sexta-feira, 20 de setembro de 2019

PSV 3 - Sporting 2: Ainda não há Pontes para sair de Keizer

Foram notórias as mexidas de Leonel Pontes na estrutura da equipa, o que pelo menos fez com que a equipa iniciasse o jogo de forma mais personalizada do que vinha conseguindo. Mas tudo ruiu rapidamente com obtenção de um golo que começou por ser oferecido pelo péssimo comportamento de Coates na abordagem inicial ao lance e depois nos movimentos seguintes. Golo que foi complementado por um outro passados apenas seis minutos e empurrado pelo próprio Coates para o fundo das redes. 

Nota comum aos dois golos sofridos: desorganização total na transição defensiva. Depois de ultrapassada a primeira zona de pressão, quase sempre mal feita, o Sporting abre-se em grandes avenidas sem limite de velocidade e quase sem oposição. Os avançados caem desta forma à frente dos defesas desamparados, com a agravante de serem muitas vezes só os centrais, o que exponencia a possibilidade do erro. A linha média são vários jogadores a correr quase sempre atrás da linha da bola. Bem, e para o terceiro golo não há adjectivos.

Apesar de começar com mais posse foi também notória a falta de comprimento e acutilância da equipa. Tudo muito bem até aos últimos trinta metros, depois disso não há movimentos nem ligações entre os diversos componentes do ataque. Não vimos explorar uma das fragilidades defensivas mais notórias do PSV, que é o espaço que deixa muitas vezes entre as linhas média e defensiva. Julguei ir ver Bolasie em cunha, a explorar a profundidade e Vietto nas costas, com Bruno Fernandes a aparecer a dar linhas de passe e temporização mas ficamo-nos por remates de longe e pouca penetração na área.

A missão de Leonel Pontes é difícil porque lhe vai faltar tempo. Mudar de sistema é a parte mais fácil  e por isso aí está o 442. Mas mudar de modelo implica mudar os comportamentos na organização defensiva, na transição defensiva e ofensiva e na organização ofensiva. Requer tempo para que os jogadores percebam a mudança do que lhes é pedido e para a indispensável criação das rotinas. Além disso não tem tido sorte, tudo acontece. Desde as lesões simultâneas Vietto e Phyllipe, aos golos como o primeiro e segundo de ontem. Isto sem falar que não vai ter Bruno Fernandes para o jogo de segunda feira com o Famalicão. 

A equipa continua a ter muitos dos defeitos de Keizer e poucas Pontes para um futuro melhor. Com a agravante que a confiança já conheceu melhores níveis e isso também não ajuda. Estes jogadores são capazes de muito mais e melhores mas andam frequentemente perdidos em campo.

Para finalizar, o homem da foto: tem que ser dada uma explicação aos adeptos para este... fenómeno.

terça-feira, 17 de setembro de 2019

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Boavista 1 - Sporting 1: Era bom era, mas...


Fotos da autoria de @Isa, editora de fotografia do A Norte de Alvalade

Tema incessantemente usado desde o fecho de mercado, era bom era que o problema do ponta-de-lança por si só justificasse a falta de acutilância do nosso ataque no Bessa, em especial na primeira parte. Infelizmente o problema foi mais profundo e resultou em grande parte da reformulação total do nosso ataque de um momento para outro, associado ao que a lei de Murphy ("qualquer coisa que possa ocorrer mal, ocorrerá mal, no pior momento possível") acabou por ditar, com as duplas lesões de Vietto e Luis Phyllipe. A total ausência de rotinas, de conhecimento até do que as movimentações de Bolasie poderiam oferecer, ditaram o resto. Nas mesmas circunstâncias estaria o tal novo ponta-de-lança que não chegou.

Era bom era que Leonel Pontes tivesse uma varinha de condão para resolver os muitos problemas que afligiam a nossa equipa e começavam por um problema de identidade. Começou pela raiz de muitos deles, a organização defensiva. Não vai acontecer de um dia para outro mas já se notaram melhoras significativas. As dinâmicas ofensivas demoram mais e esse vai ser o principal problema daqui para a frente para o treinador. O tempo, ou a falta dele.

Não tendo sido um mar de rosas a prestação de Rosier foi pelo menos o suficiente para perceber que há caminho por ali. Era bom era que assim fosse.

Mas era bom era que a a lei de Murphy ("qualquer coisa que possa ocorrer mal, ocorrerá mal, no pior momento possível") não voltasse a fazer das suas, naquele passe de Wendell, feito com a mesma convicção de quem está em Copacabana e tem de voltar para o escritório. Começar o jogo a perder era das piores coisas que pode acontecer a uma equipa que precisava de se perceber a si mesma, depois de tantas alterações.

Continuamos a joga sem um verdadeiro "6" e isso tem um reflexo enorme na qualidade do nosso jogo, quer a defender, quer a atacar. Não sei se Doumbia se vai fazer um "6" ou não mas, nesse entretanto, podíamos ir já pensando nas alternativas... 

Alternativas que devem ser pensadas com cuidado. Atrevia-me a nomear o Daniel Brgança mas, como mais uma vez ficou claro com Plata, jogar no último nível só é tarefa fácil nas redes sociais, onde as sentenças diárias têm dificuldade depois em ter vida no contexto real. O potencial do jogador está lá, mas vai ser preciso polir muito para Plata brilhar com intensidade.

Era bom era que Jese regressasse aos bons tempos, mas não foi ainda desta. O jogo também não estava de feição e ele também não fez muito por isso. Por vezes, nestes casos, o melhor é simplificar os processos e não deixar que a ansiedade em provar qualidade se torne um obstáculo difícil de transpor.

Como diria Gabriel Alves Bolasie tem aquele perfume selvagem do Congo, caso, claro está, se ficasse por um hotel de cinco estrelas em Kinshasa. Mas é um reforço que muito jeito nos pode dar porque tem velocidade e é capaz de improvisar. Assim uma espécie de Marega em versão light mas com um par de pernas e cérebro.

Para finalizar o nosso grande amigo Jorge Sousa. Viu o que quis e quando quis. Era bom era que tivesse mais respeito pelo Sporting e pelos seus profissionais. Em particular pelo Bruno Fernandes, que não tem canelas até ao pescoço. E assim se vai construindo mais uma vez a história de uma equipa violenta, que acumula em cinco jogos do campeonato 16 amarelos, dois dos quais são duplos, tendo por isso conduzido a duas expulsões. Quando pedirem aos jogadores para ser aguerridos e meterem o pé lembrem-se que eles gostam mais de jogar do que ficar em casa... Os nossos vizinhos da segunda circular têm cinco cartões amarelos. Cinco!

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Varandas In: um ano


Estado de (des)Graça

Se há características que realçaria num ano ano de mandato de Frederico Varandas seria a coragem e resiliência. Coragem que começou por demonstrar quando saiu da sua área de conforto e resolveu apresentar a sua candidatura. Já depois disso teve que enfrentar ameaças físicas na AG de destituição. Foi aí que começou a viagem de um director clínico com boa imagem para a cadeira presidencial em permanente ebulição, contestação, instabilidade interna e um chorrilho diário de boatos, insultos e ódio. É preciso resiliência e convicção para permanecer num lugar em que é contestado por duas razões primordiais: por tudo e por nada. 

Frederico Varandas e a sua equipa viveram em estado de (desg)graça junto de uma oposição ruidosa praticamente desde o inicio do seu mandato até hoje. A isso não será alheio, alem dos factos acima aludidos, um processo eleitoral com um numero elevado de candidatos em que o vencedor ficaria quase inevitavelmente em minoria. Esse seria aliás o resultado contando o número de votantes,  o que por só já constitui um percalço importante.

A Herança
Um clube completamente fraccionado e com diversas feridas ainda em carne viva é herança pior do que todas as severas consequências desportivas e económicas de uma transição de poder traumática, motivada pela destituição de um presidente que, em menos de meio ano, viajou da quase unanimidade à destituição por quase dois terços dos votos. 

Não menos importante foi a situação económica a encher a agenda de emergências "para ontem", tais como 

um empréstimo obrigacionista cuja urgência havia sido trocada pelas "famosas" alterações estatutárias, 

ausência de receitas à altura da folha salarial agravada pelas intervenções da Comissão de Gestão.

Dividas em atraso a clubes e fornecedores, problemas de tesouraria com pagamentos a vencer
Um quadro de jogadores demasiado extenso e oneroso, com muitos dos seus componentes incapazes de significar qualquer mais-valia

Do ponto de vista desportivo à a realçar:

O plantel de futebol havia perdido valor face às saídas de quase todos os jogadores importantes, com excepção de Bas Dost e Bruno Fernandes

A escolha completamente desajustada  de um treinador (Peseiro)

Modalidades com equipas competitivas, com  bons quadros técnicos e bons planteis.

Acções importantes:

Emissão do empréstimo obrigacionista, apesar da oposição directa ou dissimulada de vários agentes, quer internos quer externos.

Resolução dos problemas emergentes de tesouraria através da titularização do contrato dos direitos televisivos.

Redução da massa salarial do plantel com a dispensa de elevado número de jogadores excedentários, num ajuste estimado de 1/3 do orçamento actual.

Reconstrução da estrutura do futebol profissional, com a contratação de técnicos de diversas áreas de intervenção.

Regresso a uma aposta racional na formação, que vai desde a aposta e investimento quer nas infraestruturas quer em capital humano.

Acordos com os jogadores que rescindiram mais valiosos. Perceber-se-à melhor a medida no próximo relatório e contas.

Pontos fracos

A comunicação tem sido o acto menos conseguido dos actuais órgãos sociais. Se dúvidas houvesse basta olhar e ver com atenção a última entrevista de Frederico Varandas para se perceber que, mesmo tendo melhorado o seu registo pessoal, continua muito mal assessorado, quase se podia dizer desprotegido. Só assim se percebe que uma entrevista gravada tenha deixado passar gafes que se poderiam ser aceites em discurso directo, são incompreensíveis quando gravadas pelo nosso próprio canal. Ou que esta tenha sido conduzida num local com ruído de fundo de obras. Um profundo amadorismo que belisca a reputação do clube.

A outro nível, a comunicação interna. É claro que uma falange importante nunca se reverá no acto mais simples ou feliz do actual presidente. E que outros há que, de forma dissimulada, lá vão deixando cair um sorriso, mas passam os dias a fazer contravapor, às vezes até com factos que não o são verdadeiramente. Mas é também altamente censurável  que os actuais órgãos sociais não saibam recorrer às ferramentas que têm à mão para se aproximarem dos associados. 

O silêncio sepulcral a que normalmente se votam cola-lhes a imagem de arrogância e indiferença e aproxima-os dos nossos antepassados croquetes. E por isso, como tudo na vida, mas particularmente na imagem, o que parece é. Sou tão critico deste comportamento como da anterior postura "barroca" do seu antecessor (ou deveria dizer bacoca?...) porque ambas, nos seus excessos, são prejudiciais ao clube. Sporting é um clube popular e vive das conquistas e da emoção. É tão mau viver permanente embriagado nela como viver sem ela.

Desportivamente, se é evidente que a actual direcção se saiu muito bem - e com um número de títulos ganhos pouco habituais nos últimos tempos, pese a conjuntura particularmente desfavorável que encontrou - não é menos verdade que a impressão deixada na preparação da época veio lançar muitas dúvidas sobre o planeamento feito e a qualidade das medidas tomadas. 

Se, como dizia acima, o que parece é, não é menos verdade que a última imagem anula a imagem de ponderação e acerto deixada na ida ao mercado em Janeiro. Mais uma vez o risco assumido é enorme e, aparentemente, desnecessário. Que outro entendimento se pode ter de um ataque ataque do avesso, sem contudo contar com um ponta-de-lança de raiz e com opções que expõem a estrutura e, em particular, o presidente? Não contar com um "6" de raiz é outro facto incompreensível. Esses dois factores anularam o impacto de duas boas vendas, aparentemente improváveis, como foram as de Thierry e Raphinha.

Nesta área, e para poder tratar da multitude de dossiers que lhe devem ocupar a secretária Frederico Varandas precisa de encontrar o seu Leonardo Jardim, bem como o seu Slimani...

O estado da (des)união

Ninguém dança bem o tango sozinho, se alguém presenciou uma tentativa do género percebe bem o que estou a dizer. Ora, como é dito acima, há quem nunca passe o risco - ou devo dizer a vala? - que os separa da actual direcção, o ódio expresso torna isso bem claro. A ideia de unir o Sporting é uma miragem ainda mais quimérica que a de um oásis no Atacama. Basta ver o isolamento a que foi deixado Frederico Varandas na festa de final da Taça e da frieza com que a generalidade da direcção foi tratada. Por culpa própria, como dizia acima, pelo distanciamento que se recusa a anular. Mas também porque há quem ache que para haver união é preciso esquecer o passado e até pedir desculpa e desculpar os seus intervenientes pelos actos que eles cometeram de forma dolosa e deliberada.

É um facto que a actual direcção tem de suportar todos os dias uma oposição feroz, encarniçada e muitas vezes desonesta. Alguns deles arengam há muitos anos nos mais variados fóruns. É um facto que alguns deles nem a cara dão, resumindo as suas acções a colar cartazes e esconder as trinchas. É um facto que muitos deles vivem da instabilidade que os próprios fomentam, porque senão não tinham as ofertas chorudas dos canais a engordar-lhes as contas bancárias. É um facto que muitos dos que aparentemente hibernaram ou emigraram para as fossas marianas voltaram agora cheios de atenção e energia, dando testemunho dos benefícios do descanso.

Mas é também um facto de que há muita gente desinteressada, que mais não quer do que o bem do clube e não há ninguém que esteja acima da critica. Frederico Varandas não pode cometer o mesmo erro que o seu antecessor: acantonar-se, à boa maneira da caserna, quando os inimigos o cercam. É triste constatar que de facto eles existem e na sua maioria vestem de verde e branco. Mas, para seu bem e sobretudo do Sporting, é bom que não se isole. É preciso ouvir sempre. Um bom sinal que poderia dar a todos era, por exemplo, desarmadilhar os estatutos das normas autocráticas deixadas pelo seu antecessor, o mesmo se aplicando ao regulamento disciplinar.

Há um momento para perceber quem está por bem e quem nunca estará, ainda que,  o Sporting vença dois títulos nacionais no futebol e seis europeus nas modalidades, ao mesmo tempo que sai de um processo de auto-destruição. Há quem o invejará para sempre. O Sporting também é isto. Mas é também muito o Sporting que se move e agiganta para impedir o rumo ao abismo. É com esses, a maioria, que Frederico Varandas tem de ir à guerra.

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Vitória de luxo no palácio do futsal


Fotos da autoria de @Isa, editora de fotografia do A Norte de Alvalade

Joel Rocha, treinador do SLB definia o encontro como o melhor jogo do mundo da modalidade, atendendo ao nível dos jogadores de ambos os plantéis e ao nível de execução que eles são capaz de colocar em campo. Não disse, mas acrescentamos nós, os técnicos portugueses também são dos melhores do mundo. Para ajudar a consubstanciar estas considerações o jogo disputou-se no Palácio dos Desportos em Torres Novas, apinhado de adeptos.
oel Rocha, treinador do SLB, definia o jogo da final como

Mas para um grande espectáculo, que indiscutivelmente o foi, faltou um tempero que habitualmente ajuda a apimentar os derby's: a emoção gerada pelo balançar da liderança do marcador de campo para campo. A entrada a matar do leão sufocou a águia, fazendo com que esta só acordasse já com dois golos no seu ninho, da autoria de Rocha e Taynan. 

Os comandados de Joel Rocha aprestaram-se a reagir mas o Sporting apareceu com Guita, que foi bloqueando de todas as formas e feitios os remates constantes. Os rapazes de Nuno Dias, castigado, reagiram com frieza e inteligência, sabendo descansar atrás. É o que ritmo imposto de inicio a manter-se de forma constante iria apresentar uma factura difícil de fazer frente, mais ainda no inicio de época. A primeira parte acabaria assim como quase começara: dois golos de vantagem para os campeões europeus.

Se a primeira parte foi o que foi pode-se dizer que a segunda começou em modo Chaguinha. A infelicidade do jogador benfiquista ao fazer um autogolo deitou por terra qualquer veleidade de reacção. Quando o SLB deu conta o jogo estava já decidido, com o placard a registar 5-0, golos de Chaguinha (p.b.), Rocha e Cardinal. O jogo haveria de terminar com meia dúzia de golos, como o vencedor a deixar o campeão nacional completamente ofuscado e até confudido com o que lhe acabava de acontecer.

Saliência para a habitual magia de Merlin e para a imperturbabilidade dos leões a opor-se ao 5-4 do tudo ou nada. Fica assim desfeito o empate em vitórias nesta competição, com o Sporting a distanciar-se do adversário, que fica parado na casa oito, neste jogo em busca permanente para ocupar a casa da glória. Apesar do desnível do resultado ninguém espera que esta seja a nota dominante da próxima época. O ombro a ombro entre os dois gigantes da modalidade vai continuar em cada uma das competições em que entrarem.

Texto escrito para o site Fair Play

terça-feira, 3 de setembro de 2019

Obrigado e boa sorte Marcel Keizer

Keizer talvez tenha sido dos treinadores mais intrigantes que vi passar pelo Sporting. Tanto assim é que se me fosse pedido para classificar a sua passagem por Alvalade era capaz de optar pela célebre expressão adoptada pelos brasileiros para definir o futebol total do seu compatriota: carrossel holandês. No nosso caso, porém, para classificar as constantes mudanças, equívocos e indefinições que pareciam estar constantemente na cabeça do treinador, que acabaram por impedir a indispensável solidez e constância da equipa.

Não obstante, como adepto, registo o profissionalismo e honestidade do treinador, que infelizmente não podemos dizer de todos os que passaram pelo clube. Mais importante ainda fica um curriculum curto, de apenas alguns meses, mas com dois titulos arrecadados. Eu fico-lhe grato.

Venha quem faça melhor, é o desafio que certamente nos deixa.

Obrigado e boa sorte Marcel Keizer.


Do fecho do mercado fica um enorme leão no meio da sala e mais algumas notas

O mercado encerrou ontem com o Sporting a conquistar o titulo de clube mais activo no último dia. Um titulo que nos diz muito das dificuldades financeiras com que nos debatemos e que deixam também uma grande interrogação sobre o que foi a planificação da época. Todos nos lembramos que ainda há pouco mais de um mês nos era assegurado pelo presidente Frederico Varandas estar tudo planificado e a andar sobre rodas. O que saiu fora do controlo e tornou os últimos dias tão caóticos - mesmo descontando a histeria e a insanidade reproduzida nas redes sociais - é a explicação que se impõe e que certamente nos será dada em breve.

1- A primeira nota vai para o enorme leão no meio da sala que é a permanência do capitão Bruno Fernandes. Atendendo à quantidade de vezes que foi vendido aos mais diferentes clubes, atendendo à sua importância na equipa e provavelmente no balneário, a sua permanência pode ser considerada como a melhor aquisição do defeso. O Sporting foi seguramente obrigado a fazer um enorme esforço financeiro para o conservar. Só não a valoriza a sua permanência quem se apressaria a rasgar as vestes caso tivesse sido vendido.

2- A saída de Bas Dost foi mais um episódio traumático que rapidamente escalou e que marcará este defeso de forma particularmente negativa. A importância do jogador estendia-se para lá do elevado número de golos marcados, a sua relação com as bancadas era excepcional e, pelo que se viu nas despedidas, era também grande a sua preponderância no balneário. Compreendendo que não se lhe podia pagar, preferiria que saísse de outra forma. Ele também, seguramente. Todos seguramente. Ao empresário, de barriguinha cheia, tanto fez. Depois de tudo isto, fica por explicar porque, tendo o jogador antecipado a sua vontade de sair, porque não ficou o seu lugar acautelado.

3- O Sporting dispensou das mais diversas formas quarenta e sete jogadores (!) que constavam da sua folha salarial. Deu seguramente um passo em direcção à sustentabilidade e o número diz bem da urgência que havia em realizar grande parte destas operações. Como se chegou a estes números e como se pagaram salários a troco de quase nada a muitos deles, devia ser objecto de profunda reflexão, até porque tal nem sequer é inédito no nosso clube. 

4- A aposta prometida na formação foi um dos assuntos mais falados durante o defeso, por via da saída de alguns jogadores em quem os adeptos auguram um futuro promissor e reconhecem talento. Com mais ou menos concordância relativamente a alguns deles, creio que os interesses do clube ficaram acautelados relativamente aos que mais prometem (Geraldes, Matheus, Bragança, Barbosa, Ivanildo) ao manter-se-lhes o vinculo e permitindo-lhes que continuem a jogar, especialmente se não seriam chamados com regularidade. No final da época faremos as contas.

5- Foi com surpresa que se assistiu à partida de Thierry Correia. Trata-se de uma venda excepcional, especialmente se nos lembrarmos que Piccini, seu antecessor, mas com outro curriculum, tinha saído para o mesmo destino, há um ano, por oito milhões de euros. Foi seguramente pelo seu trajecto na formação que se chegou a estes números, com o clube espanhol a confiar no potencial do jogador, uma vez que as suas prestações até agora não auguravam tanta valorização neste mercado.

6- Os rumores de há dias, que vaticinavam a partida de Raphinha acabaram-se por confirmar. Os valores da venda são significativos e julgo que adequados ao valor actual do jogador. Marcado pela inconstância das suas exibições, precisa ainda de consolidar em valor o potencial que tem.

7- O encerramento do processo Podence foi conseguido com a obtenção de sete milhões de euros e ainda o salário de um ano de empréstimo de Bruno Gaspar. Um negócio muito razoável se feito antes da rescisão. O oportunismo do jogador merecia que o deixássemos a treinar no cacifo onde se terá escondido. Atendendo à morosidade que o processo levaria e a incerteza do seu desfecho, parece-me que se alcançou um acordo minimamente razoável. Comparar estes valores com os que eram pedidos pelo advogado ao nosso serviço como preparação para o processo litigioso é no mínimo irrealista e até desonesto.

8- Jesé é tudo menos aquilo que esperava ver chegar neste encerramento de mercado. Jogador de grande talento, mas que tarda em impor-se, está marcado pelos últimos anos sem nenhuma expressão. Tem no Sporting uma oportunidade para dizer se quer desaparecer como eterna promessa ou se quer voltar a aparecer para o futebol. Um perfil de jogador que surpreende por parecer em oposição ao que havia sido prometido em campanha pelo presidente e que tem, por isso, sido largamente explorado nas redes sociais. Depois, fica a grande dúvida: é ele que vem ocupar o lugar deixado vago por Bas Dost? Numa coisa podemos estar certos: um Jesé "normal" será uma das figuras desta Liga.

9 - Fernando é um dos eleitos - porque o nosso plantel tem ainda outros candidatos, como Plata e Camacho - para o lugar de Raphinha. Pelo que me foi transmitido por quem o viu aparecer no Brasil, tratava-se de um jogador claramente acima da média na sua faixa etária. Com 23 jogos o ano passado, sob a batuta de Paulo Fonseca não tinha a confiança de Luis Castro. O facto de não ter opção de compra revela que a confiança dos responsáveis ucranianos se mantém, mas torna a sua possível afirmação num mau negócio para nós, uma vez que apenas renderá no aspecto desportivo.

10- Voltamos a ter um Yanick, desta vez de apelido Bolasie. Mesmo com 30 anos já feitos, tem tudo para poder tornar-se num dos preferidos da bancada, se conseguir impor os seus dribles desconcertantes, a velocidade, imprevisibilidade a executar, Não é um goleador, é um extremo que é capaz de criar inúmeras assistências, no entanto o número de golos que marca não envergonha quem joga na sua posição.

11- Diaby foi um milagre. Talvez agora se perceba melhor como foi importante a forma como foi gerido seu inicio de época.

Aos últimos a chegar desejo sorte, que será também a nossa. Que lhes seja pelo menos concedida a oportunidade de mostrarem ao que vieram e que não sejam rapidamente transformados em mais uma arma de arremesso nas eternas discussões entre nós.

domingo, 1 de setembro de 2019

Keizer: a melhor das piores escolhas

Fotos de Isa, editora fotográfica deste blogue.
 
Como era bom que todas as más escolhas feitas para treinadores deixassem o pecúlio de Marcel Keizer quando saíram. Tinha muito que escrever para ir buscar todos os treinadores que foram declaradamente uma má escolha e depois multiplicar por dois o número de troféus ganhos cada vez que por cá passaram.Mas escreveria este post com muito mais gosto e menos pesar.

Infelizmente a cada jornada que passa é cada vez mais óbvia a inadquação de Marcel Keizer ao cargo de treinador do Sporting. Isto ainda que seja claro que o treinador encontrou uma conjuntura pouco favorável, o que atenua um pouco as criticas à sua prestação. Mas, passados uns meses da sua chegada o bom futebol inicial e os titulos ganhos são cada vez mais as excepções que confirmam a regra: o futebol do Sporting é tão inócuo e inofensivo para os adversários como a placidez imperturbável do treinador na linha lateral. Nunca como neste caso a semelhança e o futebol exibido e a personalidade do treinador se assemelharam tanto.

Voltando ás conferências de imprensa, o senhor que é treinador do Sporting - e mesmo que o fosse só por um fim-de-semana! - não pode justificar derrotas e banhos de futebol como se estivesse a explicar à senhora Keizer que se enganou no pacote, e que serviu o leite com lactose. Estou em crer que até a senhora era capaz de desconfiar se, pela enésima vez, o engano se repetisse. Talvez o senhor veja mal ou, pior, não sabe ler. Aqui os sócios são a senhora Keizer.

A generalidade de nós aceitou a escolha de Peseiro com consciência da dificuldade do momento, cuja complexidade não é preciso recordar. Sabíamos que estávamos a por gelo num hematoma, isto é, era apenas uma medida paliativa mas o hematoma precisava de melhor receita. O exemplo do gelo é ainda mais apropriado porque é conhecido o pé frio do treinador. Imagens como a aquela bola ao poste do Rogério seguido de um golo na nossa baliza deve ter acontecido milhares de vezes. Mas para nós ficou gravado para sempre como se fôssemos esquimós e nos faltasse gelo para o gin numa festa de finalistas. Ainda ninguém acredita e a sua presença, apesar da coragem em dar a cara que se saúda, era como que alguém, malevolamente estivesse constantemente a primir o botão para o filme voltar atrás.

Keizer soube merecer alguma dose de tolerância pelo que fez inicialmente. Recuperou-nos o caminho que nos levaria à final da Taça da Liga, que tinha ficado comprometido com Peseiro. E a forma como fechamos a época obrigava fatalmente à sua permanência. Quantas vezes despedimos treinadores de que nos viemos a arrepender? Quantas vezes tivemos treinadores que ganhassem alguma coisa que se visse?

Agora é preciso arrepiar caminho e reconhecer que o tempo de Keizer está esgotado. Não é o único responsável nem sequer o único culpado. Esta pré-epoca (ainda se pode usar a expressão, tantas têm sido as contingências e decisões difíceis de entender) também não o ajudou em nada. Mas como qualquer macã que caiu de madura, só lhe resta apodrecer.

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

O outro jogo de Portimão que parece que ninguém viu

Faltam poucos dias para o encerramento do mercado e é muito difícil de prever como vai ser a versão definitiva do Sporting 2019/20. Se nos dias que faltam o Sporting tiver uma intervenção assertiva no mercado, a possibilidade de manter de lutar de mais perto (não de igual para igual...) com os rivais é muito maior. Parece claro haver ainda lugares em aberto no plantel actual, sendo que a partida de Bas Dost deixou mais evidente o de ponta-de-lança. 

Mas não sabendo ainda como ficará o retrato final do plantel a luta "deste" Sporting terá que ser sempre jogo a jogo. Esta parece-se ser a ideia mais conveniente ou mais avisada num clube que não ganha o titulo há tempo tempo como nós. Uma ideia que há muito deveria de ser adoptada, em campeonatos anteriores, da primeira à última jornada e pelo menos até a matemática ser impossível de contrariar pela euforia ou estados de alma depressivos. 

Diz-nos a história que, para os clubes que não ganham há muito, é mais difícil de regressar aos títulos. Ganhar pode ser ou não um hábito - há quem diga que sim, nem sempre pelas melhores razões... - mas é certo que quem está a habituado a habitar os lugares cimeiros da tabela classificativa está mais preparado para lidar com os diferentes tipos de pressão que se vão impondo jornada a jornada. Ou porque é necessário aproveitar a escorregadela alheia, para deles se aproximar, igualar ou ultrapassar ou porque é necessário não escorregar pelas razões inversas.

O jogo de Portimão era um daqueles casos em que era determinante ganhar pontos quando os outros perdem, e simultaneamente, não perder pontos com equipas de "outros" campeonatos. Era imperioso conseguir jogar e pontuar por cima dos nossos próprios erros e deficiências mas também por cima dos erros da arbitragem. Qualquer jogador que faça parte do plantel do Sporting tem de ter isto incorporado de forma tão clara como as instruções tácticas do treinador ou boas normas de execução técnica. 

Ora o que  que aconteceu ontem em Portimão foi a repetição de sucessivos episódios "visionados" em tantas outras jornadas iniciais do campeonato. Não foi apenas o insólito episódio do penalty que acabaria por não ser por intervenção do VAR. Episódio que só não foi estreia mundial porque um outro semelhante já havia ocorrido na anulação de um golo de Doumbia, na época 2017/18, num Feirense - Sporting. Por exemplo, tenho sérias dúvidas que, se fosse outro o grande, Vasco Santos no VAR não teria pedido ao Carlos Xistra no apito para avaliar melhor o lance de penalty de Mathieu.

À semelhança de outros anos, parece que havia uma encomenda preparada mas, felizmente, a prestação da nossa equipa conseguiu contrariar a entrega. Infelizmente o mesmo não foi conseguido noutras ocasiões, com as consequências que se conhecem. Esperemos que não tenha ficado parada noutro centro de distribuição à espera de actualização do novo código postal para entrega próxima.

Este jogo de querer apenas dois candidatos efectivos há muito que se disputa em diversos tabuleiros. E tem sido muito fácil de jogar. Basta fazer atrasar o Sporting escorregar um par de vezes que, a partir daí, a habitual instabilidade interna que tanto caracteriza o Sporting faz o resto. Este ano até parece que vai ser mais fácil, a avaliar por alguns cartazes nos caminhos que levavam a Portimão, e por algumas reacções após o jogo que levou à liderança da Liga.

Parece que alguns "sportinguistas" não gostam de ver o clube em primeiro lugar. Lá está, deve ser da falta de hábito. Ora, para o contrariar não há nada como continuar a ganhar. Oxalá assim aconteça já contra os discípulos de Carlos Carvalhal.

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Portimonense 1 - Sporting 3: o talento é sempre compatível

Keizer resolveu as suas próprias dúvidas relativamente à utilização simultânea de Vietto e Bruno Fernandes voltando à casa de partida da pré-época. O que comprova que o talento é sempre compatível. Pena é com certeza que não se possa aportar ainda mais talento e noutros sectores da equipa porque aí sairemos obviamente a ganhar. Tomando como exemplo o jogo de ontem, a entrada de um jogador com a qualidade de execução do argentino ao invés de anular - como se foi dizendo prematuramente... - o papel de Bruno Fernandes não apenas o potencia como, oferecendo outras soluções, diminui a excessiva dependência no capitão.

Foi talvez o jogo melhor conseguido até agora do Sporting, num campo onde o ano passado (ainda com Nakajima, é verdade...) acabaria por sair goleado. A entrada demolidora ajudou seguramente à obtenção de um resultado final que o Portimonense, competentemente ajudado por Xistra no apito e Vasco Santos nas TV's do VAR, tudo fizeram por contrariar. A entrada de leão era obrigatória, face ao resultado do clássico e a possibilidade de regressar ao comando da Liga três anos depois. A titularidade de um  Vietto inspirado e a executar num plano elevado foi determinante.

Depois de uma pré-época onde quase tudo que podia correr mal correu, acentuada com o traumatizante "imbróglio Dost", chegar à liderança era tudo menos um cenário facilmente previsível. A sensação de felicidade não deve contudo que não se perceba que, do ponto de vista defensivo, a equipa continua ainda muito exposta. Há evidentes problemas de de forma individual (Coates / Mathieu), ou os decorrentes da integração de um jovem inexperiente (Thierry, mais feliz a atacar do que a defender).

Mas até esses poderiam ser atenuados por uma boa movimentação e organização colectiva na hora de regressar à manobra defensiva. Foi preocupante a quantidade de jogadas em que a bola viajou de pé para pé dos jogadores algarvios, de um lado a outro do campo, sem que se registasse uma resposta adequada da nossa parte, permitindo jogadas perigosas que não tiveram pior consequência por ausência de melhor inspiração e acerto dos seus jogadores. De registar nesses momentos, além dos problemas de movimentação colectiva que têm que vir do treino, claras deficiências de atitude (equipa muito pouco agressiva sobre o portador da bola, depois de passada a primeira zona de pressão) que têm de vir de dentro. A dupla Doumbia / Wendell foi de uma macieza mais própria do algodão doce, algo que o adversário passado (Braga) ou o próximo (Rio Ave) se encarregam de castigar.

A manutenção deste momento de satisfação no epílogo da próxima jornada - quando FCP recebe o Vitória e o SLB se desloca à sua delegação minhota de Braga...) passa muito pela rectificação destes erros que parecem eternizar-se sem solução à vista. Da sua resolução passam muitas das nossas ambições para a época.

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Perceber o caso Dost

Perceber o caso Dost, e especialmente a multitude de reacções que se registam desde a noticia do acordo com o Eintreicht de Frankfurt seria perceber o Sporting e isso é como aquela anedota do homem que encontra o génio da lâmpada. O homem queria uma ponte para a Madeira mas perante a dificuldade da obra pediu ao génio que lhe ajudasse a compreender as mulheres, por já registar vários desgostos amorosos. O génio pensou melhor e perguntou-lhe "olha, afinal quantas faixas queres que tenha a ponte? Desculpando a misoginia descarada da anedota, é trocar "mulheres" por "sportinguistas"

Falar de Bas Dost é falar de um dos jogadores que me marcou.. E se gostei dele não foi apenas pelos inúmeros golos que apontou. Foi também por duas qualidades cada vez mais raras: competência e discrição. Era chegar ver e marcar. Tomar banho, ir à vida dele, que por ser a dele só a ele lhe interessava. E depois repetir. 

No dia em que lhe agradecemos aquelas virtudes abrindo-lhe a cabeça, abriu-se uma ferida exposta que haveria de ser coberta por sal uns dias depois no Jamor.  Ferida que ainda continuará a sangrar ainda que o desfecho ocorrese hoje, o que está longe de acontecer. Ela será ainda várias vezes lancetada e voltará a infectar sempre que as inúmeras ramificações forem afloradas. (o caso Alcochete, as rescisões por resolver, etc, etc.)

A saída de Bas Dost andava a ser esboçada debaixo dos nossos olhos. Seja no tempo em que esteve tanto tempo afastado dos relvados, no regresso em forma de sombra chinesa, espectro do avançado que já tinha sido, no grande golo em forma de estertor da pré-época. 

O comunicado de hoje do CD trás à luz uma realidade que nos surpreende: foi o próprio Bas Dost a anunciar o fim do seu ciclo no Sporting, ao contrário de noticias postas a circular que indiciavam - assim foram interpretadas por muitos...- que o clube estava a tentar empurrá-lo porta fora através de parangonas nos jornais.  

Estes factos serão como o burro: albardados à vontade do dono. Relativamente ao comunicado parece-me importante dizer o seguinte:

- Foi feito um acordo de principio entre os clubes e este foi tornado público e comunicado à CMVM. 

- Perante a recusa de Bas Dost em assinar pelo clube alemão sem que o Sporting lhe satisfizesse exigências de última hora  - vários milhões de euros dados a conhecer pouco antes do jogo da última jornada - e o impasse que gerou o Sporting é obrigado a comunicar o facto à CMVM.

- É óbvio que o comunicado expõe publicamente um problema que preferencialmente deveria ser resolvido no recato de um gabinete. Mas, com mais ou menos linhas, e sem descontar a obrigatoriedade imposta pelas regras da CMVM, o CD deveria ou não colocar os pontos nos ii's e marcar uma fronteira entre o que é a sua versão dos acontecimentos e aquelas que diariamente saem nos jornais e que o deixavam frito que nem passarinhos?  

- Cada um que diga de sua justiça. Creio que o Bas Dost além de um dos melhores marcadores do Sporting ficará na história pela meteórica ascensão a heroi, daí rato e regresso a herói, pelo menos a avaliar pelo que vou vendo.

- O CD que é composto por um "cacho de bananas", "que fazem todas as vontades aos empresários e jogadores", agora são tudo isso e mais incompetentes porque não cede perante as exigências e chantagens de um jogador e respectivo empresário que ainda há um ano  fez beneficiaram do estado de necessidade em que o clube foi deixado após Alcochete?

Entretanto é conhecida a posição do empresário [Aqui]


segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Sporting 2 - Braga 1: fim da greve às vitórias mas ainda com pouco combustível

Foi finalmente posto termo a uma greve altamente perturbadora do bem estar leonino: a greve às vitórias. Porém, quando o jogo terminou, o combustível nos depósitos devia estar mesmo no limite. Conservamos os três pontos, que era o mais importante. Esperemos que as negociações que decorrerão até ao final do mês resolvam o problema da escassez desse recurso tão importante para um clube como o nosso.

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Obrigado João, obrigado Pedro. E até já!

Três temporadas não são três dias. É muito mais do que um golo, um pontapé de bicicleta ou mesmo um hattrick. É trabalho feito, é tempo ganho que para tantas outras coisa foi perdido, foi engano, foi pontapé certeiro, penalty's marcados e outros tantos por amor perdoados. 

Amor? Ao Sporting, sempre! E foi por o querermos servir que nos juntamos, foi por ti Sporting que desbravamos os caminhos aos podcasts, que fomos muito mais longe que  o bilhete comprado para a viagem parecia indicar. E por ti Sporting seguiremos juntos, porque somos e continuaremos a ser sempre da mesma Família cuja raça não verga. Aquela família que, além da que me viu nascer, vou pertencer até ao fim dos meus dias.

Agradeço-vos do fundo do coração - que por causa do 160 é hoje ainda mais verde e branco - a oportunidade que me deram. Volto para o meu lugar, onde tudo começou. E, depois de ouvir as primeiras edições da nova temporada, mais convicto e confortável fico de ter tomado uma boa decisão, por vós e por mim. É bom saber que não faço falta. Mas dispensava as saudades. É a vida.

Obrigado João, obrigado Pedro. E até já!

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Castigo Máximo

O Pedro Azevedo resolveu aplicar-me um castigo máximo ao fazer-me um convite para redigir um artigo para o seu blogue [LINK]. Para perceber melhor o que se passou podem fazer-lhe uma visita. 

Ou então façam como eu, visitem-no a cada novo post.

Basta seguir o link: https://castigomaximo.blogs.sapo.pt/

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Maritimo 1- Sporting 1: no Caldeirão sem fogo

Jogo e exibições lamentáveis na Madeira. Não adianta exercer domínio sobre o adversário e ter mais posse de bola. É preciso mais qualidade, especialmente no último terço do terreno, onde a bola chega quase sempre sem grande critério.

Por falar em qualidade, quantos dos titulares jogariam nos rivais? No caso de ontem, do LD que está muito verde para estas andanças com gajos matreiros e físico superior. Mas que foi deixado entregue à sua sorte por todos, como se tratasse de um veterano e ao contrário do que era recomendável. É também por aqui, pela falta de qualidade de alguns elementos para executar à altura de uma equipa que ambiciona o titulo, que começam os nossos problemas. Ambiciona? Deveria ambicionar?... 

Problemas que são agravados pela forma como a equipa joga. Muita distância entre os jogadores e entre sectores, incapacidade de chegar com qualidade ao último terço e daí até zero conexões primeiro com Luis Phellype e depois com Dost. Era suposto que os jogadores crescessem e não que vissem expostos os seus defeitos.

Pior só mesmo as declarações finais do treinador. Enquanto elas não chegaram ressaltou à vista de todos que quando mexeu para tentar ganhar quase ofereceu o jogo ao adversário. Algo que já tinha acontecido na Supertaça, cada vez que mexeu a equipa ficou pior. Onde está o Keizer que pôs a equipa a jogar de pé para pé e que parece ter-se perdido na viagem para Guimarães no ano passado?

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Sigam-no!

O facto de Bruno Fernandes não se ter transferido para o campeonato inglês é uma janela de esperança que se mantém aberta para que possa continuar mais uma época de leão ao peito. A continuidade do Capitão (sim, porque as maiúsculas são inteiramente merecidas) significa que não haverá necessidade de refazer a liderança da equipa em campo, onde Bruno Fernandes a exerce da forma mais conveniente: pelo exemplo.

Significa também que, do ponto de vista técnico, o Sporting mantém o seu principal valor, não se colocando para já a necessidade de arriscar a substituição do seu melhor jogador. Os números falam por si: 2 épocas, 110 jogos, 48 golos, 38 assistências, 9,485 minutos jogados. 

Ao contrário de outros, a quem muitos reivindicam uma oportunidade ou mesmo a titularidade, Bruno Fernandes tem curriculum de veterano, mas é apenas um jovem de 24 anos. A sua permanência é um bom exemplo para os jogadores mais novos. Sigam-no!


quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Eu sim, estou preocupado. E muito!

As declarações do presidente Frederico Varandas (FV) marcaram ainda mais profundamente o desaire (isto é um eufemismo...) da Supertaça. Eu até compreendo o que ele disse e o que procurou alcançar mas não apenas aceito como concordo que FV foi particularmente infeliz. Ainda por cima, ao contrário do que disse, o seu semblante era de quem estava realmente preocupado com o que acabava de suceder. Naquele momento eram necessárias declarações sóbrias e sobretudo de assumpção de responsabilidade e desculpas perante o sucedido. Mas sobretudo de empatia para com toda a nação Verde e Branca, particularmente com aqueles que se deslocaram propositadamente ao Algarve e se dispuseram a fazer frente a um horário absurdo.

O parêntesis sobre o horário é inteiramente merecido. Mesmo considerando que muitos adeptos de ambos os clubes se encontrem a banhos, a menos que estivessem nas imediações do eixo Albufeira/Quarteira/Vilamoura poucos devem ter chegado a casa antes da meia-noite. O mesmo indicie de autismo e desrespeito pelos adeptos já se anunciam nos horários já conhecidos. Por exemplo, se eu quiser ir ver o jogo com o Braga tenho que me deitar às 3 da manhã. Se eu quisesse acrescentar mais penitência à minha vida tinha ido para monge franciscano em clausura e abdicava do luxo que é ser adepto do nosso Grande Sporting. Bem vistas as coisas abdicar das nossas cores é uma penitência ainda maior, por isso deixa estar, adiante...

Voltando a FV, devo dizer sem qualquer problema que não apenas votei na sua lista nas eleições como confio nas suas capacidades e especialmente na equipa com que se fez acompanhar. FV não é nem quer ser um homem providencial e isso é bom para o Sporting. Além da grande dedicação e empenho que reconheço à sua equipa, julgo que não apenas tem competência e seriedade, mas também é bem preparada e com experiência apesar de, na sua generalidade, ser ainda jovem. Mas talvez mais importante que tudo têm vontade de reerguer o Sporting e guindá-lo a patamares de onde não deveria nunca ter saído. E estão a aprender como todos os outros aprenderam o que é gerir um clube como o Sporting.

Para que tal suceda precisa de todas as qualidades acima enunciadas, mas também de tempo para executar e claro, de resultados desportivos. Sorte? Sem dúvida, mas essa chega sempre, mais tarde ou mais cedo, quando se é competente. Mas a competência em futebol e num clube nas circunstâncias em que a equipa de Varandas encontrou o clube requer tempo. 

Mas o tempo não é tudo e é isso que torna a tarefa mais complexa. FV e sua equipa não parece ter particular preocupação com a comunicação. A imagem que projecta é  por isso muitas vezes confundida com indiferença e arrogância. Quando nós nos não tratamos de escrever as nossas próprias versões alguém se encarrega de o fazer. Infelizmente há demasiados Sportinguistas nitidamente mal intencionados, que têm aproveitado esta falha para espalhar a sua visão mesquinha e marcada pelo profundo ódio que têm por uns corpos sociais que mais não fizeram do que assumir  responsabilidades pelo completo desatino e evidente claudicação de quem os precedeu.

Nada há de muito favorável no que este (ou qualquer outro CD que fosse) tem pela frente. Pelas nossas circunstâncias internas mas também pelas externas. O rival SLB domina, como sabemos, todos os bastidores do futebol, tal como o FCP dominou nos anos 80/90 do século passado e inicio deste século. Mas souberam também criar uma estrutura competente, reorganizaram a formação e disso tiram lucros desportivos e económicos, enquanto nós fazíamos o percurso inverso, desbaratando a maior fonte de riqueza e notoriedade. O FCP vive um tempo de transição e, embora esteja num plano ligeiramente inferior, mantém ainda algum do poder e valor desportivo. De quanto tempo e estabilidade precisaram para se afirmar?

O Sporting é, por todas as razões e outras mais, claramente um outsider. Este CD podia queimar algumas etapas e sobretudo consolidar o seu projecto com um treinador competente que claramente Keizer não parece ser. Infelizmente talvez só FV consiga perceber que qualidades é que possuía para o ir resgatar às imediações do deserto. Aposta na formação, qualidade de desempenho, capaz de se impor e afirmar perante os adversários da LIGA (neste momento a LIGA é mais importante que tudo o resto) não se consegue vislumbrar. Inverter esta imagem é crucial.

Neste momento Keizer está sentado no lugar do morto. É FV que vai assegurando a condução porque o holandês parece ainda petrificado - uma estátua de sal - como o vimos naquelas imagens terríveis no estádio do Algarve, enquanto a equipa soçobrava, abandonada pela total inacção. A sua fleuma e respectivas declarações após o jogo foram quase ofensivas, como se estivesse a dissertar sobre a beleza das tulipas de Keukenhof, indiferente ao sofrimento de quem não se lembra de quando tinha ocorrido a última refeição e contava com ele para interromper esse hiato. O seu baixo perfil mediático ajuda a cavar o fosso empático, que só a sua postura cordata vagamente ameniza. Claramente não parece perceber  o que é o Sporting e isso cria a ideia que não é um treinador para o Sporting.

Não quero com isto dizer que Keizer deve ser despedido imediatamente, até pela falta de soluções. Keizer tem de provar no imediato é que a Supertaça foi "apenas" um jogo mau em que o futebol é tantas vezes fértil. Tem de devolver a esperança que ficou inevitavelmente estilhaçada com a goleada sofrida em ambiente solene de uma final. Tão traumático como acabar despido num baile de gala. Tem de provar que FV não se enganou ou então este tem de, quanto antes, admitir e corrigir o seu erro.

Como a pergunta é inevitável, não creio que uma possível saída de Keizer signifique a queda da direcção. Uma direcção pode não acertar num treinador, sem que isso signifique perder o mandato. Mas é uma óbvia quebra de confiança que não deixa campo de manobra para novo equívoco. FV pode e creio que está a reorganizar e até a (re)inventar muitos departamentos, mas o Sporting é sobretudo um clube e por isso precisa de resultados desportivos. E ainda que não ganhe tem de ter um desempenho que não envergonhe os seus associados. Não foi isso que se viu na Supertaça.

É quase uma ressuscitação que se pede a Keizer. É quase um tudo ou nada ainda o campeonato não começou. É um treinador marcado por uma goleada ante o arquirival. É por isso que eu estou preocupado. E os abutres (os piores são os equipados com as nossas cores porque nos tomam por desmemoriados) já derramam a sua habitual verborreia a cada microfone que lhes passa à frente. Onde estavam eles quando ganhamos "as tacitas"?

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Supercoça

A história da Supertaça é breve: o Sporting tinha um plano delineado e aparentemente bem estudado. Pelo menos foi isso que transpareceu nos primeiros minutos, até sofrer o golo. E a estratégia parecia ser aguentar o adversário e tentar marcar. Mas para lá desse plano não parecia haver outro e por isso, quando o Benfica marcou o Sporting ficou à deriva. Andar à deriva é o caminho mais rápido para um naufrágio doloroso, que foi o que aconteceu.

Se é verdade que podia ter sido melhor, caso as oportunidades dos primeiros minutos tivessem sido concretizadas, não é menos que podia até ter sido pior a partir do segundo golo. Pode-se pensar que foi o azar, próprio do jogo. Mas não foi apenas o acaso. O Bruno Fernandes provavelmente teria marcado caso o guarda-redes ficasse na baliza à espera, como fez Renan no primeiro golo de Rafa. Pormaiores que fazem toda a diferença.

O jogo acaba por ser o espelho da pré-epoca de ambas as equipas: de um lado uma equipa titubeante, cheia de dúvidas e incertezas, com processos de jogo muito crus, mal definidos em todos os momentos (defesa/construção/ataque) que não potencia o valor dos jogadores que é bem maior do que "aquilo" que se viu. A quantidade de golos sofridos e marcados ilustram-no bem.

Do outro um treinador que não apenas tem à sua disposição um plantel rico mas também sabe o que quer e prepara a sua equipa para vencer. Dessa forma os jogadores executam com conforto e segurança e são perfeitamente conhecedores do que se lhes pede. 

A Supertaça foi afinal uma Supercoça. Com mais ou menos golos porém não me apanhou de surpresa, bastou ver os jogos da pré-época. E, assim de repente, a semana que hoje começa vai ser muito mais importante para o resto da época do que alguma vez imaginaríamos.

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

A entrevista de Nani: o Sporting tembém é isto

Nas vésperas de mais um dérby - e se todos são importantes este não foge à regra pois dita o inicio da época - é dada à estampa uma entrevista de Nani. O titulo escolhido não podia ser melhor e o timimg não podia ser pior. Não vemos nada semelhante nos clubes concorrentes, bem antes pelo contrário e muito menos com origem em jogadores com responsabilidades acrescidas, como é um ex-capitão

Se todos remassem para o mesmo lado e se preocupassem menos com a gestão da sua imagem pessoal e / ou com o seu grupo ou facção talvez um dia seja mais fácil gerir o Sporting. Mais do que um clube o Sporting parece por vezes pouco mais do que um jogo de espelhos e um passeio de vaidades.

segunda-feira, 29 de julho de 2019

Troféu 5 Violinos: orquestra curta e por afinar

Na apresentação aos sócios e adeptos em casa não houve alterações significativas na banda sonora  desta pré-temporada: algumas boas indicações, melhorias aparentes e subsistência de algumas debilidades que, por tardarem a ser resolvidas, acabam por ditar mais um desfecho final negativo.

Se é típico da pré-epoca a desafinação, não deixa de ser preocupante que se mantenham erros da época passada. Onde isso continua a ser evidente é na quantidade de passes perdidos e a forma  como se reage a essa contrariedade. De forma demasiado frequente mais de meia equipa está demasiado distante do centro do jogo, ficando assim exposta ao perigo. E isso é mais evidente e frequente à medida que o jogo decorre, como se viu no jogo com o Liverpool e ainda ontem.

Assinale-se um bom começo, com um golo monumental de Dost (acabado, hem?) rapidamente anulado por um golo sofrido na sequência de um livre em que a zona é mal defendida por Borja. Se não conhecia Kongobia devia, assim ficou apresentado. O Sporting não tremeu com o golo mas perdeu algum fulgor.

A equipa consegue ter bola mas a eficácia no ataque é incipiente. A qualidade do nosso jogo no último terço é muito reduzida e a bola praticamente não chega a zonas de finalização com qualidade ou simplesmente não chega. Bas Dost e Philyppe são quase corpos estranhos. A fraca participação e entrosamento de Vietto não pode desculpar tudo. Na prática jogamos apenas com um extremo - Raphinha - pouco fiável. Ontem esteve num plano razoável, mas no jogo anterior praticamente não se viu nada de assinável. 

Seguramente que não melhoraremos com Diaby. Talvez seja necessário que alguém da estrutura faça um briefing prévio com Keizer. Não apenas para melhorar o seu cinzentismo nas conferências de imprensa, mas para lhe explicar o efeito contraproducente das suas teimosias. Não vale a pena falar novamente em Ilori, finalmente remetido à sua posição. Mas Diaby agora? Provavelmente é um excelente profissional, treinará como poucos, mas em campo a sua produção é quase sempre confrangedora. A sua entrada ontem é inexplicável com Plata e Jovane no banco. O custo da sua contratação, associado ao que se perde com sua presença e quanto ela impede a afirmação de outros jogadores é de difícil contabilização.

Do ponto de vista defensivo preocupa mais a articulação entre sectores do que propriamente a constituição nominal da defesa, pelo menos com os que são tido como titulares disponíveis.

Um parágrafo para o que habitualmente se designa por bolas paradas. Há muito trabalho por fazer neste capitulo, quer quando em trabalho ofensivo quer defensivo. Cantos para a molhada, sem qualquer proveito quando marcados por nós, é um desperdício demasiado dispendioso. No mínimo estranho que, tendo nós tantas torres para este xadrez, pareça que joguemos com minúsculos e inofensivos peões. Quando a defender, ai Jesus! O Outro, não esse...

Um parágrafo para o plantel. Não temos a disponibilidade do Valência, que ontem mudou praticamente uma equipa ao intervalo sem que isso quase tenha sido perceptível. Nós mudamos a defesa e sofremos logo um golo, com a tal mais de meia equipa completamente ausente da decisão do lance. Muito poderá mudar se Bruno Fernandes sair. Mas mesmo que fique parece faltar ainda alguma coisa na frente de ataque. Que pode vir da melhoria da forma de alguns jogadores, dos processos de jogo, das escolhas do treinador, mas também pela incorporação de mais talento, que parece curto para uma época longa e exigente.

Nota final para o lote dos equipamentos desta época, cuja escolha geral foi muito feliz.

domingo, 28 de julho de 2019

Matar saudades do Grande Sporting em New York

Quando tive conhecimento da deslocação do Sporting a NY para jogar um amigável com o Liverpool sorri, pensei imediatamente ser a oportunidade ideal para voltar a ver o meu Sporting ao vivo, algo que já não acontecia desde Outubro de 2013.

Vivo no Canadá, bem perto da fronteira com o estado de New York e sensivelmente a 700kms do Yankee Stadium, distância bem razoável para fazer sobretudo pelo Sporting.

Queria ver a equipa, cumprimentar alguns amigos que ainda tenho a trabalhar no Clube, sentir a emoção do jogo e estar com outros Sportinguistas, também eles ora emigrados ora descendentes de Portugueses mas com quem partilho o amor pelo Sporting.

Foi um final de tarde sensacional, a viagem de metro até ao Bronx, o vislumbrar do Yankee Stadium, as cervejas e o merchandizing a serem vendidos a um ritmo incrível, até o cheiro no ar (mesmo em NY) me faziam lembrar os grandes dias de jogo em Alvalade. Esperei pela equipa na porta do Estádio (não me lembro quando o fiz pela última vez), conversei com adeptos do Liverpool (estavam em completo êxtase por verem os campeões europeus), ensaiei cânticos com os ainda poucos leões naquela zona do estádio, até que a equipa chegou. Infelizmente e por razões de segurança (coisas bem americanas), as equipas não podiam parar na entrada e desceram a rampa da garagem rapidamente.

A Sporting TV fazia uma ronda de entrevistas aos Sportinguistas presentes, uns de NY, outros de Jersey, Connecticut, outros estados próximos e até do Canadá, como eu. Enquanto me preparava para sair dali, ainda tive oportunidade de cumprimentar o Presidente e de lhe endereçar algumas palavras, e o meu amigo Beto Severo que tinha vindo cá fora sentir o ambiente.

Estava quase na hora de entrar, ver a bola a rolar, aplaudir o Jubas e o Paulinho, o Renan, o Max e o Nélson no habitual aquecimento dos GRs e por fim o restante plantel e equipa técnica. O coração já palpitava, o estádio começava a encher a um bom ritmo (não pensei que acabasse praticamente cheio como sucedeu), o Klopp era a máxima estrela no relvado (espectáculo de Homem), os nossos adeptos iam chegando a uma zona que quando comprei os bilhetes pensei ser apenas para adeptos do Sporting, mas não, cada vez mais camisolas NB, vermelhas, brancas, de outras cores, todas com um símbolo diferente do leão. Sem problema algum, éramos poucos mas tudo com muita vontade de gritar bem alto o nome do Sporting.

Permitam-me partilhar o arrepio que senti quando se cantou o You’ll Never Walk Alone, foi a primeira vez que ouvi ao vivo e foi incrível, melhor só o Mundo Sabe Que em Alvalade.
Início do jogo e GOLOOOO, foi a primeira vez que os milhares de adeptos do Liverpool sentiram a nossa presença, e que rugido!!

Durante o jogo fui conversando com os Sportinguistas que estavam ao pé de mim, quis perceber e ter a certeza dos meus argumentos quando na semana passada escrevia algo sobre o assunto. Ainda hoje não percebi a polémica em torno desse tweet, pois dizer que os adeptos que vivem longe de Alvalade não têm o real conhecimento da grandeza do Sporting não é nenhuma mentira, nem tão pouco é algo que seja mau, é apenas uma constatação de um facto, que felizmente tive oportunidade de comprovar. Estão longe, alguns nem Português falam, e são do Sporting porque os familiares já o eram e porque usam o Sporting quase como o principal elo de ligação a Portugal. Adoro ver aquele sentimento, já o conhecia dos meus tempos de Gestor do Produto Sócio, onde tinha a função de conhecer muito bem o adepto e sócio do Sporting, onde quer que ele estivesse. Por isso, não falei de cor, não foi um minorar de ninguém, nem sequer catalogar, mas há diferenças, são facilmente perceptíveis.

Posso dar um exemplo para que compreendam melhor o que digo, usando a minha pessoa e a minha própria experiência. Quando saí de Portugal não havia ainda o Pavilhão João Rocha, construído no mandato do Bruno de Carvalho, e que tantas alegrias e tanto orgulho nos tem dado. Leio e vejo vídeos do ambiente do PJR, tento colocar-me lá a ver o Hóquei ou outra qualquer modalidade, mas não sei o que é, mesmo tendo vivido nos tempos de glória no velhinho Pavilhão de Alvalade e na Nave, não acredito que saiba ou que seja possível alguém explicar o que sentiram e viveram quando ganhámos o jogo ao Porto na final da Liga Europeia de Hóquei, ou quando eliminámos o Benfica da Final Four da UEFA Futsal Cup, é impossível descrever. Ora se eu com 40 anos de sócio, 35 anos de vida quase diária em Alvalade, não sei a grandeza do Sporting no PJR, como poderão Sportinguistas que não conhecem Alvalade, que viram o Sporting 1 ou 2 vezes na vida ter a real ideia da dimensão do Sporting Clube de Portugal?

Quanto ao jogo, foi maravilhoso voltar a ver um jogo totalmente despido de politiquices e sem pensar nas constantes guerras entre Sportinguistas, ver o jogo como um adepto que ama futebol, que tem os seus preferidos e os menos preferidos (para não dizer que os detesto), que incentiva e aplaude, que grita por eles e faz movimentos com o corpo como se a tentar guiar os jogadores para fazerem o que pensamos ser o mais acertado, seja um passe ou um remate. Que bom foi, que sensação maravilhosa!
Um abraço desde New York, sim aproveitei e fiquei por aqui mais uns dias!
Nuno Paiva

P.S. Obrigado ao José Duarte pela oportunidade de partilhar esta minha fenomenal experiência.

NDR: Obrigado eu Nuno. Que a distância encurte e que tenhamos aquilo que há tanto tempo desejamos.!

quinta-feira, 25 de julho de 2019

Liverpool 2 - Sporting 2: quem muito falha pouco acerta

Não é possível ganhar jogos, ainda por cima a este nível, com falhas como as registadas nos dois golos do Liverpool. Falhas individuais e falhas colectivas, com a equipa mais uma vez a sofrer golos na sequência de lances em que perde a bola e é apanhada desorganizada. O facto de continuarmos a sofrer golos em todos os jogos é preocupante e revela que a base é ainda instável e pouco consistente.

Ainda assim talvez seja a melhor exibição desta pré-época, com a mudança para um 4x4x2, onde a equipa, apesar do que foi dito acima, apareceu mais compacta, por força dos sectores mais juntos, o que confere mais segurança na execução aos jogadores. 

Um teste muito a propósito para o primeiro compromisso da época - a Supertaça - mas onde ficou bem evidente o quanto o crescimento desta equipa está ainda manietada pela ausência de laterais, quer por ausência dos jogadores potenciais titulares, quer pelo atraso na preparação.

Quanto ao resto... Bruno Fernandes! E depois, claro, não podíamos deixa de mencionar o... Bruno Fernandes.

Renan fez o que pôde, não foi por ele.

Ilori, até para ser protegido, precisa de ir arejar. Um regresso penoso e infeliz. Este Ilori não só não evoluiu, não melhorou o seu potencial, como parece ter desaprendido. A leitura de jogo parece ser agora pior, a abordagem aos lances e a colocação dos apoios são de principiante.

Estamos melhor com Neto do que estávamos com as opções anteriores.

Continuamos a precisar de um verdadeiro "6" que Doumbia até pode vir a ser mas ainda não é.

Eduardo pareceu melhor preparado para a função que inicialmente foi atribuída a Doumbia.

Wendel fez dos melhores jogos que lhe vi de leão ao peito mas continua a faltar alguma coisa na cobertura do meio-campo. Quase perfeito da linha do meio-campo para a frente, a rever dessa linha para trás.

Raphinha????

Vietto esteve uns furos acima, em posições onde parece estar mais confortável, embora seja claro que o deficit de confiança é ainda o muro que tem que transpor.

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Vietto e o problema do 4x3x3

Luciano Vietto, pela sua qualidade, tem tudo para poder ser um dos jogadores marcantes da Liga 2019/20, mesmo que as primeiras aparições estejam ainda longe de o indicar. Para que tal suceda há uma teia de factores que têm que se reunir em simultâneo e que começam no próprio jogador, passam pelo treinador, bem como pelo trajecto da equipa no campeonato. Embora ainda seja cedo, as primeiras indicações não são muito animadoras. 

No post anterior dizia que "após os jogos iniciais é incompreensível que o esforço feito na contratação de um jogador com a qualidade de Vietto vá morrer no seu desvio para a ala esquerda quando podia estar a ligar o jogo ao centro.". Talvez a questão primordial seja se a aquisição foi devidamente articulada com o treinador que, todos sabemos, tem demonstrado preferir o 4x3x3, modelo que favorece pouco as características de Vietto, como aliás o próprio reconhece.

O sucesso da adaptação de um jogador a novas funções em campo começa logo na sua capacidade cognitiva de entender o jogo e o que ele pede nos seus diversos momentos. Mas mesmo os jogadores que demonstrem estar bem apetrechados a esse nível podem ver a sua acção limitada por diversos factores como as limitações físicas e até emocionais. É aqui que começam as minhas dúvidas sobre o sucesso da adaptação de Vietto ao papel de extremo, mesmo que de forma não convencional. Se é evidente que Vietto não parece ter grandes apetências nem físicas nem emocionais para as exigências das  tarefas defensivas que o lugar exige para o equilíbrio da equipa, é na questão emocional que as minhas interrogações se centram por ora.

A melhor época de Vietto dista já de 2014/15 no Villarreal, onde despertou o interesse do Atlético de Madrid, obrigando-o a abrir os cordões à bolsa. De de lá para cá a sua carreira entrou num plano descendente, o que certamente se reflectirá na confiança com que executa em campo. Ao invés de lhe proporcionar um regresso à sua zona de conforto, onde a regeneração da confiança nas suas qualidades lhe proporcionaria maior segurança para a aventura noutras funções,  esta tentativa de adaptação de Keizer tem tudo para aprofundar o eclipse do argentino.

Mantendo o actual 4x3x3, vejo como muito difícil uma passagem auspiciosa de Vietto por Alvalade. Temo até que este modelo, com ou sem Vietto, seja o adequado para levar o Sporting onde todos nós queremos. As fragilidades do campeonato passado andaram a assombrar os jogos de preparação e a equipa parece ainda longe do equilíbrio desejável.

sábado, 20 de julho de 2019

E se Bruno Fernandes sai? E se se lesiona?

À terceira ainda não foi a vez de registar uma vitória nesta pré-temporada. Se os resultados não são o mais importante a forma como eles são obtidos já o são. E aí há algumas razões para alguma preocupação. Por exemplo:

- Continuam a ser flagrantes as dificuldades do Sporting na saída de bola, algo que se arrasta desde a época passada, fazendo que o Sporting sofra até com equipas pequenas que consigam pressionar com o mínimo de eficácia e persistência.

- Este meio campo da primeira parte é incapaz de organizar uma pressão eficaz, a desorganização é evidente no momento de reagir à perda, é incapaz de ter bola e quando a ganha de a conservar. As melhorias do segundo tempo não resolveram os problemas na totalidade. 

- Permanece a fragilidade defensiva que advém de um meio-campo demasiado permissivo. A quantidade de oportunidades que os adversários dispõem durante o jogo além de criar insegurança na equipa e expõe-nos em demasia, mesmo depois de recuperarmos de desvantagens.

- Apesar das melhorias registadas faltam ainda muitos metros ao nosso ataque. Após os jogos iniciais é incompreensível que o esforço feito na contratação de um jogador com a qualidade de Vietto vá morrer no seu desvio para a ala esquerda quando podia estar a ligar o jogo ao centro.

- É muito duvidoso que tenhamos resolvido o problema do "6" com Eduardo ou Doumbia. O problema ali era capaz de não ser apenas com o Gudelj...

- É evidente a falta de qualidade nos extremos. Raphinha ainda tem muito que crescer e depois dele o vazio é grande.

Claro que o facto de ser apenas o terceiro jogo funciona como atenuante, assim como a ausência de alguns jogadores que, por razões diferentes, têm estado impedidos. Mas a esperada chegada de Acuña, Borja, Coates e a resolução das lesões dos laterais direitos  não serão suficientes para resolver um problema que começa nas ideias e concepções de Keizer.

Aguardemos pelos próximos capitulos. Mas a pergunta que certamente todos temos na cabeça quando pensamos nesta equipa é: e se Bruno Fernandes sai ou se lesiona?

Algumas apreciações individuais:

Renan: enorme exibição. É um dos patinhos feios de muitos adeptos, alguns porque nunca lhe perdoaram o episódio Viviano do qual não foi obviamente responsável. Não perdemos antes da ida aos penaltys graças a ele.

Maximiano: Mais tarde ou mais cedo a baliza será dele.

Mathieu: que nunca se lesione, não é?

Wendel: precisa de se dedicar mais a fechar atrás, ele que a partir da linha do meio campo sabe muito bem o que fazer.

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Sporting ainda precisa de tempo e de pernas

Uma breve análise à prestação do Sporting ante o St. Gallen:

BOM:
Os primeiros 30 minutos. Enquanto houve pernas houve Sporting por cima do jogo, pressão, bom envolvimento colectivo, trocas rápidas de bola, progressão pelo centro do terreno, a partir das laterais para dentro, uso da meia-distância com qualidade.

Bruno Fernandes, who else? Capitão de braçadeira, exemplo e coração. Marca golos, faz jogar. É neste momento a grande bandeira desta equipa e o grande comunicador com os adeptos do clube.

Grande golo de Wendel.

Vietto. Muita qualidade nos pés que lhe advém da forma como entende o jogo. Perdeu-se com a equipa na segunda parte mas não engana. Excelente contratação.

Maximiano. Não perdemos porque foi o único que não desligou na segunda parte. É o futuro, pode ser o presente. Para já faz o que lhe compete: defende, obriga Renan a estar au point, dá boas dores de cabeça ao treinador.

Neto. Oferece garantias a Keizer para qualquer eventualidade. Utiliza processos simples, o que nesta fase é talvez o mais recomendável.

Raphinha quer mesmo ser uma referência nesta equipa. Parece no bom caminho mas tem que ser menos intermitente.


 MAU (para já deve ser lido apenas como preocupante mas fica bem na narrativa):

Um dos principais defeitos da equipa de Keizer do ano passado parece transitar para este ano: a organização defensiva. Não é um problema dos centrais, é um problema colectivo e que resulta não apenas de erros de posicionamento defensivo mas muito da forma como pressiona mal  e a reacção à perda da bola eé feita de forma anárquica.

A equipa desarticula-se colectivamente, deixa de pressionar, permite o jogo livre, quase sem oposição ao adversário, sem que o treinador consiga alterar o rumo dos acontecimentos. O golo do empate é um grande golo em qualquer parte do mundo mas a facilidade concedida ao rematador.

Meio-campo muito macio em bola, pressão alta bem feita mas apenas só às vezes.

Isto é "melhorável" com uma melhor forma física?

O modelo de jogo inicial, de muita pressão e procura da bola não prevê o descanso em posse, tornando-o, por isso mesmo, inviável?

O VILÃO:

Ilori: começou mal o primeiro jogo, onde não esteve nem bem nem mal, antes pelo contrário. Mas não foi o único. Não se justifica a onda de "ódio" embora se desconfie da sua "origem"...  Mas tem uma virtude: enquanto batem nele outros podem ir melhorando os seus índices competitivos nesta pré-época.

A REVER:

A posição 6, uma das principais lacunas do plantel da época transacta, está definitivamente fechada? Ainda é cedo, mas as primeiras notas continuam a deixar preocupações. Doumbia e a agora Eduardo não são "peças de origem" no lugar e isso nota-se. Particularmente na organização da transição para o ataque. Com a presença de Vietto é caso para perguntar porque não o 4x4x2?

As noticias da procura de mais um extremo parecem indicar que a SAD e a equipa técnica estão atentas. É que até agora só Raphinha parece dar garantias para essa posição, mas precisa de ser mais consistente, isto é, não desaparecer do jogo por vezes.

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Sporting: os reforços de que se fala

Talvez possa ser uma afirmação muito precoce, mas a observação atenta do actual plantel continua a evidenciar um dos maiores problemas que contribuíram para a irregularidade da equipa Keizer. Mesmo deixando de fora uma questão tão determinante como a análise da movimentação da equipa nos diferentes momentos do jogo - até porque é preciso mais e melhores observações - parece claro que falta ainda neste plantel algum talento com imprevisibilidade.  

Talvez não seja por isso estranho que tenham surgido nomes de potenciais reforços com o selo de cooperação com o colosso Manchester City.  Brekalo, Abdulkadir Omur e, mais recentemente Thiago Almada têm em comum precisamente as características mencionadas. Falta ainda descodificar se esta procura existe de facto e se destina ao reforço da equipa com Bruno Fernandes, ou caso ele tenha guia de marcha em elaboração. O primeiro e último dos atletas mencionados são capazes de desempenhar várias posições no campo, entre as quais o 10 e o extremo. Por isso mesmo os elegemos para a apreciação mais detalhada.

Josip Brekalo (na foto que ilustra o post) é um wonderkid com uma história curiosa. A sua ascensão a internacional croata foi meteórica, tendo saltado rapidamente das bancadas, onde era fiel seguidor, para jogar no relvado em frente aos seus antigos companheiros de bancada. O croata é ambidextro e senhor de excelente passada, capaz de quebrar linhas com muita facilidade, a que associa, num cocktail venenoso, um drible demolidor e remate poderoso e certeiro. Tem uma capacidade de manobra extraordinária em espaços curtos, de onde resultam amiúde faltas perigosas. Remata, muita vezes com sucesso, de qualquer posição, é excelente a colocar a capacidade de criar oportunidades ao serviço dos colegas melhor colocados. Apesar de ser apontado ao Sporting via Manchester City, tem muitos clubes no seu encalço. Tem 21 anos, é oriundo das escolas do Dínamo de Zagreb, sendo actualmente jogador do Wolsburgo, antigo clube de Bas Dost.

Thiago Almada faz entretanto o pleno nos jornais da especialidade nacionais apontado como futuro leão. Foi uma das revelações do campeonato argentino, joga no Veléz Sarsfield e tem apenas 18 anos. Jogador criativo, com grande capacidade de aceleração e mobilidade aliadas a uma facilidade estonteante mudança de direcção, drible curto e excelente a definir. Um excelente parceiro para um jogador como Bas Dost. Senhor de uma velocidade excepcional, é mortal a contra-atacar. A sua baixa estatura faz dele quase inútil para o jogo aéreo. Mas o baixo centro de gravidade que lhe proporciona, junto com uma técnica imprevisivel, que lhe cola a bola à bota, torna o roubo de bola quase uma miragem. Um projecto de grande jogador já em plena execução, à espera do clube e enquadramento certo para vingar.Aquilo que se chama um autêntico abre latas, terrível nos jogos com espaços ou para desmontar autocarros.

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