sábado, 28 de outubro de 2017

Rio Ave 0 - Sporting 1: Velas a S. Patricio e muita sorte

Não sei quantas vezes iremos jogar bem melhor ou pelo menos num nível mais elevado que conseguimos neste jogo frente ao Rio Ave e acabaremos por perder pontos mas seguramente que algumas vezes tal ocorrerá. O nível elevado a que se exibiu Patrício e alguma ou até bastante sorte em outros lances contribuíram para a obtenção de um resultado precioso. Daqueles que por vezes suportam os campeões.

Mas antes de ir à nossa exibição em Vila do Conde há que valorizar o papel do adversário que, sem os nossos recursos, se superiorizou numa parte substancial do encontro. Grande trabalho do treinador da casa, a incutir ideias e a personalizar os seus jogadores. Nesse aspecto foi particularmente notória a forma como contornavam a pressão do Sporting no inicio da construção, fazendo parecer fácil e sem erros o que de fácil não tem nada. Os 60% de posse de bola (!), entre vários outros dados estatísticos, em favor dos da casa são bem ilustrativos da categoria da sua exibição.

Já apenas um remate enquadrado da nossa parte - contra cinco deles - num total de 24 contra 6 diz bem da palidez da nossa exibição. Para ajudar a explicar estes dados está a superior organização dos locais, reis e senhores do meio-campo, onde Pelé brilhou pela eficácia e Tarantini pelo esclarecimento. Depois, quando a bola chegava a Rúben Ribeiro a bola circulava com precisão e muito critério tornando o perigo uma constante.

Com Pelé a anular as movimentações de Podence não havia ligação com o ataque e Bruno Fernandes não tem a mesma capacidade para contrariar os adversários em tarefas defensivas como tem com a bola nos pés, a organizar. Se a ideia de Battaglia resolveria esta difícil equação depressa se percebeu que não seria suficiente. De tal forma que Jesus tendo-o lançado no jogo a "6" acabou por fazê-lo deslocar para "8" tendo finalmente, a partir daí, maior equilíbrio. Seria até o argentino a servir primorosamente Bas Dost no lance do golo. 

Se os três pontos são preciosos o jogo de ontem acaba por ser um sério aviso, porque dificilmente a conjunção de factores que nos levou a eles se voltará a verificar. Quanto mais não seja porque o rol de milagres ao alcance de S. Patrício - o melhor em campo - não é infinito.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Quando a credibilidade dos árbitros entra em greve

Julgo que ninguém percebeu ainda muito bem qual o real sentido ou que objectivo persegue a greve dos árbitros. Se olharmos para o comunicado da associação de classe concordamos imediatamente com uma parte substancial do mesmo:

"(...) “o clima no futebol português se tem degradado cada vez mais nos últimos tempos”.
Mas antes disso e a partir daí não se percebe como chegam à decisão de deixar de arbitrar os jogos da Taça da Liga porque “não existem condições para continuar a arbitrar”. Se assim é porque escolhem justamente a competição nacional mais desvalorizada e menos importante para exercer o seu protesto?

Ainda que concordando também que a generalidade dos dirigentes do futebol (associativos, federativos, de classe e dos clubes) deixa muito a desejar e que os últimos frequentemente se socorrem dos erros de arbitragem como "desculpa quando o resultado desportivo os compromete e precisam de encarar os seus adeptos” a reacção parece excessiva porque a greve deveria ser o último recurso e não consta que tenha havido da parte da classe qualquer sondagem ou propostas aos parceiros no sentido de introduzir melhorias.

A reacção parece ser também mal orientada por se destinar à competição de menor impacto, dando por isso azo à dúvida sobre as reais intenções sobre a forma inopinada como a APAF toma a medida. Mas sobretudo é desresponsabilizadora, quando exorta "os clubes profissionais a uma reflexão profunda onde o comportamento dos seus dirigentes seja um dos pontos centrais a refletir e origine uma nova era no desporto nacional", como se o seu próprio papel no processo fosse acima de qualquer critica ou até mesmo imaculado.

Ora para a generalidade dos adeptos a classe que a APAF representa o que mais sobram são as dúvidas sobre a qualidades  consideradas indispensáveis para o exercício da função: imparcialidade, equidistância e independência. Aliás, todo o percurso das últimas décadas apontam precisamente para o inverso, ficando apenas por definir as cores das quais estão mais próximos ou até mesmo dependem ou prestam vassalagem.

Nesse sentido esta greve é mais um tiro pela culatra que acerta em cheio na já de si depauperada credibilidade da classe. Antes disso há muito que esclarecer, nomeadamente a presença do nome de vários deles - entre os quais o sr. Nuno Almeida, do último jogo na Vila das Aves - em e-mails que tresandam a conluio, tráfico de influências ou até mesmo corrupção, isto para falar apenas em alguns escândalos recentes.

Quem sabe se também não fossem mais proactivos com a introdução de medidas que desanuviem a suspeição ou lhes fossem úteis às tomadas de decisão, tornando o seu trabalho mais fácil, cresceriam em credibilidade aos olhos dos adeptos. Ao invés, parecem é estrebuchar por lhes ser retirada a possibilidade de orientar ou até manipular o curso dos acontecimentos nos relvados e, consequentemente, adulterar a verdade desportiva.

Na verdade, e atendendo à realidade instalada, talvez o titulo mais adequado a estas linhas fosse:

Quando é que a credibilidade da arbitragem sai de greve?

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Sporting 5 - Chaves 1: Não houve chaves para Podence & Dost

Uma vez que já quase tudo foi dito sobre este jogo ficam aqui apenas breves apontamentos, que me parecem resumir o essencial do jogo de ontem:

- Podence está em grande forma, algo que já havia deixado ficar no ar no jogo de Oleiros;

- Que falta fazia a Bas Dost alguém, como Podence, a deslocar-se entre linhas, ao seu lado e nas suas costas e que abri-se os tão raros mas também tão necessários espaços para a criação de oportunidades reais de golo. Alguém que saiba gerir os tempos e a velocidade. Alguém que avança para cima do defesa, enquandrando e não apenas fugindo. E alguém que, além de tudo isso, também assiste com mestria, desmontando as defesas.

- Podence soube também aproveitar as movimentações de Dost que, como ontem se viu, não "serve" apenas para marcar golos, pode fazer muito mais do que isso. A evolução é notória, o período cinzentão que atrevessou parece ter sido aproveitado para juntar novas competências ao seu jogo, nomeadamente o descer para se oferecer como apoio frontal, assistir e até mesmo explorar a profundidade, algo que nos falta desde Slimani.

- É verdade que perdemos poder de fogo a meia-distância com o recuo de Bruno Fernandes, mas a qualidade das nossas oportunidades de golo subiram exponencialmente, por acontecerem em zonas frontais à baliza e dentro da área, pelo que a necessidade de bombardear de longe (mais aleatória) diminui. Em contrapartida, a qualidade em posse sobe e com isso a possibilidade de êxito também. Nesse sentido, o Sporting fez ontem um belo jogo, com jogadas de grande envolvência, talvez o melhor do campeonato até agora.

- Referência também para Acuña que, sendo um trabalhador incansável, é também capaz de finalizar com acerto. Um "assistente" que também resolve. Está bem, aquele terceiro golo, até uma árbitro cego como o Rui Costa - já lá vamos... - seria capaz de o fazer.

- Piccini já não é o mesmo que cá chegou, sendo obrigatório - e justo - referir o óbvio: tem sabido aproveitar as oportunidades que a fé inabalável do treinador lhe tem concedido.

- Foram óbvias as dificuldades defensivas do Chaves mas não se resumiram à falta indiscutível dos habituais titulares mas sobretudo à qualidade do nosso jogo. Uma equipa que, tendo começado o campeonato em dificuldade para perceber as boas ideias do seu treinador, se vem reequilibrando aos poucos. Foi desagradável para nós sofrer o golo que maculou a nossa bela exibição, mas atenuou a dureza da goleada. 

- De Rui Costa, o árbitro. também o óbvio: não há pior cego como aquele que não quer ver. Ou, como dizia um estadista aqui do burgo, só não mudam os burros e ao não mudar pelo menos uma das duas más decisões que tomou no lance com Gélson - pelo menos o cartão amarelo! - demonstrou que além de ver mal é burro. Isto claro, sem querer insultar os verdadeiros jumentos.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Juventus 2- Sporting 1: Quando se vai com meninos à ópera

O Sporting fez o que lhe competia hoje em Turim, frente a uma equipa que não é nem mais nem menos que a finalista vencida da Liga dos Campeões da época passada. Marcou primeiro, sofreu um golo indefensável e podia ter trazido ponto para Lisboa com toda a justiça. 

Mas no futebol a justiça constrói-se com os golos que se marcam e se sofrem. E o Sporting acabou por perder o ponto que tanto jeito lhe daria por causa de um erro individual, do suspeito do costume. Não se pode levar meninos aos grandes palcos, a possibilidade de nos deixarem ficar mal é enorme.

Como é evidente, as substituições de JJ são altamente discutíveis, embora isso só agora se discuta justamente por causa do tal golo, perfeitamente evitável. Não fora isso e estaríamos agora todos muito mais satisfeitos. 

Bonita a homenagem dos italianos à vitimas dos incêndios. Pena as palminhas do costume no minuto de silêncio. Quem viu o que sucedeu no jogo de ontem em Leipzig perceberá que de facto o silêncio é uma homenagem grandiosa.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Correio da Manhã: de exclusivo a excluído

Há quantos anos - sim, anos! - o Correio da Manhã publica noticias lesivas dos interesses do Sporting? Há muito seguramente. Então porquê agora sou agora uma tomada de posição dura como a proibição da frequência das instalações do Sporting? Segundo justificação do presidente Bruno de Carvalho foram as noticias relativas à sua esposa mas também funcionária do Sporting que motivaram a tomada de decisão. 

Foi então preciso mexerem com os seus interesses pessoais para tal? 

Se assim não fosse o Correio da Manhã poderia continuar a especular, mentir, inventar denegrir o clube?

Bruno de Carvalho já deveria perceber melhor quem são os seus amigos e os seus inimigos. Se assim fosse saberia escolher melhor a quem dar exclusivos. E saberia também que a generalidade dos Sportinguistas não quer saber da sua vida pessoal mas sim da forma como conduz os destinos do clube. Por isso, ao invés do insulto gratuito e de baixo nível, melhor seria esclarecer os Sportinguistas relativamente às noticias do referido jornal. 

Afinal é ou não verdade o que lá vinha relatado relativamente à situação profissional (horários, vencimentos, medidas tomadas) da esposa e funcionária? 

E porque remete para uma AG esses esclarecimentos se a toda a hora e muitas vezes por coisa nenhuma (ou até mesmo para comentar assuntos que não nos dizem respeito directamente mas apenas aos adeptos de outros clubes)  há sempre um comunicado pronto a sair? 

Essa seria a melhor forma de atalhar as especulações, pondo assim uma pedra no assunto. Não o fazendo está apenas a dar combustível para que o assunto vá ardendo em lume brando.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Podence fazer brilhar Palhinha e outros no plástico

O Sporting cumpriu com distinção todas as suas obrigações no seu jogo de estreia na edição deste ano da Taça de Portugal: antes de se dar inicio ao jogo o Sporting cumpria o seu papel e tradição, apresentando-se, sem manobras nem subterfúgios, na vila de Oleiros, respeitando assim as populações locais, o clube anfitrião e o espírito da competição. Quando o jogo se iniciou, apresentou-se sério e competitivo, cumprindo a sua obrigação de ganhar e seguir em frente. 

Antes de encerrar a festa da Taça doou ao clube local a receita do jogo, ajudando uma colectividade - os bombeiros locais - do cada vez mais distante, esquecido e massacrado interior do País. Uma jornada que certamente não tem a repercussão mediática de uma eliminatória da Liga dos Campeões, mas que, pelo seu significado, não deve deixar de nos encher a todos de orgulho.

Quanto ao jogo propriamente dito e para lá do destaque já dado à seriedade com que foi encarado, à que realçar as oportunidades concedidas aos menos utilizados, que foram amplamente aproveitadas por Palhinha e Podence. O primeiro até mereceu uma inusitada menção particular de JJ no final do jogo embora me pareça que nela não deveria faltar o destaque do pequeno jogador, cujas três assistências foram determinantes para a construção do resultado. Boas indicações deixou também Matheus Oliveira, a reclamar certamente que há sempre lugar para quem tem talento. E claro, Rafael Leão, porque quem marca e logo numa fase tão precoce da carreira, tem sempre direito aos seus primeiros quinze minutos de fama.

Não posso terminar sem mencionar o ARC Oleiros, pela postura digna e abnegada, que certamente honrou os seus adeptos e a generalidade dos locais. Uma palavra especial ainda para o seu técnico, um sportinguista dos pés à cabeça, cujo discurso deveria constituir uma fonte de aprendizagem para muitos dos que, com muitos mais ganhos, se pavoneiam à custa do futebol.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

A Taça de bom-senso e como resolver a "questão Alan Ruiz"


Taça de bom-senso

Depois de vários rumores a circular na imprensa eis que o presidente Bruno de Carvalho esclarece a posição do Sporting relativamente ao jogo da Taça em Oleiros, pondo fim à especulação. E não podia fazer de melhor forma: com elevação, com respeito pelas regras e pelo que o Sporting representa, pelo adversário e até mesmo pela população que será nossa anfitriã. 

Talvez a memória me atraiçoe mas não me lembro de um comunicado tão "à Sporting" sob a sua vigência e onde me revejo na totalidade. Muito bem!

A "questão Alan Ruiz" 

Muito se tem falado de Alan Ruiz. Foi uma das aquisições mais dispendiosas do ano passado e vinha rotulado de craque. Porém tarda em justificar quer o rótulo, quer o preço, conseguindo apenas alguns lampejos de classe, de todo insuficiente para justificar a titularidade. Até ao momento JJ não tem sabido gerir bem este problema, uma vez que a cobrança sobre o jogador vem aumentando - o que deve ser entendido com toda a naturalidade - mas apesar disso o treinador continua a insistir nas presenças do jogador quer como titular, quer como suplente. 

No passado clássico, com o FC Porto, cheguei a temer o pior quando saltou do banco para o aquecimento. Naquelas circunstâncias - resultado desfavorável e necessidade de ganhar - e em Alvalade seria de todo desaconselhável e, a menos que um cada vez mais improvável golpe de génio surgisse, tinha tudo para correr mal.

O que fazer então com o jogador, quando se acumulam já rumores de saída, quando esta dificilmente será vantajosa para o clube, atendendo à baixa produção do jogador? Desistir não me parece para já apropriado, atendendo às circunstâncias já expostas e até mesmo porque se trata de um jogador com talento. Tendo em conta que há uma evidente falta de adaptação às exigências do futebol europeu, é claro que o jogador precisa de jogar o máximo de tempo possível mas em momentos em que a pressão seja menor.  

Como por exemplo nos jogos fora e de preferência quando resultado esteja encaminhado.  De igual modo nos jogos da Taça com equipas menores e Taça da Liga. E nas jornadas de jogos em casa porque não pô-lo a jogar na equipa B? O futebol da II Liga, apesar do menor índice técnico, algumas características com as quais Alan Ruiz precisa de saber lidar melhor, como são por exemplo a necessidade de luta e no contacto físico, aquilo que o adepto normalmente designa como "atitude".

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Sporting 0 - FC Porto 0: empate na coligação

No clássico entre Sporting e dragões tinha à minha espera quatro surpresas. Três de carácter negativo e uma positiva. 

Negativas:

- O aperto de mão entre Pinto da Costa e Bruno de Carvalho em plena tribuna de Alvalade. Sendo favorável a relações institucionais com todos os clubes, há que haver algum decoro e memória. O facto de o poder ter mudado de mãos não é possível apagar tudo quanto de negativo representa para o futebol nacional e sobretudo para o Sporting o tempo de Pinto da Costa. E, avaliando pelo que se vai vendo, parece haver mesmo uma coligação em que o Sporting se vai deixando envolver como figura secundária, que nada de bom resultará para o nosso clube.

- A forma como o Sporting e Jesus muito particularmente se deixou surpreender pela estratégia de Conceição, que nem sequer era propriamente inédita. 

- A incapacidade revelada pelo mestre JJ para, depois de surpreendido, dar a volta por cima da estratégia do aluno Conceição, parecendo revelar a aceitação tácita da incapacidade e do nulo como o melhor resultado alcançável.

Este jogo serviu também para algumas confirmações:

- A confirmação de uma precoce saturação física, principalmente nos jogadores que são o pilar onde assenta a qualidade desta equipa, ou se quiserem o poder diferenciador: Acuña já nem consegue apontar os cantos para lá da linha da pequena-área. Bruno Fernandes, que em condições normais poderia ter feito o golo, foi quase sempre engolido pelos adversários. Gélson Martins, sempre muito vigiado, sem qualquer objectividade ou poder para fazer chegar a bola a Dost. Quando as pessoas perguntam o que é feito do Dost 16/17 eu pergunto quantas vezes é que ele foi servido como era em 16/17.

- A confirmação que há um fosso considerável, em alguns casos profundo, entre primeiras e segundas linhas. O Jonathan que se tem visto não teria lugar em muitas equipas que ficarão abaixo de nós na tabela. Piccini é incansável a correr mas, bem espremido, o sumo final do seu jogo é pouco e qualidade baixa para as soluções que o Sporting precisa.

- Coates e Mathieu, no seu melhor, são quase perfeitos. Rui Patricio, seguido de perto por Mathieu, foi o nosso melhor e garante do ponto alcançado.

- É preciso um T para acompanhar os dois D's e fazer um DDT letal. Explico: Doumbia lesionado deixa à vista a insuficiência de soluções no ataque à disposição do treinador, que lhe permitam alterações ou surpreender os adversários.

- O empate deixa um sabor de oportunidade perdida, por não se ter aproveitado o ensejo para assumir a liderança ou para distanciar um pouco mais de um SLB em crise. Mas deixa também um sabor amargo por se perceber que o adversário de ontem está melhor que nós, ontem foi melhor que nós e tem mais soluções que nós. 

- A surpresa positiva da noite foi a homenagem a Adrien. Com muita pena minha ainda se ouviram alguns assobios, que depressa foram abafados pelos aplausos. É bom que jogadores que foram referência na sua passagem pelo clube saiam sem a que isso equivalha um trauma ou incompatibilidade. É afinal normal que os filhos saiam da casa dos pais e indesejável que isso signifique um corte de relações, especialmente tendo em conta o facto de sermos um clube formador e o exemplo que fica para aqueles que continuam.

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