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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Equipa B, a última tentação

Em nenhum momento dos mais de 100 anos do Sporting se havia visto algo como agora deparamos quando olhamos para a classificação, decorridas que estão oito jornadas. Tristeza, frustração, revolta são sentimentos que certamente hoje todos partilhamos, acrescidos pela difícil compreensão do que está a acontecer. 

São muitos os diagnósticos e poucas as certezas. É mais fácil hoje afirmar que foi um erro despedir Domingos, contratar Sá Pinto, despedi-lo e por Oceano a ver o que dava. Por coerência, mantenho-me fiel ao que disse nos respectivos momentos: pareceu-me boa a aposta em Domingos, pareceu-me inevitável o seu despedimento e, embora constituísse uma surpresa a promoção de Sá Pinto, os resultados por essa via alcançados foram pelo menos razoáveis. Todos os "diagnósticos" feitos à posteriori merecem-me pouca consideração.

Hoje são  as muitas dúvidas em torno da valia do plantel - que me parecem manifestamente exageradas, veja-se o que já se dizia de Jeffren - mas elas não justificam nem as exibições, nem os resultados, nem muito menos a posição na tabela classificativa. Desta forma, e tentando racionalizar, só consigo vislumbrar duas explicações: a qualidade do trabalho desenvolvido (e as opções técnico-tácticas), e as contingências da própria actividade desportiva.

Quanto à qualidade do trabalho e a vertente técnico-táctica, desde os primórdios da época que sobravam as dúvidas e faltaram as certezas. Às primeiras opções de Sá Pinto*, privilegiando a posse de bola e a segurança em construção, sucedeu-se o descalabro, com o desmantelar do alicerce de qualquer equipa: a segurança defensiva. Segurança de que não é apenas responsável o último quarteto, mas sim, tal como todos os momentos do futebol, de toda a movimentação colectiva. 

Ontem, o primeiro jogo de Vercauteren, deu ainda para perceber pouco, mas não me parece muito honesto castigar hoje a defesa por causa de um golo irregular, mesmo descontando os erros de posicionamento. O que é facto é que o Sporting perde por causa de um golo fortuito e outro irregular. Isto dito não invalida que é prioritário trabalhar muito e trabalhar melhor a forma como a equipa defende. E, para uma equipa de um clube grande como é o Sporting, isso que dizer começar a defender assim que se perde a bola. Há muito a fazer nessa matéria e não é apenas no último reduto a precisar de melhorar.

Sou dos ainda não desisti de defender a qualidade geral do plantel, mesmo considerando que falta concorrência/alternativa a Wolfswinkel, o excesso de jogadores semelhantes no meio-campo e excesso de juventude no ataque. Mas essas fragilidades não explicam tudo e o mesmo devem estar a pensar os adeptos do Liverpool ou do Lakers (tudo parecia perfeito...). Todos estaríamos longe de imaginar vermo-nos na posição que nos encontramos. A actividade desportiva está longe de ser uma ciência exacta, capaz de nos dar respostas lineares.

Ainda de ontem sobram as declarações de Vercauteren, que considero que esteve bem na conferência de imprensa. Hoje prefere-se dar o enfoque a uma frase «Fiquei desiludido com alguns jogadores», quanto a mim de forma manifestamente exagerada face à forma como foi proferida. Mas, seja qual for o alcance que Vercauteren queira dar, é um erro deixar de contar com estes jogadores. Porque não me parece que o problema seja de falta de atitude, como habitualmente se define o compromisso dos atletas com a equipa e o clube, e porque não se pode todos os anos reconstruir um plantel.

Desenganem-se aqueles que vêm na equipa B a salvação. Além de Mendes e eventualmente João Mário (que não tira o lugar a Rinaudo...) não há jogadores ainda suficiente "crescidos" para fazer face às dificuldades do que nos espera até ao final do ano. Metê-los nesta fogueira não só não resolverá os problemas dos A´s, como se estragará o que está a correr bem na equipa B. E isso não são tanto os resultados, mas sim a consolidação do muito valor individual que por lá abunda. A tentação dos ovos de ouro é grande, mas são apenas isso, ovos, e para sair desse momento é preciso muito mais do que promessas.

O que o Sporting tem feito nos últimos anos é saltar de modelo/projecto ao sabor dos resultados, sem grande convicção. Ao primeiro desaire deita-se fora tudo: o que foi bem feito, e o que não foi. Por norma começa-se sempre pior, porque há quase tudo para fazer.  

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*Vários foram os comentários depreciativos sobre o post na barra lateral Sá Pinto, o Guardiola do Sporting? Para quem não se deu ao trabalho de ler, o post foi motivado por uma frase de um treinador de um clube adversário e não se tratava de uma afirmação. Mas estou habituado a dar a cara pelas minhas convicções e que se diz no post, (acrescido pelas contribuições dadas nos comentários) sobre a escolha de um treinador, serviu para analisar aquele momento. Mas o post está muito para lá de se centrar apenas em Sá Pinto, pelo que me parece continuar actual, e, já agora, merece uma vista de olhos.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

2 Desabafos. E manhosos há muitos!

Foto retirada do perfil FB da Cortina Verde
Desabafou o Tiago, aqui na caixa de comentários:

É curioso que a experiência de Sá Pinto nao era um problema no dia a seguir à vitória sobre o City ou sobre o Athletic. Também é curioso que quando perguntado sobre a experiencia de Mourinho, AVB ou Guardiola, a única justificaçao dada seja sobre a experiencia de Mourinho ou AVB. Podíamos também falar de Frank de Boer, por exemplo.

Mas o pano de fundo é o julgamento pelos resultados e este ciclo, em que o tempo para implementar ideias e vê-las dar resultados é sempre inferior ao que um grupo crescente e incentivado por vários quadrantes, desde paineleiros sportinguistas a três diários desportivos, a tentar lidar diariamente contra a sua óbvia inutilidade, está disposto a dar.

Vítimas e artífices de uma cultura futebolística de merda em que os paradigmas de êxito sao Pinto da Costa e Mourinho, andamos aqui num loop de sebastianismo em que todos sabemos o que o clube precisa e isso  nunca é mais tempo a quem está mas sim ao salvador que virá.

E já chega de tratar quem defende esta equipa técnica e estas ideias assim como mais tempo para elas como acrítico, conformista ou, pior, comprometidos com a direcçao ou com interesses ocultos. Nao basta ter gente desde esses tais quadrantes a fazerem de todos parvos e alguns ainda temos que aturar algo entre o paternalismo e a calúnia de outros consócios ou adeptos?

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Quem também desabafou ontem foi Sá Pinto. Recomendo em particular estes sete minutos

O que vi deixa-me sentimentos mistos: 

1- O treinador revela humildade, reconhecendo a existência de problemas, o que é sempre a primeira condição para os resolver e evoluir. Isso deve ser relevado, tendo em conta o que vem sido dito e escrito sobre o seu discurso. 

2- Por outro pareceu-me angustiado e abatido, estados de espirito que retiram a indispensável clarividência e serenidade.

O ataque de vários quadrantes não custarão tanto a Sá Pinto como os que lhe foram dirigidos de dentro. Por isso estranho que muitos que “esquartejaram” já o treinador agora se indignem tanto com o vergonhoso artigo de Querido Manha. Manhosos há muitos e nem todos estão fora do Sporting

Muito se tem falado sobre a ausência de protecção de Sá Pinto por parte da estrutura. Julgo que o ontem foi dito pelo treinador revela haver identificação de estratégias. Mas não me parece a mais adequada, já deveria de havia de ter havido uma tomada de posição relativamente a pelo menos mais uma das aberrações jornalísticas com o que o referido jornalista brindou  Sá Pinto. Percebo o descontrolo emocional que é capaz de o ter motivado: mais 530 milhões de deficit é muito dinheiro, mesmo a dividir por 6 milhões.

Sá Pinto tem razão quando fala em ataques pessoais e em ataques ao Sporting. Há com certeza muitos de nós que têm todo o direito de não acreditar no que Sá Pinto propõe, a mim parece-me ainda demasiado cedo para ilações definitivas. O tempo, se o houver, verá quem tem razão. Mas, quer dentro que fora do Sporting, há muita gente que já percebeu que a queda de Sá Pinto constituiria um indiscutível revés para o clube, mas um excelente instrumento para muitas estratégias.

domingo, 12 de agosto de 2012

Troféu 5 Violinos: Estamos prontos!

A uma semana do inicio do campeonato o Sporting fez um jogo muito seguro, demonstrando alguma consolidação das indicações dadas anteriormente. A equipa está a ser construída de trás para a frente, com um processo defensivo já adiantado e com total privilégio para a segurança como se gere a posse da bola. É bom de notar que o adversário foi o mais exigente dos que se cruzaram connosco no inicio de época. Para lá da forma individual deste ou daquele jogador, e da afinação pontual da movimentação colectiva, parece claro que o Sporting está pronto para as exigências das primeiras jornadas.

Notas soltas sobre o jogo:

- O plantel deste ano está mais equilibrado, as aquisições parecem ter sido certeiras. É por vezes difícil perceber  a "justiça" da titularidade de alguns jogadores, tal é a concorrência;

- Parece estar encontrada a dupla de centrais;

- A lateral direita está ainda em aberto mas Cedric parece estar à frente;

- É evidente o atraso de forma de Ínsua;

- Gelson Fernandes é uma opção válida para a posição 6, para jogos com adversários mais fortes como o de hoje, embora seja evidente que se perde na dinâmica colectiva na saída para o ataque;

- Elias, se mantiver a actual entrega ao jogo, com adversários grandes e pequenos, será uma arma importante e um dos jogadores mais valiosos do campeonato;

- A titularidade de Adrien deverá introduzir alguma serenidade nas análises ao tema. Ou talvez não...

- Carrillo está já em boa forma,o mesmo não se pode dizer de Capel. E, a avaliar pela amostra do que fez Labyad, ou melhora em relação ao que oferece à equipa, ou é um forte candidato ao banco;

- Wolfswinkel precisa de mais jogo para marcar os tais 30 golos, é preciso esticar o nosso jogo mais uns metros;

- Depois do que vimos ontem com a expulsão de Rúbio e hoje com a nomeação de Duarte Gomes é óbvio que é cedo para pensar que podemos contar apenas com o que podemos produzir em campo.

- É meramente simbólico, mas foi bom que a primeira edição do Troféu Cinco Violinos ficasse em casa. E foi bonita a homenagem que o grupo de trabalho prestou a Paulinho, que recebeu o troféu de braçadeira de capitão no braço.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Quais são afinal as ideias de Sá Pinto?

Quais são as ideias de Sá Pinto para a época que vai começar?

Depois de ver o jogo com o Getafe esta parece-me a fazer tendo em conta a produção da equipa. E dito isto só posso concluir que ou sou eu que não percebo ou são os jogadores que não estão a perceber. Pensar que foi apenas um jogo parece-me demasiado optimista face ao que têm sido os jogos até agora realizados. 

O problema nem sequer é a derrota, porque nada se perdeu, mas é a ausência da mais elementar articulação colectiva, em particular na organização do jogo ofensivo, que deixa um sabor a frustração e dá razões para preocupações. Diria até duplamente frustrante ao constatar que até falta de intensidade e a postura generalizada estão longe de fazer jus ao carácter do nosso treinador, que nos habitou a deixar a pele em campo, fosse qual fosse o resultado. E mesmo que tivessemos ganho ver-me-ia obrigado a dizer mais ou menos o mesmo, tendo em conta a forma como jogamos.

E como a lei de Murphy postula, já não bastava a sensação de as férias terem varrido alguns dos bons indícios deixados nos jogos do final de época, só nos  faltava mesmo uma lesão de Wolfswinkel para nos tirar ainda mais o sossego.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Época 12/13: prioridades, possibilidades, inevitabilidades

Prioridades
Chegados ao final da época passada, e apesar dos desaires (vencidos mas não convencidos de não poder ter feito mais nas meias da UEFA, e um domingo negro no Jamor), era praticamente consensual que o Sporting precisava de mexer muito pouco para se reforçar para a época que agora começou. Para que tal sucedesse bastaria colmatar as fragilidades há muito identificadas  - centro da defesa, alternativas a Rinaudo e Wolswinkel - e fechar qualquer buraco que se abrisse com a saída de algum jogador e que não houvesse alternativa no plantel.

Falava-se em aquisições cirúrgicas que permitiriam à SAD voltar-se novamente para dentro, depois de um ano de abertura ao exterior para criar valor que não existia na passagem de testemunho da fatidica "era Bettencourt". Mas, a um mês do fecho do mercado, contamos já com 6 aquisições: Labyad, Gelson, Pranjic, Boulahrouz, Rojo e Viola. Entretanto continua por suprir a tal alternativa a Wolfswinkel e as renovações de Patrício, Adrien e Carriço em aberto, às quais se podem juntar a de outros jogadores que poderão ser importantes num futuro próximo, como Nuno Reis e Pedro Mendes.

Obviamente que o Sporting não poderia ficar tolhido até à resolução das renovações para fazer aquisições, porque o mercado não espera. Mas parece-me indiscutível que cada jogador novo que entra contribui para reforçar a posição negocial dos jogadores em final de contrato. Patrício não quererá figurar atrás de Boulahrouz ou Rojo no ranking salarial, e o mesmo certamente acontecerá com Adrien, Pereirinha, Nuno Reis relativamente a Viola que, diz-se, irá cobrar meio milhão de euros/ano.

Em jeito de conclusão deste capitulo podemos dizer que há demasiados dossiers de renovação em aberto para tudo correr bem, isto no sentido dos interesses do Sporting. Resultado de um passado de ausência de gestão desportiva assertiva, consequente e menos casuística e, mais recentemente, menos hesitante em relação a alguns valores já com provas de valor confirmadas como Patrício, Adrien e até Matias, que concorreram para a actual situação.

Possibilidades
Continuam inúmeras as possibilidades aventadas para entradas e saídas do actual plantel do Sporting.  O leque  é demasiado vasto para poder ser abrangido apenas num post, por isso cingir-me-ei às mais faladas, no entendimento de que o mercado só fecha daqui a sensivelmente um mês e, até que tal suceda, é difícil de dizer que o plantel está fechado.

Izmailov: Já aqui me pronunciei anteriormente sobre a possibilidade, aventada pelo próprio, de terminar a ligação ao clube. A qualidade do russo é tão evidente como a sua pouca fiabilidade, como o demonstram as suas 29 aparições no total de 54 jogos disputados pelo Sporting na época passada, pelo que a sua ausência poderia ser considerada quase como natural. Desde ontem que vários jornais russos aventam como certa a transferência de Izmailov para clubes locais, nomeadamente o Spartak de Moscovo, de quem, diz-se, o Sporting espera receber 7 milhões, o mesmo que pagou ao Lokomotiv de Moscovo, onde o Sporting o foi descobrir.

Elias: muito se tem especulado sobre a vontade da SAD em desfazer-se de Elias para reduzir os custos salariais. Seria um erro crasso, agravado pela eventualidade de partir juntamente com Izmailov. Não só porque perderíamos um dos melhores e mais experientes do plantel como seria muito difícil realizar nesta altura mais-valias com um jogador cujo passe foi avultado. Elias é um jogador incontornável para as aspirações deste Sporting 2012/13.

Xandão, Onyewu e Carriço: Fala-se na eventual saída dos dois primeiros mas é bom não perder de vista a situação contratual do terceiro, que "obriga" a renovação ou encarar a saída a custo zero no final da época. O brasileiro parece ser o que tem merecido mais apetite, no caso concreto da Lázio. Dois factores concorrerão para o Sporting abrir mão destes 2 jogadores em favor de outros que já estejam no plantel ou no mercado: os salários elevados (mais de Onyewu) para a provável condição de suplentes e as cotas de estrangeiros para a inscrição nas competições internacionais. É que, para lá dos jogadores da formação, há um número limitado de estrangeiros a inscrever do lote de 25 possíveis e não me parece que Onyewu, por exemplo, aceite de bom grado ficar de fora dessa lista, quando as opções de Sá Pinto têm deixado claro que ele é o último dos 5 centrais.

Sobre a questão dos centrais não me parece surpreendente que Sá Pinto pareça disposto a começar do zero este ano. Não foi apenas por aí que o Sporting não conseguiu os seus objectivos na época passada mas, quem se lembra do que foi o jogo de apresentação do ano passado, (derrota expressiva com o Valência) e das alterações/hesitações posteriores de Domingos relativamente ao posicionamento da defesa (mais subida? menos subida?), certamente que não deixará de o relacionar com os problemas sentidos nos espaços e ligações entre sectores e o que isso representou na dinâmica de jogo da equipa.

Inevitabilidades
Já ontem o havia dito aqui, na caixa de comentários o Sporting não tem comprado jogadores por valores que se possam considerar exorbitantes. Rojo, sendo internacional argentino já na Europa dificilmente se pode considerar caro por 4 milhões e mais convencido disso ficamos quando vemos o que o SLB despendeu com Sálvio, suplente no Atlético de Madrid . Já o mesmo não digo de Viola, com 20 anos e muitas interrogações pela frente. E se o compararmos com Matias, que vendemos por pouco mais de 3 milhões e um jogador feito, mais caro parece. 
Ao contrário de muitos não creio que haja incompetência ou inabilidade negocial por parte da SAD, como se se vendesse por pouco dinheiro porque sim. O mercado aproveita-se das nossas fragilidades colectivas e circunstanciais ( falta de êxito desportivo nacional e internacional, e a necessidade de vender para não perder dinheiro com jogadores em final de contrato). Mas é óbvio que o Sporting tem de vender melhor para se tornar um projecto sustentável.

A ausência do pote de ouro da Liga dos campeões obriga a encolher o orçamento o que, acompanhado do investimento na equipa B, obriga/permite um plantel mais curto, que poderia muito bem ser de 23 jogadores. Sem a atracção da promoção ao plantel principal a passagem pela B pode parecer um longo exílio embora, em nome da estabilidade competitiva, a equipa B não pode ser afectada por um carrossel de chegadas e saídas de jogadores em trânsito esporádico e aleatório para a equipa principal.

A contratação de um jogador para a posição 9. Tenho insistido muito neste ponto e, para o justificar, basta imaginar o problema que representaria uma lesão que obrigasse à ausência, mesmo que curta, de Wolfswinkel. Se  a SAD foi em busca de alternativas seguras para o centro da defesa ou do meio-campo, não se imagina porque não deva fazer o mesmo para uma posição tão importante.

Contratações e dispensas à parte há 2 grandes inevitabilidades para o sucesso do Sporting na época que agora se inicia:

A arbitragem - é "inevitável" que não sejamos mais uma vez atirados fora do comboio seja na primeira estação, como sucedeu o ano passado, seja em que ponto for da viagem. A interferência, diria a guerra, dos homens da APAF foi decisiva para o desfecho final.

O modelo de jogo e a respectiva dinâmica - Mais importante do que o modelo de jogo primordial e as respectivas variações que venha a optar Sá Pinto, é importante que na pré-época o treino dote a equipa das armas necessárias para levar de vencida as principais dificuldades que os adversários irão impor jornada a jornada. Seja fora ou em casa, quase todos eles - praticamente todas as equipas que ficaram atrás de nós na tabela classificativa - esperarão atrás pela nossa iniciativa. É nessa maioria de jogos que se ganham os campeonatos e é sabendo superá-los que se ganha a confiança e a dinâmica de vitória. Nos jogos com os nossos rivais jogam-se o orgulho e raras vezes se decidem os campeonatos. Estão aqui as minhas dúvidas, que ainda não se dissiparam com o que vi ate agora nos jogos já realizados.

Achei curiosa a afirmação de Gelson, no dia da sua apresentação, com a qual concordo: é importante, inevitável diria,  chegar à 6ª jornada na luta pelo primeiro lugar, quando formos jogar ao Dragão. Guimarães (f), Rio Ave (c) Maritimo (f) Gil Vicente (c), Estoril (c) - 2 jogos em casa para aproveitar - não são fáceis nem difíceis, são o percurso decisivo para um Sporting melhor.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Sporting, que equipa-tipo?

Se há algo que resulta claro das primeiras observações que se podem fazer desta pré-época é existência de um leque equilibrado de jogadores para cada posição, exceptuando para a posição 9, tal como foi aqui anteriormente afirmado. Menos claro é ainda, e talvez resultante desse mesmo equilíbrio, é a equipa tipo com que o Sporting se apresentará nos primeiros compromissos oficiais da época. O presente post é um exercício meramente especulativo, tão ao gosto de qualquer adepto, mesmo que um pouco extemporâneo, face ao que ainda falta ver jogar, e por isso com elevado risco de ver as previsões falhar.

Baliza: Só em caso verdadeiramente excepcional se encara a possibilidade de o titular não ser Patrício. E a excepção poderia ser a sua partida, o que até agora não parece haver riscos de suceder. Com a desejável renovação em curso, espera-se que o titular indiscutível da selecção nacional se mantenha por mais anos de leão ao peito.

Lateral direito: a opção inicial de Sá Pinto, que já revelou não se deixar influenciar por alguns sectores da bancada, deverá ser Pereirinha. Nesse sentido lembro aqui o comentário do nosso leitor Tiago, no post anterior: "Por vezes os adeptos do Sporting parecem aquela velha história entre um oncologista e um neurologista. Um paciente é diagnosticado e para o oncologista é um cancro e para o neurologista é um problema neurológico O Bruno é tão patinho feio que não importa o que ele faça, a generalidade dos adeptos diz que ele fez mal". Há que dizer contudo que Cedric obrigará Pereirinha a manter o nível elevado se quiser ser titular. Depois de o ter visto jogar a primeira vez em Braga, no jogo final do campeonato 2010/11, não tenho dúvidas que temos o futuro assegurado na posição.

Defesas-Centrais: à primeira vista tudo se encaminha para a dupla Boulahrouz - Rojo. No entanto o holandês deve-se preocupar com Xandão e Carriço. Onyewu é nitidamente o outsider nestas contas.

Lateral esquerdo: Ínsua goza de estatuto semelhante a Patrício. Só um abaixamento de forma, lesão ou necessidade de rodar, deverão fazer Sá Pinto equacionar a deslocação de Rojo ou a inclusão de Pranjic.

Meio campo - O coração da equipa merece o tratamento por inteiro e não individualizado. Ainda sem Labyad e com Izmailov com um pé (pelo menos...) de fora, é muito provável que Sá Pinto opte inicialmente pela dupla Schaars / Elias e André Martins um pouco mais adiantado. Outra possibilidade é a utilização de um 6 mais posicional e aí parece-me que Gelson tem mostrado que Rinaudo não terá a tarefa tão fácil como no ano passado. O argentino, agora elevado à condição de capitão, parece sofrer por ora o preço da grave lesão e paragem prolongada.

Extremos:  Capel também goza de estatuto semelhante a Wolfs mas não poderá facilitar, num ano em que se espera a afirmação de Carrillo e a aparição de Jeffren a um nível mais próximo do que há muito promete.

Avançados- Wolfswinkel já se apresenta em forma muito apreciável, embora continue a estar, em muitos momentos dos jogos até agora disputados, muito longe dos colegas mais próximos. Um problema a carecer de solução até ao inicio dos compromissos oficiais, pois o holandês precisa de ter bola para fazer valer a sua qualidade de finalizador. Precisa de concorrência e de alternativa, até porque o seu jogo de cabeça está longe de ser tão eficaz como o dos pés. Parece-me ainda cedo para Wilson Eduardo, a quem não faria mal continuar a jogar com assiduidade e não deixa de ser uma pena que Rúbio passe mais um ano a jogar muito pouco. Veremos o que música nos dará Viola.

sábado, 28 de julho de 2012

Sporting 3 - St. Etiene 1: apresentação enCarrillada

De forma justa o Sporting venceu hoje o St. Etiene no jogo de apresentação aos seus associados e adeptos. Depois de alguma hesitação inicial o Sporting partiu para cima do adversário acabando por dominar quase totalmente um adversário de valor mediano. 

Se a nota de destaque individual continua a ser para Elias, hoje há que lhe juntar Carrillo pelo número de golos alcançados e pelos desequilíbrios criados,que são não foram mais determinantes porque ainda lhe falta alguma capacidade de decidir bem entre as possibilidades de rematar, passar, temporizar. 

Do ponto de vista colectivo, se foi notório que ainda falta alguma dinâmica nas movimentações, quando por vezes os jogadores se parecem esquecer de se movimentar para oferecer linhas de passe ao portador da bola, é cada vez mais notório que Sá Pinto tem muita qualidade ao dispor. De facto, se exceptuarmos o lugar de Wolfswinkel, o treinador terá muitas dificuldades em tomar algumas decisões quando quiser formar a equipa. E isso é indiscutivelmente uma evolução positiva face ao ano passado e sem dúvida nenhuma uma boa noticia para todos nós.

Ficha de Jogo:

Viola, (entre a surpresa e indignação) um instrumento de risco

Parece consumada a aquisição de Valentin Viola para a frente de ataque do nosso plantel. A noticia já não é surpresa mas o interesse por um jogador com o seu perfil, (posição e idade) é-o. E à surpresa com que colhe os adeptos Sportinguistas não deixa de ser curioso o mesmo sentimento acrescido da indignação que corre entre os adeptos do Racing por se estar a vender "barato, muito cedo, mais um bom jogador da cantera, que poderia render muito mais daqui a uns anos". Este é o sentimento maioritário expresso nos foruns, acompanhados aqui e acolá por sonoros insultos aos dirigentes do clube. Caso para perguntar, "onde é que eu já ouvi isto"?

Teremos que esperar para perceber as razões que levaram a SAD (e aqui tenho que incluir não apenas Carlos Freitas mas também Luís Duque e Sá Pinto, pois não me ocorre que não tenha havido concertação...), em tempo de vacas magras investir alguns milhões num jogador que, nos seus 20 anos, ainda tem um longo caminho a percorrer para ser o "novo Lisandro Lopez". Comparação que desde logo não o favorece, como vimos no passado com outros jogadores que vinham rotulados de "novo qualquer coisa" e que não eram, contabilidade feita, mais do que um novo equívoco. 

É evidente que há um risco associado a esta aquisição, mais ainda quando se tem novos valores a levantar o braço, pedindo oportunidades na equipa B e nos júniores. Mas Viola tem pedrigree, e se é arriscado trazê-lo agora não deixa de ser verdade também que não seria possível fazê-lo depois de se ter tornado uma certeza garantida, seja lá o que isso é em futebol. Mas enquanto não percebo o que tem Viola que não haja já por Alvalade resta-me desejar-lhe sorte e grandes recitais de leão ao peito.

Não termino contudo sem perguntar quem será que fechará o ataque do Sporting. Isto porque não acredito que a baixa de forma e os possíveis castigos, lesões e cansaço de Wolfswinkel fiquem a cargo de ser colmatados por dois miúdos como o são Rúbio e Viola.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Quanto vale Matias Fernandez?

Actualizado: Agora que o Sporting confirmou a venda de Matias (por números não revelados) o meu obrigado e boa sorte El Crá! Um grande profissional que passou em Alvalade

Qual o valor de Matias Fernandez?
Esta tem sido e será a discussão dos próximos dias, isto enquanto não chegar uma outra noticia que supere em actualidade e importância a saída do craque chileno. 

Há 2 formas de avaliar Matias Fernandez, pelo seu potencial e pela sua produção. 

Pelo seu potencial, que é aquele que me parece que a maioria dos adeptos avalia o chileno, é jogador para valer muitos milhões. É olhando para os pormenores de classe do chileno e imaginando-o a realizá-los com frequência que se estima o seu valor de mercado. Deve ter sido por essa avaliação que o Villareal desembolsou 9 milhões pelo seu passe quando o foi buscar ao Chile.

Pela sua produção e pela participação no esforço colectivo temos que olhar para os dados concretos. Elegi os jogos de campeonato por serem um valor fixo (30) e não dependentes de apuramentos em eliminatórias:

2009/10
1373 Minutos jogados  / 50,85% do tempo possível
3 golos marcados
15 jogos como suplente utilizado

2010/11
1434 Minutos jogados / 53,11% do tempo possível
5 golos marcados
5 jogos como suplente utilizado

2011/12
1204 Minutos jogados / 44,59% do tempo possível
4 golos marcados
5 jogos como suplente utilizado

Talvez a melhor forma de responder à pergunta colocada "Qual o valor de Matias Fernandez?" seja colocarmo-nos na posição de comprador e dizer quanto daríamos por um jogador que não faz muito mais do que metade dos jogos da sua equipa no campeonato. Foi talvez por fazer essa avaliação que o Villarreal nos vendeu o jogador por quase um terço do valor que havia pago.

Vender ou ficar com Matias?
Claro que o Sporting não é obrigado a vender Matias, podendo para isso oferecer-lhe a renovação do contrato. Mesmo sem saber se Matias aceitaria ou não renovar, é preciso ter em linha de conta que o chileno, sendo já dos jogadores mais bem pagos do plantel, e tendo propostas do exterior, iria ficar provavelmente no top 3 da folha salarial. Poderia, deveria, o Sporting oferecer-lhe esse estatuto face à produção do jogador?

Sporting mau vendedor?
A questão é colocada sempre que o Sporting vende ou compra jogadores. No caso concreto de Matias Fernandez, como de outros, o mercado rege-se por factos muito concretos como o tempo de contrato que ainda lhe resta, a sua produção, o seu valor potencial, a idade, as internacionalizações, etc. 

Outro factor importante na valorização de um jogador é o clube de origem do jogador e as respectivas conquistas. Nesse aspecto a chegada de Matias coincidiu com o desmoronar do departamento de futebol do clube (de 2009 a 2011) e recomeço difícil como foi o do ano passado. Nesse período fizemos apenas uma venda superior a 11 milhões de euros (Moutinho) mas da forma que se sabe, fixando-se Veloso pelos 7 milhões. Milagre seria, perante a paupérrima prestação desportiva, que os jogadores se tivessem valorizado e tivéssemos feito grandes negócios a vender. Para alterar isto "basta" começar a ganhar e chorar pelos cantos dizendo que o Sporting é um mau negociador, como se fosse uma maldição, também ajuda muito pouco.

Negócio possível
É assim que classifico o negócio Matias com a Fiorentina, que deve estar prestes a confirmar-se a qualquer momento. Dentro dos parâmetros "péssimo", "mau", "razoável", "bom" e "óptimo" eu classificaria o negócio como razoável se ele se realizar algures pelos 4 milhões de que se fala.

Saudades do que Matias não fez
É este o sentimento pessoal que fica ao ver "El Crá" partir. Nunca chegou a ser um jogador preponderante no tempo que por cá passou, vitimado pelas lesões e pelo estado em que encontrou o clube e a sua gestão desportiva. Nas 3 épocas conheceu como treinadores Paulo Bento, Carvalhal, Paulo Sérgio, José Couceiro, Domingos e finalmente Sá Pinto. Foi precisamente com este que vimos Matias em melhor plano. 

Tendo finalmente gozado férias ao fim de 5 anos quase ininterruptos de competição e com 26 anos, julgo que este seria o tempo para o ver em plenitude. O que dificilmente acontecerá em Itália e em particular na Fiorentina, onde o futebol é duro e com poucos espaços, num campeonato que vem perdendo os seus valores e a sua influência, pese a boa participação italiana no campeonato europeu.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Belenenses-Sporting: Falta o mais dificil (e o rumor Matias)

Sá Pinto parece querer apontar o caminho
Depois de ver o Sporting pela 2ª vez não demorei muito para chegar à conclusão que titula o post: falta fazer ainda o mais difícil, que é fazer chegar a bola ao último terço do terreno e aí conseguir criar oportunidades de golo.

Para o comprovar basta dizer que Wolfswinkel não foi uma única vez servido e apenas conseguimos criar uma verdadeira oportunidade de golo, que Elias permitiu que o guarda-redes defendesse.  Também não será alheio a este facto a pouca participação de André Martins no miolo e o excessivo afastamento dos alas, Carrillo e Capel. Do ponto de vista defensivo, e apesar de estar em campo um quarteto completamente novo, foi pouco consistente a réplica dada pelo Belenenses.

Falta ainda algum tempo para o inicio do campeonato e é aí que me parece que se jogará a sorte do Sporting no campeonato que aí vem. Nesse aspecto o jogo com o Belenenses foi um óptimo treino porque quer a sua valia colectiva quer a sua forma de se opor à equipa comandada por Sá Pinto é em tudo semelhante a uma parte significativa das equipas que encontraremos na Liga Zon Sagres.

Do ponto de vista individual salientaria a boa forma de Elias, que me pareceu o melhor em campo. 

Schaars vai pelo mesmo caminho. 

Wolfswinkel precisa de mais bola e em locais onde o seu remate possa fazer estragos, mas parece-me numa forma já apreciável. 

Carillo e Capel tiveram uma participação muito distante do que era necessário, pouco esclarecidos.

Referência para os reforços, todos eles defesas. Mesmo reconhecendo que o Belenenses não causou grandes dificuldades, nenhum deles complicou e isso por vezes é o melhor elogio que se pode fazer a um defesa. Bons pés de Rojo e Pranjic, segurança e simplicidade de processos de Boulahrouz.


Marcelo Boeck; Cédric, Boulahrouz, Rojo e Pranjic; André Martins, Elias e Schaars; Carrillo, Capel e Van Wolfswinkel.

Nota 1: o post refere-se apenas ao jogo com o Belenenses porque foi o único dos 2 jogos do troféu Pepe.

Nota2: Não faz qualquer sentido comentar a hipotética mas mais do que certa transferência de Matias Fernandez sem esta estar ainda confirmada, mesmo sabendo que em Itália já a dão como certa.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Sporting-Sheffield Wednesday - Um desafio para si

Não tive oportunidade de ver o jogo de ontem em Albufeira e por isso aqui faltou um post alusivo ao mesmo. Mas, para que os leitores mais assíduos do blogue possam falar sobre o que viram, deixo meia dúzia de perguntas para quem quiser responder, desafiando assim os leitores a deixarem ficar as primeiras impressões da época:

1- Notou-se uma evolução positiva no jogo, relativamente ao que se havia passado no jogo de estreia, quer no aspecto defensivo quer ao nível da produção ofensiva?

2- Sá Pinto repetiu o quarteto de defesas. Será esse o que tem mais potencial para vir a ser titular ou espera alterações e quais?

3-O meio-campo parece ser o sector com mais e melhores opções para o treinador e Sá Pinto parece inclinar-se para um um 4x2x3x1. Parece ser uma boa solução face aos intérpretes disponíveis ou preferiria outra?

4- Que apreciação faz dos reforços que jogaram mais tempo (Gelson Fernandes, Boulahrouz, Pranjic)?

5- Fala-se muito na necessidade de mais um avançado (ponta-de-lança). Concorda? E que perfil ou até um nome concreto (e que pudéssemos pagar...)  lhe parece ser uma boa solução?

5- Em termos individuais quem o tem surpreendido (pela positiva e pela negativa) e quem é o jogador de quem espera muito esta época?

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Ainda tens muito que apertar com eles Sá Pinto

Importa pouco o resultado, importa muito mais o que o Sporting não conseguiu fazer em campo.O Sporting que esteve em Lepe hoje não deu nem a mais pálida ideia de ter mantido a quase totalidade dos jogadores e equipa técnica da época transacta nem do trabalho que tem andado a fazer. E este Charlton até fez o que precisávamos de um adversário nesta altura da época, colocando mais ou menos os mesmos problemas que muitas das equipas da Liga portuguesa nos irão colocar jornada a jornada. Há muito trabalho para fazer, tens muito que apertar com eles Sá Pinto!

quarta-feira, 18 de julho de 2012

1ª missão de Boulahrouz: contrariar uma ideia enraizada

Imagem de "ABola"

Kaled Boulahrouz é a última aquisição apresentada pelo Sporting e destina-se a colmatar o lugar em aberto no centro da defesa. Internacional holandês, de largo curriculum, ( com passagem por clubes de nomeada como o Ajax, AZ Alkmaar, Hamburgo, Estugarda, Chelsea e Sevilha) chega a Alvalade a custo zero, dando conta da sua vontade de ganhar títulos, prometendo "mostrar que o Sporting fez uma boa contratação".

Ora é precisamanente aí que reside a minha principal dúvida: que efectivamente se trate de uma boa contratação e não apenas a contratação possível. E, estando provavelmente encerrado o sector central da defesa, com Onyewu, Xandão, Carriço e Boulahrouz, que o Sporting esteja melhor apetrechado para as exigências do campeonato e para a defesa do seu estatuto do que esteve na época transacta. Vou até mais longe afirmando que me parece que os melhores centrais que o Sporting tem no activo falam ambos português e sem sotaque: Carriço e Nuno Reis. E, tomando o exemplo do que sucede com o meio-campo, parece ser notória uma evidente falta de classe.

Boulahrouz tem uma época inteira para contrariar esta ideia que já está enraizada a partir do momento em que foi avançado o nome do central holandês, e face ao que fui vendo as poucas vezes que o observei. Outra ideia terá Sá Pinto, mais habilitado que eu, e isso é que conta. 

Bem-vindo Boulahrouz, que esta seja a tua casa e ela fique marcada pelo sucesso.

P.S.- Ao contrário do que aconteceu com Pranjic, desta vez não foi possível manter o sigilo sobre o nome do jogador a contratar. Há mais de uma semana que ele circulava num fórum ligado ao Sporting e hoje, já ao inicio da tarde, o jornal abola dava garantia a sua contratação. Tendo em conta que a informação deve priveligiar os sócios e adeptos do clube, não fez muito sentido protelar a sua divulgação.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Liedson e outras movimentações no plantel

Liedson? Não obrigado!
À declarada disponibilidade de Liedson responderam muitos Sportinguistas com um sonoro SIM! Compreendo e respeito, tendo em conta o que o jogador representou num determinado período da vida do nosso clube, mas a questão é mesmo essa, é apenas o passado e o futuro não passa por ele. O futuro do Sporting passa por Rúbio, Wolfswinkel. Mais, o modelo de jogo do Sporting viu abrir-se novas possibilidades com a saída do Levezinho, de quem não gostaria de me voltar a despedir, mais ainda tendo em conta que foi dele a decisão de sair, por razões que também consigo compreender. Além de que fazer regressar Liedson seria tudo menos barato.

Árias e Neto
Parecem-me óbvias e até esperadas a decisão de ficarem na equipa B ou até a eventual negociação de um ou ambos. O Sporting no meio-campo tem até um superavit de número e qualidade onde não cabe Neto (tinha proposta do Standard de Liege) e dificilmente caberá no futuro próximo se olharmos para os que já se perfilam da equipa que foi campeã de júniores este ano. Árias tem o lugar tapado por Pereirinha e Cedric e não mostrou nada de especial nas poucas oportunidades que teve. Fala-se também na possibilidade de ingresso no PSV por troca com uma possível desistência dos holandeses na litigância por Labyad. Uma medida cautelar, tendo em conta a dificuldade de perceber com clareza o sentido das decisões da FIFA.

Quem sairá do meio-campo
Tema já aqui abordado aquando da contratação de Pranjic. O Sporting tem neste momento na sua linha intermédia o sector mais equilibrado e nivelado por cima. Ao ir buscar Gelson Sá Pinto corrigiu um erro que tanto nos custou o ano passado, quando não foi prevista uma lesão de Rinaudo. E com a entrada do croata mais Adrien fica muita gente para 3 - 4 posições, consoante o modelo a adoptar. Elias tem sido apontado como o principal candidato, por ser também um peso significativo na massa salarial e por, no ano passado, ter ficado aquém do que podia render. Seria uma pena a sua partida, tendo em conta que perderíamos aquele que me parece ser o melhor do sector. Matias, por estar perto do final do contrato, e Izmailov são outros dos candidatos. Qualquer que venha a ser, ou venham a ser os escolhidos o Sporting fica bem defendido com os que restarem e isso representa uma diferença significativa com um passado recente, quando a equipa dependia de 3 ou 4 nomes.

A saga continua
Já aqui havia referido a vontade que o JN tem em colocar noticias que parecem poder incomodar o Sporting. Desra vez foram os 27 jogadores estrangeiros que o Sporting contratou em contraste com zero portugueses. Defensor que sou do jogador português, também gostaria de ver um número diferente. Mas, atendendo às necessidades especificas do Sporting que jogadores portugueses encontraríamos no mercado com a qualidade de Schaars, Wolfs, Jeffren, Capel, Rúbio, Elias e quanto teríamos que pagar por eles? E, se o JN parece tão preocupado com os jogadores portugueses, já contabilizou quantos têm os nossos concorrentes no seu plantel principal? Quantos internacionais das selecções mais jovens constarão das suas equipas B?


sexta-feira, 13 de julho de 2012

Sobre Daniel Pranjic (ou adivinhe quem vai sair)

Num primeiro momento pode ter sido decepcionante constatar que a contratação anunciada com tanto secretismo acabasse por ser um croata pouco conhecido, de 30 anos, e para lugares que aparentemente já estão bem preenchidos.

Podemos especular sobre os motivos que levaram Sá Pinto a pedir ou a aceitar esta aquisição mas se se confia na sua análise resta esperar mais algum tempo para perceber as suas ideias.

Que podem ter por trás a saída de algum jogador:

Schaars, com elevado valor de mercado;

Izmailov, que já disse querer sair;

Alternativa a Capel ou acautelar a possível saída deste, tendo em conta a valorização do ano transacto;

Acautelar os problemas fisicos de Jeffren;

Ou simplesmente oferecer concorrência a sério a Ínsua, ou acautelar a saida deste, outro jogador valorizado;

Seja qual for a ideia falamos de um jogador experiente, que vem de um excelente campeonato e que tinha pretendentes em Inglaterra. (falava-se do Everton).

Benvindo  Daniel Pranjic!

Daniel Pranjic tem 30 anos (a caminho dos 31 em 2 de Dezembro) tem 1,71m, e é um internacional croata (15 internacionalizações sub-21 e 45 A).

Os objectivos, a falência iminente,etc, etc

Os objectivos
Godinho Lopes declarou há dias que os objectivos para esta época são: «Queremos lutar pelo primeiro lugar». Eu diria mais, temos que lutar pelo primeiro lugar. 

Mas há quem não concorde. Há quem ache que, face ao passado recente, que a identificação clara do titulo como objectivo é errado do ponto de vista estratégico. O Sporting, pese a redução do orçamento e, de forma realista, ter que admitir que parte atrás dos seus principais rivais, terá sempre que se assumir como candidato ao titulo. Aposto que Sá Pinto, que é o que tem nas mãos a tarefa mais difícil, (mas também a mais aliciante e desafiadora) concorda comigo.

A falência iminente 
Há anos que nos habituamos a ouvir que os clubes portugueses vivem no limiar da falência e o lugar de principal candidato é o único que nos é atribuído sem qualquer relutância. Apesar disso ano após ano tudo recomeça e "a vida continua". Mas os sinais de que os tempos mudaram multiplicam-se. Há dias foi o Glasgow Rangers que foi obrigado a descer aos infernos para renascer. Ontem, e aqui ao nosso lado, foi o FCP que se viu obrigado a extinguir a secção profissional do basquetebol, para ficar apenas com a formação.

A decisão do FCP mais que o regozijo pelo falhanço que indiscutivelmente representa, obriga-nos a reflectir. Este fim de caminho nas que eram antigamente designadas como modalidades amadoras, mas agora são também tão profissionais como o futebol, estava há muito anunciado. As receitas, publicidade incluída, não se aproximam das enormes despesas, sendo que estas, em quase todas as modalidades, basquetebol incluído, pela guerra aberta SLB/FCP. 

A desistência do FCP poderá abrir o espaço necessário para uma reflexão mais racional sobre os modelos a adoptar. O Sporting, que fruto do grande empenho de alguns, vai aos poucos fazendo regressar modalidades que havia extinto, é um espectador atento. O modelo de autonomia pode ser percursor mais uma vez no desporto português, como o fomos muitas vezes no passado. Não deixa de ser caricato constatar que uns estejam a fechar e nós a abrir e os falidos e maus gestores sejamos nós.


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