quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

Um desastre escrito em alemão


O jogo com o Borússia era aguardado com alguma expectativa por não se saber que consequências emocionais e físicas recairiam sobre a equipa do Sporting, na sequência do resultado com sabor a pouco registado no clássico. A verdade é que a equipa entrou personalizada, empregando-se a fundo desde o apito inicial. Muito agressiva sobre a bola, pressionando bem, não permitindo veleidades aos alemães, criando perigo, tendo estando muito perto do golo por duas vezes. Na primeira a barra da baliza de Kobel estremeceu com um "Maxi míssil". Da segunda foi Harder a ficar muito perto de fazer abanar as redes alemãs. 

Foi uma primeira parte surpreendentemente boa, que não deixava prever o desastre que estava reservado para o segundo tempo. Quando o jogo recomeçou os papéis inverteram-se. O Sporting deixou de pressionar, pareceu perder as sua melhores referências e ideias, deixando os alemães manobrar a seu bel-prazer. O desequilíbrio acentuou-se com o golo inaugural e é aí que a equipa, que tão boa conta tinha dado de si, desaparece completamente. 

Claro que a explicação lógica é que esse facto se explica pelo profundo desgaste físico que se aponta à equipa, lembrando o que tinha acontecido no clássico, também na segunda parte. Parece, contudo, uma explicação primária, pois não parece plausível que uma equipa profissional e treinada por profissionais "dê o berro" por volta dos sessenta minutos de jogo, ao ponto de não conseguir acompanhar o adversário. A explicação pode muito bem ser mais de ordem emocional e também um pouco pelo pouco traquejo internacional. O que é indesmentível é o desaparecimento da equipa no segundo tempo.

Tudo indica que a nossa presença nas competições europeias se encerrou ontem, sendo o jogo da segunda mão pouco mais do que um compromisso no calendário, mas que não pode deixar de ser uma defesa da honra. Quando se soube do sorteio, e face às circunstâncias actuais, ninguém estranharia a eliminação, que tal resulte de uma goleada sofrida em casa o caso muda de figura, por abrir uma ferida no amor próprio. Espera-se agora que este sentimento não afecte também a postura da equipa, uma vez que o principal objectivo da época permanece intacto e apenas dependente de nós.

Uma nota final para a estreia de Biel. Não podia ter sido em pior circunstâncias. Quando entrou a equipa já tinha desaparecido. A ver novos em episódios, que se esperam mais favoráveis.

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