quinta-feira, 30 de julho de 2015

O sorteio dos árbitros é uma treta

A importância do resultado das eleições da Liga
Com o centro das grandes decisões localizado na FPF que importância pode ter a acérrima disputa da presidência da Liga que acabamos de assistir? Muita, se tivermos em conta de que a Liga congrega todos os clubes e que sem eles não há futebol. O que tem sucedido nos últimos anos é que, com o enfraquecimento da Liga, sob a égide de Mário Figueiredo, e por força da mudança legal que recentrou os poderes na FPF, esta, isto é, quem a dirige, detém o  poder quase absoluto. 

A arbitragem sempre como objectivo
Como é sabido, a AG da FPF não aprovou o sorteio dos árbitros, substituindo a actual nomeação. É evidente que, em condições normais, o sorteio não promove a ocorrência dos melhores árbitros para os jogos mais exigentes, como deveria ser. De igual modo não premeia os melhores árbitros com os jogos mais apetecíveis que, por serem os mais mediáticos e mais difíceis, são também os que proporcionam maior visibilidade e possibilidade de progredir. 

Acontece que, no que a arbitragem diz respeito (árbitros, nomeações, observadores, classificações, etc), há tudo menos normalidade. As nomeações não apenas permitem escolher os árbitros certos para os jogos que dão mais jeito, como determinar a gestão das respectivas carreiras (quem chega a internacional,p.ex.) oferendo-lhes os jogos melhores e, não menos importante, decidindo os que ganham mais ou menos. Daí que não estranha que, quando existe suspeições, e ela no nosso futebol é permanente, que se encare o sorteio como opção. É uma treta, é um facto, mas é a treta preferível à verdadeira treta que têm sido as nomeações.

Mas há outra razão, talvez ainda mais importante, para considerar esta pugna pelo sorteio uma treta. Nas recentes eleições da Liga, os clubes acertaram as suas contas com Luis Duque, culpabilizando-o assim pelo falhanço da não aprovação do sorteio. Acontece que elegeram Pedro Proença para presidente, ele que desde sempre defendeu a nomeação, afirmando publicamente que "não há nenhuma liga evoluída que use o sorteio dos árbitros". Ora se ele defender no futuro o sorteio dos árbitros não só admite presidir a uma Liga que difere radicalmente das mais evoluídas numa questão central como a arbitragem como, sobretudo, aliena a credibilidade imprescindível  para o exercício do cargo.

A arbitragem e a suspeição em seu torno estão sempre no centro de todas as disputas, sendo dificil por vezes quem é quem e defende o quê. A carreira de Pedro Proença é um excelente exemplo dessa nebulosidade: construiu com actuações sólidas uma imagem de profissionalismo e credibilidade inatacáveis no exterior, ao pronto de ter sido considerado o melhor entre os seus pares. Cá, apesar de ser dos melhores, nunca conseguiu dissipar algumas dúvidas sobre a sua independência e imparcialidade. O Sporting ainda assim decidiu confiar nele, veremos se ele a sabe merecer.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

A vitória na Liga - Há quem nunca aprenderá

A mais importante ilação a retirar da vitória de Pedro Proença na Liga é que se trata de uma vitória pessoal de Bruno de Carvalho. Primeiro homenageou-o, após a sua retirada da arbitragem e depois promoveu-o a candidato à liderança da Liga, conseguindo a sua eleição. Veremos se se transformará numa vitória do Sporting, sendo indiscutível que o exercício do respectivo mandato nos responsabilizará. Pessoalmente a figura e o passado do ex-árbitro e as especificidades do futebol português suscitam-me as maiores dúvidas. 

Independentemente da minha opinião pessoal, não deixo de considerar que, à semelhança do que sempre aqui defendi, esta parece-me ser a estratégia adequada para que o Sporting ganhe peso institucional e contrarie os diversos poderes instalados. O Sporting sabe que tal não sucederá de forma fácil ou gratuita, sabe que coleccionará derrotas no caminho, mas tal não deverá ser motivo para não lutar pela formação de massa critica que permita a geração das maiorias indispensáveis para a regeneração do futebol português.

Há sempre quem não resista a mandar foguetes antes da festa. Infelizmente a comparação de adversários, número de jogos e resultados não me permite encarar o jogo da Supertaça ou até mesmo o campeonato com este misto de optimismo lampiónico e complexo de inferioridade deste colunista-comentador-papagaio. O Sporting em que me revejo terá sempre o SLB ao alcance, mas cuida de ganhar primeiro e festejar depois.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

A planificação - A defesa - O "6" - Os reforços - Os destaques

Planificação da pré-época
Já aqui o havia dito no passado dia 17: a planificação da época deixou muito a desejar. Ontem JJ confessou o seu desencanto com o número reduzido de jogos e com razão. Senão vejamos:

- Número de jogos bastante reduzido para uma equipa com as obrigações e ambições do Sporting.
- Qualidade dos adversários escolhidos, onde a Roma é a excepção entre a mediania e falta de categoria. 
- A escolha do local do estágio, não apenas longínqua como a participação de um torneio e com adversários de pouco prestigio, num país que vive a estação oposta à que os jogadores terão que treinar e jogar os próximos 2 meses.
- Com os compromissos que o Sporting tem logo no inicio da época (Supertaça, 3 jogos fora de casa nos primeiros cinco do campeonato e adversário seguramente muito dificil na C.L.) a que nível se poderá apresentar a equipa? Isto quando se percebe que há ainda muito a fazer a todos os níveis e há muitos jogadores com muito pouco tempo de jogo?

Defesas lentos
A observação do treinador adversário após o primeiro jogo fez algum sentido e seguramente muito eco. Contudo parece-me excessivo culpar do facto apenas os centrais e que tal deriva de uma concepção e forma de entender o futebol já ultrapassada. Defender tal como atacar tem que ser entendido como uma tarefa colectiva e não apenas de uns maduros que ficam lá atrás. Todos os defesas centrais, os mais rápidos e os mais lentos, estão em desvantagem sobre os avançados quando a bola lhes é colocada em profundidade e na suas costas. Enquanto o avançado está de frente para a bola o defesa tem ainda que se virar perdendo-se aí quase todas as possibilidades de ser bem sucedido. 

Os melhores defesas centrais que vi jogar nem eram especialmente rápidos, o que os distinguia dos outros era a sua compreensão do jogo, fazendo com que conseguissem ou antecipar os movimentos dos adversários ou, através de um posicionamento correcto, anular ou minimizar os perigos. Mas nenhum poderia fazer nada se os colegas do meio-campo deixassem o adversário de cadeirão fazer lançamentos para as suas costas. 

Concluindo, a melhoria da eficácia defensiva passa pelo envolvimento de todos os onze jogadores, a partir do momento em que se perde a bola. É um facto que o Sporting não tem defesas centrais muito rápidos. Mas Luisão e Jardel eram rápidos?

O problema da posição 6
A lesão de William veio trazer um problema acrescido para JJ, mas talvez seja providencial ter sucedido nesta altura. A forma como se reagiu à sua sua ausência diz-nos que não havia plano B para uma possível lesão em fase mais adiantada do campeonato, onde a procura de uma solução poderia ter custos elevados na produção da equipa. 

Do que pude observar nestes dois jogos, parece-me que se perdeu algum tempo que espero venha a ter alguma utilidade. Adrien e João Mário, sobretudo pela falta de agressividade deste sobre o portador da bola e capacidade de sofrer na sua procura, não parecem oferecer garantias. Semedo é esforçado e reactivo, mas diminuido na capacidade de entregar a bola à distância. O pouco tempo de Rosell deu para perceber que, não sendo William, é o jogador melhor habilitado no imediato para a função.

Os reforços
- Não se percebe muito bem a diferença de qualidade entre João Pereira e Esgaio, pelo menos para já. Isso é dizer quase tudo sobre como parece estarmos mais fracos na lateral direita relativamente ao que sucedia o ano passado. 

- A supresa é Naldo. Mantenho o que disse aquando do anuncio da contratação, uma vez que não é um craque. Mas a sua simplicidade de processos e concentração permanentes serão de grande utilidade. É natural que possa começar a época a titular.

- Ciani não surpreendeu no pouco tempo que esteve em campo. A forma como intervém num lance em que acaba como réu corresponde em plenitude à imagem de um central cujo peso e altura pode ser as suas melhore e piores qualidades em simultâneo.

- Gutierrez não engana quanto à qualidade técnica mas ainda lhe falta muita coisa para poder ser considerado um reforço e merecer a fama que o precedeu.

Os destaques
- Patrício foi o melhor em campo em ambos os jogos. Está tudo dito

- Mantenho o que disse sobre Slimani (o Sporting precisa de ter um ponta-de-lança que jogue a titular com maior nível de aproveitamento) mas as suas características são cruciais para dar comprimento e presença ao nosso jogo ofensivo.

- Montero mostrou ontem porque se deve contar com ele.

- Com Carrillo ainda a começar e ainda sem Ruiz, estamos um pouco coxos nos extremos. 

domingo, 26 de julho de 2015

Vencer, ao fim e ao Cabo

Falta ainda  muito trabalho a esta equipa do Sporting até se poder fazer sentir a impressão digital de JJ. Colectivamente este jogo registou uma inversão de sinal, relativamente ao anterior: defensivamente exibimos maior segurança, o que até pode ser paradoxal, atendendo a que o adversário, em teoria, seria mais forte. Talvez se desdenhe, por desconhecimento, a equipa sul-africano que defrontamos no primeiro jogo. Já do ponto de vista ofensivo a equipa esteve sem qualquer plano ou ideia, ou se as tinha não as conseguiu construir.

Parece-me que o treinador está ainda há procura das melhores ideias, o que só pode ser considerado normal neste momento da época e atendendo ao pouco tempo de trabalho no clube e, consequentemente, com este grupo de trabalho. Mas também me parece que está a laborar em alguns equívocos mais ou menos evidentes, como é o caso da insistência na inclusão de Gélson Martins, quando tem Mané e Iuri. Ou no posicionamento do recém-chegado Teo Gutierrez, quando Montero não só faz bem aquele lugar como está em melhor forma. É muito dificil ligar o nosso jogo ofensivo com praticamente duas unidades a menos.

Se as exibições não foram de encher o olho, o que, atendendo ao momento da época, não é alarmante, fica o prestígio de inscrever o nome do Sporting Clube de Portugal na primeira edição da Cape Town Cup. E, convenhamos, é sempre melhor construir uma época começando a ganhar.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Chegar à final foi o Cabo dos trabalhos

O primeiro jogo a sério de preparação de uma equipa é muito pouco para se formarem opiniões definitivas. Do jogo que o Sporting disputou há pouco no Torneio da Cidade do Cabo ficam as ideias principais a nível colectivo:

- Preferência inicial de JJ por uma solução de maior segurança, escolhendo uma linha de continuidade na constituição da equipa com opções por jogadores que lhe davam garantias de segurança na posse e condução da bola.

- Defesa alinhada e subida e a reagir nem sempre bem à necessidade de encurtar espaços ou recuar.

- Muitas dúvidas sobre se será esta a dupla que jogará logo a seguir à defesa. Muitas perdas de bola no momento de construção, quer de João Mário quer de Adrien.

- Preocupação permanente da generalidade dos jogadores em oferecer uma solução de passe ao condutor da bola.

- Rápida reacção à perda de bola logo no momento da perda nas zonas mais avançadas do terreno.

- Maior número de jogadores nas zonas centrais do ataque, com maior proximidade entre todos.

A nível individual e entre os jogadores que já estavam no clube:

- Patrício já em grande forma, chegamos à final graças a ele.

- Paulo Oliveira começa no mesmo registo em que acabou a época, isto é, falta apenas saber quem joga o lado dele no centro da defesa.

- Acredito que não seja consensual mas o jogo de hoje prova que uma equipa que luta para ser campeã precisa de ter um ponta-de-lança com estatuto de titular com um nível de eficácia superior à de Slimani, 

- Apesar do valor indiscutível parece-me que ainda é cedo para considerar Gélson Martins como uma solução para a titularidade.

A nível individual e entre os jogadores que chegaram ao clube:

- Naldo parece ser um nome a considerar no imediato, ao contrário de Ciani.

- Gutierrez teve poucas oportunidades para mostrar muito mais do que um bom remate e a capacidade de descer para ajudar na construção.

Eleições para a Liga: alianças e contra-alianças

Para um adepto de futebol é difícil de perceber que interesses motivam as alianças que se formam por altura da disputa de poder,como são as eleições para a Liga ou FPF, por exemplo, e que depois tão depressa se esfumam. Habitualmente, a impressão que fica é que de todos os interesses em disputa, e apesar das frases bonitas de ocasião, é que o futebol e as suas conveniências são o ultimo item de uma extensa lista.

Por exemplo:

- Que outro interesse teve a associação de SLB e FCP para eleger Luis Duque, que não fazerem uma demonstração de força e afrontarem o Sporting?

- Como é que o Sporting tentou defender a permanência do anterior presidente da Liga perante a evidência do descalabro da sua acção?

- O recente divórcio de SLB e FCP mais não é do que a confissão da mudança do centro de poder que se situava algures no final da VCI para a Segunda Circular,em frente ao Colombo?

- Ver o FCP e o Sporting a apoiarem o mesmo candidato não é tão estranho como esperar que o azeite e a água se fundam num só liquido?

- Se era imaginável que, pelas razões conhecidas de todos, que o Sporting não apoiasse Luís Duque, que razões objectivas tem o Sporting para confiar em alguém com o passado de Pedro Proença?

- Em matéria de alianças é mais confiável LFV ou PdC?

- Apesar de tudo, a Liga não tem o poder de outrora pelo que não seria mais "normal" que se reconhecesse o indiscutível bom trabalho de Luís Duque na recuperação económica e do prestigio da instituição do que apoiar um candidato cujas qualidades são uma incógnita?

terça-feira, 21 de julho de 2015

Um sentimento de enorme preocupação que se sente no ar

Este ano anda muito boa gente preocupada com os gastos do Sporting, especialmente os nossos adversários. Ele é o Gaspar Ramos, que acha que "pagamos loucamente" por JJ e que iremos ter que fazer o mesmo com os jogadores que, segundo o próprio, ele imporá. É o José Augusto, um notável magriço, mas a quem ninguém reconhecerá muito mais do que ter sido um bom futebolista, a vir preocupar-se com uma possível esparregata: segundo ele o Sporting poderá estar a dar um passo maior que as pernas. Até o Mourinho veio na maré cheia, aproveitando o ensejo para mais um acerto de contas com Casillas.

Ora, até agora, o Sporting não gastou assim tanto dinheiro para suscitar este tipo de reacção.

É certo que, com o ou sem prémio de assinatura, o clube comprometeu-se a pagar a JJ um salário elevado para as receitas habituais do clube, o que obrigará a uma ginástica considerável para o cumprir. Mas este é um caso claro de que as contas se fazem no fim, havendo a probabilidade - e já agora o desejo e a esperança - de o seu trabalho até não ser caro ou até mesmo ficar barato. 

Já quanto a jogadores o Sporting tem sido no mínimo parcimonioso. Podemos questionar a estratégia - algo de que gostaria de escrever em breve - e a sustentabilidade do modelo de investimento até agora seguido, ao contratar jogadores com o final de carreira no horizonte próximo, mas não se pode dizer que o clube esteja propriamente a atirar as pratas de família pela janela para adquirir os atletas. 

Ora o ano passado por esta altura o Sporting haveria de despender uma soma próxima dos quinze milhões de euros (cito de cor), muito mais do que me parece ir fazer este ano. Mas, à medida que o enorme rol de nomes eram anunciados, os adversários assistiam calados ou ficavam-se pelos comentários politicamente correctos de "o Sporting é sempre um candidato", bem demonstrativos do quão a sério levavam a nossa auto-proclamada partida na pole-position.

A preocupação dos adversários, mesmo quando disparatada ou ridícula, ao invés de me indignar, agrada-me. O contrário é que me preocuparia. Não sei se o Sporting vai ser campeão, até porque só pode ser um a cada ano. Mas este ano, ao afastar-se de um certo conforto miserável do "é o que se pode...", decidindo ousar sem perder a razão, acredito que o Sporting pode acabar mais forte. Se tal acontecer está mais perto dos objectivos que sempre deve perseguir: ser o melhor e vencer.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Quando a primeira escolha de Jesus dá razão a... Marco Silva

A primeira escolha de JJ, corporizada na convocatória para a digressão à África do Sul, contém algumas surpresas, por via da exclusão de alguns jogadores que, à partida, pareciam ter lugar assegurado no plantel. Como por exemplo Miguel Lopes, Labyad e até mesmo Viola. Sem surpresas, na minha opinião, é a ausência de Sarr, Héldon, Slavchev, Rábia, Sacko, Salomão e até mesmo Gauld.

Ora, foi a ausência de alguns destes jogadores das convocatórias do antigo treinador que provocou, ainda no inicio da época passada, o primeiro confronto entre Bruno de Carvalho e Marco Silva, que redundou no desfecho hoje conhecido de todos. Paradoxalmente, ou talvez não, ainda não apareceu nenhum José Eduardo de ocasião a acusar o actual treinador de ter uma agenda própria, etc, etc.

Esta nota, que pode deixar muita gente desconfortável, é importante porque lembra o desgaste e a fractura provocada no clube por aquela sequência de episódios, já sem falar nos ataques ataques "ad hominem" a que o antigo treinador esteve sujeito na praça pública, que em nada  honrou o clube. O que a primeira escolha de Jesus veio dizer sobre isto é que andamos a desperdiçar energia e tempo numa luta intestina injustificada, que seguramente se reflectiu também na perfomance da equipa. De facto, grande parte do lote de jogadores tidos como reforços no ano transacto não o foram então e alguns deles nunca o serão. Que todos tenhamos aprendido com o sucedido.

domingo, 19 de julho de 2015

Michael Ciani: cesto gabado, cesto estragado

Dizia aqui, na passada sexta-feira, que "o que o Sporting está a fazer nesta pré-época quanto a aquisições é o que devia ter feito nas épocas anteriores: contratar com critério, sendo que este deveria privilegiar a qualidade, porque a quantidade pode sempre ser suprida por via da formação." Ora, logo de seguida o Sporting contrata dois defesas centrais que se afastam em muito deste perfil e que quer Teo Gutierrez (finalmente!) quer Bryan Ruiz possuem.

Como é evidente a lesão de Ewerton está por trás da decisão de contratar mais um central, perfazendo um total de quatro o lote à disposição de JJ. Mas, infelizmente, são ambos de valor mediano, não oferecendo muito mais em qualidade ao que já tem o treinador à disposição, pelo que o conceito de verdadeiro reforço acaba por ser de difícil aplicação. E, quando se diz que, com a aquisição destes jogadores, se está a privilegiar a experiência, esquece-se que nenhum deles, na sua carreira, sabe o que é jogar numa equipa com a responsabilidade de ter que ser campeã ou têm grande experiência de competições internacionais quer ao nível de clubes ou de selecções.

Ciani chega da Lázio, onde terminou o contrato, tendo realizado esta época apenas doze jogos, por força de uma demorada lesão de três meses que o afastou dos relvados. Joga em ambos os lados do centro da defesa, tendo como ponto forte o seu jogo aéreo, quer a defender quer quando sobe à  área adversária, sobretudo em jogadas de bola parada. É francês, tendo representado a sua selecção principal uma vez.  

sábado, 18 de julho de 2015

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Mercado: Teo Gutierrez "o enguiçado",o sonho Mitroglu, desilusão Naldo e breve análise à pré-época


Teo "o enguiçado"
Afinal, e como parece ser o fado neste processo de aquisição, Gutierrez não embarcou no voo previsto por falta de... visto!. Daí que a sua chegada sofrerá um atraso e, diz-se, que ainda vai ser necessário burilar várias arestas até que o contrato possa ser assinado. Neste momento a aquisição de Gutierrez já se tornou mais numa questão de honra do que numa questão técnica. Aí quer-me parecer que estamos a contratar um bom avançado, com um bom curriculum. 

Contudo é recomendável esperar para ver o quanto pode render. O facto de na selecção do seu país sentar um jogador com a qualidade de Jackson não deve ser demasiado valorizado, até porque falta ainda saber como se adaptará às especificidades do nosso futebol, ele que já passou pela Europa sem deixar uma marca. Mas deixou rasto, porque parece que o Trabzonspor ainda é credor da transferência para o Racing e terá já recorrido ao TAS. 

Podia lá estar mais enguiçado? Nem de encomenda! Oxalá vingue e o ideal seria que nos fizesse lembrar um outro trintão que havia passado sem grande sucesso pela Europa e ainda nos deu um campeonato: Beto Acosta.  

Mitroglu, sonho de uma noite de verão
Fosse a minha escolha e a minha preferência, dentro dos jogadores falados, recairia sobre Mitroglu. Este e Teo não são jogadores semelhantes, parecendo mais um substituto natural de Slimani. É aquilo que se chama um "9" puro, possante, capaz de desmontar defesas, superando o argelino na capacidade técnica. Diz-se que ainda virá, na Grécia até se diz que já estará em Lisboa, o que pode levar a pressupor que "SuperSli" pode mesmo estar de saída.

Desilusão Naldo
Depois de termos ouvido falar Rhudolfo, Dedé  e Douglas (um dos dois seria a minha escolha) ficarmos com Naldo representa uma desilusão. Se o preço a pagar for o que se diz por aí (2 a 2,5 milhões) o tom ainda fica mais carregado. 

3 questões sobre a pré-epoca:

- Preferências pessoais à parte, o que o Sporting está a fazer nesta pré-época quanto a aquisições é o que devia ter feito nas épocas anteriores: contratar com critério, sendo que este deveria privilegiar a qualidade, porque a quantidade pode sempre ser suprida por via da formação. Foi isso que sempre aqui foi defendido. Infelizmente perdeu-se muito tempo, algum dinheiro e sobretudo oportunidade de fazer melhor.

- Até agora, com excepção do regresso de João Pereira e a eventual chegada de Naldo, a movimentação no mercado tem sido feito em modo de verdadeiro streap-tease. Pelo menos foi assim com Ruiz e está a ser com Gutierrez. Mesmo sabendo que há vários canais por onde a informação pode sair, não deixa de ser desagradável ver tantos pormenores a serem tornados públicos quase em simultâneo com os desenvolvimentos.

- Ao contrário do que é habitual, este ano o Sporting não divulgou a lista dos jogos de preparação. Sabe-se apenas que a apresentação é com a Roma e dois jogos a efectuar na digressão à Africa do Sul. A planificação parece ter, neste aspecto, deixado muito a desejar. Não parece que tão reduzido número de jogos seja o ideal para estar pronto a competir já no dia 9 de Agosto, acrescido da inevitável mas indesejável chegada às pinguinhas dos jogadores e com muito ainda por definir no plantel. Isto por é imperiosa a necessidade de entrar em força no campeonato (3 jogos fora nas primeiras 5 jornadas) e a tão desejada quanto difícil qualificação para a fase de grupos da Champions League.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Olha quem (finalmente) vem aí...

Um jornalista colombiano acaba de divulgar a imagem de Teo Gutierrez no aeroporto a caminho de Lisboa. Parece que está à vista o final feliz de uma das mais compridas novelas deste verão, quando a demora no epílogo já fazia temer um desfecho desfavorável. Amanhã de manhã deve aterrar em Lisboa.

Maxi e Antero: vergonha alheia


Abro uma excepção ao que é a normalidade editorial do blogue - que é a quase exclusividade de matérias sobre o Sporting - para não deixar passar em claro uma das novidades que marcará o presente defeso bem como o próximo campeonato: a troca de clube de Maxi Pereira. 

Este caso de troca de jogadores entre rivais não é o primeiro nem será o último, sendo que nós, no passado, já fomos presa e predadores também. Mas se há imagem que fala por si e vale por mil palavras é esta. O cinismo, a falta de vergonha e ausência de memória dos protagonistas é total, conseguindo por isso fazer quase a unanimidade na rejeição entre os adeptos dos dois clubes e dos adeptos em geral.

E se entre os benfiquistas o desencanto é natural nos portistas a decepcção, certamente inflacionada pela atribuição de uma camisola mítica a um jogador que até há um mês era visto como um "inimigo", é o que se vê:

quarta-feira, 15 de julho de 2015

O caso William e que "Manel" fará o lugar. Ou devíamos ir ao mercado?

A lesão de William rebentou que nem uma bomba. A sua ausência é com toda a certeza muito mais do que uma péssima noticia. Representa, a par da lesão de Ewerton, uma forte contrariedade e uma aparente diminuição da nossa capacidade competitiva.

Enquanto se elaboram as mais escabrosas teorias da conspiração à volta do sucedido, é minha opinião que, acima de tudo, parece estarmos presentes frente a um daqueles casos em que todos falharam. 

Falhou a equipa médica da federação, que não terá valorizado as queixas do jogador, não tendo por isso agido preventivamente, realizando exames complementares de diagnóstico. 

Falhou o jogador mais ou menos pelas mesmas razões. 

Falhou o departamento de futebol do clube por, talvez também pelas mesmas razões, não se ter inteirado do estado dos seus jogadores no final da competição. Falha que, por não ter nenhum alerta a montante, é desculpável, mas não pode deixar de servir como ensinamento. 

Por outro lado, esteve muito bem o departamento médico do clube por ter actuado de imediato perante queixas não muito relevantes, actuação que certamente contribuiu para que o problema não se tornasse ainda maior e mais grave. O que rejeito liminarmente é que o jogador tenha jogado lesionado com conhecimento de algum responsável, seja ele médico e/ou técnico ou federativo. 

É já um lugar comum dizer-se que uma crise é também uma oportunidade. Fazendo jus às suas origens, William é desde o seu aparecimento, não um eucalipto, mas um frondoso embondeiro sob o qual não há mais espaço para nenhuma outra árvore, apenas erva rasteira. O afastamento prolongado de William representa isso mesmo, uma oportunidade para os jogadores que, estando já no plantel, viviam sob a sua enorme sombra. 

Os principais candidatos são Oriol Rosell, Wallison e Palhinha. Isto porque não me parece crível que JJ abdique de um jogador com um perfil físico de baixa envergadura para o lugar de William. Ora Palhinha está lesionado, pela que a luta será, para já a dois. Wallison já jogou e foi até o primeiro jogador a marcar nesta nova época, frente à equipa B. Rosell tem subir muito os níveis de intensidade com que nos habituou. As suas aparições no ano passado deixaram um rasto misto, de aparente potencial contrastando com pouco nervo e capacidade de reacção. Tem a seu favor, quanto a mim, a falta de continuidade, o que normalmente é fatal para alcançar o ritmo que um jogador necessita para vingar.

Há sempre a possibilidade de procurar fora de casa a resolução do problema que a ausência de William agora suscita. Uma solução que os constrangimentos de ordem financeira constituem o principal entrave logo à partida. Mas, atendendo às ambições e aos compromissos do clube, talvez deva ser uma possibilidade a contemplar de imediato se se entender que não há solução satisfatória nos quadros do clube. É que William só poderá regressar em Outubro, mas a possibilidade de a boa forma acontecer em simultâneo, não sendo impossível, é também remota. E até Outubro grande parte da sorte da época pode muito bem estar traçada.

terça-feira, 14 de julho de 2015

A noticia do diferendo com a Galp e a ideia peregrina de boicote

O CM dava ontem conta que o Sporting e a Galp estariam à beira da ruptura por via de um diferendo relativo à concessão de terrenos para edificação de duas bombas de gasolina junto ao  estádio José de Alvalade. A redacção da noticia está abaixo do nível de estagiário pelo que a função primordial, que deveria ser informar, está comprometida à partida. No entanto percebe-se que pelo menos que o  diferendo existe, que pode ter custos elevados e que a responsabilidade seria do executivo de Godinho Lopes por ter atrasado o processo. Na mesma noticia é dando conta que na pretérita A.G. foi discutida a possibilidade de, e cito, "criar um movimento de boicote aos serviços e produtos da empresa, certos que os cerca de três milhões de adeptos leoninos podem contribuir para uma significativa quebra de receitas da empresa".

Começando pelo final, é no mínimo muito pouco inteligente propor um boicote a uma empresa como  a GALP com o objectivo de lhe provocar danos nas receitas. Quem o faz desconhece o volume de negócios do grupo e mais não faz do que querer expor ao ridículo o Sporting. Para que o boicote tivesse algum impacto a adesão tinha que ser maciça. Ora acontece que estamos a falar do fornecedor de combustíveis com maior implantação em Portugal, havendo muitos locais, sobretudo fora dos centros urbanos, em que não existe alternativa ou esta está distante. Para esses a medida teria um carácter auto-punitivo. Acresce ainda o facto de, quando se fala em três milhões de adeptos se invoca um número que se refere a um universo que se estende muito para lá das fronteiras de Portugal continental. Mas o pior de tudo é que se está a falar de um parceiro estratégico do clube que em 2014 assinou um protocolo de fornecimento de combustíveis a um preço especial para os associados do clube. Alguém pensou nisso antes de propor esta ideia peregrina?

Ora, começando pelo protocolo assinado há um ano e sete meses, será que quando a direcção do clube se sentou à mesa para negociar o referido protocolo ninguém se lembrou, quer da parte do clube quer da empresa, deste elefante no meio da sala que era um assunto desta importância e deste valor? É natural que da parte da GALP até pudesse não haver grande interesse, preferindo deixar escorrer o tempo para que o desfecho fosse exactamente este, uma vez que este vai de encontro aos seus interesses. 

Sobre a responsabilidade da direcção de Godinho Lopes no atraso do processo que redundou no actual conflito não tenho que o confirmem ou contestem, pelo que admito que assim tenha sido. Lembro que Godinho Lopes demitiu-se em Fevereiro de 2013, por intervenção dos sócios, e que o diferendo com a CM de Lisboa sobre os terrenos ficou resolvido em Maio de 2012. 

A actual direcção está a entrar no seu terceiro ano de mandato pelo que já decorreu tempo suficiente para intervir e não pode alegar desconhecimento da matéria, uma vez que esta já foi abordada em AG's recentes, bem como em relatório e contas. Ou, como se diz acima, neste período até negociou com a GALP a referida parceria. Apesar da herança pesada recebida, decorrido todo este tempo começa a ficar um pouco esgotado o "argumento GL" sempre que os problemas por resolver surgem.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

João Pereira: olha quem está de volta

Segundo a TVI João Pereira está de regresso ao Sporting. Depois de um ano de maus tratos em Valência, e de uma passagem por Hannover, eis que regressa a Alvalade.

Aproveito a noticia para convidar os leitores a darem conta da sua opinião sobre este regresso.


sábado, 11 de julho de 2015

Poder de fogo: uma ilação e uma promessa

Se o que é anunciado hoje na primeira página do jornal "À Bola" for concretizado há uma ilação imediata à retirar: vai haver mudanças profundas na frente de ataque, uma vez que, para entrarem dois avançados outros tantos deverão sair. Mas também fica feita uma promessa implícita: com estes avançados o Sporting ficaria com um poder de fogo que há muito tempo não dispunha.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

A história mal contada de Wolfswinkel e um buraco à vista na defesa

Alguém no seu perfeito juízo exige mais um milhão de euros de um dia para outro? É essa a história que se conta hoje para justificar a saída de cena de Wolfswinkel. Ora ou alguém meteu alguma coisa nos shot's do holandês no Urban ou então há aqui algum erro no guião. Aceito como mais provável que tenha havido algum equívoco entre os valores brutos e líquidos ou que o Sporting tenha encontrado uma opção mais interessante ou mais em conta. Agora pedir mais um milhão de um dia para outro é tão improvável como sinal inequívoco de total falta de interesse em aceitar o contrato.

Entretanto, precisamente de hoje a um mês, o Sporting disputa o seu primeiro encontro oficial da época e que decidirá o primeiro título. Com a lesão de Ewerton verifica-se que o treinador não tem à sua disposição nenhum jogador considerado potencial titular. O "tal" indiscutível continua por contratar, enquanto Paulo Oliveira e Tobias gozam férias. Sarr ao que parece não conta e Rábia também e já está a fazer as malas, se em definitivo ou por empréstimo, é o que falta saber.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

A vi(n)da de Bryan

Bryan Ruiz foi finalmente confirmado como jogador do Sporting para as próximas 3 épocas. Tudo está bem quando acaba bem, como se costuma dizer e a verdade é que a chegada do jogador costa-riquenho é um importante marco na mudança da filosofia seguida nos últimos dois anos para o reforço da equipa. Apenas um reforço contratado até ao momento (o guarda-redes Azbe Jug não tem esse estatuto) parece revelar uma cautela criteriosa na escolha das aquisições, contrariando assim um passado recente. Se assim se confirmar não duvido que, à semelhança do que tantas vezes aqui afirmei, esta é a forma e o método que mais nos aproxima da possibilidade do êxito. 

De onde vem Bryan Ruiz?
Provavelmente há muitos adeptos Sportinguistas que ainda se lembram do serpentear de Bryan Ruiz entre os nossos defensores, com a camisola do Twente, numa renhida pré-eliminatória para a Liga dos Campeões que acabaria por nos sorrir. Na altura augurava-se-lhe um futuro radioso que não se chegou a confirmar em plenitude. É isso que torna possível que Ruiz chegue agora até nós a um preço então improvável, mesmo sendo já um trintão (completa trinta anos a 18 de Agosto) quando vestir a nossa camisola.

Mas o jogador que saiu da Holanda em direcção a Inglaterra à procura do sucesso e reconhecimento custou então aos cofres do Fulham 10,6 milhões de libras sem contudo conseguir justificar o investimento. Os vinte e quatro golos que havia marcado pelo Twente e que tinham aberto o apetite ao clube inglês depressa deram origem à decepcção que redundou no empréstimo ao PSV, sem conseguir recuperar o fulgor anteriormente exibido.

É esse o jogador que agora ingressa no Sporting. Um jogador que ficou aquém do valor potencial, com fama de lhe faltar a adequada atitude competitiva, o que lhe faz ser inconstante e desaparecer nos momentos decisivos. As dúvidas até se podem justificar pelo trajecto pessoal mas creio que as suas superiores qualidades técnicas não mereceram uma correspondente gestão de carreira, acabando, como tantas vezes acontece a inúmeros jogadores, a contribuir para a respectiva penumbra. Tem agora no Sporting e nas mãos e cabeça de Jorge Jesus a possibilidade de confirmar que não tem apenas aura, é um efectivamente um craque dos pés à cabeça. Isso é perfeitamente possível desde que não aterre a pensar que encontrará facilidades no nosso campeonato.


Quem é então Bryan Ruiz?
Ruiz é um jogador dotado de refinadissima técnica individual, o que é de certo modo atípico num jogador com quase 1,90m (1,88m). Tem tudo por isso para se tornar num menino querido dos adeptos, a quem a sua técnica muitas vezes deliciará. É exímio no último passe, muito bom a executar bolas paradas, quer com intuito de marcar em livres directos, quer a servir os colegas. Na zona frontal à baliza, que consegue alcançar especialmente quando joga sobre a direita e flete para o centro, é letal, por via do seu pé esquerdo que tanto é capaz de finalizar em força como em supless. Tem também um bastante razoável jogo de cabeça. À semelhança do que já fez no Twente pode ter importância decisiva tanto a criar oportunidades como a concretizá-las.


Onde jogará Ruiz?
O costa-riquenho é um jogador versátil, que tanto pode jogar a "10", "11" ou até mesmo a "9", embora esta posição só mesmo como recurso. Como JJ já afirmou que jogará em "442" é muito possível que vejamos Bryan jogar na posição "10". Até porque o treinador também já demonstrou gostar que as alas sejam ocupadas por jogadores velozes e capazes de exercer um permanente vai-vem, o que não serão de todas as melhores características de Ruiz.

Conclusão
O titulo do post tem uma referência cinéfila que reporta a um filme dos Monty Python, a vida de Bryan, em que o protagonista é permanentemente confundido com o Messias. Isso não será com toda a certeza o que devemos esperar ou exigir a Bryan Ruiz. Mas será, desde que haja alguma normalidade, um reforço efectivo do plantel e, correndo bem, um dos nomes incontornáveis do próximo campeonato.

E se a crise na China leva o patrocinador?

Não é preciso estar particularmente atento para se aperceber da aflição que vai na China com a crise bolsista. Num espaço de poucos dias os investidores já viram desaparecer o equivalente a doze PIB's gregos. 

Ora duas estrelas deste afundanço a pique são precisamente a Fosum, que tudo indica poderá - ou poderia? - ser o novo patrocinador nas nossas camisolas em moldes semelhantes ao que já foi o BES e a Haitong, em processo de aquisição do antigo BESI, também já apontado como potencial patrocinador. 

Aguardamos os próximos capítulos. A verdade é que, se a bolha chinesa acabar por contaminar a economia mundial, perder um patrocinador pode ser o menor dos nossos males.


terça-feira, 7 de julho de 2015

À espera de um milagre de Jesus

Qual dos seguintes jogadores será capaz de chamar à atenção de Jorge Jesus e dessa forma contrariar as dúvidas ou infelizes certezas deixadas sobre o respectivo valor?

Simeon Slavchev, Oriol Rosell, André Geraldes, Junya Tanaka,  Naby Sarr, Ramy Rabia, Hadi Sacko, Jorge Santos (Gazela) Heldon, Salim Cissé, Ousmane Dramé.

Qual dos seguintes jogadores será capaz de confirmar algumas das boas impressões já deixadas?

Ryan Gauld, Esgaio, Labyad, Viola, Mané.

Qual dos seguintes jogadores será JJ capaz de ressuscitar, oferecendo-lhe uma nova vida?

André Martins, Wilson Eduardo, Capel

segunda-feira, 6 de julho de 2015

O que ficou de mais importante ficou da passagem de Jorge Jesus pela "gaiola das loucas".

Foi particularmente decepcionante o modelo escolhido pela SIC Noticias para entrevistar Jorge Jesus. Aquele formato não tem como finalidade informar os seus espectadores mas, eventualmente, proporcionar audiências. Só assim se percebe a presença estriónica de um Rodolfo, que continua tão caceteiro no discurso como o tinha sido dentro das quatros linhas. A presença dos restantes comentadores residentes mais as suas perguntas excessivamente discursivas - Manuel Fernandes que me perdoe - foram tão necessárias como uma orquestra num funeral. O que o público, em particular o Sportinguista, queria saber era o que pensa JJ e, isso, infelizmente foi-lhe poucas vezes permitido pelas constantes interrupções do raciocínio. Por vezes o programa, com a total colaboração do pivot, assemelhava-se mais a uma gaiola de loucas. Ficam ainda assim algumas afirmações importantes, a merecer destaque:

- "A prioridade é a Liga e o Play-off da Champions". É um pouco "lapalissiano" mas é um facto indesmentível que estas são as competições prioritárias. O título é o que é. A presença na CL é crucial para a afirmação do nome do Sporting bem como para o equilibrio financeiro que permita ao clube financiar a sua actividade.

- "Existe sintonia total com Bruno de Carvalho". Como é evidente outra coisa não seria de esperar quando o "casal" ainda se encontra em lua-de-mel. Este será contudo o ponto que concitará mais atenções, pois os anteriores treinadores viveram exactamente o mesmo estado de graça que, como se sabe, não foi duradouro. O êxito de JJ, de BdC e de todo o clube passa pela manutenção deste estado. 

"É um dossiê (aquisições) da responsabilidade do presidente. A minha palavra é determinante." Não se esperaria outra coisa. Não assistiremos, como nos anos transactos, à chegada de jogadores que o treinador não conhece, não quer, ou não reconhece categoria ou características para executar o seu modelo de jogo. Muitas das tensões perniciosas entre administração e treinador deixarão de ter lugar. Alguma expectativa para perceber o que, quando e o quê tem a administração da SAD a oferecer a JJ neste capítulo.

- "Se entender (BdC) que vai para o banco vai, ele é que decide". A questão de ir ou não ir para o banco foi desmistificada, pessoalmente nunca acreditei como uma imposição de JJ. Se tivesse sido e tivesse sido aceite BdC estaria a alienar toda e qualquer autoridade de que foi investido pelos sócios.

- "Importante é termos títulos, qualidade. Em três dias já consegui perceber que há qualidade." Ninguém discordará. A questão, que permanece do ano anterior, é se esta existe em quantidade suficiente para nos permitir lutar até ao fim pelo objectivo principal, o título de campeão nacional. 

- "Por aquilo que conheço por fora, é normal que procuremos no máximo cinco e no mínimo três jogadores." A questão anterior está directamente relacionada com esta, uma vez que é crucial que os reforços o sejam efectivamente.

- "É um jogador com características para jogar mais. Não tenho dúvidas de que comigo vai jogar mais". Corresponde inteiramente ao que penso, parecendo-me que o seu endeusamento entre os adeptos tem sido um obstáculo ao seu crescimento. O mesmo se aplicará, por razões diversas, a vários outros jogadores.

- "Há dois jovens que de certeza vão fazer parte do plantel principal." Quem serão os eleitos, de entre os nomes de Chaby, Medeiros, Wallyson, Gauld, Rúbio, Matheus?

- "Capitão será o que eu vir que tem mais qualidade para isso". Por norma premeia-se a antiguidade, estou inteiramente de acordo que a braçadeira deve estar entregue a quem é capaz de liderar.

- "Ideia de jogo será a mesma ( que no SLB). O que define é o modelo treino, a ideia de jogo e o modelo de jogador. Isso é que vai ser tudo meu, ideias minhas". Não será portanto o treinador  a adaptar o seu modelo de jogo aos jogadores disponíveis mas o contrário. Poderão jogar os mesmos jogadores, colmatando as vagas de Cédric e Nani, mas com funções e articulação colectiva completamente diferente do que vimos até agora. Este será com certeza um dos desafios mais importantes de JJ e para o qual todas as atenções estarão viradas. 

- Para lá de outras questões mais importantes ou acessórias não deixa de ser importante destacar que, na sequência do que já tinha deixado entrever no dia da apresentação, JJ sabe "quem é o Sporting". A Jorge Jesus não precisamos de lhe ensinar o essencial

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Bruno, questionado pela Judite

Entrevista TVI
Acabei de ver há pouco a entrevista que ontem Bruno de Carvalho (BcD) deu à Judite de Sousa na TVI e, resumidamente, acho que o efeito Jorge Jesus (JJ) lhe está a fazer bem... Já o obrigou a engolir 3 sapos (and counting...), a saber: Octávio Machado (OM), Manuel Fernandes (MF) e ausência do banco (de suplentes)... Há muito que precisava de alguém que lhe desse um banho de humildade e o fizesse regressar à terra. Leonardo Jardim, discreto, não conseguiu tal como Marco Silva (MS), ao qual BdC não reconheceu autoridade para isso, talvez pela idade do jovem treinador ou talvez porque se julgasse ainda intocável. A realidade, no entanto, sobrepôs-se à (sua) fantasia e descobriu, na crise de Dezembro, que a maioria dos sportinguistas não passa cheques em branco a ninguém, mantendo-se do lado da razão, ou seja, mantendo-se com o ainda (até quando se mantém este imbróglio?) treinador do SCP. Depois de toda a novela em torno de MS - que era o seu treinador por 4 anos - e após o final de época com a apoteótica conquista da Taça de Portugal, ou mantinha Marco e engolia o mais difícil sapo de sempre ou despedia e... contratava alguém com um currículo acima de qualquer prova e que depressa fizesse esquecer Marco Silva... Conseguiu tirar esse coelho da cartola, com mérito, apanhando de flanco e com estrondo todo o espectro futebolístico 'tuga', mas com óbvios custos na sua liderança, digamos, mais que absoluta... Está à vista que terá que aceitar todas as condições que JJ lhe vier a impor, sob pena de “arranjar” mais um conflito com alguém que também não brinca em serviço... Ora, ao invés, de um, está a tornar-se perito em engolir sapos... O que verdadeiramente me deixa satisfeito. Não por sentimento mesquinho contra o presidente do CD do SCP, mas porque reconheço em JJ, MF e OM muito mais capacidade para liderar o futebol do SCP do que a BdC e respectivos lacaios de que se rodeou. Finalmente, o SCP terá aquilo que verdadeiramente se poderá denominar por ”estrutura”. É o primeiro passo para, finalmente definirmos um rumo coerente, devidamente pensado e que não ande ao sabor da agenda mediática de BdC.

Com quem contará Jesus?



O Sporting foi o principal fornecedor da selecção sub-21 que acabou de se sagrar vice-campeã europeia em Praga. Honrando assim uma já longa tradição de um dos principais fornecedor de jogadores para todos os escalões etários das diversas equipas das quinas, o Sporting tem novamente à disposição uma geração com valor suficiente para continuar a manter esse estatuto na principal selecção, mesmo que, alguns deles, possam já não vestir de verde e branco quando tal suceder.
Tendo o torneio terminado sem o tão almejado título principal a selecção regressou a casa com o sabor amargo de praticamente só não ter liderado a classificação final, uma vez que, quer nos destaques individuais quer nas estatísticas que documentam os comportamentos coletivos, o primeiro lugar foi quase sempre seu. O facto de todos os jogadores do Sporting terem acumulado minutos de jogo no torneio diz bem que a sua relevância não se ficou apenas pela soma aritmética mas também pelo que a sua qualidade individual ofereceu à equipa.
De uma forma sucinta analisarei de seguida a participação de cada um, procurando também perspectivar que tipo de contributo poderão dar no futuro ao clube.
Ricardo Esgaio
Confesso com pena que a sua participação me desiludiu. Esgaio não esteve mal a defender mas foi muitas vezes inconsequente a atacar, definindo quase sempre mal e sem convicção. Pareceu quase sempre pouco à vontade e retraído. É claramente um jogador prejudicado pela falta de desafios mais exigentes que marcaram os últimos anos da sua carreira. Não me parece à altura, neste momento, de uma equipa que tem que lutar pelo titulo de campeão, parecendo-me que melhor seria sair para continuar a jogar.
Paulo Oliveira
Um dos melhores jogadores da selecção. Excelente leitura de jogo, o que lhe conferiu um poder de antecipar as jogadas, estando sempre ou quase sempre no sitio certo  antes dos adversários. Dessa forma contrariou a menor velocidade que, associada às dificuldades em sair a jogar, são óbice a ser considerado um indiscutível. Mas é um nome a contar, não surpreendendo de todo que possa manter o estatuto de titular entretanto conquistado.
Tobias Figueiredo
Foi chamado de emergência, por lesão de Ilori e quer no que restou desse jogo quer do que realizou na totalidade cumpriu com distinção. Não parece que venha a ser a primeira escolha de JJ , precisa de continuar a jogar no próximo ano porque ainda denota alguma precipitação, talvez por imaturidade. Se ela é natural na idade, parece também ser-lhe intrínseca. Tem no entanto condições físicas para ser um grande central sendo determinante o que lhe vai ser proporcionado nos anos imediatos.
João Mário 
Um jogador com um enorme potencial mas que, por vezes, parece ficar aquém, muito aquém, do que esse potencial deixa advinhar. Fez no entanto um bom campeonato, foi dos melhores, mas alternou bons momentos com outros de largo eclipse, sendo o jogo de ontem um dos melhores exemplos, agravado pelo cansaço que se foi instalando. Muito dotado tecnicamente, o que lhe confere grande qualidade na recepção e no passe, precisa de aumentar quer a agressividade nas tarefas defensivas quer o grau de frieza no momento de finalizar. Quando, e se, o conseguir, será um jogador notável. É dos que auguro poder vir a crescer mais sob a batuta de JJ.
William Carvalho
Não foi por acaso que foi considerado o melhor jogador do torneio pela UEFA. A diferença para a generalidade dos demais foi muitos vezes abissal, sobretudo ao nível da segurança de execução, compreensão do jogo, qualidade técnica e visão. Mas, apesar de todos os elogios, inteiramente merecidos, não é ainda um jogador “fechado”. Sobretudo quando a equipa entra em transição defensiva William revela ora pouca agressividade, ora pouco acerto na ocupação dos espaços ou na contenção. Isso ontem foi ainda mais evidente após a intrigante decisão de Rui Jorge de Sérgio Oliveira, com quem articulou muito bem. Dificilmente JJ não o transformará no “monstro” que já deixa adivinhar.
Carlos Mané
Jogou pouco, o que se compreende pelas muitas opções que Rui Jorge tinha à disposição. Neste momento não é melhor que Cavaleiro em termos globais, mas tem tudo para o suplantar a breve trecho. Podia ter sido uma alternativa válida na final, atendendo ao fraco acerto daquele. É daqueles jogadores que parece estar no meio da ponte, onde de um lado está a banalidade e do outro um futuro promissor. Muita da sua sorte de decidirá nos passos que dará a breve trecho, compreendendo que o dinheiro e o chamamento do padrinho de baptismo (Leonardo Jardim) tenham um peso elevado na decisão que tomar.
Iuri Medeiros
Entrou sempre bem, sendo capaz de agitar o jogo, ficando por isso a dúvida se não poderia ter merecido a titularidade. Tenho que confessar a minha falta de isenção na apreciação deste miúdo talentoso. É por isso, por lhe reconhecer grande talento, que o imagino a poder ser titular ou participar com assiduidade na equipa principal. Talvez seja um exagero. Mas jogadores com a sua qualidade técnica e rapidez de execução não há muitos, sendo contudo notório que precisa ainda de crescer e para isso tem de enfrentar mais dificuldades e exigências que não encontra nem numa equipa B, nem mesmo num clube com as especificidades como as que encontrou em Arouca.  A ser dispensado, que seja escolhido um clube de forma criteriosa, sendo contemplada a possibilidade de ser revista a situação em Dezembro.

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