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sexta-feira, 1 de maio de 2015

As renovações e o planeamento para o futebol

O Sporting comunicou ontem a prorrogação de contrato dos júniores Gélson Martins, Ivanildo Fernandes, Jorge Silva, Luís Elói, Rafael Barbosa e Fábio Martins e dos seniores Mauro Riquicho, Tobias Figueiredo e Sambinha. 

Por coincidência estas renovações vêm na sequência do meu último post, onde deixei algumas questões, que me parecem pertinentes, relativas ao planeamento que estará a ser feito para o futebol. Deixo para já este tema para me pronunciar sobre as renovações agora efectuadas.

Tratar o que é diferente de forma igual é a primeira ideia que se extrai e que vem na linha das primeiras renovações efectuadas pela actual administração. O clube oferece contratos longos, a que soma elevadas cláusulas de rescisão a todos os jogadores. 

Ora fazê-lo por exemplo, a Tobias e Gélson, jogadores de potencial inquestionável, não é o mesmo que renovar com Sambinha que, além de ter já vinte e dois anos, o melhor que se pode dizer dele é que tem boas condições atléticas e parece ter evoluído desde que chegou ao clube. Isto é, uma apreciação demasiado lata para apreciar um jogador de futebol.

Fica com contrato até aos vinte e cinco anos, com opção até aos vinte e sete. Atendendo ao respectivo valor e ao que é a carreira de um futebolista mais do que um contrato, assemelha-se mais um seguro de reforma.

Para apreciação posterior ficam casos como os de Ivanildo, Jorge Silva ou Éloi, que chegaram recentemente ao clube. As suas performances têm estado longe de ser consideradas exemplares, pelo que a renovação parece ser no mínimo apressada. 

Mas se as apreciações de carácter técnico podem ter algum carácter subjectivo há um dado objectivo que me obriga a questionar o planeamento que está a ser feito para o curto/médio prazo para o futebol, especialmente para a articulação imprescindível entre a equipa A e a B e entre esta e os júniores que aguardam a chegada ao escalão principal.

Atente-se ao quadro de jogadores que ainda estão na órbita da equipa B (ver quadro abaixo, dos quais se poderão considerar excluir  Esgaio, Gauld, Wallyson, Chaby e Medeiros, mas muito dificilmente entram todos na A), 
Defesas: Rábia, Naby Sarr, Jonathan, Sambinha, Domingos Duarte, Riquicho, Sejou King, Jorge Silva e André Geraldes, Esgaio.
Médios: Gauld, Slavchev, Wallyson, Francisco Geraldes, Fábio Martins, Palinha, Fokobo, Medeiros , Chaby e Zezinho.
Avançados: Sacko, Rúbio, Ponde, Mama Baldé, Podence, Gélson Martins, Gazela, Betinho, Cissé, Dramé, Enoh.
Ao total são trinta e um jogadores(!), quase todos eles com contratos bastante longos, a que somarão a breve trecho os jogadores júniores que renovaram recentemente., mais os seniores que já pertencem aos nossos quadros.

Para reflectir.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Que planeamento está ser feito para o futebol do Sporting?

Existe um projecto para o futebol do Sporting?

Quais são as suas linhas orientadoras?

Que tipo de planeamento é feito? Atende-se apenas ao imediato, cujo horizonte é a época a decorrer ou procura-se fazer uma projecção a curto/médio-prazo?

Estas são algumas das muitas questões que por vezes ocorrem a um adepto que, de longe, vai observando as decisões tomadas, procurando percebê-las, em particular as motivações que as regem e os resultados que com elas se pretende obter.

Antes de escrever este post estive a reler algumas das comunicações mais recentes do presidente Bruno de Carvalho, nomeadamente as que foram proferidas por ocasião do segundo ano de mandato, não tendo encontrado nelas linhas orientadoras que respondessem a este tipo de perguntas. Nada é dito sobre questões estruturantes como, por exemplo, o número de jogadores nos plantéis, a escolha das equipas técnicas, respectivos critérios e objectivos, etc, etc.

Assim, procurei fazer a minha própria interpretação, deixando para a caixa de comentários a possibilidade de cada um aduzir os seus argumentos à discussão. Nela incluirei os temas que me parecem ser os mais importantes para esta análise, feita de forma breve e não tão aprofundada como deveria ocorrer: O treinador, o plantel e a formação.

O treinador
A escolha do treinador não é apenas a escolha de um homem só, mas de uma equipa técnica multidisciplinar, bem como das respectivas ideias, organização e metodologia. Por isso considero uma questão estruturante.

Tendo esse aspecto em conta, bem como "politização" que a questão atingiu, é difícil que o tema não se arraste pela próxima época, especialmente se a decisão for a do afastamento e a este não sucedam melhorias evidentes na performance desportiva. Assim, considerada a importância do cargo e o facto acrescido da próxima época ter inicio cedo e aparentar particular exigência, é muito mau sinal se os rumores da decisão estar a ser protelada forem verdadeiros.

Ora, só o facto de se discutir a permanência do treinador, que foi contratado por quatro anos, ao fim de quase o mesmo número de meses de permanência, é razão suficiente para questionar  o planeamento feito. É também importante saber se, no momento da celebração do contrato, a permanência do treinador ficou indexada a algum "serviço mínimo" que não está a ser cumprido, como por exemplo a conquista de um troféu ou uma determinada posição na tabela.

Considerando, para avaliação do trabalho do treinador, três parâmetros - resultados/classificação nas competições, performance exibicional e liderança - a minha avaliação é favorável. É sempre possível melhorar mesmo até quando se triunfa mas, numa avaliação genérica, e atendendo a todas as circunstâncias e limitações que nos são próprias, não só me parece que o trabalho desenvolvido está a ser aceitável, como não me parece haver razões que demonstrem ou indiciem que evoluir para nível superior não é possível.

Quanto aos resultados/classificação nas competições considero que se cumprirão os objectivos mínimos.

Na Champions League foram vários os factores a oporem-se a melhor destino, o que, de certa forma, também se aplicará à Liga Europa. Neste capítulo, não me parece que não tenhamos feito melhor por culpa do treinador.

No campeonato, apesar de considerar que podíamos ter conquistado mais pontos, parece-me que estamos demasiado dependentes das falhas alheias, quase tanto como obrigados a performances irrepreensíveis para alcançar melhor. Isto é o mesmo que dizer que fazer melhor é possível mas, nas actuais circunstâncias, terá carácter excepcional.  

A conquista da Taça merece tratamento próprio. Dadas as características da competição, não me parece que a sua conquista ou perda devessem ser determinantes para a continuidade do treinador.

Olhe-se para o exemplo de Sá Pinto, quando perdeu a Taça com a Académica, levando um voto de confiança, para depois se verificar a hecatombe que se seguiu. Na outra face da moeda o exemplo de JJ, numa época em que perdeu tudo, para no ano seguinte ganhar com relativa facilidade o campeonato.

O trabalho de um treinador deve ser avaliado de forma muito mais abrangente que o resultado de um jogo de uma final de uma competição como a Taça de Portugal.

A qualidade das exibições deixa-me sentimentos mistos. Não sendo de estranhar numa época longa, foi precisamente com os adversários tidos como mais fracos que coleccionamos reveses mais difíceis de suportar. Mas nem por isso mais difícil de percepcionar.

Ser campeão em Portugal tem a ver precisamente precisamente com a capacidade de somar o maior número de pontos com os não-candidatos ao título, que por norma joga com blocos muito baixos ou genericamente em acentuada posição defensiva. Se a importância das ideias do treinador é fundamental, a qualidade individual dos jogadores não é menor. É ela que ajuda a encontrar as soluções em espaços sobrelotados e com pouco tempo para decidir.

Quanto à liderança do treinador, parece-me a adequada, como parecem indicar quer a ausência de casos de indisciplina - O caso Jefferson não é da sua esfera - quer mesmo, de uma forma geral, as indicações dadas pelos jogadores.

O plantel
O trabalho de um treinador está dependente da qualidade dos jogadores que compõem um plantel. A responsabilidade da sua formação tem estado a cargo da SAD, pelo que esta não se pode excluir das responsabilidades nos êxitos ou dos fracassos.  

É meu entendimento, como anteriormente aqui afirmei, que a composição do plantel principal deveria estar sempre articulada com o da equipa B. E que o número devia ser reduzido, de forma a que os jogadores não estejam privados de competir por largos períodos. A dispensa de vários jogadores a meio da época é a admissão tácita desse facto e poderia ter ido até mais longe. 

Ao número excessivo de jogadores que impeça uma maior rotação, acresce ainda um número considerável de jogadores cujo valor e mérito para fazerem parte dos quadros de um clube com as ambições e estatuto do Sporting é muito duvidoso. Nesse sentido, o planeamento da próxima época constitui um enorme desafio, atendendo ao número de excedentes que vai ser necessário colocar, aos que são importante manter, bem como a quantidade e valor dos jogadores a ingressar. Será determinante não cometer o mesmo género de erros que se observaram nas duas épocas anteriores.

A formação
Não tem sido um ano bom para a formação. Não tem sido bom quer pelos resultados, onde parece muito difícil a possibilidade de alcançar títulos, quer pelo nível das exibições. E as prestações internacionais foram deprimentes, em contraste com o passado recente e com o que os nossos adversários/rivais alcançaram. 

Ao contrário do que parece agora ser conveniente dizer, o Sporting não tem tido resultados apenas na formação de jogadores. O Sporting construiu também uma hegemonia de títulos sobre os seus rivais, como testemunham quinze títulos na "era Academia". O FCP alcançou nove e o SLB oito.

Há vários sinais perturbadores a indiciar a perda de competitividade, quando a hegemonia recente parece já uma miragem. Dois exemplos aleatórios: 

1- Na recente convocatória para a selecção sub-19 o Sporting contou apenas com três convocados, mas este número ascenderia a nove se jogadores que recentemente faziam parte dos nossos quadros - Alexandre Silva (Guimarães), Flávio Silva (SLB), Gilson Costa (SLB), Dálcio (CFB), Gil Dias (Mónaco) José Turbo (Inter Milão) -  ainda estivessem entre nós. Se se aceita com naturalidade que alguns optem por seguir as suas carreiras noutros clubes, já se torna mais difícil de entender como tantos o fazem quase em simultâneo, especialmente considerando o estatuto que tanto se invoca para a nossa formação.

2- Os resultados comparativos de alguns escalões, mais nuns que noutros, indiciam uma abrupta perda de competitividade face ao que conseguiam ainda recentemente face aos mesmos adversários, a que se soma uma inédita ausência de uma fase final.

Um ano é muito pouco para deliberar sobre fim dessa hegemonia, mas os sinais são no mínimo inquietantes.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

3 ideias para o plantel do próximo ano: manter, aumentar, reduzir.

Começam a surgir as primeiras noticias sobre possíveis movimentações  - entradas e saídas - relativas à formação do plantel do próximo ano. Algumas delas não passarão de especulação pura, provavelmente a maior parte delas, mas há um fio condutor comum a quase todas, que é o que dá conta da eventualidade de o número de jogadores a entrar e sair ser considerável.

Independentemente da credibilidade dos rumores, o tema tem interesse e será por isso aqui hoje analisado. Para tal escolhi três ideias centrais que me parecem dever ser observadas para que o plantel do Sporting possa melhorar o seu nível competitivo: manter, aumentar e reduzir. À priori parecem que estas ideias são antagónicas, julgo que perceber-se-á no final que não.

Manter
O primeira ideia tem a ver com a estabilidade e vai em contra-ciclo com os rumores que apontam para grandes mexidas. O Sporting só tem a ganhar se mexer pouco na estrutura que suporta o plantel há duas épocas. A saída de Nani está já anunciada e é inevitável. Daí que o esforço pedido para que os jogadores que têm formado o núcleo duro dos 18 jogadores mais utilizados tenha que ser maior. E maior porque, como sabemos, alguns dos jogadores que compõem esse lote aproximam-se rapidamente do final do contrato, o que obriga a renovar ou a negociar os seus passes.

Compreender-se-á por isso que alguns deles saiam, até pela necessidade de realização de mais-valias que sustentem uma boa saúde financeira, menos aceitável será a debandada geral. Tal obrigaria a reconstruir a equipa, num ano em que seria desejável e até exigivel um inicio ao melhor nível, por força do que se espera venham a ser os compromissos de qualificação para Liga dos Campeões.

Na mesma linha parece-me incluir-se a manutenção do treinador. Isto porque é minha opinião que ela, não sendo obrigatória ou indispensável, seria desejável. Tal como uma maior articulação com o treinador na formação do treinador, o que notoriamente não aconteceu no ano anterior. Mudar de comando técnico e efectuar mudanças estruturais no plantel é certamente um risco que desejavelmente se deveria evitar.

Aumentar
Subir de nível competitivo é não apenas desejável como obrigatório para que o clube possa alcançar mais do que ficar estacionado indefinidamente abaixo dos dois lugares cimeiros. Para que isso aconteça melhorar a competitividade interna e acrescentar qualidade é imprescindível, parecendo insuficientes em alguns pontos cruciais.

A este nível parece-me faltar um elemento ao centro da defesa, que possa não só aportar mais qualidade à já existente, como oferecer luta pelo lugar a Tobias, Oliveira e Ewerton, se este permanecer. 

No  meio-campo muita coisa poderá acontecer, pelo que o exercício é mais difícil sem saber que elementos irão permanecer. Na actual configuração talvez falte sobretudo mais rotatividade, tendo sido notório que alguns elementos acusaram o esforço pedido de forma consecutiva. É meu entendimento que Martins e Wallyson poderiam ter intervido mais com ganhos para todos.

Nos três lugares da frente será muito difícil substituir Nani e muito mais será se Carrillo também sair. Mantendo-se o peruano será bom dar-lhe concorrência. Onde o upgrade é necessário é no centro do ataque, porque é cada vez mais claro que Slimani e Montero não têm tudo o que é preciso.

Reduzir
Um clube que tem na formação uma das fontes primordiais de recrutamento tem de ter canais abertos para a circulação de jogadores desde a base. Até por razões motivacionais, porque sem horizontes de promoção a acomodação dos jogadores é quase inevitável. Daí que não faça muito sentido planteis extensos, com mais de dois jogadores por posição, sendo as falhas por lesão ou castigo supridas pelos jogadores do escalão inferior. Da A pela B e desta pelos júniores. Plantéis curtos promovem a competição interna e tendem a fornecer mais oportunidades a todos os jogadores.

Obviamente que, para que tal suceda sem grandes perdas, é necessário que na formação dos respectivos plantéis os critérios de selecção sejam muito mais rigorosos do que o mero preenchimento numérico. O número actual de jogadores sobre contrato, alguns deles bastante prolongados, seria um dos grandes principais óbices à obtenção deste objectivo.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

O dia do juízo final ou do final do juízo?

Jogo da época, do tudo ou nada, do juízo final são algumas das expressões usadas para qualificar o jogo de amanhã frente ao Nacional. Obviamente que, tendo o Sporting "facilitado" no jogo da primeira mão, alguma da sorte da qualificação já está jogada e, até face ao momento da equipa, ninguém ficará surpreendido com nenhum dos resultados possíveis.

O que fazer em caso de fracasso (eliminação na prova) é o que muitos se interrogam e apontam já soluções.

O que fazer então?

Para responder a esta questão façamos uma avaliação prévia e sucinta ao papel dos principais protagonistas.

Clube/SAD
O trabalho efectuado no inicio de época mereceu o aplauso, interno e externo, a roçar a unanimidade. Subiu de tom por altura das vitórias consecutivas para conhecer o seu ponto mais baixo agora que se registam os piores resultados. Nada de surpreendente, afinal, de adeptos a analistas, o sentido critico tende a esgotar-se nas contas das vitórias, empates, derrotas, golos marcados e sofridos. Não percebo o que possa ter mudado assim tanto para mudar a agulha na apreciação a não ser a falta de coerência e a procura de bodes expiatórios. Senão vejamos:
  • O Sporting adquiriu aquele que era dado como melhor treinador da Liga que estava disponível e incluído recentemente no top 10 mundial. 
  • Adquiriu um lote de jogadores quase todos internacionais, com provas dadas ou promissores.
  • Soube criar o elan necessário junto dos adeptos na fase que antecedeu a época, fazendo com que Alvalade registasse as maiores assistências de sempre, desde a sua inauguração.
  • Além das condições dadas ao treinador, o grupo de trabalho parece blindado, não se conhecendo registos de devassa até ao momento, e o  período negativo já se alastra há algum tempo.
  • Hoje tanto se acusa a SAD de falar muito, como de não falar. No essencial parece-me que, apesar de não ser inquestionável, tem falado quem de direito, em momento oportuno.
Obviamente que não há estratégias infalíveis. Pode-se questionar, como muito bem o fazia ontem Couceiro, se ter feito tábua rasa no plantel, recomeçando do zero, não é hoje um dos grandes problemas de Domingos, assim que começaram a surgir as lesões em jogadores chave. Mas é bom lembrar que não só não se conhece quem se tenha oposto a esta linha de orientação como havia muitos pediam que se fosse ainda mais longe. 

Hoje, percorrendo os meses que nos trouxeram aqui o principal erro que aponto ao Clube/SAD foi a gestão da informação relativamente à auditoria interna. Em teoria, o cumprimento de uma promessa eleitoral deveria merecer a aprovação generalizada, mas quem julgava isso possível seguramente que não conhece o Sporting e as suas dinâmicas internas. Tornar públicos os resultados nesta altura só acrescentou ruído e cacofonia, para ser optimista. 

Não me parece haver justificações para o isolamento de Luís Duque e os consequentes ataques. Goste-se ou não, ele tem sido uma das bases onde acenta o tripé do futebol leonino, depois de Godinho Lopes e antes de Domingos. Claro que daria muito jeito a quem não gosta do Sporting ver ruir este pilar e sentir os seus corredores mais desimpedidos. É que, como muito oportunamente alguém me lembrou, com Luis Duque no Sporting houve quem não visse o caneco durante 3 anos, por exemplo.

Treinador
Quem lê o que aqui vou  escrevendo já percebeu que entendo que está na falta de resposta do treinador às dificuldades criadas pelos adversários a principal razão do actual momento. Querido por uma enorme franja de adeptos, teve recepção apoteótica nunca vista a nenhum treinador. Tem tido aquilo que se chama na gíria as costas forradas pela SAD, que o tem apoiado de forma inequívoca. Quem não gosta do Sporting já se apressou a afirmar que o problema está na matriz do clube, como se o Sporting tivesse perdido em definitivo o caminho para as vitórias. Quem não gosta de algumas pessoas que estão no Sporting, resguarda o treinador das criticas. 

Mas quem vê o Sporting jogar dificilmente pode ignorar que é ao treinador que compete preparar a equipa para ultrapassar os adversários que comodamente se instalam em 2 linhas atrás da bola e desferem contra-ataques. Hoje até o Moreirense eo Gil Vicente podem ter êxito, de forma continuada, contra o Sporting o que é dificilmente justificável, face à diferença de valores.

O papel do treinador é crucial num clube de futebol, como todos certamente reconhecem. O exemplo de Jesualdo Ferreira no Panatinaikos na Grécia é paradigmático. Num país imerso no caos, num clube que emula o país e está sem direcção há mais de um ano e num campeonato canibalizado por um Olympiacos todo-o-poderoso, que beneficia da benevolência dos média e do poder federativo, o técnico tem conseguido liderar o campeonato. A derrota recente, surpreendente, e que o deixa muito perto de perder o lugar da frente não é suficiente para lhe retirar o mérito.

Com isto não quero fazer de Domingos um caso perdido ou a causa de todos os males. É a sua primeira época no Sporting, é a sua primeira época como treinador de um grande onde as exigências e a pressão são incomensuravelmente maiores que as que conheceu até hoje. Apesar dos sinais de evidente desorientação já dados, na escolha das equipas, nas substituições, nas conferências de imprensa e até nas suas expressões confio na sua inteligência e sagacidade para aprender com os erros.

Indiscutivelmente Domingos ainda não acertou no modelo para o nosso jogo é essa a sua principal falha mas é ele, para o bem e para o mal, o único a quem compete a tarefa.   

Plantel
Não perderei muito tempo, apenas reafirmarei que é talvez, na sua valia técnica e humana, dos melhores que tivemos nos últimos tempos. Há desequilíbrios óbvios, de responsabilidades repartidas entre o treinador e SAD, mas nada que uma equipa bem preparada e treinada não consiga superar. E ajustes há sempre, mesmo até em equipas campeãs. Qualquer observação actual sobre a valia dos seus componentes tenderá a pecar por defeito, quase todos já demonstraram ou prometeram ser capazes de melhor ou até muito melhor.


Adeptos
Pode-se dizer que assumiram o protagonismo da época ao regressar em força a Alvalade. É sempre fácil gerir emocionalmente o sucesso, mas difícil é viver com o seu contrário. Mas é nos piores momentos que se pedem as melhores decisões. E em alguns deles o melhor é tão só não precipitar as decisões. Não me parece que, para o Sporting, que muitos gostam de cantar como "O Nosso Grande Amor" o melhor seja começar outra vez tudo de novo. Para poupar no latim, que isto já ai longo, socorro-me do que diz hoje Octávio Machado, no Jogo:

A época decide-se amanhã? Se for eliminado da Taça de Portugal, que consequências devem existir e o que resta ao Sporting até ao final da temporada?

A seguir há a Liga Europa, onde o Sporting tem feito uma época extraordinária; há o terceiro lugar na Liga para obter a qualificação para a Liga dos Campeões; e, acima de tudo, tem de se construir uma equipa que permita atingir patamares mais elevados no futuro. Em termos desportivos, a época não acaba aqui, só a possibilidade de ganhar uma competição, já que ganhar a Liga Europa é muito complicado. Mas há muito para além da meia-final da Taça de Portugal...

quinta-feira, 3 de março de 2011

O que retirar do 8º desaire consecutivo?

Não haverá razões para regozijo quando se perde um jogo, mais ainda quando se perde contra um rival e se soma o 8ª (!) desaire consecutivo. Mas mesmo quando se perdem os 3 pontos,  ou o acesso a uma final como foi ontem o caso, não fica tudo perdido e o jogo de ontem pode muito bem ser um excelente exemplo. Talvez mesmo o melhor dos últimos meses, podendo até, de forma paradoxal, ser tão importante como algumas das poucas  vitórias que fomos conseguindo ao longo do ano.

Não se trata de "dourar a pilula" que tanto custa a engolir, ou de um absurdo exercício de transformar uma derrota em vitória. Como ontem dizia Couceiro "não há vitórias morais". E podemos começar precisamente por Couceiro. A forma como preparou a equipa para o jogo e como depois  soube interpretar correctamente as incidências da partida fez-me sentir representado. Claro que há quem ache que o agora treinador se escudou na desculpa da arbitragem para justificar a derrota. Se quisesse desculpas tinha-as à mão com o legado que recebeu e as lesões que além de obrigar a mexer em metade da defesa, lhe retiraram possibilidade de intervir no jogo. Esses são os mesmos que 3 dias antes, no mesmo estádio, perderam o decoro e a vergonha ao protestar contra um golo bem anulado e que, face ao resultado conveniente, conseguido in-extremis, depressa foi esquecido. Tivesse o jogo terminado empatado e ainda hoje se ouviria o choro e não haveria papel para limpar a baba e o ranho. Couceiro tinha razões de queixa da arbitragem, digna dos melhores tempos de Carlos Valente, Garrido, Lucílio, etc. O apito de Sousa foi cirúrgico, conseguindo em poucos minutos o que o adversário não se revelava capaz: retirar o Sporting do conforto em que se encontrava. Não há ingenuidade possível que suporte a posição do árbitro: a sua actuação mudou a partir do momento em que o Sporting ficou em vantagem.

Outra ilação a retirar do jogo de ontem prende-se com a qualidade individual dos nossos jogadores e da valia do nosso plantel. Mesmo dando o devido desconto ao facto de se ter jogado um derby, e do que isso representa no desempenho de um jogador, parece hoje consensual que tivemos ontem talvez o mais consistente Sporting da época, mesmo que alguns não tenham percebido muito bem porquê. Muitas das análises que hoje se fazem sobre a exibição do Sporting tendem a por o acento tónico no "ânimo",  no "maior empenho" e "galhardia", quando as melhorias notadas não foram por correr mais do que já se havia corrido no derby anterior ou contra os escoceses. Provavelmente correu-se melhor. Não temos o melhor dos plantéis, é certo, mas grande parte dos jogadores está nitidamente desaproveitado, o que concorre para a sua sub-avaliação. O problema, como insistentemente aqui temos tentado demonstrar, é de origem colectiva. Da mesma forma que um jogador medíocre pode parecer bom num bom colectivo um bom jogador parece mau numa má equipa. O exemplo de Evaldo é paradigmático. Pareceu bom no melhor Braga de sempre e fica quase tão mau como Grimi num colectivo deficiente e entretanto já voaram 3 milhões. Fosse o André Marques as dar as casas que ele tem dado...

Este raciocínio parece-me ainda mais importante num momento eleitoral, propicio à demagogia. Aos adeptos também cabe a missão de defender o património do clube que não pode ser desbaratado em aventuras ou para satisfazer caprichos de directores desportivos ou treinadores. Por vezes olhamos para a nossa galinha achando que é mais feia que a da vizinha. Alguém lembrava há dias o exemplo do Nani e do Anderson. Foram ambos vendidos no mesmo ano ao Manchester e todos acharam que o Sporting fez um grande negócio, havendo certamente entre nós quem tenha ficado por um lado aliviado e por  outro lado estupefacto pelo valor pago pelo Manchester, quiçá com  a satisfação saloia de quem vendeu gato por lebre. Passados estes anos o que se verifica é que, tendo em conta o rendimento de ambos, o Manchester comprou a desconto um grande craque (Nani)  e caro de mais uma promessa de grande jogador que tarda em cumprir o destino que lhe apontavam.

Não temos já jogadores como Nani para vender. Alguns que o prometiam poder vir a ser estão por aí  meios perdidos e até já sem vinculo ao clube. E convenhamos que não pode haver Nanis todos os anos, tal como não há "vintages" todos os anos. Mas há valor neste plantel que, se se quiser reforçado, tem que ser aproveitado como base. Era tempo de os Sportinguistas ligarem menos aos mitos urbanos que, por conveniência, por ignorância, estupidez ou pela piada fácil nos atiram areia para os olhos.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Como se construíu um plantel para ser campeão

Numa das primeiras entrevistas dadas por Paulo Sérgio ainda antes da época começar Paulo Sérgio identificava aquilo que, no seu entender, o Sporting necessitava para lutar pelo titulo. Dessa entrevista demos conta aqui.

Entre o que foi então dito e o que realmente aconteceu é um balanço que deve ser feito ,até para que se entenda que, quando a época terminar, o actual técnico estará longe de ser o único a ter que prestar contas. Embora, como afirmo desde o inicio, a sua escolha para técnico principal seria o pior dos erros, do qual o Sporting ainda terá que pagar durante muito tempo. Em prestígio, pontos e dinheiro.

Vukcevic não fazia parte do projecto de Paulo Sérgio para a época em curso, seria dispensado, quase vendido e regressou a Alvalade.

Paulo Sérgio contava com Izmailov mas este, lesionado e novamente operado, ainda está longe de Alcochete. E não se sabe se o seu regresso será em definitivo ou apenas para limpar o cacifo.

Paulo Sérgio queria centrais com centímetros e talento. O Sporting vendeu o central mais alto, Tonel, trocando um jogador com 161 jogos de leão ao peito por 2 jogadores mais altos mas que não conseguem oferecer mais garantias que a dupla Polga - Carriço que até são significativamente mais baixos.

O técnico confiava em Pongolle e passado duas semanas este seria emprestado. E quando suspirava pelo "pinheiro" entrava Tales de menos de 1,70m.

Eram necessários extremos com "velocidade, potencia e criatividade". Chegaram Salomão e Valdés. Curiosamente os dois para o lado esquerdo, sendo por demais evidente que o as qualidades do chileno mingam quando encostado à linha.

O Sporting compraria ainda Evaldo, que, apesar da quantidade de jogos disputados, está longe de evidenciar qualidade irrepreensível como seria desejável em quem custou 3 milhões.

No espaço de um ano o Sporting envelheceu o seu plantel à procura da experiência que se dizia faltar,  apesar de ter prescindindo de praticamente todos os  jogadores do meio-campo, que, apesar de jovens, tinham no curricullum, um número muito apreciável de jogos em todas competições, Liga dos campeões, inclusive.Se não conseguiu melhorar a competitividade fez pelo menos disparar os custos, que, segundo hoje o Record, quer agora conter.

Pedro Mendes, apesar de ser provavelmente o melhor jogador nacional na sua posição, é um jogador caríssimo, se atendermos ao número de jogos que disputa por ano. Maniche pode ser experiente, pode até estar a fazer uma boa época mas ganha muito mais do que lhe podemos pagar face à sua preponderância.  Zapater ainda não conseguiu impôr-se, sendo a 4ª opção, atrás de Maniche, André Santos e Pedro Mendes. Hildbrand não conta.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Rumores, entradas e saídas, um plano e um fundo.

Rumores, entradas e saídas
O interesse em Funes Mori (associado ao SLB)  e Wagner Love (juntamente com o Villareal), por valores a rondar os 8,5 milhões de euros não passará de um rumor tão habitual nesta época como as árvores de Natal. Daqui a 1 mês já ninguém se lembrará nem de um nem de outras. O que certamente prevalecerá será falta de disponibilidade financeira. Neste quadro são mais verosímeis os rumores de vender do que de comprar. Receitas precisam-se.  Do actual plantel Polga, Liedson, Grimi, Hildbrand e dos quadros do clube João Gonçalves, Pereirinha, são os nomes mais apontados à porta de saída. O interesse de clubes brasileiros em Polga e Liedson dificilmente pode ser considerado como uma boa oportunidade de negócio. Os clubes brasileiros abrem a boca na hora de vender mas seca-lhes a tinta nas canetas quando têm que assinar os cheques. Não tendo nem um nem outro substitutos à altura no plantel e não sendo o Sporting uma instituição de caridade, não vejo que interesse possa existir no negócio. Grimi e Hildbrand estão longe de ter qualquer relevância para se notar a sua saída. João Gonçalves e Pereirinha seriam um erro serem dispensados neste momento das suas carreiras.

Um plano
O primeiro plano para o novo director-geral deveria ser precisamente a elaboração de um plano que ditasse um rumo que o futebol do Sporting reconhecidamente não tem. Por isso Couceiro deveria desde já marcar uma posição clara, impedindo que o Sporting aliene os valores que tem, necessariamente a baixo preço por estarem em sub-rendimento, gaste dinheiro que não tem, numa época genericamente perdida e ainda por cima com um treinador que não faz parte de uma solução de futuro para o Sporting, mesmo que olhando apenas o curto prazo. A lição do sucedido precisamente há um ano não pode ser desperdiçada. Antes de olhar para fora o Sporting tem que olhar para dentro, concentrar-se em valorizar o que tem, livrar-se dos pesos mortos e do supérfluo. A actual equipa técnica enquadra-se perfeitamente na designação, é grande e é cara como nos diz o aproveitamento pontual abaixo dos 60%.

O fundo
Fiquei ontem finalmente a perceber a razão pela qual o Sporting só dispensará Paulo Sérgio perante uma catástrofe: não tem dinheiro para lhe pagar a indemnização. Oliveira e Costa, que ainda há pouco tempo dizia que a chicotada psicológica não valia a pena, reconheceu-o ontem nas sua tribuna semanal, no que entendi como uma mensagem clara vinda de "cima". Não sendo uma boa noticia é pelo menos bom constatar que já se deu um passo em frente ao reconhecer-se o erro. É a premissa para corrigir e melhorar. A indemnização à equipa técnica era uma boa forma de aplicar o dinheiro do tão falado fundo de jogadores. Que misteriosamente começou a ser falado em 20 milhões mas que as últimas noticias encolheram já para metade. Mas isso são outros quinhentos. O treinador está longe de ser o único responsável pelo estado do nosso futebol, mas o Sporting pode reorganizar-se e reforçar-se mas nunca fará o reset necessário - para usar a linguagem de PS - sem um comando técnico capaz, que o actual está longe de o ser. O fundo permitiria desde logo resgatar o Sporting do fundo e seria por isso bem empregue.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

(re)Começou a caça às bruxas

As declarações de Paulo Sérgio não enganam: começou a caça às bruxas no balneário do Sporting. Não é a primeira vez que tal sucede nos últimos anos, sempre que os resultados não surgem. Este discurso é  absolutamente lamentável, por diversas razões. Apontam-se culpados que não se nomeiam, fazendo recair sobre todos, "culpados" ou não, acusações vagas, sujeitas a todo o tipo de interpretação. Obviamente que as palavras de Paulo Sérgio não passam do habitual alijar de responsabilidades que tem feito escola em Alvalade. O exemplo vem de cima e Paulo Sérgio já percebeu como as coisas funcionam: há que entregar aos adeptos a cabeça de alguém numa bandeja. Mas quem diz, sobre o jogo de ontem, que "as coisas até estão a correr bem" não nos deixa tranquilos quando afirma que "internamente sabemos o que devemos fazer".

As conversas centrar-se-ão novamente na valia do plantel. Mas continuo a pensar que, apesar dos erros cometidos no inicio de época na sua formação, este plantel faria muito melhor se não tivesse um treinador a sugar-lhe valor. O exemplo de Nuno André Coelho é paradigmático para demonstrar a desvalorização em que pode cair um jogador com um mau treinador. Não partilhando do optimismo de muitos que viam nele o novo Carvalho, é inadmissível que o NAC do Sporting seja muito pior que o NAC que vimos no Estrela da Amadora, por exemplo. E NAC é um entre muitos outros exemplos.

O sorteio ditou a ida à Escócia para defrontar o Glasgow Rangers podendo reeccontrar-se com o Lille ou jogar com o PSV se passar à eliminatória seguinte.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Mais futebol Paulo Sérgio? (II)

Não há dúvida que Paulo Sérgio, na entrevista ao MaisFutebol, deu um bom pontapé de saída para a época difícil que ontem começou em Alvalade. Enquanto não se conhecem as consequências práticas das suas ideias, foi bom os adeptos do Sporting perceberem no treinador o desassombramento, coragem, ambição e determinação.Bem vai precisar de tudo isso e de algo mais para fazer felizes os Sportinguistas.

Não há grandes surpresas nas dispensas. Pedro Silva nunca devia ter renovado, Caneira parece ter -se acomodado e estar mais preocupado com a reforma do que o compromisso que mantém ainda com o clube. Vuckcevic só se pode queixar de si mesmo, embora reconheça que se há casos especiais a merecerem atenções especiais, o do montenegrino é dos melhores exemplos.

Não fico particularmente impressionado com a presença de Victor Golas, João Gonçalves, André Martins, Wilson Eduardo e William Owuso. Parece-me mais uma medida politica, tendo em conta a importância da formação, do que um acto pensado para ter consequências. Por exemplo, João Gonçalves será o 3º lateral direito? Golas o 4º guarda-redes? Bastou estar atento ao discurso de Paulo Sérgio para perceber que nem André Martins é o outro médio que anda à procura, e nem Owuso ou Eduardo são o tal ponta-de-lança “diferente”.

Concordo com a necessidade de refazer a zona central da defesa. Tonel e Polga, há muitos anos juntos, acumulam o bom e o pior. Estranho os elogios a Carriço e afirmação da necessidade de 2 centrais. Isto porque não se contrata jogadores para o banco. Mas é um bom desafio para Carriço e para Paulo Sérgio / Costinha. Para o primeiro a necessidade de lutar por um lugar que, face ao que dispomos agora, é garantido. Para quem tem de contratar, encontrar no mercado quem faça tão bem como o miúdo, por preço que possamos pagar.

As dispensas de Pereirinha e Adrien aceito-as, uma vez que, não fazendo parte das opções do treinador, o pior que lhes poderia acontecer seria perder mais um ano. Estranho que o Sporting procure extremos e dispense Pereirinha, embora perceba que tem cada vez menos tolerância dos adeptos e não aproveitou as oportunidades. O mal de Adrien veio de trás: a sua afirmação foi interrompida com a chegada de Pedro Mendes. Num ano em que nada havia para ganhar, poderia ter terminado a época com os tais 20 / 25 jogos que PS considera necessários e o Sporting teria poupado 1,5 milhão ou pelo menos ganho tempo para avaliar melhor a necessidade de gastar. Houvesse muito dinheiro e até se percebia. O mesmo serve para a aquisição de Maniche, por 1,4 milhões por época, quando Costinha se queixa do elevado salário de Hugo Viana.

Convém perceber que Paulo Sérgio e Costinha trabalham juntos pelo mesmo objectivo, mas em circunstâncias diferentes. O treinador tem um horizonte de 2 anos de contrato, mas sabe que isso é um marco inatingível se não tiver resultados amanhã, por isso a criação de mais-valias com jogadores preocupa-o pouco. Já o director desportivo tem lhe proporcionar os meios necessários, em acção concertada com o presidente, mas não deve perder de vista a sustentabilidade do clube. Esta não se consegue sem vitórias, que por sua vez não acontecem sem equipas competitivas. Equação difícil, não é?

Mas não são estas considerações pessoais que farão a diferença, antes sim as ideias e decisões que estes dias serão tomadas em Alvalade. Onde, depois de assente o pó levantado pelas novidades, ficam muitas indefinições. Pelo que se percebeu da entrevista de PS faltam ainda 2 centrais, 2 extremos, e um ponta-de-lança, eventualmente 1 guarda-redes. Isto é, mais de meia equipa. Se olharmos para os que ficaram à nossa frente, é difícil de dizer que estamos em vantagem ou mesmo em igualdade de circunstâncias. Lembro que ficamos em 4º lugar no campeonato passado. Quem pensa o contrário que me diga porquê.


Antes de saber o que ainda está por definir, que é muito como vimos, seria muita ingenuidade da minha parte pronunciar-me em definitivo sobre o plantel com que o Sporting  abordará a época. No entanto faço minhas as palavras de Costinha: que este seja o ano do Sporting!

domingo, 20 de junho de 2010

Mais futebol Paulo Sérgio?

Paulo Sérgio falou hoje ao MaisFutebol na qualidade de treinador da equipa mais representativa do futebol do Sporting. Entretanto no site do clube constam já os jogadores que entrarão em estágio,os dispensados e os que serão emprestados.

(Na manhã de segunda-feira, dia 21 de Junho, a equipa profissional de futebol do Sporting regressa ao trabalho na Academia Sporting/Puma, em Alcochete. Para a pré-época são esperados os seguintes jogadores: Rui Patrício, Tiago, Abel, João Pereira, Daniel Carriço, Tonel, Polga, Grimi, Evaldo, Mexer, João Moutinho, Maniche, Izmailov, Postiga, Pongolle, André Santos, Saleiro e Yannick. Também foram chamados para integrarem os trabalhos da pré-época Victor Golas, João Gonçalves, André Martins, Wilson Eduardo e William Owuso. Os jogadores Bruno Pereirinha e Adrien Silva estarão nas instalações da Academia, para reunir com o treinador Paulo Sérgio.) Apresentar-se-ão nas instalações da Academia Sporting/Puma, em Alcochete, a 1 de Julho, Marco Caneira, Vukcevic, Pedro Silva, Purovic, Pedro Mendes (Real Massamá), André Marques, Diogo Rosado e Diogo Amado.)

 

Preocupo-me pouco com os outros, preocupo-me em construir um grupo forte coeso.

Representar o Sporting é lutar pelos títulos.

É possível haver uma surpresa amanhã na apresentação da equipa.

Admito que qualquer nome do plantel possa não estar lá daqui a alguns dias. O mercado depois do Mundial ditará a sua lei.

Não acredito que começar cedo tenha repercussões negativas. Temos uma pré-eliminatórias.

Mundialistas terão férias. 12 a 15 dias de repouso, menos se continuarem em prova.


Não ter o grupo fechado é contra a nossa vontade nem por falta de jogadores que queiram representar o Sporting. Mas sabemos bem o que queremos.

Dos 60 nomes que saíram nos jornais, acertaram alguns, mas há nomes que estamos a trabalhar há 3 / 4 semanas que não aparecem a público. Sinal de que o clube estancou a informação no seu interior.

Vukcevic Caneira e Pedro Silva não fazem parte do meu projecto para o Sporting. Tonel e Polga, um deles pode sair, ambos têm propostas.

(Izmailov)  Quero ver esclarecidas algumas situações do passado clarificadas e saber quais são as motivações do jogador, porque o seu valor é indiscutível.

Pereirinha e Adrien devem sair para jogar, não conto com eles no imediato. São 2 jovens talentos. Precisam de fazer 20 / 25 jogos na I liga para regressarem confiantes. Pereirinha deveria estar agora a fazer o seu regresso.

João Gonçalves estará na pré-época.

O sistema vale o que vale. Trabalho durante a temporada com 1 ou 2 pontas de lança. (4x4x2 ou 4x3x3) Interessa-me mais a dinâmica que o sistema.

Estamos à procura de um ponta-de-lança com características diferentes das existentes. E 2 centrais. Quero introduzir centímetros com talento porque o Sporting tem registado um deficit de estatura.

Guarda-redes pode ser o Nilson ou outro. Tiago e Rui têm toda a confiança e qualidade para o lugar.

Confio em Pongolle, tem grande potencial. Tem que ter humildade, porque por onde passou é passado. Tem talento, qualidade e é um finalizador.

(Sobre Liedson preferir o 4x4x2) O que Liedson prefere fica com ele, interessa o que eu prefiro. Julgo que tem muito para nos dar. Tem feito a sua parte, faltou quem fizesse outro tanto como ele fez.

Não falei com Carvalhal porque ele não me atendeu o telefone (no dia da apresentação) e não voltei a tentar. Falei com PB, combinamos um café, que ainda não aconteceu.

Conheço o Matias antes da ida para o Villareal. Quero que seja mais constante, de acordo com o potencial que se adivinha. Tenho boas informações sobre o carácter e atitude.

Maniche é experiente, mas veio por ser o jogador que é. Senão íamos buscar um dos 5 violinos (quem, pergunto eu?...)

Estamos à procura de extremos, velocidade, potencia e criatividade. E mais um médio. Revolução não, mas quando não se ganha há muito tem que se fazer as alterações necessárias.

Carriço é um líder, capitão de todos os escalões, grande carácter, nasceu com ele ser líder, com grande futuro pela frente.

Vão continuar a chegar jogadores da formação à equipa. Alcochete produz jogadores com qualidade e em quantidade. Amanhã começarão a ser observados 6 a 7 jogadores.

Não me preocupa a relação com os jornalistas ou com os adeptos porque são coisas que não controlo. A maior exigência e pressão é a que tenho comigo mesmo. Obviamente que preferimos boas relações com o exterior.

Não me comparo com ninguém, mas aprendo com todos. Não copio ninguém, mas inspiro-me em alguns.

Quero adversários difíceis porque o campeonato português não é um passeio. Trabalhar com os melhores para sermos como eles. Quero uma pré-época dura difícil. Temos que nos conhecer criar laço fortes, coeso honesto.


Nota: esta é uma compilação feita no momento em que a entrevista foi dada, mas julgo ser fiel com o espirito da mesma.

sábado, 19 de junho de 2010

Devo ser o único


Ontem descobri que devo ser o único Sportinguista que não conhece as aventuras de Stojkovic nos balneários de Alvalade. E para que não me venham outra vez com rumores e tricas, remeto para os comentários ao post anterior: a lembrança do sérvio não é por causa do penalty defendido ou por causa de ele ser bom ou mau, melhor que o Patrício ou único guarda-redes que a Sérvia tem…   A questão é que o Sporting não é o único clube com problemas disciplinares, mas deve ser dos que piores lida com elas, e de forma diferente, consoante os prevaricadores…  Mas aqui ou noutro lugar qualquer voltar-se-à a falar do guarda-redes sérvio mal ele dê um frango ou faça uma boa exibição, da mesma forma que se fala de fenómenos que não se conseguem perceber na sua plenitude.

Hoje provavelmente vou também descobrir que sou o único que acha que a contratação de Nilsson para guarda-redes do Sporting é a anedota do defeso. Que para ser a do ano só falta ser em troca do passe de Pereirinha. Ou trocar o Adrien pelo Alan, do Braga. Mas mesmo sendo o único não posso deixar de dizer que me parece que andam a por coisas nas bebidas de quem se apresta a tomar estas decisões. Se o presidente vier com a arenga do ano passado, dizendo que as contratações do Benfica deprimem os Sportinguistas, eu dir-lhe-ia, se pudesse: para nos deprimirmos, bastam as nossas! Afinal para que precisamos de olhar para o vizinho se o nosso mal está no nosso cantinho...

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Mais fortes!

Já aqui me havia referido ao que penso sobre a aquisição de Maniche e Evaldo, pelo que não vou massacrar os que fazem o favor de nos ler, repetindo os mesmos argumentos. Há nestas 2 aquisições 2 dados que não abordei então e que julgo pertinentes. No caso de Maniche é uma jogada de risco de Costinha, quando contrata um jogador que às naturais reservas que a sua idade e preço suscitam junta o facto de ser seu amigo pessoal. Pagar 3 milhões por 90% passe de Evaldo é um excelente negócio para o Sporting que equipa de vermelho e é da cidade dos arcebispos, e uma bela forma de eles encurtarem as distâncias que ainda julgamos que nos separam. Acrescento apenas que tenho dúvidas que, se a ideia é vender Veloso e Moutinho para ficar com Maniche e Hugo Viana, duvido que ficaremos mais fortes. Mas uma contratação com o peso de Maniche deixa-nos pelo menos mais fortes na… balança.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Questão nº 1

Como dizem os brasileiros, o lugar é tão amaldiçoado “que o gramado nem cresce onde o goleiro pisa”. E se há alguém que deve saber bem o que isso significa deve ser Patrício. Quando, por absoluta necessidade, foi obrigado a assumir a titularidade no 1º jogo, nos Barreiros, tudo indicava que começaria aí um conto de fadas. O penalty defendido, que serviria de garantia aos 3 pontos, assim o profetizava. Mas um ano depois Patrício acabaria por se ver envolvido num turbilhão para o qual nada contribuiu e que só por injustiça poderia ser considerado um réu caso fosse um processo.

Na época que se avizinha o lugar de nº1 voltará a actualidade. A renovação de Tiago parece-me acertada, pelo que representa como o último campeão do plantel, pela experiência e obviamente pelo valor. Sempre que chamado tem cumprido. A situação de Ricardo Baptista não é clara, supõe-se que será dispensado. Sairá pela porta por onde entrou, sem se fazer notado. Confesso alguma perplexidade pela falta de oportunidades, de um jogador habilitado fisicamente para o lugar, e de quem Patrício foi suplente na selecção. Mais ainda tendo em conta a sua juventude.

Há assim um lugar para preencher, o que já vem sendo feito pela imprensa. O corropio dos 8 nomes já apontados (Hilário – Chelsea, Marcos – Paraná, Nilton – Guimarães, Moreira – Benfica, Carrizo – Lazio, D.Vega - River Plate, Fabio – Cruzeiro, Quim – Benfica) parece ter estabilizado nos 3 últimos. O DN aponta como forte possibilidade o ingresso de Quim. Confesso que não gosto desta solução, porque, apesar dos anos em que leva de bom nível, culminados com 2 títulos, Quim sempre me pareceu bom para um clube como o Braga, mas mediano para um grande. Mas talvez por isso possa ser uma boa solução de compromisso, nesta fase. Mas nunca pelos 600 mil anuais, ficando Patrício a receber quase metade (350mil, o que o DN considera ser “ligeiramente inferior”).

A minha solução para a baliza era afinal aquela que preconizo para qualquer lugar do onze do Sporting. Qualidade como primeiro critério e esta bem equilibrada com o custo/benefício. Não duvido que tanto o Sporting como Rui Patrício precisam de um bom guarda-redes para completar o trio necessário, sem com isso gastar dinheiro que precisa para suprir outros lugares. Por todas as razões óbvias e porque essa é a melhor forma de fechar o círculo na formação do jovem guarda-redes. Que pode até ser uma solução interna, se a houver, via formação. É que o Sporting não se pode dar ao luxo de oferecer lugares, seja a Patrício, seja a quem for. E Patrício precisa de jogar com a segurança de ter ganho o lugar, e não de este lhe ter caído do céu. Que é o que me parece, por vicissitudes várias, o vem acontecendo nos últimos dois anos. Com as consequências conhecidas de todos.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Andropausa

Sei que a minha opinião não é pacífica relativamente a Maniche. E reitero o que sempre tenho dito quando antecipo o que me parecem ser decisões erradas: espero que o tempo não me venha a dar razão. Mas ao ver dado como iminente o ingresso do jogador no Sporting não deixo de me interrogar que mais-valias se poderão retirar desta ligação. E depois de muito matutar fico convencido que as razões desta hipotética ligação se prendem mais ao que o jogador fez no passado do que o será capaz de executar no futuro. A forma como Maniche encarar este desafio será decisiva.

Não deixa de ser porém curioso que em casos idênticos se invoque a condição de Sportinguista, assim como se fosse uma espécie de calçadeira para facilitar a entrada. Estes amores serôdios têm este problema. Se tivessem efeito prático em idade reprodutiva de bom futebol seriam bem-vindos. Assim, em idade próxima da andropausa futebolística, só os posso olhar com desconfiança.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Época 2009/2010 - O balanço (I)

A SAD
O que dizer de uma SAD que, após um seu funcionário afirmar que aí se manteve quatro meses a mais, batendo logo de seguida com a porta, derruba praticamente todo o seu edifício e deixa a respectiva cúpula chorosa e como que abandonada?

Há quem afirme que a SAD do SCP tombou de forma temporã, podendo, esse facto, ter contribuído decisivamente para a pior época de que à memória, mas há, também, quem defenda que já caiu de podre. Pode parecer paradoxal, mas eu admito ambos os diagnósticos. Explico-me: se caiu cedo na época dando azo a tamanha instabilidade, a verdade é que uma estrutura profissional, que supostamente deveria ser de excelência e que prometera, pouco antes de cair, elevada solidez consolidada na longa experiência da maioria dos seus membros, jamais poderia revelar-se tão dependente das decisões de apenas uma pessoa, por maior importância que essa pessoa, o seu responsável técnico principal, efectivamente detivesse. Ora, posto isto, julgo ser coerente concluir-se que tais membros nunca deveriam ter assumido o comando do ‘negócio’ futebol… No mínimo por manifesta falta de auto-confiança, de estofo, mas ainda mais por falta de pró-actividade e até, por que não dizê-lo, por falta de coragem e esbanjamento da dita ‘experiência’. Basta verificar a ausência de rumo, de uma qualquer estratégia, a indecifrável politica de contratações e a lastimosa gestão do plantel, para confirmar o veredicto da frase anterior.

E depois do desmoronamento? Bem, depois foi ao ritmo do forrobodó que se iniciou a ‘reconstrução’ dos fracos alicerces, numa dança de cadeiras com o irrequieto Salema, ‘Le Garçon’, a protagonizar o papel de bailarino principal. Pelo aspecto físico, ninguém lhe adivinharia tamanhas valências, mas se é certo que o homem é cheio de ‘formosura’, também não se lhe pode negar o jeitinho que tem para se mexer e manter permanentemente dentro daquele ‘Sádico’ palco, ao qual, nem cenas de violência ‘hard-core’ faltaram.

Concluindo, os resultados que a SAD produziu na época finda revelam-se muito pouco, para não dizer nada, leoninos: uma autentica perda de tempo, com ausência de títulos, espectáculo e notória redução do seu valor patrimonial. Mas a preocupação mor dos seus gestores de topo, talvez surja quando forem divulgados os (verdadeiros?) prejuízos económico-financeiros. Até lá, alegremo-nos com o “estamos mais fortes que nunca!” bradado aos Céus por um histriónico líder da SAD em vésperas de onze miúdos da Academia se alimentarem de hóstias ministradas pela própria mão de Bento (o XVI, não o I que já não foi a tempo, tão pouco o II que ainda não chegara…).O que se seguirá? É uma incógnita, mas já o velho ditado pronuncia que o futuro a Deus (dos agentes) pertence… Haja, então, como é q lhe chamam?… Fé! É isso.

CLASSIFICAÇÃO – A vontade era atribuir uma nota abaixo de zero, mas dada a sua impossibilidade dou um 4, para incentivar o Costinha a ‘orar’ muito (e bem) ao seu ‘Deus’…
por Virgílio 
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EQUIPA TÉCNICA DE PAULO BENTO
Pré-época & Liga dos Campeões
Iniciámos a época com um técnico tremendamente desgastado, não só pelo facto de ser o único a dar a cara pelo SCP pois a Direcção evitava fazê-lo, como principalmente, pela fraquíssima qualidade do futebol praticado. Tudo isto já vinha de trás, ou seja, de campeonato(s) anterior(es). Ao contrário do próprio, não acho que ele tenha ficado apenas 4 meses a mais pois há muito que era favorável à sua saída.
Numa pré-época marcada por apenas(!!!) 4 jogos, sendo que um deles foi com o At. Cacém onde se averbou a única vitória,  contratações simplesmente incompreensíveis, fosse pela qualidade do jogador (Caicedo), pelo timing da mesma (Angulo) ou ainda por nenhuma delas visar colmatar as principais lacunas do plantel - defesa especialmente as laterais - o SCP discutiu o acesso à LC com a Fiorentina, averbando dois empates: 2-2 em casa (com uma péssima arbitragem a favorecer a Fiore) e 1-1 fora, valendo a regra dos golos fora, sendo por isso relegado para a Liga Europa.

Liga Europa
Foi nesta competição que Paulo Bento efectuou o seu último jogo ao comando do SCP. No dia 5 Novembro, o SCP defrontou em casa o Ventspils, não indo além de um empate a 1, estando a perder. Apesar de ter deixado a equipa quase apurada, as dificuldades sentidas para ganhar jogos contra adversários nitidamente inferiores e o agoniante futebol praticado, deixaram-nos à beira de um ataque cardíaco.

Taça de Portugal
Vitória contra o Penafiel por 3-0.

Campeonato Nacional
Paulo Bento quando deixou o SCP, tinha realizado 9 jogos, deixando a equipa no 7º lugar com 13 pontos em 9 jogos (3V-4E-2D) e com 10 golos marcados e 8 sofridos.Desde a 2ª jornada que, matematicamente, não dependíamos de nós para alcançar o título nacional, após o empate forasteiro com o Nacional e derrota caseira com o Braga, equipa que tinha ganho o seu jogo inaugural contra a Académica.

Avaliação - Nota 0
Péssima avaliação dos lugares a reforçar, e para tal o dinheiro não serve de desculpa pois foi dito que a defesa não necessitava de reajustes, exibições paupérrimas, erros recorrentes, discurso desculpabilizante - sacudindo a água do capote - e responsabilizando sistematicamente os jogadores, ausência de resultados, tirando a Liga Europa. Foi este o legado que nos deixou esta época.  Saudades do Paulo Bento? Como treinador, não!
PS: Sob a batuta de Paulo Bento, estivemos 4 jogos seguidos para o campeonato sem ganhar, entre a 6ª e 9ª jornada: (FC Porto 1-0 Sporting, Sporting 0-0 Belenenses,V. Guimarães 1-1 Sporting, Sporting 1-1 Marítimo). 
por JVL

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PLANTEL
Falar do plantel do Sporting da época que agora termina é passar em revista todos os problemas do clube. Tomando como referência o número de jogos efectuados por cada jogador o nosso onze típico seria:

Rui Patrício (30 jogos)
Abel (18 jogos)
Carriço (25 jogos)
Tonel (23 jogos)
Grimi (20 jogos)
M. Veloso (25 jogos)
J. Moutinho (28 jogos)
M. Fernandez (28 jogos)
H. Postiga (22 jogos)
Liedson (28 jogos)
Y. D’jálo (18 jogos)

A primeira constatação que faço é que este onze nunca jogou, o que revela uma das características que ajudou a uma época desastrosa, instabilidade. No início da época o plantel foi mais remendado do que reforçado e por essa razão não é de estranhar que o único reforço da época com lugar nesta lista seja Matias Fernandez. De Angulo e Caicedo já ninguém se lembra, de Pongolle esperamos uma lembrança no futuro, André Marques teve guia de marcha para crescer, João Pereira e Pedro Mendes deram um pouco mais de consistência mas não transformaram a equipa.

O destaque acaba por ser Saleiro de todos os reforços aquele que mais cumpriu com a sua tarefa e revelou-se um jogador de grande utilidade e valor como Joker e tapa-buracos de lesões e castigos, pagando com golos.

A segunda constatação que faço é, onde estão as referências desta equipa? Onde estão Polga, Izmailov, Caneira e Vukcevic? Todos eles têm menos de 15 jogos. Por diferentes razões (lesões, castigos, opção técnica) todos estiveram longe da decisão, todos passaram ao lado da época deixando a equipa numa deriva fatal. Os nomes que aparecem imediatamente após estes onze são Saleiro e Pereirinha (ambos com 17 jogos) só depois surge Polga com 15, Vukcevic com 14 e Izmailov com 13. Pouco, muito pouco para quem consome grande parte do orçamento disponível.

A terceira constatação, é a mais difícil de escrever, a qualidade do onze justifica um ano tão desastroso? Não, apesar de todas as culpas que possam imputar a terceiros não se livram da responsabilidade de terem feito um trabalho muito abaixo das suas reais capacidades. Nunca mostraram em campo aquilo de disseram aos microfones, nunca foram solidários, nunca tiveram concentração competitiva, nunca se superaram como grupo, nunca foram ambiciosos. É para mim a parte mais desastrosa da época ver todo o talento ali presente desperdiçado sem reacção.

Para finalizar uma análise por sectores. Na defesa não consigo reconhecer um líder, Tonel tem capacidades mas faltam-lhe as qualidades, Carriço cresce mas ainda não se impõe, Patrício mostrou evolução mas continua ter erros de principiante que têm de ser castigados com o banco principalmente quando se repetem e há mais dois colegas que trabalham tanto como ele. Abel já foi e Grimi nunca será… Reforços precisam-se

Meio campo, o sector mais forte da equipa e de quem nós tanto esperávamos, Veloso foi pau para toda a obra, defesa esquerdo, médio defensivo, interior e extremo esquerdo e interior direito, com tanta voltinha aprendeu a marcar golos. Moutinho acompanha o seu amigo no carrossel de posições e talvez por já o fazer há mais anos esteve pior do que o normal mas não se vislumbra quem faça melhor. Mátias é a surpresa, 28 jogos, é muito mais do que eu diria que ele jogou e se tivesse baseado esta equipa em minutos de certeza que percebia a razão, alguém se lembra de um jogo completo do Matias? Eu também não. Estabilidade precisa-se.

Ataque, quando uma equipa que joga em 4-4-2 só tem 3 jogadores do meio campo com mais de 18 jogos algo correu mal. No ataque passa-se o contrário, é Liedson e sus muchachos. Tanto experimentaram que Liedson nunca teve sossego ou um amigo fiel, mas três mosqu(i)eteiros que zumbiram à sua volta e que no que se refere a poder de finalização e golos pouco acrescentam. Remates precisam-se.

Avaliação global - 7,5 valores. Com o conselho para este grupo se candidatar às novas oportunidades.
por LMGM

PS: decidimos fazer uma avaliação conjunta da  época 2009/10, com quando um dos editores a responsabilizar-se por um tema. A avaliação incidirá sobre os 3 agora editados, a SAD, a equipa técnica de Paulo Bento e o plantel, seguindo-se a equipa técnica de Carvalhal, e a participação nas competições Liga Sagres, Liga Europa, Taça da Liga e Taça de Portugal. Fica à vossa disposição a caixa de comentários.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Base sólida, até contra os sofismas

É justo o destaque: Bettencourt “também” diz coisas acertadas, falta saber é com que convicção que o diz. Os próximos actos estarão aí para o confirmar ou não. Estou-me a referir concretamente quando o nosso presidente, à chegada do périplo pelo Canadá, afirmou que o “Sporting não precisa de uma revolução, tem no seu plantel uma boa base de trabalho.” Sou da mesma opinião, mas essa interessará menos do que a do seleccionador nacional, Carlos Queiroz, que pré-convocou nada mais nada menos do que 9 atletas do nosso clube

Daniel Carriço, João Moutinho, João Pereira, Liedson, Miguel Veloso, Pedro Mendes, Rui Patrício, Tonel e Yannick, são os homens que representam a nossa boa esperança de uma honrosa presença maioritária em África neste verão. Dos nove, 5 são sub-25 (Daniel Carriço, João Moutinho,  Miguel Veloso, Rui Patrício e Yannick), João Pereira completou recentemente (Fevereiro) 26 anos. Só Tonel, Pedro Mendes e Liedson são já trintões. Se juntarmos a estes Polga, Mexer, Caneira, Izmailov, Vukcevic, Matias Fernandes, Sinama Pongolle e Hélder Postiga, todos internacionais A pelos seus países, mais Ricardo Baptista, Adrien Silva, Pereirinha e Saleiro, internacionais Esperanças, é indesmentível que existe um suporte sólido para outro tipo de prestação competitiva por parte da equipa principal de futebol do clube. O que não invalida que não sejam necessários ajustes no plantel, de forma a eliminar os seus pontos fracos, que como é bom de ver, na sua maioria, são os nomes fora da lista acima e que fazem parte do actual grupo.

O que me parece igualmente indesmentível, e contra os sofismas que nos querem impingir de há anos a esta parte, o problema não está na qualidade genérica do plantel mas sim no rendimento que dele (não) se tem conseguido retirar. Continuamos a olhar apenas para os resultados e metas por atingir, sem querer avaliar a qualidade dos actos - treino, estruturas de suporte ao grupo de trabalho, organização interna, cultura instalada - que a eles nos levam. Se ficarmos apenas pelos resultados, sem querer perceber as suas causas e origens, vamos continuar a rasgar tudo para recomeçar vezes sem conta. E por isso cada vez mais fracos e, convém não esquecer, mais pobres.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Saber escolher

Como adepto e sócio do Sporting a luta que se desenvolve acima das nossas cabeças pelo título de campeão pouco ou nada me diz. Se é verdade que não gosto de ver os rivais ganhar, o que me parece normal, a carreira do Braga está aí para nos lembrar que estávamos obrigados a fazer muito melhor. Não é preciso lembrar as disparidades abismais que nos separam dos “arcebispos”,  e que nos deveria favorecer em toda a linha. Há um pequeno “pormaior”que é bem capaz de explicar a diferença: liderança - institucional e técnica  - e planificação.

Já aqui o havia dito: a haver revolução no plantel, e após desperdiçar 6 meses, em que nos podíamos antecipar sobre os demais na planificação da próxima época, parece-me que seremos, logo à partida, obrigados a correr atrás dos nossos adversários. O campeonato deste ano assim o indica: os 2 melhores foram também os planteis mais estáveis e onde se (re)valorizaram mais jogadores. Mudaram apenas os treinadores.

É na constituição do plantel que Paulo Sérgio tem a primeira oportunidade de demonstrar valor. Para isso tem de perceber o óbvio: o Sporting “faz” e vende craques, mas não os pode comprar. Mas pode e tem que ter bons jogadores. E alguns deles já lá estão. Outros, vêm da formação, têm potencial e precisam de ajuda para crescer. E o mercado deve ser o último recurso, porque é caro e o nosso poder negocial empurra-nos para um nicho de feroz concorrência, onde se confundem as pratas com a fancaria. Saber escolher vai ser a primeira prova do novo treinador.

P.S.- O fecho da pré-epoca ocorrerá em Nova York, num torneio quadrangular, na companhia de Manchester City, Tottenham e New York Red Bull, que terminará 4 dias antes da eliminatória para a Liga Europa. Uma boa decisão a 3 níveis: permite um nível competitivo superior, fortalece o prestígio do Sporting e aproxima o clube de muitos dos nossos que vivem longe.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Penitência por Quaresma

Pegou na bola, fintou tantos quantos lhe apareceram ao caminho, como se quisesse fugir aos pingos da chuva e, à entrada da área, disparou um míssil teleguiado que fez a bola entrar no ângulo onde se juntam a trave e o poste. Foi a primeira vez que testemunhei a genialidade irreverente de Ricardo Quaresma, então um miúdo franzino e tímido. Foi no velho campo do Salgueiros, hoje transformado em estação de metro, na era de Jardel, João Pinto e Cia. Lda., e do 2º titulo em 2 anos.

Infelizmente para nós, o ciganito haveria de ser posto a render extemporaneamente e sem ter em conta as suas características pessoais. Não estranha por isso que não tenha triunfado em Barcelona, provavelmente pelas mesmas razões porque não triunfou no Chelsea e agora em Itália, e se tornou num nome incontornável na consolidação da hegemonia portista na Liga nacional. Quaresma é “speciale”, com toda a carga positiva e negativa que esse estatuto impõe.

O seu nome tem sido ventilado desde Dezembro como possível reforço do Sporting. Não o foi no Inverno, as notícias apontam-no como objectivo de verão. Em contrapartida é também apontada a cobiça de Jesus, para substituir Di Maria, capaz de fazer fintas e fitas com a mesma facilidade. Se este rumor se viesse a confirmar, tratar-se-ia e um rude golpe para os Sportinguistas, que, mais uma vez, veriam outros recolher os juros dos seus investimentos. Não se sabe o que é especulação ou verdade em tudo isto mas a possibilidade de ver Quaresma de vermelho é no mínimo inquietante.

Quaresma ganha por isso um contorno estratégico que está para lá do seu valor exclusivo como jogador. É um “vendedor de camisolas”, como havia prometido JEB há quase um ano e, se o momento financeiro é o que se sabe, diria que o "dossier Quaresma" merece atenção redobrada, e talvez justifique a quase imprescindível penitência financeira.

A vontade de Quaresma será fundamental na decisão. E aí a questão desportiva terá um peso decisivo. Sem um projecto que se possa adivinhar ganhador, dificilmente haverá cigano. É que do outro lado oferece-se pelo menos o mesmo dinheiro, Liga dos Campeões e um treinador que conseguiu transformar as fragilidades em futebol de qualidade, recuperando a carreira de jogadores de quem quase nada se esperava já. Assume  também por isso a especial importância a escolha do treinador. Nomes como os de Paulo Sérgio dificilmente constituem atractivo para adeptos ou jogadores de nomeada, por mais injusto que isso possa soar para o jovem treinador.

sábado, 27 de março de 2010

O que aí vem


É cada vez mais frequente ouvir dizer que o Sporting deve mudar radicalmente a composição do seu plantel. Os números variam entre a meia dúzia e a dúzia e meia e não falta até quem seja mais afoito, aumentando ou diminuindo consoante se ganha ou se perde. Pois se o Sporting escolher esse caminho e, simultaneamente, enveredar por uma nova liderança técnica, temo que hipotequemos de imediato muitas das nossas possibilidades. E não me parece ser muito difícil percebê-lo.

Não me parece que haja mercado interessado em comprar, a preços interessantes, um número tão grande de jogadores, que, como se não bastasse, estão prestes a sair de uma época decepcionante, quer individual quer colectivamente. Olhando para o potencial de muitos deles, facilmente se conclui que não houve quem tenha atingido e muito menos superado expectativas de valorização. Ainda assim apontaria Carriço como o nosso valor mais seguro que mais se destacou. Por tudo isto me parece que além de uma má medida estratégica em termos desportivos, o virar de mesa que significaria vender grande parte do plantel seria também um mau negócio. Assim dito, também não estou a ver onde poderia o Sporting alavancar liquidez para refazer com qualidade o seu quadro de futebolistas profissionais.

Um clube que está há tanto tempo sem ganhar um título nacional não possui grande margem para errar. E o próximo ano será talvez mais difícil que este. Os adversários que ficarão certamente à nossa frente esta época assim partirão no próximo ano, a menos que optem pela liquidação dos seus melhores trunfos. Não repetir os mesmos erros é fundamental, preparando a nova época atempadamente e em ambiente apropriado, isolando o ruído desnecessário. Olhar para o que os outros fizeram de melhor também pode ajudar. Ninguém duvida, por exemplo, que grande parte da consistência dos actuais dois primeiros classificados residiu em resistir á tentação de reformular tudo de novo, optando por rentabilizar os seus melhores activos.

Dos melhores momentos desta época fica uma ideia importante: bastou o regresso de menos de meia dúzia de andorinhas – leia-se exibições razoáveis - para os Sportinguistas acreditarem na primavera. Isto conjuntamente com uma correcta politica de preços. Alguém se atreverá em voltar a falar em “crise de militância” depois da mostra de vitalidade que os adeptos leoninos deram na eliminatória com o Atlético? A questão, a colocar-se, não se prende mais com a ausência de qualidade do que durante muito tempo lhes foi proposto, a impedir a empatia e a atracção tão necessária na relação equipa / adeptos? Devolvam-nos o bom futebol, nós encarregamo-nos do resto.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Não caíu do céu

A vitória de ontem foi mais do que merecida e era há muito necessária a um clube onde tudo correu mal desde o inicio. Dizia ontem, no lançamento do jogo, que “é difícil de recordar um jogo que tenha sido ganho de forma categórica do princípio ao fim, independentemente da valia do adversário.”. Pois desde ontem que isso é possível.

Esta vitória justa premiou uma competência que tem andado arredada dos nossos jogos. Não caíu do céu, antes deu muito trabalho a obter. E como é trabalhoso ser competente. E é também um sério aviso a todos aqueles que preconizam o “reviralho” do nosso plantel. Ontem foi apenas uma amostra do que ele é capaz e da qualidade dos seus valores individuais. Imaginem o que seria possível conseguir uma vez estabilizada emocionalmente, e com níveis de confiança “normais”. Foi sem dúvida a vitória da qualidade sobre a dúvida e um prémio para a convicção dos nossos amigos PLF e Kovacevic.

Se alguém mereceu a vitória de ontem foi Carvalhal e o grupo de trabalho que lidera. Apresentado num vão de escada, elogiado na vitória e descartado nos primeiros contratempos, CC tem o perfil humano á altura da grandeza do Sporting. Quem duvida disso que reveja as suas palavras ontem depois do jogo. Se tem a necessária competência técnica para o cargo? Não tenho distanciamento suficiente para responder. O que sei é que CC chegou por acaso ao Sporting – a rábula Villas Boas – mas seria uma pena que saísse de igual modo. Lembro-me da ligeireza com que se despediam os treinadores nos anos 80, nomes consagrados antes ou depois de aqui chegarem. Se não queremos voltar a esses tempos, é bom que não tomemos decisões idênticas. Os adeptos reagem por instinto e paixão. A quem cabe dirigir convém ver além das nuvens dos desgostos e das derrotas.

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