O diamante, os avançados e as teimosias de Amorim
Em Portimão o Sporting arriscou mais uma vez voltar a registar maior atraso relativamente aos lugares do pódio por manifesta falta de eficácia e da indispensável sorte. Mas sobretudo da primeira, obviamente. No entanto, e perante as dificuldades que Paulo Sérgio criou a Rúben Amorim com o seu 6x3x1, o Sporting terá feito o seu melhor jogo da época, ante equipas mais pequenas e que recuam as linhas para defender o mais compactamente possível.
Jogando de forma personalizada, a equipa de Amorim não só foi profícua a criar oportunidades sem conta como eficaz em retirar ao adversário qualquer veleidade em sair para as transições rápidas que pusessem em perigo a baliza de Adán.
Do jogo de Portimão ressaltam-me três observações:
1-Onde estão os "catastrofistas" que, antes de verem sequer, se apressaram a "matar à nascença" o preço de Osmane Dioamande?
2- O Sporting criou uma série "infindável" de oportunidades mas Chermiti, tal como em muitos jogos anteriormente Paulinho, não teve uma única assistência para golo. Faz sentido discutir a sua qualidade e potencial apenas com base nestes dados estatísticos ou, para o modelo de Rúben Amorim, o papel do "9" é substancialmente diferente do que é pedido por exemplo nos rivais?
3- Continua a fazer sentido dizer que "Amorim é teimoso" porque não muda nada no seu sistema ou o treinador já está a implementar novas dinâmicas que mudam de forma significativa a forma de jogar da equipa? Forma essa que permitiu à equipa estar mais confortável, criando mais oportunidades, perante um muro algarvio alto e normalmente coeso.
