Não é a primeira vez e certamente não será a última que o Sporting evidenciará dificuldades para ultrapassar uma equipa de escalões inferiores numa eliminatória da Taça de Portugal. E nem preciso será lembrar situações bem piores, em que acabamos eliminados de forma surpreendente. Pelo que é fácil concordar com Peseiro, atendendo à equipa alternativa, desprovida de muitos dos titulares habituais, que ontem não era dia para grandes exibições. Pois, pudera! Se não as fazemos com os melhores que temos, não o íamos fazer com as reservas!
É certo que seguimos em frente, cumprindo o mínimo dos mínimos. Mas é preocupante ver nesta equipa que se apresentou em Loures os mesmos problemas que vemos naquela que será a equipa principal: a escassez de talento, o excesso de jogadores de qualidade duvidosa e a ausência de uma ideia de jogo. Tanto assim foi que chegou a ser embaraçoso reconhecer que a equipa que jogava na casa emprestada conseguiu superar-nos várias vezes do ponto de vista colectivo. O resultado só não foi pior porque ainda vamos tendo algum talento de reserva em Bruno Fernandes ou Nani.
Bem sei que Peseiro não tem culpa de muitas das condições que encontrou e de tudo o que teve que resolver para podermos começar a temporada. Há ali muitos jogadores - sim, disse muitos, infelizmente - que nunca deveriam fazer parte de um plantel do Sporting. Não me surpreende por exemplo que Castaignos continue em branco, sem conseguir marcar um golo que seja. Mas já me preocupa verificar que não vislumbro como Bas Dost poderia fazer o que tão bem sabe caso tivesse ontem em campo. Esta dúvida sobre a qualidade do nosso jogo que, de forma genérica, se vai instalando jogo após jogo tarda em ser desfeita e ontem acabou acentuada e que funciona como um veneno. Ontem foi mais uma taça.