Crónica de uma miséria continuada
Paulo Sérgio voltou a mexer e a remexer equipa mas os resultados práticos da nova miscelânea não foram muito diferentes do que já se havia visto anteriormente. Remeteu para o banco Valdês, Postiga e Matias, deu a titularidade a Zapater, Djaló e Vuckcevic. Assim, construiu o meio campo com uma linha de três médios de contenção André Santos, Maniche e Zapater. Na frente Liedson sozinho ao meio e nas alas Vukcevic mais Djaló.
Resultado de tudo isto? Na primeira parte, e em termos práticos, resultou na nulidade absoluta. O Sporting nunca conseguiu ou tentou construir jogadas de ataque de outra forma que não fosse de pontapé para a frente, futebol directo portanto. Em contrapartida, continuou a revelar imensos problemas em lidar com as transições rápidas para o ataque do adversário, que só não deu piores resultados devido à atenção de Patrício. Os primeiros 45 minutos não terminariam sem as imagens terríveis e preocupantes de um João Pereira inanimado, após um violento choque com o nosso guarda-redes, o que obrigou à entrada de Polga.
A segunda parte parecia começar melhor. Djaló apareceu mais perto de Liedson, ficando Evaldo com todo o corredor esquerdo a seu cargo, uma vez que Carriço no lado contrário, não tendo as características de João Pereira, ficava numa missão mais contida. Mas foi sol de pouca dura, voltando depressa as dificuldades iniciais. Foi até com alguma sorte que não sofremos um golo, numa jogada que revelou que o Marítimo sabia como devia explorar a subida da nossa defesa.
Aos 70 minutos Paulo Sérgio retira Zapater e Vuckcevic, entrando Saleiro e Matias Fernandez. Seria precisamente o chileno a marcar de penalty, mais do que justo, que nos permitiu somar os primeiros 3 pontos do campeonato. De forma feia e igualmente preocupante foi cumprida a obrigação de ganhar.
