A luta pelo Sporting by Bruno de Carvalho
O fim do silêncio
Como dei conta no último post, era minha intenção fazer uma moratória na publicação do blogue, ficando a sua continuidade dependente do posicionamento dos restantes elementos. Essa decisão, a de não voltar a escrever no imediato, tomada em vésperas das eleições, pareceu-me ainda mais se justificar no que sucedeu a seguir. Pedi apenas a todos os elementos do blogue que nos remetêssemos ao silêncio, até ao dia de hoje, tendo em conta o excesso de ruído pós-eleitoral.
As razões desse auto-afastamento são claras: sinto, pela primeira vez, que o clube está num ponto de viragem, que pode ser em qualquer sentido, correndo mal pode-nos afastar por muito tempo do Sporting que conhecêmos até hoje. E já passei pela saída de JR, das direcções de Amado de Freitas, JGonçalves e finalmente JEB. A forma como sairmos desta crise definirá o futuro a médio e longo prazo. Julgo que hoje, mais do que nunca, o sucesso do clube está entregue mais à vontade dos adeptos do que apenas à boa gestão, que é obviamente indispensável.
A única razão que me levaria a interromper a minha reclusão, e que dei conta antecipadamente aos restantes elementos, seria a interposição de uma providência cautelar, no decurso das ameaças entretanto deixadas por BdC. A simples impugnação das eleições, mesmo parecendo-me excessiva, face a tudo a que aqui escrevi, teria de ser analisada nos termos em que seria proposta, para me merecer reacção ou não. A providência cautelar está aí, o meu silêncio terminou.
A luta de Bruno de Carvalho
BdC diz que vai lutar pelo Sporting. Não sei quem lhe outorgou os direitos para tal, que, por ora, não são mais nem menos que os de qualquer associado. Mas não deixa de ser revelador que BdC escolha precisamente o dia de hoje para espalhar pelos média o fragor da sua “luta” pessoal, justamente hoje, que o Sporting joga uma cartada decisiva para a manutenção do 3º lugar, num campo difícil como é o de Guimarães. É um pormenor, dirão uns, é um pormaior suficientemente revelador das reais preocupações que afligem BdC, digo eu. Lembro que BdC não pôs GL em tribunal, acabou de por o Sporting em tribunal, com consequências que estão ainda por apurar.
Era isto um presidente para o Sporting?
O excerto da entrevista no DN é um excelente exemplo do que seria uma presidência de BdC. Do seu conteúdo à postura do ex-candidato. Já não nos bastava o “houveram inconformidades”, temos que agora ouvir os “mia culpa”. O Sporting não é um blogue, é um clube centenário! Nesse excerto BdC continua a atirar a pedra e esconder a mão. Ou “houveram inconformidades” ou “houveram fraudes” e BdC continua a querer correr com os dois cavalos em simultâneo, certamente porque lhe dá jeito.
O ridículo mata
Não contente, BdC gora adiciona-lhe a “pressão” aos mais variados níveis, terminando com um sintomático “pessoas de bem e honradas obrigadas a assinar comunicados”. Talvez entre mim e BdC haja uma concepção diferente entre “bem” e”honra” e não vejo como pessoas de honradas possam assinar comunicados nos quais não se revêem. Fala ainda de ameaças físicas, não escapando ao ridículo de se considerar em perigo de vida, como se lê no "OJogo": Eu era para nem estar vivo! Por sinal, até agora, as únicas ameaças que se conhecem são à integridade fisica do presidente recém eleito, por parte dos seus apaniguados, e as que vão ficando nos mails, blogues e Facebook. E o que dizer do "Se eu tivesse vencido, não estava aqui. Era para me encherem de petardos no palco."? Pouco, muito pouco a dizer, senão perguntar a BdC porque é que alguém poria petardos num palco onde ele não subiria porque, segundo a sua própria teoria conspirativa, as eleições estavam "afinadas" para ser outro o vencedor?
O ridículo mata
Não contente, BdC gora adiciona-lhe a “pressão” aos mais variados níveis, terminando com um sintomático “pessoas de bem e honradas obrigadas a assinar comunicados”. Talvez entre mim e BdC haja uma concepção diferente entre “bem” e”honra” e não vejo como pessoas de honradas possam assinar comunicados nos quais não se revêem. Fala ainda de ameaças físicas, não escapando ao ridículo de se considerar em perigo de vida, como se lê no "OJogo": Eu era para nem estar vivo! Por sinal, até agora, as únicas ameaças que se conhecem são à integridade fisica do presidente recém eleito, por parte dos seus apaniguados, e as que vão ficando nos mails, blogues e Facebook. E o que dizer do "Se eu tivesse vencido, não estava aqui. Era para me encherem de petardos no palco."? Pouco, muito pouco a dizer, senão perguntar a BdC porque é que alguém poria petardos num palco onde ele não subiria porque, segundo a sua própria teoria conspirativa, as eleições estavam "afinadas" para ser outro o vencedor?
Irei ler hoje atentamente as entrevistas de BdC à comunicação social. Há domingos penosos, mas quem já teve que passar fins-de-semana a ler manuais em inglês, quem sobreviveu ao inglês técnico de Barroso, Sócrates, e ao francês de Soares, certamente que também sobreviverá aos disparates de BdC. E amanhã, se possível, deixarei aqui a debate o que me parece ser uma cruzada populista contra o Sporting, sob a capa do amor ao clube. Há questões de direito e outras que já descambam para o foro psiquiátrico, mas a todas procurarei chegar, mesmo não sendo um especialista em nenhuma dessas áreas.Não tenho dúvidas que as consequências de tudo isto são demasiado graves para poderem passar em claro.
