quarta-feira, 31 de julho de 2013

Breve balancete da pré-época

A mais ou menos um mês do final da janela de transferências um balanço rápido sobre o que tem sido o defeso. 

Programação da época
Demasiado acidentada. Até agora 2 jogos anulados sem explicação satisfatória para o sucedido. As razões logísticas para o adiamento do jogo em Nice não foram suficientes para que a Roma lá se apresentasse à última hora, como aqui foi bem observado.

Abordagem do mercado: Ficará sempre indelevelmente marcada pela inabilidade com o que o dossier Bruma foi abordado, mesmo que este venha a ser remediado, embora haja efeitos perniciosos que não poderão já ser anulados. E também pela truculenta relação com os empresários e com os clubes (negócios Thuram, Viola). Demasiadas frentes em aberto, demasiada exposição com efeitos práticos nulos ou até negativos. Um livro antecipadamente aberto em relação aos jogadores pretendidos, com desfechos negativos perniciosos para a imagem do clube.

Vendas / Dispensas: O dossier mais difícil de resolver tendo em conta o elevado lote de jogadores, com elevados salários e valor de mercado em baixa e que por isso só deverá conhecer o desfecho nos últimos segundos. Não será porém surpreendente que um ou outro jogador acabe por continuar ligado ao clube, por comodismo proporcionado por um ordenado chorudo ou por falta de pretendentes ou ambos. Pela dificuldade envolvida requer paciência e nervos de aço.Valores muito baixos no negócio com o PSV por Schaars / Árias. Critério muito duvidoso nas dispensas de Farley Rosa, Luiz Cortês e Ricardo Tavares na formação.

Aquisições: Cissé, Welder, Mauricio, Magrão não acrescentaram nada ao que não tivéssemos já no plantel ou não pudéssemos remediar. Apesar do valor de Montero ser ainda uma incógnita, dificilmente não significará uma melhoria, face ao que Jardim tinha à disposição. São muitas as dúvidas de estas serem as tais aquisições cirúrgicas ou se andamos a gastar no farelo e poupar na farinha. Experiências anteriores com jogadores à procura da redenção ou do relançamento das suas carreiras (Angulo, Paredes, Pranjic, Bojinov, etc.) também ajudam pouco a ver algumas destas aquisições com confiança, especialmente o caso de Magrão, o mais caro de todos. Face aos jogadores já em carteira e ao momento financeiro 2 a 3 aquisições seriam suficientes, o que constituiria uma mensagem coerente com a "aposta nos jogadores da casa".  Para lá deste número, a haver mais, seriam em função de saídas, como pode acontecer com Patrício ou outro eventual bom negócio.

Melhor contratação: Leonardo Jardim. Pelo que se pôde ver no jogo de apresentação, os princípios são bons. Com a assimilação dos conceitos e consolidação de processos é expectável  mais consistência e evolução positiva.  Dúvidas legitimas sobre o que seremos capazes de fazer no último terço do terreno. Tal estará também dependente do material humano à disposição do treinador, o que até agora me parece insuficiente. Mas como é também o telhado, é por aí que a construção de uma equipa acaba. Aguardemos. O que todos esperamos dele é consiga o fundamental em qualquer equipa de futebol: que o todo seja superior à soma de todas as partes. Isso conseguido e as insuficiências e limitações individuais acabam por passar despercebidas.

A renovação de João Mário e William Carvalho, de entre as efectuadas com jogadores da casa até ao momento, são excelentes noticias pelo que já valem e pelo que valerão no futuro.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Pmagpagaio, show de araras e aves raras

Ainda bem cedo chamei aqui à atenção para o erro que constituía atribuir a figuras menores na hierarquia do clube a tarefa de assegurar, mesmo que pontualmente, a comunicação institucional. Pelas razões mais óbvias e, sobretudo, por contradizer o  que Bruno de Carvalho prometera relativamente à matéria nos momentos que se seguiram à vitória nas eleições.

Hoje já é consensual que as intervenções do PMAG ajudam pouco ou nada o clube. Na maior parte das vezes representam um enorme distanciamento entre o que é dito e o prestigio do clube, bem como do que são e do que pensam os sócios e adeptos. A comunicação do Sporting não se pode assemelhar a um show de araras.

Há pouco dias era a equivalência do presidente a um "virus que nos empurra". Agora é o o aviso aos adversários para que se cuidem porque ... "seremos campeões na recuperação administrativa e financeira". O Sporting é um clube desportivo, não uma organização comercial ou administrativa, embora seja consensual entre nós que há muito a fazer nessa área. Os nossos adversários são os que encontramos no relvado, são esses os jogos que queremos ganhar, em especial aos nossos rivais. Tirar daí o foco, como se o Sporting pudesse fazer o intervalo na sua grandeza e entretanto ser  o primeiro num campeonato de mangas de alpaca é um erro estratégico imperdoável.

As declarações seriam completadas com a ideia messiânica  de que "tudo o que Bruno de Carvalho faça será a bem do Sporting e dos jogadores" tendo já antes avisado de que os problemas do Sporting "ou são resolvidos por Bruno de Carvalho ou mais ninguém o fará". Quem diz isto é o representante de todos os sócios de um clube cujo carácter associativo é um exemplo e a raiz da sua grandeza. Faltam-me as palavras e a vontade para qualificar estas declarações.

Aves raras
Não precisei de ler o desmentido da direcção do Sporting sobre as declarações de Elias e quem leu a minha brincadeira no post de ontem tê-lo-á percebido. Há uma diferença entre ser inteligente ou esperto mas para perceber que o que disse Elias não batia muito certo não era preciso mais do que ter 2 sinapses por dia. Infelizmente houve muito Sportinguista, qual ave rara, a fazer eco das palavras do jogador brasileiro sem cuidar de perceber o que elas representavam para a imagem do clube e sobretudo da sua conformidade com a verdade. E porque o fizeram? Para comemorar mais uma derrota da direcção anterior, como tal não fosse uma derrota para o clube e, por isso, para todos nós.

Esteve bem a direcção ao desmentir o jogador, defendo os interesses do clube, como lhe compete. Esteve bem melhor que alguns dos seus apoiantes mais extremistas - que, apesar do desmentido, não se retrataram - que não percebem que enquanto comemorarmos vitórias de uns contra os outros apresentar-nos-emos sempre mais fracos para lutar com os adversários e inimigos, que também os temos. 

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Jefferson Montero: 2 em 1, o 2º maior accionista da SAD, os 1700 anos do FCP e outras notas

Jefferson Montero, 2 em 1
Um dos problemas que se arrastam há algumas épocas e que Wolfswinkel não resolveu inteiramente é o lugar de ponta-de-lança. Este ano já compramos 2 elementos para aquele lugar mas a incógnita sobre a sua real valia mantém-se para já. Vai daí e lembrei-me de sugerir que em vez de termos ido buscar o Jefferson ao Estoril (como pesam mais as nossas camisolas, deve ter pensado o defesa-esquerdo e todos nós, após o primeiro jogo em Alvalade...) e o Montero aos USA, às tantas íamos buscar só um como este de seu nome... Jefferson Montero. Seria um verdadeiro 2 em 1:


Elias, o grande 
Elias veio finalmente esclarecer os motivos que o levaram a sair do Sporting em direcção à terra Natal. Segundo o próprio o Sporting devia-lhe 8 meses de salários. Fazendo as contas o jogador brasileiro esteve no Sporting cerca de 18 meses. Isso quer dizer que, a ser verdade, recebeu apenas os primeiros 10 meses. O que me levou a pensar:

- Isto pode ser verdade, o que diz muito do que foram os resultados que a equipa ia coleccionando, jogo após jogo.

- Ou será que Elias recolhia o ordenado na sala da direcção e não por transferência bancária? Isso fazia com que tivesse que subir as escadas (os elevadores nem sempre estão disponíveis e a distância aos balneários é razoável) e se o fizesse com o mesmo empenho e rapidez que exibia em campo isso explicaria alguns dos meses em atraso.

- Com 8 meses de salário em atraso o Elias já tinha metido mais dinheiro no Sporting do que os 3 candidatos às últimas eleições, o que faz dele um benemérito. Se atendermos ao que custou o passe e que podia ter saído para onde quisesse com passe na mão, a quantia faz-lhe valer metade do novo accionista, a Holdimo. 

FCP celebrará em breve 1700 anos, mais coisa menos coisa
O FCP comemora os 120 anos da sua fundação. Por isso ontem jogaram de branco porque, como há 120 anos não existiam, não havia melhor cor para representar a efeméride. Branco mais em branco não há. 

Mas, neste momento, estou em condições de avançar com a informação de que no próximo ano o clube da Invicta poderá comemorar 1.700 anos, mais coisa menos coisa. Depois de Rui Guedes, o famoso apresentador do Topo Gigio, ter descoberto que uns maduros que jogavam à bola em 1893, para destilar os vapores das provas de vinho do Porto, já eram o FCP, surgem agora novos indícios que apontam a datas anteriores. Mais propriamente aos anos 300 D.C em que S. Jorge mata um dragão, episódio celebrizado pela Igreja Católica e outros. 

Ora parece que aquele não era o último dragão e que terá deixado descendência. Não querendo estragar desde já a surpresa, é muito provável que seja a própria Daenerys Targaryen a contar a história. Só não aconteceu ontem porque a menina, cheia de predicados e complementos directos, estava ocupada nas gravações da quarta temporada da Guerra dos Tronos:


Pré-época
Decorrem com normalidade os jogos de preparação para a época 2013-14. Enquanto as atenções se concentram nas equipas de futebol não devemos deixar de olhar para o que fazem também os árbitros. Por exemplo, Hugo Dias e os seus auxiliares, ensaiaram ontem no Dragão dois dos lances mais comuns naquele relvado: deixar marcar um golo aos da casa em fora-de-jogo e não expulsar um jogador, também da casa, mesmo depois da segunda tentativa consumada de agressão. Lances como estes são fundamentais nas arrancadas para os títulos, especialmente no inicio de cada época, pelo que estes treinos se revestem de particular importância.

Roberto só há um
Muitos ter-se-ão interrogado sobre quantos Robertos o SLB teria nos seus quadros quando se soube agora que o clube sediado em frente ao Colombo vendeu um guarda-redes ao Atlético de Madrid com esse nome. Precisamente com o mesmo nome de outro que já havia vendido ao Saragoça. Estamos em condições de esclarecer que Roberto só há um. É o nome que qualquer guarda-redes recebe assim que  assina contrato com o SLB, e que na gíria vermelha tem o mesmo significado que "rapaz que cuida do aviário". Em tudo semelhante à designação de "Almeida" adoptada para designar os varredores de ruas. Artur é, como se tem visto, um bom Roberto.

Boas relações com o SLB são boas para o futebol
Lembram-se das declarações do nosso PMAG, a propósito da normalização das relações com o SLB? Dizia ele que eram boas para o futebol português. Ora O SLB já tratou de esclarecer o equívoco do nosso PMAG, ao tirar Pizzi (e Silvio também) da rota de Alvalade e enviá-lo para Barcelona. Boas relações com o SLB estão para nós como os ventos e os casamentos vindos de Espanha. São boas para o futebol, mas para o espanhol.

domingo, 28 de julho de 2013

Jogo de apresentação: promessas, promessas, promessas

Deixarei para depois as muitas dúvidas que ficaram a pairar no ar após a ausência de alguns jogadores na apresentação do plantel. Nem todas as situações serão idênticas, nem todas significarão os mesmos desfechos pelo que o melhor será aguardar pela respectiva definição para me pronunciar.

No cumprimento de obrigações pessoais não me foi possível ver o jogo na totalidade e o que vi não foi uma observação cuidada, o que deverei fazer hoje, uma vez que o gravei para esse efeito. Assim deixarei a impressão genérica do que vi.

Nas referidas circunstâncias e tratando-se de um jogo de preparação - o terceiro, se não estou em erro - não se podem tirar conclusões definitivas nem em termos individuais nem em termos colectivos. Mas as primeiras impressões deixadas são positivas e em alguns momentos superou as minhas expectativas. Desde logo o número de jogadores da casa a puxar dos galões e a fazer uma demonstração de qualidade e vontade. 

Uma equipa subida no terreno, pressionando de forma agressiva, muitas vezes solidária, tentando recuperar a bola o mais cedo possível. Com um quarteto defensivo novo não se poderia pedir muito mais entrosamento, notando-se a necessidade de corrigir alguns posicionamentos, em particular nas laterais. Primeiras impressões positivas para Maurício. Muito bem William Carvalho, que deve ter deixado Rinaudo a pensar. A mim deixou-me a pensar o que tinha na cabeça quem tomou a decisão de ir buscar Gélson Fernandes com um jogador destes nos quadros. Boa nota também para Adrien, e que nada tem a ver com o golão que marcou. Falta ainda muito no ataque, desde a ligação colectiva quer em qualidade à disposição de Jardim. Vamos ver o que vale Montero. Para o que Cissé mostrou pergunto-me se quem o foi buscar alguma vez viu jogar o Betinho. Ou até o Rúbio.

A impressão positiva deixada pelo que vi, a boa prestação dos jogadores da casa são boas  promessas deixadas neste inicio de época. A esperança é um capital indispensável para os adeptos e neste momento da época ela é perfeitamente possível. Esperança em ter uma equipa competitiva e que lute por um lugar no pódio, objectivo difícil mas que me parece ser importante assumir.

sábado, 27 de julho de 2013

A noticia por trás das renovações e ainda Orlando Sá

As renovações de William Carvalho e Wilson Eduardo, estendendo os seus vínculos até 2018 tem uma importância maior do que a possibilidade de virem a fazer parte do plantel da próxima época. Possibilidade, porque é uma incógnita ainda perceber quem dos quase 30 jogadores sairá para ficarem os tais 20 jogadores avançados no inicio de época. Uma afirmação demasiado peremptória para as nossas circunstâncias e para o que é o futebol.

Wilson Eduardo, pelas suas características, terá muita dificuldade em impor o seu futebol no Sporting, mas seria um jogador extremamente útil a equipas como Guimarães, Marítimo ou até mesmo o Braga. Um daqueles jogadores que daria nas vistas a jogar contra nós e capaz de nos causar amargos de boca. Mas pode ser um jogador útil neste momento de transição que se espera para algo melhor e, com 23 anos, está longe de ter a progressão limitada.

William Carvalho é um jogador com talento para fazer mais do que apenas o lugar de trinco, vulgo 6. Os últimos anos da etapa formativa, carregado de lesões, impediram-no de dar nas vistas e evoluir. Apesar da qualidade, ficam algumas dúvidas se estará apto para lutar com a imensa concorrência do meio-campo. Se Jardim não contar com ele  (a chegada de Magrão é um atestado de desconfiança para quem estava) fica a dúvida se seria melhor descê-lo à equipa B - onde tapará a progressão a outros que também precisam de jogar - ou emprestá-lo a uma equipa que lhe dê minutos de primeira Liga.

Mas a boa noticia por detrás do acordo com os jogadores é o facto de este apontar para a normalização de relações com Pini Zahavi. Com o número de jogadores que representa no Sporting, o preço de uma vitória na guerra com o empresário seria sempre demasiado alto. O caso Bruma é bem o exemplo da disparidade de forças e dos danos infligidos quer ao clube quer mesmo ao jogador. Para um clube formador, que tem contra si até as disposições regulamentares que orientam os vínculos dos atletas, os conflitos com os seus representantes - empresários e tutores - é um curto-circuito de todo indesejável. Isto dito sem prejuízo de que o Sporting deve ser implacável na defesa dos seus direitos.

Orlando Sá 
Um pequeno ponto para esclarecer a minha posição relativamente a Orlando Sá, uma vez que ontem deixei um comentário ligeiro sobre a matéria. A observação feita - "E quando se fala já em Orlando Sá fica a pergunta no ar: quem vão ser os tais vinte jogadores do plantel principal?" - está relacionada com a quantidade e não tanto com a qualidade. Tenho algumas dúvidas relativamente ao jogador, mas não tenho nenhuma dúvida que estará muito melhor preparado para o lugar do que Cissé.  

Ao contrário do jogador acabado de chegar da Académica, é um jogador livre, com escola e com trajecto ascensional até ser limitado por uma ruptura de ligamentos. Se essa tivesse sido a opção inicial não estranharia. Cissé ganha-lhe apenas no exotismo de uma aposta que deve ser olhada para o médio-prazo, assim o jogador tenha a possibilidade completar o talento que dizem ter com os rudimentos da articulação indispensável num jogo que é colectivo.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Orçamento Magrão

Welder e Gerson Magrão são dados como certos no plantel 2012/13 do Sporting. Duas aquisições que lançam uma série de interrogações sobre a politica de contratações e dispensas adoptada nestes últimos movimentos no mercado.

O dinheiro, a sua falta ou o seu excesso, nunca substitui a inteligência, o conhecimento do meio e uma boa prospecção. Num clube que produz jogadores em quantidade e qualidade  e e que vive um momento de dificuldade financeira, essas são qualidades que devem estar ainda mais apuradas. O orçamento não pode funcionar como uma desculpa para se comprar por comprar. E quando se fala já em Orlando Sá fica a pergunta no ar: quem vão ser os tais vinte jogadores do plantel principal?

Magrão, o substituto "perfeito" de Schaars
Magrão chega do Figueirense, de onde foi dispensado por causa do rendimento abaixo do esperado, do vencimento alto e das lesões graves reincidentes. A sua expulsão num jogo com o Chapacoense atirou-o para fora das opções do treinador, deixando de contar para ele desde Fevereiro. As diferenças de opinião relativamente ao lugar a ocupar na equipa - lateral esquerdo ou médio - agravaram o problema. 

Aquando da venda de Schaars ao PSV os motivos invocados eram precisamente os mesmos,  salário elevado, rendimento irregular por causa de repetidas lesões, se bem que a a de mais demorada recuperação foi uma fractura. Se a ideia era buscar alguém que o substituísse emulando os mesmos problemas dificilmente se poderia encontrar melhor. Com a vantagem para o holandês, de conduta irrepreensível nos 2 anos de leão ao peito. 

Welder
Ao contrário do seu compatriota, que até tem algum estatuto adquirido pelas passagens por Flamengo, Dinamo de Kiev, Welder é  um desconhecido. E dificilmente pode aspirar a mais quem tem passado os últimos tempos no banco e sobretudo na bancada. Árias passou 2 anos cá quase na mesma mas tinha outro percurso como internacional do seu país. Dispensá-lo pelo preço de saldo para ir buscar um outro ainda mais desconhecido é um risco que dificilmente se compreende.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Montero: nem lobo, nem falcão

Montero foi ontem apresentado com pompa e circunstância em Alvalade. Sobre ele escrevi aqui há dias isto e mantenho:


Um jogador com um perfil interessante, à procura da afirmação de uma carreira que prometia muito quando apareceu no Atletico da Huila como melhor marcador do Torneio Apertura e confirmado no regresso ao Deportivo de Cali. Apesar da aparência frágil e não ser especialmente alto, não se intimida, é rápido e tem um razoável jogo de cabeça, a que associa um drible curto e bom remate. É também um bom executante de bolas paradas e assiste com frequência os companheiros melhor posicionados. Não é um 9 puro e isso levanta uma questão: irá, caso se confirme a sua chegada, ser adaptado por Jardim? A sua velocidade encaixa-se na perfeição no perfil usual das equipas do treinador madeirense, que privilegia as transições rápidas, mas fica a dúvida se poderá ser a referência no ataque. O facto de vir de uma liga menor tem pouca importância, não faltam por aí jogadores que nos dariam muito jeito.

Desde o Bueno que não faço análises pelo que vejo no Youtube. Como o trajecto de Montero passou sempre ao lado das principais ligas, não há outra fonte para avaliar a qualidade do nosso novo ponta-de-lança, o que é o mesmo que dizer que este é ainda uma grande incógnita. Que precisa do usual tempo de adaptação, a que certamente ajudará muito que a família se junte a ele. Não apenas os progenitores, como acontecia nos Estados Unidos, mas especialmente a mulher - americana - de quem espera o primeiro filho, neste caso filha.

Enquanto aguardamos pelos primeiros toques na bola  o pior que se pode fazer é colar a imagem do recém-chegado à de outro qualquer jogador. Fredy Monteiro é bem diferente de Wolfswinkel - que já não está cá -  e mesmo de Falcão, com que divide apenas a nacionalidade. A comparação já feita é absurda tendo a conta a diferença de estatutos e, tal como outras feitas no passado, tendem a prejudicar mais do que a ajudar quem procura a sua própria afirmação. E não sabemos onde estaria hoje Montero se, além de voar sobre os centrais, fosse capaz de roubar dois anos à velhice.

Para terminar o vínculo ao Sporting. O empréstimo tem vantagens óbvias sobre uma opção definitiva quer do ponto de vista técnico como económico. A discrepância entre o anunciado formalmente pelos clubes e pelo presidente era desnecessária.


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P.S.- Tenho más noticias para "os amigos da onça" que, na ausência de posts no passado fim-de-semana, aqui deixaram comentários apenas compreensíveis por alguém que partilhe igual baixo nível. De forma aprioristica e sonsa, sem cuidar de saber os motivos que levaram a que tal acontecesse - quando podiam vir congratular-se com as vitórias que, tal como as derrotas, são de todos os Sportinguistas - apressaram-se a produzir acusações sem qualquer sentido. Como se as vitórias não fossem minhas também ou até conseguidas apesar de mim e contra mim. Ou que estas me deixassem triste a ponto de nem lhes fazer referência.

Isto sim não é normal, revela um sportinguismo infectado, a escorrer pus na caixa de comentários Esta celeridade em condenar anula por completo a legitimidade de qualquer critica. É uma mera tentativa de ajuste de contas apenas porque não gostam da minha opinião. Azar, continuarei aqui a escrever quando, onde, como e sobre o que eu quiser.

Fica aqui o registo porque não sou santo e muito menos Cristo, capaz de dar a outra face. Quem sabe se Ele não tivesse sido tão compreensivo e benevolente há 2000 anos não teria erradicado várias série de gerações de crápulas.

PPS- Ainda não li a recente entrevista de Bruno de Carvalho. Assim que o faça e se achar que merece post aqui  darei conta disso. No entanto congratulo-me pelo meio escolhido, o site do Clube. Ao contrário dos outros meios, ali só não lê quem não quer.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Dinâmica, classe e calma

 
Muita calma... Foram um belo presente os últimos resultados do Sporting, na antecâmara do jogo de apresentação aos sócios este renovar de ilusões e confiança é refrescante para todos nós que nunca viramos a cara a dizer presente nos momentos difíceis. As feridas profundas e rasgadas nas últimas épocas leoninas estão longe de estar saradas mas não conheço melhor antidoto para qualquer problema que um golo do Sporting.
 
O elemento comum aos jogos da passada semana para mim foi a superação, cá como lá longe, nas américas, muitos esperavam resultados negativos, mas quem vestiu a nossa camisola soube despir-se de preconceitos e fazer aquilo que sabem melhor, jogar à bola.
Acompanhei no ano passado vários jogos da equipa B, como antes tinha também visto alguns das camadas jovens, impressiona a dinâmica das nossas equipas, parecem 11 Andrés Martins a jogar em conjunto e o jogo flui naturalmente, há ingenuidade, há deslumbramento, mas a qualidade das dinâmicas é impressionante. Do mesmo modo é perfeitamente incompreensível o deserto de futebol que tem caracterizado a equipa de futebol principal, que mais se tem assemelhado a um buraco negro que suga todas as boas características individuais dos seus elementos. Da América sopram ventos que anunciam boas novidades para conferir in loco no sábado.
A classe com que o nosso grupo de “miúdos” limpou os dois jogos que por cá realizou também ajudou colocar no seu lugar as Brumas que pelos gabinetes e tribunais vagueiam. O Sporting precisa tanto de pavões indispensáveis como um tuaregue de um aquecedor ao meio-dia no meio do deserto. O excelente Bruma, só o será na realidade no relvado, acompanhado de outros não menos excelentes leões que devem estar satisfeitíssimos pela oportunidade que Baldé lhes proporcionou para brilharem já este ano quando tudo levava a crer que a oportunidade tinha sido agarrada pelo seu companheiro. Seja qual for o desfecho deste caso, julgo que será de bom tom que Bruma desça no patamar de prioridades para a equipa principal para trás de quem, mesmo com inferior qualidade, disse presente quando foi necessário.
Agora é manter a calma, uma pré-época é isso mesmo, “pré”, a antecipação daquilo que poderá ser uma época, na realidade não vencemos, empatámos, mas com golos! Marcados (que saudades) e sofridos (trabalha Jardim! Trabalha Abel!). Falta ainda muito até 1 de Setembro, data que defini como a primeira barreira ciclópica que a actual direcção teria de transpor. Ainda vamos ter muitas ilusões e desilusões, temos de manter o sangue frio e a calma quando as más noticias vierem, para já a lesão de Rojo, que vai apresentar mais um desafio técnico ao treinador, promove um B? Aposta em Maurício? Ou é Dier que volta onde, para mim, nunca devia ter saído? Muita água vai ainda correr e realmente importante é o dia 18 de Agosto onde os erros valem pontos que serão irrecuperáveis.
 

Apresentação em cheio

Caro(a) Sportinguista,

Vimos informar que o Solar do Norte está a organizar excursão para o jogo com a Real Sociedad do próximo dia 27 de Julho às 19:45.

:: Preços ::

Viagem: 17.50 €
Viagem+Bilhete: 27.50 €

Faça já a sua reserva em: http://www.solardonorte.org/bilhetes


Com estas condições só não vai quem não quer e quem não pode. Seria bom ver Alvalade cheio na apresentação da equipa aos seus adeptos e associados. 


quinta-feira, 18 de julho de 2013

Então meninos? Os Sportinguistas merecem melhor!

Foto de @NadiaMatosCTV
V
Como o resultado deixa antever não deve ter sido grande coisa a exibição do Sporting no primeiro jogo da digressão ao Canadá. O adversário era demasiado modesto para nos obrigar a recuperar de um resultado negativo com aparente dificuldade. 

Esperemos que o Peñarol provoque outra motivação aos jogadores de forma a premiar a fantástica adesão dos adeptos leoninos sediados do lado de lá do Atlântico. Fontes no local estimam a presença de cerca de 2000 adeptos, o que é uma inequívoca demonstração da grandeza do nosso clube.

SPORTING: Marcelo Boeck (Rui Patrício, 46m); Rúben Semedo (Cedric, 16m), Maurício, Marcos Rojo (Zezinho, 86m) e Jefferson (King, 78m); Rinaudo (André Santos, 66m), Adrien Silva (Filipe Chaby, 61m) e Labyad (Wilson Eduardo, 46m); Capel (William Carvalho, 66m), Nii Plange (Cissé, 46m; Christian Ponde, 85m) e Carrillo (André Martins, 38m). 

GOLOS: Champman (40m), Filipe Chaby (76m) e Wilson Eduardo (78m).

Foto de @NadiaMatosCTV




terça-feira, 16 de julho de 2013

Nem gastar no farelo nem poupar na Fariña

Parece que a Luis Fariña lhe vai acontecer o mesmo que aconteceu ao Dr. Bebiano. Ia apanhar um autocarro para o Lumiar e, quando deu conta, desembarcava lá para os lados de Carnide. Há males que vêm por bem e o aparente desvio de Luís Farinã para uns poucos quilómetros mais acima inscreve-se perfeitamente nessa asserção popular. 

Senão vejamos:

O jogador está longe de merecer o estatuto de titular indiscutível no imediato, que me parecem, salvo raras excepções, deverem ser todos os jogadores que o Sporting decida fazer o esforço de contratar por razões óbvias. O Sporting tem, neste momento - ao contrário de outros sectores - um leque de jogadores para o seu meio-campo  quer em número quer em qualidade, que obriga a quem chegue possuir um nível muito acima do razoável. Seria mais do que provável que Fariña ainda tivesse que sofrer um período de adaptação que o Sporting actual não lhe pode conceder. Ao contrário do que deveria ser, esta contratação seria, por isso, tudo menos "cirúrgica", constituindo assim um sinal contraditório para politica de aposta nos recursos da casa. 

Claro que o que agora é dito não anula o que o jogador, à semelhança de outros compatriotas, possa vir a evoluir nas mãos de Jesus. Esta é uma análise em função do momento e das circunstâncias desportivas e económicas do Sporting.

domingo, 14 de julho de 2013

PSV leva Schaars e brinde? Um grande reforço já em Alvalade e mais 3 apontamentos

Schaars: Pena de ver sair alguém que, desde a primeira hora, me pareceu um bom jogador, um bom profissional e, aparentemente, perfil de líder. Mas é um daqueles sacrifícios anunciados que sabemos ter de fazer. A idade do jogador, o vencimento e as muitas opções para o meio-campo, bem como o longo período lesionado, fazem da sua saída das que menos se sentirá dentro do leque de jogadores potencialmente titulares em que Schaars se inseria.

Árias - Não sou dos que tinha visto grande potencial no jogador. Aliás viu-se tão pouco e o pouco que se viu não permitiu tirar conclusões. O facto de ter passado pela mão de tantos treinadores sem merecer uma aposta declarada também diz alguma coisa. Sem grande pena de o ver o partir fica apenas a dúvida de quanto valeu a sua transacção. Dúvida que ainda não foi esclarecida nem pelo PSV nem pelo Sporting. Seria importante que o Sporting o fizesse para não parecer que o clube holandês levou o Schaars e ainda teve direito a brinde.

Renovação de Esgaio e João Mário- Uma excelente noticia e que equivalerá a libertar João Mário da B para a equipa principal para que finalmente se possa assumir como um dos jogadores mais dotados da sua geração. Já Esgaio ainda não me convenceu totalmente, provável infelicidade minha, por não ter ainda visto todas as qualidades que se lhe apontam. Tem pelo menos as suficientes para ter merecido outra aposta do seleccionador no pretérito campeonato do Mundo.

Primeiro jogo - Sem ter visto o jogo e até levando em linha de conta o adversário e o facto de ser o primeiro da época, fica apenas o registo de quem jogou e de quem marcou:

Rui Patrício; Cédric, Fokobo, Rojo e Jefferson; William Carvalho, Adrien e André Martins; Wilson Eduardo, Viola e Diogo Salomão. 


Jogaram ainda: Capel, Betinho, Marcelo Boeck, Rúben Semedo, Maurício, Seejou King, Rinaudo, André Santos, Labyad, Carrillo, Zezinho, Cissé e Nii Plange.

Golos de André Santos, Capel, Labyad e Cissé.


Os meus amigos que vêem primeiro do que eu: Depois da rescisão do contrato de Bruma com Zahavi e assim que começaram a surgir os primeiros problemas com Bebebiano e Baldé, dizia-me um amigo que ainda iria ser o empresário israelita a desbloquear o imbróglio. Na altura pareceu-me um retorno impossível que, ao que parece, a realidade acaba de desmentir. Talvez seja mesmo a única saída que evite que o Sporting perca tudo neste processo rocambolesco. Se tal for conseguido, e no pé em que as coisas estão, serei o último a reclamar, apesar de me agradar pouco a posição em que se colocou o presidente do clube.

Adenda: Já depois de colocado o post tomei conhecimento dos 24 jogadores eleitos para a digressão ao Canadá:


Rui Patrício, Marcelo Boeck, Maurício, Jefferson, Marcos Rojo, William Carvalho, Ruben Semedo, Cédric Soares, Eric Dier, Seejou King, Diego Capel, André Carrillo, Labyad, Rinaudo, Adrien Silva, Diogo Salomão, André Santos, André Martins, Filipe Chaby, Zezinho, Nii Plange, Cristian Ponde, Wilson Eduardo e Cissé.

Surpresa para a chamada de Cristian Ponde, Nii Plange e Chaby. No sentido contrário as ausências de Viola, Betinho e, claro, João Mário.

sábado, 13 de julho de 2013

Bruma: desmintam-no ou justifiquem-se

"O Sporting pressionou-me para deixar o empresário Pini Zahavi e eu achando que era esse o grande obstáculo rescindi com ele. Depois queriam que fizesse o mesmo com Cátio Baldé e com o meu advogado. Percebi que estavam mais preocupados com empresários do que em resolver a situação."

"Estamos a falar de alguém que é como um pai (Cátio Baldé). Se eu não tivesse seguido os seus conselhos, se calhar não estavam agora a lembrar-se de mim. Lembro-me, que com 16 anos, recebi uma proposta de 600 mil euros mas ele quis que eu ficasse no Sporting

sexta-feira, 12 de julho de 2013

À atenção de Bruma: o futebol está cheio de muitos perdidos e poucos achados

Infelizmente tudo indica que o Sporting perdeu mais uma vez, de forma inglória e evitável, mais um jogador. O comunicado ontem emitido pelo clube revela, quanto a mim, a persistência no erro de avaliação em que o CD caiu: ao jogador interessava muito pouco ou até talvez nada qual seria a percentagem do passe que caberia ao seu tutor, Cátio Baldé. Mais do que isso, é até muito provável que estivesse de acordo. 

Como dizia ontem, era muito provável que fosse o tutor do jogador quem detinha o poder de decisão, pelo que, não negociar com ele, encaminhou o processo para o que parece ser o final. Para Cátio Baldé 10% são sempre 10%, independentemente de quem paga e, por isso, tanto lhe faz que seja o Sporting Clube de Portugal ou outro qualquer. Provavelmente "esse tal outro qualquer" até  paga mais.

O aparecimento de Bebebiano parece-me ser o momento em que as coisas se agudizam. O discurso mais apaziguador de Cátio Baldé - fosse real ou por interesse - depressa se foi tornando mas belicoso. A recusa de ser recebido pelo CD foi muito bem aproveitada. 

Acabar como perdedor querendo fazer a figura de moralizador projecta a imagem de um clube à procura da desculpa para o seu próprio fracasso por não saber lidar ou perceber o meio em que tem que se movimentar. Como Sportinguista é-me indiferente se os 10% do passe são do Cátio Baldé ou do Bruma. Já não me será indiferente ver o jogador marcar golos com outra camisola qualquer que não a nossa, especialmente se a baliza onde a bola entre seja a do Sporting.

É indiscutível que o Sporting perde. Começa logo por perder a tranquilidade necessária que qualquer inicio de época recomenda. O sobressalto provocado juntos dos adeptos também não é propriamente o melhor aperitivo. Perde também um activo valorizado mas não necessariamente tão valioso. Mas é apenas uma promessa e o Sporting é uma certeza que não é abalada porque um jogador qualquer sai.

E é aí que Bruma antes de ganhar alguma coisa já perdeu. Seria do seu melhor interesse, neste momento da sua carreira, permanecer num clube que onde começava a ser idolatrado, onde conhecia os cantos à casa. Uma disputa jurídica prolongada pode adiar a integração num futuro clube, tendo em conta que ninguém no seu perfeito juízo quererá assumir o compromisso com um atleta que tem uma cláusula de rescisão de 30 milhões de euros.

E, enquanto Bruma aguarda pelo esclarecimento da validade legal do compromisso, é bom que se lembre que o futebol está cheio de quases. A bola que quase entrou não é um golo. Um jogador que quase jogou não saiu do banco. Um jogador que quase foi um craque não foi ninguém no futebol e hoje ninguém se lembra dele. E esses são a maioria, apesar do muito que se esperava de muitos deles.

Lembrando Mário de Sá Carneiro:

Num ímpeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí...
Hoje, de mim, só resta o desencanto
Das coisas que beijei mas não vivi... 

Um pouco mais de sol - e fora brasa,
Um pouco mais de azul - e fora além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse àquem...  

E não faltam exemplos:




quinta-feira, 11 de julho de 2013

O que aconteceu para Bruma "apodrecer"?

Há dias terminei assim este post, em que se falava de Bruma e das mais recentes aquisições:

Esta facilidade em contratar jogadores de fora e lidar tão mal com os jogadores da casa não pode ser bom para um clube que se orgulha da sua formação. Tendo em conta os antecedentes, pensar que a culpa está sempre do lado dos jogadores, talvez seja motivo para parar para pensar.

A forma recorrente como o Sporting perde os seus melhores activos (Bruma ainda não merece figurar entre os melhores dos melhores, é apenas uma promessa de o ser) é um choque permanente para o orgulho leonino. Desta forma, a manter-se esta recorrência, mais tarde ou mais cedo seremos confrontados com a inevitável avaliação do custo/beneficio do quanto investimos na formação. Uma pena, na minha opinião, porque o modelo tem tudo para ser promotor de sucesso e consequente satisfação do clube e dos Sportinguistas. 

Com base no que é conhecido na opinião pública, o que falhou agora para concorrer para que o caso Bruma esteja no ponto em que está?

No essencial falhou o Sporting -  os seus dirigentes, bem entendido - que vai demonstrando sempre muitas dificuldades em adaptar-se às exigências de quem está num mercado tão difícil como é o do futebol. Mercado esse que funciona em roda livre, com os que deveriam ser os seus reguladores - FIFA e UEFA - a fecharem os olhos a uma realidade: quase todos os actores principais e figurantes ligados ao espectáculo do futebol estão cada vez mais ricos, excepto os clubes e os adeptos que os suportam. E sem eles não há futebol... Mas essa constatação não pode servir de desculpa aos erros cometidos, especialmente quando neles se reincide. 

Diga-se desde logo que as leis que regulamentam as transferências de jogadores da formação e os jogadores já considerados seniores ignoram a realidade, desprotegendo quem forma: o profissionalismo é assumido muito antes da maioridade, com todas as suas consequências, mas os jogadores são tratados pela sua condição de menores. 

No caso do Bruma tal concorre em muito para a situação actual. Um jogador menor de idade só pode assinar contrato profissional a partir dos 15 anos e esse contrato só é válido por 3 anos desde que assinado pelos pais ou seus representantes. 

Os problemas com o jogador já começaram aquando da renovação do contrato anterior e tinham na base o reconhecimento de quem regularia o poder paternal ou quem detinha a sua representação. Certamente que a maior parte nós está lembrada deste pormenor. O que está agora em causa é saber em que data o contrato foi assinado, que é o que determinará a posição do Sporting na disputa legal que dificilmente será evitada, pelo extremar de posições bem evidente.

Com este quadro legal desfavorável era recomendável que o Sporting acautelasse os seus direitos, o que não foi feito. Bruma é apenas o caso mais visível mas Pedro Mendes, Carriço e Pereirinha sairam pela porta baixa, sem renderem ao clube quase nada. A saída de Adrien foi evitada, mas o odioso por ter conseguido uma posição negocial vantajosa recai agora sobre ele. 

Culpas claras de quem tinha a obrigação de gerir em primeiro lugar e que ao gastar dinheiro em Rojo, Onyewu, Xandão, Boulharouz (e agora Maurício), oferecendo o que nega ou muito regateia aos da casa.  

E o que dizer dos adeptos sempre tão sedentos de contratações, para mais tarde concluírem que o clube estaria menos pobre se tratasse melhor os jogadores que forma?

O dossier Bruma foi um dos muitos dossiers complicados que  caíram em mãos do actual elenco directivo. O jogador valorizava-se de dia para dia quando a direcção tomou posse e esta não conseguiu chegar a um entendimento antes de o jogador partir para o Mundial sub-20. Acabaria aí por ser o elemento mais destacado da companhia.

É-me dificil usar a palavra culpa para qualificar a a forma como a direcção, e o presidente Bruno de Carvalho em particular, geriu este processo. Porque falta avaliar qual seria a vontade do jogador ou dos seus representantes. Quereriam que realmente que o jogador continuasse no Sporting ou estariam apenas a jogar com a posição altamente favorável que o jogador alcançou? 

Mas, sem ir tão longe na atribuição da culpa, é claro para mim que houve um enorme erro de avaliação. Ao querer negociar directamente com o jogador, passando por cima dos seus representantes o presidente Bruno de Carvalho não percebeu quem realmente tomava as decisões, e esse dificilmente me parece que seja o Bruma. 

Essa tentativa de "sobrevoar" teve outra consequência nefasta para todo o processo: ao não se fechar no gabinete com os representantes o processo deixou de ser gerido onde interessava e passou a ser dirimido nos órgãos de comunicação social, o que contribuiu para o paulatino afastamento de quem deveria estar sentado à mesa a negociar.

A tão falada rescisão do contrato com Pini Zahavi parece ter contribuído para uma noção errada das forças de cada um dos lados. A ideia de que o presidente facilmente chegaria a um entendimento directo com o jogador - que foi reiterada hoje nas explicações hoje dadas à comunicação social - ignorou quem realmente detém o poder de decisão do futuro de Bruma. 

Tal parece ter sido entendido como uma tentativa de humilhação para os representantes do jogador e contribuído para o partir da corda que hoje se registou. Um desfecho que parecia longe de se registar quando o jogador, há bem pouco tempo, declarava vontade de permanecer no clube. O que será muito dificil de conciliar, e que me parece seria o melhor para ele, com esta recente acção de quem elegeu para o representar. 

Talvez esteja aí uma réstea de esperança: a vontade do jogador, na percepção que, neste momento da sua carreira, é preferível ficar. A mesma que Dier percepcionou para si. E quem sabe, o surgimento de alguém que medeie o conflito e aproxime as partes, embora tal me pareça muito difícil.

Termino como comecei: num clube em que situações como a de Bruma acontecem de forma recorrente apenas por comodismo ou conveniência podemos concluir que o problema está apenas do lado de lá. É que até as más macieiras não dão tantas maçãs podres...

Mais bruma sobre Bruma

Segundo o MaisFutebol, Bruma requereu a nulidade da cláusula de opção que estendia o seu contrato até ao final da época que agora se inicia. O teor da noticia não é um exemplo de observância do rigor jurídico para ser perceber quais são os motivos e o que é o objecto de contestação, nem sequer que acção foi requerida junto do tribunal, nem sequer qual tribunal (de trabalho, julgo).

Não se pode dizer que, face às últimas declarações do seu advogado e representante, que este novo desenvolvimento constitua grande surpresa. Aguardemos pelos novos capítulos e sobretudo pelo desfecho da novela do verão para formular um juízo.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Quem programou a pré-epoca?

Plantel que venceu a última Taça de Honra da AF Lisboa, época 91/92
O Sporting estará ainda a estagiar no Canadá - 15 a 22 de Julho - quando tiver lugar o primeiro compromisso oficial da época, a Taça da AF de Lisboa, que decorre no fim-de-semana de 20 a 21 de Julho. 

Assim sendo, não restará outra alternativa senão apresentar-se com uma equipa de reservas - jogadores que não venham a ser convocados para a viagem ao Canadá - e equipa B. Tal não acontecerá com os restantes adversários, SLB, Belenenses, Estoril, Atlético.

Convém lembrar que a Taça da AF Lisboa é este ano recuperada pela respectiva associação e o Sporting é "apenas" o detentor de maiores triunfos no historial da prova que é liderado pelo Sporting, com 29 troféus, mais 10 do que o Benfica e mais 17 do que o Belenenses.

Quem programou a pré-época? E quando o fez estava na posse de toda a informação? Foi feita a devida ponderação de todas as implicações da decisão tomada?

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Campanhas negras, asfixias democráticas, sinais de um Sportinguismo de trincheira

Na passada sexta-feira publiquei um post onde se falava da situação de Bruma e das recentes contratações do clube. Aí dava conta das relações privilegiadas que a agência International Foot parece ter agora com o Sporting. Tal se infere do facto de, das 4 contratações conhecidas, 3 jogadores são representados por aquela organização, cujo nome mais visível é Nelson Almeida, empresário de Vila Nova de Gaia. 

Foi aqui o primeiro sitio onde vi abordada a matéria e, ao contrário de outros que fizeram referência ao assunto, o post estava devidamente fundamentado, recorrendo a links que direccionam para o site da referida empresa.

Como é óbvio esta matéria seria sempre pertinente. Tendo em conta a entrevista do presidente Bruno de Carvalho, dedicada praticamente em exclusivo à relação com os empresários e os recentes episódios com os diversos representantes de Bruma, o interesse recrudesce. Contudo não foi feita qualquer insinuação, ficando apenas o registo que, vinco, merece o destaque. O ponto mais importante do post era a surpresa, devidamente fundamentada, pela opção por Hugo Sousa e que os muitos comentários deixados não me levam a repensar o que então escrevi.

Mesmo assim, a informação contida no post relativamente ao agenciamento dos jogadores foi por duas vezes colocada em causa, a última das quais em tom que considero patético, considerando a forma como o post está fundamentado. Se alguma informação foi prestada de forma errada essa responsabilidade deverá ser pedida à International Foot que, na sua página, faz gáudio da lança espetada em Alvalade, ao conseguir, num curto espaço de tempo, colocar 3 dos seus agenciados.

Dizia o autor do comentário, que por aqui até é raro dar conta da sua opinião, que "continua a campanha negra. Tudo serve para atacar o que parece (parece apenas como terão oportunidade de ver) o ponto mais fraco de BdC: Inácio".  

Não sei a que campanha se refere e por isso mais ainda desconheço porque razão "continua". Não por acaso, no post anterior, em que dava conta da satisfação de uma decisão tomada pela direcção, nem o autor do comentário, ou os que habitualmente me contestam, muitas vezes de forma ridícula e mesquinha, apareceram. Devo avisar que são esforços inúteis porque, apesar de partilharmos o gosto pelo mesmo clube e comentarmos as noticias e os assuntos do clube, não partilhamos nem a visão do que deve ser o Sportinguismo e, em muitos casos, as noções mais básicas do que devem ser as relações sociais ou a educação. São casos como o linkado, e que são diários, que me levaram a activar a moderação de comentários.

Não há nada de surpreendente ou novo aqui. Faz parte de uma postura que vem ganhando forma e muitos adeptos. Um Sportinguismo de trincheira, em tudo igual ao que se viveu nos piores tempos de Filipe Soares Franco e JEB, que ficou célebre por chamar terroristas aos sócios que representava. Se há alguma campanha em curso é a de asfixiar toda e qualquer opinião que não se inscreva na "nova ordem".

Da menor à mais pertinente, qualquer chamada de atenção sobre actos dos actuais corpos sociais é imediatamente classificado de oposicionismo, isto pela versão mais suave. O que deveria ser a tolerância devida a quem chegou recentemente e tem uma dura tarefa pela frente, transformou-se no mais servil acriticismo a que todos se têm de submeter, sob pena de verem julgado o seu Sportinguismo. Todas as decisões tomadas são boas e cruciais para a sobrevivência do clube, se a mais pequena dúvida for suscitada atira-se com o passado recente, como se esse fosse o parâmetro. 

Aprendem pouco, devagar ou até nada alguns Sportinguistas e quem perde é o Sporting. Especialmente nestes tempos, que mais precisa da consciência critica de todos, tão importantes como a participação e o apoio. Quem não o percebe, não percebe o essencial do espírito Sportinguista, pelo menos como eu o entendo. 

No dia em que o Sporting se tornar submisso à imagem de um homem só transforma-se num Sporting mais pequenino, muito menor do que a grande associação e congregação de vontades que nos fez o que fomos hoje. O tal  que orgulhosamente gostamos de considerar a maior potência desportiva nacional.

Respeito pelo sócio 20.934-0

O exemplo do sócio Hugo Miguel Almeida da Costa Lopes deve merecer o devido destaque. Profissional de futebol oriundo das escolas do Oriental, a sua carreira haveria de o levar primeiro a passar pelos nossos maiores rivais antes de vestir a camisola do clube do seu coração. 

Um trajecto inverso àquele que tem levado muitos jogadores formados na nossa escola. Ao contrário também da quase totalidade de alguns deles, que devem ao clube uma parte importante do que aquilo que hoje são, Miguel Lopes é também sócio de há muitos anos, condição que manteve mesmo quando passou pelas casas dos rivais. 

Um exemplo também para o universo sportinguista, em que muita gente se acha no direito de dar lições de sportinguismo mas cuja ligação ao clube nunca foi outra que não conversa da treta.

O meu respeito ao sócio número 20.934-0, Hugo Miguel Almeida da Costa Lopes. Ao profissional Miguel Lopes, desejos de uma excelente campanha em Lyon.


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