quinta-feira, 27 de abril de 2017

O exemplo

Não surpreende que a iniciativa, mesmo que involuntária e circunstancial,  parta dos jogadores. São eles os interpretes, cabe-lhes "defenderem o seu pão". Falta agora o exemplo dos adeptos. Ao invés de irem atrás das "lendas & narrativas" dos dirigentes temos é que lhes exigir, contenção, respeito por nós e pelo jogo. E não apenas o indispensável desanuviamento do ambiente poluído e pesado mas também processos transparentes e as mãos limpas.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Tristeza

Nota: este post é da autoria do 8.
 
Vivo o desporto há muitos anos. Primeiro na minha inocência infantil, depois crescendo e apercebendo-me da realidade do fenómeno desportivo nas suas muitas vertentes.

Vi, e vivi, muitas realidades verdadeiramente grotescas, que devido ao déficit de informação, não se repercutiam, ficando restringidas a quem participava e assistia, e, mais ou menos, rapidamente eram esquecidas.

Com a passagem dos jornais desportivos a diários e o aparecimento das transmissões diretas da televisão, começaram a ganhar evidência muitas das situações que anteriormente não tinham repercussão. E a opinião pública começou a perceber que nem tudo o que envolvia o desporto era transparente e límpido (lícito).

Com o incremento das redes sociais e dos programas de TV dos chamados “paineleiros” o desporto entrou em roda livre. Qualquer “anónimo” pode montar uma peça, com as imagens que lhe convêm, e disparar para tudo o que é sítio da net, e passadas umas horas já temos uma verdade indiscutível.
Sobre os programas de debate relativos ao futebol e seus acessórios, aí é impossível ter qualquer palavra positiva. Começando pelos “moderadores”, que acredito que pretendam ser isentos mas que, tal como todos nós, têm as suas tendências clubistas, e além disso deixam-se influenciar (dominar) por alguns dos intervenientes nos debates.

Depois, os representantes dos clubes. Alguns vão para os programas sem qualquer preparação específica, outros preparam-se mais ou menos, e por fim aparecem os representantes do CDT (Controlador Disto Tudo) que recebem a cartilha para o que têm de repetir até à exaustão.
Curiosamente vemos comentadores do Sporting e do Porto que, além de se perceber que não trazem nada preparado, não são alinhados com os Órgãos Sociais do respetivo Clube. Já os representantes benfiquistas…

Alguns destes programas de TV também têm os seus comentadores “independentes”. Estranhamente entre estes estão uns “isentos” que também estão formatados pela Santa Cartilha, sendo que o seu autor também aparece como “isento” num desses programas.

Depois deste escândalo com a Cartilha do que estão à espera os diretores de informação destas estações, para fazerem uma limpeza nestes comentadores, quer “isentos” quer clubistas, para que os programas tenham condições de continuar?

De que estão à espera os responsáveis máximos das estações para mandarem acabar com esses programas?

Considero que muita da violência que lavra no futebol, e restantes desportos, em Portugal se deve à irracionalidade e violência verbal com que se debate nesses programas. Não só, mas também. Logicamente que os Órgãos Sociais dos clubes também têm muuuuuiiiiita responsabilidade.

Neste campeonato SLB é o indiscutível e o mais destacado campeão

No campeonato dos assassinatos o SLB conta já com dois títulos. O resto* é conversa para boi dormir.

Neste resto cabe muita coisa, inclusive o facto de não haver inocentes neste atoleiro em que o futebol português se vai transformando. E TODOS, uns mais do que outros, somos responsáveis. E também é verdade que todos, também uns mais do que outros, temos a possibilidade de mudar isto, assim o quiséssemos.

Há que dizer isto  com clareza: há uns mais responsáveis do que outros. E esses são os dirigentes do futebol português. Os dos clubes claro, que vão fechando os olhos ao monstro que vai crescendo sob os seus tectos e que muitas vezes é "alimentado à mão" pelos próprios nos discursos e nas marionetas que manipulam nos média e nas redes sociais.

Também os dos eleitos que tutelam o desporto, mas preferem só sair dos gabinetes para aparecer nas fotografias. E também e de forma muito directa os responsáveis federativos, em particular os que administram a justiça (?) desportiva.

Mas o exemplo extremo da sonsice e simultaneamente da impunidade está no comportamento do SLB. Sem nunca se demarcarem verdadeiramente do episódio que vitimou Rui Mendes numa final da Taça de Portugal e cujas claques elegeram como cântico, são a imagem acabada da apologia da morte quando fazem de conta que não veem e não ouvem nada.

Por isso o discurso de sábado de LFV soa a oco e é o melhor exemplo do incendiário vestido que veste à pressa com uma farda de bombeiro para aparecer em frente às câmaras e microfones.  É preciso muito desfaçatez e ser muito "cara de pau" pretender dar lições de civismo e honradez quando as claques do clube que representa tinham acabado de interromper o minuto de silêncio pela memória do adepto falecido - de quem também não se lembrou - com um cântico que evoca precisamente a morte de um adepto do Sporting como se de um título importante se tratasse.

domingo, 23 de abril de 2017

sexta-feira, 21 de abril de 2017

O derby onde não se jogará apenas um título

Não há derby's com pouca importância. Ainda que o próximo, a disputar no próximo sábado, não fosse decisivo para a atribuição do titulo, haveria um sim fim de dados a compilar e adicionar à já longa história  que se vai escrevendo desde 1 de dezembro de 1907.

Foi então, em Carcavelos, onde jogava o Sport Lisboa, que o primeiro encontro aconteceu. O facto do Sporting se ter apresentado com oito ex-jogadores do adversário seria um dos muitos pontos de ignição da combustão permanente de rivalidade em que os embates entre os dois emblemas se confundem com a história do futebol português. 

Para o Sporting pouco ou nada se poderá alterar de verdadeiramente significativo no que diz respeito à história deste campeonato. O terceiro lugar é cada vez mais a linha limite que se desenha no horizonte. Mesmo a tão útil como necessária qualificação directa para Liga dos Campeões, por via do segundo lugar, parece de todo improvável, atendendo a que já não há confronto directo com o FCPorto. A possibilidade da equipa de Nuno Espírito Santo perder o conforto dos cinco pontos que ainda detém em cinco jornadas é possível mas pouco provável.

Assim, o próximo dérby será acima de tudo para o Sporting um jogo pelo brio e pelo orgulho do seu próprio palmarés. Isto porque não me parece provável que haja danos ou proveitos reais que se possam estabelecer na próxima temporada a partir do resultado final deste jogo. Mas, emoção, orgulho e brio são precisamente os principais temperos destes embates. E aqui há pelo menos um castelo a defender nesta história já secular de conquistas e desaires: impedir a entrada do rival no clube exclusivo dos tetracampeões. Um lugar que durante várias décadas foi apenas do Sporting e que agora tem de compartilhar com o FC Porto. 

Historicamente o papel de demolidor de "sonhos do tetra a vermelho" tem até agora sido bem sucedido. Apesar de ser o clube mais titulado do nosso campeonato, o titulo de tetracampeão continua por alcançar. Até hoje o SL Benfica viu-lhe ser negadas todas as hipóteses (cinco) de conquistar um lugar cativo nesse clube tão exclusivo.

Na primeira oportunidade, depois de conquistar os títulos das épocas de 35/36, 36/37, 37/38 o clube da Luz nem sequer discutiu o título, que havia de ser ganho pelo FC Porto, com o Sporting a quedar-se apenas menos um ponto.

A primeira grande disputa ombro a ombro havia de acontecer na época 65/66. O Sporting era então o único tetracampeão, por força dos campeonatos de 1950 a 1954, pelo que luta foi feroz. Ao vencer em Alvalade a sete jornadas do fim, o SLB ficou apenas a um ponto, mas os nervos de aço dos pupilos de Otto Glória e Juca acabaram por manter a tetra-exclusividade até ao final. 

O Sporting pareceu então especializar-se na defesa dos seus pergaminhos, pois foi novamente a barreira que se ergueu aos sonhos mais rubros dos rivais em 73/74. Na até agora derradeira possibilidade para os da Luz, foi o FCPorto que se entrepôs aos desejos benfiquistas, quando em 77/78 ganhou finalmente o campeonato, após 19 anos de jejum.

Desenha-se agora uma nova oportunidade para o seu eterno rival. Se um derby por si só já encerra todos os ingredientes necessários para a motivação dos jogadores, o que se disputará no relvado será um novo e suculento pedaço na história de uma rivalidade secular.

Há história que se escreve em cada decisão acertada e em cada erro ou falha. Defender a porta de entrada do seu clube exclusivo de tetracampeões é a derradeira tarefa de Jesus e dos seus comandados para o que resta da época. E nestas questões de história e de palmarés jogam-se valores que rivalizam com a conquista de títulos.

Nota: este artigo foi escrito para o site Fair-Play, do qual sou colaborador.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

O imbróglio Gauld & Geraldes

Alguém terá ficado realmente surpreendido com as queixas de Freamunde e Leixões relativamente à utilização, pela equipa B, de André Geraldes e Ryan Gauld? Creio mesmo que a única coisa que faltava saber era o nome dos reclamantes. Isto, porque tal como sucede todos os anos, assim que o espectro da descida começa a produzir vertigens às direcções dos clubes aflitos, estas, qual náufragos, agarram-se a tudo o que pode garantir-lhes a sobrevivência. É certamente isso que os clubes acima referidos estão a fazer, veremos se não haverá mais a associar-se.

A este propósito há já várias teorias a decorrer. Por exemplo, no jornal "o Jogo" diz-se que o Sporting "tem na sua posse um parecer da diretora-executiva da Liga, subscrito em janeiro por um consultor jurídico da mesma entidade, que diz que os jogadores André Geraldes e Ryan Gauld podiam jogar pelo Sporting e por mais nenhum clube no restante da temporada." Espero que tenha mais do que isso.

Atendendo ao que dizem os regulamentos (e salvo melhor opinião) o Sporting tem que ter instruído devidamente os processos e possuir uma comunicação expressa da Liga a comunicar o deferimento da inscrição.

Artigo 75.º Inscrição e licenciamento

19 - A participação de jogadores em competições oficiais depende de comunicação da Liga do deferimento da inscrição.

Mas uma vez que os jogadores haviam sido cedidos temporariamente ao Vitória de Setúbal tem que se levar em conta o que é dito no

Artigo 78.º Cedência temporária e transferências 

4. O jogador cedido só poderá voltar a ser inscrito e representar, na mesma época, o clube cedente, em caso de cessação do contrato de cedência por: 
a) caducidade;
b) incumprimento do contrato de cedência pelo clube cessionário; 
c) mútuo acordo das partes. 

5. Para efeitos do disposto na alínea c) do número anterior, não são admissíveis quaisquer cláusulas que prevejam a possibilidade de, por iniciativa unilateral do clube cedente, ser imposto ao clube cessionário o termo do contrato de cedência antes do prazo contratualmente fixado.

Aqui residirão as principais dúvidas relativamente à utilização dos jogadores:

O Sporting tem a o documento da Liga a deferir a utilização dos jogadores?

O Sporting conseguiu chegar a acordo com o Vitória de Setúbal?

Esta parece-me ser a interpretação correcta dos regulamentos, e que vai de encontro ao que Alexandre Mestre já tinha adiantado à revista sábado em 31 de Janeiro [LINK], aquando do fecho do mercado de inverno. 

Da sua leitura fica também claro que a tentativa de "exportação" dos jogadores para o Chaves foi feita com total desconhecimento dos regulamentos, o que deixa a claro que há ainda muito a fazer na qualidade da assessoria da SAD, ou que a decisão foi tomada sem a respectiva consulta. É para isso que pagam aos assessores.

De uma forma ou de outra estas são situações a evitar, para que se produzam as melhores decisões e que não se exponha o clube ao ridículo. Nos  dias que correm uma situação como estas é muito difícil de ocorrer em clubes de menor dimensão e pergaminhos.

Embora antecipe que o caso se prolongue, por força do tempo que habitualmente o CD da LIGA consome na análise destes processos, ao que acrescerá o dos inevitáveis recursos, como sócio e adepto do Sporting não consigo imaginar outra coisa que não seja a observação escrupulosa dos regulamentos e tudo isto não passe de fumaça e do habitual esbracejar dos aflitos.

terça-feira, 18 de abril de 2017

Cartilhas & Cartolas

A recente revelação do guionista da tragicomédia que semanalmente invade os ecrãs dos portugueses, descritos eufemisticamente como programas de futebol, sobressaltou muita gente, fazendo escorrer muita tinta e secar muitas gargantas. Alguns, de forma ingénua, julgaram estar na presença da tão esperada confirmação da existência de articulação entre a paineleiragem (neologismo para definir grupo de paineleiros) benfiquista, quando ela já estava à vista de todos há muito tempo.

O triunfo dos porcos
Há que o dizer com clareza e sem eufemismo: a estratégia lançada por Luís Filipe Vieira para o audiovisual está a ser bem sucedida. Dentro do género que se pretende para aquele formato, tem os melhores paineleiros e são frequentemente os "mais bem" documentados. Tanto assim é que não apenas obrigaram os canais a distribuir uma ração com a sua própria marca, como submeteram os rivais, Sporting incluído, à sua estratégia. Marcando a agenda mediática, obrigam-os (nos) a reagir semana após semana, impedindo-os assim de marcarem a opinião pública com as suas próprias matérias e interesses.

As consequências estão à vista de todos: o ódio e o rancor saltou dos ecrãs para os estádios, ficando-se para já pelas bancadas. Receio que o espectáculo inqualificável dado pelas claques em diversas ocasiões é apenas o principio. Para quem como eu "fugia" de casa com apenas nove anos para ir ao futebol e era "perfilhado" por um coração piedoso que me "arrastava para dentro do estádio sem me perguntar sequer de que clube era o que se vem assistindo e anunciando é abaixo de deplorável.

O dragão ainda respira
Para os que há muito propalam a morte do dragão tal qual Pinto da Costa o pariu há 35 anos ficou aviso de que talvez o anuncio seja exagerado. A primeira ferida de alguma profundidade foi deixada pela prova de vida que a revelação do nome de Carlos Janela acabou por constituir. Associado ao reaparecimento na luta pelo titulo ficou o aviso de que um dragão, mesmo que obnubilado  pelos negócios e anestesiado pelo sucesso, ainda pode fazer estragos até ao último extertor que anunciará em definitivo o fim de uma era.

Leão que não lidera não é rei
Infelizmente o Sporting deixou-se aprisionar na estratégia do arqui-rival. Ao invés de agir, limita-se a reagir. E ao fazê-lo o melhor que consegue é acentuar e dar visibilidade às matérias que o rival vai impondo. Só encontro duas explicações para isto e nenhuma delas é boa para o Sporting:

1- O Sporting não tem estratégia e limita-se a navegar pela espuma mediática em função do "sumário da lição do dia".

2- A cartilha é até conveniente para ao status quo leonino. Enquanto os Sportinguistas andarem entretidos a seguirem estes "bate-bocas" permanentes e seguirem esta procissão de horrores com devoção não discutem o que verdadeiramente interessa. E como a resposta é normalmente pavloviana, e por isso pouco reflectida, lá se vai lendo que nunca o Sporting foi tão bem defendido como hoje. 

Pena é que os resultados desportivos sejam mais ou menos os mesmo e tudo o que há para fazer nas cadeiras do poder das instituições ou até mesmo em matérias de "governance" do clube permaneça mais difícil de mover que aproximar o Minho da Estremadura. Depois de esgotado o "dossier croquetes" por estes se apresentarem novamente abundantes em Alvalade, o apontar das anti-áreas às águias arqui-rivais não podia ser mais conveniente. Pena é que elas continuem a voar a seu bel-prazer.

Que influência teve a dita cartilha na definição dos resultados desta época ou mesmo da época anterior?  Só três exemplos, sendo o segundo e terceiros mais óbvios que o primeiro e reconhecendo desde já o caracter especulativo deste:

1- Tivesse o Sporting gerido melhor os dossiers "Montero", "Teo Gutierrez", "Barcos" não teria conseguido outros resultados que lhe garantissem outra segurança para o dérby que o ano passado ditou o vencedor do campeonato?

2- Que influência poderia ter tido a cartilha nos resultados desta época se o Sporting tivesse sido mais eficiente nas diferentes janelas de mercado, especialmente a de verão, mesmo que o Pedro Guerra se desfizesse em bilis várias vezes em directo?

3- Vimos recentemente BdC dirigir-se à LIGA, solicitando alterações a um regulamento que foi aprovado com o beneplácito do Sporting, em que este demonstrou não estar inteirado das repercussões do que aprovava. Que garantias têm os Sportinguistas de não haver mais ligeirezas semelhantes e em matérias de maior relevo?

Pode até ser popular e conveniente a muitos cartolas (de todos o clubes...) falar da cartilha para os adeptos não olharem para os seus próprios quintais, enquanto destratam o futebol com total impunidade. O seu horizonte termina no umbigo e no poder momentâneo.

Não podendo o Sporting alhear-se do que se passa à sua volta, é claro para mim que o sucesso começa naquilo que fazemos em casa. Porque o Sporting sabe, há já anos, talvez décadas, que tem de ser quase perfeito no que faz dentro e fora do campo para poder interromper o ciclo de insucesso. E tem estado longe de o ser.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

O dérby ajudará a preceber se chegou ao fim a longa pré-época

Com a quinta vitória consecutiva o Sporting dá indicações de ter atingido um ponto de estabilidade e consistência no seu jogo. Será assim ou é apenas o alinhamento favorável do calendário nestas cinco vitórias (Tondela, Nacional, Arouca, Boavista, Setúbal)?

A pergunta justifica-se porque, se olharmos com atenção aos pontos perdidos até agora, ressalta à vista a dificuldade que o Sporting revelou este ano, por comparação com o anterior, em ultrapassar as melhores equipas da prova. Pontos perdidos com Guimarães (4) Benfica (3) Porto (3) Braga (3) Chaves (2) Marítimo (2) revelam uma certa impotência para lidar com os melhores apetrechados do campeonato. 

Aparentemente Scheloto e Marvin estabilizaram ao melhor nível que se poderá esperar deles. Os centrais parecem ter recuperado o melhor entendimento, onde se havia construído muita da consistência da equipa da época passada.

William parece regressar ao seu melhor nível, Adrien, o imprescindível,  regressou de mais uma lesão (falta apurar a "responsabilidade do Europeu" nas lesões e abaixamentos de forma...), Bruno César estabilizou o seu jogo com a estabilização na sua posição, assumindo-se como fornecedor de Bas Dost.

O holandês tem provado que, numa equipa que se lembre dele e o sirva com qualidade, é ponta-de-lança para oferecer meio-campeonato. E tivesse sido este o "este" o Alan Ruiz que contratamos e não seu irmão siamês mais pesado...


Embora os dérbys tenham um carácter excepcional, pela rivalidade e pelas emoções associadas, o próximo jogo ajudará a perceber melhor se Jorge Jesus está finalmente a descobrir a equipa mais forte equilibrada ou se, em tom de eterna pré-época, continuará à procura do caminho pelas pedras.

terça-feira, 11 de abril de 2017

De cartilhas percebe ele. Nenhuma dúvida sobre isso.

Em condições normais seria grotesco vermos dirigentes do Sporting, em particular o seu presidente, acusar clubes rivais de prosseguir políticas de comunicação obedientes a "cartilhas". No entanto, a coisa deixa de ser grotesca a partir do momento em que este Sporting é uma autoridade na matéria. Tenta sê-lo, pelo menos, julgando pela quantidade ridícula de recursos e de tempo que afecta a agências e plataformas de comunicação.
Se não considerarmos as centenas de milhares de adeptos do Benfica evidentemente interessados no seu clube, será justo presumirmos (a partir das aparências) que somente Bruno de Carvalho, Nuno Saraiva, o ex sogro de Bruno de Carvalho Jaime Marta Soares, bem como uma quantidade mais ou menos incerta de acólitos sportinguistas, estão interessados no que o Benfica ou os seus comentadores têm para dizer sobre os assuntos que normalmente rodeiam o futebol em Portugal.
Já os sportinguistas que não vivem o clube como se de um pequenino culto se tratasse, exibem uma saudável e relativa indiferença para aquilo que o Benfica ou outros fazem, não fazem, dizem ou deixam de dizer.
Fazendo o seu campeonato, independentemente de mais nada, se o compararmos com 90% dos clubes com os quais compete e disputa pontos, contando com os seus adeptos (até há uns anos éramos sensivelmente 1,2 milhões em território português), e tendo à sua disposição uma quantidade formidável de recursos na comparação com esses emblemas, o Sporting para prosperar e para crescer precisa essencialmente de olhar para aquilo que faz. Não precisa de olhar para aquilo que os outros fazem. Tal qual um vulgar lampião ou um lagarto ridículo, Bruno de Carvalho não o compreende. Pior, jamais o compreenderá porque embora prejudicial aos interesses do Sporting, a actual narrativa beneficia os seus interesses pessoais. Com desapego por uma postura minimamente inteligente, coerente e decente, o discurso esquizofrénico que actualmente vemos relativamente ao Benfica é um si mesmo uma "cartilha" e faz, evidentemente, parte do pacote de propaganda que Bruno de Carvalho trouxe para o Sporting. Neste, inclui-se a permanente agressão psicológica que visa carregar na existência de um inimigo externo. Para este efeito o Benfica não é o único. Os próprios sportinguistas já foram, são, serão alvos da "cartilha".



Devidamente fomentada, em especial nos momentos ou nas épocas marcadas pelo insucesso, a existência e a diabolização desse inimigo externo ajudará a garantir a sobrevivência do presidente do Sporting e do restante bando de anormais que o rodeia.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Castigos & Queixinhas

Castigo

Bruno de Carvalho foi castigado por declarações que, segundo entenderam por unanimidade os elementos que compõem a Comissão de Disciplina, ofenderam a honra e a reputação dos visados, nomeadamente Vitor Pereira.

Atente-se às referidas declarações:

"Os jogos não se jogam dentro das quatro linhas"

"Gosto pouco de estar a brincar ao futebol. O Senhor Vítor Pereira já ultrapassou todos os limites do ridículo"

"Inacreditável... A pressão aos árbitros já mete nojo! Querem provocar o pânico aos árbitros nos jogos que arbitram do Sporting e ainda passar a mensagem que os jogadores do Sporting têm de estar a ser sempre punidos. Vítor Pereira já não perdeu só o bom senso a nomear, já perdeu toda a noção do ridículo!"

"(...) falta de critério e bom senso em muitas nomeações este ano, nunca sendo de atribuir a culpa aos árbitros porque estes apenas são nomeados. Tem sido claro que após conflitos públicos existentes entre a instituição Sporting e alguns árbitros, no que diz respeito à sua atuação menos positiva, os mesmos têm sido constantemente escolhidos para arbitrar jogos do Sporting numa perfeita afronta ao clube e num total desrespeito com a própria defesa do respetivo árbitro"

"Significa apenas o total desnorte e falta de bom senso daquele que devia decidir em prol do futebol e da classe dos árbitros: Vítor Pereira"

"São exemplos e factos concretos de que o futebol continua a ser jogado fora da quatro linhas, de que a forma como é feito já nem sequer é velada"
Para alguém que, como eu, não é jurista, só as afirmações, sem nada que as comprovem, de que o futebol não é jogado dentro das quatro linhas e a "colagem" de Vítor Pereira a pressões aos árbitros, se enquadrariam naquelas faltas. O resto parecem-me mais enquadrar-se em matéria de opinião. E aí, no que diz respeito a Vitor Pereira, eu seria até capaz de dizer pior. Muito pior... 

No que diz respeito ás pressões e do futebol ser jogado fora das quatro linhas, como adepto não tenho dúvidas que são um facto. Mas também é um facto, que não pode ser desprezado, eu não sou presidente de nenhum clube, não estou por isso sob alçada disciplinar da FPF.

Ao contrário de Bruno de Carvalho, (e ao contrário do que escreveu no Facebook "O Conselho de Disciplina pode exercer o seu poder disciplinar no âmbito desportivo, mas não tem qualquer poder sobre mim como Presidente do Sporting CP nos planos societário ou associativo, e muito menos sobre mim enquanto cidadão.") porque é como presidente da SAD e eventualmente até como presidente do clube (que detém a SAD) que está sob alçada disciplinar da FPF.  

Considerando tudo isto, pode-se concluir que há razões para o castigo, importando perceber, até pela extensão da pesada pena, se o regulamento tem sido aplicado com igual rigor e critério a TODOS os que infringem o que nele está estipulado.

Tal como as demais regras do futebol, as regras disciplinares têm que ser respeitadas quando se decide ir a jogo. Os actuais regulamentos foram votados na Liga pelo Sporting e posteriormente plasmados nos de natureza semelhante na FPF. O Sporting ou consegue fazer a sua alteração, ou não tem outro remédio senão respeitá-los. A alternativa é abandonar os campeonatos. O restante é folclore para alimentar as primeiras páginas de jornais, ou para desviar a atenção do que realmente é importante.

Queixinhas
Na sequência deste castigo, o Sporting decidiu entrar no campeonato das queixinhas. De forma algo surpreendente, se atendermos ao que Bruno de Carvalho ainda há poucos dias dizia [LINK] sobre o a actuação do nosso rival. Este comportamento incoerente, ao modo de Frei Tomás, não é bom para o Sporting nem é bom para o futebol.

Não se pense por isso que entendo que o clube não devia fazer nada. Entendo, isso sim, que não se deve limitar a imitar o que os outros fazem de mal, ainda por cima quando previamente condenamos esse comportamento. 

Concordo que não é fácil lidar com os LFV's e PdC's [LINK]. Mas se a ideia é sermos iguais estamos a alienar uma parte importante do nosso património, que é a ideia de exclusividade da nossa identidade do nosso clube. Foi certamente isso que esteve na origem da escolha que a maior parte dos Sportinguistas fizeram para eleger o Sporting como o clube da sua vida.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Arouca 1 - Sporting 2: à espera de um "reset" fisico e mental

Exceptuando os dois pontos obrigatórios, o jogo em Arouca não serviu para quase nada.

- Não serviu para o único objectivo longínquo que ainda nos resta, que é ajudar Bas Dost a conquistar o titulo de melhor marcador. Não serviu nem se percebe o que foi preparado nesse sentido, tal o "esquecimento" a que ele foi votado pela equipa.

- Não serviu para ajudar a preparar a equipa para próxima época, oferecendo tempo aos jogadores que Jesus entende que "têm talento mas falta de experiência tática" (palavras do próprio). Que melhor laboratório pode esperar um treinador que fazer jogos oficiais sem a outra pressão de ganhar que não seja o brio profissional e o estatuto do clube? (A este propósito vale a pena ler o Cantinho de Morais).

Para o futebol em geral também foi uma oportunidade perdida. O preço dos bilhetes num jogo numa cidade cujas acessibilidades ficaram por terminar algures a meio da Serra da Freita, é inaceitável, como lembra, entre outras peripécias, o meu amigo Pedro na Bancada de Leão.

É cada vez mais evidente que esta equipa está à espera de um reset físico e mental. Pelas declarações, parece também óbvio que Jorge Jesus não só anda à procura do botão, como também deve executar para si mesmo procedimento idêntico.




quinta-feira, 30 de março de 2017

Eu show Bruno

O presidente do clube, Bruno de Carvalho deu ontem uma extensa entrevista à TVI e ela foi excelente. Excelente para a TVI e respectivo nível de audiências. Excelente para Bruno de Carvalho, para a sua afirmação pessoal e estratégia de poder. Do Sporting e do que diz respeito às matérias de maior interesse, e que se prendem com as diferentes actividades desportivas, falou-se muito pouco. 

Prometeu mais uma vez ser campeão, mas nem uma palavra sobre o que pretende fazer para o conseguir. Questões importantes, para se perceber que diagnóstico está a ser ou foi já feito sobre as razões do total falhanço da época e o que se pretende alterar para que seja diferente na próxima não existiram.

Propalou mais uma vez a intenção de sermos campeões em todas as modalidades. Não explicou porém o que de diferente vai fazer para o conseguir, apesar das verbas cada vez mais elevadas verbas que se despendem. 

No Sporting actual confunde-se cada vez mais o que é o interesse colectivo com o que Bruno de Carvalho diz, pensa e faz. Até matéria da sua vida pessoal foi abordada como se tivesse outro interesse que não apenas para o próprio. De facto, a vida parece correr-lhe melhor do que nunca. Já o Sporting continua na mediania onde se instalou nas últimas décadas e que ele prometeu devolver a um outro patamar.

Mas, o que é facto indesmentível, e foi referido pelo entrevistado, os Sportinguistas estão satisfeitos com o actual estado de coisas. Talvez por isso mesmo os "convidados" Sportinguistas presentes no programa fizessem durante o programa a figura dos cãezinhos que abanam a cabeça, que em pequeno costumava ver nas traseiras de alguns automóveis.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Jorge Jesus continua a ser o treinador que o Sporting precisa?

A surpreendente contratação de um técnico como Jorge Jesus por Bruno de Carvalho, com uma proposta de jogo reconhecidamente atraente e vencedora, obliterou qualquer discussão sobre a indispensável análise do perfil do treinador que se entende ser necessário para regressar à conquista de títulos.

Mas essa discussão é necessária. Podem técnicos (Jardim, Marco Silva, Jesus) de perfis, carreiras e propostas de jogo tão diferentes ser úteis à mesma causa? Pergunta que nos leva a outra também muito frequente: é o treinador que deve adaptar a sua ideia de jogo ao plantel disponível ou o contrário? E ainda outra igualmente importante: como se determina se um treinador tem o perfil adequado à filosofia, objectivos e necessidades de um clube?

A resposta a estas perguntas é importante num clube como o Sporting, mas não tanto no Real Madrid, Barcelona, Manchester ou Bayern, entre outros. Isto porque todos eles têm disponibilidade financeira para oferecer ao seu treinador os jogadores com o perfil adequado ao modelo que o treinador deseja implementar. Não é o caso do Sporting, pelo que a escolha do técnico tem que levar sempre em linha de conta o material humano que pode disponibilizar ao seu treinador.

Como tudo quase correu muito bem no primeiro ano, as respostas a estas questões não foram necessárias. O impacto da chegada de Jorge Jesus foi tal que só por um triz não se celebrou a conquista do campeonato. Aqui Jorge Jesus cumpriu com aquilo que se esperava dele como grande treinador: adaptou as suas ideias às características do plantel disponível, mantendo-se fiel aos seus princípios de jogo, conseguindo ainda oferecer aos seus jogadores o meio ideal para exponenciar as suas qualidades, valorizando-os.

Esta estadia de Jesus no céu a verde-e-branco durou muito pouco, provando que é relativamente fácil ter êxito fortuito no futebol, embora o emprego da palavra êxito até seja excessivo. Não o é no caso de Ranieri no Leicester, um caso de sucesso imediato, que passará a ser paradigmático. Mas o mais difícil ter êxito de forma duradoura e para tal é necessário mais do que um alinhamento favorável dos astros. A ideia que na corrida para o sucesso se podem queimar etapas pode ser muito atraente mas raras vezes paga dividendos.

O insucesso total da presente época deveria remeter a SAD a profunda reflexão, porque só percebendo as suas causas se poderá evitar a repetição de erros e equívocos. Reflexão sem dogmas e com elevada abertura de pensamento e humildade. E se há imensas questões por responder a principal é a que deveria ter sido colocada em primeiro lugar, quando se partiu para a contratação de Jorge Jesus:

Tem ele o perfil ideal para ser treinador do Sporting? E por outro lado também deve ser perguntado: tem o Sporting as condições para proporcionar o sucesso ao seu treinador na exacta forma que ele entende como condições indispensáveis para lá chegar? Não está em causa a qualidade do treinador, como certamente não estará a de Guardiola, cuja mudança para Manchester deu ainda mais força a este género de interrogações.

A redefinição por parte de Bruno de Carvalho, reafirmando a famigerada "aposta na formação" vem tornar a resposta à pergunta imperativa. O contexto que levou à contratação de Jorge Jesus - procura de títulos de forma imediata e com recurso "ilimitado" ao mercado, em nítido desfavor do recurso à prata da casa - parece ter-se alterado subitamente, tornando esta questão ainda mais actual. Mais ainda porque parecem evidentes que as consequências económico-financeiras e até psicológicas do falhanço desta época condicionarão fortemente as opções.

A próxima  época ajudará a perceber melhor como será possível o entendimento entre duas versões aparentemente conflituantes e, mais do que as declarações de circunstância, serão as decisões que serão tomadas que falarão mais alto sobre a forma como se fará o respectivo equilíbrio de forças.

Facilmente se entende que esta reconfiguração é um grande desafio para ambas as partes. E também uma excelente oportunidade para o clube e para Jorge Jesus. É que, apesar da retórica à volta da "aposta na formação" o que não tem faltado desde sempre e apesar do sucesso são medidas avulsas e mesmo contraditórias.

Quer Jorge Jesus quer o Sporting teriam muito a ganhar com uma visão integrada para a formação, com o técnico a ser importante na definição do modelo de jogo de forma transversal em todos os escalões, algo que há muito já devia estar em marcha. O primeiro passo para o treinador conhecer melhor um sector que poderia ter um papel ainda mais importante, com os jogadores a poderem  dar resposta mais precoce às elevadas exigências que o modelo do treinador costuma suscitar.

Isto claro, se quer técnico quer a actual direcção clube estiverem mais interessados em construir um legado do que apostar todas as fichas apenas no imediato.

sábado, 25 de março de 2017

quinta-feira, 23 de março de 2017

A propósito da gala Cosme Damião, um dos fundadores do SLB e à semelhança de José Alvalade, uma personalidade admirável.

Ao contrário do Grupo Sport Lisboa, agremiação fundada em 1904 e falecida 4 anos volvidos, o Sport Lisboa e Benfica (SLB) acumula uma existência longa - celebrará daqui a uns meses 109 anos de vida, tratando-se portanto de um clube  centenário. Nascido a 13 de Setembro de 1908, o SLB viu-se fundado, entre outros, por um homem merecedor da nossa estima. Falamos de Cosme Damião.

Por que motivos é Cosme Damião merecedor de estima?

Tratou-se de um trabalhador incansável, de um homem inteligente e de ideias fixas (não confundir com ideias parvas), multifacetado, profundamente ecléctico, atleta, escritor, embaixador de Portugal no Brasil, «casa-piano» (tal como o meu irmão), e de um homem profundamente honrado que também jogou pelo Sporting CP, em representação das nossas cores. Cosme Damião foi um benfiquista simpatizante do Sporting. Ao lado destas razões, outra menos feliz: Cosme Damião não saiu do Benfica pacificamente. De modo inacreditável viu-se por votação afastado da instituição que fundou, corolário da relação conflituosa mantida com outras personalidades do SLB. Não tão importante mas relevante: a sua figura, expressão, rosto cândido e aprumo. Outros tempos, tirando o meu chapéu a Cosme Damião e desta forma prestando-lhe uma singela homenagem.

... consagraste a vida no cuidado do corpo e alma dos doentes. Abençoai os médicos e farmacêuticos. Alcançai a saúde para o nosso corpo. Fortalecei a nossa vida. Curai o nosso pensamento de toda maldade. A vossa inocência e simplicidade fazei que elas conservem sempre a consciência tranquila. Com a vossa protecção conservai o meu coração sempre simples e sincero. Fazei que eu lembre com frequência estas palavras de Jesus: 'Deixai vir a mim as criancinhas, porque delas é o reino de deus'.

São Cosme e São Damião, rogai por nós, por todas as crianças, amém.

Não estou por dentro dos pensamentos de quem baptizou Cosme Damião mas tratando-se de um órfão, a escolha do seu nome não terá provavelmente partido dos seus progenitores. Estará provavelmente relacionada a São Cosme e a São Damião, talentosos médicos, irmãos gémeos da Ásia Menor, protectores dos médicos, dos farmacêuticos e das crianças.
Um nome sem dúvida apropriado para um homem como afirmei honrado, talentoso e dedicado.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Sporting 2 - Nacional 0: um jogo para perceber uma época

O jogo como Nacional foi um jogo pobre e sensaborão, na linha de tantas outras exibições no mesmo tom que vimos durante a época. Nuns conseguimos a vitória, noutros "oferecemos" pontos que hoje nos permitiriam estar a disputar o campeonato. Neste sentido a pergunta que mais me ocorria durante o jogo era como é que perdemos pontos com uma das piores equipas deste campeonato. Exactamente o mesmo que já nos havia acontecido no ano passado...

Mas não foi apenas a fraqueza do adversário e ineficácia da nossa equipa na maior parte do jogo, em particular na segunda parte, que chamou à atenção. Antes disso já mais uma mexida na constituição da equipa deixou a pensar se não era a confirmação da ideia de que o principal problema desta época está na incapacidade de Jorge Jesus escolher uma equipa sólida. 

Existe uma espinha dorsal  - Patrício, Coates, William, Adrien, Gélson e Dost - mas faltam asas para a equipa levantar voo da mediania ou mesmo até mediocridade em que parece estar atolada. Os demais entram e saem sem se perceber os critérios, méritos e deméritos com clareza.

O caso da substituição de Paulo Oliveira por Semedo é paradigmático. De tal forma que JJ se sentiu necessidade de explicar. Os motivos aduzidos são um aspecto importante mas apenas um de muitos. Outros há que também devem ser levados em linha de conta, como a confiança que os jogadores necessitam para crescer e assim oferecerem mais à equipa. Esta não surgirá com chamadas à titularidade interrompidas abruptamente, e com o jogador a ter estado em bom plano.

Não é preciso dizer muito mais sobre a qualidade do nosso jogo quando uma equipa tão incipiente como o Nacional sai de Alvalade com apenas dois golos sofridos e sem ter sido sujeita a algum massacre, tendo o guarda-redes sido em grande parte do tempo tão espectador como os demais.

Bas Dost ainda vai disfarçando, mas num olhar mais atento repara-se nas poucas vezes que é servido com qualidade e que os golos conseguidos resultaram numa percentagem bem elevada dos seus méritos -  então o segundo!... - do que da qualidade do nosso jogo. Ao contrário do que seria "saudável", tem sido o holandês a carregar a equipa às costas e não esta a empurrá-lo em direcção ao titulo de melhor marcador.

Não terá sido por acaso que Jorge Jesus lá foi adiantando que a sua confiança na obtenção da bota de ouro é reduzida. Ele melhor que ninguém percebe que, com a equipa neste plano, a tarefa se afigura difícil, sem esquecer o elevado nível dos jogadores e respectivas equipa que com ele rivalizam. 

Pudesse Bas Dost contar com a equipa do ano passado... Esta será uma das principais tarefas que Jorge Jesus terá pela frente: diagnosticar com precisão as razões que nos atiraram para muito longe e muito cedo dos lugares que ambicionávamos.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Como será o Sporting na ressaca de "la vida loca"?


São grandes os desafios que o Sporting enfrentará na próxima temporada e uma parte substancial das dificuldades que terá que enfrentar serão a consequência directa ou indirecta do fiasco da que ainda está em curso. Faltará apenas perceber quanto tempo e quão intensos serão os sintomas de ressaca depois da ter vivido la vida loca de contratações a esmo da presente temporada. Talvez a melhor ilustração para esta afirmação seja a contratação de um jogador dispendioso como Douglas para quarto central.

A primeira consequência directa será a obrigação madrugar na preparação da candidatura à tão desejada e necessária Liga dos Campeões, pela via muitas vezes ingrata da pré-eliminatória. Um caminho já percorrido no ano de estreia de Jorge Jesus no comando e que não correu bem. É ainda cedo para antecipar os adversários, mas não é preciso ter dons de adivinhação para saber que a este nível não há adversários fáceis, há apenas nomes mais ou menos consagrados.

Como consequência indirecta, mas de grande impacto na formação de plantel, é a gestão do orçamento para a sua constituição. Dever-se-á contar ou não com os prémios de presença na Champions como adquiridos, ou "simplesmente" ter como fito na respectiva constituição o objectivo principal da época - o campeonato - assumindo que tal é suficiente para a formação de uma equipa à altura das lides europeias?

De forma não tão directa, mas igualmente importante e condicionadora, estará a valorização de jogadores, tradicional fonte de receita para a obtenção de reforços. A presente época não proporcionou revelações e, embora não se possa afirmar que depreciou os valores seguros (Patrício, Coates, William, Adrien), também não os tornou mais apetecíveis.  

Dificilmente encontraremos por isso a mesma apetência e a mesma generosidade que existiu na procura de Slimani e  João Mário. A venda de qualquer um deles criará a necessidade de serem substituídos por elementos de igual valor, vendo aumentados os riscos que estas operações acarretam e cujos exemplos estão ainda bem vivos nas mentes de todos. Da presente época sobreviverão problemas por resolver, alguns deles implicarão inapelável recurso ao mercado, outros poderão encontrar solução nos quadros do clube. 

Questões laterais
O problema dos defesas laterais está mais que identificado, mas a sua resolução tem sido sucessivamente adiada. É sentimento maioritário entre muitos adeptos que foi aí que a época começou a ficar perdida. Em equipas como as de Jesus, com forte propensão atacante, eles são tão importantes a criar imprevisibilidade no ataque como a gerar reequilíbrios na reorganização da equipa quando perde a bola. Não parece que o problema possa ser resolvido satisfatoriamente sem recurso ao mercado e em mais do que um nome.

Questões centrais
A possibilidade de saída de Adrien e/ou William seria um festim para Carlos Vieira, o homem das finanças, mas um pesadelo para Jorge Jesus e grande parte dos adeptos, sobretudo se acontecessem em simultâneo. Mais ainda se tivermos em conta que, pelo que esta época foi demonstrando, que nem as suas ausências episódicas (castigos, lesões) ou baixas de forma encontram ainda resposta no plantel. 

Faltará perceber se a baixa de Bryan Ruiz é um sintoma definitivo da veterania que se vai inapelavelmente instalando, precisando de alternativa, ou se poderá recuperar a influência determinante da primeira temporada. Ou se o ciclo de adaptação de Alan Ruiz está conseguido. Será igualmente interessante perceber que papel destinará Jorge Jesus a jogadores como Francisco Geraldes, Matheus e Podence, Palhinha, por exemplo.

Questões avançadas
Pode parecer paradoxal mas, em época de desilusão como a actual, é no ataque onde se encontram os dois jogadores que poderão suscitar maior cobiça externa. Falo obviamente de Gélson Martins e de Bas Dost. Martins pelo potencial e qualidades já demonstradas e o holandês pela capacidade goleadora, ainda por cima numa equipa que nem sempre o serviu bem ou revelou essa preocupação. Algo que deverá mudar nos jogos que restam com a candidatura agora em aberto ao ceptro de goleador-mor do continente.

A partida de qualquer um deles abriria um problema semelhante à de Adrien ou William, embora me pareça ainda de mais difícil solução o abandono do holandês que, também de forma semelhante, não teve este ano alternativa. Felizmente não teve que se ausentar ou as coisas ainda se teriam complicado mais para Jorge Jesus.

Questões de gestão e comando 
Embora muitas vezes as discussões se centrem nas individualidades as histórias das grandes conquistas escrevem-se pela força colectiva. Tudo começa no planeamento rigoroso, na escolha de nomes, datas, adversários, locais de estágio, etc. E se há algo que hoje parece pacifico constatar é que algo falhou na escolha do perfil de vários jogadores, o seu número e também o timing da sua incorporação, face à prontidão de resposta que se exigia, tendo em conta os compromisso da equipa.

Ora tempo é algo que o Sporting já terá que estar "comprar", porque não terá em abundância para apresentar uma equipa nos níveis competitivos que as pré-eliminatórias da Champions costumam colocar. Isto é, é bom que haja ideias claras sobre a organização da próxima temporada. Dificuldade que acresce com a reputação de exigência e dificuldade que a compreensão e adequação que o modelo de jogo Jesus coloca aos seus jogadores, em especial, obviamente as que chegam de novo.

Quer Jorge Jesus quer Bruno de Carvalho sabem que está em jogo a sua sobrevivência como dupla e que à terceira ou será de vez e ou vai ou racha.

segunda-feira, 13 de março de 2017

O que têm André, Petrovic, Ruiz, Meli, Markovic que não têm Podence, Geraldes, Palhinha, Matheus e mesmo Iuri?

A frase é de Jorge Jesus na conferência de imprensa que se seguiu ao jogo em Tondela, referindo-se a Matheus e Podence, mas onde outros nomes podem ser incluídos:

"Sei que o futebol tem coisas que eles ainda não têm. Tecnicamente têm muita qualidade, mas o futebol não é só isso. Para aprenderem eles têm de jogar e errar."

A afirmação do nosso treinador não tem nada de polémica, qualquer adepto minimamente atento é obrigado a concordar com ela. Porém, quando ela é devidamente contextualizada com a política de contratações seguidas no inicio da época, e até mesmo com as afirmações que, de forma cada vez mais frequente,o treinador vai fazendo sobre a formação e prospecção, a pergunta que titula o post ganha toda a pertinência. 

Traquejo, tarimba, experiência é certamente aquilo que faltará a estes jogadores. Mas, olhando para o lote dos jogadores pelos quais foram preteridos, será que os que chegaram as tinham? 

E, admitindo que sim, será que era a adequada às especificidades requisitadas pelas competições em que iriam estar envolvidos, nomeadamente nossa Liga e a Liga dos Campeões competições que, por razões diferentes, eram as mais importantes para nós?

Uma coisa sabemos já, e que vamos aprendendo à nossa própria custa, repetindo frequentemente os mesmos erros e equívocos (e com elevados custos, diga-se): tivéssemos confiado mais na qualidade da actual geração e dificilmente as coisas teriam resultado pior. 


Isto mesmo reconhecendo, como também me parece óbvio, que não podemos estar à altura dos nossos compromissos e ambições com plantéis exclusivamente constituídos pela formação. Mesmo reconhecendo também que jogar com o Tondela não é o mesmo que jogar com FCP, SLB, SCB ou Real Madrid ou demais "tubarões".

Porque razão demos a outros (por exemplo, Markovic e até mesmo Alan Ruiz) o tempo e o espaço que não demos a Podence, Geraldes, Palhinha, Matheus e mesmo Iuri? 

Faz sentido ter jogadores emprestados (Markovic, Campbell)  e ainda por cima dispendiosos para lugares onde temos jogadores de qualidade e até em quantidade apreciável? (Gelsón, Podence, Iuri)?

Se Francisco Geraldes é um jogador "tipo João Mário" e as funções deste estão ainda por encontrar sucessor porque se mandou o jogador dar uma volta ao bilhar grande primeiro para Moreira de Cónegos e depois para a bancada?

sexta-feira, 10 de março de 2017

A "badamerda" no tempo da "pós-verdade" e "factos alternativos" e outras coisas sobre as eleições

Badamerda para isto

Correu o pano sobre o palco eleitoral e, como é tradicional nestas circunstâncias, o foco recai sobre o vencedor. A noite e o discurso de vitória ficaram abafadas pela "badamerda", o que por si só é auto-explicativo da infelicidade da afirmação. Como estamos no tempo das "interpretações convenientes", das "pós-verdades" e dos "factos alternativos" uma legião de fãs apressou-se a adaptar o que foi dito de forma a que parecesse mastigável e deglutível. Quanto a mim um erro e que abre a porta a outros que se seguirão, como tentarei explicar a seguir.

Sejamos bem claros: uma coisa é mandar à badamerda o inúmero séquito de "odiadores de estimação do Sporting", outra bem diferente é fazê-lo à totalidade dos que não são do Sporting. Sentir necessidade de explicar a diferença é absurdo.

Não era minha intenção voltar ao tema mas parece-me importante reflectir sobre o assunto. E essa intenção sai ainda reforçada pelo facto de o próprio Bruno de Carvalho ter voltado à carga, como se pode ver na ilustração em anexo. Na minha interpretação só o faz por ter percebido a benevolência com que a afirmação foi recebida e propagada.

Se essa benevolência não tivesse existido Bruno de Carvalho seguramente que não tinha caído na tentação de também ele cair no erro de reinterpretar o que o próprio havia dito. Isso só o deixa ainda pior colocado do que aquando da afirmação inicial, porque teve tempo para reflectir e não o fez. Pegue-se por onde se queira o que disse é reprovável num dirigente desportivo, que ainda por cima tem uma forte propensão para agitar a bandeira da necessidade da observação da "moral e dos bons costumes" no futebol.

É minha convicção que se a generalidade dos adeptos tivesse  simplesmente ignorado de forma conveniente este embaraço e Bruno de Carvalho tê-lo-ia feito também. Se o tivessem condenado expressamente é muito bem possível termos assistido a um acto de contrição com laivos de humildade como o presenciado após as tristes ocorrências de Chaves. Cabe aos adeptos perceber definitivamente que a sua quota de responsabilidade nos erros e dislates é directamente proporcional ao exercício do sentido critico.

Dado o estado de total alienação em que se discutem estes e outros temas tenho a certeza da inutilidade desta reflexão. Cada vez se distingue menos  diferença entre o que é o interesse de Bruno de Carvalho e interesse do clube. Aliás, é cada vez mais claro que uma parte substancial da a sua vitória esmagadora se deve ao "quem não é a meu favor é contra o Sporting", o que não é exactamente a mesma coisa.

Espadachins

Ainda na refrega do período eleitoral sobram as declarações de Vitor Espadinha e agora a declarada intenção de aquelas serem objecto de procedimento disciplinar por difamação. Sobre isto dois pontos:

- Sou frontalmente contra este género de actuação, com o lançamento publico de rumores sem grande sustentabilidade. Haja indícios e apurem-se os factos. Há procedimentos e canais indicados para o fazer. O Sporting não pode estar à mercê deste tipo de actuação que, de igual modo como o episódio da "badamerda", desqualificam o clube.

- O PMAG já se pronunciou sobre o tema, remetendo para o Conselho Fiscal e Disciplinar as afirmações de Vitor Espadinha. Apesar do grau de gravidade não ser comparável, é lamentável que não tenha tido o mesmo procedimento aquando do panelão onde o José Eduardo gostava de ter cozido Marco Silva. Ainda hoje o episódio serve de achincalhamento do clube quer a nível nacional quer mesmo agora nível internacional, com a ida do treinador para Inglaterra.

Olhar para o outro lado

Terminado  o período eleitoral resolvi fazer um exercício interessante que, naquele momento, e pelo elevado grau de contaminação das discussões, era não só infrutífero como desgastante: recuperar algumas das ideias da candidatura derrotada que, na altura, me pareceram mais interessantes. Um exercício que não se justifica sobre as propostas da lista vencedora porque teremos um mandato inteiro para o fazer. Este exercício é feito sobretudo na perspectiva de um debate e procura permanentes de boas ideias e soluções para o clube. As designações dos capítulos mantiveram-se conforme o original e algumas são acrescidas de comentários meus:

Universo desportivo
 
Promover a exposição e militância de sportinguistas mais influentes na nossa sociedade, através da partilha transparente de informação e permanente networking;

Comentário: tendo o Sporting um considerável numero de sócios e adeptos nos mais variados sectores da sociedade, e sendo muitos deles elementos de reconhecida competência e influência, é uma pena que se desperdice aquilo que podia ser uma considerável mais-valia para o clube.

Promover a cultura sportinguista com o programa “Sporting nas escolas” liderado pela Fundação Sporting / Leões de Portugal, com a participação de embaixadores do nosso clube que visitarão escolas de todo o país (envolvendo núcleos, delegações e filiais) para passar o conhecimento do clube e dos valores de desportivismo;

Comentário: divulgar a cultura Sportinguista e o património que representa para o País, em particular junto dos mais novos, é uma forma de assegurar o futuro do clube.

Património
 
Construir o Clube Naval do Sporting na zona ribeirinha de Lisboa;

Comentário: uma proposta que foi objecto de comentários jocosos, baseados no preconceito de que o tipo de actividade é apenas destinada a "gente rica". Comentário que deriva também da ignorância. Vivo numa cidade que tem dois clubes dedicados às mesmas actividades e onde o caracter integrador das pessoas das mais variadas origens é um exemplo.

Protocolar com a Câmara Municipal de Lisboa a criação de um complexo social junto ao Estádio que contemple uma residência para antigos atletas, uma residência universitária e uma creche.

Comentário: Pelos preços do imobiliário em Lisboa não é uma medida de fácil realização mas é uma matéria que deveria ser objecto de consideração, quer do ponto de vista da oferta de condições dignas de vida para antigas glórias como no de captação de atletas jovens que procurem outras modalidades que não o futebol.

Markting e Comunicação

Estudar e explorar formas de aproveitamento do património edificado que contribuam para a sua rentabilização nomeadamente, cobertura, videoscreens dentro e ao redor do Estádio, optimizando o aproveitamento das estruturas existentes;

Comentário: São inúmeras as possibilidades, tantas como o muito que há a fazer nesta área. Uma área que tem sido constantemente negligenciada por diversos executivos e que há muito que pedem a existência de uma equipa competente.

Sócios

Reintroduzir o provedor do sócio, em paralelo com o OLA, com funções definidas de ponte entre o sócio e os serviços, obedecendo a livro de regras e de respostas;


Propor a criação da figura do sócio-filho. Um agregado familiar com pelo menos dois sócios efectivos de escalão A poderá ver os seus descendentes directos isentos de quota até aos 14 anos;

Modalidades

Tornar o Professor Mário Moniz Pereira o sócio perpétuo número 2;

Futebol e Formação

Impor um limite máximo de 23 jogadores ao plantel da equipa principal;

Utilizar a equipa B como plataforma de transição principal dos jovens formados na Academia, como plantel de apoio à equipa principal;

Comentário: não sou a favor de limitações com este rigor mas um clube que se orgulha da sua formação não se pode dar ao luxo de constituir plantéis numerosos e com tanta veterania.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Sporting 1 - Vitória Guimarães 1: Jesus já não caminha nem faz caminhar sobre as águas

Não há como disfarçar: a quase totalidade da palavra fracasso com que se qualificará a época em curso tem sido escrita pela mão de Jorge Jesus. Começou por desbaratar a oportunidade que lhe foi concedida na carta branca embrulhada em vários milhões de euros e agora, na versão económica, não encontra a fórmula de rentabilizar os jogadores que tem à disposição, de forma a devolver competitividade à equipa e preparar o futuro. 

Mais preocupante do que isso é verificar pelo discurso do nosso treinador, na conferência de imprensa, que hà um desfasamento entre o diagnóstico, que nos parece correcto, e a forma como procede na prática.  

Uma vez que alguém, melhor do que eu, explicou bem o que está a suceder neste momento, extraio uma parte substancial do post do Blessing, no Posse de Bola, cujo texto integral pode ser lido aqui [LINK].

"(...) o treinador mostra-se com dificuldade em responder à uma mudança abrupta de contexto. E não, não é dos resultados que se fala. Sabendo-se que com Jesus a equipa é orientada para o rendimento imediato, e percebendo-se que os títulos são quase utópicos, o Sporting parece preso na ideia de que lhe falta qualidade para cumprir com o que se predispôs no início da época. O caminho é hoje diferente, mas o treinador do Sporting não está disposto a abdicar da sua filosofia em prol do novo contexto onde está inserido. Parece não querer adaptar-se, e ter até algum receio de percorrer os novos caminhos. 

Isto é, os putos imberbes do Sporting (não tão imberbes assim por se terem mostrado capazes de triunfar na primeira liga) têm qualidade ou não? 

Qual é a opinião do treinador?

 E a do clube? Na minha opinião sim. 

Há muita qualidade ali, demasiada para não ser aproveitada. E o último obstáculo a ultrapassar é a exigência de jogar num grande. A exposição ao erro, e a mediatização de todos os momentos que são esmiuçados ao detalhe. No fundo, a pressão. 

Sabendo-se que os títulos estão longe do horizonte esta época, e que os miúdos podem dar um salto fundamental para o aumento da qualidade de jogo do Sporting ("sem gastos"), faz sentido continuar a escondê-los do jogo? 

Não fará mais sentido do que nunca não pensar nos resultados no imediato para garantir craques num futuro bem próximo? 

Serão Podence, Geraldes, Iuri, Matheus e até Gauld, merecedores de um futuro diferente pela diferença que poderão fazer no Sporting do futuro?

Na resposta a estas perguntas está condensada muito do que acontecerá na próxima época, cujos reflexos desta condicionarão fortemente, matéria que em breve será aqui objecto de análise.


domingo, 5 de março de 2017

Eleições 2017: Grandes, enormes!

Como se preciso fosse os adeptos do Sporting decidiram dar ontem mais uma demonstração do insuperável e exemplar amor que nutrem pelo seu clube de coração. Absolutamente notável o que se viu ontem em Alvalade, comprovando, para quem precisasse, que a grandeza deste clube é à prova de qualquer comparação. Esta é daquelas vitórias que não podem ser esquecidas, ainda que não tenha correspondência na nossa sala de troféus. Mas a marca deixada é seguramente impressiva e inolvidável na nossa história.

Bruno de Carvalho é o grande vencedor da noite pela confiança e pelo número expressivo dos votos recebidos. Na minha interpretação, os eleitores Sportinguistas outorgaram a Bruno de Carvalho  um cheque de tempo para completar o que ficou por fazer: devolver ao Sporting a grandeza que se contabilize também em títulos, não de forma esporádica, mas consistente. No fundo, que consubstancie em resultados a grandeza que mais uma vez ontem demonstramos.

Há também seguramente nesta vitória expressiva uma dimensão de gratidão pelo trabalho efectuado, atendendo à conjuntura encontrada. Este resultado significa por isso também uma responsabilização para o mandato que se seguirá. Certamente que Bruno de Carvalho tem presente que os desafios pela frente são enormes e que a tolerância do primeiro mandato dificilmente se repetirá.

Quem acompanha este blogue sabe que são muitas as diferenças que me separam de Bruno de Carvalho. Diferenças que estão uma vez mais vincadas em grande parte do seu discurso de vitória. 

Dois exemplos:

- "badamerda para todos os que não são do Sporting". Inadmissível em qualquer circunstância. Pela ofensa a todos os de quem gostamos, pela amizade, pelo sangue, que não o são. Pelo que representa na essência de um clube que ainda por cima faz da formação uma bandeira, pela falta de respeito pelos adversários, condição essencial em quem faz ou deseja fazer do desporto uma profissão.

- Não são os adversários do Sporting que precisam de acordar. Nem sequer são os adeptos do Sporting. São os dirigentes que sucessivamente têm liderado o clube é que necessitam de o fazer de uma vez por todas. Dito nas circunstâncias deles e nas nossas (e até face ao histórico recente) as a únicas razões que têm os adversários para estremecerem só for de riso.

Mas porque este é sobretudo um momento de felicitações com os olhos postos no futuro, fico feliz pelo propósito declarado por Bruno de Carvalho de querer ser o presidente de todos os Sportinguistas. Porque o será pelo menos nos próximos anos. Porque, apesar das diferenças que me separam, será o meu presidente, a quem desejo sabedoria e sorte.

Parabéns a Bruno de Carvalho!

Viva o Sporting!

sexta-feira, 3 de março de 2017

O aumento exponencial de uma velha dívida

O Sporting apresentou as contas relativas ao primeiro semestre do exercício em curso e os resultados anunciados são "apenas" os melhores de sempre para períodos homólogos. Um resultado que, apesar de esperado (por via das vendas conseguidas no verão) e de se referir a uma parte do exercício, deve ser aplaudido sem reservas. Com resultados deste teor, mesmo que não tão volumosos, não impenderia sobre as nossas cabeças o vultuoso passivo.

No entanto, para quem conhece o aforismo atribuído a Confúncio de que "promessa é dívida por pagar"  há uma divida acumulada ao longo dos anos que não para de crescer: a das promessas por cumprir de ser campeão e que atravessam sucessivos mandatos. Bruno de Carvalho prometeu-o quando foi candidato em 2011.

Tal como os milhões russos que então prometeu (e mais tarde americanos) o mandato termina sem cumprir a promessa. Mas já se apressou a prometer que o que não cumpriu agora vai cumprir a seguir e com juros. Algo que fez uma e outra vez durante o mandato, incluindo no passado Natal, quando a inclinação do navio sob o seu comando tinha já inclinação a fazer temer um naufrágio.

Algo semelhante fez também já o candidato Pedro Madeira Rodrigues, incluindo o número dos investidores por avistar. Até Jesus, que com dois anos de clube já se "aculturou" e antes de cumprir o desígnio para que foi contratado também já promete os "amanhãs que cantam" mas que a realidade devolve mudos e quedos. As responsabilidades são como sempre de outrem, só os méritos lhe pertencem.

Tem havido muita falta de seriedade e, consequentemente, uma reiterada falta de respeito neste constante prometer e depressa arranjar desculpas para o que não se faz cumprir. Uma doença endémica que tem afectado sucessivos corpos sociais. Um aproveitamento pouco honesto da boa vontade, fidelidade e amor que os adeptos têm ao clube.

Para o ano é que é!

Como é que alguém pode prometer algo que não controla e depende de terceiros, se aquilo que depende apenas de si (por exemplo os investidores, entre tantos outros exemplos) fica por fazer? Basta-me que prometam seriedade, competência e trabalho que os títulos (sim, necessários e muito desejados!) chegarão como mera consequência.

Até lá basta-me que o clube seja digno de respeito, algo que nesta campanha (de ambas as candidatura e por razões diferentes) e nos vários anos que a antecederam, incluindo os quatro do actual mandato, esteve muitas vezes longe de acontecer. O meu orgulho em ser Sportinguista depende muito mais disso do que de títulos, por muito importantes que eles indiscutivelmente são.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Sexo, mentiras & video

O excelente fim-de-semana desportivo culminou com a conquista de mais um troféu para o futsal, o que vem confirmar a hegemonia do clube na modalidade. É no entanto a campanha eleitoral que obviamente domina as atenções da generalidade dos adeptos.

O aparecimento da gravação de uma conversa entre várias intervenientes, onde estão identificados José Maria Ricciardi (JMR) e Sikander Sattar (SS), veio agitar ainda mais as águas daquela que deve ser das campanhas mais fraquinhas que tenho memória, incluindo até aquelas de candidato único. Zero ideias e uma multitude de acusações e insultos é o que nos tem sido oferecido, substituindo assim o confronto de ideias e projectos. Para tal era preciso que os houvesse não era?...

Há muita coisa para perceber neste vídeo (os intervenientes, os verdadeiros objectivos, as datas precisas) mas o pouco que se sabe é por si só muito importante:

- O que se ouve na gravação aconteceu de facto e foi já confirmado por JMR [LINK];

- O que se ouve na gravação confirma o que há muito se imaginava. As eleições legitimavam uma escolha que era feita previamente no recato dos gabinetes e por gente que se move insidiosamente atrás das cortinas;

- Apesar de ser uma confirmação, o visionamento do filme não deixa de conferir uma sensação de voyerismo, tal a falta de decoro e sentimento de impunidade dos intervenientes. O sentimento de quem fala de algo que possui e que os sócios do Sporting são a "populaça" está permanentemente presente nos diálogos;

- O visionamento do vídeo reacende as dúvidas sobre a verdadeira autoria da reestruturação financeira. Elas são mais do que naturais quanto mais não seja pela celeridade com que aquela foi apresentada, atendendo até à narrativa da época, em que em vez de dossiers a actual administração só haveria recebido "uma folha A4";

- Fica por saber se o que se tem reiterado aos sócios é realmente verdade ou uma cortina de fumo para a apresentação, mais uma vez, de um plano de carácter urgente, inapelável e incontestável, na habitual retórica de "ou isto ou caos", como por exemplo a perda da maioria da SAD?

- A presença de JMR e Sikander Sattar na famigerada comissão de honra de Bruno de Carvalho significa a pretensa "unificação da familia leonina", que ao longo dos últimos quatro anos nunca foi pugnada pela actual administração ou a é a confirmação de que existe de facto um plano?

- A manutenção de um investidor mistério ao longo de tantos meses faz parte desse plano?

- O anonimato da sua existência não representa a passagem de um autêntico cheque em branco e não deveria deveria o seu nome ser conhecido antes do acto eleitoral?

- A sua existência não é um entrave à transparência, adensando e abrindo agora a porta à especulação?

- Está ainda por explicar porque foram movidos processos a antigos presidentes, visando a responsabilização pelos seus actos e diversos outros membros de órgãos sociais terem passado entre os pingos da chuva. 

- A presença desses dois elementos, (e de vários outros) que durante vários mandatos desempenharam funções no Conselho Fiscal (cuja missão, entre outras é a de "fiscalizar os actos administrativos e financeiros do Conselho Directivo, procedendo ao exame periódico dos documentos contabilísticos do Clube. Por último, deverá participar ao Conselho Directivo quaisquer irregularidades, ou indício delas, que tenha detectado no exercício das suas funções") é no mínimo estranha e representa uma estranha solidarização com a incúria e o desleixo com que aquelas funções foram exercidas.

- Era interessante ouvir o que têm a dizer alguns dos elementos que ladeiam estes senhores na Comissão de Honra de Bruno de Carvalho e que durante anos se opuseram à existência de tudo quanto SS e JMR representam para o Sporting;

- Afinal a frase "O Sporting é nosso" foi proferida originalmente por quem?...

-  Daí que o título me pareça apropriado: neste vídeo quem nos anda mesmo a comer (sexo, com F), quem nos anda a mentir?

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Lourenço e Carlos Padrão (há coisas boas na Sporting TV)

Uma conversa e análise surpreendentemente boas por parte do antigo jogador do Sporting e de Carlos Padrão, lembrar-se-ão alguns, antigo guarda-redes do Sporting, FC Porto, Boavista, V. Setúbal ou Belenenses, entre muitos outros clubes.
Como não tive oportunidade para ver o jogo é impossível adiantar qualquer coisa que vá além dum olhar sobre o 0-2 final. Nas últimas 6 semanas, apesar de alguns resultados negativos, o Sporting parece ter consolidado o muito importante 3º lugar, classificação que poderia (deveria) ter-se visto questionada pelo SC Braga de Jorge Simão. Felizmente, os minhotos também falharam. As últimas 3 vitórias, desejamos, serenarão uma equipa que independentemente daquilo que o SC Braga faça, garantirá o apuramento para as pré-eliminatórias da LC na próxima época. Tratar-se-á de um consolo sóbrio mas fundamental no crescimento da equipa: precisamos de estar novamente na fase de grupos da LC.

Olhado o actual momento e classificação, temos salvo erro mais 11 jogos pela frente, não lutamos por qualquer objectivo que vá além do 3º lugar, teremos uma palavra decisiva na atribuição do título quando recebermos o Benfica, e ainda poderemos (apesar de tudo) terminar a época com 80 pontos. Se dos 11 jogos imaginarmos - como exemplo - 8 vitórias, teremos somado no final cerca de 72 ou 73 pontos, nº que apesar duma época infeliz superará novamente a maioria das classificações do Sporting pré-Jorge Jesus.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

7 pontos sobre o confronto BdC - PMR

São várias as razões pelas quais não tenho actualizado o blogue e desse facto tenho antes de mais de me penitenciar ante os que fazem deste espaço leitura habitual. Além das razões de ordem pessoal que não cabem aqui, o até agora altamente decepcionante momento eleitoral tem constituído um forte dissuasor e obstáculo à vontade de escrever.

No entanto, tendo ocorrido ontem o único (!) debate entre as duas candidaturas interessa-me, até para registo futuro, deixar algumas notas sobre o mesmo.

1- Neste momento é totalmente inútil fazer um juízo público sobre quem venceu o debate, tal a radicalização das posições, sem  que quem o faz fique sujeito a todo o tipo de impropérios, insultos e desgaste desnecessário. Mas já não o é a condenação da argumentação insultuosa que contaminam muitos dos comentários que se vêm registando, com acusações ridículas e dignas de avaliação psiquiátrica. O principal prejudicado é o debate e sobretudo o Sporting. Poucas serão as pessoas com uma vida pessoal  e carreira profissional sólidas que se queiram sujeitar a tal. Agora e no futuro.

2- Ainda nesse âmbito é sintomática a forma como se tratam e analisam os nomes e as escolhas consoante o lado da barricada a que se associam. As considerações feitas sobre Delfim, mas sobretudo Boloni, o último treinador campeão, são, na sua grande maioria, lamentáveis.

3- As piores dúvidas sobre o modelo escolhido para o debate acabaram por se confirmar. O moderador não conseguiu esquecer-se que um dos seus entrevistados também lhe assina os cheques, chegando a ser confrangedora a parcialidade com que deixava Bruno de Carvalho em discurso livre (e muitas vezes lateralizado, com apartes deselegantes e provocatórios, ou sem qualquer conteúdo) para interromper amiúde o raciocínio de Pedro Madeira Rodrigues. Ver o moderador a fazer o papel de "Severino em versão moderada" das eleições anteriores foi particularmente penoso. É bom lembrar que trabalha para o Sporting e não para BdC, por mais que tal seja tão amiúde confundido.

4- Se são inequívocos os trunfos que Bruno de Carvalho tem para apresentar (melhoria clara em muitos sectores da vida do clube, pavilhão, vendas de jogadores, etc) são também muitos os pontos a merecerem profunda discordância (da minha parte, obviamente). A maior fragilidade são a falta de  resultados desportivos consistentes e que justifiquem tantos auto-elogios, quando afinal se trata da normalização do clube. Foi muito por isso que se ficou pela apresentação de médias ao invés de troféus, pontuadas com as habituais desculpas em que o Sporting cai com demasiada frequência.

5- São também inegavelmente inequívocas as fragilidades de Pedro Madeira Rodrigues e sobretudo da máquina que suporta a sua candidatura. Tal torna ainda mais difícil de percorrer o caminho a que se propôs, que já de si comportava uma tarefa ciclópica: constituir-se como alternativa à aura messiânica que uma grande parte dos Sportinguistas vêm em Bruno de Carvalho, quanto mim de forma hiperbólica, injustificada e sobretudo perniciosa para o clube e até para o próprio.

6- A propósito do ponto anterior é importante assinalar que se as candidaturas de BdC tivessem sido sujeitas ao grau de escrutínio a que está a ser sujeita agora a candidatura de PMR, e os votos então recolhidos fossem muito mais o resultado da captação do descontentamento, provavelmente não seria ele o actual presidente.

7- Do ponto de vista do esclarecimento dos sócios o debate foi uma perda de tempo. Por exemplo, algumas das medidas de PMR suscitam enormes dúvidas sobre a sua exequibilidade e BdC manteve-se na atitude defensiva que adoptou para a campanha, certamente aconselhado pelos directores se campanha que sabem que quanto menos se expuser melhor.

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