argumentos e aí Mateus parece levar alguma vantagem. Como todas as opções, esta será amplamente discutível. No entanto, para as especificidades da nossa Liga esta não é uma questão de somenos. Basta olhar para o modelo mais premiado nos últimos anos, o de Conceição, para perceber que a agressividade, velocidade de execução e reacção e a dimensão física não devem ser descuradas como recurso, especialmente quando os outros argumentos falham.


No modelo de Amorim extremos são chamados a jogar por dentro, deixando os corredores para os laterais. Plata precisa de subir muitos degraus para chegar a um patamar em que reivindique a titularidade. É um jovem, provavelmente a carecer de maior adaptação ao país e aos costumes, cedo portanto para se desistir dele. Mas a bola está do lado dele e já vai sendo tempo de ir dando algum sinal de que sabe o que fazer com ela. Pote e Nuno Santos vieram enriquecer a oferta quer de primeira como de segunda linha e são candidatos principais à titularidade.  


Jovane
: interessante o recurso à mobilidade do jogador, resolvendo alguns problemas na ligação com o sector mais adiantado. Não seria um papel que lhe atribuiria (Pote?) mas que geralmente desempenhou bem, tendo inclusive feito uma assistência de bandeja, ao conseguir ludibriar, com movimentação a propósito, a defesa azul.  

Vieto atrasou-se, embora o facto de poder jogar como coadjuvante da principal referência do ataque (até agora só Sporar) ou, tal como se viu agora com Jovane, ser opção jogando sem avançado fixo na frente aumenta as suas possibilidades de se assumir como titular. Mas, nesta altura da temporada são os que jogam que partem à frente. E se o final de época de Jovane já lhe tinha garantido um bilhete para os melhores lugares, as assertividade de Tiago Tomás puseram o seu nome na lista de Rúben Amorim.


Sozinho na frente está Sporar. Tem uma relação interessante com o golo, como se confirmou mais uma vez no último jogo, mas parece curto em número e não oferece uma referência segura para o jogo aéreo, uma opção sempre a ter em linha de conta, especialmente quando o trânsito pelo chão estiver muito congestionado. Luiz Phellype, viu os jogos da  bancada, embora o facto de estar a sair da grave lesão que o afectou pode ter estado na base do afastamento e este ser temporário. É provável que os rumores de que chegará alguém para a posição se venham a confirmar.

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