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quinta-feira, 28 de maio de 2015

Uma pequena lição de história para a Revista Sábado

Hoje a Revista Sábado publica um artigo sobre a "vida dupla do fundador do Sporting". Acontece que o Sporting não teve um fundador mas vários, como abaixo se explicará. 

Quanto ao artigo propriamente dito, não ponho em causa o seu rigor histórico porque não tenho dados para contraditar. Mas só quem não conhece a nossa história social é que pode ficar espantado como que por lá se escreverá. Fico a aguardar um artigo de teor idêntico sobre os estudantes que fundaram o Sp. de Braga, poderia ser uma final de costumes muito interessante de ler.

Fica aqui um pedaço da história do nosso clube, retirada desse indispensável espaço que é a Wiki Sporting.

"O futebol foi introduzido em Portugal pelos irmãos Pinto Basto quando regressaram dos seus estudos em Inglaterra, lançando a modalidade junto da aristocracia da época. Reza a história que o primeiro jogo foi realizado em Cascais em Outubro de 1888, e daí para a frente a moda alastrou por todo o País.
Em Lisboa a aristocracia tinha o Clube Lisbonense, jogando em Cascais no Verão, em Belas e Sintra em Setembro, e na Capital no resto do ano, mas não deixavam jogar os mais novos.

Emblema do Sport Club de Belas. Faixa azul orlada a ouro sobre campo branco com as iniciais SCB bordadas também a ouro.
 
Foi assim que, a 26 de Agosto de 1902, os irmãos Gavazzo resolveram fundar o Sport Clube de Belas cuja existência foi curta, realizando apenas um jogo que ganhou por 3-0 a uma equipa de Sintra. Contudo, este jogo teve a honra da presença do Rei e, consequentemente, destaque na imprensa da época, relatando que ao evento assistiram mais de quatro mil pessoas, cheias de animação e de interesse, e qualificando o Belas como um grupo de jovens de boas famílias.
Com o fim do Verão e o regresso a Lisboa de quase todos os participantes desse jogo, o Belas morreu. Dois anos depois a ideia foi reactivada numa tertúlia na Pastelaria Bijou, e como quase todos residiam na zona do Campo Grande, decidiram refazer o clube, agora com o nome de Campo Grande Football Club.

Sede do Campo Grande Football Club no Solar dos Pinto da Cunha, situado no Campo Grande.
Durante dois anos este Clube desenvolveu intensa actividade não apenas desportiva, com as modalidades de Futebol, Ténis e Corridas e Saltos, mas principalmente bailes e festas, o que motivou a cisão, pois havia um grupo que defendia que deveriam dedicar-se exclusivamente ao desporto.
A polémica atingiu o seu ponto alto durante um piquenique realizado na Quinta do Correio Mor em Loures a 12 de Abril de 1906, o que motivou a marcação de uma Assembleia Geral do Clube, para o dia seguinte.

José Alvalade
Nessa histórica reunião José Gavazzo que também representava o seu irmão Francisco, ausente no estrangeiro, demite-se seguido de um grupo que ficou conhecido como "os dissidentes", entre os quais José Alvalade, que logo prometeu: "Vou ter com o meu avô e ele me dará dinheiro para fazer outro Clube".
Dito e feito, no dia 15 de Abril os dissidentes juntam-se pela primeira vez para fundar o novo Clube, cuja primeira sede funcionou provisoriamente na Mansão dos Alvalade.
A este grupo juntaram-se outros elementos, alguns dos quais também oriundos do Campo Grande Football Club, de tal forma que a primeira lista de sócios, que poderão ser considerados como os Fundadores, conta com 36 nomes, que no final do ano ascenderiam a 45.
A 8 de Maio de 1906 reúne-se a primeira Assembleia Geral, onde o Visconde de Alvalade é eleito Presidente de uma Direcção que tem como Vice-Presidente o seu neto José, que seria o real impulsionador destes primeiros anos do Sporting. Os restantes elementos desta Direcção eram: Frederico Seguro Ferreira - Tesoureiro; José Gavazzo - 1º Secretário; Henrique Leite Júnior - 2º Secretário; Mais tarde José Stromp substituiria José Gavazzo, quando este se ausentou para Paris.
É nessa Assembleia Geral que são estabelecidas as primeiras normas clubísticas, atribuídos privilégios aos dez sócios fundadores principais, e formulado o histórico voto "Queremos um Clube tão grande como os maiores da Europa".

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Balanço da Liga NOS 2014/15


Terminou no fim-de-semana passado a Liga Nós 2014/15. O Sporting terminou a competição em terceiro lugar. Pelas reacções pode-se concluir que há quem entenda que o copo ficou meio cheio e quem olhe e o veja meio vazio. 

Sobre esta questão creio que o melhor comentário tenha sido feito no Jogo Directo, pelo Filipe Vieira de Sá, e que está em linha com as ideias que aqui fui deixando. Tal não deve ser estranho o facto de se tratar de uma análise externa, despida por isso quer da emoção clubista ou de uma visão de facção, tão tradicional no Sporting.


"(...) creio que o Sporting terá feito um campeonato positivo. Se compararmos com os registos históricos das últimas décadas, essa tem de ser claramente a conclusão, mesmo que isso não tenha chegado sequer para lutar pelo título. O Sporting, a este propósito, está numa situação atípica, porque não é uma equipa que tenha uma referência comparativa clara no panorama do futebol português actual. A sua ambição incontornável é a luta pelo título, mas não parece justo que se exija estar permanentemente no patamar de rivais que se preparam com condições orçamentais muito mais favoráveis. Por outro lado, o Braga também não é uma referência suficientemente ambiciosa para a dimensão do Sporting. O habitual é que as equipas estabeleçam para si próprias metas comparativas (ser campeão, chegar à Europa ou não descer), dependendo estas sempre dos desempenhos alheios, mas não tem de ser assim. Pode-se perfeitamente definir metas próprias, como um número de pontos a alcançar, ou mesmo de golos marcados e sofridos, e no caso do Sporting creio que é isso que fará racionalmente mais sentido. Assim, e voltando ao inicio, não creio que se possa fazer um balanço negativo do campeonato do Sporting, se atentarmos apenas aos resultados da própria equipa."
Estatisticamente o Sporting realizou uma época muito semelhante à temporada anterior. Os 76 pontos obtidos em 34 jornadas correspondem a uma média de 2,24 pontos/jogo, por comparação com os 2,23 pontos/jogo da época passada. A maior diferença está no número de golos marcados - 54 (1,87jogo) -20 (0,67/jogo) o ano passado, 67(1,98/jogo)-29(0,85(jogo) este ano, mas não substancial.

Estes números de certa forma espelham as diferenças entre os modelos de jogo de Jardim e Marco Silva. Jardim preferiu um modelo com menos risco, auxiliado por melhores e mais estáveis opções para defesa. Rojo e Maurício não só formaram uma dupla mais funcional como foi mais duradoura que as nove vezes que Marco Silva se viu obrigado a fazer mudanças no sector. Fica a interrogação se à entrada de Nani na equipa para o sector dianteiro  não deveria ter correspondido uma maior eficácia concretizadora e se isso seria possível mantendo os mesmos protagonistas, Slimani e Montero.

A análise dos números diz-nos que o Sporting teve uma performance competitiva acima das suas médias habituais. O problema é que essa superação da média habitual apenas nos garantiria neste século o último titulo obtido em 2001/02 e o de 2004/05, também campeonato de 34 jornadas, em que o campeão SLB registou apenas 65 pontos. Os nossos 76 pontos deste ano seriam mais do que suficientes para ter então passeado sem grandes sobressaltos. Repare-se no entanto no que eram os plantéis  então à disposição Boloni e de Peseiro e o que hoje existe, para que a avaliação seja justa.

O problema é claro: o Sporting não luta apenas com um mas com dois adversários com mais recursos. E, ou eles têm conseguido ser melhores que nós em simultâneo, ou pelo menos um deles consegue superar a nossa performance. Não conseguindo realizar médias superiores a 2,3 pontos/jogo a história recente diz-nos que o melhor que podemos esperar é o segundo lugar.

Outro dado estatístico deste ano a concitar discussão foi o número elevado de empates concedidos. Se todos eles contam para o resultado final, foram os empates em casa, onde deveríamos mandar, os que mais foram "responsabilizados" pela impossibilidade de lutar por mais do que o terceiro lugar obtido. Uns acham que é um problema do treinador, outros o valor dos jogadores.

Quanto a mim ambas as condicionantes concorreram para o resultado final, juntamente com as especificidades da nossa Liga, em particular a forma como jogam as equipas que habitualmente nos sucedem na tabela. E se Marco Silva dispusesse do plantel do FCP? Ou, ao contrário, que resultados obteria Lopetegui com o nosso lote de jogadores? Desta equação deixo de fora Jorge Jesus, porque me parece estar a um nível superior de qualquer outro treinador em exercício na Liga.

Alguns dados estatísticos avulso que caracterizam a época agora finda e que, de certa forma concorrem para a análise de copo meio cheio/meio vazio:
- Nunca estivemos em primeiro ou segundo lugar, tendo estabilizado no terceiro lugar
- Não perdemos em casa o que já não acontecia há muitos anos
- Número elevado de empates (10)
- Série de 13 jogos sem perder
- Não perdemos com o actual campeão (1-1)
- Não ganhamos a nenhum dos dois maiores rivais
- Enorme dificuldade com as equipas do escalão abaixo (que lutam pela Europa), tendo registado apenas 63,33% dos pontos possíveis (19 em 30).
- Sofremos golos em 65% dos jogos (22), 11 deles em casa, o que explica em muitos casos o número elevado de empates.
- Marcamos em 94% dos jogos (32), o que equivale apenas a 2 jogos (Guimarães e FCP fora) sem marcar.
- O Sporting fecha a Liga sendo a equipa com menos derrotas.

NOTA: O Sporting acabou por cancelar o evento "Jamor em Alvalade". A esse propósito tive ocasião aqui de expressar as minhas dúvidas sobre o acerto e oportunidade de tal realização cujos pontos mais relevantes me pareciam os preços exorbitantes e irrealistas de alguns dos bilhetes, o permanente conceito de adepto/pagador que penaliza sobretudo os que mais aderem, e também o que representaria a permanência de adeptos pagantes no interior do estádio inibirá a abertura de portas para eventual recepção da equipa em caso de vitória.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Pensamento da semana

Tragam lá a 16ª Taça de Portugal do Jamor. Desta forma recuperamos o segundo lugar no ranking dos vencedores da competição. Este é comandado pelo SLB com 25 troféus, numa lista restrita de 12 cubes que lograram fazer a festa: 

Boavista 5
Belenenses 3
Setúbal 3
Académica 2

Seguem-se Vitória de Guimarães, Leixões, Braga, Estrela da Amadora e Beira-Mar com um troféu.

domingo, 24 de maio de 2015

A lição do andebol

É um misto de decepção e orgulho que deixo meia-dúzia de linhas sobre a equipa de andebol que ontem encerrou a nossa participação no campeonato nacional de andebol.

Decepção pela derrota e o que ela representa para um clube que precisa sempre de vitórias. Nesta modalidade em particular onde marcamos no passado um período de hegemonia do qual nos afastamos há muitos anos. A possibilidade de voltarmos assumia por isso uma importância ainda maior do que o que normalmente representa.

Orgulho pelo comportamento que a equipa revelou durante todo o play-off. O reconhecimento da superioridade do adversário, ao invés de nos diminuir, valoriza ainda mais o que foi feito nestes cinco jogos. Obrigamos o campeão a disputar a totalidade dos jogos e protelamos até aos últimos minutos a decisão do título. No caminho anulamos uma vantagem de 2-0 que muitos considerariam como definitiva. 

No fim prevaleceu o maior traquejo da equipa azul, habituada a ganhar nos últimos anos em Portugal e a competir ao mais alto nível nas melhores competições internacionais do continente. Essa maior experiência foi determinante em alguns momentos desta fase, como por exemplo, no primeiro jogo e ainda ontem. 

Mas é também justo, face ao equilíbrio registado, afirmar que o desfecho nos poderia ter sido favorável. Não pretendo reivindicar nenhuma vitória moral. Apenas deixar a nota que esta equipa tem a determinação que faz os campeões. A nossa hora há-de chegar. 

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Marco Silva foi apresentado

É verdade, Marco Silva foi apresentado. Faz hoje um ano.

E agora passado um ano, o que mudou? Quase tudo. Fui buscar o que escrevi a propósito do momento, neste post: 
Dizia então:
A duração do contrato
Algo surpreendente, a duração de quatro anos, por se tratar de um contrato longo e sobretudo por ultrapassar a vigência do actual mandato.(...)

A estratégia por trás da aquisição de Marco Silva
O facto de o Sporting ir buscar o melhor treinador da Liga disponível é importante para a auto-estima dos adeptos e pode ter uma importância estratégica superior à mera ocupação do lugar deixado vago por Jardim. Pode tratar-se, o tempo o dirá, da inversão dos papéis quando o Sporting (ao tempo Bettencourt) podia ter contratado Jorge Jesus e preferiu a renovação com um Paulo Bento esgotado. Erro que viria a agravar com o abrir mão do compromisso firmado com AVB para ir buscar... Paulo Sérgio.

O entusiasmo em volta de Marco Silva
Excelente, como quase sempre, a resposta dada pelos adeptos, sempre dispostos a abrir o peito e deitar para trás das costas o mau agoiro.

Euforia sim, irracionalidade não
É muito árdua a tarefa de Marco Silva, como seria obviamente a de Leonardo Jardim. Mudou o nome, mudará até a forma de jogar, mas as dificuldades manter-se-ão. O próximo ano será muito difícil, muito mais difícil até. Quem vê facilidades na chegada de Lopetegui ao Dragão é bem capaz de ter uma surpresa... desagradável. Na continuidade ou não de Jorge Jesus, mais do que a continuidade deste ou daquele jogador, estará, ou não, a manutenção da vantagem de quem acaba de ser campeão. O Sporting continua, a meu ver, a correr por fora.

O que vale Marco Silva
O trabalho feito pelo treinador é absolutamente notável. As melhores classificações de sempre do Estoril sob o seu comando. A subida na classificação depois de perder os melhores titulares e se ver privado, em Janeiro, de jogador ancora do seu modelo, Luís Leal. Um trabalho possível não apenas pelo seu valor como técnico, mas também pelo trabalho da SAD estorilista. Marco Silva estará também dependente dos meios que a SAD do clube lhe proporcionar, da sorte e, inevitavelmente, da relação de forças com os principais rivais. 

A surpresa dos números 
Uma nota de mera curiosidade mas que poderá ser um dado com algum interesse na avaliação do trabalho de Marco Silva. Se houvesse um campeonato apenas a 4, isto é, apenas com o registo dos jogos entre os quatro primeiros, o Estoril seria o segundo classificado com 8 pontos, numa classificação assim alinhada:
SLBenfica: 13 pontos;
Estoril: 8 pontos;
FCPorto: 7 pontos;
Sporting: 5 pontos;
Este são dados importantes que permitem avaliar o bom trabalho de Marco Silva. E obriga-nos à inevitável reflexão, muitas vezes aqui feita, sobre o real valor do Sporting e a importância dos resultados alcançados. É muito difícil pensar que as dificuldades sentidas com os mais fortes foram meramente casuais. Uma reflexão obrigatória para perceber o real ponto de partida para a próxima época. 

O que mudará com Marco Silva
Abordagem em algumas pinceladas, há um campeonato inteiro para registar as alterações. Mudará o estilo de jogo. O Sporting procurará ter mais posse, defenderá mais subido, defenderá mais cedo, logo a seguir à perda de bola e com mais gente. Provavelmente aumentará a presença no último terço do campo, bem como a procura por espaços mais ao centro, perdendo as alas a preponderância que tinham com Jardim. Aumentará, por consequência, a exposição ao risco no momento imediato à perda de bola. Poderão mudar  alguns dos protagonistas, mudarão pelo menos muito do que lhes foi pedido durante este ano. 
Hoje voltaria a escrever mais ou menos o mesmo. Os comentários seriam também semelhantes? Olhando os números deste ano estes superam muito que o clube tem conseguido nos últimos anos. Afinal o que correu assim tão mal para o treinador estar com um pé fora do clube desde Janeiro? 

quarta-feira, 20 de maio de 2015

O significado de mais um título na formação e a formação de novos títulos a caminho

O significado de mais um título na formação
De forma um pouco inesperada o Sporting acabou por acrescentar mais um título para o palmarés de uma das áreas que lhe tem granjeado mais prestígio: a formação. Apesar de ser obrigatório contar sempre com o Sporting, o trajecto recente da equipa não conferia muito favoritismo aos iniciados, especialmente por estarem obrigados a ganhar no campo de um adversário a quem, em todos os encontros anteriores da época, nunca o havia conseguido. Ora isso e o facto de festejar em casa do rival, tido como favorito, contribuiu para tornar a conquista ainda mais saborosa.

Como em tudo no Sporting, ao invés de a conquista de um título ser um momento de regozijo comum, esta veio reacender as discussões sobre a importância da formação e a tão propalada "aposta" ou falta dela  É no mínimo lamentável que as vitórias ou derrotas sirvam de arma de arremesso entre adeptos do clube. 

Sobre a formação tenho sempre mais dúvidas que certezas. Mas tenho a certeza que os resultados são apenas um dos muitos factores indicativos do trabalho realizado mas nem por isso o mais importante. O Sporting tem, julgo, como objectivo primordial da sua formação a "criação" de jogadores para a sua equipa principal. Logo a obtenção de títulos tem sido sobretudo uma consequência natural da lapidação do talento que lhe chega pelos méritos de uma excepcional capacidade de atracção e recrutamento de valores. Tanto melhor quando a formação é conseguida a vencer.

Podemos não ganhar nenhum título nos próximos anos sem que se possa negar a "aposta na formação". A questão é saber se se está a trabalhar bem, de forma a manter quer hegemonia no sector, quer sobretudo no "abastecimento" de talento da equipa principal, já que o mero preenchimento numérico de vagas é fácil de realizar. É aí que residem as minhas principais dúvidas. E essas dúvidas baseiam-se na observação de alguns indicadores como a perda inusitada de alguns dos melhores jogadores, nos resultados obtidos entre pares, e no visionamento de alguns jogos. Por exemplo:

- Pode ter sido particularmente saborosa a vitória recente dos juniores no Olival. Foi ela aliás que nos permitiu disputar o titulo até ao último jogo, que nem correu bem. Mas o que aproveitará o Sporting, e os jogadores em particular, em apresentar-se num bloco baixo, de três linha muito próximas, conseguindo realizar a primeira transição quase no final do primeiro tempo (que por acaso, e felizmente deu golo)? Quantas vezes jogará o Sporting assim no campeonato principal? Ou esta atitude é o reconhecimento tácito da nossa inferioridade?

- O caso da equipa B é paradigmático. Enquanto se arrastou pelo fundo da tabela às criticas correspondia um enorme silêncio. Agora que a equipa anda nos lugares cimeiros não falta quem fale num ano bom. Mantenho as mesmas interrogações de então:  tenho muitas dúvidas do aproveitamento que o clube possa retirar de muitos dos jogadores que a constituem, como me interrogo sobre o que estão estes jogadores a aprender que lhes seja útil na equipa principal. Ora isto não é muito mais importante do que ser campeão da II Liga, não?
A formação de novos títulos a caminho
Num caminho que (re)começou em 2012 o basquete do Sporting, apostando na formação, vai dando passos que parecem seguros para, seguindo o exemplo do hóquei em patins, fazer ressurgir o Clube como um dos pilares da modalidade em Portugal.

Criada para dar visibilidade ao projeto da formação a equipa sénior feminina, constituída quase exclusivamente, e em moldes totalmente amadores, por sportinguistas, foi subindo gradualmente de escalão até que no passado sábado conquistou o direito de disputar a final do Campeonato Nacional da 1ª divisão, e consequentemente na próxima época estar na Liga Feminina de basquetebol.

A base da equipa tem-se mantido ao longo destas 3 épocas, e da equipa que no ano passado disputou a final-four do campeonato da 2ª divisão, transitaram para esta época 10 jogadoras. No início desta época, quando a equipa se preparava para voltar a disputar a 2ª divisão, surgiu, devido à desistência de uma equipa, a possibilidade de poder jogar na 1ª Divisão. A ABSCP, tendo confiança que o comportamento da equipa não envergonharia o nome do Sporting, assumiu o desafio, e em boa hora o fez.Ultrapassando todas as expectativas a equipa atingiu o 2º lugar na fase regular, disputando até à última jornada o 1º lugar.

Foi nesta altura que apareceu no Clube uma jovem, Inês Faustino, que sendo sportinguista de alma e coração, jogando em Espanha e tendo já terminado o campeonato em que estava envolvida, veio mostrar a sua disponibilidade para ajudar a equipa nos play-off’s finais. Nos mesmos moldes outra jovem, Maria João Bettencourt, seguiu-lhe os passos e veio fortalecer a equipa para os últimos jogos da época.

Resta agora apenas o jogo da Final onde desejamos uma vitória para “pôr a cereja no cimo do bolo”. É importante acrescentar que já mais de uma centena de jovens pratica o basquetebol no Sporting, e que nesta temporada, já apareceu uma equipa sub-19 que correspondeu à aposta e que, também no passado sábado, se apurou para a Final Four da Taça Nacional.

Pode soar a ousadia desmedida falar em títulos numa modalidade que apenas está renascer das cinzas. Mas esse é o destino natural num clube que tem no seu seio adeptos como os que dedicaram o melhor de si a constituir a ABSCP. O meu obrigado a todos eles.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Carlos Vieira admite patrocinio da Guiné Equatorial-Empréstimo Obrigacionista-Novo investidor-Naming-Doyen

Carlos Vieira dá hoje uma entrevista ao DN onde aborda vários temas que estão no topo da actualidade e da preocupação dos Sportinguistas, tais como:

- O patrocínio das camisolas
- O que vai ser feito com o dinheiro do empréstimo obrigacionista
- Novos investidores
- Naming do Estádio José Alvalade
- Processo Doyen
- Orçamento da SAD

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Um Carneiro entre leões, sacanices e papagaios

Um Carneiro entre leões
As alterações na comunicação do Sporting sucedem-se. Desta feita é apenas uma mudança de cadeiras e nome. Mantém-se a agência WL Partners, de Luís Bernardo (nada mais nada menos que o famoso "Luís, estou bem assim?" do então primeiro ministro José Sócrates) mas sai João Morgado Fernandes que, agora na direcção de comunicação da Associação Nacional de Farmácias, poderá festejar à vontade o bi-campeonato que o seu clube, muito justamente, acaba de conquistar. Felicidades e desejos de um bom trabalho para Mário Carneiro, o novo director de comunicação.

A alteração de nomes não deverá mudar nada de substancial na comunicação do Sporting. Pelo menos ao que já foi conseguido com a entrada em funções da WL Partners: abertura de canais que vinculem as versões oficiais, como é exemplo na mudança de tratamento do jornal Record, entre outros. Um bom exemplo é a entrevista dada pelo vice-presidente Carlos Vieira ao Diário Económico, que foi também reproduzida em vários outros órgãos de comunicação social.

Fazer muito mais do que isto será particularmente difícil, direi mesmo impossível, enquanto Bruno de Carvalho mantiver a sua "fúria comunicacional", ao arrepio de tudo o que seria recomendável para a comunicação institucional e até mesmo no seu interesse pessoal. Para o constatar ficam as inúmeras vezes que o presidente "apareceu" durante o pretérito fim-de-semana.

Sacanices e papagaios
Um bom exemplo é a  conferência de imprensa da passada sexta-feira, convocada com o objectivo de contrariar os rumores sobre a situação do treinador, que no final da semana passada atingiram os níveis da histeria e psicose. Ora, se a ideia era desmentir os rumores para lhes por cobro, e assim devolver alguma tranquilidade para o que ainda resta para final da época, a conferência de imprensa funcionou como uma embaraçosa confirmação de paz podre, um tiro pela culatra.

A frase que marca aqueles minutos de infindável perplexidade e embaraço é precisamente a afirmação voluntária, em forma de acusação ao treinador, (sem que tal correspondesse a nenhuma pergunta de jornalistas às quais se esquivou sem convencer) pela falta de um telefonema a desmentir a noticia de uma putativa refeição com Pinto da Costa. Ora Marco Silva já havia desmentido a noticia na conferência de imprensa que antecedeu o jogo.

Não é preciso elaborar muito sobre este facto e o testemunho que constitui sobre o que é hoje a relação entre os dois e o que isso augura para o futuro. Se Bruno de Carvalho tivesse consultado a direcção de comunicação - a quem certamente entrega um rechonchudo cheque anual - ou até qualquer estagiário, certamente que lhe recomendariam, perante a situação, que a emissão de um mero comunicado era mais recomendável.

Foram também notórias as referências indirectas (mas pouco) a Abrantes Mendes, na sequência das suas afirmações sobre a situação de Marco Silva. Regista-se a dureza na referência ornitológica por comparação com a reiterada omissão e silêncio perante a campanha organizada contra o Marco Silva desde Dezembro. Este comportamento dúbio e pouco edificante entrará no balanço final da época e  é já responsável pelo desconforto da situação em que Bruno de Carvalho se colocou, qualquer que seja o resultado a obter na final da Taça de Portugal.

Nota: alguns acontecimentos importantes do fim-de-semana merecerão aqui referência em momento oportuno.

domingo, 17 de maio de 2015

Um ensaio geral que correu bem

Foi um Braga muito desfalcado, sobretudo na sua linha dianteira, o que hoje passou por Alvalade. Se as ausências não se deveram efectivamente a lesões e Sérgio Conceição se preocupou em esconder o jogo, acabou por levar um saco cheio para Braga. Se assim aconteceu isso também se fica a dever à boa reacção da equipa a uma adversidade madrugadora. Pelo meio ainda tivemos direito a um grande golo de Adrien e o adeus emocionado a Nani. Para ensaio geral da Taça de Portugal até não foi mau. Mas, como sabemos, os ensaios gerais nada têm a ver com grande dia. Isso será outra música.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

O treinador que o Sporting precisa (e pode estar quase aí)

Nota importante:a conferência de imprensa de Bruno de Carvalho não só não altera o teor do post como reforça o essencial do que nele é dito. Aliás é difícil perceber o que se pretendeu com a sua realização porque, ao invés de as especulações terminarem, ganham agora mais combustível. 

O psicodrama Marco Silva
Na altura do ex-futuro divórcio de Bruno de Carvalho com Marco Silva já aqui havia deixado que o caso, como não tinha ficado encerrado, voltaria à actualidade. Enganei-me. Na verdade nunca deixou de marcar a actualidade, transformando-se numa espécie de folhetim, parecendo que o seu desfecho ficará marcado pela saída do treinador. Seja qual for o seu final o importante agora é que, para alivio de todos termine. Depois, se há coisa que estamos habituados é a mudar de treinador. Pena é os resultados, que esses quase não mudam.

A culpa é dos jornais
Será um alivio para todos, menos para os órgãos de comunicação social, que terão que arranjar nova novela. Uma das acusações mais ouvidas é a de que tudo isto é apenas especulação jornalística. (Embora mais recente, também nos estamos a especializar em projectar inimigos na própria sombra.) E até pode ser. Mas não deixa de ser verdade também que o silêncio de Bruno de Carvalho sobre a matéria, (a ausência de defesa do que devia ser considerado um dos mais importantes activos da SAD perante ataques sibilinos ou descarados), constituem repasto de difícil recusa para quem vive de vender noticias. É um favor que lhes temos estado a fazer, ajudando assim a justificar porque não perguntam para onde vai Jesus e o que fez Lopetegui a quarenta milhões de euros em reforços.

A anormalidade da situação 
O que o bom senso e o interesse comum aconselharia é uma avaliação conjunta (SAD+treinador) permanente dos resultados, das exibições, percebendo os erros que urgia corrigir, o que de bem feito devia ser conservado e potenciado. Essa seria a forma de, daqui a poucos meses, podermos estar um pouco mais à frente do que há um ano atrás. Isto sem falar na concentração necessária para o jogo mais importante da época estar a ser abalada pelo ruído permanente. Pelos vistos o senso comum não é assim tão comum.

A estabilidade como valor
Uma das razões mais apontadas para a continuidade de Marco Silva é a da estabilidade. Quem a advoga acredita que, feita a exegese anteriormente referida, a possibilidade de evolução para um patamar competitivo superior era possível. Essa era aliás a ideia subjacente à contratação por quatro anos do treinador, e foi essa a percepção que deixou em muita gente, vincada pela aposta num técnico jovem, promissor, mas de experiência limitada.

A soberania de quem manda
Quem é eleito é mandatado para tomar decisões, mesmo que algumas delas sejam de difícil compreensão, tendo depois de viver com as consequências que resultam da avaliação que os eleitores delas farão. Bruno de Carvalho pode entender que Marco Silva não é suficientemente dotado para a função, pelo que a estabilidade que seria aportada pela sua continuidade, ao invés de nos conferir maior segurança e aptidão, enfranquecer-nos-ia. Aliás é essa a sua obrigação se assim fosse. Se, como me parece, essa incompatibilidade é de ordem pessoal, o caso acaba por terminar da mesma forma, uma vez que não se pode substituir o presidente pelo treinador. Isso porém não o eximirá da avaliação que se fará da sua actuação e das respectivas consequências.

O caminho fica ainda mais estreito
Até agora Bruno de Carvalho tem contado com uma elevada dose de tolerância e compreensão por parte da generalidade dos Sportinguistas na avaliação do seu trabalho. Esse estado de graça sofreu o primeiro mas visível abalo em Dezembro. O risco contido na insistência na mudança de treinador é porém muito elevado. Quem vier terá que fazer melhor, para que as perdas e danos associados se justifiquem, sob pena de ver a sua autoridade e competência colocadas em causa.

É possível fazer melhor?
É sempre possível fazer melhor. Da avaliação do que foi conseguido é notório que tanto a SAD como o treinador poderiam ter feito melhor. Isso tem sido aqui dito nas análises aos respectivos desempenhos. O que seguramente qualquer raciocínio equilibrado não vaticinará é que a culpa é apenas de um dos lados.

Que treinador então seria o ideal para o Sporting?
A resposta é fácil: um que ganhe. Como lá chegar é que é mais difícil. Um treinador renomado e com títulos é sempre a primeira tentação a apontar. Para lá do reconhecimento das nossas limitações financeiras o impedirem, e o imprescindível assentimento que a aleatoriedade do futebol continuará a ter, há que reconhecer também que dificilmente um treinador desse perfil aceitaria trabalhar no Sporting com as mesmas limitações que trabalharam Jardim e Marco Silva. E, talvez ainda mais importante, com as imposições feitas na constituição do plantel, sem que a sua palavra pudesse ser ouvida. Muito menos admitiriam que, depois disso, isto é, depois de lhe depositarem no treino jogadores que não pediu nem conhece, lhe venham chamar à atenção para resultados e exibições.

Daí a chegar ao nome de Santo António é um passo. Parece-me o treinador ideal para este momento do Sporting. Depois, ele está para chegar no próximo mês e é padroeiro de Lisboa. É um santo milagreiro, capaz por isso de multiplicar os nossos recursos de forma que seja mais fácil competir com os rivais mais gastadores.

Mas Santo António é sobretudo conhecido por ser um santo casamenteiro. Quem sabe ele não facilita uma união mais perene e harmoniosa entre o presidente e futuro (se vier, ou Marco Silva, se ficar) treinador. É que em dois anos um noivo já foi para o Mónaco e outro parece que já está a fazer as malas.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Então e se o novo patrocinador for este?

O Correio da Manhã avança hoje com a possibilidade de o novo patrocinador ser a Guiné Equatorial. 


Enquanto aguardamos pela confirmação ou não do rumor duas questões:

- O que importa é apenas o valor do patrocínio, ou também se deve atender ao que o patrocinador representa?

- Para quem está lembrado das polémicas à volta das cores da então PT, como é que se vai encaixaria o símbolo do novo patrocinador nas nossas camisolas?

quarta-feira, 13 de maio de 2015

A hora da verdade: "Ainda não sei o orçamento da próxima época"


A frase que ilustra o post foi talvez a afirmação mais importante da entrevista ontem dada pelo presidente Bruno de Carvalho. Se não foi a mais importante foi pelo menos a mais surpreendente, sendo por isso natural que hoje esteja em destaque.

Segundo Bruno de Carvalho, fechar o orçamento para o próxima época está dependente ainda da qualificação ou não para a fase de grupos da Liga dos Campeões e da obtenção de um novo patrocinador. Ora a nova época começará em Julho, precisamente quando se inicia o exercício económico da SAD, que decorrerá entre 1 de julho de 2015 e 30 de junho de 2016.

Acontece que quer uma coisa quer outra - a necessidade de patrocinador e a disputa play-off -  são de há muito conhecidas de todos. Mas só o resultado da disputa da pré-eliminatória que dá acesso à fase de grupos é verdadeiramente contingente. A inexistência de um patrocinador, ao contrário do que foi dito, não depende desse apuramento, uma vez que a celebração de um contrato de patrocínio, (sobretudo o  montante) se bem negociados, ficam indexados às performances da equipa.

No que diz respeito ao patrocinador, as dificuldades aqui são de outra natureza: de forma genérica, o tecido económico português encolheu de forma dramática, o que reduz o numero de empresas com interesse e capacidade para se apresentarem como parceiros, que a nível nacional, quer internacional. Acresce que o Sporting não pode, ou não deve, oferecer a sua camisola a qualquer "TachoEasy" de ocasião, por mais que isso custe reconhecer.

Falando especificamente do clube, há que reconhecer a contínua erosão da marca Sporting relativamente aos principais rivais, resultante da falta de resultados, leia-se títulos. É neste contexto desfavorável que quem representa os interesses do Sporting tem que negociar. Acresce que a postura institucional do clube, acumulando conflitos, alguns deles envolvendo antigos parceiros de negócio, não é propriamente o chamariz mais conveniente.

Mas mais importante que a verba que se venha e negociar com um possível patrocinador é o resultado do play-off que decidirá a participação na fase de grupos da Liga dos Campeões ou a queda para Liga Europa. Saber se metade do orçamento fica imediatamente assegurado - que é mais ou menos o prémio estipulado pela UEFA - permitiria uma mais segura tomada de decisão relativamente à composição do plantel, nomeadamente no que diz respeito à necessidade de vender e recompor o plantel.

Acontece que o apuramento para a Liga dos Campeões ficará decidido em vésperas de encerramento do mercado (a segunda mão disputa-se a 25/26 de Agosto), pelo que me parece evidente que o clube não pode ficar refém dessa decisão para o planeamento da época, sob pena de esta poder ficar comprometida logo no seu inicio. A própria contingência do resultado desaconselha a que aí se joguem todas as fichas.

O cenário é obviamente complicado mas não justifica que o presidente diga que "não faz a mínima ideia que orçamento vai ter na próxima época".

A este propósito duas perguntas:

- O que diria hoje o candidato Bruno de Carvalho se ouvisse esta frase do presidente Bruno de Carvalho?

- Que impacto têm estas palavras junto de um potencial patrocinador? (Isto descontando na dúvida e perplexidade que lançam sobre os adeptos)

Ora foi para fazer ideias muito concretas e encontrar soluções que os Sportinguistas lhe confiaram o lugar. Estas não são nem mais nem menos que as dificuldades inerentes ao lugar e para os quais mais do que lamentos tem que revelar preparação.

Agora é a hora da verdade. Já não há fundos russos nem americanos, nem investidores no átrio à espera de assinar. Estas são as dificuldades reais e de sempre do Sporting.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Breves: Jamor em Alvalade - Empréstimo obrigacionista - Pini Zahavi - Marco Silva

 

Jamor em Alvalade
O Sporting vai organizar uma festa por altura da final da Taça de Portugal, abrindo os portões do estádio. A ideia é excelente, atendendo ao número muito limitado de felizardos que conseguirão o ingresso mágico que permita, como todos esperamos, assistir ao regresso à conquista de troféus de valor particularmente significativo no futebol. 

Porém, ao contrário do que me parece ser a melhor ideia, não se trata porém de um simples franquear de portas mas sim de um evento que onera os seus participantes. Ora se o conceito de festa me parece excelente, sobretudo pelos motivos acima indicados, o facto de este evento ser pago oferece-me alguns reparos.

- Desde logo o permanente exercício do conceito de adepto/pagador. Para quem paga, a época já vai longa e a "factura Sporting" mesmo que exercida com gosto e paixão, já é volumosa.

- Se a intenção é a melhor - contribuir para a "Missão Pavilhão" - é bom lembrar que muitos dos interessados, a irem, irão sofrer uma espécie de dupla tributação, isto se já tiverem contribuído anteriormente. Se a contribuição tiver sido do tipo "familiar" essa tributação é agravada, pelo que me parece ser de considerar a possibilidade de  deixar à iniciativa de cada um a possibilidade de voltar ou não a contribuir.

- A politica de preços parece-me irrealista por demasiado onerosa. Ora isso pode obstar a uma participação massiva, o que concorreria para transformar a festa numa espécie de evento alternativo para meia dúzia. Tal, a ocorrer, seria no mínimo desprestigiante para o clube.

- A permanência de adeptos pagantes no interior do estádio inibirá a abertura de portas para eventual recepção da equipa em caso de vitória. Ora isso contribuiria para uma divisão em duas festas, o que, a suceder seria no mínimo absurdo.

- Escusado será lembrar o estado do relvado, cuja utilização está prevista no evento, e que, em caso de danos maiores, as receitas não cobrirão a necessidade de eventual substituição.

Pini Zahavi
Independentemente da veracidade da noticia que hoje circula, não surpreende ninguém que a renovação de Carrillo seria sempre problemática. Não só atendendo à valorização do jogador, mas também ao facto consabido de que a posse do passe continua repartida com o empresário israelita. Empresário com que o Sporting já se tinha degladiado por ocasião do "caso Bruma". Este seria aliás o caso que inauguraria a gestão de Bruno de Carvalho. A ser verdade o que hoje é vinculado, este somar-se-á em semelhanças ao "caso Rojo", parecendo-me difícil de sustentar a posição de devolver apenas o dinheiro empregue na aquisição da participação no passe do jogador. Oxalá me engane.

Marco Silva
Novo rumor a envolver Marco Silva - a possibilidade da ida para Sevilha - sendo que este vem de encontro ao que algum tempo já circula em alguns meios: que a administração da SAD procura um negócio semelhante ao exercido com Leonardo Jardim, e que permita uma saída airosa para todos os envolvidos. Isto quando também já circulam os nomes de possíveis sucessores. 

Como nota meramente pessoal fica o registo de que o Sevilha ganharia com a troca, isto apesar de Unai Emery estar a realizar um trabalho com conquistas importantes. Vou até mais longe, não vejo Unai Emery a ser campeão por nenhum clube em Portugal.

Empréstimo obrigacionista
Para lá do facto de o montante ter aumentado - o que de certa forma é "obrigatório" por força dos juros pagos - não há aqui nada de novo. Trata-se daquilo que o jargão economês chama "debt revolving", que mais não é que destinado a pagar o dinheiro recebido no empréstimo anterior. Nem os anteriores rasgar de vestes pela "dependência da banca" apesar de continuarem os sempiternos "BCP" e um remanescente do "BES", desta feita o BESI, com o outrora tido como o "grande inimigo do Sporting" José Maria Ricciardi à cabeça. Diversificação de parceiros ou investidores nada. Novo, novo, só um grande silêncio à volta desta operação.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

O alarme no pavilhão e o castigo da UEFA

Pavilhão
Foi com surpresa que fomos confrontados com a noticia da ruptura de contrato entre a empresa construtora a quem foi adjudicada a obra, a Somague, e o Sporting. Os motivos aduzidos pelo clube - aumento injustificado dos custos - parecem-me pertinentes. Falta ainda ouvir o que tem a dizer sobre isto a construtora, uma vez que o próprio clube admitiu no comunicado que havia trabalhos não previstos inicialmente, tais como ar-condicionado, acréscimo de balneários, acessibilidades para pessoas com dificuldades motoras, tabelas electromecânicas de basquetebol e alteração aos campos de futebol. 

O diferendo esteve, ao que percebi, nos valores propostos pela empresa para a realização daqueles trabalhos, tendo o Sporting, depois de consultada a FICOPE, empresa responsável pela gestão do projecto, não concordado com as condições propostas. A referida empresa entendeu que as verbas pedidas eram exageradas (618.900+IVA), tendo sido decidido entregar a obra à empresa Ferreira Build Power, a segunda classificada no concurso. Esta aceitou a realização das obras consideradas adicionais por cerca de metade do preço (297 mil+IVA).

Algumas considerações:

- Truques de acréscimo de preços por obras não orçamentadas em empreitadas são muito comuns. Aliás, a desorçamentação dos custos totais nos lançamentos de obras são o truque mais utilizado para justificar quer social quer politicamente grande parte das obras que se realizam neste país, porque quase ninguém se dá ao trabalho de saber qual o seu custo final. Não parece que seja este o caso.

- Até que se saiba mais sobre este caso, e se o agora sucedido foi tentativa abusiva de adulterar o que havia sido negociado previamente, a razão está do lado do clube.

- Há no entanto uma implicação directa imediata que é o facto daquele que tinha sido considerado o melhor projecto e com as condições mais favoráveis ter sido substituído pelo que tinha ficado em segundo lugar, por isso aparentemente não tão bom nem tão favorável.

- No custo final da obra não haverá diferença significativa no seu custo final uma vez que a obra adjudicada à Somague tinha o custo de 7,2 milhões inicialmente previstos e que ficaria no final, acrescentando os valores pedidos pela empresa para os trabalhos adicionais, em cerca de 7,8 milhões. Ora a Ferreira Build Power apresentou uma proposta de 7,5 milhões o que, acrescidos dos 297 mil euros pretendidos para execução do campo de futebol de 7, muros de suporte e tabelas de basquetebol, aquele valor é praticamente igualado.

- Fica então a pergunta: vale a pena ficar com o projecto e obra do pavilhão que não tinha sido considerados nem o melhor nem mais favorável  por uma diferença de verbas tão pequena, atendendo a que estamos a falar de uma obra de uma geração, ou até talvez mais?
- Qual foi o critério primordial para adjudicação: a qualidade do projecto, o preço ou a conjunção de ambos? Vale a pena lembrar os erros cometidos aquando da construção do estádio e o seu resultado?

- Não menos importante parece ser de salientar que, à altura do lançamento da primeira pedra, não havia contrato assinado nem projecto aprovado, e que a obra continua sem orçamento aprovado para a sua realização. Contudo a data prevista para o inicio das obras é o próximo mês.
Nota: Já depois de publicado o presente post tomei conhecimento do comunicado da Somague sobre a matéria em apreço, cujo conteúdo, sucintamente, remete para o clube as responsabilidades das alterações ao acordado para o clube dizendo que "pretendeu o Sporting considerar abrangido no preço da proposta trabalhos nela não constante e surpreender a Somague com a decisão do termo das negociações após todo o trabalho efectuado" (n.d.r elaboração dos projectos de arquitectura, escavação, contenção e estrutura de betão armado). Está assim aberto mais um novo contencioso.

Castigo UEFA
Face aos resultados financeiros de todos conhecidos (43 milhões de passivo em 2012/13) impendia sobre o clube a possibilidade de um castigo da UEFA a propósito da célebre lei do fair-play financeiro. Esta lei é necessária, atendendo ao objectivo principal de fazer com que os clubes gastem de acordo com as suas receitas. 

Porém ela contém alguns anacronismos que protegem os clubes mais ricos e que diferem do modelo associativo, como são a maioria. Um clube com um dono rico gasta mais do que tem, pelo menos enquanto este injecta capital, mas a UEFA não parece estar preocupada com o que acontecerá no futuro, caso um desses donos se canse de brincar aos clubes. 

Sem sentido nenhum é a possibilidade de existirem penalizações pecuniárias sobre os clubes que a própria UEFA reconhece estarem em dificuldade financeira. Será esse o caso do Sporting caso falhe num futuro próximo as condições que foram agora impostas, isto é, que "o Sporting não consiga um resultado positivo no actual exercício de 4,9 milhões de euros, necessário para atingir o limite de défice de 30 milhões de euros do conjunto das 3 últimas épocas."

Há ainda um aspecto nesta matéria que me parece merecer reflexão. Os resultados acima invocados e a possibilidade de um castigo pela UEFA ainda hoje condicionam a forma como se pensa ser a melhor estratégia para o clube que renovações de jogadores importantes como Carrillo trazem novamente à ordem do dia.

Ora o Sporting para melhorar a sua competitividade tem tido, entre outros, dois problemas facilmente identificáveis e que, sem a sua resolução, o impedirão de, realisticamente, almejar mais do que tem conseguido: 

- O Sporting tem revelado enorme dificuldade em diversificar as fontes de financiamento e de obtenção de receitas que o aproximem mais, mesmo que não da totalidade, das dos seus rivais.

- O modelo até agora seguido de contratar muitos jogadores baratos, oriundos de campeonatos tidos como emergentes, não tem sido muito eficaz em aportar valor ao plantel, sem o qual se torna difícil de competir ao nível dos rivais.

domingo, 10 de maio de 2015

Estoril 1 - Sporting 1: Passeio dominical à Linha

Saldou-se por um empate frustrante a curta deslocação à casa do Estoril. Frustrante porque apesar do domínio e controlo quase permanente, a qualidade do nosso desempenho deixou muito a desejar. Não tanto pelo empenho colocado no jogo, mas sim nas opções tomadas, em particular no que concerne ao jogo atacante. A corroborá-lo está o facto de, em noventa minutos de jogo, Montero não ter ser sido servido uma única vez e as iniciativas de jogo parecerem não prever que ele estava em campo. 

Como é evidente há muito mérito do adversário em levar o jogo para onde quis, isto é, com muita gente atrás da linha da bola e a obrigar a canalizar o jogo pelas laterais. Acontece que uma equipa com as aspirações do Sporting tem que estar mais habilitada para contrariar este tipo de adversidades.

Para o fazer o Sporting precisava de contar com um João Mário muito mais inspirado e participativo. Com um Adrien capaz de subir mais no terreno. E contar com laterais e extremos que não se preocupem em fazer apenas paralelas às laterais e despejar bolas para a molhada, mas procurarem também maior proximidade entre todos. Dessa forma criar-se-iam mais linhas de passes e com elas maior imprevisibilidade no nosso jogo, ao invés do guião estafado com que hoje fomos brindados. Precisávamos de mais do que a inspiração esporádica de Carrillo.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Hoje é dia do Leão!


Zé e Paulo, sempre


Hoje, dia 7 de Maio, assinala-se mais um ano da tragédia do varandim de Alvalade. Faz hoje 15 anos que o varandim caiu, levando consigo muitos de nós. E faz hoje 15 anos que ali ficaram o Zé e o Paulo, Juve Leos como muitos de nós fomos e somos, e que levavam o Sporting no coração, como nós fazemos todos os dias. A grande homenagem que se lhes pode fazer é esta: não os esquecer, concretizar aquele "sempre" da faixa que durante muito tempo acompanhou o Sporting onde quer que jogasse; honrar os que durante muitos dias a fio ficaram em Alvalade sem saber bem para onde ir, depois daquele trauma que apanhou todos de surpresa. Os grandes clubes são os que têm memória, e por isso - e por muito mais - o nosso Sporting é muito grande. Zé e Paulo, Sempre. Sporting Sempre!

Sem grande tempo para editar um post não posso deixar de lembrar hoje o DIA DO LEÃO, que afinal é de todos nós. É dia de lembrar os que partiram, muitos de forma trágica como os que acima o meu amigo Bruno Martins em tempo aqui evocou, assim como Rui Mendes, morto a 18 de Maio de 1996, no Jamor. É dia também de homenagear todos os que nos trouxeram até aqui, que fizeram do Sporting Clube de Portugal a grande instituição que é, depositando nas nossas mãos a responsabilidade de todos os dias acreditar e lutar por um Sporting melhor.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Entre as promessas da direcção e as promessas do treinador

De vez em quando é importante fazer uma pequena revisitação ao passado, especialmente quando as  épocas caminham para o seu final. Essa é talvez a melhor forma de percebermos o que foi feito das promessas feitas e também o que aconteceu com as nossas próprias expectativas. Foi isso que fiz hoje é dessa retrospectiva que nasce o artigo de hoje.

As promessas da direcção
A nove de Abril do ano passado Bruno de Carvalho prometia, à saída de um jantar com o "grupo parlamentar Sportinguista", "mexidas cirúrgicas para a próxima época". Um tema amplamente debatido já por ocasião da primeira época ao comando dos destinos do clube e que se tem mantido entre os assuntos mais polémicos. 

Ora a promessa de "mexidas cirúrgicas" saldou-se pela aquisição de André Geraldes, Nabby Sarr, Paulo Oliveira, Rábia, Jonathan Silva, Orioll Rosel, Ryan Gauld, Slavchev, Sacko e Tanaka, num total de dez jogadores. A estes somou-se uma única incorporação de um jogador oriundo da formação, João Mário. Tobias Figueiredo é chamado já numa segunda fase, para cobrir a saída de Maurício para Itália. Nani é de outro campeonato e por isso tem parágrafo à parte.

A ideia mais comum de "mexidas cirúrgicas" acabou suplantada por uma abundante intervenção.  Porém, os resultados desta enxertia de novos órgãos estiveram longe de serem felizes, sendo notória a existência de um número muito razoável de rejeições ou nulo aproveitamento. 

Vejamos: se a Gauld ninguém negará o talento, pode-se colocar a utilidade da sua contratação para um plantel onde já havia Medeiros e num clube que tem que administrar o dinheiro ao cêntimo. Mas, enfim, jogadores de talento têm sempre lugar e não podem ser considerados inutilidades ou muito menos maus investimentos. Sobre Nabby Sarr não escrevo nem mais uma linha, o presente faz-me a justiça necessária aos comentários aqui deixados sobre a opinião emitida oportunamente. Ao central francês podemos juntar Rábia, Slavchev Sacko, que desperdiçaram todas as oportunidades concedidas para justificar a preferência. Geraldes não se percebe e o exotismo de Tanaka não se traduz na qualidade que é exigível. 

Mas mais importante do que fazer a demonstração do acerto de um juízo emitido oportunamente, é verificar que, para um grande número de jogadores chegados o ano passado, já cá havia jogadores melhor habilitados para o desempenho das mesmas funções. A comparações foram feitas já várias vezes ao longo da época, pelo que é fastidioso repeti-las: (André Geraldes/Esgaio/Cédric/Miguel Lopes - Sarr, Rabia/Tobias, Semedo, Reis - Slavchev/Wallyson, Sacko/Chaby, Podence, Martins, só para falar nos mais óbvios).

Paradoxalmente a direcção haveria de realizar de forma surpreendente aquilo que se pode considerar uma cirurgia de elevado acerto: Nani. O que é difícil de perceber aqui é o critério. Obviamente que não temos possibilidade de contratar jogadores de valia semelhante para a defesa, meio-campo e ataque. Mas parece acima de discussão que o critério que prevaleceu foi a da quantidade e não o da qualidade. Acontece que a segunda é indispensável para cumprir as promessas de "lutar pelo título" de podermos partir da tão famigerada "pole position". Quer uma quer outra estiveram sempre muito longe de poder suceder.

As promessas de Marco Silva
No dia da sua apresentação Marco Silva proferiu uma afirmação que subentendia uma ideia base para o futebol que queria que a equipa praticasse:


Não deixando de ser uma ideia genérica, também não deixava de ser apelativa, antes pelo contrário. Porém, a sua colocação em prática sofreu vários engulhos, o que redundou em perda de pontos numa fase muito precoce da prova. Cedo se conseguiu vislumbrar que as dificuldades pela frente iam ser muitas e disse-o aqui ao fim de quatro jornadas:

No que diz respeito ao trabalho especifico do treinador pode-se considerar como atenuante o facto de, pelo menos em hipótese, não estarem ainda devidamente interiorizadas as ideias preconizadas. No entanto, sem desculpas, a falha principal residiu sobretudo no equilíbrio. 

Geralmente a equipa, nos jogos domésticos, foi quase sempre ambiciosa, procurou dominar os jogos em posse e de tendência atacante. No entanto, aponto três falhas cruciais que contribuíram para resultados comprometedores:

1- Sobretudo nas primeiras jornadas vimos uma equipa a subir no terreno, procurando pressionar alto  e reduzir os espaços, sem contudo conseguir controlar o espaço sobrante nas suas costas. Tal falha deveu-se em grande parte à (i) qualidade dos intervenientes (Maurício e Sarr, sobretudo), sobretudo à deficiente leitura de jogo que lhes permitisse antecipar os movimentos dos adversários. Mas também (ii) às suas características, que os deixava em desvantagem em relação aos adversários mais velozes.  Um treinador tem de perceber as limitações dos seus jogadores, de forma a, ao invés de as expor, lhes potenciar as qualidades.

Essa proposta parece ter sido progressivamente abandonada por Marco Silva, sendo notório nos últimos jogos uma linha mais descida. Esta mudança, conjugada com o facto de qualquer um dos defesas centrais actuais serem melhores do ponto de vista técnico, contribuiu para estabilizar o sector. Valha a verdade que ter que jogar com oito duplas de centrais diferentes deve ter constituído um sério obstáculo à consolidação de processos.

2- Várias foram as vezes em que a equipa ficava desequilibrada e não sabia responder de forma adequada ao momento da perda da posse de bola. É verdade que o recomeço de William chegou a ser penoso, registando erros comprometedores e pouco habituais nele. A isto somaria muitos erros de Adrien em posse e de posicionamento. Aqui convém salientar que, com Marco Silva, a sua área de intervenção se alargou, o que não estou certo que esteja de acordo com o que o jogador pode dar. 

3- Várias vezes se falou na falta de jogo interior. Neste aspecto há que conceder que nenhuma equipa em Portugal tem o seu jogo atacante tão bem estruturado e é tão eficaz como o SLB. Por exemplo, quem tiver presente o primeiro golo deles no último jogo (Gil Vicente) percebe o que tento dizer. É nesse sentido que deveria crescer o nosso processo ofensivo, e isso depende muito do trabalho do treinador, da operacionalização do treino mas também muito da qualidade e talento individual dos jogadores. Ambas as condicionantes deveriam crescer para o Sporting poder estar à altura das suas ambições.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Renovações de Palhinha, Podence e Geraldes

O Sporting comunicou a renovação de Palhinha, Podence, e Geraldes . Os três ficam abrangidos por um contrato com duração até 2021. Nomes que certamente iremos voltar a ouvir falar mais adiante porque todos eles têm potencial para se tornarem importantes num futuro próximo. Assim o Sporting lhes consiga proporcionar o meio apropriado e eles saibam e tenham a indispensável sorte para aproveitar as oportunidades.

sábado, 2 de maio de 2015

Sporting-Nacional: sem futebol na era A.C. e o Avioncito que não fez greve

Duas eras completamente distintas marcaram este jogo: a primeira parte foi a era A.C. (antes de Carrillo), em que não conseguimos controlar o meio campo, não conseguindo por isso nem criar grandes lances de perigo nem anular as investidas dos insulares. Na segunda parte, a era D. C. (depois da entrada de Carrillo) a equipa solta-se e acaba por ganhar com alguma naturalidade, contando para o efeito com eficácia de Montero, que marca o regresso del Avioncito ao que nós esperamos dele e sabemos que é capaz.

Creio que a partida ficará bem resumida no parágrafo anterior. Indo um pouco mais ao pormenor convém também dizer que não foi apenas a entrada de André Carrillo que mudou o jogo. A opção de Marco Silva em colocar Rosel ao lado André Martins não foi muito feliz. O catalão parece-me ser um "seis" mais posicional, não parecendo estar talhado para pegar no jogo. André Martins também não estava a conseguir grande desempenho, assinale-se. Capel está irreconhecível e Tanaka nem chegou a entrar. Demasiadas peças "encravadas" para uma máquina funcionar bem. Feitas as devidas substituições é reposto o normal funcionamento, sobretudo no motor da equipa que é o meio-campo.

Para lá do destaque já conferido a André Carrillo assinala-se a bela exibição do Cédric, talvez o melhor do sector, onde Paulo Oliveira e Ewerton parecem entender-se cada vez melhor. E o jogo discreto mas extremamente seguro de Patrício também deve ser destacado.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

As renovações e o planeamento para o futebol

O Sporting comunicou ontem a prorrogação de contrato dos júniores Gélson Martins, Ivanildo Fernandes, Jorge Silva, Luís Elói, Rafael Barbosa e Fábio Martins e dos seniores Mauro Riquicho, Tobias Figueiredo e Sambinha. 

Por coincidência estas renovações vêm na sequência do meu último post, onde deixei algumas questões, que me parecem pertinentes, relativas ao planeamento que estará a ser feito para o futebol. Deixo para já este tema para me pronunciar sobre as renovações agora efectuadas.

Tratar o que é diferente de forma igual é a primeira ideia que se extrai e que vem na linha das primeiras renovações efectuadas pela actual administração. O clube oferece contratos longos, a que soma elevadas cláusulas de rescisão a todos os jogadores. 

Ora fazê-lo por exemplo, a Tobias e Gélson, jogadores de potencial inquestionável, não é o mesmo que renovar com Sambinha que, além de ter já vinte e dois anos, o melhor que se pode dizer dele é que tem boas condições atléticas e parece ter evoluído desde que chegou ao clube. Isto é, uma apreciação demasiado lata para apreciar um jogador de futebol.

Fica com contrato até aos vinte e cinco anos, com opção até aos vinte e sete. Atendendo ao respectivo valor e ao que é a carreira de um futebolista mais do que um contrato, assemelha-se mais um seguro de reforma.

Para apreciação posterior ficam casos como os de Ivanildo, Jorge Silva ou Éloi, que chegaram recentemente ao clube. As suas performances têm estado longe de ser consideradas exemplares, pelo que a renovação parece ser no mínimo apressada. 

Mas se as apreciações de carácter técnico podem ter algum carácter subjectivo há um dado objectivo que me obriga a questionar o planeamento que está a ser feito para o curto/médio prazo para o futebol, especialmente para a articulação imprescindível entre a equipa A e a B e entre esta e os júniores que aguardam a chegada ao escalão principal.

Atente-se ao quadro de jogadores que ainda estão na órbita da equipa B (ver quadro abaixo, dos quais se poderão considerar excluir  Esgaio, Gauld, Wallyson, Chaby e Medeiros, mas muito dificilmente entram todos na A), 
Defesas: Rábia, Naby Sarr, Jonathan, Sambinha, Domingos Duarte, Riquicho, Sejou King, Jorge Silva e André Geraldes, Esgaio.
Médios: Gauld, Slavchev, Wallyson, Francisco Geraldes, Fábio Martins, Palinha, Fokobo, Medeiros , Chaby e Zezinho.
Avançados: Sacko, Rúbio, Ponde, Mama Baldé, Podence, Gélson Martins, Gazela, Betinho, Cissé, Dramé, Enoh.
Ao total são trinta e um jogadores(!), quase todos eles com contratos bastante longos, a que somarão a breve trecho os jogadores júniores que renovaram recentemente., mais os seniores que já pertencem aos nossos quadros.

Para reflectir.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Que planeamento está ser feito para o futebol do Sporting?

Existe um projecto para o futebol do Sporting?

Quais são as suas linhas orientadoras?

Que tipo de planeamento é feito? Atende-se apenas ao imediato, cujo horizonte é a época a decorrer ou procura-se fazer uma projecção a curto/médio-prazo?

Estas são algumas das muitas questões que por vezes ocorrem a um adepto que, de longe, vai observando as decisões tomadas, procurando percebê-las, em particular as motivações que as regem e os resultados que com elas se pretende obter.

Antes de escrever este post estive a reler algumas das comunicações mais recentes do presidente Bruno de Carvalho, nomeadamente as que foram proferidas por ocasião do segundo ano de mandato, não tendo encontrado nelas linhas orientadoras que respondessem a este tipo de perguntas. Nada é dito sobre questões estruturantes como, por exemplo, o número de jogadores nos plantéis, a escolha das equipas técnicas, respectivos critérios e objectivos, etc, etc.

Assim, procurei fazer a minha própria interpretação, deixando para a caixa de comentários a possibilidade de cada um aduzir os seus argumentos à discussão. Nela incluirei os temas que me parecem ser os mais importantes para esta análise, feita de forma breve e não tão aprofundada como deveria ocorrer: O treinador, o plantel e a formação.

O treinador
A escolha do treinador não é apenas a escolha de um homem só, mas de uma equipa técnica multidisciplinar, bem como das respectivas ideias, organização e metodologia. Por isso considero uma questão estruturante.

Tendo esse aspecto em conta, bem como "politização" que a questão atingiu, é difícil que o tema não se arraste pela próxima época, especialmente se a decisão for a do afastamento e a este não sucedam melhorias evidentes na performance desportiva. Assim, considerada a importância do cargo e o facto acrescido da próxima época ter inicio cedo e aparentar particular exigência, é muito mau sinal se os rumores da decisão estar a ser protelada forem verdadeiros.

Ora, só o facto de se discutir a permanência do treinador, que foi contratado por quatro anos, ao fim de quase o mesmo número de meses de permanência, é razão suficiente para questionar  o planeamento feito. É também importante saber se, no momento da celebração do contrato, a permanência do treinador ficou indexada a algum "serviço mínimo" que não está a ser cumprido, como por exemplo a conquista de um troféu ou uma determinada posição na tabela.

Considerando, para avaliação do trabalho do treinador, três parâmetros - resultados/classificação nas competições, performance exibicional e liderança - a minha avaliação é favorável. É sempre possível melhorar mesmo até quando se triunfa mas, numa avaliação genérica, e atendendo a todas as circunstâncias e limitações que nos são próprias, não só me parece que o trabalho desenvolvido está a ser aceitável, como não me parece haver razões que demonstrem ou indiciem que evoluir para nível superior não é possível.

Quanto aos resultados/classificação nas competições considero que se cumprirão os objectivos mínimos.

Na Champions League foram vários os factores a oporem-se a melhor destino, o que, de certa forma, também se aplicará à Liga Europa. Neste capítulo, não me parece que não tenhamos feito melhor por culpa do treinador.

No campeonato, apesar de considerar que podíamos ter conquistado mais pontos, parece-me que estamos demasiado dependentes das falhas alheias, quase tanto como obrigados a performances irrepreensíveis para alcançar melhor. Isto é o mesmo que dizer que fazer melhor é possível mas, nas actuais circunstâncias, terá carácter excepcional.  

A conquista da Taça merece tratamento próprio. Dadas as características da competição, não me parece que a sua conquista ou perda devessem ser determinantes para a continuidade do treinador.

Olhe-se para o exemplo de Sá Pinto, quando perdeu a Taça com a Académica, levando um voto de confiança, para depois se verificar a hecatombe que se seguiu. Na outra face da moeda o exemplo de JJ, numa época em que perdeu tudo, para no ano seguinte ganhar com relativa facilidade o campeonato.

O trabalho de um treinador deve ser avaliado de forma muito mais abrangente que o resultado de um jogo de uma final de uma competição como a Taça de Portugal.

A qualidade das exibições deixa-me sentimentos mistos. Não sendo de estranhar numa época longa, foi precisamente com os adversários tidos como mais fracos que coleccionamos reveses mais difíceis de suportar. Mas nem por isso mais difícil de percepcionar.

Ser campeão em Portugal tem a ver precisamente precisamente com a capacidade de somar o maior número de pontos com os não-candidatos ao título, que por norma joga com blocos muito baixos ou genericamente em acentuada posição defensiva. Se a importância das ideias do treinador é fundamental, a qualidade individual dos jogadores não é menor. É ela que ajuda a encontrar as soluções em espaços sobrelotados e com pouco tempo para decidir.

Quanto à liderança do treinador, parece-me a adequada, como parecem indicar quer a ausência de casos de indisciplina - O caso Jefferson não é da sua esfera - quer mesmo, de uma forma geral, as indicações dadas pelos jogadores.

O plantel
O trabalho de um treinador está dependente da qualidade dos jogadores que compõem um plantel. A responsabilidade da sua formação tem estado a cargo da SAD, pelo que esta não se pode excluir das responsabilidades nos êxitos ou dos fracassos.  

É meu entendimento, como anteriormente aqui afirmei, que a composição do plantel principal deveria estar sempre articulada com o da equipa B. E que o número devia ser reduzido, de forma a que os jogadores não estejam privados de competir por largos períodos. A dispensa de vários jogadores a meio da época é a admissão tácita desse facto e poderia ter ido até mais longe. 

Ao número excessivo de jogadores que impeça uma maior rotação, acresce ainda um número considerável de jogadores cujo valor e mérito para fazerem parte dos quadros de um clube com as ambições e estatuto do Sporting é muito duvidoso. Nesse sentido, o planeamento da próxima época constitui um enorme desafio, atendendo ao número de excedentes que vai ser necessário colocar, aos que são importante manter, bem como a quantidade e valor dos jogadores a ingressar. Será determinante não cometer o mesmo género de erros que se observaram nas duas épocas anteriores.

A formação
Não tem sido um ano bom para a formação. Não tem sido bom quer pelos resultados, onde parece muito difícil a possibilidade de alcançar títulos, quer pelo nível das exibições. E as prestações internacionais foram deprimentes, em contraste com o passado recente e com o que os nossos adversários/rivais alcançaram. 

Ao contrário do que parece agora ser conveniente dizer, o Sporting não tem tido resultados apenas na formação de jogadores. O Sporting construiu também uma hegemonia de títulos sobre os seus rivais, como testemunham quinze títulos na "era Academia". O FCP alcançou nove e o SLB oito.

Há vários sinais perturbadores a indiciar a perda de competitividade, quando a hegemonia recente parece já uma miragem. Dois exemplos aleatórios: 

1- Na recente convocatória para a selecção sub-19 o Sporting contou apenas com três convocados, mas este número ascenderia a nove se jogadores que recentemente faziam parte dos nossos quadros - Alexandre Silva (Guimarães), Flávio Silva (SLB), Gilson Costa (SLB), Dálcio (CFB), Gil Dias (Mónaco) José Turbo (Inter Milão) -  ainda estivessem entre nós. Se se aceita com naturalidade que alguns optem por seguir as suas carreiras noutros clubes, já se torna mais difícil de entender como tantos o fazem quase em simultâneo, especialmente considerando o estatuto que tanto se invoca para a nossa formação.

2- Os resultados comparativos de alguns escalões, mais nuns que noutros, indiciam uma abrupta perda de competitividade face ao que conseguiam ainda recentemente face aos mesmos adversários, a que se soma uma inédita ausência de uma fase final.

Um ano é muito pouco para deliberar sobre fim dessa hegemonia, mas os sinais são no mínimo inquietantes.

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