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sexta-feira, 20 de abril de 2018

30 milhões é factura pelo apuramento para a final da Taça?

Depois do pedido de adiamento do reembolso do empréstimo obrigacionista em plena crise, justificada então no ponto 3 do comunicado  pelas "recentes tomadas de posição públicas por terceiros” somos surpreendidos ontem, enquanto festejávamos ainda o apuramento para a final da Taça de Portugal com a noticia de que a SAD vai agora pedir autorização aos acionistas para poder avançar com um empréstimo obrigacionista global num montante até 60 milhões de euros até final do ano.

Se isto é sério não parece. Primeiro porque as tomadas públicas de posição referidas que poderiam por em causa o processo foram feitas pelo próprio presidente a partir daquele famoso post que agora parece até que não aconteceu e não por terceiros. Depois porque um empréstimo obrigacionista que deveria conhecer a sua renovação ou devolução aos investidores tem que estar já praticamente fechado quando faltasse um mês para que tal ocorresse. Se problemas havia, e que agora se confirmam, eles já existiam. Provavelmente estão relacionados com a dificuldade de um dos bancos em voltar a apoiar o "revolving" do empréstimo. E ainda porque este dobrar do valor necessário deveria ser previamente explicado previamente - seguramente que será - e não deixando no ar a sensação de que se aproveita o momento de festa para ver se ninguém repara. 

(post em actualização)

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Sporting 1 - Porto 0: O Jamor é para o coração maior

Não há coração maior do que a de um Sportinguista, pois não? Coração que sabe sofrer sem nunca desistir, que aguenta a emoção e ainda tem força para se superar e ir à procura sempre de mais uma vitória. Foi assim ontem, em mais uma jornada épica. Agora faltam ainda quatro jogos do campeonato e acima de tudo e sempre respeitar o adversário desde este momento até ao final do jogo, tenha ele o tempo que tiver.

Mas vamos ao jogo, porque foi através dele que chegamos a este importante triunfo. Foi um jogo de elevado grau de dificuldade quer para quem esteve em campo, quer para os jogadores. Um jogo de elevada intensidade física e emocional e foi por estes dois parâmetros que começamos e acabamos por chegar à final, de forma inteiramente merecida.

Há que realçar a categoria do adversário ou de outra forma estaremos a desvalorizar o nosso próprio mérito. O FCP foi sempre uma equipa difícil, que mimetizou os seus comportamentos da jornada do campeonato em que lograram um precioso empate em Alvalade, na primeira volta. A tentativa de bloquear as acções de Bruno Fernandes foi bem sucedida, não conseguindo este receber a bola em boas condições e quando o lograva não tinha espaço nem tempo para executar com a qualidade que se lhe reconhece. Isso é o mesmo que dizer que grande parte da nossa eficácia no último terço ficou desde logo comprometida. À frente Soares esticava o jogo até à nossa área com Brahimi a secundá-lo, cabendo-lhes a eles a criação de maiores lances de perigo, o que contribuía para o conforto dos azuis e brancos no jogo.

Apesar disso e sem conseguir encontrar o melhor caminho para igualar a eliminatória, o Sporting manteve-se imperturbável, sem sinais de desespero. Foi muito por aqui, por esta demonstração de maturidade competitiva que se começou a carimbar a passagem ao Jamor. E contámos também com a indispensável sorte nos pormenores que os campeões precisam. Piccini lesionou-se e Ristowski entrou muito bem no jogo, quer a defender, quer a atacar, anulando Brahimi. Soares lesionou-se e Aboubakar não entrou bem no jogo. Tudo isto teve o epilogo que todos ansiávamos para continuar com o Jamor no horizonte: Coates, versão ponta-de-lança acabou por marcar já com os noventa minutos a quererem fazer-se anunciar.

E a sorte não nos abandonou no prolongamento nem nos penaltys. Sorte e muita maturidade, repito! uma vez que esta era já a segunda edição de desempate de grandes penalidades e mais uma vez estivemos irrepreensíveis. E que mais poderíamos pedir para selar a passagem à final do que um dos heróis de  para lembrar a épica conquista de 2015. Esta final é inteiramente merecida, porque fomos uma equipa adulta, soubemos sofrer quando foi preciso e soubemos procurar e merecer a sorte que tivemos. Saibamos agora fazer reverter para o clube os créditos deste importante momento.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Bruno de Carvalho: defeito ou feitio?

Assim de repente, sem nada que o fizesse prever ou sem qualquer aviso prévio, o Sporting apressou-se a mergulhar numa crise profunda. Quase tão rapidamente também parece agora que não aconteceu nada, mas aconteceu e só por ingenuidade se poderá pensar que não haverá consequências próximas dos dias que recentemente sacudiram o clube de alto a baixo. Vive-se um curto período de tréguas, mas é bem claro que o choque institucional entre Marta Soares e Bruno de Carvalho é uma factura com o pagamento ainda em aberto. E falta saber ainda o mais importante: o que pensam os adeptos.

É muito provável que a corda parta do lado mais fraco que neste caso é Marta Soares. Nunca foi um nome consensual, não tem a popularidade de Bruno Carvalho, não se sabe até que suporte terá dentro do órgão a que preside. De forma quase irónica poderá sair quando proferiu a sua declaração mais consensual, pelo menos no momento em que foi proferida:
"Bruno de Carvalho não tem condições para continuar. Com Bruno de Carvalho não há paz no Sporting!"
Acontece que depois destas declarações, Marta Soares remeteu-se ao silêncio e, sem se saber exactamente que iniciativas possa ter tomado entretanto, sabe-se apenas que terá realizado algumas auscultações de sensibilidades. Manterá a vontade de convocar uma nova assembleia geral?

Da parte do Conselho Directivo foi particularmente notório o silêncio inicial. Nem declarações, nem palavras de circunstância, apenas um silêncio tremendo de quem nada pode fazer, mas percebe a gravidade do ocorrido. Depois o silêncio tornou-se estratégico. Jogava-se com o tempo, esperando que os animos esmorecessem e a memória do sucedido se fosse esbatendo, mas sem se notar qualquer estratégia para controlo de danos.

Esse seria feito pelos actores do costume. Os mesmos de sempre, os mesmos nomes, as mesmas ideias, os erros de sempre: os mesmos estafados e já descredibilizados Barrosos, Zeferinos, Pedro Madeira Rodrigues, etc, etc. Naquele momento foram os melhores aliados de Bruno de Carvalho, ao chamar a si o foco das atenções, poupando-o ao fogo em que se consumia cada vez que saía a terreiro a proferir uma declaração pior do que a anterior. Foram eles a abrir caminho à relativização e à indiferença e ajudaram a transformar Bruno de Carvalho de autor da crise em vitima. No que foram coadjuvados  por uma comunicação social cujo único objectivo, nos infindáveis programas sem grande conteúdo, parecia ficar-se pelo fazer render o triste espectáculo que lhes havia sido servido em bandeja.

A anunciada vontade de convocar nova AG parece ter perdido o interesse para todos os intervenientes. De Marta Soares já falamos. Bruno de Carvalho, pela interposta pessoa do vogal do CD Bruno Mascarenhas, já fez saber que pelo menos a demissão e eleições são cenário que só será colocado se a isso forem obrigados. Aguarda-se o que pretende fazer para concretizar a ameaça de apear Marta Soares, o que só não acontecerá se for de todo impossível, o que também é fácil de prever. E, ao ao contrário do que é muitas vezes anunciado pela comunicação social e aceite estrategicamente pelo Conselho Directivo, não há uma oposição constituída e com força para desencadear um processo que leve até à convocação de uma assembleia, apenas vozes isoladas e sem grande representatividade colectiva.

Estamos agora ainda na fase de controlo e contenção de danos. Primeiro foi o abandono do Facebook por parte do presidente, seguido do recuo na intenção de processar disciplinarmente a quase totalidade do plantel. Mas nem uma nem outra medida parecem ter sido tomadas com grande convicção, como se percebe pelas declarações efectuadas a este propósito pelo próprio Bruno de Carvalho, A que acrescem as mensagens enviadas por sms ao plantel.:
"Se o Sporting CP fica mais forte desta forma, seja feita a vontade da maioria. Para mim ficará a missão de gerir o Clube da forma que acham melhor. Erradíssima mas o Clube é vosso."
Talvez ainda mais sintomático seja o facto de que Bruno de Carvalho não ter percebido as consequências que os seus posts no Facebook estavam a produzir, o que é particularmente notório ao afirmar 
 "Vamos novamente perder todo o respeito que aos poucos estávamos a ganhar em alguma comunicação social e em muitos Stackholders. Isso vai morrer.
Ora questão era exactamente a  oposta e de maior gravidade: o problema não estava na ferramenta (o Facebook), mas sim no utilizador. Assim, com ou sem Facebook, e sem ter percebido o essencial, é muito provável que o que aconteceu no triste episódio pós-Madrid se volte a repetir.

Essa é agora a questão principal, juntamente com outras igualmente pertinentes: como ficarão agora as relações nas três frentes de batalha que Bruno de Carvalho abriu? Será Bruno de Carvalho capaz de restaurar a confiança perdida junto do treinador, do plantel e dos adeptos em simultâneo? Estará ele interessado em fazê-lo?

O treinador é aqui o elo mais fraco. Jorge Jesus subiu na consideração geral pela ponderação, sangue frio e acção na preservação do interesse colectivo revelado na gestão de uma situação para a qual não há capítulos escritos nos manuais de formação de treinadores. Falta saber se Bruno de Carvalho lhe perdoará o protagonismo por ter agido também como o presidente que ele deveria ter sido e não foi.

Quanto ao plantel é certo que não pode ser refeito de um dia para outro sem que o mercado fareje o sangue e compareça aos saldos. Mas em ano de Mundial é muito provável que Bruno de Carvalho aproveite a oportunidade para se desfazer dos rostos que são reconhecidos como lideres do balneário e cuja relação parece estar já exposta a profundo desgaste.

Mas claro que a mais importante de todas as frentes é frente interna, a dos sócios do clube. Se é certo que a maioria não deseja uma crise institucional e o regresso a eleições, quando ainda há pouco o actual CD foi investido e confirmado por maiorias esmagadoras, parece também certo que ninguém quer reviver o actual pesadelo ao virar de cada esquina. A confiança em Bruno de Carvalho está seguramente abalada pelas suas acções recentes, em particular pelo paulatino afastamento do que eram as melhores qualidades que lhe eram reconhecidas. O Bruno de Carvalho que quando apareceu declarava que não seria preciso que lhe mostrassem lenços brancos e insultos, porque antes disso seria o próprio a tomar a iniciativa de se retirar, é o mesmo que hoje afirma ser preciso muito mais do que isso para o fazer.

A ideia de que parece estar mais preocupado com preservação do seu poder do que em exercê-lo em prol dos que o elegeram e do bem geral do clube é uma das acusações que terá que dificuldade em rebater. Especialmente quando se lhe juntam as imagens das sucessivas assembleias gerais que agitaram o clube, num momento em que a equipa da modalidade mais representativa parecia confortável e segura de si na disputa da liderança do campeonato. Assembleias que emperraram justamente pelos pontos que denunciavam o reforço e ampliação do seu poder, que não parecia satisfazer-se com o apoio ractificado pelos sócios de forma arrasadora. Assembleias que acabariam também por coincidir com o pior período da equipa e, falta ainda a história fechar definitivamente, o adeus ao ambicionado titulo.


Esta é uma crise imposta ao clube por Bruno de Carvalho. Foi assim que foi percepcionada pelos adeptos que por isso o invectiveram. Não foi ingratidão, mas sim por imposição do próprio presidente  na sequência da catadupa de post no Facebook. Entre um e outro os adeptos quiseram dar conta da sua escolha.

Desta feita não foram os "sportingados", a de quem ele se valeu para agitar fantasmas para a aprovação das alterações que pretendia ao regulamento disciplinar. Não foi uma das muitas facções ou "sensibilidades" tantas vezes mencionadas como causa das entropias que impede o avanço do clube. Não foram os inimigos externos nem os poderes ocultos do futebol. Por isso terá que ser ele a demonstrar que aquela que parece ser agora a justificação escolhida "foi um erro, e quem nunca errou que atire a primeira pedra" é justa e não uma desculpa circunstancial. De outra forma a imagem de que tem apenas perfil de um líder de transição, o ideal para tirar o clube do marasmo, mas incapaz da indispensável consolidação do clube acabará por vingar.

Mas esta justificação de um erro sem repetição tem três problemas: o próprio Bruno de Carvalho, pelo trajecto e passado recente. E por tardar em reconhecer que errou e sobretudo, como vai deixando no ar, a cada intervenção que faz, que não se perderá pela demora. Estará ele a fazer o número daquele que se faz de morto e vai dizendo entre dentes: deixa-os pousar?...

Um segundo, que é o da identidade e da representatividade. O discurso de Bruno de Carvalho é cada vez mais pontuado pelo "eu" e cada vez menos pelo nós. Não são apenas as alterações estatutárias desnecessárias e inoportunas apenas para controlar o clube. São as suas declarações impensadas e inconsequentes, o  "mau gosto" do discurso e dos comportamentos, a depreciação de uma marca centenária que se construiu em volta de valores, e que por isso tem subsistido aos períodos de mingua dos resultados. Há cada vez mais quem não se reveja e não se sinta representado por esta conduta, o que é um problema se atendermos a que o presidente é ou deveria ser não só a figura de proa mas também o maior guardião dos valores do clube.

O outro é o diagnóstico de "burnout" do seu amigo e mentor, Eduardo Barroso. Ou o clínico se enganou, pelo que a tentativa de minimização do sucedido cai por terra e continua a ser necessária a explicação e prestação de contas. Ou então o presidente precisa quanto antes de repousar e de se refazer, até porque o futuro imediato do clube vai requer - requer sempre! - uma luta incansável e sem tréguas . Ao fim e ao cabo a pergunta que nasce daqui e cuja resposta tentam muitos Sportinguistas obter há dias para cá é essa: o que este episódio nos revela sobre Bruno de Carvalho é o seu feitio e por isso não há lugar a qualquer esperança de mudança ou tratou-se de um mero acidente (defeito) de percurso?

domingo, 15 de abril de 2018

Belenenses 3 - Sporting 4: um resultado cheio de VARiações

Houve emoção e espectáculo num jogo marcado pela VARiação do placard, o que tornou imprevisível quase até ao final o nome do vencedor do jogo, marcado também pelas intervenções dos treinadores. Jorge Jesus não foi muito feliz nas alterações efectuadas ao intervalo uma vez que, para poupar Coentrão, acabou por perder o meio-campo para o discípulo Silas. Wendell nunca conseguiu oferecer a oposição necessária aos azuis nem ser um elemento determinante para a posse de bola e controlo do jogo.

Jogo esse que, do ponto de vista do rendimento, do lado do Sporting, foi marcado por um profundo desgaste, consequência clara do jogo com o Atlético de Madrid. Este jogo acaba também marcado pelas sucessivas intervenções do VAR, tendo uma delas sido objecto de uma má decisão que acabou por nos favorecer.

Termos saído vencedores e recuperado a possibilidade de chegar ao segundo lugar dependendo apenas de nós foi mesmo o melhor que nos podia ter acontecido. Mas pelo meio ainda temos um jogo de elevado nível de dificuldade, em que definiremos a possibilidade de conquistar o segundo troféu da temporada.

Destaque para mais uma grande partida de Bruno Fernandes, por onde passou a importante reacção ao resultado adverso logo no inicio da partida.

sábado, 14 de abril de 2018

O Cisma, ou a crise do Sporting contada pelo Expresso





"Eram dez e qualquer coisa da noite, o Sporting tinha ganho ao Paços e ninguém estava preparado para o que se seguiu. Bruno de Carvalho (BdC) entrou, sem avisar e a coxear, na sala de conferências pouco depois do jogo e de Jorge Jesus ter dado a flash interview a defender os jogadores. Este não é um detalhe. O presidente ajeitou o microfone e perguntou se estava ali alguém da comunicação do clube, mas nem Nuno Saraiva nem José Ribeiro estavam lá. A agenda não tinha marcações, e os dois responsáveis não esperavam uma conferência presidencial, muito menos uma conferência presidencial assim.

Então, BdC disse aos adeptos para “insultarem a família deles”, por não tolerar “faltas de respeito”; não admitiu demitir-se em consequência da semana inusitadamente conflituosa, mesmo para os atuais padrões leoninos; e esclareceu que os atletas estavam com um processo disciplinar e não suspensos, como tinha dado a entender no post em que lhes chamou “meninos mimados”. No ar ficou também um reparo a Jorge Jesus, que entrou em Alvalade após anos no Benfica: “Não representarei mais ninguém a não ser o Sporting.”

Horas mais tarde, BdC fez chegar um recado a Jorge Jesus, dizendo que se sentia atraiçoado por este o ter “morto” na flash e na conferência de imprensa. Jesus, por sua vez, fez saber-lhe que não era bem assim, que defendera o Sporting e, por extensão, o presidente. Mas o mal estava feito: naquele instante, o treinador passou a desconfiar irremediavelmente do presidente. E ainda que, agora, BdC diga nos bastidores que Jorge Jesus fez bem o trabalho dele, do outro lado está um treinador que já não sente condições para continuar com BdC. Porque o histórico leva-o a crer que o momento em que este presidente se sente enganado é aquele em que as relações profissionais rasgam as pessoais — e acabam. Numa outra volta inesperada da vida — e a dele já deu as suas —, Jesus acha que lhe pode acontecer o mesmo que a Marco Silva, treinador dispensado de Alvalade no final de um conflito insanável com BdC. E também alguns futebolistas passaram a acreditar que o mesmo lhes acontecerá após a colisão, num contexto de insuportável tensão entre empregados e patrão.

É que no sábado, véspera do Sporting-Paços de Ferreira e um dia depois da rábula dos posts, dos comunicados e das ameaças de greve ao treino, os jogadores, Jorge Jesus e equipa técnica, Jaime Marta Soares (presidente da AG), Bruno de Carvalho e André Geraldes (team manager) olharam-se nos olhos... e não correu bem. “Vocês são mercenários, prima donne, não merecem vestir esta camisola.” Entre insultos, BdC despejou expressões antes ouvidas pelos atletas e que estruturam o seu pensamento: os futebolistas vivem numa bolha milionária e perderam o contacto com a realidade. Rui Patrício, William Carvalho, Bas Dost e Fábio Coentrão já tinham sinalizado a vontade de sair de Alvalade ao assumirem a liderança no manifesto coletivo anti-BdC no Instagram; a reunião descontrolada com o presidente, acham, legitimou as suas posições junto dos colegas e dos adeptos. E dos sportinguistas influentes.

O pós-jogo
De todos, Jaime Marta Soares era um dos últimos de quem Bruno de Carvalho esperava uma “traição”. Os dois estiveram juntos no domingo, noite do Sporting-Paços de Ferreira, e falaram sobre a gravidez da mulher do presidente do Sporting, que daria à luz na segunda-feira. Só que, na manhã seguinte, Jaime Marta Soares deu uma entrevista à TSF a defender a saída de BdC: “Estão esgotadas as hipóteses de manutenção da atual presidência.”

Não demorou muito até BdC disparar contra Marta Soares no Facebook: “O presidente da AG é um traidor.” Outras vozes próximas de BdC juntaram-se a Marta Soares nas críticas: Dias Ferreira, um suposto apoiante do presidente, disse à Lusa que gostava de o ver sair pelo próprio pé; a Holdimo, empresa de Álvaro Sobrinho, principal acionista individual da SAD [ver peça ao lado], pediu uma AG para “debater e resolver os problemas internos”; José Maria Ricciardi, banqueiro que teve um papel importante na primeira eleição de BdC, garantiu ao “Record”, na quarta-feira, que se demitia do Conselho Leonino (CL) e que lhe “retirava o apoio”. Num instante, quatro apoiantes passavam a ex-apoiantes, alimentando a perceção de que o exilado BdC iria cair com estrondo. Nesta altura, mas apenas nesta altura, Jaime Marta Soares sentia-se confortável na posição de pioneiro da revolução. O tempo iria mostrar-lhe o quão depressa as coisas se transformam.

Seguiram-se os óbvios ‘antibrunistas’, saídos da sombra para se posicionarem no terreno a preparar uma sucessão que julgavam possível no imediato, dada a “fragilidade do presidente”. Os ex-dirigentes Paulo Abreu, Vítor Ferreira e Torres Pereira deram entrevistas a condenar o líder leonino, chegando este último a afirmar ao “Público” que “toda a gente sabe que Bruno de Carvalho está muito doente”. Não era a primeira vez se falava publicamente da saúde de BdC. Um dia antes, o médico Eduardo Barroso avançara à SIC Notícias que o presidente estava “em burnout”, aconselhando-o a tirar uma licença de paternidade para descansar; outros amigos íntimos falam ao Expresso em “stresse brutal, uma hérnia e uma gravidez complicada da mulher”. E foram estes amigos que convenceram BdC a deixar de vez o Facebook — algo que a estrutura do Sporting considera ser “definitivo” — e também a levantar os processos disciplinares aos jogadores, em nome da coesão interna. E para agradar aos homens das finanças, que poderiam estar a cavalgar o contexto. E, quando BdC disse ‘sim’ a tudo, tudo mudou. Ou, melhor, parece que tudo mudou.

O enredo adensa-se
No Expresso Diário desta sexta-feira, Dias Ferreira escreveu um artigo a criticar os críticos de Bruno de Carvalho: “É o que vimos assistindo diariamente na comunicação social, com a colaboração de associados do Sporting — uns ávidos de um poder que já foi deles; outros ressabiados de não passarem de resíduos.” Dias Ferreira, antigo dirigente que chegou a afirmar no início da semana que podia ser candidato, pede apenas contenção verbal a BdC: “O silêncio das palavras dá ênfase à obra feita.” Ao Expresso, José Maria Ricciardi é comedido e garante não fazer “sentido falar em candidatos quando não há processos eleitorais em curso, e o que é preciso agora é calma para o Sporting”.

Neste governo-sombra remoto, a estratégia é simples: estabilidade política até final da época. Porque é possível ao Sporting ser campeão ou chegar à Liga dos Campeões e à final da Taça de Portugal. Porque há muito dinheiro em jogo e um plantel que não deve ser desvalorizado. E porque ninguém quer vestir a pele do abutre; sobretudo o mais presidenciável dos nomes não quer ser visto como um. Rogério Alves, advogado que defende Álvaro Sobrinho em alguns processos, só irá a votos se a vitória for certa e gorda — e é impossível garantir uma contra BdC neste momento.

Ainda assim, e por mais que estes homens queriam manter o statu quo e as aparências enquanto a bola rola, as divergências são reais: José Moniz Pereira, Francisco Calheiros, Francisco Soares dos Santos, António Pedro Carmona demitiram-se do CL, o órgão consultivo do qual Ricciardi também saiu. Não que BdC se importe muito com isso, porque quase que despreza o CL, por este não lhe dar o resguardo que entende merecer. A BdC interessa fazer-se de morto até ao seu regresso, renovado, menos beligerante, sem Facebook e com o apoio maciço dos adeptos novamente. A estrutura que lhe é fiel no Sporting e os amigos confiam que a mudança de estilo funcionará, porque os insultos de Alvalade estão “circunscritos no tempo”, não são um problema. Mas os problemas com Jesus são outra coisa, e não é o tempo que os resolverá. E isto é um cisma.

SAD nas mãos do BCP e Novo Banco
Além de ter de pagar €87 milhões aos dois bancos, o Sporting tem de reembolsar €30 milhões de obrigações este ano.A sociedade anónima desportiva (SAD) do Sporting tinha no final de 2017 financiamentos de €117 milhões, dos quais €87 milhões estavam nas mãos de apenas duas entidades: Novo Banco e BCP. Os restantes €30 milhões dizem respeito ao empréstimo obrigacionista que a Sporting SAD deveria reembolsar em 25 de maio mas que só deverá pagar em novembro.

A Sporting SAD tem conseguido reduzir o endividamento (principalmente à boleia das receitas com a venda de jogadores), que no segundo semestre do ano passado baixou €18 milhões. Mas o seu futuro financeiro está nas mãos do Novo Banco e do BCP. Fruto da reestruturação feita no final de 2014, a Sporting SAD assumiu perante estes dois bancos vários compromissos, incluindo a cedência de créditos futuros (que só em pagamentos de curto prazo superam os €20 milhões).

Se a SAD leonina não cumprir esses compromissos, os bancos podem converter os títulos emitidos no âmbito da reestruturação, o que significaria a tomada do capital da SAD pelo BCP e o Novo Banco. Atualmente, a Sporting SAD é controlada pelo Sporting Clube de Portugal (64%), mas tem também como acionista de referência a Holdimo, de Álvaro Sobrinho (29,9%).

O advogado Nuno Líbano Monteiro, coordenador da área de contencioso da PLMJ, admite que, no que toca ao empréstimo obrigacionista de €30 milhões, “a sociedade está numa situação difícil”, mas não crê que as SAD dos maiores clubes de futebol corram riscos iminentes de ficarem insolventes. No caso do Sporting, o adiamento do reembolso não constitui um incumprimento, se esse adiamento for aprovado na assembleia de 4 de maio por mais de 50% dos investidores.

MP investiga
Uma equipa especial de três magistradas nomeadas pela procuradora Maria José Morgado está a investigar todas as denúncias relacionadas com o universo do futebol. Esta semana, a revista “Sábado” noticiou que um dos inquéritos está relacionado com o Sporting e, mais concretamente, com a gestão de Bruno de Carvalho. Em causa estará a renegocia­ção da dívida com o BES, as transferências de Tanaka e Bruno César e o uso em proveito próprio de bens do Sporting.

Segundo o Expresso apurou, há uma investigação a decorrer que, para já, se baseia nas denúncias recebidas, em especial do ex-inspetor da PJ e ex-dirigente do clube Paulo Pereira Cristóvão, condenado a quatro anos e meio de prisão no caso Cardinal e acusado de liderar um grupo de assaltantes. “A investigação está numa fase embrionária”, revela uma fonte

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Sporting 1 - Atl. Madrid 0: Pedimos desculpa por esta exibição, a crise segue dentro de momentos

E se os centrais não tivessem falhado? E se Montero tem marcado aquele golo em Madrid? E se tivéssemos marcado as oportunidades que tivemos logo nos primeiros vinte minutos?... E se?.. E se?...Estas são algumas das perguntas que mais uma vez se farão, como que a pedir uma explicação aos deuses da bola porque parecem ter deixado de olhar por nós.

A verdade é que contra todas as probabilidades, contra todas as contrariedades e contra tudo o que é recomendável para a preparação de um jogo desta importância, a equipa do Sporting fez uma das melhores exibições da época numa demonstração de profissionalismo e de superação. Essa é talvez a ilação mais importante a retirar desta eliminatória. 

E agora, depois deste pequeno intervalo, voltamos a mergulhar no caleirão de crise em que de repente ficamos imersos. Gostava de conseguir antever como os vindouros olharão para nós e conseguirão compreender este momento. Aposto que não vamos ficar bonitos na fotografia...
 



terça-feira, 10 de abril de 2018

Foram os 90% que te lixaram, Bruno…

O Fim do Brunismo...

Bruno "morreu". Mas, como se verá a seguir, vai tentar levar o SCP para a penumbra com ele. Porquê? Porque na realidade o que sempre lhe interessou foi o seu próprio triunfo. Claro que só o conseguiria caso o Sporting, nomeadamente o futebol profissional, a mola real do clube, triunfasse… Nessa ânsia, deitou sempre tudo a perder… Com actos e declarações bombásticas, as quais, quase sempre prejudicavam e desestabilizavam o plantel do Sporting ao aumentar a pressão sobre este e, simultaneamente, ao espicaçar adversários, provocando reacções briosas nestes… Um erro sempre repetido. À exaustão. Tinha (e mantenho) amigos de longos anos de luta "anti-croquete", que o apoiavam incondicionalmente. Muitos concordavam com a “truculência” da personalidade, mas respeitavam e louvavam o decisor, o “gestor”… O maior erro foi esse, eu jamais acreditei e jamais acreditarei que um mau carácter, alguém que mente, manipula, intoxica de forma a ficar sempre por cima, seja um bom gestor, nomeadamente de recursos humanos. A um líder, perdoa-se que se engane numa decisão, mas não se perdoa a falta de carácter. Um líder desaparece nas alturas do triunfo colectivo, e dá a cara, responsabilizando-se pelos seus na hora da derrota. BdC fez sempre exactamente o contrário…

Esta ultima sucessão de decisões “à la Bruno” que ditaram o seu fim, não foram um caso isolado, não! São fruto de um padrão comportamental que manifestou desde sempre, mas que se acentuou após a sua estrondosa vitória eleitoral em Março de 2017. BdC convenceu-se, ainda mais, que podia exercer o cargo de forma déspota. Ele convenceu-se, de ser o Rei-sol… a quem tudo lhe era permitido. Enganou-se… Os 90% derreteram-se … Após ter sido, finamente, desmascarado, sem apelo nem agravo. Espanta-me, aqueles que antes sempre o apoiaram, até nas situações mais absurdas, e que agora o condenam tão veementemente: esquecem as incontáveis atitudes irreflectidas, d egocentrismo inerente, o oportunismo latente que ele sempre manifestou.

O que aconteceu então de diferente, desta vez? A reacção publica de (praticamente) todo um plantel. Farto de serem usados, os futebolistas profissionais do SCP manifestaram-se publicamente, após Madrid. Por fim… Recorde-se que Bruno de Carvalho já havia admoestado publicamente os jogadores noutras ocasiões… Que me lembre, após derrota em Guimarães e Chaves para a Liga, e com aqueles albaneses para a CL. Isto para não falar das posições contra equipa B e outras equipas das modalidades (Hóquei em Patins, Futsal?????, Andebol, etc, etc)… Não obstante ter sido alvo de criticas, mais ou menos veladas, por essas reacções extemporâneas, Bruno não quis aceitar, como aliás, nunca aceitou escutar quem o criticava, fosse qula fosse a matéria ou o tema em causa… Julgava-se infalível, lá está, no seu complexo de “Deus-sol”.

Alguém com um pingo de bom senso e equilíbrio mental, teria conhecimento de uma das regras mais básicas e sagradas da liderança: criticar os seus súbditos em privado e elogiá-los em publico… BdC, mais uma vez, foi useiro e vezeiro, em proceder exactamente de forma contrária, aparecia para recolher louros nas vitórias (ridícula a volta olímpica em Alvalade após eliminação de um adversário de escalão inferior em eliminatória da Taça de Portugal, no que foi talvez o ex-libris da falta de sentido de ridículo), e expunha os atletas à opinião pública nas más situações. Como aconteceu na génese de toda este episódio final.

Foi, portanto, o deflagrar publico, de um mal-estar prolongado e latente, que tornou clara, a falta de capacidade de liderança de uma pessoa que, para além de graves lacunas no seu carácter pessoal, também se revelou um flop na gestão humana e desportiva. Resumindo, este é apenas mais um caso que prova a impossibilidade de fazer de um mau carácter, um bom líder.

Espero por novas eleições e aguardo que, para bem da nação leonina, o próximo líder do Sporting, não deixe de continuar a pugnar pelas lutas justas em que o Sporting se embrenhou, e que Bruno de Carvalho também se bateu (apesar de não ter sido pioneiro, como tantas vezes quis dar a entender). Temos muitas batalhas para combater, mas que o faça de forma inteligente, incisiva e polida. Que finalmente arregimente as tropas. Que se reuna de uma equipa sólida que o apoie, que o aconselhe e que a ESCUTE. Que não use o falhanço dos seus antecessores para justificar as suas eventuais falhas. Que não divida para reinar: que não estimule o ódio entre “facções”… No fundo que exerça uma liderança forte, promovendo a imagem do Sporting, dos seus atletas e não a sua própria imagem… Que seja alguém com bom senso, lutador, bravo, leonino, mas educado. Essas características podem (e devem) existir em simultâneo. A cultura do Sporting assim o exige e na nossa História existem sobejos exemplos disso mesmo. Farto de pseudo salvadores e de homens providenciais...

Por fim, uma palavra ao plantel: aproveitem toda esta confusão e provem, a todos, que vocês não são maus profissionais. Só há uma forma de o fazer: dar tudo. Comer a relva. Esfarraparem-se e, se a sorte não for arredia, com a vossa qualidade, ainda damos a volta por cima. Acabo com idioma futebolês: “não atirem a toalha ao chão” e lutem. Sejam felizes e façam-nos felizes.

Esforço, dedicação, devoção e glória - Eis o Sporting Clube de Portugal!

segunda-feira, 9 de abril de 2018

O Sporting deitado na marquesa

A ilustração perfeita do estado de excepção em que se encontra neste momento o Sporting, lançado em crise às golfadas por cada intervenção do presidente, é que até parecia que o resultado do jogo de ontem não interessava para nada. Mas interessava. Como interessam os que se seguem porque a época ainda não acabou e o Sporting, pasme-se (!), ainda tem muita coisa a ganhar e a perder. Mais, o Sporting é um actor importante na definição de vários resultados, como o de campeão, onde as hipóteses são remotas mas existem, bem como na luta pela manutenção e acesso à Europa.

E são precisamente os momentos que antecederam e sucederam ao jogo que ganharam importância sobre o jogo. Acontecimentos que marcarão a vida do clube nos tempos imediatos e, consequentemente, o seu próprio futuro.

De um lado BdC completamente alheado da realidade e dos interesses do Sporting que preside, a procurar construir uma narrativa que defendesse a sua posição e interesses, lança mais um comunicado a duas horas (!) do jogo, quando os jogadores estavam já em fase adiantada de concentração e preparação para o jogo. 

Comunicado mais uma vez lamentável, a tentar lançar os adeptos contra os jogadores. Jogadores que acusa de várias coisas, entre as quais de espalhar rumores que estavam em todos os órgãos de comunicação social do dia. Que, lamentavelmente, não passavam de rumores até então, e que o seu post acabava de confirmar. 

O comunicado onde a palavra presidente é usada quase três dezenas de vezes, numa tentativa vã de fazer esquecer o que e quem é o autor material desta crise e que poderia ter sido escrito no séc. XVII, pelo absolutissimo rei Luis XIV: "O Presidente faz e age como quer e onde quer". 

Foi no final do jogo que emergiu aquele que neste momento é claramente o garante de alguma normalidade e de defesa dos interesses do clube: Jorge Jesus. Absolutamente notável a sua intervenção após o jogo, colocando as pintinhas nos "i's". Não há clube sem os seus adeptos e sem os seus jogadores. "agradeço esta forma afirmativa dos adeptos ao Sporting, nós estamos aqui para defender os interesses do Sporting, não do treinador nem de ninguém. E do Sporting!" Uma intervenção de compêndio para quem quiser ser treinador e liderar um balneário. 

O que se passou a seguir, em mais uma intervenção de BdC é inenarrável, digno de guião de novela mexicana. A rábula da saída do banco, a conveniente "fuga" da fotografia deitado numa marquesa, seguido da acusação, já hoje, a "um jogador". Ora naquele momento os jogadores ainda estariam às voltas no relvado. Mas ainda que assim não seja, num ambiente restrito e com os elementos que aparecem na fotografia de frente, alguém acredita que não conheça o autor da foto? Quem é assim tão ingénuo que não perceba o que se pretende com isto?

Pior ainda foi a intervenção que se seguiu. Não foi uma intervenção do presidente do Sporting. Foi uma intervenção de um cidadão preocupado com a sua saúde, com situações familiares pendentes. Curiosos comentários de quem se queixa de trazerem a sua vida pessoal para o debate, ou mesmo sobre os insultos que recebeu, ele que os usa frequentemente. A este propósito devo dizer que sou completamente contra, naquelas circunstâncias e naquela forma. 

Julgo que BdC não percebeu que as circunstâncias mudam. E que há uma realidade que parece imutável e que em sim mesma é motivo de alguma esperança para encontrar uma saída que defenda o Sporting: acima de tudo os Sportinguistas gostam do Sporting. Foi isso que provavelmente não entrou nas contas de BdC. 

Com dizia no post anterior, BdC não terá percebido - tenho dúvidas que tenha condições para perceber muita coisa que o rodeia... - que a legitimação que os sócios lhe conferiram eram acima de tudo uma demonstração de gratidão e sempre de responsabilização. Creio que em breve seremos chamados a pronunciar sobre aquilo que mais inquietará os sportinguistas neste momento: será que Bruno de Carvalho tem condições para continuar a exercer o cargo?

Ah! E não é que ganhamos o jogo? Não quero sequer pensar no que poderia acontecer, nas circunstâncias em que ocorreu, se o resultado não fosse positivo. As palmas e a volta foram inteiramente merecidas por aqueles profissionais, cujo valor e honra havia sido várias vezes posta em causa por aquele que os deveria defender. É que é bom não esquecer quem, quando, como, onde e por onde tudo isto começou!

sábado, 7 de abril de 2018

Sporting Harakiri de Portugal

Não há palavras capazes de descrever a estupefacção com que se assiste a um hara-kiri de cariz absolutamente inédito e inacreditável, mesmo avaliando por parâmetros sul-americanos, onde episódios assim são mais comuns. Ou mesmo avaliando pelos nossos próprios parâmetros, especialistas que nos temos tornado em dar sucessivos tiros nos pés. Mas este em particular está para lá da mais fértil imaginação. Este Sporting assim não precisa de inimigos ou sequer de adversários. 

Tal como Bruno de Carvalho não precisa de oposição. Ele tem sido o seu mais fiel e dedicado opositor. É ele que se tem encarregado de eclipsar o melhor do seu trabalho com acções incompreensíveis e inaceitáveis sob qualquer prisma, que infelizmente não apenas o desqualificam como abalam a imagem do clube. Mas desta feita foi longe de mais.

Já não bastava o "esforço" que tem feito, de há meses para cá, a inventar crises institucionais e outras que mais não têm feito do que conseguir ofuscar a crise, essa sim, em que deveriam estar afogados os nossos rivais mais próximos. Até a derrota recente do FCP pôde ser digerida em silêncio e recolhimento dentro de portas. Deveriam ambos enviar reconhecidos os agradecimentos a BdC.

Nada disto poderia ter acontecido. Provavelmente nem sequer teria acontecido, mesmo após a publicação do rastilho inicial da crise, aquele infame post sobre a exibição do Sporting e em particular de alguns jogadores, estavam ainda estes a tomar banho em Madrid. Bastaria que Bruno de Carvalho estivesse presente à chegada e não deixasse que a infecção que ele inoculou incubasse e ganhasse maior dimensão.

É essa ausência e os seus efeitos que provavelmente se procura atenuar no  momento em que escrevo isto, com os jogadores a reunirem com BdC. Mas também não me parece que se possa ilibar totalmente os jogadores deste momento. Mas não se pode nunca esquecer que, tendo contribuído com o comunicado para o agravar da crise, respondiam a uma atitude inqualificável de quem deviam confiar e que, ao invés de os defender, ainda os expôs num momento de particular fragilidade. Post rastilho que na mesma leva de irracionalidade deixou ainda em causa o valor de todos e mesmo o profissionalismo e honestidade de alguns.A forma como se imiscuiu na área técnica revela falta de consideração em respeito também por JJ.

Aos jogadores responsabilizo sobretudo por não terem levado em conta o impacto que a sua tomada de posição ia ter para os adeptos que vivem e sofrem de forma intensa o clube e que os idolatram. E por passarem por cima do líder do balneário que deve ser considerado o treinador, ainda por cima com o carisma de JJ. Mas, repito, quem devia ter acautelado em primeiro lugar os interesses do clube era BdC que, não satisfeito, e em total desvario, ainda ripostou no Facebook, insultando e ameaçando, quando deveria estar preocupado em tentar colar os cacos do edifício que acabava de estilhaçar. Provavelmente este foi o momento que os jogadores entenderam para marcar uma linha e dizer basta, os indícios de uma relação atribulada estavam há muito no ar.

Mas BdC na sua irracionalidade só conhece o fugir em frente, mesmo que seja contra uma parede. Foi isso que fez ao suspender os jogadores. Um elefante numa loja de cristais não seria capaz de causar maiores danos. Basta olhar para a repercussão mediática que o caso alcançou já, sendo noticia a nível internacional. Na relação com o plantel já pouco haverá a fazer a não ser apelar ao profissionalismo dos jogadores, lembrando que servem o Sporting e que esse é acima de tudo de TODOS os Sportinguistas. 

Não sei como tudo isto vai terminar mas é claro que ainda que à última hora se restaure a normalidade (?) e o Sporting se apresente na sua máxima força (?) o clube sai a perder. Mas afinal o que é a normalidade com BdC? E que força poderemos ter se é em casa que começamos a perder? 

Fiquei obviamente surpreendido com tudo isto, mas não totalmente. Os sinais estavam todos lá, de há 5 anos para cá e que se vêm agravando há medida que os Sportinguistas mais sinais de confiança lhe foram dando. BdC não percebeu que esses eram sinais de responsabilização e não uma licença ilimitada para dar conta do que é o pior de si. Mais cedo do que tarde terão que ser novamente ouvidos, porque a relação de confiança no líder do clube mudou de forma significativa.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

C. Atl. Madrid 2 - Sporting 0: Perder no Wanda e perder no Spotify, perdão, no Facebook

Após o desaire com Sc Braga que carimbou o adeus ao campeonato e com o resultado do FC Porto a lembrar-nos de forma cruel que fomos nós que o perdemos remeti-me voluntariamente ao silêncio. Não porque a semana não tenha sido fértil em acontecimentos que merecessem comentários. Mas a forma como mais uma vez entregamos de mão beijada e dando tão fraca conta de nós e o jogo importante em Madrid levaram-me a guardar-me para perceber pela reacção dos jogadores que equipa temos nós.

Infelizmente foram precisos apenas vinte e dois segundos (!) para oferecer em bandeja de prata a situação vantajosa que o anfitrião mais desejaria para fazer vingar a sua estratégia para este jogo. A falha de Coates, inadmissível a este nível e num momento desta importância seria mais tarde complementada por outra de igual teor de Mathieu atrás e de várias outras de Coates. A cereja estragada num bolo desconjuntado seria colocada por Montero num alivio para a bancada quando o que se pedia era que encostasse para a rede e, dessa forma, nos voltasse a colocar dentro da eliminatória.

Como se pôde ver, sobretudo pela primeira parte e enquanto William esteve em campo, a estratégia era a adequada para trazer a definição da eliminatória para Alvalade. Mas não há estratégia que resista a tantos erros, muito menos ao nível da fase final desta competição, uma espécie de II Liga dos Campeões. O mais estranho é que os erros tenham surgido precisamente de jogadores experientes e internacionais. A dupla de centrais encarnou ontem a versão de uma dupla que não deixou história nem saudades: Nabi Sarr e Rami Rábia. Na linha de outros como Gladstone, Néné e muitos outros. Infelizmente muitos.

Estava eu a redigir este texto quando fui surpreendido com a reacção do presidente no Facebook, seguida de longa nota explicativa em directo no canal televisivo do Correio da Manhã. Não há palavras que qualifiquem estas duas intervenções, elas falam por si e pelo seu autor. E foi ao ter conhecimento dela que moderei as minhas criticas aos jogadores. Porque se é evidente que falharam e que falharam aqueles em que mais confiámos e a quem mais pagámos é também evidente que falharam no campo, onde, ao contrário do presidente, não estão conforto do sofá, antes pressionados pelos adversários.

O que Bruno de Carvalho tem feito por estes dias de forma reiterada revelam alguém que não está à altura do cargo que exerce e do clube que representa. O seu post de ontem no Facebook é a antítese do que deve ser um líder e é uma espécie de manual do que não fazer. Talvez esta equipa seja precisamente feita à sua imagem: inconsequente, pouco confiável. "O fraco rei faz fraca a forte gente." A acontece que, à excepção dos magníficos adeptos que tem, como ontem mais uma vez ficou demonstrado, não temos sido assim tão fortes como devíamos ser. 

O fraco rei faz fraca a forte gente.

domingo, 1 de abril de 2018

Sc Braga 1 - Sporting CP 0: Desta Páscoa já não haverá ressureição

Não foi ontem que o Sporting disse adeus ao sonho de voltar a conquistar o campeonato. Ontem foi apenas o dia em que a desilusão se fez a realidade que já se anunciava. E uma desilusão que se confirmou de forma categórica trazendo consigo uma ameaça.

As confirmações
A primeira confirmação que salta à vista é que a época esteve longe de ser bem planeada, nomeadamente na composição do plantel. Do ponto de vista estritamente financeiro a aquisição de Bruno Fernandes serve de garantia para os rotundos falhanços do ponto de vista desportivo que significam quase todos os outros. Ontem mais uma vez se confirmou que não havendo William, não acertando Gélson e sem conseguir servir Bas Dost a preceito, este Sporting 2017/18 não consegue ser mais do que banal e inofensivo.

Confirma-se que Battaglia encolhe quando aumentam as dificuldades, sem se conseguir perceber ainda muito bem qual é o seu lugar de melhor rendimento. Quando Bryan Ruiz consegue mostrar-lhe o que deveria fazer melhor está quase tudo dito. Confirma-se também como é bom Jorge Jesus a preparar os jogos mas tem imensa dificuldade em adaptar-se sempre que as circunstâncias mudam. E foi muito por aí que começou a vitória do Braga de Abel. Depois de ser dominado, saber sofrer, o treinador soube fazer os devidos ajustes e acabou a sair por cima, especialmente pelo que conseguiu fazer na segunda parte.

E foi assim que surgiu a mais inquietante das confirmações saídas do jogo de ontem: à excepção do jogo no Dragão, o Sporting foi quase sempre inferior às melhores equipas do campeonato. E além disso, ou por causa disso, tem até agora uma trajectória divergente dos seu rivais. O FC Porto pouco oscilou. O SL Benfica soube superar as dificuldades e os piores momentos para afirmar agora como um sério candidato.

A ameaça
O número de pontos perdidos nesta segunda volta não apenas demonstra a nossa impreparação como nos deixa sob a ameaça de perder o último lugar do pódio, o que é no minimo intrigante, para não dizer inconcebível. Mas ainda que tal não se venha a confirmar não deixa de ser evidente que o Sporting gasta demasiado dinheiro para os resultados que tem obtido. Pelo menos levanta sérias dúvidas sobre o que foi e como foi feito na reabertura de mercado: o Sporting não ficou melhor. Ou falhou o scouting (?...) ou Jorge Jesus do que recebeu apenas queria Rúben Ribeiro...

Desculpas & fait divers
Obviamente que o Sporting não perdeu o jogo em campo pela forma como foi derrotado fora dele nos momentos que antecederam o jogo. Mas é por isso que esta derrota ainda custa mais a engolir: o "labrego e trolha" ainda se sai a rir. Quem sabe se o Sporting se poupasse um pouco mais em desculpas e fait-divers - a verdade é que em campo não demonstrou superioridade, como acima se reconheceu - tivesse mais atenção para se organizar internamente e falhar menos na organização e no planeamento. E mesmo que o resultado fosse mais ou menos o mesmo poupava-se a sensação de perder duas vezes no mesmo jogo: antes e depois dele ter lugar.

O que falta agora?
Falta salvar a época. O que não se afigura nada fácil. A Taça de Portugal está também num plano inclinado desfavorável. Não sendo impossível tem de ser um Sporting de consistência quase inédita esta época a surgir. A ideia de que tal pode ocorrer pela vitória na Liga Europa não passa de uma miragem, pelo menos com o actual nivel de competividade que podemos oferecer. A menos que nos contentemos com a quase certa  exibição monumental de amor incondicional dos adeptos em Madrid mais uma vez esta semana. Mas, como se prova quase sempre, não é por ai que o Sporting não ganha

quarta-feira, 28 de março de 2018

Afinal, neste bate-boca, quem sai a fazer figura de labrego?

Comunicado do Sp. Braga relativamente ao pagamento da tranche em divida por Rodrigo Battaglia:

"SC Braga, SAD recebeu na tarde desta terça-feira uma transferência da Sporting Clube de Portugal, SAD no valor de 707.132,22€. Tal quantia só pode ser reveladora de uma de duas coisas: um equívoco ou uma trafulhice.

Conhecendo, porém, a postura do Sporting em todo este processo, a conclusão a registar é que o seu responsável máximo ordenou mais uma manobra de diversão, denunciadora da chico-espertice de quem a pratica.

Importa esclarecer, pois, que o valor a transferir para a SC Braga, SAD seria de 828.083,76€, compreendendo já a dedução do crédito detido pela LACO e cedido à Sporting SAD, a compensar na prestação (1 milhão de euros) que vencia a 15 de Fevereiro de 2018.

Verifica-se que o Sporting se arrogou a descontar a quantia de 120.951,44€, o que inclui até a antecipação de saldos não vencidos do mecanismo de solidariedade relativos às transferências dos jogadores Pedro Santos (3.084€ + IVA a pagar por esta sociedade a 1 de maio) e Rui Fonte (66.642€ + IVA a pagar por esta sociedade a 20 de julho), registando-se a curiosidade de esta parcela ser já posterior à terceira tranche relativa à transferência de Battaglia (1 milhão de euros), que o Sporting terá de liquidar a 20 de junho.

Por mais irónico e rebuscado que seja, um embuste nunca passará de um embuste: antecipar a cobrança de um valor que só vence após uma parcela a que a Sporting, SAD está obrigada é ilustrativo da má-fé com que uma das partes está em todo este processo, envergonha a instituição e envergonha os seus competentes profissionais, que se limitaram a executar a contabilidade criativa do seu Presidente.

Expondo os factos para conhecimento público, a SC Braga, SAD dá seguimento à denúncia que já encaminhou para as instâncias próprias. Hoje mesmo reportámos o caso à Federação Portuguesa de Futebol, evidenciando as práticas cometidas, reveladoras do caráter de quem é incapaz de respeitar os seus compromissos.

A SC Braga, SAD retira de tais comportamentos as devidas ilações e repudia-os de forma veemente, por entender que são indignos do respeito institucional que deve nortear o relacionamento entre todas as coletividades desportivas.

A Administração da SC Braga, SAD."

Na resposta Bruno de Carvalho escreveu no Facebook:

"És um labrego, trolha e aldrabão!
Já não te consigo aturar! Vai mandar no G15 e aproveita e vai...
Idiota, aldrabão... Adoras ser o Presidente do benfica b...
Agora faz mais um comunicado...", escreveu Bruno de Carvalho."

Afinal, neste bate-boca, quem sai a fazer figura de labrego?

Entretanto joga-se este sábado em Braga o Braga-Sporting e desde anteontem, quando tudo isto começou, as noticias relativas à operação "e-toupeira" ou desapareceram ou passaram para segundo plano...

terça-feira, 27 de março de 2018

Dividas & Dividas, Lda.

Esta semana são já várias as noticias que dão conta de pretensas dividas do Sporting. Primeiro ao Braga, por causa da transferência de Battaglia, mais propriamente da segunda tranche. Depois ao Racing de Avellaneda, respeitante à segunda prestação do passe de Acuña. Depois, vozes a sair do esgoto habitual davam conta de ordenados em atraso no futebol feminino, o que já foi hoje desmentido pela Rita Fontemanha.

Devo dizer que nada destas noticias me impressionam ou preocupam particularmente. Qualquer comum mortal, mesmo sem grandes responsabilidades, sabe das dificuldades que as empresas atravessam pontualmente e que estão relacionados com os fluxos de caixa. Muitas vezes basta uma falha a montante para se precipitarem outras que vão comprometer pagamentos aprazados com credores. 

Mesmo atrasos pontuais com atletas, mesmo que indesejáveis, não representarão grandes problemas, desde que devidamente explicados. Preocupante, isso sim, seriam as falhas nos ordenados dos funcionários gerais, cujo vencimento é muitas vezes insuficiente para cobrir o número de dias do mês com contas para pagar. Ou se as falhas se acumulassem, não respeitando os prazos e saltando de exercício em exercício financeiro. Tendo o Sporting realizado um grande esforço na pausa de inverno, não surpreenderia de todo que possa haver agora dificuldades.

O que eu não gosto é que o Sporting ande a dar mais uma vez protagonismo ao Salvador. Ele sabe que não é a trocar títulos de jornais com os clubes do seu tamanho que se torna maior, como ele ambiciona. 

E o contrário também é verdade. Não é por descer ao patamar do Salvador que o Sporting honra a sua imagem de grande. Muito menos quando ainda por cima parece que a razão nem nos assistia (a divida terá sido hoje saldada [LINK]) e ainda dá azo ao Salvador de pensar que nos pode dar lições [LINK]. E depois disto ainda nos admiramos de não ter quorum para as nossas propostas na LIGA...

segunda-feira, 26 de março de 2018

Patrocinador: o aviso está dado

Neste passado fim-de-semana, Miguel Almeida, o presidente executivo do principal patrocinador da LIGA, e que também é o nosso, deu uma entrevista ao jornal Expresso.  A parte em que se referiu ao produto que patrocina é diminuta porém a mensagem é bem clara. Há desapontamento e desilusão e a possibilidade de se perderem as importantes verbas que oferece é uma realidade que tem que começar a ser trabalhada. Falta saber a quem mais interessaria o patrocínio, sabendo-se como se sabe que empresas com dimensão económica e prestígio para o fazer escasseiam na nossa economia. O aviso está feito e os destinatários são os clubes,, os respectivos dirigentes bem como os seus congéneres dos organismos que deveriam ordenar e regular o futebol.


(Expresso)A guerra de conteúdos começou em dezembro de 2015 com os acordos de transmissão dos jogos de futebol. Pagaram demasiado aos clubes?

Os contratos têm tipicamente 10 anos, alguns já começaram, outros só começam na próxima época, é arriscado estar a fazer balanços. Neste momento, em Portugal e internacionalmente, ao contrário do que pensam alguns agentes de futebol, não existe procura para suportar estes custos.

(Expresso)Pagaram, então, demasiado…

Não há procura hoje, mas acredito que a atractividade do produto vai aumentar, criando mais público interno e externo.

(Expresso)Os contratos podem ser renegociados?

São contratos a 10 anos e uma renegociação está fora de questão.

(Expresso)Querem continuar a patrocinar a Liga de Futebol?

Renovámos no ano passado o acordo com a Liga até à época 2020/2021 e vamos levá-lo até ao fim.
Se me perguntam se estamos satisfeitos com o estado do produto que temos estado a promover, não estamos. Acredito que ninguém com interesses no futebol, sejam económicos sejam desportivos, possa dizer que está satisfeito com o estado actual das coisas.

sexta-feira, 23 de março de 2018

Bruno de Carvalho, 5 anos de um líder a quem falta um título

O JN produz hoje uma peça alusiva aos cinco anos de mandato de Bruno de Carvalho, com o titulo de capa que titula o post. Esta é a sua reprodução:

Foi há cinco anos que decorreu o acto eleitoral que viria a ser ganho por Bruno de Carvalho, o 42 º presidente da história do Sporting. Para trás ficaram José Couceiro, o segundo mais votado, e Carlos Severino.

De lá para cá tudo mudou no Sporting. Clube e SAD passaram a ter uma exigência como há muito não se via em Alvalade. E a renegociação da dívida com o Novo Banco e Millenium BCP deu um novo fôlego à sociedade verde e branca. Depois de um período em que o cinto apertou muito, actualmente vive-se em Alvalade um momento de bonança fruto do contrato com a NOS (515 milhõesde euros a serem pagos até 2028) e da gestão rigorosa com a venda de jogadores como Slimani, João Mário ou Adrien Silva.

Entretanto, o leão investiu para ganhar já. Jorge Jesus é dos treinadores mais bem pagos do mundo (oito milhões de salário anual) e contratações têm sido feitas para o imediato - só Bas Dost custou 12 milhões. Já foi conquistada uma Taça de Portugal (ainda com Marco Silva), uma Taça da Liga e uma Supertaça. O campeonato escapa. 

quarta-feira, 21 de março de 2018

Bruno de Carvalho: 5 anos, 50 frases

Na próxima sexta-feira completam-se 5 anos de presidência de Bruno de Carvalho. O DN fez uma selecção de 50 frases compiladas desse período:

"Hoje renova-se e retoma-se o Sporting Clube de Portugal." Cerimónia de posse, 27-03-2013

"Em 15 dias de trabalho, temos feito um trabalho faraónico." 10-04-2013

"O Sporting não é dado a fruta, não conhece muito de frutas, mas há uma coisa de que temos a certeza absoluta: não somos bananas." 25-05-2013

"Quando cheguei [ao Sporting], havia duas coisas de raiz: uma negociação do PER [Plano Especial de Revitalização] e um conjunto de papéis, folhinhas Excel bonitas equilibradas, mas de nada." Expresso, 29-06-2013

"Espero que o Sporting seja recebido no ambiente mais hostil possível no Dragão." SportTV, 16-09-2013

"Se há coisa de que as pessoas podem ter medo é de continuar a brincar com o Sporting. Isso não admito a ninguém. Quem quiser correr este caminho connosco, conte comigo. Agora, não contem comigo para me transformar numa verdadeira besta do futebol nacional." 15-11-2013

"Para resolver os problemas de Portugal basta tirar o vermelho da bandeira nacional." 24-11-2013

"Não sentimos pressão, não há nenhuma pressão de modo nenhum. É, sim, cansativo para o presidente, dirigentes, treinador e jogadores estar sempre a ouvir a perguntar se somos candidatos ao título ou não." 10-12-2013

"[Pinto da Costa] anda irritado pelo facto de ter de olhar para cima [na classificação da I Liga de futebol]." 18-01-2014

"Vamos ver se realmente nos deixam, pelo menos, atingir o segundo lugar, já que não nos deixam atingir o primeiro." 10-03-2014

"Tenho pena de que [Einstein] não tenha conhecido Pinto da Costa e a comitiva que o acompanha. Porque em vez de falar em universo e estupidez, falaria de uma frase célebre de um treinador português: um vintém é um vintém e um labrego é um labrego." Rádio Renascença, 19-03-2014

"Não acredito na justiça desportiva (...). O FC Porto utilizou durante largos anos práticas pouco recomendáveis." TVI24, 27-03-2014

"Entre algo fisiológico como o ânus, ou sai vento malcheiroso ou trampa. E é disto que o futebol português está cheio por dentro e por fora: trampa." 04-06-2014

"Foi uma vergonha haver uma decisão [do Conselho de Disciplina da federação de ilibar o presidente do FC Porto, Pinto da Costa, num dos processos do caso 'Apito Final'] sobre quem quer tornar-se um santo. Há um presidente de um clube que pode ser canonizado, porque o seu cadastro deve estar mais limpo do que o Tide." 25-09-2014

"Chegou a altura de agir e acabar com o monstro em que se transformaram os fundos de jogadores de futebol." BBC World Football Show, 03-10-2014

"Eu sou assim, os outros são hipócritas. Os outros são rufias, às vezes não se enxergam e a idade não lhes dá vergonha. Ter de aturar este tipo de rufias que tive de aturar há pouco tempo, com as suas atitudes... Estou a referir-me ao comportamento do presidente do FC Porto em Alvalade." Sporting TV, 03-10-2014

"[A receção no Estádio do Dragão] Não vai ser diferente porque foi mau desde a primeira vez. Se calhar, a justiça e o desporto estão à espera que alguém morra para finalmente agirem. Espero que não seja o meu caso." 08-10-2014

"Uma das grandes vantagens do Sporting é que se chama Sporting Clube de Portugal (...). Nós representamos Portugal, os outros representam províncias ou bairros." 09-10-2014

"Vivemos numa década do 'limpinho, limpinho', em que a verdade não é aquilo que toda gente procura, em que muitos tentam chegar onde não podem. O Sporting não compactua com o 'limpinho, limpinho'." 01-11-2014

"Luís Filipe Vieira sofre de egocentrismo agudo e quando for grande quer ser o futuro papa do futebol português." Facebook, 14-02-2015

"Em termos de gestão, o Sporting, em dois anos, conquistou a Liga dos Campeões e foi campeão nacional." Diário de Notícias, 27-03-2015

"Jorge Jesus [no Sporting]? Estou focado nos dois jogos que nos faltam para o fim da época, em Marco Silva e no nosso plantel. Mas também lhe digo que o Cristiano Ronaldo e o Messi seriam bem-vindos no Sporting, de caretas." 21-05-2015

"Ao trabalhar com Marco Silva, vi-me involuntariamente envolvido num conjunto de episódios em que este demonstrou, no nosso entendimento, falta de respeito para com o clube e para com a estrutura que com ele trabalhava." Comunicado, 05-06-2015

"Anuncio formalmente a contratação de Jorge Jesus como treinador principal do nosso clube. E começo revelando a única garantia que o nosso novo treinador me exigiu: vir treinar o clube do seu coração." 05-06-2015

"Para fazerem mal ao Sporting, primeiro vão ter de me matar." A Bola, 29-06-2015

"Caro Mr. Burns [João Gabriel, então diretor de comunicação do Benfica], se é guerra que quer, é guerra que terá. Vá chamando o seu exército de falsas 'virgens ofendidas' e 'dinossauros esquecidos'." Facebook, 18-08-2015

"Não caiam no mito urbano dos seis milhões de adeptos do Benfica. Eles são 4,5 milhões, nós 3,5 milhões e temos quase tantos sócios como eles." 27-09-2015

"Disseram-nos que esta é uma prenda que oferecem aos quatro árbitros, aos dois delegados e a um observador por jogo. Portanto são 28 jantares por jogo. Portanto, só em jantares dá cerca de 140 mil euros por temporada, não falando das camisolas e das caixas. Isto deve tudo rondar um quarto de milhão." Mostrando no programa Prolongamento uma caixa de oferta do Benfica a árbitros,  TVI24, 05-10-2015

"O Benfica está com um problema teológico, é que deve muito ao Espírito Santo e quer sacá-lo a Jesus." TSF, 16-10-2015

"Só não lhe dei [a Luís Ferreira, árbitro do jogo Sporting--Tondela, disputado em 14 de janeiro] um chuto no rabo porque, olhando para a figura dele, tive medo de que ele gostasse." 16-01-2016

"Onde estava o Sporting se eu não estivesse cá? Resposta: Falido, após alimentar muitos 'chulos' que gravitam à volta do futebol." Facebook, 03-02-2016

"Parabéns Vítor Pereira pelo campeonato 2015/16." Facebook, 16-05-2016

"O maior filho da mãe que eu conheço no mundo, se for útil ao Sporting, eu aturo-o cem anos, 24 horas por dia. Cem anos." E, revista do Expresso, 25-06-2016

"A Europa, que em tempos conheceu os Magriços, sabe agora quem são os Aurélios, que contam com 10 campeões 'made in' Sporting." Jornal de Notícias, 12-07-2016

"Acho que havia de haver alguma honestidade intelectual que muitas vezes não há, para se perceber que, até hoje, pelo menos enquanto estou no Sporting, não houve nenhum conflito que tenha sido iniciado pelo Sporting." 13-01-2017

"O Sporting tem robustez e solidez financeira e não anda, como há quatro anos, de mão estendida à espera de esmola. Os nossos rivais rezam todos os dias para que o outro candidato ganhe." 18-02-2017

"Vou citar o meu tio-avô, Pinheiro de Azevedo, que foi primeiro-ministro de Portugal: 'Bardamerda' para todos os que não são do Sporting." No discurso de reeleição como presidente do Sporting,  05-03-2017

"Vou dar um exemplo chato. Quando se começou a falar de pedofilia em Portugal, toda a gente sabia que já existia, que havia filmes, que havia o Parque Eduardo VII. Eu frequentei uma escola perto desse parque e toda a gente sabia o que se passava ali. É como a cartilha." 13-04-2017

"Tenho de lamentar que uma grande instituição como o Benfica esteja refém das suas claques ilegais e que o seu presidente não tenha a coragem de alterar esta situação. O convite [ao presidente do Benfica para assistir ao jogo na tribuna do estádio de Alvalade] tinha um intuito, eu se o tivesse recebido, (...) aceitaria a bem do futebol. Quando nós damos desculpas por formas e não por conteúdos, está tudo dito." Sporting TV, 22-04-2017

"O que posso garantir é que, enquanto presidente, para mim chega. Tudo tem de ser diferente na próxima época. O Sporting é vencer, não é dar desculpas." Após a derrota em casa com o Belenenses (3-1) Sporting TV, 07-05-2017

"Hoje, é o dia da concretização de um sonho de mais de 3,5 milhões de sportinguistas. Este é o melhor, maior e mais bonito pavilhão de clube de Portugal. Disse que iríamos ter pavilhão 'Doyen a quem doer' e aqui está." Na inauguração do Pavilhão João Rocha, 21-06-2017

"É muito fácil roubar dinheiro a um clube. Nem é preciso uma conta bancária." Bloomberg, 03-07-2017

"Estou cansado daquela conversa dos sportinguistas sobre se devo ter elevação ou não devo ter elevação. Para elevação temos o Bas Dost, que tem quase dois metros." 10-11-2017

"O Jorge [Jesus], se não gostasse de obstáculos não escolhia ser treinador e eu não me tinha candidatado. Havia tijolo, faltava o cimento. Juntos, dá uma parede de betão." Sporting TV, 14-12-2017

"Bem sabemos que há clubes que estão 10 anos à nossa frente e isso tem ficado evidente, pois enquanto ainda trabalhávamos com faxes, eles já tinham montado um esquema de e-mails, ainda nós usávamos as famosas senhas Euroticket de refeição, e eles já usavam vouchers ao portador sem limite para o consumo." Sporting TV, 14-12-2017

"Então, mas as pessoas... Foram as eleições mais votadas da história do clube, aprovaram o que estava no programa, que era acabar com o Conselho Leonino, ponto. Qual é a celeuma? Leram o programa ou não leram o programa? Era por eu ser bonito? Votaram em mim por ser bonito? É do programa, meus amigos. Está lá." Durante uma Assembleia Geral do clube, 03-02-2018

"Não tenho 'timings'. Não durmo com um olho aberto, estão os três fechados. Mas às quatro, cinco e seis da manhã estou a trabalhar." 05-02-2018

"Neste momento, estão quase a matar-me, e a culpa, sinceramente, está a ser dos sportinguistas." 12-02-2018

segunda-feira, 19 de março de 2018

Sporting 2 - Rio Ave 0: Apesar dos receios, não houve inundações

Depois de uma eliminatória de difícil resolução, com uma longa viagem e que até teve direito a prolongamento, havia alguma expectativa em tom algo receoso, da resposta que o Sporting daria neste jogo disputado com tão pouco tempo de descanso. Esse receio justificava-se ainda mais porque o Rio Ave de Miguel Cardoso é uma equipa com personalidade e que normalmente sabe o quer e como o conseguir. E também, há que o reconhecer, se o Sporting jogasse de forma tão despersonalizada e incaracterística como o havia feito com os checos o Plzen, arriscava-se a sofrer.

Foi precisamente pela postura com que o Sporting encarou o jogo que o começou a ganhar. Com confiança de quem sabe ser melhor e tem melhores argumentos. À equipa subida dos vilacondenses, em pressão alta e saída a jogar de pé para pé, desde o guarda-redes,  o Sporting respondeu com uma boa ocupação dos espaços fechando as todas as portas, pelo que o Rio Ave batia na barragem que começava em William e Battaglia e morria. Na resposta o Sporting abria a sua sua frente de ataque com os laterais bem projectados na frente e bem largos, juntando-se à rapidez do solista Gélson e controlo de bola de Rúben Ribeiro dirigidos superiormente pela batuta de Bruno Fernandes. 

Apesar de tudo isso, isto é, do domínio do jogo e das diversas oportunidades criadas, foi preciso quase meia hora de jogo para desfazer o nulo inicial. Mas valeu a pena esperar, porque todo o enredo criado antes foi coroado com uma jogada de elevada beleza plástica, desde o rápido lançamento lateral, passando pelo toque de Bas Dost e culminando com a frieza de Gélson a iludir tutti quanti e bola a entrar finalmente. Ela que pareceu ter um iman que a atraía aos ferros da baliza do guarda-redes Cássio.

A segunda parte parecia querer trazer um Rio Ave mais afoito mas em poucos minutos tudo voltou ao normal anterior: o Sporting a dominar, os vilacondenses a jogarem bem mas muito curtos - um problema não resolvido desde o inicio da época e que limitou as aspirações da equipa -   e as bolas a constinuarem a ser fatalmente atraídas pelos postes. Até que Gélson - que neste jogo melhorou o seu perfil de decisão a assistir e a finalizar - decidiu por a bola numa bandeja e oferecer um golo fácil a Bas Dost. Era depois chegada a hora de relaxar nas cadeiras e assistir à tão desejada estreia de Wendell, ainda a tempo de ser útil nas competições domésticas.

sexta-feira, 16 de março de 2018

O fim anunciado de um projecto de sucesso: a equipa B do Sporting

Não se pode dizer que não tenha havido pré-aviso, uma vez que desde rumores até algumas declarações a indiciar a decisão, mas não deixa de ser surpreendente a decisão já anunciada oficialmente - André Geraldes assumiu-o recentemente - que o Sporting iria acabar com a sua equipa B para se inscrever num campeonato de sub-23, a iniciar já na próxima época.

Uma decisão surpreendente se tivermos em conta a importância que teve até agora para o clube a criação daquela estrutura e dos resultados obtidos. Num breve relance pelos nomes que passaram pelos diversos plantéis que constituíram a equipa B encontramos uma pléiade de nomes que vão desde promessas a desilusões mas que, feitas as contas do deve e haver, se revelou altamente compensatório, quer em resultados desportivos, quer em proveitos financeiros.
Vitor Golas, Edilino Ié, Santiago Arias, Cédric Soares, Tiago Ilori, Rúben Semedo, Pedro Mendes, Mauro Riquicho, Mica Pinto, Tobias Figueiredo, André Martins, Filipe Chaby, Eric Dier, Ricardo Esgaio, Podence, Bruma, Iuri Medeiros, Carlos Mané, Francisco Geraldes, Farley Rosa, Nii Plange, Diego Rubio, Valentin Viola, Cristian Ponde, Nuno Reis, Wallyson Malmann, Palhinha, João Mário, Ousmane Dramé, Ryan Gauld, André Geraldes, Gelson Martins, Hadi Sacko, Matheus Pereira, Rafael Leão.
A criação de uma equipa B era um passo considerado fundamental num clube que "aposta na formação". Este novo escalão afigurava-se fundamental como tempo de estágio que não interrompesse abruptamente o crescimento dos jogadores logo após o final do período de formação e os lançasse às feras logo após os júniores. Um pouco como acontece quando um aluno termina a sua formação superior e só poucos estão efectivamente preparados para entrar no mercado de trabalho. Por essa razão entendemos que a equipa B devia ser ainda considerado como um escalão de formação. Como o terá obrigatoriamente que ser a equipa sub-23.

A decisão é ainda mais surpreendente se tivermos em linha de conta que ela foi anunciada ainda sem se saber qual o modelo competitivo da futura liga sub-23 e, pior, sem ser ainda claro o que pretenderiam fazer os principais clubes como os rivais FC Porto, SL Benfica - principalmente - mas também SC Braga, Vitórias de Setúbal e Guimarães e pouco mais. 

E pouco mais porquê?

Por uma razão muito simples: a da competitividade. Basta olhar para o que é a miséria competitiva nos escalões de formação, onde raramente um clube fora dos chamados "3 grandes" consegue interromper a hegemonia em títulos, em número de jogadores seleccionáveis ou apetecíveis para o mercado. A criação de um campeonato sub-23 tem tudo para significar o prolongamento da redoma em que vivem os jogadores nos seus clubes até ao choque frontal com a difícil realidade. Era esse estágio que a equipa B lhes oferecia e que agora se esfuma: competição  com jogadores de todas as idades, índices físicos e níveis de experiência.

Não é também por acaso que vários clubes primodivisionários não conseguem aguentar as suas equipas B na II Liga. A competição é fisicamente dura e obriga a um nível de planeamento aturado. A subida pura e simples de escalão júnior para sénior dos seus jogadores não é suficiente para dotar os plantéis de níveis mínimos que lhes permitam a manutenção. É necessário antecipar os ciclos e perceber quando é necessário recompor os plantéis, o que nem sempre é exequível financeiramente. Pelo que têm sido as últimas duas épocas é também um pouco isto que parece estar a faltar ao Sporting e que vem como produto do insucesso no recrutamento de elementos sem qualquer valor para se poderem considerar alternativas ao que o Sporting era já capaz de produzir. Tão nefasto como as megalomanias que haviam dado origem às aquisições pouco criteriosas de Gael Etock ou Diego Rúbio:

Ousmane Dramé, Everton Tiziu, Samba, Lewis Enoh, Matías Pérez, Hugo Sousa, Diogo Sousa, Mama Baldé, Tiago Palancha, Paulo Lima, Al Hassan Lamin, André Serra Jorge Silva, Hadi Sacko  Aya Diouf, Paulo Borges, Zhang Lingfeng, David Tavares, Rúben Varela, Luís Elói, Gil Santos,  Bernardo Moura, Rafa Benevides, Olávio Gomes, Diogo Barbosa, José Correia, Abou Touré, Abdoulaye Dialló, Ever Peralta, Bruno Pais, Khadime Ndiaye, Bruno Wilson, Jorge Santos, Sérgio Santos, Muhamed Djamanca, Luis Caicedo, Murilo de Souza, João Coelho, Gabriel Pajé, Francisco Sousa, Zé Pedro Oliveira, Sérgio Félix, Tomás Rukas, Betinho, Neymar Canhembe.

A evolução e consequente afirmação de um jogador não é um processo mecânico nem linear, depende sempre do universo muito exclusivo e particular que é um individuo e as suas circunstâncias. A existência de um novo patamar até aos sub-23 prolonga a permanência numa redoma que oferecerá aos jogadores a possibilidade de continuar a evoluir em condições técnicas e beneficiar de infraestruturas altamente vantajosas que não serão facilmente igualáveis noutras paragens. Por isso este modelo irá beneficiar em primeiro lugar os menos aptos num determinado momento, retirando daí também proveitos o próprio clube. Mas poderá prolongar os problemas de inserção e adptação aos que estão em estádios mais avançados e a precisar de desafios mais exigentes. É certo que alguns, os predestinados, continuarão a conseguir furar o bloqueio, havendo ou não equipa B ou sub-23, sempre assim foi e assim continuará a ser. A uns e a outros que venham a ser integrados neste novo projecto tenderá a protelar a entrada na realidade para a qual querem estar preparados o mais depressa possível.

E - a questão é obrigatória - será que as duas equipas poderiam coexistir? 

Este é um cenário que parece estar a ser equacionado por alguns clubes, entre os quais o FC Porto e SL Benfica. É aquele que mais sentido faz para quem quer apostar efectivamente na formação. Mas, por exclusão de partes, e porque a existência de ambas se pode tornar muito onerosa, é a equipa B e o contexto onde está inserida actualmente aquela que parece oferecer o melhor cenário aos propósitos que a sua criação pretende significar. Na questão do custos ficam por avaliar valores intangíveis como o que se ganha e perde cada vez que um jogador dos nossos quadros se perder, se atrasar ou voar para outras paragens.

Nesta análise não podia obviamente também faltar a questão politica. A criação do campeonato sub-23 parece ser a resposta à pressão que alguns clubes da II Liga relativamente às verbas a distribuir, parecendo, aos clubes que agora se parecem retirar, que aqueles estão a com mais apetite do que a comida que conseguem reunir. Veremos o que o futuro dirá, até porque na maior parte dos casos os resultados / consequências não são imediatos. Esses pareciam ser já bem visíveis após quase uma década de equipas B, não só ao nível da sustentabilidade dos clubes, pelo que os jogadores oriundos da equipa B representaram em rendimento desportivo e económico-financeiro. Mas mas também nos melhores recursos das selecções mais jovens do futebol sénior. Neste momento, e deste ponto de observação, este salto da B para um plano C é claramente um salto no escuro. Veremos onde é que os pés vão encontrar o chão.

quinta-feira, 15 de março de 2018

V. Plzen 2 - Sporting 1: Adormecer antes de chegar aos quartos

Depois da vantagem alcançada em Alvalade só uma desastre de proporções bíblicas nos impediria de chegar aos quartos de final da Liga Europa e finalmente entrar verdadeiramente na competição. Talvez tenha sido a palavra quartos que tenha causado a sonolência com que a equipa encarou grande parte do jogo. E foi preciso passar do sonho até ter o pesadelo a um passo da concretização para tocar a despertar.

Em Plezen, e durante muito tempo, andaram a pairar os fantasmas de Salzburgo, Sekenderbeu e outros momentos embaraçosos para as nossas cores. Que tenha ao menos servido de lição para o futuro, especialmente para o que falta do campeonato e do que vier pela frente  na Liga Europa porque afinal o que interessava está alcançado. Veremos é que marcas este jogo deixará para o difícil jogo com o Rio Ave, uma das equipas mais competentes da nossa Liga.

quarta-feira, 14 de março de 2018

Do enorme Peyroteo ao surpreendente rugido de Bas Dost


É o maior goleador nacional com 331golos registados em 197 jogos o que dá uma média de 1,6 golos por jogo. Um número único também entre os campeonatos de referência em todo o mundo.

Maior goleador do Sporting com 529 golos em 327 jogos

Detém o invulgar número de 9 golos marcados num só jogo (Leça, 1941/42)

Melhor média de golos marcados pela selecção, num tempo em que os jogos entre equipas nacionais eram escassos: 14 golos em 20 jogos, o que dá a média de 0,7 golos por jogo. 

É também o jogador com mais golos marcados ao SLB: 64 golos em 55 jogos, média de 1,2 golos por jogo. 

O mesmo relativamente ao F.C.P: 33 golos em 32 jogos, uma média  de 1,02 golos por jogo.

Hoje é pois um bom dia para falar de goleadores. E o Sporting tem a sorte de ter nos seus quadros Bas Dost, um goleador na senda de outros nomes grandes, como Yazalde, Jordão, Manuel Fernandes. Mas talvez seja Jardel o jogador com quem mais se assemelha, pelo invulgar sentido de oportunidade e de construir grande parte do seu pecúlio nos eximios golpes de cabeça.

E se neste momento podemos ainda acalentar esperanças de chegar ao tão desejado titulo muito a ele lhe devemos. No jogo em Chaves necessitou apenas de três remates para fazer dois golos. Dessa forma reforçou a incrível média de 2,2 remates que necessita para fazer um golo. Para que se perceba o que este número representa, Jonas, o lider actual dos goleadores, precisa de quase o dobro dos remates para chegar ao golo (4). Desta forma Bas Dost ofereceu nesta Liga 6 vitórias ao Sporting, igualando assim os números do ano passado. Dos 53 jogos que disputou até agora pelo clube, os seus 56 golos foram decisivos em 12 deles. (números redondos, TSF).

A fabulosa fotografia que ilustra o não menos fabuloso Bas Dost é da autoria de Leonel De Castro, fotógrafo do JN

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