Entrevista Record de Paulo Bento


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Sombras do passado


Quem folheia a imprensa dada à estampa  hoje encontra uma profusão de assuntos relacionados com o Sporting que até se torna difícil, para um espaço com este formato, dar  o de devido relevo a todos eles.

Soares Franco revelou-se preocupado com o actual momento do Sporting. Tivesse-se ele preocupado antes, quando deixou a data das eleições resvalar para um período que em nada ajudou a quem teve que lhe suceder.

Paulo Bento está agora mais falador. Já deve ter dado mais entrevistas nas semanas subsequentes à sua saída de Alvalade do que nos 4 anos que lá esteve. E parece falar com a autoridade de um ornitólogo, ao aconselhar Bettencourt a ter cuidado com os abutres.Não foi certamente em Alvalade que se especializou... Ao JN diz várias coisas mas deixo duas que me saltam aos olhos, e me fazem esbugalhar as órbitas: "O Sporting, por ser o clube dos doutores, aqui no mau sentido, é muito liberal, por todos gostarem de falar ao microfone - já disse que não são cornetos -, o que leva a mais problemas." "Existe um complexo de inferioridade, exponenciado pelo que o Benfica está a fazer esta época." E para terminar, em registo vídeo, lamenta ficar associado ao momento actual." 

Obviamente que não vou perder tempo com isto. Paulo Bento representa o passado que está enterrado e que, por muito que se fale agora, nada poderá mudar. Os Sportinguistas têm memória e são gratos a quem lhes presta bons serviços. Se Paulo Bento quer ser recordado pelos bons serviços que prestou que tenha tento no que diz e quando o diz. Constituir-se como uma sombra a procurar ajuste de contas com o passado é desbaratar de forma gratuita o respeito que conseguiu granjear.

Contamos apresentar mais tarde a entrevista integral dada por PB ao Record e, se merecer o esforço, a de Ribeiro Telles ao Sol.
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Primeiros passos


Não foi o que se escreveu por esta semana que fará acrescentar páginas mais verdes e douradas na história do Sporting Clube de Portugal. No “aftermath” da movimentação no mercado, visando a contratação do treinador, ficou a surpresa pela escolha e a incredulidade pela forma pouco profissional como todo o dossier foi conduzido. O que é notável, passados estes dias, é a superior vontade dos adeptos leoninos em deixar para trás o que afinal já não podem mudar, ansiando agora por ver o resultado das alterações produzidas.

As notícias de eventuais reforços animam algumas almas, especialmente quando nomes com tanta substância, como Dany ou Quaresma, são postos a circular. São bons jogadores e é com eles que se fazem as boas equipas. O “cigano” ficaria perfeito a vadiar entre as extremidades do ataque, dando fôlego a novos desenhos tácticos. Dany, que de falso só é ponta-de-lança, poderia finalmente dar a conhecer as virtudes que fizeram os russos pagar uma das mais caras transferências do defeso do ano passado.

Mas mais que as promessas é no actual plantel que Carvalhal tem de escorar as remodelações necessárias no edifício futebolístico de Alvalade. Janeiro não passará de uma miragem se, de imediato, as cabeças continuarem a não deixar as pernas correr e executar melhor. Ninguém duvida que, antes de qualquer alteração técnico-táctica, o plantel à disposição de Carvalhal tem de superar o seu condicionamento psicológico. O seu desempenho nas 4 linhas está longe de espelhar o seu potencial. A discussão sobre a qualidade individual dos seus componentes deixa de ser honesta se se afirmar que o 8º lugar e as exibições acabrunhadas são normais ou fatais como o destino.

É esse o papel primordial de Carlos Carvalhal para o jogo da Taça. O tempo é pouco, os melhores jogadores estiveram ausentes, mas quando a bola começar a rolar ninguém vai ter isso presente. E o adversário é daqueles que não interessa a ninguém. Não por falta de consideração pela agremiação em si, obviamente, mas porque ganhar-lhes com resultado expressivo é obrigatório, e, por isso, nada de importante significar. Qualquer outro resultado é a decepção a fazer crescer a ansiedade e a dúvida.

Se logo, como se espera, as claques oficiais do clube anunciarem o seu apoio sem reservas à equipa fica o sinal inequívoco que os adeptos não estão dispostos a virar as costas e a deixá-la sozinha na sua caminhada. Nunca duvidei disso.

*Parte deste artigo foi escrito para o "Futebol o desporto rei", ao abrigo da parceria existente.
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Trap trapped


Como devemos interpretar o que sucedeu ontem no Stade de France, já no prolongamento, do França – Irlanda, quando os franceses são salvos por um golo irregular? Será excessivo pensar em ardil expressamente montado, ou ingenuidade julgar que foi apenas mais um erro de arbitragem inevitável? Pensando que são quase sempre os mesmos a beneficiar destas decisões in extremis, sinto-me inclinado a pensar o pior outras a ficar sem sombra de dúvida.

A suspeição bem poderia ser banida do futebol assim a FIFA quisesse e caso soubesse interpretar os anseios dos adeptos – ou direi clientes? – precisamente os mesmos que lhes alimentam as mordomias e a vida opulenta.  Esse fechar de olhos leva muitos a pensar que mais não é que uma encenação para manter o controlo sobre as decisões que deveriam ser tomadas apenas dentro das 4 linhas. Os interesses comerciais dão-se mal com as surpresas em que o futebol é fértil.

Trapattoni tem todas as razões para se sentir enganado. Como se sente a presa quando, prestes a respirar de alívio, se apercebe que já é tarde para fugir à armadilha da besta. De boa fé, a FIFA permitiria a repetição, uma vez que não permite os meios hoje ao seu dispor para evitar os erros tidos como inevitáveis.

O que tem tudo isto a ver com o Sporting? Tudo, ou quase tudo. Tratpattoni sabe hoje como se sentiu Peseiro após o golo de Luisão. Ou como Paulo Bento com o golo do Paços de Ferreira com a mão. Teríamos sido campeões com decisões acertadas nesses lances? Não vou tão longe. Poderíamos, parece-me indiscutível, ter tido mais hipóteses de o ser. Aqui, como por esse mundo fora, quem manda espera que tudo continue como está.
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O elevador da Glória

“Gil” Grissom, o herói principal, o líder da equipa que me diverte na série norte americana CSI Las Vegas despediu-se na passada terça-feira. O personagem interpretado por William Petersen era o meu favorito a sua actuação trazia calma e harmonia a uma série que se desenrola numa das cidades mais belas e absurdas do mundo, era a personificação do anti-herói um entomologista meio surdo que lidera um laboratório criminal forense. A sensação após a sua saída é de vazio, ninguém vai conseguir fazer esquecer “Gil” Grissom, conhecendo a indústria americana de espectáculo, daqui a três episódios já ninguém se lembra dele…

O Sporting passa por um sentimento similar com a saída de Paulo Bento, seja qual for o sentimento individual de cada um é pacífico dizer que nenhum Sportinguista ficou indiferente à sua saída, ainda bem, penso que aquilo que mais desgosto daria ao Paulo era ter sido só mais um que passou por cá, uma nota de rodapé, foram muitos anos de trabalho e de partilha com o Sporting, gerou amores e ódios e ficou a faltar vencer um campeonato como treinador principal. Para já como legado ao seu sucessor deixa um clube que nos últimos dez anos subiu muito os seus patamares de exigência, a derrota já não é um lugar vulgar em Alvalade quem nos quer vencer tem de fazer uso de todas as suas armas e o passo que falta para vencer regularmente é hoje menor.

Entra aqui o novo personagem, Carlos Carvalhal, aquele que daqui a três episódios já atirou Paulo Bento para as calendas gregas e será o novo centro de todas as conversas, de todas as discussões e criticas. O momento não podia ser mais favorável para ele, tem toda a preparação académica necessária para a função, tem histórico de jogador de campo, tem o corpo coberto de cicatrizes de treinador, foi besta e bestial.

Entra agora inesperadamente no local em Portugal onde o seu conceito de treino e de futebol melhor pode ser apreciado e aproveitado, a Academia Sporting, e arrisco repetir no melhor momento, a equipa está de rastos e isso facilita muito o trabalho de alguém que ninguém conhece, todos querem experimentar algo novo, diferente, todos estão disponíveis para mudanças, todos querem sair da crise e aceitam que os métodos anteriores estão esgotados.

Mesmo toda a estrutura de formação que o Sporting construiu está já amadurecida, a geração do ano passado já não foi obrigada a ser atirada às feras sem estágio profissional e eu acredito que jogadores como, Rosado, André Santos ou Pedro Mendes, vão regressar melhores sem terem de passar por um ano de assobios constates. Mas talvez nem estes tenham de regressar logo após o estágio, há ainda outros com maior traquejo para (re)entrar, Ronny e Gonçalves, por exemplo.

Mas o trabalho de um treinador não é feito só de conhecimento académico se esse fosse o caso aqui pela blogosfera estavam alguns dos melhores treinadores nacionais, grande parte consiste em gerir egos e personalidades, em motivar e criar laços de solidariedade num grupo heterogéneo, em castigar com justiça, em perdoar.

Tenho a convicção que Paulo Bento foi excelente neste trabalho de treinador, a equipa sabe hoje o que é necessário para não perder, onde tem de ir buscar força e solidariedade para reagir à derrota, falta quem lhe ensine a vencer, quem pegue nos alicerces que existem de esforço e dedicação e ponha em funcionamento um elevador para a Glória. Não tenhas receios Carvalhal, atreve-te a vencer.

video

Daquilo que está por baixo

Até ao que fica no alto

Vão dois carris de metal

Na calçada de basálto

Desde este lugar sem história

Até um lugar na história

Vão apenas dois minutos

No elevador da glória

REFRÃO:

No elevador da glória

No elevador da glória

No elevador da glória

Duma existência banal

Até ás luzes da ribalta

Há dois carris de metal

Desde a baixa á vida alta

Desde o triste anónimato

Desde a ralé e a escória

Até á fama e ao estrelato

Há o elevador da glória

REFRÃO:

No elevador da glória

No elevador da glória

No elevador da glória

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Como o tolo no meio da ponte


Dizia-me há dias o LMGM que “qualquer medida do Sporting que envolva silêncio tem o meu apoio incondicional”. Isto a propósito da minha perplexidade pela forma como o clube geriu para o exterior a entrada de Carvalhal para o comando técnico do clube. Obviamente que não posso concordar. A não ser que se tenha como adquirido que não há no Sporting quem seja capaz de gerir correctamente esta ferramenta indispensável na estratégia de uma instituição como é a sua comunicação. Se assim for, pouco sentido faz que o clube tenha a pesar na sua folha salarial profissionais pagos para o efeito.

Pela altura da sua posse Bettencourt dizia que gostaria de emular algumas das virtudes da máquina portista, por ser aquela que melhores resultados tem apresentado nos últimos anos. Os dias de hoje no Sporting remetem-me precisamente para o tempo em que Pinto da Costa, depois de várias temporadas de insucesso, decide apostar num técnico jovem sem curriculum, de seu nome José Mourinho. Este assume com clareza que pegava na equipa para a fazer campeã na próxima época. Ficamos a saber desde logo qual era o propósito daquela mudança, ficou traçado o objectivo. Sabemos hoje que cumpriu a sua promessa e até com juros muito acima do esperado.

O que assistimos hoje no Sporting? Alguém sabe quais os objectivos definidos para a época em curso para a actual equipa técnica? Como devem  os adeptos gerir as suas expectativas? É de bom senso deixar crescer a ideia de que podemos ir ao mercado em Janeiro por Quaresma ou Dany, se este mês não conseguimos resgatar Villas Boas à Académica? Não aprendemos nada com a pré-época?

Não me pareceria indigno, face às actuais circunstâncias, assumir o resto do campeonato como período sabático, visando promover as bases da próxima época. Isto sem prescindir do estatuto natural do Sporting, que nos obriga lutar em cada jogo pela vitória. Assumir com coragem e franqueza os nossos objectivos evitaria equívocos, fortalecendo a autoridade de quem os executa.

Ao invés, parece-me pelo menos perigosa a imagem transmitida, de fraqueza e de desorientação, deixada por ocasião da contratação do novo técnico. Um contrato de 6 meses com opção, uma apresentação na clandestinidade, desautorizam a solução. Dão a ideia de que se navega à vista, quando devia  haver estratégia, preparando assim o caminho para a manutenção do insucesso. O tolo no meio da ponte é uma expressão que se adequa à actuação do Sporting na perfeição.

Nada disto faz muito sentido, a não ser que se esteja a pensar fazer imolar Carvalhal, o que, convenhamos, nada tem a ver com a postura desejável para um clube que se orgulha do seu legado de mais de 100 anos de história.

O Sporting parece estar suspenso do resultado do derby e o cenário de apocalipse é comentado à boca pequena. Um Sporting transido de medo não é aquele que me revejo. Acredito sempre ser possível ganhar e o próximo jogo do campeonato não foge à regra. Se não for esse o resultado só perdemos 3 pontos, deixando pela frente o futuro para preparar. Haja coragem de o assumir!
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Hoje há Sporting!


E porque não só de futebol vive o nosso clube, escrevo mais uma vez sobre o nosso ecletismo. Hoje à noite, pelas 21h30, a equipa de andebol do Sporting recebe o ABC, em jogo a contar para a Taça de Portugal. Será o segundo jogo entre as duas equipas no espaço de duas semanas, após o empate na última jornada para o campeonato nacional.

É certo que a equipa tem-se exibido a níveis inferiores face às expectativas que foram geradas. Um bom desempenho na segunda metade da época anterior deu nova visibilidade à modalidade e os sportinguistas passaram a segui-la com mais atenção. Os reforços contratados para esta época e a manutenção da equipa deixam vincadas as expectativas na recuperação de um título nacional que nos "foge" desde 2001. No entanto, algo continua a faltar, sobretudo em termos de níveis de confiança já que a qualidade do plantel é inquestionável.

Esta época, a afluência aos jogos por parte dos adeptos tem sido significativa em comparação com outros anos. O apoio dado a partir da vitória nos quartos-de-final do playoff 2008-2009 foi fundamental para este "ressurgimento" do Andebol Leonino e nessa altura, o adversário era o mesmo que o desta noite.

Um vitória esta noite poderá relançar a nossa equipa e estabelecer índices anímicos fundamentais para consistência exibicional e motivacional. E o cenário vivido na segunda metade da época passada pode "reviver-se" em 2009-2010.

EM FRENTE SPORTING!
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Carlos Carvalhal: o deve e haver.


Passado que está o choque inicial provocado pelo anúncio inesperado de Carlos Carvalhal como técnico da equipa principal do Sporting, há que conhecê-lo melhor. É isso que hoje proponho, aproveitando a edição de ontem do jornal "ABola".

Ainda vi Carvalhal jogar como central no S.C. de Braga. De baixa estatura para a função, compensava essa desvantagem com uma excelente leitura de jogo, antecipando muitas vezes o desenho das jogadas. Julgo não estar enganado ao dizer que algumas vezes se viu deslocado para o lado direito da defesa. A carreira desportiva de Carvalhal está também marcada pela sua passagem por Espinho, onde, após pendurar as botas, se iniciou como treinador. Foi aí que lhe perdi o rasto, só voltando vê-lo quando elimina aquela que deve ser a sua equipa de coração, o S. C. Braga, apurando-se para a final da Taça de Portugal, no comando do Leixões. Tinha já decidido pela formação académica, licenciando-se em Educação Fisica. Além de treinador Carvalhal é também empresário, tendo como associados Toni, ex-lateral direito do S.C.Braga, agora também treinador, e Laureta, defesa-esquerdo que se notabilizou em Braga e na Invicta. Os 3 são proprietários da marca de artigos desportivos Lacatoni, que equipa uma grande maioria de equipas nacionais nos diversos escalões e modalidades.

Carvalhal chega a Alvalade marcado pelo insucesso no Marítimo. Não só porque a última imagem é que marca, mas pelos números do insucesso, num clube como o insular. Sabe-se que o “jardinismo” proporciona aos clubes da Madeira uma vida mais desafogada que a vivida pelos seus congéneres continentais. Esperava-se, por isso, que, após a entrada com a época a meio, Carvalhal pudesse ter construído, na época que agora decorre, uma equipa à altura das aspirações quase nunca consolidadas dos leões madeirenses. Não foi isso que aconteceu. A maior dúvida que agora se põe é se Carvalhal conseguirá fazer em Alvalade aquilo que falhou na Madeira. São realidades distintas, estimo que tenham desfechos distintos.

Como verão no artigo abaixo, Mourinho diz que Carvalhal precisa apenas de uma oportunidade para mostrar o seu valor. Uma vez num clube grande, é suposto que essa oportunidade tenha chegado. Acontece que o Sporting também não pode perder mais uma oportunidade para pôr o seu futebol nos eixos, sob pena do descarrilamento na modalidade mais popular se propagar em cascata pelas fundações do clube. Saber criar as condições para essa oportunidade mútua acontecer é o que é pedido aos intervenientes. Ao técnico, que já demonstrou competência, aos jogadores que devem ansiar por demonstrar valor, aos nossos dirigentes e a todos nós, adeptos e associados. Veremos de que lado fica registado este pedaço da nossa história nas diversas contabilidades: se do lado do “deve” ou do “haver”.

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Caro mister,


Caro mister,

Trato-o por mister porque, se fosse seu jogador, seria desta forma que o trataria; se fosse seu jogador, depois de me benzer todos os dias agradecendo o facto de ser jogador do Sporting, pensaria: “bem, isto vai mudar, deixa-me aproveitar para fazer boa figura logo de início para não perder o comboio.” Com mais ou menos críticas, com uma ou outra excepção, estamos todos à espera de mudança, e de uma mudança para melhor. Chamar-lhe-ia “mister”, mas, com uma licenciatura na Universidade do Porto, é tão “Professor” como qualquer outro, e muito mais do que outros mestres que por aí andam.

Hoje é dia 16 de Novembro e eu, pessoalmente, volto a sentir uma ansiedade, um nervoso miudinho em relação ao Sporting; se pudesse, antecipava já o jogo com os Pescadores para amanhã e o Derby para este sábado. Isto que eu sinto é bem diferente da inesperada e inexplicável apatia que vinha sentindo em relação aos nossos jogos. E isto é porque espero mudança: de atitude, de comportamento, de respeito; mas também aguardo mudanças tácticas que se reflictam num futebol mas agradável e mais motivador.

À medida que vou ouvindo notícias acerca desta sua vinda para Alvalade, aumenta o meu respeito pela sua figura e pela sua decisão. Não que ache que é difícil vir para o Sporting – esse tipo de raciocínios fica para outro tipo de “notáveis”. Simplesmente, vejo-o ser desconsiderado por uma direcção à deriva, deixando-o ao sabor de especulações. Se agora é o nosso treinador, é o nosso treinador, ponto final. Só lhe peço coragem nas decisões, respeito pelos sócios e pelo superior interesse do Clube, e que consiga tirar o máximo partido do potencial humano de Alvalade e de Alcochete.

Para que saiba, e para que não restem dúvidas: estamos consigo, e pode ter a certeza que o seu sucesso será a nossa alegria. Quanto mais bem sucedido for, mais forte será o seu lugar nos nossos corações. Não se esqueça nunca que os sportinguistas têm memória e respeito a quem lhes faz bem ou trata com consideração. A nossa família é sagrada, e imagino que para si deve ser um privilégio poder ter acesso directo aos sportinguistas e partilhar connosco este sentimento de pertença. Boa sorte, mister, e seja muito bem-vindo.
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O estranho caso da apresentação do treinador

À hora que escrevo estas linhas desconhece-se ainda quando, como e onde será apresentado Carlos Carvalhal. Será apresentado numa destas madrugadas, à semelhança do comunicado emitido para a CMVM e uma nota tímida na página oficial? Vai iniciar os trabalhos antes de ser apresentado? Que sinal é este que é dado de dentro para fora?

Um dia depois da reacção em cadeia que deixou em polvorosa os adeptos Sportinguistas parecem querer continuar a acumularem-se os erros, mesmo que os mais subliminares. Pior do que ter desiludido os Sportinguistas, seria demonstrar falta de convicção quase vergonha pela escolha. Afinal as expectativas estão tão por baixo que as únicas que podem ser defraudadas são as dos nossos adversários.
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Uma pescada para o Sporting


O presidente prometeu uma surpresa. Como não adjectivou pode-se dizer que cumpriu. Já não era sem tempo…Um a má surpresa sempre é uma surpresa.

A gestão “politica” do dossier “treinador” tem sido um desastre, seguindo, de forma coerente, a linha dos meses que marcam a sua passagem pela cadeira presidencial. Depois do fracasso da contratação de Villas Boas ter agredido mais uma vez o orgulho dos Sportinguistas, o pior que podia acontecer seria ter escolhido para sucessor de Paulo Bento precisamente o treinador que iria substituir Villas Boas na Académica,  isto se ele tivesse vindo para o Sporting!

Falhando a contratação do treinador do último classificado, fosse por falta de verba, por manobras de terceiros, por desinteresse do próprio, quem gere o Sporting ficou obrigado a ou a manter Leonel Pontes até ao final da época ou oferecer um nome que pudesse representar esperança e com isso agregar os Sportinguistas em torno dele. Contratando um treinador despedido recentemente por maus resultados, a SAD revela incapacidade para perceber a realidade e com isso estender ao novo técnico um presente envenenado. No fundo, cria à partida as primeiras condições para o fracasso. Pior do que o balneário, a qualidade do plantel e os adversários, Carvalhal não terá direito a estado de graça nas bancadas de Alvalade. Pouco importa protestar contra isto, o Sporting não pode alterar a realidade.

O cenário montado está talhado para falhar. Um presidente enfraquecido, um técnico sem prestígio e sem empatia com a massa associativa que o devia suportar, uma equipa atemorizada pelas suas próprias sombras. E sombra é a palavra adequada quando nos referimos ao que ela nos tem oferecido. O pessimismo instalado e a histeria de algumas reacções, onde estou longe de me rever,  ainda fundamentam mais este raciocínio. Carvalhal teria sido uma escolha possível antes de Villas Boas, nunca o contrário. Não perceber isto vai acabar por nos ser fatal.

Não fora estes “pormaiores” e Carvalhal poderia ser ou não um treinador para este momento do Sporting? No passado foi apontado como um dos treinadores portugueses do futuro. O seu trabalho no Leixões e Setúbal revelaram o seu melhor, acumulando no curriculum muitas nelulosas. O que lhe peço é que reconcilie os adeptos com a equipa, a ponha a jogar futebol de forma consistente. E eu acredito que isso é possível, até com Carvalhal. De uma coisa não será acusado: de defraudar as expectativas. No actual contexto, até pode ser o seu único ponto onde se agarrar.

Temo porém que estão criadas as condições para Carvalhal ser, para o Sporting, uma espécie de pescada: antes de ser (despedido) já o era.

Anexo o comunicado da AAS, que nos foi enviado para publicação:


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Habemus Mister


Finalmente, fumo "verde" em Alvalade. Após uma semana de renovação, altos e baixo na contratação de um novo treinador, Carlos Carvalhal é o nome escolhido para tomar as rédeas da equipa pelo menos até ao final da época.

Com percurso académico no Desporto, metódico e estudioso, Carvalhal é em minha opinião vítima do factor "José Mourinho". Após o triunfo do "Special One", nomes como o de Vítor Pontes, José Couceiro e o próprio Carvalhal foram apontados como a próxima geração de treinadores de sucesso em Portugal.

Na sua carreira, destaco naturalmente a ascensão realizada ao serviço do Leixões e que conduziu até à final da Taça de Portugal de 2002, onde foi derrotado pelo Sporting, e a vitória na Taça da Liga em 2008 pelo Setúbal, batendo o Sporting nas grandes penalidades.

Seja pelo percurso da sua carreira, seja pela sua experiência ou por ter sido uma escolha de recurso, creio que qualquer Sportinguista ficará algo céptico quanto a esta solução dado ser obviamente uma escolha de risco. De qualquer das formas, resta-nos desejar toda a sorte do mundo e deixar os votos que deixe uma marca positiva no nosso Sporting e que não fique nos pergaminhos da nossa história como mais um pouco de "carne para canhão".

EM FRENTE SPORTING!
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Eu Também Não


“(…) ajudar o grupo acreditando que com a qualidade da nossa equipa e com os recursos humanos da nossa estrutura no futebol, seja possível, a curto prazo, voltar a ganhar, dar alegrias aos sócios e adeptos imbuídos num espírito coeso, forte e de união. Quero e desejo que os sócios e adeptos estejam presentes, juntos connosco, com a equipa, e que acreditem no nosso trabalho. Como sócio que sou, estive presente sempre, nos bons e nos maus momentos e, neste momento, poderia ser mais fácil ficar numa situação calma, mas é impossível dizer não ao Sporting, não consigo dizer não ao Sporting. Além do lado pessoal e de afectividade ao Clube, não podemos negar um pedido numa altura difícil. Temos de nos unir e dar as mãos projectando, todos, o Clube ao lugar que merece.”

Na primeira resposta da primeira entrevista enquanto membro da estrutura do futebol, Sá Pinto mudou o paradigma em relação ao discurso. Sá Pinto é um dos nossos, é um adepto como nós e percebe que há coisas que têm de ser ditas, assim como há coisas que não podem ser ditas. Aposto que não ouviremos mais falar de cães que ladram e caravanas que passam.

Na meta-linguagem do futebol, o discurso da paixão é sempre prevalecente. Na América do Sul, quase tudo é permitido e desculpado. Em Itália, recorre-se à palavra ‘incubo’ para aludir a uma paixão desmedida, a uma quase-febre. Expressões de devoção encontram-se no léxico de adeptos de todo o mundo, porque o futebol é isso mesmo. Em Alvalade, mas também em Alcochete, tem de ser assim.

Sá Pinto tem razão quando diz que todos temos de dar as mãos, que devemos contribuir para um espírito coeso, forte e de união. Mas ele saberá que isso fica facilitado se todos pensarem assim, se adeptos e dirigentes olharem para a realidade do clube e conseguirem ver os mesmos problemas. Sá Pinto é um de nós porque, do fundo da sua alma, com a devoção de um adepto, diz: “Não consigo dizer que não ao Sporting”. Eu também não, e não estou sozinho. Se um novo ciclo se iniciar agora, seremos cada vez mais.
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Danos colaterais


Já importa pouco saber se Villas Boas era ou não o treinador ideal para o Sporting inverter a tendência da época e dos últimos anos até. Não faltarão teorias a suportar o fraco poder negocial do Sporting, a falta de competência ou, como no post anterior, a teoria da conspiração como decisivas nesta operação mal sucedida. O preocupante é que o tempo não pára e cada dia sem treinador é um dia perdido.

Dando como verdade o que se diz hoje, atribuindo o falhanço das negociações a um recuo de última hora do treinador, parece-me que o Sporting pouco tem a lamentar. A posição de técnico principal do clube exige competência técnica mas esta será insuficiente se não for sustentada por forte convicção. E quem muda de ideias de um dia para outro não a tem, induzido por terceiros tem muito menos do que isso.

Ninguém ficaria surpreendido se estivessemos em presença de um chito papal. Duma assentada debilitava a concorrência e constituiria uma importante reserva para a sucessão de Jesualdo. E não me espantaria que no final deixasse também cair Villas Boas por algo que lhe pareça melhor, caso este não se torne naquilo que muitos prevêem. O seu modus operandi está mais que identificado e documentado.

A falta de argumentos financeiros também merece ser considerada. A AAC defendeu os seus interesses dificultando a saída do seu treinador e a futuro contar-nos-á se, à semelhança do sucedido anteriormente, o caro até não seria barato. A nossa já quase mítica falta de liquidez é dissuasora para um técnico que queira impôr nova filosofia num plantel não escolhido por ele. Provavelmente para o desfecho deste fracasso foi a ocorrência simultânea de vários factores, estes e outros que mais adiante se conhecerão.

A notícia da permanência de Leonel Pontes revela que o futuro técnico não chega amanhã e isso para mim é até natural e, de certa forma, de saúdar. Se Villas Boas foi escolhido em função de um perfil desejado, convenhamos que não há muitos assim no mercado, com ou sem clube. A sua recusa ou impedimento obriga a repensar a estratégia e a redefinir objectivos. E ainda não há lojas discount com prateleiras de treinador. Se assim for não posso deixar de estar solidário e entender também as declarações de JEB. Sá Pinto ter-se-á empenhado pessoalmente, sofrendo o seu primeiro revés. JEB apesar do desconforto, não o deixou cair. Vistas a esta luz, as suas declarações foram as possíveis.

Mandaria o bom senso que negociações deste tipo fossem feitas de forma mais cuidada, para que os danos colaterais não fossem os que estão à vista de todos. Sabendo o que disse JEB por ocasião da saída de PB, do insucesso desta operação, que treinador quererá ser a nossa terceira escolha? Reparar os danos no nosso orgulho far-se-á com o tempo e com vitórias. Mas será mais difícil se, no seu curso, o tempo demonstrar de forma implacável, que, mais uma vez, perdemos uma boa oportunidade.
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Porque é que isto me cheira a esturro?...


Não que eu ache que a Académica de Coimbra não tem obrigação de cuidar dos seus interesses e, dessa forma, manter o seu actual técnico. Mas, tendo em conta o seu alinhamento e fonte de recrutamento no futebol nacional, não posso deixar de dizer que tudo isto me cheira a esturro… Será que o Sporting se aprestava a interromper um percurso delineado previamente num gabinete uns 100 km´s mais acima de Coimbra?

Advinha-se mais uma novela que, provavelmente, os últimos capitulos são serão conhecidos no início da próxima época.
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Pedro Barbosa: O meu trabalho foi desvalorizado



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500 km a norte de Alvalade


Sá Pinto será o novo Director Desportivo do Sporting Clube de Portugal. Foi com enorme satisfação que recebi a notícia e mesmo que não me agradasse, teria sempre que dar o benefício da dúvida a quem vai ser provido nos cargos que vagaram com as saídas de Paulo Bento e Pedro Barbosa. Sá Pinto, é querido na massa associativa, conhece a mística leonina, é um campeão, tem garra e alma, sabe o que representa e para onde deve ir o Sporting. Ricardo Sá Pinto, sabe o que é o Sporting.
Foi com enorme satisfação que li hoje na imprensa a seguinte notícia: “cerca de 70 atletas dos iniciados ficaram a saber “o que é Ser Sporting”, através de Francisco Barão. A iniciativa, que vai repetir-se, partiu do técnico Luís Gonçalves e do Director de Comunicação António Duarte”.

Os tempos mudaram, é verdade. Provavelmente os sonhos destes miúdos, não são os mesmos sonhos que Manuel Fernandes tinha quando a mãe o mandava para a cama e ele ficava de rádio colado ao ouvido, escondido, a ouvir os jogos Europeus do Sporting às quartas-feiras à noite. Não são seguramente os mesmos sonhos de Inácio, José Eduardo, Virgílio, Eurico, Jordão, ou mais recentemente, o próprio Luís Figo, cujo sonho seria, “quando fossem grandes” jogar no Sporting, pisar o relvado de Alvalade, marcar num dérbi. Hoje, talvez pensem em jogar no Sporting, para chegar ao Real Madrid ou ao Manchester United. Nada melhor para voltar a fomentar a mística do que reerguer os nossos valores, a nossa bandeira, a nossa identidade.

Em Trás-os-Montes, conhecemos essa identidade. Somos um povo trabalhador, honesto, com valores, cheios de identidade. Há por cá muito Leão. Basta dizer que a terra mais Sportinguista do mundo não está na Freguesia do Lumiar ou do Campo Grande, mas sim na Freguesia de Parambos, Concelho de Carrazeda de Ansiães, em terras transmontanas.

É com enorme orgulho que partilho convosco que amanhã, o Presidente do Sporting Clube de Portugal estará em Trás-os-Montes, no 15.º Aniversário do Núcleo Sportinguista do Concelho de Valpaços, o “meu núcleo”. Considerando que estamos a 500 a norte de alvalade, não imaginam o que este acto significa para nós. Aqui, hoje e sempre, em Portugal, somos Sporting Clube de Portugal.
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"Um burro com 10 anos é sempre um burro..."



Quando tudo indica estar por horas o anúncio de André Vilas Boas como técnico principal do Sporting, são muitas as reacções, mesmo antes da confirmação oficial. Sintomático parece-me ser o silêncio da Académica de Coimbra. Não me parece que se a administração do clube estivesse à margem das negociações que ninguém nega que existem, não houvesse já reacção.

A mais curiosa dessas declarações foi a do presidente do Portimonense, Fernando Rocha, com quem Villas Boas trabalhou no Fcporto, quando aquele era vice de Pinto da Costa. No registo áudio pode-se ouvir dizer, quando instado a pronunciar-se sobre a inexperiência de Vilas Boas, minimizando-a: “um burro com 10 anos é sempre um burro e um cavalo um cavalo…”

Em Coimbra diz-se que “O Sporting escolheu Villas Boas para suceder a Paulo Bento mas, ainda falta o "sim" definitivo do actual treinador da Académica. Agora só nos resta esperar para saber se ele é um excelente profissional ou se é mais um egoísta”.

Os detalhes parecem estar agora em saber se ele se demite ou se é demitido. O valor das indemnizações a pagar são diferentes e ficariam a cargo do Sporting, que posteriormente procuraria chegar a um acordo de pagamento com a Académica ou com Villas Boas, conforme a decisão. Na conferência de imprensa de fim do jogo do Portimonense já se devem saber certezas.

A pergunta que deve estar na cabeça dos Sportinguistas, por esta altura bem poderá ser: quão Special é afinal o ex-assistente do Special One?

PS: está dada a primeira entrevista como director do Sporting Clube de Portugal por parte de Sá Pinto. Tal como "pedíamos" ontem, Sá Pinto não será director desportivo. Uma decisão que me parece acertada.
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Começar de novo



Quando para a direcção técnica da equipa as opções parecem estar entre a experiência de Pekerman -excelente na formação, nada digno de registo a nível de clubes  - e a promessa de qualidade de Vilasboas, eu declaro-me a favor da segunda, que ainda tem do seu lado o facto de conhecer bem o mercado, o futebol nacional e europeu.

Não gosto de comentar nomes, antes acções. Não posso porém deixar de dizer que o nome de Sá Pinto me agrada. E dizer que me agrada profundamente. Dentro do universo disponível parece-me uma boa escolha. É um homem que sabe o que é um balneário, está identificado com o clube e reúne grande prestígio entre a generalidade dos sócios e adeptos. Soube adquirir competências após pendurar as botas, preparou-se nitidamente para este momento.

Não está ainda claro o lugar que o Sá tem reservado. Dentro das hipóteses aventadas, parece-me que ficaria muito bem na ligação entre o balneário e a administração. As funções de director desportivo, a existir, deveriam estar reservadas a alguém com experiência e conhecimento de mercado. Lugar esse que não tem necessariamente que ser preenchido, podendo a administração optar por assessorias. Protegia-se Sá Pinto, dava-se-lhe tempo para respirar, evitando-se igualmente a figura de sitting-duck que é o director desportivo, sempre sujeito às vicissitudes do mercado e da nossa fraca liquidez.

Mantenho o que sempre disse acerca do trabalho do nosso ex-director desportivo, mas parece-me que além de vítima da sua demonstrada incapacidade, e do golpe palaciano que o  promoveu, Barbosa foi vítima de um erro que gostava não fosse agora repetido com Sá Pinto. Que é o de ser o homem errado nas funções erradas, para as quais não está preparado.

Isto não é o mesmo que dizer que Barbosa não pudesse servir o Sporting, desempenhando outro papel menos exigente, onde pudesse crescer profissionalmente. Afinal ele foi futebolista toda a vida e os cargos executivos do futebol de hoje exigem preparação e tarimba adequadas. Tal como nas empresas vulgares, sendo que a SAD é–o, embora de cariz especial.

Vendo Barbosa partir e chegar Sá Pinto também não deixo de me interrogar se terá de ser sempre assim e se o destino de Barbosa não estará reservado para o seu sucessor. Parece que temos sempre que começar de novo, escavacando a casa para a voltar a erigir, desperdiçando anos de ligação e formação "em Sporting". 

PS: Jane Monheit é um espectáculo digno de ser visto, afinal é de espectáculo que os Sportinguistas andam a precisar.

PPS; Para outra altura ficarão os comentários à recomposição da SAD...

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Isto sim, parece-me normal.


O jornal I diz hoje que o e-mail do Sporting – qual deles?… - está cheio de propostas de treinadores estrangeiros. "Antes de me pronunciar sobre essa possibilidade, teria de haver uma conversa prévia em que o clube manifestasse interesse. Vamos aguardar com calma." Quem o diz é Juande Ramos, que assim não rejeita liminarmente a hipótese de se tornar técnico do Sporting, não se podendo dizer que é um desconhecido sem curriculum.

A ideia, repetida até à exaustão, de que ninguém com curriculum quer treinar o Sporting é uma das muitas entradas a pés juntos sobre auto-estima leonina, a merecer cartão vermelho imediato. Não admira que depois andemos curvados, sempre com medo que o pior ainda não é isto, e se encarnice o sentimento de orfandade após a partida de Bento. A não ser que o aceitemos, o Sporting está longe de ser um clube indesejado. O contrário é que me parece anormal.

O nome "Sporting" não é desconhecido. Se méritos houve na manutenção de 4 anos de Paulo Bento foi precisamente ter mudado a ideia de que no Sporting era possível mudar de treinador mais facilmente que de peúgas. A última chicotada psicológica tinha ocorrido com Inácio, da forma atabalhoada que hoje se sabe, há mais de meia década. Se o prestígio internacional não foi reforçado como desejado, as qualificações consecutivas para a Champions e a final da UEFA retiraram-nos do anonimato onde caímos nos anos 80/90. Um clube que tem um plantel composto pela metade de internacionais pelo seu país - alguns deles acumulam experiência de jogos na Champions e UEFA - pode ser visto como uma boa base de trabalho para relançar ou promover uma carreira.

Sou daqueles que, por uma solução de compromisso com uma reestruturação a sério do nosso departamento de futebol, não se importaria de dar o resto da época como meia-perdida, à semelhança do que assenti há 4 anos, com a entrada em Outubro de Paulo Bento. Não significa com isto baixar a fasquia, ou então o sacrifício de Paulo Bento seria sem sentido.

Um treinador do Sporting terá sempre a obrigação de ganhar. Nesta altura, a primeira exigência seria restaurar o orgulho e o prazer de ver jogar a nossa equipa principal, estendendo as bases de trabalho para uma equipa forte e competente para a época seguinte. Essa reconciliação é possível e necessária, o difícil parece ser não melhorar. Assim me dizem o 8º lugar na classificação, 12 golos marcados, 10 golos sofridos, 14 pontos alcançados, com um terço do campeonato desperdiçado.
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O senhor que se segue


Depois de uma pré-época repleta de incertezas no que diz respeito ao reforço da equipa de futebol profissional, os adeptos sportinguistas vivem agora em sobressalto na expectativa em relação a quem será o próximo treinador do Sporting. Depois de um ciclo - eu diria mesmo um reinado - de quatro anos com Paulo Bento à frente do clube, o senhor que vier não terá certamente uma tarefa fácil.

Que tipo de exposição e responsabilidade irá ter o próximo treinador? Paulo Bento habituou-nos a dar a cara a todo o momento e às vezes restava a ideia que ele não conseguiria concentrar-se no seu papel no seio do clube, ou seja, treinar a equipa. Por isso, tal como já constei por entre diversos artigos de opinião que tive oportunidade de ler, concordo com a ideia de que é fundamental definir de forma clara e objectiva a estrutura de futebol seja com Sá Pinto, Freitas Lobo, Carlos Freitas ou qualquer outro, desde que seja assegurada a devida comunicação entre a Direcção e o balneário bem como a uma competente intervenção no mercado e sobretudo a protecção da equipa face a diversas variáveis exógenas, desde arbitragens até comunicação social.

Quanto ao próximo treinador, ficaria agradado com a possibilidade de um técnico estrangeiro com algum nome no futebol internacional. Se existirem efectivamente comportamentos pouco profissionais e fraco empenho no seio da equipa, ninguém melhor do que uma "raposa velha" para voltar a colocar alguns jogadores na linha. No entanto, reconheço que possam existir treinadores portugueses com esta capacidade. Um técnico jovem, dinâmico e com novos métodos também tem os seus pontos fortes mas o Sporting não pode ser mais uma vez a rampa de lançamento da carreira de alguém.

A herança é difícil e a sucessão complicada. Por um lado, as pessoas esperam melhorias, ainda existem pessoas insatisfeitas com a partida de Paulo Bento e as pressões são já comuns. Espero sinceramente que o próximo treinador consiga lidar com tudo isso e que a direcção lhe consiga dar o devido apoio.

A ele competirá treinar a equipa e colocar os jogadores a jogar futebol...
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E porque não?


Aprecio com gosto as candidaturas apresentadas por estes dias nos jornais aos lugares a preencher no Sporting. Esta sensação de “late silly season” desvia-nos os pensamentos de um inicio de época frustrante e conturbado. Cajuda sentado no banco do Sporting soa-me ao mesmo absurdo que seria contratar Saramago como antídoto para o “efeito-Jesus”. Pelo menos não teríamos que ouvir “Ívertom” nas conferências de imprensa com toda a certeza.

Enquanto não se ocupam os lugares vagos pelo Bento, proponho-vos a análise de uma proposta muito interessante que o meu amigo Gabriel Almeida fez o especial favor de elaborar para discussão aqui no “ANorte”. Este artigo resultou de uma conversa tida em pleno Afonso Henriques e que foi muito em defendida por este nosso consócio, com quem partilho a condição de Sportinguista de geração espontânea. De facto, não tivemos familiar ou amigo que nos transmitissem a genética leonina, demos connosco a sentirmo-nos Sportinguistas. O Gabriel é daqueles sócios que se mete no carro para ir Lisboa a uma AG, eleitoral ou não, e voltar de seguida para ir trabalhar.

Pois aqui fica a ideia de Gabriel Almeida. Como ele dizia pelas suas próprias palavras, um relvado sintético provocaria nos nossos adversários uma sensação semelhante à que tem um pugilista que habituado a treinar e a lutar com dextros se vê obrigado a lutar com um esquerdino.

Porque não um relvado sintético?
Cíclica e frequentemente o relvado do Estádio José Alvalade fica em estado lastimoso. Ora é por causa do fungo “A” ou do fungo “B”, ora porque o clima é assim ou assado, ora porque houve um concerto, etc.. Uma coisa é certa apenas o nosso relvado necessita de tantos cuidados e preocupações. Os outros relvados, dos outros clubes, duram, duram, duram…

O nosso relvado nunca fica estragado por incompetência humana; isso não, nunca ninguém assumiu qualquer culpa.

Mais, parece que estamos condenados a ser alvo de chacota porque o nosso relvado resvala demasiadas vezes para níveis inaceitáveis; chegam a falar dum “batatal”!

Qual a solução? Colocar pessoas competentes a tomar conta do assunto? Ou?

E se o Sporting instalasse um relvado sintético?

Um relvado sintético acabaria com aqueles problemas e ainda tornava mais barata a sua manutenção.

Mas para mim a maior vantagem era desportiva! E porquê?

O Sporting passaria a ter uma grande vantagem desportiva sempre que jogasse em casa. Os adversários enfrentariam uma grande desabituação a este tipo de piso, mesmo que treinassem em relvado sintético durante a semana anterior à visita ao Estádio José Alvalade. O Sporting para lá da vantagem de jogar em casa, teria ainda um tipo de piso onde estaria muito acostumado que, é óbvio, seria outra enorme vantagem.
E quando o Sporting fosse jogar fora de casa? Neste caso os nossos jogadores jogariam na relva natural; e, claro, teriam uma pequena desvantagem. No entanto esta desvantagem seria muitíssimo menor que a vantagem de jogar em casa num piso sintético. Como teríamos de jogar 17 jogos fora, logo acabaríamos por estar preparados para a relva natural. Ao invés os nossos adversários que apenas fariam um jogo por ano em piso artificial nunca conseguiriam se habituar a este tipo de relva artificial.

A probabilidade de ganhar vantagem nos 17 jogos em casa seria muito superior que a probabilidade de partir em desvantagem nos 17 jogos fora.

Tudo isto só seria possível enquanto os outros clubes continuassem com os pisos de relva natural.

Gabriel Almeida
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Olhar para trás no Dia Seguinte



Seguramente que não foi o que foi dizendo durante a sua passagem por Alvalade que afastou PB do Sporting. Essa ideia foi mais uma vez confirmada no Dia Seguinte, na SIC. PB teve discurso coerente, defesa do grupo que com ele trabalhou, do balneário aos gabinetes, assumindo responsabilidades. Pese o esforço realizado pelo pivot do programa, é muito fácil brilhar perante a imagem pálida dos comentadores residentes, aparentemente mais preocupados em que nada lhes perturbe a digestão. Acontece que PB não saiu por errar nas suas nas análises, antes por não conseguir que a estas correspondessem alterações práticas nas exibições e resultados da equipa que comandava.

Continuo a pensar que se justifica o que digo aqui há quase um ano, e nem fui dos mais clarividentes: o período de validade da sua direcção técnica esvaiu-se. Não ficam em causa as suas qualidades pessoais, e estou em crer que saberá aproveitar a oportunidade de ouro que o Sporting lhe concedeu ao emprestar o seu nome para lançar a sua carreira. Gostaria que tivesse sido campeão connosco, a sua honestidade e dedicação mereciam-no.

Há no entanto assuntos que me merecem comentários:

Pedro Barbosa
PB, ao seu jeito, defendeu Barbosa, argumentando que o trabalho deste teria tido mais visível se este dispusesse de dinheiro que dispõe o director desportivo especializado em túneis. Ora é precisamente por não dispormos de dinheiro que precisamos de um director desportivo diligente e atento ao mercado. É no tempo em que as vacas estão secas que é preciso saber onde há o leite. Falou de vários jogadores observados para os quais não houve dinheiro para a aquisição. Cardoso, Denis, Saviola foram alguns dos citados. Esqueceu-se de um pormenor: Saviola ficou quase pelo preço do Grimi…

A ferida Stojkovic
Passados quase 2 anos após os incidentes com o sérvio foi a primeira vez que ouvi PB negar o rumor que desde então circula e que atribuía ao guarda-redes uma agressão a Barbosa. É bom lembrar que esse rumor foi confirmado pelo então presidente FSF em conversa informal com sócios à saída de uma AG. PB afirma que foram razões técnicas e disciplinares que estiveram por detrás do afastamento do sérvio. A mim ficou claro que se tratou de um choque de personalidades, vencendo quem dispunha de poder, não necessariamente da razão. O SCP saiu nitidamente prejudicado, perdendo um guarda-redes internacional e quase perdendo um miúdo promissor. Quanto às razões técnicas, PB é desmentido por Xavier Clemente e Radomir Antic, que, mesmo sem jogar, optaram pela titularidade de Stojkovic na selecção sérvia. Que razões disciplinares podem justificar a pena de morte a que foi sujeito o jogador e ao prejuízo do clube? Este foi um dos factores de maior desgaste da imagem, até então imaculada, de PB junto dos adeptos. A falta de defesa do sérvio no episódio do dragão foi o prenúncio de uma novela infeliz.

Varela
Ouvir confessar que não há recursos e depois ver reafirmado que Varela não interessava ao Sporting quando este é titular no actual campeão nacional é um absurdo. Dizer que ninguém falou no Varela quando ele esteve no Huelva ou no Setúbal não só não é verdade como também expõe a fragilidade do nosso Dep. de Futebol, que não foi capaz de ver utilidade num jogador da casa onde outros viram um reforço. Os adeptos não fazem relatórios nem observações exaustivas aos jogadores, nem estão obrigados a fazer prospecção pelo clube.


HugoViana
O mesmo se aplica a Hugo Viana. Paulo Bento não escondeu o agastamento quando confrontado com a ideia de que Ângulo foi rejeitado pelo S.C.Braga em favor de Viana, quando o Sporting fez o inverso com os resultados que se conhecem. Dizer que Viana não jogava há muito, esquecendo da condição de Ângulo foi até embaraçoso.

Grimi
Instado a pronunciar-se sobre Grimi PB justificou a aquisição do argentino por este ter agradado durante os 6 meses de empréstimo. Assumiu a responsabilidade pelo aval técnico ao argentino, declinando as restantes, quando lhe pediram explicações pelos 4 milhões pagos. Quando lhe falaram em Alonso, que transitou do Nacional a custo zero, por comparação com o argentino, nada disse.

Mais assuntos poderiam ser comentados, como por exemplo a assumpção de que Polga jogou com problemas físicos, o como isso afectou as nossas soluções de construção de jogo ofensivo, etc. Mas é bom encerrar este capitulo da nossa história, onde PB conquistou por direito próprio a sua presença. É disso que me quero lembrar daqui para a frente. Tivesse sempre o mesmo que dizer de outros que passaram pelo clube, mesmo que Sportinguistas de nascença.
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Pontes para o futuro


Direcção (desportiva) assistida
O lugar de director desportivo é importante e não deve estar excessivamente ligado aos êxitos ou fracassos. É seguramente uma pedra basilar de um clube que deveria ter no desporto o seu foco. E ajuda muito um director desportivo ser nomeado por alguém que merece a confiança dos Sportinguistas. Como me dizia o LMGM, o clube está falido, mas é a sua falência desportiva a que mais me preocupa. Num País onde todos devem a todos, o Sporting deveria preocupar-se sobretudo em ser melhor, ganhar mais vezes. O dinheiro aparecerá com as vitórias. Sempre foi assim e não é agora que vai mudar.

Falar da figura do director desportivo como alguém que vai às compras de jogadores e passa o tempo a viajar, a ver a SportTv, ouvir empresários, ver DVD´s é seguramente redutor. Não é isso pelo menos que desejo para o Sporting. Depois do papel cinzento e monolítico de Barbosa, o que menos precisamos é do seu oposto. Um director desportivo terá que ser alguém com:

1. Conhecimento do mercado, capaz de se relacionar com os empresários. São como os sacos do arroz, só servem de embrulho, mas são precisos.

2. Perceba a importância da formação, que com ela articule e perceba de forma abrangente onde ela pode ser útil no reforço da equipa principal. Que seja profundo conhecedor dos seus jogadores.

3. Alguém que trabalhe em sintonia com o técnico principal, mas com autonomia suficiente para não sacrificar o futuro por pressão do imediato.

4. Alguém que perceba as nossas limitações financeiras.

5. Que perceba a cultura Sporting. Os adeptos gostam de títulos mas não abdicam do bom futebol.

Carlos Freitas conhece o Sporting mas tem o lastro que sabemos, assumindo culpas que não lhe são exclusivas e por não haver assumpção de responsabilidades de quem lhe estava acima. O seu bom trabalho em Braga provam que é um bom nome. A animosidade que lhe foi dedicada, chegando às acusações infundadas, desaconselham-no.

Freitas Lobo, o homem de quem se fala hoje, conhece o mercado nacional e internacional, conhece o futebol e os seus meandros, mas não se lhe conhecem as capacidades decisórias, a resiliência perante a adversidade, e seguramente que não conhece o Sporting. Não sei como será aceite atrás das cortinas de Alvalade e sobretudo que vontade terá. Sem ela nada feito.

Novos e melhores métodos
Dos nomes de que se fala confesso a minha simpatia por Co Adriansen. Campeão mais que uma vez em sítios diferentes, homem maduro e experimentado. Da escola holandesa, significaria o corte epistemológico com o futebol miudinho e quase medroso de Paulo Bento, bem como um olhar sobre a formação. Exigente, obrigaria a investir nos lugares que considerasse os pilares da equipa. É no entanto um treinador para começar a época, tamanha seria a fractura com os métodos actuais. Uma aposta de risco, com boas possibilidade de prémio.

Villas-Boas vive na Académica o equivalente ao que o seu mentor viveu em Leiria, sem ter passado pela Luz e pelas portas de Alvalade. Menos controverso, tem um halo que ainda não justificou. Sendo um grande risco, ou o apanhamos agora à saída da maternidade, sem saber quanto vale, ou, se vingar, dificilmente lhe poderemos chegar.

Penas e escamas
No dia dos vinte anos da queda do Muro, é dia de pensar em pontes. É de ligações que o Sporting precisa, não de fracturas ou rejeições. O discurso com penas (à la LFV) e escamas ( à la PdC) do meu Presidente decepciona-me profundamente, pelo que vou fazer um esforço por o ignorar. Quando voltar a falar à Leão, dar-lhe-ei novamente relevo. Se insistir, tratá-lo-ei como o faço aos inimigos e adversários: falarei quando me apetecer aborrecer-me. É que os que podem fazer pior ao Sporting não estão no dragão ou o Colombo, nem sequer nas bancadas de Alvalade, mas passeiam-se nos seus corredores.
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E agora com toda a cagança, pujança e espírito leonino…


'Guernica' - Pablo Picasso



Está, oficialmente, declarada a guerra civil no SCP! Ou, a ‘civil war’ como diria José Eduardo Bettencourt (JEB), o autor da Proclamação.

Na visão de JEB temos, de um lado, os ‘verdadeiros’ sportinguistas, aquela massa que o apoia sempre, independentemente do que (não) faça e das (barbaridades) que diga, do outro, temos os ‘terroristas’, os ‘cretinos’ e os ‘anormais’ liderados pelo Herri Batassuna, que, curiosamente, significa Unidade Popular em euskera… Estes, são uma minoria radical que urge expulsar da família leonina. Como não dizem ámen ao todo poderoso ‘Leão Albino’, característica rara e imponente na natureza dos ‘leões’, têm que ser extirpados que nem uma execrável massa cancerígena. São uns 'cretinos' e 'anormais', mas, apesar disso, conseguem desestabilizar, agitar e fazer tremer toda uma figura suprema e de hiper, mega, ultra, enorme, gigante e inalcançável sabedoria: JEB é o Luís XIV da corte do Leão! O novo Rei-Sol que não merece ser minimamente importunado nem ouvir desfeitas de gente tão insignificante e de estatuto tão reles: alguns sócios do SCP descontentes e/ou preocupados com o rumo que o clube leva, principalmente se estes têm números no cartão do BES acima dos noventa mil. Curioso, pergunto-me se aqueles membros que JEB tem andado a angariar para a ‘família’, todas as segundas-feiras, deverão ter números mais apetecíveis… Com certeza, mais próximos do zero.

Afirma JEB, que conhece o grupo terrorista, que estão identificados os seus membros e que quem, dentro do status quo (Orgãos sociais), não o seguir na caça às bruxas que se adivinha, tem os dias contados. Quem não é por mim, SEMPRE, é contra mim, para sempre. E quem é contra mim é contra o Sporting! ‘Allways’! É esta a concepção maniqueísta do nosso presidente sobre o universo leonino.

Já agora, abro aqui um parêntesis para colocar uma dúvida que recai sobre a minha mente: se JEB sabe quem faz parte do tal grupo que quer destruir o SCP, e quem o financia (!), porque é que não se deixa de ameaças e concretiza as acusações? Isso sim, seria um belo serviço que fazia ao clube que diz dirigir. Se realmente esse grupo organizado e destruidor existe, ao desmascará-lo dava um passo definitivo na unificação em torno do objectivo superior de pacificação do nosso querido clube. Assim, é que não vamos a lado nenhum, pois ao não denunciar tais ‘personagens’ terroríficas, todos aqueles que, legitimamente, o criticam passam a estar sob olhares persecutórios… E eu, que já o critiquei negativamente, não me sinto terrorista, e, garanto, não sou financiado por nada nem ninguém para dizer o que penso.

Mesmo se afastado do epicentro do terramoto e suas réplicas, eu quero Paz, não desejo eleições antecipadas, mas quero um presidente unificador, humilde, forte, corajoso e também implacável sim, mas contra os inimigos externos do SCP, que aliás, a esta hora, vão rebolando de tanta felicidade… Resumindo, quero como presidente alguém com estofo e que seja um verdadeiro líder. Será que JEB ‘é capaz’?
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A mesma maré, em terra de marinheiros


Não esperava uma alteração drástica na forma jogar da equipa por 2 razões:

1- Não houve tempo nem intenção de a provocar.

2- A componente psicológica não tinha sido resolvida, se tivermos em linha de conta que não há novo treinador. Leonel Pontes poderia tentar motivar os jogadores com a perspectiva de oferecer a vitória a PB, superando assim o sentimento de perda pela partida do treinador com quem grande parte deles trabalhou nos últimos 4 anos.

A equipa não conseguiu controlar o jogo na sua fase inicial. Apesar de ter conseguido depois ficar por cima do adversário, está longe de jogar bom futebol, com jogadas pensadas com princípio meio e fim. Obviamente que os problemas que motivaram a saída de Pb estão lá e para durar, estou em crer.

Matias marcou um grande golo, demonstrando com o apagamento que se seguiu que ainda não sabemos que jogador está ali. Na verdade, neste momento é difícil de fazer qualquer apreciação individual, tão baixa está a confiança dos jogadores.

A saída de Vuk deitou tudo a perder. Angulo não deve ter chegado a entrar e Caicedo conseguiu ser pior do que Postiga, o que hoje em dia é uma façanha. JEB dizia que Barbosa não promovia o seu trabalho. Pois não precisa, basta olhar para os seus resultados. O dinheiro que gastamos com estes 2 todos os meses,  era muito melhor empregue a fazer crescer jogadores da nossa cantera. Aqui estão 2 problemas que bem podiam ser resolvidos já no mês que vem.

Carriço e Tonel estiveram muito mal nos golos sofridos, tendo no 1º Pedro Silva ficado a fazer de fiscal-de-linha.

Artur Dias expulsou mal Carriço. É a encarnação da dinastia do roubo. Fomos várias vezes surripiados pelo pai, somos agora pelo filho. Mas claro que não haverá palavras do Sporting para denunciar isto. PB já não está, JEB confia em quem nomeia e está mais preocupado com os mouros, segundo palavras do próprio.

Apesar de ver muitos Sportinguistas dirigirem-se para a porta de saída dos jogadores, preferi virar costas. Não encontro razões para lhes apontar, pelo menos pela entrega ao jogo. Julgo que, tal como os adeptos, também eles esperam que a maré mude. Não foi no jogo de hoje, em terra de marinheiros.

Mas os Sportinguistas não desistem. Éramos muitos face ao momento que o clube vive. Não há palavras para relatar a desolação que ia na cara de muitos com quem me cruzei e as palavras que não saíram na hora de me despedir da família Martins. Tal como eu, Leões a Norte, onde JEB acha que ficaria bem a nossa sede. Mas este homem não tem assessor de imprensa, é dos muitos portugueses sem médico de familia, ou quer só arranjar um motivo para se por a mexer?

O Sporting precisa de tomar medidas rapidamente, algumas delas eventualmente drásticas. E precisa de acertar em todas elas, porque não tem margem para errar mais. Um presidente de cabeça perdida faz-me temer o pior. Um clube profundamente dividido, como nunca se viu, e a pior classificação de sempre é o cenário que  se desenha.
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Terrorismo desportivo




Novo jogo, novo empate. A mudança foi que desta vez, não foi na 1ª parte que adormecemos, foi na 2ª.

Não retirando mérito ao Rio Ave, que o teve e muito, como é possível que o SCP perca uma vantagem de dois golos? Que esbanje, NOVAMENTE, a possibilidade de encurtar distâncias para os primeiros lugares.

O SCP, apesar de poucas diferenças - o que é compreensível pois não seria em 2,3 dias que se corrigiriam os erros que esta equipa insiste em incorrer - entrou melhor no jogo e depois de um bom período do Rio Ave, a partir dos 15 minutos virou o jogo.

Depois de um remate perigoso do Matías aos 17 minutos e de uma perdida incrível do Postiga aos 18, pensava eu que não haveria nenhuma que a batesse, Matías marca um belo golo em jogada individual aos 20 minutos. Logo de seguida, aos 22 minutos, um erro de Carriço cria uma situação de perigo.
O jogo abrandou um pouco de ritmo mas ainda assim aos 36 minutos houve um bom remate de Miguel Veloso.
Aos 45, lançamento lateral e erro infantil do defesa do Rio Ave, que sem ninguém por perto joga a bola com a mão. Penalty a favor do SCP que Moutinho converte. Intervalo com vantagem de 2 golos, nem me lembro da última vez.

2ª parte. MISÉRIA! Se a substituição de Vuk se compreende, estava a fazer muito pouco, a entrada de Angulo conseguiu não trazer nada à equipa.
Depois para ajudar, no espaço de 8 minutos, sofremos 2 golos, bis de João Tomás, e Carriço é expulso. Aos 73, o momento do jogo. Com tudo para fazer golo, Caicedo perde inacreditavelmente e de uma maneira PATÉTICA, a oportunidade de colocar o SCP em vantagem.

Quem foi que considerou que apostar em Angulo e Caicedo era acertado? Quem foi que deu o aval a estas contratações? Como é possível ter estes 2 jogadores a envergarem a camisola mais bonita do Mundo!?!?

São negócios lesa-SCP não tenho qualquer dúvida! Isto é terrorismo desportivo. Uma vergonha ter estes gajos no SCP. UMA VERGONHA!!!

Estamos em 8º lugar, com 3 vitórias, 5 empates, 2 derrotas e 12-10 em golos. E os terroristas são os que queriam mudanças? Cambada de cretinos.

PS: A imagem do post é o Caicedo. Ou o Angulo. Ou os 2.
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Interrogações e dúvidas




Desde a demissão de Paulo Bento, temos tido da parte de JEB, um comportamento perfeitamente inaceitável.

Com declarações inapropriadas, demonstrando que o critério para a manutenção do treinador era a amizade ao invés da competência e colocando de imediato um peso nos ombros do sucessor, assim como insultuosas e fracturantes. O presidente do SCP não pode ter um discurso divisionário, como faz cada vez que se refere aos 90%/10%, nem agressivo para com os adeptos e sócios.
Apelidar de cretinos quem não partilha da mesma visão, é a demonstração cabal de que neste momento, JEB devia entrar em blackout para se salvaguardar e nos poupar a todos da sua desorientação.

Vi hoje na capa d'O Jogo que se perfila como solução, a dupla Sá Pinto e Carlos Freitas. Ao contrário de muitos na blogosfera leonina que apoiam esta medida, não me sinto particularmente confiante no seu sucesso.

Sá Pinto foi um jogador carismático do Clube mas que competências tem ele na área do dirigismo? Não será a repetição do que se fez com Pedro Barbosa, caso seja ele o substituto de Barbosa? Retirando da equação a admiração, em alguns casos a adoração, que se tem por Sá Pinto, sobra algo de relevante para o desempenho do cargo?
Um dos aspectos mais criticados a Pedro Barbosa era o de não "ser conhecido lá fora". Acredito que esta crítica apenas existe devido ao papel que "o Rui" desempenha no rival. É que no fcp, o equivalente não é o "GK chorão".
É por ter jogado na Real Sociedad que Sá tem vantagem neste ponto? Não acredito. Conotado com o SCP, o único que tem esse "atributo" é Figo mas duvido que queira assumir qualquer cargo no SCP.
Sá Pinto poderá ser um bom elo de ligação entre o plantel e a Direcção mas não acho que deva ser mais do que isso.

Carlos Freitas será o substituto de MRT? Não faço ideia pois o pouco que sei acerca deste último, era que era considerado imprescindível apesar de não dispôr de tempo para o SCP. Talvez por isso, ainda hoje se aguarde pelas conclusões a retirar do desastre que foi a eliminatória com o Bayern de Munique.
Sendo assim parece-me que haverá uma divisão das responsabilidades de Pedro Barbosa entre Sá Pinto (ligação ao plantel) e Carlos Freitas (contratações). O que só demonstra que é melhor apostar no que se conhece, mesmo que com más memórias, do que no desconhecido, numa solução que traga um pouco de ar fresco.
Carlos Freitas saiu do SCP com uma péssima imagem, entretanto completamente renovada devido à boa carreira do Braga. O que não significa que melhorou em termos de competência.

Porque será que no SCP são sempre as mesmas caras, ainda por cima quando não são lembradas propriamente pelo sucesso alcançado? Falta de conhecimento? Medo de arriscar? Comodismo?

Gostava de ver Balakov associado ao SCP. Porque não como director desportivo?

PS: Depois de ter escrito este post, JEB teve novamente declarações infelizes:

"Não podemos mudar a nossa sede social mas sabemos que contamos com o apoio das gentes do norte. Entre os visigodos, os pais e as mães puxavam as orelhas aos filhos e resolviam tudo na hora. Com os mouros é diferente. É tudo mais lento, as coisas vão ardendo em lume brando. No norte é tudo mais rápido."

Podem ler aqui Bola Branca

Blackout urgente!!
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Honra e Distinção


Como muitas vezes tem sucedido nos últimos tempos, os sportinguistas vêem-se actualmente numa situação delicada e decisiva. Ao longo dos últimos anos, no entanto, muitos dos debates mais acalorados deram-se no campo não desportivo: eleições, Assembleias Gerais, Congresso. Ao nível do futebol, o conforto de ter uma estrutura basicamente inalterada ao longo de vários anos transformou-se, para parte do universo sportinguista, em conformismo. Com os acontecimentos da passada sexta-feira, tudo isto tem de mudar.

Ao sportinguistas, tal como, e sobretudo, aos seus dirigentes e funcionários, exige-se que se actue com honra e distinção, dois epítetos que cada um de nós assume na sua vaidade em ser do Sporting. O alegado elitismo do Sporting existe apenas por causa da nobreza da nossa sala de troféus e devido à postura e aos valores que são inalteráveis, independentemente da nossas opiniões e da nossa vontade de vencer. Se a isto se juntar o reconhecimento da importância do adepto sportinguista, temos o Sporting Clube de Portugal. Tudo isto é pacífico, mas nem assim parece ser uma realidade na prática. E, na hierarquia de valores, o respeito pelos adeptos não pode nunca andar despegado do superior interesse do Clube: estes devem ser os valores de topo a prosseguir pelos dirigentes. Não falarei a fundo sobre futebol, mas ao longo dos últimos anos, isso não aconteceu em Alcochete e nos campos e flash-interviews deste país, por parte de atletas, funcionários e dirigentes.

Na mítica caminhada para o título de 2000, uma cartada decisiva foi jogada em Vila do Conde, contra o mesmo Rio Ave de hoje à noite. A vitória foi tão difícil e tão decisiva que, no final do jogo, após uma chuvada monumental, o presidente Roquette desceu da tribuna ao relvado e veio eufórico festejar com os jogadores. Na bancada, todos gostámos muito de ver o presidente festejar como um de nós. Eu só peço que nos mostrem, daqui para a frente, que não há sportinguistas de primeira e de segunda, com as quotas em dia e lugares renovados ou não; que pode haver opiniões diferentes sem que haja uma ameaça de confronto verbal ou físico; não perguntem porquê, mas, se superarmos este clima actual e se establizarmos psicologicamente esta semana... eu acredito.


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As perguntas do dia


O momento do Sporting é desafiante e devia ser encarado como uma oportunidade para melhorar e seguir em frente. O que todos vimos ontem em directo foi a evidência, se preciso fosse, de que tudo no futebol do Sporting começava e acabava em Bento. Este erro estratégico poderá ser remediado sem custos elevados?

Foi com estardalhaço que se percebeu que o Presidente não foi capaz de separar a admiração pelo carácter de PB e os interesses do SCP, tendo obrigado o treinador a tomar uma decisão que lhe pertencia em primeira instância. E nisso Bento foi reincidente: no Sporting só lhe deve ter faltado auditar as contas e marcar eleições. Às tantas devíamos ter-lhe confiado mais esse serviço.

Que treinador quererá trabalhar com um Presidente visivelmente afectado pela saída do treinador que  “nunca conseguiria despedir”? Que treinador quererá trabalhar num clube que deixou ao seu antecessor carregar todos os pesos, puxar todos os comboios, em suma, ter marcar os cantos e ir a correr cabecear a bola?

Saído PB - e os invisíveis MRT e PBarbosa  - quem dirá a JEB que treinador contratar, que director desportivo nomear, enfim, que estratégia adoptar, que caminho seguir para voltar a pôr o Sporting nos eixos?

A pergunta certa agora, e fazendo face ao que diz o Record hoje,  parece até ser a mais improvável de todas: será Bettencourt a tomar essa decisão?
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ABC - SCP




Jogo grande hoje em Braga, onde o SCP defrontará pelas 17 horas - com transmissão na RTP2 - o ABC, num dos clássicos do andebol português.
Um jogo que será ainda mais especial, pois será o primeiro jogo de Hugo Rocha e Fábio Magalhães, principalmente devido a este, após terem trocado o ABC pelo SCP. Espera-se portanto um ambiente ainda mais hostil que o habitual.

Separados por um ponto, o ABC é 2º com 15 pontos e o SCP 5º com 14, uma vitória hoje, ainda por cima na casa de um rival directo, será não só uma enorme injecção de moral como permitirá ganhar uma vantagem de 2 pontos. Uma derrota colocar-nos-á a 3 pontos e a necessitar de 2 deslizes do ABC, para voltarmos a igualar ou ultrapassar.

Na antevisão do jogo, Jorge Rito, considera o jogo decisivo e que o ABC não pode perder pontos em casa. Por seu lado, Paulo Faria realça que nos últimos 2 anos o SCP já ganhou uma vez em Braga e que apesar das dificuldades inerentes, poderá repeti-lo.
Em relação ao assunto mais polémico - saída do Fábio - eis o que os treinadores disseram, e que pode ler-se n'O Jogo:

Jorge Rito: "Só me preocupam os aspectos do jogo: a organização e estratégia, traçar cenários, encontrar uma resposta eficaz. Já tive muitos atletas meus que depois reencontrei em outras equipas. O ABC tem um rumo, e os jogadores que cá estão são os suficientes. O tema Fábio, esse, já passou."

Paulo Faria: "O ABC tem muita gente que admiro, por isso regressar é sempre especial. Quanto ao Fábio, foi feito em Braga, adora o ABC, mas naturalmente está a seguir a vida profissional dele e hoje faz tudo para ganhar, como fazia no passado. Esse é um assunto do passado. Temos objectivos definidos e não queremos misturar as coisas."

No site do SCP está disponível uma entrevista ao Fábio, exactamente a abordar este jogo e, obviamente, a sua transferência, e que pode ser lida aqui. Um pequeno excerto:

" Está receoso da recepção em Braga? Pelo que soube, na altura da sua saída, houve alguma reacções pouco simpáticas contra si...
– É verdade que sofri algumas reacções pouco agradáveis, mas tenho pessoas do ABC que sempre me foram queridas, sempre me trataram bem e não mudaram a sua maneira de ser. Acima de tudo, quero dizer que a visita ao Pavilhão do ABC me vai fazer sentir uma certa nostalgia. Joguei naquela casa durante 11 anos, ou seja, fui para lá muito miúdo, ali cresci, ali me fiz homem, o que significa que, como é natural, estou muito agradecido por tudo e, o meu sentido, é de que irei sempre ter um grande carinho pelo ABC e pelas pessoas."


Tenho grande respeito pelo ABC, não só pelo que conquistou nos últimos anos a nível interno e pela carreira internacional, levando o andebol português a patamares nunca antes alcançados, mas principalmente pela aposta declarada na formação - complementada por contratações "cirúrgicas". Como Jorge Rito diz:

"No ABC, os jogadores sentem a camisola. Transcendem-se perante as adversidades, e só quem está cá compreende. Mas se o ABC não tivesse a formação que tem, não conseguiria ultrapassar situações de lesões e saídas como o fez e manter-se na luta."

Quanto aos restantes jogos, destaque para o slb - Madeira SAD. Aqui fica o calendário completo desta jornada:

- 15h00 - slb - Madeira SAD
- 17h00 - ABC - SCP
- 17h00 - CS Marítimo - Águas Santas
- 18h00 - CF Belenenses - Sporting da Horta
- 18h00 - AC Fafe - fcp
- 18h30 - Liberty S.Bernardo - Xico Andebol
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Ilusões

Esta provavelmente não é a melhor altura para escrever sobre o Sporting, ainda por cima, por razões pessoais e profissionais, ultimamente não tenho tido hipótese de vir a esta tribuna com a regularidade e disponibilidade habitual e necessária para expor e partilhar convosco os meus pontos de vista sobre a vida do nosso Sporting.

Seja como for e apesar de estar um tanto incrédulo com aquilo que vou lendo, ouvindo e vendo, creio que a saída de Paulo Bento, que soube servir o Sporting com dignidade, honra e sensatez, peca por tardia e o próprio fez questão de afirmar que a sua decisão tem 4 meses de atraso.

Paulo Bento, sabe-o bem, deveria ter saído pelo próprio pé, no final da época passada. Porém, tal como grande parte dos Sportinguistas, o técnico confiou numa viragem de ciclo e foi iludido, talvez dissuadido ou influenciado a ficar em função de um novo projecto que a entrada de José Eduardo Bettencourt deixava antever. Goradas as expectativas de JEB cumprir algumas ilusões que deixou no ar durante a campanha eleitoral, o forever, funcionou apenas como uma espécie de veneno que as serpentes encantadas costumam destilar.

A partir dai, Bento ficou refém de Bettencourt e este refém de Bento. Entendo que Paulo Bento não quisesse continuar refém de Bettencourt porque já o fora de Franco. Se há 4 meses soubesse disso, acredito que não teria continuado em Alvalade. Mas quem é que há quatro meses, após a eleição de JEB, pensava que volvido este tempo a família Sportinguista iria estar mais desavinda do que nunca? Oxalá tudo não passe de um pesadelo, de uma noite mal dormida e a partir de amanhã, possamos acordar para a realidade, iniciar um novo ciclo e sair deste impasse, desta ilusão que nos criaram.

Post Scriptum: Outras saídas que pecam por tardias são precisamente as de Ribeiro Teles e de Pedro Barbosa. Desde a tragédia de Munique que o deveriam ter feito, até porque, foi precisamente Ribeiro Teles que afirmou que alguém tinha que assumir responsabilidades por tal pesadelo.
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Paulo Bento até é um homem com sorte


Quando se sabe que Barbosa e Ribeiro Telles optaram por se solidarizar com Bento, concluo que, pese o dia amargo que deve ser hoje para Paulo Bento, ele até é um homem com sorte. Desfeita que está a ligação ao Sporting, o treinador poderá escolher um clube com um presidente e um departamento de futebol à altura, para prosseguir a sua carreira, que agora debuta. Eu, como sócio e adepto do Sporting, não tenho alternativa senão aguentar o que tenho. Ainda dizem que é fácil ser adepto.

foto i online 
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Altamente perturbado e perturbador


É difícil qualificar o que me foi dado a assistir na conferência de imprensa finda há minutos. Bettencourt, à semelhança de intervenções anteriores, não esteve à altura do cargo para que foi eleito.

Esqueceu-se mais uma vez que é Presidente de todos os Sportinguistas, e não de uma minoria de associados que votaram.

Revelou total desnorte, demonstrando não perceber o beco sem saída em que a equipa se encontrava.

Evidenciou total falta de estratégia para remediar os danos e resgatar o espírito leonino.

Não foi capaz de uma palavra de esperança para os Sportinguistas que, estupefactos, assistiram ao seu descalabro em directo.

Foi totalmente dissuasor para possíveis candidatos ao lugar de Paulo Bento.

Afinal sempre se confirma: o nosso ex-técnico era o único a gozar de lucidez, que bem merecia melhor acompanhamento. Não gosto de ter razão quando em causa estão os interesses do Sporting: tal como muitas vezes aqui foi afirmado, o ciclo de PB estava esgotado, como o próprio reconheceu.

Se JEB se preocupa tanto com Bento e lhe credita tanto mérito devia tudo fazer para que o sacrificio do treinador servisse para alguma coisa.

Infelizmente, pelo que foi dado observar, este foi apenas mais um capitulo de uma longa história de equívocos e não o seu epílogo. Vêm aí os próximos capitulos de mais uma oportunidade perdida.

Post escrito antes de saber que Bettencourt tentou agredir um adepto. Sem comentários. O que tem a dizer Dias Ferreira, Presidente da mesa da A.G.? Era deste Bettencourt que se dizia ser um de nós?

A conferência de imprensa na íntegra:



foto i online
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E agora Presidente?



COMUNICADO
Nos termos e para efeitos do cumprimento da obrigação de informação que decorre do disposto no artigo 248º, nº1 al. a) do Código dos Valores Mobiliários, a SPORTING - Sociedade Desportiva de Futebol, SAD (Sporting SAD), informa que o Treinador Paulo Bento apresentou nesta data a demissão do cargo de Treinador Principal da Equipa Profissional por entender não estarem reunidas as condições para se manter no comando técnico da equipa. Mais informa que, a partir desta data e até decisão em contrário, a Equipa passará a ser orientada pelo Treinador Leonel Pontes.


Lisboa, 6 de Novembro de 2009


O Conselho de Administração


Ao escolher este momento para sair, quando a equipa tem uma deslocação dificil a Vila do Conde, Paulo Bento deixa JEB e Leonel Pontes com uma criança nos cuidados intensivos. Apesar de inevitável será provavelmente dificil de digerir da parte de quem por ele se penhorou, para lá dos interesses do clube e do que era sustentável.

Obrigado a Paulo Bento pelos serviços prestados, em condições especialmente difíceis.

Não vale a pena dramatizar. Se quem vier a seguir gozar da mesma tolerância e do mesmo tempo,  melhorar é quase inevitável.
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Nos antípodas, quem sabe...


Saliente-se na constituição da equipa o regresso de P.Silva à titularidade e para a estreia de Saleiro a titular. Alvalade vazio. Poucos Sportinguistas, bons ou maus.

O bom remate de Moutinho logo aos 10m, correspondendo a uma entrada mais dominadora do Sporting, nem por isso acertada, fazia supor que marcar 1 golo aconteceria mais tarde ou mais cedo. Aconteceu mais cedo do que se pensava e no local indesejado: a nossa baliza. Não foi porém surpresa a forma como foi obtido. Quantos golos assim sofremos já esta época?

Com os níveis de confiança no vermelho e sem processos de jogo consolidados, a desvantagem poderia ser um cenário de terror. À cabeçada Saleiro desfez a encenação, não se reconhece nos letões jeito para a arte, 7ª ou não . E assim fomos para intervalo, com o resultado nivelado como se não tivesse começado. E o futebol não perderia nada se tal tivesse acontecido.

Nas cabines ficou André Marques, onde até podia ter chegado mais cedo. Ele é hoje o pára-assobios em Alvalade. Com tanto jogador a jogar mal, (quem é o tipo da camisola 10?...) foi sobre ele que se concentraram os apupos. A exibição dele não ajudou, mas não fica mais confiante perceber que não gostam especialmente dele. E ele sabe que a alternativa foi “apenas” uns milhões mais cara, fala castelhano, pronto a ajudar os seus compatriotas a conhecer Lisboa by night.

Na extrema-esquerda da defesa lá estava Veloso quando o árbitro mandou jogar a 2ªparte. Angulo encostava-se à direita. Mais à direita um pouco, sentado no banco, não ficava nada mal e ninguém notaria. Miguel, o heterónimo do trinco e do defesa-esquerdo, tornava-se defesa-central, quando ainda tirava as medidas à linha. Carriço ia tomar banho tocado, Grimi entrava sóbrio (refiro-me à exibição…) e tinha assim a oportunidade de me desmentir. Como não lê o “ANorte” não se deu ao trabalho.

Estávamos já com 70m de jogo e Liedson ainda não tinha sido servido de forma a resolver. Um problema para as estatísticas de quem afirma que há 1 Sporting europeu e outro de trazer por casa. É o que dá não ter Sporttv. Se a vissem ouviam os comentadores de serviço dizer do nosso jogo o que Bush não disse de Bin Laden. Para dizer mal cá estou eu, terrorista que paga quotas.

Entretanto Postiga ia para 10, Matias para a esquerda e um tipo com ares de Vukcevic para o banho. Não posso deixar de referir a abnegação e a fé de PB: com opções idênticas perdemos pontos em Guimarães e com o Marítimo. A viagem a Vila do Conde será longa.

O futebol joga-se com o pé, mas na bola. Jogando desta forma a única coisa que  esta equipa pontapeia é prestígio do Sporting. Cavar mais fundo parece ser o caminho e pode ser a solução. Nos antípodas um novo e brilhante futuro espera por nós.
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Sporting - Ventspils


Estádio José Alvalade
Árbitro: Aleksander Stavrev (Macedónia)

SPORTING - Rui Patrício; Pedro Silva, Carriço, Tonel, André Marques; Miguel Veloso, João Moutinho, Vukcevic e Matías Fernandez; Saleiro e Liedson.

Suplentes: Tiago, Adrien, Caicedo, Angulo, Grimi, Hélder Postiga e Abel.

Treinador: Paulo Bento


VENTSPILS - Chenovsky; Mihadjuks, Zamperini, Ndeki e Hodel; Kosmacovs e Chirkin; Tigirlas, Laizans e Zigajevs; Gauracs.

Suplentes: Kolinko, A. Visnakovs, Baimatov, Rugins, E. Visnakovs, Butriks e João Martins.

Treinador: Nunzio Zavettieri
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Pelo amor à camisola


Tenho de começar por agradecer o convite, e dizer quanto me sinto honrado por ter sido escolhido para dar a minha opinião nesta semana de reflexão sobre o momento do Sporting, brilhante iniciativa do "A Norte".

Desde que me conheço que sou Sportinguista, e desde que tive os meus tostões que sou sócio do Sporting Clube de Portugal. No nosso Clube fui atleta, de duas modalidades, durante cerca de 20 anos, e treinador duas épocas. Devido ao meu passado desportivo também fui dirigente desportivo durante cerca de oito anos, num clube de modalidade única, na terra onde vivo há mais de quinze anos.

Tentando encontrar explicação para o actual estado do nosso clube, considero que a falta de cultura (vivência) desportiva de quem nos últimos anos tem dirigido o Sporting, é uma das principais razões.

Com Gonçalves e Cintra, ao lado de alguns Sportinguistas que tinham passado no dirigismo, chegou uma maioria que não tinha qualquer conhecimento do que era o meio desportivo. Com Roquette vieram os "gestores". Uma plêiade de accionistas, ou de altos cargos, de grandes empresas, sem praticamente qualquer conhecimento do meio desportivo, totalmente ignorantes de como se deviam mover na lama que é o desporto em Portugal, e que não se souberam rodear de gente com mais anos de tarimba. Como me dizia alguém: gestor é gestor, gere em qualquer actividade tanto faz ser uma fábrica de parafusos, um banco, ou um clube. Como hoje deve estar convencido que não é bem assim...

Quem viveu no meio desportivo sabe que é por detrás da cortina que se conseguem muitas vitórias. A maioria das vitórias em Portugal consegue-se nos "golpes baixos". Para se conseguir bons jogadores, futebolistas ou outros, temos de estar sempre um passo à frente dos outros. E não chega ter bons jogadores e bons treinadores para ganhar.

O Sporting tem perdido ao longo dos anos a sua influência nos diversos órgãos dirigentes do desporto nacional.

Todos sabemos que determinados lugares na hierarquia desportiva resolvem títulos. No futebol dou dois exemplos recentes:
-No denominado campeonato da Liga-ano-APAF, já dando de barato Paratty e Associados, como foi autorizado o Estoril a mudar-se para o Algarve, e como o que seria campeão defrontou equipas pequenas do Norte em campos (maiores) emprestados.
-Qual foi a primeira decisão dos órgãos da FPF do campeonato da pedrada.
Mas não é só no futebol: ainda há poucos dias no andebol um novo jogador do FCP que trazia um castigo da época passada, viu ser-lhe perdoado o jogo de castigo para poder jogar com o Sporting.

A nossa pureza de comportamento também nos expõe a levarmos umas boas "chapeladas": quantos atletas foram desviados do Sporting já depois de estar tudo combinado, porque nas nossas costas aparece alguém com um maço de notas e dá a volta à cabeça aos atletas, e/ou aos seus pais. Temos uns vizinhos que são especialistas neste tipo de negócio. Conta-se até que nos casos de um jogador de futsal e de um atleta que se mudaram este ano, foi tipo operação relâmpago, não deixando sequer que os atletas saíssem para pensar: está aqui o cheque, assina aqui. Felizmente um segundo jogador de futsal foi mais homem e não se deixou embriagar com o dinheiro à vista.

Outra ajuda importante para o nosso estado de menor entusiasmo vem da comunicação social. Toda a comunicação social desportiva está controlada pelo nosso rival de Lisboa, excepção às redacções situadas no Porto. Se juntarmos a isso a péssima política de comunicação e propaganda instalada no Clube temos de aturar diariamente, hora a hora mesmo, a propaganda de tudo o que é vermelho, desde jogos a treinos, assinaturas de contratos de vedetas e pseudo-vedetas, visitas as escolas, hospitais, tascas, etc., sempre num alto tom de elogio.

Quando os Sportinguistas procuram notícias estas resumem-se aos jogos, ao relatório diário de quem treinou, e apenas aparecem com mais realce intrigas, supostas transferências de saída, mau ambiente no balneário, opiniões de "notáveis" da oposição interna, e tudo o que possa denegrir e espalhar a divisão.

Apesar de não ter votado em JEB, para mim o Presidente do Sporting é, e será sempre, o meu Presidente, e estarei sempre ao seu lado pronto a ajudar em tudo o que puder, mesmo que não concorde com as medidas que ele tome, como por exemplo as propostas que levou à AG.

Gostava muito que ele alterasse a sua forma de estar tomando posições mais duras e falando mais grosso para fora, e continuando a tentar juntar a massa adepta, com um discurso forte e exaltante. Claro, que se a equipa de futebol ajudasse seria tudo muito mais fácil e entusiasmante.

Acabo, enviando um forte abraço de apoio a todos os editores do "A Norte", exigindo que mantenham o nível a que nos vão habituando neste blogue, e pedindo a todos os Sportinguistas que estão a ler estas linhas que tentem esquecer o que nos separa e valorizem o que nos une: o amor pelo Sporting.

VIVA O SPORTING!!!

8
*Texto escrito para o "ANorte" no âmbito "Reflexão Leonina". Com este texto, escrito por um antigo atleta do Sporting, várias vezes campeão nacional, damos por finda a iniciativa que contou com a participação de vários blogues, personalidades e sensibilidades Sportinguistas. O legado resultante deste evento é de todos os que para ele contribuiram, redigindo os artigos ou comentando. Estará disponível na parte superior do blogue a quem interessar.
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Finalmente!!




Nada como uma boa notícia para começar o dia:

"Está confirmado! Depois de proposta, fica finalmente marcada a data para Alvalade saudar Iordanov. Os preparativos estão em plena marcha e, a 5 de Maio próximo, o antigo avançado terá finalmente a sua festa de homenagem, num jogo que juntará amigos e antigos companheiros do ex-internacional búlgaro."

Podem ler a notícia toda aqui

Irei marcar presença para prestar homenagem a um jogador emblemático, a um símbolo do SCP, que não sendo Português aprendeu a amar o Clube de uma maneira que gostaria de ver em muitos outros.

Obrigado a JEB por ter chegado a esta solução, a que eu desejava e que para mim, pelos motivos que aqui escrevi Iorda9, me parece justa e merecida.

Grande Iorda!!!
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Ninguém quer casar com esta desgraçadinha?!


Dizia Joel Neto na sua crónica de sexta-feira, aqui publicada sem punhos de renda, e referindo-se aos primeiros meses de governação de Bettencourt, “que nunca alguém foi tão rápido a mergulhar o Sporting no lodo – e tão eficaz, depois, a segurar-lhe a cabeça no fundo, na expectativa de que deixe, enfim, de respirar.” Depois de, já esta madrugada, ter visto na gravação do “Trio de Ataque” da RTPN, Oliveira e Costa defender com unhas e dentes que não há nenhum bom treinador que queira hoje treinar o Sporting, concluo que há até já quem lhe tenha tomado o gosto. Não satisfeito, ainda acrescentou que o plantel do Sporting é fraco para justificar a carreira da equipa. (Foi obrigado a engolir em seco quando o representante vermelho lhe perguntou pelo plantel do Braga.)

Dirão muitos que é uma perda de tempo comentar ROC e os inefáveis paineleiros que pululam nas tv´s representando o Sporting. Não acho. Porque todos eles ocupam cargos nos corpos sociais e porque são há anos o suporte mediático da ideologia e práticas que emanam do E.V.A. Muito bem acolitados ,diga-se, pelos comentaristas de serviço no Jogo e Record. A propaganda tem feito os seus efeitos.

Pôr a questão da forma que ROC põe revela uma total falta de respeito pelo Sporting, pelos seus associados e pelo que representa como baluarte do desporto nacional e internacional. Revela igualmente como 4 anos de mau futebol podem ferir bem fundo a auto-estima dos adeptos e tolher-lhe a ambição Sportinguista. Vindo de um conselheiro leonino é muito grave.

ROC acredita que ninguém pode fazer melhor e avança com as suas estatísticas para dizer que o Sporting só logrou ser campeão com uma chicotada psicológica com Inácio. Esquece-se de 3 coisas muito importantes: 

i)    Também é difícil fazer pior do que tem sido feito esta época e para isso já não usou as estatísticas para o demonstrar;

ii)     Esqueceu-se de olhar para a tabela classificativa para perceber que este campeonato, para PB ou a quem o venha a substituir, já é uma miragem, estando neste momento em causa o prestígio do Sporting e a preparação do futuro da qual este Dep. Futebol não deveria fazer parte;

iii)    Continuando as coisas como estão, para alcançar o Braga são precisas 4 derrotas consecutivas dos arsenalistas, complementadas por 4 vitórias consecutivas nossas. Ou mudamos muito e depressa ou então será tarde para querer mais que o 4º lugar.

Já se abdicou de todo e qualquer pudor para defender a manutenção de Paulo Bento e todos os que se escondem nas suas costas. (Estou até cansado de falar de Paulo Bento, porque estou longe de achar que é a causa dos nossos males.) Aceitamos como inevitável o estado a que chegamos e acreditamos que serão os que aqui nos puseram os que daqui nos irão tirar. Olhamos para a equipa principal, (e quem sabe para o nosso clube…) como uma solteirona feia e escanifrada, uma desgraçadinha com que ninguém quer casar. Se nós pensamos assim, e o dizemos aos 4 ventos, o que pensarão os nossos jogadores e os nossos adversários?
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Andebol: Taça de Portugal sorteio dos 16 avos



Sorteio da final da Taça de Portugal:

Sporting-ABC

FC Porto-Belenenses

Alto Moinho-Liberty São Bernardo

Vitória de Setúbal-Benfica

CD Olhanenses-AD Maria Balaio

Madeira SAD-AC Fafe

Ginásio do Sul ou Marienses-Juventude de Lis

Paço de Arcos-Ginásio de Santo Tirso

Afifense-Modicus

Xico Andebol-Évora AC

Almada-Vela Tavira

Sporting da Horta-Águas Santas

Marítimo-Avanca

CA Leça-FC Infesta

Sismaria-Ac. São Mamede

Alavarium-São Paio de Oleiros


Destaque para o SCP-ABC, que curiosamente será a próxima jornada do Campeonato mas com o anfitrião a ser o ABC, e para o fcp-Belenenses.


Infelizmente, o site da federação não fornece qualquer informação, acerca da data do jogo entre SCP e ABC:

"Os jogos vão decorrer no dia 15 de Novembro de 2009, domingo - excepto para os clubes participantes nas Competições Europeias.

O sorteio dos 1/8 final realizar-se-á no dia 17 de Novembro de 2009, terça-feira, pelas 17h00, no Departamento de Formação – Bairro do Alto da Ajuda – Rua nº 2 – Vivenda nº 246, em Lisboa.

Os jogos dos 1/8 final estão agendados para 01.12.2009."


Sendo assim, o jogo será quando mesmo?
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Receber dinheiro para falar do clube?


Estou aqui como mero sócio, não noutra condição.

Como sócio tenho direito à opinião.

Fiquei triste com o que vi em Alvalade.

Fico preocupado quando dizem que disparam para o ar quando se viu que não foi isso o que aconteceu.

Os sócios têm direito a manifestar a sua indignação. O futebol também é paixão e irracionalidade.

Porque muitos dos que estiveram em Alvalade vivem o Sporting 24h por dia e esperam 3 horas à chuva, ao contrário de muitos que se sentam nas poltronas.

Quem dirige os destinos do clube tem de estar preparado para este tipo de manifestações. Tem que se falar com estes sócios.

Compreendo os que se manifestam ordeiramente, se alguém não fez deve ser punido.

Hoje no Sporting quem discorda é apelidado de tudo e mais alguma coisa.

Esta guerrilha interna enfraquece-nos, é por isso que não nos marcam os penalty´s como aconteceu no domingo.

Falta alguém que represente o futebol do Sporting no exterior. Barbosa não o faz.

Auditoria aos últimos anos de gestão.

Não há muito dinheiro para ir ao mercado, temos que ser mais imaginativos. Procurar os jogadores antes de serem conhecidos.

Os argumentos dos orçamentos são falaciosos. O fcp foi 2 vezes campeão europeu. O  Sporting já foi 2 vezes campeão com menor orçamento.

É redutor falar apenas de PB, quando se apontam os problemas do Sporting.

Acima dele tem que estar um bom director desportivo.

Tenho direito à minha opinião como os outros que recebem das televisões para dar a sua.

Receber dinheiro para falar do clube? Estou aqui de graça, se a TVI me obrigasse a receber o dinheiro ia para os Leões de Portugal.

(Em resposta a um dito Sportinguista que o mandou ir para o slb) Não é assim que se faz um clube grande. Temos direito a ser diferentes, mesmo pertencendo à mesma família e lutando pelos mesmos objectivos.

*Transcrição livre da entrevista de Paulo Cristóvão ao Lugar Cativo.
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O vício


O Sporting vive um período conturbado e parece que só nestas alturas é que muitos despertam para a realidade. Entre crises no futebol perdemos entretanto o património imobiliário, extinguimos algumas modalidades, perdemos competitividade e importância noutras. Somos menos e cada vez menos influentes. Mas os Sportinguistas só parecem despertar quando a bola não entra e bastará um simples sinal de recuperação para tudo voltar à normalidade. O Angulo quem sabe será um novo Acosta, o Caicedo até poderá ter sido uma boa aquisição e a renovação de Pedro Silva um acto visionário.

O momento que se vive no futebol, e que trás em sobressalto a a família Sportinguista, nada tem a ver com fado, sorte ou azar. Tal como as grandes equipas não se formam do nada, antes resultam de planeamento e esforço continuado, as más acontecem exactamente do oposto. Com a diferença que para fazer mal não é preciso tanto tempo e dedicação como o exige a excelência.

Os sinais de que íamos no caminho errado atropelavam-se aos nossos olhos, mas mesmo assim preferimos ignorá-los. Não só da parte de quem tem o poder de decidir, mas também a grande maioria dos adeptos. Eu que, não tenho dons advinhatórios, escrevia aqui em vésperas de Natal do ano passado:

“O futebol do Sporting vive sob o signo de uma dieta apertada, em que na, maioria das ocasiões, é servido sob a forma de uma canja desenxabida: os golos são poucos, as exibições quando não são medonhas (Paços de Ferreira, Leixões) são frustrantes ou sensaboronas (quase todos os jogos restantes). De vez em quando a esquálida sopa vem acompanhada de um filete de mortadela rançoso (a eliminatória da Taça foi bem jogada, mas perdida) ou um bife de 2ª (a vitória na Supertaça). Filé mignon? Já lá vão tantos anos, que a maior parte dos sportinguistas já nem se deve lembrar da textura ou do sabor. 

É esta a dieta que Paulo Bento nos serve, invariavelmente, há quase 4 anos. Passado todo este tempo a ementa permanece igual. E os sportinguistas se não gostam, comem calados e quase nem protestam. Dizem que dantes não se comia e, apavorados com a peste e a fome que alguns dizem que se instalará a seguir, preferem manter o pouco mas certo de Paulo Bento. O medo de ousar mudar parece ter-se instalado. Os sportinguistas parecem temer uma crise intestinal se lhes derem algo mais condimentado que este futebolzinho tipo pãozinho sem sal.”


Quando escrevi isto ainda não tínhamos jogado os quartos-de-final com um dos piores Bayern´s dos últimos anos. Mas já havíamos perdido por 4-1 em Leiria, no fecho da época anterior, uma das piores, em termos exibicionais, que tenho memória. Começamos a época 2008/09 mal, sendo humilhados em Madrid, em casa com o Barcelona e à 6ª jornada o campeonato era uma miragem. A repetição do 2º lugar no final, o jogar Paulo Bento como cartada eleitoral, trouxe-nos aonde nos encontramos hoje.

Pagamos um alto preço pelos 2º´s lugares e Supertaças que PB nos trouxe. Não porque esses títulos não tenham sido meritórios e valorosos e especialmente difíceis de alcançar, nas circunstâncias em que foram alcançados. Mas não passaram de ópio para o povo Sportinguista e, em especial, para quem dirigia. O alto preço que pagamos chega-nos em amargas prestações semanais de mau futebol, maus resultados e num clube dividido em torno do seu treinador.

As primeiras vitórias trouxeram-nos a euforia. Um campeonato por um ponto, vencedores caso este tivesse acabado 45 minutos mais cedo, instalou a certeza onírica que ser campeões era fatal como o destino. Substituímos a exigência pela complacência com os nossos pequenos feitos. Ao invés de querermos ser melhores achamos que éramos suficientemente bons, encontrando no orçamento, na pretensa juventude do plantel e outros o vício da desculpa. Os sintomas da nossa decadência são hoje tão evidentes na nossa equipa como num qualquer toxicodependente. Já não retiramos qualquer prazer deste vício, tememos a vida sem ele.

A gratidão para como os serviços prestados por PB não pode ser a desculpa para deixar tudo como está. Prolongar a sua estadia é prolongar um estertor, é sujeitá-lo a um castigo imerecido. As suas culpas são bem menores do quem tinha como missão dirigir, decidir, analisar e prever. Num clube com estratégia PB não teria definhado, antes seria obrigado a crescer e ser melhor ou a procurar outro caminho, o que não se consegue com palmadinhas nas costas. Foi por isso que ele se tornou um dos problemas deixando de ser solução.

Ninguém, mesmo que eleito por unanimidade e aclamação, tem mandato para prejudicar o Sporting. Esse mandato foi-lhe conferido para resolver os problemas do Sporting e não para os agravar. É isso que se pede hoje e sempre a JEB e aos corpos sociais do Sporting.
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CJ atribui título de juniores ao SCP





Apesar de a decisão necessitar de ser homologada, é um prazer enorme ler esta notícia:


"O Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol julgou os recursos de Benfica e Sporting a propósito do jogo decisivo do campeonato de juniores da época 2008/09.

Depois de em primeira instância a FPF ter decidido punir os dois clubes com pena de derrota no jogo, devido a incidentes entre claques, a acórdão do CJ, hoje conhecido, muda a pena dos leões. Enquanto o Benfica continua a ser punido com pena de derrota, ao Sporting é apenas imposta uma multa de 500 euros.

Em causa esteve a troca de pedradas entre apoiantes das duas equipas. O Conselho de Justiça, em acórdão do qual não pode haver recurso, considerou que os adeptos do Sporting invadiram o terreno de jogo apenas porque estão a ser alvo de arremeso de pedras «de forma a refugiarem-se, ou seja, como protecção da sua integridade física».

O CJ fez notar ainda que «o jogo estava a decorrer normalmente até à chegada de um grupo de adeptos» do Benfica e que este «no seu percurso até à Academia (...) causou distúrbios, causando problemas às forças de segurança».

Falta apenas que a Direcção da Federação dê os resultados por homologados para que o Sporting possa ser decretado campeão. "


Foram lá para acabar com o jogo e assim sagrarem-se campeões mas pelos vistos, a estratégia não resultou. Aguardemos pois pela decisão da FPF mas é uma excelente notícia. Ainda não se ganham campeonatos à pedrada afinal!

PS: Oh Armani Chunga -> CHUPA!
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Sem punhos de renda


PIOR ERA IMPOSSÍVEL *
Aquilo que José Eduardo Bettencourt ainda não percebeu é que é já, por esta altura, o pior presidente da história contemporânea do Sporting. Nunca alguém cometeu tantos erros em tão pouco tempo: nunca alguém foi tão rápido a mergulhar o Sporting no lodo – e tão eficaz, depois, a segurar-lhe a cabeça no fundo, na expectativa de que deixe, enfim, de respirar.

Curiosamente os jogadores assumem que são culpados. Paulo Bento também assume que é culpado, embora peça que “outros” admitam igualmente as suas responsabilidades. O presidente, esse, não tem culpa nenhuma.

E não tem culpa nenhuma, pensa ele, porque não fez nada. Pois está certo nisso: não fez nada. Por outro lado, é precisamente por isso que é o principal culpado: porque não fez nada – e porque continua, todos os dias, a não fazer nada. Repito: o principal culpado – não José Roquette, não Dias da Cunha, não Filipe Soares Franco, mas sim o próprio José Eduardo Bettencourt.

O processo eleitoral foi mal gerido, sim. As eleições caíram em cima da nova época – já não havia tempo para mudar tudo e começar de novo. Escudado nessa ideia, porém, Bettencourt não mudou nada. Tinha uma oportunidade de ouro: podia ter contratado um treinador com um mínimo de condições e anunciado que se iriam viver novos tempos, com nova filosofia (e que, portanto, esta época seria de transição).

Não o fez. Manteve em absoluto a filosofia que já tão maus resultados dera – e, afinal, a época está a ser transição na mesma, mas para fora do lote dos clubes grandes. Isto em cinco meses apenas. Nem Jorge Gonçalves, nem Sousa Cintra (nem sequer, antes deles, João Rocha ou Amado de Freitas): ninguém fora tão longe. Ninguém conseguira antes excluir tão clara e rapidamente o Sporting da disputa com o FC Porto e o Benfica.

Senhor presidente, pede-lho um ignorante (eu, um tipo que até para preencher o IRS precisa de ajuda e que, portanto, não percebe nada de gestão nem de acções nem de valores mobiliários obrigatoriamente convertíveis): tenha a coragem de dizer aos sócios do Sporting que o verdadeiro lugar deste clube centenário, para si, é entre os candidatos à Liga Europa.

A não ser que o senhor nem sequer o tenha percebido ainda. Não me admira: desde o início que um ignorante como eu, analfabeto em matérias de gestão (mas não em matérias de natureza humana, senhor presidente, não em matérias de natureza humana), vem percebendo muito antes de si o que se vai passar a seguir (basta ir às crónicas que aqui venho publicando desde Maio).

Portanto, diz-lho este ignorante: é esse o caminho em que seguimos. E, entretanto, pede-lhe também: assuma que se enganou neste novo projecto de vida, peça humildemente desculpa e saia de mansinho, que por enquanto ainda o aceitam de volta na banca. E, se não quiser pedir desculpa (que diabo, mesmo que não queira dizer nada), saia na mesma.

Se sair agora, os sportinguistas hão-de esquecer-se de si, mais cedo ou mais tarde. Se não, hão-de recordá-lo como uma espécie de sétima praga do Apocalipse: aquela que finaliza o trabalho – que acaba de vez com o pouco que resta de colheitas e de água, de esperança e de vida. E essa recordação, sim, durará “forever”.


* Por Joel Neto, CRÓNICA DE FUTEBOL ("Futebol: Mesmo"). Jornal de Notícias, 30 de Outubro de 2009
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O drama, o horror, a tragédia!


Quando Caicedo, isolado, consegue acertar no poste, num exercício de pontaria tão involuntário quanto patético, terminava de forma dramática, e injusta diga-se, a possibilidade de o Sporting recolher os 3 pontos tão preciosos. PB percebeu da pior forma que preferir a quantidade à qualidade, - neste caso o da quantidade de carne - na hora de contratar um jogador, está sempre mais perto de maus resultados que o seu contrário.

O drama não começou ontem, mas sim quando não se quis perceber como natural o fim do ciclo da actual liderança técnica. Mas agrava-se a cada jogo que passa, encurralando-nos. PB está longe de ser o único réu, mas não é por isso que não se deva fazer nada. Mas, quando se pensa em mudança de técnico, não posso, responsavelmente, deixar de me interrogar qual será o timming ideal face aos compromissos. E é igualmente dramático não encontrar qualquer razão para confiar em quem tem a obrigação e o dever de contratar. Ao contrário do que muitos afirmam, não é a falta de nomes o maior problema do Sporting. Se não se quiser ver queimar o sucessor de Bento, que terá inevitavelmente que aparecer, com a mesma lenha onde ele arde agora, é preciso eliminar as fontes de ignição do incêndio. É preciso acabar desde logo com a cultura da palmadinha nas costas, uma espécie de rábula de gatos fedorentos que parece implantada em Alvalade: “tu é que és bom! Não desculpa-me mas tu é que és bom”. Este deve ser, por hoje, o diálogo mais comum entre Presidente, treinador e director desportivo.

Mas o castigo do resultado de ontem não invalida o horror da exibição. Uma boa entrada no jogo depressa se desvaneceu no regresso aos velhos e estafados processos. Não houve sorte porque essa prefere a audácia e isso é coisa que não se vê. O voluntarismo não é suficiente para ligar jogadas, afogando o talento ao ponto de se pensar que o Marítimo e o Sporting são do mesmo campeonato.Deve ser isso que pensou o árbitro, porque a um verdadeiro candidato ele marcaria o penalty. O futebol do Sporting esta época é um cadáver adiado, cujos sinais vitais tanto recuperam como depressa se extinguem.

Sendo trágico para muitos Sportinguistas, fazendo-nos perder muitos dias e noites, não é tão trágico como perder o emprego ou a vida. Mas a irresponsabilidade e a insensatez qualquer dia provocam uma verdadeira tragédia em Alvalade, com ontem esteve bem perto de acontecer. A contestação é natural, até PB o reconhece. À violência das palavras de Bettencourt corresponderam actos igualmente violentos dos adeptos. Artur Albarran diria apropriadamente O DRAMA, O HORROR, A TRAGÉDIA. E eu, que sempre o achei entre o burlesco e o excessivo, era capaz de, por agora, dar-lhe razão.
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Não é por um canudo, é por um telescópio




É-me cada vez mais difícil escrever estes posts após os jogos mas cá vai.

Uma primeira parte onde ambas as equipas entraram bem, existindo boas oportunidades de golo, de parte a parte, nos primeiros 20 minutos. Depois desse período, o ritmo baixou, passou a haver maiores falhas técnicas e o jogo arrastou-se até ao intervalo.

Na 2ª parte, uma boa entrada e logo a abrir, um lance sobre Postiga, onde fica um penalty claro por assinalar.

Até que numa recuperação de cabeça de Miguel Veloso a meio-campo, beneficiando do choque entre defesas do Marítimo, a bola chega a Matías Fernandez que marca um golaço!! Qualidade existe, é preciso é ser potenciada.

Só que 8 minutos volvidos, balde de água fria tremendo. Manú pega na bola na direita e aproveitando o espaço concedido, marca um golaço também, que em nada fica atrás do de Matías Fernandez.

O SCP tentou depois o tudo por tudo fazendo entrar Pedro Silva e Caicedo de uma só vez e depois Saleiro, acabando com 4 atacantes em campo, já que Liedson e Postiga jogaram os 90 minutos.
Como ter muita gente no ataque não é sinónimo de golos, ainda sofremos 2 calafrios em 2 lances do Paulo Jorge, num remate às malhas laterais e o 2 num lance de contra-ataque, onde optou pelo jogador em pior posição para endossar a bola. Caicedo mesmo no final do jogo (5 minutos de desconto) demonstrou porquê, como se ainda fosse preciso, de sempre ter dito que ele não tinha qualidade para vir para o SCP. Com tudo para marcar, isolado em frente a Peçanha, acertou no poste.

Fim do jogo, SCP empata com o Marítimo em casa, quarta jornada consecutiva sem ganhar para o campeonato. Estamos no 7º lugar, a 12 pontos do líder Sporting de Braga, a 9 do slb e a 7 do fcp. É pouqíssimo, é indigno de um Clube como o SCP.
Podem não querer assumir que o SCP está arredado do título mas está. É que já não o vemos por um canudo mas sim por um telescópio.

Na flash-interview, apesar de não o dizer explicitamente, pareceu-me que Paulo Bento abriu a porta à sua saída.
Tenho pena. Por tudo. Porque o Paulo Bento não merecia sair do SCP pela porta pequena, porque a equipa não merecia estar na situação em que está e principalmente, e ao contrário do que JEB disse, NENHUM Sportinguista merece estar nesta situação.

Tenho a impressão que hoje foi o último jogo de Paulo Bento à frente do SCP.

PS: O JEB se tiver um pingo de vergonha que evite falar em orçamento. Será algo ridículo quando quem lidera o campeonato, tendo feito o pleno contra os grandes, é o Sporting de Braga.
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SCP - Marítimo




SPORTING: Rui Patrício; Abel, Tonel, Carriço, André Marques; Miguel Veloso, Pereirinha, João Moutinho, Matias Fernandez, Liedson e Postiga
Suplentes: Tiago, Pedro Silva, Adrien, Saleiro, Caicedo, Angulo e Grimi


MARÍTIMO: Peçanha; Paulo Jorge, João Guilherme, Fernando Silva, Alonso, Roberto Sousa, Bruno, Marcinho, Djalma, Manu e Babá
Suplentes: Marcelo, Miguel Ângelo, Taka, Pitbull, Olberdam, Briguel e Kléber
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Histórias trágico-maritimas.


Dia de jogo em Alvalade. Não apenas de jogo no relvado mas onde se espera, pelo menos se anunciam, outras disputas. Aquelas que não gostaria de ver nunca, as que dos dois lados da barricada se podem ver as mesmas camisolas, das quais tanto nos orgulhamos. Ao invés de olhar para si própria e atalhar os problemas, uma liderança fraca e inerte prefere lançar a sua “guerra contra o terror” nas palavras do seu presidente. Estas palavras que dividem são o lançar da semente para que pequenos ventos formem a tempestade perfeita.

Quem gosta do seu Sporting, como TODOS nós gostamos, vê na acusação de “mau Sportinguista” o pior dos insultos. Infelizmente poucos são os que se preocupam com algo mais do que os resultados da equipa de futebol mas, ficando só por esta, perdeu o juízo quem desespera por uma, UMA SÓ, exibição convincente? Não percebe o presidente que o desespero de muitos Sportinguistas não é julgarem que os adversários não vão perder, mas é sim não perceberem como vamos nós ganhar mais vezes?

Mas a conspiração contra Bettencourt tem contornos muito mais abrangentes que apenas alguns “maus Sportinguistas”. Temos em Braga um clube que não se lamenta por ter um quarto (ou menos) do nosso orçamento, antes o utiliza em seu favor, como vimos Domingos fazer no lançamento do jogo. Não contente ainda põe a jogar uma equipa escorada na criatividade de um jogador formado por nós que, pelos vistos, também não serviria os nossos interesses, tendo sido preterido por um jogador quase 10 anos mais velho e não sei quantas vezes mais caro.( Que raio, os telefonemas e viagens para Valência custariam o mesmo, não? ) E, quando se tem que realçar o bom trabalho de Carlos Freitas, com pouco dinheiro, na formação do plantel arsenalista, a conclusão a que chego é que o problema estava acima da sua cabeça e não na sua competência. Vitórias como as de ontem do Braga podem alegrar muitos Sportinguistas, mas a mim deprimem-me. São um documento vivo que atesta a incompetência instalada em Alvalade.

Recebemos pois o Marítimo. Carvalhal, que por certo também não queria atirar a toalha ao chão, teve que as meter à pressa na mala à falta de resultados. Na Madeira a paciência tem limites, aparentemente tão curtos como o seu território. Isto quando a há. O novo treinador conseguiu o que se pretendia, subindo a produção de jogo e espelhar isso nos resultados. Tal como em Guimarães, vamos examinar a consistência dessas alterações. Ao nosso técnico, que não é de atirar a toalha ao chão, bem como aos jogadores, peço encarecidamente que façam qualquer coisita para ganhar. É que eu, que também não sou de atirar toalhas ao chão, já não tenho mais nenhuma para limpar as lágrimas que me correm quando vejo o Sporting jogar.
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Sportinguização não!


De quem fala o Presidente quando diz que não despede a equipa técnica para “agradar a terceiros”? Quem são os adeptos que Moniz Pereira julga ser dispensáveis, identificando “alguns” como “os principais adversários do Sporting”? Quem são os terroristas? Quem é a minoria ruidosa?

São vergonhosas as declarações de Moniz Pereira. O prestigio que goza na familia Sportinguista, de quem é uma espécie de deão, também o obriga a ele e não apenas aqueles que o veneram. O que é deve-o a ele, mas também a muitos que o precederam e a quem com ele trabalhou. Se o Sporting não seria o mesmo sem ele o contrário também é verdade e há que dizê-lo sem medo. E o Sporting sem adeptos seria um mero espectro.

Mas não são menos as declarações do Presidente. A procura do Sportinguista puro nos que com ele abanam a cabeça, sendo os bastardos os "protestantes", é um erro estratégico por parte de quem foi eleito por uma maioria tão expressiva. Mas acima de tudo é um alijar de responsabilidades da sua própria administração. Sem a sua inacção, sem a cobertura que dá à incompetência, a aprovação de JEB seria praticamente unânime em Alvalade.

Claro que todos percebem que os destinatários das eloquentes tiradas são os adeptos que não se conformam com a indigente equipa principal de futebol. Equipa essa cuja estrutura está junta há cerca de 4 anos, mas que a cada início de época parece começar do zero, como se fosse um grupo de excursionistas unidos pela vontade de dar uns pontapés na bola.

Este rosnar e mostrar de dentes para dentro é uma das imagens de marca do status quo do Edifício Visconde de Alvalade, secundados por muitos de nós, que preconizam até medidas drásticas. .Não me consigo esquecer dos agentes da PSP, o ano passado, andarem de cacete em punho atrás de quem demonstrava indignação pelo sucedido em Munique, com os corpos sociais a ignorarem a gravidade do acto cometido bem dentro da nossa casa. Esta agressividade contrasta de forma gritante com a passividade e a bonomia com que os nossos verdadeiros inimigos – repito inimigos, não adversários – encontram nos nossos dirigentes. Compare-se as declarações de hoje com estas, por ocasião do sucedido na Academia, por altura do jogo de júniores.

Os “terceiros” e os “adversários” a que se referem acrimoniosamente os dirigentes citados são adeptos descontentes. Se a actual direcção tem a legitimidade democrática para governar, os sócios e adeptos não estão limitados na sua legitimidade ao protestarem contra a falta de acções concretas de quem os dirige, desde que esse protesto se faça dentro dos limites óbvios. Esse protesto acontece precisamente porque se percebe que nada de concreto, mais uma vez, será feito.

Surpreendente seria se não houvesse indignação e protestos perante o futebol do clube é hoje. Mesmo admitindo que o messianismo que se vive por hoje no clube em torno de JEB leve muitos de nós a pensar que numa linda manhã de nevoeiro a equipa voltará – será melhor "começará"?... - jogar futebol, há limites que até os adeptos mais supliciados e zurzidos não conseguem superar. Mesmo que grande parte de nós aceite como inevitável que os "terceiros" a que se refere o Presidente sejamos todos nós,optimisticamente, no final do campeonato.

Este é um sinal de esperança para mim. Enquanto houver Sportinguistas que acreditem que não é uma fatalidade ficar atrás dos rivais, mas sim o resultado de uma incompetência incapacitante que se instala no clube como uma doença crónica, eu acredito que estamos a tempo de cumprir o nosso destino. Que “Sportinguização” não se torne no epíteto terrível para designar os clubes que não conseguem ganhar, à semelhança do que hoje se usa com belenensização.
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