segunda-feira, 15 de julho de 2019

Sporting ainda precisa de tempo e de pernas

Uma breve análise à prestação do Sporting ante o St. Gallen:

BOM:
Os primeiros 30 minutos. Enquanto houve pernas houve Sporting por cima do jogo, pressão, bom envolvimento colectivo, trocas rápidas de bola, progressão pelo centro do terreno, a partir das laterais para dentro, uso da meia-distância com qualidade.

Bruno Fernandes, who else? Capitão de braçadeira, exemplo e coração. Marca golos, faz jogar. É neste momento a grande bandeira desta equipa e o grande comunicador com os adeptos do clube.

Grande golo de Wendel.

Vietto. Muita qualidade nos pés que lhe advém da forma como entende o jogo. Perdeu-se com a equipa na segunda parte mas não engana. Excelente contratação.

Maximiano. Não perdemos porque foi o único que não desligou na segunda parte. É o futuro, pode ser o presente. Para já faz o que lhe compete: defende, obriga Renan a estar au point, dá boas dores de cabeça ao treinador.

Neto. Oferece garantias a Keizer para qualquer eventualidade. Utiliza processos simples, o que nesta fase é talvez o mais recomendável.

Raphinha quer mesmo ser uma referência nesta equipa. Parece no bom caminho mas tem que ser menos intermitente.


 MAU (para já deve ser lido apenas como preocupante mas fica bem na narrativa):

Um dos principais defeitos da equipa de Keizer do ano passado parece transitar para este ano: a organização defensiva. Não é um problema dos centrais, é um problema colectivo e que resulta não apenas de erros de posicionamento defensivo mas muito da forma como pressiona mal  e a reacção à perda da bola eé feita de forma anárquica.

A equipa desarticula-se colectivamente, deixa de pressionar, permite o jogo livre, quase sem oposição ao adversário, sem que o treinador consiga alterar o rumo dos acontecimentos. O golo do empate é um grande golo em qualquer parte do mundo mas a facilidade concedida ao rematador.

Meio-campo muito macio em bola, pressão alta bem feita mas apenas só às vezes.

Isto é "melhorável" com uma melhor forma física?

O modelo de jogo inicial, de muita pressão e procura da bola não prevê o descanso em posse, tornando-o, por isso mesmo, inviável?

O VILÃO:

Ilori: começou mal o primeiro jogo, onde não esteve nem bem nem mal, antes pelo contrário. Mas não foi o único. Não se justifica a onda de "ódio" embora se desconfie da sua "origem"...  Mas tem uma virtude: enquanto batem nele outros podem ir melhorando os seus índices competitivos nesta pré-época.

A REVER:

A posição 6, uma das principais lacunas do plantel da época transacta, está definitivamente fechada? Ainda é cedo, mas as primeiras notas continuam a deixar preocupações. Doumbia e a agora Eduardo não são "peças de origem" no lugar e isso nota-se. Particularmente na organização da transição para o ataque. Com a presença de Vietto é caso para perguntar porque não o 4x4x2?

As noticias da procura de mais um extremo parecem indicar que a SAD e a equipa técnica estão atentas. É que até agora só Raphinha parece dar garantias para essa posição, mas precisa de ser mais consistente, isto é, não desaparecer do jogo por vezes.

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Sporting: os reforços de que se fala

Talvez possa ser uma afirmação muito precoce, mas a observação atenta do actual plantel continua a evidenciar um dos maiores problemas que contribuíram para a irregularidade da equipa Keizer. Mesmo deixando de fora uma questão tão determinante como a análise da movimentação da equipa nos diferentes momentos do jogo - até porque é preciso mais e melhores observações - parece claro que falta ainda neste plantel algum talento com imprevisibilidade.  

Talvez não seja por isso estranho que tenham surgido nomes de potenciais reforços com o selo de cooperação com o colosso Manchester City.  Brekalo, Abdulkadir Omur e, mais recentemente Thiago Almada têm em comum precisamente as características mencionadas. Falta ainda descodificar se esta procura existe de facto e se destina ao reforço da equipa com Bruno Fernandes, ou caso ele tenha guia de marcha em elaboração. O primeiro e último dos atletas mencionados são capazes de desempenhar várias posições no campo, entre as quais o 10 e o extremo. Por isso mesmo os elegemos para a apreciação mais detalhada.

Josip Brekalo (na foto que ilustra o post) é um wonderkid com uma história curiosa. A sua ascensão a internacional croata foi meteórica, tendo saltado rapidamente das bancadas, onde era fiel seguidor, para jogar no relvado em frente aos seus antigos companheiros de bancada. O croata é ambidextro e senhor de excelente passada, capaz de quebrar linhas com muita facilidade, a que associa, num cocktail venenoso, um drible demolidor e remate poderoso e certeiro. Tem uma capacidade de manobra extraordinária em espaços curtos, de onde resultam amiúde faltas perigosas. Remata, muita vezes com sucesso, de qualquer posição, é excelente a colocar a capacidade de criar oportunidades ao serviço dos colegas melhor colocados. Apesar de ser apontado ao Sporting via Manchester City, tem muitos clubes no seu encalço. Tem 21 anos, é oriundo das escolas do Dínamo de Zagreb, sendo actualmente jogador do Wolsburgo, antigo clube de Bas Dost.

Thiago Almada faz entretanto o pleno nos jornais da especialidade nacionais apontado como futuro leão. Foi uma das revelações do campeonato argentino, joga no Veléz Sarsfield e tem apenas 18 anos. Jogador criativo, com grande capacidade de aceleração e mobilidade aliadas a uma facilidade estonteante mudança de direcção, drible curto e excelente a definir. Um excelente parceiro para um jogador como Bas Dost. Senhor de uma velocidade excepcional, é mortal a contra-atacar. A sua baixa estatura faz dele quase inútil para o jogo aéreo. Mas o baixo centro de gravidade que lhe proporciona, junto com uma técnica imprevisivel, que lhe cola a bola à bota, torna o roubo de bola quase uma miragem. Um projecto de grande jogador já em plena execução, à espera do clube e enquadramento certo para vingar.Aquilo que se chama um autêntico abre latas, terrível nos jogos com espaços ou para desmontar autocarros.

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Sporting na Suiça com o relógio parado


Não podia ser pior o primeiro jogo treino do Sporting na época 2019/20.

E porquê?

A equipa estava claramente cansada e por isso incapaz de pressionar o adversário, o que se registou em ambas as partes do jogo.

Aposta  pouco criteriosa de Keizer em miúdos com talento, mas sem qualquer rotina em si. A aposta está correcta, mas necessita de outro enquadramento.

Foram tais as facilidades concedidas aos amadores suíços, e mesmo ainda na primeira parte, que era difícil distinguir quem eram os profissionais ou os amadores.

Como é normal nestas circunstâncias, a eficácia está também ainda no forno, falhamos alguns golos feitos.

Apesar de todas as atenuantes, perder contra uma equipa de amadores, mesmo que não seja preocupante, é pelo menos desprestigiante. Especialmente por tal ter sucedido na presença de compatriotas nossos, para quem estes momentos têm uma importância muito maior do que a relativização feita com argumentos meramente técnicos tendem a construir.

Do ponto de vista individual, apesar de tudo, deu para perceber que:

Vietto é reforço e pode fazer uma tripla muito interessante com Bruno Fernandes na batuta e Dost a fazer o que sabe: encostar para finalizar.

Houve e continuará a haver um Sporting com e sem Bruno Fernandes.

O Gonzalo é muito mais que apenas Plata. É um diamante. Ainda por lapidar algumas arestas mas o seu brilho é já intenso. E teria sido muito mais se melhor enquadrado.

Se o equatoriano é uma gema de primeira Quaresma é ouro puro. Não engana.

Tiago Ilori viveu um verdadeiro pesadelo. Um jogo completamente infeliz. A vantagem para ele é que dificilmente poderá fazer pior.

Apesar das expectativas Matheus Pereira apareceu no ponto em que nos deixou há um ano. Talento tem, precisa de saber como fazê-lo render em favor do colectivo.
O jogo com o St. Galen, no próximo sábado traz ainda maior exigência, ficando por isso mais aguçada a curiosidade, depois deste inesperado resultado.

segunda-feira, 8 de julho de 2019

E agora, depois da AG?

Já muito depois de serem conhecidos os resultados das votações da última AG, onde fiz questão de exercer o meu direito de voto, coloquei no meu perfil do Twitter a imagem que se ilustra este post. Trata-se do símbolo do nosso clube e a sua escolha foi tudo menos inocente. Claro que houve quem pensasse tratar-se de uma provocação, por ser conhecido o meu sentido de voto. Nada mais errado e a última coisa que darei é palco a quem não sabe o que é nem o que representa para mim o Sporting.

O emblema do Sporting Clube de Portugal já teve vários emblemas mas todos partilham o Leão Rampante entre si. É esse Leão Dourado que se vê na bandeira e que é também o património comum a todos os sócios e adeptos. Foi justamente para lembrar, num momento fracturante como o que vivemos, que é sob esse património que todos estamos, independentemente da facção, pessoas ou grupos com os quais mais nos identificamos. E é sob essa bandeira que temos a obrigação de construir um Sporting melhor do que aquele que tivemos a sorte de desfrutar.

Os sócios expressaram a sua vontade. É o tempo de se respeitar a decisão e olhar para o tanto que temos que enfrentar. Terá que haver coragem e terá que haver tempo para novas discussões sobre os estatutos, sobre a ideia de 1 voto / 1 sócio, sobre questões disciplinares. Mas não agora, de forma casuística ou oportunista e marcada pelo momento. Só quem não esteve nas AG's mais recentes pode ignorar que este é o pior tempo para esta reflexão, apesar de necessária.

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Expulsar ou não expulsar, eis a questão!

Questão prévia: a figura de recurso para a AG sobre matéria disciplinar é uma disposição completamente anacrónica que até um leigo como eu o percebe. Neste caso especifico da apreciação dos recursos de Alexandre Godinho e Bruno de Carvalho esse facto será ainda mais evidente.Na AG de sábado os factos em apreciação, e que levaram à expulsão dos acima referidos, ficarão soterrados sobre o entulho emocional com que o tema tem sido analisado. Duvido inclusive que muitos dos que votarão saibam quais são os factos que levaram aos processos disciplinares e consequente sanção.

No vasto rol de infracções constantes da acusação, são para mim determinantes a tentativa de usurpação de funções, a criação ilegal de órgãos paralelos e a tentativa de bloqueio das contas do clube. O objectivo era claro: manter-se no poder, em violação grave da vontade dos sócios, expressa na votação que levou à destituição. Objectivo esse que teve apenas em vista os seus interesses pessoais, sem cuidar do mal que infligiria ao clube. As provas passaram debaixo dos nossos olhos durante as piores semanas que vivi como Sportinguista.

Esse nível de abstracção e alheamento revela aquilo que esteve muitas vezes subjacente em muitas das suas acções: considerava-se acima do clube e de todos. Se dúvidas houvesse veio agora novamente deixá-lo bem claro ao insultar os fundadores na entrevista do Expresso [Eu sempre fui mal visto pelo sistema que fundou o Sporting em 1906!!!]. No fundo, para alguém que foi presidente do Sporting durante 5 anos, demonstra que nunca percebeu o clube que presidiu. Só assim se percebe como é que da aprovação quase unânime passa a uma reprovação a rondar os dois terços, em poucos meses.

A nomeação dos ditos órgãos paralelos - MAG e CFD - já não seria de fácil qualificação. Mas juntar-lhe os nomes de sócios que nem o cuidado de pagar quotas observavam, é um acto muito mais do que simplesmente infeliz. E nem é bom lembrar que, a seu pedido, chegaram a elaborar convocatórias de AG's que apenas contribuíram para a instalação de anarquia e caos.

A tentativa de bloqueio de contas, juntamente com Alexandre Godinho, junto dos bancos e a apresentação em Alvalade com um "documento" que lhe reconheceria a validade do lugar que queria usurpar foi uma das várias tentativas realizadas no sentido de se apoderar do Sporting. Aquilo que os sócios sempre têm rejeitado - um clube com um dono - esteve a um passo de se realizar. E, a ter sucedido, não seria um qualquer accionista a apoderar-se da SAD. 

Seria um golpe realizado por alguém em quem uma enorme falange de Sportinguistas tinha eleito, entre muitas outras razões, justamente para prevenir que tal sucedesse. Do Sporting é nosso teríamos passado em cinco anos ao Sporting é meu. Bruno de Carvalho acabaria por ser deposto por um golpe, como todos sabemos hoje. Esse golpe foi-lhe aplicado nas urnas por uma maioria significativa de sócios.

Na mesma entrevista é retomada a retórica que o notabilizou nos últimos cinco anos e onde é possível verificar mais uma vez que o interesse dele está acima de tudo o resto. Não mudou nada, não houve "burnout". Bruno de Carvalho teve tudo na mão e tudo desbaratou. Podia reconhecer os seus erros, mas insiste numa argumentação de vitima. O nível de toxicidade que lança permanentemente sobre o Sporting cada vez que fala tem um poder desagregador tremendo. 

No seu legado terá muitas outras obras dignas de menção, mas para já a que fala mais alto é a profunda divisão que deixa na sua passagem. Em nenhum momento revela arrependimento ou cuidado pelo clube. Persiste na autovitimização. Nunca se demarcou do caos e do ruído que os que o veneram procuram a todo o custo lançar de forma quase permanente. Ele sabe que foi o caos do final do mandato de Godinho Lopes que lhe adubou a chegada ao poder. Ele sabe que só o caos o fará regressar. No fundo é o que realmente lhe interessa.

Expulsar, sim ou não? Não preciso de recomendar a nenhum dos meus consócios a posição a tomar. A minha está tomada. 

Expulsar divide e fractura? Alguma vez Bruno de Carvalho se preocupou com isso? Bem pelo contrário. O confronto geracional é hoje um dos piores legados do seu mandato, como se houvesse detentores da verdade e do saber ser Sportinguista. O Sporting grande, universal e inclusivo, que os fundadores nos deixaram, está hoje estilhaçado. Esse, volto a frisar, é o legado que BdC nos vai deixar e cujas consequências e duração estão ainda por apurar. 

No sábado não está em causa um confronto Varandas / Bruno de Carvalho. Nem um Bruno de Carvalho / Resto do Mundo. É apenas o Sporting a querer ser outra vez só e "apenas" o Sporting Clube de Portugal.

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Os Sportinguistas têm o clube que construiram

É muito comum apontar baterias aos dirigentes, recentes, antigos e actuais, para explicar as razões pelas quais o nosso clube anda tantas vezes atrás do sucesso sem o conseguir alcançar. E qual é nossa a quota parte de responsabilidade como adeptos?

Tomando como exemplo os tempos recentes e olhando para o final de mandato caótico dos órgãos sociais anteriores, estes sentiram - e em particular o presidente - da parte dos associados uma quase permanente abertura para executar a seu bel-prazer. Apesar dos sinais de descarrilamento iminente, só quando o desastre era uma já uma evidência consumada é que surgiram os primeiros sinais de descontentamento generalizado. Tivessem surgido mais cedo, por certo que a série de passos em frente em direcção ao abismo poderiam ter sido evitados.

Provavelmente BdC nunca acreditou que o resultado verificado na AG de destituição fosse possível, como se percebeu pelas reacções subsequentes. Apesar das diferenças que me separam do ex-presidente, continuo a pensar que o caos que se seguiu poderia ter sido evitado se a exigência e o rigor que lhe eram então exigidos fossem de acordo com a defesa dos interesses do Sporting e com o mandato que lhe foi confiado por uma maioria esmagadora. Com isso perdeu o Sporting, perdemos todos.

Olhando agora para o momento actual, os órgãos recém eleitos, que ainda não completaram um ano de mandato, vivem sob um escrutínio permanente e de malha bem apertada, bem diferente do que se verificou no mandato anterior. Apesar de ser ainda muito cedo para deliberar sobre a qualidade do desempenho - grande parte dos primeiros meses foi gasto em remendos e em apagar os diversos incêndios - não falta quem já fale na pior direcção de sempre, no pior presidente de sempre.

Não é seguramente pelos resultados desportivos e também não é, aparentemente, pelos resultados financeiros. O excesso de ruído, os constantes boatos e os insultos tendem em produzir em quem os recebe reacção de defesa. O risco de acantonamento cresce, diminuindo a possibilidade de um mandato aberto com a participação de todos. Os órgãos sociais devem manifestar essa disposição de abertura mas os adeptos não têm menor obrigação. Perderemos todos se tal se verificar.

Há um ano vivemos a pior crise institucional, criada a partir do interior do clube, e poucos foram os que se preocuparam com o cumprimentos dos estatutos. Estes foram completamente rasgados de alto a baixo por Bruno de Carvalho para satisfazer as suas pretensões de regressar ao poder. Os actos desta natureza, que deveriam ser sempre condenados sem MAS ou SE's, têm a agravante de serem sido perpetrados por aqueles que obrigaram os sócios deslocarem-se duas vezes a AG's para aprovar alterações estatutárias completamente desnecessárias e onde o principio do fim se começou a desenhar.

Hoje parece que todos conhecem os estatutos e as regras de normal funcionamento do clube. É a gala que deveria acontecer, são os discursos em AG que não podem acontecer em simultâneo com as votações. Onde estavam os que agora tanto exigem, quando no passado recente estas situações se verificaram? Porque não estiveram atentos então e revelaram a mesma determinação ? O Sporting não é só um? A bitola não deveria ser sempre a mesma?

Os Sportinguistas têm hoje o clube que construíram, por actos e/ou por omissões.

segunda-feira, 1 de julho de 2019

113 anos: já temos idade para ter juízo!

São 113 anos! Já temos idade para ter juízo. Ou já devíamos ter. Mas parece que ainda não...

O Sporting continua a dispensar muito tempo e energias a lutar entre si e consigo mesmo, quando os devia empregar a lutar contra os seus adversários.

Enquanto tal não acontece resta festejar mais um aniversário e esperar que a nossa geração dê mais ao clube do que o tanto que recebeu.

domingo, 30 de junho de 2019

Orçamento aprovado: quem procura o caos?

Com uma maioria relativamente confortável - 1.151 votantes 69,01% votos | 701 votantes (60,9%) 30,99% votos | 450 votantes (39,1%) - o orçamento para o próximo ano foi aprovado. Mas, infelizmente, mais uma vez a AG decorreu de uma forma que está longe de honrar o clube centenário que somos.

Como pano de fundo dos incidentes estão certamente muito mais os acontecimentos do ano passado - e que levaram à destituição dos órgãos sociais então presididos por Bruno de Carvalho, cujo processo de expulsão será apreciado precisamente de hoje a oito dias - do que propriamente problemas com o documento apresentado. Lá teremos que ir até este tema, esta semana. Mas não agora, embora me pareça que foi este o tema que marcou a AG de forma evidente ou subliminar. Até porque é conhecido de todos a pouca apetência da generalidade dos que frequentam estas reuniões por números e contas. Em regra o sentido de voto é orientado sobretudo para manifestar o alinhamento com os órgãos sociais ou para os repreender ou manifestar desagrado.

Em relação a esta ou outras matérias devemos admitir como válidas todas as opiniões, desde que devidamente fundamentadas. Tratando-se de um documento estratégico de uma direcção ainda com um curto período de actividade, creio que os Sportinguistas entenderam apreciá-lo com alguma benevolência e percebendo as circunstâncias em que ele será exercido. Não faria muito sentido reprová-lo por ser maior o dano causado que o bem que se poderia obter.

Mas, como dizia acima , a AG ficou marcada por episódios de muita confusão, muita falta de respeito e educação entre diversas partes, que, quanto mais não fosse por respeito ao clube e à bandeira presente, é totalmente inadmissível mas que infelizmente vem acontecendo de forma recorrente. Ver o ambiente de loucura, confusão, mentira, agressão permanente que se vive diariamente nas redes sociais, replicada numa AG é o pior que podemos fazer pelo clube. Quer o PMAG quer o CFD têm obrigação de actuar de forma mais proactiva e com coragem.

Percebo que há quem pense que quanto pior melhor e que o caos possa favorecer esta ou aquela estratégia, quem sabe à espera que surja um "salvador". Porém os únicos vencedores são os média, que muitas vezes tratam os temas com superficialidade e procurando sobretudo o sensacionalismo. E o Sporting com isto apenas perde porque afasta aqueles que poderiam participar de forma construtiva. Poucos são os que têm estômago para estar uma tarde fechado num ambiente de permanente crispação e violência verbal e até fisica. Talvez seja essa a única forma de poderem despontar aqueles que  não têm outros argumentos.

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Fazer bem compensa sempre

No dia em que o Pavilhão João Rocha completa dois anos de existência o Sporting vê confirmada a sua presença na mais importante competição de andebol europeu, como vem descrito hoje no site do clube:

"Pelo terceiro ano consecutivo, o Sporting Clube de Portugal vai participar na fase de grupos da EHF Champions League, a mais importante prova de clubes de andebol da Europa. O Comité Executivo da EHF colocou os Leões entre as equipas escolhidas para ocupar as vagas disponíveis e o anúncio foi feito esta sexta-feira.

O critério para a escolha das equipas incluía factores como as últimas participações, o pavilhão, os adeptos e questões relacionadas com a transmissão televisiva, o marketing e a imprensa. Face à boa impressão deixada pelo Sporting CP nas últimas duas épocas, a EHF decidiu incluir o Clube de Alvalade no mesmo lote que THW Kiel (Alemanha), Montpellier HB (França), MOL-Pick Szeged (Hungria), GOG (Dinamarca), Bidasoa Irun (Espanha), HC Eurofarm Rabotnik (Macedónia), Orlen Wisla Plock (Polónia) e IFK Kristianstad (Suécia).

O Sporting CP vai ficar inserido no grupo C ou no D da EHF Champions League, com o sorteio a realizar-se no próximo dia 27 de Junho em Viena, Áustria. Em 2018/2019, o conjunto verde e branco fez história ao ser a primeira equipa portuguesa a passar a fase de grupos da competição no modo ‘Champions League’."
É caso para dizer que fazer bem compensa sempre. A verdade é que a nossa equipa de andebol, apesar da seca de títulos este ano, teve uma participação honrosa nesta liga este ano, onde antingiu uns inéditos oitavos de final.. O público foi de facto um público de Champions, recolhendo elogios de diversos adversários e o Pavilhão João Rocha honra o nome que recebeu.

terça-feira, 18 de junho de 2019

10 pontos sobre os novos preços das Gameboxes

Nota importante: não sou comprador habitual de Gamebox pelo que as minhas considerações neste post são as de um mero sócio do clube que vai a tantos jogos como aqueles que lhe é possível.

1- Tendo havido algumas alterações significativas nas Gamebox, creio que teria sido melhor politica haver notas explicativas dessas alterações e os objectivos a que se destinam, para anular à partida alguma da contestação que já se faz sentir. É claro que estamos perante uma comunicação deficiente que, de outra forma, pouparia a todos - sócios e dirigentes - este desgaste.

2- A generalidade dos aumentos verificados podem ser considerados normais, com algumas excepções não é superior a 4%. 

3- As comparações com os produtos dos nossos concorrentes nem sempre é feita com base no rigor, acrescendo o facto de que não se trata propriamente de uma novidade. Se eram mais caras no passado, continuarão a ser num futuro próximo. Mas até isso não é inteiramente verdade e quem só este ano recorre às comparações devia ter estado de férias nos anos anteriores...

4- A principal questão nos aumentos verificados tem a ver com o crescimento exponencial do preço das Gameboxes dos Sub11. A principal falha é sobretudo comunicacional. Não se podem por cá fora aqueles preços sem que fossem devidamente explicados, especialmente aos actuais detentores que se encontrassem actualmente em condições de renovar, por razões óbvias.

5- Parece clara a intenção do clube em rentabilizar um espaço premium - a BancadaA - e deslocar as famílias que se façam acompanhar por sub-11 para um outro espaço. Não deixa de ser uma decisão polémica, onde ambos os lados podem esgrimir bons argumentos.

6- A SAD parece entender - e com razão - que o número de jogos que vendia aos sub-11 ficavam abaixo de 4€ por jogo, num espaço onde facilmente consegue num jogo qualquer vender por cinco vezes mais. Acresce que muitas vezes o acesso sub-11 é usado por adultos de forma quase permanente e até haja quem adquira esse produto objectivamente com essa intenção.

7- Sendo verdade que o Sporting não está em condições de desperdiçar receitas actuais, também o é que tem investir no futuro, que é a passagem de geração em geração do amor pelo clube. Por melhor que seja a intenção, por mais justificação que haja nos números, nada supera o tratamento dos sócios de forma o mais personalizada possível, renovando sempre o sentimento que eles contam e são importantes. Seria preferível haver um período de transição, esperando que os sub-11 deixem de o ser. Os novos entrariam já para a nova bancada. E obviamente apertar a fiscalização.

8- Não espantaria que os pais ou familiares que pretendam renovar a GB  não tenham intenções de abandonar a localização habitual, que provavelmente é a de há muitos anos. Ir a Alvalade é uma experiência muito mais alargada que ir ver um jogo de futebol. É rever amigos, partilhar emoções, memórias e experiências. A possibilidade de ter que escolher perder isso pelos filhos e também pelo clube é uma questão que não deixa de ser pertinente e conflituante.

9- A ideia de que as GB's deviam ser mais baratas porque não temos Liga dos Campeões e / ou não ganhamos títulos faz sentido por um lado, mas também o é que sem receitas dificilmente o conseguiremos alcançar. Nesta matéria convém lembrar que são já muitos anos de atraso em relação aos rivais, no que diz respeito à diversificação das fontes de receita. E a ideia de que se venderiam mais só porque seriam mais baratas está longe de ser provada. Em Alvalade somos cada vez mais os mesmos...

10- Ir ao estádio pode ser para muitos apenas um momento no fim-de-semana. Para os que de nós vivemos longe é quase uma cerimónia de cariz religioso e poder estar ali é já por si a melhor recompensa que se pode ter. Isto dito, não invalida que o Sporting pode e deve tratar de oferecer mais e melhores momentos e experiências se quiser captar maiores receitas. Como diria o outro, é o mercado estúpido! Mesmo sendo o mercado das emoções e do coração, e por isso muito especial, não deixa de ser o mercado.

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Futsal: "A bitter sweet symphony"

Como dizia a "hashtag" fomos mesmo "até ao fim" e só depois daquela bola no ferro de Cavinato é que ficou definido o titulo de campeão de futsal 2018/19. Tendo sido uma época de grandes conquistas - Taça de Portugal, Supertaça e CAMPEÕES EUROPEUS - há uma nota amarga, quase cruel, na forma como termina uma época. Não tivesse sido exactamente contra o arquirival, não tivesse significado não alcançar o tão desejado e inédito tetra e não tendo sido no encerramento da época (a última impressão perdura...) e talvez a sensação de perda fosse neste momento mais suportável. 

A esse sentimento de amargura associa-se também a ideia de que estivemos poucas vezes ao nosso melhor nível e que os níveis de execução técnica e de concentração estiveram abaixo dos registados na Final Four da Champions. A isso não será certamente alheio o desgaste de uma época longa, que se manifestou na prontidão física de alguns elementos chave, como por exemplo, Cardinal, João Matos, Merlin, Cavinato.

Não pode ser porém esse resultado e esse momento a definir a época e muito menos a ligação à modalidade - e respectiva equipa - que mais alegrias nos tem dado de forma consecutiva nos últimos anos. É hora de lembrar todos, me particular Nuno Dias, responsável por alguns dos melhores momentos de sempre.

O tom de amargura deve ser aceite por um lado como nota recordatória de que em alta competição existem sempre três resultados possíveis, que jogamos com adversários que querem ganhar também e que não ganharemos sempre. Por outro como o momento em que começamos a pensar no que fazer para voltar a erguer aquela taça, levá-la para o museu e juntá-la a tantas outras que marcam a nossa hegemonia na modalidade. Essa será a única forma de não termos que estar outra vez a fazer a guarda de honra aos campeões. 

Quanto aos vencedores, estiveram quase sempre melhor do que nós. Reconhecer-lhes esse mérito e qualidade do respectivo jogo não invalida o apontamento relativamente às arbitragens dos cinco jogos. Jogamos quase sempre num campo inclinado por decisões absurdas, quer do ponto vista técnico, quer do ponto de vista disciplinar. Isto com a total colaboração da tutela federativa. Não há aqui, infelizmente, nada de completamente novo. A diferença foi que nas finais anteriores conseguimos superar o seguro de vida que as arbitragens deram ao adversário e nesta não fomos suficientemente fortes para jogar também contra esse factor.

Voltaremos para o ano. Voltarão a ouvir falar de nós!

terça-feira, 11 de junho de 2019

Época 18/19: uma história de inconformismo, um capitulo de sobrevivência

Quando a época 2018-2019 começou as perspetivas para o futebol do Sporting não poderiam ser mais negras. Uma Comissão de Gestão no lugar onde deveria estar uma direcção, muitos dos melhores do plantel do ano anterior em debandada, eleições e respectivo ruído à porta e clube fraccionado e em total ebulição por via do processo de destituição da antiga direcção estão longe de ser os ingredientes necessários para cozinhar uma época futebolística.

A primeira grande tarefa para a Comissão de Gestão centrou-se na tentativa de reversão dos processos de rescisão litigiosa, ainda que antes tenha recorrido à figura do período experimental para denunciar o contrato com o treinador sérvio Sinisa Mihailovic. Os esforços de Sousa Cintra viram apenas o êxito com Bruno Fernandes, Dost e Battaglia. Hoje sabemos que a presença dos dois primeiros seria determinante para os resultados alcançados no final da época, especialmente a do craque português, em virtude da época estratosférica realizada, e sobretudo o que a sua valorização poderá representar para as contas da SAD no imediato ou num futuro próximo.

É verdade que a manutenção de Bruno Fernandes encerra em si o potencial de anular os prejuízos decorrentes de algumas opções estranhas seguidas no recrutamento para os lugares deixados vagos com a partida de titulares indiscutíveis e internacionais como Rui Patrício, William Carvalho, Gélson Martins especialmente. Seria preciso obviamente dinheiro que não havia para ir ao mercado encontrar jogadores que permitissem que o valor absoluto do plantel não sofresse profunda depreciação. Viviano, tal como Bruno Gaspar eram heranças da gestão anterior. Mas o italiano não é Patrício e a gestão da sua aquisição e presença acentuou a ideia de instabilidade que se vivia em Alvalade. A estes acrescia ainda Marcelo, ex-Rio Ave, que nunca entrou nas contas de Peseiro, o treinador que entrou para o lugar de Mihailovic.

A depreciação de valor era cada vez mais evidente, acentuada pela decisão estranha de recorrer ao mercado, ignorando a prata da casa que poderia ajudar a não exponenciar o orçamento anual. Estranheza que se acentuou nas aquisições de Gudelj, Diaby e que se confirmou com o convite ao lesionado Suturaru. Por cá Geraldes, Palhinha, Matheus Pereira, Baldé, entre outros, recebiam guia de marcha. O estágio de pré-epoca foi tão caótico como as constantes mudanças e anulações faziam prever e os resultados estiveram longe de ser auspiciosos. A primeira derrota no Troféu Cinco Violinos, ao fim de sete edições, trazia os maus presságios que os antecedentes históricos e a ausência de carisma de José Peseiro serviam para acentuar.

O nível exibicional andava entre o suficiente e o sofrível quando o Estoril vai a Alvalade impor uma humilhante derrota, instalando-se um ambiente ao qual o treinador dificilmente poderia sobreviver. A derrota seguia-se a prestação intrigante na Liga Europa, onde nem os golos nos minutos finais do jogo com o Volska conseguiram iludir um jogo de horrores, ante um adversário de nível claramente inferior. Peseiro seria despedido com lenços brancos no final do jogo pelos adeptos e por Frederico Varandas horas depois. A verdade é que nem o segundo lugar no campeonato impediu o accionar da mola do patíbulo e o treinador ribatejano foi à sua vida.

Era a vez do Keizerball. Numa jogada onde o recém-chegado presidente se vê obrigado a por o pescoço em linha, aterra em Alvalade, vindo dos longínquos Emirados Árabes aterra em Alvalade um treinador holandês cujo nome e curriculum nada diziam à generalidade dos adeptos e até aos entendidos. Discreto e beneficiando de um calendário favorável, conseguiu juntar os cacos para obter os primeiros resultados positivos, sabendo tirar partido do trabalho de estabilização realizado por Tiago Fernandes, que intermediou a sucessão de Peseiro. Os 30 golos obtidos em sete vitórias consecutivas levaram o novo treinador e equipa moralizados ao seu primeiro grande teste: o assalto ao castelo de Guimarães. Mas seria aí que se começaria a perder o ar do Keizerball, sendo o que o momento mais baixo seria vivido em Tondela, com uma derrota "impossível" de acontecer pela forma como sucede e com o adversário em inferioridade numérica.

Foi ainda à procura dos seus melhores momentos e de maior equilíbrio que o Sporting de Keizer chega à Final Four da Taça da Liga mas despido de qualquer favoritismo. Naquela que foi talvez a melhor e mais bem disputada edição da competição, o Sporting lutou com tudo o que tinha e podia para ganhar o direito a disputar a final e não se livraria do dramatismo do desempate por penalidades. Algo que haveria de repetir ao disputar a final com aquele que era, até ao momento, o líder incontestado da Liga 18/19. À semelhança do guião adoptado poucas semanas antes, quando se deslocou ao Dragão, o Sporting aceitou sem angústias o papel de favorito do adversário e sobreviveu como pôde até Oliver lhe oferecer a oportunidade de estender a disputa do título em causa por mais meia hora. Mais uma vez, e continuando a fazer história nesta matéria de desempates, a equipa de Keizer haveria de festejar e fazer o bis na competição.

Entretanto a SAD tentava arrumar a casa, desfazendo-se dos equívocos da direcção anterior e dos excessos na folha salarial para uma época marcada pelo regresso à austeridade. Misic, Marcelo, Lumor, Bruno César, Castaignos, Nani e Montero.  Doumbia, Borja e Luiz Phellype são recrutados e Geraldes recuperado na Alemanha. Mas o regresso aos jogos do campeonato e Liga Europa foram aziagos. Na eliminação ante o Villareal e com a goleada imposta pelo rival em casa Keizer sentiu pela primeira vez o peso do tribunal de Alvalade. A equipa era agora uma sombra do que prometia com a chegada do treinador, sofria golos com facilidade de não marcava tanto como outrora.  A repetição da derrota para a Taça de Portugal na casa do rival Benfica parecia querer dizer que a Taça da Liga teria que servir de prémio de consolação.

Foi talvez esse ar de fragilidade que terá levado o Benfica de Lage a apresentar-se em Alvalade com a atitude de quem sabe que, aconteça o que acontecer, a presença no Jamor estava garantida, sendo uma mera questão de tempo. À atitude expectante do rival o Sporting respondeu com um dos mais consistentes jogos da época, conquistando na força e inconformismo do magnifico pontapé de Bruno Fernandes o direito a disputar o segundo mais importante troféu nacional. Uma miragem produto de um delírio optimista se visto do atribulado momento de onde partiu no início da época.

Chegar à final é uma coisa, ganhá-la é outra bem diferente. Ainda por cima com um oponente a precisar de se justificar internamente perante a sensação de terem oferecido numa bandeja o campeonato ao adversário. Em estratégia que ganha não se mexe, parece ser agora o lema de Keizer. A receita que havia ditado a conquista da Taça da Liga seria novamente assumida sem qualquer pejo, reconhecendo o melhor e maior número de argumentos à equipa de Sérgio Conceição. E foi mesmo até ao fim, como dizia a frase motivadora assumida pelo clube.

Quando Luiz Phellype parte para aquele que foi o último penalty levava nos seus ombros e na ponta das botas a vontade inquebrantável dos seus adeptos que, mais uma vez enchiam o Jamor. A redenção de um dos momentos mais severos e implacáveis para o seu orgulho que lhes havia sido imposto um ano antes estava ali, contido no peito e nas gargantas, à espera de soltar num rugido que ecoará nas histórias das finais daquela arena.

A história desta época futebolística do Sporting é uma história de inconformismo, é um capitulo de sobrevivência de um grande clube, que se recusa a aceitar a desgraça dos vaticínios sinistros a querer adivinhar-lhe o fim que infelizmente ecoa muitas mais estridente de dentro para fora. As duas taças conquistadas, em particular esta última, são uma vitória sobre os adversários melhor habilitados e apetrechados e também, algumas vezes, contra uma parte de si mesmo.

São dois bilhetes que permitem agora à administração em funções de valer os argumentos exibidos por altura das eleições, que dão novas oportunidades ao treinador para a construção de um plantel à imagem das suas ideias e convicções, mas cuja validade expirará em desaires comprometedores como os registados com os Tondelas desta Liga NOS, a quem logrou apenas conquistar um mero ponto para o seu pecúlio. E os treze pontos de distância para o campeão em título denunciam que neste defeso tem ainda uma longa distância a percorrer para poder partir ao seu lado momento em que soar o tiro de partida para a Liga NOS 19/20.

Artigo escrito para o site Fairplay

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Afinal, os deuses talvez gostem do Sporting

Que grande clube é este que se serve do mesmo pó onde se prostrou há um ano, derrotado, para o deixar agora por muito tempo no ar no vale do Jamor, após as celebrações de uma vitória de raça, querer e fibra? Que grande clube é este que, sem grandes conquistas, continua a levar atrás de si uma legião de adeptos fervorosos de todas as faixas etárias que, mais do que troféus, celebram o amor pelo clube que idolatram? Estas devem ser algumas das perguntas que estarão a fazer quem presenciou o espectáculo dentro do espectáculo que constituiu mais esta passagem do Sporting pelo Estádio Nacional.

Esta final constituía uma oportunidade que o Sporting não podia desperdiçar para rectificar a imagem deixada na última passagem pelo Estádio Nacional: um  clube esfrangalhado e, pior que derrotado pelos adversários, um clube que se vencia a si mesmo. Poder fechar um ciclo tão negativo como o que foi vivido no último ano, com duas vitórias em três possíveis nas competições nacionais, oferecia a possibilidade de encarar o futuro próximo com mais serenidade e equilíbrio, algo que tanta falta nos tem feito nestes últimos tempos.

Se há alguma ilação a retirar da conquista da Taça de Portugal é que o Sporting está longe de terminar a época com um plantel equilibrado, mesmo considerando que os acertos feitos em Janeiro trouxeram mais e melhores opções. Porém, teria sido preciso muito mais dinheiro e ter escolhido de forma eximia para anular os estragos deixados pelos acontecimentos do verão passado. E provavelmente não haveria tempo para fazer a indispensável integração de um número mais elevado de jogadores.

Ainda assim o Sporting dispensou Lumor, Marcelo, Misic, Matheus, Bruno César, Nani, Castaignos e Freddy Montero, num misto de necessidade pelo aperto financeiro ou por total erro de casting de alguns desses atletas. Os nomes que avançaram no seu lugar causaram em primeiro lugar desconfiança. Tiago Ilori era (ou ainda é...) um nome quase proscrito pela forma como havia saído, acrescido por um trajecto sem confirmação do potencial. Borja, Idrissa Doumbia e Luiz Phellype eram nomes praticamente desconhecidos do grande público - mais os dois últimos - não suscitando por isso grande entusiasmo. Paradoxalmente, o resgate de Francisco Geraldes parecia o movimento mais promissor para um meio campo sem grandes soluções, que acabou contudo com quase zero minutos jogados.

Borja viu-se afastado da final no último jogo do campeonato. Mas Idrissa Doumbia e Luiz Phellype acabaram por ter parte activa na conquista do troféu. Especialmente o ponta-de-lança brasileiro que, ao marcar o penalty decisivo, termina a meia época de estreia de forma ascensional, reduzindo a pó as criticas que a sua contratação havia gerado, tais como as dúvidas sobre o seu valor.

Mas há uma outra ilação obrigatória: no carácter e na determinação com que se bateram contra ex-campeão, que figurou este ano ano lote das oito melhores da Europa, residiu uma das razões para este feito, que muitos consideravam improvável. Não só agora na final, mas já na eliminatória anterior, onde eliminaram de forma justa e inapelável o actual campeão em titulo. 

Talvez as maiores dúvidas se concentrassem ainda mais acima. Na capacidade de Frederico Varandas em liderar um clube estilhaçado pelos acontecimentos e consequências de um final de época 17/18 de terror. E na aptidão e talento de um desconhecido e de folha curricular quase vazia como Marcel Keizer. Ora o que decorre da assunção do risco de contratar o treinador holandês, tal como já havia feito ao avançar para a liderança do clube, quando podia ficar confortavelmente no gabinete médico, é que a Frederico Varandas não falta nem convicção nem coragem. Aquilo que parecia um acto mal ponderado é agora o seu salvo conduto para a preparação da próxima época. O mesmo se pode dizer para Keizer que, apesar de o futebol exibido na final estar longe ser sedutor ou uma referência, tem a seu favor os títulos que exibe em cada uma das taças conquistadas. A descrição com o que o consegue contrasta com a pompa e o luxo de outros bem-falantes que o precederam no lugar e o abandonaram com  muito menos ou nenhuns troféus para o exibir.

Afinal talvez os deuses do futebol gostem do Sporting. O que parecia há um ano ser um clube amaldiçoado e destinado a sucumbir por dentro, ganhou de forma surpreendente um novo fôlego. Longe ainda de ter afastado os maus presságios ou o contravapor interno recalcitrante de algumas almas inconformadas com o final ruinoso da gestão anterior,  o Sporting parece ter agora uma estrutura mais sólida e um grupo de trabalho focado,  coeso e saudável, condições indispensáveis para competir ao mais alto nível. Mas talvez o mais importante de tudo, o direito a voltar a ter esperança e, por via disso, a ambição de um clube grande que é e que no Jamor os seus adpetos fizeram gáudio em demonstrar.

Nota: artigo escrito para o site Fairplay

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Gente Muito Feliz com Lágrimas

Foram vários os que, após a conquista da tão anbicionada Taça de Portugal sucumbiram em lágrimas. A pressão da responsabilidade de carregar nos ombros o peso e vontade de TODOS NÓS estará certamente ligada à descarga emocional. Corresponder às nossas expectativas e alegria incomensurável de nos oferecer um título tão ansiado e tão especial certamente que será outra das tantas razões por trás destas imagens. 
Obviamente que este não é post sobre a final, que levará mais algum tempo a concluir.


quinta-feira, 23 de maio de 2019

Modalidades: uma boa altura para reflectir

Aproximam-se do seu epilogo os campeonatos nacionais das mais diversas modalidades. Ao contrário do que sucedeu na época passada,  o Sporting não arrecadará o pleno dos títulos das modalidades de pavilhão mais representativas: o andebol, o voleibol, o hóquei em patins e o futsal. A verdade é que a época transacta foi verdadeiramente excepcional no seu mais de um século de histórias e muito dificilmente repetível: limpou literalmente tudo o que havia limpar de forma categórica e incontestável. Tal situação não se irá repetir sendo que, neste momento, apenas o futsal tem uma intactas as aspirações de renovação. No hóquei, no voleibol e no andebol a questão está já encerrada.

Seguramente que estes resultados merecerão, ou estarão já a merecer, uma profunda reflexão interna, no sentido de voltar a colocar o Sporting na senda dos títulos. A primeira observação a ter em conta é que o Sporting, na generalidade destas modalidades, cumpriu a obrigação primordial, que é estar presente nas decisões do titulo. A outra igualmente obrigatória a considerar é a conquista de títulos europeus em duas delas - futsal e hóquei patins - e uma participação honrosa, alcançando fases das competições até agora inéditas entre nós, como se registou no andebol e voleibol. Isto é, o valor das equipas em causa é um excelente ponto de partida para reorganização dos respectivos plantéis e departamentos. Talvez a mais visível seja a que terá começado no voleibol, com a relocalização da equipa no Pavilhão João Rocha e mudança de técnico.

Porque é que estas duas observações são importantes? É que quando não se ganha, há tendência para  procura desenfreada dos culpados dos desaires quando, muitas vezes, eles são exactamente os que foram culpados pelos êxitos anteriores. Por vezes não há necessariamente um mau trabalho, apenas os adversários acabam por se reorganizar e voltar mais fortes. Aí há que acreditar no trabalho feito  e reconhecer o mérito dos adversários e olhar para o que fizeram de melhor para que rapidamente os possamos voltar a superar. Por outro lado, quantas vezes na hora dos festejos das vitórias que se começam a perder os campeonatos com o doping da conquista e invencibilidade?

No voleibol foi clara a superioridade do novo campeão nacional, o SL Benfica. Essa superioridade ficou marcada logo à nascença das competições desta época, aquando da disputa da Supertaça. Apesar do bom percurso europeu o Sporting deu mostras de alguma irregularidade nas competições internas e perdeu todos os títulos disputados com o rival, agora campeão. Para lá das considerações de ordem técnica, a introdução pouco sustentada pela falta histórico da modalidade faz com que a grande surpresa não tenha sido propriamente o resultado deste ano mas, antes sim, o titulo do ano passado. Alguns equívocos em algumas escolhas dos reforços também poderão ter ajudado ao resultado final. Fica a grande expectativa para a forma como a secção se reorganizará, quer ao nível da estrutura, dos reforços. Para já conheceu-se já o novo director desportivo, Miguel Pombeiro, um homem da casa e, apesar de ter passado por outras secções, um homem da modalidade. E é com grande expectativa que se aguarda o trabalho de alguém como Gérsinho, o novo treinador.

No andebol talvez tenha residido a maior surpresa. A equipa bi-campeã teve um começo deveras auspicioso, mesmo apesar de alguns resultados reveladores de alguma "distracção". Tomou o caminho europeu de forma entusiasmante, escrevendo novos capítulos. Foi precisamente no final da campanha europeia, quando regressa a "terra" que a equipa nunca mais se equilibrou. Falta de foco, desconcentração, cansaço físico numa equipa com alguma veterania, podem ter sido alguns dos problemas. Hugo Canela, bicampeão, sempre um pouco contestado pela sua juventude e falta de background, continua sem renovar o contrato, abrindo-se a possibilidade de uma substituição. Apesar de tudo esta é ainda uma equipa que conquistou os adeptos e escreveu momentos gloriosos. Não se sabe quantos dos actuais jogadores continuarão na próxima época, mas são eles, talvez mais do que ninguém, os principais interessados em rectificar a pálida imagem com que se despediram esta época.

O hóquei em patins e o futsal são as novos campeões em título. Mas a época ainda não terminou e o estatuto agora conquistado não  lhes dá outra alternativa que não seja a disputa dos títulos que lhes faltam (ao futsal é possível a dobradinha, ao hóquei a Taça de Portugal) até à última gota de suor. É isso que esperam os adeptos e seguramente os atletas e dirigentes daquela que é já uma época histórica.

É indiscutível que o Sporting nos últimos anos anos se reorganizou e reinventou, começando os resultados a aparecer de forma mais consistente nos últimos dois/três anos. É dessa forma que o Sporting termina com a hegemonia do FC Porto no andebol, intromete-se na luta bi-partida no hóquei, triunfa no regresso do voleibol e mantém a soberania no futsal. Tal parece ter apanhado de surpresa os adversários numa fase inicial, o que os obrigou a rapidamente se habituarem a voltar contar com o Sporting.

Que ninguém se iluda: as máquinas de Benfica e FC Porto continuam bem oleadas e com estruturas muito bem sustentadas, fruto de anos ininterruptos de funcionamento ao mais alto nível. O que o andebol do FC Porto e o voleibol do Benfica fizeram na preparação desta época, demonstra-o. O que o SL Benfica está a fazer na preparação da próxima (tem já sob contrato quatro jogadores - Borko Ristovski, Kevin Nyokas, René Toft Hansen e Petar Djordjic  - que seguramente causarão grande impacto na competição) suscitam um enorme esforço e reacção por parte do Sporting. Veremos qual será a resposta do Sporting a esta inversão de papéis.

domingo, 19 de maio de 2019

Jogo no Dragão: hora e meia de happy-hour para Filipe & Cia

O Sporting tinha já o seu lugar fixado na Liga para a visita ao Dragão mas a final da Taça de Portugal no próximo sábado fazia do jogo uma espécie de exame de aferição das respectivas forças. Se no que ao futebol jogado diz respeito não ficaram razões de especial preocupação, já o mesmo não se pode dizer quanto aos critérios empregues na aplicação das leis disciplinares. Tanto assim foi que a dado momento pareceu que a hora e meia de jogo era espécie de happy-hour para Filipe & Cia. Para ajudar juntou-se no final uma série de erros técnicos que ajudaram a inclinar ainda mais o campo, culminando com um golo do desempate em fora-de-jogo. Às tantas o VAR estava já a desligar a parafernália técnica e não viu a posição de Herrera... Uma premiere da final do próximo sábado?

Quanto ao jogo jogado, o Sporting ficou obviamente condicionado pela expulsão de Borja, que teve que acorrer ao disparate de Bruno Gaspar. A equipa conseguiu reorganizar-se do ponto de vista defensivo e só no final do jogo Renan - muito bem ontem - foi visto no Dragão. Do ponto de vista ofensivo o nosso jogo ficou curto. Porém, e para surpresa geral seríamos nós a inaugurar o marcador, numa jogada muito bem desenhada e finalizada com uma calma e eficiência olímpica de Luiz Philippe.Mais um golo, quem diria, não é?

Nos últimos dez minutos a equipa foi perdendo discernimento e recuando, acabando por sofrer dois golos que ditam a derrota. Algo injusto para a aplicação dos atletas e especialmente para as boas exibições de Mathieu, Gudelj, do já citado Renan e Acuña.

Sábado novo jogo, nova oportunidade. Que só o será realmente se o VAR não estiver distraído com as vistas do Jamor e o padre de serviço não levar um missal reescrito.

quarta-feira, 15 de maio de 2019

O "negócio" Gelson

O que se perspectivava há pouco mais de um ano ser um bom negócio, com a venda de Gélson Martins, acabou por se esboroar a partir do momento que se opera a rescisão unilateral do contrato. Para todos os efeitos o jogador deixou de ser do Sporting e o melhor que o clube poderia fazer era ou contestar até ao fim em sede judicial o acto do jogador ou um tentar um acordo com o Atlético de Madrid.

Por influência do próprio jogador, à semelhança do que já tinha acontecido com Patrício e William, o acordo acabou por se fazer nos termos que hoje se conhecem. É apenas o negócio possível, motivado, entre muitas outras razões, pela pressão de tesouraria que os compromissos dos próximos meses - subsídios de férias, impostos, renovações, aquisições de novos jogadores, etc - em que as receitas escasseiam. Não menos importante será a necessidade de fecho de contas da SAD equilibrado em Julho.

Porque paga o Atlético de Madrid por um jogador aparentemente livre? Porque não quer arriscar num processo que ninguém tem a certeza de poder ganhar e assim evitar futuros problemas na FIFA. Eventualmente também porque tem já o jogador negociado com o Mónaco, pelos 30 milhões que se falam.

Porque é que pagamos tanto por Vietto (naquele que é o ponto mais frágil deste deste negócio). Porque o Atlético de Madrid também tem contas e adeptos a quem justificá~las. Como é que justificariam oferecer um jogador ou cedê-lo a baixo preço por quem pagaram 20 milhões. Acresce que estamos a falar de um jogador que, apesar das más escolhas de carreira feitas, mantém intactas as qualidades que o notabilizaram e o tornam num reforço promissor.

Só tempo poderá ajudar a esclarecer quem fez efectivamente um bom negócio para o respectivo clube. Mas há um ponto em comum: ambos se procuraram livrar de pendentes que os incomodavam.

Obviamente que este negócio é muito assim para o "poucochinho". Mas o muito já tinha sido jogado quando se deixaram criar as condições para o que esteve na raiz de tudo isto: a invasão de Alcochete, faz hoje precisamente um ano. Há quem o prefira esquecer e só isso torna possível a narrativa dos então responsáveis de que "demos sempre lucro". A contabilidade do que então se perdeu em activos demorará muito ainda a fazer.

Obviamente que o Sporting recuperará, mesmo que a custo, deste desfalque. Mas o pior dos activos ficou cá a germinar e continua a corroer por dentro o Sporting: estou a referir-me obviamente à radicalização do discurso, à ausência total de princípios que marca o discurso nas redes sociais.

segunda-feira, 13 de maio de 2019

O regresso inesquecível à Glória europeia


Entre as imagens de festa acima e a de baixo estão separadas por 42 longos anos. Está assim passado o testemunho do legado deixado pela equipa maravilha de 1977. Quem diria que após o abandono da modalidade, e aquando do seu regresso em 2011 quase do zero - com o trabalho notável de Gilberto Borges - estaríamos hoje a viver este momento inesquecível!...


segunda-feira, 6 de maio de 2019

O dia dos regressos felizes ao Jamor

Dificilmente poderei esquecer a última vez que estive no Jamor a acompanhar o Sporting. O prenúncio de um vendaval que haveria de varrer o Sporting tinha ficado anunciado naquela final e para o perceber não era preciso saber ler os oráculos. Ontem foi por isso um dia de regressos felizes aquele espaço mítico do futebol português. Como será bom repetir este regresso no dia 25!...

E desta feita também houve vendaval. Mas no seu local próprio, que é o relvado e em tom de recital de uma orquestra que ainda não toca de olhos fechados mas tem já direito a alguns solistas. Começou por ser Raphinha em dois lances que definiram o desfecho do jogo. Phellype continuou a executar a partitura "cada jogo um golo" e desta vez enfeitado com uma assistência para o regresso feliz e com sorrisos de Bas Dost. 

Mas, pela enésima vez este ano, o destaque vai para aquele que tem sido simultâneamente solista e maestro desta equipa: Bruno Fernandes, claro. Os número falam por ele e por nós. Tudo o mais que se possa dizer é de menos ou repetitivo.

sábado, 4 de maio de 2019

Erick: um campeão europeu, um campeão da vida!

Erick é um dos recentes campeões europeus de futsal do Sporting. Além do grande jogador que é é também Sportinguista do coração desde sempre. Apesar da sua juventude tem uma história de vida que é um exemplo notável de abnegação, coragem e perseverança. O Erick Mendonça é um campeão de futsal mas, muito mais do que isso é um enorme campeão da vida.


quinta-feira, 2 de maio de 2019

Luiz Phellype,o homem dos golos baratos

Luiz Phellype chegou a Alvalade despertando mais interrogações que certezas. À época, o reinado de Bas Dost era de carácter absolutista, permitindo pouco mais do que sonhos a quem se perfilasse para lhe disputar o lugar. Só uma lesão que lhe provocasse um afastamento prolongado permitiria veleidades ao brasileiro acabado de chegar de Paços de Ferreira. Essa lesão está fatalmente está em curso para ponta de lança holandês, conferindo a oportunidade a Phellype.

O percurso deste brasileiro de Minas é já o de um globetrotter, apesar de ter apenas 25 anos. As suas viagens pelo mundo do futebol começaram ainda bem cedo, quando despertou a atenção dos belgas do Standard de Liege, onde disputou escasso número de jogos nos sub-19. Não tendo o clube belga exercido a opção que detinha, seria o Estoril a ir buscá-lo em 2013. Porém, o Paços de Ferreira tiraria muito mais partido da prospecção canarinha, uma vez que o clube da linha o deixou escapar entre os dedos de empréstimos consecutivos. Beira Mar, Feirense e até uma passagem por África, via Libolo de Angola estão no seu registo de viagens mais ou menos fugazes.

Seria na equipa da cidade que se autoapelida de Capital do Móvel que Luiz Phellype começaria a chamar a atenção. Apesar de apenas época e meia em Paços de Ferreira, os seus golos despertaram os olhares mais atentos. Dos 23 golos marcados nessa passagem, incluem-se os obtidos frente aos tradicionais rivais do seu actual clube, bem como ao Sp. de Braga. Talvez por isso mesmo apenas o clube da Invicta não apareceu no seu rol de pretendentes no pretérito mercado de inverno, onde o Sporting acabaria de ganhar a corrida.

Mas não foram muito auspiciosos os primeiros tempos em Alvalade. A sua chegada haveria de coincidir com os piores tempos de Keizer até eclodir a lesão de Bas Dost. Conheceria o seu ponto mais baixo no Bessa, ao falhar um golo cantado quase em cima da linha. Isto depois de coleccionar exibições muito apagadas, onde vieram ao de cima os seus pontos fracos. Certamente que a adaptação à nova cidade, clube, colegas e treinador pesaram. Mas mais pesada é por certo a camisola que agora veste para quem vem da divisão secundária e sem estatuto especial.

Um dos seus principais argumentos - o imponente porte físico de 1,88 m - é por vezes um dos seus principais problemas, especialmente se não controlar a tendência para o  sobrepeso. Associado aos baixos níveis de agressividade que frequentemente exibe, acrescido de uma mobilidade pouco generosa, parece estar alheado do jogo que o rodeia. É por aí também que o seu jogo pode crescer, se conseguir participar mais do que nos momentos finais das jogadas, nomeadamente nos apoios frontais, fundamentais para a progressão do jogo da equipa e da manutenção da posse da bola.

Passados os momentos da necessária adaptação Phillype tem sabido superar com distinção o tremendo desafio que se lhe colocou de forma inesperada: substituir o goleador mor da equipa das últimas 2 épocas. Aquilo que ele mais precisava está a ter: a oportunidade de jogar, de forma a poder comprovar o potencial de goleador que se lhe começa a reconhecer, especialmente quando se movimenta perto da baliza adversária. Acumulando os golos obtidos em Paços de Ferreira, são já 15 os golos obtidos na época em curso, sendo seis deles já de camisola do Sporting vestida. Precisamente o mesmo número de jogos que iniciou até agora como titular.

A aposta que muitos consideravam de risco parece agora estar a render. Se com o tempo revelar consistência, o Sporting consegue num bom golpe de mercado aquilo que é cada vez mais raro: golos baratos, se atendermos ao volume de dinheiro investido no ponta-de-lança versus golos conseguidos.

Sporting Clube de Portugal

Sporting Clube de Portugal

Prémios

Sporting 160 - Podcast

Os mais lidos no último mês

Blog Roll

Leitores em linha


Seguidores

Número de visitas

Free HTML Counters

Ultimos comentários

Blog Archive

Temas

"a gaiola da luz" (1) 10A (1) 111 anos (1) 113 anos (1) 1ª volta Liga Zon/Sagres 10/11 (3) 2010-2011 (1) 2016 (1) 8 (4) AAS (7) ABC (3) Abrantes Mendes (3) Academia (17) Académica-SCP (1) Acuña (1) adeptos (97) Adrien (19) AdT (1) adversários (85) AFLisboa (2) AG (23) AG destitutiva (3) AG15/12 (2) AG2906 (2) Alan Ruiz (2) Alcochete 2018 (4) Alexander Ellis (1) alma leonina (60) ambição (10) andebol (38) André Geraldes (3) André Marques (2) André Martins (6) André Pinto (1) André Santos (5) anestesia (3) angulo (5) aniversário "A Norte" (3) Aniversário SCP (5) antevisão (41) APAF (13) aplausos ao ruben porquê? (2) Aquilani (1) aquisições (85) aquisições 2013/14 (16) aquisições 2014/15 (18) aquisições 2015/16 (17) aquisições 2016/17 (10) aquisições 2017/18 (6) arbitragem (95) Associação de Basquetebol (6) ataque (1) Atitude (9) Atletico Madrid (1) Atlético Madrid (1) atletismo (7) auditoria (5) auditoria2019 (1) autismo (1) AVB és um palhaço (1) aventureiro (1) Bacelar Gouveia (2) Balakov (1) balanço (5) Baldé (4) balneário (3) banca (2) Barcos (3) Bas Dost (7) basquetebol (1) Bastidores (72) Batota (20) Battaglia (1) Beira-Mar (2) Belenenses (4) Benfica (1) BES (1) bilhetes (2) binários (1) Boal (1) Boateng (1) Boeck (2) Bojinov (7) Bolsa (2) Borússia Dortmund (1) Boulahrouz (2) Brasil (1) Braz da Silva (8) Brondby (4) Bruma (18) Brunismo (1) Bruno Carvalho (109) Bruno César (3) Bruno de Carvalho (14) Bruno Fernandes (6) Bruno Martins (20) Bryan Ruiz (5) Bubakar (1) BwinCup (1) cadeiras verdes (1) Cadete (1) Caicedo (5) calendário (2) Câmara Municipal de Lisboa (3) Campbell (2) Campeões (2) campeonato nacional (21) campeonatos europeus atletismo (3) Cândido de Oliveira (1) Caneira (2) Cape Town Cup (3) Capel (4) carlos barbosa (4) Carlos Barbosa da Cruz (2) Carlos Carvalhal (5) Carlos Freitas (7) Carlos Padrão (1) Carlos Severino (4) Carlos Vieira (1) Carriço (6) Carrillo (10) Carrilo (3) carvalhal (30) Caso Cardinal (1) Casos (6) CD Liga (3) Cedric (7) Cervi (3) CFDIndependente (1) Champions League 2014/15 (9) Champions League 2015/16 (5) Chapecoense (1) CHEGA (1) Ciani (1) Ciclismo (3) CL 14/15 (2) Claques (9) clássicos (8) Coates (4) Coentrão (1) Coerência (1) colónia (1) comissões (2) competência (2) comunicação (69) Comunicação Social (22) Consciência (1) Conselho Leonino (2) contratações (6) COP (1) Coreia do Norte (1) Corradi (1) corrupção no futebol português (2) Cosme Damião (1) Costa do Marfim (3) Costinha (45) Couceiro (13) crápulas (1) credores (1) crise 2012/13 (21) Crise 2014/15 (2) crise 2018 (38) Cristiano Ronaldo (1) cronica (3) crónica (15) cultura (4) curva Sporting (1) Damas (3) Daniel Sampaio (3) debate (5) defesa dos interesses do SCP (7) Del Horno (1) delegações (1) depressão (1) Derby (44) Derby 2016/17 (1) Derby 2018/19 (2) derlei (1) Desespero (1) Despedida (2) despertar (3) dia do leão (1) Dias da Cunha (1) Dias Ferreira (6) Diogo Salomão (4) director desportivo (18) director geral (5) direitos televisivos (4) Dirigentes (29) disciplina (6) dispensas (22) dispensas 2015/16 (1) dispensas 2016/17 (2) dispensas 2017/18 (1) djaló (10) Domingos (29) Doumbia (3) Doyen (4) Duarte Gomes (2) Ecletismo (65) Eduardo Barroso (6) Eduardo Sá Ferreira (2) eleições (20) eleições2011 (56) eleições2013 (26) eleições2017 (9) eleições2018 (6) Elias (5) eliminação (1) empresários (11) empréstimo obrigacionista (5) entrevistas (65) Épico (1) época 09/10 (51) época 10/11 (28) época 11/12 (8) época 12/13 (11) época 13/14 (4) época 14/15 (8) época 15/16 (5) época 16/17 (7) época 17/18 (1) EquipaB (18) equipamentos (12) Eric Dier (8) Esperança (4) estabilidade (1) Estádio José de Alvalade (4) Estado da Nação (1) estatutos (8) Estórias do futebol português (4) estratégia desportiva (104) Estrutura (1) etoupeira (1) Euro2012 (6) Euro2016 (1) Europeu2012 (1) eusébio (2) Evaldo (3) Ewerton (4) exigência (2) expectativas (1) expulsão de GL (1) factos (1) Fafe (1) Fair-play (1) farto de Paulo Bento (5) fcp (12) FCPorto (10) Feirense (1) Fernando Fernandes (1) FIFA (2) Figuras (1) filiais (1) final (1) final four (1) finalização (1) Finanças (28) fiorentina (1) Football Leaks (2) Formação (93) FPF (14) Francis Obikwelu (1) Francisco Geraldes (2) Frio (1) fundação aragão pinto (3) Fundação Sporting (1) fundos (14) futebol (9) futebol feminino (4) futebol formação (2) futebol internacional (1) Futre (1) Futre és um palhaço (4) futsal (27) futsal 10/11 (1) futuro (10) gabriel almeida (1) Gala Honoris Sporting (3) galeria de imortais (29) Gamebox (3) Gauld (5) Gelson (4) Gent (1) geração academia (1) Gestão despotiva (2) gestores de topo (10) Gilberto Borges (4) GL (2) glória (5) glorias (4) Godinho Lopes (27) Gomes Pereira (1) Governo Sombra (1) Gralha (1) Gratidão (1) Grimi (4) Grupo (1) Guerra Civil (2) guimarães (1) Guy Roux (1) Hacking (1) Heerenveen (3) Hildebrand (1) História (18) Holdimo (1) homenagem (5) Hóquei em Patins (10) Hugo Malcato (113) Hugo Viana (1) Humor (1) i (1) Identidade (11) Idolos (3) idzabela (4) II aniversário (1) Ilori (4) imagem (1) imprensa (12) Inácio (6) incompetência (7) Insua (2) internacionais (2) inverno (2) investidores (3) Iordanov (6) Irene Palma (1) Iuri Medeiros (1) Izmailov (26) Jaime Marta Soares (6) Jamor (3) Janeiro (1) Jardel (2) jaula (3) JEB (44) JEB demite-se (5) JEB és uma vergonha (5) JEB rua (1) JEBardadas (3) JEBardice (2) Jefferson (3) Jeffren (5) Jesualdo Ferreira (14) JJ (1) JL (3) Joana Ramos (1) João Benedito (2) João Mário (6) João Morais (5) João Pereira (6) João Pina (3) João Rocha (3) Joaquim Agostinho (2) joelneto (2) Jogo de Apresentação (1) Jorge Jesus (47) Jorge Mendes (3) jornada 5 (1) José Alvalade (1) José Cardinal (2) José Couceiro (1) José Eduardo Bettencourt (33) José Travassos (1) Jovane (1) JPDB (1) Jubas (1) Judas (1) judo (6) Juniores (7) JVL (105) Keizer (9) kickboxing (1) Kwidzyn (1) Labyad (7) Lazio (1) LC (1) Leão de Alvalade (496) Leão Transmontano (62) Leonardo Jardim (11) Liderança (1) Liedson (28) Liga 14/15 (35) Liga de Clubes (14) liga dos campeões (12) Liga dos Campeões 2016/17 (11) Liga dos Campeões 2017/18 (8) Liga dos Campeões Futsal 2018/19 (2) Liga Europa (33) Liga Europa 11/12 (33) Liga Europa 12/13 (9) Liga Europa 13/14 (1) Liga Europa 14/15 (1) Liga Europa 15/16 (11) Liga Europa 17/18 (1) Liga Europa 18/19 (5) Liga Europa10/11 (16) Liga NOS 15/16 (30) Liga NOS 16/17 (22) Liga NOS 17/18 (20) Liga NOS 18/19 (15) Liga Sagres (30) Liga Zon/Sagres 10/11 (37) Liga Zon/Sagres 11/12 (38) Liga Zon/Sagres 12/13 (28) Liga Zon/Sagres 13/14 (24) Lille (1) LMGM (68) losango (1) Lourenço (1) low cost (1) Luis Aguiar (2) Luis Duque (9) Luís Martins (1) Luiz Phellype (2) Madeira SAD (4) Malcolm Allison (1) Mandela (2) Mané (3) Maniche (4) Manifesto (3) Manolo Vidal (2) Manuel Fernandes (7) Marca (1) Marcelo Boeck (1) Marco Silva (27) Maritimo (2) Marítimo (3) Markovic (1) Matheus Oliveira (1) Matheus Pereira (3) Mati (1) matías fernandez (8) Matias Perez (1) Mauricio (3) Meli (1) Memória (10) mentiras (1) mercado (42) Meszaros (1) Miguel Cal (1) Miguel Lopes (1) Miguel Maia (1) miséria de dirigentes (2) mística (3) Modalidades (30) modelo (3) modlidades (2) Moniz Pereira (7) Montero (8) Moutinho (3) Mundial2010 (9) Mundial2014 (3) Mundo Sporting (1) Nacional (1) Naide Gomes (2) Naldo (3) naming (2) Nani (5) Natal (4) Naval (3) Navegadores (3) negócios lesa-SCP (2) NextGen Series (3) Noite Europeia (1) nonsense (23) Nordsjaelland (1) NOS (2) Notas de Imprensa (1) notáveis (1) nucleos (1) Núcleos (9) Nuno André Coelho (2) Nuno Dias (5) Nuno Saraiva (4) Nuno Valente (1) o (1) O FIM (1) O Roquetismo (8) Oceano (1) Octávio (1) Olhanense (1) Olivedesportos (1) Onyewu (7) onze ideal (1) opinião (6) oportunistas (1) orçamento (4) orçamento clube 15/16 (1) orçamento clube 19/20 (1) organização (1) orgulho leonino (17) Oriol Rosell (3) paineleiros (15) Paiva dos Santos (2) paixão (3) papagaios (8) pára-quedista (1) parceria (2) pascoa 2010 (1) pasquins (7) Patrícia Morais (1) património (2) patrocínios (6) Paulinho (1) paulo bento (19) Paulo Faria (1) Paulo Oliveira (3) Paulo Sérgio (43) paulocristovão (1) Pavilhão (12) pedrada (1) Pedro Baltazar (8) Pedro Barbosa (5) Pedro Madeira Rodrigues (4) Pedro Mendes (4) Pedro Silva (2) Pereirinha (6) Peseiro (6) Peyroteo (3) Piccini (1) Pini Zahavi (2) Pinto Souto (1) plantel (31) plantel 17/18 (3) play-off (2) play-off Liga dos Campeões 17/18 (5) PMAG (4) Podence (1) Polga (5) Pongolle (5) Pontos de vista (15) por amor à camisola (3) Portimonense (1) post conjunto (5) Postiga (7) PPC (7) Pranjic (2) pré-época (2) pré-época 10/11 (7) pré-época 11/12 (43) pré-época 12/13 (16) pré-época 13/14 (16) pré-época 14/15 (22) pré-época 15/16 (20) pré-época 16/17 (12) pré-época 17/18 (9) pré-época 18/19 (1) pré-época 19/20 (3) prémio (1) prémios stromp (1) presidência (1) presidente (4) Projecto BdC (1) projecto Roquette (2) promessas (3) prospecção (2) Providência Cautelar. Impugnação (1) PS (1) Quo vadis Sporting? (1) Rabiu Ibrahim (2) Rafael Leão (1) râguebi (1) raiva (1) RD Slovan (1) reacção (1) redes sociais (1) Reestruturação financeira (18) reflexãoleonina (21) reforços (15) regras (4) regulamentos (1) Relatório e Contas (12) relva (10) relvado sintético (4) remunerações (1) Renato Neto (3) Renato Sanches (1) rescisões (3) respeito (7) resultados (1) revisão estatutária (7) Ribas (2) Ribeiro Telles (4) Ricardo Peres (1) Ricciardi (3) ridiculo (1) ridículo (2) Rinaudo (8) Rio Ave (2) Rita Figueira (1) rivais (6) Rodriguez (2) Rojo (4) Ronaldo (12) rtp (1) Ruben Ribeiro (1) Rúbio (4) Rui Patricio (18) Rui Patrício (4) Sá Pinto (31) SAD (27) Salema (1) Sarr (4) Schelotto (2) Schmeichel (2) scouting (1) SCP (64) Segurança (1) Selecção Nacional (38) seleccionador nacional (5) Semedo (1) SerSporting (1) sessões de esclarecimento (1) Shikabala (2) Silly Season2017/18 (2) Símbolos Leoninos (3) Sinama Pongolle (1) Sistema (4) site do SCP (3) SJPF (1) Slavchev (1) slb (22) Slimani (11) slolb (1) Soares Franco (1) sócios (19) Sócrates (1) Solar do Norte (14) Sondagens (1) sorteio (3) Sousa Cintra (4) Sp. Braga (2) Sp. Horta (1) Spalvis (2) Sporting (2) Sporting Clube de Paris (1) Sporting160 (2) Sportinguismo (2) sportinguistas notáveis (2) SportTv (1) Stijn Schaars (4) Stojkovic (3) Summit (1) Sunil Chhetri (1) Supertaça (3) sustentabilidade financeira (45) Taça CERS (1) Taça Challenge (5) taça da liga (11) Taça da Liga 10/11 (7) Taça da Liga 11/12 (3) Taça da Liga 13/14 (3) Taça da Liga 14/15 (2) Taça da Liga 15/16 (4) Taça da Liga 16/17 (1) Taça da Liga 17/18 (3) Taça da Liga 18/19 (1) Taça das Taças (1) Taça de Honra (1) Taça de Liga 13/14 (3) Taça de Portugal (12) Taça de Portugal 10/11 (3) Taça de Portugal 10/11 Futsal (1) Taça de Portugal 11/12 (12) Taça de Portugal 13/14 (3) Taça de Portugal 14/15 (8) Taça de Portugal 15/16 (4) Taça de Portugal 16/17 (4) Taça de Portugal 17/18 (6) Taça de Portugal 18/19 (3) táctica (1) Tales (2) Tanaka (1) Ténis de Mesa (2) Teo Gutierrez (5) Tertúlia Leonina (3) Tiago (3) Tiago Fernandes (1) Tio Patinhas (3) Tonel (2) Torneio Guadiana 13/14 (1) Torneio New York Challenge (4) Torsiglieri (4) Tottenham (1) trabalho (1) transferências (5) transmissões (1) treinador (93) treino (5) treinos em Alvalade (1) triplete (1) troféu 5 violinos (5) TV Sporting (5) Twente (2) Tziu (1) uefa futsal cup (4) Uvini (1) Valdés. (3) Valores (14) VAR (1) Varandas (11) Veloso (5) vendas (8) vendas 2013/14 (2) vendas 2014/15 (1) vendas 2016/17 (5) vendas 2017/18 (1) Ventspils (2) Vercauteren (5) Vergonha (7) video-arbitro (7) Villas Boas (8) Viola (1) Virgílio (100) Virgílio1 (1) Vitor Golas (1) Vitor Pereira (6) Vitória (1) VMOC (7) voleibol (2) Vox Pop (2) VSC (3) Vukcevic (10) WAG´s (1) William Carvalho (13) Wilson Eduardo (2) Wolfswinkel (12) Wrestling (1) Xandão (4) Xistra (3) Zapater (2) Zeegelaar (2) Zezinho (1)