sexta-feira, 31 de julho de 2009

Viva Robson!

É verdade, Robson morreu. A notícia surge sem surpreender, tendo em conta o que se sabia. Perante a desigualdade de meios este era um campeonato que Robson não podia ganhar. Após 2 vitórias o adversário voltou mais forte, encontrando exaurido o técnico dos olhos brilhantes. Há meses atrás, sem perder a compostura, Bobby Robson anunciou publicamente a aceitação da sua sorte. Sir Robson foi igual si mesmo na hora de ganhar ou de perder.

Ainda hoje me lembro do choque que senti ao ouvir a notícia do despedimento de Bobby Robson, ainda por cima ainda não refeito da traumática eliminação ante o secundário Casino Salzburg. O resultado da decisão mais esquizofrénica que assisti em matéria de chicotadas psicológicas ainda hoje é lembrado com mágoa por muitos Sportinguistas. Lembro-me do olhar estupefacto e emocionado de Robson, perante uma decisão que morreu sem compreender. O futebol havia de o castigar ainda com a “mão de Deus”, que ditaria a eliminação de uma das melhores Inglaterras de sempre em Mundiais. Foi essa mão do deus Maradona que haveria de empurrar a Argentina, para a conquista do Mundial mexicano, passado o inimigo britânico, que até então, naquele jogo, dominava o embate.

O futebol perdeu um gentleman e a Inglaterra um dos seus melhores técnicos, que percebeu antes de muitos que o “kick and rush” era um espartilho para a afirmação internacional do futebol britânico. Muito antes disso o Sporting tinha visto sair um grande técnico, um bom homem, um possível título que encurtaria uma longa travessia do deserto. O resto sabemos como foi. E apesar do que ganhou fora de Alvalade, ainda continuei a pressentir nele um técnico à Sporting e que gostava do Sporting.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Duras penas

Oito meses levaram a proferir a decisão. O castigo a Paulo Bento é pois um produto de um parto prematuro, se para a sua gestação fosse necessário o mesmo tempo que precisa um ser humano . A lentidão na apreciação e tomada de decisão fala bem da incapacidade de quem tem como missão administrar a justiça. Tendo passado tanto tempo sobre a ocorrência dos factos, chamar a isto justiça será até ridículo.

O facto é que PB não se sentará no banco nas jornadas iniciais do campeonato. Confesso que o facto em si não me causa qualquer apreensão, porque tenho visto poucas vantagens na sua permanência no lugar e julgo que a sua ausência, nas actuais circunstâncias, poderá até ser benéfica para o próprio e para todos. A não ser assim, a punição que tem que enfrentar revela o erro de estratégia que é por um treinador a fazer o trabalho de outros. PB deve-se distinguir pela forma como prepara a equipa, não lhe cabendo a missão de defender o clube. Não é justo nem adequado às suas funções. Seria mais facilmente aceitável esta postura do Dep. de futebol se os resultados do seu trabalho fossem visíveis. Mas a invisibilidade da sua acção tem sido também o timbre dos resultados alcançados. É desastrosa a forma como temos deixado escapar entre os dedos boas possibilidades de reforço do plantel. E a forma como têm sido geridas as dispensas ou as colocações dos miúdos da Academia falam por si. É com pena que vejo jogadores da sua idade, manifestamente menos qualificados, jogarem em escalões superiores.

Que PB aproveite o retiro imposto de forma provocatória para reflectir sobre a sua actuação como técnico principal do Sporting e nos resultados da sua acção. Estamos tão mal preparados para o que aí vem que nem a sorte que nos aparece pela frente conseguimos aproveitar. Falamos hoje de um penalty falhado mas esquecemo-nos que ele acontece resultante de um lance em que a sorte fez tudo o que podia para nos favorecer: a bola ressaltou num defesa e Postiga alcançou-a antes do guarda-redes porque ele escorregou. Até ali, e já haviam decorridos 30m, limitávamo-nos a ver circular a bola.

Duvido que o faça, pois a obstinação que PB revela na sua acção parece impedi-lo de usar o bom senso e auto-critica. Veja-se o caso do penalty falhado ontem por Moutinho: se o jogador não se recusar ou ninguém acima na hierarquia confrontar o treinador, Moutinho marcará sempre os penalty´s, independentemente da eficácia. O mesmo se dirá do losango. Pena é que não use do mesmo afinco no treino das bolas paradas, cantos incluídos, ou na criação de mecanismos que anulem o jogo de equipas que baixam em bloco atrás da linha da bola. Ou seja os Twente´s do nosso campeonato, que são a maioria das equipas.

Mas o Sporting não é apenas o fraco futebol exibido. É muito mais as suas gentes, que surpreendentemente ontem compareceram em grande número, sobretudo se se atender à frágil promessa de um bom jogo ou resultado. E, apesar de me indignar a resignação e o alheamento com que grande parte dos adeptos abandonava o estádio, sei que esse não é o sentimento geral. Graças ao Hugo, pude visitar a sede do Directivo XXI, onde se vive apaixonadamente o clube. A idade média dos que por lá andam, e sobretudo a sua postura, permitem-nos a esperança de futuro. Infelizmente cheguei atrasado e não tive a felicidade de fazer a romagem ao Magriço. Fiquei-me pela emoção de um cumprimento e a proximidade que a rede divisória permitiu com o sangue leonino do Miguel, que tem a distingui-lo o nome e o sangue do meu ídolo de sempre: Damas. Agradeço-lhe a generosidade de fazer o intervalo a saltar cadeiras para tornar possível o cumprimento. Foi mesmo à Sporting!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Na champions não se pode falhar

Na liga dos campeões não se falham penáltis.

A crónica deste jogo até poderia terminar aqui. Mas seria injusto não deixar uma palavra de apreço aos 37.313 leões que proporcionaram em Alvalade um ambiente digno de grande noite europeia, das verdadeiras e não de fantasia, apoiando a equipa do primeiro ao último toque. Se tivermos em conta que na época passada, nem os gigantes Barcelona e Bayern levaram mais público a Alvalade e se realçarmos ainda que em todas as competições nacionais, apenas uma vez se ultrapassou a fasquia dos 37.000 espectadores, fica completamente esbatida a tão falada crise de militância que o anterior Presidente do nosso Clube tanto apregoou na imprensa.

Bem pode o incansável e fervoroso José Eduardo Bettencourt, acompanhado da sua dinâmica equipa, renovar o contrato a mais e mais Sportinguistas todas as semanas. Se o losango, o famigerado losango continuar a não dar frutos, mesmo numa equipa que joga praticamente junta há 4 épocas sob o comando do mesmo técnico, não há militância que resista.

Desde o minuto 23 a jogar contra 10, não se pode dizer que jogamos mal de todo. Na Champions não se falha, sob pena de essa falha, ainda que seja só uma falha, poder ser fatal. Esse minuto foi efectivamente fatal. Não só falhamos o golo, como o Twente fez entrar Nikolay Mihaylovum, um Guarda-redes que decidiu defender tudo que lhe foi aparecendo pela frente. Podemos também dizer que o árbitro não marcou deliberadamente um ou dois penáltis, mas isso pouco conta quando se falham os que são assinalados e não se marcam outros golos.

Continuo a pensar que neste jogo faltaram alas. A táctica certa contra esta equipa deveria assentar num jogo fluído e pelas alas, considerando que o ponto fraco deles é a defesa. Gostei de Veloso e de Fernández. Veloso, deixando-se de modas e outras loucuras, será dono do lugar. Fernández não engana. De resto, nesta altura ainda há jogadores que não estão naturalmente na sua melhor forma, como Liedson, Moutinho e Vuck. Mas acima de tudo, o problema desta equipa é continuar refém de um sistema táctico sem alternativa, sem plano de contingência.

E se ao minuto 23, o Twente não ficasse reduzido a 10? Jogaria com 11, é a melhor resposta. O jogo terminou com uma assobiadela monumental. Outra coisa não seria de esperar. De que vale afinal a estabilidade?

Na liga dos Campeões não se falham penáltis.

Força Sporting! É este o nosso lugar!

Iniciamos hoje a nossa caminhada, pede-se um passo seguro que atire para as calendas Gregas as suspeições que revestem a qualidade da nossa equipa, o A Norte de Alvalade estará bem representado no estádio, não será por falta de apoio que vamos fracassar. Força, Sporting!

Na caixa de comentários vamos acompanhar o jogo em directo, sempre que possivel a informação será editada no post.

Combater a pandemia com Twente a zero

Combater a pandemia
O que devia ser apenas um jogo difícil, como são hoje todos os jogos, ganhou os contornos de um jogo dramático. Mesmo os mais optimistas estão pouco seguros do Sporting que entrará logo em campo. Face ao observado na pré-época, - diria até face ao que se vem observando há algum tempo – será o sobressalto a marcar os 90 minutos de jogo. É nesse contexto de pouca confiança no que a equipa é capaz que os Sportinguistas presenciarão o jogo. Porque, independentemente da marcha do marcador ou do cronómetro, o pior parece ser sempre possível acontecer, mesmo até quando tudo parece controlado. É pois um jogo para corações fortes, a pôr à prova os nervos verde-e -brancos. O adversário complica as coisas: é suficientemente forte para nos ganhar e a nossa vitória nem poderá ser considerada um grande feito.

Ao contrário do que possam pensar, o parágrafo anterior não é a apologia da abstenção ou ausência ao jogo. Joga-se muito da época que agora começa nestas pré-eliminatórias de acesso à fase de grupos. E este primeiro jogo, não sendo o garante do sucesso ou do fracasso do que a seguir virá, precisa de ser ganho para anular ou atenuar a dúvida que se sente instalada no balneário de Alvalade e que extravasou de forma pandémica aos adeptos. É importante que logo haja uma moldura humana confortável na hora da equipa entrar em campo, de forma a que os jogadores sintam que não seremos nós, os adeptos, os primeiros a deitar a toalha ao chão. E o bom trabalho que Bettencourt tem feito apelando ao regressso dos Sportinguistas ao Sporting não valerá de nada sem vitórias.

É por isso que daqui a poucas horas iniciarei o caminho de Alvalade, juntamente com dezenas de Sportinguistas que sairão do Porto, mais uma vez em direcção a Lisboa. Quem lê este blogue conhece as minhas convicções sobre o momento do futebol do Sporting e a pouca esperança que tenho na época em curso. Não porque esteja assustado com a carrada de contratações dos nossos adversários, mas porque vejo eternizar sem solução os nossos problemas. Mas este divórcio emocional com a equipa não é suficientemente forte para me afastar um milímetro da paixão que é o meu clube, o Sporting Clube de Portugal! E sendo um momento que considero importante, e sendo-me possível estar presente, respondo à chamada. É completamente irracional, bem sei, mas a paixão tem argumentos que a razão nunca enxergará. Qualquer Sportinguista percebe do que estou a falar.

Twente a zero
O adversário lembra-me a minha definição favorita de jogador, é um falso lento. Ninguém dá nada por ele mas ficou classificado à frente dos favoritos da Holanda, é um clube que tem pausadamente vindo a crescer e procura a sua primeira presença na Champions.O perigo aumenta quando olho para o treinador deles, nosso cliente habitual, e me recordo que se o Jesualdo aprendeu finalmente como vencer o Sporting este também é capaz disso, pior tem uma equipa experiente onde há vários jogadores na casa dos trinta que vêem este jogo como a sua última oportunidade para disputar a Champions.

A minha receita para passar esta eliminatória é simples, não sofrer golos, é isso que espero, uma equipa montada de tal maneira que seja invulnerável ao contra-ataque e que deixe o sangue na guelra Holandesa gastar-se até desferir o golpe de misericórdia.

Novidades, novidades é para o lado do Colombo, anda por lá um novo salvador fartinho de receber prendas do príncipe, força Jesus, pede mais quatro ou cinco reforços, se te responderem que já só se vê um abismo, diz, é avançar, é avançar, ninguém pára ooohhhhhhhhh !Eu por mim já só queria em Alvalade uma estrelinha, uma qualquer, desde que seja daquelas que não deixa as eliminatórias irem a penalty’s...

P.S.- este é um post conjunto do LdA e do LMGM, sem autorização do segundo, apesar de solicitada. É que a segunda parte, da autoria do LMGM seria uma pena ficar apenas numa caixa de comentários ou no rascunho do blogue, não acham?

terça-feira, 28 de julho de 2009

SCP - Twente

O SCP joga amanhã contra o Twente na primeira mão da terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões. Apesar de não ser a equipa holandesa de maior renome, convém que nós, adeptos e equipa, não pensemos que serão favas contadas. Aliás, tendo em conta apenas o estado anímico da blogosfera leonina, duvido que haja alguém que pense que "já está no papo".

A pré-época este ano reservou-nos apenas 3 jogos: Nottingham Forest (derrota), a apresentação com o Feyenoord (derrota) e o jogo contra o Guimarães (empate). Fosse eu um optimista, que não sou, ou jornalista d'A Bola a falar de outro clube que não o SCP, diria que estamos em crescendo.
O problema é que neste momento, e atendendo ao que nos foi dado a ver, está tudo como antes. Espectáculo não existe e o que ainda poderia disfarçar esse travo amargo - resultados - ainda não veio de férias.
Não quero também agarrar-me ao histórico existente nos encontros contra equipas holandesas. Se há coisa que o SCP com Paulo Bento tem feito, é a de não ligar à História, tanto positiva como negativa.

Gostaria que amanhã entrássemos com espírito de vitória, de conquista. Que após o 1º golo, fossemos em busca do 2º e assim sucessivamente e deixássemos de lado o "controlar do jogo" que se tem traduzido em defender a vantagem mínima. Que conseguíssemos criar lances de perigo em bolas paradas - ajudava bastante que o Roca e o Moutinho não marcassem os livres directos - e que os mesmos não fossem uma aflição na nossa área.

De ver o MV no meio-campo, no lugar onde, desde de que tenha cabeça limpa, pode vir realmente a ser um jogador de eleição; do Abel do primeiro ano ou à falta de melhor, de não o ver a centrar depois do meio-campo; de ver trocas de bola com princípio meio e fim ao invés do charuto para a frente sem nexo; de ver alguém vestido de verde comemorar golos.
Como complemento à homenagem ao Vítor Damas, conseguirmos uma vitória sem sofrer qualquer golo. Seria o ideal para o início oficial da protecção do Campeão.

O meu 11 para amanhã seria: RP, Abel, Polga, Carriço, Caneira, MV, Moutinho, Vuk, Fernandez, Liedson e Postiga.

O nervoso miudinho já se instalou. Que seja a entrada com o pé direito nos jogos oficiais. FORÇA SPORTING!!!!

PS: O Tiuí pede um milhão para sair do SCP. É o que dá ficarmos com um jogador como agradecimento por ter marcado 2 golos na final da Taça de Portugal. É exactamente essa a sensação que tenho, atendendo ao tempo de jogo que teve a época passada.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

A minha carica



Na rua chovia e nem a promessa e vestir o kispo me ajudava como desculpa para enganar a minha Avó a deixar-me sair para a rua jogar uma peladinha, a rua aliás estava vazia, não se ouviam os putos que normalmente por ali andavam à espera de aparecer uma bola, o muda aos 5 acaba aos 10 estava adiado até romper o sol.

Nos rigores do Inverno o miradouro de cimento onde a malta normalmente jogava à bola era substituído pelo chão da cozinha. Neste estádio improvisado rapidamente se marcava a giz um campo, duas balizas, a bola era aquele berlinde mais pequeno a “pileca” ou se já fossem jogadores seniores o berlinde branco dos pirolitos que já só se vendia no bar da piscina municipal.

As equipas eram formadas por caricas, não existia ninguém que não tivesse em casa um arsenal de caricas recolhidas por tudo quanto era café da rua e exigidas aos familiares sempre que se ouvia “Vou ali beber um copo”.

Tinha uma distribuição lógica das caricas, as de colecção guardadas religiosamente numa lata junto aos cromos ganhos a jogar ao “bafa”, as de corrida que tinham de ter o fundo já desgastado para melhor deslizarem e curvarem na pista e as de jogar futebol.

Aqui o pormenor refinava, primeiro, todas tinham de estar decoradas com o cromo do jogador da nossa preferência, segundo, não havia cá jogadores adaptados nem repetidos, um central era um central e não valia jogar com uma equipa só de Oliveiras e Manuel Fernandes, não faltava mais nada, não tens defesa esquerdo vais jogar ao “bafa” até arranjares um, terceiro, podiam-se misturar jogadores de outras equipas mas segundo a regra básica em equipa com Sportinguistas não há benfiquistas e vice-versa, quarto, são apreciadas decorações dos bordos das caricas com as cores da equipa dos jogadores, quinto e último, são permitidos melhoramentos como uma rodela de cortiça no fundo da carica para dar estabilidade, alargar o bordo da carica para bater por baixo no berlinde, deixar um bico para marcar livres.

Um belo dia vou visitar um Tio do meu Pai que tinha uma mercearia, enquanto eles conversavam fui-me perdendo pelos cantos da mercearia, de repente os meus olhos brilham, encontro uma carica gigante, toda dourada e pesada, nunca tinha visto nada assim, corro rapidamente para junto dos adultos com o meu tesouro na mão, “Olhem o que eu encontrei!”, ao mostrar o meu achado o mundo começou a virar-se ao contrário o Tio Zé diz-me “Ó rapaz isso é uma tampa de garrafão, vai lá por no sítio onde estava e não andes a mexericar.”, a minha cara deve ter ficado lívida, imóvel e já com as lágrimas a chegar aos olhos o meu Pai pergunta “Mas para que é que tu queres a carica?”, a minha resposta colocou de novo ordem no mundo, “Isto não é uma carica isto é o Damas!”, “Ó rapaz! O Damas?” interrogou-se o Tio Zé, “Claro, com uma carica deste tamanho ninguém me marca golos!” expliquei eu aquilo que achava ser lógico.

Gargalhada geral, uma caldaça bem assente na nuca, “Leva lá a carica, depois quando for a tua casa quero ver essa equipa imbatível, ouviste rapaz.”, eu já nem ouvia nada, no meu bolso agora morava o Damas e eu só queria organizar o próximo jogo lá em casa.

Nunca devo ter desejado tanto que chovesse, diariamente ia dizendo ao pessoal “O próximo jogo de caricas é lá em casa.”. Finalmente a chuva, tudo para a minha cozinha, dividir jogadores, espalhar as caricas no campo, defesa em linha de 4, W no meio campo, o Manel no ataque, já está, “Não tens guarda-redes!”, era a frase que eu queria ouvir, mão no bolso, sorriso malandro, e sai a minha carica gigante, toda dourada, no interior a cara do Damas ria-se para mim a dizer “Vamos ganhar!”.

Ficaram todos mudos quando poisei entre os riscos que faziam de postes o Damas, a carica ocupava quase a baliza toda, passado uns segundos o meu adversário consegue dizer, “Mas essa carica é maior!”, rematei para não ficarem mais dúvidas, “Claro que é maior, pá, é o Damas!”

Logo ao fim da tarde o Sporting Clube de Portugal vai fazer justiça a um dos seus heróis, esta é a minha pequena homenagem a Vítor Damas. Obrigado, Campeão!

Diarrá no Sporting e outras lições de Madrid

Os Sportinguistas que viram ontem o jogo do Real Madrid e viram jogar Diarrá, perceberam que não há ninguém no plantel do Sporting com aquelas características para o desempenho do difícil lugar de 6. Rapidez a cobrir os espaços, a decidir e a executar, mobilidade e disponibilidade totais, qualidade de passe, entrega ao colectivo. Apesar da sobriedade e despojamento, acabou por ser o jogador de maior protagonismo, quando no no plantel do Real é o “cat walk” que reina. Por alguma razão Pelligrini faz dele o ponto de Arquimedes da equipa. Quanto ganharia o futebol do Sporting com um verdadeiro 6? Tragam um Diarrá à nossa medida que até eu o vou buscar à Portela sem me enganar.

Como se viu ontem em Madrid, o futebol continua a ser um jogo colectivo. Uma andorinha não faz a primavera e na hora de migrar voam todas na mesma direcção para chegar ao destino. Mesmo quando se marca um golo “à la Messi” ou “a la Maradona” nenhum jogador o faz verdadeiramente sozinho: se os jogadores adversários não tivessem que se preocupar com os restantes companheiros a quem a bola pode ser endossada até último instante, golos memoráveis como os assinalados nunca teriam lugar. Uma boa equipa não é apenas a soma dos valores individuais em abstracto e os jogadores excepcionais não garantem equipas excepcionais. Por isso se treina e para isso existe a figura do treinador. E por isso é que o futebol é o jogo mais bonito e apaixonante do Mundo: não são os orçamentos, os valores individuais nem o historial dos competidores que ganham os jogos, antes sim desequilibram a balança. Sem processos de jogo bem urdidos pelo técnico, adaptados ao plantel disponível e bem assimilados pela equipa nos treinos de preparação, não há dinheiro que valha.

Ficamos a saber, e na sequência do post de ontem, que já há quem chegue à Europa sem disputar sequer uma pré-eliminatória. Como seria a capa de hoje se o resultado fosse outro? É que já não há muitos mais jogadores para colocar a caminho da Luz...

domingo, 26 de julho de 2009

Clássicos

A contagem decrescente para o jogo de quarta-feira já começou. O jogo é de vital importância porque nos permitirá disputar a poule de apuramento para a fase de grupos da Liga dos Campeões. Um resultado diferente de um apuramento deixar-nos-ia numa incómoda e desprestigiante situação de ter que disputar o acesso a uma espécie de Europa dos pequeninos. Sabe-se já quem é o árbitro: trata-se do alemão Félix Brych, de 33 anos de idade. O que se deseja é que ele não seja a estrela. São clássicos os nossos “bitch problem´s” aqui em Portugal com quem tem que tomar decisões. E tanto faz que elas tenham que ser tomadas com azia ou à pedrada. Por isso não vejo porque carga de salsichas este Byrch nos possa causar problemas que a nossa especialização não possa contornar.

A 1ª página da bola de hoje é mais um daqueles casos clássicos que o jornal da Travª da Queimada nos habituou. A hipérbole a puxar o lustro a um passado que não voltará e a tentativa de ludibriar a realidade. O Ajax encontrou-se apenas 5 vezes com os de carnide, a última das quais no inicio da longínqua década de 70 e de lá para cá apenas se encontram para dividir uns feijões. É o que vai acontecer hoje e a Europa deitar-se-à sem se aperceber.

sábado, 25 de julho de 2009

Pontos de vista

Inauguramos hoje um novo espaço destinado a dar a voz aos nossos leitores, sempre que a situação o justifique. Em bom rigor, a abertura aos nossos leitores foi feita no aqui no dia 4 de Julho, - que data poderia ser mais apropriada - dando conta da forma como o orgulho de ser Sportinguista é vivido em terras do Tio Sam. O facto de ter sido um artigo do nosso leitor "8" ainda mais sentido fez, tendo em conta a estima e o carinho que lhe tributamos aqui no blogue. A pertinência do e-mail de João Melo justifica o destaque.

Uns são mais iguais que outros
"O futebol português, por força de ser o reflexo de uma sociedade pouco desenvolvida em termos éticos e morais, não pára de nos surpreender pela negativa: a recente decisão do Concelho de Disciplina da FPF a propósito do jogo do campeonato nacional de Juniores é disso um bom exemplo, de tão baixa e inqualificável que é a consequência da decisão do ponto de vista da composição dos valores em presença.

Todavia, venho aqui alertar para outro fenómeno – que não tenho visto comentado em lado algum - igualmente revelador do que é o futebol em Portugal: o sponsor da Liga, financiador do torneio, imagem de marca do evento, é simultaneamente patrocinador de um dos competidores!!!!!!!

Será que o dito sponsor – que investe à espera do respectivo retorno, legitimamente – tem especial interesse no sucesso da marca da concorrência, ou prefere o triunfo da sua?Parece-me óbvia a resposta… Serão estes interesses compatíveis? Deveria ser permitido? Do ponto de vista dos negócios, da ética e da transparência, não!
No futebol português talvez…
Saudações leoninas
João Melo"

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Desmancha prazeres

Onde irá cair Filipe?
Chegou Filipe Caicedo. Confesso que não conheço com rigor o jogador, vi-o jogar pelos Citizens de Manchester creio que apenas 1 vez. As suas características físicas distinguem-se dos seus predicados técnicos e será esse o perfil que PB deseja para complementar Liedson na frente de ataque. Não é um nome que entusiasme muito, o que até lhe pode ser favorável, uma vez que não terá que lidar com expectativas elevadas. Mas não é um negócio livre de risco. Abdicando do critério que obriga os nossos jovens jogadores de idade semelhante a rodar, o Sporting adquire apenas os serviços do jovem Filipe Caicedo, pelo que o retorno financeiro será nulo. Para ser rentável, o seu rendimento terá que ser elevado e mesmo assim arriscamo-nos a valorizar um atleta que depois nos escapará entre os dedos, se a opção de compra, a existir, não for comportável para os nossos cofres. Ficaria triste se fosse uma versão equatoriana e dispendiosa de Varela. Que vingue e nos faça felizes.

É preciso engrenar!
Continuam a ser despejados nomes na comunicação social de possíveis reforços para o meio-campo. Hoje fala-se em César Gonzalez, internacional venezuelano do Huracan da Argentina, muito por causa da notícia do diário Olé. Trata-se de um médio polivalente, ao gosto de PB, e que é capaz de desempenhar qualquer função no meio-campo. Menos falado, mas não menos interessante seria Zoran Tosic, por empréstimo do ManUtd. Trata-se de um croata de 22 anos, internacional pelo seu país, e que é apontado como o sucessor de Ryan Giggs. Seria entusiasmante receber o talento do pé esquerdo do Bambi, como carinhosamente é conhecido na Croácia, mas não duvido que o melhor para nós era tirar as areias que subsistem na engrenagem da equipa.

Os campeonatos começam-se a ganhar em casa!
Caro Presidente JEB, ao contrário do que ontem afirmou, não me deprimem as contratações do slb e também não acho que o nosso principal adversário seja apenas o fcp. Adversários são todos, incluindo os que se sentam nas cadeiras da Liga e da Federação. Menosprezar um adversário é dar-lhe força. Ainda mais um adversário capaz de ganhar à pedrada. A lição de Alcochete não pode ser esquecida. Arrumemos primeiro a casa, antes de sair para a guerra, porque é em casa que as temos começado a perder.

Crónica de uma morte anunciada:
Consta que em Palmela (ver post anterior) já se sabia há muito, em conversas de café, da sentença do C.D. da F.P.F.

Pelo esplendor de Portugal


Há quem não percebeu ainda porque gastar dinheiro na aquisição de bons jogadores e treinadores é apenas o aspecto visível do que é necessário para ganhar campeonatos em Portugal. Ao observar este vídeo pode perceber porque um dia um presidente de um clube, por sinal do mesmo clube do protagonista da peça, afirmou que reforçar a equipa era ter as pessoas certas em certos lugares.

Para os menos atentos este é Arnaldo Marques da Silva, presidente do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, órgão que proferiu a absurda decisão de punir com pena igual o prevaricador e o ofendido. O esplendor da justiça no desporto em Portugal. A última palavra neste processo caberia a Madaíl, se a oxigenação das ideias não ficasse limitada ao couro cabeludo e a sua actuação na federação servir apenas para aparecer na hora do sucesso e desaparecer numa casa de banho de um estádio qualquer. Quando se puxará o autoclismo no futebol português?.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Contem comigo...

... até às ultimas consequências.

23-07-2009

Não nos calaremos!

O Conselho de Disciplina deu a machadada final na credibilidade do futebol português com a decisão tomada no caso que impediu que o jogo que decidiria o campeonato nacional de juniores se concluísse.

A decisão foi salomónica e a pena decretada igual para as duas equipas numa tentativa de se equipararem comportamentos. Para tanto, branquearam-se situações graves como, por exemplo, a da posse de bilhetes por parte da claque "No name boys" que é uma organização de adeptos não legalizada e o objectivo confessado pelos membros da referida claque às autoridades policiais de que se haviam deslocado à Academia apenas para "acabar com o jogo".

O acórdão ficará na história da justiça desportiva portuguesa como uma das peças mais lamentáveis de que há memória. Tudo serviu para tentar justificar uma decisão injustificável.

A bem do que resta da dignidade do exercício de cargos deste tipo, designadamente no Conselho de Disciplina da FPF, seria elucidativo que o seu Presidente viesse a público esclarecer qual o seu nível de envolvimento clubístico com a Casa de Palmela do SLB, bem como, a verificar-se tal envolvimento, a razão pela qual não pediu escusa para apreciar este processo.

O Sporting não se conforma com esta decisão, dela irá recorrer e levará o caso até às últimas consequências, custe o que custar, suportando as eventuais retaliações de que possa ser alvo.

O Sporting não aceita, nem nunca aceitará, que agora também se percam campeonatos à pedrada.

Honra

A decisão do Conselho de Disciplina sobre os incidentes do jogo de juniores disputado na Academia Sporting é uma afronta à honra de um desportista, tudo aquilo que se passou é grave demais para não ter uma sanção exemplar a quem executou actos de violência gratuita, a quem impediu que atletas jovens pudessem cumprir o sonho de disputar um titulo pelo qual batalharam durante todo um ano.

Sou um apaixonado do Desporto, durante toda a minha vida procurei sempre praticar uma qualquer modalidade, a minha escolha de clubes de coração foi feita muito por aqueles que mais modalidades praticavam. Nesse tempo destacavam-se acima de todos os outros o Sporting Clube de Portugal e a Associação Académica de Coimbra.

Como atleta nunca passei de um nível médio, médio baixo, por essa razão pude praticar várias modalidades, rugby e voleibol, principalmente, criei vínculos e amizades que perduram até hoje, as experiências, os valores e a cultura que bebi em todas elas são um dos melhores patrimónios que tenho.

Esta decisão demonstra que a principal preocupação dos órgãos directivos da FPF são as sensibilidades clubistas e nunca os atletas e a competição que dizem regular.

O precedente que se prepara é surreal e abre a possibilidade do público poder interferir no resultado de um jogo, de uma competição, do desporto.

A mensagem desta decisão é - A Violência venceu, o Desporto está morto.

A um grupo de marginais foi permitido fazer uma defesa melhor que o Golas, um corte digno do Pedro, uma finta sublime do Rosado, um golo felino do Wilson. Na cabeça destes miúdos a mensagem que ficou foi que o seu trabalho, o seu esforço, a juventude de que abdicaram para correr atrás de um sonho termina com pedras lançadas por quem nada quer construir, por quem não respeita aqueles que diz apoiar.

Tenho um orgulho enorme em ser Sportinguista e esse orgulho não existe por vitórias ou títulos, se fosse essa a minha motivação há muito seria adepto do Real Madrid ou de outro qualquer galáctico cheio de estrelinhas no emblema. Não é inconscientemente que encho a boca a dizer que o Sporting é a maior potência desportiva nacional.

O Sporting existe e cumpre-se em cada seu atleta, de cada vez que promove e fomenta o Desporto numa sociedade comercial dada a vaidades e compadrios, nos valores competitivos que ensina, na formação que dá aos seus atletas para procurarem sempre crescer, melhorar, ultrapassar os seus limites dentro das regras de cada competição.

Perante esta decisão, o Desporto não pode morrer porque o Sporting está vivo, assim sendo só encontro uma resposta à altura da afronta que foi feita aos valores e à honra de qualquer desportista.

Retirar todos os nossos atletas de qualquer representação nacional, querem brincar às pedradas desviem-se desta.

P.S.- Parece que a Sporting SAD tem um atleta novo. Não sei porquê esse facto não me interessa rigorosamente para nada.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Derrota?! Nós é que fomos agredidos!!!

"O Conselho de Disciplina da Federação puniu Benfica e Sporting com derrota por 3-0 devido aos incidentes ocorridos no derby de juniores, disputado a 27 de Junho e que decidiria a atribuição do título nacional na categoria.

Para além das derrotas, os dois clubes, que terão de pagar 625 euros de multa e as custas deste processo, foram ainda punidos com três jogos à porta fechada, mas apenas aqueles que os dois clubes terão de disputar entre si nesta categoria, ou seja, os seis próximos derbies não terão presença de público."

Peço desculpa ao LdA mas tenho que falar nisto!

É incrível esta decisão. Quer dizer, pensando bem não é nada, atendendo ao passado fértil de decisões completamente estapafúrdias com que temos sido brindados.

A FPF resolveu punir o SCP e os agressores, relativamente aos incidentes verificados no jogo de atribuição do título de juniores, a mesma punição: derrota por 3-0, não decidindo nada em relação a quem pode ser considerado campeão de juniores este ano. Não só puniu o justo pelo pecador, como ainda lavou as mãos como Pilatos. Um verdadeiro 2 em 1, revelador do estado a que chegou o futebol português. Ah é verdade, os próximos derbies serão realizados à porta fechada. É um verdadeiro tratado no que à imbecilidade e impunidade diz respeito.

Aberto o precedente, o que impede agora qualquer outro clube de usar a mesma táctica? Imaginem um clube que tenha uma equipa sua a disputar um jogo decisivo para atribuição de um título; bastará “vender” os bilhetes a que tem direito e que lhe tenham sido facultados, a uma das suas claques, esta interromper o jogo levando à suspensão do mesmo, e já está. Aliás o que impede uma claque afecta a outro clube de fazer isso?
Agora nada disto nos surpreende, sinceramente. No futebol português, existem não 2 pesos e 2 medidas mas 3. E nisto, o SCP, que é sem dúvida o clube mais cumpridor dos 3 grandes, é sempre aquele que sai mais prejudicado.
Aguardo pela reacção do SCP. Será que é desta que a nossa Direcção se capacita que a postura de cavalheiros, no actual estado, não nos leva a lado nenhum? Não quero que desçamos ao nível dos outros mas gostava de ver uma postura bem mais firme e intransigente no que toca à defesa dos interesses do SCP. As multas dos bilhetes são irrisórias. Assim como as dos calduços.

É verdade, pode-se recorrer da decisão. Só espero que desta vez, ao contrário do episódio com o Duarte Gomes, não se deixe passar o prazo.

PS: Aqui fica o link para a petição onde poderemos expressar a nossa indignação Petição

A tranquilidade foi de férias?

Chegou a altura de fazer um ponto de ordem. Apesar de todo o esforço de levar este blogue para a frente, há elementos cuja pouca aplicação emperra uma máquina que já devia estar oleada. E por isso há que fazer a devida distinção entre os que trabalham e os que se escondem atrás do labor de outros. Apesar de este blogue ser jovem, tem muitas ambições e quem não está de corpo e alma enquanto não crescemos, seguramente que não estará aqui quando lá chegarmos.

Quem acabou de ler este parágrafo a primeira coisa que pensará é que enlouqueci sem remissão. De certa forma sim. Explico melhor antes de mais: além de estar satisfeito com a equipa que faz este blogue, estou também agradecido: juntos temos sido muito melhores do que eu tinha conseguido ser sozinho. Tudo começou no LT para chegar ao Hugo nos dias de hoje. E asseguro-vos que a única ambição que tinha e mantenho relativamente a este espaço é que nele se realize um debate sério sobre o clube que nos une.

O que me levou a construir o cenário absurdo do 1º parágrafo foram as palavras de ontem de PB na conferência de imprensa. Não me parece que sejam próprias de quem dirige um grupo de trabalho. Tal como no 1º parágrafo eu fazia acusações que não provava e deixava todos à mercê de especulações, PB proferiu declarações que, a justificarem-se, nunca deviam ser pronunciadas fora das quatro paredes do balneário. Consegue desta forma que hoje todos nos interroguemos e até apontemos o dedo a qualquer dos intervenientes da partida. E isso é um jogo perigoso, porque quer individualmente, quer no colectivo, as reacções, públicas ou não, serão inevitáveis. Vimos como foi no ano passado. E não só é perigoso como injusto: porque, por exemplo, eu posso até ser levado a pensar que se referia a Liedson ou Moutinho, que foram para o banho mais cedo. Uma ventoinha num chiqueiro não faz melhor quando se quer sujar todos, indiscriminadamente.

Imagino o quanto pressionado se sinta PB nesta altura. Tenho a certeza porém que este não é o melhor caminho para continuar a merecer o respeito dos seus comandados. E este é de certeza bem mais útil do que o medo de poder ser atirado para o banco ou para a bancada. O pior que PB poderia fazer nesta altura pelo respeito que lhe é tributado pela massa associativa é aparentar que desvia as atenções de si, o ou que se escusa à sempre necessária auto-critica.

Vitórias ainda longe do berço.

O Sporting é sobretudo emoção e é essa a razão de ligação umbilical ao clube. Não são as derrotas ou as vitórias que pautam os afectos, muito menos a menor ou maior empatia que tenhamos com as pessoas que episodicamente possam ocupar os cargos directivos ou técnicos do clube. O Sporting é feito por todos e cada um de nós, e o que a vontade colectiva quiser fazer dele. É essa a ilação mais importante que retiro mais uma vez, após deslocação a Guimarães para ver jogar o Sporting. Num estádio difícil foi a voz do "Sporting Allez" e outras que mais se fizeram ouvir, isto apesar de os Sportinguistas presentes serem nitidamente inferiores em número e ser um jogo de cariz particular. Num momento em que a dúvida potencia a hesitação na hora de comparecer, foi bonito constatar que há em um espírito de indomável Sportinguismo que não quebrará nem será trucidado pelos magros resultados que se advinham no futebol. Por poucos que sejam os que comparecem, serão o ponto de renascimento e nunca o fim.

Quanto ao jogo propriamente dito, há a reter o 1º e último ensaio a uma alternativa ao famoso losango. O 4x4x2 ensaiado por PB resultou algo manco, uma vez que não havia uma unidade que fizesse à esquerda o que Pereirinha pouco fez à direita. Foi Veloso que teve que completar o puzzle em todo o corredor. Moutinho vagabundeava a 10, mas fugia para o lado que lhe favorecia o melhor pé, o direito. Na frente Liedson tinha em Djaló uma companhia invisível. Na retaguarda Polga e Tonel reeditavam uma antiga dupla e Pedro Silva completava à direita. Rochemback e Adrien faziam a dupla à frente da defesa.

É um desperdício o recuo à esquerda de Veloso. A minha dupla natural para este tipo de desenho passará sempre por Veloso/Moutinho ou Veloso/Rochemback, sendo Adrien uma boa alternativa. Veloso não tem velocidade nem perfil para fazer uma ala inteira, apesar do esforço e empenho. E Djaló nunca, a não ser num jogo de pré-época, sentará no banco Postiga ou até Vukcevic (má forma evidente).

Como é já costume no Sporting destes últimos tempos a equipa controlou o jogo, mas não o resultado. A entrada de Matias e de Postiga trouxeram um leão mais perigoso e objectivo, que consubstanciou a sua superioridade em 2 golos resultantes de 2 belas jogadas. Nunca dei o jogo por vencido porque sabemos que este Sporting é capaz de um haraquiri em menos de um fósforo. E isso foi o que aconteceu, como já sabemos.

Estou longe de concordar com análise feita por PB e acreditem que não é implicância. Onde ele vê falta de empenho, quiçá referindo-se a Veloso, eu vi cansaço. O 24 fez ontem o seu primeiro jogo completo e à medida que o jogo corria para o fim era evidente o menor discernimento e menor qualidade nos actos sempre que chamado a intervir. E parece-me também que PB não é rigoroso na sua análise, uma vez que "esquece" que a intervenção de Nelo Vingada na sua equipa, alargando a frente de ataque com Targino e Jorge Gonçalves, não teve resposta adequada da sua parte. Os médios e avançados de Guimarães apareceriam aos pares à frente da defesa, com a linha média a não dar qualquer cobertura. O que não pode passar despercebido, além de os golos terem nascido da ala esquerda, é que, dos 5 sofridos na pré-época, 3 deles aconteceram no espaço entre Abel e Tonel. A nossa 1ª vitória ainda está para nascer, ante um Vitória ainda embrião.

Não termino sem falar de Soares Dias. O Sporting tem que jogar muito melhor para se poder queixar da arbitragem, sob pena de soar a desculpa esfarrapada. Mas foi por demais evidente a pré-disposição do árbitro do Porto: entre outras, inventou um livre dentro de área porque a bola bateu em Pedro Silva após defesa de Patrício. Não contente, ainda implicou, pasme-se! com a barreira do Sporting, quando esta estava em cima da linha de golo! Quando o Sporting deixa que um dos seus seja "empeitado" pelo árbitro em pleno Alvalade e nem esboça qualquer protesto, não se queixe depois destas faltas de respeito.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Algum stress

Vi o jogo, prestando mais atenção na segunda parte que na primeira, e tenho que dizer que se havia jogador que não merecia falhar, esse jogador era o Miguel Veloso. Gostei bastante da sua exibição e parece-me que poderá ser um dos reforços mais importantes desta época.

Um jogo algo quezilento, a última vez que vi a estatística das faltas, tinham sido assinaladas 37. Isto num jogo de apresentação! Se o Roca fartou-se de distribuir fruta, também é verdade que o dormente do Custódio, que agora já bate, só em 2 deu logo nas vistas. E não vendemos nós este cepo por 7M€, se não estou em erro...

Dois jogos e três golos em que Tonel falha redondamente. Será possivelmente falta de confiança mas duvido muito que agarre a titularidade, numa pré-época muito curta e com pouquíssimos jogos. Carriço pelo que joga é titular de caras e Polga, apesar da sua qualidade, nem nos maus momentos a perde. Gostei bastante do jogo que Adrien fez.

Grande golo do Matias Fernandez e bom lance a originar o 2º golo. Até pensei: eh lá 2 golos de vantagem!! Claro que depois o "controlar o jogo" deu no que deu.

Falta atitude?! Então e quem tem como missão incuti-la? E que tal aproveitar um dos três(!) jogos de preparação, para testar algo alternativo ao único modelo de jogo que temos? A moral não está muito alta e eu não quero escrever mais nada porque ainda quero aproveitar as lições de Cabo Verde.

Nô stress ohhhhhhhhhhmmmmmmmmmmm....ohhhhhhhhhhmmmmmmmmmmm.... não está nada fácil...

Está por horas…

Enquanto a profecia feita por JEB antes da apresentação da equipa do Sporting não se confirma “O plantel está fechado até ao final da semana.”, e com a liberdade que a silly season me permite, deixo aqui o plantel do Sporting que eu faria, sem consumo de muitos recursos, para a época que se aproxima.

Guarda-Redes:

Rui Patrício, Benaglio (Wolfsburg), Júlio César (Belenenses)

Def. Direito:

Pereirinha, Drenthe (Real Madrid)

Def. Esquerdo:

Grimi, Alonso (Nacional)

Def. Centrais:

Tonel, Carriço, Geromel (Colónia), José Castro (Desp. Coruña)

Med. Defensivos:

M. Veloso, Moreno (Vitória)

Med. Direitos:

Adrien, Moutinho

Med. Esquerdo:

Izmailov, Ronny

Med. Avançado:

Matias, Wesley (Vaslui)

Avançados:

Liedson, H. Postiga, Vukcevic, Linz (Sp. Braga), Carlão (U.Leiria)

E então posso enviar o meu currículo para o JEB?

P.S. - Claro que estou a contar com a capacidade de diversos jogadores para jogar em várias posições.

Nô stress

Foi a primeira coisa que nos disseram quando chegámos ao aeroporto da ilha do Sal, em Cabo Verde. Ok a primeira possivelmente não mas das primeiras, afinal tínhamos que mostrar os vistos, saber qual era o nosso autocarro, etc. etc. Eh pá picuinhas!!! O que é que foi que escrevi no título!? Nô stress. Vá lá, tudo a não stressar.

Era exactamente isso que eu necessitava nestas férias. Ia decidido a não pensar em nada a não ser em descansar. Só que é impossível, por mais que se tente, desligar do SCP - eu pelo menos não consigo - como prova o facto de uma das t-shirts que levei ser uma do SCP.

Começou logo à chegada ao hotel, ao distribuírem-nos as pulseiras. E nem fui o 1º a reclamar da cor da mesma (vermelha) mas sim a senhora e a filha que estavam à minha frente. Não só a receberam primeiro que eu como, sendo um cavalheiro, aplico sempre a máxima "Primeiro as senhoras". Iniciado o protesto, juntei a minha voz ao mesmo.
Em seguida, a pergunta típica, mal viam que era Português: Sportinguista ou benfiquista? Depois da resposta, quando recebia como comentário "eh isso é que não" ou similar, levava como resposta "Eu tenho bom gosto mas compreendo que nem todos possam ter" ou qualquer coisa do género. Não me lembro de tudo e não tem nada a haver com poder beber tudo o que me apetecesse. Até a água da praia era verde! O nome do país tem Verde nele. Como dizia o LdA num comentário, não há coincidências.

Água da praia


Miúdo no pontão


Agora furor foi quando apareci com a t-shirt magnífica!! Ninguém ficava indiferente. Entrei num dos restaurantes e o empregado, que era benfiquista, disse-me logo onde estava a colega Sportinguista. Passou por mim um lampião, este era mesmo, à saída da praia e depois das provocações, disse-me que o Moutinho já tinha sido vendido ao Real Madrid e o Luisão também já tinha sido vendido, não sabia era bem para onde. Mais um "A Bola" believer.

Camisola espectacular


A partir daí, na altura do pequeno-almoço, passei a receber um "Bom dia Sr. Sportinguista". Digo-vos: tive um orgulho enorme em dizer que era do SCP, de andar com a camisola vestida, de ver um miúdo a jogar futebol de praia com a nossa camisola (infelizmente não tinha a câmara comigo) e do que mergulhava do pontão. Porquê? Não consigo explicar bem. Penso que é como a palavra cabo-verdiana "Morabeza" que não tem tradução: é um estado de espírito, sente-se e mais nada!

Está na altura do SCP pensar em apostar definitivamente em África. Não digo este ano que a pré-época assim não o permitia mas assim que seja possível. Começamos a perder terreno para o fcp. O SCP da Praia, que é a nossa filial nº 20, é tri-campeão cabo-verdiano. Aposto que se o SCP fose lá, seria uma festa. É urgente trabalharmos junto às nossas filiais (e núcleos). Porque o SCP é muito grande e não nos podemos esquecer disso!!


PS: Se o SCP não melhorar rapidamente o nível do seu jogo, o título será uma miragem como esta fotografia demonstra:

Não há agua nenhuma, é completamente deserta esta parte da ilha



PPS: Mal vi isto, lembrei-me imediatamente do nosso amigo LMGM:



P3S: O Monte Leão, que passou a ser um símbolo para os Sportinguistas que visitam a ilha. A perspectiva não é a melhor. Ok ok o fotógrafo...

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Eu comentador me confesso

Eu estou menos desanimado que quando perdemos com o bi-campeão europeu Nothingam Forest, mas continuo desanimado porque acho que o problema é mais profundo do que apenas um pré-época infeliz. Mas concordo: não haveria razões para euforias se estivéssemos a golear assim como não há razões para depressões por perder mesmo com equipas de 2ª linha. Afinal estes são os jogos que se podem perder. E a sério, tenho dúvidas da eficácia dos reforços se não forem laterais, centrais, médios centro tipo 6.

Eu tenho visto os nossos rivais e confesso que os acho com melhores possibilidades que nós, face às circunstâncias, mas a verdade é que o ano passado também achava e foi o que se viu.

Todos juntos temos de facto mais possibilidades. É por isso que amanhã estarei em Guimarães, inusitadamente num jogo de pré-época, num campo onde é perigoso usar cachecol ou até pensar a verde e branco. Afinal é o nosso Sporting, que, mais do que nunca, precisa do nosso apoio. Só os perus morrem de véspera e esses estão do outro lado da estrada.

Este é o meu comentário às palavras do Presidente Bettencourt (no site do clube):

Após a apresentação de 12 novos associados do Clube, José Eduardo Bettencourt dirigiu-se aos jornalistas para explicar, sem falar em nomes, que "até ao final da semana, haverá novidades quanto a contratações".O presidente «leonino» disse ainda não haver razões para que os sócios e adeptos estejam chateados: "Não estou desanimado, nem há razões para ninguém ficar desanimado. Estamos numa fase de pré-época e, inclusivamente, ao intervalo do jogo de sábado, o presidente do Feyenoord estava muito mal disposto e desabafou comigo, dizendo que não percebia como é que a sua equipa estava a jogar daquela forma; eu era um presidente mais bem-disposto do que ele e nem pude ver o golo do empate da sua equipa, porque ele ainda estava a desabafar. Mal de nós se vamos desanimar na pré-época. Também houve anos em que se entrou em euforias na pré-época e, depois, a chama foi-se apagando. Assim sendo, não há razões nem para euforias, nem para depressões".
Bettencourt falou também sobre as diferenças do Sporting para os seus rivais, no que a orçamentos diz respeito: "Não tenho visto os nossos rivais, mas é bom sinal que tenham ambições, tais como as nossas. Têm-se reforçado muitíssimo, têm grandes investimentos e grandes orçamentos, muito superiores aos nossos. Todos os anos, o nosso lugar já está atribuído e, este ano, parece que está tudo na mesma. Portanto, é fazer como no ciclismo; de trás para a frente. Dá-me a sensação que, este ano, ainda estão mais atribuídos. Os nossos adeptos também têm de perceber isso mesmo. Espero que não entrem em depressões, porque não há razões para isso. Estamos a trabalhar com os pés bem assentes na terra; temos um bloco muito coeso, muito forte e se há coisas a corrigir, esta é a altura ideal. Creio que temos uma massa associativa que gosta de futebol, que percebe de futebol e que vai saber distinguir o que é o campeonato da pré-época e o que são os jogos exigentes. Se tivermos todos juntos nisso, teremos muito mais possibilidades."A finalizar, o presidente «verde e branco» deixou uma mensagem para os adeptos: "os nossos adeptos têm percebido que, da parte dos nossos jogadores, tem havido uma ternura muito especial, bem como um cuidado e um detalhe muito grande. Eles (os jogadores) são os primeiros a pedir: estejam connosco. Seguramente, este caminho que está a ser traçado, faz muito mais sentido quanto maior for o apoio dos sportinguistas. Tenho ainda de agradecer que, numa altura de férias e de muito calor, mais de 30 mil adeptos tenham vindo apoiar da forma que o fizeram, a equipa do Sporting. Foi um dia excepcional e a equipa sentiu esse apoio. Não se devem destacar só as coisas más, mas também as boas."

Moniz Pereira forever

Dizia ontem ao nosso amigo Juvenal Carvalho que quem não percebe que a grandeza do Sporting não se limita ao futebol mas sim a todas as modalidades, e que o Sporting não é só Lisboa, é de todo o lado onde existem portugueses, não percebe a grandeza do Sporting e diminui os seus horizontes, tornando-o mais pequeno. Não sabia que quando deixava estas palavras na caixa de comentários do Sangue Leonino, em post pertinente do Miguel Damas, que o Sporting acabava de arrasar nos campeonatos de Lisboa sagrando-se vencedor quer em masculinos quer femininos tendo alcançado ainda 24 títulos individuais, 11 masculinos e 13 feminino. É caso para dizer Moniz Pereira forever. Num momento conturbado pela decepcionante pré-temporada no futebol, é mais uma vez o ecletismo e o atletismo a dar-nos motivos para sorrir. Espero que a alteração estatutária que consagre Moniz Pereira como Presidente Honorário chegue depressa.

Depois dos célebres sinais de fumo com que Roquette se entendia com Octávio Machado se terem dissipado rapidamente, é o "forever" que o presidente Bettencourt quer para Paulo Bento que está destinado a ser como o amor: será eterno enquanto durar. Não acredito que, mantendo-se o futebol leonino no actual impasse, em que não se consegue alcançar a consistência prometida e tão desejada, que haja margem de manobra para manter este casamento indefinidamente. Paulo Bento tornar-se-á demasiado pesado para Bettencourt e o treinador será o primeiro a perceber isso. Este cenário, neste momento, está de longe de ser o mais desejável mas parece-me o fruto do deixar arrastar o cenário de eleições a favor de uma estratégia de poder numa lógica onde, mais uma vez, os interesses do Sporting Clube de Portugal não foram acautelados. Independentemente das responsabilidades que quer JEB quer PB tenham no momento que se vive, não tenho dúvidas que também são vítimas de erros alheios, quando a época em curso ficou por planear em devido tempo.

domingo, 19 de julho de 2009

Não nos podemos queixar de não ter sido avisados.

O momento do futebol do Sporting está alicerçado numa grande certeza: não há quem não duvide do caminho percorrido, do método e de quem o aplica e do potencial do grupo que tem nas mãos a missão de nos representar. Mesmo os que escolhem o optimismo para disfarçar as preocupações estarão de longe de se sentir tranquilos perante o que se vai vendo. Acreditar no futebol desta equipa é, cada vez mais, uma profissão de fé: acredita-se no que não se vê e reza-se por dias melhores.O futebol do leão é um rei que se passeia mal vestido e que assim espalha a dúvida sobre a sua idoneidade. E a desconfiança, própria e alheia, é o primeiro passo para se sair derrotado.

Ano após ano os Sportinguistas são chamados à realidade das limitações do futebol que os representa. Nunca como este ano a tomada de consciência das nossas limitações foi realizada tão cedo. As habituais justificações para o fracasso como os orçamentos, a juventude, a aposta na formação, a arbitragem podem fazer algum sentido, mas é evidente são apenas parte de uma verdade incómoda: antes e depois falta-nos sempre algo na condução e no planeamento do nosso futebol. No relvado, onde as virtudes e os defeitos do trabalho semanal são expostos sem remissão, os erros repetem-se, ano após ano, como se de uma companhia de teatro amador se tratasse.

O quase continua a marcar o nosso futebol: ontem quase ganhávamos, se o futebol tivesse apenas 46 minutos. Como teríamos ganho 4 campeonatos, se o melhor de todos fosse o segundo classificado. E é por ficarmos sempre tão perto que pensamos que a seguir vai ser melhor. Não tem sido. E é com isto que se dividem as opiniões: os que acham PB e a sua equipa técnica capaz e os pensam o contrário. Deixo essa discussão para depois. Para já preocupa-me o imediato, como é normal quando o futuro é incerto e vago. Nestas alturas nada como ouvir quem está fora do turbilhão de emoções que assola os Sportinguistas:

“pelo que vi hoje [ontem], será difícil o Sporting passar.” Quem o disse foi o teinador do Feyenord. Não nos podemos queixar de não ter sido avisados, se preciso fosse.

sábado, 18 de julho de 2009

Dúvidas, muitas dúvidas.

Sobravam motivos de preocupação pela pálida imagem deixada no jogo de Albufeira. Não tanto pelo resultado, mas sobretudo pela forma deficiente como interpretou as diferentes fases do jogo, ante um adversário fraco. O Feyernord era um oponente suficientemente categorizado, pelos pergaminhos e pelo que hoje representa, para merecer a honra de jogo de apresentação bem como para aferir as nossas potencialidades.

Os primeiros 20 minutos de jogo permitiram um certo alívio: esta equipa, quando em posse de bola, é capaz de jogar bom futebol, agradável de se ver, preferindo a circulação de pé para pé aos lançamentos casuísticos, em chutões para a frente. Sem bola, sabe pressionar alto e em todo o campo. E mesmo quando a equipa precisou de respirar e ganhar fôlego para o que restava da 1ª parte, soube fazê-lo sem fazer perigar o domínio do jogo ou o resultado. Sendo um jogo treino, permitiu também treinar a paciência dos adeptos, porque esta forma de jogar, que melhor serve os nossos interesses, obriga a grande desgaste físico e é impossível de manter em 90m consecutivos. Foi grande o golo de Postiga, bem como a jogada que lhe deu origem. É verdade que antes disso os holandeses podiam ter inaugurado o marcador, por 2 vezes na mesma jogada, em que Patrício esteve muito bem.

Uma má entrada na 2ª parte deitou fora o pouco que tinha conseguido no resultado. Nas primeiras jogadas sofremos 2 golos que evidenciaram que os nossos problemas mais antigos na extrema defesa ameaçam tornar-se num eterno pesadelo. Jogadas rápidas e bolas paradas deixam-nos sem a reacção adequada e expõem-nos ao perigo desnecessariamente. Apesar de ter tentado reagir, a equipa nunca mais exibiu a mesma segurança ou qualidade. O adversário acabou por se acomodar e, assim, de incomodar.

Há ilações que devem ser retiradas deste jogo. A principal prende-se com o nosso potencial. Analisando desde já o plantel, é evidente a carência de qualidade nas alternativas a jogadores-chave. Se isso é verdade em qualquer plantel – o Ronaldo não tem quem desempenhe como ele as suas funções – é evidente que essa lacuna tem exemplos em número demasiado elevado para nos deixar dormir tranquilos. Moutinho, Fernandez, Liedson, Veloso, Vuk, Izmailov, o melhor Polga. Postiga não tem, como par para Liedson, melhor alternativa também. As oscilações de forma e as lesões, bem como a fadiga natural com o prolongamento da competição, deixar-nos-ão expostos e frágeis.

O resultado foi-nos adverso mas está longe de ter o mesmo significado que teve o jogo de Albufeira. A pré-época serve para limar arestas e Paulo Bento tem muito que polir para que a escultura tenha melhor aspecto que um bloco em bruto. Hoje há melhorias a registar, algumas delas, como a qualidade de jogo, em valor substancial. Falta saber se as fraquezas evidenciadas ainda irão ser erradicadas a tempo dos primeiros compromissos. E que peso tem na confiança da equipa perder 2 jogos consecutivos com adversários ao nosso alcance e em circunstâncias favoráveis. Com apenas 1 jogo para disputar – facto estranho o número de jogos agendados, já aqui falado pelo Virgílio, e que merece reflexão detalhada - e com tantos jogadores sem 1 jogo inteiro nas pernas tenho dúvidas. Muitas dúvidas. E os adeptos começam a ficar impacientes...

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Trabalhos: Twente!

Parece ser já um hábito a nossa falta de sorte na lotaria de Nion. Dos adversários disponíveis o Twente era dos mais incómodos. Conheçamos então o nosso 1º adversário na caminhada europeia desta época.

O Twente é um clube holandês, da cidade de Enschede, resultante da fusão, em 1965, do Sportclub Enschede e Enschedese Boys. O De Grolsch Veste é o nome do estádio onde o Sporting jogará a 2ª mão, com capacidade para 24.000 mil espectadores, com o delicioso pormenor de possuir sistema de aquecimento do relvado. Não será necessário por hora. O clube já conheceu o espectro da falência no final dos anos 90, mas vive hoje os dias mais felizes da sua existência ao classificar-se em 2º lugar, à frente Feyenord , PSV e Ajax. De tal forma que equaciona a ampliação da sua casa.

A orientação técnica da equipa cabe a Steve Mclaren, ex-selecionador inglês à época do fracasso da não qualificação para o último Euro, e nosso cliente na caminhada triunfal para a final da UEFA 2004/05, quando eliminamos o Middlesbrough nos oitavos de final. O mérito mais comummente apontado ao treinador inglês na obtenção do brilhante 2º lugar foi ter mantido o melhor do 4x3x3 que herdou, afinando a máquina nos pormenores.

A base da equipa mantém-se estável há sensivelmente 3 anos. Sander Boschker é um guarda-redes veterano, com episódicas chamadas à selecção, e pode ser considerado o pilar emocional da equipa. É titular desde 1993, com a excepção da passagem meteórica pelo Ajax. A defesa é sólida e segura, adoçada tecnicamente pelo sotaque brasileiro de Douglas. O trio de meio campo tem expoente máximo no tecnicista Perez, dinamarquês, ex-PSV e ex-AJAX. É também um velho conhecido, uma vez que o afastamos nas meias-finais em 2004/05 da Taça UEFA. Provavelmente um dos melhores do AZ Alkmar de então. Pontualmente auxiliado por carregadores de piano, não raro é visto a finalizar nas costas dos avançados. Deve ser por ter uma retaguarda tão segura que o ataque é demolidor, tendo sido considerado por muitos o melhor da Eredivisie 2008/09. Blaise Nkufo é um atípico suíço nascido no Congo. Veterano de 33 anos é, felizmente para o Sporting, o único avançado titular com garantias de vir a jogar esta eliminatória. Eljero Elia já assinou pelo Hamburgo e o jovem e talentoso Arnautovic é pretendido por Mourinho em Milão.

Só quem não conhece o futebol holandês é que poderá pensar que o Twente será uma presa fácil para os leões de Paulo Bento. Os Tukkers procuram a afirmação do seu futebol e não desperdiçarão qualquer oferta ou descuido do adversário. Mas um clube como o Sporting tem que encarar estes jogos como uma possibilidade de afirmação internacional do nosso nome, bem como do talento colectivo e individual dos seus jogadores. Estes devem a si próprios e ao clube centenário que representam um exorcizar do fantasma teutónico da época transacta. Uma abordagem receosa, além de contra-natura com os pergaminhos do nosso clube, será um peso a fazer pender os pratos da balança a favor dos holandeses.

Jogando assim ganhamos de certeza.

(Actualizado). Sporting -Twente foi o que ditou o sorteio. Faremos entre hoje e amanhã a apresentação da equipa que nos calhou em sorte.

Há dias iniciou-se um campeonato muito interessante e do qual o Sporting sairá sempre vencedor. Desenganem-se: não passamos a imitar os nossos concorrentes, oferecendo “quinhentinhos”, “café com leite”, “fruta ò chocolate”. Também não começamos a pagar viagens ao Brasil ou a fazer consultas de terapia familiar, recebendo árbitros antes dos jogos. Trata-se antes de um “campeonato” entre núcleos, em que, se ganha garantidamente novos sócios, deixando a todos um sabor de vitória pelo dever cumprido.

Bettencourt decidiu falar para o seio do clube, indo buscar os Sportinguistas que se mantêm à distância. Ao mesmo tempo que puxa para dentro aqueles que nunca tinham transposto a fronteira do adepto mais ou menos distante, recupera antigos sócios que se afastaram. Para tal JEB não sentiu necessidade de nenhuma campanha publicitária, antes decidiu jogar em casa, indo buscar os leões pela mão e pelo coração. De Portimão a Torres Vedras, passando pelas segundas-feiras em Alvalade, o Sporting viu crescer em 4.500 o número de associados, dos mais conhecidos aos mais discretos ou anónimos. Um filão que está longe de estar esgotado e onde reside grande parte do Sporting que se perdeu nos últimos anos.

Bettencourt joga simples, mas directo. E é impossível não aplaudir com entusiasmo, sabendo como se sabe o abandono a que estão votados os núcleos e o associativismo. Havendo muito para fazer nesta e muitas outras áreas é bom sentir que, tal como no futebol jogado em campo, as primeiras jogadas são de bom recorte: dá confiança, sobe auto-estima, tornando a equipa mais confiante, logo mais difícil de bater. A jogar assim, ganhamos todos de certeza.

P.S.- O nosso editor Hugo Malcato estará hoje em Hamburgo, em representação da A.A.S., no II Congresso Europeu de Adeptos. Pode seguir o evento através do site da A.A.S. e contamos ter aqui um relato do sucedido na próxima semana.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

A uma só voz

Espero que ninguém mate nenhum destes mensageiros.

«Expectativas são as maiores. Queremos fazer uma grande época e chegar ao fim do campeonato em primeiro. Queremos ir longe na Champions, ganhar a Taça da Liga e a Taça de Portugal» - Tonel, 16 de Julho

«Quero afirmar-me no Sporting, ajudar o clube e dar a alegria aos sócios pela conquista de um título.» - Yannick, 15 de Julho

«O Sporting também quer fazer uma época melhor do que a anterior e o objectivo é ser campeão. Os adeptos esperam há bastante tempo e estamos concentrados nesse objectivo» - Pedro Silva, 14 de Julho

"A Liga dos Campeões é muito importante para o Sporting, até no aspecto financeiro. Por isso, vamos trabalhar bem na pré-temporada para que seguirmos para a fase seguinte" - Daniel Carriço, 13 de Julho

"Este tem de ser o ano para sermos campeões. É isso que temos na cabeça. Todos os sportinguistas o querem e nós queremo-lo também, porque já estamos há muitos anos fora do título" - João Moutinho, 12 de Julho

"Estamos a ter várias conversas e a realizar um bom trabalho. É algo que foi reforçado. Estamos muito unidos no balneário, sem problemas e felizes por estar a treinar e a preparar a próxima temporada", "Tem de ser este ano. Todos nos conhecemos e conhecemos as nossas capacidades. Resta trabalhar e não cometer os erros do ano passado." - Rochemback, 10 de Julho

"Quero títulos e espero ser campeão já no próximo ano" - Liedson, 09 de Julho

“ …o grupo está "com uma grande vontade de ganhar" para assim "chegar aos objetivos" que "tem falhado por pouco nos últimos anos. Prometemos, desde já, deixar tudo em campo." - Adrien, 09 de Julho

"Trabalhamos sempre para ganhar e sermos campeões, é esta a política do Sporting. Nos últimos quatro anos ficámos sempre em segundo e não alcançámos o objectivo mas este ano vamos fazer tudo para conquistar o campeonato" - Rui Patrício, 08 de Julho

“Temos que nos preocupar connosco e dar o máximo para acabarmos o campeonato em primeiro" - Pereirinha, 07 de Julho


"Tudo num grupo são problemas e é esse tipo de problemas a nível desportivo e a nível exterior que não podem acontecer. O objectivo é trabalharmos todos para o mesmo lado e fazer com que o Sporting seja campeão", "Temos que nos preocupar com o Sporting e manter a regularidade para sermos campeões. Temos que corrigir os erros do passado e preocuparmo-nos apenas com o Sporting. Os adversários só nos preocupam na semana antes de jogarmos com eles." - Hélder Postiga, 06 Julho

Matar o mensageiro não chega

Em 333 a.C., Dario III reinava na Pérsia, quando Alexandre o Grande já tinha iniciado a expansão do seu império. Apesar de aconselhado pelos seus generais, acabou por cometer uma série de erros estratégicos que ditaram a sua derrota, assim que o confronto com Alexandre se tornou inevitável. Quando o seu general Charidemos, que o avisara das consequências das suas decisões, lhe trouxe a notícia da derrota dos seus exércitos, Dario III mandou matá-lo. Ficou desde aí consagrada a expressão “matar o mensageiro” quando não se gosta da mensagem.

Parece fazer escola entre os Sportinguistas fazer tiro ao alvo sobre quem emite opiniões fundamentadas sobre o estado do futebol Sportinguista. Ao invés de apresentarem os seus argumentos, suscitando a discussão sã que aqui queremos promover, há quem opte pela redução das questões a acusações primárias de anti-sportinguismo, benfiquismo, dragonismo, o que quiserem. Podem deixar-nos maldispostos, mas nem nos indicam melhor caminho, nem os problemas que apontamos se resolvem ou dissipam.

Este blogue tem 6 editores e nenhum deles pensa da mesma forma. Conseguimos fazer artigos conjuntos sem abdicar de opinião própria, e sem diminuir o Sportinguismo dos demais. Procuramos ser generosos na hora do elogio como ser justos na crítica. Peço aos que nos lêem e comentam que sigam o mesmo caminho. Desmintam-nos mas não nos insultem.

Como podem ver aqui ou aqui não foi o “ANortedeAlvalade” que inventou os problemas.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Novos tempos para a SAD?


A Associação de Adeptos Sportinguistas emitiu recentemente um comunicado dando conta da possibilidade de pequenos accionistas fazerem-se representar na próxima Assembleia Geral da Sporting SAD (ver aqui).

Para quem não sabe, são necessárias 100 acções para ter direito a um voto nestas assembleia. Como muitos sócios e adeptos têm apenas pequenas quantidades de acções por afinidade ou para ajudar o Sporting, esta é uma oportunidade de se fazerem representar nas reuniões magnas da sociedade desportiva.

Esta prática é cada vez mais comum por toda a Europa (principalmente Reino Unido mas não só) onde grupos de Adeptos se reúnem para ter direito a participar nas acções que definem o rumo dos seus clubes.

Negócios à Sporting

À vinda para o emprego reparei na capa de um diário desportivo que o Sporting está disposto a ceder Stoijkovic e Purovic com a contrapartida de 30% de uma futura transferência. Não é que eu esteja preocupado que eles um dia possam vir parar a um dos nossos rivais, mas sim com a forma como o nosso clube tem vindo a perder dinheiro neste tipo de negócios.

Depois de Tello, Jardel e Niculae - três dos maiores investimentos financeiros de sempre no Sporting - terem saído do clube a custo zero, o Sporting fica agora a "nadar" em 3 Milhões de euros, na esperança que possam valorizar-se noutras bandas e os 30% cheguem para cobrir a despesa.

Mais um exemplo de uma política desportiva leviana no clube começando pelo momento do recrutamento (Stoijkovic teve problemas "disciplinares" por todos os clubes onde passou e Purovic sempre foi um avançado alto com pouca técnica), pela má gestão de activos onde ambos os jogadores foram logo noticiados como "a mais" no plantel e por último quando o Sporting não consegue descalçar a bota, "despacha" os jogadores desta forma.

Se se confirmar o interesse do Estrela Vermelha que surgiu na imprensa há poucas semanas, diga-se de passagem que será uma excelente jogada de Lease-Back. Dois jogadores que abandonaram o clube sérvio há 3 e 2 épocas por alguns milhões, voltam agora à casa de partida gratuitamente.

Gameboxes

Não faço a mais pequena ideia da quantidade de lugares de época já vendidos mas uma coisa deixa-me satisfeito: Renovei a minha na semana passada e ontem já estava em minha casa. Será desta que se ultrapassam os problemas que se vêm a repetir época atrás de época? A esperança é verde.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Pode ser já amanhã?

Independentemente do ponto de vista que cada Sportinguista tenha sobre os primeiros factos que sobressaem da pré-época julgo ser pacífico afirmar, nesta altura, que o sobressalto tomou o lugar à tranquilidade desejada para o arranque da época. São os reforços que tardam, é o espectro de um losango anémico, a falta de eficácia na hora de marcar. A confirmação da necessidade de intervenção cirúrgica no nosso recatado mas profícuo “czar” Izmailov agrava o cenário: pior do que não haver reforços é ficarmos sem os melhores. Fala-se outra vez em Hugo Viana, neste caso para reforçar a meia-esquerda, onde Izmailov fará muita falta até Outubro, pelo menos.

Não me pronuncio sobre o acto médico que conduziu a este desfecho. A medicina está longe de ser uma ciência exacta e, se os resultados do tratamento conservador a que o russo foi sujeito, tivessem sido os esperados hoje “o caso Izmailov” era um caso de sucesso e não mereceria talvez uma única linha neste post. Não vou mandar prender por ter cão e por não ter.

Confesso que a minha preocupação está longe de ser, neste momento, a chegada de reforços. Por 3 razões essenciais: (I) desde o ano passado que entendo que esta equipa está longe de estar rentabilizada na sua plenitude. Há muitas soluções por encontrar, há questões tácticas inexploradas, o colectivo é pobre e com isso não permite que se revele o melhor de cada indivíduo. O futebol que a equipa joga não respira com naturalidade, parecendo mais perto de se ligar à máquina. (II) quem quer que chegue a um plantel assim está mais perto de acrescentar um número ao problema do que à solução. (III) Além da questão da orientação técnica, tão amplamente debatida estes dias, parece-me que os lugares mais carenciados não estão referenciados como passíveis de ser reforçados: as laterais da defesa, particularmente a direita, e o lugar de 6. Veloso é nosso único jogador a dar garantias de bom desempenho e não vejo qualquer outra alternativa. É no entanto quem mais parece perto da guia de marcha. E esforços nesse sentido não faltam.

Reforço o que ontem disse: não quero que a minha desilusão relativamente ao actual satus quo do futebol do meu clube contamine os meus consócios e adeptos. Ninguém mais do que eu espera estar enganado e espero ver Alvalade cheio e a vibrar com vitórias. O que eu mais desejo é ver aqui muita gente a comentar, com grande satisfação, a minha falta de visão e pessimismo.

O jogo com Feyenoord, não deixando de ser mais um jogo particular, assume por tudo isto, contornos diferentes do esperado. Nestas alturas, em que as dúvidas são mais que muitas e, parece-me, justificadas, nada como uma boa exibição para fazer reentrar a palavra “tranquilidade” no léxico leonino. O jogo não pode ser já amanhã?

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Gritos de Alerta


Ainda no rescaldo do resultado do passado sábado, as reacções à partida reergueram algumas hostilidades vividas aquando das últimas eleições. De um lado, os supostos "Velhos do Restelo" e do outro, os "Escuteiros de Paulo Bento & C.a.".

Depressa surgiram comparações com outra pré-épocas e outros treinadores com resultados e exibições fracas. Penso porém que não é possível comparar o incomparável que pode ir desde as mentalidades dos treinadores à organização directiva, passando pelas unidades existentes no plantel até à disposição táctica dos mesmos em campo.

Antes que pensem que sou um profeta do desastre e estou cheio de vontade que algo corra mal, claro que gostava que pudesse acontecer algo como em 1999-2000 onde apesar de um início de época preocupante, conquistámos o tão almejado título nacional. No entanto, Materazzi estava no Sporting há pouco mais de 3 semanas, Sporting fez nesse início de época 5 contratações, o italiano foi despachado à 5ª jornada depois de três empates e duas vitórias e Inácio além de aproveitar o bom trabalho físico do italiano, além dos 3 excelentes reforços de Inverno, montou uma equipa sólida e coesa, com um grande espírito de equipa e união no balneário. Mais do que talento, o Sporting daquele ano tinha paixão e dedicação.

Pergunto eu aos que continuam com tanta "fé", como é que posso eu ter essa mesma crença? Ano após ano, pouco (ou nada) muda. Tal como em 2000, temos alguns jogadores que podem desequilibrar, mas onde é que está a paixão e a mecânica/dinâmica de jogo?

Eu, como muitos outros, não estamos a profetizar e a apelar ao fracasso. Estamos a fazer soar um grito de alerta pois o casco do navio há muito que está rachado e aparentemente ninguém faz nada para o concertar e pior ainda, teimam em não admitir a existência dessa fissura ...

Outros destaques:

Um artigo recente da Futebol Finance (ler aqui), refere que os direitos televisivos correspondem a 10-15% do orçamento anual das equipas portuguesas enquanto que a média europeia ronda os 30-50% A mesma fonte estima que esses mesmos direitos das ligas profissionais em Portugal valem entre 120 e 150 Milhões de Euros anuais, sendo que cada um dos três grandes pode receber um valor a rondar os 20/25 Milhões de euros ao ano - ou seja - o equivalente ao orçamento anual do Sporting Clube de Portugal.

Em relação a isto, o anterior presidente do Sporting afirmou que o nosso clube deve estar eternamente grato à empresa que tem adquirido os direitos televisivos do Sporting, sem no entanto frisar o que esta empresa poderá ter lucrado com a subavaliação dos direitos connosco negociados. Curioso, porém, que a mesma empresa (ou grupo empresarial) que detém esses direitos, é também uma das principais accionistas do Sporting.

Face aos valores (estimados) que o Sporting pode auferir com estes direitos, continuamos nós a viver o fantasma de um dado "plano financeiro" que ameaça a posição do clube na Sociedade Anónima Desportiva, apresentado como a "única forma de poder reforçar o orçamento para o futebol". E neste plano, além das entidades bancárias, parece evidente quem são aqueles que têm uma palavra a dizer, como quem diz, quem tem "ouros" para se chegar à frente...

A Sul de Alvalade II

Já se acabaram as minhas férias, de regresso ao mundo real deixo-vos a minha sessão fotográfica do Sporting-Nothingam, sobre o jogo já o Hugo disse tudo, só acrescentar que o ambiente na bancada esteve fantástico com a boa disposição a reinar.

As gentes de Albufeira já mereciam uma vitória gorda na sua festa.



Muito amor nas bancadas
Fome de bola

Toma compadre

Duas?

O sonho de todos nós!

Corre, Levezinho!

A estrela ainda esteve tremida.

Penalty, pá!

Onde está a bola?

Paulinho em pose de Rochemback!


Roda tudo menos o Moutinho.

Rochemback em pose de Paulinho!

Chuta Patricio!

Ganha Postiga!

Ai as minhas cruzes...

Vai Pedro!

Têm a certeza que querem vender este?

Tudo com cara de golo sofrido...

Coça o queixo coça...

Não é para recuar...

... nem para ficar parado.

É Prá Frente Malta!

Isso Corram!


Acabou. Venha o próximo...


Afinem lá a máquina que isto ainda está muito desfocado.

Que mais pode dizer um simples adepto?

A 15 dias do inicio de um compromisso vital para afirmação internacional da marca “Sporting” são uma vez mais maiores as dúvidas que as certezas a marcar o presente do Sporting. 2 jogos de preparação em 2 semanas de trabalho mostraram o mais temido Sporting para grande parte dos Sportinguistas: um compromisso com uma continuidade de futebol mal definido, sem espectacularidade nem eficácia. Isto perante adversários muito mais fracos do que os que nos esperam, quer nos compromissos nacionais quer internacionais. Tenho dúvidas, que, em 2 semanas, se possa desentranhar, tal como dizia o Hugo abaixo, maus hábitos adquiridos ao longo de 3 anos e muitos meses. Mas a verdade é que, ao contrário do que muitos pensam ou afirmam, não serão as minhas dúvidas a afectar o trabalho na Academia e resta esperar que no próximo jogo, o da apresentação em Alvalade, seja possível apresentar futebol mais adequado às expectativas dos adeptos e dos pergaminhos do clube. Que mais pode dizer um simples adepto como eu?

E é como adepto que volto ao jogo de sábado. O até agora único reforço o chileno Matias Fernandez, era o objecto de curiosidade de todos e justificadamente. O primeiro registo deixado foi uma imagem desfocada com a fama que o precedeu. A dúvida é saber se o que pesou mais foi uma má ligação com equipa, pelo pouco tempo de trabalho conjunto, ou se resulta de um equívoco na sua colocação ao centro, sem apoios directos e com a bola sempre longe dos pés. Veremos as cenas dos próximos capítulos.

Saliente-se a boa forma física e pelos vistos mental de Veloso, deixando claro que é o que melhor garante o lugar de 6. Rochemback parece continuar com opção e, ou muito me engano, será a 1ª de PB. Ficaríamos bem servidos se a ocupação do espaço fosse feita em função do volume. O pior é quando for necessário correr, como se viu. O mesmo se pode dizer de Pedro Silva. O tamanho XXL tem nestes 2 jogadores clientes para os próximos tempos. Na defesa Carriço prossegue o seu caminho de forma discreta, mas quase imperial. A discussão de um lugar na equipa é, neste momento entre Polga e Tonel. Gostei de rever André Marques, não suportei o suplicio de voltar a ver Caneira à esquerda, o pior lugar para desempenhar no quarteto defensivo.

Moutinho é um caso à parte. O desperdício a que é votado à esquerda é de arrepiar, mesmo tendo em conta que não sabe jogar mal. No panorama actual do futebol do Sporting o seu lugar é a 10, indiscutivelmente. Quando se volta falar no Real Madrid digo sem desassombro mas com pena que compreendo perfeitamente que Moutinho queira sair deste atoleiro em que parece ter caído o nosso futebol. Ele precisa de mais e merece melhor.

Na frente não há muito a dizer quando as bolas não chegam ou chegam mal. De Liedson diria o mesmo que disse de Moutinho: merece mais e melhor. Yanick, com a sua rapidez, pode ter um papel importante em alguns jogos, mas não será titular. O mesmo serve para Pereirinha, embora creia que a titularidade para ele esteja longe de ser uma miragem. Vukcevik e Izmailov, por razões diferentes, continuam deixar dúvidas se o seu talento poderá alguma vez reverter em plenitude para a equipa.

domingo, 12 de julho de 2009

E ao segundo teste..

... Surge a primeira derrota da época. Todos nós gostávamos que fosse a única mas pelo andar das coisas, sinceramente, eu não estou com grandes expectativas.

Porquê? Portanto, temos depositado grandes confianças no único reforço que temos para esta época e acho que hoje tivemos uma amostra daquilo que lhe poderá acontecer, ou seja, o mesmo que a Romagnoli. Infelizmente, Matias pareceu-me completamente alheado do jogo, teve de vir muitas vezes a trás para armar o ataque e a bola raramente lhe chegou. No entanto, realce para o bom passe a desmarcar Liedson que no entanto falhou o remate.

O jogo para mim resume-se de duas formas:
Primeira parte sofrível e com pouco para destacar:
- Veloso com mais garra e participação;
- Pereirinha confiante à procura de criar desequilibiros;

Segunda parte com alguns pormenores interessantes:
- Moutinho rende obviamente mais ao centro;
- André Marques pode ser uma solução válida no plantel;
- Yannick e Postiga demonstraram garra e vontade de lutar por um lugar na equipa.

Tónica durante todo o jogo: Boa exibição por parte de Daniel Carriço. Sóbrio e determinado na abordagem aos lances, resolveu sem contemplações uma mão cheia de jogadas dos ingleses.

Muito pouco para uma equipa do Sporting. Podemos encontrar N explicações e N argumentos sobretudo o pouco tempo de trabalho e a carga física intensa e claro que eu compreendo esses factores. No entanto, foi notória a incapacidade de fazer 3 passes seguidos durante a primeira parte e a dificuldade em rematar à baliza durante a segunda (embora o remate de Moutinho à trave e algumas incursões interessantes de Postiga ou Yannick).

Importa não esquecer que esta equipa joga toda junta quase há 2 anos com alguns retoques e mesmo assim continua a não haver fio de jogo. Há jogadores que entre estarem em campo ou não estarem, quase parece a mesma coisa. Sectores bastante afastados entre si, jogadores com medo de ter a bola nos pés...

Nesta altura, estou obviamente preocupado. Bem sei que estamos em início de época, mas neste momento parece-me mais do mesmo. Sporting produz pouco, está amorfo e pratica um futebol fraco. Além disso, enquanto continuarmos a debater qual das peças tem mais condições para servir o Sporting, estamos mesmo mal, pois mais uma vez, estamos a nivelar o Sporting por baixo.

Paulo Bento continua com muito trabalho pela frente. Hoje jogámos com um clube histórico mas que anda em escalões inferiores na Inglaterra e restam-nos apenas mais dois jogos até à pré-eliminatória da Liga dos Campeões. E fica a dúvida:

Duas semanas para desfazer algo entranhado há dois ou três anos?

Força Sporting!

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