Breves: Jamor em Alvalade - Empréstimo obrigacionista - Pini Zahavi - Marco Silva
Jamor em Alvalade
O Sporting vai organizar uma festa por altura da final da Taça de Portugal, abrindo os portões do estádio. A ideia é excelente, atendendo ao número muito limitado de felizardos que conseguirão o ingresso mágico que permita, como todos esperamos, assistir ao regresso à conquista de troféus de valor particularmente significativo no futebol.
Porém, ao contrário do que me parece ser a melhor ideia, não se trata porém de um simples franquear de portas mas sim de um evento que onera os seus participantes. Ora se o conceito de festa me parece excelente, sobretudo pelos motivos acima indicados, o facto de este evento ser pago oferece-me alguns reparos.
- Desde logo o permanente exercício do conceito de adepto/pagador. Para quem paga, a época já vai longa e a "factura Sporting" mesmo que exercida com gosto e paixão, já é volumosa.- Se a intenção é a melhor - contribuir para a "Missão Pavilhão" - é bom lembrar que muitos dos interessados, a irem, irão sofrer uma espécie de dupla tributação, isto se já tiverem contribuído anteriormente. Se a contribuição tiver sido do tipo "familiar" essa tributação é agravada, pelo que me parece ser de considerar a possibilidade de deixar à iniciativa de cada um a possibilidade de voltar ou não a contribuir.- A politica de preços parece-me irrealista por demasiado onerosa. Ora isso pode obstar a uma participação massiva, o que concorreria para transformar a festa numa espécie de evento alternativo para meia dúzia. Tal, a ocorrer, seria no mínimo desprestigiante para o clube.- A permanência de adeptos pagantes no interior do estádio inibirá a abertura de portas para eventual recepção da equipa em caso de vitória. Ora isso contribuiria para uma divisão em duas festas, o que, a suceder seria no mínimo absurdo.- Escusado será lembrar o estado do relvado, cuja utilização está prevista no evento, e que, em caso de danos maiores, as receitas não cobrirão a necessidade de eventual substituição.
Pini Zahavi
Independentemente da veracidade da noticia que hoje circula, não surpreende ninguém que a renovação de Carrillo seria sempre problemática. Não só atendendo à valorização do jogador, mas também ao facto consabido de que a posse do passe continua repartida com o empresário israelita. Empresário com que o Sporting já se tinha degladiado por ocasião do "caso Bruma". Este seria aliás o caso que inauguraria a gestão de Bruno de Carvalho. A ser verdade o que hoje é vinculado, este somar-se-á em semelhanças ao "caso Rojo", parecendo-me difícil de sustentar a posição de devolver apenas o dinheiro empregue na aquisição da participação no passe do jogador. Oxalá me engane.
Marco Silva
Novo rumor a envolver Marco Silva - a possibilidade da ida para Sevilha - sendo que este vem de encontro ao que algum tempo já circula em alguns meios: que a administração da SAD procura um negócio semelhante ao exercido com Leonardo Jardim, e que permita uma saída airosa para todos os envolvidos. Isto quando também já circulam os nomes de possíveis sucessores.
Como nota meramente pessoal fica o registo de que o Sevilha ganharia com a troca, isto apesar de Unai Emery estar a realizar um trabalho com conquistas importantes. Vou até mais longe, não vejo Unai Emery a ser campeão por nenhum clube em Portugal.
Empréstimo obrigacionista
Para lá do facto de o montante ter aumentado - o que de certa forma é "obrigatório" por força dos juros pagos - não há aqui nada de novo. Trata-se daquilo que o jargão economês chama "debt revolving", que mais não é que destinado a pagar o dinheiro recebido no empréstimo anterior. Nem os anteriores rasgar de vestes pela "dependência da banca" apesar de continuarem os sempiternos "BCP" e um remanescente do "BES", desta feita o BESI, com o outrora tido como o "grande inimigo do Sporting" José Maria Ricciardi à cabeça. Diversificação de parceiros ou investidores nada. Novo, novo, só um grande silêncio à volta desta operação.
