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sábado, 6 de agosto de 2011

O futebol não está com Paciência

Nota aos leitores: Depois de visionado o jogo com a Udinese, que acabou há instantes, julgo que a matéria do post permanece actual pelo que não colocarei nenhum post específico sobre esse jogo.

Não haverá por hoje Sportinguista pouco preocupado com a sequência negativa de resultados e exibições da equipa de futebol. Há razões para isso, sobretudo pelo facto de as fragilidades reveladas serem muitas e variadas quando estamos apenas a 1 semana do jogo inaugural da Liga. O facto desse o jogo ser em Alvalade e frente ao modesto Olhanense não serve de refrigério para os adeptos pelas razões que todos sabemos: nos últimos anos jogar em casa pode ser um verdadeiro inferno para a nossa equipa, especialmente quando as coisas correm mal. Provavelmente a capacidade de sofrimento de uma franja cada vez mais ruidosa parece ter-se esgotado e os adeptos sucumbem aos primeiros sinais de contrariedade.  Depois, e não menos preocupante, o facto de o Olhanense ser uma equipa bem orientada e capaz de encurtar por isso a distância que nos separa, resultante da nossa maior valia individual.

É justamente a moral quer dos adeptos quer dos jogadores que mais me preocupa nesta sequência infeliz. Não há derrotas moralizadoras e a amplitude dos estragos na confiança, quer de uns quer de outros, é uma séria ameaça neste inicio de época. Porque jogadores desmoralizados que adquiram o medo de falhar vão falhar mais vezes e em situações que normalmente não o fariam. E por que os adeptos descrentes tendem a deixar de contribuir para uma qualquer solução, agravando muitas vezes os problemas e normalmente os piores. 

Continuo a pensar que o Sporting ontem falhou mais por razões colectivas do que por erros individuais, mesmo sendo por vezes difícil de perceber o que, nestes casos, é o ovo e a galinha e qual nasce primeiro. Continuo também a pensar que é excessiva a forma como já se condenaram jogadores, quase sempre os mesmos. Seria aliás muito fácil nesta altura, avaliando as questões por este prisma, resolver os problemas do Sporting, mesmo que de forma dolorosa e onerosa. Substituíam-se os "cancros", como já alguns são apodados sem qualquer pudor, e vinham outros. Mas não é assim tão fácil.

Tomo como exemplo o primeiro golo de ontem. Embora sejam finalizado na esquerda é-me difícil de condenar apenas Evaldo. Revendo as imagens do lance verifico que, salvo melhor opinião, o lateral acorreu bem ao centro que saiu largo, saltando com um adversário que estava em condições de fazer o golo, tendo (Onyewu?) esquecido de acompanhar o movimento de afastamento de Baptista, que faria o golo. Se o adversário com quem Evaldo saltou fizesse o golo e o lateral tivesse ficado a “guardar” o segundo poste seria difícil ilibá-lo de responsabilidades e também concordaremos que não poderia estar nos dois sítios ao mesmo tempo. E entretanto ninguém se preocupou em saber porque apareceu Eliseu solto e com tanto tempo e à-vontade para fazer um centro perfeito. Podíamos analisar os restantes golos e chegar a conclusões semelhantes, não o faço apenas porque o post já acabará longo, espero que não fastidioso para os leitores.

Serve isto para lembrar que o futebol no relvado está longe de ser um ambiente laboratorial controlado. É feito de decisões tomadas em décimas de segundo e muitas vezes de forma instintiva. Uma boa articulação colectiva, que é adquirida pelo treino, é a única forma de tornar as equipas menos vulneráveis e expostas ao erro e/ou à menor valia individual deste ou daquele elemento. 

É precisamente esse o problema do actual Sporting. O pouco tempo de treino. A discussão se o Sporting mexeu mais do que devia no plantel, contribuindo para isso para a maior vulnerabilidade actual, se deveria ter planificado de forma diferente a pré-época (mais jogos, menos viagens, por exemplo), se escolheu os adversários adequados, etc, vale apenas pelo seu lado académico. A uma semana do inicio do campeonato importa mais perceber como conter os danos. O que, convenhamos, é de muito difícil diagnóstico. 

Não tem sido apenas o pouco tempo por si só a contribuir para a nossa fragilidade, que não é apenas defensiva, como ontem ficou mais uma vez evidente. Por exemplo, o elevado número de jogadores indisponíveis que poderiam contribuir para a melhoria da construção do nosso jogo ofensivo – Izmalov, Matias e Aguiar – funciona como um verdadeiro flagelo. Ontem apenas a entrada do minúsculo mas talentoso André Martins e a subida no terreno de André Santos, com a entrada de Rinaudo, permitiu não só estabilizar defensivamente o meio-campo como dar mais algum comprimento ao nosso jogo. Por outro lado jogadores tidos como importantes, para lá dos já citados, como Bojinov, Onyewu, Capel, Jeffren (já vamos em 7, mais de meia equipa) ou estão lesionados ou sem qualquer ritmo ou ligação ao colectivo. Acabou por ser a revolta irreverente dos mais novos (bons apontamentos de Carrilo e sobretudo de Rúbio) a dar alguma cor na segunda parte. 

Independentemente de qualquer infortúnio ou lamento o Sporting tem que se apresentar em campo no próximo sábado para vencer. Precisa de subir muito de produção em todos os momentos do jogo e é isso que é objecto de maior dúvida na cabeça dos adeptos e seguramente dos dirigentes e até do treinador. A sorte assumirá também um papel importante, até porque estamos a falar de um jogo, com toda a sua imprevisibilidade. Ontem mesmo, com todas as deficiências, podíamos ter marcado primeiro (falhanço inacreditável de Wolfswinkel, e já tínhamos o remate mais perigoso, por André Santos, que ontem esteve enorme), podíamos ter empatado (penalty nítido perdoado a De Michellis) escrevendo uma história final do jogo que seria seguramente diferente.

As coisas não estão fáceis para Domingos, que pede paciência. Mas sabemos, ele também o sabe, que o futebol e paciência não têm casamentos felizes, não faltando porém exemplos felizes dos seus frutos. Hoje mais uma vez o tempo joga contra nós logo, tendo em conta que a Udinese tem 24 horas de descanso nas pernas e nós acumulamos o cansaço e a apreensão que o jogo de ontem deixou no corpo e na cabeça. 

Acontece que o Sporting tem de começar a construir tudo o que andou a destruir nos últimos anos e parece ter matéria-prima para dar o pontapé para a frente tão ansiado. A época que agora se inicia será com toda a certeza definidora daquilo que serão os próximos anos na história do Sporting.  

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Málaga: um Ruud teste para o Sporting

O Sporting inicia hoje o fim do primeiro ciclo de preparação da época 2011/12 com a disputa do Ramon Carranza. Antes da descoberta dos actuais caminhos marítimos do extremo oriente ou das Américas, marcando a era da globalização era um dos torneios mais prestigiados do verão futebolístico europeu. Terá como adversário na disputa à chagada à final o Málaga, de Pelegrini, renovado com petrodolares que lhe permitiram um plantel que ostenta luxo das arábias. Gastou mais de 60 milhões de euros num lote de jogadores onde se incluem Toulalan, Cazorla, Nistelrooy, Buonanotte, que se juntaram a Batista, De Michelis e Rondon. Colecciona até agora vitórias em todos os 6 jogos disputados.

Do que tenho seguido do Málaga é até bem possível que as dificuldades sejam maiores, mesmo que de diferente natureza, das vividas com o Valência. O dinheiro porém não é tudo e espero que o Sporting deixe isso bem vincado em campo. Será contudo um “Ruud teste” que servirá para aferir de que massa é feita esta nova equipa do Sporting.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

A defesa que o Sporting precisa e ainda não tem

Bastou um jogo que correu mal, muito mal, para se concluir de imediato e sem qualquer remissão, que o Sporting não tem defesa à altura das suas ambições para a Liga 2011/12. Os comentadores assim o deliberaram e os adeptos, na sua maioria, ratificaram a decisão. 

E para se ver como a opinião do dos adeptos é permeável à dos comentadores que, na sua generalidade, percebem muito pouco do jogo, é fácil notar a inflexão da época passada para a presente. 

O ano passado o principal problema era a altura, apesar de termos nos quadros Coelho e Torsiglieri que, mais o primeiro que o segundo, poucas vezes mereceram a confiança do treinador, e apesar de serem dos mais altos do plantel e até da Liga. Das apreciações mais notáveis sobre a qualidade dos defesas do Sporting retive a afirmação de um dos “excelsos” comentadores da nossa praça que a fraca qualidade dos centrais do Sporting se via pelos golos que não marcavam!!!

Este ano o problema é a velocidade, obviamente por causa do jogo com o Valência. Exige-se um central veloz – Obiquelu poderá fazer uma perninha? - fazem-se comparações com os centrais dos rivais identificando-se de imediato que nos falta um central de referência. Como o Luisão por exemplo. Exacto, o mesmo Luisão do SLB, da equipa que no ano passado sofreu tantos golos como um dos piores Sportings de que há memória. 

Porque se fala agora tanto em velocidade, e se fazem comparações imediatas quando ninguém sabe na verdade se Rolando, Maicon ou Garay – que têm à partida uma vantagem, não jogam no Sporting!  - são mais velozes que Oniewu, Carriço ou Rodriguez? Os Sportinguistas pedem agora um central como André Cruz. O André Cruz de 1,82m e que de veloz tinha muito pouco? Imaginemos pois que Carlos Freitas comprava agora um jogador com a mesma categoria do brasileiro mas com estas características físicas. O que diriam os Sportinguistas? Pelo menos “mais um anão”… 

É óbvio que o Sporting não tem ainda uma defesa consolidada. Mas não estará assim tão longe de o conseguir pelo menos ao nível do quarteto que a compõe. De repente todos parecem ser vítimas de uma amnésia que impede de constatar que falta apenas Moisés para ficar completo uma das defesas mais sólidas dos últimos anos, treinada em Braga, precisamente por Domingos. Por enviesados e depreciativos que sejam os julgamentos, Polga e muito menos Carriço são inferiores a Moisés. 

Não é apenas o processo defensivo que não está consolidado numa equipa com cerca de um mês de trabalho, é todo o seu jogo. Mas, conhecendo como se conhece o trabalho de Domingos, este será uma das bases do jogo do Sporting. É minha convicção que este será construído de baixo para cima, alicerçado em grande capacidade defensiva que, como se nota já, Domingos pretende que comece assim que se perde a bola e não de forma limitada, visando apenas defender a baliza. 

Para que haja sucesso é preciso que o trabalho continue no campo mas é imprescindível que haja também serenidade nos julgamentos que se fazem da bancada. Para o Sporting ser mais forte que nos anos anteriores precisa da competência que procurou no novo treinador, de liderança nos gabinetes e de serenidade na bancada. Só igualando em estabilidade o actual campeão nacional, desarmadilhando-se internamente o Sporting, se aliviará dos lastros que o empurram tabela abaixo. É essa a defesa que o Sporting precisa e ainda não tem.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Bojinov, camisola 7


O jogador Bojinov no decurso do presente mês de Agosto seguirá um plano de treino específico, não estando prevista a sua participação em competição durante este período. Este programa individualizado será constituído por trabalho no ginásio, e também no terreno, e será efectuado sob a responsabilidade da Direcção Clínica, em articulação com o Departamento Técnico.

Este tipo de trabalho já se iniciou e as razões que o ditam já haviam sido identificadas. Resultam da avaliação realizada à condição física do jogador. Trata-se de um desequilíbrio muscular que explica a lombalgia de esforço responsável pelo seu afastamento recente do programa regular de treino.

Lembramos que este tipo de procedimento é comum e já tem ocorrido em outras épocas com outros jogadores. Trata-se de uma preparação baseada em treino específico e individualizado, realizada numa fase inicial da época, comportando também objectivos preventivos e de preparação integral para a competição.

Direcção Clínica
01 de Agosto de 2011

Neste caso faria duas coisas:
1- Tendo em conta tratar-se de um jogador recentemente contratado esclareceria melhor a natureza da lesão, nomeadamente se esta ocorreu já depois do inicio da época, ou se se trata de uma situação recorrente ou crónica e que terá a ver com alguma especificidade física do atleta.

2- Não sendo supersticioso, mesmo assim trocava-lhe o número da camisola.

Apresentação: O que correu mal e o que esperar a seguir

O Significado da derrota

O jogo de apresentação de sábado assemelhar-se-à à experiência de alguém que, cheio de sede, bebe de forma incauta e sôfrega um copo de um óleo viscoso e intragável pensando tratar-se de um copo de água fresca. É uma experiência desagradável e, não sendo letal ou incapacitante, e colhidos os devidos ensinamentos, constituirá memória suficiente para que o erro não se repita no futuro.

Apesar de traumática a derrota ante o Valência pode também ter sido uma derrota importante, quem sabe a mais importante da época. Por maior que tenha sido a ferida no orgulho nada perdemos, não faz qualquer sentido pensar o contrário. Faz sentido é perceber que há muito trabalho pela frente, lembrando que o forte Valência de ontem foi também o mesmo que na Áustria levou 1-4 do Rapid. É ainda cedo para cortar os pulsos mas um banho de fria realidade não fará mal a ninguém. Há uma equipa para construir e temos que estar preparados para as contrariedades.

O que foi afinal assim tão diferente do jogo de Toronto? (Quase tudo!)

1- Começamos desde logo por ter mais olhos que barriga. Seria mais aconselhável, nas actuais circunstâncias, ter escolhido um adversário menos exigente. 

2- Depois há que olhar para o adversário, muito melhor preparado e orientado que a Juventus. E é-me difícil imaginar a postura do Valência de ontem, exibida desde o primeiro minuto, sem que tenha tido conhecimento prévio da forma como jogamos. Isto é, seguramente que houve o visionamento prévio do jogo com a Juve. Fatalmente para nós o Valência levou a sério o jogo e a sua atitude competitiva nada teve de particular ou amigável, como se costumam chamar estes jogos.

3- O ambiente feérico e de grande intensidade emocional certamente também terá pesado, sobretudo na concentração, em particular nos momentos iniciais, onde até sofremos 1 golo e podíamos ter levado mais. Já o Valência atirava a bola ao poste e nas cabeças dos jogadores estavam as emoções das palmas de um estádio cheio e vibrante.

4- Mas olhemos sobretudo às razões que têm a ver estritamente com o futebol:

Das grandes virtudes apontadas no jogo com os italianos - a forma como encurtamos o campo, subindo a defesa e a pressão exercida sobre o adversário – parecem hoje merecer a condenação geral. E de certa forma com razão porque qualquer sistema, por melhor que seja em teoria, não resiste a uma má prática. 

A linha da defesa esteve subida mas uma deficiente articulação, em particular do lado esquerdo, ( a escolha deste lado não deve ter sido inocente, dai a conclusão de que Unai Emeri já nos tinha visto jogar) fazia desaparecer o efeito do fora-de-jogo. A agravar os erros na extrema defesa a pressão sobre o adversário não era feita ou chegava sempre tarde, em particular ao portador da bola na hora, permitindo constantes lançamentos nas costas dos nossos defesas. Ao contrário dos italianos, os levantinos não optaram por tentar jogar de pé para pé, em passes mais curtos, mas com simples lançamentos directos, escapando à acção, mesmo que deficiente, dos nossos médios. Sem fora-de-jogo que nos valesse e tendo a desvantagem dos nossos defesas ainda terem que efectuar a rotação para correr atrás dos expressos de Valência fomos sendo batidos consecutivamente, de forma confrangedora. É fácil culpar apenas a defesa, mas o erro é essencialmente colectivo.

Mas o futebol, na sua imprevisibilidade que o torna tão apetecível pelo mundo inteiro, pregaria as suas partidas. Apesar de parecer eminente um golo resultante de um desses lançamentos directos, o golo inicial surgiria de um lançamento lateral numa série de falhas individuais a roçar o caricato. Não deixa de ser "interessante" notar que, logo agora que tínhamos a altura na defesa tão pretendida pelos adeptos, sejamos goleados por uma equipa de avançados minorcas.

Podia ser um jogo interessante se conseguíssemos dispor das mesmas armas. Mas sem a mesma velocidade na frente e com Rinaudo e Schaars sufocados, os lançamentos longos nunca foram opção. E sem apoios e sem linhas de passe poucas vezes conseguimos progredir e a bola voltava invariavelmente aos pés do Valência, recomeçando logo aí nova tortura para as bancadas repletas de adeptos atónitos.

O que esperar a seguir


O papel dos adeptos
Não é ainda tempo de conclusões, por nítida extemporaneidade. É isso que espero dos adeptos para os jogadores acabados de chegar, obviamente para o treinador e também para os que já estavam no plantel e que são, alguns deles, objecto de ódios de estimação a merecer estudo psiquiátrico. Para os que querem e exigem um novo começo, uma nova atitude, uma nova página, que tal começarem já hoje por abandonar as velhas posturas? Assobiar jogadores num jogo de apresentação, com um mês de preparação, dificilmente pode ser encarado como um contributo para o sucesso. O ano passado, em altura semelhante, ganhamos a grandes equipas, ganhamos na apresentação ao Lyon e a época foi o que se sabe. Não é a opinião dos adeptos sobre os jogadores que mais conta para termos sucesso, desde que das bancadas não se tolham os jogadores e não se faça da bola nos pés um ferro em brasa. Alvalade tem de voltar a ser um inferno mas apenas para os adversários e não para os nossos. Quantos treinos e jogos tem este grupo em conjunto? Quantos dos jogadores de quem mais se espera acabaram de chegar ou ainda nem treinaram?

Sempre fomos, do grupo de candidatos ao título onde não nos podem excluir, o que parte atrás. Quem deixou de pensar o contrário vive em delírio pouco recomendável. Esse é aliás um estatuto que nos convém como estratégia. A época será longa e difícil, a menos que queiramos acabar com ela já por não termos, como adeptos, estofo para aguentar as contrariedades e os reveses que, inevitavelmente, vão surgir.  

O papel do treinador
Obviamente que o foco estará agora no treinador e na resposta que dará de seguida. Ao contrário do que aconteceu o ano passado, quando surgiram as primeiras contrariedades, não espero que Domingos desate e trocar de jogadores e estratégia, prolongando a pré-época para lá do Natal. Espero uma resposta serena, própria de quem confia na qualidade do seu trabalho, na sua competência e na da sua avaliação sobre a qualidade dos jogadores ao seu dispor. Agrada-me sobremaneira verificar que Domingos não pensa com a cabeça da bancada, mas sim apenas com a sua.

A minha posição pessoal
A derrota de sábado não me soube bem mas não me apanhou desprevenido nem me retirou a esperança de ver o Sporting a caminho do lugar que merece. A minha primeira e única exigência mantém-se actual e possível; encurtar as distâncias do fosso em que nos deixamos cair nos últimos anos, sendo o futebol de qualidade o caminho mais curto para o alcançar. Não acredito em fatalismos, mas sim em competência.

sábado, 30 de julho de 2011

Refrear ânimos


Festa? Só na bancada...



Ao invés de chanfana ou do cabrito assado, saiu-nos uma bela duma arrozada... à valenciana.

Nem tudo foi mau no jogo de apresentação do Leão. É certo que os jogadores leoninos foram solidários com o exemplar de quatro patas e apresentaram-se quase sempre enjaulados por uma pressão alta do Valência, que cedo, devolveu o veneno que o Sporting tinha dado a experimentar à Juventus. Nunca os pupilos de Domingos conseguiram verdadeiramente superar essa dificuldade. Já lá vamos… Antes, impõe a verdade que se diga que, no primeiro jogo em Alvalade, confirmou-se a invasão de adeptos que se perspectivava. Foi nas bancadas repletas, de resto, que se registou a (única) boa surpresa da noite, já que estiveram 49.000 almas sequiosas de ver o Sporting de volta. Mas hoje os adeptos presentes no Estádio José Alvalade viram o Sporting fazer gazeta.

A primeira parte foi lastimável, com os já identificados buracos nas laterais, principalmente a esquerda (que continua a ser um autentico passador para jogadores adversários), a sinalizar o ainda muito trabalho que Domingos tem por fazer. Defensivamente, o sector que se dizia mais alinhavado, demonstrou muitas fragilidades. Sim, precisamos algures por ali, de um huno, que imponha respeito ao inimigo, mas só isso não chega. Em posse o SCP raramente conseguiu sair da sua zona defensiva com a bola dominada e quando a perdia, fazia-o demasiado cedo e perto da sua área. Depois, pernas para agarrar os velozes avançados espanhóis, lançados a todo o gás e com espaço para avançar livremente na direcção de Patrício, foi coisa que o quarteto defensivo nunca conseguiu demonstrar. Rinaudo bem recuava, na vã tentativa de comunicar com a restante equipa, mas esta mantinha-se teimosamente afastada dos colegas da defesa e do trinco argentino. A constante recuperação da bola e consequentes ataques valencianos sucediam-se a um ritmo avassalador e o marcador foi subindo, com alguma facilidade. O resultado ao intervalo não espantava.

Na segunda parte o jogo abrandou, e nesse ritmo mais pastelão, lá conseguimos equilibrar ‘a coisa’. Não chegou para disfarçar um resultado pesado, numa altura que permite corrigir erros, refrear os ânimos e trabalhar com mais afinco. Se o entusiasmo após o Jogo de Toronto não era adequado, esta ‘desilusão’ caseira, também não deverá fazer mossa na nossa crença.

De qualquer forma, a dúvida sobre o que vale este Sporting actualmente foi lançada. Agora, venha o Ramon de Carranza, para tirar mais conclusões.

Nota final para as combinações da segunda-parte na faixa direita após entrada de Pereirinha e, mais tarde, Carillo. Dentro do relvado, foi das poucas coisas agradáveis de se ver…

Jeffren? Isto sim era uma boa prenda!

Há dias dizia aqui que a possibilidade de Bendtner se tornar leão era tão real como a credibilidade da fonte que dá a noticia. Hoje ao ler as primeiras dos desportivos e ver a unanimidade que Jeffren Suarez Bermudez provoca, sendo dado como certo (ou bem encaminhado) no plantel do próximo ano obrigou-me a efectuar dois rituais: beliscar-me, para ter a certeza que não estou a sonhar e de seguida verificar se não é dia 1 de Abril.

Tendo concluído que nenhuma das 2 condições ocorria resta-me aguardar que a noticia se confirme para declarar que o Sporting, a ser verdade, contraria um grande talento, daqueles que vale a pena ir ao estádio para ver jogar, resolvendo bem, e talvez com ganhos, a "questão Quaresma". Conseguindo fazer reverter esse talento em favor da equipa o Sporting não só ficaria mais forte como daria ainda mais razões aos seus adeptos para irem ao estádio. Magia é coisa que não falta nos pés de Jeffren! 

Esta é no entanto uma noticia para saborear com cautela tendo em conta os nomes dos clubes que também disputam o jovem venezuelano naturalizado espanhol.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Bendtner, Pavliuchenko e outras surpresas

Segundo o Correio da Manhã anuncia hoje Nicklas Bendtner está a caminho do Sporting e será a grande surpresa  a apresentar no sábado frente ao Valência. Tendo em conta o histórico deste jornal estou crer que o avançado dinamarquês do Arsenal se tornará reforço do Sporting quando se concretizarem as aquisições de Pavlyuchenko, Bale e Tosic prometidas pelo mesmo jornal há cerca de um ano e meio. A ser verdade, e a avaliar pela ilustração do post, e pelas aquisições anteriores, o Sporting continua a reforçar-se no relvado e nas bancadas. 

Rumores é coisa que não faltam por estes dias que antecedem a apresentação do Sporting aos associados sendo Guardado um dos nomes mais falados nos últimos dias. A avaliar pelas últimas noticias essa foi uma hipótese que o Deportivo da Coruña acabou por deixar cair ao não aceder à proposta apresentada pelo Sporting que entretanto "fechou" com Capel. Não me parece que se gaste mais dinheiro num "cromo repetido".

Não sei se à apresentação de sábado do plantel acrescerá a presença de alguma surpresa. Como Sportinguista mais do que surpresas para os sócios e adeptos espero que guardemos o melhor para os nossos adversários quando com eles disputarmos os pontos em campo.

Para os que ainda não se decidiram a assistir ao jogo de apresentação e assim se juntarem à festa que pretende ser a do regresso de um leão ambicioso a casa lembro que, tal como em outras ocasiões, não é de fiar que a totalidade dos detentores de gamebox estejam presentes. E no mesmo sentido de proporcionar um acolhimento entusiástico aos jogadores a festa começa às 19:30h.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

O que disse a digressão ao Canadá


A deslocação a Toronto, no final do estágio na Holanda, foi seguramente um sacrifício pouco recomendável do ponto de vista técnico – cansaço acumulado, exponenciado pelas diferenças horárias, viagens longas – mas foi também com certeza um sacrifício que os Sportinguistas da outra margem do Atlântico mereceram. Um clube que tem tantos adeptos espalhados pelo mundo tem, de quando em vez, de se prontificar em demonstrar na prática que, se a oportunidade surge, não se esquece de ninguém. Nesse sentido, a ida a Toronto teria no final sempre um balanço positivo, fosse qual fosse o resultado do jogo a realizar.

Felizmente que a digressão relâmpago foi muito mais do apenas um bom convívio entre Sportinguistas. As opiniões desaguam quase todas no mesmo sentido, numa unanimidade quase inversa à das últimas épocas: esta equipa está melhor e parece ser capaz de representar cabalmente as ambições do clube. Ninguém no seu perfeito juízo afirmará que é o principal candidato ao título mas, nas mesmas circunstâncias, ninguém para já nos exclui desse lote. Uma significativa melhoria, pode-se considerar. 

Será apenas boa vontade nas análises ou o há efectivamente uma melhoria óbvia? Bom, o Sporting desabituou sócios, adeptos e opinion makers a levarem-no a sério que a boa vontade é quase excluída à partida. O que há de tão diferente assim?

Em primeiro lugar é incontornável a mudança de paradigma resultante das eleições recentes. Há que reconhecê-lo sem sofismas que, seguindo uma lógica e uma estratégia previamente delineada, (que pode sempre merecer ou não concordância), que se trabalhou bem no sentido de o plantel às ordens de Domingos ter a sua estrutura montada na hora da época começar. Nesse sentido partimos em igualdade ou talvez à frente dos demais. Por força da pouca exposição dos nossos jogadores, não é crível grande apetite do mercado sobre o nosso plantel, ao contrário do que ainda pode acontecer no FCP, por exemplo. Nem temos a baderna do nosso rival, com uma estratégia pouco coerente, a conflitualidade latente num capitão e peça fulcral da estrutura, pese embora reconhecer que tem soluções individuais de qualidade.

Em segundo são já óbvios os bons princípios e a coerência no trabalho de Domingos ao começar pelas fundações. Como ao longo da última época fomos incansavelmente repetindo, não era a qualidade individual dos defesas do Sporting a principal razão para o número elevado de golos que sofremos mas sim a qualidade do jogo colectivo, cujo treino, em alguns aspectos, parecia inexistente. A prová-lo está o facto de, com praticamente os mesmos jogadores, o Sporting consentir muito menos perigo na sua área, mas sobretudo parecer muito menos exposto. Mas, mais do que isso, vislumbra-se já que o Sporting este ano será menos passivo no que ao jogo diz respeito, dará muito menos espaço e tempo ao adversário, gerirá melhor e de forma mais ambiciosa a posse da bola e estará muito melhor organizado quando a perder. 

Faltam ainda os últimos 20/30 metros no nosso jogo. Daí que, no jogo de Toronto, seja muito difícil de avaliar a qualidade dos nossos jogadores mais avançados. Creio que será aí que se jogará a nossa sorte no actual campeonato. E não deixa de ser curioso que sempre foi nesse plano que residiram as minhas dúvidas sobre as capacidades de Domingos. No ano em que foi segundo, até ao último terço do campeonato, sempre me pareceu que o Braga acabava por ganhar fruto da sorte, até me convencer que ninguém ganha tantas vezes apenas com sorte. Como os jogadores que ainda falta incorporar são precisamente aqueles de quem se espera a magia, em particular Matias, Capel, ou que Bojinov e Izmailov, em melhor estado físico, ofereçam mais soluções, as esperanças são mais que legitimas. Mais ainda quando se olha para o plantel e se parece vislumbrar mais opções e equilíbrio.

À atenção de todos os Sportinguistas do Norte do País:

  • EXCURSÃO SPORTING VS VALÊNCIA :: 30 de JULHO

Tabela de Preços

  Viagem  Bilhete + Viagem
 Sócios do Solar do Norte
15 €
25 €
 Não-sócios do Solar do Norte
 20 €
30 €


Condições

1) Os bilhetes atribuídos aos núcleos são para o sector B31 e os lugares limitados à capacidade do mesmo.

2) As reservas estão abertas até às 12:00 horas do dia 27 de Julho.

3) Após o dia 27 de Julho, logo que possível será informado (email e/ou sms) do estado da sua reserva.

4) Os lugares na camioneta são limitados:
4.1) As reservas serão ordenadas pela data/hora de submissão do formulário;

4.2) As reservas efectuadas depois ultrapassado o limite de lugares serão consideradas "suplentes" e as pessoas contactadas no caso de ocorrência de desistências.  

5) São elegíveis os sócios do Solar do Norte com as quotas em dia até ao mês de Junho ou sócios de Núcleos Sportinguistas parceiros.

6) O pagamento é efectuado no dia da excursão à entrada na camioneta.

7) Os bilhetes serão entregues em Alvalade.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Dossiers dificeís. O que fazer?

Saleiro desfez a ligação que o unia ao Sporting e ruma ao recuperado Servette, onde vai encontrar João Alves e Costinha. Faço votos de felicidades a quem serviu sempre com dignidade e elevado profissionalismo. Especialmente na época passada, em que foi frequentemente usado como peão de brega para empatar tempo. Sai sem ter tido, ao contrário de outros, a verdadeira oportunidade para mostrar o seu valor, mas sem nunca ter tido uma demonstração de agastamento. Por isso, em consciência, não sei o que perdemos e se perdemos. Fico sem perceber se foi o facto de ter sido mais um dos muitos profissionais que se cruzaram com o clube num momento pouco propicio que obstou à sua afirmação, ou se foi apenas a insuficiente capacidade para o lugar. Boa sorte Saleiro, é bem merecida.

Vítor Golas vai para Penafiel. Tendo em conta o quadro de guarda-redes que vai encontrar é bem capaz se ser titular, pese embora os muitos quilómetros de Riça. É um ugrade importante para um miúdo que o ano passado comeu o pão que o diabo amassou no Boavista. Não me parece que a sub-cave dos quadros de competição sejam o local indicado para a continuação da formação de jovens. Quem assim pensa não deve ver há muito um jogo disputado a esse nível.

Continuam porém sem resolver casos mais bicudos do que qualquer um dos dois nomes antes aludidos e com maior impacto na folha de vencimentos. Caneira, Vukcevic e Zapater serão ainda vistos em Alvalade na próxima época? E porque é tão difícil rescindir com Purovic?

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Capel: nem Juve, nem Inter, nem Totenham

Falta apenas a confirmação oficial e, não sendo provável a reprovação nos exames médicos, Diego Capel será jogador do Sporting nas próximas 5 temporadas. Tal como havia afirmado anteriormente trata-se de um negócio pouco provável de se poder ter realizado há alguns meses atrás. Trata-se de um jogador que ainda há bom pouco tempo era relacionado com clubes como Inter de Milão, Totenham, Juventus ou até os outrora falados Real Madrid e Barcelona. 

Há um sintoma evidente que o valor do jogador decresceu aos olhos do mercado, por força de uma aparente estagnação da ascensão meteórica registada desde a sua chegada à equipa principal do Sevilha. É essa a oportunidade que o Sporting agarrou com 2 mãos, restando esperar que o técnico que o dispensou, Marcelino Toral,  mantenha o mesmo olho clínico que o levou a ter e dispensar, sem qualquer aproveitamento, Fábio Coentrão, que entretanto se tornou num dos defesas mais caros de sempre e faz a viagem inversa à que agora efectuou Diego Capel. Oxalá o Sporting tenha encontrado o onze há tanto tempo perdido. Boa Sorte Capel.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Parece que o Sporting retrocedeu 4 anos

Tal como dizia aqui ontem é ainda cedo para retirar conclusões definitivas sobre a capacidade da equipa do Sporting. Percebe-se desde já, no entanto, que o jogo de ontem, mesmo com um adversário frágil, que o futebol do Sporting se distanciará do caos táctico, das correrias loucas mas pouco objectivas do futebol do ano passado. Tudo indica que, na lógica de que se é expectável que as dificuldades  aumentem também as soluções sigam no mesmo sentido com mais treino e entrosamento, o Sporting de 2011/12 será uma equipa mais personalizada, mais difícil de ser surpreendida. É ainda cedo para saber se o crescimento que se intui é suficiente para anular a diferença para os campeões dos últimos dois anos e se estes estarão ao nível então exibido.

Dou comigo a pensar que o Sporting retrocedeu uns 4 anos, quando Paulo Bento assumiu a responsabilidade de formar o seu primeiro plantel. Depois de ter contido os danos pelos efeitos devastadores da desilusão pela forma inglória como se perderam um campeonato e a Taça UEFA, o actual seleccionador parecia capaz, tal como Domingos hoje, de reorganizar o futebol do Sporting, que vira em pouco tempo ruir uma estrutura que ficou a escassa distância de colher preciosos ganhos. Tal como então hoje tudo está a recomeçar e tudo indica que há razões para os Sportinguistas olharem a próxima época com moderado optimismo, dando conta que nem sempre retroceder significa andar para trás.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O encanto da primeira vez

O Sporting mostrou-se hoje pela primeira vez aos seus adeptos num jogo que marca também o final do estágio na Holanda sendo por isso muito cedo para tirar conclusões definitivas. Mas podem-se perceber algumas linhas mestras do que pretende Domingos do Sporting desta época: uma equipa mais compacta, com sectores menos distantes entre si e menos passiva no que á procura da bola diz respeito. É verdade que o oponente era demasiado frágil para oferecer grandes dificuldades ao teste de hoje mas é sintomático que a baliza do Sporting praticamente não correu perigo durante os noventa minutos.


Aparentemente o treinador, sendo fiel ao seu registo, parece ter-se concentrado na construção de baixo (defesa) para cima (ataque) o que, além de ser o mais aconselhável, é também mais fácil de realizar. Falta-me ainda perceber melhor como se construirá o ataque do Sporting, até porque há elementos considerados nucleares que ainda não se puderam observar, como Aguiar, Bojinov e Matias. Para essa dificuldade de análise contribuiu a forma pouco atenta com que visionei o jogo, agravado pela exiguidade de um streaming que até era de boa qualidade.


Notas: Quando toda a gente parece preocupada com a truta que há-de vir não pude deixar de reparar que dificilmente se pudera contar com muito mais do que vimos o ano passado a Evaldo, um dos pontos frágeis da equipa. Sendo Turam a alternativa que se fala, terá que ser um jogador muito mais maduro que a sua idade pode levar a supor para me deixar dormir tranquilo sobre o lado esquerdo. 

Falando em maturidade achei muito interessante, no pouco que vi, a atitude de Rúbio, que me parece muito mais maduro do que é vulgar ver na sua idade.

Rinaudo pareceu-me ser um 6 que oferecerá muita segurança à frente da defesa e Schaars tenho que rever para perceber melhor. 

Só vi Wolfsvinkel no penalty e Postiga está com a corda toda. 

Prevejo como muito difícil a vida de Rodriguez e Onyewu para roubar a titularidade a Carriço e Polga.

Mais um campeão europeu na rota de Alvalade?

Diego Capell a um passo do Sporting é a noticia do momento.  Pode o veloz extremo andaluz constituir uma mais valia para o Sporting?

Pedigree é coisa que não falta a Capel. Frequentou as escolas do Barcelona desde os 12 anos, onde teve uma passagem meteórica, por inadaptação mas haveria de ser repescado pelo Sevilha, onde se estreou em 2004, como sénior. É internacional espanhol nas selecções de formação, onde alcançou o ouro europeu nos sub-17 campeão, titulo que repetiu recentemente em sub-21 onde jogou 13 minutos em 4 jogos, fazendo uma assistência decisiva. Colecciona já uma internacionalização A num amistoso com a Dinamarca, em 2008, com Aragonez no comando.

O negócio não está ainda fechado e, como é obvio, só será possível porque o Capel não se afirmou no Sevilla ou então a sua aquisição seria impensável para o Sporting. A trajectória do extremo é nitidamente descendente e, sem ilibar as responsabilidades que lhe serão próprias, há que salientar que ela tem sido paralela ao do Sevilla, em particular no atribulado último ano, com sucessivas mudanças de treinadores. 

Trata-se de um jogador nitidamente à procura da afirmação, característica importante para nós, tendo em conta que será sempre uma operação cara, mesmo que seja concluída sem a posse integral do passe. No seu tempo de ascensão no Sevilha, que nos últimos anos tem sido uma fábrica de talentos como Reyes, Jesús Navas, Sergio Ramos e o malogrado Antonio Puerta, foi considerado o “extremo perfeito”, quer pela rapidez com chegava à linha de fundo, quer pela facilidade com traçava diagonais mortíferas, saindo disparado da linha lateral para o interior. Foi muitas vezes comparado com Reys e Futre.

Deste jogador retenho na memória a eliminatória do ano passado de acesso à Champions, quando o Sevilla se cruzou com o SCBraga. É portanto conhecido de Domingos. Lembro-me de ter saído do banco, numa altura em que a sua equipa, em desvantagem na eliminatória e sem conseguir exercer o domínio que previa sobre os arsenalistas. Depois de dois ou três raides pela extrema esquerda a equipa bracarense reconstituiu os seus equilíbrio e Capel acabou por desaparecer paulatinamente do jogo. Uma situação que será muito comum no campeonato nacional, onde o extremo acabará por encontrar dificuldades em todo semelhantes. Que, como convém lembrar, poderão ser mais facilmente superadas se houver uma boa organização colectiva.

A confirmar-se a contratação de Capel será a segunda vez este ano que o Sporting contrata um campeão europeu na categoria de sub-21, depois Stjin Schaars.

domingo, 10 de julho de 2011

O retrocesso de Pereirinha

Inesperadamente Pereirinha seguirá juntamente com o restante plantel para o estágio que amanhã se inicia na Holanda. Irá substituir o azarado João Gonçalves, a conta com “dores no joelho”. Tendo sido já dado como emprestado ao Olhanense o jogador vê-se subitamente confrontado com a possibilidade de “mostrar serviço” a Domingos Paciência que, ao que se disse, queria contar ele no Sporting de Braga na época passada.

Que significado atribuir a esta chamada? É de facto uma porta que se abre a um jogador que já deu provas de talento, mesmo que não de forma consistente ao ponto de ainda não se ter afirmado? Ou é mais um passo a concorrer para o adiamento da sua afirmação, e, atendendo ao tempo que lhe resta de contrato, o entreabrir da porta de saída de Alvalade?

Antes de mais é necessário contextualizar a chamada tardia do jogador. Vem para substituir um colega lesionado que teria que disputar o lugar de defesa direito com João Pereira. Isto é Pereirinha chega como terceira opção e para um lugar ao qual foi adaptado, lugar esse que, na minha opinião, nem é o que melhor desempenha.*  Acresce ainda a indefinição quanto à chamada: depende da evolução da situação de João Gonçalves que, a ser favorável, significará o bilhete de regresso a Olhão ou é definitivo?  Não sabendo o que sabe o jogador, convenhamos que não é propriamente um cenário promissor para o atleta.

Acontece que, tal como afirmei acima, este é um ano importante para Pereirinha. Com apenas mais um ano de contrato, poder passar a época à sombra de João Pereira que, com justiça face às disponibilidades, se viu promovido a titular da selecção nacional, não é propriamente o cenário ideal. Passar mais um ano sem jogar significará o recrudescer das análises rudimentares em que o futebol é fértil: se não joga não presta. A sua ida para Olhão, trabalhando com um treinador como Faquirá, e num plantel que lhe permitiria brilhar, parecia-me uma oportunidade interessante, mesmo que em contradição com o que penso sobre o valor do atleta que, com uma melhor gestão da sua carreira por parte do clube, já poderia estar do lado dos valores seguros.

Aparentemente este regresso inesperado a casa tem tudo para ser um retrocesso para Pereirinha, agravado pela forma errática com que o clube gere a ligação mútua. Há contudo um lado favorável nesta conjuntura que é o da resposta do atleta. Olhando a ocasião pelo lado da oportunidade, Pereirinha pode contrariar o destino pouco auspicioso. O futebol está cheio de acasos como este que acabaram por redundar em sucessos inesperados contra as poucas probabilidades de sucesso.

* A propósito das qualidades de Pereirinha


E isto:

quinta-feira, 7 de julho de 2011

No máximo o terceiro lugar

A ideia está expressa no site brasileiro Trivela, num artigo que merece a pena ler. Os bolds são da minha autoria.

O Sporting penou bastante nas duas últimas temporadas. Não acertou a mão com treinadores e trouxe poucos reforços de real impacto - muitos dos contratados, aliás, de qualidade bem questionável. Tanto que quando Godinho Lopes venceu a eleição presidencial do clube em Março, chegou com o discurso da contratação de nomes fortes e de um técnico local, jovem e ambicioso. Quatro meses depois, não se pode dizer que os Leões não estão se mexendo, ainda que os efeitos dessa "movimentação" sejam uma incógnita.


Do fim da temporada até agora, foram cerca de dois meses (um pouco menos, talvez), e de lá para cá, chegaram 13 reforços, além do retorno de dois atletas (André Martins e João Gonçalves) que serão relacionados Poucos, é verdade, da safra "prometida" por Lopes durante a campanha eleitoral. Mas que desde já evidenciam algo que parecia certo nos últimos tempos, mas que não vinha sendo colocado em prática: era necessário mudar (ou, parafraseando um conhecido comentarista, "mudar de vez).

Segundo o presidente leonino, cerca de 20 milhões de euros - o orçamento previsto era de 30 milhões - já foram investidos em reforços. Ao mesmo tempo, outros jogadores foram liberados, para aliviar a folha de pagamento. Entre os nomes já trazidos, várias surpresas (algumas até positivas, outras passíveis de observação e, claro, jogadores que inicialmente soam como desnecessários) e somente um nome, por assim dizer, esperado (e prometido): o zagueiro peruano Alberto Rodríguez, trazido junto ao Braga.

No gol está o nome que, no primeiro momento, soa inexplicável. O Sporting já vinha com três goleiros e parecia decidido a manter Rui Patrício, Tiago e Vítor Golas. Eis que chega, do Marítimo, o arqueiro Marcelo Boeck. Em tese, para ser o reserva direto de Rui Patrício, mais ou menos nos moldes da vinda de Timo Hildebrand na última temporada. O alemão pouco atuou e não demorou a manifestar interesse em deixar Alvalade. Difícil imaginar em que espaço se situará o brasileiro oriundo da Ilha da Madeira.

A defesa, setor considerado um dos mais delicados da equipe, ganhou uma variedade interessante de opções. Na zaga, além de Rodriguez, chegam o norte-americano Oguchi Onyewu e o jovem colombiano Santiago Arias, de muito bom Sul-Americano Sub-20 pelos Cafeteros. Em princípio, o peruano e Onyewu devem desbancar Anderson Polga e Daniel Carriço e formar uma dupla mais forte do ponto de vista físico e técnico. Nas laterais, há o retorno de João Gonçalves para a direita e a vinda do francês Atila Turan.

No meio-campo, reforços que em sua maioria soam mais como apostas do que efetivamente certezas. O mais conhecido do público é Luís Aguiar, que estava no Peñarol e teve boa passagem pelo Braga. Stijn Schaars, oriundo do AZ, foi capitão do time holandês, destacou-se na campanha do título da Eredivisie em 2008/09 e esteve na Copa do Mundo passada. Tem características de liderança e criação que estavam em falta em Alvalade, mas necessitará acostumar-se ao ritmo do futebol português, já que passou toda a carreira na Holanda.

Mas ambos terão difícil concorrência, já que o russo Marat Izmailov, enfim, parece recuperado das lesões e polêmicas que abreviaram sua vida em Portugal e, em condições normais, é um natural titular. Além disso, há o irregular - mas reconhecidamente bom jogador - Matías Fernandez, provável concorrente de Aguiar - quando este retornar da operação a qual será submetido - e Schaars, caso a equipe atue com três homens no meio e somente um ligando o setor ao ataque. Já outro provável "rival", Simon Vukcevic está de saída.

Já Fabián Rinaudo é um volante que apesar de ter caído com o Gimnasia La Plata para a segunda divisão argentina, fora o grande nome da equipe, sendo até chamado para amistosos da Albiceleste. Deve fazer dupla com André Santos entre os titulares, uma vez que o setor de meias defensivos foi o que sofreu mais perdas, com as rescisões de Zapater, Maniche e Pedro Mendes. Esta última, aliás, talvez a dispensa mais inexplicável, vista a experiência do volante e o rendimento dele ser proporcionalmente melhor que grande parte do time.

À frente, "sobreviveram" Hélder Postiga e Yannick Djaló. Mas a dupla caseira terá séria concorrência. O nome mais rodado é o búlgaro Valeri Bojinov, de bons momentos no Parma nas últimas duas temporadas. Ricky van Wolfswinkel, ex-Utrecht, foi um dos principais goleadores da Eredivisie passada e tem a seu favor a capacidade de jogar também a meia-atacante. Já o peruano André Carrillo, grande esperança do futebol local, desponta como "mineirinho" do ataque. Sabe atuar em todos os lados do ataque, o que lhe pode ser um diferencial.

Mas as grandes perspectivas estão mesmo no banco, com o início da passagem de Domingos Paciência pelo Sporting. As credencias são as melhores, e até por isso, entende-se que o grupo com o qual contará tenha alguns de seus jogadores mais importantes da época de Braga, como os "antigos" João Pereira e Evaldo e os "novatos" Rodriguez e Aguiar. Além disso, o treinador ganhou uma variedade boa (em quantidade e qualidade) para testar na pré-temporada da Holanda, maior do que Paulo Bento (2009/10) e Paulo Sérgio (2010/11) tiveram.

Paciência já mostrou saber do riscado tático - algo que faltou aos Leões na temporada passada - e terá um grupo tecnicamente superior ao do Braga para trabalhar, ainda que com mais peças a encaixar. No entanto, não se pode esquecer que a base com a qual o técnico trabalhou no Minho já era bem experiente em gramados portugueses, enquanto o atual elenco tem diversos "novatos". E se ao norte a cobrança de resultados não era das maiores, sabe-se que, em Lisboa, o tempo e margem de erro serão curtas para repetir o feito no Braga.

Em meio aos reforços, houve o re-empréstimo de Wilson Eduardo, desta vez ao Olhanense. O jovem atacante teve ótima temporada cedido ao Beira-Mar, e tinha condições de ser ao menos testado na pré-temporada. Diogo Salomão, uma grata surpresa de 2010/11, foi emprestado ao Deportivo. Também poderia tranquilamente disputar posição entre os selecionáveis leoninos. Porém, a oportunidade na Espanha e a responsabilidade de ajudar o tradicional time de Coruña a voltar à elite pode ajudar-lhe no amadurecimento.

Depois de um bom tempo, o Sporting inicia uma temporada com alguma perspectiva. A possibilidade mais palpável de retornar à Liga dos Campeões, com a reconquista portuguesa da terceira vaga na competição, é hoje o foco principal da equipe - ainda que o discurso seja o da briga pelo título, atualmente ainda inviável, visto que sairá bem atrás de Porto e Benfica no tocante ao entrosamento do grupo. De qualquer forma, a intensa movimentação sportinguista pré-2011/12 é, já, uma boa surpresa para a temporada.

terça-feira, 5 de julho de 2011

O que diz a mais importante aquisição do Sporting

São as primeiras palavras de Domingos já de fato de macaco vestido. É obviamente um discurso de circunstância, entre o cautela e ambição, de acordo com a forma de estar do treinador ao longo da sua carreira. Há, para nós, Sportinguistas, uma mudança substancial ao nível do discurso e que não pode deixar de ser sublinhada. Quando perguntaram a Domingos se estava satisfeito com o plantel até agora à disposição, não esteve com meias palavras e disse não! Obviamente que o Sporting precisa mais do que apenas uma mudança de discurso, mas também é verdade que também começa por aí.
«O objectivo é procurar lutar pelo primeiro lugar. Pôr a luta a três é importante, é sinal que estamos envolvidos na luta, é para isso que estamos a trabalhar».

«Tenho uma equipa para fazer, porque houve a entrada de vários jogadores e, como tal, há um grupo a ser construído, uma equipa a ser construída para podermos lutar pelo primeiro lugar. Sabemos que vamos ter dificuldades, há dois adversários muito fortes que são o Benfica e o F.C. Porto».


«Houve uma preocupação em procurar o quanto antes organizar o plantel e, mais um ou dois jogadores e o plantel estará definido».

«O Sporting vai ter de jogar para ganhar se quer realmente lutar pelo primeiro lugar. É para isso que vamos trabalhar. Temos jogadores novos que estão a chegar, temos trabalho pela frente e esse trabalho passa por fazer um grupo forte, é para isso que serve esta pré-temporada».

«Temos consciência daquilo que precisamos. Também temos consciência daquilo que fizemos até agora em relação aos jogadores que entraram. Sentimos que havia necessidade de reforçar determinadas posições e essas posições foram reforçadas com a vinda desses jogadores. Estamos agora a trabalhar noutras duas posições e como tal vamos procurar o quanto antes que esses jogadores cheguem para ficarmos com o plantel fechado».

«Não. Por uma questão de equilíbrio, acho que ainda não está completo e pelas conversas que tenho tido com o Carlos [Freitas], com o presidente e com Luís Duque, sentimos que fazem falta mais dois jogadores para possamos estar equilibrados nas várias posições».

«Volto a referir, entraram novos jogadores, cabe-nos a nós a responsabilidade de fazermos uma equipa, de fazermos um grupo para lutar pelos objectivos do Sporting. É mais do que evidente que o Sporting tem de fazer mais e melhor do que fez a época passada. Algo tem de mudar para se alcançar o sucesso. Trabalhamos nesse sentido, temos jogadores, precisamos de uma equipa, vamos trabalhar».

«É evidente que tenho as minhas ideias, vou procurar que os jogadores assimilem o mais rapidamente possível aquilo que é o meu pensamento do jogo, é para isso que servem as pré-temporadas».

«Quando se contratam jogadores é apoiado no sistema de jogo e sempre numa alternativa. Os jogadores que vieram, vieram para um sistema, para um modelo de jogo e isso foi pensado a tempo e horas por mim e pelos responsáveis».

«O Sistema é aquele que melhor se adaptar às características dos jogadores, com o tempo vocês verão qual é o sistema, para os obrigar a estarem atentos àquilo que nós fazemos».

«Joguei sempre para ganhar e vou continuar a pensar da mesma forma, sabendo que o Sporting é uma equipa grande, que tem de pensar em assumir os jogos. Se tem um leque de jogadores de qualidade, é natural que tenha de assumir os jogos. É assim que penso: mais qualidade e o rendimento tem de ser outro e a abordagem aos jogos tem de ser outra, no sentido de ajudar a equipa a ganhar».

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Qual o real valor de Rinaudo?

Não sei quantos Sportinguistas tiveram a oportunidade de ver jogar Rinaudo para poder emitir uma opinião fundamentada sobre o seu valor. Mas não haja dúvidas que, das contratações anunciadas, é aquele que me parece estar a gerar mais entusiasmo. Às vezes há jogadores assim, não precisam de fazer nada para cair no goto dos adeptos e o argentino, pela sua forma de estar em campo, é um jogador que tem tudo para agradar aos adeptos, como ontem muito bem lembrava Carlos Freitas na hora da sua apresentação.

Confesso que ainda não consegui entrar na “onda Rinaudo” embora não deixe de reconhecer que, pelo preço que se anuncia, é um investimento de muito baixo risco. Para assim concluir basta lembrar que há já alguns anos o Tiuí nos custou mais de 600 mil euros por 50% do passe, logo mais caro que Rinaudo, que sempre é internacional argentino, valha isso o que valer.

Não posso, no entanto, deixar de relacionar a chegada de Rinaudo com a saída de Pedro Mendes. É verdade que o médio de Guimarães esteve pouco tempo disponível para a equipa, por força de lesões musculares consecutivas e isso deve ter sido um dos factores que mais concorreram para a ponderação da sua dispensa, juntamente com o facto de ser um dos jogadores de topo da folha salarial. Porque se fosse apenas o seu valor que estivesse em causa estou seguro que a mesma não ocorreria.

Com tudo isto é óbvio hoje que nem Pedro Mendes nem o Sporting se encontraram no melhor momento para que a relação fosse tão frutuosa como se podia esperar. E, sendo dos que não sabe quanto vale Rinaudo, termino concluindo que, se durante a época as suas actuações não me fizerem perguntar onde anda o Pedro Mendes o Sporting terá feito uma boa aquisição.

domingo, 3 de julho de 2011

Bojinov: uma promessa de... problemas?

Confesso a minha perplexidade quando ontem li o anúncio de Godinho Lopes: "Esperamos ter entre amanhã e segunda-feira anunciar dois jogadores e o plantel fica praticamente preenchido". Ora ou o presidente do Sporting dava como certos jogadores como Rinaudo, Luis Aguiar e Turam, e referia-se assim a outros dois jogadores - provavelmente o ponta-de-lança e ala que parecem faltar - ou, daqueles 3, só virá um e ia por água a baixo a aquisição de Diego Rúbio e, claro, do tal ala e ponta-de-lança.

Qualquer das interpretações é legitima, embora a primeira me pareça a que faz mais sentido. Até porque, e fazendo fé nos rumores, Rinaudo já estará em Lisboa desde ontem, Aguiar vem a caminho e o Sporting prepara-se para contratar Bojinov. Só falta saber para que funções, uma vez que o búlgaro não é um número 9 clássico, sendo mais usual vê-lo jogar das alas para o interior.

Confuso? Um pouco, mas faltam poucas horas para perceber melhor. Ou não...

Quem é Valeri Bojinov
Trata-se de um esquerdino robusto que também pode jogar do lado direito, com remate poderoso e que também finaliza bem, como indicam os seus mais de 30 golos nas várias épocas na série A italiana. Tem 25 anos e tarda em confirmar o estatuto de grande jogador que lhe era augurado quando, em 2007, foi transferido para os azuis de Manchester. Tal como muitos bons jogadores que por lá têm passado, não triunfou, o que o fez regressar a Itália, onde, apesar da nacionalidade búlgara, fez toda a sua formação desde os 14 anos, no Lecce. Vem nitidamente à procura do seu espaço de afirmação, depois de ter jogado em clubes como Fiorentina, Manchester City, Juventus (no ano em que subiu após castigo) e Parma, clube a que pertence actualmente e de, aos 18 anos, ter sido considerado um dos jogadores mais promissores do continente europeu. Acontece que a sua vida pessoal nem sempre tem sido a base estável que um futebolista necessita e a responsabilidade parece ser sua.

Vida pessoal atribulada
Bojinov em sessão de fotos com Alisia
Separado de Alisia, uma famosa cantora búlgara com quem teve um filho e uma vida tempestuosa, marcada por rumores de infidelidade até à véspera do seu casamento, Bojinov ameaça tornar-se mais conhecido pelo seu gosto por mulheres bonitas e pelos golos que marca fora do relvado.

No final do ano passado Bojinov esteve envolvido numa história muito falada em revistas cor-de-rosa. Foi-lhe apontado um caso com Nikoleta Lozanova, uma WAG destruidora de lares e alguns corações. São-lhe conhecidos vários relacionamentos com estrelas do futebol búlgaro como Dimitar Bernatov. Essa "aquisição" teria sido responsável pelo fim do casamento com Alisia.

Nikoleta Lozanova
Lozanova era já célebre tanto pelas  fotos para diversas revistas com a linha editorial da Playboy como pelo fim do seu relacionamento com o guarda-redes do Twente, Myhailov, filho do guarda-redes com o mesmo nome e que jogou no Belenenses. Segundo o que se diz nos mentideros, o guarda-redes terá "despedido" a namorada por esta ter sido vista várias vezes na companhia de um conhecido mafioso, Georgi Stoilov, conhecido pelos sua facilidade de "persuasão". Este teria sido já responsável pelo fim da relação da WAG com Berbatov, certamente usando argumentos suficientemente convincentes. Myhailov deve-se ter esquecido com quem lidava pois, em declarações públicas, chamou de tudo a Lozanova menos santa. Foi o suficiente para ter visto o seu belo Ferrari semi-desfeito por um "acidental" banho de ácido.

A confirmar-se a aquisição de Valeri Bojinov, que este consiga em Alvalade o que há tanto tempo procura. Certamente não será por falta de talento que ainda não se afirmou, como comprovam as oportunidades concedidas pelo bom naipe de clubes por onde passou. Esperemos que Bojinov reforce o Sporting no relvado e não na beleza nas bancadas onde não precisa pois, como dizia Sousa Cintra, o Sporting está muito bem servido de mulheres bonitas.

sábado, 2 de julho de 2011

As lágrimas amargas de Fabian Rinaudo

Foi tudo menos feliz a despedida de Fabian Rinaudo do Gimnásia de La Plata. O clube acabou por descer de divisão, ao empatar com o modesto San Martin, que assim volta à primeira divisão argentina depois de uma breve passagem em 2007/08.

Segundo rezam as crónicas, o jogo foi didutado debaixo da habitual carga emocional que envolvem este tipo de disputas e onde o futebol de qualidade esteve longe do relvado.

Sobre o papel de Rinaudo disse-se o seguinte: "En el complemento, Gimnasia fue solamente al frente con una labor descollante de su capitán Fabián Rinaudo, quien continuará su carrera en el fútbol europeo. Sólo con el empuje de Rinaudo y con un hombre menos por la expulsión de Milton Casco, Gimnasia se puso a tiro tras un remate de José Vizcarra que se desvió en Rubén Zamponi y descolocó al arquero Luciano Pocrnjic. Los últimos minutos mostraron al local desesperado con Rinaudo y Barros Schelotto como estandartes pero sin argumentos futbolísticos para convertir el gol en la tercera promoción consecutiva.

Saliente-se a presença de deus Maradona em pessoa que, segundo "ABola", desejou a melhor das sortes ao novo médio defensivo do Sporting. 

Nota: Como nota deixo o facto de o Sporting contratar até agora 2 capitães de equipa para a sua linha média. Depois de Stjiin Schaars, agora Rinaudo. Fica por saber se se trata de uma coincidência ou da busca de um perfil para colmatar uma necessidade em aberto.

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