domingo, 30 de junho de 2013

Parabéns a 1351 leões

Parabéns aos 1351 leões que num domingo de canícula intensa abdicaram do seu conforto para se deslocarem ao pavilhão da Ajuda para estarem presentes na A.G. Nessa reunião a reestruturação financeira foi aprovada com 97% dos votos, 1206 votos a favor, 12 contra e apenas 13 abstenções.

Tal como o próprio presidente o reconheceu nas declarações no final do encontro, este desfecho traz responsabilidades acrescidas ao actual CD: os sócios entregaram nas suas mãos as ferramentas que o CD considerava necessárias para gerir o clube. A forma expressiva como o fizeram revelam um nível elevado de apoio de que a direcção e em particular o seu presidente gozam junto dos associados.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Maurício do Nascimento vem para aprender ou para ensinar?

Maurício do Nascimento é dado como contratado pelo Sporting. Sendo defesa-central e curriculum discreto, vem juntar-se a um lote de miúdos que são dos melhores no seu escalão etário. A questão que se coloca é saber se o brasileiro é a tal referência de qualidade e experiência que estava em aberto no centro da defesa. Vem Maurício para ensinar ou para aprender com a miudagem?

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Algumas ideias sobre a AG e a reestruturação financeira

Algumas ideias breves sobre a AG e o plano de reestruturação financeira (RF):

- A marcação da AG e consequente divulgação do plano de trabalhos e  do que se pretende que venha a ser a RF provocou uma reacção de satisfação e até alívio  mais ou menos notória junto dos associados. Porém, ao contrário do que parece ser esse entendimento mais ou menos generalizado, esse não devia ser o ponto final parágrafo no processo, antes o pontapé de saída para o debate alargado das diversas matérias em causa. Infelizmente não é essa a predisposição geral, este meu entendimento ganha foro de sacrilégio,o que é uma pena. Perde o clube.

- Mantenho o que disse na primeira vez que me referi ao tema. Não houve tempo para esclarecer os sócios, para estes se esclarecerem, mais ainda se atendermos a que muitas destas matérias escapam a muitos de nós e obrigam a alguma atenção e pesquisa para serem percebidas em plenitude. Entre o conhecimento e negociação com os bancos houve tempo suficiente, que não foi usado. Meios para dar a conhecer os contornos da RF não foram usados, como por exemplo o jornal do clube.

- Não há diferenças substanciais nas ferramentas de gestão a usar no actual plano de RF e as que foram usadas no passado. VMOC's e afins apenas empurram com a barriga e oneram o futuro dos Sportinguistas que cá estiverem nas próximas décadas. O Sporting não vai ser nosso outra vez, continuará a ser dos bancos. O que se espera, pelo menos eu espero e desejo, é que desta feita os resultados sejam diferentes dos conseguidos anteriormente. E como é que isso pode acontecer? Conhecimento, critério, uma gestão desportiva feliz, que tem estado ausente há muitos anos. Mas, tal como aconteceu no passado com Soares Franco - em que as VMOC´s foram amplamente debatidas - ninguém percebe muito bem a virtude da proposta. Intui-se um alivio no presente, desconhece-se o que significará no futuro.

- Muitos nos interrogamos sobre a possibilidade de uma alternativa, face à realidade em que o clube está imerso. Ora, não tendo havido tempo para esclarecer os Sportinguistas a possibilidade de surgirem alternativas ficou condenada ao fracasso, creio que essas alternativas não foram procuradas. No clube que idealizo, e tendo em conta o que a aprovação da actual RF representa para  o futuro, todos seriam chamados a contribuir antecipadamente, convocando o sócio anónimo, organizações como os Cinquentenários, Stromp, AAS, ex-presidentes, Sportinguistas ligados especificamente à actividade económico-financeira, que os há e reputados. Isto sem prejuízo da decisão final pertencer sempre ao CD. O resultado até podia ser nulo, mas a possibilidade de encontrar soluções mais favoráveis seria real.

- Está assim mais uma vez criado o cenário de ou a RF ou o caos. O PER não é neste momento uma opção porque nem negociado está. A insolvência é o caos e não creio que, por isso, seja desejada por ninguém. O que os sócios têm em cima dos ombros é a responsabilidade de escolherem esta RF ou deixar o clube muito limitado para tomar medidas inadiáveis e sem as quais compromete o seu presente ou futuro de curto prazo. E sem eles não há amanhãs. E por isso creio que a RF será aprovada, os Sportinguistas querem que o clube esteja cá amanhã.

- Relativamente ao orçamento para o próximo ano julgo não fazer qualquer sentido outra coisa que não seja a sua aprovação. É o programa de governo de uma direcção recém-eleita, não faria sentido não viabilizá-lo. Porém este deveria ter sido disponibilizado para análise, o que não aconteceu no documento divulgado na convocação da AG.No site do clube também não o encontrei em destaque. Este depende da aprovação da RF? Provavelmente sim, mas a esta hora presume-se que esteja finalizado e deveriam ser conhecidos os seus pressupostos. Não sei se foi assim no passado, se o foi não foi por minha vontade. Há tempo de apresentar o orçamento e entendê-lo no quadro de uma AG?

- Sobre as propostas de alteração de estatutos parecem-me questões formais que se prendem com um modelo centrado no presidente e que se procura é a sua adequação legal. É um estilo de que uns gostarão mais outros menos,mas o que realmente conta são os resultados.

terça-feira, 25 de junho de 2013

segunda-feira, 24 de junho de 2013

"Um titulo de futsal vale quase nada"

A frase que dá o titulo ao post foi certamente a conclusão a que chegaram ontem rapidamente uns largos milhões quando o Sporting começava a festejar o 11º título da modalidade. Uma vitória que nos orgulha, um campeão justo, como há muito não se via na modalidade, tamanha foi a diferença de qualidade desta equipa em relação a todos os adversários.

Parabéns então aos campeões! Parabéns aos dirigentes pelo trabalho desenvolvido ao longo dos tempos, pela luta incessante pelo aperfeiçoamento, independentemente do sucesso o momento. Um exemplo para os demais departamentos competitivos das diversas modalidades. Parabéns ao Nuno Dias, pelo conhecimento e pela atitude e discurso vencedores, indiscutivelmente a chave deste título. Parabéns aos jogadores pelo empenho, pela alegria e coragem de nunca dar um lance como perdido. Este reconhecimento do valor de todos os envolvidos neste saboroso título teria que existir independentemente do resultado deste play-off.

Em frente Sporting!

sábado, 22 de junho de 2013

"Um clube, um presidente" vale a pena ler

Futebol a 3. Não se pode dizer que seja novo um blogue que existe desde 2011. Mas passou despercebido  durante este tempo todo até o porem debaixo dos meus olhos, neste caso na Bancada Nova,.do PLF. Uma lufada de  ar fresco de inteligência, sentido crítico e equilíbrio cada vez mais raros na blogosfera a verde e branco. É a nova entrada do blogue roll desta casa, depois de duas anteriores, também importantes: A Casa Sportinguista e o Camarote Leonino, aos quais cheguei através do Autêntico, Sporting, do MM. Voltarei depois ao tema AG.´

Artigo no Futebol a 3:

"O Sporting tem que dar, rapidamente, um passo em frente na forma como olha para si mesmo. É urgente fazê-lo, sob pena de a autofagia se tornar incontrolável. O Sporting tem muitos inimigos fora do Sporting mas estou convencido que os seus piores inimigos estão dentro de casa. E o presidente BC precisa urgentemente de dar a volta a esta situação. Ele, que é um grande sportinguista, tem que ser o motor desta mudança. E, a meu ver, tudo deve começar nas suas palavras e nas suas ações.

Vamos por pontos, porque este é talvez o mais sério e relevante post que escrevo neste blog desde que por aqui comecei a debitar atoardas:

1. Para muitos sportinguistas, o Sporting viveu 17 anos num regime, citando Luís Filipe Menezes, "sulista, elitista e liberal" (os mais novos terão que googlar isto para perceber onde quero chegar). Um regime fechado sobre si mesmo, onde os mesmos iam rodando entre si a cadeira do poder, numa pura lógica de continuidade. 

2. Para esses sportinguistas, o sportinguismo afere-se em função do momento em que "acordámos para a realidade": 
a) uns, os (supostos) "grandes sportinguistas", viram logo (génios...) que o "projeto Roquette" ia levar o clube para o abismo; 
b) outros apenas acordaram com a saída de Dias da Cunha, são bons sportinguistas; 
c) outros, ainda, após a saída de Soares Franco (onde me incluo, serei um sportinguista de meia-tigela); 
d) os que apenas acordaram para a realidade com JEB são um pouco otários, "mas ainda bem que viram a luz";
e) os que ainda votaram Godinho são os "lambuças" (que apoiavam os "croquetes").

3. Esta forma de analisar e viver o Sporting e o sportinguismo repugna-me. Mais: enoja-me. É típica de quem não percebe o Sporting enquanto clube e o futebol em particular. É típica dos que não percebem que a paixão por um clube vai muito para além de vitórias e conquistas, é um sentimento de paixão, de comunidade, de valores que vai muito para além disso. Diria que é típica dos adeptos dos nossos rivais (e não incluo aqui os meus companheiros de blog, razão pela qual, aliás, tenho a honra de com eles partilhar este espaço) que continuam sem perceber porque carga de diabos um clube que nada ganha continua a ter 3 milhões de adeptos e simpatizantes.

4. Para mim, que entendo que o Sporting precisa de novas ideias e novas estratégias pelo menos desde 2009 (razão pela qual não votei nessas eleições, JEB vs PPC), o presidente eleito foi sempre o "meu" presidente. Sim, JEB foi o "meu" presidente. Sim, Godinho Lopes foi o "meu" presidente. E, claro está, BC é o "meu" presidente. Presidentes esses que fui sempre criticando, claro está, porque nenhum deles esteve ou está imune à crítica. E porque nem sempre me revi na postura, na estratégia ou na política desportiva. Mas desejei sempre o sucesso de cada um, porque o sucesso de cada um seria, em qualquer caso, o meu sucesso.

5. Esta postura dos sportinguistas que acima descrevi agudizou-se nos últimos meses do mandato de Godinho Lopes. E agudizou-se, tristemente, em função dos resultados da equipa de futebol profissional. Porque ninguém se lembrou dos "lambuças" e dos "croquetes" quando arrumámos o City. Aí, todos estavam felizes. Já este vosso amigo, apesar de feliz, escreveu isto em Março de 2012, por razões apenas relacionadas com a estratégia desportiva. Ou seja, critiquei, e muito, a direção de Godinho Lopes. Disse que não acreditava nele. Disse que não acreditava em Sá Pinto, aliás disse-o várias vezes. Mas uma coisa é criticar, outra bem diferente é julgar os outros por parvos só porque apoiam. Aí é que está o grande problema.

6. A partir de Outubro de 2012, o clube partiu-se em 2 blocos: os "lambuças" e os "brunistas". Os primeiros acusados pelos segundos de apenas quererem manter a dinastia do "croquete", os segundos acusados pelos primeiros de quererem a revolução a todo o custo. E fomos para eleições.

7. Ganhou Bruno de Carvalho. A partir daí, pensava eu, o Sporting unir-se-ia à volta do novo presidente, de novas ideias e de novas estratégias. Mas nada disso aconteceu. E porque não aconteceu? Essencialmente, por 3 motivos:

(i) com muita pena minha (porque, apesar de não ser um entusiasta, simpatizo com BC e porque já lhe disse que lhe darei todo o apoio de que precisar), não posso deixar de responsabilizar BC em primeiro lugar. O presidente do Sporting mantém uma linha de discurso que não tem como prioridade alcançar todos os sportinguistas mas apenas manter a sua base de apoio. Se não é assim, é o que parece. O discurso de BC, sinceramente, faz lembrar o de um político a trabalhar para as próximas eleições. Não se lhe ouve palavras de um "presidente de todos os sportinguistas". Ouve-se "o Sporting é nosso outra vez". Se é "nosso", significa que já não é "deles"? Quem somos nós? Quem são eles? Enfim, deixemo-nos de brincadeiras: compete a BC fomentar um discurso de união, tão apregoado durante a campanha eleitoral. O atual discurso de BC não está apenas a por de lado quem geriu os últimos 17 anos de Sporting: está a alienar quem, no seu pleno direito, apoiou essa gestão (e se sente insultado, magoado e esquecido por BC). É urgente um virar de agulhas para um discurso unificador, pacificador e agregador.

(ii) o segundo relaciona-se com a postura dos "vencedores". Os "brunistas", a cada intervenção positiva de BC, não se regozijam com o facto de o clube estar a ser gerido como eles querem. Nada disso. Regozijam-se com o facto de "finalmente" termos um presidente, ao contrário do que diziam os "lambuças" e ao contrário do que faziam os "croquetes". E a cada intervenção menos feliz de BC, temos a histeria dos "brunistas" perante aqueles que se limitam a dizer, cordatamente, que não concordam. Podem ver diversos exemplos aqui, nas caixas de comentários, ou neste post, em que o insupeito blogger, para não variar, é acusado de ser (guess what?) "lambuças". Em suma, atiram à cara dos "lambuças" o que BC faz de bom; e acusam de ser... "lambuças" todo aquele que simplesmente diga que não concorda com BC, ainda que o faça de forma séria e construtiva (...). Aos "vencedores" recomendaria, apenas, que percebam que não ganharam nada. Só ganham quando o Sporting ganhar. Que é o que desejam eles, mas é também o que desejam todos os sportinguistas. Todos.

(iii) o terceiro relaciona-se com a postura dos "vencidos". Poucos aceitaram a derrota com fair-play, é verdade, e alguns não se conformam com a postura de BC e dos brunistas. No entanto, os "vencidos", a meu ver, reagem pior aos brunistas do que ao próprio BC. É que BC, apesar de tudo, limita-se a não os "procurar". Já os brunistas procuram os vencidos para lhes atirarem à cara o que de mau foi feito antes e o que de bom se faz agora. E isso gera a revolta dos "vencidos". Aos vencidos recomendo, apenas, que esqueçam os brunistas e se concentrem no Sporting. Não é preciso apoiar tudo o que faz BC ou sequer deixar de criticar as suas palavras ou as suas ações. Basta que percebam que a estratégia "anti-brunistas", como qualquer estratégia que tenha como único móbil o "antiqualquercoisismo", não pode trazer nada de bom. 

Enfim, fica aqui o meu modesto contributo, com uma nota zandingueira: enquanto os sportinguistas não derem a volta a isto, vamos continuar a assistir, com tristeza, a uma luta desigual: um Sporting dividido contra um Benfica muito próximo da união e um Porto cada vez mais unido. Eu nunca deixarei de criticar BC ou quem quer que seja porque penso pela própria cabeça. Mas fá-lo-ei numa lógica construtiva e não para derrubar BC. Tenho dito."

sexta-feira, 21 de junho de 2013

AG marcada, fica a pergunta que se impõe a Jaime Soares, PMAG

É finalmente conhecida a data da Assembleia Geral.  Dela constam os seguintes pontos como ordem dos trabalhos:

Ponto 1: Apresentação da actual situação económico-financeira do universo Sporting Clube de Portugal.

Ponto 2: Aprovação da reestruturação societária e financeira do Grupo Sporting.

Ponto 3: Discutir e votar o orçamento de receitas e despesas do Sporting Clube de Portugal, para o exercício de 1 de Julho de 2013 a 30 de Junho de 2014, elaborado pelo Conselho Directivo e acompanhado do Plano de Actividades e do Parecer do Conselho Fiscal, nos termos do artigo 49º alínea a) e 42º n.º 1 alínea i) dos Estatutos.

Ponto 4: Alterar o artigo 22º número 4, o artigo 56º número 4 e aditar o número 9 do artigo 20º dos Estatutos do Clube.

Ora se o Dr. Jaime Soares entende que a próxima A. G. "decide o futuro do clube e por isso é uma das mais importantes na história do Sporting" não teria sido mais avisado divulgar as propostas do Conselho Directivo com maior antecedência ou que o período que mediasse a sua divulgação e realização da reunião?

Não seria essa a forma mais correcta de proporcionar aos sócios o tempo necessário para lerem, compreenderem em plenitude o que agora lhes é proposto, e que o próprio PMAG reputa de muito importante, para depois poderem fazer uma tomada de decisão consciente? 

Nota: se provavelmente se interroga quem é a Holdimo veja aqui.


As propostas do CD relativamente aos pontos 2, 3, e 4 podem ser lidas aqui:












"Se um dia sair do Sporting, que seja como uma grande figura do clube"

Quando o titulo do post diz tudo para quê mais comentários? É a entrevista de Eric Dier ao Record:

RECORD – Que balanço faz da época a nível pessoal. Afinal, chegou à equipa principal ainda com idade de júnior...

ERIC DIER – As pessoas costumam lembrar que ainda sou júnior e tal... Eu e o Bruma dizemos sempre que não ligamos à idade. Aliás, tanto eu como ele fomos habituados a jogar com os mais velhos. Eu sabia que, depois do meu empréstimo ao Everton, já estava pronto para este nível. Fui criança para Inglaterra e voltei um homem. Sobretudo pela vertente mental, mais até do que em termos relacionados com o jogo. Melhorei muito na componente psicológica, fiz-me um homem e quando voltei sabia que estava preparado para mais. Depois, quando tive a oportunidade, acho que a agarrei. A equipa principal do Sporting era o meu objetivo desde criança. Para mim, foi uma excelente época porque, no início, estava apenas concentrado na equipa B e não esperava tudo isto. Quando surgiu a oportunidade, percebi que tinha de a agarrar. Acho que foi isso que fiz.


R – Mas o saldo pessoal contrasta com o balanço do coletivo...

ED – [silêncio...] Todos sabemos que isto não é o Sporting! O Sporting tem a sua história e essa obriga-nos a ganhar. Posso dizer-lhe que já achava muito estranho e mau quando se falava que tínhamos de lutar por um lugar europeu. Temos de lutar é pelos títulos! Ficar em 2.º, 3.º, 4.º ou 5.º não me interessa. Só quero ganhar!

R – É sabido que o Eric vive muito o clube. Conhecendo-o por dentro como conhece, onde acha que tudo falhou?

ED – Ainda sou muito novo e não me cabe a mim fazer essa análise ou julgar o que aconteceu. Talvez um jogador mais experiente consiga meter o dedo na ferida. Eu ainda não tenho essa capacidade. O que sei é que foi muito mau para o Sporting, ainda que para nós, jovens, tenha sido bom. Há sempre um lado positivo. Na nossa idade, passarmos por tudo isto só nos ajuda a crescer.

R – Ainda assim, vocês caíram no goto dos adeptos.

ED – São ótimos. Sabe que os adeptos fazem um clube? Eu sou de Inglaterra e lá é bem diferente. Dizem que os sportinguistas são diferentes e o que eu penso é que os verdadeiros são aqueles que não desistem, mesmo quando tudo corre mal. Esses são os adeptos pelos quais eu jogo! É fácil apoiar quando tudo corre bem... 


R – A sua ideia é continuar no Sporting?

ED – Claro que sim! Só tenho 19 anos, sou muito novo. O Sporting é o clube certo para mim nesta altura. Não penso noutra coisa.

R – O Sporting vai ter um orçamento tremendamente reduzido face a Benfica e FC Porto. Isso não vos assusta, do ponto de vista competitivo?

ED – Não acho que os orçamentos ganhem troféus. É natural que ajudem a atrair jogadores com outra qualidade, mas isso não quer dizer que os jogadores que estão no Sporting e os que venham a estar, não tenham qualidade. O que interessa é que todos deem o máximo, sempre em prol dos mesmo objetivos. Mesmo com orçamento baixo, podemos fazer uma boa época.

R – Qual é o seu grande objetivo no Sporting?

ED – Voltar a colocar o Sporting no lugar onde tem de estar. Quero títulos, porque daqui a 20 ou 30 anos quero olhar para trás e ver títulos. É isso que fica na memória das pessoas. E, se sair do Sporting, quero fazê-lo com títulos no currículo. Se não sair, quero ganhar títulos pelo clube até acabar a carreira.

R – Não se importava de fazer toda a sua carreira em Alvalade? É isso?

ED – Sou ambicioso e muito jovem. Não sei como será o futuro, mas o meu sonho sempre foi jogar ao mais alto nível e em Inglaterra. Esse é o meu objetivo, mas primeiro quero ganhar títulos, e se um dia sair do Sporting, que seja como uma grande figura do clube.

«Não é o dinheiro que me faz feliz»

R – Já o abordaram para renovar o contrato?

ED – Não... Ainda me faltam três anos e não tive qualquer proposta.

R – Mas gostava de ver o seu contrato melhorado, não?

ED – Compreendo que o Sporting esteja numa situação difícil neste momento, sobretudo a nível financeiro... Mas acho que, pelo que fiz esta época, talvez merecesse um pouco mais. No entanto, estou contente com o que tenho. Não é o dinheiro que me faz feliz. Só quero melhorar cada vez mais enquanto jogador. Ainda tenho muitos objetivos por concretizar e não é o dinheiro que me vai ajudar a alcançar essas metas.

R – Ser capitão é uma dessas metas? Se Rui Patrício sair, abre-se uma vaga...

ED – Claro que sim! Tem de ser um dos meus objetivos, pois se já fui capitão nos escalões jovens... Ainda sou novo, mas tenho essa meta a atingir.

R – Consegue identificar as alterações provocadas pela chegada da nova direção?

ED – Passou muito pouco tempo. O novo presidente entrou quando faltava muito pouco para o final da época. Como o míster Jesualdo ficou até ao final, não notei grandes diferenças. Quando voltar, logo digo.

R – Mas este presidente é ou não diferente? Até vai para o banco...

ED – Claro que é diferente do presidente anterior, mas não sei... É como digo, sou muito novo para saber o que é melhor...

«Gosto mais de trabalhar do que de estar de férias»

RECORD – Estava à espera de ser convocado para o Mundial Sub-20, mesmo não jogando em Inglaterra?

ERIC DIER – Fui sempre convocado para os Sub-19 e não tivemos nenhum jogo de preparação nos Sub-20. Por isso estávamos todos na dúvida. Ninguém sabia se estava nos planos, mas tinha ideia de que podia ser convocado. Não foi bem uma surpresa...

R – Até onde é que Inglaterra pode chegar?

ED – Só podemos tentar ganhar os jogos sem pensar no que está à frente. Passar o grupo e depois tudo é possível. O objetivo é ganhar!

R – E encontrar os seus amigos do Sporting na final?

ED – [gargalhada] Preferia que não fosse na final, porque assim teria de haver alguém a perdê-la. Preferia não ter de vencer os meus amigos. Se puder ser antes, melhor.

R – O seu objetivo também passa por chamar a atenção de Roy Hodgson, selecionador inglês?

ED – Sim, claro. No entanto, o meu objetivo após o Mundial passa a ser os Sub-21. Depois, claro, a seleção principal. Mas quero jogar bem aqui para poder passar para os Sub-21. Sempre passo a passo...

R – Como é que se sente depois da lesão que o impediu de jogar a parte final da época?

ED – Aquela lesão não me deixava fazer nada, não havia tratamento, a não ser repousar. Após o jogo com o Benfica fiquei a saber que não podia jogar mais, porque tinha de parar três semanas e só faltavam quatro jogos. Depois vim para a seleção e correu bem, comecei logo a treinar, fiz trabalho para ganhar ritmo e estou recuperado. Estou a 100 por cento!

R – A sua época ainda não terminou nem vai terminar... Vai ao Mundial e depois começa logo a pré-época no Sporting. Vai ser “non stop”!

ED – [Risos] Sim, sim, mas eu prefiro assim. Gosto mais de trabalhar do que de estar de férias. Já foi assim no verão passado por causa do Europeu. Não me importo mesmo nada! Já tive uma semana de descanso para ver a família... Chega bem.

«Desde que jogue e a equipa ganhe...»

R – Foi lançado por Vercauteren. O que sentiu naquela noite?

ED – Foi tudo muito rápido. Comecei a treinar-me com a equipa dois ou três dias antes porque havia lesões e suspensões. Tanto podia ter sido o Esgaio como eu, só que tive sorte porque estava a jogar a defesa-direito na equipa B. O míster Vercauteren teve coragem para me meter a jogar. Melhor ainda: só me disse isso mesmo em cima do jogo. Acho que ajudou, pois se fosse mais cedo, tinha tempo para pensar e ia ficar nervoso. Ele usou a sua experiência nesse momento. Chamou-me à parte e deu-me a novidade. Aí fiquei nervoso, mas depois fui para o aquecimento e passou! Concentrei-me e percebi que me estava a sentir muito bem naquele estádio. Adoro jogar com muita gente nas bancadas, barulho... Antes do jogo, o Rui [Patrício] disse-me para me divertir, porque a estreia só se vive uma vez. Disse-me: “Joga e diverte-te, porque vais lembrar-te deste dia para sempre”. Ouvi-o e percebi que não estava nervoso. Era tudo adrenalina! Joguei e... pronto, foi o que se viu.

R – Depois veio Jesualdo Ferreira, que apostou em si... no meio-campo.

ED – Foi diferente, porque eu nunca tinha jogado naquela posição. O professor Jesualdo disse-me que gostava muito que eu jogasse ali e eu queria era jogar, fosse onde fosse [risos]. Com ele, comecei como defesa-central, mas a partir do jogo com o FC Porto passei a jogar no meio-campo. O professor foi, até agora, a maior referência que tive, porque me ajudou muito.

R – Como é que o balneário reagiu à saída do professor?

ED – Não sei o que se passou, não faço ideia. Só posso dizer que todos os jogadores gostaram de trabalhar com ele. Por mim, digo apenas que o professor foi quem me abriu os olhos para situações que eu nem imaginava. Deu-me objetivos que eu nunca tinha traçado a mim próprio. Ajudou-me. A mim e aos meus colegas, sobretudo aos mais novos. No entanto, ele saiu e temos de seguir em frente. Já temos um novo treinador e vamos fazer tudo para que as coisas lhe corram bem.

R – Já falou com Leonardo Jardim?

ED – Ainda não consegui falar com ele, mas acho que pode dar uma grande ajuda ao Sporting.

R – E se ele lhe pedir para jogar no meio-campo?

ED – Toda a gente fala nisso, tentando adivinhar onde é que eu prefiro jogar [risos]. Gosto muito de jogar como defesa-central mas, por culpa do míster Jesualdo, comecei a jogar a médio, onde, afinal, também gosto. Mas desde que jogue e que a equipa ganhe, não interessa a posição.

R – Há quem diga que pode ser prejudicado na sua formação por estar a jogar “fora de pé”...

ED – Tanto pode prejudicar como ajudar. Com a idade que tenho, é uma mais-valia jogar em várias posições. Aliás, já mostrei que posso jogar a defesa-direito e a central. Como médio, acho que estive bem, porque se assim não fosse, o míster Jesualdo não me tornava a colocar naquela posição. Claro que, quando tiver outra idade, vou querer fixar-me numa só posição. Por enquanto, continuo a achar que é bom para mim jogar em várias posições no terreno.

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Por curiosidade deixo também a entrevista que Dier deu ao seu patrocinador Umbro.

With the U20 World Cup starting this weekend, all footballing eyes will be on Turkey, where the finest prospects in the game will be aiming for success. After breaking into the Sporting side on a regular basis this season, defender Eric Dier will be aiming for success with England. Ahead of the team's first game this weekend against Iraq, we spoke to the Portugal-based Englishman about his career so far and what he enjoys outside of the game...

Is it true to say that you come from a sporting family?

'Yeah, my grandad and his brother both played football, and then my mum’s dad was also the chairman of the FA for a while. My dad also played tennis, and all my brothers and sisters play sport, they’re all quite sporty.

You've been playing in Portugal for a long time now - how did you originally start playing there?

'It was pretty simple really, I moved to Portugal but not for footballing reasons – sometimes people think I moved here just because of football but it was a family choice. Then I was just playing football for school, and my PE teacher who used to work for Sporting asked me if I wanted to go and train there for a couple of days. Obviously I said yes, I wasn’t really aware of who Sporting were as I’d only just moved from England, but I went and trained there and they asked me to stay. From there, I’ve just moved up through the age groups, like any other player.'

So have Sporting become the team that you support?

'Yeah, definitely, I didn’t know any teams in Portugal before I moved, so I couldn’t really support anyone, but when I started playing for them and I realised how big a club they were, it was only natural that I started supporting them.'

How does it feel to have come through such a prestigious academy at Sporting?

'It’s nice, because whenever anyone recognises Sporting they know some of the players that have come through the ranks such as Ronaldo and Luis Figo, to the world those two will stand out. But there’s a lot more that have come through the academy, loads of players that people might not be aware of in England, but they’re playing in Spain, Italy and Portugal itself. It’s nice, and you trust the club because of their résumé, you can see who they’ve produced so you can trust them with yourself.'

Which players did you admire when you were growing up?

'At Sporting, I always admired a player called Pedro Barbosa, he was the captain of Sporting, when me and my dad used to go and watch the club. He was so calm and classy on the ball, so I always admired him. Also a classy defender Anderson Polga, he was another player I've always admired. My favourite player in Portugal has always been Fernando who plays for Porto, so to play against him this season was a real honour.'

Is it true that you were approached to play for Portugal?

'When I was about 15, they had spoken to Sporting about it, and the director of the academy came to speak to me and my parents to see what my thoughts would be on that. We looked into it and it was clear that with both of my parents being English we’d have to wait until I was 18 before I could get dual nationality. But I wasn’t that bothered about playing for the national team to be honest, I was just happy playing for Sporting so I just let it go. But then by 17 or 18 I was being chosen to play for England, and when that option came along it felt like the right decision to make.'

What difference do you think it has made to your game, to have developed as a player in Portugal?

'I feel extremely privileged to have grown up playing football in Portugal. Thanks to Sporting and Portugal I’m here today, and I’m not sure it would’ve been the same case if I hadn’t moved here. It might’ve been if I was in England, but I do think that it helped me in so many ways being here. There’s things that are different and things that are the same, in England I’d say that physically and medically, and the technology used is more advanced, here football-wise its different, training is a bit different, it’s hard to put your finger on what that is exactly. I wouldn’t say one is better than the other, it’s just different.' 

The U20 World Cup is not on everybody's radar here in the UK, how is it seen in Portugal?

'In England it doesn’t seem like people are so interested in it, but here in Portugal it’s a massive thing, it’s a World Cup. Last time around the Portuguese team got to the final, so everyone pays a lot of attention to it, and so obviously in my eyes it’s a massive tournament as well. I think everyone in the squad feels that it’s a massive opportunity, obviously the senior World Cup is a bit different but it’s a massive moment all the same.'
Who would you say are players we should look out for in the tournament?

'Portugal have a good team, there’s Ricardo Esgaio and Joao Mario who play with me for Sporting, there’s also two players who play for Barcelona now, Edgar Ie and Agostinho Ca, but their whole squad is good to be honest. It’s strange that neither Argentina or Brazil have qualified, when you think of World Cups you automatically think of them, they’re teams that you’d like to play against, but it just shows how strong the other teams are that have qualified. We’ve got Chile in our group, and they must be there on merit ahead of the other South American teams.' 

What do you like to do in your spare time between games?

'We train in the mornings and sometimes in the afternoons as well, so we’re pretty busy. My mum always forced me to read when I was younger, so now I do like to have a couple of books, I enjoy that now to take my mind off things. It has to be paper books as well, I tried reading something on the iPad but I didn’t like it, you don’t get that same sense of achievement. At the moment I’m enjoying the Jack Reacher books, and I’d ordered Craig Bellamy’s autobiography for the trip but it didn’t arrive on time which was disappointing! I also like the obvious things like Playstation, iPods and all that, we’ll definitely be playing a bit of FIFA while we’re away.'

And what about away from football, what do you like to do then?

'I’ve got two dogs now, they’re a handful, I use up a lot of my time with them, apart from that I’m just like a normal person really. I like playing golf, especially here in Portugal where the courses are beautiful, I spend a lot of time with friends. I go to a restaurant near where I live, Naritimo, which is just like eating at home, the traditional Portuguese food there is beautiful.'

Obviously you haven't lived in England for a while, but is there anything that you miss about it?

'Some of my family still live in England, so I miss them, and one other thing I do miss is English winters to be honest, I like being in England around December and January, I like that Christmas feeling in England. I always enjoy going to London because it’s a great city, there’s so much culture and so much going on there. Whenever we have international breaks I try to make the most of the opportunity, and we get a winter break here in Portugal so it’s nice to take that time to visit.' 

Have you thought about what you'd like to do in the future if the opportunity for a move to England came up?

'I’m really happy at Sporting, I’ve read a lot of stuff about me moving but I’ve never heard of anything concrete, so unless that happens I’m not going to give it too much thought to be honest. I want to make myself a main fixture in the Sporting first team and to play regularly for them. My dream has always been to play in the Premier League but I don’t think it’s the right time to go, I feel that I’m nowhere near then. I would only want to move when I know that I can’t improve any more, and I think that Sporting is the best place for me to get better as a player.'

Thanks to Eric for taking the time to speak to us ahead of the tournament - and best of luck with England and Sporting.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Ecletismo: "cortar nas gorduras" ou ir ao osso e ferir a alma?

Muito se tem falado dos cortes a efectuar em todo o clube. A discussão tem sido quase sempre centrada no futebol mas foi nas modalidades onde as suas consequências práticas se fizeram sentir de forma mais célere. O abandono de João Pinto no andebol é já um facto, a que se podem juntar em breve outros nomes. Não se sabe ainda que repercussões vão ter os cortes no futsal ou no atletismo, citando as mais emblemáticas. Na verdade sabe-se apenas que vai haver cortes, a profundidade da incisão é ainda desconhecida, mas adivinha-se profunda.

Pode-se dizer que ninguém ficaria muito surpreendido com a necessidade de racionalização de meios, face à realidade do clube ou à conjuntura. Mas poucos esperariam cortes substanciais que colocarão em causa a competitividade das equipas que representarão o clube nas diversas modalidades. Isto porque não foi isso que foi a impressão deixada nos sócios durante a campanha eleitoral por nenhuma das listas concorrentes,  não foi bem esse o compromisso assumido no programa eleitoral que os sócios votaram. E digo não foi bem esse porque, como veremos no parágrafo seguinte, o referido programa acaba por ser contraditório nas suas promessas e asserções.


O compromisso com os sócios no programa eleitoral
Na introdução ao programa pode-se ler:
"A Formação será prioritária em todas as modalidades com vista ao respectivo desenvolvimento e crescimento sustentado, para garantir um Clube ecléctico e orgulhoso de ser um dos maiores do mundo com o contributo e pujança das suas modalidades."

No capítulo Modalidades
"Modalidades Auto-Sustentáveis. Não havendo recursos financeiros para manter, em plenitude, as modalidades históricas ou que os Sócios pretendam implementar no Clube terá de ser política do Conselho Directivo apoiar a criação e manutenção de uma determinada modalidade, criada, ou já existente, pela vontade de seus Associados, desde que estes, autonomamente encontrem meios financeiros para suportar os custos da sua actividade."

"Para criar uma nova Onda Verde e Branca Nacional, o Sporting Clube de Portugal redefinirá o seu caminho desportivo. Voltará a centrar a sua atenção em projetos desportivos vencedores."

"A construção de um Pavilhão junto ao Estádio José de Alvalade e o seu projeto desportivo terá de passar por uma análise séria das modalidades existentes"

"Aumento do Patrocínio e Receitas das Modalidades.
É nesse espírito de Glória que o Sporting Clube de Portugal poderá difundir ainda mais o seu nome, fidelizar e angariar mais Sócios e aumentar o volume dos seus patrocínios e rendimentos
".

Como facilmente se depreende, este arrazoado dá para o lado que pontualmente for mais útil. O conceito de auto-sustentabilidade das modalidades é abstracto e pode, no limite, querer dizer que se aquela condição não se verificar a direcção poderia até encerrar a modalidade. Não me parece que fosse isto que os sócios estivessem à espera e que choca com o reconhecimento da importância do ecletismo e com a promessa de "centrar a sua atenção em projetos desportivos vencedores".
Como é óbvio, sem a existência de modalidades competitivas faz pouco sentido enveredar pelo tão almejado pavilhão. O corte agora anunciado também não honra o compromisso de  "aumentar o volume dos seus patrocínios e rendimentos." Abordaremos mais adiante o que é uma equipa competitiva à escala do Sporting.


A mensagem passada após as eleições
Pouco tempo após a tomada de posse do novo conselho directivo a equipa do Sporting de futsal venceria a Taça de Portugal. No momento em que o departamento da modalidade entregava, de forma simbólica, o troféu no Museu do clube Vicente Moura afiançava que se estavam a criar condições para "vencermos em todas as modalidades". Na sequência da vitória sobre o FCP, na Taça de Portugal de Andebol o presidente afirmaria com veemência que "começámos um novo ciclo e que os outros comecem a habituar-se ao sabor derrota."  

Nesta altura já era do conhecimento do conselho directivo - que não dos demais sócios - as condições impostas pelos credores, pelo que este discurso reiterado menos se compreende. O contraditório entre estas declarações e a realidade que agora se projecta remetem-nos para o inefável Carlos Barbosa. Não se pode falar com esta ligeireza sem alienar ou por em perigo o capital mais importante de uma liderança: a confiança.


A pior postura no melhor momento e a herança recebida
Este é o momento de graça do conselho directivo. É preciso recuar ao tempo da eleição de Bettencourt para constatar um nível tão grande de tolerância relativamente ao CD e em particular ao seu presidente. A infelicidade dos anteriores mandatos em muito ajudam, pena é que em muitos sectores se viva um unanimismo doentio. Este é o sentimento pior que se pode esperar quando se tomam decisões estruturantes. O que de mal se fizer agora demorará muito tempo a reconstruir. Olhe-se para o que sucedeu no basquetebol e no hóquei. Ou quanto tempo demorou a ter uma equipa competitiva no andebol. O pior que nos pode suceder é esta, ou qualquer direcção, sentir que tem carta branca ou desobrigada de qualquer exigência.

É pacifico entre todos que a herança recebida em mãos pelo CD é pesada. Mas não é menos verdade que quer o andebol ou o fustal têm das melhores equipas dos últimos anos, fruto de boas decisões do passado. O andebol começou a ser reconstruído ainda no tempo de Bettencourt, os resultados começam a aparecer, apesar da hegemonia do FCP, que foi construída numa base directiva e técnica muito mais sólida. O futsal é um exemplo de boa gestão desportiva, mantendo-se no topo das discussões da modalidade. Tendo um dos melhores treinadores da modalidade, Orlando Duarte, adivinhou-se em Nuno Dias um passo à frente. O mesmo se pode dizer do atletismo, apesar da profusão de meios que o SLB tem feito desaguar na modalidade e que nos faz sombra cada vez maior.


O que é um mero corte cego e o que é estratégia?
Esta é uma discussão que qualquer português já teve nos últimos anos. Não há qualquer sabedoria ou preparação quando se decide cortar a direito, sem se olhar onde e como se corta, sem se olhar às consequências. Por alguma razão existem cirurgiões, uns melhores que outros, mas que se distinguem facilmente do melhor dos talhantes.  Podemos estar obrigados a dar um passo atrás agora para podermos mais adiante dar, mesmo que devagar e de forma preferencialmente bem sustentada, dois passos à frente. Mas para isso tem de haver uma estratégia por trás de cada medida de gestão. A não ser assim, cortar é apenas a demonstração inequívoca de impreparação e falta de capacidade de gerar sinergias e incompreensão da importância do ecletismo, ao contrário do proclamado.


O que queremos e o que somos
Não há qualquer estratégia que possa ser bem sucedida que não respeite o que é o espírito ou alma de um clube. Podemos estar agora obrigados a reagrupar, ao indispensável saber esperar. Mas não podemos mudar o nosso desígnio ou a nossa missão sem passarmos a ser uma qualquer outra coisa que não o Sporting Clube de Portugal que recebemos em mãos com mais de uma centena de anos e milhares de troféus. O Sporting está por isso obrigado  lutar pelos melhores lugares com os melhores. Se as modalidades, que até eram a nossa melhor possibilidade de continuar a ganhar troféus, passarem apenas a terem como obrigação competir, perderemos com os melhores. Tornando-nos iguais a tantos outros, definharemos porque nunca nos sentiremos confortáveis numa posição subalterna. 
Este post começou a ser escrito depois da leitura deste comentário: 

O Belenenses tinha modalidades amadoras (semi-profissionais) a competirem nos escalões principais, mas sem dinheiro foram fechando secções e reduziram-no a um clube de futebol. Espero que esse não seja a caminho do SCP.

Dentro deste tema recomendo a leitura deste post:

Parcelas pequenas para uns, vida ou morte para outros

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Parceria Fundação Sporting / Fundação Aragão Pinto, um método perigoso

O Sporting deu ontem noticia de que a "a Fundação Sporting e a Fundação Aragão Pinto reforçaram a parceria iniciada em 2009". Recomendo a leitura atenta da noticia inserta no site.

Não pondo em causa as boas intenções que lhe estejam subjacentes ou as virtudes e méritos das acções de ambas as organizações há algumas questões que resultam da leitura da noticia - ela própria de redacção pouco clara e objectiva - que deixo para reflexão.

A primeira das quais é quase obrigatória. É sabida a ligação estreita entre a Fundação Aragão Pinto e Bruno de Carvalho - que até às eleições era o seu presidente do Conselho de Administração - cargo que abandonou para se dedicar a tempo inteiro à presidência do clube. 

Será prudente este "reforço de parceria" agora que se registou uma alteração desta monta na relação Bruno de Carvalho/Clube? Prudência essa que não só serviria para proteger a figura do presidente como para evitar erros semelhantes aos cometidos no passado.

Depois, ao contrário do que a noticia parece querer indiciar, não me parece que seja a Fundação Sporting a principal beneficiária da extensão da parceria, bem antes pelo contrário. É uma questão que resulta da simples avaliação de escala de cada uma das organizações e o que representam. 

Sem se perceberem bem que razões lhe estiveram subjacentes, sabe-se que há já técnicos da Fundação Aragão Pinto a trabalhar em Alvalade, presume-se que na Fundação Sporting. Quem, quantos, em que funções?

E, apesar de se afiançar que as duas fundações permanecerão autónomas, adianta-se que a Fundação Sporting irá integrar novos projectos da formação Aragão Pinto, nomeadamente em Moçambique, no que me parece uma subalternização da primeira em relação à segunda. Que objectivos serve à estratégia da primeira? Porque não o inverso?

Diz-nos também a noticia que "a Fundação Sporting já se organizou de acordo com o modelo definido"? Qual modelo, definido por quem, que objectivos?

Não sei se não há um conflito de interesses. Mas há pelo menos um método perigoso que aconselharia maior prudência e transparência.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Aí está Zakaria, El Diablo

Muito se tem escrito sobre Labyad por estes dias. Do seu salário e da sua produção, relação sempre inevitável para avaliar o custo/beneficio de uma relação laboral. 

Começando pelo valor alvitrado, os tais 2 milhões época. Este é o valor que de facto existe no contrato ou trata-se de uma mera especulação? Sem nenhuma fonte confiável, o raciocínio far-se-á com base nesse valor. 

A primeira questão a colocar é se o Sporting pode/deve oferecer este nível de remunerações. À luz dos dias de hoje seguramente que não. O Sporting gastou o que tinha e o que não tinha para reconstituir o seu plantel procurando dessa forma alavancar resultados desportivos que, por sua vez, proporcionariam o resultados económico-financeiros semelhantes. Esse projecto faliu pela base, os resultados foram muito piores que o que seria normalmente expectável. Por isso hoje o valor do salário de Labyad é hoje olhado como uma monstruosidade.

A segunda questão é se o Sporting deveria oferecer ao jogador Labyad em concreto um contrato com aquele valor. Tenho muitas dúvidas. Pelo que representa num clube formador, acrescido do facto de que o jogador não é internacional A do seu país. O topo da tabela salarial devia estar reservado a jogadores desse nível ou equiparado, com provas dadas. A menos que se trate de um prodígio, embora se me afigure mais fácil encontrá-lo na Academia do que seduzi-lo a vir para o Sporting já sénior.

Em relação aos valores em causa faltará perceber um ponto muito importante: os valores retidos em sede de impostos (IRS+SS) cortam em mais de metade o rendimento proposto, o que quer dizer que os clubes portugueses para oferecerem aos seus profissionais um rendimento capaz de concorrer com os seus congéneres europeus tem mesmo que subir a fasquia ou então... já foste.

Dito isto sobre o dinheiro podemos falar sobre o valor de Labyad. Podemos mas não acho que devamos, pelo menos para já. Não só por ser o primeiro ano em Portugal, associado à sua tenra idade e acrescido do facto de ter tido 2 lesões com algum tempo de paragem. Mas sobretudo porque, se atendermos ao que foi a época passada e talvez com excepção de Rui Patrício, não contabilizarmos nenhum jogador que estivesse ao nível do que é capaz. Mesmo as revelações da época, Bruma, Illori ou Dier, só conseguiram mostrar alguma coisa quando a liderança de Jesualdo conseguiu alguma estabilidade.

Falta saber se o Sporting pode fazer face ao compromisso anteriormente assumido. Convém lembrar que ao jogador é completamente indiferente ter celebrado contrato com Godinho Lopes e agora ter Bruno de Carvalho à sua frente numa possível negociação. O jogador assinou contrato com uma entidade com mais de cem anos de história, entendendo-a como credível e como capaz de lhe proporcionar o sucesso que qualquer profissional almeja.

Se o clube não é  de todo capaz de honrar os seus compromissos deve encontrar uma solução que esteja de acordo com o seu estatuto de pessoa de bem, sem capitular na defesa dos seus interesses. Pode também optar por fazer as contas, entre o que tem que pagar ao atleta e o que este pode vir a render - e não, como já vi por aí, pelo que rendeu num ano de todo anormal - e aferir da razoabilidade do sacrifício.

O pior que se pode fazer é diabolizar a figura de Labyad. Por essa ser a pior forma de conseguir que ele venha a a render o que todos esperamos. E também porque o jogador, desde o primeiro momento em que chegou até agora, ter sido sempre de comportamento correcto com o clube e com os adeptos. Comportamento que, infelizmente, muito menino nado e criado dentro de portas nem sempre tem sabido ter.

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