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sexta-feira, 19 de junho de 2020

Sporting 2 - Tondela 0: Eficácia primeiro, controlo depois

O Sporting não podia estar a aproveitar muito melhor o reinicio do campeonato e o calendário favorável. Com o Tondela sem grande pressão o Sporting construiu uma vitória tranquila na primeira meia-hora, gerindo depois o jogo até ao seu final.

Aos poucos a equipa vai conseguindo sacudir um pouco do peso de um começo catastrófico de campeonato e da profunda instabilidade que se gerou em torno da equipa. Essa é uma das notas mais importantes a retirar do jogo de ontem e que torna inevitável a pergunta:

A gestão do esforço e controlo do jogo ontem efectuada seria possível com o ambiente que se vivia há meses em Alvalade, ainda por cima com uma equipa menos de 23 anos de média de idades?
A resposta é evidente o que torna também inevitável a reflexão que todos nós adeptos estamos obrigados a fazer relativamente ao nosso papel. Também não é menos verdade que o que se vê hoje em Alvalade está muito longe do pesadelo e do mal que fazia à saúde que era ver qualquer jogo nesse período e isso deve-se obviamente ao trabalho de Rúben Amorim com um plantel ainda por cima desequilibrado e reconhecidamente deficitário em qualidade.

Quanto ao jogo propriamente dito serviu para aclarar uma das dúvidas lançadas aqui no post sobre a partida anterior. Como reagiria o Sporting a uma equipa a jogar de forma mais conservadora, com um bloco baixo? O facto de os 2 golos terem nascido de bola parada ajuda a perceber as dificuldades que esta equipa sente em jogar dentro do bloco compacto do adversário. A primeira vez que o fez, numa excelente iniciativa de Plata, conseguiu a necessária injecção de tranquilidade com um golo monumental do homem do momento: Jovane.

Poucas mais vezes o conseguiu, o que não será certamente alheio ao facto de o jogador melhor talhado para ligar o jogo entre os médios e Sporar - Vieto - estar ausente. Aproveitar apenas a largura e utilizar os cruzamentos como meio de aproximação há área torna a tarefa defensiva mais facilitada ao adversário e introduz ainda mais aleatoriedade ao nosso ataque. Pede-se igualmente maior afoito aos médios - neste caso Wendel e Matheus  - embora também parece evidente que há preocupação em não inventar e privilegiar a simplicidade de processos.

E que melhor contexto poderia ter Nuno Mendes para a sua estreia que um jogo tranquilo, um adversário puco ambicioso e ter Mathieu à ilharga? Ainda assim fez um jogo muito competente, personalizado escondendo de forma competente a data de nascimento constante no bilhete de identidade. Forte a defender, está no lance que dá origem ao penalty e com a sua passada larga fez do corredor esquerdo a sua quinta.A exibição promissora foi premiada com um contrato até 2025, altura em que terá apenas 23 anos!

Ou seja, os três jogos pós-paragem forçada trouxeram novidades interessantes e promissoras que podem vir a surtir efeitos num projecto a longo-prazo, como terá sido o propósito da vinda de Rúben Amorim para Alvalade. As estreias de jogadores como Eduardo Quaresma ou Nuno Mendes, a recuperação de Jovane Cabral e o conseguir valorizar Wendell, Camacho e não só são pormenores que podem devolver alguma paz de espírito aos adeptos sportinguistas, que desejam ultrapassar a fase tumultuosa vivida nos dois dos últimos anos e o momento é ideal para que Rúben Amorim consiga ter espaço para fazer as alterações necessárias para devolver qualidade competitiva ao clube. Detalhe para o facto que o plantel actualmente apresenta 10 jogadores portugueses, para além de 10 que ascenderam directamente das "escolas" - conta-se Rafael Camacho, que passou pela Academia entre 2008 e 2013 -, sendo dados relativamente importantes para perceber qual é a visão e a aposta

Nota: foto Zerozero

segunda-feira, 15 de junho de 2020

Notas da descoberta do caminho para o golo por Cabral

Uma vez transcorridos vários dias após o jogo ficam algumas notas soltas sobre o que me pareceu mais importante salientar do jogo Sporting 1 - Paços de Ferreira 0.

  • Quer tecnicamente quer tacticamente tratou-se de um jogo claramente inferior ao anterior, disputado com o Vitória, em Guimarães.
  • A ausência inesperada de Mathieu reduziu a qualidade de construção a partir de trás, como seria de esperar. E Borja nunca será francês como ele.
  • Dificuldade acrescida para construir com o condicionamento de Matheus e Wendel feito pelo adversário
  • Vietto é "o que o pensa" o jogo e foge mais à tentativa generalizada de executar o mais rapidamente possível. Com a sua saída a equipa perdeu ligação com Sporar que, contudo, só havia acontecido 1 vez com  possibilidade de sucesso.
  • A lesão de Vietto vai causar sérios problemas a Amorim mas é uma boa oportunidade para o regressado Geraldes.
  • Jovane Cabral fez um grande golo e quase fazia outro, já no dealbar da partida. Quando conseguir juntar à força um pouco mais de frieza na decisão fará certamente muitos mais golos.
  • Após chegar à vantagem o Sporting revelou uma fragilidade comprometedora para controlar o jogo pela posse de bola.
  • Nessa altura foi Max a dizer presente, voltando a limpar a folha do deve e haver, após o erro de Guimarães.
  • Um jogo feio de Camacho, a desperdiçar uma oportunidade. Não é um virtuoso, precisa de espaço para progredir em velocidade e inteligência para perceber que não é por insistir em soluções individuais talhadas para o insucesso que vai consolidar a sua posição.
  • Mais uma exibição imaculada e cheia de personalidade de Quaresma.
  • Mais uma exibição de Plata a explicar porque quase não jogou com Keizer, Pontes e Silas e como dificilmente jogará assim com Amorim. As perdas consecutivas em transição foram umas das responsáveis pelo final de jogo penoso.
  • O Paços de Pepa merece uma menção honrosa pela forma positiva como tentou disputar o jogo. Porém, fica por saber se não teria tido melhor sucesso numa abordagem mais conservadora. É que não se vislumbram no Sporting muitas soluções para se opor a equipas que baixem as linhas.

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Vitória 2 - Sporting 2: de pouco valeu derrubar 2 vezes a porta do Castelo


Tratando-se de um primeiro jogo após uma paragem muito mais longa do que um simples período de defeso, seguido de uma espécie de pré-época sem jogos de preparação é ainda cedo para retirar conclusões definitivas do que vai ser Sporting de Rúben Amorim. Há porém alguns sinais que importa considerar desde já:

  • Vai haver uma linha coerente relativamente ao sistema e modelo de jogo. A equipa vai jogar como treina durante a semana, sem invenções de última hora, coisa que infelizmente nem sempre aconteceu esta época;
  • Jogarão os jogadores que na cabeça do treinador ofereçam mais garantias de ver as suas ideias executadas em campo, independentemente da idade. Assim se compreende que Quaresma jogue na mesma linha que Mathieu, que Matheus Nunes seja escolhido para substituir Wendel, por exemplo.
Esta postura de Rúben Amorim é benéfica para uma equipa causticada no seu amor-próprio por uma época de irregularidade nos resultados, na liderança técnico-táctica e a sofrer as consequências de um planeamento que foi um hino ao erro, para ser simpático. Não é porém suficiente para fazer o reset necessário, como se viu nos erros cometidos, especialmente com consequências no segundo golo do Vitória, decalcado de tantos outros semelhantes que vimos acontecer esta época.

Mas foi suficiente para já para revelar que esta equipa pode fazer mais e melhor e que só assim foi possível fazer frente a uma equipa da casa muito bem orientada e que sabe o que quer. Particularmente na segunda parte, onde o Sporting apareceu mais confiante, mais desenvolto e  ligado entre sectores. Confiança que desapareceu juntamente com as pernas e que a falta de soluções no banco não permitiu alterar após o segundo golo sofrido. E já no período em que joga em superioridade numérica o Sporting revelou-se cansado e órfão de qualidade individual para criar soluções para desfazer o empate.

Notas individuais:

  • O erro de Max foi quase decalcado do Marchesin. Têm onze de idade e experiência a separá-los. Não sendo portanto por esse erro mas somando ao computo geral das suas actuações o Sporting tem de perceber que o custos na sua aposta são reembolsáveis. A idade pode ser invocada mas as referências para aquele posto tão exigente põe-lhe a fasquia muito elevada.
  • Para quem não gostaria de ser um lateral direito Rúben Amorim está a oferecer a Camacho a ala direito. Que aproveite.
  • Quaresma tem um potencial tremendo que só beneficiará da presença de jogadores com a classe de Mathieu
  • A primeira de Matheus Nunes foi assim, assim. Talvez precise de conseguir libertar-se mais para tarefas de construção, mas o treinador pede-lhe acima de tudo fiabilidade na oposição e recuperação de bolas. E ai cumpriu.
  • Jovane melhorou muito na segunda parte e melhorará muito quando for menos irregular. A ver vamos, como diria o cego.
  • Irregularidade e ofuscamento são os apelidos de Vietto. Não fora isso e estaria noutras ligas. Claramente ainda em processo de aperfeiçoamento após paragem.
  • Bem Sporar, a fazer exactamente aquilo que se pede a um ponta-de-lança perante as oportunidades e a ser o primeiro defesa da equipa quando a bola era perdida no ataque.
  • Apesar de ser um jogador de quem muito se espera e do todo o potencial que se reconhece a entrada de Plata acabou por ser inútil e decepcionante. Um jogador que quer ser uma referência internacional está obrigado a fazer muito mais do que vem conseguindo, sem apelar à idade e mesmo considerando a instabilidade que o rodeia.
Notas finais:

Apesar do resultado não ter sido o desejado nem tão pouco o que parecia possível é claro que existem ideias bem definidas, bem trabalhadas e aqui ali bem interpretadas pelos jogadores. Nomeadamente no ataque, em claro contraste com o passado recente. É necessário ver qual vai ser a resposta a dar nos próximos compromissos, sobretudo ao nível de consolidação, evolução do nosso jogo e como vai a equipa responder à medida que a nova disposição e novos executantes começarem a ser melhor conhecidos pelos adversários.

Foto de www.zerozero.pt/

segunda-feira, 9 de março de 2020

Sporting 2 - Aves 0: A primeira de Rúben Amorim ou nem por isso

Como é natural a principal curiosidade relacionada com o jogo com o Desp. das Aves era a de perceber quais seriam as mudanças que o novo treinador pretendia introduzir e como é elas estavam a ser assimiladas pelo plantel. Mesmo sabendo, claro está, que essa curiosidade estava à partida mitigada pela constatação, que a anteceder o jogo,  terem sido apenas duas as sessões de treino. O par de expulsões em pouco menos de vinte minutos de jogo iniciais deitou por terra uma parte substancial desse interesse nesta partida, ficando este reduzido em saber "quando", "como" e "quem" seria o autor da inauguração do marcador. "Se" também deve ter perpassado por algumas cabeças, tanto foi o tempo que o Sporting precisou para marcar o primeiro golo.

As dificuldades em chegar ao golo não foram propriamente uma surpresa. O Sporting é uma equipa à procura de identidade, sem processos de jogo muito consolidados, pelo que jogar num curto espaço, que por vezes não era mais de vinte metros, era um grande desafio para a perseverança e imaginação de uma equipa sem jogadores repentistas e ou especial capacidade de improviso ou mesmo  no domínio da bola em espaços muito curtos. É muito fácil de dizer que a circulação de bola deveria ser mais rápida, mas ninguém diz como é que isso se faz numa faixa de terreno ocupada por nove jogadores adversários que, dessa forma, tentava superar a desvantagem numérica, o que, para efeitos defensivos, ia sendo conseguido. 
Como Rúben Amorim haveria de reconhecer, tratou-se de um jogo atípico. Mas deu para perceber que o treinador está convicto do que pretende para a equipa e que as mudanças constantes de modelo que se verificavam no consulado anterior devem ter ficado para trás. Não se pode, porém, deixar de se interrogar se o que o treinador tem à disposição é suficiente para subir a produção da equipa e consolidar o seu jogo num plano mais elevado do que o que se tem verificado ao longo de toda a época.

Onde as dúvidas se afiguram maiores é do meio campo para a frente e especialmente nos extremos. Plata ainda está na incubadora, potencial e talento estão lá, mas ainda não o consegue por a render de forma regular e consequente. Jovane passa mais uma vez ao lado do jogo, não justificou sequer o sacrificio de Ristovski, sendo duvidoso que se possa esperar muito mais dele. Vietto revela muita dificuldade em segurar a bola e dar continuidade, exercendo a ligação que dele se pede. 
Saúde-se as prestações de Ilori e de Geraldes, para quem pode haver segunda vida. Se é verdade que o jogo adversário não foi suficiente para grandes provas para o central, pelas suas características, especialmente a velocidade, pode vir a ter agora nova oportunidade. As movimentações de Geraldes, nem sempre correspondidas ou entendidas pelos colegas, revela o seu entendimento superior do jogo, mesmo sem lograr ainda o brilhantismo para que parecia estar destinado. Mas são dois casos claros que podem estar na calha para reencaminhar as respectivas carreiras. 
O melhor em campo foi claramente Wendel, a mostrar quase todos os seus predicados. É por ele que os jogadores avenses são expulsos e é dos pés dele que sai a bola para a cabeça de Sporar.

O jogo acaba por ser ganho também de forma um pouco atípica para o contexto: muita paciência. Isto num clube em permanente ebulição, com manifestações, pedidos de não comparência e muita gente com o sportinguismo enfermo a não conseguir disfarçar o incómodo que, apesar disso, o Sporting consiga ganhar.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Plata polida sempre brilha

Foto by @Isa
Depois de uma prestação europeia muito razoável, havia alguma curiosidade para perceber como se comportaria a equipa do Sporting ante a congénere boavisteira,  a segunda das melhores da Liga a defender nos jogos longe de casa. 

As ausências forçadas dos pilares defensivos - Coates e Mathieu - e um eventual cansaço, eram factores que adensavam as dúvidas. Para ajudar Silas resolveu fazer algumas apostas inesperadas, voltando a chamar Rosier à titularidade e fazendo descansar Acuña. Muito interessante esta mudança, chamando Rosier à construção a três. O francês teve critério e associou-se bem por dentro, procurando Battaglia e Wendel mas sobretudo a Vietto.

Mas a grande surpresa, e que acabou por ganhar carácter decisivo para o desfecho da partida, foi a chamada à titularidade de Plata. É certo que o jovem equatoriano beneficiou muito do golo relativamente madrugador - 13 minutos - que trouxe a tranquilidade necessária para jogar sem a pressão de desfazer o nulo, que tantas vezes acaba por retirar discernimento à equipa e não menos à bancada. Mas, para que tal sucedesse ele foi um dos actores principais. Não só pela assistência para o golo de Sporar como, pouco depois, com um golo anulado, até conseguir fazer o gosto ao pé canhoto com que se selou o resultado final.

Não deixou também de surpreender a atitude demasiado passiva e total tracção atrás do Boavista. O Sporting soube ter mérito no demérito do adversário que, só já quase no final, incomodou seriamente o espectador Max. Este acabaria por desempenhar bem o papel que se pede a um guarda-redes de um grande, que sabe que vai intervir pouco e por isso tem de estar sempre preparado para ser decisivo quando for chamado. 

Mas, como é evidente, poucos serão os adversários que nos oferecerão tantas facilidades e será então que o teste à prontidão de Plata & Cia será mais efectivo. De qualquer forma o talento está lá e parece agora mais pronto para o fazer valer em seu beneficio e do colectivo do que as aparições anteriores. É o percurso natural de qualquer jovem, que requer paciência, mas precisa de oportunidades.

Foto by @Isa
Três notas que me parecem importantes a reter: 

- O regresso de Francisco Geraldes. Que o seja efectivamente, porque a equipa tem lugar para para melhor versão dele. 

- A vergonhosa actuação do nosso velho conhecido Nuno Ferrari Vermelho Almeida. O ódio visceral que nos tem faz com que nos prejudique ate quando é indiferente. Aquele penalty e vermelho perdoados são todo um compêndio a demonstrar que não há VAR que valha contra  a incompetência e o ódio.

- Inadmissível o silêncio do Sporting quer sobre o hino à desonestidade que foi a capa do Record - que obrigou um Silas sozinho a por os pontos nos "iiss" na conferência de imprensa, quer sobre o roubo escandaloso de Nuno Almeida. Quanto a este último ponto, depois não adianta chorar...

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Tem razão Neto: "Está muito fácil bater no Sporting"

É a frase que fica da noite de ontem e a autoria é de Neto. Percebe-se a revolta, o campo ficou inclinado desde muito cedo. Aos vinte e dois minutos de jogo o Sporting tinha cometido quatro faltas e contava já com três cartões amarelos. Ora quem não viu o jogo podia ser levado a pensar que foi o Braga a começar o jogo por cima do adversário, quando até foi o Sporting a superiorizar-se nos momentos iniciais do encontro! 

Lamento por isso que Silas tenha querido ser elegante com um árbitro que de forma reiterada nos prejudica. Não só Jorge Sousa não é um grande árbitro, como influenciou o resultado do jogo, uma vez que Galeno é o autor do remate cuja recarga de Trincão acaba no fundo da baliza de Max. Golo que dá os três pontos e que oferece ao adversário o terceiro lugar, à nossa custa. Ora Galeno deveria ter visto o segundo amarelo no final da primeira parte. O árbitro viu, o auxiliar também. Onde está o Soares dias no VAR quando precisamos dele? Só faltou a Jorge Sousa ir amarelar o Bruno Fernandes ao camarote de onde viu o jogo.

Lamento também a reacção pública institucional tardia e que tenha sido necessário esperar pela sinfonia de cartões amarelos ou de vira minhoto de faltas ao contrário, como quem vira frangos na Guia, pelo auxiliar do lado do nosso ataque. Agora é tarde e "Inês é morta". Tivesse havido reacção nos jogos em que o VAR adormeceu (Rio Ave, p.ex.) ou que acordou de forma quase inédita (Portimão e meia-final da Taça da Liga, p.ex). Tivessem as palavras de ontem, depois do comboio passar, ditas na sexta-feira, a lembrar o passivo de Jorge de Sousa, talvez este tivesse procurado ter um pouco daquilo que há muito revela faltar: vergonha na cara.

Tem razão o Neto: é fácil bater no Sporting. Infelizmente há quem entre nós rejubile também com as nossas derrotas, seja por desejo de ajuste de contas, seja porque cheira à cadeira de poder. Continuamos a sair ou a entrar em Alvalade debilitados por permanentes guerrilhas internas, continuando a não haver uma reacção ordenada, conjunta que represente a força social de um clube que tanto deu e continua a dar ao País cujo nome é também o seu. Por isso fale o presidente muito ou seja mudo o resultado é invariavelmente o mesmo.

Tem razão o Neto: é fácil bater no Sporting. E é-o também porque cheira cada vez mais a desastre a época em curso, tantos foram os erros cometidos na sua preparação. É verdade que não é propriamente inédito estarmos a lutar pela obtenção do terceiro lugar. Mas fazê-lo com o Braga, Famalicão e Rio Ave, clubes com percentagens muito reduzidas do nosso orçamento anual, ilustra de forma tão perfeita como cruel o quão longe estamos do lugar que devíamos ocupar. Ontem, quando o Braga chega ao golo, maior do que a dor de o sofrer foi o sentimento de impotência para alterar o resultado. Quem, no meio da mediania geral da nossa equipa, teria capacidade para o fazer?

O presidente Frederico Varandas prometeu uma reacção para esta semana, explicando-se aos sócios e adeptos. Neste momento dificilmente o que quer diga virá alterar o estado de fim de linha para onde a sua gestão desportiva encaminhou o seu mandato. Espero ainda assim que o faça com coragem, sem voltar a invocar o passado, por mais constrangedor que tenha sido e continue a ser para a sua acção. Porque, haja a  humildade em reconhecer, falhou redondamente na preparação da presente época e é essa a principal razão da situação em que se encontra o nosso futebol.

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Sporting 1 - Maritimo 0: Tanto remar para tão pouco Mar(itimo) atravessar

Foto Sporting Clube de Portugal
Há muito que em Alvalade não se rema para o mesmo lado, pelo que não deve surpreender ninguém que o Sporting tenha revelado dificuldades em fazer a travessia marítima de que estava incumbido e que não podia borregar caso não quisesse desperdiçar a oportunidade de regressar ao pódio da Liga.

Estou mais habituado a remar sozinho, dos tempos que me aventurei na canoagem de forma meramente lúdica,  mas sei que quando se rema em equipa a soma das forças é importante. Mas a qualidade da remada, bem como a coordenação de movimentos fazem toda a diferença na resultado final, nomeadamente na rapidez com que se atinge a meta.

Ora, se nada há a dizer sobre o empenho dos jogadores no confronto com o Marítimo - foi justamente a sua recusa em baixar os braços perante as dificuldades que se chegou à vitória - o mesmo não se pode dizer sobre a qualidade da execução e coordenação colectiva. A isso não terá sido alheio o facto de se registarem três ausências de peso (qualitativo) no onze inicial. 

Mathieu é fulcral quer na forma como defendemos, quer mesmo na construção do nosso jogo. A ausência de Acuña talvez tenha sido a que sentiu menos pela subida de rendimento de Borja.  Mas  Vietto ajuda a ligar o nosso jogo e aumenta a qualidade da nossa chegada às linhas recuadas do adversário, pela ligação que oferece entre os sectores mais recuados e os avançados. A sua ausência e a inexistência de substitutos para os seus papeis - sobretudo do primeiro e do último - condicionaram muito a nossa prestação.

Em jeito de resumo e aproveitando a metáfora acima, o Sporting ontem remou muito, o esforço feito foi superior à qualidade do desempenho. Para chegar até este Marítimo remamos o suficiente para chegar ao Brasil.

Notas individuais para

Max: fez o que se pede a um guarda-redes: ser sempre decisivo quando intervém, mesmo quando é chamado poucas vezes a fazê-lo. Tendo em conta o que resta da época, este é talvez o momento indicado para crescer com o tempo de jogo e mostrar qualidades para a função. Contra ele a instabilidade, mas até aí este pode ser o tempo certo porque viver com isso é quase condição sine qua non para ser atleta do Sporting.

Wendel: melhor que em quase toda a época até agora.

Bruno Fernandes: a novela da sua transferência está com certeza a afectá-lo isso nota-se sobretudo na forma como define os lances e se relaciona com os colegas. Não sabe jogar mal mas é muito mais importante para o nosso jogo do que foi onttem.

Sporar: mostrou um pouco do que pode oferecer, por comparação com o a alternativa Luiz Philliype. Maior disponibilidade para se oferecer ao portador da bola como ligação, para explorar o espaço entre os centrais e laterais e espontaneidade do remate. Pena o empurrão que nos anula o golo, mas para quem ainda tem as malas por desfazer e ainda por cima anda a canja de galinha ficou um aperitivo.

sábado, 18 de janeiro de 2020

O Derby foi como um algodão: não enganou!

Foto by @Idzabela
Se dúvidas houvesse quanto aos inúmeros desequilíbrios que se registam no actual plantel do Sporting  e sobre as razões da fossa abissal que se abre entre nós e os dois primeiros classificados, elas ficaram dissipadas nos recentes jogos com o FCP e SLB. De uma forma muito similar em ambos as partidas, sempre que foi necessário efectuar mudanças e decidir o jogo, os treinadores adversários tinham à sua mão opções que do nosso lado eram inexistentes. Isto sem esquecer as diferenças de qualidade dos onze iniciais.Nesse sentido, o derby foi como o algodão, ninguém saiu enganado. O actual plantel do Sporting e toda preparação da época estão a ser um argumento para um filme tragicómico.

Não obstante o que é dito no parágrafo acima não posso deixar de comparar estas duas prestações recentes com as que tivemos no campeonato passado com estes mesmos adversários e até mesmo com o SLB na Supertaça no inicio da época. Mesmo sem lograr obter melhores resultados (no clássico foi até pior...) quer a réplica dada quer mesmo a ideia de jogo que a sustentou são claramente melhores que as então observadas. 

Consegui-lo abona em favor do trabalho do treinador, mais ainda se atendermos às diferenças de argumentos à disposição. O que poderia ele conseguir com outra matéria prima é a pergunta que fica. Repito o que disse relativamente ao clássico: há muito mais caminho assim do que o que víamos fazer na época passada. Num momento em que o trabalho efectuado na preparação da época é justamente colocado em causa, parece-me de inteira justiça dizer isto do trabalho efectuado pelo treinador na recuperação da equipa, sendo o jogo da Supertaça e o derby de ontem bons objectos de comparação.

Contudo faltam actores em qualidade e quantidade suficientes para a sustentar as ideias que Silas quer para a equipa. Ambos os resultados se explicam por aí. Repare-se nas substituições efectuadas. Enquanto Silas chama Plata, Borja e Pedro Mendes para o jogo, Bruno Lage vai buscar ao banco Rafa, Sferovic e Taarabt. Não foi por Silas que o Sporting perdeu o jogo. Imaginando que a Liga é um concurso de culinária do tipo MasterChef, Silas ainda conseguiu fazer um bolo, apesar da escassez dos ovos e de exígua qualidade da farinha. Mas quando chegou a hora de finalizar, apenas Bruno Lage possuía cacau e natas para fazer a cobertura.

Tendo começado mal, com os médios completamente abafados por Weigel e Gabriel -  sobretudo Wendell e Doumbia - e com Cervi a condicionar logo saída de bola, a equipa foi equilibrando o jogo, tendo sido suas as principais oportunidades, por Camacho. Na segunda parte o Sporting alarga o campo, encosta mais o adversário, mas não consegue ter oportunidades claras, apesar das dificuldades criadas.

Cada jogo que passa é uma auto-explicação de tudo quanto foi mal pensado e pior executado na construção do actual plantel. Começando de baixo para cima:

- A rábula do ponta-de-lança não terminou ainda e as exibições de L. Phellype ajudam a perceber as suas limitações e uma das razões porque não marcamos golos a nenhum dos nossos rivais. O nosso único "9" não oferece soluções - não se oferece no apoio, não ajuda a criar desequilíbrios ou a baralhar as marcações, é lento a pensar e agir e pouco esclarecido a decidir - acentua os nossos problemas. A forma como consegue anular o golo a Acuña é confrangedora, dramática até.

- Não meto Pedro Mendes nestas guerras porque não se mandam inocentes para o campo de batalha. 

- Sem Vietto e com Bruno Fernandes pouco inspirado - ou com a cabeça noutra Liga - foi Camacho a chamar a si as despesas na criação de perigo. Mas o miúdo, pese a boa prestação, não tem a eficácia de Rafa e muito do resultado final se explicam por aí. Mas tem aparecido sempre em crescendo, em sintonia com as oportunidades que lhe são concedidas.

- Bolasie é esforçado e nada mais. É ineficaz a finalizar, remata em aflição, sem classe e, quando não, finta-se a ele, ao adversário e aos colegas. A defender é um desastre, não sabe quando ficar em contenção, ou o momento ideal para fechar ou atacar o portador da bola. A dúvida que fica é se o Matheus Pereira se ri ou se chora quando o vê jogar. 

- Muitas das nossas fragilidades começam logo na titularidade de Doumbia - uma nulidade e só é explicável por não haver mais ninguém - e Wendell. O brasileiro é geralmente inconsequente a construir e usa pouco mais que os olhos para defender. Doumbia aanulou todos os progressos que se lhe notaram no clássico. O comportamento no lance do golo atesta que não é o "6" que precisamos.

- O regresso de Ilori foi um acto falhado, a cada oportunidade concedida o jogador torna-se protagonista pelas piores razões.

- Apesar da prestação apagada, é penoso imaginar o que seja esta equipa sem Bruno Fernandes e com metade do campeonato ainda por jogar.

Quem esteve permanentemente fora-de-jogo foram as claques. Não vale a pena chover no molhado, torna-se cada vez mais evidente que é muito maior o amor por si próprios do que a sua utilidade para o clube.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

O regresso às derrotas no clássico

Foto @Idzabela
O que certamente a história vai guardar no seu arquivo relativamente ao clássico Sporting - FCP da época 2019-2020 será pouco mais do que o resultado final. Resultado esse que também significa o fim da invencibilidade do Sporting em casa ante o rival de ontem, pondo fim a uma dúzia de anos sem perder. 

O que certamente a história esquecerá é que este clássico foi talvez o mais desequilibrado em nosso favor nos tempos mais recentes e se o termo de comparação for, por exemplo, o jogo do ano passado é quase cruel comparar resultados e exibições. Mas há sempre mérito dos vencedores porque tal representa terem logrado obter aquilo que faz toda a diferença no futebol: mais 1 golo (pelo menos...) que o adversário.

Entre ganhar um pontito como no ano transacto (de que nada serviu) e não ganhar nenhum como sucedeu agora, parece-me claro que há mais caminho no resultado totalmente negativo de ontem. O Sporting adaptou-se às circunstâncias (mesmo que adversas praticamente a partir do apito inicial), os jogadores deram tudo o que podiam dar e a equipa podia ter dado a volta ao resultado, exibindo uma superioridade raramente vista recentemente. 

E se ganhar não aconteceu é em si mesma que a equipa deve procurar explicações. Quer na forma como falha em cascata no golo inicial (Ristowski deixa escapar Marega, Coates demora muito a pôr o carro a trabalhar e Max hesita fatalmente) quer como deixa sozinho, de forma infantil (Doumbia, Bolasie) um jogador (Soares) que nem se pode dizer que se desconheça a apetência para nos fazer golos. Tratando-se de uma bola parada a inadmissibilidade de um lance deste género numa equipa com a nossa ambição diz muito de onde estamos e o que precisamos de fazer. Perdemos por culpa das nossas falhas, não soubemos aproveitar o que construímos e foram elas que puseram 3 pontos na bandeja para o adversário.

Notas individuais:

Max: é ainda cedo para ele, não está ainda preparado para este nível, apesar do potencial que encerra. Numa época como a actual faz sentido dar-lhe minutos para crescer. Não ficou bem no golo inicial.

Coates: Inadmissível o comportamento e falta de reacção no golo inicial, com a agravante de ser um veterano e conhecer de cor este tipo de acção de Marega.

Mathieu: imperial. Recolham-se as células estaminais e clone-se ASAP.

Acuña: são conhecidas as suas limitações que, mais uma vez, foram ultrapassadas com uma entrega e empenho inexcedível que, quando sucede, faz dele um jogador imprescindível.

Doumbia: cresceu mais com estes meses com Silas que todo o outro tempo que teve desde que chegou. 

Wendel: ainda lhe falta os finalmente para se afirmar em definitivo. Falta-lhe aplicação e capacidade de sofrimento para correr e pressionar para se concluir a sua adaptação ao futebol europeu e se tornar num jogador que justifique o que custou.

Vietto: Se é verdade que a sua falta de eficácia contribuiu para a definição do resultado, não o é menos que é um jogador que sabe o que tem de fazer com bola e sem ela. Falta conseguir mais tempo de presença no jogo.

Bruno Fernandes: obviamente que Sérgio Conceição iria fazer os possíveis para o retirar do jogo, o que de certa forma foi conseguido. E Bruno Fernandes também não esteve feliz a tentar contrariar a intenção do técnico.

Luís Philyppe: é o único mas não é único. Já provou que pode ser útil em determinados contextos mas nestes jogos desaparece. Devia ser mais acutilante, não tem velocidade, não explora a profundidade, não se oferece para apoio, não desestabiliza a ligação dos centrais com movimentos de arrastamento. 

Silas: o melhor elogio que lhe podia ser feito recebeu-o de Sérgio Conceição: "o Sporting foi o adversário mais dificil da época". Sagaz, o treinador portista sabe que o titulo não vai para Alvalade mas a sua atribuição passa por lá e até muito em breve. E, ao contrário do que afirmou Conceição, não foi a o acerto na substituição de Nakajima que fez virar o clássico, mas sim o golo "contra a corrente do jogo" de Soares. Não tendo as armas que dispunha o seu congénere, Silas soube ler bem onde e como provocar danos à armada portista. Prometeu regressar ao terceiro lugar e ficamos todos à espera que cumpra a promessa, apesar de se reconhecer os desequilíbrios do plantel que lhe entregaram em mãos

Foto @Idzabela
Uma nota final para as claques e o respectivo e estridente silêncio na primeira parte do jogo. As claques servem para apoiar o Sporting Clube de Portugal, não este ou aquele presidente ou pretendente(s). Não deveriam servir por isso para fazer "politica". Se calados demonstram a sua necessidade relativamente à inoperância do resto das bancadas, também espelham a sua inutilidade calados, especialmente em jogos como o de ontem. 

Obviamente que isto é apenas uma ínfima parte do que há dizer sobre esta matéria, o que terá suceder oportunamente num post a propósito. Mas ontem quem puxou foi a equipa pelo público, especialmente na segunda parte. Quando mais foi preciso, após o 2º golo forasteiro, voltou o silencio que apenas viria a ser interrompido pelo pedidos de demissão.

terça-feira, 1 de outubro de 2019

Dr. Silas estanca a hemorragia

Nota prévia: Foi preciso o Silas chegar o Sporting para se levantar uma onda de indignação sobre a certificação dos treinadores. Esteve bem o Sporting a levantar a questão da legitimidade da ANTF. Pelos vistos a associação que o devia proteger parece que não o considera ao nível de alguns doutores da bola. Pois o nosso treinador que me perdoe a analogia mas, como diz o povo na sua sabedoria, antes bom burro que ruim cavalo.

Teriam sido catorze jogos consecutivos a sofrer golos se não tivéssemos tido sorte logo nos lances iniciais, em que a bola devolvida pela barra é pontapeada a razar o poste do lado contrário da baliza de Renan. Assim foram treze jogos consecutivos a sofrer golos, uma anormalidade que testemunha a fragilidade de uma equipa que, a par disso, também não tinha uma proposta de jogo dominadora que lhe permitisse suprir essa falha com um maior número de golos marcados.

O novo treinador começou assim pelo principal e mais urgente: estabilizar a equipa a partir de trás, procurando devolver os níveis de confiança mínimos de forma a que os jogadores conseguissem executar mais de acordo com aquilo que podem fazer. Estancar a hemorragia de golos sofridos era determinante e esse era um diagnóstico fácil de fazer a quem assistiu aos últimos jogos, nomeadamente à hecatombe que se seguia a cada golo.

Falta ainda muita coisa, como é bom de ver. Por sorte, talvez com excepção de Bruno Fernandes, quase todos os jogadores da frente de ataque estarão disponíveis para Silas no próximo mês de paragem do campeonato. Essencial para trabalhar o jogo ofensivo, muito curto ainda, como se constatou no decurso do jogo.


segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Boavista 1 - Sporting 1: Era bom era, mas...


Fotos da autoria de @Isa, editora de fotografia do A Norte de Alvalade

Tema incessantemente usado desde o fecho de mercado, era bom era que o problema do ponta-de-lança por si só justificasse a falta de acutilância do nosso ataque no Bessa, em especial na primeira parte. Infelizmente o problema foi mais profundo e resultou em grande parte da reformulação total do nosso ataque de um momento para outro, associado ao que a lei de Murphy ("qualquer coisa que possa ocorrer mal, ocorrerá mal, no pior momento possível") acabou por ditar, com as duplas lesões de Vietto e Luis Phyllipe. A total ausência de rotinas, de conhecimento até do que as movimentações de Bolasie poderiam oferecer, ditaram o resto. Nas mesmas circunstâncias estaria o tal novo ponta-de-lança que não chegou.

Era bom era que Leonel Pontes tivesse uma varinha de condão para resolver os muitos problemas que afligiam a nossa equipa e começavam por um problema de identidade. Começou pela raiz de muitos deles, a organização defensiva. Não vai acontecer de um dia para outro mas já se notaram melhoras significativas. As dinâmicas ofensivas demoram mais e esse vai ser o principal problema daqui para a frente para o treinador. O tempo, ou a falta dele.

Não tendo sido um mar de rosas a prestação de Rosier foi pelo menos o suficiente para perceber que há caminho por ali. Era bom era que assim fosse.

Mas era bom era que a a lei de Murphy ("qualquer coisa que possa ocorrer mal, ocorrerá mal, no pior momento possível") não voltasse a fazer das suas, naquele passe de Wendell, feito com a mesma convicção de quem está em Copacabana e tem de voltar para o escritório. Começar o jogo a perder era das piores coisas que pode acontecer a uma equipa que precisava de se perceber a si mesma, depois de tantas alterações.

Continuamos a joga sem um verdadeiro "6" e isso tem um reflexo enorme na qualidade do nosso jogo, quer a defender, quer a atacar. Não sei se Doumbia se vai fazer um "6" ou não mas, nesse entretanto, podíamos ir já pensando nas alternativas... 

Alternativas que devem ser pensadas com cuidado. Atrevia-me a nomear o Daniel Brgança mas, como mais uma vez ficou claro com Plata, jogar no último nível só é tarefa fácil nas redes sociais, onde as sentenças diárias têm dificuldade depois em ter vida no contexto real. O potencial do jogador está lá, mas vai ser preciso polir muito para Plata brilhar com intensidade.

Era bom era que Jese regressasse aos bons tempos, mas não foi ainda desta. O jogo também não estava de feição e ele também não fez muito por isso. Por vezes, nestes casos, o melhor é simplificar os processos e não deixar que a ansiedade em provar qualidade se torne um obstáculo difícil de transpor.

Como diria Gabriel Alves Bolasie tem aquele perfume selvagem do Congo, caso, claro está, se ficasse por um hotel de cinco estrelas em Kinshasa. Mas é um reforço que muito jeito nos pode dar porque tem velocidade e é capaz de improvisar. Assim uma espécie de Marega em versão light mas com um par de pernas e cérebro.

Para finalizar o nosso grande amigo Jorge Sousa. Viu o que quis e quando quis. Era bom era que tivesse mais respeito pelo Sporting e pelos seus profissionais. Em particular pelo Bruno Fernandes, que não tem canelas até ao pescoço. E assim se vai construindo mais uma vez a história de uma equipa violenta, que acumula em cinco jogos do campeonato 16 amarelos, dois dos quais são duplos, tendo por isso conduzido a duas expulsões. Quando pedirem aos jogadores para ser aguerridos e meterem o pé lembrem-se que eles gostam mais de jogar do que ficar em casa... Os nossos vizinhos da segunda circular têm cinco cartões amarelos. Cinco!

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Portimonense 1 - Sporting 3: o talento é sempre compatível

Keizer resolveu as suas próprias dúvidas relativamente à utilização simultânea de Vietto e Bruno Fernandes voltando à casa de partida da pré-época. O que comprova que o talento é sempre compatível. Pena é com certeza que não se possa aportar ainda mais talento e noutros sectores da equipa porque aí sairemos obviamente a ganhar. Tomando como exemplo o jogo de ontem, a entrada de um jogador com a qualidade de execução do argentino ao invés de anular - como se foi dizendo prematuramente... - o papel de Bruno Fernandes não apenas o potencia como, oferecendo outras soluções, diminui a excessiva dependência no capitão.

Foi talvez o jogo melhor conseguido até agora do Sporting, num campo onde o ano passado (ainda com Nakajima, é verdade...) acabaria por sair goleado. A entrada demolidora ajudou seguramente à obtenção de um resultado final que o Portimonense, competentemente ajudado por Xistra no apito e Vasco Santos nas TV's do VAR, tudo fizeram por contrariar. A entrada de leão era obrigatória, face ao resultado do clássico e a possibilidade de regressar ao comando da Liga três anos depois. A titularidade de um  Vietto inspirado e a executar num plano elevado foi determinante.

Depois de uma pré-época onde quase tudo que podia correr mal correu, acentuada com o traumatizante "imbróglio Dost", chegar à liderança era tudo menos um cenário facilmente previsível. A sensação de felicidade não deve contudo que não se perceba que, do ponto de vista defensivo, a equipa continua ainda muito exposta. Há evidentes problemas de de forma individual (Coates / Mathieu), ou os decorrentes da integração de um jovem inexperiente (Thierry, mais feliz a atacar do que a defender).

Mas até esses poderiam ser atenuados por uma boa movimentação e organização colectiva na hora de regressar à manobra defensiva. Foi preocupante a quantidade de jogadas em que a bola viajou de pé para pé dos jogadores algarvios, de um lado a outro do campo, sem que se registasse uma resposta adequada da nossa parte, permitindo jogadas perigosas que não tiveram pior consequência por ausência de melhor inspiração e acerto dos seus jogadores. De registar nesses momentos, além dos problemas de movimentação colectiva que têm que vir do treino, claras deficiências de atitude (equipa muito pouco agressiva sobre o portador da bola, depois de passada a primeira zona de pressão) que têm de vir de dentro. A dupla Doumbia / Wendell foi de uma macieza mais própria do algodão doce, algo que o adversário passado (Braga) ou o próximo (Rio Ave) se encarregam de castigar.

A manutenção deste momento de satisfação no epílogo da próxima jornada - quando FCP recebe o Vitória e o SLB se desloca à sua delegação minhota de Braga...) passa muito pela rectificação destes erros que parecem eternizar-se sem solução à vista. Da sua resolução passam muitas das nossas ambições para a época.

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Maritimo 1- Sporting 1: no Caldeirão sem fogo

Jogo e exibições lamentáveis na Madeira. Não adianta exercer domínio sobre o adversário e ter mais posse de bola. É preciso mais qualidade, especialmente no último terço do terreno, onde a bola chega quase sempre sem grande critério.

Por falar em qualidade, quantos dos titulares jogariam nos rivais? No caso de ontem, do LD que está muito verde para estas andanças com gajos matreiros e físico superior. Mas que foi deixado entregue à sua sorte por todos, como se tratasse de um veterano e ao contrário do que era recomendável. É também por aqui, pela falta de qualidade de alguns elementos para executar à altura de uma equipa que ambiciona o titulo, que começam os nossos problemas. Ambiciona? Deveria ambicionar?... 

Problemas que são agravados pela forma como a equipa joga. Muita distância entre os jogadores e entre sectores, incapacidade de chegar com qualidade ao último terço e daí até zero conexões primeiro com Luis Phellype e depois com Dost. Era suposto que os jogadores crescessem e não que vissem expostos os seus defeitos.

Pior só mesmo as declarações finais do treinador. Enquanto elas não chegaram ressaltou à vista de todos que quando mexeu para tentar ganhar quase ofereceu o jogo ao adversário. Algo que já tinha acontecido na Supertaça, cada vez que mexeu a equipa ficou pior. Onde está o Keizer que pôs a equipa a jogar de pé para pé e que parece ter-se perdido na viagem para Guimarães no ano passado?

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