Negociações com a banca: o que se pôde perceber depois de um dia de muita ansiedade
Os Sportinguistas despertaram com noticias preocupantes sobre o estado das negociações entre os credores e o clube e quase todos terão esperado com ansiedade a conferência de imprensa agendada para o fim do dia. É difícil não concluir que, quer do lado do Sporting, quer do lado dos credores, houve uma batalha mediática procurando marcar posições numa negociação em que ninguém quererá perder a face.
A conferência de imprensa foi pouco conclusiva. Mas não foi de todo decepcionante como seria se tivesse sido o veículo para a comunicação de uma ruptura sem retorno.
Ao contrário do que parece ser uma corrente de opinião não vejo qualquer vantagem que o Sporting não faça tudo para continuar a ser visto como uma entidade de bem ao invés de caloteira. Que o Sporting tudo faça para manter o seu estatuto de grande entre os maiores do que arrastar o nosso emblema pela poeira dos regionais. Não honrar os seus compromissos significa o fim do Sporting como o que recebemos de legado do trabalho de muitas gerações. O Sporting elegeu uma direcção recentemente, não uma comissão liquidatária.
Sim, obviamente que seria um grande rombo para os credores, mas a história já nos ensinou que para esses rombos há sempre liquidez.
Não se confirmou também a ameaça de demissão do presidente ante os credores, o que seria um absurdo sem limites. O mandato que tem foi-lhe conferido pelos sócios, é perante eles que tem que prestar contas.
Ficou também confirmada a "auditoria de gestão" embora provavelmente a maior parte das pessoas que se referem ao tema pareçam confundir com um tribunal plenário ou um acto plebiscitário. Tal confirma o que tinha dito no post anterior. Porque, também ao contrário do que parece ser a opinião geral, o que daí venha a resultar será mais ou menos indiferente aos bancos, Já ao Sporting certamente não será.
Fica do dia também mais um "episódio edificante" de Carlos Barbosa. Absolutamente lamentável vindo de um individuo que da sua passagem pelo Sporting não tenha deixado mais do que um tapete de declarações ridículas e ridicularizantes. Pena, muita pena mesmo, que muita gente só hoje o tenha percebido. Quem passou os últimos dois anos a insultar o então presidente do Sporting fica-lhe muito mal vir agora com moralismos bacocos.
Com mandatos mais ou menos felizes a figura do presidente do Sporting, por ser a que representa o Sporting junto dos adversários, dos credores, dos patrocinadores e demais parceiros, devia ser sempre protegida. Independentemente de ser ou não a nossa escolha. Foi isso que fiz nos dois anos anteriores, é isso que procurarei fazer no actual mandato.


