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quarta-feira, 27 de maio de 2015

Balanço da Liga NOS 2014/15


Terminou no fim-de-semana passado a Liga Nós 2014/15. O Sporting terminou a competição em terceiro lugar. Pelas reacções pode-se concluir que há quem entenda que o copo ficou meio cheio e quem olhe e o veja meio vazio. 

Sobre esta questão creio que o melhor comentário tenha sido feito no Jogo Directo, pelo Filipe Vieira de Sá, e que está em linha com as ideias que aqui fui deixando. Tal não deve ser estranho o facto de se tratar de uma análise externa, despida por isso quer da emoção clubista ou de uma visão de facção, tão tradicional no Sporting.


"(...) creio que o Sporting terá feito um campeonato positivo. Se compararmos com os registos históricos das últimas décadas, essa tem de ser claramente a conclusão, mesmo que isso não tenha chegado sequer para lutar pelo título. O Sporting, a este propósito, está numa situação atípica, porque não é uma equipa que tenha uma referência comparativa clara no panorama do futebol português actual. A sua ambição incontornável é a luta pelo título, mas não parece justo que se exija estar permanentemente no patamar de rivais que se preparam com condições orçamentais muito mais favoráveis. Por outro lado, o Braga também não é uma referência suficientemente ambiciosa para a dimensão do Sporting. O habitual é que as equipas estabeleçam para si próprias metas comparativas (ser campeão, chegar à Europa ou não descer), dependendo estas sempre dos desempenhos alheios, mas não tem de ser assim. Pode-se perfeitamente definir metas próprias, como um número de pontos a alcançar, ou mesmo de golos marcados e sofridos, e no caso do Sporting creio que é isso que fará racionalmente mais sentido. Assim, e voltando ao inicio, não creio que se possa fazer um balanço negativo do campeonato do Sporting, se atentarmos apenas aos resultados da própria equipa."
Estatisticamente o Sporting realizou uma época muito semelhante à temporada anterior. Os 76 pontos obtidos em 34 jornadas correspondem a uma média de 2,24 pontos/jogo, por comparação com os 2,23 pontos/jogo da época passada. A maior diferença está no número de golos marcados - 54 (1,87jogo) -20 (0,67/jogo) o ano passado, 67(1,98/jogo)-29(0,85(jogo) este ano, mas não substancial.

Estes números de certa forma espelham as diferenças entre os modelos de jogo de Jardim e Marco Silva. Jardim preferiu um modelo com menos risco, auxiliado por melhores e mais estáveis opções para defesa. Rojo e Maurício não só formaram uma dupla mais funcional como foi mais duradoura que as nove vezes que Marco Silva se viu obrigado a fazer mudanças no sector. Fica a interrogação se à entrada de Nani na equipa para o sector dianteiro  não deveria ter correspondido uma maior eficácia concretizadora e se isso seria possível mantendo os mesmos protagonistas, Slimani e Montero.

A análise dos números diz-nos que o Sporting teve uma performance competitiva acima das suas médias habituais. O problema é que essa superação da média habitual apenas nos garantiria neste século o último titulo obtido em 2001/02 e o de 2004/05, também campeonato de 34 jornadas, em que o campeão SLB registou apenas 65 pontos. Os nossos 76 pontos deste ano seriam mais do que suficientes para ter então passeado sem grandes sobressaltos. Repare-se no entanto no que eram os plantéis  então à disposição Boloni e de Peseiro e o que hoje existe, para que a avaliação seja justa.

O problema é claro: o Sporting não luta apenas com um mas com dois adversários com mais recursos. E, ou eles têm conseguido ser melhores que nós em simultâneo, ou pelo menos um deles consegue superar a nossa performance. Não conseguindo realizar médias superiores a 2,3 pontos/jogo a história recente diz-nos que o melhor que podemos esperar é o segundo lugar.

Outro dado estatístico deste ano a concitar discussão foi o número elevado de empates concedidos. Se todos eles contam para o resultado final, foram os empates em casa, onde deveríamos mandar, os que mais foram "responsabilizados" pela impossibilidade de lutar por mais do que o terceiro lugar obtido. Uns acham que é um problema do treinador, outros o valor dos jogadores.

Quanto a mim ambas as condicionantes concorreram para o resultado final, juntamente com as especificidades da nossa Liga, em particular a forma como jogam as equipas que habitualmente nos sucedem na tabela. E se Marco Silva dispusesse do plantel do FCP? Ou, ao contrário, que resultados obteria Lopetegui com o nosso lote de jogadores? Desta equação deixo de fora Jorge Jesus, porque me parece estar a um nível superior de qualquer outro treinador em exercício na Liga.

Alguns dados estatísticos avulso que caracterizam a época agora finda e que, de certa forma concorrem para a análise de copo meio cheio/meio vazio:
- Nunca estivemos em primeiro ou segundo lugar, tendo estabilizado no terceiro lugar
- Não perdemos em casa o que já não acontecia há muitos anos
- Número elevado de empates (10)
- Série de 13 jogos sem perder
- Não perdemos com o actual campeão (1-1)
- Não ganhamos a nenhum dos dois maiores rivais
- Enorme dificuldade com as equipas do escalão abaixo (que lutam pela Europa), tendo registado apenas 63,33% dos pontos possíveis (19 em 30).
- Sofremos golos em 65% dos jogos (22), 11 deles em casa, o que explica em muitos casos o número elevado de empates.
- Marcamos em 94% dos jogos (32), o que equivale apenas a 2 jogos (Guimarães e FCP fora) sem marcar.
- O Sporting fecha a Liga sendo a equipa com menos derrotas.

NOTA: O Sporting acabou por cancelar o evento "Jamor em Alvalade". A esse propósito tive ocasião aqui de expressar as minhas dúvidas sobre o acerto e oportunidade de tal realização cujos pontos mais relevantes me pareciam os preços exorbitantes e irrealistas de alguns dos bilhetes, o permanente conceito de adepto/pagador que penaliza sobretudo os que mais aderem, e também o que representaria a permanência de adeptos pagantes no interior do estádio inibirá a abertura de portas para eventual recepção da equipa em caso de vitória.

domingo, 17 de maio de 2015

Um ensaio geral que correu bem

Foi um Braga muito desfalcado, sobretudo na sua linha dianteira, o que hoje passou por Alvalade. Se as ausências não se deveram efectivamente a lesões e Sérgio Conceição se preocupou em esconder o jogo, acabou por levar um saco cheio para Braga. Se assim aconteceu isso também se fica a dever à boa reacção da equipa a uma adversidade madrugadora. Pelo meio ainda tivemos direito a um grande golo de Adrien e o adeus emocionado a Nani. Para ensaio geral da Taça de Portugal até não foi mau. Mas, como sabemos, os ensaios gerais nada têm a ver com grande dia. Isso será outra música.

domingo, 10 de maio de 2015

Estoril 1 - Sporting 1: Passeio dominical à Linha

Saldou-se por um empate frustrante a curta deslocação à casa do Estoril. Frustrante porque apesar do domínio e controlo quase permanente, a qualidade do nosso desempenho deixou muito a desejar. Não tanto pelo empenho colocado no jogo, mas sim nas opções tomadas, em particular no que concerne ao jogo atacante. A corroborá-lo está o facto de, em noventa minutos de jogo, Montero não ter ser sido servido uma única vez e as iniciativas de jogo parecerem não prever que ele estava em campo. 

Como é evidente há muito mérito do adversário em levar o jogo para onde quis, isto é, com muita gente atrás da linha da bola e a obrigar a canalizar o jogo pelas laterais. Acontece que uma equipa com as aspirações do Sporting tem que estar mais habilitada para contrariar este tipo de adversidades.

Para o fazer o Sporting precisava de contar com um João Mário muito mais inspirado e participativo. Com um Adrien capaz de subir mais no terreno. E contar com laterais e extremos que não se preocupem em fazer apenas paralelas às laterais e despejar bolas para a molhada, mas procurarem também maior proximidade entre todos. Dessa forma criar-se-iam mais linhas de passes e com elas maior imprevisibilidade no nosso jogo, ao invés do guião estafado com que hoje fomos brindados. Precisávamos de mais do que a inspiração esporádica de Carrillo.

sábado, 2 de maio de 2015

Sporting-Nacional: sem futebol na era A.C. e o Avioncito que não fez greve

Duas eras completamente distintas marcaram este jogo: a primeira parte foi a era A.C. (antes de Carrillo), em que não conseguimos controlar o meio campo, não conseguindo por isso nem criar grandes lances de perigo nem anular as investidas dos insulares. Na segunda parte, a era D. C. (depois da entrada de Carrillo) a equipa solta-se e acaba por ganhar com alguma naturalidade, contando para o efeito com eficácia de Montero, que marca o regresso del Avioncito ao que nós esperamos dele e sabemos que é capaz.

Creio que a partida ficará bem resumida no parágrafo anterior. Indo um pouco mais ao pormenor convém também dizer que não foi apenas a entrada de André Carrillo que mudou o jogo. A opção de Marco Silva em colocar Rosel ao lado André Martins não foi muito feliz. O catalão parece-me ser um "seis" mais posicional, não parecendo estar talhado para pegar no jogo. André Martins também não estava a conseguir grande desempenho, assinale-se. Capel está irreconhecível e Tanaka nem chegou a entrar. Demasiadas peças "encravadas" para uma máquina funcionar bem. Feitas as devidas substituições é reposto o normal funcionamento, sobretudo no motor da equipa que é o meio-campo.

Para lá do destaque já conferido a André Carrillo assinala-se a bela exibição do Cédric, talvez o melhor do sector, onde Paulo Oliveira e Ewerton parecem entender-se cada vez melhor. E o jogo discreto mas extremamente seguro de Patrício também deve ser destacado.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Moreirense-Sporting: o regresso do Cónego Montero e do Abade Martins

Só o facto de não haver perigo de danos na classificação impediu que assistisse ao jogo de ontem com alguma apreensão. O Moreirense é uma equipa bem orientada, uma das que, do seu campeonato, deixou melhor impressão este ano em Alvalade.

Foi um jogo bom para recentrar  as conversas sobre a equipa e o trabalho do treinador, isto depois de, após o jogo cinzento com o Boavista se terem registado criticas catastrofistas sobre uma e outro. Tal como então afirmei, creio que se extrapolou em demasia, ao não se ter em conta a especificidade de algumas circunstâncias que ocorreram durante o referido jogo.

Curiosamente o jogo em Moreira de Cónegos haveria de começar também com um golo cedo, isto sem que antes não tivéssemos sido sujeitos a um enorme susto, que, a ter acontecido o pior, teria com certeza resultado numa crónica bem diferente.

Do lado das notas coincidentes, saliente-se a ocorrência, pela enésima vez este ano, de mais um golo patético, desta feita ao nível dos distritais. Uma equipa que sofre golos "do nada" é uma equipa condenada a jogar sempre sobre brasas, ou pelo menos inquieta. A excessiva rotação dos centrais pode ajudar a explicar alguns deles, mas está longe de explicar tudo. Um sério problema para uma equipa com as nossas ambições.

Para terminar as notas coincidentes fica a dificuldade revelada pelo Sporting em controlar o jogo, apesar da marcha favorável do marcador não por em causa o resultado. Este facto tanto se deveu a mérito do adversário, como em grande medida em demérito nosso em controlar as movimentações, especialmente de João Pedro.

Outra nota importante importante resultante deste jogo foi o ingresso de quase meia-equipa, apenas um (Tobias) resultante de impedimento, sendo por isso quatro de opção do treinador. Carrilo ficou fora certamente para descansar, atendendo às dificuldades reveladas no final do jogo anterior. O mesmo se aplicará por certo a Adrien. João Mário andava mesmo a pedir banco, uma vez que há vários jogos anda muito distante do que sabemos que pode fazer. Montero foi opção de Marco Silva, e em boa hora o fez.

A inclusão do colombiano acabou por me deixar ultrapassado pelos acontecimentos, uma vez que, se o tempo me tivesse permitido, era minha intenção ter escrito um post sobre o que me parece ser a incompatibilidade de Slimani com os restantes avançados, Montero e Tanaka. Sem querer ser injusto com o argelino, não me restam dúvidas que as suas características e limitações parecem recomendar o seu uso em modo "single" e que as caracteristicas dos outros dois tendem a complementar-se melhor, concorrendo para um melhor entendimento entre eles e, com isso, com melhor aproveitamento.

O caso do Montero já havia aqui inclusive merecido análise do Cantinho, na crónica do jogo com o Boavista. O regresso de Montero aos jogos e aos golos parece-me muito natural, atendendo à qualidade do seu jogo e o que pode oferecer à equipa. E se o seu companheiro tivesse mais um bocadinho que "apenas um bom pé esquerdo", ou seja, se o seu entendimento do jogo se aproximasse mais do registo do colombiano, este poderia revelar-se tão importante como parece poder ser. Isto é, importante sem tantas e tão demoradas intermitências. Um bocadinho mais de agressividade sobre os lances e menos "diletantismo" também lhe fariam muito bem. 

Uma palavra final para André Martins. Está sem ritmo, consequência de demoradas passagens pelo banco e até pela bancada. Ainda assim o que jogou é o suficiente para questionar se o ostracismo a que foi sujeito além de o prejudicar a ele, não encurtou desnecessariamente as soluções disponíveis para a equipa, especialmente nos momentos de maior cansaço, em que uma maior rotação parecia ser necessária.

domingo, 19 de abril de 2015

Sporting- Boavista: manobras de auto-motivação

Manobras de auto-motivação
O jogo de hoje teve circunstâncias demasiado especiais para se poder associar a uma conjuntura em que parece haver um decréscimo na qualidade exibicional. Mas ainda assim vou fazê-lo, parecendo-me que a principal razão está num aparente relaxamento, hoje agravado por um golo demasiado cedo e o conhecimento antecipado da derrota do que parece ser o único rival na luta pelo último lugar do pódio. 

Parece assim que equipa vai arranjando alguns motivos para ter que se empregar a sério, sofrendo uns golos patéticos e expulsões de cariz semelhante. É possível que na cabeça dos jogadores esteja já apenas a final do Jamor. Se tal pode ser de certa forma compreensível, é particularmente perigoso. O baixar do nível competitivo pode ser fatal, uma vez que a final são 90 ou no máximo 120 minutos, onde tem que se estar no melhor nível, o que não sucede de um abrir e fechar de olhos. Fica o aviso.

O que vai na cabeça de Marco Silva?
Tendo em conta o que foi dito no parágrafo anterior, são difíceis de perceber as opções de Marco Silva. A saída de Miguel Lopes foi a única obrigatória, já manter Rosel e Tanaka para deixar Slimani (ou até mesmo Montero) e William só se compreendem ou por menor condição fisica dos preteridos ou avaliação para o futuro dos preferidos. O problema é que ambos os escolhidos dão muito menos ao nosso jogo, a que se juntou o facto de João Mário e Nani estão muito longe do seu melhor. O primeiro andou grande parte do jogo escondido e sem conseguir pegar no jogo e o segundo está à vários jogos sem conseguir criar os desequilíbrios de que tanto precisamos. Tem sido Carrilo a assegurar o liquidar da factura.

Laterais em queda 
Quando o construção do nosso jogo passa muito pela procura de amplitude, com o aberturas para os laterais carrilarem o jogo para combinações com os extremos, este ressente-se quando esse caminho é barrado pelos adversário. Pior ainda quando a essas acções acrescem uma incapacidade quase total para se opor à estratégia adversária ou criar alternativas. Se de Cédric há pouco a apontar no momento de defender, Jefferson foi quase sempre displicente e desconcentrado nesse capítulo. Ambos quase nada de positivo fizeram no ataque. Com tanta gente no centro do terreno e com João Mário a revelar o problema acima aludido, era óbvio que não seria fácil dar a volta à ameaça do décimo empate que pairava no ar.

Tó Tó Bias?
Que dizer da segunda expulsão de Tobias em Alvalade? Que foi o último a falhar, mas nem por isso o principal culpado. Parece-me apenas que a falta seria escusada, tendo em conta a proximidade de Patrício. Se assim não foi o sacrifício pessoal pelo colectivo não pode deixar de se realçado, uma vez que a ser golo, ficaríamos numa situação muito complicada. Já da displicência de Jefferson só se pode dizer que a fazer-se ao lance com este nível de empenho nem nas peladinhas das praias do Brasil tem lugar.

Os pormenores
1- Para quem quiser perceber a importância de ter ou não um central com capacidade de construir jogo convido a ver a segunda-parte, quando entrou William Carvalho. Se o que virem não chegar, olhe-se para a estatística: apesar de jogar apenas metade do tempo, foi o nosso terceiro jogador com melhor percentagem de passes (88%) o que não seria nada de especial se não se associasse o número conseguido: 30! Mas ao contrário de Paulo Oliveira (90% - 48) ou Cédric (91% - 31) não foram meros passes para o colega mais próximo. Foi muito por aqui, com as bolas que saiam dos pés de William a rasgar as linhas compactas do Boavista, que o nosso jogo melhorou no segundo tempo.

2- Continuo a pensar que lhe falta qualidade técnica, mas é visível uma evolução, em particular a forma como estica o nosso jogo, pela forma como lhe dá profundidade. Falo de Slimani, hoje mais uma vez a apontar um golo decisivo.

domingo, 12 de abril de 2015

V. Setúbal - Sporting - o regresso de Olegário

O Sporting cumpriu sem grande brilho a obrigação de ganhar hoje em Setúbal. Não foi brilhante porque encontrou um adversário determinado em contrariar-nos, muito reactiva e bem preparada para o nosso jogo. Após um começo dificil, sem conseguirmos ligar o jogo, acabamos por nos impor e chegar à posição de um confortável 2-0 ao intervalo. Vantagem pouco duradoura, que terminaria com um belo golo adversário, mesmo que algo consentido. Depois apareceu Olegário, a fazer uma prova de vida, quando já muitos não nos lembraríamos dele. Ganhamos, apesar dele.

domingo, 5 de abril de 2015

Paços de Ferreira - Sporting Master Class de desperdicio em jogo "diferente"

Aprenda a desperdiçar o que pode ser uma vitória fácil, tornando-a num empate castigador, poderia ser outro título para o post sobre o jogo de ontem na Mata Real. Um jogo estranho ou paradoxal do Sporting, por se ter afastado daqueles que me parecem ser os melhores princípios já exibidos esta época - gestão da posse de bola e respectiva circulação - e mesmo assim ter construído oportunidades de golo suficientes para golear um adversário com valor. A testemunhar esta estranha opção estão as estatísticas: O Paços de Ferreira ficou atrás de nós no número de cantos e oportunidades de golo mas acabou por cima em tempo de posse de bola, embora se deva também salientar que, em termos atacantes fez de Rui Patrício um espectador com vistas privilegiadas para o jogo.

O jogo foi de tal forma paradoxal que um dos que poderia ter saído como um dos seus "heróis", caso a goleada possível tivesse sido alcançada -  o treinador Marco Silva -  acaba chamuscado por um desperdício de mais dois pontos e por uma substituição - Slimani - que só se pode entender caso a condição física do argelino pudesse fazer perigar a sua participação no jogo com o Nacional, na segunda mão da meia-final da Taça, na próxima quarta-feira. Um resultado lamentável, em que acabamos por fazer a triste figura de inocentes cordeirinhos pascais, quando podíamos e devíamos ter "morto a presa" nas tantas ocasiões em que a tivemos à disposição. 

Não termino sem antes desejar uma boa Páscoa para todos.





segunda-feira, 23 de março de 2015

Sporting 4 - Vitória 1 - goleada em 3 momentos

Momento 1
Olhando apenas para o resultado final o jogo com o Vitória de Guimarães parece ter sido um passeio de domingo. Mas se assim se tornou nem sempre foi fácil, muito por causa da boa entrada do adversário, conseguindo não apenas controlar-nos, limitando-nos os movimentos, como chegar mesmo a ser mais acutilante, criando mais jogadas de ataque.

Momento 2
Quando a toada do jogo parecia indicar estarmos na presença de um jogo complicado o golo de João Mário acabaria por mudar completamente o cenário. Por ter sido conseguido na primeira oportunidade há quem se ache tentado a classificá-lo como injusto mas quem acompanha esta equipa já viu golos e movimentos semelhantes do seu autor pelo que, sendo obtido com manifesta intencionalidade, só poder ser considerado merecido. Um golo que merece destaque pela movimentação do autor, cujo adiantamento é precioso para baralhar as marcações e não menos pela qualidade da assistência de Carrillo. 

Se o primeiro golo foi crucial na mudança do cariz do jogo o segundo trouxe a confiança e estabilização. O que é assinalável na jogada que dá origem ao penalty é o número de jogadores do Sporting dentro e na proximidade da área em condições de visar a baliza de Douglas. Facto que muitos jogos não ocorreu e que foi determinante para alguns jogos menos conseguidos, sobretudo em casa. Realce para a movimentação de Miguel Lopes, cujas diagonais emprestaram maior imprevisibilidade que as tradicionais paralelas à linha lateral, dificultando as soluções defensivas aos jogadores do Vitória. 

Momento 3
Um terceiro momento marcaria o jogo, sobretudo após a chegada do golo de Slimani. O Sporting deixou de ser tão intenso e sobretudo consequente nas suas acções atacantes e o Vitória regressou na segunda parte tentando defender a honra. As diferenças de postura resultaram num empate, com um golo para cada lado, selando o resultado final com um gordo 4-1.

Destaques para a postura da equipa ante as dificuldades iniciais, respondendo com serenidade. Do ponto de vista individual, um bom jogo de Miguel Lopes, um dos elementos mais desequilibradores, a a par de Carrillo. Desta vez aceito com maior resignação a sua substituição, que parece mais a fotocópia de recurso a cada jogo, atendendo a que tem um compromisso com a sua selecção que implica longas deslocações em diferentes fusos horários. Fica também o anseio por um jogo sem intermitências de João Mário que, aparentando cada vez melhor forma e segurança nas suas acções, não deixa de se eclipsar aqui e ali. Essa é a única razão pela qual não tem merecido o titulo de melhor em campo mais vezes.

Nota final indispensável para o paralelismo com o jogo da primeira volta, até pelas consequências posteriores. Um acidente com aqueles números que dificilmente se repetirá mesmo que as equipas joguem dez vezes consecutivas.

domingo, 15 de março de 2015

Maritimo 0 - Sporting 1: Fim-de-semana na Madeira

Jogo fraquinho na Madeira, em que a equipa, particularmente na segunda parte, esteve sempre mais tentada a controlar o jogo do que em preocupar-se em fazer uma demonstração da sua superioridade. Diga-se que o adversário também começou e acabou num lance madrugador, em que poderia até ter inaugurado o marcador. Um lance que nasce de desentendimentos sucessivos entre Jefferson e Ewerton, o que não será de todo surpreendente, se se atender ao facto de esta ser a estreia a titular desta dupla. À medida que foram concertando as suas acções o perigo foi-se diluindo. 

Registe-se a conquista dos três pontos como o mais importante deste jogo, uma vez que os noventa minutos pareceram mais um registo de um fim-de-semana despreocupado na Madeira. Muito pouca qualidade na definição dos lances, igual para a posse de bola. Slimani saiu sem fazer um remate à baliza e a equipa parecia desconhecer que esta modalidade tem balizas. Felizmente já acabou e com os três pontos acrescentados na classificação.

terça-feira, 10 de março de 2015

Sporting 3 - Penafiel 2 - uma viagem no comboio fantasma

O jogo com o último classificado teve todos os componentes de uma viagem no comboio fantasma: uma entrada serena, sem pressagiar os horrores que se seguiriam, com rápida e dramática mudança de cenário. Até a saída do túnel escuro em que a equipa se enfiou acabou por ficar marcada com um susto final, ao melhor estilo de um comboio de horrores. Acabou por prevalecer a vontade e o esforço da equipa com melhores argumentos e que tudo fez para contrariar os problemas que criou para si mesma.

Nada parecia fazer prever que, depois de inauguração madrugadora do marcador, seguida de confirmação quase imediata, que a aquisição de mais três preciosos pontos iria ficar em dúvida. Mas não há jogos fáceis e os mais difíceis são aqueles que as equipas têm que jogar contra um adversário e contra os seus próprios erros. Não fora este o adversário, talvez dos mais inofensivos que vamos ter pela frente, e estaríamos agora a lamentar mais pontos perdidos em casa. O facto é que o perigo junto à nossa baliza nasceu quase sempre dos nossos próprios erros e não da qualidade técnica ou capacidade colectiva do adversário.

O jogo permite leituras para todos os gostos. A minha é que há um momento que apelidaria de "momento Slimani" em que, em apenas 5 minutos, intervenções do ponta-de-lança argelino introduzem alterações substanciais no jogo. O golo de cabeça aos 7 minutos parecia abrir as portas a uma noite tranquila, senão de goleada. Um passe atrasado disparatado, que nem sequer é novo nele, deixa Tobias em dificuldade provocando-lhe a expulsão. Na sequência do livre acaba por deixar passar a bola por baixo da barreira ao saltar. 

Sobre as culpas de Tobias, não vejo como pudesse fazer diferente sem sair chamuscado de igual forma. Se tivesse a frieza de pensar que mais valia sofrer um golo e não arriscar a expulsão - o que se me afigura difícil no decorrer de um jogo e naquele lance em particular - dir-se-ia que não fez nada para o evitar. Agora é natural que se invoque a falta de experiência, embora me pareça despropositado.

Aceito também a discussão sobre se Marco Silva deveria ou não ter colocado de imediato Ewerton. O que aconteceu no jogo permite essa leitura, atendendo a que o golo do empate sucede num momento em que William está a central. Convém não esquecer que Adrien deveria ter feito mais, uma vez que lhe havia sido confiado a função anteriormente atribuída àquele. O que ninguém pode afirmar é que, com ou sem Ewerton a central e William no seu lugar o golo não acontecesse na mesma, uma vez que este nasce de um corte deficiente de Paulo Oliveira, contra tudo o que os cânones estipulam. Teve tudo para se assemelhar a uma assistência. Não há táctica ou plano de jogo que se sobreponha a isto.

Mais importante de assinalar parece-me ser a vontade e aplicação da equipa ante as dificuldades consecutivas em que consegue contrariar resultados adversos aplicando-se denodadamente, em praticamente um jogo inteiro em inferioridade numérica, o que contraria a ideia de uma equipa mal preparada fisicamente. É contudo evidente que alguns jogadores importantes exibem um cansaço competitivo, traduzido em prestações sem chama, e falhas menos comuns que o seu valor deixaria prever. 

Do lado dos bons destaques nota de relevo para as assistências de Jefferson, especialmente para Slimani. Para a entrada de Carrillo e para os sinais de que o bom Nani está de volta. Não só pelo golo, em cabeçada exemplar, mas também para alguns pormenores de classe. Justiça para Patrício, que não pode ser apenas lembrado quando falha. Só foi chamado uma vez mas segurou os 3 pontos.

Em nota adicional ao post, que só não ficou originalmente por pressa no copy+paste, um comentário à arbitragem, especialmente para ao critério disciplinar. Nada a dizer na expulsão de Tobias, justíssima. Mas a forma como foi adiando os cartões aos jogadores de Penafiel e a forma expedita com os mostrou aos nossos jogadores é reveladora. Depois, já com o resultado a nosso favor, lá foi tratando de compensar de forma tosca e atabalhoada, acabando por expulsar indevidamente um jogador penafidelense.

Já com o jogo a caminho do seu final lá se encarregou de dar uma folga a William Carvalho, que assim não jogará na Madeira. Com o mesmo critério quantos jogadores do Penafiel teriam sido amarelados. Se arbitragem nacional se quer credibilizar tem que, entre outras coisas, começar a usar critérios mais uniformes e que, aqui e ali, não tresandem a formas de favorecimento de uns contra outros.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Oh pá, mete o Shikabala!

Tal como esperado, as reacções ao "espalhanço do Dragão" não se fizeram esperar. Como notas dominantes as (1)"culpas de Marco Silva" e (2)"a falta que Jefferson fez", este ou aquele (3)"erro individual",  a (4)"falta de atitude" e até a (5)"deficiente condição física" a marcarem grande parte das análises. Quanto a mim todas elas e não apenas uma concorreram para o desfecho final, uma vez que:

1- Marco Silva poderia ter sido mais feliz e até mais expedito na leitura do jogo. Demonstrou perceber o que se passou no relvado na flash interview, mas não o pareceu fazer no timming, mesmo tendo em conta as soluções que tinha à disposição, mesmo dentro das nossas limitações.

2- Não há nenhuma garantia que Jefferson fizesse muito melhor do que Jonathan, embora seja também verdade que pior seria muito difícil. Só quem não viu o jogo na Alemanha, ou esqueceu a forma como sofremos o primeiro golo, pode afirmar com "segurança" que seria melhor com ele.

3- Podemos e devemos falar de erros individuais, mas quase todos os que se registaram tiveram como base ou devem a sua existência a uma deficiente resposta colectiva versus mérito do adversário em explorar as nossas deficiências. É verdade que todos os lances de golo envolvem Jonathan e Tobias Figueiredo, em particular como deixaram exposto o espaço entre eles, e que estes quase sempre estiveram mal em vários outros lances. Mas é preciso não ignorar o mérito do adversário ao perceber que estes dois jogadores têm muito pouco tempo de jogo juntos, o que lhes limita a qualidade da resposta sempre que a exigência sobe. E que, ao  contrário do jogo de 72 horas antes - onde Jonathan já não tinha estado bem, mas Tobias sim - tiveram muito maior cooperação e acerto dos homens que os precediam no meio-campo. Há demérito nosso como é indiscutível o mérito do adversário na forma como soube "espetar o garfo" na parte mais tenrinha da nossa equipa.

4- A falta da atitude é, normalmente, a "explicação tipo", ou "pau para toda a colher" quando não se percebe que o que se passa em campo é quase sempre um jogo de equilíbrios e de interacção de vários factores determinantes tais como:  as decisões dos treinadores, dos jogadores e da diferença de qualidade individual, a que acresce o carácter aleatório do jogo e as respectivas consequências no estado de espírito versus resposta dos jogadores. Alguém duvida que a resposta da equipa seria outra caso tivéssemos sido nós a inaugurar o marcador?

5- A falta de condição física está intimamente ligada ao ponto anterior. É indesmentível que o adversário estava por cima neste factor, não jogou a meio da semana e foi rodando os jogadores. O que quanto a mim não faz sentido é invocar este parâmetro logo na análise à primeira parte. O efeito do golo foi devastador para a equipa, que deixou de responder como tal. Mas atribuir esse facto à condição física seria o mesmo que pretender que os jogadores não conseguiram mais do que meia hora de resposta, o que é um absurdo em alta competição. Contudo, não duvido que, no decorrer do jogo, este factor se tornou determinante, por se juntar à necessidade de dar resposta a um resultado adverso. Isso foi notório em alguns jogadores como Adrien e Tobias Figueiredo. O caso do defesa central foi mais notório, cometendo erros que normalmente não tem cometido. Seguramente que, com outra frescura física, responderá melhor.

Outros aspectos também apontados como tendo contribuído para a derrota:

6- Novamente o controlo da profundidade. Este é um dos aspectos que nos tem penalizado bastante este ano, mas desde a entrada de Tobias que não víamos o Patrício a ser obrigado a enfrentar o 1x1. A resposta está seguramente no treino mas também na forma como a equipa se organiza para o contrariar. Ontem houve sempre demasiado espaço e tempo para o portador da bola, com excepção ao calcanhar de génio de Jackson, que é impossível de contrariar. O facto de os golos surgirem sempre do mesmo lado também não foi casual, como tentei explicar acima. Muito dificilmente três daquelas bolas teriam entrado do lado oposto. Cédric sabe muito mais disto que Jonathan e tem mais tempo de jogo com Paulo Oliveira.


7- A falta de rotatividade é um dos erros mais apontados a Marco Silva, quanto a mim injustamente. O treinador está condicionado pelos jogadores que tem à sua disposição e pelo tempo que dispôs entre jogos. Parece-me no mínimo delirante pretender que se poderia ter substituído meia equipa no jogo anterior ou o que o fizesse no de ontem. 

Mas se o tivesse feito para quinta-feira será que a resposta da equipa teria sido a mesma? 

Será que se perdoaria ao treinador que não tivesse feito tudo para passar a eliminatória?

Esta discussão seria aceitável se a opção de rodar for feita pontualmente, por exemplo André Martins por Adrien, Mané por Carrillo ou Nani, etc. Podemos colocar a questão também relativamente a Gauld ou Wallyson, embora as suas prestações oscilantes na B devessem servir para arrefecer os ânimos. Estes apelos fazem-me lembrar os de há precisamente um ano: oh pá, mete o Schikabala! 

Onde teria feito diferente de Marco Silva seria nas substituições, que é onde me parece que o seu trabalho pode ser criticado. A perder o jogo e o respectivo controlo, tocaria a reunir atrás, sacrificando Adrien por Martins, juntando-o a João Mário, à frente de William, que estava imperial até ao golo, mas muito mal secundado. Nani e Carrilo jogariam mais próximos de Montero, juntado-se a ele na primeira reacção à perda e pressão na construção, onde estivemos irreconhecívelmente apáticos

É muito curioso, ou talvez seja apenas a mera ciclotimia que aflige o adepto comum, que em dois dias se tenha esquecido quer o trabalho de Marco Silva, quer mesmo dos jogadores, num dos melhores jogos que o Sporting fez nos últimos tempos, ainda por cima com o segundo classificado do campeonato alemão.

Não foi o jogo de quinta-feira a prova de que o Sporting não tem um ponta-de-lança à altura das suas ambições e que, com a qualidade do seu jogo e volume de oportunidades criadas, se o tivesse, estaria hoje a pensar receber o Inter na próxima eliminatória da UEFA e talvez com menos empates nos jogos da Liga doméstica?

De uma forma mais abrangente não são estes "apertos" com as diversas competições a prova de que o Sporting está ainda muito atrás dos seus adversários e rivais e muito mais perto do nível inferior dos que o seguem na classificação?

Isto não invalida considerar que a actual base de habituais titulares e suplentes mais utilizados são uma boa base de trabalho, precisando de estar devidamente acompanhados de outros de valor semelhante. Exactamente onde se começou a falhar este ano, na preparação da época, com as consequências agora mais à vista de todos. Infelizmente, para lá destes, não há muito talento e esse é que habitualmente faz a diferença. Toda a diferença. 

domingo, 1 de março de 2015

Hoje não fui ao Dragão. O Sporting também não.

O título do post é algo exagerado, porque negligencia a primeira meia hora de jogo, onde o Sporting esteve bem, controlando o jogo do adversário, condicionando-lhes a construção, reduzindo os espaços. O golo inicial teve um efeito demolidor sobre a equipa do Sporting, que nunca mais se comportou como tal. Vejo aqui sobretudo razões de ordem psicológica, quer pelo lastro que a equipa arrastava desde quinta-feira, quer mesmo pelo efeito algo humilhante do fabuloso gesto técnico de Jackson. Senão humilhante, pelo menos algo injusto.

Não vale a pensa fazer grandes considerações de ordem táctica face à nulidade colectiva a que a equipa do Sporting se submeteu após sofrer o golo. Esta derrota é em tudo semelhante nas causas e eventualmente nos efeitos ou consequências da que se registou em Guimarães.Uma equipa que não consegue reagir ao golo sofrido e que se vai afundando, deixando de acreditar na possibilidade de mudar o rumo dos acontecimentos. No fundo acabamos hoje por sermos vitimas do mesmo veneno que havíamos servido neste mesmo estádio,uns meses antes, eliminando o mesmo adversário de hoje, tendo eles então ficado quase sem reacção.

Não faltará agora a busca de culpados e responsáveis, especialmente pelos números registados e pela anemia competitiva exibida num campo de um rival como o de hoje. Marco Silva voltará por certo a estar na berlinda. Quem diria, depois do que vimos a equipa fazer precisamente na quinta-feira. Vai voltar a hora dos cozinheiros?

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Gil Vicente não encenou dramas nem tragédias

O Sporting regressa hoje às vitórias com grande tranquilidade e com um momento - ou monumento? - que marca de forma decisiva o jogo que é o golo de Nani. É assim que os grandes jogadores respondem às oscilações de forma, revelando a classe que todos sabemos possuir. As lágrimas são o testemunho de quão difícil é voltar às boas exibições, especialmente depois de uma paragem por lesão. Sem fazer uma grande exibição, tal como a equipa, Nani acabou por ser o homem mais importante, ao participar de forma decisiva na construção do primeiro e pela soberba execução do segundo. 

Marco Silva optou por gerir o esforço de alguns jogadores, atendendo aos compromissos da próxima semana. Surpresa na utilização de risco de William, que não repetiu com Adrien. Fazer descansar Montero e Carrillo é compreensível. 

Os golos acabaram por estabelecer a grande diferença entre as duas partes, apesar de ser de referir que o começo do jogo ter sido marcado por uma equipa forasteira mais atrevida do que se imaginaria à partida. Sem ser brilhante, o Sporting soube ser paciente, procurando jogar dentro do bloco gilista, o que algumas foi conseguido por Martins e João Mário, especialmente o primeiro, que haveria de fornecer munições para golo que não foram aproveitadas. E é precisamente paciência que este tipo de jogo exige porque, como é sabido, grande parte destes jogos resolvem-se com o primeiro golo. Este acabou por surgir de um canto mas gostei pelo menos que a equipa tivesse tentado e poucas vezes, talvez ainda mais do que as necessárias , recorresse aos cruzamentos. É por aqui que a equipa pode e deve crescer, até atendendo às características dos ponta-de-lanças disponíveis.

Nota final para mais uma arbitragem medíocre que só não foi determinante para o resultado final porque a equipa soube construir o resultado contra algumas decisões incompreensíveis. 

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Divorciados do titulo e do futebol no dia de S. Valentim

Um candidato ao titulo não pode perder tantos pontos em casa.

Um candidato ao título não poder fazer apenas 2 pontos com o Belenenses, por muito respeito que o adversário nos mereça.

Um candidato ao titulo não pode deixar de reagir após um resultado adverso anterior, mesmo que injusto.

Um candidato ao titulo não poder tão poucas alternativas ou soluções à sua equipa principal. Tentar dar  a volta à adversidade tirando Montero e João Mário e lançar a mão de Tanaka e Mané, não é fazer substituições é apelar a um milagre. Juntando a isso um erro/azar de Patricio e a um mau jogo generalizado é explicar mais um empate a saber a derrota.

Um candidato ao titulo não pode jogar um jogo (este com o Belenenses) e com a cabeça noutro (na Alemanha) por muito atraentes que sejam as luzes da ribalta da Europa League.

Por estas e por outras é que o titulo, já muito dificil, passou agora a ser uma miragem.


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Notas do Dérby: empatado (mas não resignado) por uma vaca tão grande

Nota: uma vez que se registou a colocação de 2 posts em simultâneo, tomei a liberdade de juntar o post anterior do  meu amigo Virgilio a este, sem contudo retirar o anterior. Quem quiser pode comentar um ou outro.

Não há nenhuma vantagem em morar tão longe de Alvalade para um adepto Sportinguista. Contudo, mais de 350 Km obrigatórios de autoestradas, dão tempo suficiente para colocar as ideias no sitio certo. Isto descontando obviamente os primeiros quilómetros remetidos voluntariamente ao silêncio para destilar os venenos deixados pela amargura de um empate concedido segundos antes do árbitro apitar para o final do jogo. É pois já sem a as cargas negativas da frustração que chego à análise ao dérby.

- Não foi um jogo agradável de se ver pela sucessão de oportunidades de golo mas muito interessante de observar pelo lado táctico.

- Ao contrário do que disse Jorge Jesus, as equipas não se anularam mutuamente. O Sporting esteve quase sempre com a iniciativa do jogo e ao não ter conseguido a vitória houve algum demérito nosso e uma enorme e já tradicional vaca benfiquista.

- Do lado no nosso demérito o excesso de Carrillamento de jogo pela lateral, com cruzamentos à procura de... Slimani. Com o adversário a tornar o campo muito curto, com a defesa muito subida, provocando o excesso de trânsito e muito pouco espaço disponível no meio-campo, compreende-se o receio da procura dos espaços interiores na construção de lances de ataque. Mas não ter explorado nunca a profundidade e também muita precipitação na decisão no último passe foram os nosso principais problemas. Não faltou coração mas faltou um pouco mais de cabeça e sobretudo a frieza das equipas letais.

- Do lado do adversário a procura do pontinho e nada mais do que isso. Podem-se fazer muitas conjecturas a este propósito mas quase todas esbarram na virtude do resultado para as respectivas pretensões. O que merece destaque é mais uma vez a enorme vaca na forma como se chega a esse resultado. Podem-se fazer desfilar um manancial de argumentos mas foi sobretudo a sorte nos ressaltos - não houve nenhuma arte - que ditou o lance do golo. 

- Nada a dizer da arbitragem, incluindo o lance do golo do empate, atendendo à dificuldade de ajuizar o lance. Ao fim de muitos derbys este deve ter sido o primeiro em que senti que não havia intenção de inclinar o campo. Dizer isto não esconde o óbvio: mais uma vez, neste campeonato, como em anteriores, uma decisão errada a desequilibrar o resultado.

- Vale a pena perguntar porque se demorou tanto tempo a fazer óbvio e o preço que se pagou para finalmente ter a melhor dupla de centrais possíveis? Ainda do lado de Marco Silva, porquê ter retirado Carrillo, o elemento que estava a ser mais perigoso e inspirado, quando Nani tarda em regressar à melhor forma, depois da paragem por lesão?

- William ou o regresso do monstro das bola(cha)s. Imperial a auxiliar o trabalho dos centrais, primoroso a lançar o jogo, aliviando a pressão do adversário em zonas que até poderiam trazer muitas complicações para o nosso último reduto. Se bem que quase todos tenham estado bem, destaques também merecidos para Jefferson, Adrien, Paulo Oliveira e Tobias. Mas teria bastado apenas um deles na posição mais central para termos agora mais 2 pontos e uma posição mais confortável no campeonato.

- Esta era jornada que poderia ter provocado uma viragem a nosso favor. Tinha uma secreta esperança que o FCP não ganhasse em Moreira de Cónegos e uma confiança, em jeito de fé inabalável, que não perdíamos este jogo, pendendo a convicção para a vitória. Acabou por se verificar o inverso, sendo nós os principais perdedores da jornada, ao constatar-se a manutenção do fosso para o primeiro lugar e o aumento da distância para o segundo.

- A situação no campeonato é a que é. Contudo recuso qualquer visão pessimista depois de ter visto um dos dérbys mais equilibrados dos últimos tempos e depois de quebrarmos uma hegemonia de resultados e exibições. Parece-me não haver dúvidas que voltamos a estar muito mais próximos deste SLB como estávamos em 2012, altura da vitória categórica em casa, como o golo de Wolfswinkel. 

- Acresce o facto de os onze iniciais registarem um diferença de média de idade de 5 anos entre si. O Sporting tinha uma média de nascidos em 1990 (25 anos em 2015) enquanto o adversário jogou de inicio com uma média de nascidos em 1995 (30 anos em 2015). Este será, se o tempo o permitir, o tema do post de amanhã.

- Alguns pormenores (ou pormaiores)  sobre a organização do jogo que deixaram muito a desejar:
         
         - Desde logo a presença de material pirotécnico que serviu literalmente de arma de arremesso contra as bancadas de adeptos do Sporting por parte da claque benfiquista. Parece que zelo na intervenção das forças policiais se esgota na actuação perante os adeptos do Sporting, quer em Alvalade, quer nos campos onde nos deslocamos. 
           - A exibição no dia anterior de uma faixa com referências ao episódio very-ligtht em 1996 deveria merecer uma tomada de posição da direcção benfiquista. Não o fazendo deixa bem claro o seu apoio a este tipo de iniciativa. 
            - A direcção do Sporting não pode meter a cabeça na areia. Cânticos pouco dignificantes a insultar Eusébio são de gosto muito duvidoso, se bem que sem a gravidade do que acima foi referido. Mas não mencionar o nome do clube adversário, substituindo-o por "clube visitante" significa, à semelhança do uso do famigerado "blackout" e de outros em alguns discursos, uma aproximação a uma ideologia e métodos pintodacosteanos.
            - A presença muito confortável em centrais de adeptos adversários, enquanto Sportinguistas aguardavam pacientemente(?) em filas intermináveis para entrar no seu estádio, a sua casa.


 Uma jornada para esquecer (ou não…) 


Mais uma vitima do fosso... Para quando medidas de segurança eficientes contra esta aberração do fosso? (foto:JN)
A organização foi uma VERGONHA! Houve quem esperasse mais de duas horas para entrar na Porta 1 (Moche) deixando de ver os primeiros 15-20 minutos de jogo (17 no meu caso). Mas o pior foi quando, depois de tanto tempo à espera, assistimos à ‘lampionagem’ (claques) passar-nos à frente. Nos derbys que se jogam na Luz, dá-se primazia de entrada aos adeptos da casa, em Alvalade, dá-se aos forasteiros. Segundo os ‘stewards’ a quem pedi explicações, porque a PSP só sabe comunicar à bastonada, actuaram seguindo instruções da nossa direcção… De realçar que muitos dos adeptos / sócios leoninos retidos fora do estádio fizeram centenas de quilómetros e pagaram dezenas de euros para serem desconsiderados na sua própria casa! Para a próxima abram as portas meia dúzia de horas antes do jogo começar... Pode ser que assim se consiga fazer uma revista ainda mais demorada, mas minimamente eficiente e evitar a entrada de engenhos explosivos que já tiraram a vida de pessoas: ontem rebentaram mais três (tochas, very lights?) numa bancada cheia de gente, dentro de um Estádio em Portugal, com um deles a aterrar 20 metros à minha frente. Claro que vai tudo passar impune e aquela gente lá irá continuar a louvar assassinos em tarjas com o assentimento da Direcção do slb que nada faz para acabar com esta miserável vergonha. Será que têm um pingo de decência? Ainda nos pedem para levar a família aos Estádios do Futebol? O Tanas… Já basta a minha maluquice para continuar a ir ver jogos ao vivo, não me peçam para arrastar a minha família nesta loucura … Ontem vi crianças a chorar e não foi por causa do golo sofrido, choravam de terror, de genuíno pânico…

Depois disto há muita pouca vontade de comentar o jogo propriamente dito, apenas resta acrescentar que, mais uma vez, ganhou o anti-jogo, a táctica do autocarro e a batota (golo do empate com Maxi Pereira em fora-de-jogo). Junte-se a providencial mija a proteger o clube mais cagado de que há memória e, quando assim é, não há nada a fazer…


Nota final para a assistência de ontem: Mais de 49 mil pessoas. Depois disto, duvido que nos próximos anos se repita…

DERBY – Uma jornada para esquecer (ou não…)

Mais uma vitima do fosso... Para quando medidas de segurança eficientes contra esta aberração do fosso? (foto:JN)

A organização foi uma VERGONHA! Houve quem esperasse mais de duas horas para entrar na Porta 1 (Moche) deixando de ver os primeiros 15-20 minutos de jogo (17 no meu caso). Mas o pior foi quando, depois de tanto tempo à espera, assistimos à ‘lampionagem’ (claques) passar-nos à frente. Nos derbys que se jogam na Luz, dá-se primazia de entrada aos adeptos da casa, em Alvalade, dá-se aos forasteiros. Segundo os ‘stewards’ a quem pedi explicações, porque a PSP só sabe comunicar à bastonada, actuaram seguindo instruções da nossa direcção… De realçar que muitos dos adeptos / sócios leoninos retidos fora do estádio fizeram centenas de quilómetros e pagaram dezenas de euros para serem desconsiderados na sua própria casa! Para a próxima abram as portas meia dúzia de horas antes do jogo começar... Pode ser que assim se consiga fazer uma revista ainda mais demorada, mas minimamente eficiente e evitar a entrada de engenhos explosivos que já tiraram a vida de pessoas: ontem rebentaram mais três (tochas, very lights?) numa bancada cheia de gente, dentro de um Estádio em Portugal, com um deles a aterrar 20 metros à minha frente. Claro que vai tudo passar impune e aquela gente lá irá continuar a louvar assassinos em tarjas com o assentimento da Direcção do slb que nada faz para acabar com esta miserável vergonha. Será que têm um pingo de decência? Ainda nos pedem para levar a família aos Estádios do Futebol? O Tanas… Já basta a minha maluquice para continuar a ir ver jogos ao vivo, não me peçam para arrastar a minha família nesta loucura … Ontem vi crianças a chorar e não foi por causa do golo sofrido, choravam de terror, de genuíno pânico…

Depois disto há muita pouca vontade de comentar o jogo propriamente dito, apenas resta acrescentar que, mais uma vez, ganhou o anti-jogo, a táctica do autocarro e a batota (golo do empate com Maxi Pereira em fora-de-jogo). Junte-se a providencial mija a proteger o clube mais cagado de que há memória e, quando assim é, não há nada a fazer…


Nota final para a assistência de ontem: Mais de 49 mil pessoas. Depois disto, duvido que nos próximos anos se repita…

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Fim do mercado de inverno: emprestar ou despejar?

O Sporting esteve bastante activo neste mercado de Inverno, especialmente do lado das vendas/dispensas/empréstimos, tendo adquirido apenas um jogador para colmatar a saída de Maurício. 

Considerações/questões genéricas que resultam da observação do que foi agora efectuado:


- Para um clube que assumidamente tem dificuldades financeiras o Sporting tem os seus planteis principais (equipa A, equipa B) sobredimensionados. Os plantéis deveriam estar articulados entre si e dispor de um número mínimo de jogadores, de forma a que estes pudessem jogar o maior número de vezes. 

- A quantidade de jogadores que saíram da sua equipa B, 10 (!), é uma confissão tácita desse facto. Ora, se todos precisam de jogar para terem ritmo e emprestarem a devida competitividade, é precisamente neste escalão que essa necessidade é mais aguda. 

- O plantel principal com vinte e dois jogadores seria o ideal. Sobrariam, salvo lesões, quatro dos dezoito habituais convocados, que poderiam jogar na B. A equipa B poderia até ser em número um pouco menor, atendendo a que jogadores júniores de último ano, ou mais evoluídos, poderiam constituir opção.

- O número de jogadores nos plantéis é crucial. A possibilidade de jogar com regularidade é um dos aspectos a ter em conta mas é também um factor que promove esperança e a ambição indispensável de melhorar e jogar ao mais alto nível. Plantéis extensos funcionam precisamente de forma inversa.

- O empréstimo de uma quantidade de jogadores tão significativa foi feita com um critério meramente economicista, na tentativa de aliviar a folha salarial, ou visando proporcionar aos jogadores envolvidos experiências profissionais enriquecedoras? Essa dúvida é justificada, se atendermos aos destinos dos jogadores. Jogar muito pode nem ser suficiente, se os jogadores não tiverem um treinador que os faça evoluir, corrigindo as imperfeições e ganhando novas competências.

- Que acompanhamento será feito dos jogadores que agora saem? Serão efectuadas observações directas e elaborados relatórios de todos os jogadores de forma a que se possa avaliar a sua evolução? Estamos a falar de um pesadelo logístico, atendendo a que essas observações terão que se estender desde Brentford, Londres, onde já jogava Betinho, passando agora por Bolton, nos arredores de Manchester, passando pela Holanda onde está agora Wilson Eduardo, não esquecendo Chaby na Madeira.


Imagem Record

Considerações especificas da Equipa B



- Os empréstimos de jogadores para o campeonato nacional de profissionais são difíceis de perceber a não ser como uma admissão da pouca confiança no valor do jogador, ou então como um vulgar castigo. Estão nestas condições Mama Baldé e o "famoso" Gazela (Jorge Santos) que, pelos vistos, não se deu bem com os ares da lezíria.

- Filipe Chaby foi dispensado para uma equipa do mesmo escalão que a equipa B. Contudo, atendendo às ambições da equipa,  tal não significa um passo ao lado. Até pode ser um passo em frente relativamente aos colegas que permaneceram na B ou saíram por empréstimo. O facto de o treinador ser Vítor Oliveira é importante, não tanto pela excelência das suas qualidades formativas, mas por se tratar de um treinador com um curriculum de sucesso a este nível,  podendo os jogadores encontrar aí um ambiente desinibidor, potenciando as suas melhores qualidades.

- Fokobo saiu para o Arouca, sendo duvidoso que possa tirar o lugar a Rui Sampaio. Muitas dúvidas no acerto da decisão.

- Iuri Medeiros seguiu o mesmo caminho mas, como se pôde ver este fim-de-semana, Cayembe leva-lhe a dianteira nas preferências de Pedro Emanuel. Não há qualquer surpresa, atendendo ao trajecto do treinador e origem coincidente do jogador. Embora me pareça que a equipa ganha com a presença dos dois, ficam muitas dúvidas sobre a decisão.

- Cissé e Esgaio estão agora em Coimbra, uma equipa cuja direcção está longe de ser propriamente "Sporting friendly". Considerações "politicas" à parte, uma vez que a questão técnica me parece ser mais relevante para os jogadores, parece uma boa oportunidade, embora não tenha qualquer esperança por Cissé. A situação da equipa na tabela classificativa será o principal factor contra. Paulo Sérgio não é propriamente um treinador modelo, é duvidosa a sua continuidade, mas tem valor suficiente para as necessidades.

- Enoh saiu para o Leixões sem deixar o mais pequeno laivo que justificasse a aquisição. Menos ainda quando se havia dispensado um ano antes um jogador que já pertencia aos nossos quadros, Flávio Silva,  para agora se perder a disputa da sua aquisição com o SLB. 

Considerações especificas da equipa A

- Sobre a venda de Maurício já falei anteriormente, bem como da chegada de Ewerton. A este nível duas considerações: (i) ficamos melhor no que diz respeito à dupla titular e essa melhoria só não é mais favorável dado o curto período de utilização, o que pode ser pernicioso para um jogo com a responsabilidade da do próximo jogo, o dérby. (ii) Ficamos, pelo menos temporariamente, mais vulneráveis, pelo menos enquanto Ewerton não puder dar o seu contributo. As qualidades de Sarr e agora também o ambiente pouco favorável em seu torno, fazem dele mais uma ameaça que um activo a considerar.

- O empréstimo Wilson Eduardo ao Den Haag. Pode ser interessante para o jogador, até por questões económicas, mas em termos de evolução e aperfeiçoamento tem tudo para ser um desperdício, pelas diferenças de campeonatos. O pior é que um bom final de época pode criar a mesma ilusão que o jogador já havia suscitado.

- Quem tem Wilson Eduardo não deveria queimar recursos com Heldon. O jogador cabo-verdiano chegou há um ano por causa de uma muito habitual ilusão de óptica: ser bom no Marítimo está longe de significar ser bom no Sporting. O clube insular era então treinado por Pedro Martins, um treinador cujo futebol directo é bom para a velocidade de Heldon. Porém, as vezes que foi chamado, mostrou que, para contornar os muros defensivos, é preciso um pouco mais. Tem agora uma boa oportunidade no Córdoba, semelhante à que teve na Madeira, mas com foco muito maior.

- Slavchev entrou mudo e saiu calado, sem um minuto acumulado que fosse na I Liga e sem significar sequer alternativa na equipa B. É precisamente aí, com jogadores da mesma idade e até mais novos que fica claro o risco da aposta em campeonatos de futebol emergentes como o búlgaro. Os tempos de Balakov e Stoichkov já estão para trás há muito e estes não vão ressuscitar por decreto. A ida para Bolton, da divisão secundária inglesa, é de acerto muito duvidoso, tendo em conta o futebol praticado e mesmo a qualidade geral dos treinadores ingleses. Só se compreende pelo facto de o valor do jogador permanecer uma incógnita, apesar de ser dos mais caros do plantel, e não haver por cá quem pague tanto por incógnitas.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Arouca - Sporting: 6ª vitória consecutiva, uma estranha forma de "por o Bruno fora do Sporting"

O Sporting é um clube diferente e foi por isso que me tornei Sportinguista. Mas essa nota de clube diferente e especial é por vezes demasiado forçada por acontecimentos tão inesperados e até inverosímeis. O último dos quais foi a crise que José Eduardo e Eduardo Barroso, funcionando como pitonisas, nos avisou de um complot instalado para "por o Bruno fora do Sporting". Segundo o próprio, Marco Silva era o ponta-de lança dessa estratégia.

Após a sexta vitória consecutiva no campeonato, o que iguala o nosso melhor registo do ano passado, talvez fosse tempo de nos explicarem melhoro tal complot. Especialmente José Eduardo, Eduardo Barroso e outros spin doctors e apparatchiks que defenderam a sua actuação. É que ainda não é fácil de perceber cabalmente os contornos do que foi uma crise que tinha tudo para ser uma tempestade perfeita, como são sempre as que surgem no nosso interior, de dentro para fora, como foi o caso.

Provavelmente o assunto é incómodo e muitos preferiam que ficasse sepultado sobre o passar dos dias. A mim parece-me que todos os acontecimentos cujas causas não são bem entendidas podem muito bem voltar-se a repetir, o que não me parece de todo desejável. Isto sem falar no devido e imprescindível apuramento de responsabilidades de todos os envolvidos, para que a não haja mais uma noiva, neste caso a culpa, a ficar sozinha no altar. Sem isso continuarão a existir as "eminências parvas" que, à custa do Sporting e da generosidade dos seus adeptos, aparecem nos jornais, televisões e em qualquer lugar que lhes dê antena e não passam de degraus de passagem de projectos pessoais de poder, de sobrevivência ou de auto-promoção.

Quanto ao jogo há pouco a dizer. Esteve longe de ser um grande espectáculo. Mas quando não há ópera há operários e os jogadores perceberam que era preciso arregaçar as mangas e calçar as galochas, lutando contra o relvado, o adversário e até contra o árbitro. É em jogos como este que por vezes se perdem pontos que acabam por custar os objectivos de uma época e o melhor que se pode dizer da nossa equipa é que nunca se deixou abater pelas contrariedades.

A arbitragem foi medonha, tão medonha como o o árbitro, um dos piores da Liga. Um penalty absolutamente patético, que subverte o que são as regras e o bom senso. Isto a menos que queiram dar cabo do futebol, porque se os árbitros continuam a marcar penaltis destes as equipas qualquer dia começam a especializar jogadores em atirar ao braço. Estranhamente acabou por ir subindo de nível há medida que o jogo ia ficando resolvido. À semelhança dos jogadores do Arouca, que de quase permanentemente deitados no relvado, começaram a ter vontade de correr à medida que os golos iam entrando na sua baliza.

P.S.- A equipa em Arouca fez o que lhe competia. Oxalá a generalidade dos adeptos faça igual e, agora que temos a possibilidade de re-encostar na frente, não adoptem a fanfarronice que caracteriza alguns dos nossos adversários. Até porque mesmo ganhando no domingo ainda temos muita estrada pela frente.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Sporting-Académica: repetição de sumários anteriores

Não há coincidências? Claro que há e o encontro com a Académica foi um jogo de coincidências. Foi o primeiro jogo em casa no arranque da segunda volta e, à semelhança do primeiro jogo em casa no arranque da primeira, o Sporting teve enorme dificuldade em conseguir arrecadar os três pontos. 

Uma grande diferença porém, nesse jogo não faltaram oportunidades (note-se que, tal como ontem, Slimani também não jogou) só não se construiu uma goleada porque então Goicochea fez uma exibição extraordinária, incluindo a defesa de um penalty de Nani. Com a Académica o guarda-redes teve direito a muito tempo de descanso, o diz bem da nossa incapacidade em chegar à baliza do adversário.  Do intenso domínio registado foram muito poucas as jogadas de verdadeiro perigo, muita dificuldade em penetrar no bloco estudante e a insistência num jogo exterior demasiado previsível, proporcionando o maior conforto possível à equipa adversária.

Também como no referido jogo com o Arouca os três pontos surgem com alguma sorte, mercê de um ressalto para o sitio certo. Desta vez a bola não veio do poste a remate de Tanaka, mas, também a remate daquele, a bola cairia não em Mané, como em Agosto, mas em João Mário. Uma das poucas jogadas onde conseguimos meter mais do que um jogador na área, em posição central, o que serve também de ensinamento ensinar-nos que o caminho tem que ser por aí. Uma coincidência na sorte que é contudo inteiramente merecida tal como o é o castigo à Académica, equipa que se limitou a jogar para o nulo, sem qualquer preocupação em querer um pouco mais do jogo. Apanhados a perder demonstraram o porquê de terem tantas negativas nos exames que vão fazendo pelos campos do País: não sabem como encontrar o caminho para as balizas adversárias.

Alguns destaques individuais:

Quinteto defensivo: De Patrício a Jefferson todos fizeram o que lhes era pedido, incluindo Tobias, que vai apenas no segundo jogo. Muito importante que vá ganhando ritmo e confiança porque deverá ser ele o companheiro de Paulo Oliveira no dérby.

William - Para quem duvidava que o que Marco Silva lhe exige hoje é diferente do que fazia Jardim, teve ontem uma boa oportunidade para o constatar. A grande diferença para o jogo com o Rio Ave é que a Académica nunca o obrigou a grandes recuperações defensivas e William pôde lembrar-se dos seus tempos em que jogava em posições mais adiantadas, construindo jogo. 

Adrien: jogo pouco esclarecido e menos influente do que alguns anteriores, mas ainda com tempo para quase marcar o que seria um dos golos do ano.

Carrillo e Nani - Podiam ter sido decisivos mas nem por isso. Sempre muito mais junto à linha do que por dentro o seu futebol perde importância. Ainda assim o peruano fez uma bela assistência que, aos oito minutos, poderia ter feito Montero desbloquear a partida. Nani falhou o 2-0 de forma muito displicente.

João Mário - o  golo marcado, pela sua importância acaba por dar cor a uma exibição que muitas vezes foi sobre o pálido. Talvez não por acaso o Sporting teve muita dificuldade em jogar na sua área de influência.

Montero - muito apagado e sem nenhuma influência, como se lhe pedia, talvez a ressentir-se de falta de apoios para o seu jogo.

Mané - Não está em boa forma e mesmo tendo entrado para alargar o ataque e dar profundidade não conseguiu ter a preponderância que se esperava. Tende a precipitar-se nas decisões, o que demonstra que não está no seu melhor.

Tanaka - Sempre que se tem lhe tem pedido tem dito presente, tornando-se determinante para a equipa.

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