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domingo, 13 de maio de 2018

Capitulação total

Vergonhosa é a classificação mais favorável para a exibição de todo incompreensível com que o Sporting fecha a época. Podemos perder ou empatar jogos e aceitar esses resultados mas não podemos perder desta forma obscena, em que nem sequer comparecemos verdadeiramente ao jogo, estando em campo apenas para exibir a capitulação total, sem condições.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Da amarga nulidade quase total aos saborosos bis

Derby nulo
Decepcionante e de nulidade quase total o nosso desempenho no último dérby da época. Salvou-se o resultado, que nos mantém na luta pelo segundo lugar, o que permite continuar a acalentar a possibilidade de voltarmos a participar na Liga dos Campeões. Um objectivo secundário mas determinante para o prestigio e sustentabilidade do clube, como agora se percebe melhor com os novos plafonamentos de verbas destinadas aos participantes na competição.

Das duas estratégias em confronto para o jogo, há que reconhecer que a do nosso adversário se superiorizou à nossa, sobretudo pela forma como soube trancar a generalidade das nossas tentativas de organizar o ataque e, em contrapartida, soube criar condições para o sucesso das suas perigosas transições. Samaris e Fesja (especialmente) superiorizaram-se a Battaglia e William (sem ritmo) e abafaram completamente Bruno Fernandes, o nosso elemento mais importante na criação de jogo. Um recurso já anteriormente usado por outros adversários, nomeadamente Sérgio Conceição, e que explicam em muito a ausência de vitórias a nosso favor em jogos entre os grandes. Fica a satisfação de, ao contrário de outras ocasiões recentes em que fomos superiores, termos alcançado um resultado que nos pode ser útil, apesar do menor desempenho.

Destaque maior para Rui Patrício, que voltou a ser determinante para chegarmos assim ao mínimo admissível, nestas circunstâncias, jogando em casa: manter a vantagem alcançada na última jornada. Falta agora confirmá-la na última jornada, algo que não se augura como fácil. Quer pela pouca vitalidade exibida nos últimos jogos, quer pelo que os interesses em jogo podem provocar e de cujo exemplo tivemos na arbitragem do sr. Xistra e pela "falta de comparência" do vídeo-árbitro. 

Mão na bola e no bis
Quem não esteve com dúvidas nem procrastinações foi o andebol. Muito empenho (sem ele não se ganha, muito menos no andebol) e muita classe estiveram na base da confirmação do ressurgimento da modalidade com a expressão de que já havia gozado anteriormente. 

A memória de "Os Sete Magnificos" (Carlos Correia, Alfredo Pinheiro, Ramiro Pinheiro e Manuel Brito, Adriano Mesquita, Bessone Basto e Manuel Santos Marques) dos anos 60/70 em que dominamos a modalidade, os que estrearam a primeira equipa portuguesa na Taça das Taças (1975/76), os primeiros vencedores de uma competição europeia de clubes (Taça Chalenge, 2009/10, feito repetido por este grupo de trabalho o ano passado) é assim honrada e a transmissão do seu importante legado é concretizada. 

O significado desta conquista é ainda maior se se atender aos pormenores: alcançamos o segundo titulo consecutivo, o que ractifica a nossa qualidade. E ainda por cima voltamos a liderar em número de campeonatos nacionais alcançados, suplantando o FC Porto, que de 1999-2000 até hoje dominou como quis, conquistando onze títulos.

Os parabéns a todos os envolvidos neste titulo, direcção, seccionistas, equipa médica, dos jogadores, enfim, a verdadeira equipa que se formou e cujo trabalho realizado na organização da época foi fundamental para superar as muitas contrariedades e que, além de cumprirem o desígnio de ganhar, construíram uma relação notável com os adeptos.

O futebol e os títulos também são para meninas 
Foi "Sem desculpas", o lema de toda a secção, que a equipa feminina revalidou o título e confirmou a hegemonia na modalidade, com uma goleada ante o Valadares, por 4-1. Este é o primeiro titulo sénior de futebol celebrado em Alvalade, desde a inauguração do estádio, o que só pode ser entendido como um exemplo deixado pelas meninas e que o fim da "eterna malapata" está a chegar. A diferença de andamento para a concorrência tem sido tão grande que leva a supor que a esta equipa (tal como acima dizia, todos os que a compõem, da direcção ao roupeiro) nos vai continuar a dar muitas alegrias. O facto de estarmos na presença de um grupo jovem e que ainda por cima domina as convocatórias da selecção nacional assim o leva a supor.

Notas soltas:

- É impossível constatar o ressurgimento das modalidades sem que isso não obrigue a uma reflexão e comentário. Tentarei fazer isso aqui de forma tão breve como possível. Mas a constatação de que a  necessidade de um pavilhão era estruturante era tão "lapalissiana" que nem sequer merece comentários, como se pôde ver nesta última semana.

- Uma nota pessoal sobre o dérby. Não vou enunciar os nomes daqueles que finalmente tive oportunidade de conhecer pessoalmente, porque não quero incorrer na injustiça de me esquecer de algum. Pelas mesmas razões não vou enunciar os nomes daqueles que ficaram por voltar a cumprimentar, voltar a abraçar ou finalmente conhecer pessoalmente. Este misto agridoce dos encontros e desencontros, mas especialmente o calor da comunhão dos mesmos interesses e da imensa paixão por este clube é que dá forças e vontade de superar todas as contrariedades para voltar a casa sempre.

domingo, 29 de abril de 2018

Portimonense 1 - Sporting 2: My name is Bruno, Bruno Fernandes!

Quanto mais se aproxima o final do campeonato mais se intensifica a sensação de que esta liga poderia ter sido nossa. Matematicamente ainda é possível mas é muito pouco provável. E assim sendo há que concentrar todos os esforços e atenções na consolidação do segundo lugar agora alcançado, num jogo muito difícil e pouco conseguido do ponto de vista colectivo em Portimão. 

E é quando o colectivo não funciona que os mais dotados têm que se assumir. Foi aí que Bruno Fernandes, mesmo parecendo em grandes dificuldades físicas na segunda parte, apareceu em primeiro plano. E tanto o fez com a elegância da técnica no primeiro golo, como com a precisão e força num remate indefensável. A exibição de uma panóplia de recursos dignos do James Bond que o titulo do post evoca.. Um verdadeiro jackpot este miúdo, como muito bem o definiu Jorge Jesus, certamente já pensando numa futura transferência. Mas já o está a ser, se atendermos à importância que o segundo lugar terá nesta e em futuras épocas.

O Sporting até entrou bem no jogo, podendo mesmo ter entrado praticamente a vencer, tivesse Battaglia sido mais assertivo na cabeçada que permitiu uma grande defesa ao guarda-redes algarvio. Mas ali, em cima da linha é obrigatório fazer melhor, até porque oportunidades destas são raras. E foi por cima do jogo que o Sporting se manteve até ao golo de Bruno Fernandes - quem mais?... - muito bem servido por Bas Dost. O holandês, não tendo "molhado o pão na sopa", teve um papel determinante no desgaste do adversário e sempre preocupado em servir os companheiros. Um golo pleno de elegância e de um médio que já vai nos dezasseis golos nesta época! 

Foi após o golo que Vítor Oliveira, treinador dos algarvios, decidiu intervir no jogo, acabando por  controlar o meio-campo. Aproximando Nakajima a Fabricio e com Tabata ligeiramente mais recuado na ala esquerda, conseguiu que a sua equipa se superiorizasse em número e, jogando com os jogadores mais próximos, obtia maior dinâmica que o meio-campo do Sporting não conseguiu neutralizar. Battaglia era constantemente ultrapassado, abrindo o corredor central à frente de Coates e Petrovic. Os jogadores algarvios chegavam muitas vezes em maioria e com a bola controlada ás imediações da área de Patrício.

Jesus tentou contrariar a estratégia de Vitor Oliveira, mexendo nos sítios certos, mas sem grande sucesso. O Sporting continuou  a exibir grandes dificuldades em segurar a posse de bola e por isso não conseguia ligar o seu jogo. Estava no ar a impressão de que o jogo poderia cair para qualquer dos lados quando Bruno Fernandes recorre à artilharia de última geração para desfazer a igualdade. Um grande golo de um jogador cada vez maior.

Para o que ainda falta jogar e do que ainda há para ganhar nesta liga esta vitória altera muito pouco ou quase nada do que precisamos de fazer para consolidar este mais do que merecido segundo lugar. Empatando teríamos que ganhar o dérby que se segue e assim continuamos a ter que o fazer para assegurar em definitivo a posição que será muito importante para a definição da próxima época.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Sporting 1 - Boavista 0: Continua boa a vista para um lugar melhor

Antes de ir ao tema principal do post gostava de realçar com inteira justiça o bom momento desportivo que o clube vive em diversas modalidades, onde ou lideramos ou pelo menos estamos na luta pelos titulos em disputa. Neste passado fim-de-semana chamaram particular atenção as vitórias sobre o FC Porto em andebol e sobre o SL Benfica em voleibol. Obviamente pelo facto de terem sido alcançadas sobre os eternos rivais, mas também pela qualidade do desempenho e, não menos importante, pela força e raça demonstradas. Sobre o futsal falarei depois, em post dedicado ao assunto.

Quanto à vitória sobre o Boavista aconteceu o indispensável e o necessário: a conquista dos três pontos e a manutenção da distância para os adversários da frente e para o que segue atrás. Dessa forma o Sporting continua a ser senhor do seu destino para poder fechar a época com chave de ouro. É verdade que não houve nota artística algo que se pode atribuir perfeitamente ao cansaço físico e saturação competitiva. Ainda assim a equipa conseguiu produzir lances interessantes e suficientes para construir senão um resultado robusto pelo menos um jogo tranquilo para si e para os adeptos que o presenciaram.

O cansaço explica em grande parte a dificuldade exibida para finalizar com êxito os lances de ataque, ora por um toque a mais, ora por um toque a menos, ora por deficiente pontaria. O resultado viria a construir-se através de um penalty marcado deferidamente, quase em slow motion, por intervenção do VAR. Do lado do adversário, nem um remate, nem uma carta, nem um telefonema a Rui Patricio que, felizmente, já pode beneficiar da subida recente da temperatura, não correndo o risco de congelar entre os postes.

E agora? Agora é conseguir os nove pontos dos três jogos que faltam para sermos felizes, que bem merecemos.

domingo, 15 de abril de 2018

Belenenses 3 - Sporting 4: um resultado cheio de VARiações

Houve emoção e espectáculo num jogo marcado pela VARiação do placard, o que tornou imprevisível quase até ao final o nome do vencedor do jogo, marcado também pelas intervenções dos treinadores. Jorge Jesus não foi muito feliz nas alterações efectuadas ao intervalo uma vez que, para poupar Coentrão, acabou por perder o meio-campo para o discípulo Silas. Wendell nunca conseguiu oferecer a oposição necessária aos azuis nem ser um elemento determinante para a posse de bola e controlo do jogo.

Jogo esse que, do ponto de vista do rendimento, do lado do Sporting, foi marcado por um profundo desgaste, consequência clara do jogo com o Atlético de Madrid. Este jogo acaba também marcado pelas sucessivas intervenções do VAR, tendo uma delas sido objecto de uma má decisão que acabou por nos favorecer.

Termos saído vencedores e recuperado a possibilidade de chegar ao segundo lugar dependendo apenas de nós foi mesmo o melhor que nos podia ter acontecido. Mas pelo meio ainda temos um jogo de elevado nível de dificuldade, em que definiremos a possibilidade de conquistar o segundo troféu da temporada.

Destaque para mais uma grande partida de Bruno Fernandes, por onde passou a importante reacção ao resultado adverso logo no inicio da partida.

segunda-feira, 5 de março de 2018

FC Porto 2 - Sporting 1: A estrelinha não foi convocada

Foi um um grande clássico pela emoção e e incerteza do resultado aquele que o FC Porto e o Sporting proporcionaram aos seus adeptos. A nós Sportinguistas em particular o resultado final significa praticamente o encerrar da caminhada para o titulo de campeão. Mas não do campeonato ou das nossas responsabilidades e ambições na competição. Subsistem ainda objectivos importantes para alcançar que determinarão o futuro próximo do clube, pelo que não há tempo para baixar a guarda ou para lamentações. Muito menos para balanços, é hora isso sim, de apelar a todas as forças e concentração para o que resta da temporada.

Por certo que todos concordarão que, face à trajectória de ambas as equipas, não seria surpresa para ninguém que no final do jogo o anfitrião se nos superiorizasse. De facto foi isso que aconteceu no resultado final mas não no jogo jogado. Esse foi equilibrado e, da mesma forma que os três pontos caíram para os da casa, poderiam estar agora a ser por nós agora contabilizados ou terem sido repartidos. Quem presenciou o jogo viu dois candidatos ao título que se equivaliam na força e na valia. Venceu o FC Porto, que foi quem falhou menos quer na hora de defender quer pela eficácia.

Para a eficácia dos da casa contou muito a prestação do seu melhor defesa, Soares Dias, na senda de uma tradição familiar que já vem do século passado. Não gosto de falar de arbitragens e muito menos de usar como desculpa. Mas a participação do árbitro na construção do resultado final é um facto. O lance sobre Doumbia é um penalty clássico ( e respectiva expulsão..) que poderia figurar num qualquer compêndio de arbitragem mas entra directamente para um qualquer ranking de erros grotescos demonstrativos de que pelo menos o comprometimento psicológico de grande parte da classe arbitral continua a de sempre. 

Infelizmente é mais um lance que cairá no esquecimento quando se fizerem as contas do campeonato. Mas alguém duvida que se fosse em Alvalade e contra o FCP não sobraria ao árbitro a coragem que agora faltou? Isto também é falta de estrelinha, uma falha estrutural da nossa Liga e que, em condições iguais e em momentos decisivos beneficia quase sempre os rivais.

Dizer isto não significa assumir que o resultado seria outro. Faltaria ainda concretizar o penalty e contrariar a inevitável reacção do adversário. Mas poderia ter deixado o Sporting numa situação de vantagem no marcador, que seria também uma vantagem estratégica que a equipa nunca beneficiou. O rápido restabelecimento da vantagem dos da casa - numa série de falhas defensivas inadmissíveis num jogo desta importância e num candidato ao título... - não permitiu que o Sporting dispusesse dos 45 minutos finais para colocar ainda maiores desafios do que os conseguiu. E quando o fez foi mais em desespero de causa, o que normalmente compromete a eficácia. 

Faltou também nesses momentos um pouco mais de sorte que, valha a verdade, teve em vários momentos na sua baliza. Mas quem é tão passivo a defender não se pode queixar muito da sorte. Foi essa passividade na abordagem aos lances, primeiro por Coentrão e depois por Mathieu, que deixaram o elo mais fraco da defesa exposto: Ristovski. Quando acontece o primeiro golo ele já estava anunciado antecipadamente. O FC Porto apostava nos cruzamentos ao segundo poste onde não por acaso Marcano e Filipe apareciam para explorar a superioridade dos centímetros sobre o lateral macedónio.

Destaques individuais para o enorme jogo, (mais um...) de Bruno Fernandes, bem acompanhado quase sempre por William e Bryan Ruiz. E claro, a estreia promissora de Rafael Leão. Tem ainda muita broa para comer, é daqueles jogadores que parece ter um pacto com os deuses e que o fez aparecer destacado na sua primeira presença num clássico e com apenas um toque na bola.

O desfecho deste jogo deixa-nos arredados da luta pelo titulo obviamente. Mas deixa também muitas interrogações inevitáveis, como por exemplo:

- A da passividade que nos custou este jogo e que já foi responsável pela forma como abordamos os jogos que nos custaram o titulo: Moreirense, Setúbal e Estoril.

- a constituição do plantel e recomposição do mesmo enquanto o mercado esteve disponível e que contriubuiu para a excessiva dependência e falta de alternativa a Bas Dost, entre outros.

- A preferência por jogadores por exemplo como Doumbia, Petrovic (um erro repetido) que não trouxeram nada de novo a não ser empate de recursos e afastamento de jogadores jovens de oportunidades de afirmação mais céleres e mais proveitosas para o clube.

Mas em coerência, tenho que terminar como comecei: agora é hora de ir à luta com o que ainda há para ganhar. E não é pouco. 

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Sporting 1 - Moreirense 0: Quantas vezes poderemos ganhar assim?

Quem suspeitaria que o jogo com o Moreirense poderia ser rodeado de tantas peripécias e polémica como acabou por ser? Creio, no entanto, que no final a principal pergunta que teria ficado na cabeça de muitos Sportinguistas seria a que titula o post. Creio mesmo que quando fazemos o golo já em quase todos nós crescia a sensação de termos entregue, com o último classificado (!) a possibilidade real de lutar até ao fim pelo título.

Não sou adepto de condescendência mas sim de exigência permanente. Uma equipa com a diferença que a separa do Moreirense (em classe e orçamento) não pode arranjar desculpas para não jogar melhor. Mas também de realismo. E quando se soube dos impedimentos de jogadores, por razões diversas, como os de ambos os laterais direitos, de William, de Coentrão, Mathieu e Dost, era fácil de prever que íamos sentir muitas dificuldades. Porque o jogo não é um somatório de individualidades e nomes, é um processo colectivo que requer treino, aperfeiçoamento e identificação de todos os elementos entre si, o que dificilmente acontece quando ainda por cima os jogadores mais influentes estão ausentes.

Ora Petrovic não é William e grande parte dos nossos problemas começaram por aí, na organização do nosso jogo ofensivo. Petit tentou surpreender subindo a sua equipa, condicionando a saída a três. E o Sporting ainda que com posse de bola, não a tinha com a qualidade necessária. Na frente Montero era um "estrangeiro" sem ninguém com quem tabelar ou triangular. Doumbia era apenas repelões no ataque organizado e sem velocidade para criar perigo que as solicitações longas lhe pediam. Bruno Fernandes era pouco e ainda por cima estava estranhamente perdulário. E mais uma vez se provou que Bryan Ruiz faz quase tudo bem feito - o facto de o fazer devagar não me preocupa... - excepto golos mesmo que seja em frente ao guarda-redes. Ou a dois metros da baliza... (esta imagem vai-me assombrar o resto dos meus dias).

Muitos golos cantados falhados, o susto do costume, que só não foi pior porque o VAR não ficou encadeado e não dependia do quarto árbitro. Se dependesse teríamos ficado por terra no golo anulado a Bilel, como ficamos de joelhos após a expulsão de Petrovic. Não que ele fizesse muita falta, talvez a deslocação do ar quando corre seja importante, sei lá, mas é também uma questão psicológica que acaba por condicionar a equipa. 

O melhor estaria para vir. O golo de Gélson é de uma precisão absolutamente notável, só ele conseguia rematar contra o pé do defensor adversário e enganar o jogador. E, como justa homenagem a Rúben Semedo, nada como a estupidez de tirar a camisola e fazer-se expulsar do pouco que faltava do jogo e, o pior e incrível(!), dos noventa minutos do jogo no Dragão. Não é tão mau como andar aos tiros mas... E depois como é que o Gelson vai ao fim do mundo com um amigo se nem é suficientemente esperto para chegar ao fim do jogo?

Mas - e agora já é a sério -  não é razão para triturar o jogador, que tantas vezes tem carregado a equipa às costas. Eu pelo menos não o farei. Nestas coisas das ligações afectivas sou inteiramente pelas emoções!

Mas ainda melhor foi a conferência de imprensa de Jorge Jesus. Polémico como quase só ele sabe ser mas para mim com toda a razão no que diz respeito aos assobios. Não é que os jogadores tenham ouvidos de virgens e não possam ser assobiados. Por mim até que assobiem quando jogam mal, mesmo quando ganhamos. Mas num jogo que estava a correr mal, com o árbitro a ajudar, com as ausências que se sabe assobiar era um favor que se estava a fazer ao adversário. Experimentem estar a trabalhar num dia mau com alguém a importunar-vos os ouvidos e a deitar abaixo...

"Como fiquei? Nem ele deve estar satisfeito. Quis oferecer o golo ao Rúben Semedo e agora vai ver o jogo ao Dragão com o Rúben Semedo. Vão ver os dois. Compreendo um pouco a emoção, um golo a acabar, tem um amigo que está a sofrer com problemas, quis oferecer-lhe o golo, dizer que está com ele, como está a equipa toda do Sporting. Custa-me crer como um miúdo (Rúben Semedo), que trabalhou com uma disciplina impecável, socialmente bem comportado entra numa situação dessas, mas estamos cá para saber o que vai acontecer".

Mas voltemos ao mais importante: quantas podemos ganhar jogando como vimos fazendo nos últimos jogos? Ninguém sabe. Para já o mais importante era chegar vivos ao próximo jogo.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Tondela 1 - Sporting 2: Alcançar apesar de mal porfiar

Com duas falhas individuais onde menos se esperava (Coates pouco intenso no golo do Tondela e a paragem cerebral do cerebral Mathieu) o Sporting quase viu perigar a conquista dos importantes três pontos. O facto de o ter conseguido já muito fora de horas significa apenas que, apesar das contrariedades, ainda assim a equipa tentou, mesmo sem muita arte, tudo o que podia e enquanto podia. 

A natural azia dos tondelenses é compreensível, se fosse comigo sentiria o mesmo. Mas há que reconhecer o mais importante, o nosso golo não é ilegal, pelo que toda a polémica que se seguirá perderá muita força. Ou devia perder... É bom lembrar que éramos nós que jogávamos em inferioridade numérica e vínhamos de uma longa e desgastante viagem, pelo que o prolongar do tempo de jogo funcionou a nosso favor porque arriscamos o que o Tondela, em superioridade numérica, preferiu não fazer. O que também é compreensível, ao contrário de nós, o empate servia-lhes. O incompreensível é que tenha deixado de arriscar precisamente quando ficou em vantagem.

Quanto ao jogo ele teve diversas partes. A inicial, com o Tondela a superiorizar-se com mérito - a forma rápida como saía para o ataque, alargando primeiro a frente de ataque e dando-lhe depois profundidade  - também por falhas nossa organização defensiva, muito por descuido com as movimentações, especialmente de Miguel Cardoso e não menos por falta de intensidade na abordagem dos lances.

Até que se ouviu um "alto e para o baile" onde Acuña, Bruno Fernandes e especialmente Gélson, começaram a obrigar o Tondela a maiores cuidados defensivos, retirando-lhe o fulgor e o perigo que os tinham levado até ao golo de vantagem. E foi assim, com um míssil teleguiado de Acuña, que a bola chegou ao implacável Dost. Parece simples, fica por saber porque não acontece mais vezes...

Mudamos de campo e voltamos a mudar de forma de olhar para o jogo. Até já parecia ganho, que o Tondela se sentia a perder, como se o golo de Dost valesse por dois. Ou que o jogo era a feijões, se não foi isso que Mathieu percebeu assim pareceu. 

A saída do central francês minou a organização da equipa e passamos a jogar de uma forma que só com muita felicidade chegaríamos ao golo. Foi quando tudo já parecia inapelavelmente resolvido que lá chegou o golo tardio e a remissão de Coates. Não façam muitas destas, pelo nosso coração e sobretudo porque o final nem sempre será este.

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Sporting 2 - Feirense 0: Á prova de VARizes oculares!

Um único aspecto ofuscou a nossa exibição com o Feirense: a eficácia. Nos restantes parâmetros estatísticos - só na primeira parte produzimos jogo ofensivo de elevada qualidade, ao ponto de termos conseguido doze (!) remates na área adversária -  mais a qualidade exibicional foram de uma equipa que quer ser campeã. Tudo isso mais a imperturbabilidade perante as contrariedades impostas por uma arbitragem que, noutro país, seria no mínimo escandalosa. Quantas vezes perdemos pontos em jogos semelhantes por falta de dessa qualidade?

Há ainda outra desconformidade com o estatuto de sério candidato ao título: Doumbia. Tanta falta de jeito só rivaliza com o azar que, persistindo ambos, arrisca-se a passar um ano em Alvalade sem marcar um golo na competição maior. Chegou a ser embaraçoso observar algumas das suas desconjuntadas tentativas de finalização.

Em grande estilo estiveram os guarda-redes. Enquanto Caio na baliza visitante nos prolongava o sofrimento, Rui Patrício assegurava-nos a manutenção da esperança até William conseguir fazer funcionar o marcador. Não fosse ele e os prejuízos causados pelo VAR poderiam ser bem maiores, pois na sequência do lance que marcou a partida realizou uma importante defesa. Quem sabe que história(s) se estariam agora a contar deste encontro e que consequências para o Sporting?

Não como explicar a actuação do VAR. Com este critério arriscamo-nos a vermos anular um golo conseguido por um qualquer jogador porque o avô estava fora-de-jogo umas gerações antes, num jogo qualquer. A interpretação do lance por parte de Jorge Jesus foi correcta: o Feirense chegou a estar na posse da bola já depois da pretensa falta que o árbitro sanciona, anulando assim a interpretação feita por quem estava a cuidar da tecnologia. Mesmo a falta assinalada como justificação para a anulação é muito duvidosa. Já difícil de compreender é que não tenha havido idêntica perseverança a convencer o árbitro a analisar o lance de penalty na área feirense. Enfim, e novidades?

Notas para o regresso dos golos de Montero em Alvalade, para as estreias de Lumor - que ainda precisa de perceber melhor o que precisa para ser lateral numa equipa como o Sporting mas tem boa presença -  e para a irreverência e verticalidade de Rafael Leão.


quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Sporting 1 - Vitória SC 0: que bom voltar ao lugar onde somos felizes

Ainda que provisoriamente e à condição é sempre melhor estar em primeiro lugar do que em qualquer outro quando o destino que procuras é ser campeão. Tendo os rivais jogado antecipadamente e escorregado de forma surpreendente a obrigação de ganhar não podia ficar por cumprir. É bom regressar ao lugar onde somos felizes!

Há no entanto que reconhecer as muitas dificuldades reveladas para conseguir um golo. E tal explica-se, por maioria de razões, da seguinte forma:

- O desperdício de mais uma primeira parte. Sabia-se que, não conseguindo marcar cedo, o adversário cresceria em confiança e em dificuldades.

- Muita dificuldade em ligar de forma consequente as jogadas de ataque, especialmente pela inconsequência das acções de Rúben Ribeiro nas deambulações pelas alas

- A deslocação de Bruno Fernandes para a direita, associada à posição muito recuada e acções pouco precisas de William Carvalho, retiraram precisão e acutilância a partir do centro do terreno.

- As transições típicas das equipas de Pedro Martins não permitiam descuidos nem grandes avanços aos laterais, quase sempre bem cobertos pelos vimaranenses. Sem deslumbrar, Raphinha foi demonstrando porque é dos jogadores mais apetecíveis da Liga NOS.

Quando se esperava uma reacção forte na entrada para a segunda parte um tremendo golpe surge com a lesão de Bas Dost. Nesse momento certamente que muitas foram as almas que descreram da salvação e os maus agoiros de experiências de vida anteriores certamente que ganharam a forma em muitos adeptos. 

Mas a solução estava no insuspeito pé esquerdo de Mathieu que desbloquearia aquilo que já parecia uma equipa atascada em mais um jornada invernosa para as nossas ambições. Mon dieu, Mathieu... Já antes do golo há que reconhecer que se Doumbia não tem eficácia de Dost, perdendo-se quase todo o jogo aéreo, o marfinense dá ao jogo a mobilidade que Dost não consegue. E que o adiantamento de William para a organização do jogo deu a acutilância que não estávamos a conseguir ter.

Há várias lições a retirar do jogo de ontem. Como por exemplo:

- A carência de jogadores capazes de executar de forma rápida é uma realidade e não mero capricho dos adeptos. Sem isso o nosso jogo é demasiado previsível e, por consequência, fácil de anular.

- Quaisquer que sejam as contrariedades, e mesmo que tenham a importância como a que representou a saída de Bas Dost - e até futura ausência... - é importante não baixar os braços e acreditar sempre. O Sporting, mesmo considerando que parece ter jogadores de perfil demasiado semelhante para as mesmas posições, tem um plantel de grande qualidade. Pelo menos a suficiente para vencer equipas como a do adversário de ontem.

sábado, 20 de janeiro de 2018

Vitória 1 - Sporting 1: Ai Jesus, que falta de estofo!

Ter ou não ter estofo para ser campeão é uma frase que acabou por ficar no jargão futebolístico, cuja autoria é de Pedroto e remonta aos finais dos anos 70 do século passado. Como poucos, o antigo treinador portista usava o que hoje se chama de "mind games" em seu favor, acentuando as dúvidas e hesitações dos adversários. Neste caso concreto decorria a época 77/78 e o SLB acabava de empatar 1-1 na Póvoa de Varzim. Pedroto assistiu pessoalmente ao tropeção do adversário, não deixando perder a oportunidade para sair por cima.

Ora o que o Sporting fez no estádio do Bonfim foi um filme, ao vivo e cores, com um guião perfeito do que é não ter estofo para ser campeão:

- Perde a liderança à condição sem que o adversário tenha sequer necessidade de ter número igual de jogos.(!).

- Não consegue levar de vencida um adversário que tem sido dos mais frágeis de competição.

- Permite que a distância para o adversário que precede aumentando assim a pressão sobre si mesmo.

- Produz uma exibição atabalhoada, pouco esclarecida, denotando claro incómodo perante a pressão de ganhar.

- Sofre um golo já no final da partida, num lance normal para uma equipa inexperiente, mas inadmissível para um candidato ao título com uma equipa recheada de jogadores experientes. Como é possível sofrer um golo em contra-ataque com o jogo já no final e ainda por cima negligenciar a linha que colocaria Edinho fora-de-jogo?

O Sporting queima assim um cartucho que para já - muita coisa pode mudar ainda, mas... - nos obriga a vencer o FCP em sua própria casa. Culpas para os jogadores obviamente, por serem eles os actores directos de tanto erro e desperdício e pela falta de serenidade.

Responsabilidade para o treinador Jorge Jesus, que pouco podendo fazer para evitar tantas falhas em campo, podia e deveria ter agido de forma mais proactiva e esclarecida, no sentido de deixar a sua equipa mais confortável em circunstâncias muito favoráveis. Algo que se volta a repetir, depois do que já havíamos visto anteriormente, como por exemplo no dérby.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

À volta da primeira volta do Sporting

As primeiras impressões
As primeiras 5 jornadas da Liga corresponderam a outras tantas vitórias, carimbando logo aí a seriedade da candidatura do Sporting ao título. Algumas das dúvidas relativamente à qualidade de alguns dos novos jogadores foram também por aí perdendo força. Apenas Coentrão confirmou a debilidade física que o fez sair de Madrid à procura da reafirmação e de um lugar no avião da selecção nacional para a Rússia, lá mais para o Verão. Piccini entraria ainda com hesitações que se tem encarregado de superar com distinção. Mathieu foi desfazendo os piores temores, sendo, de todo o quarteto defensivo, aquele que se revelaria a melhor surpresa, pela qualidade e equilíbrio das suas acções.

Mas a grande surpresa teria sotaque italiano pelo clube de origem, mas expressa-se em bom português: Bruno Fernandes. Uma das melhores aquisições do Sporting dos últimos anos e um dos melhores resgates do futebol nacional. A maior visibilidade proporcionada por jogar num dos grandes nacionais retirou-o da penumbra a que desde muito cedo se havia recolhido em Itália. Pela qualidade de soluções que o seu jogo empresta - ligação entre sectores, equilíbrio, meia distância -  dificilmente poderá ficar excluído das escolhas de Fernando Santos à partida para a concentração em Kratovo, nos arredores de Moscovo. No final desta primeira metade do campeonato é um dos nomes incontornáveis quando se pensa em fazer lotes dos melhores.

Os primeiros tropeções
Estava tudo aparentemente bem encaminhado quando acontece o primeiro tropeção. Não se pode dizer que não estávamos avisados, pelo menos pelo historial de resultados surpreendentemente maus em Moreira de Cónegos. Mais surpreendente ainda que o resultado foi a exibição tristonha. Talvez se possa contabilizar este nulo (1-1) como os primeiros danos colaterais pela participação na Liga dos Campeões. 

Danos Colaterais 
A factura da participação nas competições europeias é paga por quase todas as equipas, mais tarde ou mais cedo, no campeonato. Seja por cansaço, seja pela dificuldade em manter foco e motivação permanentes. Talvez não tenha sido um acaso que o empate se tenha registado nesta viagem por tortuosas estradas ao coração do Minho a anteceder a recepção à multitude de flashes que habitualmente acompanham as estrelas do Barcelona. Isto depois de já ter mostrado ao Steua de Bucareste o sinal vermelho no play-off da Liga dos Campeões e tomado de assalto a base do Olimpiakos, no Pireu. Este jogo confirmaria uma das debilidades na construção do plantel: a ala esquerda da defesa fica exposta a cada ausência de Coentrão. A confiança na prontidão de Jonathan Silva é manifestamente infundada.

Fraqueza com os fortes
Até o inicio de Dezembro, enquanto decorreu o ciclo europeu, o Sporting haveria de perder mais quatro pontos - que poderiam ser seis, uma vez que do jogo em Vila do Conde salvou-se o resultado - todos eles com um ponto em comum que se voltaria a confirmar no derby da Luz: a incapacidade do Sporting em vencer os mais fortes do campeonato. Precisamente o oposto do que representou a chegada de Jorge Jesus a Alvalade, uma alteração que se associa também a uma outra ainda não totalmente confirmada: esta versão 17/18 parece querer abordar os jogos de forma mais conservadora, expectante, cínica até, mas denota dificuldade na sua concretização.

Seis dos oito pontos são perdidos
Seguindo a lógica que para ser campeão se é obrigado a ganhar todos os jogos com os pequenos em casa e fora e todos os jogos em casa e fora chega-se à conclusão que dos oito pontos que não conseguiu amealhar (Moreirense, FC Porto, SC Braga e SL Benfica) seis têm que ser dados como perdidos. Seguindo o mesmo critério ficou em vantagem relativamente ao SL Benfica para os jogos entre si, que podem ser importantes em caso de desempate, se cumprir a obrigação de ganhar o seu jogo em casa na volta do campeonato.

Curiosidades estatísticas
Desde a longínqua época de 1994/95 que o Sporting não dobrava a primeira metade do campeonato invicto. Porém isso à época valeu-lhe de pouco, uma vez que Bobby Robson vingava-se então de um despedimento absurdo de Sousa Cintra e venceria o campeonato.

Há ainda uma outra interessante e desafiadora: nas últimas sete vezes que o actual comandante virou na frente à primeira volta, foi sempre campeão. Porém na oitava vez foi precisamente o Sporting que o impediu de chegar ao titulo numa outra coincidência: tal como então, o Sporting buscava interromper um longo período sem vitórias. 

Outro dado interessante para registo é que nos embates entre os principais candidatos ninguém logrou superiorizar-se na conquista de pontos, já no terreno jogo julgo ser inteiramente justo admitir que, no computo geral, o sinal mais foi dado pelo FC Porto nos jogos disputados entre candidatos.

E é aqui que surge alguma estranheza, que acentua a ideia de um Sporting diferente dos anos anteriores: na comparação entre rivais e contendores ao título o Sporting ostenta os número mais débeis em parâmetros importantes na análise de desempenho. Por exemplo, número de remates concedidos e efectuados, e os valores percentuais da posse de bola (dados GoalPoint).


E se houve algo verdadeiramente surpreendente no último dérby foi a apatia de Jesus no banco perante uma equipa sua tão distante daqueles princípios que tanto o notabilizaram: grande intensidade na pressão, quase sempre exercida em duas linhas, independentemente dela ser exercida alta ou com linhas mais recuadas. Muito critério na saída de bola no inicio de construção, sendo a proximidade entre sectores e as diversas soluções de passe que se oferecem ao portador determinantes para o sucesso da jogada.

Ao contrário, esta primeira volta revelou uma equipa demasiado permissiva com especial evidência no recente dérby. Viu-se um Sporting claramente partido entre sectores, onde um William demasiado encostado à linha defensiva compromete o êxito das saídas para o ataque. Dessa forma a bola ou chega raramente à frente sem bola e esta sem grande qualidade para permitir o êxito quando tal sucede. Mais estranho ainda foi constatar a inação de Jesus perante o desmontar de todos as cautelas e tracção traseira do adversário - Pizzi e Fejsa - sem que tivesse ocorrido uma resposta à altura a partir do banco.

Paradoxo Sporting
Para contrariar esta ideia de sinal negativo a equipa de Jesus vestiu o fato de gala para o encerramento da primeira volta, trucidando o Marítimo com uma mão cheia de golos. Por sinal, uma equipa cuja melhor virtude que lhe era apontada era a capacidade de defender. O Sporting é ainda uma equipa invicta, contrariando a ideia (que os números confirmam como uma das equipas que mais remates dentro da área concede) de equipa permissiva e os seus números de golos marcados (38) e sofridos (11) não estão distantes do que os seus rivais conseguiram: FC Porto 45M/9S e SL Benfica 40M/11S.

Ao contrário do que era a marca das equipas de Jorge Jesus, tem havido muito maior relevo para as acções individuais do que as de cariz colectivo. Aqui sobressaem Patrício, a realizar uma época no auge das suas faculdades, alcançando finalmente tudo aquilo que se lhe augurava. A eficácia de Bas Dost, mas muito dependente da capacidade que a equipa tem de lhe colocar a bola na área, onde é sibilinamente letal. Bruno Fernandes surge como a argamassa que une as diferentes pedras e o trio  Piccini, Coates e Mathieu como muro que tudo sustenta quando à frente tudo falha.

Não menos paradoxal é o comportamento até ao momento no mercado de Janeiro. Apesar da qualidade indiscutível dos jogadores até agora contratados aquelas que seriam as principais prioridades -  defesa esquerdo, número 8 "Adrien style", avançado para jogar com Bas Dost* - continuam por fechar. Ou haverá surpresa com Rúben Ribeiro e afinal Wendel este afinal é que é?

*Quando o artigo foi escrito não se conhecia ainda a vinda de Montero 

As dúvidas
É verdade que as equipas de Jorge Jesus tendem a crescer sob o seu comando e talvez ninguém tenha reparado que no recente jogo com o Marítimo, como na generalidade dos jogos realizados desde Agosto, Jesus tenha jogado com quatro titulares que chegaram este ano Ristowski, André Pinto, Coentrão, Bruno Fernandes. Este número de jogadores sobe para sete considerando os suplentes utilizados (Acuña, Battaglia e Medeiros).

As perguntas que agora se colocam é se este registo agora obtido é suficiente para chegar ao tão desejado campeonato. Confiando na sorte que tem protegido a equipa em alguns jogos e num eventual desaire futuro do actual comandante, claramente que sim. Parece-me no entanto demasiado ligeira este tipo de abordagem, por confiar em excesso em factores que lhe escapam ao controlo.

O ideal seria por isso eliminar as principais fraquezas acima descritas, o que não se afigura difícil para um técnico tão bem preparado e sagaz como Jorge Jesus. Ainda assim atrevia-me a um vaticínio: a equipa não se sente confortável num registo mais calculista. Ou então, além de uma maior reacção à perda, a melhor organização após posse e as transições deveriam ser melhor trabalhadas.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Sporting 3 - D. Aves 0: mais um Ribeiro a correr para o mar holandês

Muita da sorte dos reforços de inverno é marcada pelo momento que a equipa onde vai inserir atravessa e pela forma como se faz a sua integração. Muitos bons jogadores ficam afastados do sucesso quando aquelas condições lhes são adversas. Parece que não será o caso de Rúben Ribeiro, que entrou muito bem com o pé esquerdo, aquele que daria a assistência ao inicio de mais um hat-trick de Bas Dost.

A chegada de Rúben Ribeiro, e o impacto que a sua presença promete vir a ter no desempenho da equipa é uma das notas mais salientes do jogo de ontem, onde o único aspecto negativo terá sido uma série de desatenções defensivas da primeira parte, que não são repetíveis com adversários com executantes de melhor qualidade que os avenses. 

O meu maior receio relativamente ao jogador não residia na sua qualidade para ser jogador do Sporting mas sim nas oportunidades que lhe seriam oferecidas para as demonstrar e que poderia acontecer caso as coisas não corressem bem no imediato. Isto porque sabemos bem como pode ser implacável o tribunal de Alvalade com jogadores chegados de clubes mais modestos e sem nomes terminados em "inho", "ov" "ic", etc...

Esteve por isso muito bem Jorge Jesus na gestão deste momento, com ganhos que se estimam poderemos vir a recolher mais adiante. Como é evidente, a presença de Rúben Ribeiro obrigará a algumas mexidas, uma das mais evidentes foi o recuo de Bruno Fernandes, o que lhe retira algum protagonismo que só se voltou a ver na segunda parte, quando o ex-jogador do Rio Ave já estava a descansar das fortes emoções dos últimos dias. Mas não creio que tal possa vir a representar um real problema, esses ocorrem mais facilmente quando há falta de talento, o que não é o caso.

O outro destaque obrigatório é o novo hat-trick de Dost. A forma como holandês converte é tão simples e limpa que até dá impressão de ser fácil. Bom, e até é, utilizando a simplicidade de processos como ele utiliza. 

Ainda no âmbito das análises individuais a impressão de menor fulgor de dois jogadores de quem esperamos muito mais - Gélson e Acuña - o que certamente acontcerá assim que recuperem a boa forma. Do outro lado o impressionante momento de forma de Patrício, pela qualidade e consistência das suas intervenções. Os seus números de intervenções estão ao nível dos melhores europeus e, para lá das qualidades colectivas, devemos a ele e Dost o lugar que ocupamos, bem como a manutenção intacta das nossas ambições.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Sporting 5 - Maritimo 0: Paquete verde oferece cruzeiro de luxo

No encerramento da primeira volta, na recepção ao Marítimo, se houve história trágico-maritima ou dramas eles foram exclusivamente vividos pelos insulares. Da parte do Sporting houve isso sim, uma exibição competente, segura e em crescendo. 

Tudo isso fruto de uma boa dinâmica no jogo interior, o que nem sempre tem conseguido, bem como graças a uma ala direita a funcionar a todo o vapor. Se é verdade que Piccini tem surpreendido pelo seu crescimento, não é menos verdade que Ristowski o supera no que oferece ofensivamente. A verdade é que não me lembro de estarmos tão bem fornecidos de laterais direitos numa época. Mais ainda se atendermos que qualquer um deles tem ainda espaço para crescer. Ristowski, por exemplo, dificilmente repetirá a desatenção que permitiu um lance de golo feito a Diney...

Não querendo retirar brilho a uma exibição colectiva competente, como acima foi afirmado, não pode passar sem citação especial o hat-trick de Bas Dost, que dessa forma está apenas a um golo de igualar Slimani, mas com uma diferença substancial: está ainda meio da sua segunda época, quando o argelino conseguiu os seus 57 golos em 3! 

No mesmo patamar de grande influência está Bruno Fernandes, jogador que assina um sem número de assistências para golo e absolutamente letal se lhe é dado espaço. A sua preponderância no nosso jogo é tal que se pode associar os nossos bons resultados aos jogos bem conseguidos por ele e o inverso.

Referência obrigatória também para o regresso com golo à titularidade de Bryan Ruiz. O seu golo foi em muito facilitado pelo passe de Bruno Fernandes, mas a forma como olhou primeiro para o guarda-redes e temporiza para escolher o momento certo e o local por onde fazer a bola entrar é de classe. É porém verdade que o seu lado, o esquerdo, foi muito menos proficuo que o oposto. A isso não terá sido alheia a ausência de Mathieu. Embora André Pinto esteja a cumprir defensivamente é indiscutível que a presença do francês dá outra amplitude ao nosso jogo ofensivo, quer em organização quer em transição e outra dimensão na área nas bolas paradas.

E assim dobramos metade do campeonato, a dois pontos do líder. Diz a história que nas últimas sete vezes que o FCP liderava na viragem para a segunda volta foram sempre campeões. Mas a história também regista que da última vez que não conseguiram o titulo nessas circunstâncias (99/00) fomos nós que os impedimos e tínhamos então três pontos de atraso. Estamos mesmo a tempo de repetir a gracinha não estamos?

domingo, 17 de dezembro de 2017

Sporting 2 - Portimonense 0: As passas dos algarvios

Por vezes, tal como aconteceu hoje em Alvalade, há jogos que têm tudo para ser complicados e acabam por ser simples e ganhos com relativa facilidade. E, para que tal suceda, é importante marcar cedo, quer para conforto da equipa quer para não permitir veleidades ao adversário. Neste jogo, se há alguma coisa a lamentar é provavelmente o índice de eficácia, tantas foram as oportunidades criadas.

Especialmente naquela que foi uma das melhores primeiras partes da presente época, o Sporting podia ter arrumado logo com o jogo, particularmente na demolidora meia hora inicial. A dado momento os algarvios devem ter pensado que jogávamos com jogadores a mais, tanto era o jogo que canalizávamos para a sua baliza e tamanho era o anel constritor que uma pressão quase exemplar que os impedia de saber se era o Patricio ou o Salin quem ocupava a baliza titular.

Não há neste jogo especiais menções individuais negativas, embora se possa considerar que já vimos o Marcos mais capaz de meter uma (ou mais...) Acuña pela equipa... Mas claro, nunca é demais lembrar que este deveria estar a ser o seu final de época e vem de uma lesão. Já Gelson, sendo incapaz de jogar mal, teve uma "exibição inútil", isto é, o resultado final das suas estonteantes jogadas continua a ficar aquém do seu esforço e participação no jogo. Várias vezes podia ter assistido melhor e, se tal acontecido, os algarvios teriam um cabaz bem cheio de passas, o que viria a calhar com época natalícia, já que das ditas algarvias já levam deste jogo de sobejo.

É muito dificil e talvez injusto este tipo de nomeações. A equipa actuou como um bloco, e foi essa a grande virtude e razão do triunfo. Mas obviamente que lembrar a grande meia-hora de Podence, com aquela assistência de compêndio se torna obrigatório. Bem como lembrar mais um golo de Dost em mais uma assistência de Bruno Fernandes. Mas estaríamos provavelmente a lembrar-nos aqui de alguns jogadores algarvios - alguns deles têm andado, e justamente,  na boca do mundo futebolístico nacional - não fora a prestação exemplar da equipa, a começar pela organização defensiva. Só não falo no Patricio porque, graças à eficácia de Coates, Mathieu & Cia, agora que escrevo esta crónica já não me lembro da cor do seu equipamento, tão poucas vezes foi visto hoje em Alvalade.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Boavista 1 - Sporting 3: Xeque mate da força aérea

Sabia-se antecipadamente que o Sporting seria recebido no Bessa por um Boavista desfalcado de alguns titulares mas quem pensou que por isso iria ser um jogo fácil para nós desconhece que não há jogos fáceis na nossa Liga. O resultado pode até enganar quem não viu o jogo na sua totalidade, pelos três golos marcados, mas para sair do Porto continuando na liderança da Liga o Sporting teve se aplicar a fundo e usar de todas as armas ao seu dispor.

Este jogo acabou por ser um bom exemplo para o cliché das "duas partes distintas". Na parte inicial do encontro o Sporting encontrou sérias dificuldades em impor o seu jogo, muito pela boa organização da equipa de Jorge Simão: Fechando bem ao centro e sem permitir grandes veleidades pelas laterais - Gélson bem tentava, sem sucesso - no nosso momento atacante, condicionava muito bem a nossa saída de bola, onde William não conseguia impor aquilo que de melhor tem o seu jogo. Para conseguir por o rei axadrezado em sentido com o primeiro xeque teria que ser o peão Podence a assistir o renascido Coentrão. Um golo muito bem trabalhado pelo nosso baixinho e que veio na altura certa.

Poder-se-ia pensar que o desfazer do nulo em nosso favor faria com que o Boavista se tornasse mais permeável. Puro engano. E, uma vez que os axadrezados continuaram cheios de cautelas - tão pouco afoitos que quase não incomodavam Patrício  - ao ponto de continuarem a jogar sem referência na frente, as nossas dificuldades mantiveram-se. Ora se não dava com jogadas construídas a partir de trás aproveitam-se os bombardeiros à disposição, figura que não existe no xadrez e que os boavisteiros não conseguiram anular. Só um erro clamoroso de Coates, numa perda de bola imprópria para um jogador de classe, é adiou o inevitável.

Foi nesses dois momentos - dos nossos dois golos finais - que sobressaiu o que foi, quanto a mim, o jogador mais importante para a obtenção da vitória: Mathieu. Foi da cabeça dele que saíram as duas assistências para o implacável Dost. O holandês marcou sempre que teve oportunidade, o que transforma os seus "shity goal" em golos dourados. Ainda no capitulo das referências individuais saliência para Bruno Fernandes, cada vez mais importante no equilíbrio da equipa em todos os momentos do jogo e para o já referido renascimento de Coentrão.

Não posso terminar sem referir o verdadeiro show dos nossos adeptos antes, durante e depois do jogo. Contrariamente ao habitual, não fiquei na mesma bancada, o que acabou por me transformar num espectador privilegiado e impressionado com a nossa força. Como nota dissonante só o excesso nos petardos, especialmente no que caiu aos pés de Patrício. É igualmente digno de nota elevada a atitude do Sporting, em particular do grupo de trabalho, ao não deixaram passar em claro a nossa presença no Bessa sem nos associarmos aos desejos de restabelecimento rápido de Edu Ferreira. O Sporting é isto!

Nota: infelizmente não tenho podido actualizar o blogue como gostaria, pelo que peço desculpa aos leitores. Em minha defesa só posso dizer que se tal não acontece é porque me tem sido completamente impossível.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Paços de Ferreira 1 - Sporting 2: Uma vitória Petit

Há muitas coisas que escapam à lógica e à racionalidade no futebol e uma delas, e que muito me intrigava, era precisamente do facto de os "Sportings de Jesus" nunca terem logrado ganhar às equipas de Petit. Ontem finalmente foi posto termo a esse quase absurdo. Do ponto de vista do espectáculo não foi uma vitória brilhante, foi até uma "vitória petit", do ponto de vista da eficácia e da importância do resultado foi enorme, atendendo ao facto do comandante ter perdido dois pontos e de nos posicionarmos para aproveitar o que sobrar do clássico do próximo fim-de-semana.

Tem que se reconhecer que o Sporting soube sofrer, falhando muitas vezes o controlo das rápidas transições, especialmente de Mabil. Apesar de termos conseguido mais tempo de bola em nosso poder, a gestão dos pacenses no pouco tempo que dela dispunham nunca nos permitiu o sossego. Mesmo após a obtenção do golo de vantagem, sentia-se que nada estava definido e que um golo do Paços era algo que podia perfeitamente acontecer, tal era o perigo das incursões ao nosso último reduto.

E foi precisamente pelo acerto e serenidade com que se resolveram essas incursões que se sustentou a conquista destes importantes três pontos. Mathieu e Coates estiveram imperiais, especialmente o francês, tendo sido também muito importante o regresso de um Coentrão mais sólido. Com os níveis de solicitação a que foi sujeito, o mesmo Coentrão de alguns meses atrás teria provavelmente murchado e até estourado.

No meio campo as coisas podiam ter corrido melhor. Muito melhor. Talvez pelo empenho colocado na autêntica batalha que se travou com os locais faltou muitas vezes discernimento que permitisse melhor definição das jogadas. Quase nunca entrou aquele último passe, algo que também deve ser creditado à organização pacense, é certo, mas que em outras alturas já conseguimos fazer melhor. 

Talvez tenha sido também por essa falta de acerto que Dost acabou por ter pouca bola e sem bola não há golos. Mas houve o do Battaglia, que a cada lance que disputa faz jus ao seu nome, e isso foi muito importante para a conquista da bola. Determinante também o golo de Gélson, uma autêntica obra de arte! Relativamente ao nosso endiabrado e talentoso jogador, apenas uma coisa a lamentar, e que afinal o separa ainda do grande jogador que está em construção: a perda de energia em acções inconsequentes, com frequentes perdas de bola e definição no último passe. 

O golo sofrido já ocorre quando a mobília estava já a ser bem arrumada,  não permitindo que o adversário crescesse mais. Aí provou-se que o regressado Bryan Ruiz pode ajudar, pela segurança que dá quando é preciso ter a bola nos pés.

Venham mais vitórias Petit como estas, é delas que se constroem também os campeonatos. Se há um traço comum entre esta e a da quarta-feira passada é seguramente o elevado nível de maturidade e segurança com que a equipa aborda os jogos. 

domingo, 5 de novembro de 2017

Sporting 2 - Sp. Braga 2: rasgados!

Com sorte o Sporting não sai derrotado mais uma vez por Abel Ferreira, que já no ano passado na sua estreia nos veio roubar pontos em casa. Derrota que seria um castigo talvez excessivo, mas o empate é um resultado justo para o pouco, quase nada, que se produziu hoje em Alvalade. 

Perante este exibição marcada pela falta de ideias, pelo cansaço e sobretudo pelas lesões musculares talvez a mais importante ilação a retirar deste jogo é que, e parafraseando Bela Guttman, não temos rabo para ocupar as cadeiras que ambicionamos.

domingo, 27 de agosto de 2017

Sporting 2 - Estoril 1: de arrasar até arrastar quase dava empatar

Na recepção ao Estoril dois espectros pairaram no ar: a perspectiva de desperdício de uma vantagem, ante um adversário menos cotado, que tantas vezes nos penalizou os objectivos e o das consequências do esforço a que a equipa vai estar sujeita por via da sua participação nas competições europeias. 

Quanto a este aspecto deve ser salientada e até louvada a mudança de estratégia de JJ, relativamente ao ano passado. Não produzindo alterações de monta na estrutura da equipa principal não só se apresenta mais forte como vai fomentando as indispensáveis rotinas num onze que se apresenta com mais de metade dos jogadores como estreantes no clube.

Há ainda um terceiro espectro no ar: o VAR. Teria esta vitória sido possível sem ele? Na verdade, e atendendo ao percurso dos eventos teria, porque o golo de Bas Dost não teria sido anulado. Mas os lances finais não só dariam um bom argumento a um filme de suspense, servem para comprovar que a aposta na tecnologia como apoio à difícil tarefa de arbitrar faz todo sentido e peca apenas por tardia.

Quanto ao jogo propriamente dito, saliência para o regresso de Alan Ruiz mas ainda a acusar a ausência prolongada e a falta de pré-época. Bruno Fernandes (que livre, que golo!) é que não acusou o regresso à posição 8 e que nos deixa a sonhar com o caso sério que podia ser juntá-lo com William e Adrien em forma, agora que Gélson até já não apenas assiste mas também já marca em dois jogos consecutivos. Acuña trocou para já com ele o papel de assistente, com três em quatro jornadas. Lá atrás há um novo patrão: Mathieu. Fala francês e obriga os adversários a tocar pianinho.

Agora é esperar que a paragem para os jogos da selecção não nos retire o ritmo. É que contar vitórias por número de jogos jogados é coisa para me habituar...

sábado, 12 de agosto de 2017

Sporting 1 - Setúbal 0: um bom treino para corações sofredores

Foi com extrema dificuldade que o Sporting levou de vencida o Vitória de Setúbal na estreia da equipa em Alvalade. E, ao contrário do que diz o ditado nem tudo está bem quando acaba bem. Mas sendo verdade que há muita coisa ainda a melhorar no nosso jogo também é verdade que já coisas boas a assinalar. Foi pela contradição de sentimentos que preferi deixar para hoje esta crónica, depois de deixar assentar algumas ideias. Aqui ficam as que sobreviveram ao final do jogo e à noite de descanso:

- O Sporting controlou o jogo de principio ao fim, o Setúbal foi apenas um fantasma com equipamentos esquisitos que passou em Alvalade.

- O que é dito acima não pretende desrespeitar o adversário (é bom lembrar as diferenças de meios...) antes sim quer dizer que a preocupação em bloquear o nosso jogo (conseguida durante 87 minutos) resultou numa equipa demasiado curta e encolhida para tentar outra sorte que não o empate.

- O começo estonteante, quase feérico, quase resolvia o jogo no seu inicio (Gélson decidiu mal a forma de finalizar o excelente passe de Acuña) mas rapidamente o adversário se ajustou o suficiente para não permitir oportunidades com condições de sucesso. A nossa primeira parte "acabou" aos sete minutos, o que é muito pouco.

- Para tal o Setúbal também pôde contar com a colaboração do Sporting, ao reduzir as suas opções ao mero carrilar do jogo pelas alas finalizados por cruzamentos.

- Se esta estratégia está longe de ser a mais indicada para desmontar autocarros (pelo contrário, beneficia-a) dois factos a condenaram ao insucesso: a ainda má forma de Dost, evidenciada em cabeçadas que normalmente resultariam em golo ou perigo, e a deficiente qualidade geral com que foram executados, Gélson incluído, salvando-se apenas Acunã da mediocridade. 

- Só na segunda parte o Sporting percebeu que, nestas condições, tem que chamar mais elementos a participar na construção do jogo, especialmente Bataglia. Adrien está longe da boa forma (ainda por cima não treinou toda a semana, por dificuldades musculares), Podence perdeu-se entre os defensores setubalenses e quase nunca baixou, ou se aproximou de Gélson (à esquerda) ou Acuña (à direita) tornando assim inexistente a progressão do nosso jogo pelo centro. Sempre muito longe de Dost e sem procurar a profundidade, facilitando assim a vida ao Setúbal.

- A entrada de Doumbia (precisa de marcar para repor os níveis de confiança) era mais do que necessária e veio tornar ainda mais clara uma evidência: para uma equipa com as nossas aspirações Dost e o marfinense são de menos. E se há um pequeno Doumbia (Gélson Dala), não há nem grande nem pequeno Dost para as ausências (fisicas ou de forma) do holandês. Uma outra ainda: é preciso quem dê mais profundidade ao nosso jogo. Uma ainda mais: a presença de Doumbia é importante para as segundas bolas que o jogo de Dost pode oferecer.

Conclusões: é preciso ser paciente, estamos ainda a começar. Mas para tal a equipa (as ideias do treinador) também têm de ajudar: é preciso perceber também que nem sempre correr muito e depressa é o caminho mais rápido para o golo. Paciência e  também inteligência, mas estas só surgem quando há confiança e para isso são tão necessários os resultados. Os dois primeiros estão no papo. Mas sem ilusões: há ainda muito para afinar e o caminho é muito longo.

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