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domingo, 7 de maio de 2017

Sporting 1 - Belenenses 3: Oh mãe, o Belenenses bateu-me

Não pude deixar de notar as palavras de Jorge Jesus no lançamento do jogo, quando invocou culpas de terceiros (meterem-nos pedras na estrada) para justificar o decepcionante percurso da equipa na época em curso. Esta é cada vez mais uma especialidade no Sporting: encontrar alguém que carregue as culpas, sem nunca olhar com rigor para as próprias falhas. Que sentido faz a referência à falta de experiência? Por causa das ausências de Alan Ruiz, Podence e Gélson Martins não se justifica, atendendo à reduzida experiência de qualquer um deles na nossa LIGA.

O mesmo fez hoje o presidente nos momentos que se seguiram ao jogo, tratando publicamente de matéria sensível (censura ao treinador), que em primeiro lugar deve ser tratada dentro de portas. Mesmo tendo razões mais do que justificadas para estar insatisfeito com Jorge Jesus e que, no limite, a intenção seja livrar-se do treinador (que há pouco aumentou, sem nada que o justificasse e que tem reiterado a ideia de ser um treinador para muito tempo). Ora  não deveria ser uma derrota em final de época a abalar essa convicção, quando a ideia de que Jesus é o treinador para o mandato já havia sido propagada quando o substancial da época estava já entregue. 

A ideia que o projecto é ele e não quem é também essencial na sua execução ("os adeptos estão crentes num projecto, mais do que em treinadores ou jogadores") deveria ser melhor explicada. Começando logo pelo essencial: o que é o projecto? Quais são as ideias base em que assenta?

Sejamos sérios: ninguém ignora que há quem ponha pedras no nosso caminho. Desde que me lembro que assim é e não parece que vá mudar tão cedo. Daí que, se queremos inverter este caminho, não nos reste outra alternativa senão prepararmo-nos melhor, sermos mais rigorosos que os outros, escolher melhor que os outros. Não parece que tenha sido isso que aconteceu este ano.

Ou então em alternativa podemos queixar-nos do calor, do frio, do relvado, dos árbitros (com muita razão, muitas vezes!) e então aí a melhor forma de resumir o que se passou hoje em Alvalade, dia da Mãe, é o titulo do post: "oh mãe, o Belenenses bateu-me".

segunda-feira, 1 de maio de 2017

SC Braga 2 - Sporting 3: o trovão ecoou 3 vezes na pedreira

O contraste tremendo entre o jogo na Pedreira deste ano e aquele que se assistiu na época passada é um resumo ilustrado do fracasso a que se resumirá a presente época. Enquanto a viagem do ano transacto ainda foi efectuada sob o signo da esperança e da qualidade do futebol produzido, a deste ano acontece de bornal vazio e sem outro objectivo que não seja honrar o emblema. E é com uma dose muito razoável de frustração que se constata que bastaria ter conservado os três pontos dos jogos em casa com Guimarães e Benfica para podermos estar ainda na corrida por um pouco mais do que ir deixando a época acabar.

Mas ainda que seja penoso fazer a crónica, há alguns aspectos que merecem destaque. Uns de carácter positivo, outros de sinal negativo e que, de certa forma contribuíram para o desfecho da época. 

De sinal negativo a forma como continuamos a sofrer golos. Uma permissividade defensiva que se instalou desde o inicio da época e que se arrastamos até ao seu final. Algo a que não estávamos habituados com JJ e que ele não conseguiu resolver. Permissividade que foi responsável em grande parte pela falta de confiança da equipa, que a impediu de estar num plano mais elevado.

A forma fácil e sem reacções ou respostas adequadas às circunstâncias dos dois golos sofridos ontem estão ai para o ilustrar. O preocupante aqui é que não se trata de um problema meramente individual mas de natureza colectiva. JJ reconheceu isso no final do jogo, vamos ver que respostas ou soluções vai encontrar. A ser verdade que as defesas ganham campeonatos, como se costuma dizer, talvez seja a sua principal tarefa ou dor de cabeça.

De sinal positivo, a capacidade de reacção da equipa, apesar da menor importância do resultado para a nossa classificação final. Um bom sinal. De igual modo a capacidade goleadora de Bas Dost. Mantê-lo para o ano e integrado numa equipa mais consistente é crucial para as nossas ambições. Porém tal não deverá anular a ideia de que a dependência é excessiva e, a manter-se, pode ser um ponto de fragilidade. Uma preocupação que aumenta com o deserto de alternativas que se perfilam à sua volta.

Igualmente negativa deve ser considerada a lesão de Alan Ruiz, como terá que ser sempre a de qualquer jogaodor. Mas não se pode ignorar o contraste provocado pela velocidade de execução, qualidade de movimentações, do reportório de soluções e pelo sobressalto permanente que representou a entrada de Podence. 

Tendo em conta o sucedido ao argentino, parecer-me-ia cruel a utilização do aforismo "há males que vêm por bem". Ficar-me ia pela comparação com o carros: estamos sempre satisfeitos com o nosso até darmos conta que podíamos ter algo melhor. E no caso, calcule-se, até já estava na garagem e é mais barato...

segunda-feira, 20 de março de 2017

Sporting 2 - Nacional 0: um jogo para perceber uma época

O jogo como Nacional foi um jogo pobre e sensaborão, na linha de tantas outras exibições no mesmo tom que vimos durante a época. Nuns conseguimos a vitória, noutros "oferecemos" pontos que hoje nos permitiriam estar a disputar o campeonato. Neste sentido a pergunta que mais me ocorria durante o jogo era como é que perdemos pontos com uma das piores equipas deste campeonato. Exactamente o mesmo que já nos havia acontecido no ano passado...

Mas não foi apenas a fraqueza do adversário e ineficácia da nossa equipa na maior parte do jogo, em particular na segunda parte, que chamou à atenção. Antes disso já mais uma mexida na constituição da equipa deixou a pensar se não era a confirmação da ideia de que o principal problema desta época está na incapacidade de Jorge Jesus escolher uma equipa sólida. 

Existe uma espinha dorsal  - Patrício, Coates, William, Adrien, Gélson e Dost - mas faltam asas para a equipa levantar voo da mediania ou mesmo até mediocridade em que parece estar atolada. Os demais entram e saem sem se perceber os critérios, méritos e deméritos com clareza.

O caso da substituição de Paulo Oliveira por Semedo é paradigmático. De tal forma que JJ se sentiu necessidade de explicar. Os motivos aduzidos são um aspecto importante mas apenas um de muitos. Outros há que também devem ser levados em linha de conta, como a confiança que os jogadores necessitam para crescer e assim oferecerem mais à equipa. Esta não surgirá com chamadas à titularidade interrompidas abruptamente, e com o jogador a ter estado em bom plano.

Não é preciso dizer muito mais sobre a qualidade do nosso jogo quando uma equipa tão incipiente como o Nacional sai de Alvalade com apenas dois golos sofridos e sem ter sido sujeita a algum massacre, tendo o guarda-redes sido em grande parte do tempo tão espectador como os demais.

Bas Dost ainda vai disfarçando, mas num olhar mais atento repara-se nas poucas vezes que é servido com qualidade e que os golos conseguidos resultaram numa percentagem bem elevada dos seus méritos -  então o segundo!... - do que da qualidade do nosso jogo. Ao contrário do que seria "saudável", tem sido o holandês a carregar a equipa às costas e não esta a empurrá-lo em direcção ao titulo de melhor marcador.

Não terá sido por acaso que Jorge Jesus lá foi adiantando que a sua confiança na obtenção da bota de ouro é reduzida. Ele melhor que ninguém percebe que, com a equipa neste plano, a tarefa se afigura difícil, sem esquecer o elevado nível dos jogadores e respectivas equipa que com ele rivalizam. 

Pudesse Bas Dost contar com a equipa do ano passado... Esta será uma das principais tarefas que Jorge Jesus terá pela frente: diagnosticar com precisão as razões que nos atiraram para muito longe e muito cedo dos lugares que ambicionávamos.

segunda-feira, 13 de março de 2017

O que têm André, Petrovic, Ruiz, Meli, Markovic que não têm Podence, Geraldes, Palhinha, Matheus e mesmo Iuri?

A frase é de Jorge Jesus na conferência de imprensa que se seguiu ao jogo em Tondela, referindo-se a Matheus e Podence, mas onde outros nomes podem ser incluídos:

"Sei que o futebol tem coisas que eles ainda não têm. Tecnicamente têm muita qualidade, mas o futebol não é só isso. Para aprenderem eles têm de jogar e errar."

A afirmação do nosso treinador não tem nada de polémica, qualquer adepto minimamente atento é obrigado a concordar com ela. Porém, quando ela é devidamente contextualizada com a política de contratações seguidas no inicio da época, e até mesmo com as afirmações que, de forma cada vez mais frequente,o treinador vai fazendo sobre a formação e prospecção, a pergunta que titula o post ganha toda a pertinência. 

Traquejo, tarimba, experiência é certamente aquilo que faltará a estes jogadores. Mas, olhando para o lote dos jogadores pelos quais foram preteridos, será que os que chegaram as tinham? 

E, admitindo que sim, será que era a adequada às especificidades requisitadas pelas competições em que iriam estar envolvidos, nomeadamente nossa Liga e a Liga dos Campeões competições que, por razões diferentes, eram as mais importantes para nós?

Uma coisa sabemos já, e que vamos aprendendo à nossa própria custa, repetindo frequentemente os mesmos erros e equívocos (e com elevados custos, diga-se): tivéssemos confiado mais na qualidade da actual geração e dificilmente as coisas teriam resultado pior. 


Isto mesmo reconhecendo, como também me parece óbvio, que não podemos estar à altura dos nossos compromissos e ambições com plantéis exclusivamente constituídos pela formação. Mesmo reconhecendo também que jogar com o Tondela não é o mesmo que jogar com FCP, SLB, SCB ou Real Madrid ou demais "tubarões".

Porque razão demos a outros (por exemplo, Markovic e até mesmo Alan Ruiz) o tempo e o espaço que não demos a Podence, Geraldes, Palhinha, Matheus e mesmo Iuri? 

Faz sentido ter jogadores emprestados (Markovic, Campbell)  e ainda por cima dispendiosos para lugares onde temos jogadores de qualidade e até em quantidade apreciável? (Gelsón, Podence, Iuri)?

Se Francisco Geraldes é um jogador "tipo João Mário" e as funções deste estão ainda por encontrar sucessor porque se mandou o jogador dar uma volta ao bilhar grande primeiro para Moreira de Cónegos e depois para a bancada?

segunda-feira, 6 de março de 2017

Sporting 1 - Vitória Guimarães 1: Jesus já não caminha nem faz caminhar sobre as águas

Não há como disfarçar: a quase totalidade da palavra fracasso com que se qualificará a época em curso tem sido escrita pela mão de Jorge Jesus. Começou por desbaratar a oportunidade que lhe foi concedida na carta branca embrulhada em vários milhões de euros e agora, na versão económica, não encontra a fórmula de rentabilizar os jogadores que tem à disposição, de forma a devolver competitividade à equipa e preparar o futuro. 

Mais preocupante do que isso é verificar pelo discurso do nosso treinador, na conferência de imprensa, que hà um desfasamento entre o diagnóstico, que nos parece correcto, e a forma como procede na prática.  

Uma vez que alguém, melhor do que eu, explicou bem o que está a suceder neste momento, extraio uma parte substancial do post do Blessing, no Posse de Bola, cujo texto integral pode ser lido aqui [LINK].

"(...) o treinador mostra-se com dificuldade em responder à uma mudança abrupta de contexto. E não, não é dos resultados que se fala. Sabendo-se que com Jesus a equipa é orientada para o rendimento imediato, e percebendo-se que os títulos são quase utópicos, o Sporting parece preso na ideia de que lhe falta qualidade para cumprir com o que se predispôs no início da época. O caminho é hoje diferente, mas o treinador do Sporting não está disposto a abdicar da sua filosofia em prol do novo contexto onde está inserido. Parece não querer adaptar-se, e ter até algum receio de percorrer os novos caminhos. 

Isto é, os putos imberbes do Sporting (não tão imberbes assim por se terem mostrado capazes de triunfar na primeira liga) têm qualidade ou não? 

Qual é a opinião do treinador?

 E a do clube? Na minha opinião sim. 

Há muita qualidade ali, demasiada para não ser aproveitada. E o último obstáculo a ultrapassar é a exigência de jogar num grande. A exposição ao erro, e a mediatização de todos os momentos que são esmiuçados ao detalhe. No fundo, a pressão. 

Sabendo-se que os títulos estão longe do horizonte esta época, e que os miúdos podem dar um salto fundamental para o aumento da qualidade de jogo do Sporting ("sem gastos"), faz sentido continuar a escondê-los do jogo? 

Não fará mais sentido do que nunca não pensar nos resultados no imediato para garantir craques num futuro bem próximo? 

Serão Podence, Geraldes, Iuri, Matheus e até Gauld, merecedores de um futuro diferente pela diferença que poderão fazer no Sporting do futuro?

Na resposta a estas perguntas está condensada muito do que acontecerá na próxima época, cujos reflexos desta condicionarão fortemente, matéria que em breve será aqui objecto de análise.


domingo, 12 de fevereiro de 2017

Moreirense 2 - Sporting 3: vencer os cónegos só depois da penitência

Acabou bem este jogo em Moreira de Cónegos um jogo que começou muito mal. Dizer que oferecemos dois golos ao Moreirense é capaz de ser pouco, qualquer um deles pode conquistar um lugar num qualquer ranking de golos caricatos que amiúde sofremos, em particular nesta época. Má leitura dos lances, algum azar e muita, muita displicência, inadmissível numa equipa com a responsabilidade que a nossa carrega.

Não me surpreenderam as dificuldades impostas pelos da casa, pois já havia visto o que conseguiu fazer no seu espectacular percurso na Taça da Liga. Aliás, foi enquanto visionava a final que discorri sobre a dificuldade que é ser treinador no campeonato português. As equipas pequenas são cada vez mais difíceis de bater, especialmente se o adversário demora a marcar ou até se se apanham em vantagem. Foi o caso na aludida final da taça e só não foi o caso hoje connosco porque, valha a verdade, a equipa sobe reagir.

Contrariamente à que me parece ser a opinião geral, a grande responsabilidade nessa reviravolta foi a equipa ter-se mantido fiel ao guião (onde é que eu já ouvi isto?..), confiando sempre no seu processo de jogo, acabando por vir ao de cima a superior qualidade do seu modelo e dos seus executantes. Convenhamos que, para uma equipa em declarada falência anímica e após dois reveses consecutivos (1-0 e 2-1 logo a seguir ao 1-1), esta constatação é uma boa noticia e que me leva a concordar com Jorge Jesus quando este afirmou no final do jogo que esta "é uma equipa com alma". Pelo menos hoje foi assim...

Saliências individuais para a entrada de leão de Podence, a fazer lembrar Markovic, não pelo que ele fez mas pelo que se esperava que fizesse. O que fomos procurar longe estava afinal aqui à mão de semear. Mais um bom jogo de Alan Ruiz, que finalmente aparece, lamentando que não tenha sido quando mais precisámos. E claro, Gélson que, nem sempre da melhor forma, mas foi quase sempre a sua irreverência que ia dando conta que ainda respirávamos. E claro, Bas Dost!

sábado, 14 de janeiro de 2017

Chaves 2 - Sporting 2: Perdidas as chaves do sucesso

Quando uma equipa quer recuperar pontos e, perante uma oportunidade de ouro para o fazer, se apresenta a jogo de forma tão pouco convincente e com uma exibição tão probrezinha, faz uma clara declaração de incapacidade aos seus adeptos. E ainda assim quase que ganhávamos o que, diga-se, era muito bom mas pouco justo para o Chaves.

domingo, 8 de janeiro de 2017

Sporting 2 - Feirense 1: A ida às termas vem mesmo a calhar

Quem olhar apenas para o resultado que o Sporting acaba de conseguir ante o Feirense não conseguirá aperceber-se da superioridade exercida num largo período de tempo, onde inclusive chegou à vantagem com golos resultantes de belas execuções. Ficará apenas com a ideia das dificuldades sentidas pela equipa nos momentos finais, especialmente depois de sofrer um golo (mais um) revelador das nossas dificuldades em defender. Comparado com o que vimos o ano passado até parece que mudamos o sector defensivo, quando foi precisamente este o que beneficiou de maior estabilidade. 

Em dia de aniversário Paulo Oliveira recebeu a titularidade como uma prenda inteiramente merecida e que acabou por justificar. Faltará apenas trocar de posição com Coates para ficar mais confortável e poder subir um pouco a sua participação na saída de bola, o que está longe de ser o seu forte. 

Quem regressou também à titularidade e a um nível mais próximo do que se lhe exige foi Alan Ruiz, demonstrando mais do que apenas um bom remate, que era tudo o que se tinha visto até agora. O passe para o segundo golo é delicioso e a repetir. Falta-lhe agora maior intensidade e participar mais nas restantes fases do jogo que não apenas quando a bola lhe chega aos pés. 

Quem tarda em justificar a chamada e mesmo o regresso é Elias. O contraste entre o que é a equipa com Adrien e com o brasileiro é tão grande que por mais benevolente que se queira ser na apreciação é impossível não concluir sobre a fraqueza das suas prestações. Defensivamente a sua participação é quase nula, explicando-se assim em parte como é que a equipa perde o controlo do jogo de forma contrastante neste jogo com o que vinha fazendo até então.

A descida a pique nos últimos minutos mais do que um problema de deficit físico ou de menor qualidade deste ou daquele jogador parece ser também de origem ordem anímica pelo que a ida às termas (o Sporting vai cumprir um mini-estágio num lugar absolutamente paradisíaco, Vidago) desde que bem aproveitada, tem tudo para se justificar neste momento. 

Este foi um mês terrível para o Sporting (4 derrotas, duas saídas de provas onde queríamos ir longe), é apenas a terceira vez que chegamos ao intervalo a vencer e a segunda vez (!) que conseguimos ganhar consecutivamente e já vamos com 25 golos (!) sofridos. Dados que revelam a nossa irregularidade, talvez a palavra chave do nosso campeonato até agora.

Mas nem tudo é negativo, ficamos mais próximos do segundo lugar e a depender apenas de nós para o reconquistar e Bas Dost com categoria e números (melhores em média do que os de Slimani, quem diria?) lidera já a lista de melhores marcadores.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Belenenses 0 - Sporting 1: quase que nos saía a fava no pastel

O Sporting foi ao Restelo fazer um jogo à imagem da época 2016/17: cheio de promessas de bom futebol que, com o passar do tempo, se transforma em futebol previsível e fácil de anular. O que se explica em parte porque o adversário conhece as nossas movimentações e porque a falta de confiança tolhe os nossos jogadores, tornando o nosso jogo mecânico e pouco criativo.

Por coincidência feliz, o Belenenses só não consegue o que se propôs - o tal nulo - porque o Bas Dost fica ligeiramente atrasado no acompanhamento do lance, por via de uma acção de um jogador do Belenenses. É assim que acaba por se gerar a imprevisibilidade que a criatividade dos nossos jogadores não produziu. Um pequeno mas importante exemplo para deixar Jesus a meditar sobre o que tem inevitavelmente que conseguir dar a equipa para que ela esteja mais forte não só para enfrentar conseguir sair deste mau momento, mas também o resto dos desafios que tem pela frente.

Alguns dados estatísticos que servem para reforçar as dificuldades que o Sporting está a ter no seu jogo ofensivo:

- Há cinco jogos consecutivos que o Sporting não consegue marcar na primeira parte, o que já aconteceu por 6 vezes em 15 jogos.

- Apesar de ter entrado na área adversária por 42 vezes (!), só efectuou 12 remates e desses apenas 7 seguiram em direcção à baliza.

- O intenso dominio que a posse de bola (65%) revela não se traduz em ocasiões de golo (7)

Do ponto de vista individual parece-me cada vez mais claro que Campbell tem que jogar, porque é dos poucos que consegue criar jogo de qualidade de forma espontânea e imprevisível e ainda assim assistir. Gélson faz tudo bem até chegar o momento de tomar uma decisão como entregar a bola. E aí, seja o cruzamento largo ou assistência no pé ou no espaço a bola perde-se invariavelmente no vazio ou nas pernas do adversário. Talvez dizer isto seja um pouco injusto para um jogador tão jovem e que ainda por cima deve ter o melhor número de assistências. O Sporting precisa de mais, muito mais.

De um modo completamente diferente, a actuação de Alan Ruiz sugere uma reacção semelhante. Ter bom remate e assistir em passes ou triangulações tem de acontecer mais vezes. Mas não é apenas a frequência, é também a velocidade de pensamento e execução.  É também o baixo nível de intensidade que põe nas suas acções. É um pouco por isso que a ligação com Dost funciona ainda em modo pisca-pisca, e são muitas as vezes que não pisca. O que era suficiente no futebol sul-americano é de menos do lado de cá. Desse facto se recente a produção de Bas Dost, quase sempre sem ser servido com qualidade, no que é responsabilidade não apenas de Alan Ruiz mas de toda a equipa.

Não podia terminar as notas individuais sem falar de Beto. Quando as coisas tremeram foi ele que segurou, como se estivesse lá o Patrício. Não lhe poderia fazer melhor elogio.

domingo, 18 de dezembro de 2016

Sporting 0 - SC Braga 1: O Natal como o conhecemos

Uma das piores exibições desde que Jesus assumiu o comando técnico da equipa do Sporting redundaria numa derrota pesada e talvez excessiva, mas que pune a ineficácia dos nossos jogadores.  A quantidade de passes falhados anulou completamente a possibilidade de ligar o nosso jogo, impedindo que a bola chegasse com qualidade ao último terço. 

Mérito para os visitantes, que souberam condicionar muito bem as nossas peças fundamentais que, ao reduzir o tempo de posse de bola e os espaços, obrigou os nossos jogadores a errar mais do que estamos a habituados. E ainda beneficiaram das oportunidades mas claras, ao contrário da nossa equipa que chegou à baliza sempre aos repelões, sem grande qualidade para ter sucesso.

De forma algo surpreendente - confesso a minha surpresa - o campeonato é agora pouco mais de que  uma miragem, remetendo-nos para outras épocas natalícias. Como não podia deixar de ser, também para não estranharmos, o golo tinha que ser marcado por Wilson Eduardo ou em alternativa teria que ser o Rui Fonte. E no banco estava o Abel. A tempestade perfeita.

Propositadamente não vou falar de arbitragem, deixo isso para amanhã. Até porque quem joga tão mal e faz tão pouco para vencer o jogo invocar a arbitragem fica sempre a saber a desculpa. Quando falhamos tanto temos que admitir que o árbitro também pode errar.

domingo, 11 de dezembro de 2016

Outra vez limpinho, limpinho, limpinho

Foi talvez um dos melhores dérbys dos últimos tempos, muito intenso, muito disputado e com o resultado em suspenso praticamente até ao final. Do ponto de vista táctico as equipas encaixaram-se como siameses nos minutos iniciais para se separarem por iniciativa do Sporting, que começou paulatinamente a procurar assumir o jogo.  

Mas é difícil superar um adversário bem preparado e simultaneamente dar a volta à sorte. O Sporting foi apenas inferior em dois pontos decisivos para o desfecho do jogo: em alguns momentos defensivos, onde acumula erros e "distracções" fatais, quase sempre a partir das laterais, e na eficácia atacante. Parece pouco mas é quase tudo.

E depois teve azar, porque Jorge Sousa deve ter faltado às consultas do Jorge Oculista. Há pelo menos dois lances passiveis de penalty, sendo o de Nelson Semedo inaceitável. Mas posso até pensar que foi um problema de visão. Mas quando o jogo chegava ao fim, nos últimos minutos, o árbitro erra praticamente todas as decisões contra nós, que anteriormente não falhou em lances idênticos, ficando a sensação de que o senhor sabia o que tinha que fazer. Conseguiu pelo menos atenuar a intensidade da nossa reacção e desestabilizar a equipa. 

Mas há também responsabilidades da nossa parte. No que diz respeito ao processo defensivo o Sporting sofre o primeiro golo numa transição rápida em que Zeeglaar se deixa literalmente "comer pelas costas" por Sálvio, que ainda na parte final do lance se encontrava vários metros atrás, para ir fazer golo metros à frente do defesa. O segundo golo acontece no centro da nossa pequena área, com João Pereira a esquecer-se de Jimenez, precisamente o jogador a quem estava agarrado fracções de segundo antes. Continuamos a ser penalizados por estas debilidades que nos estão a custar resultados após resultados e não se vislumbra o fim para eles.

Depois há decisões infelizes de Jorge Jesus, que parece gostar de jogar com pelo menos um jogador em campo. Bryan Ruiz está sem estamina, não tem poder de explosão. É verdade que nunca foi o seu forte, mas o que eram inteligência, esclarecimento, definição, é agora lentidão e complicação, emperrando o jogo. Percebeu-se a diferença com entrada de Campbell, sem que se entendesse porque saiu Bruno César e não Bryan. Não satisfeito trocou um Ruiz lento por um Ruiz (Alan) parado ou invisível. 

Fizemos ainda assim um grande jogo e é a isso que temos que nos agarrar, agora que voltamos ficar a cinco pontos de distância e depois de dar um trambolhão na classificação. Mas quando há qualidade como a que exibimos hoje tem de haver esperança.

Devemos também realçar que o vencedor acabou por ser premiado por  uma equipa muito eficaz e que do ponto de vista dos seus interesses esteve sempre muito bem, sabendo aproveitar muito bem aqueles pontos que todos sabemos serem os nossos pontos fracos.

Realces individuais para a exibição monumental de William na segunda parte e pelo exemplo de Adrien durante todo o jogo. Patricio continua num momento fabuloso e fosse sempre por ele e estaríamos bem melhor.

Mas este jogo não deixa de lançar sérias interrogações sobre a real valia do nosso plantel, especialmente quando comparamos os jogos do ano passado com este mesmo adversário e as opções que Jesus tinha então à disposição e as que tem hoje. Vários milhões depois, e ao contrário do que pareceu na pré-temporada, a dúvida sobre a qualidade das decisões são cada vez maiores e mais justificadas.

sábado, 3 de dezembro de 2016

A próxima viagem é para disputar a liderança. E esta, hein?

Acaba por ser o destaque talvez mais saliente do resultado do jogo desta noite: o Sporting tem, na próxima jornada, a possibilidade de chegar à liderança do campeonato. Talvez tão ou mais surpreendente como a forma abrupta e inesperada como nos deixamos ficar para trás, a partir da quarta jornada.

Curiosamente, não foi a capacidade goleadora de Slimani a deixar mais saudades. Neste momento o Sporting tem mais ou menos os mesmos golos da época passada, mas sofreu o dobro (!) dos golos e isso certamente explicará os cinco pontos a menos, parecendo ter trocado de lugar com o seu próximo anfitrião. E não era bom que no final assim se mantivesse, não era?

Ora a exibição hoje, a somar às mais recentes, funciona de forma auto-explicativa para a situação a que o Sporting chega ao dérby: o Sporting regressa paulatina mas de forma segura e sustentada ao seu melhor nível, aquele que todos esperamos. Hoje foi mais uma exibição sólida, em particular a registada na primeira parte, onde ao inicio poderia ter correspondido o imediato inaugurar do marcador.

Sufoco total para os setubalenses durante esse primeiro perído, que estiveram quase sempre sem espaço nem tempo para jogar. A mesma dinâmica usada na recuperação da bola, com rápidas compensações era depois replicada nas movimentações céleres para o ataque.  Era permanente a preocupação em oferecer apoios e linhas de passe ao portador da bola era, registando entendimento e movimentações de grande qualidade. O resultado poderia ter sido outro se o árbitro assim o tivesse permitido, não anulando dois golos que me pareceram totalmente legítimos.

Destaques individuais para William, Adrien (impecável!), Bruno César (grande nível toda a época e grande estreia a marcar) e um Gélson diabólico a jogar e a assistir. Dost pareceu desistir a partir de determinada altura, certamente pelos golos anulados, mas é um avançado de primeira água. Boa entrada de Campbell.

Uma nota final para o minuto de palmas que substituiu o minuto de silêncio, na homenagem a todos os que ligados ao Chapecoense desapareceram tragicamente esta semana. Não sei quando é que o barulho das palmas se substituiu em valor e importância ao silêncio. É uma daquelas coisas que nunca vou conseguir perceber e acho que quem bate as palminhas também não.

sábado, 26 de novembro de 2016

Boavista 0 - Sporting 1: Xeque duplo com sucesso

O Sporting apresentou-se no Bessa de forma autoritária, dominando o jogo e o adversário, construindo jogo e oportunidades em quantidade e qualidade para ter  resolvido a partida logo na primeira etapa. Uma entrada de muito bom nível colectivo, com destaques individuais para:

William a fazer de maestro, a marcar os ritmos na forma como decidia jogar curto ou em lançamentos longos.

Adrien, pelo nervo e pelo exemplo no inconformismo e reacção.

Campbel, pela criatividade e improviso e pela forma inteligente como ia ligando Bas Dost à equipa, pena foi que fosse desaparecendo, até descer ao balneário.

Bruno César, talvez o jogador mais constante de toda a temporada e, à semelhança de Adrien, dos mais importantes a gerar equilíbrios e a criar superioridade em espaços e pontos decisivos do jogo.

Gélson pela criatividade e pela forma rápida e quase constante como arrasta a equipa para a frente, fazendo de uma recuperação de bola da equipa constantes lances de perigo para o adversário. "The Assistant", já com seis serviços perfeitos para golo e só contabilizando a Liga, servem para demonstrar a preponderância do miúdo no nosso jogo.

Bas Dost, não só pela eficácia (marcou um e não se pode considerar de todo um falhanço a bola que, de primeira, envia ao poste) mas por finalmente demonstrar que a inteligência nas desmarcações nas costas dos defesas também pode ser usada para descer linhas para ajudar a equipa a subir, oferencendo-se mais ao jogo, com ganhos evidentes para a ligação do nosso jogo ofensivo.

A segunda parte acabaria por ser um outro filme, não tão agradável à vista como os primeiros quarenta e cinco minutos. Algum cansaço certamente, alguma reacção boavisteira, mas sobretudo muita passividade e, à medida que os minutos iam decorrendo, aquela sensação incapacitante de, não resolvendo o jogo, estar à mercê de um golpe de azar ou  de inspiração individual. O que se sentiu com mais acuidade a partir da bola na barra de Bruno César e que provocou o efeito inverso na equipa adversária.

Foi então que o jogo entrou numa fase nada agradável, mas onde o Sporting soube ir buscar a frieza e inteligência que terá faltado noutros jogos (Madrid e Guimarães, por exemplo) e que tantas vezes reclamamos. Quando ganhamos perdemos muita da legitimidade para reclamar. Mas é inevitável considerar que com este Boavista podíamos ou devíamos ter podido e sabido gerir melhor as emoções e sobretudo a gestão da posse de bola. 

Com maior ou menor dificuldade lá obtivemos os indispensáveis três pontos, que não apenas nos permitem pensar que, na pior das possibilidades, mantemos a distância à frente da tabela. Tão bom como isso, como acabamos por regressar a um lugar, o segundo, que deve ser sobretudo encarado como moralizador para um Dezembro terrível que temos pela frente.

domingo, 6 de novembro de 2016

Sporting 3 - Arouca 0 Virada a página para um novo capitulo?

O adversário não seria o mais qualificado para examinar a saúde da equipa, a sair de um mês conturbado, mas isso também não o era o Tondela. Assim, havia uma natural expectativa para aferir a qualidade da resposta às face às contrariedades e aos resultados decepcionantes. Ainda maior se tornou com o resultado favorável registado no clássico que antecedeu o nosso jogo, complementado por outro de igual sinal registado pelo Sp. de Braga na Madeira. Cumprida a obrigação de ganhar, por números dilatados e sem sobressaltos, fica o desejo de se ter virado a página e inaugurado um novo capítulo, desta feita mais feliz.

domingo, 23 de outubro de 2016

Sporting 1 - Tondela 1: confirma-se, temos uma equipa "nem-nem"

Nova época e vários milhões gastos depois e o Tondela acaba a roubar-nos mais dois preciosos pontos. E consegui-o com muito mérito, defendendo sempre muito bem, e quase sempre longe da sua baliza. Invocar mais uma vez a desculpa com o anti-jogo serve apenas para nos lembrar de como fomos imaturos em Madrid, quando ganhávamos e deixamos o jogo correr.

Sem recorrer ao autocarro a maior parte do tempo, Petit subiu a defesa, e colocou dois jogadores a condicionar na nossa saída de bola. Com uma linha de quatro atrás a impedir a progressão pelo centro, eliminou a possibilidade de impor a nossa superioridade através do jogo interior. Dessa forma só Gelson revelava velocidade e mestria para fugir ao cerco dos jogadores do Tondela, ficando Dost isolado, com André totalmente incapaz de ligar o nosso jogo.

O que fez o Sporting? Saiu sempre da mesma forma. Ora mais do que cair sobre os nossos jogadores há que perceber porque o Sporting, de forma sempre muito previsível, tentou sempre sair a jogar igual? Aos sessenta minutos de jogo o guarda-redes do Tondela era ainda um confortável espectador.

Porque não se usou o jogo directo como variação, de forma a explorar o espaço nas costas da defesa do Tondela em velocidade? Ou porque não optou pela variação dos lançamentos longos, de forma a sobrevoar o bem preenchido meio-campo do Tondela, tornando-o senão inútil pelo menos menos preponderante e dessa forma procurar disputar segundas bolas, quando até tem jogadores que o podiam fazer? Ou porque só o fez no final já em desespero, sem força nem discernimento? 

Cabe a Jesus explicar, porque mais uma vez fica a sensação de o jogo ter sido mal preparado. Até porque a "desculpa Adrien" está já demasiado gasta para quem tem um plantel tão extenso à disposição. Este jogo veio confirmar uma ideia que já vinha desde o desaire com o Rio Ave: temos uma equipa "nem, nem". Nem exibições, nem pontos. Nem Liga dos Campeões, nem Liga. Cabe a Jesus mudar este estado de coisas. A época ainda não acabou, mas já queimamos muitas oportunidades. Há água que já não voltará a passar debaixo da nossa ponte e ainda temos muitos problemas por resolver.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

O que está a acontecer? Que culpas de Bruno de Carvalho, de Jesus e dos jogadores?

Não há tempo que passe que ajude a esquecer desaires a raiar o absurdo como os que presenciamos em Guimarães. O tempo ajuda apenas a atenuar a dor e fornecer o distanciamento adequado para reflectir sobre o sucedido. O post de hoje deixará aqui algumas dessas ideias.

Gostar de futebol e do Sorting, sempre!
Começo com um pequeno aparte: se não estivesse envolvido o nome do meu, nosso, Sporting, não faltariam os elogios ao futebol, dando como exemplo o jogo de Guimarães. Não será por desaires assim que deixarei de gostar do futebol. E também não será o facto de, infelizmente, parecer que estamos fadados para sermos protagonistas de surpresas como estas, vezes sem conta (e só este ano, com a época no seu dealbar já vamos em três, Madrid, Rio Ave, Guimarães) que deixarei de gostar do Sporting.

Mais do que me zangar com o futebol ou com o Sporting, estes episódios servem para nos lembrar que ainda não somos a grande equipa que precisamos ser para ser campeões. E só essa tomada de consciência nos permitirá crescer para aí chegarmos.

Sem desculpas ou álibis
Esse crescimento nunca chegará com os "nhénhénhés" habituais nas desculpas, desresponsabilizando jogadores e equipa técnica do sucedido, porque são sempre eles os intervenientes. Nem os erros de arbitragem, que os houve, podem ser invocados, pois estes sucederam para os dois lados e de igual gravidade, o que contraria a ideia do "serviço" habitualmente prestado. 

Uma vantagem de três golos mandadas às malvas em cerca de quinze minutos tem de ser bem compreendida e assimilada para que não se volte a repetir. Quem sabe se esse foco, ao invés de estar centrado na exibição e não no resultado, tivesse acontecido logo após o jogo de Madrid, em que também perdemos uma vantagem em escassos minutos, não poderíamos estar agora a falar de outras coisas. 

O que é que realmente está a acontecer? 
A pergunta é inevitável. Depois da forma como terminamos a época passada e tendo havido poucas mexidas na titularidade, a que acresceu uma significativa melhoria quantitativa e (espera-se...) qualitativa do plantel, como explicar o que está a suceder? O problema é não apenas o terceiro lugar para onde caímos (poderia ser psicologicamente pior se o Braga tem ganho...) mas também a enormidade de golos sofridos (9) registados até ao momento, que já vem da pré-época e que não parecem assim estar resolvidos. 

Há um fio condutor entre o que sucedeu em Guimarães, Vila do Conde e Madrid? E estaremos a não dar importância ao que sucedeu em jogos que acabamos por ganhar, mas onde alguns indícios preocupantes já estiveram presentes, como o jogo com o Légia e Estoril? Não posso responder com segurança a esta pergunta, mas é indiscutível que, tirando o jogo com o Légia e o Rio Ave, a equipa produziu futebol de bom nível, dando testemunho de continuar dentro dos princípios que o treinador defende e que tornaram a nossa equipa numa referência no ano passado.

Faz então sentido questionar a preparação física? Ou estamos sobretudo a sofrer de falta de confiança? Sem certezas, deixarei alguns destes temas para o capitulo Jorge Jesus mais abaixo, mas ainda assim parece-me estar por acontecer a integração dos jogadores que chegaram mais tarde, bem como alguma continuidade em algumas apostas, que parecem estar a suceder de forma errática e não sistemática.

A culpa de Bruno de Carvalho
De forma muito desajeitada, o presidente tentou chamar a si a culpa do sucedido até agora, sendo óbvia a tentativa de desviar as atenções dos jogadores e sobretudo do treinador. Ora, goste-se ou não dele, é indiscutível que fez tudo ao seu alcance para dar ao treinador o que este entendia o que precisava. Portanto, a menos que aquele lhe tenha pedido um par de laterais "em condições", ou que falte nas condições de treino, viagens, alojamento, pagamentos atempados, etc, etc, não há culpas que lhe possam ser atribuídas. 

Outra coisa seria se falássemos de responsabilidade e essa normalmente é avaliada nas prestações de contas em A.G.'s, ordinárias, extraordinárias e eleitorais, contas que só poderão feitas mais tarde. É por isso que me espanta e entristece que alguém que não tem oposição constituída e, a manter-se a actual conjuntura, se apresta a ser reeleito com facilidade, denotando um nível de aprovação elevado, se sinta acossado ao ponto de repetir um dos piores erros do tempo de alguns que o antecederam na cadeira. Refiro-me à evocação dos "ratos" feita em sede de última A.G. Ele que vinte e quatro horas antes havia dito que "Temos de ser tolerantes, não quero voltar a ver no Sporting o que vi nas primeiras e depois nas segundas eleições [a que concorri], um Sporting sem tolerância e que não deixa os sócios falar. Espero que estas eleições tenham elevação". 

Problemas de memória, que o estejam a impedir de se lembrar do que disse no dia anterior e de quanto era prolífico na opinião antes de chegar ao poder? Ou é o poder que lhe mudou a percepção sobre o direito à opinião? 

A culpa de Jesus
Aqui terei que usar da mesma linha de pensamento que usei no parágrafo anterior: uma coisa é culpa, outra é a responsabilidade. Centrando-me unicamente no jogo de Guimarães por agora (até porque o post já vai muito longo) creio que tem havido uma pontinha de injustiça relativamente ao seu papel na perda dos dois pontos - mas até parece que foram três, não foi? - em Guimarães. O papel de um treinador é sobretudo relevante em tudo o que acontece até à bola começar o rolar no relvado. Aí, e mesmo até nas substituições, cuja importância papel é frequentemente sobrevalorizada, é sobretudo o reino dos jogadores. São eles que jogam, são eles que têm nos pés a possibilidade de desenhar o destino do resultado.

E foram erros destes, que habitualmente não vemos em equipas de Jorge Jesus, que acabaram por definir os resultados, agravados por dois golos de rajada. Ao penalty meio infantilóide de William seguiu-se quase imediatamente um novo golo, colocando o empate ao alcance. Ambas as equipas sentiram essa possibilidade e a nossa não conseguiu reagir. Os posicionamentos de Schelotto e a falta de Marvin, na linha do penalty de William ditaram o resultado.  Pensar que um treinador a partir do banco podia alterar esta sequência de eventos ou pode fazer muito para alterar a postura de desconfiança de uma equipa em si mesma é crer excessivamente num poder que não tem.

Como é evidente não ter Adrien foi importante, sobretudo para necessidade de voltar a ter bola. Mas em Vila do Conde ele estava em campo e foi o que se sabe. Jesus optou por meter Bruno César - e  Ruiz e Gélson tinham já também estoirado há muito - que não pegou no jogo por uma razão muito clara: o Vitória apostava tudo no poderio físico de Marega e Soares, colocando directamente aí o jogo e explorando a profundidade, tornou irrelevante a presença do brasileiro.

Jesus poderia ter colocado Paulo Oliveira, embora me pareça que era alguém como Petrovic que deveria ser chamado. Ele que havia devolvido a estabilidade ao meio campo no jogo anterior, libertando William, e que lidaria melhor com o jogo físico do adversário, mas tinha ficado em Lisboa. É sobretudo aqui que a leitura de Jorge Jesus me parece merecer criticas, a que acrescentaria a excessiva e até agora penalizadora rotação de jogadores, em particular dos laterais. Havendo tempo, voltarei a este tema em proximo post.

sábado, 1 de outubro de 2016

Guimarães 3 - Sporting 3: de Guimarães a Vila do Conde em quinze minutos

Perder dois pontos quando se está a ganhar a quinze minutos do fim é entregar o campeonato de mão beijada ou pelo menos facilitar a vida aos demais pretendentes. E depois de dois jogos fora e e cinco pontos perdidos e seis golos sofridos é justo questionar onde anda a segurança defensiva que tornou esta equipa num exemplo? E é hora também de perguntar se afinal as dúvidas e interrogações suscitadas nas exibições pálidas da pré-época não eram afinal um aviso do que aí vinha?

Como é bom de imaginar a última coisa que apetece é alongar-me na análise ao jogo, até porque me falta, no momento, objectividade e distanciamento para o fazer no imediato. Fico por isso por considerações que me parecem importantes:

Não há desculpas para a forma como a equipa soçobrou como um castelo de cartas. 

A arbitragem é o que é e depois de estarmos a ganhar fomos nós que nos pusemos a jeito.  

Jorge Jesus não pode invocar o jogo de terça-feira como desculpa para o descalabro. Ele mesmo poderia e deveria ter feito mais. Ruiz tinha estourado há muito e ficou até ao fim, Markovic esteve tempo demais em campo, Gélson, para mim o melhor em campo, estava também completamente derreado. E desta vez nem sequer tem a desculpa de não estar no banco.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Sporting 4 - Estoril 2: com a A5 fechada, fomos pela marginal

Havia alguma expectativa para a recepção ao Estoril, no sentido de avaliar qual seria a reacção da equipa após duas derrotas que poderiam ter produzido efeitos traumatizantes. A resposta foi categórica, apesar das dificuldades impostas por um Estoril a defender a duas linhas, com dez homens atrás da linha da bola, o Sporting esteve sempre muito seguro a fechar os caminhos que os estorilistas escolhiam para as transições. Mas as maiores dificuldades estavam na frente, na organização do ataque.

Com o Estoril a defender com as linhas muito próximas tornava-se muito difícil penetrar no bloco. Com o nosso jogo interior praticamente anulado, o Sporting era obrigado a recorrer às linhas exteriores. Ou se preferirem, como a A5 estava fechada ao trânsito, o jogo tinha que ser carrilado pela(s) marginal(ais). Logo, a chegada ao destino - leia-se a chegada da bola às zonas de finalização - só acontecia pelo ar, com o recurso quase permanente a centros executados a larga distância dos avançados, Dost sobretudo.

Para lá do mérito dos estorilistas muitos dos nossos problemas passavam por Alan Ruiz. Diga-se que a sua missão não era propriamente fácil, mas foi evidente que o argentino era um jogador a menos. Incapaz de servir de fio condutor e ligação entre sectores, afundou-se em banalidades. É cada vez mais claro, a cada jogo que passa, que é ainda cedo para Alan Ruiz, ficamos ainda sem saber quando será o tempo dele.

A desfeita do nulo passaria pela acção de dois dos protagonistas do jogo. Gélson a assistir e Dost a finalizar. O miúdo está numa forma incrível, verdadeiramente endiabrado, faltando-lhe ainda melhorar o acerto a assistir, coisa que não faltou porém no primeiro golo de Dost. E o holandês é um verdadeiro homem-golo, como o demonstrou na forma como respondeu, de cabeça, à oferta de Gélson. Mas não só, a exibição dos vários recursos de Dost é de fazer crescer água na boca e fazer-nos sonhar com mais de vinte golos na sua conta exclusiva.

A esses dois há que juntar William Carvalho, aquela "lateralização" para o segundo golo de Dost é para deixar gravada. Foi assim que ele descobriu e inaugurou a A5. Após um ano anterior com inicio particularmente difícil, com a lesão a atrasar a sua participação na equipa, William regressou agora em jeito imperial e Jesus parece estar-lhe a destinar funções muito mais alargadas que um mero "6" posicional, obrigando-o a um papel mais interventivo no momento de sair para o ataque. Dessa forma veremos William a subir com a bola controlada e dessa forma baralhando as posições pré-estabelecidas no bloco defensivo adversário. Ontem fez isso vezes sem conta, parecendo corresponder a uma chamada à linha por parte do treinador.

Haveria ainda tempo para André, primorosamente assistido por Ruiz, se estrear a marcar, o que é bom para elevar os níveis de confiança de um jogador que vivia, no seu clube de origem, uma fase tenebrosa, como é do conhecimento de todos. Pareceu denotar mais à vontade e conhecimento na posição "9", do que a de segundo avançado que Jesus parece querer oferecer-lhe.

Seria por iguais circunstâncias que Jesus estava a dar uma oportunidade a Jefferson, com o brasileiro a demonstrar mais uma vez que já viveu melhores dias. Do outro lado, João Pereira continua a justificar a preferência relativamente a Schelotto, mas em nenhum dos lados da defesa temos razões para descanso.

Uma nota final para a forma assustadora com que Ruiz continua a falhar golos aparentemente fáceis e para a forma displicente como acabamos por sofrer dois golos.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Momento Skënderbeu? Não, esta doeu!

A derrota inesperada em Vila do Conde - pelos números e pela pálida exibição - não foi o nosso "momento Skënderbeu", nem sequer o "momento Guimarães" da época. A derrota com o Skënderbeu, pela diferença de valor e de prestigio entre as duas equipas, foi dolorosa para o ego mas não significou muito mais do que isso, uma vez que o objectivo então em vista - o apuramento para fase seguinte da Liga Europa - havia de se cumprir. A pesada derrota com o Guimarães, igualmente inesperada e dolorosa, não foi mais do que a confirmação do que já se suspeitava: ainda não estavam reunidas as condições para sermos campeões.

A derrota com o Rio Ave tem um cariz diferente. Não apenas por termos perdido a liderança, porque neste momento precoce da prova ter um ponto de desvantagem é relativamente pouco significativo. Mas tal ganha maior importância se atendermos ao facto que o nosso rival chega à liderança quando se debate com ausências significativas e numerosas, enquanto nós não só não aproveitamos um calendário relativamente favorável, como ainda desperdiçamos pontos. Provavelmente só no final da prova será possível perceber o real impacto destes três pontos, mas é assim que se perdem campeonatos.

Obviamente que nada está perdido e, tal como dizia ontem, não há razões para desesperos, mas há que aprender com os erros para não termos que passar a vida a lamentá-los. E o erro em Vila do Conde foi não levar o jogo muito a sério, como terão que ser levados todos até ao final do campeonato. Mas há algo mais importante a retirar do último jogo e que passou na abordagem aqui ontem feita e que só depois de revisto acabou por me ressaltar à vista.

A já apontada falta de equilíbrio na organização defensiva após a perda de bola e mesmo depois em contenção foi provavelmente a "anomalia" mais estranha, se atendermos ao passado recente e ao que é habitual reconhecer nas equipas de Jorge Jesus. Parece-me evidente que a fórmula para compensação para ausência de João Mário está ainda por encontrar. 

Nem Gélson nem Campbell conseguem ler o jogo como fazia o nosso ex-17, isto sem descontar o facto de que ambos são muito mais avançados / extremos de formação que ele. Desta forma, sem as devidas compensações e auxílios à linha média, as tarefas defensivas ficam demasiado dependentes de William e Adrien, o que é manifestamente pouco.

Resolver este desequilibro - que passa também por encontrar uma solução para Alan Ruiz, que é frequentemente "menos um" - acaba por ter um carácter quase estruturante, provavelmente muito mais importante que a substituição de Slimani, aquele que pensávamos ser o pesadelo maior a enfrentar.  É que sem organização defensiva eficaz não é apenas a nossa baliza que fica mais vulnerável, é também o ataque que fica comprometido, por não ser possível ter qualidade e quantidade de posse de bola. 

Nesse sentido a segunda parte do jogo de Vila do Conde pode ter um carácter enganador, pelo facto da equipa da casa, confortável pela expressão do resultado favorável, nos ter cedido a iniciativa do jogo. Mas, se atendermos à necessidade de golos de então, as oportunidades não só foram reduzidas em quantidade como em termos qualitativos também não abundaram.

É por isso muito provável que a breve trecho voltemos a ver mexidas no onze titular. O regresso de Bruno César ao centro do terreno será a mais natural delas. Ele que, apesar de não ter o destaque e a boa imprensa de outros, tem sido de uma utilidade, preponderância e fiabilidade totais. E a não resolução em definitivo numa solução fiável na esquerda da defesa já está a passar factura, o que é um verdadeiro paradoxo se atendermos ao que foi investido esta época e quando se constata haver em alguns lugares mais de dois jogadores para fazer a posição.

domingo, 18 de setembro de 2016

Ou "otcho ou otchenta e otcho"

Quem lê este blogue com regularidade sabe o que eu penso sobre Jorge Jesus, pelo que me sinto à vontade para o criticar, com o é o caso hoje. E as minhas criticas nem vão sequer beliscar a categoria do treinador. Acontece que um treinador é ante de mais um homem e é a sua tão proverbial sobranceria que se opõe há obtenção de ainda mais êxito.

Há que contextualizar devidamente o que sucedeu em Madrid. Se é verdade que fizemos uma bela exibição, não é menos verdade e sobretudo é mais importante perceber que não ganhamos ou sequer empatamos. As repercussões mediáticas, em particular os elogios  - merecidos, grande parte deles - parecem ter-nos afastado do essencial, neste caso particular também o treinador. Ora a equipa de futebol do Sporting não é uma equipa de exibições ao género dos Globetroters. É a equipa de um clube que precisa de resultados e as grandes equipas conseguem-nos e as outras não, mister Jesus.

Embora nós tenhamos todas as condições de construir uma grande equipa, isso é uma tarefa que ainda está por realizar. E  o tempo não corre a nosso favor pois, como o jogo em Vila do Conde acaba de provar, há ainda muito trabalho pela frente para jogadores de quem muito esperamos estejam à altura de dar uma resposta adequada quer para a equipa, quer mesmo para a sua própria afirmação.

A conferência de imprensa que antecedeu o jogo já fazia prever que o jogo de Vila do Conde não ia ser abordado com o rigor que deveria ter sido. Quando Jesus decide mudar a equipa esqueceu-se de dois pormenores importantes: historicamente o Sporting sente quase sempre grandes dificuldades, mesmo até quando ganha em Vila do Conde e a nossa prioridade devia estar centrada em assegurar os três pontos e só após isso fazer a necessária rotação.

Infelizmente começou-se pelo fim, isto é, pela rotação de jogadores, com alguns deles a deixarem indicações de ainda não estarem preparados para tal ou outros mesmo deixando sérias dúvidas se alguma vez tal irá suceder. Terá ajudado também muito pouco um inicio em que até podíamos ter sido um pouco mais felizes e construído outro resultado, contribuindo quiçá para acentuar a ideia de que ganhar era uma inevitabilidade, uma questão de tempo. O que não ninguém contava foi que o pequeno Rio Ave desaguasse três vezes consecutivas na nossa área, deixando-nos com água linha da água por cima das nossas cabeças. A eficácia que precisávamos ter tido tiveram-na eles.

A abordagem de Jorge Jesus ao jogo foi infeliz no inicio e assim permaneceu após o intervalo. E se o falhanço deve ser considerado sempre de forma colectiva, foi claro que ele acentou em escolhas erradas de jogadores que não estiveram à altura do que era exigido e cujas falhas comprometeram a equipa.

- Alan Ruiz é neste momento uma perfeita nulidade. Ou como disse em tempos JJ, este Ruiz tem de nascer dez vezes para merecer a titularidade... num jogo particular. Num jogo a doer estamos conversados. Para lá de demonstrar ter um pé esquerdo potente, não defende e não dá nada ao nosso jogo atacante. Jesus parece querer dar-lhe tempo de jogo, mas ao não o por a jogar em Madrid demonstra saber que ele ainda não está à altura. Porque o faz num jogo do campeonato, onde os pontos contam e é a nossa competição alvo, ficamos por compreender.

- André tem bons pés, demonstrou-o algumas vezes mas com um Alan Ruiz nas costas é um ilha completamente fora dos horizontes do resto da equipa. Na segunda parte, no lugar do argentino, conseguiu pelo menos ser útil, ajudando ligar o nosso jogo no ataque.

No golo de Tarantini cabia a um deles ter descido com Roderick, não permitindo que ele fosse por ali abaixo, quebrando linhas, até fazer uma assistência letal. Mas não só, a forma como ele passou por toda a nossa equipa sem que alguém fizesse sequer recurso à falta revela a displicência e arrogância com que o lance e provavelmente todo o jogo foi encarado. Quando se perceberam as consequências já foi tarde para remediar.

- Campbell é esquerdino mas não sabe o que fazer daquele lado, nota-se o seu incómodo quando recebe a bola. E não apoia a defender. Nas incursões de Gil Dias (que bela surpresa, este miúdo de 19 anos!) nem ajudou Bruno César nem seguiu o miúdo nas diagonais, de forma a permitir o reequilíbrio de forças o meio-campo.

As substituições na segunda parte eram inevitáveis. Mas mais uma vez aí Jesus não fez as escolhas mais adequadas. Ou, se preferirmos e quiçá para ser justo na avaliação, foi a visão de Capucho a sair premiada. A inclusão de Bas Dost adivinhava-se e provavelmente justificava-se. Mas com o Rio Ave a subir a linha defensiva reduziu o espaço disponível para atacar.

Nos flancos Gélson quase nunca conseguiu as suas diagonais letais e Bruno César, a demonstrar cansaço com o passar do tempo, ficou obrigado a fazer todo o corredor. Com Dost e André ao centro o Sporting não tinha jogadores com velocidade disponível para por à prova o muito espaço disponível nas costas dos defensores rioavistas. Quando Markovic, que o podia fazer, entrou, já era tarde e com tão pouco tempo já disponível Capucho voltou a fazer descer as linhas. Quando o golo de Dost surge era já tarde. Bom, talvez não fosse, caso Coates não falhasse aquele "encosto" a poucos metros da baliza.

Esta derrota, se devidamente analisada e percebida tem pelo menos a vantagem de ter ocorrido num momento inicial do campeonato. Se é verdade que os três pontos já não podem ser recuperados se pelo menos se perceber como é que eles foram perdidos, nem tudo se perde. Tal como no ano passado, antes de se recorrer ao auto-elogio, à arrogância, à desconsideração e desrespeito pelos adversários convém primeiro ganhar-lhes.

Nota: o post original foi revisto e aumentado relativamente à sua versão original. As minhas desculpas para quem já tinha lido e comentado.

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