Morto à nascença

3 milhões de cabeçadas na parede não é penitência suficiente para a atitude irreflectida de João Pereira. Talvez agora perceba à própria custa como é pesada a camisola do Sporting, e que não se pode fazer com ela o que é permitida a outras. Mesmo que Tiago diga outras tantas vezes “palhaço” não conseguirá mais do que insultar quem escolheu essa difícil profissão de fazer rir os outros, se elas forem dirigidas ao artista do apito Olegário e ao seu amigo com nome de circo.

O resto é um jogo que não será lembrado pelos seus primores técnicos ou tácticos. E em que a atitude dos jogadores perante a adversidade não merece qualquer reparo. A jogar assim teria sido difícil perder alguns dos jogos que acabaram por nos afastar paulatinamente de tudo o que tínhamos para vencer.
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Há vida para além do deficit



Salvar a época? Tudo ou nada? Grande teste para Carvalhal? O Sporting joga a época?
Esta visão catastrofista está longe de representar a realidade, mas é que hoje é expressa na maioria da comunicação social. A época está perdida há muito e não é uma taça de uma competição sem expressão que permitirá salvar o quer que seja. É porém a visão que mais interessa ao nosso adversário, de forma a que a pressão de “a vitória ou o fim” seja mais um jogador do seu lado do campo e do lado de fora, durante o jogo. É “apenas” mais um derby e como tal não espero outro resultado que não a vitória.

Há contudo vida para lá desta época deficitária. E é essa que deve estar na linha do horizonte. Que os Sportinguistas saibam perceber isso, porque é com todos que ela terá que ser construída.
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Pare, escute e olhe!

 
Os tempos difíceis que se vivem no Sporting deveriam convidar à reflexão, quanto mais não fosse para que os erros cometidos, e que nos arrastaram para este momento terrível, não voltassem a ser repetidos. Mas os adeptos, que agem instintivamente e com o coração (muito maltratado, diga-se) perto da boca, preferem atirar em todas as direcções, sendo comum, nestas alturas, colocar em causa a categoria dos jogadores e/ou o seu profissionalismo. Como também por vezes sou tentado a reagir de igual forma, mas não conheci ainda nenhum jogador que perdesse de propósito, questiono-me. Não são eles afinal tão vítimas como nós da falta de rigor e de planeamento que grassa em Alvalade? O divórcio litigioso que ameaça romper a ligação entre equipa e adeptos merece reflexão.

Censurar os adeptos é também mais fácil que os tentar compreender. Não foi isto que lhes prometeram, mas isto é infelizmente o Sporting de hoje. Mas deixar que o desespero que a situação suscita tolde o raciocínio não é seguramente o melhor caminho para nos tornarmos mais fortes. Por isso deixo hoje 2 chamadas de atenção feitas em dois espaços da minha preferência, o 442 e a Bancada Nova.

"Saberá José Eduardo Bettencourt que o Sporting alinhou ontem com uma média etária de aproximadamente 26 anos?

Para gáudio e tranquilidade de uma ampla corrente de opinião, o leão recebeu a Académica com apenas dois produtos da academia no onze inicial. Um deles (R Patrício) ofereceu o primeiro golo ao adversário num frango inaceitável a este nível; o outro (J Moutinho, hoje com 23 anos e quase 250 jogos na equipa principal) repôs a igualdade ao romper na zona do ponta-de-lança.

Da linha titular, no entanto, constavam os 11 milhões de euros (Pongolle + J Pereira + P Mendes) que transformaram o clube no mais gastador da Europa este Inverno, além dos 3,75 milhões da superstar de Verão (Matigol),(...)e ainda os 4 milhões com que o AC Milan enganou uns papalvos em Lisboa (Grimi) ou, por exemplo, os 2 milhões que custou uma perna de Vukcevic(...)

Onze milhões de euros depois, praticamente sem vestígios da academia no onze titular, com uma média de idades de 25,8 anos, com todos os jogadores entre os 23 e os 32 anos, excepto Rui Patrício, com Polga em vez de Carriço, Pedro Mendes em vez de Adrien e Pongolle em vez de Saleiro, o Sporting voltou a perder."

"O que pretendem os jornais ou JEB (ou Salema Garção… ninguém sabe quem manda no clube por estes dias) com esta responsabilização directa dos jogadores pela performance desportiva do clube? Aligeirar a responsabilidade da culpa dirigente, que é TOTAL, no que aconteceu esta temporada. Senão vejamos:

1. PB4EVER – esta é a primeira declaração da actual “estrutura dirigente”. Uma declaração que o próprio PB, 4 meses depois, veio dizer que era emocionalmente (por oposição a racionalmente) motivada e, no fim de contas, errada. Um ciclo que deveria ter acabado antes do princípio da época foi alongado por este presidente. Culpa dos jogadores?

2. Estruturação da época – 4 jogos de preparação, contratação de jogadores para o lugar de futuros dispensados antes das dispensas efectivamente terem sido concretizadas, rábula da tentativa gorada de venda de MV24 e dispensa de Rochemback. Culpa dos jogadores?

3. Esgotamento da capacidade técnica da equipa, incapacidade de proporcionar um único jogo aprazível para a massa adepta qualquer fosse o adversário, mínimos históricos no arranque da época. Culpa dos jogadores?

4. Conferência de imprensa de saída de PB, choro convulsivo do presidente, vaticínio de que os sportinguistas terão muitas saudades e não merecem alguém como PB, guerrilhas internas, ameaças de expulsão de associados, ameaças físicas a um associado, assumpção da inexistência de um plano alternativo àquele que havia sido (erradamente) delineado no princípio da época. Culpa dos jogadores?

5. Saída em bloco da estrutura dirigente do futebol – MRT-Barbosa – que era também o suporte ideológico de JEB e cuja cumplicidade foi determinante no avanço da sua candidatura e na sua vitória eleitoral, com a assumpção de um projecto terminado e falhado. Culpa dos jogadores?

6. Desaparecimento público da estrutura dirigente, tentativa gorada de contratar um treinador (que hoje é adversário), contrato por 6 meses com o actual treinador, apresentação pública da contratação de CC feita com uma vergonha que questionava à partida a sua legitimidade para conduzir os destinos do clube. Culpa dos jogadores?

7. Dispensa de dois jogadores (Caicedo e Angulo) contratados no início da temporada e apresentados como mais-valias para o clube. Culpa dos jogadores?

8. Gastos na ordem dos €11M – tornando o Sporting no clube que mais gastou neste mercado de inverno – quando os objectivos passíveis de se atingir, de forma realista, se deveriam reduzir a duas taças, uma das quais de pouca importância. Culpa dos jogadores?

9. Confrontos físicos entre o jogador mais bem pago do clube e o Director de Futebol, posterior demissão deste – tudo em ausência do presidente – após uma vitória sobre o clube com que se partilhava o 4º lugar. Culpa dos jogadores?

10. Derrota histórica com um presidente de férias no Brasil e uma estrutura dirigente reduzida a Pedro Mil Homens e(?) Salema Garção, em dias posteriores à divulgação de escutas que denigrem o actual presidente nas palavras de Pinto da Costa. Culpa dos jogadores?

11. Proposta de revolução de balneário sem que exista uma cúpula dirigente visível ou sequer imaginável, sem que se saiba que será o próximo treinador, em dia de jogo. Culpa dos jogadores?

E estou a ser simpático ao não falar das inúmeras outras ocasiões (como a da invasão da Academia à pedrada e a recente rábula da troca de bilhetes pela antecipação do jogo da Taça da Liga) em que o comportamento da estrutura dirigente tem sido pouco menos que vergonhoso…

E QUEREM TROCAR OS JOGADORES? Troquem mas é de dirigentes.

Havia condições para os jogadores terem um bom desempenho desportivo? A resposta é NÃO."
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Sonho de um, pesadelo de muitos!


Quando Bettencourt anunciava, ainda como vice de Filipe Soares Franco, o seu sonho de um dia ser presidente do Sporting, acrescentava que esse era um projecto que teria que aguardar por maior disponibilidade, uma vez que os seus compromissos pessoais e profissionais não lhe permitiam abraçar tal empreitada. Passado uns meses JEB não conseguiu resistir ao apelo, fazendo com que a realização do seu sonho seja hoje o pesadelo de muitos Sportinguistas. Não me lembro, de João Rocha até hoje, de um presidente e corpos sociais que tenham sido tão rápidos a frustrar as expectativas. O caso dos actuais é até mais grave, tendo em conta o clima de união e esperança que a sua eleição suscitou, reunindo do mesmo lado vencidos e vencedores após o sufrágio.

Com o Sporting a disputar um mês de Fevereiro dramático, o Presidente ausentou-se para o Brasil, fazendo lembrar a fuga da família real aquando das Invasões Francesas. “A ralé que arroste contra as agruras do calendário que eu virei a tempo de segurar a chave do caixão onde se enterrará toda a época” é mensagem que fica.Valha a verdade que tanto faz que JEB esteja no Brasil ou em Lisboa, se levarmos em linha de conta o que têm sido a sua gestão, de Junho para cá. Mas convenhamos que é, no mínimo, uma falha gritante de percepção da realidade e um atestado de incompetência de quem se quer como líder.

Mas o Sporting não devia ser o triste “one man show” a que tem estado confinado. O Sporting é clube com corpos sociais eleitos, Direcção, Conselho Fiscal, Assembleia Geral e Conselho Leonino. Onde estão e o que fazem os seus elementos? Num momento em que os Sportinguistas olham em seu redor e vêm apenas exaltação e desvario, onde estão os que têm como missão liderar e dirigir? Dizem que os corredores de Alvalade são uma feira de vaidades, mas não é com certeza a vaidade e o orgulho de ser do Sporting a que se referem. O que faz afinal um Conselho Directivo, quantas vezes se reuniu desde a tomada de posse e que  decisões tomaram? É que, a visibilidade da sua acção é nula, quando devia ser evidente, em particular em momentos como este.  A não ser que estejamos a falar de um grupo de pessoas que se juntou com o único prpopósito de impedir outros de ocupar os seus lugares.A quem devemos temer mais? As acções de pdc´s, lfv´s vp´s, c.a.´s, ligas, etc, ou as inacções dos que estão dentro de casa?

Se das bancadas aos fóruns a inexistência de liderança se faz sentir, não se julgue que não chegou já ao balneário. Um treinador que enfrenta sozinho os maus resultados, e com contrato de seis meses, é um treinador que não tem autoridade sobre a próxima época, mas com implicações imediatas na presente. E se se pensa que, ao passá-lo pela trituradora no final da época, se diluirão todos os ossos que agora não se querem roer é iludir a realidade. De hoje até Maio há um caminho demasiado longo e penoso, num deserto que não permite fugas ou resguardos. Quem não souber atravessá-lo não chegará incólume ao seu fim, pelo que pouco adiantará os planos para então que agora faça, por mais mirabolantes que sejam.

Sei bem que muitos de nós são levados a reflectir sobre o clube apenas quando os resultados no futebol não aparecem. Uma vitória com os vermelhos na terça-feira desviarão os gritos de revolta para os gritos de vitória. Foi esse o problema das vitórias nas Taças e dos segundos lugares, especialmente porque alcançados sobre os de carnide. Não foi tê-las ganho e com isso termos enriquecido o Mundo Sporting. A auto-indulgência transformou-se numa morte (dos nossos valores e legado) a crédito.
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Pesadelo autofágico

Para uma equipa saída de 2 jogos em que viu caducar, num deles com estrondo, as suas possibilidades em 2 competições, começar o jogo a perder com um golo evitável era um cenário proibitivo. Conseguir empatar e voltar a sofrer um golo por uma reincidência infantil de Vukcevic (cresce rapaz…) é imolar em erros individuais uma exibição colectiva que estava longe de merecer tal castigo.

Fazer tudo isto perante uma equipa bem orientada, cuja mais valia reside no colectivo, traçou o destino de mais uma derrota em Alvalade. Para se perceber o nosso momento e o sgnificado desta derrota a Académica conseguiu hoje a sua 1ª vitória fora, quando anteriormente tinha apenas 2 empates. Surreal? De forma nenhuma. O nossos maiores pesadelos são sempre ao vivo e a cores…

Se alguém acha que com assobios durante o jogo isto melhora, não será melhor assobiar mais alto?
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O Bettencourt tem um feeling!...



- “Zé Eduardo, qual é o teu feeling?”

- “O meu feeling? É o mesmo do BES.”



♪Let’s live it up
I got my money♫
Let’s spend it up


Go out and smash it♪
♫Like ‘Oh, My God!’
Jump off that sofa
Let’s get get OFF♫



♪I know that we’ll have a ball
If we get down
And go out
♫And just loose it all


♫I feel stressed out
I wanna let it go
Lets go way out spaced out♪
and loosing all control


YO…
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Correio do Leão


Um dos nossos leitores lançou-nos um apelo (ler aqui), que em termos gerais perguntava:

1) Quem são as referências no futebol do Sporting?
2) Que mensagem deve incutir aos restantes elementos da estrutura?
3) Existe lugar paras as glórias do Sporting?

Assim, vou dar a minha visão pessoal, atendendo ao pouco que vou conhecendo do funcionamento do futebol do Sporting.
Referências no Futebol do Sporting

Considero que actualmente existem três figuras principais no futebol leonino: José Eduardo Bettencourt, Pedro Mil-Homens e Carlos Carvalhal. Poderia incluir aqui um Director Desportivo, mas atendendo atendendo à sua inexistência e às declarações de Sá Pinto aquando assumiu o cargo, considero que nem ele nem o agora interino Salema Garção podem ser considerados homens fortes na matéria.

José Eduardo Bettencourt logo na sua candidatura declarou que seria ele quem ia assumir os destinos da SAD, entidade responsável pelo futebol leonino. Ao contrário de Roquette (que teve Norton de Mattos e Luís Duque, p.e.) e Soares Franco (que contou quase sempre com Carlos Freitas), JEB contou naturalmente com intervenções de Pedro Barbosa e depois Sá Pinto, mas parece ter maior participação em contratações e acompanhamento da equipa do que os seus antecessores. A ele deverá reportar o futebol profissional, o futebol de formação e a Prospecção.

Pedro Mil-Homens, professor académico e conhecedor de metodologia desportiva, é há alguns o administrador da SAD com a pasta do futebol de formação, além de ser director da Academia de Alcochete. Assim, presumo que a ele reportem todos os responsáveis e intervenientes nos escalões jovens.

Carlos Carvalhal é neste momento quem conduz a equipa profissional do Sporting, ou seja, a última "etapa", aquela onde os jogadores querem estar. Coloco-o como uma das referências pois considero que o principal treinador do Sporting deve ter destaque dentro da estrutura e deve trabalhar em conjunto com o futebol de formação, prospecção e reportar situações extra-desportivas que possam estar a influenciar o rendimento dos seus jogadores, para que sejam acompanhadas e tratadas.

Mensagem

Julgo que repetirei esta frase até ao fim dos meus dias "Esforço, Dedicação, Devoção e Glória, eis o Sporting Clube de Portugal". Certamente parecerá trivial mas no fundo é esta a mensagem fundamental.

A partir dos valores do nosso clube é possível interpretar que é necessário correr, é necessário amor à camisola, é necessário conhecer a história e os pergaminhos do nosso clube e assim será possível corresponder às expectativas (que devem ser elevadas).

Velhas Glórias

Naturalmente, precisamos de ter "figuras históricas" por perto, mas também não podemos ser como outros sítios, que se tornaram autênticas Santas Casas da Misericórdia. Mística e amor à camisola são bem-vindos mas obviamente é necessário algo mais que isso.

Tome-se o exemplo dos nossos escalões de formação, onde muitos dos delegados são hoje em dia pessoas que estiveram largos anos ligados a outras modalidades onde o Sporting foi dominador. Ou seja, mesmo sem ser figuras "públicas", diariamente os nossos jovens lidam com referências e exemplos de puro sportinguismo.

Noutros tempos, tivemos ex-jogadores a liderar as equipas jovens (como Fernando Mendes, Carlos Pereira, Osvaldo Silva, Zezinho, entre outros) porém o treino de futebol tem vindo a evoluir, sendo cada vez mais uma "Ciência". Para tal, basta ver a quantidade de cursos de Ensino Superior nesta área. Por isso, creio que a "simples" entrega de equipas a jogadores que foram referências poderá não ser suficiente...

Veria sobretudo com bons olhos a hipótese do Sporting colocar ex-jogadores como Técnicos-Adjuntos, de modo a lança-los numa nova fase. Caso possuam perfil para lidar e ensinar jovens, terão a oportunidade de iniciar um outro tipo de carreira, sem descurar a formação e a actualização do conhecimento, de modo a corresponder com uma actividade cada vez mais exigente e onde os pormenores podem contar muito.

Sinto também a falta de uma destas figuras, junto do nosso balneário. Escrevi recentemente um artigo, onde realcei a importância de alguém com mística para controlar as pessoas e servir de ponte entre o balneário e a direcção do clube.

Agora, algumas questões se levantam:
- Qual foi o último capitão do Sporting, verdadeiramente sportinguista?
- Qual foi o último jogador que terminou a carreira em grande no Sporting, ao ponto de ser para nós, uma referência?
- Quem hoje em dia conseguirá assumir-se como uma figura que incuta respeito?

EM FRENTE SPORTING!

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Este é o clube que queremos

Ontem o Hugo formulava retoricamente a pergunta de quem era a culpa do actual estado do Sporting Clube de Portugal. Obviamente que a culpa é nossa, como ele muito bem respondeu na altura. E por nossa entendo os sócios, os adeptos e sobretudo os dirigentes.

Dos sócios, por que sufragam sucessivas direcções em quem confiam cegamente, abstendo-se de acompanhar os respectivos exercícios com sentido critico, escolhendo a via mais fácil que é: “aqui tens o meu voto, faz favor de não aborreceres com relatórios de contas, AG´s e outras maçadas”. No fundo os sócios têm baseado as suas escolhas na confiança que lhes merece o curriculum vitae dos seus dirigentes, que, por norma nos últimos anos, são nomes distintos e distinguidos nas suas categorias profissionais.

Acontece que aqui há desde logo um equívoco. O clube que os elege tem regras de gestão muito diferentes das empresas onde se distinguiram. É que o Sporting Clube de Portugal é uma associação que tem uma grande empresa (Sporting SAD) e não o contrário. Nas empresas de onde são oriundos fazem uma gestão de proximidade e quando subdelegam competências e ou responsabilidades, delegam-nas em pessoas da sua confiança e com aptidões profissionais sujeitas a rigorosa análise, e em competição com diversos candidatos. No Sporting esse rigor tem ficado à porta de entrada, com as competências a serem delegadas em pessoas que ninguém conhece ou reconhece pela habilitação para o cargo. E como não são eleitas, sobrevivem entre os pingos da chuva, o mesmo é dizer entre as mudanças provocadas pelos resultados eleitorais sem que o seu trabalho seja avaliado. E ao que parece nem a preferência clubista tem servido de critério de admissão. É também verdade que nos últimos anos não tem havido alternativa eleitoral, ou quando ela existiu os sócios preferiram a continuidade.

Dos adeptos, porque acham que merecem um clube melhor, mais competitivo no futebol, a ganhar nas modalidades, tendo atletas olímpicos medalhados, mas encontram sempre uma desculpa para não fazerem a mudança por dentro. Porque não percebem que para sermos melhores também é preciso sermos maiores, isto é aglutinarmo-nos, criar massa crítica.

Mas quem tem um peso decisivo por acção e também por omissão são os dirigentes. Mais do que os sócios e adeptos é acção deles que conta. E é por isso que o estado actual do clube é um manifesto da incompetência da sua gestão e acima de tudo da deslealdade para com os que neles depositaram confiança. E essa inépcia pode ser comprovada em números, sem ter que saber de contabilidade ou analisar fastidiosos relatórios. Basta olhar para as bancadas de Alvalade, para a falta de troféus nas modalidades, para a falta de uma equipa competitiva na modalidade mais representativa. Se há algum sucesso digno de realce nas sucessivas direcções dos últimos anos ele é terem-nos feito falar de passivos, deficit´s e balanços em vez de títulos e de vitórias.

Este é afinal o clube que temos querido e é também o que temos merecido. Quando quisermos realmente algo melhor e maior saberemos como o fazer. Mas quando mais tarde nos decidirmos, mais difícil será de conseguir.

PS: Já depois de editar este artigo, fui apanhado de surpresa pela noticia de que JEB havia tocado a antecipação do jogo da Taça da Liga a troco de 30% da capacidade do estádio de Alvalade. Não pode ser verdade, claro.
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JEB vai pó.....Brasil!?!?!

Porque não quero escrever muito neste momento, uma vez que só me apetece insultar de cima a baixo o JEB, deixo aqui os excertos do que me está a indignar neste momento:

"José Eduardo Bettencourt sofreu à distância com a goleada no Estádio do Dragão. O presidente do Sporting está no estrangeiro, num período de férias propositadamente marcado para os dias posteriores ao fecho do mercado, mas os 5-2 estragaram-lhe o descanso. Bettencourt, que tinha agendado esta saída do país antes de se conhecer o resultado do sorteio, confessa-se mesmo estupefacto com os contornos da derrota que eliminou o Sporting da Taça de Portugal."

in OJogo

"O Benfica terá mais apoio em Alvalade nas meias-finais da Taça da Liga do que aquilo que está estipulado por lei, fruto de um processo negocial entre os presidentes José Eduardo Bettencourt e Luís Filipe Vieira. Um processo que, refira-se, sofreu vários avanços e recuos até ao final da tarde de ontem. Concretizando, os encarnados só poderiam receber 5 por cento da lotação do Estádio, mas vão ter direito ao dobro dessa percentagem, o que equivale a qualquer coisa como 5 mil e 200 adeptos. Isto sem contar com outros ingressos que poderão ser comprados por benfiquistas à margem deste esquema."

in Record

Convém lembrar que esta figura, é o 1º Presidente remunerado da História do SCP!!! VERGONHOSO!!!
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Doloroso

O Sporting ontem perdeu por falta de brio, de categoria e também por um evidente esgotamento físico e psicológico. Quem viu o Sporting ontem não viu uma equipa, não viu uma ideia de jogo, não viu atitude competitiva. Em suma, perdeu por falta de comparência, por ter ficado ausente, em parte incerta, a correcta percepção e correspondente atitude perante a importância da partida no contexto de um annus horribilis. Não se trata de ter perdido, trata-se de não ter disputado o jogo.

Se é inadmissível para quem veste a camisola do Sporting apresentar-se num qualquer jogo “como quem vai ao shopping”, fazê-lo num jogo como o de ontem e em casa de um rival, não tem qualificação possível e merece um pedido de desculpas. Não só por palavras, mas sobretudo em actos. Mas que credibilidade tem este grupo de trabalho quando é reincidente neste tipo de comportamento, em momentos cruciais como o de ontem?

Carvalhal não sai incólume da hecatombe. Foi a sua estratégia para o jogo e para os compromissos futuros que foi chumbada também, embora seja difícil fazer vingar qualquer plano enquanto a postura dos jogadores for a de ontem. Mas apostar num alinhamento em tudo semelhante ao que já tinha deixado uma imagem anémica na passada sexta-feira em Braga, bem como jogar sempre com os mesmos em jogos mais fáceis não ajudou muito. A herança pesada não justifica tudo,  exigia e possibilitava até por isso maior ousadia. E sem ela Carvalhal dificilmente fugirá ao destino que lhe traçaram.

Liedson. Marcou um golo e por isso está tudo bem. Mas não comigo. Não porque não seja esforçado, mas porque no jogo e nas palavras não esteve nada bem. No jogo foi uma ilha, nunca combinando com Saleiro e perdendo bolas atrás de bolas por más decisões, geralmente por se querer virar para a baliza e esbarrar consecutivamente nos defesas. Por isso pareceu que jogamos num 4x13x1+outro. E pelas palavras desnecessárias, aludindo ao caso recente com Sá Pinto, como se o seu contributo para o pior resultado em muitas décadas no Porto, não fosse por si só grave.

Havia alguma curiosidade pela posição a assumir por Bettencourt após a divulgação das escutas em que ele e Paulinho eram visados de forma desrespeitosa. A opção de não comparência foi a pior das que tinha disponíveis. A menos que haja justificação de carácter imperativo, a sua ausência aparenta uma deserção sem perdão. E coincidência das coincidências, é no mínimo estranho que um presidente, a tempo inteiro ou não, nunca esteja quando a sua presença se impõe. Seja porque andam à bolachada no balneário, seja porque se sofre uma derrota humilhante. E como ficam os milhares que acorreram a apoiar a equipa, bem como os que não o puderam fazer, sem uma palavra de conforto que atenue a angústia e o temor pelo que virá a seguir? Entre declarações histriónicas anteriores e o silêncio absoluto de agora, apetece perguntar: para que serve um líder afinal?
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De quem é a culpa?


Nossa... Como o Sporting que eu idealizo é um clube associativo, comandado pelos superiores interesses e desejos dos seus sócios, cujas decisões democráticas são soberanas, não vejo mais ninguém que possa ser efectivamente responsabilizado.

Fomos nós, sportinguistas, que alimentámos - ou tolerámos - uma cultura mediana, nivelada quase sempre por baixo com o princípio base de que somos os "outros" e que não conseguimos mais. O que importa é conseguir ficar à frente do outro rival e de pouco importa levar 3 ou 4 golos de um Rio Ave ou um Paços de Ferreira.

A culpa é nossa porque despejámos a nossa frustração quando perdemos pérolas por meia dúzia de tostões e acabámos por nos apegar de forma feroz a potenciais talentos cuja evolução estagnou e já pouco conseguem acrescentar ao Sporting, mas que infelizmente são o mais próximo de "Referências" que conseguimos visionar no plantel.

O passeio serviçal em torno de outros interesses que é espelhado por alguns dos que dirigiram o leme do Sporting foi possível, porque nós, sportinguistas, o permitimos. Somos nós que aprovamos e aceitamos empréstimos e endividamentos duvidosos, fomos nós que autorizámos a venda de terrenos a preços abaixo de mercado, somos nós que elegemos aqueles que passeiam por Alvalade, mais parece com o objectivo de cumprir com outros do que servir com brio o Sporting Clube de Portugal.

Fomos nós, sportinguistas, que permitimos que esta gente destroçasse o nosso clube e o reduzisse a uma mentalidade pequenina e esbanjasse a nossa riqueza de cultura e valores. Fomos nós que comprámos a ideia que a partir de determinada altura só podíamos ter jogadores deste calibre e tínhamos de caçar com gatinhos em vez de leões.

Sportinguistas, como nós, têm perdido o interesse nas modalidades que tantas alegrias nos deram no passado, acreditando na ideia que são elas as responsáveis pela asfixia e dificuldades financeiras do futebol e que sem elas o Sporting Futebol Clube seria muito mais forte...

Fomos nós que quase sempre olhámos para baixo ou para o lado como se nada se passasse e acreditando que alguém resolveria o que quer que fosse, da forma que fosse.

Sim, a culpa é nossa e só nossa... E está na altura de assumirmos as nossas responsabilidades, pois face ao que se tem visto, o mais certo é que o Sporting Clube de Portugal precisa da nossa participação e intervenção em vez de o deixarmos ao sabor de algum "vento"...

EM FRENTE SPORTING!
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Afinal, cheirou a Carnaval…

Onze cabeçudos...

Nunca gostei do Entrudo. Desde infância que os estalinhos, as serpentinas, os ‘olés’ dos gajos travestidos de sevilhanas e os ‘banhos’ das bisnagas, me irritam. Este ano, suspeito que não vai ser diferente. Resumindo, defino-o como uma época em que (quase) todas as partidas estúpidas têm desculpa. Sim quase, que esta, que o clube que tanto Amo me fez hoje, jamais. Pode até ser Carnaval, mas eu levei muito a mal.
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Suprema Inspiração

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Nós e Eles


Nos bairros pobres da região da Grande Nápoles, a omnipresença dos clãs da camorra é asfixiante. Estende-se transversalmente por toda a sociedade e abrange negócios tão díspares como a falsificação de vestuário de alta-costura ou o negócio da construção imobiliária, o tráfico de droga ou a eliminação de lixo e de resíduos tóxicos. Para assegurar a fluidez do business, os clãs movimentam centenas de milhares de euros em armas, desde pistolas de pequeno calibre às clássicas kalashnikov. Quando são compradas, os membros mais baixos da hierarquia, jovens adolescentes, vão experimentá-las saindo para as ruas nas suas vespas, testando a sua afinação com disparos aleatórios contra montras de lojas e restaurantes. Neste caso específico, a escolha das montras é totalmente aleatória, mas todos os comerciantes encontram vários motivos que justifiquem os danos sofridos por si. Penam por antecipação e porque o passado e o contexto os leva a pensar assim.
Lembrei-me disto por ocasião das movimentações do mercado de Inverno, que fechou há umas horas atrás, no qual foram veiculadas teorias da conspiração acerca das “jogadas de mestre” de Pinto da Costa, por virtude das quais Miguel Veloso não foi para Florença, o Braga perdeu interesse em Postiga e Mourinho roubou o grande Manuel Fernandes ao Sporting. À imagem do que sucede com os comerciantes da Grande Nápoles, imaginamos tudo e mais alguma coisa para justificar a mestria dos outros e a nossa ineficácia no mercado – mas isso, neste período de inverno, não se verificou. Com isto quero dizer que os mesmos olhos que vêem mestria em jogadas aparentemente inexistentes deveriam igualmente ver os falhanços que grassam pela Torre das Antas.
Como reagiríamos nós se um jogador fosse dispensado (Farias), envolvido numa troca que depois abortou não se sabe bem porquê, e agora voltasse cabisbaixo a Alcochete, sabendo que era dispensável? Qual será a sua motivação? Afinal havia petróleo e, ao contrário do que havia sido anunciado com a pompa do costume por Pinto da Costa, o plantel do Porto precisava de reforços. E Rúben Micael não chega, senão não teriam tentado buscar ao Brasil mais um “gladiador”, outro “fabuloso” de 8 ou 10 milhões de euros. Da mesma forma que criticámos a transparência do balneário de Alvalade, devemos olhar para o pugilato que afasta Bruno Alves do jogo de hoje e para o facto de se saber que o capitão do Porto andou a praticar a sua autoridade com um colega. Podemos criticar o nosso capitão por esperarmos mais autoridade, mas eu pessoalmente não gostava que o capitão da minha equipa a ganhasse à custa de cenas de agressão com um colega.
Com isto quero deixar claro que cada um joga com as suas armas e que, no contexto actual, não tenho nada que me diga que o Porto está mais forte do que nós ou que esteve melhor no mercado de Inverno. Nós e eles, cada um com as suas armas, no duelo de logo à noite. Acredito plenamente na vitória, e já conto os minutos para entrar no estádio e passar os 90’ a cantar o cântico do momento: “O Sporting É O Nosso Grande Amor”. Força Sporting!
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Afinação de pormenor

Não foi na sexta-feira que perdemos o campeonato, assim como não seríamos mais candidatos caso o desfecho do jogo nos tivesse sido favorável, como muito bem poderia ter acontecido. Mas se alguma frustração resulta do jogo de Braga, ela acontece porque foi evidente uma melhoria qualitativa no nosso jogo. Foi essa melhoria que fez muitos pensar que um milagre seria possível ou acalentar a esperança de que o veredicto final poderia ser adiado.

Mas o que há de sustentável nessa melhoria? Foi alcançado um patamar sólido na progressão da equipa, permitindo pensar que não há regresso a um passado indesejado e porém tão próximo? Não consigo responder a estas 2 simples questões sem receio de deixar que a objectividade se deixe iludir pelo desejo que as respostas sejam afirmativas. E a dúvida é legitima, uma vez que faltam ainda as vitórias sempre que o grau de dificuldade sobe. Foi assim contra o Hertha, o U. Leiria e frente ao Braga.

Carvalhal conseguiu devolver alguma auto-estima ao jogo da equipa, fazendo com que esta deixasse de ter medo de si e da própria sombra. Mas a ambição natural e obrigatória num clube da grandeza do Sporting não permite grande satisfação com a obtenção de mínimos. Digamos que Carvalhal conseguiu retocar a pintura, tapando as mazelas e pôr o carro novamente a trabalhar. Mas falta afinar um motor que ainda se engasga, e saber fazê-lo ou não é a dúvida que paira agora sobre o treinador. Por um carro a andar é uma coisa, torná-lo numa máquina de competição é outra bem diferente. É a altura da afinação dos pormenores.

Falta ainda alguma consistência ao nosso jogo, falta-lhe velocidade de execução, falta-lhe profundidade e presença perto da baliza. Com o modelo de jogo estabilizado é hora de perceber se este é o que melhor se adequa e se os seus intérpretes são capazes de o interpretar. Veremos. Não ainda hoje, porque um clássico é sempre um jogo onde o passado e o futuro começam e acabam nos 90 ou 120m de jogo.

Mas os pormenores não são apenas questões técnico-tacticas. Poder contar com o empurrão que por vezes - demasiadas - beneficiam os seus congéneres nos rivais também ajuda. Na Madeira foi ao apito que os azuis acordaram de 30m de um sonho feio, e o Guimarães poderia ter feito sentir o sabor da espada, se o árbitro visse o que fez Chavi Garcia. Um penalty e um jogador a menos costumam fazer a diferença.
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Do túnel ao fosso!

A imprensa de hoje trás lume mais um episódio da “guerra” entre os nossos rivais, sobre o chamado caso do túnel.

Infelizmente o nosso futebol está dominado por este jogo viciado. O que conta são os túneis, a fruta e tudo o resto, menos a bola como ela é. Se vivêssemos num país civilizado, eticamente decente e que gostasse mesmo de bola, as notícias de hoje seriam a antecipação do clássico que se joga amanhã no dragão.

Eu não gostava de ver o Sporting nas primeiras páginas por este género de situações. Fica no entanto difícil ver o Sporting e os restantes Clubes devidamente tratados na imprensa. Sem fruta nem túneis, não há quem destaque e valorize, um determinado código de conduta contrário ao comportamento dos que alimentam este género de folhetins.

Sentir-me-ia envergonhado se ouvisse um dirigente do meu clube a encomendar fruta, sumaríssimos e notícias falsas. Mas provavelmente sou eu que estou errado. Não vejo os restantes adeptos dos ditos clubes, muito preocupados com isso. A sociedade não os condena. Ou melhor, poderá condená-los mas não os pune. De certa forma, continuam a ser valorizadas essas práticas e demais malabarismos. A imprensa premeia a intriga e os casos. Não os denúncia, não os condena, não opina livre e racionalmente sobre a podridão que grassa e rapidamente se alastra às várias instâncias do mundo da bola. Os vencedores estão à vista e continuam a ser levados ao colo, idolatrados, enaltecidos e valorizados. Quando é que isto acaba? Acabarão primeiro aqueles que lutam com armas desiguais, porque, como disse Rodolfo Moura, “no Sporting nem tudo vale para vencer”?

Hoje, temos em manchete, um Jornal a dizer que estava certo e outro a dizer que esse Jornal estava errado. Tudo isto, por causa do túnel, não do pénalti roubado ou do vermelho injusto… já nem se discute bola, para quê? O que conta são os túneis e a fruta… Até a imprensa está em guerra, por causa do túnel. Não tenho conhecimento que qualquer jornalista tenha condenado e reivindicado a perda da carteira profissional sobre um determinado jornalista a quem o Jorge Nuno encomendou uma suposta notícia falsa. Atacam-se pelos túneis, não pelo que mentem, porque todos mentem e é nesta farsa que vive o futebol português. Alvalade não tem túnel, mas tem um fosso. É no fosso que estão aqueles que não jogam nos túneis.

PS: Fui a Braga ver o Sporting. Estava no piso de cima onde se encontravam milhares de Sportinguistas, na sua grande maioria provenientes de todo o norte. Não cai nada bem, ouvir os Sportinguistas que estavam no piso de baixo a cantar o cheira bem, cheira a Lisboa, aqui no norte. Foram várias as manifestações de desagrado que pude testemunhar. Não se trata de regionalismos ou provincianismos bacocos, mas de grandeza e pequenez. É disto que o Jorge Nuno gosta. Será que vão fazer o mesmo em Coimbra, em Olhão ou em Leiria? Por favor, não vão amanhã ao Dragão aplaudir o Ruben Micael.
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Estamos mais fortes?

Encerra hoje ao fim do dia o mercado de Inverno. A menos que haja uma surpresa de última hora João Pereira, Pongolle e Pedro Mendes corporizam a aspiração de nos termos tornado mais fortes, por terem sido resolvidos algumas das insuficiências do plantel. Será que estamos mesmo melhor preparados para enfrentar os compromissos que restam? Tendo o Sporting gasto uma verba considerável, recorde nos últimos tempos, era bom que assim fosse. Tenho as minhas dúvidas, mesmo sem colocar em causa a valia dos jogadores.

Esta movimentação no mercado fica marcada por uma certa “dislexia”, contratando-se ao contrário das necessidades identificadas como mais prementes. Há um novo lateral-direito quando a lateral-esquerda está muito mais necessitada. Chegou Pedro Mendes quando existem no plantel pelo menos 3 jogadores capazes de executar a sua função, sem esquecer que Polga já fez de 6 na canarinha, ao tempo de Scolari. Fomos buscar Pongolle, de características em todo semelhantes ao que já havia no plantel. Se Carvalhal pretendia mudar para 4x3x3 está visto que terá que ficar para segundas núpcias, se as houver, claro está. 

Não tenho dúvidas que contratamos bons jogadores. São estes que fazem os bons planteis. Estamos mais fortes porque temos mais soluções para o meio campo, porque temos um lateral direito capaz de fazer a linha – mas que já revelou em 2 jogos consecutivos falhas defensivas comprometedoras – e melhoramos com a troca de Caicedo – ainda ontem o vi jogar pelo Málaga e perguntava-me como é possível… -por Pongolle. Mas não vejo em nenhum deles novas soluções para o nosso jogo, que precisa urgentemente de ganhar comprimento e velocidade. Gostava que estivéssemos mais fortes, não que tivéssemos ganho apenas volume.
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Sua Excelência, a derrota

Não há nada de excelente na derrota, ninguém as exibe com orgulho ou contentamento, muito pelo contrário são momentos de ruptura, acusação e pior, desenvolvimento de fantasmas monstruosos que ensombram balneários.

Espero que a derrota de ontem não traga nenhuma dessas sensações, ontem não oferecemos a derrota como tantas vezes já aconteceu este ano, ontem perdemos porque o adversário, como equipa a conquistou, e foi melhor, mas combatemos essa superioridade actual com humildade e qualidade e não com receio.

O jogo foi decidido por um ressalto casual, mas manteve a incerteza no marcador até final pela qualidade dos dois melhores guarda-redes nacionais. Venceu a equipa a quem ninguém quer dar mérito, hoje vejo a capa um jornal dizer que quem luta pelo segundo lugar anda ao colo, falta referir que o líder anda de carrinho de rolamentos e aguenta-se nas curvas que lhe vão aparecendo.

Nunca me preocupou muito perder para quem exibe competência e excelência, não vou começar agora. Parabéns Sporting de Braga, não por ontem mas por tudo aquilo que fizeram até agora neste campeonato. Caso se mantenham assim vão ser um campeão nobre e sem receio de caírem depois na vergonha da corrupção ou nos subúrbios do futebol nacional como aconteceu a outros emblemas.

Agora vamos à minha casa, com a derrota de ontem o campeonato é uma miragem, nada que não nos tenha já acontecido vezes sem conta, mas com ela compramos o bem mais precioso que existe no universo, tempo!

Temos pela frente a mais longa pré-época e que tenho memória, há que aproveitá-la porque confio que não se repetirá. Utilizar essa vantagem para fazer tudo o que sucessivamente tem sido adiado, fortalecer o clube, purgar estruturas humanas, blindar balneários, crescer para atacar o futuro. Há tempo para tudo, para experiências, para pensar, para decidir, para corrigir.

Pedia ao Presidente do Sporting para fazer essa reflexão, utilizar Fevereiro para tomar decisões, deve olhar para toda a sua estrutura e formar um grupo da sua confiança e capaz de ser superior a qualquer outro nacional. Caso veja que não o consegue fazer deve dizê-lo claramente a todo o Sporting e sair, há também tempo para isso. Para que as minhas palavras não sejam sujeitas a interpretações, digo que confio em José Bettencourt para liderar, não confio nele para ser liderado por poderes sombrios que dizem e aparenta morarem pelos corredores e gabinetes de Alvalade.

Mas a época ainda não terminou, nem está perdida, há muito ainda porque lutar, também títulos mas principalmente pela vitória em cada jogo, sentir nesta pré-época essa ambição, querer vencer sempre, não aceitar a derrota mesmo quando ela é conquistada pelo adversário como ontem, morrer pelo nosso orgulho e obrigar o adversário ao esgotamento se não quiser perder.

Até ao final da época, Sua Excelência a derrota, ofereceu-nos uma oportunidade a de aplicar o nosso lema, todos nós o conhecemos, pensem bem nele não o vou repetir, interiorizem as suas palavras e não duvidem que no final vem a Glória.
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Domingos, dias santos e feriados

Ainda está para nascer o dia em que uma derrota do Sporting me seja fácil de digerir. E pior ainda quando a “indigestão” vem associada à irritação pelas incidências da partida. No entanto há que deixar bem claro que foi uma derrota imerecida e vendida por alto preço.

Lembram-se daqueles jogos em que o actual treinador do Braga, secundado por Kostadinov, ia 2 vezes à nossa baliza e acabava por ganhar o jogo? Pois foi isso que o jogo de ontem me fez lembrar. Foi sem dúvida um dia de Domingos. E se a eficácia bracarense acabou por ser premiada é também verdade que contou com a ajuda dos santos. Um golo à tabela, num momento em que o jogo estava por definir tornou a tarefa Sportinguista mais difícil. Hoje por hoje a equipa do Braga é das mais difíceis de bater após se apanhar em vantagem. As suas saídas para o ataque são venenosas e não tem vergonha de jogar com todas as linhas atrás da bola, contando com a consistência defensiva da sua linha mais recuada. S. Eduardo foi bem acolitado por S. Rodriguez e Moisés nem precisou de fazer o milagre de dividir as àguas.

O nosso jogo porém poderia ter sido outro. Há mérito do adversário mas também houve demérito nosso. Não me parece que a dupla Liedson – Saleiro (cada vez mais individualista) seja a ideal, nunca se vendo qualquer coordenação entre eles. Com as laterais tapadas tivemos dificuldade em dar profundidade ao jogo, não havendo quem, ao meio e pelo interior, fizesse a ligação do jogo. Isto sem desmerecer o enorme jogo de Moutinho, que deixou em Braga pormenores deliciosos de se ver. Em pólo oposto a “ausência” de Izmailov” foi notória, bem como o desacerto de Veloso. A nossa reacção final e o equilíbrio registado durante a partida tornam injusto o resultado final.

Será feriado o dia em que num jogo decisivo o Sporting conte com uma arbitragem isenta. São dias normais quando, em jogos deste teor, sejamos prejudicados. E a vitória do Braga ontem alicerçou-se em muito anti-jogo, que árbitro não só ignorou como patrocinou. O Braga está bem servido de jogadores como de maus actores, que viram as suas prestações circenses permanentemente aplaudidas pelo apito de João Ferreira. Isto sem falar nos momentos em que o jogo se aproximava da sua decisão, em que as faltas cirúrgicas marcadas ao contrário roçaram a palhaçada.

Seria sempre muito difícil inverter ou apenas anular a desvantagem numa conjuntura semelhante, para qualquer equipa. E, apesar disso, disputamos o jogo até ao fim, controlando as reacções num meio adverso. Espero por isso que a derrota não provoque estragos na confiança para o jogo difícil de terça-feira. Na minha não fez e por isso estarei lá. Para te ver ganhar, claro!

P.S.: Os pormenores são por vezes decisivos. Num mês sobrecarregado de viagens, não faria sentido ter evitado o regresso a Lisboa, com um jogo para jogar no Porto já na terça-feira?
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Parabéns Sporting


Hoje pela noite quando se iniciar o jogo entre o Sporting B. e o Sporting Clube de Portugal a cidade dos arcebispos vai testemunhar a entrada do Sporting para o Guinness, o livro dos records mundiais. A “pedreira” será o palco privilegiado para esta comemoração, nunca antes um clube juntou um número tão elevado de adeptos.

Em contas à Vieira mais de 50 milhões de adeptos (em contas da EPUL muitos mais) todos a sofrerem pela nossa vitória, por mim chegam aqueles que lá estiverem na bancada, com destaque para a malta aqui da casa, que serão eternamente fieis no seu apoio e os 11 que vão para campo de verde e branco vestidos.

Toda esta euforia pelo simples facto de a luta pelo segundo lugar estar ao rubro, contam-se espingardas, túneis, há petróleo por todo o lado, mas hoje em adeptos ninguém nos vence.

Como somos diferentes, para vencer, em vez de um túnel levamos um Tonel, mesmo depois de sermos avisados pelo Domingos que aquilo que se joga em campo normalmente não é suficiente para atingir os nossos objectivos, obrigado amigo mas paciência, eu quando vou ao YouTube e faço uma busca com a palavra Sporting só escuto “Até morrer Sporting Allez”, e vejo golos, tu lá sabes o que escutaste nos balneários por onde andaste.

Infelizmente o nosso anterior Director Desportivo teve de ser afastado porque resolveu combater na categoria dos 62 Kg, quando todos sabem que ele pertence à categoria dos 85 Kg mais 300 gr pelo bigode farfalhudo. Faltou-lhe ter sido Príncipe em Itália para saber que num túnel ou num balneário não se dão murros na cara de jogadores mas sim enfiam-se os dedos, isto segundo o relato de um dos jogadores mais aplaudidos em Alvalade nos últimos tempos a nova coqueluche dos sheiks do café com leite o Micael.

Por seu azar o Liedson andou a ver as conferências de imprensa do Scolari, para se actualizar em relação à selecção, e achou que era necessário ser ele, o “Levezinho”, a ter de proteger o minino Patrício, o único calmeirão da equipa que sempre que se espreguiça manda um estalo a cinco colegas e acompanha por cima o aumento da careca do Carvalhal.

Resta-nos continuar jogar com o que temos, bons e jovens jogadores que procuram a sua afirmação no futebol nacional, o meu conselho para eles esta noite é divirtam-se, dêem o máximo que nós cá estaremos para vos apoiar. Aos que só hoje aproveitam para se juntar a nós aproveitem que isto não dura sempre, temos o hábito de ser mais selectivos na companhia, mas se nos quiserem dar uns 65 milhões da EPUL ou 134 da Câmara do Porto pela vitória não se façam rogados.

Aos de sempre, aos que nunca abandonam a equipa, aqueles cuja fé devia estar no Guinness, somos hoje mais importantes que todas as aventuras que ainda podem acontecer até ao fim da época, se o Sporting somos nós, vamos demonstrar isso mesmo e mostrar a Braga quem é o Sporting.

Força Sporting, Vence por nós!
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O mês de todas as oportunidades (e perigos)

O Sporting inicia hoje um ciclo competitivo terrível? Prefiro desafiador. Isto porque, tendo em conta o sucedido até agora, o risco de falhar é muito menor do que o de reequilibrar o saldo da época. Por isso, mais do que o perigo, eu vejo aqui uma boa oportunidade.

Tem-se falado muito em reforços. João Pereira e Pongolle chegaram, mas apenas o lateral direito conta, uma vez que o francês só agora está disponível. Continuamos a precisar de melhorar o plantel? Não há plantel planteis perfeitos e o nosso estaria longe de o ser, pelo que a chegada de 2 elementos não resolveria nunca os nossos problemas na totalidade. Mas a melhoria registada servirá pelo menos para provar que, mais do que um problema de qualidade individual, havia um problema de orientação técnica. Tão óbvio que não foi preciso um treinador consagrado para o demonstrar. Esse é o mérito indiscutível de Carvalhal, cujo trabalho, realizado sob condições extremamente difíceis, merece referência.

Mas não é possível falar em reforços sem comentar os tratos de polé que o nome Sporting vem recebendo e que até se vem tornando recorrente de há anos para cá. Em Alvalade “herrar é umano”, parece. Todos nos lembramos das promessas pós-eleitorais de uma “equipa de luxo” e os “artigos de fancaria” que desaguaram em Alvalade. Agora, na abertura do mercado foi o “gastar o que for preciso”, mas esse gastar tem correspondido apenas a rios de tinta nos jornais, emprestando o nosso nome para assinalar, qual farol, as referências de mercado. É isto o que se chamou “scouting de qualidade”? E quem o paga? Quando não se sabe comunicar, inflacionando as expectativas, que sentido faz penalizar depois os adeptos por ficarem deprimidos?

Por fim, mas não menos importante, os empresários. Não adianta protestar, eles estão aí e não os podemos ignorar. São como os sacos plásticos que embalam o arroz, são um mal necessário e se os dispensarmos, os grãos espalham-se pelo chão… E por isso mesmo, não servem para mais nada. É por isso que me custa perceber como podia Jorge Mendes representar o Sporting, representar Manuel Fernandes e negociar com o Totenham ou o Inter. No fim de tudo quem ficou a ganhar? O próprio, o jogador e eventualmente o Inter. Censurá-lo por defender os seus interesses? Censuro sim quem devia defender os nossos e não o faz. Contudo confesso-me aliviado. Duvido que Manuel Fernandes renda tanto quanto custaria mensalmente.

Não termino sem contudo afirmar que eu acredito no valor do nosso actual plantel, assim como acredito na viabilidade do nosso clube como um dos grandes entre os maiores. Às vezes, para que tal aconteça, bastaria fazer o óbvio. Ah, é óbvio que logo estarei em Braga, onde o ANortedeAlvalade terá representação de peso.
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O Sporting errado


Qualquer Sportinguista que olhe para a tabela classificativa da Liga Sagres deve compreender bem o que quer dizer o título deste post. Há de facto um Sporting a comandar o campeonato, só que para nós é o Sporting errado. Uma vitória no jogo de amanhã não permitirá inverter a situação ou colocar-nos no lugar que devia ser o nosso mas esse é o único resultado que nos interessa. Porque desde logo é assim que deve ser encarado qualquer jogo e este em particular. É o primeiro de série que pode mudar o cariz tristonho desta época, é a equipa sensação do campeonato, seguindo invicta no confronto com os “big 3”. E nunca é demais lembrar que Domingos disse, aquando do jogo da 1ª volta, que o Braga queria calar Alvalade e conseguiu-o. Ontem Paulo César deu a sua equipa como favorita.

É também o Sporting errado aquele que caia na tentação de facilitar a vida ao adversário, só porque ele compete com o nosso rival de sempre. É que não consigo descortinar como “perder” possa rimar com o  “Esforço, Dedicação, Devoção e Glória!” do nosso lema. Muito menos percebo como como isso se podia compaginar com uma história secular de muitos sacrifícios para afirmar o nome Sporting como a maior potencia desportiva nacional. Como diria o Octávio, vocês sabem do que eu estou a falar…

PS: Já depois de editar este post dei de caras com esta noticia fabulosa. 
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Quaresma, Páscoa ou Carnaval


É inaugurada na próxima sexta-feira, com uma visita ao líder do campeonato, uma maratona competitiva que nos fará jogar 2 vezes com o FCPorto, 1 vez com o SLBenfica, 2 vezes com o Everton, tendo pelo meio a recepção à Académica de Villas Boas e saídas a Paços de Ferreira e Olhão, como se pode observar no quadro em anexo.

29 de Jan SCBraga - Sporting - Liga Sagres
2 Fev. - FC Porto-Sporting - Taça de Portugal
6 Fev - Sporting-Académica - Liga Sagres
9 ou 10 Fev - Sporting- Benfica - Taça da Liga
12 Fev Paços de Ferreira-Sporting - Liga Sagres
16 Fev - Everton-Sporting - Liga Europa
21 Fev - Olhanense-Sporting - Liga Sagres
25 Fev - Sporting-Everton - Liga Europa
28 Fev - FC Porto-Sporting - Liga Sagres

É chegada a hora da prova de aferição deste plantel. Uma época que começou mal, fazendo muitos descrer das capacidades colectivas de um grupo que se mantém estável há vários anos consecutivos e do qual se esperava uma outra afirmação. É também uma boa altura para perceber que politica de reforços se segue nesta abertura de mercado. Com um começo de leão, contratando de uma penada Pongolle e João Pereira, os sinais que chegam são de dúvida e hesitação, com a janela de oportunidade prestes a encerrar.

São por isso sintomáticas algumas afirmações de Carvalhal, dando conta da sua indicação de compra de Ruben Micael, da necessidade de agir tão rápido como nas contratações iniciais, e da insuficiência do plantel. Foram recados para dentro ou para fora?

É já dada como certa a contratação de Manuel Fernandes em alguns locais da blogosfera, geralmente bem informados. Aqui vai estar uma oportunidade para os Sportinguistas perceberem finalmente o valor de Adrien...Quaresma era ontem o homem de quem se falava, por troca com Veloso. Hoje é o próprio Mourinho a dizer que ele é bom jogador (a sério?, bom, se ele o diz…) o que ainda contribui para acicatar as especulações de uma possível troca. Que a mim não me seduz -  também não parece seduzir o "cigano" - pelo desequilíbrio que provocaria, a não ser que o mesmo fosse prevenido com nova ida ao mercado. Mas a possibilidade de  empréstimo de um jogador da sua importância muito pouco aliciante. Perder Veloso por uma pipa de massa ainda vá lá…

Com o calendário que temos pela frente, o mês do Carnaval é uma janela de oportunidade para terminar a Quaresma que tem sido a época ou antecipar uma Páscoa quase inevitável. Com o estardalhaço da guerra entre azuis e vermelhos cada vez mais evidente em tudo o que é noticia, seria inteligente ou pelo menos sagaz perceber o que poderíamos nós ganhar com ela.

P.S.- Veremos se a FPF tem força para fazer prevalecer a data de 2 de Fevereiro para a realização do jogo da Taça de Portugal...
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Norte Leonino


Como era do conhecimento público, sobretudo dos frequentadores da blogosfera e os leitores do Jornal Sporting, o Solar do Norte realizou no passado dia 21 a sua I Tertúlia Leonina. Foi um evento que correspondeu às nossas melhores expectativas e julgamos ter cumprido os objectivos a que nos havíamos proposto: colocar os sportinguistas do Norte em contacto uns com os outros, trazer mais pessoas às nossas instalações, fomentar a nossa implantação regional e, em última instância, incrementar o sportinguismo.
Participaram na Tertúlia cerca de 30 pessoas, de várias proveniências: Porto, Matosinhos, Vila Nova de Gaia, Ermesinde, Aveiro, Parambos, Vila do Conde e Lisboa. Como oradores convidados para esta primeira edição optámos por convidar sportinguistas com ideias próprias e esclarecidas acerca do nosso Clube, que conhecemos através da blogosfera e de contactos pessoais. Estiveram presentes Gabriel Almeida (sócio do Solar do Norte e co-editor do blogue Sangue Leonino), Nuno Mourão (do site Sporting Apoio) e José Duarte Pereira (do blogue A Norte de Alvalade). Os temas abordados por cada um, respectivamente, relacionavam-se com os desafios do futuro do Sporting, a implantação da “marca Sporting” na internet e a tentativa de junção das três claques no mesmo sector do estádio e, por fim, o papel da confiança na relação entre sócios e dirigentes. Estiveram presentes vários membros da claque Directivo Ultras XXI, representantes da direcção do Núcleo Sportinguista de Aveiro, do Núcleo de São Tomé e Princípe e ainda da filial Sporting Clube de Parambos.
Durante a Tertúlia não foram abordados com profundidade temas da actualidade futebolística – essa foi, aliás, uma indicação expressa deixada pela organização, uma vez que os objectivos traçados passavam por identificar temas mais estruturais da realidade leonina, numa perspectiva temporal alargada e não dependentes do dia-a-dia do futebol. Após as excelentes intervenções iniciais de cada um dos oradores, o debate alargou-se a todos os presentes e a discussão foi plural e extremamente estimulante. As suas conclusões podem ser vistas clicando neste link do site solardonorte.org, e estão organizadas nos sub-temas Claques, Futebol e Academias, Núcleos e Perigos, Desafios e Oportunidades. Como não poderia deixar de ser, a Tertúlia encerrou com uma prolongada salva de palmas e gritos de "Viva o Sporting!". A mensagem final que ficou foi a importância da união entre todos os sportinguistas e a necessidade de participar activamente na vivência do Clube, seja nos Núcleos seja apoiando o futebol e as modalidades. Numa semana em que o Sporting decide muito do resto da sua época entre Porto e Braga, está na hora de o Norte Leonino mostrar a sua raça e fazer a sua parte.
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Derby na Taça da Liga


O Sporting vai defrontar o Benfica nas meias-finais da Taça da Liga, no dia 10 de Fevereiro. Nada melhor do que um derby, para unir a família Sportinguista. Ai está uma excelente oportunidade para encher Alvalade e afastar da prova e equipa que na época passada conquistou o troféu de forma vergonhosa e desrespeitosa.

Força Mágico Sporting.
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Assim jaz (mais) um director desportivo


Quando ontem ouvia atentamente a versão de Sá Pinto sobre o triste episódio ocorrido no balneário, perguntava-me se, alguma vez ele teria direito à verdade, tendo em conta os seus antecedentes. Imaginando até que ele se tinha contido e, sendo verdade o que relatou, isto é, tendo sido Liedson a por em causa a integridade física de Sá Pinto, não restaria outra solução senão ser punido de acordo com a gravidade da sua actuação. Sendo Liedson quem é para os Sportinguistas, pergunto-me se a  sua reacção, e comentadores em geral, poderia ser diferente. Isto é, não estariam todos a culpar o carácter historicamente irascível do ex-director, esquecendo os deveres de qualquer profissional para com a instituição que representa.

Esta “dúvida metódica” por parte da opinião pública, sobre as capacidades de resolução de conflitos por parte de Sá Pinto, desaconselhavam a sua nomeação para um cargo como o que lhe estava entregue. Mas Sá Pinto é além de instável também mentiroso? É que as afirmações por ele proferidas ou são verdade,   e por isso relatam um acto de indisciplina muito grave, reiterado, e perante todo o grupo de trabalho, ou então merecem um veemente desmentido por parte da SAD, em defesa do bom nome de Liedson. Sendo verdade, a punição deve ser exemplar, até como mensagem pedagógica para todos os que servem o Sporting.

Compreendo a economia de custos na análise de grande parte dos Sportinguistas. Sá Pinto emulou-se no seu próprio fogo, porque havemos de por também em xeque o nosso melhor marcador? Mas, uma vez exposto o caso não o podemos esquecer, como quem varre o lixo para debaixo do tapete. Porque, mais tarde ou mais cedo, ele vai volta a aparecer. Não será este um desses casos?

O que é porém muito mais grave em tudo isto é o facto de, o que deveria e poderia ter sido resolvido entre paredes, estar rapidamente na comunicação social. É que, ao contrario do que querem fazer crer, episódios destes, acontecem em todas organizações. Mas a sua exposição pública impede soluções que poderiam defender melhor os interesses de todos os envolvidos, evitando esta fractura exposta no esqueleto leonino. E é enquanto alguns preferem discutir os serviços prestados por ambos que eu afirmo que, mais do que Sá Pinto ou Liedson, esses são os grandes inimigos do Sporting.

E assim jaz mais um director desportivo. De Norton de Matos, passando por Carlos Janela, Carlos Freitas, estamos transformados num cemitério de directores desportivos, (como me dizia o reporter H),  depois de largos anos a enterrar treinadores. A propósito, alguém sabia que o FCPorto também tem um Team Manager? Isto quando se sabe que temos aí mais um derby: Os vizinhos de cima da 2ª circular são os nossos adversários para as meias-finais da Taça da Liga.
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A verdade de Sá Pinto


"Reagi em defesa própria após ofensas à minha integridade física"

"Afirmar-se que tal se sucedeu por eu ter reagido a uma prestação de Rui Patrício e que Liedson teria saído em defesa daquele, não só não corresponde à realidade, como incorre no erro de levar ao branqueamento de comportamento incorrectos".

"Quando um acontecimento interno, da família sportinguista, é tornado público apenas dez minutos após a sua ocorrência, aconselha a prudência que algo terá que ser rectificado. Uma instituição não se deve expor desta foram ao exterior, sob pena de se ver fragilizada".

“A emoção falou mais alto que a razão. Por isso, peço desculpa ao meu clube, aos seus sócios, adeptos, equipa técnica, jogadores e restante estrutura profissional".

"O diferendo com o Liedson foi motivado pela forma incorrecta como o atleta se manifestou e dirigiu à massa associativa”.

Perante a minha observação, o atleta reagiu de forma insultuosa e com um comportamento inaceitável".

"Liedson  é, inequivocamente, um jogador de grande qualidade, mas terá de rever e rectificar a sua postura enquanto jogador profissional".

«Face à situação ocorrida, e face à indisponibilidade do presidente , a equipa técnica e outros dirigentes responsáveis decidiram chamar a atenção do atleta para o seu comportamento anómalo"

"Apesar da conduta surpreendente do atleta, pela negativa, não podia ter reagido da forma que reagi.“
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Taça de Portugal - um jogo de memória


Decorreu há minutos o sorteio dos quartos-de-final da Taça de Portugal e este ditou um FCPorto- Sporting a ter lugar já na próxima semana. Sei que o Presidente do Sporting não precisa de conselhos meus mas eu lembro-lhe pelo menos o seu lema de campanha: os sócios têm sempre razão. Aqui está uma boa ocasião para lhe dar dimensão prática. É que, sem precisar de nenhuma sondagem para o corroborar, os sócios e adeptos do Sporting gostariam de ver o seu Presidente em boas companhias, pelo que é desejável que o jogo da próxima semana no dragão fosse o primeiro passo para afirmar uma posição mais firme relativamente aos nossos adversários e às diferenças substanciais que nos separam. Se JEB não o quer fazer por si que o faça pela instituição que representa, que o faça pelo Paulinho. 

P.S.- O Sporting solicitou, antes do sorteio ter lugar, a antecipação do jogo do dia 3, quarta-feira, para o dia anterior, para poder corresponder às exigências do apertado calendário. O FCPorto joga no sábado, pelo que não deveria obstar à sua realização. Alguém quer apostar na decisão que vão tomar?
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De canto para as meias


Nunca é fácil jogar na Trofa, como provam os resultados do ano passado, com os grandes, na sua passagem pela divisão principal, assim como a recente vitória sobre o actual comandante da Liga Sagres. A equipa de Vítor Oliveira, antigo companheiro de Carvalhal, apresentou-se bem preparada, parecendo ter-nos estudado bem.

Dificuldades em construir o jogo, com as alas fechadas, Matias bloqueado ao centro não permitiam bolas de qualidade aos pontas-de-lança. Por via disso demoramos algum tempo a assentar o nosso jogo. Mas com o correr do tempo a nossa melhor qualidade acabava por se impor gradualmente. O perigo por Saleiro, a passe de Moutinho, podia ter sido o golo. Mas serviu-lhe de anúncio. E foi de canto, imaginem! E já viram que de repente passamos a marcar golos usando esta preciosa arma? Antes de isso o nosso velho amigo Paulo Costa já havia perdoado um penalty claro ao Trofense.

A equipa exibia confiança após o intervalo, mas o passar do tempo Reguila dava mais trabalho que o saído Mustapha. Aqui e ali esqueciam-se as instruções e recuava-se excessivamente, dando tempo e espaço. Adrien tinha agora mais problemas para resolver à sua frente, embora os fosse despachando como se fosse um veterano. Fomos controlando o jogo, perdendo acutilância e desperdiçando contra-ataques. O jogo estava ganho, as meias-finais eram uma realidade.

Destaques individuais para Carriço e Tonel, especialmente o primeiro. Adrien ganha consistência à medida que o tempo de jogo revela a qualidade que se lhe advinha. Veloso está um patamar acima do Miguel do ano passado e isso mais uma vez notou-se e muito. Obviamente que Carvalhal, e a sua já cada vez mais notória serenidade, está de parabéns por ter sabido recuperar o ânimo ou pelo menos ter sabido minorar o impacto do cataclismo de 4ª feira. É que não há preparação académica que chegue para sobreviver às suas ondas de choque.

Sim, amanhã de manhã nem vou querer ver as primeiras páginas dos jornais. Sei lá…
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Os Assobios da Desarmonia


Uma monumental assobiadela perpetua-se pelo reino de Alvalade. Basta dar uma curta voltinha pela blogosfera verde e branca, para notar nova vaga bélica instalada no interior do nosso clube. De um lado, os Sá Pintistas do outro, os indefectíveis do Levezinho.

Mas, mais do que analisar o actual (e inevitável?) clima bipolar leonino, a que me vou habituando, era bom reflectir sobre as causas que levaram à sua ocorrência e as consequências que este episódio poderá desencadear.

Para já fico-me pelas causas que originaram esta cena de pugilato... E não há inocentes.

Comecemos pela escolha arriscada de JEB para Director Desportivo que, como muitos temiam, se revelou mais um erro brutal de casting (o adjectivo aqui aplica-se mesmo no seu sentido literal). Na verdade a carreira de dirigente de Sá Pinto acabou ainda mais cedo e de forma mais calamitosa face ao que os pessimistas com a opção – não será antes realistas? – previam.

Seguimos para o comportamento dos adeptos. Daqueles adeptos que não perdoam nada e ao mínimo erro de um jogador que - sabe Deus (ou o diabo) qual a justificação -, não lhes cai no goto, desatam a assobiar e a vaiar como se não houvesse amanhã. Muitos destes adeptos serão, provavelmente, aqueles que depois de passarem um jogo a manifestar-se contra os seus jogadores-fetiche, não só lhes exigem que retribuam com palmas e agradecimentos no centro do relvado após o apito final do desafio, como se indignam perante essa negação… E é neste aspecto que eu gostava de me alongar um pouco mais, até porque é aqui que nós, simples adeptos e sócios comuns podemos mudar alguma coisa. Durante um jogo de futebol o Sporting é representado por aqueles 11 homens dentro de relvado, ao assobiá-los, enquanto decorre o jogo, estamos a prejudicar-nos a nós próprios. Caso o espectáculo, o empenho e até, mesmo cumpridos estes dois requisitos, o resultado final não sejam do nosso agrado, aí sim, podemos manifestarmo-nos negativamente. Agora durante os noventa minutos em que é que ajudam os assobios e apupos? Por mais que reflicta não consigo entender esta mania que, teimosamente, se instalou no nosso estádio… É que ficou agora cabalmente provado que tal atitude não só não ajuda como pode prejudicar imensamente a estabilidade do nosso clube.

Quanto a Sá Pinto e Liedson, já muito foi dito. Ambos erraram, mas depois de relatados todos os factos, devo dizer que o Sá Pinto esteve muito pior. E não só porque pôs termo (?) a uma situação de conflito recorrendo a uma (não) solução: partir para a violência, ainda mais quando a exerce de uma forma completamente injustificada e desproporcionada. Nem porque, enquanto no exercício de um cargo superior e, em face disso, com maior poder e responsabilidade, deveria manter a calma e resolver o conflito de forma inteligente e serena. Condeno-o ainda porque, essencialmente, ele era pago para defender o grupo de trabalho que liderava de tudo e de todos aqueles que o afectassem o seu desempenho. E isto inclui defender os seus jogadores de alguns assobiadores profissionais. Essa, (manter o bom ambiente interno) era a sua tarefa prioritária, e que falhou redondamente. Liedson também agiu erradamente, porque devia ter acatado as ordens de Sá Pinto. Julgo que os subordinados podem e devem dar a sua opinião, até discordar frontalmente duma ordem, mas devem segui-la, mesmo não concordando. O SCP paga (e bem) a Liedson não só para jogar (e bem) e marcar (muitos) golos, como indiscutivelmente tem feito, mas também para obedecer aos seus superiores hierárquicos. O levezinho esqueceu-se ainda, que se há muita gente a assobiar, há muitos mais a aplaudir e a incentivar, nomeadamente a ele próprio e deveria demonstrar SEMPRE a sua gratidão perante os sócio e adeptos do SCP que tanto o têm acarinhado. Ora aqui estava um bom argumento, com lógica e suficientemente inteligente, para o Sá Pinto usar e fazer ver a sua razão face à nega do 31 em agradecer.

Finalmente um apelo. Vamos apoiar convictamente o nosso 31, e já hoje na Trofa! Por uma razão: porque ele merece o nosso apoio em virtude de tudo o que tem realizado dentro de campo. É no relvado que o SCP alcança a glória e poucos como ele tem demonstrado tanto esforço, dedicação e eficácia em a atingir. A devoção, essa fica para nós manifestarmos. Ponham a mão na consciência, e notem se nunca agiram de forma injusta perante um amigo ou familiar. Se assim não tiver sido com algum dos nossos leitores, aconselho a pedirem a canonização ao papa. Ao do Vaticano, não ao atrasado moral
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Fogo que arde sem se ver


Estamos habituados a dizer que o Sporting é uma paixão. Infelizmente do célebre soneto de Camões sabemos a duras penas que no nosso clube há sempre “fogo a arder sem se ver”, que há feridas por sarar a fazer recrudescer “a dor que bem se sente”, apesar de, contudo “ termos com quem nos mata lealdade”.

É o que sentiremos hoje quando prossegue hoje na comunicação social, em tom de festim canibalesco, a devassa sobre o triste episódio ocorrido dentro das nossas portas. O Sporting parece estar transformado num reality-show ao melhor estilo TVI. Uma dura prova para os Sportinguistas, surpreendidos e chocados com um o súbito regresso à nossa estranha (a)normalidade.

Já quase todos tomaram partido. Eu continuo do mesmo lado: do lado do Sporting. Aos que optaram por Liedson lembro-lhes que ninguém está acima do clube, e da hierarquia estabelecida, por melhor que seja o seu histórico de serviços prestados. Aos que preferem Sá Pinto façam-lhe a justiça ao carisma e abnegação que lhe reconhecem, colocando os interesses do clube acima dos de um grupo ou pessoas.

Chega a ser quase trágico que este episódio tenha retirado o impacto da publicação das escutas telefónicas no You Tube. E se há quem diga que são todos iguais, querendo misturar tudo no mesmo saco, parece-me que aqui não temos telhados de vidro, apesar da transparência das nossas paredes. Espero que em Alvalade, mais concretamente no E.V.A., se perceba finalmente o calibre – falte dele, claro – dos nossos adversários e não se cometa a ingenuidade de pensar que o polvo de mais 2 décadas se extinguiu. Apenas evoluiu adaptando-se, ao melhor estilo da filosofia darwiniana. Não se vê, mas está lá.

PS: ontem tive a honra de participar na I Tertúlia Leonina organizada pelo Solar do Norte. O evento será aqui tratado de forma conveniente pelo Bruno Martins, membro recentemente eleito da direcção deste bastião leonino no Norte. Não posso porém deixar de fazer 2 notas: i) o elevado nível do evento, com participação da generalidade dos presentes, ii) o profundo fervor clubista registado. Pena foi que hoje, ao ver a reportagem no JN, eu veja citado o meu nome, dando ênfase a questões laterais à minha intervenção, culminando com o desvirtuar do espírito e do conteúdo das minhas declarações, bem como do evento em si. Ao titulá-lo com um patético “Salema Garção sob fogo” o JN fala de um fogo que nunca ardeu nem tão pouco se viu. As fogueirinhas do costume, o gosto pelo sangue…
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Importa o nome do cargo?


Aquando da conferência de imprensa após o pedido de demissão de Pedro Barbosa do cargo de Director Desportivo, o presidente José Eduardo Bettencourt afirmou que as pessoas estavam enganadas a pensar que o "Pedro era apenas o fulano das placas de substituições".

Poderá existir nesta altura uma crise de liderança no Sporting, resultado sobretudo de uma armadilha de conceitos despoletado pelos cargos atribuídos às diversas pessoas. Desde o Director Desportivo de Pedro Barbosa, ao Director de Futebol de Ricardo Sá Pinto até ao "Team Manager" de Miguel Salema Garção, o certo é que todo este rol de funções lançam a confusão na mente dos sportinguistas, que sem saber ao certo o papel de cada uma das pessoas, acabam por apontar o dedo a quem quer que seja em busca da responsabilização de algo que corre mal.

Nunca vi em Pedro Barbosa ou Ricardo Sá Pinto, a responsabilidade máxima do departamento de futebol do Sporting Clube de Portugal. Tanto quanto sei, essa sempre foi e sempre será da presidência da SAD - entidade que gere o futebol. No banco, mais do que alguém que conheça mercados ou com conhecimentos de gestão, necessitamos de alguém com mística, amor à camisola e respeito pelo Sporting Clube de Portugal. A verdadeira ponte entre o balneário e clube.

Barbosa e Sá Pinto foram directores, mas o "enorme" Manolo Vidal era o secretário-técnico e o que é certo, é que com ele junto dos jogadores, a paixão e garra leonina estavam sempre presentes e há bem pouco tempo, a sua importância na conquista dos dois últimos títulos foi reconhecida pelos dirigentes do Sporting.

Com isto, deixo a pergunta: Importa o nome do cargo ou a função desempenhada?

EM FRENTE SPORTING!
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Os fantasmas de sempre


Segundo a RR, sempre muito bem informada sobre o futebol português, o triste episódio de ontem conta-se da seguinte forma:
Após o 2º golo registaram-se alguns apupos por parte dos adeptos. A coisa piorou quando alguém gritou o nome de Stojkovic. Foi aí que Liedson se empertigou, mandando calar os adeptos. Sá Pinto ter-lhe-à chamado à razão lembrando que “são eles que nos pagam os ordenados”. Liedson não gostou, a discussão manteve-se até aos balneários, onde, após alguns empurrões, Sá Pinto terá sido o autor da primeira agressão. A ser verdade, não se confirma a versão inicialmente posta a correr, que tudo teria começado com uma crítica pública de Sá Pinto à actuação de Patrício. E fica por explicar como é que tudo isto sucedeu sem intervenção de terceiros.

Parece-me inevitável a assumpção que Sá Pinto não era a pessoa certa no lugar certo. Bem como também que o balneário do Sporting está longe de ser um local recomendável para dar as costas, e que o ar que por lá se respira necessita com urgência de renovação. Falta ainda apurar que feridas foram abertas e que tempo durará a cicatrizar, sabendo-se a ligação que Sá Pinto tem com os adeptos, e que acaba por ser o respeito por eles a condená-lo. Mas, como sempre no Sporting, sabe-se de tudo sem nada se saber ao certo. Lembro-me de quando Argel quase chegou a vias de facto na torre das antas, destruindo à passagem 2 computadores. Só veio a público passado uns anos e porque o próprio o confessou em entrevista.

Não é por acaso que o nome de Stojkovic aparece de novo, nestas circunstâncias. Não soubemos matar conveniente as questões e assim elas vão e voltam, quando menos se espera, como se de fantasmas se tratasse. Diz-me um amigo meu que isto não aconteceu por acaso, e que Sá Pinto, pelas suas características pessoais, era o alvo mais fácil de uma franja que nunca viu com bons olhos as mudanças recentes. Para ele a seguir vai Carvalhal, lembrando-me do “desabafo” de Liedson, sobre as suas dificuldades em jogar sozinho na frente.

Não vou tão longe nas teorias conspirativas, parece-me antes o reeditar de um conflito pessoal mal resolvido e que não terá sido levado em conta na hora da escolha de Sá Pinto. Mas creio não restarem dúvidas que há problemas bem profundos no seio do grupo de trabalho e que, tal como os exorcismos, não serão fáceis de realizar, ou bonitos de ver, sendo porém de todo necessários, a bem do nosso estado de sáude.
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Estranha forma de vida!

Quando hoje de manhã recebi um sms a dizer “não vejas os jornais de hoje”, pensei mais uma vez tratar-se das recorrentes primeiras páginas encarnadas após jornadas futebolísticas onde os mesmos já não têm lugar.

Longe de mim imaginar, que o destaque a verde e branco em manchete se devia a cenas inacreditáveis de pugilato, após o sofrível resultado ante o Mafra.

É esta a sina do Sporting. Quando tudo parece começar a correr bem, eis que os próprios Sportinguistas, adeptos, dirigentes ou atletas, decidem deitar tudo a perder. Não quero, ainda sem conhecer a verdadeira dimensão do vergonhoso episódio individualizar ou apontar o dedo a quem quer que seja, mas não posso deixar de manifestar o meu mais profundo repúdio para com o sucedido.

Estranha forma de vida, a dos Sportinguistas. Como o meu companheiro JVL já havia apontado, são no mínimo caricatos os aplausos que alguns adeptos decidiram dedicar ao Madeirense Ruben Mícael no fim do encontro com o Nacional. Será que são os mesmos que ontem decidiram apupar Rui Patrício, ainda que tenha errado infantilmente?

Que comportamento vão ter esses adeptos quando o Madeirense voltar a visitar Alvalade vestido de azul e branco?

É preciso perceber a essência dos aplausos e dos apupos. A vida balanceia nessa dicotomia.

Tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto é o Sporting.
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Inacreditável, ou talvez não....


Quem hoje lê as 1ª´s dos jornais seguramente que pensará tratar-se de uma brincadeira de Carnaval. Ou de um qualquer fenómeno que, de repente fez avançar o calendário para o dia das mentiras. Mas não, no Sporting Clube de Portugal os nossos piores pesadelos são vividos acordados, é a nossa realidade crua e dura. E acima de tudo é inacreditável que, passado um par de horas, o que deveria ser resolvido em bom recato, no seio do clube, saindo apenas o inevitável, esteja hoje escarrapachado nos jornais.

In "O Jogo"
Sá Pinto e Liedson envolveram-se ontem numa cena de pancadaria no balnéario logo após o triunfo diante do Mafra por 4-3, soube O JOGO. A pega começou ainda no relvado mas alastrou-se até ao balneário, onde dirigente e futebolista chegaram ao confronto físico. Foi este o "problema pessoal" invocado pelo treinador Carlos Carvalhal para não comparecer na sala de Imprensa após a partida. Os próprios jogadores do Sporting também demoraram mais tempo do que é habitual para irem à zona mista.
Tudo terá começado na sequência da falha de Rui Patrício no lance do segundo golo do Mafra. O público apupou o jovem guardião, o 31 não gostou e insurgiu-se contra a reacção dos adeptos. Sá Pinto colocou-se do lado das bancadas e repreendeu com veemência o ex-companheiro. A discussão subiu de tom e alastrou-se ao balneário, onde ambos se pegaram num confronto físico a que só outros jogadores e elementos do "staff" verde e branco puseram cobro.
A cena apanhou todos de surpresa, mas o filme já vem de trás. Sá Pinto e Liedson nunca tiveram uma relação fácil. Na época 2003/04, num jogo frente ao Rio Ave, o baiano preparava-se para bater um penálti frente ao Rio Ave e o então camisola 10, contra as ordens do técnico Paulo Bento, tirou-lhe a bola, assumindo a conversão, perante a estupefacção do brasileiro.
Resta agora saber quais as consequências desta cena, que promete reacender os ânimos no seio de um grupo que recuperava de uma acidentada primeira metade de época. 

In Record:
Liedson e Sá Pinto desentenderam-se violentamente no final do encontro, já em pleno balneário do Estádio José Alvalade. Na base da discussão, ocorrida na presença de todos os jogadores, esteve o erro de Rui Patrício que resultou no segundo golo do Mafra e, embora ninguém assuma que avançado e diretor de futebol chegaram a vias de facto, é certo que existiram empurrões e alguns murros pelo meio.
Diversos jogadores tentaram separar os dois contendores, mas o ambiente só serenou quando o luso-brasileiro foi retirado do balneário, argumentando que, a partir de ontem, dificilmente conseguirão conviver no mesmo espaço. "É ele ou eu!", foi a ideia deixada pelo goleador.
Carvalhal assistiu à cena incrédulo e impotente. Um problema para o técnico, que poderá ver-se privado do concurso de Liedson. O dianteiro de 32 anos está sob a alçada disciplinar do clube e poderá ser alvo de um pesado castigo. A discussão começou ainda no banco de suplentes, com o diretor-desportivo a criticar o erro do guarda-redes e Liedson a sair em sua defesa. A troca de argumentos alastrou ao balneário e foi subindo de tom até ao contacto físico.



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Naturalmente, fico Zhang...ado


Num jogo que esteve quase sempre controlado da parte do Sporting, dois erros infantis deram outros tantos golos a um adversário de um escalão inferior que foi a Alvalade disputar o jogo pelo jogo. Se por um lado, Rui Patrício não tem culpa das "batatas" no relvado, Vukcevic não pode perder a bola daquela forma.

Sporting entra em campo com cinco alterações em relação ao onze titular contra o Nacional da Madeira e apenas Matias Fernandez conseguiu "convencer-me". Pareceu-me que o chileno foi o principal dinamizador do ataque sportinguista e esteve na origem do penalty - que o próprio converteu - e apontou o canto que originou o segundo golo do Sporting, apontado por Carriço.

Mas antes do Sporting ter tomado conta da partida - pelo menos até aos minutos finais - o primeiro golo do Mafra resulta de alguma displicência por parte do Sporting que deixou o adversário entrar com alguma facilidade e rematar para o golo do empate.

No final da primeira parte, 3-1 com os golos leoninos a resultarem de lances de bola parada.

A começar o segundo tempo, a uma chouriçada de Vukcevic, Djaló corresponde bem ao acreditar que podia ficar com a bola e faz funcionar novamente o marcador. A partir daqui, acreditei que o Sporting podia partir com facilidade para um resultado bastante confortável. Mas foi o que aconteceu?

A rotação efectuada e os minutos dados a jogadores menos utilizados fizeram sentido em minha opinião já que por exemplo, João Pereira não pode jogar na Liga Europa (será Abel uma verdadeira alternativa?) e com a saída de André Marques para a Grécia, Grimi é o único lateral esquerdo no plantel.

Assumo-me completamente frustrado com a nossa segunda parte. Razões para tal? Se já no primeiro tempo tinha visto pouca atitude competitiva em muitos jogadores, na segunda parte essa pareceu intensificar-se e acrescentando o individualismo de Vukcevic, fiquei quase fora do sério. Nem mesmo o voluntarismo de Postiga me consegui "animar" (n.d.r. Pode não ser avançado para o Sporting, mas também pobre coitado está mesmo com azar).

Aquilo a que assistimos nos últimos minutos é completamente inadmissível. Depois do "azar" de Rui Patrício, reparem na facilidade com que o jogador do Mafra consegue cruzar a bola e o Abel ainda vira as costas ao opositor...

Mais uma vitória, novamente pela margem mínima mas que desta vez me deixa naturalmente zangado...
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Sporting - CD Mafra (20 Janeiro)

SPORTING - Rui Patrício; Abel Daniel Carriço, Polga e Grimi; Adrien; Izmailov, Matias Fernandez e Vukcevic; Yannick e Saleiro

MAFRA - Juan Castro; Éder, José Inácio, João Afonso e Joãozinho; Marco Paulo; Catchana e Zhang, Ricardo Correia; Kifuta e Dabao.
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Há ou não dinheiro? E para quê?



Em Novembro o Sporting não contratou Villas Boas à Académica aparentemente por falta de dinheiro, uma vez que o clube de Coimbra terá pedido 1 milhão de euros, segundo se disse então. Passado um mês, talvez menos, o clube gasta quase 10 milhões a contratar Pongolle e João Pereira, batendo a cláusula de rescisão deste. Aparentemente foi por não ter 5 milhões de euros, ou arte por o negociar por menos, que acabou por não comprar Ruben Micael, que, como reconheceu ontem Carvalhal, era um jogador que lhe interessava. Mas já parece estar disposto a abrir a mão a 1,5 milhão para contratar Pedro Mendes que no final do mês de Fevereiro completará 31 anos. E a contratação do médio é uma novela documentada, episódio por episódio, num jornal perto de si.
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Clube do povo, Clube de Portugal

video

O Sporting nasceu um dia

Sob o signo do leão

Nós aprendemos a amá-lo

E a trazê-lo no coração


Rapaziada oiçam bem o que eu lhes digo

E gritem todos comigo

Viva ao Sporting!

Rapaziada quer se possa

Ou se não possa

A vitória será nossa

Viva ao Sporting!

Rapaziada oiçam bem o que eu lhes digo

E gritem todos comigo

Viva ao Sporting!

Rapaziada quer se possa

Ou se não possa

A vitória será nossa

Viva ao Sporting!


Bandeira verde o Leão

E uma esperança sem fim

Muita fé no coração

O sportinguista é assim


Rapaziada oiçam bem o que eu lhes digo

E gritem todos comigo

Viva ao Sporting!

Rapaziada quer se possa

Ou se não possa

A vitória será nossa

Viva ao Sporting!

Rapaziada oiçam bem o que eu lhes digo

E gritem todos comigo

Viva ao Sporting!

Rapaziada quer se possa

Ou se não possa

A vitória será nossa

Viva ao Sporting!


Ai vamos lá cantar a marcha

Que é a de todos nós

Cantam todos os do Sporting

Desde os netos até aos avós


Rapaziada oiçam bem o que eu lhes digo

E gritem todos comigo

Viva ao Sporting!

Rapaziada quer se possa

Ou se não possa

A vitória será nossa

Viva ao Sporting!

Rapaziada oiçam bem o que eu lhes digo

E gritem todos comigo

Viva ao Sporting!

Rapaziada quer se possa

Ou se não possa

A vitória é sempre nossa

Viva ao Sporting!

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EU? SOU APÁTRIDA!


Nasci em Lisboa, numa clínica na Avenida da Republica, mas “sou” de Benfica. Toda a minha família é de Benfica. Meus pais, meus tios, meus avós. A minha avó materna era tão de Benfica, que era de Benfica, mas não era de Lisboa. Quando ela nasceu Benfica ainda não era Lisboa. Eu sempre vivi em Benfica até ter de “emigrar”, mas continuo com residência em Benfica, onde também vivem meus filhos e neto.

Entretanto uma instituição, que logo à nascença começa com uma trafulhice (foi criada em 1908 mas tomou como data de fundação 1904) que ao longo de um século andou a saltar de freguesia em freguesia (Belém, Benfica, Amoreiras, Campo Grande, actualmente S. Domingos de Benfica) usurpou o nome da minha freguesia.

Ao longo dos anos sempre se quis afirmar como “o maior do mundo”, tentando esmagar quem lhe pudesse fazer concorrência, para tentar ganhar nunca olhou a meios, especializou-se desde sempre em tentar roubar os melhores atletas aos outros clubes, a fama das arbitragens compradas já vem de muito longe, a protecção governamental é de todos os tempos, de Salazar a Ferreira Leite.

Agora essa instituição tem um presidente que, tal como ao clube, ninguém sabe de onde vem o dinheiro que ostenta. Mas no meio de muitas burrices que lhe saem da boca para fora, vem-se pavoneando com ameaças, fanfarronices, tentando vender a imagem do mais inocente dos inocentes, de ser prejudicado, quando, como se tem visto ultimamente, a sua instituição tem andado a ser levada ao colo pela arbitragem portuguesa.

No último fim de semana a procissão veio à Madeira. Quem carregou o andor foram as forças armadas: o sr. oficial João Ferreira e o sr. sargento Ferrari, olho de águia. Mas na véspera da procissão o prior da congregação organizou um jantar de caridade e subindo ao púlpito fez a sua prédica. No meio de muitos auto-elogios, muitas baboseiras, muita conversa para enganar parolos, saiu-se com uma muito grave mas que os habituais canais de propaganda trataram de ampliar até à exaustão: “nós somos o país, nós somos Portugal”.

A este “país”, a este “Portugal”, eu nunca pertenci, nem quero pertencer. Então, a partir desse momento, eu, SOU APÁTRIDA!

PS – A foto não tem nada a ver com roubos de igreja. Agora os roubos já não são de igreja; são de catedral. Na catedral e por outras catedrais por este país fora. É apenas a igreja da minha paróquia. Igreja de Nossa Senhora do Amparo de Benfica.

PS2 – A minha família é toda de Benfica, mas somos todos sócios, adeptos ou no mínimo simpatizantes do Sporting Clube de Portugal, este sim de Portugal.
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M & M´s


O titulo do post podia ser Micael & Matias mas soaria a uma daquelas bandas que nos poluem o ar com   músicas de dois acordes e um refrão. Fica então M& M´s, porque estes são dos valores individuais mais recheados e mais prometedores do nosso futebol, partilhando também a juventude como característica.

Ruben Micael não era uma necessidade absoluta ou primária como reforço imediato do nosso plantel. Temos vários jogadores que podem fazer a sua posição, sendo um dos quais precisamente o jogador chileno. Dito isto, a notícia da sua aquisição pelos dragões não pode ser vista como uma perda. Mas, num curto médio prazo, Ruben Micael seria uma excelente aquisição. Completamente integrado no nosso futebol, a timidez que revela fora das 4 linhas transfigura-se de forma algumas vezes exuberante (excelente carreira na UEFA, p.ex.). Se é muito bom a construir jogo, tem espírito de sacrifício e humildade para recuar e procurar a bola. É um bom jogador, indiscutivelmente, e é com jogadores assim que se fazem bons plantéis.

O inicio da época 2011/12 seria a altura ideal para a sua chegada a Alvalade. Com a natural subida de produção colectiva, o valor individual dos nossos melhores jogadores fará regressar os olhos atentos dos que gostam de comprar valores seguros. Na primeira linha estarão com certeza Moutinho, Veloso (a possível convocação para o Mundial exponencia a exposição) e, como hoje se sabe, Izmailov. O próprio Matias, com um Mundial como montra, tem valor para despertar cobiça. Acresce ainda o facto que a aquisição de Ruben Micael era uma oposição clara ao reforço de um competidor directo, um factor muitas vezes negligenciado. Foram hesitações como estas que permitiram que Mourinho adquirisse Valente, Derlei, Pedro Mendes, Maniche, etc.

Enquanto isso Matias pena entre o banco e fugazes aparições. E quando elas eram mais duradouras o desaparecimento em campo era por vezes mais visível que as suas acções. Sendo eu um dos que o tem como valor seguro, parece-me que para já Matias necessita de se adaptar e de ser adaptado. Se por um lado o chileno é um corpo estranho à equipa nas tarefas defensivas, o colectivo parece senão rejeitá-lo pelo menos ignorá-lo quando constrói o jogo, afinal aquilo que o chileno de melhor nos teria para dar. Ou seja, Matias ainda não conseguiu na plenitude a sua “integração europeia” e a própria equipa e treinador ainda não sabem onde incorporar a sua qualidade. Saúde-se pelo menos o facto de, apesar desses constrangimentos, e do seu elevado preço face à sua pouca produção, ainda não despertou a orquestra dos assobios. Coisa que, como muito bem sabemos, até Nani teve que ouvir, apesar de tudo o que fez e, ao sair, nos atulhar a conta com 25 milhões…

Pelo que foi dito acima já perceberam que estou em crer que neste momento Micael até nos daria mais jeito que Matias. Não duvido que se integraria de imediato, enquanto as ocorrências permitem duvidar que o mesmo venha a suceder ao chileno. Não me surpreenderá inclusive ver o madeirense daqui a alguns anos abandonar o dragão, após ter acrescentado valor, deixando um rasto de alguns milhões de euros. É apenas o que me diz a minha intuição. Contudo o facto concreto é que Matias é que está cá e integrá-lo e aproveitar o seu valor é que é uma aposta que tem que ser ganha. E vê-lo sair sem ter rentabilizado o que tanto nos custou a dar por ele é uma derrota e uma ameaça ao nosso projecto desportivo.
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E vão 5




Acordei hoje de manhã confiante para o jogo e assim foi. Uma boa vitória, contra uma das melhores equipas do nosso campeonato e com uma exibição bastante agradável pese o adormecimento no fim.

Se há resultados enganadores, o de hoje é um deles. O SCP ganhou pela margem mínima ao Nacional mas dispôs de várias ocasiões para marcar e ampliar o resultado, ao passo que os madeirenses, conseguiram marcar o 2º golo ao 3º ataque.

Foi surpreendente ver o Nacional com uma atitude à Leixões, ou seja, com 11 defesas atrás da linha da bola. E não foi apenas porque o SCP o obrigou, foi mesmo estratégia deles.

Como já referi, foi um bom jogo, com uma equipa mais solta, mais alegre e mais confiante, neste aspecto também o público, e com um ambiente no estádio que dificilmente teríamos à 2,3 meses. Virámos o resultado, ampliando-o em seguida e depois adormecemos. O que eu dispensava, porque até me estava a saber bem estar a ver um jogo sem sobressaltos de maior.

Grande jogo do Marat e do Miguel Veloso - golaço! - bem acompanhados pelo Adrien e pelo novo lateral direito. E depois, o regresso do Levezinho coroado com 2 golos. Um amigo meu dizia-me que deveria ser frustrante para o Postiga e é verdade. Não que tenha jogado mal, que não acho que o tenha feito, mas uns conseguem marcar de qualquer maneira e feitio e outros não.
E o tiro do Izmailov? Se entrava...era de levantar o estádio!

Hoje chegámos a ter direito a ~15 minutos de Matías e é nitidamente outro perfume. À semelhança do jogo com o Leiria, mal entrou, criou uma jogada de golo que infelizmente não foi concretizada. O toque de bola não engana e é pena que não tenha entrado mais cedo.
Nota para o Saleiro: apesar de preferir que tivesse sido ele a dar o lugar ao Liedson, foi bastante importante e útil nos minutos finais, congelando a posse de bola. São estes pormenores que por vezes ajudam a decidir um jogo.

5 vitórias seguidas, nítidas melhorias ao nível de jogo e relação entre equipa e adeptos. O campeonato é uma miragem mas pelo menos, vemos futebol.

FORÇA SCP!!!

PS: Não gosto dele mas termos um lateral direito é uma diferença tremenda.

PPS: Incompreensíveis os aplausos a Ruben Micael. É nosso jogador? Já jogou no SCP? É um dos melhores jogadores do Mundo e/ou fez uma exibição tremenda? A resposta a todas estas perguntas é a mesma: não. E sendo assim, porquê??
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Levantamos voo? (Resumo da semana)


Esta semana desportiva no Sporting tem sido marcada pela melhoria de resultados e exibições. Vitória, apesar de suada e difícil, ante o Leixões, regresso do interesse, por números sérios, por um jogador do nosso plantel e nova vitória ante uma U. Leiria, que na jornada da Liga quase provocou uma abalo em pleno dragão, depois de o ter concretizado em Alvalade.

O jogo com os homens do Mar significou o regresso de um tom mais agradável no futebol leonino. Sendo certo que há problemas que continuam latentes, é bem verdade que se notam evidentes melhorias na produção futebolística. Os jogadores parecem querer voltar a mostrar o que sabem e pareciam ter esquecido. Foi magra a vantagem, chegou quase no final, mas foi inteiramente merecida.

Izmailov, que de jogo para jogo procura voltar à sua melhor condições técnica e física, é requisitado em Moscovo. 6 milhões de euros é uma verba considerável para o Sporting, para um jogador com 27 anos, que é dos mais valiosos e por isso dos mais necessários. Uma decisão difícil, a merecer ponderação. Uma boa decisão a recusa, parece-me, a ser repensada no final da época, caso os russos voltem à carga. O interesse por Moutinho foi outra das noticias da semana. Mesmo sem qualquer confirmação, é a demonstração que o valor dos nossos jogadores continua a ser reconhecido, mesmo quando parecemos ser nós os primeiros a não acreditar neles.

A malquista Taça da Liga, de má memória para nós, levou-nos a meio da semana a Leiria, onde, num terreno sem condições, se deu um passo para um patamar confortável, de onde poderemos olhar a fase seguinte da competição com confiança. Foi um bom treino real, veremos que repercussões terão na condição física no compromisso Nacional, uma vez que foi a equipa titular a fazer as despesas.


O jogo com os alvi-negros madeirenses será uma boa prova de aferição da consistência da retoma desportiva verde-e-branca. Trata-se de um adversário de qualidade, com quem repartimos, neste momento, a quarta posição. Uma boa oportunidade para impor um afastamento na tabela classificativa, sem perder de vista qualquer derrapagem nos lugares cimeiros da classificação, num jogo que ficará assinalado como o nº 100 de Patricio e pelo regresso aos convocados de Liedson.
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Não há um "caso Matias Fernandez"


No passado mês de Julho, estive no Chile. Enquanto fazia o check-in no hotel, em Santiago, perguntaram-me de onde era. Quando disse que era português, perguntaram imediatamente: "Do Sporting?" Ao longo dos 9 dias que lá estive, foram várias as pessoas que associaram Portugal ao Matias Fernandez e ao Sporting, e isso naturalmente encheu-me de orgulho e, também, de esperança. "Parece que comprámos um craque a sério", pensava eu.

Pensava e penso - cada vez mais. Para mim, é claro: não há um "caso Matias Fernandez". Convém ter presente que a mesma lógica que faz com a imprensa goste de "ruído" para vender os seus jornais também se aplica a alguns blogs e a alguns fazedores de opinião.

É óbvio que eu espero muito do Matias Fernandez. E acho que que não é só aquela minha mania, segundo o meu pai, de eu gostar de tudo o que é sul-americano que vá parar a Alvalade. Na recta final do consulado de Paulo Bento, as fintas e os passes do Matias foram a única coisa luminosa que se viu saída dos pés de um dos nossos. Vibrei com o golo em Guimarães, descongelei em Vila do Conde com o seu golo e pensei que finalmente estávamos a ver o verdadeiro Matias. Lamento que o seu espaço tenha encolhido nos últimos jogos, mas a verdade é que Izmailov regressou e Adrien está muito melhor, o que faz com que as opções para o meio campo tenham aumentado - e a equipa agora está melhor. É simples. Eu julgo que reportório que o chileno possui de magia e bom futebol faz com esteja sempre da linha da frente do plantel: se agora não está a jogar, chegará rapidamente a sua altura. A naturalidade das coisas trará isso ao de cima em breve. E isso acontecerá sem dramas, sem casos, sem empresários a marcar território e sem abutres. Se não há um caso, não façamos o jogo de quem o quer criar.
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O homem de quem se fala


"João Pereira, um rapaz odiado pelos sportinguistas quando festejou na cara de Tello (por falar em defesas-esquerdos...). Agora é mimado pela Juve Leo e já marca". Esta frase hoje no Ionline bem pode servir de mote para ilustrar a aparente reviravolta no seio leonino relativamente ao novo lateral-direito do clube. Parecem ter bastado 2 jogos para o novo reforço ter ganho espaço nas conversas dos Sportinguistas mudando da ala do desprezo para o lado do apreço. Para isso ajuda muito João Pereira os anos em que a qualidade desertou das laterais verde-e-brancas. Hoje em "ABola" (clique para aumentar)
 


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I Tertúlia Leonina do Solar do Norte


O “ANortedeAlvalade” aceitou o convite que nos foi dirigido para participar na I Tertúlia Leonina do Solar do Norte que terá lugar na próxima quinta-feira, dia 21 (de hoje a uma semana) naquele reduto leonino. Ter correspondido a esse apelo é acima de tudo um tributo a todos aqueles que se têm devotado à causa Sportinguista, não deixando que se extinga a chama leonina na 2ª cidade do País e do Norte em geral.

Marquem na vossa agenda, inscrevam-se e apareçam. É uma oportunidade impar de apreciar o excelente trabalho que ali se tem desenvolvido num ambiente de grande fervor leonino.
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E sai mais uma para o Sporting


Tentei acompanhar a primeira parte da partida através da TSF e o que consegui ouvir foi basicamente:

"E aí vai o B*** a pressionar o Vitória"

"Julio Cesar (ndr: após 5 defesas) a provar que é dos melhores guarda-redes em Portugal"

"Em Leiria, golo do Sporting. João Pereira estreia-se a marcar pelos Leões"

"E carrega o B*** à procura do empate depois do golo de Douglas"

"Grande golo! Miguel Veloso a dar uso novamente ao seu excelente pontapé"

"Eder Luís tem mostrado pormenores muito interessantes"

"GOLOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO DO B***"

Portanto, foi mais ou menos isto que consegui reter dos nossos primeiros 45 minutos. Ao momento em que eu escrevo estas palavras, ainda nem sequer tive oportunidade de assistir aos golos do Sporting.

Chegado a casa e assim que acendi a televisão, o primeiro pensamento que me ocorreu foi "Onde anda o Schemeichel?" numa alusão ao reality-show onde o Grand Danois era sujeito a diversos trabalhos forçados em lameiros, quintas e hortas. O terreno esteve mau para ambas as equipas, mas julgo que o estilo de jogo mais tecnicista do Sporting saiu prejudicado.

Durante os primeiros minutos que assisti, Izmailov pareceu-me o jogador mais esclarecido nos leões e deu razão a todos os que tanto exigiram a sua permanência no clube. Sem ser exuberante - e talvez a recordar-se dos relvados a que está habituado na Rússia - o nº7 do Sporting pareceu o jogador mais à vontade na partida. Por outro lado, Moutinho continuou discreto.

Nesta altura, os leões pareciam ter o jogo controlado. Tonel e Carriço inicialmente deram mostras que são nesta altura a melhor dupla de centrais no Sporting apesar das inúmera dificuldades causadas pelo jogo directo do Leiria, apostado em aproveitar a presença de dois homens possantes na área. Mais uma vez, fico com a sensação que o Sporting deve avaliar oportunidades para suprimir estas lacunas.

Nos últimos minutos, uma mão cheia de oportunidades para o Sporting fazer o seu terceiro golo na partida mas acabou por ser perdulário na finalização, com destaque para boa intervenção do guardião leiriense a remate de Djaló, uma boa jogada de Vukcevic na linha e o excesso de confiança de Saleiro após trabalho de Matias na linha.

Vitória justa do Sporting, que neste ano de 2010 só conhece o sabor da vitória, todas pela margem mínima.

A finalizar, três pontos:

- Mais uma vez, Matias entra em campo para queimar tempo. Haverá mesmo necessidade?

- Não temos grandes queixas da arbitragem mas aquele amarelo ao Tonel deixa-me a contar o número de guarda-redes que já teriam sido expulsos em Alvalade por queimar muito mais tempo.

- André Santos é como o algodão: Não engana. O jovem emprestado pelo Sporting ao Leiria é um dos totalistas da Liga e no jogo de hoje foi uma das figuras em destaque na sua equipa, ora como médio-defensivo ora como interior.

EM FRENTE SPORTING!

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Dar porcos e receber chouriços


Quando ontem se falava na possibilidade de um acordo com o Manchester City parece-me que estamos a falar em mais um daqueles “proveitosos” acordos que somos sempre muito solícitos a assinar mas que depois, na prática, nos esquecemos ou temos a arte de rentabilizar. Roselare, Manchester United, Cercle de Brugge, Santos são pontos de um mapa de boas intenções, cujo resultado prático está longe de se vislumbrar. E é bom que se diga que, à partida, este resultado não surpreende ninguém.

Mesmo considerando que a disponibilidade financeira quase ilimitada dos “citizens” de Manchester proporciona excedentes apetecíveis, não me deixo seduzir com tanto brilho. Acima de tudo porque se trataria de uma subalternização do Sporting a um papel equiparado ao de um clube satélite. Pese a qualidade dos jogadores que poderíamos receber, estes seriam sempre por empréstimo, servindo nós de incubadora ou sanatório dos jogadores que, pelas mais variadas razões, não vingassem no clube inglês. Estamos a falar de jogadores com vencimentos mensais muito acima da nossa tabela e que, uma vez valorizados ou recuperados regressam à casa-mãe ou serão vendidos a quem lhes poder chegar. Em contrapartida o City ficaria com prioridade sobre os nossos activos, que sendo de qualidade, e interessando ao City, interessarão a qualquer um, pelo que um acordo destes me parece limitador da nossa capacidade negocial.

Fará muito melhor o Sporting em ter um gabinete de prospecção que se posicione nos mercados ao nosso alcance, não fechando contudo a porta a negócios de ocasião com qualquer clube que revele essa disponibilidade. Mas receber jogadores por empréstimo, cuja aquisição posterior esteja fora do nosso alcance, só mesmo em condições excepcionalmente vantajosas e que representem um ganho desportivo evidente.

Fará também muito melhor o Sporting se tratar de garantir uma integração sustentada aos “meninos” da Academia. Nesse sentido, fazia todo o sentido a existência de uma equipa B, desde que bem integrada no clube e num campeonato atractivo, que está longe de ser a II B. Uma politica de empréstimos mais criteriosa do que a verificada este ano parece ser o caminho mais válido num futuro próximo. O que não deverá impedir que jogadores de qualidade excepcional não possam ser integrados de imediato no plantel principal.

O que eu não gosto mesmo nada de ver é a nossa disponibilidade para dar porcos para receber apenas chouriços. No fundo foi isso que aconteceu com o recente acordo com CM de Lisboa. Passados todos estes anos, sobra para a história o tratamento displicente que a autarquia de Lisboa tratou uma das instituições que melhor propaganda faz à cidade e ao País que tem no seu nome. O acordo ontem alcançado repõe apenas alguma justiça, mas deixa de lado a reparação do mal que está feito.
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Carvalhal, sim ou sopas?


No dia em que a lesão de Pongolle deixa alguma apreensão nas hostes leoninas - o pior que podia acontecer ao jogador que se quer afirmar e ao clube, que tanto investiu - deixo-vos hoje para comentário o artigo de Joel Neto, inserto na sua habitual coluna de opinião do JN das sextas-feiras. Concordando pessoalmente com a medida, não posso deixar de manifestar a minha total discordância com o que veio a lume há poucos dias, fazendo crer que o prolongamento do contrato de CC estaria dependente da conquista de um título ainda na época em curso. Tendo presente quão tumultuosa tem sido a presente época, resultante em grande parte de uma péssima planificação(?), a exigência primordial deveria ser preparar a(s) próxima(s) época(s). Obviamente que a dignificação da camisola do Sporting tem que estar sempre presente e que sem resultados não há treinadores sustentáveis. Mas, como muitas vezes aqui tem sido falado, que sentido faz abrir os cordões à bolsa para caucionar a estratégia de um treinador a prazo?



"Para mim, está mais do que provado: Carlos Carvalhal merece assinar contrato com o Sporting até ao final de 2010-2011. Assim como assim, não vale a pena esperar por aquilo que o seu Sporting possa fazer até ao final da temporada (os Olegários desta vida parece já terem mais ou menos definido quem vai fazer o quê até Maio). E o facto é: quase pela calada, dizendo apenas o que é essencial dizer, Carvalhal fez quase tudo bem até agora. Mexeu na equipa um bocadinho depressa de mais, é certo – e a equipa, afundada no marasmo em que a haviam deixado afundar-se durante quatro longos anos, demorou a responder. Mas pôs a administração da SAD à procura de recursos para fazer o que há tanto tempo era fundamental fazer: contratar jogadores. E, sobretudo, proferiu e institucionalizou a frase mais importante da história recente do clube: aquela em que explicou, num tom tão seguro que quase parecia estranhar o simples facto de ninguém o ter percebido ainda, que o Sporting não pode assentar numa estrutura de "meninos" formados na academia de Alcochete.

Não é preciso dizer o quanto isto significa de corte com o passado recente. Nem, aliás, o quanto isso me enche de esperança, a mim e a outros como eu (e que são muitos mais do que se pensa, apesar de os adoradores de Soares Franco, Paulo Bento e demais miserabilistas tristonhos continuarem a encher os fóruns radiofónicos e os comentários dos jornais online de frases como: "Isto ainda vai correr muito mal…"). Pois é fundamental reconhecê-lo: este discurso, bem como a atitude que o tem coisificado, começou com a chegada de Sá Pinto e Carvalhal a Alvalade. Ora, Sá Pinto não tem, tanto quanto se saiba, um deadline: independentemente dos resultados próximos, há-de ser director desportivo (sim, eu sei que não é "director desportivo" mesmo, mas também nunca ninguém explicou como se diz ao certo) ainda durante algum tempo, podendo mesmo trocar de treinador uma ou outra vez. Já Carvalhal não: tem contrato até Junho apenas – e pode muito bem estar a lançar as bases para outro brilhar.

Não merece. Pelo contrário: merece assinar contrato por pelo menos mais um ano, dispondo da oportunidade de montar uma equipa à sua imagem – e de geri-la depois durante tempo suficiente para que possamos formar uma opinião sobre o seu trabalho e as perspectivas que ele nos abriu. E então, sim, devemos ser implacáveis (implacáveis como nunca fomos com Paulo Bento): se for bom e proporcionar expectativas quanto a um futuro de sucesso, deixá-lo ficar; se for apenas mais ou menos e perder a capacidade de encher-nos de esperança, deixá-lo sair. O Sporting é e tem de continuar a ser um clube grande. Na pior das hipóteses, pode ficar três anos sem ganhar o campeonato (incluindo duas vitórias para o FC Porto e uma para o Benfica), não mais do que isso. E aquilo para que até hoje estávamos a preparar-nos, com Paulo Bento, com o discurso vigente e com a atitude conformista que se institucionalizara, era para passar outros 17 ou 18 anos no deserto, a ganhar uma Taça de Portugal de vez em quando – e, de resto, todos contentinhos porque íamos à Liga dos Campeões fazer figuras tristes."
Joel Neto

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O preço certo


Se a transferência de Ronaldo de Manchester provou alguma coisa é que todos os jogadores são transaccionáveis, haja para o efeito o dinheiro necessário. É isso que penso sobre a proposta do Lokomotiv para a compra de Izmailov. Isto é, pelos 6 milhões de euros que hoje são anunciados, nem vale a pena gastarem dinheiro em telefonemas. Para um jogador cujo empréstimo ficou por mais de 1 milhão de euros, mais 4,5 milhões pelo seu passe, acrescidos dos prémios e de 400 mil euros mensais de vencimento, o valor em causa está longe de ser o preço certo. Saldos? É no topo da Av. Augusto de Aguiar... A questão é saber se uma proposta idêntica ou melhor que a actual poderá voltar a estar em cima da mesa. No futebol as convicções valem o que valem, mas creio que sim. Sobretudo se tivermos em linha de conta que o russo tem qualidade para ser muito mais importante e consistente do que tem sido. Basta para tal que o nível colectivo suba e que as lesões não tornem tão intermitentes as suas prestações.

O sucesso de um jogador num clube está longe de depender apenas do próprio. Exemplos mais recentes e sonoros de rotundos falhanços são os de Diego e Luís Fabiano. O tempo e melhores condições para o sucesso trouxeram ao de cima o valor dos dois jogadores brasileiros, como se de azeite em água se tratasse. E quando esse é inquestionável, ele acaba por subsistir acima das adversidades. Contudo, quando um clube contrata um bom jogador, mas as suas características não se enquadram nas necessidades ou no modelo de jogo, está-se mais perto de marcar pelo fracasso a passagem desse jogador pelo clube.

Ao ver o jogo no passado sábado ante um Leixões sem vergonha de jogar com todas as linhas atrás da bola, e perante as nossas dificuldades em fazer funcionar ao marcador, não pude deixar de me questionar que papel está reservado para o francês que agora fomos buscar a Madrid. É ele apenas a primeira abordagem ao mercado no sentido de voltarmos ao 4x3x3, ou veio encarregue da missão, até agora impossível, de fazer par com Liedson? E, olhando para o lote de avançados disponíveis, não faria sentido buscar alguém mais capaz de oferecer soluções também para o jogo aéreo, tendo em conta que grande parte do cariz dos jogos do nosso campeonato, seja em casa ou fora, são em tudo semelhantes aos do passado sábado? Obviamente que não estou a pretender que o Sporting avance para o equívoco do avançado “alto e loiro”, uma vez que a boa execução técnica e a inteligência tendem a sobrepor-se à força bruta.

Quando um clube como o Sporting dá mais de 6 milhões por um jogador é desnecessário deixar uma alínea no contrato “obrigando-o” a ser não só um titular indiscutível mas também a produzir acima da média. É isso que espera Pongolle no tempo em que andar de verde-e-branco. Estará ele à altura da exigência? Era de um jogador como ele que precisávamos?

E temos um problema semelhante com Matias Fernandez, (muito bem lembrado aqui pelo TheLC), que no relvado não tem deixado mais que pequenas amostras do que o seu futebol deixa adivinhar. (Já aqui deixei ficar a minha opinião sobre o recuo de Carvalhal na implantação do 4x3x3, como parecia ser a sua intenção inicial. Num plantel pensado para jogar em losango wathever, e reconhecendo apenas a Pereirinha características de verdadeiro extremo, parece-me uma decisão acertada, que a recente evolução positiva no rendimento da equipa parece querer confirmar.) Mas, voltando a Matias, onde vai ele caber no actual 4x1x3x2?

Izmailov, Pongolle e Matias todos eles têm um preço certo. Veremos quanto vamos pagar por eles.
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