quarta-feira, 28 de agosto de 2019

O outro jogo de Portimão que parece que ninguém viu

Faltam poucos dias para o encerramento do mercado e é muito difícil de prever como vai ser a versão definitiva do Sporting 2019/20. Se nos dias que faltam o Sporting tiver uma intervenção assertiva no mercado, a possibilidade de manter de lutar de mais perto (não de igual para igual...) com os rivais é muito maior. Parece claro haver ainda lugares em aberto no plantel actual, sendo que a partida de Bas Dost deixou mais evidente o de ponta-de-lança. 

Mas não sabendo ainda como ficará o retrato final do plantel a luta "deste" Sporting terá que ser sempre jogo a jogo. Esta parece-se ser a ideia mais conveniente ou mais avisada num clube que não ganha o titulo há tempo tempo como nós. Uma ideia que há muito deveria de ser adoptada, em campeonatos anteriores, da primeira à última jornada e pelo menos até a matemática ser impossível de contrariar pela euforia ou estados de alma depressivos. 

Diz-nos a história que, para os clubes que não ganham há muito, é mais difícil de regressar aos títulos. Ganhar pode ser ou não um hábito - há quem diga que sim, nem sempre pelas melhores razões... - mas é certo que quem está a habituado a habitar os lugares cimeiros da tabela classificativa está mais preparado para lidar com os diferentes tipos de pressão que se vão impondo jornada a jornada. Ou porque é necessário aproveitar a escorregadela alheia, para deles se aproximar, igualar ou ultrapassar ou porque é necessário não escorregar pelas razões inversas.

O jogo de Portimão era um daqueles casos em que era determinante ganhar pontos quando os outros perdem, e simultaneamente, não perder pontos com equipas de "outros" campeonatos. Era imperioso conseguir jogar e pontuar por cima dos nossos próprios erros e deficiências mas também por cima dos erros da arbitragem. Qualquer jogador que faça parte do plantel do Sporting tem de ter isto incorporado de forma tão clara como as instruções tácticas do treinador ou boas normas de execução técnica. 

Ora o que  que aconteceu ontem em Portimão foi a repetição de sucessivos episódios "visionados" em tantas outras jornadas iniciais do campeonato. Não foi apenas o insólito episódio do penalty que acabaria por não ser por intervenção do VAR. Episódio que só não foi estreia mundial porque um outro semelhante já havia ocorrido na anulação de um golo de Doumbia, na época 2017/18, num Feirense - Sporting. Por exemplo, tenho sérias dúvidas que, se fosse outro o grande, Vasco Santos no VAR não teria pedido ao Carlos Xistra no apito para avaliar melhor o lance de penalty de Mathieu.

À semelhança de outros anos, parece que havia uma encomenda preparada mas, felizmente, a prestação da nossa equipa conseguiu contrariar a entrega. Infelizmente o mesmo não foi conseguido noutras ocasiões, com as consequências que se conhecem. Esperemos que não tenha ficado parada noutro centro de distribuição à espera de actualização do novo código postal para entrega próxima.

Este jogo de querer apenas dois candidatos efectivos há muito que se disputa em diversos tabuleiros. E tem sido muito fácil de jogar. Basta fazer atrasar o Sporting escorregar um par de vezes que, a partir daí, a habitual instabilidade interna que tanto caracteriza o Sporting faz o resto. Este ano até parece que vai ser mais fácil, a avaliar por alguns cartazes nos caminhos que levavam a Portimão, e por algumas reacções após o jogo que levou à liderança da Liga.

Parece que alguns "sportinguistas" não gostam de ver o clube em primeiro lugar. Lá está, deve ser da falta de hábito. Ora, para o contrariar não há nada como continuar a ganhar. Oxalá assim aconteça já contra os discípulos de Carlos Carvalhal.

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Portimonense 1 - Sporting 3: o talento é sempre compatível

Keizer resolveu as suas próprias dúvidas relativamente à utilização simultânea de Vietto e Bruno Fernandes voltando à casa de partida da pré-época. O que comprova que o talento é sempre compatível. Pena é com certeza que não se possa aportar ainda mais talento e noutros sectores da equipa porque aí sairemos obviamente a ganhar. Tomando como exemplo o jogo de ontem, a entrada de um jogador com a qualidade de execução do argentino ao invés de anular - como se foi dizendo prematuramente... - o papel de Bruno Fernandes não apenas o potencia como, oferecendo outras soluções, diminui a excessiva dependência no capitão.

Foi talvez o jogo melhor conseguido até agora do Sporting, num campo onde o ano passado (ainda com Nakajima, é verdade...) acabaria por sair goleado. A entrada demolidora ajudou seguramente à obtenção de um resultado final que o Portimonense, competentemente ajudado por Xistra no apito e Vasco Santos nas TV's do VAR, tudo fizeram por contrariar. A entrada de leão era obrigatória, face ao resultado do clássico e a possibilidade de regressar ao comando da Liga três anos depois. A titularidade de um  Vietto inspirado e a executar num plano elevado foi determinante.

Depois de uma pré-época onde quase tudo que podia correr mal correu, acentuada com o traumatizante "imbróglio Dost", chegar à liderança era tudo menos um cenário facilmente previsível. A sensação de felicidade não deve contudo que não se perceba que, do ponto de vista defensivo, a equipa continua ainda muito exposta. Há evidentes problemas de de forma individual (Coates / Mathieu), ou os decorrentes da integração de um jovem inexperiente (Thierry, mais feliz a atacar do que a defender).

Mas até esses poderiam ser atenuados por uma boa movimentação e organização colectiva na hora de regressar à manobra defensiva. Foi preocupante a quantidade de jogadas em que a bola viajou de pé para pé dos jogadores algarvios, de um lado a outro do campo, sem que se registasse uma resposta adequada da nossa parte, permitindo jogadas perigosas que não tiveram pior consequência por ausência de melhor inspiração e acerto dos seus jogadores. De registar nesses momentos, além dos problemas de movimentação colectiva que têm que vir do treino, claras deficiências de atitude (equipa muito pouco agressiva sobre o portador da bola, depois de passada a primeira zona de pressão) que têm de vir de dentro. A dupla Doumbia / Wendell foi de uma macieza mais própria do algodão doce, algo que o adversário passado (Braga) ou o próximo (Rio Ave) se encarregam de castigar.

A manutenção deste momento de satisfação no epílogo da próxima jornada - quando FCP recebe o Vitória e o SLB se desloca à sua delegação minhota de Braga...) passa muito pela rectificação destes erros que parecem eternizar-se sem solução à vista. Da sua resolução passam muitas das nossas ambições para a época.

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Perceber o caso Dost

Perceber o caso Dost, e especialmente a multitude de reacções que se registam desde a noticia do acordo com o Eintreicht de Frankfurt seria perceber o Sporting e isso é como aquela anedota do homem que encontra o génio da lâmpada. O homem queria uma ponte para a Madeira mas perante a dificuldade da obra pediu ao génio que lhe ajudasse a compreender as mulheres, por já registar vários desgostos amorosos. O génio pensou melhor e perguntou-lhe "olha, afinal quantas faixas queres que tenha a ponte? Desculpando a misoginia descarada da anedota, é trocar "mulheres" por "sportinguistas"

Falar de Bas Dost é falar de um dos jogadores que me marcou.. E se gostei dele não foi apenas pelos inúmeros golos que apontou. Foi também por duas qualidades cada vez mais raras: competência e discrição. Era chegar ver e marcar. Tomar banho, ir à vida dele, que por ser a dele só a ele lhe interessava. E depois repetir. 

No dia em que lhe agradecemos aquelas virtudes abrindo-lhe a cabeça, abriu-se uma ferida exposta que haveria de ser coberta por sal uns dias depois no Jamor.  Ferida que ainda continuará a sangrar ainda que o desfecho ocorrese hoje, o que está longe de acontecer. Ela será ainda várias vezes lancetada e voltará a infectar sempre que as inúmeras ramificações forem afloradas. (o caso Alcochete, as rescisões por resolver, etc, etc.)

A saída de Bas Dost andava a ser esboçada debaixo dos nossos olhos. Seja no tempo em que esteve tanto tempo afastado dos relvados, no regresso em forma de sombra chinesa, espectro do avançado que já tinha sido, no grande golo em forma de estertor da pré-época. 

O comunicado de hoje do CD trás à luz uma realidade que nos surpreende: foi o próprio Bas Dost a anunciar o fim do seu ciclo no Sporting, ao contrário de noticias postas a circular que indiciavam - assim foram interpretadas por muitos...- que o clube estava a tentar empurrá-lo porta fora através de parangonas nos jornais.  

Estes factos serão como o burro: albardados à vontade do dono. Relativamente ao comunicado parece-me importante dizer o seguinte:

- Foi feito um acordo de principio entre os clubes e este foi tornado público e comunicado à CMVM. 

- Perante a recusa de Bas Dost em assinar pelo clube alemão sem que o Sporting lhe satisfizesse exigências de última hora  - vários milhões de euros dados a conhecer pouco antes do jogo da última jornada - e o impasse que gerou o Sporting é obrigado a comunicar o facto à CMVM.

- É óbvio que o comunicado expõe publicamente um problema que preferencialmente deveria ser resolvido no recato de um gabinete. Mas, com mais ou menos linhas, e sem descontar a obrigatoriedade imposta pelas regras da CMVM, o CD deveria ou não colocar os pontos nos ii's e marcar uma fronteira entre o que é a sua versão dos acontecimentos e aquelas que diariamente saem nos jornais e que o deixavam frito que nem passarinhos?  

- Cada um que diga de sua justiça. Creio que o Bas Dost além de um dos melhores marcadores do Sporting ficará na história pela meteórica ascensão a heroi, daí rato e regresso a herói, pelo menos a avaliar pelo que vou vendo.

- O CD que é composto por um "cacho de bananas", "que fazem todas as vontades aos empresários e jogadores", agora são tudo isso e mais incompetentes porque não cede perante as exigências e chantagens de um jogador e respectivo empresário que ainda há um ano  fez beneficiaram do estado de necessidade em que o clube foi deixado após Alcochete?

Entretanto é conhecida a posição do empresário [Aqui]


segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Sporting 2 - Braga 1: fim da greve às vitórias mas ainda com pouco combustível

Foi finalmente posto termo a uma greve altamente perturbadora do bem estar leonino: a greve às vitórias. Porém, quando o jogo terminou, o combustível nos depósitos devia estar mesmo no limite. Conservamos os três pontos, que era o mais importante. Esperemos que as negociações que decorrerão até ao final do mês resolvam o problema da escassez desse recurso tão importante para um clube como o nosso.

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Obrigado João, obrigado Pedro. E até já!

Três temporadas não são três dias. É muito mais do que um golo, um pontapé de bicicleta ou mesmo um hattrick. É trabalho feito, é tempo ganho que para tantas outras coisa foi perdido, foi engano, foi pontapé certeiro, penalty's marcados e outros tantos por amor perdoados. 

Amor? Ao Sporting, sempre! E foi por o querermos servir que nos juntamos, foi por ti Sporting que desbravamos os caminhos aos podcasts, que fomos muito mais longe que  o bilhete comprado para a viagem parecia indicar. E por ti Sporting seguiremos juntos, porque somos e continuaremos a ser sempre da mesma Família cuja raça não verga. Aquela família que, além da que me viu nascer, vou pertencer até ao fim dos meus dias.

Agradeço-vos do fundo do coração - que por causa do 160 é hoje ainda mais verde e branco - a oportunidade que me deram. Volto para o meu lugar, onde tudo começou. E, depois de ouvir as primeiras edições da nova temporada, mais convicto e confortável fico de ter tomado uma boa decisão, por vós e por mim. É bom saber que não faço falta. Mas dispensava as saudades. É a vida.

Obrigado João, obrigado Pedro. E até já!

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Castigo Máximo

O Pedro Azevedo resolveu aplicar-me um castigo máximo ao fazer-me um convite para redigir um artigo para o seu blogue [LINK]. Para perceber melhor o que se passou podem fazer-lhe uma visita. 

Ou então façam como eu, visitem-no a cada novo post.

Basta seguir o link: https://castigomaximo.blogs.sapo.pt/

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Maritimo 1- Sporting 1: no Caldeirão sem fogo

Jogo e exibições lamentáveis na Madeira. Não adianta exercer domínio sobre o adversário e ter mais posse de bola. É preciso mais qualidade, especialmente no último terço do terreno, onde a bola chega quase sempre sem grande critério.

Por falar em qualidade, quantos dos titulares jogariam nos rivais? No caso de ontem, do LD que está muito verde para estas andanças com gajos matreiros e físico superior. Mas que foi deixado entregue à sua sorte por todos, como se tratasse de um veterano e ao contrário do que era recomendável. É também por aqui, pela falta de qualidade de alguns elementos para executar à altura de uma equipa que ambiciona o titulo, que começam os nossos problemas. Ambiciona? Deveria ambicionar?... 

Problemas que são agravados pela forma como a equipa joga. Muita distância entre os jogadores e entre sectores, incapacidade de chegar com qualidade ao último terço e daí até zero conexões primeiro com Luis Phellype e depois com Dost. Era suposto que os jogadores crescessem e não que vissem expostos os seus defeitos.

Pior só mesmo as declarações finais do treinador. Enquanto elas não chegaram ressaltou à vista de todos que quando mexeu para tentar ganhar quase ofereceu o jogo ao adversário. Algo que já tinha acontecido na Supertaça, cada vez que mexeu a equipa ficou pior. Onde está o Keizer que pôs a equipa a jogar de pé para pé e que parece ter-se perdido na viagem para Guimarães no ano passado?

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Sigam-no!

O facto de Bruno Fernandes não se ter transferido para o campeonato inglês é uma janela de esperança que se mantém aberta para que possa continuar mais uma época de leão ao peito. A continuidade do Capitão (sim, porque as maiúsculas são inteiramente merecidas) significa que não haverá necessidade de refazer a liderança da equipa em campo, onde Bruno Fernandes a exerce da forma mais conveniente: pelo exemplo.

Significa também que, do ponto de vista técnico, o Sporting mantém o seu principal valor, não se colocando para já a necessidade de arriscar a substituição do seu melhor jogador. Os números falam por si: 2 épocas, 110 jogos, 48 golos, 38 assistências, 9,485 minutos jogados. 

Ao contrário de outros, a quem muitos reivindicam uma oportunidade ou mesmo a titularidade, Bruno Fernandes tem curriculum de veterano, mas é apenas um jovem de 24 anos. A sua permanência é um bom exemplo para os jogadores mais novos. Sigam-no!


quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Eu sim, estou preocupado. E muito!

As declarações do presidente Frederico Varandas (FV) marcaram ainda mais profundamente o desaire (isto é um eufemismo...) da Supertaça. Eu até compreendo o que ele disse e o que procurou alcançar mas não apenas aceito como concordo que FV foi particularmente infeliz. Ainda por cima, ao contrário do que disse, o seu semblante era de quem estava realmente preocupado com o que acabava de suceder. Naquele momento eram necessárias declarações sóbrias e sobretudo de assumpção de responsabilidade e desculpas perante o sucedido. Mas sobretudo de empatia para com toda a nação Verde e Branca, particularmente com aqueles que se deslocaram propositadamente ao Algarve e se dispuseram a fazer frente a um horário absurdo.

O parêntesis sobre o horário é inteiramente merecido. Mesmo considerando que muitos adeptos de ambos os clubes se encontrem a banhos, a menos que estivessem nas imediações do eixo Albufeira/Quarteira/Vilamoura poucos devem ter chegado a casa antes da meia-noite. O mesmo indicie de autismo e desrespeito pelos adeptos já se anunciam nos horários já conhecidos. Por exemplo, se eu quiser ir ver o jogo com o Braga tenho que me deitar às 3 da manhã. Se eu quisesse acrescentar mais penitência à minha vida tinha ido para monge franciscano em clausura e abdicava do luxo que é ser adepto do nosso Grande Sporting. Bem vistas as coisas abdicar das nossas cores é uma penitência ainda maior, por isso deixa estar, adiante...

Voltando a FV, devo dizer sem qualquer problema que não apenas votei na sua lista nas eleições como confio nas suas capacidades e especialmente na equipa com que se fez acompanhar. FV não é nem quer ser um homem providencial e isso é bom para o Sporting. Além da grande dedicação e empenho que reconheço à sua equipa, julgo que não apenas tem competência e seriedade, mas também é bem preparada e com experiência apesar de, na sua generalidade, ser ainda jovem. Mas talvez mais importante que tudo têm vontade de reerguer o Sporting e guindá-lo a patamares de onde não deveria nunca ter saído. E estão a aprender como todos os outros aprenderam o que é gerir um clube como o Sporting.

Para que tal suceda precisa de todas as qualidades acima enunciadas, mas também de tempo para executar e claro, de resultados desportivos. Sorte? Sem dúvida, mas essa chega sempre, mais tarde ou mais cedo, quando se é competente. Mas a competência em futebol e num clube nas circunstâncias em que a equipa de Varandas encontrou o clube requer tempo. 

Mas o tempo não é tudo e é isso que torna a tarefa mais complexa. FV e sua equipa não parece ter particular preocupação com a comunicação. A imagem que projecta é  por isso muitas vezes confundida com indiferença e arrogância. Quando nós nos não tratamos de escrever as nossas próprias versões alguém se encarrega de o fazer. Infelizmente há demasiados Sportinguistas nitidamente mal intencionados, que têm aproveitado esta falha para espalhar a sua visão mesquinha e marcada pelo profundo ódio que têm por uns corpos sociais que mais não fizeram do que assumir  responsabilidades pelo completo desatino e evidente claudicação de quem os precedeu.

Nada há de muito favorável no que este (ou qualquer outro CD que fosse) tem pela frente. Pelas nossas circunstâncias internas mas também pelas externas. O rival SLB domina, como sabemos, todos os bastidores do futebol, tal como o FCP dominou nos anos 80/90 do século passado e inicio deste século. Mas souberam também criar uma estrutura competente, reorganizaram a formação e disso tiram lucros desportivos e económicos, enquanto nós fazíamos o percurso inverso, desbaratando a maior fonte de riqueza e notoriedade. O FCP vive um tempo de transição e, embora esteja num plano ligeiramente inferior, mantém ainda algum do poder e valor desportivo. De quanto tempo e estabilidade precisaram para se afirmar?

O Sporting é, por todas as razões e outras mais, claramente um outsider. Este CD podia queimar algumas etapas e sobretudo consolidar o seu projecto com um treinador competente que claramente Keizer não parece ser. Infelizmente talvez só FV consiga perceber que qualidades é que possuía para o ir resgatar às imediações do deserto. Aposta na formação, qualidade de desempenho, capaz de se impor e afirmar perante os adversários da LIGA (neste momento a LIGA é mais importante que tudo o resto) não se consegue vislumbrar. Inverter esta imagem é crucial.

Neste momento Keizer está sentado no lugar do morto. É FV que vai assegurando a condução porque o holandês parece ainda petrificado - uma estátua de sal - como o vimos naquelas imagens terríveis no estádio do Algarve, enquanto a equipa soçobrava, abandonada pela total inacção. A sua fleuma e respectivas declarações após o jogo foram quase ofensivas, como se estivesse a dissertar sobre a beleza das tulipas de Keukenhof, indiferente ao sofrimento de quem não se lembra de quando tinha ocorrido a última refeição e contava com ele para interromper esse hiato. O seu baixo perfil mediático ajuda a cavar o fosso empático, que só a sua postura cordata vagamente ameniza. Claramente não parece perceber  o que é o Sporting e isso cria a ideia que não é um treinador para o Sporting.

Não quero com isto dizer que Keizer deve ser despedido imediatamente, até pela falta de soluções. Keizer tem de provar no imediato é que a Supertaça foi "apenas" um jogo mau em que o futebol é tantas vezes fértil. Tem de devolver a esperança que ficou inevitavelmente estilhaçada com a goleada sofrida em ambiente solene de uma final. Tão traumático como acabar despido num baile de gala. Tem de provar que FV não se enganou ou então este tem de, quanto antes, admitir e corrigir o seu erro.

Como a pergunta é inevitável, não creio que uma possível saída de Keizer signifique a queda da direcção. Uma direcção pode não acertar num treinador, sem que isso signifique perder o mandato. Mas é uma óbvia quebra de confiança que não deixa campo de manobra para novo equívoco. FV pode e creio que está a reorganizar e até a (re)inventar muitos departamentos, mas o Sporting é sobretudo um clube e por isso precisa de resultados desportivos. E ainda que não ganhe tem de ter um desempenho que não envergonhe os seus associados. Não foi isso que se viu na Supertaça.

É quase uma ressuscitação que se pede a Keizer. É quase um tudo ou nada ainda o campeonato não começou. É um treinador marcado por uma goleada ante o arquirival. É por isso que eu estou preocupado. E os abutres (os piores são os equipados com as nossas cores porque nos tomam por desmemoriados) já derramam a sua habitual verborreia a cada microfone que lhes passa à frente. Onde estavam eles quando ganhamos "as tacitas"?

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Supercoça

A história da Supertaça é breve: o Sporting tinha um plano delineado e aparentemente bem estudado. Pelo menos foi isso que transpareceu nos primeiros minutos, até sofrer o golo. E a estratégia parecia ser aguentar o adversário e tentar marcar. Mas para lá desse plano não parecia haver outro e por isso, quando o Benfica marcou o Sporting ficou à deriva. Andar à deriva é o caminho mais rápido para um naufrágio doloroso, que foi o que aconteceu.

Se é verdade que podia ter sido melhor, caso as oportunidades dos primeiros minutos tivessem sido concretizadas, não é menos que podia até ter sido pior a partir do segundo golo. Pode-se pensar que foi o azar, próprio do jogo. Mas não foi apenas o acaso. O Bruno Fernandes provavelmente teria marcado caso o guarda-redes ficasse na baliza à espera, como fez Renan no primeiro golo de Rafa. Pormaiores que fazem toda a diferença.

O jogo acaba por ser o espelho da pré-epoca de ambas as equipas: de um lado uma equipa titubeante, cheia de dúvidas e incertezas, com processos de jogo muito crus, mal definidos em todos os momentos (defesa/construção/ataque) que não potencia o valor dos jogadores que é bem maior do que "aquilo" que se viu. A quantidade de golos sofridos e marcados ilustram-no bem.

Do outro um treinador que não apenas tem à sua disposição um plantel rico mas também sabe o que quer e prepara a sua equipa para vencer. Dessa forma os jogadores executam com conforto e segurança e são perfeitamente conhecedores do que se lhes pede. 

A Supertaça foi afinal uma Supercoça. Com mais ou menos golos porém não me apanhou de surpresa, bastou ver os jogos da pré-época. E, assim de repente, a semana que hoje começa vai ser muito mais importante para o resto da época do que alguma vez imaginaríamos.

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

A entrevista de Nani: o Sporting tembém é isto

Nas vésperas de mais um dérby - e se todos são importantes este não foge à regra pois dita o inicio da época - é dada à estampa uma entrevista de Nani. O titulo escolhido não podia ser melhor e o timimg não podia ser pior. Não vemos nada semelhante nos clubes concorrentes, bem antes pelo contrário e muito menos com origem em jogadores com responsabilidades acrescidas, como é um ex-capitão

Se todos remassem para o mesmo lado e se preocupassem menos com a gestão da sua imagem pessoal e / ou com o seu grupo ou facção talvez um dia seja mais fácil gerir o Sporting. Mais do que um clube o Sporting parece por vezes pouco mais do que um jogo de espelhos e um passeio de vaidades.

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