O ensurdecedor barulho dos talheres
Ainda não começou o tempo oficial da campanha eleitoral que levará os Sportinguistas às urnas mas é cada vez mais notório que esse tempo está próximo. É assim que se compreende o abandono por Bruno de Carvalho da postura discreta e até cordata adoptada no inicio da época, num curto espaço de tempo, endurecer o discurso, como é manifesto num post inqualificável e injustificável sobre "os híbridos" e no recente discurso por ocasião do Jantar comemorativo da 36ª edição dos Prémios do Rugido do Leão. Como diria um conhecido filósofo inglês (não chinês...) "a natureza é frequentemente escondida, algumas vezes dominada, mas raramente extinta."
Não havendo oposição constituída e recolhendo Bruno de Carvalho um nível de aceitação e aprovação elevado entre os associados e adeptos do clube, esta postura é de todo incompreensível, a menos que ela tenha origem nas recentes noticias sobre a sua vida pessoal e passado profissional. Mas, assim sendo, não faz qualquer sentido inseri-la num contexto de uma qualquer campanha com origem em inimigos externos ou internos, por terem origem em actos da sua exclusiva responsabilidade pessoal. E de forma a mantê-los nessa esfera pessoal, como julgo que é de todo conveniente, não seja o próprio a inseri-las na agenda do clube.
Como dizia acima, tudo isto acontece ainda antes de entrarmos em período eleitoral e sem candidaturas visíveis. É caso para perguntar porquê tanta hipersensibilidade e nervosismo? Se este é agora o nível como será se aparecer alguém com ideias e projectos alternativos, algo que os Sportinguistas deviam desejar e promover em nome do melhor para o clube, mesmo que isso atrapalhe agendas pessoais de poder, como será quando for aberta a caça ao voto?
Voltando ao discurso no referido jantar, haveria muita matéria que mereceria análise e verificação (fact check), mas o que me merece nota é o tom entre o paternalista e o autoritário usado numa reunião que é conhecida como uma festa do Sportinguismo.
Tom ainda de nível inferior no referido post sobre "os hibridos" e ambos a remeter-nos para um tratamento que até no tempo cognominado de "roquetismo" é difícil de encontrar.
Até quando isto será tolerável? E tudo porque um qualquer paineleiro ligado ao SLB decidiu avançar com um nome de um putativo candidato, candidatura que o visado já desmentiu. Isto comprova aquilo que várias vezes aqui tenho afirmado: em Alvalade os assuntos da agenda comunicacional do Sporting é escrita pela punho dos paineleiros benfiquistas.Como dizia acima, tudo isto acontece ainda antes de entrarmos em período eleitoral e sem candidaturas visíveis. É caso para perguntar porquê tanta hipersensibilidade e nervosismo? Se este é agora o nível como será se aparecer alguém com ideias e projectos alternativos, algo que os Sportinguistas deviam desejar e promover em nome do melhor para o clube, mesmo que isso atrapalhe agendas pessoais de poder, como será quando for aberta a caça ao voto?






