quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

FC Porto 1 - Sporting 0: badamerda para o Sporting italiano!

Sofrer um golo com o avançado adversário a marcar entre dois dos nossos laterais-direitos é a legenda perfeita para a estranheza causada pelas opções de Jesus. Tão estranha, tão estranha que a principal confundida foi a nossa equipa. De tal forma assim foi que esta só conseguiu dizer verdadeiramente presente quando voltou a um formato a que está mais habituada.

Por muito que me custe começa a ser já altura de admitir que algo não está bem. Embora tenhamos conquistado pelo meio o primeiro titulo da época não podemos escamotear que no ciclo dos últimos seis jogos contabilizamos uma única vitória apenas e com dificuldade. Com ou sem Bas Dost. 

Um momento estranho em que a equipa parece ter perdido confiança e identidade. A ideia que Jorge Jesus pretendeu passar de falta de frescura física parece pode muito bem ser aceite. Mas fica a impressão de que, independentemente do resultado, perdemos a superioridade, o fulgor e classe com que esta equipa se apresentou no Dragão desde que Jorge Jesus chegou a Alvalade. Isto é ainda mais estranho quando este plantel é frequentemente apontado como o melhor de sempre. Onde está esse Sporting? Para acentuar essa ideia de regressão até me pareceu ver em campo um qualquer Guimaro de apito na boca...

Talvez isso nos leve a reflectir e acabar a concluir que não devemos acreditar em tudo o que nos dizem. Por exemplo, que o plantel do FCPorto, coitadinho do Sérgio Conceição, é escasso. Pois é. Mas com jogadores lesionados tinha no relvado Marega e Soares, mais Paciência no banco, onde podia estar também Wariz. Uma verdadeira não escassez e mais ainda se compararmos com o que Jesus teve à disposição: Doumbia e Montero, este ainda em pré-época disfarçada. Mas isso é tudo menos culpa do adversário, que fez o que lhe competia. Já nós...

É uma mera opinião pessoal - por isso isto é um blogue de carácter pessoal - mas sempre pensei assim e já sou demasiado burro velho para aprender línguas ou sequer mudar. Prefiro uma equipa personalizada, sem medo, que dá tudo e vai à luta pelo melhor resultado, que para nós é sempre a vitória. A alternativa a isso, isto é, uma equipa calculista, tem de ser a vitória ou um resultado que interesse para o desfecho final favorável de uma eliminatória. 

Como é bom de ver, nada está perdido. Mas não será a jogar como ontem que viraremos o resultado. Até porque o FCP está por cima e confortável. A sorte é que ainda falta tempo e esperamos que esse corra a nosso favor.

6 comentários:

  1. JJ só tem dois modos. Cagão e cagarola.

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  2. Jorge Vicente (escola SCP Sintra)8 de fevereiro de 2018 às 16:19

    Não é só o caso de nos últimos 6 jogos termos ganho apenas um. É que nos últimos 11 (onze!!!) ganhamos apenas quatro!
    E na minha opinião a falta de frescura não pode ser aceite porque Jesus teve os reforços que quis, os reforços que mais ninguém teve. Ou o Jesus precisa de um plantel com 50 jogadores? Mas o Jesus é isto... já era isto antes de vir para o SCP...
    Como se isto não bastasse ainda temos um presidente que é um verdadeiro case study, um individuo que passa a vida a disparar em todas as direções e depois vem com um ar patético perguntar "o que fiz eu para merecer isto?". Não dá para internar este pobre coitado num qualquer manicómio?!?
    Depois de conquistarmos a taça da liga e chegarmos ao primeiro lugar no campeonato, eis que a dupla maravilha Bruno e Jesus nos voltam a colocar nas ruas da amargura... cansado disto...

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  3. de 27 linhas de prosa , apenas meia dúzia de caracteres sobre a arbitragem ? o senhor leão a norte de ALVALADE está a leste do que tem sido o nosso futebol , ou não percebe nada de bola ( penso que é esse o caso ) ou é algum submarino vermelho

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  4. Caro A Norte de Alvalade,

    Começo por dizer que sou um seguidor assíduo deste blogue e que admiro a forma e o conteúdo da grande maioria do que é escrito.

    Neste caso, discordo do que foi dito. Posso ter uma opinião errada por ter estado no estádio e não ter acompanhado pela televisão.

    O problema base desta fase é a composição do nosso plantel, muito bem estruturado na defesa e zona central do meio campo, mas completamente pobre nas linhas e na frente de ataque. Não temos uma única alternativa credível para o Gelson e Bas Dost. Mesmo com Gelson, não temos capacidade de ir ao banco e arranjar alguém que seja desequilibrador para colocar do outro lado.

    Relativamente ao jogo de ontem, comparativamente com os restantes 3 jogos com os nossos rivais directos, achei de longe o melhor de todos. No estádio, fiquei com a nítida sensação de que Ristovki jogou no meio campo, mas a defender vinha ajudar a travar Brahimi. Acho que neste aspecto, ele acrescentou qualidade em relação às outras opções (Bruno César, Bryan ou Ruben) porque tem mais velocidade e intensidade. Na primeira parte, vi mais do que uma vez, boas triangulações no lado direito.

    Ontem, vi a equipa com atitude, sem estar "fechada" cá atrás a evitar sofrer golos a todo o custo e à espera de um golpe de sorte. Tivemos 3 ou 4 saídas para o contra ataque em que faltou uma melhor decisão no último passe.

    Resumindo, não desgostei da exibição de ontem, tendo em conta os últimos jogos e principalmente os jogos com Porto e Benfica. Achei que a "novidade" com a inclusão do Ristovki foi positiva, mas admito que posso ser eu que já vi coisas tão más, que agora me contento com pouco.

    Saudações leoninas. Sporting sempre.

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  5. João Bonneville,

    Antes de mais obrigado e aceite desde já, como seguidor do blogue, as minhas desculpas pela falta de actualização que por vezes tem ocorrido, mas isto não está fácil! :-)

    Estamos de acordo em relação aos desequilíbrios evidentes na construção do plantel.

    Quanto ao jogo, talvez eu tenha carregado nas tintas, especialmente pela falha de ligação entre sectores, fazendo que não houvesse sequência nas jogadas. Pelos vistos não nos damos bem com a presença do Sérgio Oliveira, que o diga o Bruno Fernandes...

    Quanto ao Ristowski gosto dele e acho que até supera o Piccini no momento ofensivo. O meu comentário envolvendo os dois é mais em tom irónico do que factual.

    É um facto que não estivemos na retranca mas 3 ou 4 saídas em contra ataque não me parece suficiente, ainda por cima mal finalizadas. Comparativamente estivemos muito melhor nos jogos anteriores, nas épocas mencionadas. Gosto mais de um Sporting assim. Mais ainda se é para ficar de mãos a abanar.

    SL, Sempre, sempre!

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