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segunda-feira, 2 de maio de 2016

FC Porto-Sporting: há cereja, há bolo. Só falta o topo.

Se há jogos que nunca deviam acabar o clássico no Dragão era um deles. Foi grande a festa e a exibição do Sporting. Não, não estou a falar da equipa do Sporting, mas do Sporting Clube de Portugal. Adeptos fervorosos e em grande número, a fazerem-se ouvir sobre as vozes dos locais na maioria do tempo e independentemente do curso do jogo. E claro, a equipa, a fazer a exibição mais personalizada e categórica que vi até hoje naquele estádio.

De facto não foi uma exibição qualquer, isto apesar de o Sporting ter, no ano passado, conseguido resultado idêntico, na eliminatória da Taça de Portugal. O Sporting esteve sempre confortável no jogo e por cima do adversário. Ao contrário do que era hábito naquele estádio, nem quando o adversário empata o Sporting abanou, demonstrando confiança e personalidade.

Apenas na segunda parte, quando Peseiro tentou abanar o jogo a seu favor e sobretudo com a entrada de Varela, esta superioridade chegou vacilar. Jesus demorou algum tempo a reagir e a tomar decisões, mas quando fez sair o quase inexistente Teo e colocou no seu lugar Bruno César reequilibra a equipa e acaba por ganhar o jogo com autoridade.

Não foi um jogo espectacular do ponto de vista técnico. A forma como o Sporting encurta o campo potencia o erro nas decisões de passe de ambas as equipas, provocando muitas perdas de bola. Porém, nesse aparente caos, a equipa do Sporting respira tranquilamente, parece saber sempre o que fazer, enquanto o adversário quase sempre se vê obrigado a reagir, ficando naturalmente, por isso, em desvantagem.

É por isso que hoje é quase consensual afirmar que o Sporting tem a melhor equipa do campeonato. Mas não tem os melhores jogadores. É a equipa melhor trabalhada, como o melhor modelo de jogo, o que lhe permite ser quase sempre a mais equilibrada. O somatório das suas acções em campo, o seu comportamento colectivo é que é muito superior. 

Talvez onde isso se nota mais é no comportamento defensivo. Olhando para o quarteto da retaguarda apenas Coates jogaria de caras em qualquer dos outros candidatos ao titulo. No entanto aqueles quatro, como outros quatro noutros jogos do campeonato, sabem permanentemente o que fazer em campo e de forma sempre articulada entre si. 

Bem que Peseiro ainda tentou explorar a profundidade, algo que no início de época ainda carburava mal. Mas Jesus não deixa nada ao acaso e foi visível que a movimentação que Patrício exibe agora é mais adequada à guarda das costas de uma defesa subida. E até Schellotto sabe agora quando tem que vir defender dentro, o que há poucos meses não acontecia. A par disso a equipa parece saber sempre quando recuar ou sair em contenção.

Do ponto de vista individual, se é verdade que João Mário foi a figura de proa, é de uma enorme injustiça esquecer o Capitão Adrien, que fez um jogo absolutamente notável. Além de ser responsável pelos reequilíbrios defensivos da equipa, uma verdadeira formiga atrás da bola, os 93% de passes acertados deram segurança e conforto à equipa. É que este Sporting mandão precisa de ter a bola, não sabe jogar com linhas permanente recuadas, explorando apenas as transições. Igualmente notável a prestação de Slimani, que hoje não tem nada a ver com o jogador que chegou a Alvalade. É talvez o jogador cuja evolução mais me surpreendeu. Por vezes dá a sensação de ter trocado de pés numa operação qualquer.

Quando o jogo terminou cheirava a campeonato. É impossível deixar de acreditar quando tens uma equipa como esta. Jesus dizia que o campeonato seria a cereja no topo do bolo mas a analogia não me parece correcta. É que sem campeonato não há bolo, o que equivaleria a ficar com a cereja na mão. Eu continuo a acreditar que é possível e acho que temos mesmo tudo para sermos campeões. O nosso bolo é o melhor, mas por aqueles acasos do destino pode até nem ser premiado. Só isso.

domingo, 20 de março de 2016

Sporting - Arouca: carne de primeira transformada em picadinho

Quem olhar apenas para o resultado pode ser tentado a pensar que o Sporting venceu o Arouca com toda a facilidade, o que acaba por ser um pouco enganador, face ao que se passou no decorrer do encontro. Ora quem se lembrar ainda do que foram os primeiros quinze minutos deve concordar que por aí poucos alvitrariam o resultado final. 

Nesse período o Arouca foi deixando indicações práticas das razões do seu bom campeonato e porque foi, até agora, das que mais problemas criou às equipas grandes. Talvez seja um caso de estudo a forma focada como a equipa aparece nos jogos aparentemente mais difíceis e dessa atitude acaba por extrair as melhores exibições e resultados. 

Mas então se o jogo não foi fácil, como se explicam os 5 golos obtidos? Pelo elevado nível do desempenho da equipa, apoiada em algumas boas exibições individuais que abaixo se destacarão. Ontem o Sporting teve momentos de algum brilhantismo, demolindo aos poucos toda e qualquer resistência que o Arouca pudesse esboçar.  Variações muito rápidas do centro de jogo, circulação rápida de bola, alternância entre a procura da largura, do centro e da profundidade, abriam espaços e confundiam a organização arouquense.

O primeiro destaque vai para Bruno César, uma escolha que teve tanto de surpreendente como de acertada por parte de Jorge Jesus. O paulatino regresso de William à boa forma, bem como o retorno de Adrien, após castigo, também tiveram preponderância. Sem deslumbrar, assinale-se aquilo que pode ser o sinal de que a redenção de Teo Gutierrez está próxima.

Mas o destaque principal tem que ser endereçado a João "Classe" Mário, pelo que jogou e fez a equipa jogar. Elegante e sagaz na movimentação, é ainda inteligente a organizar, a decidir, a criar espaços. Ontem acrescentou ainda a capacidade de finalização, que lhe faltou muitas vezes em jogos anteriores. Sem favor, podia ter logrado mais do que o par de golos que o marcador final registou. Este pormaior, a acontecer de forma sustentada, fará dele um médio de por muito grande clube dessa Europa a salivar.

Talvez seja um caso de estudo a forma focada como a equipa aparece nos jogos aparentemente mais difíceis e dessa atitude acaba por extrair as melhores exibições e resultados. A diferença entre o jogo de ontem para a equipa laxista e algo desconcentrada e até pouco confiante de alguns jogos que acabaram por representar a perda de pontos preciosos é bem notória. Tudo se explica apenas em meras questões técnico-tácticas ou haverá necessidade de alguma análise e introspecção?

sábado, 12 de março de 2016

Estoril - Sporting: Do luxo da abertura à agonia do epílogo

A entrada de leão do Atlas foi a chave para a nossa vitória. Slimani, foi o mestre de cerimónias, abrindo e fechando os primeiros quarenta e cinco minutos com grande mestria. Leia-se classe no primeiro golo e sentido de oportunidade no segundo. Uma vitória conseguida com grande dificuldade, primeiro por força do enorme desperdício de oportunidades e depois da perda do controlo do meio-campo e da total incapacidade de ter a bola no pé. O jogo terminou com o Sporting à mercê da sorte e do que o adversário pudesse conseguir.

Adrien deve ter sido o nome que mais vezes deve estar na cabeça dos adeptos que assistiram ao jogo, especialmente depois do estouro, tal como de uma castanha em dia de S. Martinho, de Aquilani. Mas não só. Em grande parte da segunda metade a equipa do Sporting parecia - ou estava mesmo?... - completamente perdida em campo.

Defensivamente os laterais estiveram desastrados, especialmente Zeeglaar, que  nunca percebeu como se posicionar ante Mendy. O treinador do Estoril cedo percebeu que do lado de Coates era tempo perdido e desde que mandou o possante avançado encostar à esquerda, a vida de nosso lateral, e por consequência de Semedo, havia de se complicar tremendamente. Não por acaso, o golo de Bonatini foi mesmo por ali.

Várias vezes aqui tenho dito que a época que esta equipa tem estado a realizar é digna de registo, face às suas limitações. Sem dúvida que muito deste registo se deve ao treinador. Mas é também evidente que o plantel não foi bem construído e que Jesus continua a revelar algumas obsessões que penalizam o rendimento da equipa. Ruiz está morto. Não tanto pela condição física, mas pelo esgotamento competitivo. Hoje terá feito dos piores jogos que lhe vimos este ano e quando foi para o meio desapareceu. Teo, capricho de Jesus, joga vinte minutos (quando joga) e depois desaparece. Bruno César entrou tão bem, após a abertura do mercado, e tão depressa como se tornou quase insignificante.

Felizmente hoje ainda tivemos João Mário (saiu porquê, se era o único que ainda tinha discernimento de procurar ter bola?), como sempre tivemos Patrício, São Coates e, claro, Slimani. Esperar que sejam Mané ou Gélson a pegar no jogo e dar a tranquilidade que hoje faltou  é ser muito mais que optimista.

Para o final, o melhor do jogo, o resultado. Era bom que, sempre que as coisas corressem mal como a segunda parte deste jogo, tudo pudesse acabar tão bem como acabou hoje.

domingo, 6 de março de 2016

Sporting 0 - SLB 1 - o dérby do "Ai Jesus, e agora?"

É relativamente fácil resumir o que se passou ontem em Alvalade e em poucas linhas. Provavelmente bastaria até apenas uma única palavra: eficácia. Enquanto a equipa rival conseguiu chegar ao golo, numa jogada em que nem sequer foi intencionalmente responsável pela criação da oportunidade - há muito mais demérito nosso - nós não conseguimos concretizar nenhuma. O falhanço de uma delas - ja lá iremos - constitui um momento quase pornográfico.

Sendo inteiramente verdade que o resultado é injusto é porém inútil realçar este facto, uma vez que o rectângulo de jogo é tudo menos um tribunal, sendo frequente verem-se aí proferidas sentenças injustas. Essas são por vezes particularmente penalizadoras para as equipas que não aproveitam o que conseguem construir para si. Ontem presenciamos mais um desses casos.

Também me parece inútil perorar sobre a qualidade do jogo do adversário. O facto importante a retirar após o apito final do árbitro é que, apesar da pouca atractividade e mesmo qualidade da sua prestação, não apenas conseguiram ganhar - objectivo primordial de qualquer jogo - como ficaram numa posição que era nossa e que certamente preferiríamos manter.  

É verdade, tal como Jesus afirmou no final do jogo, que este talvez tenha sido o pior SLB dos quatro jogos que com eles fizemos. O que também me parece verdade é também ontem foi o pior Sporting dos quatro desses jogos.

Ao contrário também do que JJ havia referido em tempos, a nossa equipa não melhorou nesta segunda volta, bem antes pelo contrário. Um indicador muito claro desse facto e que explicam a perda de pontos com a consequente descida abrupta na classificação são os jogos a zero, isto é, sem concretizar. No campeonato este é o segundo consecutivo e a explicação da perda de cinco pontos em duas jornadas.
Não mudei de opinião relativamente aos méritos do treinador e muito menos em relação à responsabilidade que tem na nossa subida de nível competitivo, facto que a mera observação estatística comprova.

Mas esta equipa parece estar próxima do esgotamento psicológico, ao ser incapaz de variar o seu jogo, ao ponto de o tornar previsível e por isso presa fácil quer dos melhores adversário quer dos caprichos em que o jogo é fértil. As lesões em cascata parecem também apontar que a época longa começa a cobrar os seus dividendos.

É indiscutível que esta equipa do Sporting, no seu jogo, é a mais madura e consistente. A exibição de ontem, pela forma como remete o adversário a um recuo permanente e anula os seus melhores jogadores parece demonstrá-lo de forma inequívoca.

Na maior parte do tempo a equipa controla o jogo quase em absoluto mas o futebol é imprevisível e lances fortuitos podem alterar completamente o destino de um jogo. Foi o que aconteceu ontem quando a bola foi parar aos pés de Mitroglu. Por falar no grego, veremos se, quando se escrever a história deste campeonato, o desfecho final da sua contratação não ficará também associado à sorte dos clubes cujas as equipas ontem se confrontaram.
Reconhecer a responsabilidade de Jesus na  forma como rapidamente encostámos aos nossos rivais, sendo até mesmo a equipa mais consistente até ao momento em que ocorre esta troca de líderes parece-me um acto de justiça. Parece também justo dizer que a estreia da equipa vermelha no comando do campeonato era um facto até há poucas jornadas praticamente inesperado, até para os próprios. E também o é reconhecer, como aliás várias vezes aqui foi dito - que faltam neste plantel jogadores com capacidade de explosão e cuja criatividade ofereça aquilo a que o jogo colectivo não consegue chegar.

Mas também me parece inevitável reconhecer que JJ teve ontem o seu jogo mais infeliz desde que está entre nós. E talvez fosse o pior jogo para o ser... As suas substituições foram de todo infelizes. Quando vi Teo a aquecer deixei logo sair uma frase tão assassina como premonitória: "JJ é tão teimoso que até quer ganhar ao SLB com apenas dez jogadores em campo." Tirar Adrien e João Pereira foi acabar com a nossa equipa. Uma decisão que só o próprio poderá entender.

Valha a verdade que também não havia muito por onde escolher. É fácil dizer sempre que era melhor tirar este e por aquele, quando se conhece o resultado das decisões tomadas e não se pode provar factualmente que de outra forma seria melhor. Mas, esgotados todos os ângulos de análise e argumentação, não há nenhum técnico capaz de nos fazer felizes quando os jogadores acumulam falhas como as que vimos estas duas últimas jornadas.

É aqui que chego a Ruiz. Talvez o azedume seja excessivo mas no fundo ele explicou-nos de forma pratica como é que um jogador de grande talento como ele tem uma carreira semi-obscura. Talvez porque nos momentos em que podia ser decisivo, chegou atrasado, não estava lá, ou em cima da linha mandou para a bancada.

Uma palavra final para os adeptos. Vou falar em causa própria, mas julgo ainda que com o distanciamento suficiente. É difícil encontrar adeptos que amem tanto o seu clube e de forma incondicional. Tal como eu, muitos milhares devem ter tido esta noite uma relação difícil com os lençóis da cama, ao ponto de pensar escrever este post às quase três horas da manhã, quando cheguei a casa, e em quase todas as outras que passaram até me sentar em frente ao portátil.

O que se viu ontem nas imediações do estádio deveria ser suficiente para fazermos a nossa equipa ganhar. Se por acaso o Sporting não for campeão não será seguramente por causa dos seus adeptos. Será, isso sim, um duro castigo em que também muitas vezes o futebol é fértil. 

Pois, ai Jesus, e agora? Agora ainda há nove jornadas e muito campeonato para disputar. O Sporting não apenas perdeu a liderança. Perdeu também a mão no seu destino, passando a depender de outros para poder ser campeão. E passa a ter sob ameaça também o segundo lugar onde agora está.

De forma racional parece-me que ficar em primeiro só acontecerá caso conseguíssemos um final de prova imaculado, ganhando todos os nove jogos. É possível mas muito improvável.

Mas porquê deitar a toalha ao chão antes do gongo soar? É-nos permitido outra coisa, em nome do amor por este clube, por tudo o que já demos, por tudo o que estamos dispostos ainda a dar, que não seja acreditar até ser impossível?

sexta-feira, 4 de março de 2016

Configuração mental para o derby (e para o que restará do campeonato)

Em jeito de perguntas e respostas aqui fica aquela que é a configuração mental para o dérby de amanhã e aquela que me parece desejável para o que restará do campeonato:

Quem é o favorito?
Como é evidente para todos, mesmo para os menos experientes nestas andanças, não há favoritos num dérbi. Quando o árbitro apita para inicio do jogo este ganha uma vida própria impossível de antecipar.

Quem está mais forte?
É uma pergunta de resposta difícil. Recorrendo aos números, verifica-se que o Sporting malbaratou grande parte da distância pontual que havia amealhado. Tendo como referência o último dérbi (Taça de Portugal), o Sporting detinha então sete pontos de vantagem sobre o rival. Só que de lá para cá o Sporting perdeu a invencibilidade de forma inesperada (U. Madeira fora) e cedeu três empates (Tondela (c) Rio Ave (c) e Guimarães (f). Foi ainda eliminado das restantes competições, enquanto o SLB perdeu apenas uma vez (FCP (c) e ainda luta para continuar na Liga dos Campeões.

Tudo dependerá da forma como o recente empate em Guimarães estiver a ser digerido pela equipa e se este lhe provocou ou não danos na confiança. Os primeiros minutos do jogo ou quem inaugurar o marcador poderão aqui ter uma grande importância, uma vez que Sporting detém aqui uma importante vantagem anímica, conferida pelo pleno de resultados favoráveis nos três jogos anteriores. Ao contrário do rival, que nos jogos grandes colecciona apenas desaires. A questão anímica, a gestão das emoções, tem sempre um grande peso nestes jogos.

Não deixa também de ser curioso que amanhã se encontrarão a defesa menos batida  - Sporting (14) SLB (17) - contra o ataque mais produtivo - SLB (65) Sporting (49). Estes números são de certa forma auto-explicativos das qualidades de ambas as equipas. O Sporting é mais equilibrado colectivamente nos vários momentos do jogo, mas a qualidade que o SLB tem na frente de ataque tem-lhe permitido resolver os jogos, mas até agora apenas com equipas ditas mais fracas.

Dérby é decisivo?
É sempre porque, como se costuma dizer, é um jogo de seis pontos. É até mais do que isso, se atendermos ao peso da rivalidade. A vitória é importante para ambos, sendo que, à vista de hoje (pelo trajecto das equipas e pelo que o calendário ainda reserva a cada uma delas), ela parece ser mais importante para nós.

Quem ganhar vai ser campeão?
Não, mas fica com uma preciosa vantagem que poderá vir a ser determinante.

Quem perder fica arredado da luta?
Não. Parece que vamos ter uma luta a três até ao fim. Uma vez que este é um dos três resultados possíveis, a derrota deve ser encarada como uma possibilidade. Não atirar a toalha ao chão e manter o foco vai ser determinante. A atracção pelo ajuste de contas com o treinador, com o jogador que falha ou com a direcção e o presidente pode ser grande. Mesmo que útil e necessária não se deve sobrepor ao amor pelo clube e enquanto a competição tiver lugar terá que aguardar pelo tempo certo.

Lembro-me do que aconteceu em 2005 com Peseiro onde, de ganhar tudo, caímos para o terceiro lugar e não quero viver isso outra vez. As nossas hipóteses em caso de derrota ficarão consideravelmente diminuídas, mas com vinte e sete pontos por jogar tudo é possível. Neste acaso a nossa maior fragilidade adviria do facto de não voltarmos a jogar com o clube que passaria para a frente, deixando por isso de depender apenas de nós. 

Que importância terão os treinadores e a táctica?
Toda. Acontece porém que em campo não estará apenas o trabalho dos treinadores mas também a qualidade individual de que cada um tem ao seu dispor. Aqui é Rui Vitória que sai beneficiado, mas é indiscutível que a equipa do Sporting é a melhor trabalhada e daí que esteja onde está: em primeiro lugar. Vale a pena também lembrar que desde que disputa dérbys (2009) Jesus perdeu apenas um, em 2012. Acresce que JJ conhece muito melhor quase todos os jogadores do SLB, embora também seja verdade que a actual equipa de Rui Vitória é muito diferente da que encontrou nos três embates anteriores. A táctica terá sempre uma importância crucial, pelo menos até que um acidente ou incidente em que o futebol é pródigo (golos, erros dos intervenientes, expulsão, lesão, etc) se encarregue de escrever a história do jogo.

Quem deve jogar?
Jorge Jesus deve ter ainda várias dúvidas na cabeça para resolver. A pior de todas prende-se com a utilização de Adrien. Trata-se de um jogador nuclear e cujas caracteristicas são quase únicas no meio-campo: grande combatividade, excelente reação à perda, fundamental no reequilíbrio da equipa, especialmente na constituição de maiorias tão do agrado de Jesus nos locais onde a bola se disputa. Por isso o meio-campo é o sector em maior stress neste momento, também pelo facto de William estar a tardar mostrar o seu lado melhor. Porém, em Guimarães, já deixou a promessa que parece estar para breve.

Há males que vêm por bem e o amarelo a Semedo é uma tentação a menos para Jesus. Num jogo onde o controlo emocional é fundamental um jogador como ele ainda é hoje pode ser uma fragilidade com custos elevados. João Pereira, Coates, Ewerton e Zeeglaar parecem ser os que oferecem melhores garantias. Isto porque sendo Jefferson importante a fornecer bolas para a cabeça de Slimani, tem sido pelo lado dele que os treinadores adversários têm descoberto o caminho para o nosso último reduto.

Quem jogará atrás de Slimani? Aposto em Teo, pela tradicional teimosia de Jesus. Mas essa seria a última das minhas opções, mais ainda por o jogo ser em casa, onde o colombiano tem ainda muito que fazer para apagar uma imagem de descomprometimento com o grupo e com o clube. Daí que  minha aposta incidiria em Ruiz, até João Mário (já jogou aí contra o SLB este ano) ou mesmo Barcos.

Nas alas, outro sector onde perdemos para o rival e onde a criatividade tem estado muito curta, Gélson e Bruno César. O brasileiro porque é importante nos equilíbrios, em particular quando os laterais sobem, como lhes é pedido. O miúdo, apesar do pouco acerto recente, porque a sua velocidade é um bom veneno para manter Eliseu e André Almeida preocupados.

O ambiente exterior é importante?
O ambiente das bancadas é especialmente importante para os nossos jogadores. Pior que o silêncio dos sarcófagos só o ruído afiado dos assobios, quando as coisas não correm bem. Essa é nossa parte. 

Já a "sanha postativa" no Facebook servem apenas para expor ao ridículo o nosso presidente, tamanha é a falta de noção do quanto é fraca a prosa, de quem representa e de quem devem, por isso, ser os seus interlocutores. Alguma coisa está muito mal quando o presidente do Sporting se sente na obrigação de responder a todo o bicho careta e ainda por cima insiste em envergonhar-nos, disputando com eles o titulo da futilidade, falta de educação e boçalidade. Quem assim procede não precisa de inimigos, ele mesmo se encarrega do seu próprio mal.

Resultado final
Espero que seja um grande jogo e que no final ganhe o Sporting, sendo o melhor. Mas quando o Sporting joga o meu desportivismo entra em saldos: se o jogo for mau e o Sporting o pior, quero que no final ganhe o... Sporting! Como todos os Sportinguistas que conheço, quero sempre que ganhe o Sporting, claro!

terça-feira, 1 de março de 2016

Sporting no principio da incerteza

Sosseguem os leitores que não vou dedicar as próximas linhas a analisar o enunciado da mecânica quântica que tornou Werner Heisenberg famoso. Deixarei para depois a mecânica das coisas que nos trouxeram até ao derby com apenas um ponto de vantagem, mas ainda assim na liderança. Hoje falarei um pouco do ambiente que se vive entre os adeptos.

Em primeiro lugar, isso mesmo: o primeiro lugar, a liderança. O Sporting chega ao derby no primeiro lugar e só perdendo perde o  lugar tão invejado É certo que o que vai ficar para história é o nome do clube que aí estiver colocado na última jornada do campeonato, mas tal comportamento até agora é revelador de consistência, condição imprescindível para ser campeão.

Num campeonato renhido, onde a componente anímica pode ser determinante, as desilusões podem ter um efeito desmobilizador. Ontem, a eclosão de alguns comentários derrotistas ou a denunciar falta de confiança,  fazem temer o pior, especialmente especialmente com um dérby à porta, de resultado imprevisível e onde os adeptos, jogando a partir das bancadas, poderão desempenhar um papel importante. Alvalade no sábado tem de ser mesmo o décimo segundo jogador!

Pelos vistos o empate de ontem teve o condão de assustar muita gente, o que só pode acontecer a quem vive afastado da realidade. Ao contrário do que até vi escrito, mesmo que ganhássemos o jogo de ontem e de seguida o dérby, o Sporting não teria o caminho aberto para o título. Continuaria a ser uma luta a três particularmente difícil e incerta.  É lamentável que tantos anos de observação do futebol e ainda não se perceba o seu carácter profundamente imprevisível, e se façam profecias cuja única utilidade é iludir os adeptos das reais dificuldades. 

É certo que o empate de ontem provoca uma alteração de monta, isto caso o resultado do dérby seja uma derrota, o que implicaria a perda da liderança. No mais, o Sporting continua com necessidade de o ganhar, para se reconfortar com alguma distância. Mas ela, a necessidade, é muito maior por parte do SLB porque, não a conseguindo, não só não consegue ganhar-nos nenhum jogo esta época - o que, convenhamos, é altamente desprestigiante - como pode ver em causa o lugar que agora ocupa. 

A ideia de que o Sporting é o único que está pressionado é por isso absurda, e se ela é "naturalmente" expressa por alguns jornais e comentadores, ao jeito de oráculos sibilinos, é lamentável que ela seja assim entendida a partir de dentro, como se tudo estivesse já perdido.

Saber viver bem com a incerteza é uma virtude dos campeões, aos outros normalmente treme-lhes as pernas, com os resultados que se conhece. É certo que são os jogadores que jogam, mas também os adeptos, especialmente nos grandes momentos, têm que demonstrar estofo de campeões. É isso que se espera de nós até ao fim do campeonato. Quem tem medo fica em casa.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Na batalha de Guimarães faltou eficácia e controlo emocional

O Sporting fez mais do que necessário para vencer o jogo. Falhou oportunidades atrás de oportunidades, algumas de forma quase escandalosa. Acabou por se deixar envolver demasiado na estratégia do adversário, que faz da luta a cada centímetro quadrado do campo a sua forma de estar. Assim, faltou-nos além da eficácia, serenidade e algum controlo emocional que fizessem prevalecer a nossa superioridade. 

Agora? Apetece-me esquecer rapidamente este jogo, sobre o qual até estava optimista. Vou ali esgotar os stocks de anti-ácidos e reabastecer-me de ansioliticos, porque este não é e não vai ser um campeonato para nervos fracos. O dérby? É para ganhar, claro.

Nota: porque jogou(?) Teo em publicidade na camisola e com o símbolo da Liga Europa? Saudades?

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Sporting - Boavista: Sem brilho, Leão domina a Pantera


O jogo era com o Boavista mas não foi agradável de se ver. Ressalta no entanto a importância do resultado mesmo sem este ter sido conseguido com nota artística. Que bom que era que o mesmo tivesse sido conseguido em jogos anteriores, em que acabamos de claudicar, entregando pontos que agora muito aconchego dariam à nossa candidatura ao título.

Olhando para a equipa inicial depressa se constata que pedir a tal nota artística ontem era capaz de ser excessivo. Porque não abundam no nosso plantel artistas e porque, entre alterações forçadas e opcionais, a principal virtude do Sporting de Jesus- uma ideia forte de jogo bem assimilada e geralmente bem interpretada colecivamente - de Jesus estava diminuída à partida pelas ausências de uns e presenças pouco frequentes de outros.

Os primeiros vinte minutos chegaram a ser preocupantes. O Boavista conseguia conter as investidas pouco esclarecidas da nossa parte, apesar de Teo ter beneficiado de uma oportunidade cujo falhanço precipitado nos remetia para a actuação de um principiante, ao invés do internacional colombiano experiente que esperamos dele. Desabafava eu com os meus botões que, nesse período, Teo era o melhor defensor do Boavista, enquanto a precipitação de Semedo o transformavam no melhor atacante axadrezado.

O desassossego seria interrompido à cabeçada por Ewerton, cujo regresso ao que é normal esperar dele se saúda e se deseja seja para ficar. Entramos no último terço do campeonato e precisamos dos melhores ao seu melhor nível. Tem tudo para formar uma dupla forte com Coates, embora nenhum deles seja particularmente rápido, o que podem contrariar com apurado sentido posicional e leitura de jogo. 

Nota para a participação esforçada e aplicada de Scheloto, em prejuízo de permanecer a impressão que isso também Esgaio faz, já cá estava e é mais barato. No entanto o seu estilo abnegado e a fonética do nome o candidatem a preferido nas bancadas. Na prática porém não se vislumbram grandes ganhos. Zeegelar vai continuando o seu estágio para no próximo ano, apresentar candidatura a titular indiscutível. Até lá precisa de aprender a ser mais fiável a defender e mais consequente a atacar.

A ausência de William obrigou Adrien a recuar para a frente da defesa. Neste momento a sua confiança está de tal forma elevada que até poderia jogar no lugar de Patricio, caso as circunstâncias assim o obrigassem. Quem perdeu fulgor nos últimos jogos, por menor eficácia das suas acções, foi João Mário. 

Já Ruiz quando não joga bem também não joga mal. Continuo a pensar que um jogo de intervalo na sobreutilização a que tem sido forçado poderia contribuir para melhor execução, uma vez que ao nível da decisão é um dos melhores, não apenas do nosso plantel mas e todo o campeonato. Apesar de ter sido bafejado pela sorte, foi inteiramente merecido o golo da sua autoria.

Fui comedido em relação a Teo, embora seja óbvio que com ele Slimani a frente de ataque parece engasgar-se frequentemente. O argelino ontem acabou por ser prejudicado pela falta de qualidade nas acções atacantes, não sendo servido praticamente nenhuma vez. À falta de grandes oportunidades foram as tais bolas, que paradas só estão no inicio do lance, a contribuir para a decisão do jogo. Nota ainda para a exibição esforçada de Gélson, a quem falta ainda melhor definição final dos lances.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Do clássico da Luz até à Madeira: jogamos uma vez e ganhamos duas

Não podia ter corrido melhor o fim-de-semana futebolístico para os nossos lados. Jogamos apenas uma vez mas ganhámos duas vezes. Deixo algumas reflexões avulsas sobre os dois jogos, por ordem cronológica:

O Clássico
- A principal nota a marcar o resultado final foi a superior eficácia do ataque portista sobre o ataque benfiquista. Ou, se quisermos, porque o guarda-redes também conta, a eficácia de Casillas entre os postes. Pela sua história o jogo podia ter tido qualquer resultado, ganhou a equipa mais eficaz nos vários momentos do jogo e mais segura em todos os sectores.

- O jogo confirmou a minha impressão que, dos três grandes, a equipa do Sporting é a melhor trabalhada em praticamente todos os momentos do jogo e é a isso que se deve o seu lugar na frente da competição.

- É muito provável que o FC Porto ainda venha a subir colectivamente agora com Peseiro. A sua reacção ao primeiro golo revela uma equipa madura psicologicamente. Tem jogadores em nítido sub-rendimento que, caso o seu treinador tenha tempo e acerto, poderão emprestar à equipa outra qualidade e com isso outro rendimento.

- A equipa do SL Benfica estabilizou, depois de um começo difícil. Continua a defender mal, o que explica os sucessivos fracassos com os adversários mais difíceis da Liga, mas a facilidade com que consegue criar oportunidades de golo tem-lhe valido jogos fáceis com os mais pequenos. Duvido que suba colectivamente, mas tem o melhor sector atacante dos três grandes, com Jonas, Gaitan, Mitroglu, onde se irá juntar agora Sálvio.

Segurança Nacional
- A grande dúvida que se colocava no inicio da partida estava na resposta que a equipa do Sporting necessitava de dar face à obrigação de ganhar. Dúvida que quase não teve tempo de vida, morta logo à nascença com a cabeçada fulminante de Slimani.

- A vitória foi categórica sem ser brilhante, ante uma equipa insular das mais fracas dos últimos tempos.

- O controlo do jogo por parte do Sporting foi quase absoluto, pelo menos enquanto Adrien esteve em campo. Um pouco à semelhança do que já tínhamos visto em Paços de Ferreira, é notório que há um Sporting com ele em campo e outro muito mais macio e permissivo sem ele. Além do controlo do jogo salientaria a serenidade/maturidade da equipa.

-  A entrada de Coates com o tão improvável como até agora surpreendente Semedo conferiu uma segurança defensiva que ainda carece de melhor teste. Mas as primeiras indicações do uruguaio - cuja passagem por Inglaterra mudou muito o perfil físico, agora muito mais musculado - parecem indicar que Jesus encontrou o "seu senhor" para a defesa.

- Grande momento de forma de João Mário, com um golo, uma assistência e um jogo de uma regularidade que lhe poderia valer o cognome de "O metrónomo", tal a eficácia com que pauta o nosso jogo.

- Depois de um impacto muito positivo aquando da sua entrada, Bruno César eclipsou-se, muito por causa dos problemas físicos de que tem padecido. É um jogador demasiado importante para estar ausente agora e o nosso ataque recente-se disso.

- Ruiz é de menos e está sobre-aproveitado, quase espremido. Mané é demasiado inconstante e pouco assertivo. Gélson, como anteriormente aqui disse, é tão brilhante como intermitente. Creio que é aqui, nos criativos, que está o nosso "calcanhar de aquiles". 

- A menos que Jesus tire mais algum coelho da cartola, o nosso sucesso no campeonato está excessivamente dependente destes jogadores de produção muito inconstante - o que é normal nas suas idades - o que explica em grande parte a nossa oscilação, já depois de termos conseguido uma importante vantagem, entretanto anulada.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Com água pela barba, nem de Barcos atravessamos o Rio Ave

Julgo que qualquer adepto que vive apaixonadamente o seu clube amiúde é confrontado com presságios dos mais diversos sinais antes dos jogos. Ontem, desde muito cedo, senti com preocupação acrescida o aproximar da hora de jogo por antecipar que íamos ter um jogo difícil. Há que dizer que tal não tinha a ver com superstição mas sim com o reconhecimento do valor do adversário, em particular das suas características e das circunstâncias em que o íamos enfrentar. 

Conheço bem o Rio Ave bem como a forma como o seu actual treinador costuma por as suas equipas a jogar, em particular com os grandes. Jogando na expectativa, procura criar dificuldade com o lançamento de transições rápidas ou o jogo directo para contrariar o adiantamento natural dos adversários mais fortes.

Ora havia sinais de que o Sporting ira estrear mais um quarteto defensivo por força da lesão de Naldo e Jefferson o que lançava a dúvida sobre a coesão e entendimento entre os quatro elementos chamados à titularidade. Os receios revelaram-se fundados uma vez que o Rio Ave dispôs de boas oportunidades, mesmo em situações de 1x1 entre avançado e Rui Patrício. Se é verdade que Cássio foi importante para a manutenção do empate para o Rio Ave, não deixa de ser claro que sem o acerto de Patrício os danos poderiam ter sido outros.

Esses momentos acabaram por ser determinantes na postura da equipa que, a partir de determinado momento, começou a revelar sintomas de ansiedade, diminuindo a qualidade das decisões. Isso foi evidente em quase todo o jogo e de forma muito particular na hora de finalizar. Com uma eficácia mais próxima da nossa realidade neste campeonato o resultado poderia ter sido outro. A essa ansiedade não será também alheia a pressão de ver os minutos correr sem conseguir marcar, sabendo da necessidade de ganhar para recuperar a liderança.

Este jogo foi também um bom instrumento para se perceber aquela que parece ser a grande dificuldade que o Sporting enfrenta neste campeonato e que me parece ter sido ampliada nesta janela de mercado com a saída de Montero. O que o Sporting ganhou em altura perdeu em técnica, criatividade e espontaneidade de execução, em particular aquela que é necessária para o reduzido espaço que existe nas zonas frontais à baliza. E, diga-se, ela já não era particularmente abundante. 

Ruiz é pouco para as nossas necessidades. João Mário assegura qualidade em posse de bola, criação de linhas de passe, mas não é particularmente rápido. Gélson tem os problemas naturais da juventude, é inconstante e muitas vezes sendo ocasionalmente brilhante é frequentemente inconsistente. Teo não está em forma porque na praia em regra a consequência mais natural é... ficar mais moreno. Jesus viu-se forçado mandar Barcos para o meio do Rio e o que ficou mais claro foi que ainda é cedo para o argentino. Mas não deixa de ser particularmente preocupante constatar que dependemos em demasia de Slimani, que ontem não esteve particularmente feliz.

A passagem do Rio Ave deixou-nos água pela barba. O resultado de ontem e em particular a exibição deixaram os primeiros sinais de uma equipa permeável a pressão. Os campeões decidem-se muitas vezes pela forma como conseguem lidar com este importante factor psicológico. Quem pensava que ia ser fácil não sabia ao que vinha. Como dizia Ruiz ontem, este é o momento de estar tranquilos. Já perdemos o primeiro lugar anteriormente, de forma inesperada, e de igual modo a recuperamos. 

Creio ser estéril a discussão sobre quem comanda agora o campeonato, embora seja útil perceber quem mantém os critérios usados em anos anteriores e quem os ajusta agora. O que é importante é o critério de desempate no final do campeonato, porque ninguém é campeão antes. E aí creio ser muito difícil anular a vantagem conquistada pelo Sporting com os seus mais directos adversários. Não somos nós que, se essas circunstâncias se verificarem, quem tem que estar mais pressionado ou preocupado.

William terá que ficar para outra altura. Mas, pelo que viu ontem, a sua menor produção não tem nada a ver com o modelo de jogo de Jesus. Não é por isso que se falham passes atrás de passes. A sua recuperação é crucial para a subida de rendimento da equipa e há por isso que perceber o que é necessário fazer para que tal aconteça.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Sporting - Tondela: Trop Petit

Houve muito, muito pouco Sporting hoje. Falo daquele Sporting mandão e que quer ganhar o jogo desde o primeiro minuto. Há algum mérito de Petit na forma como montou a equipa mas nada que não fosse nossa obrigação contrariar. Os primeiros vinte minutos foram tenebrosos, com perdas de bola consecutivas, a não permitir assentar o nosso jogo. 

Como as aselhices nunca vêm sós haveria de aparecer um penalty e consequente expulsão de Patrício. Não vale a pena entrar na discussão se foi ou não. A minha interpretação é que não é falta. Mas para perceber melhor a decisão do árbitro ficam as decisões que se seguiram, com faltas marcadas ao contrário, outras deixadas passar em branco, parecendo ter como objectivo final a desestabilização da nossa equipa. Enfim, nada de novo e que não tenhamos visto antes.

Ainda assim, e depois de ter conseguido, de forma brilhante, ter dado a reviravolta ao marcador em inferioridade numérica é profundamente frustrante acabar por sofrer um golo em contra-pé. O avançado do Tondela não estava fora-de-jogo, mas já não se pode dizer o mesmo de Jefferson, que estava nitidamente a dormir. 

Tinha dito aqui anteriormente que o jogo com o União da Madeira poderia ser o jogo mais importante na  busca do tão desejado titulo, caso os jogadores retirassem dele os devidos ensinamentos. O mesmo se pode dizer da euforia dos que pensavam que o jogo de hoje eram favas contadas. Este vai ser um campeonato duro, que provavelmente durará até aos últimos minutos. Vai ser preciso nervos de aço e atenção redobrada. E entretanto já lá vão sete pontos com algumas das equipas mais fracas do campeonato...

domingo, 10 de janeiro de 2016

Sporting - Braga: o Inverno do nosso contentamento

Num pequeno espaço temporal o Sporting produz duas impressionantes reviravoltas. A primeira recuperando o primeiro lugar da classificação no campeonato. Hoje, num tenebroso dia de Inverno, sai de um resultado desfavorável de 0-2, ante uma boa equipa, para a conquista de três pontos. Fantástica reacção, por certo não alheia ao apoio incondicional dos adeptos, que nunca deram o jogo como perdido. Não vale quase nada, mas o Sporting é campeão de inverno, mantendo os quatro pontos de avanço que detinha no inicio da jornada, exibindo personalidade de vencedor.

Mas não é demais lembrar que a história do jogo podia ser diferente, muito por força de dois momentos tão meritórios de Rafa como de falhas grosseiras da nossa parte. Falando de mérito é necessário falar deste Braga de Paulo Fonseca. Agora que chegamos ao final da primeira volta é justo designá-la como a equipa que mais nos fez sofrer nas competições internas. 

A forma como se apresentou nos dois jogos já realizados entre ambas as equipas é uma espécie de "road map" para deixar expostas as nossas debilidades. Bolas longas ou de colocação muito rápida a explorar a velocidade dos seus jogadores mais avançados, o que funciona na perfeição com o adiantamento da nossa defesa.

Com William irreconhecível e sem capacidade reactiva ao que passava nas suas costas, era ainda mais fácil explorar os espaços entre os laterais e os centrais, bem como a dificuldade daqueles em descer, especialmente Jefferson.

Estes são os riscos assumidos por Jesus, como mais ninguém o faz, mas que têm o seu reverso quando, como é o caso de Paulo Fonseca, aparece alguém que sabe onde deve carregar para fazer doer. Falta saber se mais alguma equipa poderá copiar o modelo com a eficácia do treinador bracarense. Essa é a nota de maior preocupação, em contraste com a euforia natural após um jogo soberbo.

Nem sempre quem merece ganhar o consegue e o resultado ao intervalo era não apenas injusto como demasiado volumoso face à produção das equipas. Mas justificava-se pela superior eficácia bracarense e pela nossa falta de rigor no acompanhamento das movimentações dos adversários. Destaque para o guarda-redes bracarense, que parecia imbatível e ameaçava tornar-se num pesadelo para nós.

A segunda parte seria uma história completamente diferente e que talvez seja o justo castigo para a falta de ambição do Braga, que preferiu gerir o resultado, ao invés de procurar explorar o inevitável balanceamento atacante que o Sporting tinha que imprimir.

Alardeando a mesma confiança e querer dos últimos jogos após U. Madeira, o Sporting estava prestes a fazer uma reviravolta absolutamente notável. À confiança e querer é obrigatório realçar a qualidade do nosso jogo ofensivo, um camartelo permanente na muralha defensiva arsenalista. A entrada de Montero foi importante, obviamente pelo golo obtido, mas também pela duplicação de cuidados que representou, sendo seguramente por aí que Slimani pôde beneficiar de menor vigilância na hora de marcar o terceiro golo. 

Não vou fazer nenhum destaque individual para lá de Patrício. Houve elementos que estiveram muito abaixo do que é exigido ao nível de uma equipa campeã. Mas hoje é inteiramente merecido que o destaque seja pela positiva e, tendo sido ele que segurou o resultado quando Rafa apareceu isolado à sua frente e sendo também ele o capitão e número um fica entregue o destaque a ele em nome de todos.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

O jogo mais importante da época? Provavelmente já o jogámos

Muito se tem falado da importância do jogo de hoje, em Setúbal, para a corrida ao campeonato. Sendo a vitória na competição um prémio à regularidade entendo que é forçado entregar a apenas um jogo o papel de definidor. Mas, em total contradição, também eu guardo na minha colecção de memórias alguns jogos que me pareceram determinantes para algumas conquistas. 

Assim de repente evoco uma dificílima e tangencial vitória por 1-2 em Guimarães (golos de Duscher e Acosta, creio) na arrancada para final do grande jejum na época de 99/00. O adversário era como sempre difícil de levar de vencida no seu estádio e uma noite de inverno (como provavelmente estará hoje no Bonfim) tornava ainda mais difícil a nossa tarefa. Embora fosse apenas a 13ª jornada, a forma como a equipa se bateu, contra o adversário e contra as condições adversas, deixaram-me a convicção de que aquele ano era nosso, o que se veio a verificar. Não jogávamos bem, não houve recital, mas havia espírito de corpo, uma comunhão muito próxima entre equipa, adeptos e dirigentes e uma vontade indómita de vencer.

Não sei o que se passará mais logo, mas desta feita estou convicto que se haverá jogo definidor da época em curso ele será não uma vitória mas uma derrota. A única até ao momento, com o U. Madeira. A reacção da equipa à adversidade de todo inesperada foi um óptimo sinal, ainda por cima quando se tratava da segunda derrota consecutiva a nível nacional. E, ao contrário de outros momentos da nossa história, no recente clássico, apesar do jogo ter permanecido de resultado incerto até final, a equipa demonstrou não só categoria como personalidade, não dando sinais de tremideira. 

Não menos importante, a reacção dos adeptos, que escolheram estar presentes, apesar de preços absurdos para a nossa realidade (o meu sobrinho de 11 anos pagou 45€ ! para a bancada B)  ao invés da comodidade do sofá e das repetições da transmissão televisiva. 

Se a equipa tiver percebido, ao perder a liderança na Madeira, que todos os jogos contam para as contas finais e que os três pontos que se perdem com o último são, no computo geral, tão importantes e definidores como os que se perdem com o primeiro, o jogo da Madeira pode muito bem ter sido o mais importante da época. 

Deixo mais uma pequena nota, que tem a ver com as recentes nomeações. A prova de que nos levam a sério como candidatos é a nomeação de Jorge Ferreira seguida de Jorge Sousa. Por razões diferentes nenhum deles deveria tão cedo arbitrar um jogo do Sporting mas, ao que parece, Vítor Pereira deve andar distraído com as actuações destes seus pupilos. Ou então usa-os como arma de arremesso.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Sporting-FCPorto: o clássico dos patinhos feios

Que bom seria se todos os jogos se aproximassem da qualidade do espectáculo que o clássico do passado sábado proporcionou a todos quantos tiveram a sorte de o poder presenciar, em particular os que o puderam fazer ao vivo. Estádio cheio de gente e de entusiasmo, com os dois lados em presença a fazerem-se ouvir. Jogo de resultado imprevisível quase até ao final, e vários bons momentos de futebol de qualidade, quer do ponto de vista colectivo como individual.

Uma vez que já quase tudo foi dito sobre o jogo propriamente dito, opto por dirigir a crónica sobre o clássico para algumas considerações sobre aqueles que me pareceram ser os protagonistas do jogo. Nessa perspectiva a minha escolha recaiu, por razões que explicarei de forma pormenorizada abaixo, em Naldo, Adrien, Slimani e Lopetegui. Talvez soe estranha a associação, mas julgo que todos eles, de formas distintas, têm a ligá-los um certo estigma de patinhos feios, ou, se preferirem, não parecerem terem destinado para si o papel de protagonistas.

Naldo - Não foi a primeira escolha para a dupla de centrais e parecia ter como destino o papel de terceiro da fila nas opções de Jesus. Por circunstâncias adversas para Ewerton, acabou por ter que assumir maiores responsabilidades e de forma mais precoce de que se esperaria, incluindo o próprio. Foi réu algumas vezes em que revelou dificuldades na movimentação da linha defensiva, e a sua época até correu riscos de uma suspensão prolongada, o que, somado ao seu estilo prático e sem adornos, não lhe confere grande notoriedade . No clássico porém, esteve imperial. A sua acção individual foi decisiva para o triunfo colectivo e isso pode ser constatado nos números que impressionam:
  • Naldo fez 10 intercepções durante o jogo, mais do que João Pereira, Paulo Oliveira, Jefferson e William Carvalho todos juntos! 
  • Ganhou todos os duelos aéreos!
  • A par disso um número muito limpo de faltas (4), 10 alívios (que vincam o seu estilo prático, menos preocupado em construir).
 Ewerton, jogador que confere estabilidade e segurança ao sector, tem contra si a falta de consistência que lhe advém de constantes lesões e tem deixado várias vezes Jesus pendurado em momentos decisivos de jogos importantes. A partir do banco certamente que pode observar que não tem o lugar assegurado.

Adrien - Um jogador da casa que nem sempre tem merecido a apreciação devida. Era dos jogadores que mais expectativa tinha de ver crescer na presença de Jesus, o que agora se confirma. Mas Jesus é bom mas não está a fazer o milagre de transformar vinagre em vinho, o jogador recolhe agora os benefícios de um modelo de jogo que potencia as qualidades dos jogadores e potencial foi o que Adrien sempre teve. Infelizmente a instabilidade do clube e decisões incompreensíveis na gestão da carreira do jogador, como em vários outros da sua geração, foram atrasando a sua afirmação plena. O jogo de sábado não acontece por acaso e merece ainda maior destaque por ter acontecido aquando de uma participação notoriamente infeliz de William Carvalho.

Slimani - Já aqui havia confessado a minha conversão ao Slimanismo. É o típico patinho feio pelo jeito e até pela fisionomia algo desengonçada. Trata-se de um estilo de ponta-de-lança que não é o da minha preferência, mas a sua entrega ao jogo conquista até o pior dos infiéis. É provavelmente o seu denodado profissionalismo e entrega ao trabalho que lhe têm permitido evoluir do jogador que não conseguia segurar uma bola, ao jogador-chave no esquema de Jesus. 

Lopetegui - Aqui o técnico portista surge como protagonista pela negativa porque o triunfador é indiscutivelmente Jesus. Creio mesmo, no que certamente sou acompanhado por muitos dos que me leem que, podendo beneficiar do plantel do espanhol, Jesus faria do campeonato um passeio no parque. Mas não extrapolaria as diferenças de qualidade que se separam os dois treinadores, e que são particularmente visíveis modelo de jogo e produção das respectivas equipas, para uma deliberação desfavorável à candidatura do FCPorto ao titulo. Por duas razões substantivas:
  • Apesar dos desequilíbrios nas construção do plantel (os centrais são de qualidade duvidosa e sobretudo, ao invés de se complementarem, são muito semelhantes no perfil onde abunda a força e pouca inteligência, e, também muito importante, Aboubakar não é Jackson, Oswaldo foi um fogo fátuo) há vários jogadores com capacidade individual para criar desequilíbrios e, por si só, resolverem jogos. Isso é muito importante, vem-se notando no campeonato com os pequenos, onde o Sporting tem perdido pontos "improváveis" (Boavista e U. Madeira).
  • O poder do FCPorto nos bastidores não é o que era nos anos 80 mas também não me parece ser totalmente desprezável.
Ainda a propósito de Lopetegui e do potencial do FCPorto, da observação do jogo, e depois dos confrontos com o outro rival SLBenfica, resulta claro para mim que este foi o nosso jogo mais consistente e uma afirmação clara da nossa candidatura. Isto porque o os portistas foram o adversário que mais e maiores dificuldades nos criou. Até ao golo de Slimani estiveram quase sempre por cima do jogo, criando lances de perigo, com destaque para Brahimi e Corona, a ensaboarem o juízo quer a João Pereira, quer a Jefferson. 

Mas esta afirmação de poder não significa que o campeonato seja agora um passeio. Não deixa de ser sintomático que, dos três grandes, o Sporting é a equipa com menos pontos nos jogos com os mais pequenos. Obviamente que isso tem várias leituras - se tivéssemos um Xistra ou Jorge Sousa à mão... - mas é inquestionável que o Vitória e Lopetegui têm a menos no confronto directo com as qualidades que Jesus possui, são os seus trunfos individuais que estão a equilibrar a balança a seu favor. E, a menos que improváveis surpresas do mercado de inverno aconteçam. vamos ter campeonato equilibrado até ao fim.

domingo, 20 de dezembro de 2015

Ter ou não ter estofo de campeão, eis a questão

Não vale a pena perder muito tempo com o jogo com o União da Madeira, que ditou a primeira derrota no campeonato. Vários factores se conjugaram entre si para ela acontecer:

- Há jogos assim. Neste campeonato já ganhamos jogos com muito menos número de oportunidades criadas. A equipa pagou pela falta de eficácia. 

- Muita displicência na hora do remate aquando das oportunidades criadas, que até foram várias; Ao contrário do que viria a acontecer, parecia ser o entendimento dos jogadores que se não marcassem no momento marcavam depois. No futebol o depois pode nunca existir.

- A mesma displicência a defender na única oportunidade do adversário. Tudo muito devagar a reagir num lance que nem foi particularmente rápido.

- Com Ruiz a acusar desgaste evidente, não há jogadores capazes de criar desequilíbrios por iniciativa individual, quando os argumentos de ordem colectiva escasseiam, como foi o caso de hoje. Ainda assim não é seguramente tirando Ruiz para dar o lugar a Tanaka que se muda o destino de um jogo como o de hoje. Ou que se esconde Matheus até estar a perder.

Todas as derrotas são amargas. Esta é também dolorosa porque não só nos pode fazer perder a liderança da Liga, como obriga a mudar significativamente a estratégia para o próximo jogo que, como se sabe, é precisamente com o FCPorto. Com vantagem na classificação havia uma margem para gerir, agora torna-se imperiosa a necessidade de ganhar, para recuperar a liderança.

Jogos assim são comuns quando uma equipa vem de uma derrota onde se hipoteca um dos objectivos da época. Ou são meramente casuais, afinal é futebol. É em momentos como este que as equipas se revelam. Veremos então nos próximos jogos se esta equipa tem ou não o espírito  e a determinação de que se fazem os campeões. 

domingo, 13 de dezembro de 2015

Sporting-Moreirense: Cónegos de Moreira forçados a penitência

Muitas alterações ao último onze: João Pereira, Paulo Oliveira, Jefferson, William e João Mário deram o seu lugar a Esgaio, Ewerton, Jonathan, Aquilani, e Gélson. Certamente que haverá razões diferentes a justificar as mudanças, embora uma possa ser comum a todas elas: a gestão do esforço. Falaremos no final mais em particular sobre isto.

Primeiras indicações positivas, com o Sporting a perceber que tinha que executar rápido e com soluções variadas. Ora procurando a profundidade, de forma directa, com passes para Slimani, ou com variação rápida do local onde estava a bola. Aqui temos que incluir também a postura do Moreirense a pressionar a saída de jogo, procurando, e conseguindo algumas vezes, atrapalhar a construção.

O jogo decorria porém sem que o Sporting conseguisse criar grandes lances de real perigo, apesar do ascendente claro sobre o adversário. Estava o ponteiro dos minutos a descer rapidamente para a meia-hora de jogo quando surge o golo de Gélson. Por certo chegou a pedido dos que estranhavam que o laboratório  de Jorge Jesus ainda não tinha produzido nenhum produto eficaz. Ele aí está e esperamos que mais estejam a caminho. Repare-se que para o êxito do lance foi determinante o posicionamento de Esgaio, a bloquear a saída do jogador da barreira que mais hipóteses de êxito tinha para interferir  ou anular o movimento de Gélson.

Por falar em Jorge Jesus o segundo golo é um bom exemplo da qualidade do seu trabalho e porque o seu modelo é o que melhor corresponde, para um candidato ao título, às necessidades especificas do nosso campeonato. A execução colectiva é segura e perfeita.



Naldo procura Slimani, jogando longo e directo sobre a direita do ataque. O argelino arrasta consigo um dos centrais do Moreirense (Danielson) que fica perdido para o lance e serve Adrien, sobre a esquina da grande área. A Evaldo em contenção e Fati, que havia descido, acontecerá ao mesmo, após o passe de Adrien. Este, beneficiando do movimento de Teo a levar consigo Marcelo Oliveira, encontra Aquilani liberto, sem oposição, na zona central, fazendo um golo que é praticamente um penalty em movimento. O portador da bola tinha possibilidade de jogar a qualquer um dos postes (Teo ou Ruiz), embora a opção por Aquilani fosse a mais indicada, como sucedeu. Mas está criada a incerteza para quem defende e o Sporting coloca quatro jogadores dentro da área, três dos quais em posição de poder fazer golo.

Como é evidente a subida dos dois médios mais de contenção, essenciais para a obtenção do golo, comporta riscos. Uma perda de bola naquele momento com Adrien e Aquilani teria um potencial de perigo elevado numa transição rápidam embora se constate que esta, a ocorrer, dependendo sempre por onde a bola caísse, encontraria igual número de jogadores. Mas este risco, habitualmente assumido por Jesus, desconstrói a estrutura defensiva adversária. Trata-se de um exemplo apenas, mas é uma marca nas equipas de Jesus.

Houve tempo para tudo até para a rábula do penalty. Tudo acabou bem, mas podia não ter sido assim e Jesus acabou por arriscar sem necessidade. Slimani marcaria à segunda tentativa e é verdade que ninguém pode garantir que Adrien ou mesmo Teo marcasse. Mas as características de Slimani não o recomendam como marcador de penaltys. Acresce que toda a incerteza do "marco eu, marcas tu" é o procedimento menos indicado para um momento que deve ser de concentração total.

Para finalizar as opções de Jorge Jesus. No caso dos laterais, o mau jogo de ambos os escolhidos na quinta-feira, quer um quer outro (João Pereira e Jefferson) em péssimo momento de forma. Esgaio justificou plenamente a oportunidade e obriga Jesus a pensar duas vezes na hora de escolher o lateral-direito. O mesmo não se poderá dizer de Jonathan, a tardar muito em demonstrar crescimento. 

Oliveira tem estatuto de indiscutível e por isso Jesus deve preferi-lo mais fresco para o jogo com o Braga e a solução Naldo- Ewerton dá garantias.Deve estar aí a explicação para a sua ausência. Mas a cada jogo mais se desenha a ideia de que a dupla mais eficaz é Oliveira-Ewerton. 

William e João Mário parecem ter uma agenda social muito preenchida (o que foi desmentido por Jesus...) e, como se sabe, não se podem servir dois senhores em simultâneo. Deve estar aí a razão do descanso hoje. Gélson e Aquilani agradecem e ambos estiveram em bom nível. O italiano não é um médio de choque e luta mas oferece muita segurança e qualidade no passe, especialmente nos lançamentos longos, quase sempre precisos. Muita classe do italiano.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Garra e suor com inspiração confirmam estofo de campeão

Não era difícil de prever que a partida com o Marítimo seria complicada de resolver. Porque são quase sempre assim os jogos na Madeira e pelas circunstâncias em que ele ocorria para a equipa do Sporting. A estas dificuldades foram acrescentadas um relvado em péssimas condições, o que, somado a um dia de pouca inspiração colectiva, agravou significativamente as condições de jogo. O mérito da equipa esteve na forma como se entregou ao jogo, deixando quase literalmente a pele em campo.

A supremacia quase permanente do esforço sobre a classe foi interrompida uma vez numa jogada de grande execução colectiva, que conseguiu desposicionar as torres da muralha defensiva insular, arranjando assim espaço para Adrien poder executar um remate certeiro, o suficiente para garantir uma vitória preciosa.

Antes e depois do golo seria determinante a acção de Patrício. Defesas vistosas, um punhado delas de grande dificuldade, juntamente com acções sempre pontuadas por grande equilíbrio e concentração ajudariam a garantir a vitória.


Estes três pontos são conseguidos num terreno onde o FCPorto já havia sido travado e num momento em que estava em causa a defesa da liderança. Quantas vezes é nestas circunstâncias que as pernas tolhidas pela ansiedade e sob o peso da responsabilidade? Quantas vezes são estes os jogos que deixam à evidência a falta de arcaboiço para a ambição de ganhar? Ontem o Sporting, exibindo as mesmas dificuldades que já lhe havíamos visto em jogos anteriores, demonstrou mais uma vez que não se deve menosprezar a sua candidatura.

*Foto MaisFutebol

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Oh, como é bom o colinho!

O azul da apneia
A nota exibicional do derby de ontem foi a roçar o fraquinho. O Sporting jogou mais vezes em esforço do quem em classe, em claro contraste com o que havia feito nos dois jogos anteriores, com o SLB e com os russos. Como compreender que uma equipa inferior nos cause mais dificuldades?

A resposta pode ser encontrada nos espaços disponíveis para jogar e nas dificuldades especificas do nosso campeonato. O Belenenses não tem problemas em jogar com os onze jogadores atrás da linha da bola, o que, assinale-se o SLB de Rui Vitória também se viu obrigado a fazer na recente eliminatória da Taça de Portugal. Mas, como é óbvio, nem ele nem o técnico do Lokomotiv se podem dar ao luxo de Sá Pinto, ao recuar de forma permanente toda a equipa, com o único objectivo de retirar os espaços para o nosso futebol respirar, ao ponto de ficarmos azul de tanta apneia.

Devemos também considerar o cansaço. O cansaço que é físico, fruto de dois jogos por semana, com viagens longas pelo meio. E que vem do stress competitivo, que se instala com o decorrer dos minutos com o resultado adverso. Isso é ainda mais notório quando o leque de opções se encontra reduzido, por lesões. E claro, pela ausência de Carrillo. Não há jogadores insubstituíveis, mas o facto é que aquele que era considerado o jogador mais desequilibrador do plantel no inicio da época está fora, não tendo ninguém ocupado o seu lugar em importância, e isso tem um preço.

Depois há o "paradoxo Slimani". A sua preponderância na equipa é clara nos golos que têm resultado em pontos e nas suas actuações plenas de esforço e entrega total. Mas a qualidade das soluções no último terço decaem de qualidade, sendo isso particularmente visível quando é necessário apelar à qualidade técnica para resolver problemas que o colectivo não consegue. 

Slimani, apesar dos enormes progressos, continua a exibir limitações técnicas e de compreensão do jogo que constrangem a qualidade  dass soluções no ataque. Antes que me queimem na fogueira, recorde-se como foi determinante a acção de Montero em Moscovo, a abrir espaços, a temporizar o passe até ao limite para isolar um colega, ou a oferecer-se para triangulações com Ruiz. Slimani não faz isto e, ou jogamos de forma diferente, como muitas vezes Jardim e Marco Silva se viram obrigados, ou temos que esperar por mais um milagre de Jesus.

Oh, como é bom o colinho!
Foi perfeito o final do jogo de ontem para os profissionais da conspiração. Quando já tudo indicava que o Sporting iria conceder mais um empate em casa, Tonel, que vestiu a camisola do Sporting durante cerca de sete anos,  acabaria por "oferecer" três pontos, por via de uma mão de todo desnecessária.

Oh, o escândalo! O Tonel é um vendido claro está, pouco importando se estava ou não a olhar para a bola quando esta lhe toca na mão. É também um sádico refinado porque esperou mais de noventa minutos para nos fazer o favor! Certamente estava combinado com o árbitro, sabendo que ele ia dar quatro minutos de desconto, e devidamente articulado com Slimani, para saltar com ele. Há peças de ballet, ensaiadas à exaustão, que não correm tão bem.

E o árbitro? O árbitro é um ladrão porque aponta um penalty quando um jogador joga a bola com a mão dentro da área! Ora isto vai ao arrepio do que está escrito na cartilha da arbitragem, onde certamente se lê que penalty's a favor do Sporting só em último recurso. E nos últimos minutos de jogo e que possam valer três pontos jamais, em circunstância alguma. 

É esse o colinho que nos têm dado, marcarem penalty's que dantes não marcavam. O colinho a que estávamos habituados era aquele que com uma mão nos afagava para comer tenrinhos, enquanto com a outra nos afastavam dos pontos o mais depressa possível. 

A passar o sinal amarelo muitas vezes
Quatro vitórias in extremis não acontecem por acaso, só por despeito é que não se reconhece o mérito. Mas o jogo de ontem não deixa de constituir um sinal de aviso. São muitas as vezes que andamos a queimar os sinais amarelos, um dia somos apanhados no vermelho.

Ontem, à semelhança do Bessa, jogamos muito pouco e, contrariamente ao que disse Jesus após o jogo, não foi por saber e por querer que chegamos ao golo. A mão de Tonel foi um momento fortuito que dificilmente se voltará a repetir. Estamos avisados.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Arouca-Sporting: posta servida à sobremesa

Noite fresca em Arouca para receber o comandante da Liga. Sem surpresa, o Sporting puxou dos galões e assumiu a iniciativa do jogo e o Arouca remeteu-se à expectativa. Apesar de mandar no jogo, o Sporting não foi muito assertivo nas suas acções.

Procurando a progressão com base numa teia de apoios, revelou muito pouco acerto inicial nas tabelas e assistências, especialmente por intervenções deficientes de Teo e especialmente Slimani, com Ruiz muito lento a decidir, perdendo-se a sequência das jogadas.

Do outro lado a defesa subida do Arouca com Nuno Coelho a  juntar-se ao quarteto defensivo, preocupado com Teo. Apesar do muito espaço que ficava nas costas Slimani, ao invés de explorar a profundidade, era visto frequentemente ao lado dos Nunos do Arouca (Coelho e Valente), o que facilitava consideravelmente a tarefa defensiva dos da casa.

Nas iniciativas atacantes o Arouca contava com uma ala esquerda muito activa, onde um Roberto particularmente acutilante, dava muita profundidade e largura. Contava com o apoio de Lucas Lima, a que se juntava Zequinha, infernizando a vida a João Pereira.De forma atípica, vimos muitas vezes o Sporting privilegiar o jogo directo, prescindindo de William na construção que, ao contrário do habitual, descia poucas vezes para entre os centrais.

Apesar da superioridade esperada,  os lances de perigo real ou de golo eminente foram praticamente inexistentes, não por falta de jogadas com potencial, mas sobretudo pela falta de acerto no último passe ou no remate. Fica o exemplo, entre outros, do remate deficiente de Teo, após Ruiz ter descoberto João Pereira e o centro deste ter deixado o colombiano em excelente posição para fazer muito melhor do que “aliviar” a bola pela linha do fundo.

Na segunda parte os técnicos começam a intervir  na partida de forma forçada ou involuntária, (como foi o caso da saída de Jefferson por Esgaio) sem que isso alterasse significativamente o cariz da partida. Assinale-se o contributo do lateral que, surpreendentemente, não deixou que o nome de Jefferson fosse muitas vezes lembrado.

À medida que o tempo decorria o Arouca ia confiando cada vez mais, chegando mesmo a criar um lance de golo iminente. Do lado Sporting instalava-se alguma sofreguidão, com Slimani a revelar total ineficácia, quando lhe bastava ter encostado em frente à baliza.Quando tudo parecia estar encaminhado para a divisão de pontos, Slimani consegue aquilo que tanto procurou mas nunca lhe tinha sido permitido e o jogo encontraria um vencedor. 

O Sporting conquistaria assim os três pontos, vendo premiada a vontade dos jogadores sobre a qualidade do desempenho, que esteve longe de ser brilhante. Como diria o outro, nem só de ópera se fazem os campeões.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Liga Europa: o escândalo que deu!

Não se viu o Sporting 
É preciso apelar ao auto-controlo para não deixar que o azedume contamine a análise do jogo que o Sporting foi realizar à Albânia com o desconhecido Skenderbeu. Entrada desconcentrada e sobranceira, acumulando erros sobre erros valeram dois golos ainda antes de completados os primeiros vinte minutos de jogo.

A passividade com que se assistiu ao tiro ao boneco no lance do primeiro golo e a displicência com que Patrício aborda o lance que provoca a grande penalidade e a sua própria expulsão praticamente deixaram aí feita a escritura do resultado final. É que se a tarefa de recuperar um resultado adverso de 2-0 com onze unidades completamente desligados já seria difícil com menos um era apenas uma longínqua miragem. Ora Marcelo Boeck entrado para o seu lugar resolver não destoar deste pobre guião albanês e, numa reposição de bola, decide oferecer mais um golo à equipa da casa. Poderiam os anfitriões desejar melhor visitante.

Como foi possível chegar a um resultado destes? Além da atitude geral já acima aludida fica o registo de uma linha média onde Paulista e Adrien não conseguiram fazer o minimo de oposição nas tarefas defensivas, sendo aí acompanhdos em igual baixo nível por Jonathan, a quem o já mais de um ano passado no continente europeu não foi suficiente para eliminar as insuficiências e falta de entendimento do que lhe é pedido em primeiro lugar: saber defender.

Certamente que grande parte das reflexões à volta deste jogo tenebroso se centrarão na poupança feita por Jorge Jesus nas competições europeias. Provavelmente os mesmos que exultaram com a goleada anterior aos mesmos albaneses em casa serão os primeiros a verberar as opções do treinador que redundaram no embaraço que o jogo de hoje deixou.

Pegue-se como se queira nas opções de Jorge Jesus parece-me que elas são insuficientes para justificar o descalabro que se registou. Mas a reflexão é inevitável, atendendo ao autêntico atentado acabado de registar ao bom nome do Sporting. Atendendo ao facto de grande parte da equipa ser constituída por jovens jogadores que ambicionam a titularidade na equipa principal, este é jogo que devem guardar para rever sempre que quiseram lembrar-se, ao longo da carreira, do que não devem fazer.

Figura do jogo: Lilaj. São da responsabilidade dele os golos que em menos de vinte minutos do jogo tornaram quase inútil e desnecessária a viagem à Albânia.

Fora-de-jogo: Toda a equipa do Sporting. É caso para perguntar se alguma vez chegaram a aterrar na Albânia.

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