sexta-feira, 29 de junho de 2012

Paulinho (roupeiro) vai deixar o Sporting? E outras aberrações

Aberração da silly season
Paulinho (roupeiro) vai deixar o Sporting? É que não estou a ver outro lugar para o Miguel Lopes. Piada à parte, que em nenhum momento deve ser entendida como uma falta de respeito para com o nosso Paulinho, nem para com o profissional que é Miguel Lopes, obviamente que a possibilidade de uma troca de Adrien com o defesa é uma aberração da silly season e como tal deve ser comentada. Para lá do mais que discutível critério técnico, uma troca como esta representaria o total desconhecimento ou alheamento do que é o sentir dos sportinguistas. Não podendo deixar de comentar a noticia, espero que o jornal que a difundiu, se tenha enganado e falte Braga à frente do Sporting e tenha trocado Custódio pelo do Adrien, como já ouvi dizer.

Proença, a aberração
A nomeação de Proença para a final do Euro2012, tal como a anterior nomeação para a final da Liga dos Campeões - onde esteve impecável - poderia significar o triunfo da arbitragem portuguesa e, nesse sentido, merecer o nosso regozijo. Mas quem vê Proença e outros internacionais a arbitrar em Portugal e observa o seu trabalho lá fora é levado a pensar que se tratam de sósias, mas cujas semelhanças se limitam à aparência fisica e não se estende à forma de arbitrar, aos conhecimentos exibidos e, sobretudo, aos critérios. E isto diz tudo do que é a aberração da arbitragem nacional: uma para consumo interno, de forma a satisfazer as clientelas, proporcionar as promoções, de forma a obter mais rendimentos e outra para consumo internacional, onde concorrem ombro a ombro com os melhores no oficio.

A (meia) aberração do fim dos empréstimos
É apenas meia aberração porque falamos do futebol português, contaminado que está pela suspeição. Nesse sentido é até "natural" que o principal prejudicado seja o principal mentor dessa suspeição ao ver limitada a sua politica de empréstimos. No mais só posso olhar para a medida como uma forte limitação à afirmação de muitos jovens jogadores, que o aparecimento das equipas B não atenua. Essa seria a porta de entrada no difícil escalão sénior, mas o estágio no escalão superior serviria com antecâmara para o regresso aos clubes de origem. No caso concreto do Sporting olho para os casos de Pereirinha e Adrien, que viveram desterrados na Grécia e Israel, respectivamente, perdendo 1 ano de afirmação. É que o estrangeiro é a agora a única saída possível para jogadores que alcancem um nível superior ao que proporcionam os nossos escalões inferiores.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Selecção Nacional: Orgulho e distinção (também na Geração Academia)


Terminou com honra e distinção a participação de Portugal no Euro2012. Ao prolongar até ao último instante a indefinição do nome do primeiro finalista da competição e fazê-lo ante a poderosa Espanha, actual titular e campeã do Mundo, a equipa portuguesa não só recuperou o seu estatuto no panorama do futebol mundial, depois de uma prestação cinzenta quer no campeonato do Mundo, quer na fase de qualificação, como o reforçou. Não há razão para que a frustração, a tristeza ou a dor da eliminação por penalty´s nos roube o orgulho pelo que foi feito na Ucrânia e Polónia.

Algumas notas avulsas:

Paulo Bento é sem dúvida o principal responsável pelo feito, como o seria se as coisas tivessem corrido mal. Pegou numa selecção esfrangalhada, descaracterizada e sem liderança, arrancou-a da proximidade do precipício que significaria uma não qualificação, para a apurar para as meias-finais, quando o destino “certo” era não sobreviver às dificuldades do grupo da morte. Tivesse a possibilidade de dispor da riqueza do  lote de jogadores que Bert van Marwijk dispôs, ou apenas das soluções de banco que Del Bosque tinha ontem à disposição – repare-se que jogadores como Mata ou Fernando Lorent não têm sequer um minuto de competição – e provavelmente cantaria mais alto o galo de Barcelos do que hoje muge o touro espanhol. E dizer isto é talvez o maior elogio que se pode fazer a um treinador: a capacidade de liderar e retirar o melhor possível dos jogadores à sua disposição.

Apesar disso não desisto do meu cargo de treinador de bancada, (e da sua missão fácil que é analisar os jogos no conforto do sofá e depois destes terem ocorrido). A estratégia para o jogo foi a mais correcta, tendo nós beneficiado da surpresa frustrada que Del Bosque nos presenteou com Negredo. Mas após a entrada de Fabregas, Navas e Pedrito Paulo Bento não reagiu nem agiu, limitando-se a mudar as pedras. Ora se Hugo Almeida já estava apenas a fechar o corredor esquerdo não se arranja ninguém melhor para a função do que o imberbe Oliveira? Não teria sido melhor alterar a disposição táctica, procurando dar mais presença e proximidade de apoios no meio-campo? Os últimos 40 minutos de jogo deixaram a perceber que a nossa melhor chance estava nos penalty´s, quando deixamos de ver a baliza de Cassillas. Baliza essa que esteve sempre muito bem guardada, não apenas por que Casillas é quem é, mas também porque a vimos apenas de esguelha. Muito mérito dos espanhóis em “oferecerem-nos” apenas as laterais para rematar, ou a falta que Postiga fez para permitir as aproximações em diagonal de Ronaldo ou Nani. E sem o talento de dois dos nossos melhores, ou com ele tão distante, tudo é muito mais complicado.

O futebol é por vezes muito injusto e ontem foi-o duplamente para Moutinho, o melhor jogador em campo. E a primeira injustiça foi precisamente essa: que não lhe fosse atribuído pela UEFA o prémio que entregou a Sérgio Ramos. A outra foi que o “obrigassem” a bater o penalty, num exercício de falta de memória, ou teimosia temperada com muito wishfull thinking de Paulo Bento, que do banco do Sporting já o tinha visto falhar vezes sem conta (e precisamente da mesma forma como o fez ontem): fraco, denunciado, rematando para o lado em que o seu remate perde força e precisão. A decisão por penalty´s não é apenas sorte, mesmo considerando que os espanhóis a tiveram e nós não: o remate de Bruno Alves bateu e saiu e sorte inversa teve o de Fabregas.

Falou-se aqui, no lançamento da meia-final de ontem, na Geração Academia. Moutinho, a par de outros jogadores de que ouviremos falar no futuro, é talvez o melhor exemplo da categoria da escola de formar jogadores que é hoje o Sporting. O facto de hoje jogar num clube rival (sem esquecer o episódio infeliz que o levou até lá, do qual ele é apenas um dos intervenientes, e não o que tinha a faca e o queijo na mão…) não deve, não deveria, concorrer para que se olhe para ele de outro modo. 

Moutinho não é hoje melhor do que era quando saiu de Alvalade, pese possa ter amadurecido. O que ele faz hoje em campo já o fazia antes no Sporting. E até como ontem se viu a falhar penalty´s, Moutinho é o mesmo jogador, afastando os vaticínios de uma famigerada infelicidade  sportinguista que o marcaria. Os 2 anos que leva de FCP até isso nada mudaram. Moutinho não é, como num golpe de marketing meritório se quis fazer crer, um jogador “à Porto”. O que ele tem é a marca do que o Sporting faz melhor do que a maioria: formar, como poucos sabem, jogadores de futebol.

Moutinho é hoje muito daquilo que o Sporting lhe deu: as ferramentas para se tornar um jogador de futebol. Com as sua características e noutro clube estaria hoje provavelmente a rodar pelo enésimo clube, ainda à espera de uma oportunidade, que poderia nunca mais chegar. Embora as atenções se concentrem na capacidade da nossa escola de descobrir talentos como Ronaldo, Figo, Nani, não deixa de ser menos meritório a capacidade com que gemas de menor quilate sejam paciente e paulatinamente lapidadas até figurarem, encastoadas, apontando às pedras maiores.

Daqui a muitas décadas todos se lembrarão de Ronaldo e provavelmente jogadores como Moutinho serão esquecidos. Mas é de muitos jogadores assim que se fazem as grandes equipas, que se ganham títulos, Ronaldos acontecem poucas vezes em cada século. Uma lição a retirar em especial pelos Sportinguistas, que viram este Europeu confirmar a excelência da sua formação.

terça-feira, 26 de junho de 2012

A tal refundação tão necessária

Para quem segue as redes sociais constatou já que o apelo à refundação é cada vez mais frequente. A propósito dessa possibilidade, bem como da ideia de um qualquer cenário de inviabilidade do clube como o conhecemos, disse uma vez  ( e desculpem o meu "francês") que quem não os tem o sitio para lutar por um Sporting melhor a partir do que ele é hoje - e que não é assim tão pouco, como por vezes se quer ou dá jeito fazer crer - muito menos os terá para, do zero, andar de pelado em pelado, até voltar onde hoje está.

E, por muito que nos custem a tomada de algumas decisões ou a ausência de outras, só há uma forma de mudar o Sporting: por dentro. Para tal é necessário ser sócio, que é a única forma que garante o imprescindível direito a voto. 
Para quem sonha com um Sporting maior, para quem assim o exige, o clube está a realizar uma campanha de regularização de quotas, a que se seguirá a já anunciada campanha de admissão de sócios, com novos argumentos. De uma forma ou de outra esta é a forma mais rápida para (re)fundar o clube fazendo-o maior. Maior aos olhos dos nossos concorrentes, das instituições que tutelam as diversas actividades desportivas em que participamos, maior aos olhos dos patrocinadores e do mercado em geral.
Uma oportunidade a não perder. Porque o Sporting precisa de todos e porque  o Sporting é generoso, como esta semana nos lembravam Tiago ( «Sporting deu-me tudo» ) ou André Martins ("O Sporting tem um grande significado para mim, porque desde muito cedo deixei a minha família, a minha terra, para representar um clube que me deu tudo")

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Perseverança, Coragem e Ousadia a marca da Geração Academia

Portugal tem esta semana um dos mais importantes desafios de sempre da sua história quando encontrar nas meias-finais a toda-poderosa Espanha. Derrotar aquela que é  a actual campeã mundial, actual titular da competição e a grande favorita é uma tarefa que poucos acreditarão ser possível realizar. Mas "impossível" devia ser um vocábulo já abolido no futebol e de certeza que até os mais cépticos ou os que estão à margem do fenómeno futebolístico acalentam no seu íntimo uma secreta esperança de levar de vencida aquela que é talvez, a este nível, a grande potencia mundial. A questão do sentimento nacional também não pode ser ignorada, a nossa história foi construída a contrariar as probabilidades e os embates com os vizinhos a leste têm assumem sempre um carácter muito particular para nós.

Com pouca ou nenhuma matéria de fundo sobre o tema na imprensa nacional, não passou despercebido lá fora (pelo menos em Espanha e em Inglaterra) o facto da selecção portuguesa ter na sua composição uma maioria significativa de jogadores oriundos da nossa academia. Da equipa técnica aos jogadores, (Patrício, Beto, Moutinho, Hugo Viana, Veloso, Quaresma, Varela, Nani, Custódio) dos quais Ronaldo é la creme de la creme, há um passado com raízes leoninas que não devia ser ignorado nem negligenciado. Estes dados são a confirmação, se preciso fosse, que estão ai os resultados de 10 anos de Academia Sporting. Academia que é hoje um selo de garantia , tendo-se tornado numa marca de valor seguro e inestimável. 

Estes dados são também o resultado do trabalho de uma equipa muito vasta, composta por figuras de renome e gente anónima, e cujo trabalho, que se renova a cada ano que passa, encontra agora o reconhecimento público. Por vezes é preciso esse reconhecimento para validarmos uma boa ideia e, se preciso fosse, os Sportinguistas encontram nesta selecção razões para se orgulharem do que o seu clube é capaz de fazer, construindo de raiz e do seu exclusivo esforço aquilo que muitos tiveram oferecido em bandeja.

São apenas 10 anos em que, pese os resultados indiscutíveis, erros foram cometidos. O mais evidente de todos está na dispersão de muitos desses valores por clubes com que temos que disputar pontos. Assacar esses erros apenas à gestão desportiva é uma forma de, como adeptos, nos desresponsabilizarmos pelas frustrações muitas vezes mal canalizadas e que levaram alguns desses atletas a procurarem outros projectos onde se sentissem mais seguros, mais valorizados e onde pudessem progredir profissionalmente. Não podemos mudar os últimos 10 anos mas podemos orgulharmo-nos deles e aprender com os erros cometidos para fazermos dos próximos 10 a década do regresso do grande Sporting. O futuro corre a nosso favor.

Terá que ser com muita perseverança, coragem e ousadia que a Selecção Nacional terá que enfrentar os nossos vizinhos espanhóis. Alguns dos jogadores que a compõem sabem de cor o que isso é, cresceram anos a fio a ouvir e a praticar o  "Esforço, Dedicação, Devoção e Glória" que temos na bandeira. Foi por acreditar que nada era impossível que há mais de 100 anos se fez do nada um dos maiores clubes entre os maiores. Há uma marca do Sporting nesta selecção e no futebol português. Como diz a música "Se outros calam, cantemos nós!". 

Nota: "Geração Academia" é uma expressão feliz que um leitor deste blogue deixou na caixa de comentários e que merecia não ser deixada cair. Para todos os Sportinguistas que estão nas redes sociais e estejam na disposição de divulgar esta importante marca Sporting aqui fica o desafio.

sábado, 23 de junho de 2012

A porta da rua é serventia da casa

Confesso-me pouco surpreendido com o que vem hoje nas capas dos jornais relativamente a Izmailov. Veremos se, à semelhança das declarações que fez sobre o seleccionador russo, se o russo confirmará ou não as afirmações que hoje lhe são atribuídas. 

Seja qual for a posição que venha a tomar sirvo-me das suas declarações para realçar algo que me parece muito importante: O Sporting precisa de ter no seu seio atletas absolutamente motivados e dedicados. São essas as condições mínimas exigidas para enfrentar uma época dura e extremamente difícil como a que temos pela frente. Por isso devemos valorizar mais a vontade expressa por Àrias em afirmar-se no plantel, ou a disposição de Jeffren para prescindir do gozo de férias para antecipar o trabalho, por forma a poder apresentar-se em condições de dar o seu contributo à equipa.

Foi com jogadores de cabeça limpa e sem dúvidas na vontade de vestir e dar tudo pela nossa camisola que ganhámos no passado e será com jogadores em iguais condições que o voltaremos a fazer num futuro que esperemos esteja próximo. É isso que simboliza a mitica porta 10A em Alvalade: a vontade de entrar, de pertencer e fazer história.

Do ponto de vista técnico, e olhando para o caso específico de Izmailov, trata-se de um jogador talentoso mas que, em particular nas últimas épocas, ficou quase sempre aquém do rendimento que sabíamos que era possível oferecer. É tendo em conta o que fez e não o que podia ter feito que me parece que a sua substituição não será difícil de realizar. Será também sob esse prisma que o mercado fará a avaliação do médio russo. Quanto valerá hoje Izmailov?

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Estrada aberta para o sonho

Ronaldo, quem mais?
Ao apurar-se para as meias-finais, eliminando a República Checa, Portugal volta a entrar no grupo restrito das 4 melhores equipas europeias, facto absolutamente notável, se atendermos à dimensão do nosso País no continente onde se insere. 

Não foi um jogo carregado de espectacularidade, como havia sido o jogo com a Holanda, mas foi um jogo competente e equilibrado da nossa selecção, após um começo estranhamente desligado e inconsequente. E é a forma competente que a equipa tem dado diferentes respostas a diferentes exigências que nos permite acalentar a esperança que a meia-final não seja o último jogo da selecção nacional na competição. Há estrada aberta para o sonho.

Não termino sem fazer referência a efeméride de hoje, que assinala a passagem de uma década da inauguração da Academia Sporting, sediada em Alcochete. Passados 10 anos o futebol nacional colhe os frutos do refinamento de uma actividade - a formação de jogadores - que, ainda sem grandes condições, já vem desde os pelados de Alvalade. Mesmo considerando que o escalão principal tem estado longe de alcançar um nível semelhante, a qualidade da nossa formação é uma razão de esperança e confiança no futuro.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Sobre a entrevista de PPC à TVI

Assisti, enquanto via a entrevista de PPC a Judite de Sousa, a algumas reacções ao que se ia perguntando e respondendo e parece-me inevitável regressar à convicção aqui expressa da primeira vez que me referi a este caso: por força da acção iniqua dos agentes da justiça(?), que deixa sair de forma conveniente e a conta gotas informações para esturricar os arguidos, semelhante ao que já se verificou noutros processos mediáticos, PPC já está condenado pela generalidade da opinião pública. E o que se persegue será precisamente esse objectivo: assegurar desde já uma condenação que as sessões de julgamento, se o caso aí chegar, poderão vir a confirmar ou não.

Obviamente este não é o espaço para discutir o estado da justiça nacional, mas este é um ponto importante na análise deste caso. E sabemos bem que até que este tenha uma decisão final passará muito tempo e nesse período já houve uma condenação contra a qual quem é arguido não se pode defender.

Quanto ao teor da entrevista propriamente dita, esta pouco terá adiantado para o esclarecimento do caso. De um lado a entrevistadora agarrada a partes do processo (que deviam estar em segredo de justiça, mas tal não parece interessar a quem de direito) que indiciam uma trama, por outro um arguido que não pode pisar o risco e que também não estará muito interessado em trazer o julgamento do caso para as ecrãs de televisão. 

PPC tem direito a defender-se da acusação e esse direito terá que o exercer em tribunal. Mas tem também o direito de se defender da repetição diária de primeiras páginas com a sua fotografia e pormenores que o implicam. É ai que enquadro a necessidade que PPC terá sentido em conceder a entrevista, porque ao Sporting convinha mais, neste momento, o silêncio até que se possa fazer luz sobre o assunto de forma cabal. Da entrevista saliento a  garantia dada de nunca ter desviado dinheiro para seu beneficio ou de terceiros, bem como o facto de nunca até hoje ter recebido um cêntimo pelo seu cargo no Sporting. Pessoalmente estou convencido da veracidade destas duas afirmações.

Da entrevista merece igualmente referência 2 pontos deixados passar sem muito interesse por parte da entrevistadora. PPC foi testemunha num processo de fuga da capitais que envolvia dirigentes de futebol conhecidos na praça, e que não parece também ter despertado muito interesse por quem vai divulgando o caso na comunicação social, pese o furo que tal representaria. E a informação curiosa de que existe um clube grande cujo estádio não cumpre as regras da UEFA no que às cadeiras diz respeito, o que também depressa foi esquecido pela entrevistadora.

Não posso deixar de confessar o meu incómodo por ver o Sporting na ribalta por razões como esta.Julgo que nesse sentimento sou acompanhado por todos os Sportinguistas. O Sporting precisa de silêncio à sua volta mas está quase permanentemente envolvido num ruído de fundo que não se consegue libertar. Para esse ruído temos contribuído todos nós, adeptos,sócios e até dirigentes, por acção e omissão. E fazêmo-lo  pelas melhores razões - pelo amor que todos temos ao clube- e pelas piores, porque, a coberto desse amor, há muita irresponsabilidade, projectos promoção pessoal, ódios de estimação, que a generalidade das redes sociais e blogosfera veio apenas contribuir para ampliar o seu alcance.

E, enquanto os nossos adversários estão descansados a preparar época tranquilamente, aproveitando o campeonato europeu, o Sporting arde em combustão lenta. O campeonato ainda não começou. Ainda não se conhece muito bem qual será o valor dos adversários e que valor conseguiremos manter e acrescentar ao que deixamos entrever o ano passado. Mas é difícil não sentir que vamos partir atrás do(s) prejuízo.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Breves notas sobre a selecção

1- Ronaldo voltou a ser que sempre foi e nunca deixou de ser. O que me parece que mudou não foi o jogador mas sim a equipa e quando assim é é inevitável que, seja qual for o momento de forma, os melhores acabem por sobressair. Ontem a RTP salientava o tempo que Ronaldo teve nos pés, (e que por isso precisou para ajudar a decidir o jogo) e que não chegou aos 100 segundos, para marcar 2 golos e ainda criar lances de perigo. Estes dados comprovam a qualidade do jogador e a qualidade com que foi servido. Pensar ou exigir que Ronaldo tem que resolver sozinho o que as melhores equipas da competição resolvem com onze e por vezes com catorze é desgastar e expor o nosso maior tesouro. Não haverá tão cedo outro como ele de quinas ao peito. O resto, as criticas excessivas tal como os  mais desbragados elogios, são folclore.

2- Platini esqueceu-se do lugar que ocupa (e até da nacionalidade) para alvitrar o nome dos finalistas. O que o futebol menos precisa é que quem o dirige se apresse a fazer de oráculo e se esqueça do distanciamento e equidade a se que deveriam votar os dirigentes. Um excesso desnecessário mas que também não dever ser hiper-valorizado. Com as palavras de Platini quer dizer que estão encontrados os finalistas? Não, longe disso. O bom jogo da Croácia ontem permite pensar que, embora difícil, a vantagem dos espanhóis, quer no clube que serve de modelo ao seu jogo quer na sua selecção, já foi maior. Sendo um dos possíveis adversários de Portugal na meia-final, a Espanha, sendo muito difícil, - e mesmo considerando que a fase de grupos é consideravelmente diferente dos jogos que eliminam directamente - talvez possa ser melhor adversário para Portugal: Paulo Bento não precisará de motivar os jogadores ou de os prevenir para as dificuldades. Se esse jogo chegar a motivação e a concentração serão totais e o resto será o futebol a decidir.

3- Mas antes há a República Checa que, misturando alguma veterania e nomes conhecidos com jogadores que o futebol ainda desconhece com inexperiência, será tudo menos fácil. Ajudarão tão pouco os que antes achavam que já tínhamos a passagem de regresso marcada porque íamos jogar com a poderosa Holanda, mas que agora acham que esta era a pior Holanda dos últimos 20 anos, como os que vão assumindo que os Checos não prestam porque já não têm o Poborsky para fazer chapéus. Para os palermas há sempre um chapéu ao virar da esquina, como diria o saudoso Vasco Santana.

4- Raul Meireles veio hoje explicar as razões do silêncio dos jogadores no final do jogo com a Holanda, remetendo-nos para a liberdade de expressão. Ora a liberdade de expressão e o dever de a respeitar não exclui os jogadores da bola, treinadores ou dirigentes. Também eles estão obrigados respeitar as liberdades alheias, a saber destrinçar o que é a critica e a maledicência pura e dura e, em conformidade, valorizar o que deve ser valorizado para progredir e esquecer o que não tem importância. 

domingo, 17 de junho de 2012

Euro2012: a morte fica-lhes tão bem!

foto maisfutebol
Enorme jogo de Portugal a partir do momento em que as campainhas desataram a tocar de forma estridente após o (fabuloso) golo de Van der Vart. E a exibição merece ainda mais elogios justamente pelo facto de o golo ter acontecido muito cedo, deixando os holandeses confortáveis e apenas a 1 golo de se apurarem. Foi uma vitória conseguida por uma equipa, no que a definição da palavra pode ser mais exacta e fiel, e por isso não me parece justo fazer distinções de ordem individual. 

Portugal, com este apuramento,  com as exibições em crescendo e face ao grupo em que estava inserido fez já um pouco mais do que os serviços mínimos. Mas fez já o mais difícil que é precisamente poder passar a 1ª fase, que é o passaporte imprescindível para qualquer sonho. Do grupo da morte ficaram as 2 melhores equipas e a morte dos holandeses, (um desperdício quase criminoso de talento), e de dinamarqueses assenta-lhes muito bem.

Quinta-feira prossegue o sonho de chegar ao grupo das 4 melhores equipas europeias. A melhor forma de o começar a ganhar é não subestimar os desconhecidos checos. Apesar de não possuírem jogadores de grande renome, valem pelo seu colectivo e, pelo que vi do jogo com os polacos, são muito mais organizados defensivamente e dar-nos-ão muito menos espaços dos que pudemos gozar hoje. O jogo dos quartos-de-final será muito diferente do que vimos com a Holanda.

Nota: já depois de colocado o post ouvi algumas declarações lamentáveis de Paulo Bento de que não gostei, e pior ainda foi a atitude dos jogadores, ao recusarem-se a prestar declarações aos jornalistas por, alegadamente, não terem gostado de algumas criticas. E os que sempre acreditaram no valor desta selecção e a apoiaram e até os cépticos que apesar das dúvidas estiveram sempre com a selecção e serão, por certo, muitos mais do que os que criticam de forma destrutiva?

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Caso PPC: ver para acreditar

Segundo vários jornais noticiavam hoje Paulo Pereira Cristóvão é suspeito de peculato (uso de dinheiros públicos para fins privados), participação económica em negócio e burla qualificada – além do crime de denúncia caluniosa qualificada que esteve na origem do processo. 

No momento em que este post será publicado ainda não se conhecerão as consequências directas e indirectas da deslocação de PPC ao TIC e esta é por isso a altura de dizer que não acredito que este tipo de actos possam ter sido levados a efeito pelo que tenho que ver provas muito concretas para acreditar. E só depois de tal acontecer emitirei opinião sobre este assunto em concreto.

Não termino sem deixar um reparo. É curioso o padrão (de geometria variável) que muitos sportinguistas usam quando se referem aos jornais, aos da Cofina em particular. Em determinadas alturas são "pasquins" mas quando parece dar jeito é tudo gente séria e que lá vem relatado é verdade incontestável. Para lá do que PPC possa ter ou não feito, alguém se interroga se o que estes dias vem sido escrito corresponde à verdade? E porque e como se sabe que um arguido por denúncia caluniosa vai ser acusado de outros crimes ainda por cima mais graves, face à moldura penal, antes deste e do seu advogado tomarem conhecimento?

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Euro2012: a morte é certa, falta saber de quem

Portugal fez hoje o que lhe competia ao vencer a Dinamarca por 3-2 mantendo-se na luta pela qualificação no chamado grupo da morte. Essa continua certa, falta saber de quem será o funeral, uma vez que nem a Alemanha, que já ganhou 2 vezes, tem garantias de continuar a respirar. E nem a Holanda, que já teve 2 paragens cardíacas, tem o atestado de óbito assinado e carimbado.

Vi o jogo a espaços e do que vi realço do lado bom a vontade de ganhar e a capacidade de reacção à adversidade após o empate.  Não tendo visto o jogo na totalidade não seria justo fazer avaliações das exibições mas do que vi ficou claro que Ronaldo esteve mais uma vez infeliz falhando golos de forma pouco habitual. E não foi apenas a jogar que esteve mal, as declarações finais, referindo-se a Messi, são a melhor publicidade para o argentino. Com a categoria indiscutível que tem resta esperar que os momentos mais felizes estejam ainda para chegar.

Mais uma vez se provou que não faz qualquer sentido o ódio visceral dedicado a Postiga. E não digo isto por causa do golo. Não é um matador, para nossa infelicidade, mas, do lote que Paulo Bento tem à sua disposição, é compreensível a sua titularidade, face à qualidade de Hugo Almeida é à inocência de Oliveira.

Talvez não por acaso sofremos até agora 3 golos todos eles de cabeça e em todos eles os 2 de hoje em particular deram uma imagem muito permissiva da nossa defesa, em particular pela forma como é permeável do seu lado direito. 

Do meio-campo diz-se parecer estar a precisar de descanso,o que  talvez não seja inteiramente falso. Mas jogar em 4x3x3 com selecções que jogam com mais um homem no meio-campo retira espaços e obriga a uma sobrecarga que se paga à medida que o relógio avança. Acresce que Veloso não é particularmente reactivo e nos duelos físicos Moutinho e Meireles saem em perda. E claro, Nani e Ronaldo de cada lado obrigam os laterais a maiores cautelas quando chamados a apoiar e a oferecer linhas ao meio-campo.

E até à próxima jornada continuamos vivos mas esta vitória será um importante tónico para esbater os efeitos negativos da derrota inicial. Mas que o embate com os holandeses vai ser duro ninguém duvide.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Para perceber melhor a demissão de Pereira Cristóvão

Para perceber melhor a demissão de Paulo Pereira Cristóvão, que é o que julgo mais importará aos Sportinguistas, será necessário esperar mais algum tempo. Isto porque não creio que tenham sido apenas as razões invocadas por PPC ( por mais plausíveis que sejam) a conduzirem ao desfecho hoje verificado. Algo se terá alterado radicalmente para que em apenas 2 meses PPC se veja obrigado a reconsiderar novamente a sua presença no CD do clube. 

Olhando para o pode estar por trás da decisão tomada parece-me difícil terem sido razões relacionadas com o processo em que foi arguido, uma vez que o nome do Sporting já não poderá ser dissociado do nome do até agora dirigente que, recorde-se, não foi ainda formalmente acusado de nada. A menos que PPC saiba que a sua audiência perante o juiz de instrução venha introduzir alterações dramáticas.

 Não foi certamente no que disse PPC que encontraremos grandes explicações para o abandono, merecendo realce o momento em que se refere a Luís Duque, Carlos Freitas e Sá Pinto, afirmando emocionado que "o Sporting precisa de gente assim".  A melhor explicação estará no silêncio com que brindou todos os colegas de direcção, incluindo o presidente Godinho Lopes. E a leitura solitária do comunicado que levou a efeito diz o resto.

Tive oportunidade de estar uma vez com PPC em Alvalade, que, como é óbvio, não é o mesmo que "conhecer" alguém. Mas o encontro breve, consolidado pelo que acompanhei directa e indirectamente, serviu para gravar uma imagem de alguém muito focado e até entusiasmado com o muito trabalho que sabia que tinha pela frente e com ideias e convicções bem fundadas. Uma boa surpresa, tendo em conta aquilo que muitas vezes se diz a propósito dos dirigentes do nosso clube. 

Não sei quem ocupará as suas funções ( não me preocupa tanto o nome mas sim a as suas aptidões) , mas mesmo partilhando da ideia que não há insubstituíveis, não duvido que o Sporting deixou de ter no seu centro de decisões um elemento importante. E quem ocupar o seu lugar tem um exemplo de dedicação para seguir e difícil de superar. Tal como ele disse a propósito do trio que dirige a SAD também me parece que o Sporting precisava de mais pessoas como o Paulo Pereira Cristóvão a dirigi-lo. É essa a minha convicção e não é por, aparentemente, ter caído em desgraça, que não o iria afirmar aqui.

Deixo de fora, propositadamente, as questões que envolveram a passagem de PPC pelo CD, como as tão faladas imagens do túnel ou o "caso Cardinal". No tão "bacteriologicamente  puro" futebol português só  as imagens colocadas num túnel do estádio do Sporting poderiam ter o tratamento que tiveram e o desfecho verificado. Quanto ao "caso Cardinal" não vou usar de relativismo moral para o aliviar, aguardando por isso que este se clarifique. E é recusando precisamente esse "relativismo moral" que entendo que, por ora, e até que se faça luz sobre esse caso, o Sporting não tem lições a receber de ninguém, nem tem que suportar remoques de quem está longe, pelo seu passado, de servir de exemplo a ninguém.

P.S.- Já depois de ter colocado o post o Sporting emitiu um comunicado que pode ser lido na integra no site do clube, bem assim como o comunicado integral lido por PPC. Nele está reservado um parágrafo (Aos meus colegas de Conselho Directivo, presidido por Luís Godinho Lopes, peço que nunca se desviem do caminho e que mantenham a raça, a força e a verticalidade sempre demonstrados mesmo quando alguns «moços de recados» anunciaram a desgraça e a cisão entre nós.) que anula parcialmente o que disse acima. Não vi a declaração de PPC em directo e o comunicado que li no jornal "ABola" afinal não era integral como haviam anunciado. Em nome do rigor fica a correcção.

O mercado e cláusulas de rescisão: reflexão breve

O mercado do futebol está letárgico o que me parece dever-se a 2 grandes razões: o Euro 2012 a decorrer e o presente cenário económico da zona Euro, que desencoraja até os mais temerários na hora de abrir os cordões à bolsa. Fora desta conjuntura estão os clubes detidos por magnatas ou com fontes de financiamento assegurados em zonas económicas em expansão, com podem ser quase todos os grandes clubes com forte imagem de marca. Não é o caso de nenhum dos grandes clubes portugueses.

Dos nossos grandes todos precisam de vender para assegurar o financiamento das respectivas SAD´s e não apenas ou em particular o Sporting, como por vezes se quer fazer crer. Essa é a forma de distorcer a realidade e que afecta de forma considerável a posição do clube perante o mercado, o que não acontecerá por acaso. 

Muito se falou da venda de João Pereira e do valor abaixo do esperado que o Sporting cobrou - que a mim também  me decepcionou - assim como pelo facto de o negócio se ter realizado antes do Euro, impedindo uma hipotética valorização. Passada a primeira jornada do Euro parece-me que o melhor será aguardar pelo seu final para se perceber melhor a real valia da operação, até mesmo face a negócios semelhantes. 

Mas há já bastantes sinais de que o mercado está diferente para quem precisa de realizar capital. Beluschi, jogador que o FCP comprou 50% do passe por 5 milhões, foi agora recusado por 3,5 milhões e meio pelo Génova. Clube que não terá os cofres propriamente vazios, tendo em conta que acabou de vender Palácio ao Inter por uma verba entre os 10 e os 15 milhões, segundo o que foi avançado pela imprensa transalpina. Carlos Martins, segundo noticias de hoje, parece ser de menos para os 3 milhões que o SLB pede ao Granada. 

A altura é pois de grande indefinição. Sem os grandes clubes começarem a abrir os cordões à bolsa o mercado estará estagnado e os demais dependem desse dinheiro para poderem também ir às compras. Com a escassez de liquidez mais ou menos generalizada é muito provável que os clubes façam os negócios possíveis, pelos preços possíveis e com os jogadores que o mercado quiser, deixando de haver jogadores inegociáveis. Neste contexto é também muito provável que as cláusulas de rescisão sirvam apenas para obrigar os interessados a negociar, mas pouco provável que estas venham a ser satisfeitas. Hulk será quase de certeza o nome mais falado este defeso, mas qualquer valor acima de 50/60 milhões será um feito notável. Mas deixará satisfeitos os adeptos portistas?...

Quem poderão ser, entre os nossos jogadores, a merecer a atenção do mercado e que ofertas concretas receberemos? Quanto aos jogadores serão quase todos os titulares, mas quanto a propostas concretas há muita especulação e nenhuma certeza. À cabeça estarão os internacionais que foram chamados a representar os seus países: Schaars, Izmailov, Matias e Patrício, sendo que os 2 últimos estão a 6 meses de ficarem livres para assinar novos compromissos. Mas Insua, Capel, Wolfswinkel ou até Carrillo são jogadores que podem muito bem receber propostas apetecíveis para eles e até para o Sporting.

Serão seguramente estes os nomes que suscitarão muitas conversas. Com muitas soluções de meio-campo, poderá ser a partir daí que o Sporting consiga alavancar, sem necessidades de grandes recomposições ou engenharias, o resto dos seus sectores. O mesmo não se dirá se saísse Insua ou Wolfs, por exemplo. E que valores deixarão satisfeitos os adeptos sportinguistas será também um dos motivos de discussão durante o presente defeso.

domingo, 10 de junho de 2012

Adrien, erro ou uma noticia semeada para mais tarde colher?

A noticia da saída de Adrien (1ªde "O Jogo) já me havia chamado à atenção ontem e logo aí me cheirou a esturro. Hoje ela ganha de novo relevo ao ser decalcada pelo jornal "A Bola". 

Não sei que veracidade atribuir a esta noticia mas que ela é inesperada lá isso todos concordarão, atendendo sobretudo à época realizada pelo jovem médio e ao seu estatuto promissor. Veremos se o tempo confirmará ou infirmará aquilo que, no imediato, me parece um boato. Isto porque não creio que, caso Sá Pinto e a SAD, (conforme vem nas 2 noticias) decidissem prescindir do jogador, alienassem desta forma uma importante posição negocial perante o mercado sobre um jogador que alegadamente não lhes interessa, tornando o facto público. E do ponto de vista desportivo parece-me uma má decisão, baseada numa pretensa embirração sem qualquer sentido. Se tudo isto se confirmar, o que me parece neste momento próximo do inverosímil, seria uma actuação claramente lesiva dos interesses do Sporting: não se prescindiria de um jogador que é, a cada ano que passa,um valor cada vez mais seguro, como ainda se exporia perante o mercado.

Vejamos então o que o tempo nos vai trazer. À luz de hoje parece-me que dificilmente se arranjaria melhor argumento para aleijar de forma certeira a relação entre o jogador e o clube e entre este e o os seus adeptos, que dificilmente compreenderão que o Sporting abra mão de um valor como Adrien, ainda por cima sem razão que verdadeiramente o justifique. Claro que os adeptos que sempre acharam que o valor de Adrien era uma fabricação mental, a confirmar-se o que se diz, só podem dar-se por satisfeitos.

Para finalizar, deveria a SAD desmentir a noticia, caso ela não seja verdade? Neste cenário mais importante do que emitir um comunicado parece-me que seria útil clarificar a relação do jogador com o clube, fazendo o possível para prolongar a ligação actualmente existente. O melhor desmentido seria esta confirmação em conferência de imprensa ou simples comunicado. E, neste cenário de noticia semeada, isso significaria que alguém quer colher, o que obriga a reacção célere por parte da SAD

sábado, 9 de junho de 2012

Portugal - Alemanha: Aquém da Taprobarra

Foto maisfutebol
Estes mares já foram há muito tempo navegados, ou seja, já vimos disto muitas vezes:  uma equipa com demasiado respeito pelo adversário, pese o valor indiscutível deste. E isso era precisamente a antítese do que era necessário, só uma equipa audaz e até matreira poderia contrariar o favoritismo alemão. Favoritismo esse que ficou bem demonstrado durante o jogo mas que esteve longe de esmagar. 

Acredito que, com estes jogadores, podemos e devemos fazer melhor, fazendo aquilo em que os jogadores portugueses tão bem sabem fazer: jogar curto, de pé para pé, com apoios próximos, ou ligar bem as saídas rápidas para o contra-golpe, tudo aquilo que quase nunca conseguimos fazer. Talvez tenham pesado excessivamente na confiança dos jogadores os maus resultados acumulados nos últimos jogos.

Podemos falar de eficácia e sorte ou da sua ausência mas, até pela forma como reagimos ao golo alemão, ficou a impressão de que podíamos ter feito mais e melhor e que só percebemos ou assim o quisemos após estarmos a perder. Uma lição importante para o próximo jogo, em que vamos entrar numa posição difícil. Precisar de ganhar sempre foi um estatuto incómodo e que, em regra, nos damos mal.

Uma palavra para Patrício, único jogador do Sporting presente: impecável! (João Pereira já é do Valência e deixou evidente que é frente aos melhores que mais evidentes ficam as deficiências).

quarta-feira, 6 de junho de 2012

A selecção é ainda de "todos nós" ou de "todos eles"?


Sou um fã incondicional da selecção desde sempre. Não desta ou daquela selecção em particular, mas da ideia de uma equipa que representa Portugal nas competições futebolísticas. 

Ainda há poucas semanas revisitei o Jamor onde pude partilhar com os meus amigos Pedro e Virgílio a sensação que foi ter aí visto pela ela primeira vez a selecção, precisamente contra a Alemanha, então de Schumacher, Bremme, Briegel, Matthäus, Littbarski, Voeller, Rummenigge, e tantos outros. Perdemos o jogo (1-2) mas havíamos de nos apurar para o México de tão más recordações com o fantástico golo de Carlos Manuel. 

É difícil de descrever o que um adolescente sente ao ouvir o hino do seu país, com as equipas perfiladas num cenário tão mágico como o do Jamor, e porque uma experiência tão poderosa fica gravada para sempre na memória. No mesmo plano recordo-me da estreia da selecção sub-20 no antigo estádio das Antas, no campeonato do mundo da categoria que havíamos de ganhar. Ainda me lembro, no final do jogo, ver jogadores como Figo, Peixe (considerado com toda a justiça o melhor jogador do torneio), João Pinto que haviam de crescer até onde sabemos hoje, junto com outros que o tempo fez esquecer.

A minha ligação afectiva à ideia de selecção como representante de Portugal não se alterou muito ao longo dos anos por causa dos resultados, pese embora todas as decepções, em particular a sensação de ficarmos quase sempre aquém do destino possível. Mas no cômputo geral deve haver poucas actividades que possam ombrear em resultados e em projecção do nome de Portugal como o futebol, e que por isso nos façam tão bem ao amor-próprio.  E não serão as reportagens televisivas de nível escatológico ou as análises navegadas em função dos resultados que alterarão o meu comprometimento com a selecção do meu País. País esse que amo, e cujo sentimento também não é alterado por gerações consecutivas de incompetentes a geri-lo e a atirá-lo para as couves.

Apesar do ambiente que se formou em torno da selecção nos últimos dias julgo que o meu sentimento em relação àquela que chamamos “equipa de todos nós” acompanha o sentir da maioria dos portugueses. A prová-lo está a forma entusiasta que acompanha a selecção para todo o lado onde se desloca e o estádio cheio no jogo que antecedeu a despedida, em que perdemos com a Turquia. A onda de miserabilismo que sucedeu à derrota é uma questão quase cultural entre nós. Tudo o que foi dito após o jogo teria tido um sentido oposto caso o resultado fosse o inverso, mesmo que a exibição fosse igualmente preocupante. O mesmo, estou em crer, teria sucedido com o Sporting caso tivesse saído vencedor do Jamor. Acredito que a maioria deseja que a selecção triunfe, embora neste momento, que os sinais são ameaçadores, há quem prefira por o coração de lado.

Do ponto de vista pessoal, não são tanto os resultados que farão perigar a relação afectiva que os adeptos têm com a selecção. No caso do presente Europeu todos percebemos que a missão é complicada e ninguém estranhará se não formos apurados, face à presença no nosso grupo da Alemanha e Holanda. A questão está mais do lado de como seremos representados e os portugueses não gostarão de ver uma equipa que não faça tudo para ganhar, até ao último sacrifício. E os sinais deixados durante o estágio, pontuado por quase tantos treinos como folgas e uma exigente agenda social, aliados aos indícios de uma selecção mal preparada que mais contribuem para o pré-divórcio que se sente.

De facto os sinais são preocupantes para quem viu os jogos de preparação, embora esses não contem para o apuramento no grupo. Mas têm pelo menos a vantagem de fazer aterrar as consciências que já voavam em direcção ao titulo como se depreendeu das declarações de anónimos a responsáveis. Um erro estratégico atendendo à qualidade das selecções presentes e até ao modelo de jogo que deveremos apresentar e onde nos sentimos mais confortáveis. O jogo de despedida acaba por ser um banho turco, assinalado pelo calor inicial e o final gelado, um banho de humildade necessário e que deve ser aproveitado pelo grupo de trabalho para se concentrar na difícil tarefa que têm nos pés.

Mas não é só do lado da atitude e entrega dos jogadores ou da qualidade das decisões técnico-tácticas do seleccionador que a relação com a selecção pode estar ameaçada. É também do lado da transparência em tudo o que envolve que poderá por em perigo essa relação. Os jogos que a selecção faz nas competições em que se envolve são uma extensão importante para a afirmação dos jogadores e a presença numa fase final pode ser decisiva para transferências tão importantes para eles como para os clubes que representam. E são por isso preocupantes, para ser bando, as noticias da intromissão dos clubes junto dos seleccionadores, no que o caso Vitor Baía*, recentemente ressuscitado é um exemplo infeliz. 

Mais preocupante ainda para qualquer Sportinguista, sabedor de que o seu clube se move(?) com muita dificuldades nos centros de poder. Passaram muitos anos para se perceberem os contornos do caso Baía e às tantas vão passar alguns mais até se perceber o que aconteceu com a transferência de Moutinho e que a não convocação de Queiroz teve a ver com o caso. A selecção não devia deixar de ser de “todos nós” para ser apenas de “todos eles”.

*Do blogue do António Boronha:

excepcionalmente, porque o tema é de actualidade, vou 'reabrir' este blogue com mais uma 'estória (verídica) da bola'.

vítor baía e luís filipe scolari têm sido tema de actualidade esta semana devido à decisão do segundo ter excluído o primeiro, segundo o aqui segundo a mando de pinto da costa, dos trabalhos da selecção nacional de futebol no período 2003-2008.
a verdadeira, definitiva e última versão sobre a questão é esta:

a contratação de scolari foi feita em madrid por gilberto madail acolitado pelo, na altura 'boss' europeu da 'nike', hoje todo-poderoso presidente do 'barcelona', sandro rossel e..., imaginem!!!, por jorge nuno pinto da costa!!!...
foi este último que na época se queria ver livre de vítor baía, por conflitos com josé mourinho, que pediu então a 'felipão' que este não convocasse o guarda-redes azul-e-branco.

mudam-se os tempos, mudam-se as vontades..., lá diz o bom e sabedor povo português.
passados uns meses já, no 'fc do porto', nuno espírito santo não dava suficientes garantias a josé mourinho pelo que havia de recuperar rapidamente baía.
foi então que surgiu a primeira convocatória de scolari...sem, obviamente, vítor baía.
foi nessa altura que à boa maneira portista, quando a convocatória foi tornada pública, os altos comandos portistas se indignaram com o seleccionador brasileiro por este, vejam só!, não ter convocado o melhor guarda-redes europeu!!!...
a partir desse momento, escusado será dizer, luís filipe scolari meteu uma cruz no nome de pinto da costa e, por tabela, do 'fc do porto'.
parafraseando um famoso diálogo do filme 'casablanca', foi o início de uma feia e conhecida inimizade...

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Breve reflexão sobre comissões de jogadores e entrevista de Pedro Baltazar

Fala-se cada vez menos à boca pequena no elevado valor pago em comissões, (11 milhões) pelo Sporting nas transacções que realizou há cerca de um ano. Ora isto quer dizer que o tema acabará por ser abordado de forma menos subliminar, como acontece quase sempre em assuntos desta natureza. 

Como todos sabemos, o dinheiro não fala, o que se presta a que, sobre este tema, existam as mais diversas especulações e julgamentos.

Uma vez que o Sporting não concorre sozinho, e por isso está sujeito às leis e costumes do mercado, julgo que o que é importante perceber é se o Sporting paga comissões dentro dos valor praticados no mercado, em termos globais. Isto porque não me repugnaria que o possa fazer em valores superiores se, num caso em que enfrente concorrência (que não se circunscreve ao mercado nacional), tenha que superar a oferta superior.

Para perceber melhor do que estamos a falar podemos ter como valores de referência que o FCPorto esperava pagar na época 2010/11 (exemplo escolhido ao acaso, mas que serve de amostra), e cujos dados podem ser comparados com os nossos.

Há, sobre este assunto, duas questões que me parecem importantes e que se relacionam entre si:

- O Sporting, dentro dos limites que a confidencialidade que o negócio exige, deve procurar a maior transparência possível relativamente ao destino das verbas. 

- Quem comenta o assunto, como Sportinguista certamente interessado, deve fazê-lo observando o mesmo rigor que naturalmente exigiria a terceiros caso fosse um interveniente no processo, tendo em conta a importância dos valores como a honra e o carácter.

Sobre este tema, e no sentido mais lato sobre alguns assuntos candentes nas conversas entre Sportinguistas, recomendo a seguinte leitura: Fundos, parceiros, investidores e Sporting.

Entrevista de Pedro Baltazar ao DN

Pedro Baltazar deu uma entrevista ao DN na passada sexta-feira mas por falta de oportunidade só hoje consigo disponibilizar.


sábado, 2 de junho de 2012

"O Sporting tem que ser liderado por quem perceba de futebol"

Foto retirada do Facebook Cortina Verde
"O Sporting tem que ser liderado por quem perceba de futebol" diz Maniche. Obviamente que esta afirmação merece uma avaliação mais profunda do que agora vou fazer, No imediato o que me ocorre é que tenho pena que Maniche é que não tivesse dito isso ao Costinha quando lhe ofereceu um dos melhores contratos do plantel de então. E na sequência,  desterrou o Adrien para Israel (?), o André Martins para o Belenenses, onde não jogou, e foi seguidamente atirado para o Pinhalnovense, onde era suplente e entregou o Pereirinha a Manuel Machado e, como não jogava, ao Kavala (?) da Grécia.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

As contas (dramáticas) do Sporting e o porco do Tadeia

As contas dramáticas do Sporting
Um prejuízo de mais de 31 milhões de euros e um acréscimo do passivo de mais de 40 milhões de euros são números arrepiantes e capazes de tirar o sono a qualquer um. Preocupante, provavelmente deprimente, atendendo a que falamos apenas de nove meses e que não se vislumbra com que valores se fecharão o ano contabilístico. Mas sem surpresa, de atendermos ao investimento feito na aquisição de jogadores. 

E esta é a parte boa da questão, mesmo atendendo a todos os imponderáveis que gravitam em torno do futebol: numa época sem ter registado qualquer titulo, ficando num tenebroso quarto lugar, a quase totalidade dos jogadores adquiridos valorizou-se (Shaars, Wolfs, Carrillo, Capel, Insua à cabeça) , alguns dos que já faziam parte do plantel revalorizaram-se (Matias, Izmailov, Carriço e sobretudo Patrício). Bem diferente do que aconteceu ao tempo de Bettencourt, em que os prejuízos se assemelharam sem se ter criado valor.

Claro está que cada um olha para estes números com os olhos que mais lhe convém, retirando de igual modo as conclusões que quiser. Esta foi no entanto a estratégia pré-anunciada por Godinho Lopes, que prometeu o re-equilibrio para a parte final do seu mandato e é por ela que terá que responder perante os sócios. É uma estratégia temerária, realizada em contra-ciclo com a envolvente económica, que entretanto se agravou consideravelmente. Olhando retrospectivamente a maior critica que lhe faço terá a ver não tanto com os preços pagos pelos novos jogadores, mas sim pela forma aparentemente precipitada como se despacharam alguns jogadores que poderiam ter sido mais valorizados pelo mercado. Embora, como sabemos, havia necessidade de espaço para "acomodar" os novos jogadores e sobretudo permitir a Domingos começar a época de folha limpa, sem pesos mortos.

Numa nota final sobre o tema diria que, ao  contrário do que dizia ontem Meneses Rodrigues, não é a ausência de títulos nacionais ou internacionais que ameaça as contas do Sporting, mas sim todo um modelo de negócio que arrasta as contas da generalidade dos clubes para o fundo. Excepções como o Bayern de Munich são isso mesmo: excepções. A prová-lo estão as contas do FCPorto, que tanto alterna (tão apropriado, não?...) prejuízos com títulos, com os seus 22 milhões de euros de perdas em período homólogo. Essa sim, deveria ser noticia de capa em todos os jornais. Não é afinal a gestão do clube da Invicta citada frequentemente pelos média como  modelo, não é a gestão do Sporting apontada como o exemplo oposto, não espantando por isso os prejuízos?

O porco do Tadeia
Confesso que não leio muito a opinião publicada sobre futebol para lá do Bancada Nova, Lateral Esquerdo, Centro de Jogo e o infelizmente extinto Jogo Directo. Não fora seguir o Sporting Apoio, como faço em relação à generalidade dos blogues Sportinguistas e não teria tropeçado na teia do Tadeia.

António Tadeia resolveu meter no mesmo artigo super-heróis, uma águia paraguaia, Porto, Sporting, formação, jogadores consagrados versus jogadores em formação e um porco. Seguiu provavelmente a fórmula do cozido à portuguesa, mas, como qualquer um poderá comprovar, há, na confecção do prato, muito mais segredo do que atirar tudo para dentro da mesma panela e esperar que ferva. Quem entrou em ebulição foram alguns Sportinguistas, aproveitando a boleia do Tadeia. É pena, porque tudo agora parece servir para zurzir no Sporting.

Num exercício de nível de honestidade intelectual zero, Tadeia tenta por no mesmo nível transferências de jogadores consagrados, como Hulk e Cardoso, com jogadores que não são ainda mais do que promessas como Cá e Ié, e que ainda assim foram vendidos por 800 mil euros. Quantos o foram na mesma idade e pelo mesmo valor é que deveria ser o termo de comparação de Tadeia. E até nem faltarão exemplos, mas não muitos em Portugal.

E quantos jogos viu Tadeia aos jogadores que se refere para augurar que dali, depois de engordado o porco, tiraríamos muitos chouriços e presuntos?

Tão ou mais grave é agitar o fantasma da montra da Next-Gen series onde, não certamente por acaso, foi o Sporting e não SLB ou FCP convidados para a estreia da competição. Quantos cotovelos estarão untados de hirudoid ou voltaren, quantos gostariam de estar no nosso lugar? Não vou tão longe dizendo que foi isso que motivou Tadeia a escrever, mas... É tão grave, absurdo, idiota como dizer  "ainda bem que não fomos à Champions senão vinham cá roubar-nos os nossos melhores jogadores". Perguntem ao Betinho, ao Cá, ao Medeiros, ao Chaby e a outros o prazer e orgulho de estarem presentes. Perguntem aos do mesmo escalão e de outros clubes quanto dariam para estar no lugar deles? Qual é o valor deste capital como atracção de valores para o Sporting?

Pena é que Tadeia não se pergunte também porque é que o Barcelona, tido como "Modelo" da formação mundial espreita com apetite para o nosso quintal. O problema do Tadeia, que infelizmente contagia muitos Sportinguistas, é um problema de visão: onde ele vê um porco mais ou menos gordo está um galinha. E essa põe ovos de ouro, ano após ano. Às vezes com brilhantes a enfeitar, como Figo, Ronaldo e até Quaresma. Ele que fique lá com o seu porco que nós ficamos temos muito que fazer com os ovos que estão a eclodir.

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