Últimos Artigos

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Sobre a suspensão de Bruno de Carvalho e demais acólitos

Podem-se construir as mais variadas teorias da conspiração à volta da suspensão de Bruno de Carvalho e seus acólitos na autêntica cerimónia de "suicídio colectivo" com que nos brindaram nestes últimos meses. Mas, por mais histórias mirabolantes que se construam à volta deste desfecho - algumas dignas de guiões de séries - devem apenas a si próprios o destino em que se encontram. Destino esse que a ser levado à letra o seu próprio regulamento disciplinar poderia ser ainda mais severo.

Compreendo a desilusão daqueles que desde a primeira hora o apoiaram, bem como daqueles que a ele se foram juntando. Só não percebo e não aceito que canalizem a raiva para outros destinatários que não o próprio Bruno de Carvalho. Foi ele que atirou pela janela, a troco de nada e em descontrolo emocional digno de estudo, condições de que há muito não se sentiam no clube. Condições que tanto soube criar como rapidamente desbaratar. Daí que, a haver alguém que mereça ser destinatário da raiva e da frustração,  ninguém mais do que Bruno de Carvalho o merece. Porque foi ele que acabou por trair a esperança que criou e o projecto em que fez muitos acreditar.

Bruno de Carvalho e os que o acompanharam tiveram outro destino nas mãos e acabaram vitimas das suas escolhas. Para que as suas pretensões de se apresentarem agora a eleições fossem válidas teriam que beneficiar de um regime de excepção que os transportaria para um patamar muito acima notáveis, o tal "regime" que se apresentaram para combater. Eles que foram sempre implacáveis na aplicação de sanções cuja motivação era incomensuravelmente mais ligeira que as suas próprias acções agora objecto de sanção.

quinta-feira, 26 de julho de 2018

O primeiro grande erro de Sousa Cintra

A ser verdade a falta de acordo com o Atlético de Madrid, quando estavam em causa as verbas que hoje a generalidade da imprensa anuncia, trata-se do primeiro grande erro de Sousa Cintra. Pelos valores fixos e variáveis o valor do passe seria sensivelmente apreciado em trinta milhões de euros. Desses, o Sporting receberia no imediato vinte e dois milhões + 5 milhões. Uma verba que daria muito jeito à SAD para resolver outros assuntos em aberto e que serão determinantes para o sucesso na presente época, fechando um dossier que é considerado uma causa perdida.

O acordo não seria um negócio espectacular obviamente, mas também não andaria muito longe do valor justo a pagar por um jogador frequentemente sobrevalorizado, se atendermos não ao que promete, mas ao seu real desempenho. A menos que o seu novo treinador consiga melhorias espectaculares no seu nível de decisão final, bem como na eficácia na concretização, o valor da sua cláusula de rescisão e mesmo os cem milhões que agora se diz que o Sporting irá exigir no processo litigioso que se seguirá não passarão de um delírio de verão.

Como o próprio Sousa Cintra já havia reconhecido, ao Sporting interessaria mais um acordo. Não só porque a decisão em litigância não o irá ressarcir tão cedo, caso a decisão venha a ser favorável. Mas também porque na tomada de decisão final contarão não apenas os factos que levaram à rescisão, mas também o nome dos clubes, o peso e capacidade de influência das respectivas federações. Não terá sido por isso casual que a inscrição do jogador logo após a consulta propalada consulta à FIFA pelos colchoneros. Infelizmente, como temos visto noutros processos, ter razão é uma coisa, conseguir vê-la reconhecida é outra bem diferente. 

Não posso deixar de dizer também que a atitude de Gélson Martins é de um canalha sem escrúpulos. A sua situação em nada se comparava com a de William ou Rui Patrício. Infelizmente, dos três jogadores da casa, só William se parece ter preocupado com o ressarcimento do clube que lhe deu tudo. Gélson era um dos meninos dos olhos dos adeptos na bancada, a quem nunca foram regateados aplausos e frequentemente ignorados os erros. O de se fazer expulsar por tirar a camisola foi só a confirmação que além de agora o sabermos desonesto também deve muito à inteligência. Tanta solidariedade afinal não inclui o clube que lhe deu tudo.

Talvez quem leu o titulo possa ter pensado que me iria referir ao empréstimo de Francisco Geraldes. Sim, também é um erro. E um erro que se repete pela terceira vez consecutiva, o que o torna ainda pior para o clube, que o facto de ter diversos intervenientes não serve de desagravo para o clube.

Aqui Sousa Cintra pouco mais poderá ter feito que carimbar a decisão se ela tiver origem no treinador e/ou jogador. Quem deverá explicar muito bem esta dispensa deverá ser em primeiro lugar José Peseiro. Como no passado Jorge Jesus a deveria ter explicado. A menos que o actual treinador diga que o jogador fez questão de sair, não contar com o jogador não augura nada de bom para o que Peseiro pensa por a nossa equipa a fazer.

Mas há que ir um pouco mais longe e não esquecer um outro decisor muito importante neste desfecho: o próprio jogador. Fosse ele outro e não diria isto. Mas Geraldes goza da fama (e pelos vistos do proveito...) de ser um jogador de QI superior. Ao decidir ir para uma liga onde a componente física é muito importante, ele terá obrigatoriamente que saber que está a arriscar muito mais a sua carreira do que se ficasse em Alvalade à espreita de uma oportunidade. 

Esta é uma decisão que roça o absurdo. Só não é a pior de todas, como a de cima, porque o jogador mantém ainda o vínculo ao Sporting e a esperança de cumprir os seus sonhos e os nossos sonhos de leão ao peito tem de ser a última a morrer.

terça-feira, 24 de julho de 2018

Os negócios de Cintra

O melhor negócio de Sousa Cintra, entre vendas, regressos e aquisições, tem sido o restabelecimento da normalidade, mesmo num ambiente e conjuntura desfavorável. O presidente da SAD em exercício voltou exibindo os mesmos jeitos e defeitos que já lhe conhecíamos, mas a soma de todos os factores tem sido positiva e a necessária neste momento. Claro que há quem não goste e goze com o estilo ou falta dele, mas não será preciso uma dose muito grande de memofante para nos lembrarmos de momentos tão ou mais embaraçosos ainda muito recentes. 

Se é verdade que na comunicação e em tudo na vida "dois maus não fazem um bom", saúdo que Sousa Cintra não perca o seu tempo e nos faça perder o nosso a insultar sócios e adeptos pelo simples facto de que não gostam ou não concordam com ele. Um legado que infelizmente fez escola e hoje é uma constante nas discussões entre Sportinguistas.

Aquisições
Até agora conhece-se apenas o nome de Nani, contratado sem custos na aquisição do passe. Um regresso assinalável, uma vez que Nani será importante num balneário que perdeu muitas das referências recentes. Mantenho a minha impressão quando se soube a intenção da direcção deposta em contratá-lo: preferia a aposta num jogador mais jovem e em busca de afirmação. Se Nani estiver bem do ponto de vista físico e quiser voltar à selecção, pode ter essa tal vontade de afirmação e a sua qualidade continua elevada para as necessidades do nosso campeonato.

Neste capítulo os dossiers nas rubricas "regressos" e "vendas" continuam a ser um importante óbice ao ataque ao mercado para posições há muito identificadas como carências. Aí, as posições "6", "8" e "9" são as que requerem maior urgência. O regresso de Bas Dost, por exemplo, é insuficiente e o que há disponível neste momento para o lugar no plantel é incapaz de assegurar o que é necessário para a ambição de campeão.

Regressos
Claramente o melhor trabalho de Sousa Cintra num dossier que requeria especial sensibilidade e habilidade negocial. Ter conseguido "reaver" os dois jogadores mais importantes dos que haviam rescindindo - William e Rui Patrício eram obviamente alvos impossíveis - significa de uma penada só importantes "reforços" quer do ponto de vista da qualidade do plantel, das nossas ambições e da estabilidade financeira da SAD. Bas Dost e Bruno Fernandes são dos melhores jogadores do nosso campeonato, fazendo parte do lote restrito daqueles que despertam a cobiça lá fora. O segundo em particular, cuja idade permite augurar um futuro brilhante. Mas este regresso diz que são seguramente dois Homens, como aqueles que são precisos para fazer grandes equipas.

Battaglia parece fazer jus ao nome e tornou-se num problema complexo. Há já vários dias que é dado como resolvido e o seu contrário, ao que parece os interesses do empresário e o do jogador não coincidem. Não acredito nos valores falados ontem (10 milhões), porque se fossem reais era uma possibilidade de negócio razoável que significaria o financiamento fechar o seu lugar e encerramento de mais um dossier complicado.

Rafael Leão, pelo valor e potencial, seria outro regresso que saudaria. Não que a atitude tomada não importasse de todo, bem antes pelo contrário no caso especifico dele, mas também já tive dezanove anos. Só nunca tive ninguém a bichanar nos ouvidos como o mundo é bonito com milhões no bolso, pelo que a reconsideração de uma atitude reprovável e impensada seria o primeiro passo para voltar a por as coisas como elas não deveriam ter deixado de ser.

Vendas
A mais recente, a de Piccini, não poderia deixar de ser envolta em polémica. Para isso concorrem diversos factores, que vão desde razões secundárias, que nada têm a ver com o negócio em si mesmo, mas antes sim contaminadas pelo momento em que o clube vive. Acontece que o sucesso deste negócio ficou condenado à partida pelo facto de termos anunciado a aquisição de Bruno Gaspar, perfazendo três laterais para preencher dois lugares. A noção de excedente e necessidade de vender é um factor que o mercado não perdoa na hora de fazer o preço. 

Não foi por isso uma venda espectacular, mas mais do dobro do valor que nos custou há um ano está longe de ser um saldo. Comparações com outros casos em que não existem condições coincidentes é comparar alhos com bogalhos. Acresce ainda o facto de termos ido resgatar Nani precisamente à mesma origem, o que certamente também concorreu para o encontro de verbas final.

A mesma sensação relativamente ao negócio de William e quiçá a explicação do impasse de Gélson. Só mesmo Sousa Cintra para conseguir vender o que não é dele que é o que afinal se passa com estes e outros jogadores que rescindiram. É que os jogadores já não são do Sporting, talvez os mais distraídos ainda não o tenham percebido. Aqueles que acreditaram em promessas de amanhãs radiosos cheios de indemnizações chorudas talvez tenham percebido melhor que afinal isso não é assim tão linear, como a recente decisão da CAP dos processos de Patrício e, pasme-se!, de Podence revela.

O acordo com o Bétis, longe de ser entusiasmante, é a ilustração do trabalho de contenção de danos que a recuperação dos passes significa. E o interesse do Atlético de Madrid em Gélson uma única excepção a nomes de clubes importantes a interessarem-se por aqueles que eram dos nossos melhores também é significativo.  A consulta à FIFA pelos colchoneros revela o cuidado de quem sabe o peso de uma condenação, mas também a pressão de quem quer comprar bom e barato. 

Neste âmbito, dos jogadores da casa que saíram, assinalo o cuidado de William em ver o Sporting ressarcido e o descuido de Patrício. Como o próprio reconheceu, se ele tinha fundadas razões de queixa, essas nunca deveriam reverter contra o clube que o formou. Um capitão nunca se deveria esquecer disso.

segunda-feira, 23 de julho de 2018

sexta-feira, 20 de julho de 2018

O Sporting e o acordo de confidencialidade com JJ

Do meu ponto de vista pessoal tinha toda a curiosidade em saber o que foram os últimos três anos da vida de Jesus na passagem pelo Sporting. Do ponto de vista do sócio e adepto do Sporting porém não creio que esta seja ainda o tempo para o ajuste de contas que JJ quererá fazer com o passado recente. 

O Sporting não vai ganhar nada com isso. Vai, isso sim, alimentar a máquina mediática que avidamente procura o sensacionalismo quando o nosso clube precisa é rapidamente de entrar, como diria outro treinador nosso conhecido, numa fase de muita tranquilidade e reorganização.


quinta-feira, 19 de julho de 2018

Até quando será Sousa Cintra presidente da SAD?

As eleições estão marcadas para oito de Setembro mas a possibilidade de elas não se realizarem nessa data não é assim tão pouco provável. É cada vez mais claro que quer Bruno de Carvalho quer Carlos Vieira irão até às últimas consequências para continuarem agarrados de onde os sócios lhes disseram que se deviam por a mexer. 

Apesar de serem os primeiros a merecer tamanho deslustre, desenvergonhadamente parece que o tomaram como uma medalha. Os apelos lancinantes de misericórdia não estão em linha com a aplicação implacável que usaram com outros, por bem menos. 

Os argumentos em seu favor roçam o patético

Houve pessoas que votaram na destituição e vieram dizer-me que o fizeram para que eu fosse novamente legitimado“ BdC, ontem à SIC

"Não viveria descansado se não soubesse o que os sportinguistas pensam do meu trabalho" Caros Vieira, A Bola, 14 de Julho

e ignoram sempre o essencial: estão "apenas" a receber de volta o que, na ânsia de perseguição, pensavam que não se aplicaria também aos prórios: o seu projecto de regulamento disciplinar aprovado em Fevereiro.

O circo montado pelas marionetas de Bruno de Carvalho, Pedro Proença (só tótós vão na encenação de vitimização, qual calçadeira para entrevista da noite) e Elsa, remetem-nos para os freak-shows dos finais do sec. XIX e inícios do sec. XX mas vai chamuscando todos os dias a imagem do clube. Tudo com o beneplácito de uma comunicação social sem critério e que vende a ética por shares de audiência. Carlos Vieira declara-se mais "institucional" mas promete também guerra sem quartel. O clube parou por causa deles e poderá ficar paralisado mais tempo ainda.

Por este andar Sousa Cintra arrisca-se a passar o próximo Natal e quem sabe a Páscoa sentado na cadeira da presidência da SAD.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

sexta-feira, 13 de julho de 2018

O que dizer das candidaturas de Bruno de Carvalho e Carlos Vieira?

O Sporting já deu inicio à época 2018/19 mas as atenções continuam - e continuarão - centradas nas eleições e no que nos trouxe até elas. Assim, temas como o jogo de ontem e o regresso de Nani acabam por ficar para segundo plano no imediato, até porque haverá com certeza tempo para sobre eles dissertar ao longo da longa época já em curso.

Nesta conformidade, o longo desfilar de candidaturas, candidatos e intenções acabam por marcar a actualidade. Aí ganham relevância os "regressos" de Bruno de Carvalho e, imagine-se! Carlos Vieira em listas separadas.

Sobre Bruno de Carvalho, mais importante do que qualquer outra opinião, vale a pena dar conta do que pensa um dos seus mais perenes e indefectíveis apoiantes desde a primeira hora, isto é, desde 2011. Obviamente não vamos recuar tanto, nem ser exaustivos, vamos centrar-nos nos tempos mais recentes, aqueles que levaram os sócios a pronunciar-se de forma clara sobre a necessidade de interromper o mandato do anterior Conselho Directivo.

Estou a referir-me a Luís Paulo Rodrigues, conhecido Sportinguista ligado à comunicação e agora comentador na RTP. Infelizmente grande parte deste post estava já escrito e hoje este tema está nas paginas de pelo menos um órgão de comunicação social. Basta lembrar isto, sobre o que foi a sua própria leitura dos resultados da A.G. destitutiva:
"(...)acabando vergonhosamente destituído da presidência, com mais de 70% dos votos dos associados a retirarem-lhe margem de manobra política para poder recandidatar-se nas eleições marcadas para 8 de setembro.(...)
Como diria o outro, só não mudam de opinião os burros.  Não precisam é de quebrar a coluna vertebral para o fazer.

É aqui que se deveriam de centrar e iniciar todas as discussões sobre o tema da destituição e vontade de recandidatura de elementos do anterior CD: só a falta de reflexão e ponderação ou então, falta de dignidade e de vergonha é que não lhes permite perceber o que se passou e como desbarataram num ápice uma maioria perto da unanimidade, transformando-a num cartão vermelho.

Não consigo por isso perceber como pode Carlos Vieira pensar que se pode apresentar às eleições, julgando que conseguirá escapar entre os pingos da chuva copiosa das ilegalidades grosseiras ás simples asneiras estratégicas ou dos logros e faltas de respeito pelo regulamento disciplinar que os próprios fizeram questão de impor sob coacção de demissão há poucos meses. 

Creio mesmo que começou precisamente por aí a mancha na imagem de credibilidade da acção de Carlos Vieira. Só por incúria  ou por estratégia - inclino-me para a segunda - é que o CD deixou resvalar o "revolving" que resultou no incumprimento do reembolso do anterior empréstimo obrigacionista. Isto sem falar das consequências, entre as quais da necessidade do mesmo para suprir as surpreendentes dificuldades de tesouraria de umas "finanças exemplares".

Mas o pior para Carlos Vieira  - mas sobretudo para o Sporting -  foi a falta de análise do momento e de ausência de presciência na avaliação que obstou ao corte de um estranho e anacrónico cordão umbilical que o ligou a Bruno de Carvalho. Esta separação está atrasada uns meses para ser genuína. É aí que jazem a confiança e a fiabilidade que agora lhe faltará como candidato, deixando no ar a suspeição de estarmos na presença de um qualquer plano com maior ou menor grau de maquiavelismo para regressar ao poder. 

Mas a última coisa que se deve fazer em relação a ambos e a ainda ao seu numeroso número de seguidores é o menosprezo. Basta olhar para os tempos mais recentes, para a importância da sua presença consertada nas redes sociais dos seus flautistas e harpistas, bem como na colocação estratégica de elementos com eles relacionados nas TV´s. Por exemplo, do próprio Paulo Rodrigues ou de Pedro Proença, cujos cantos de espuma de saliva e olhos arregalados são epítome da intoxicação e das teorias de conspiração que se derramam em doses diárias sobre os Sportinguistas. Ao contrário da narrativa, a queda com estrondo do anterior C. D. deve-se apenas aos próprios. Se há oportunistas, que os há sempre, foram eles que lhes escancararam as portas.

É muito provável que nenhum de ambos se consiga furtar às consequências disciplinares das suas próprias acções. Mas seria bom que se pudessem apresentar a eleições para definitivamente receberem e sobretudo perceberem o veredicto dos sócios. Mas também aqui é a eles próprios que devem pedir contas. Este ou qualquer outro Conselho Fiscal e Disciplinar não terá outra alternativa senão aplicar o regulamento em vigor e que os próprios fizeram questão que aprovássemos. 

Um dia chegará que este Síndroma de Bruno de Carvalho, qual de Estocolmo, será apenas história e muitos dos que permanecem renitentes e em negação se apercebam do que foram realmente estes últimos meses. Mesmo que com as recaídas, que isto de ser livre também tem de se lhe ganhar o gosto pelo pescoço livre de coleiras e trelas, sobretudo para aqueles que ou nunca viveram de outra forma ou perderam o hábito.

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Como tudo mudou para pior num abrir e fechar olhos

Ontem, poucos momentos antes de ir para o ar a conferência de imprensa de apresentação do Bruno Fernandes, foi perfeitamente audível uma parte substancial da conversa entre Sousa Cintra e Bruno Fernandes. Sem desculpar Sousa Cintra por ser imprevidente - ou se quisermos, por ser o Sousa Cintra de sempre - houve ali uma falha grave. Os dois intervenientes, antes de se colocarem nos seus lugares, deveriam ter sido avisados que havia já ligações em directo, como mandam as regras deontológicas e a ética. Algo que também terá escapado aos serviços do Sporting presentes no local, o que até se pode compreender pela azáfama em redor.

Ontem ainda causou também grande indignação a anulação do treino com o Sion por questões logísticas. Ninguém sabe exactamente o que se passou mas sabe-se pelo menos duas coisas: o estágio já havia sido decidido há muito e a organização do mesmo é da responsabilidade de uma empresa. Os serviços do Sporting têm responsabilidade pelas questões burocráticas que obstaram à realização do treino? Ninguém sabe, mas o que é certo é não faltaram vozes de protesto e exclamações de "amadorismo", "que vergonha". 

O que seria importante realçar no caso que antecedeu a conferência de imprensa é que se tratou de uma divulgação não autorizada de uma conversa que se não é  crime é pelo menos altamente reprovável. Mas não foi assim que foi comentado nas redes sociais afectas ao Sporting. Pelo menos a um certo Sporting... A indignação e a vergonha suscitadas pelo ocorrido pelos vistos foi  muita e dirigida para a actuação de Sousa Cintra. Não sei  onde é que esta gente andou nos últimos cinco anos, quando algumas inenarráveis conferências de imprensa e comunicações nos faziam corar de vergonha e coleccionavam entradas para o anedotário nacional e coleccionadores de memes.

terça-feira, 10 de julho de 2018

Das rescisões às reversões: o que é melhor para o Sporting?

Atendendo à particularidade do momento da vida do clube e até do ineditismo do caso que levou ao processo de rescisão, só levarei a sério a noticia do "regresso" de Bruno Fernandes quando ele for mesmo apresentado. Mas é uma oportunidade para reflectir sobre qual o procedimento adequado por parte do clube no sentido de melhor defender os seus interesses.

De todas as actuações a considerar a pior de todas seria não fazer nada e deixar cair para a litigância todos os processos.  É que se é verdade que o Sporting pode obter a totalidade de decisões favoráveis em última instância, o contrário também o é, pelo que a tentativa de resolução pela negociação visaria a redução do risco de perder de uma parte substancial dos pilares da sua equipa da época transacta. 

A situação assemelha-se a um jogo de poker e a possibilidade de fazer recuar um ou mais jogadores equivaleria ao virar de uma carta favorável entre várias outras que por ora estão no escuro e não se sabe quem favorecerão. Concorreria para a ideia de que as condições que levaram à rescisão foram excepcionais e estariam afastadas em definitivo. É isso que o regresso de Bruno Fernandes poderá representar e que significaria uma nova postura e novas abordagens pelos clubes que se venham a interessar pelos jogadores que decidiram rescindir.

Como é evidente os casos não são todos iguais. Não é por acaso que os jogadores de mais baixo salário, como Podence e Rafael Leão, tendem a ser os mais que mais rapidamente se definirão. Os seus futuros clubes também fazem contas como nós e devem ter entendido que o risco compensava face a uma penalização futura. A excepção aqui foi Rui Patrício, que quanto a mim se precipitou quer quanto ao timing quer quanto ao clube escolhido. Mas será também, a par de William e Bas Dost, dos jogadores com mais possibilidade de ver uma decisão final que o favoreça.

Há que considerar contudo que o Sporting não tem uma posição negocial confortável. Para todos os efeitos os jogadores deixaram de ser seus e terá que concorrer com outros clubes que estão nestes momentos a considerar a possibilidade de os contratar. Depois há também que levar em linha de conta que talvez à excepção precisamente de Bruno Fernandes, nenhum jogador se valorizou especialmente. E mesmo este acabou por passar pelo palco do Mundial praticamente sob anonimato, à semelhança de Patrício, William, Coates e Acuña. 

Isto é, são jogadores interessantes a custo zero, mas nenhum clube se aproximará dos valores que, em circunstâncias normais, estariam dispostos a oferecer e que poderiam andar perto das cláusulas de rescisão. A semelhança com o jogar no escuro do poker aplica-se aqui também e a ambas as partes: ao Sporting, que joga com a possibilidade de ganhar e ser ressarcido de verbas importantes, mas sabes também que cada decisão desfavorável significará o inverso. Os clubes que venham a contratar os jogadores sabem o mesmo e jogam da mesma forma.

Desta forma é claro que andaremos longe dos negócios ideais ou mesmo de negócios  que perspectivávamos ainda há pouco tempo. Daí que acordos como o que parece estar prestes a acontecer com Bruno Fernandes, revertendo a rescisão, são os ideais porque permitem ao clube vir a negociar no futuro numa posição de maior conforto e autoridade, sem estar sujeito a pressões ou ao espectro de uma decisão desfavorável e tudo o que ela acarretaria. 

O que é dito no parágrafo acima é válido em qualquer circunstância. Isto é, mesmo que o anterior CD estivesse ainda em funções. Foi isso que Carlos Vieira reconheceu de forma implícita na entrevista que deu ao DN, nem sequer negando a existência de negociações. Porém, pessoalmente não acredito que com aquele executivo houvesse retrocesso nas rescisões por razões óbvias. 


Há outro factor de monta a concorrer para a negociação mesmo que de jogadores que não queiram regressar. O modelo de governação que tem estado em vigor na SAD obriga à venda de regular de activos para o equilíbrio das contas. Como é reconhecido na mesma entrevista por Carlos Vieira. Tal assentimento nem era necessário por ser uma evidência em todos os clubes e que  a reconhecida falta de liquidez confirmava.


Fica apenas mais uma nota pessoal: não vejo com bons olhos o aproveitamento das rescisões para obtenção de melhorias contratuais. Mas também não veria com bons olhos as alternativas. Infelizmente o Sporting tem responsabilidades na situação em que se deixou cair por erros e omissões e inevitavelmente sofre agora as consequências. Independentemente do imprescindível apuramento de todas as responsabilidades e de lutar até ao último cêntimo pelo que é seu de direito, foram erros que foram nossos e que seremos nós a ter que saber sair deles mais fortes e melhor preparados.

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Pontos de ordem à mesa

Ponto 1: por mim há negócios com todos os empresários, JM incluído. Não duvido que a situação seja crítica e que precisemos de ajuda para limpar a casa. Não aceito é que nos tornemos no quintal de ninguém e muito menos numa repartição com porta giratória. Ou há cuidado ou abrimos a porta a uma qualquer nova onda populista.

Ponto 2: Até onde o Sporting deve ir na negociação com os jogadores que rescidiram? 

Ponto 3: Quanto vale por exemplo William e Bas Dost no mercado actualmente e livres para assinar por quem quiserem? Vinte milhões por William é pouco por "um molegão"? E por Piccini, cujo passe está em nosso poder? E Dost?

segunda-feira, 2 de julho de 2018

O que o Sporting tem a aprender com o Sporting

Ao conquistar de novo o campeonato de Futsal, o Sporting acentua a sua hegemonia na modalidade. O tri agora alcançado perfaz o décimo titulo no presente século e completa assim os quinze conseguidos até ao momento. O clube mais próximo de nós no número de títulos é o nosso eterno rival, o SLB, com menos de metade dos campeonatos. 

A estabilidade com que departamento tem sido gerido tem sido seguramente uma das razões da nossa vitalidade. A acumulação de conhecimento e experiência tem permitido ao clube dotar-se dos melhores profissionais, quer estes sejam técnicos ou jogadores. A semelhança registada com os orçamentos dos rivais é outra das explicações. Quando os campeonatos começam o Sporting ou parte à frente ou em igualdade de circunstâncias. 

Há muito tempo que não me lembro de algo semelhante no futebol e essa é, entre várias razões, a explicação para a ausência de títulos na nossa modalidade. 

A alegria desta nova conquista no futsal acabou ensombrada pelo trágico desaparecimento de um Sportinguista que os adeptos se habituaram a reconhecer através do nosso canal de televisão, Rui Rigueiro. Conhecido também como apoiante de Bruno de Carvalho, ainda na semana passada havia colocado no seu perfil no Facebook uma declaração, dando conta da sua surpresa por não ter sido saneado do canal por ter colada a si a imagem do passado recente. 


 A ideia de pacificar o Sporting e de que todos são importantes é fundamental para o presente e futuro do clube e não podia ser mais oportuna. Assim o queiramos tão grande como os nossos fundadores, cuja memória celebramos, assim o sonharam. À família do Rui Rigueiro os meus sentimentos. 

Ficam assim dois exemplos de que o Sporting sabe fazer bem. Sem prejuízo de olhar ao que de melhor se faz à sua volta, o Sporting pode e deve aprender com o que também de muito bom fazemos.

domingo, 1 de julho de 2018

Ligue ao 112

Tendo como data oficial de fundação 1 de Julho de 1906, o Sporting Clube de Portugal nasceu verdadeiramente a 8 de Maio do mesmo ano, data da primeira Assembleia Geral, onde o Visconde de Alvalade foi eleito Presidente.

Nessa altura eram 36 os sócios, que assim podem ser considerados como os Fundadores do Clube, sendo que a dez deles foram atribuídos os privilégios, de participarem na Direcção e de vetarem a entrada de novos sócios.

Esses fundadores principais eram: José Alfredo Roquette, José Gavazzo, Frederico Seguro Ferreira, Fernando Barbosa, José Stromp, Henrique Leite Júnior, João Scarlett, Eduardo Quintela de Mendonça, Afonso Botelho e o Visconde de Alvalade Alfredo Holtreman, que para além disso foi considerado "Sócio Protector".

Os outros fundadores foram os restantes dissidentes: Francisco Gavazzo, António Stromp, Francisco Stromp, Augusto Barjona de Freitas, Augusto Carlos Seguro, Geraldes Barba, José Borges de Castro, José Roquette e Serrão de Moura. E ainda os que entretanto a eles se juntaram: António Queriol Roquette, Saul Lopes, Joaquim Avelino Martins, Carlos Barbosa, Henrique Barbosa, Luís Gershey, Carlos Carneiro, Frederico Garcia, Francisco Sotto Mayor, Joaquim Sotto Mayor, Nóbrega de Lima, Eduardo Pinto da Cunha, Ayres Pinto da Cunha, Nuno Rêgo Botelho, Vasco Morgado, António da Costa Júnior, José Martins Júnior.

Em Agosto de 1906 são admitidos mais 9 sócios: Manuel Monterroso Carneiro, Guilherme de Lima Shirley, Charles Etur, Jacob Eagleson, Carlos Shirley, João da Costa Macedo, Alberto Lameirão, James Eagleson e James Scarlett, pelo que o Sporting chegou ao fim desse ano com 45 associados. 

in Wiki Sporting

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Precisamos de uma comissão de digestão e outra de arrependimentos

Há um dado importante nos resultados da última AG que reforça o sentido e a clareza da escolha dos Sportinguistas: os mais de setenta por cento que votaram na destituição disseram um claro CHEGA! à actuação do CD e em particular ao do seu presidente, apesar de saberem que o período que se seguiria traria desafios de dificuldade desmedida.

Por norma as organizações e as pessoas que as compõem têm horror ao espectro de mudança e ainda maior ao do vazio. Ainda assim os Sportinguistas preferiram dar esse salto em frente e no vazio e isso diz tudo do quanto a anterior gestão se tinha esgotado e se antagonizava aos desejos de uma maioria clara.

Para o bem e para o mal, Bruno de Carvalho marcará indelevelmente o seu nome na história do nosso clube. Os seus sucessores terão obrigatoriamente que cuidar com redobrada atenção e carinho a matéria que constitui simultaneamente alma e o cimento sobre o qual assenta e se sustenta o edifício que é o clube: os seus sócios e adeptos. Para estes, os adeptos, ficou a notificação: só se participa e decide os destinos do clube tendo direito a voto e para isso a condição de associado é indispensável. 

Ficam igualmente avisados aqueles que um dia ocupem a cadeira do poder: acima de tudo o lugar é uma comissão de serviço que lhes é confiada e retirada mais tarde ou mais cedo, assim o ocupante queira ser maior que a cadeira ou que todo o clube. Indispensáveis somos "apenas" todos nós e os nossos símbolos.

Obviamente que uma liderança de cariz populista e também, para o bem e para o mal, permanentemente presente, teria que deixar marcas profundas no clube. É preciso tempo para digerir, compreender e ultrapassar a desilusão, angústia e o ressentimento. Quem gosta acima de tudo do clube certamente que terá mais facilidade em superar este momento, porque o apelo das nossas cores nos estádios, pavilhões ou somente nos ecrãs acabará por se impor e voltaremos a estar ombro com ombro juntos nos mesmos objectivos. 

Os que gostavam do Sporting apenas com e por uma pessoa viram antecipada a sua dor mas também o seu próprio resgate: o clube sobreviverá sempre a uma só pessoa e nós juntar-nos-emos à história. Isso será tão verdade e surgirá tão rapidamente assim surja uma liderança que demonstre que a competência e eficácia não é uma miragem e podem ser alcançadas com proveito de todos.

Este artigo foi apanhado já escrito quando Bruno de Carvalho nos ofereceu mais um post, no local do costume. Mais um de arrependimento. Um post tardio, a tresandar a agência de comunicação. Foi preciso bater contra uma parede para constatar que a parede lá estava, apesar de tantas vezes ter sido avisado "olha a parede"? Por isso, para ser levado a sério como arrependimento genuíno teríamos que apagar da memória todos os últimos meses e muito particular os actos pessoais e os que por ele foram patrocinados no passado final de semana. 

Quem agora parece sugerir clemência para actos disciplinares foi particularmente inclemente para quem dele divergiu apenas pela opinião. Para não ir mais longe, basta lembrar que o próprio Bruno de Carvalho fez gáudio em difundir imagens da AG, quando o próprio processou injustamente um associado por supor que havia praticado esse "delito".

Gostaria que encerrássemos este capitulo da nossa história dando a possibilidade a Bruno de Carvalho de se apresentar a eleições. Mas para tal ser possível não creio que seja desejável recorrer à excepcionalidade de suspender os regulamentos que ele em primeiro lugar devia defender pelo exemplo.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Comissão de Gestão, a mãe de todos os males

A Comissão de Gestão (CG) não pode dar entrevistas à CM TV, já ligar-lhes a meio de um programa e entrar em directo poderia? Ou dar-lhes um exclusivo de um casamento? (Ou de um funeral, atendendo à idade avançada dos seus membros...)

O Héldon foi oferecido ao BB Erzurumspor, numa vergonha de negócio por 250 mil euros, um jogador que se valorizou bué no errrm... Ah, espera, foi o Carlos Vieira que negociou e bem, é um jogador que não nos dava jeito nenhum.

O William por 10 milhões mais o refugo do Inter? Isto é oferecer um jogador. Jogador esse que tem o passe na mão, mas o advogado ia ganhar o processo, é um lento, estou cheio dele, mas vale muito milhões etc, etc.

O Sporting está a abrir as pernas ao Jorge Mendes, incrível. Uma noticia que vem no jornal O Jogo, nem é preciso confirmar. Precisamente ao mesmo Jorge Mendes, a quem pedimos ajuda para vender o Patrício. Uma noticia que vem no jornal o Jogo, por isso é mentira.

Está visto que vai ser assim até estragar ainda mais o que já de si já tinha sido estragado. A memória é curta e pior ainda é quando é curta e selectiva. Chama-se desonestidade.

P.S.- Eu também não gosto da solução CG e também não gosto de alguns dos nomes da comissão de gestão. Mas compreendo a necessidade e a sua transitoriedade. Pior era continuar a chapinhar no charco de lama e esgoto onde estávamos e de onde não saímos.

terça-feira, 26 de junho de 2018

Somos as nossas escolhas


Nada como situações limite para pressionarem a tomada de decisões medíocres. Sempre balizadas pelos estatutos que nos regem, mas sempre decisões de gestão quotidiana sem a possibilidade de seguir um projeto com objetivos e metas devidamente delineadas. É o que temos de momento, fomos obrigados a tal para gáudio de alguns, tristeza de outros e na dor de todos.

Tivesse havido clareza de espírito de quem estava responsável pelos destinos do Sporting Clube de Portugal e não chegaríamos a tanto. Parece que pouco ou nada se aprendeu com o antecessor Godinho Lopes nem com os desaires de mais uns quantos presidentes que se foram sucedendo nas rédeas do clube.

Bruno de Carvalho também aparece numa situação limite, com um Sporting arrasado por obra de Godinho. O Clube parecia seguir apenas com a dignidade de quem morre de pé. É nesse momento que o Messias verde consegue dar aos sportinguistas uma esperança, um querer e um crer, um sabor da prometida vitória como poucos o conseguiram. Foi nesse acreditar que cresceu uma massa adepta e associativa devota do projeto apresentado por Bruno de Carvalho. Era essencial quebrar com o passado e voltar a página. Era vital ganhar.

Ironia das ironias, voltamos a necessitar de romper com o passado recente, voltamos ter de reconstruir e de trilhar complicados caminhos. Haja coragem.

Democraticamente já iniciámos esse processo com uma adesão que só nos orgulha. É a participar com sentido de dever e sensatez que se constrói a mudança. O ruído de quem assim não o entende e teima em contrariar este processo não pode servir de barreira.

Preocupa-me o marasmo e as decisões forçadas inerentes as estas breves comissões de gestão que, muitas vezes, não estão devidamente inteiradas da situação em que o clube se encontra. Preocupa-me toda a movimentação ardilosa que tem apenas em mente o assalto ao poder e não o futuro viável e consistente do Sporting. Preocupa-me não sabermos escolher, ou não termos uma opção que nos inspire confiança e nos una. 

Será que desta vez aprendemos com os erros do passado?

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Os Sportinguistas aturam um filho da mãe enquanto ele for útil ao clube

Uma votação clara e inequívoca favorável à destituição do actual Conselho Directivo recolocou outra vez nas mãos dos seus legítimos donos - os sócios - o destino do clube. Ao contrário do que denodadamente  de tenta fazer crer, esta não foi uma votação de uma falange, de uma elite social, ou de uma faixa etária. Foi a vontade abrangente e transversal de uma larga maioria de sócios e isso está documentado nos resultados eleitorais, nas diversas secções de voto e foi isso que presenciei in loco. Essa vontade superou estoicamente todas tentativas para primeiro silenciar os sócios para que não houvesse AG e, quando esta se tornou realidade, quem os tentou intimidar. 

O resultado expresso pelo voto devolve outra vez a palavra aos sócios. Ainda sem sair em definitivo de um momento particularmente fracturante, talvez este não seja o momento ideal para assumirmos novamente as nossas diferenças. Mas, na diversidade que nos é peculiar, saibamos fazer as nossas escolhas individuais e respeitar a vontade da maioria. As do futuro e as que foram feitas no passado. Porque se culpas e responsabilidades há a atribuir, elas devem ser pedidas não a quem confiou, mas a quem os enganou e traiu, depois de lhes ser confiado repetidamente uma parte importante das suas vidas: o destino do clube. Só assim sairemos deste momento mais fortes. Ao invés, estaremos mais vulneráveis aos "salvadores de ocasião".

Que ninguém tenha ilusões: os Sportinguistas amam o seu clube acima de tudo, mesmo quando aturam um filho de mãe porque lhes parece ser útil ao clube. Os Sportinguistas não desistem. Os Sportinguistas não rescindem. Os Sportinguistas não renegam o seu clube nem que seja por catorze horas.

quinta-feira, 21 de junho de 2018

"Bruno de Carvalho merece um juízo justo"

Roubo descaradamente este texto ao Sérgio Barroso [LINK], num dos meus pontos de paragem obrigatória, A Insustentável Leveza de Liedson:
 
"Bruno de Carvalho merece um juízo justo, despoluído do linchamento comunicacional a que foi sujeito nos últimos dois meses. Suficientemente justo, para se lhe reconhecer que a revogação do seu mandato não deve ser ditada, nem pelos sistemáticos insucessos desportivos da equipa de futebol 11, nem pelos históricos resultados das modalidades ditas amadoras. 

Inequivocamente justo, para que não se lhe atribuam culpas pelo bárbaro ataque que foi perpetrado contra a equipa de futebol e objetivamente justo, para lhe atribuir totais responsabilidades na deserção de quase metade da equipa e na destruição estúpida do trabalho de 5 anos, criando uma guerra pública irresponsável contra os jogadores, que abriu a porta ao oportunismo e ao desrespeito pelo Sporting Clube de Portugal.  

Completamente justo, para lhe atribuir exclusivas responsabilidades pela crise institucional em que o clube mergulhou, não tendo promovido a necessária clarificação e pacificação com a realização urgente de eleições. Claramente justo, para não omitir que, aberrantemente, patrocinou a criação de estruturas contrárias aos Estatutos do Sporting Clube de Portugal, como a Comissão Transitória da senhora Judas, que por sua vez queria ilegalmente realizar uma Assembleia Geral apressada e inopinada, para promover alterações estatutárias espúrias.

Totalmente justo, para não haver dúvidas que o presidente do Conselho Diretivo colocou Sportinguistas contra Sportinguistas, Sócios contra os Sócios, promovendo uma brutal fratura entre os adeptos, suportada na ideia peregrina que de um lado temos 6 Sportinguistas de uma santidade imaculada e do outro, uma corja de oportunista, golpistas e conspiradores, que vai da quase totalidade dos membros dos órgãos sociais que integraram as suas listas aos jogadores, abrangendo todos aqueles que dele discordam.

Inapelavelmente justo, para reconhecer que nos enganámos na sua capacidade em constituir uma equipa diretiva séria e competente, porque afinal, nas suas palavras, fez-se rodear de “ratos” e de “cobardes”. Genuinamente justo, para reconhecer que quem convidou o Comendador Jaime Marta Soares a integrar a Candidatura Sporting no Rumo Certo - Bruno de Carvalho, como Presidente da Mesa da Assembleia Geral, foi Bruno de Carvalho, não fomos nós.

O juízo justo de quem criou esta guerra fratricida, que nos envergonha e nos divide, que nos enfraquece e desprestigia, e da qual também Bruno de Carvalho é autofagicamente vitima ao pulverizar o reconhecimento que os Sportinguistas lhe tinham, cabe somente a cada um dos sócios. De preferência, mostrando desta vez, na forma e no resultado, que aquilo de “sermos diferentes” é mesmo verdade e que Bas Dost tinha razão, quando não confundiu a delinquência com os verdadeiros adeptos do Sporting."

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Ao fim de cinco anos com que jogadores da formação podemos contar?

Quando Bruno de Carvalho, Inácio (o homem para o futebol) e Virgílio (responsável pela Academia de Alcochete) chegaram ao Sporting em 2013 o clube dispunha nos seus quadros um lote de jogadores sub-23 constituído por Vitor Golas, Santiago Árias, Tiago Ilori, Cédric, Pedro Mendes, Nuno Reis, Fokobo, João Mário, Erik Dier, Zezinho, Ricardo Esgaio, Betinho, Iuri Medeiros, Bruma, Ruben Semedo, Filipe Chaby, Wallyson, Carlos Mané, André Carrillo, Zakarias Labyad, Martin Viola, Gael Etock, Diego Rúbio. A lista nem é exaustiva, ficam de fora outros nomes. 

Desse lote de jogadores que compunham a equipa B alguns acabaram por ser determinantes para que o vergonhoso sétimo lugar não fosse ainda pior. Nomes como Ilori, Dier, Bruma acabaram por se salientar sobre outros que tínhamos contratado a peso de ouro e que, quando mais deles precisávamos, falharam. Juntaram-se a Patrício, Adrien e mais tarde William Carvalho.

Passados cinco anos, depois dos elogios recebidos por ser do Sporting a espinha dorsal dos campeões europeus e depois de, durante este período termos visto chegar ao clube um extenso rol de "reforços", para a equipa B, a saber:

2013: Ousmane Dramé, Everton Tiziu, Samba, Lewis Enoh, Matías Pérez, Hugo Sousa, Diogo Sousa, Mama Baldé, Tiago Palancha, Paulo Lima, Ronaldo Tavares, Jefferson Encada, Janilson Fernandes, Al Hassan Lamin, André Serra

2014: Jorge Silva, Hadi Sacko J Ivanildo Fernandes, Aya Diouf, Paulo Borges, Zhang Lingfeng, David Tavares, Rúben Varela, Luís Elói, Gil Santos, Jovane Cabral, Bernardo Moura, Rafa Benevides, Olávio Gomes, Diogo Barbosa, José Correia, Abou Touré, Abdoulaye Dialló, Ever Peralta, Bruno Pais, Khadime Ndiaye, Bruno Wilson, Jorge Santos, Sérgio Santos, Muhamed Djamanca, Luis Caicedo

2015: Murilo de Souza, João Coelho, João Pedro Ricciulli, Gabriel Pajé, Francisco Sousa, Zé Pedro Oliveira, Bruno Fernandes, Sérgio Félix, 

e depois de a equipa B ter sido a primeira das três grandes a descer de divisão e se avançar para um novo projecto, a equipa sub-23, cuja constituição está praticamente fechada:

Guarda-redes
Stojkovic e Diogo Sousa

Laterais direitos
Thierry Correia e João Oliveira

Laterais esquerdos
Abdu Conté e Echedey

Defesas centrais (e médios?)
Tiago Djaló, Demiral, João Queirós, Tomás Silva, Miguel Luís, Mitrovsky, Nuno Monteiro

Extremos
Elves Baldé, Marcos Túlio, Jovane Cabral

Avançados
Diogo Brás, Pedro Mendes, Pedro Marques e Leonardo Ruiz.

Quem serão os jogadores da formação em que Sinisa Mihalovic, apresentado como um treinador que gosta de apostar em jovens jogadores, irá arriscar, para além Palhinha, Geraldes, Matheus Pereira  e Mané, Mané?  

terça-feira, 19 de junho de 2018

"Um presidente que atraiçoe todos à sua volta não deve ser presidente."

Apesar de ser já amplamente divulgado, não podia deixar de publicar aqui o manifesto da autoria de Jorge Sanches, Luís Loureiro, Rita Matos, membros demissionários do CD do Sporting. Imagino que não deva ter sido fácil esta tomada de posição publica, depois dos anos de dedicação a um projecto em que acreditaram e que subitamente foi corrompido. Homenageio-os pela coragem de o fazerem, apesar de saberem os custos pessoais que esta tomada de posição pode acarretar. Amar este clube acima de tudo e de todos os interesses é a lição que nos dão. Não é a altura de ficar à janela a ver a história passar. Obrigado!

1. Um presidente que, de um momento para o outro, atraiçoe todos à sua volta que tanto lutaram por um projecto digno para o clube e contribuíram para essa missão sem qualquer benefício pessoal, não deve ser presidente.

2. Um presidente que se revele inesperadamente um déspota, que não seja capaz de admitir uma opinião divergente da sua e que corra o risco de ser percepcionado publicamente como alguém que procura apropriar-se do clube para garantir um projecto pessoal de poder, não deve ser presidente.

3. Um presidente que deixe de considerar limites éticos, civilizacionais, de respeito pelas pessoas – valores fundamentais de qualquer instituição prestigiada, não deve ser presidente.

4. Um presidente que se lembre de destruir a base de um modelo de negócio assente no futebol profissional apenas para afirmar a sua personalidade autoritária e vingativa, não deve ser presidente.
5. Um presidente que passe a usar um discurso beligerante para desagregar em vez de agregar, dividir antes de unir, afastar ao invés de atrair e que desrespeite todas as instituições de uma sociedade democrática, não deve ser presidente.

6. Um presidente que só encontre mérito em si próprio não deve ser presidente.

7. Um presidente que julgue que ofender associados, atletas, dirigentes, funcionários e adeptos , pelo simples facto de dele discordarem, é a melhor maneira de criar ondas de violência e ostracização na opinião pública para silenciar certas ‘vozes’, não deve ser presidente.

8. Um presidente que possa perder o apoio e a confiança de 85% dos dirigentes que integrarem as suas listas aos órgãos sociais e não retire daí nenhuma ilacção não deve ser presidente.

9. Um presidente que num momento de crise, sabendo que a sua permanência em funções possa implicar pedidos de rescisões financeiramente gravosos para a instituição, não coloque os interesses do clube em primeiro lugar, não deve ser presidente.

10. Um presidente que esteja convencido de que no desporto não há perdão para atletas que não ganhem todos os jogos devendo ser escorraçados via mensagem ou Facebook como metodologia infalível para assegurar futuras vitórias, não deve ser presidente.

11. Um presidente que no início do seu mandato se arrogue como um defensor acérrimo da verdade e, progressivamente, se transforme numa pessoa que a ignora, manipulando factos e acontecimentos, não deve ser presidente.

12. Um presidente que use os mecanismos de contra-informação operados nas redes sociais não para defender o clube da propaganda dos rivais mas para atacar associados do próprio clube que pensam de maneira diferente, não deve ser presidente.

13. Um presidente que tenha a soberba de considerar que um numeroso exército de fazedores de opinião nas redes sociais é suficiente para criar a ilusão de que os sócios possam estar divididos quanto à sua aceitação quando, na realidade, estão esmagadoramente contra ele, não deve ser presidente.

14. Um presidente que afronte, desconsidere e ofenda profissionais de órgãos de comunicação social num país livre não deve ser presidente.

15. Um presidente que transforme cada intervenção pública num espectáculo degradante que possa contribuir para continuar a denegrir a reputação de uma instituição a nível nacional e internacional e a ser motivo de escárnio para os rivais, não deve ser presidente.

Ser presidente de um clube "é chato".

O texto foi redigido em total desacordo ortográfico. Por ordem alfabética*:
Jorge Sanches, Luís Loureiro, Rita Matos

*Sócios do SCP com um total de 133 anos de quotas pagas, dois deles cinquentenários - membros demissionários do Conselho Directivo

sábado, 16 de junho de 2018

A malta quer é ver sangue


A malta quer é ver sangue… ver como escorre o sangue da boca do adversário enquanto desfere golpes contínuos, fortuitos e desprovidos de sentido, na maioria dos casos. Perdeu-se a capacidade de análise e interpretação do que se lê, o sentido de humor, a consciência da perspetiva do outro, a paciência e a sapiência.

Se ao menos o bombeiro e o incendiário se entendessem e pudéssemos eleger legitimamente novos corpos de gestão sem necessidade de AGs ensopadas de decisões judiciais e de providências umas mais “cautelares" do que outras, de comissões de gestão e de astutos estatutos. A primeira providência cautelar recorda-me o sábio Rei Salomão. Os puristas que me perdoem as comparações, simplificações, alegorias e afins. É que eu nunca tive jeito para complicar.

O juiz pronunciou-se em forma de decisão judicial do Tribunal Cívil de Lisboa relativamente a uma providência cautelar interposta pelo PMAG, Jaime Marta Soares. O dilema exposto no documento ultrapassava em muito o que literalmente continha. Continuamos numa guerra de poder, de posse, de dono do destino de uma criança já centenária que merece tanto respeito pela idade como pelo que representa para todos nós Sportinguistas.

Grosso modo: há duas partes que se apresentam com uma criança nas mãos a pedir que lhes seja entregue, reclamando-a cada um para si. Ambos a amam profundamente, dizem.

Ideal seria que à pergunta "cortar ao meio?” a resposta fosse:
Indefere-se liminarmente...

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Só tem sido enganado quem tem querido ser enganado

A propósito das AG's selvagens, Daniel Oliveira no seu Facebook. Não me lembro de uma direcção mentir, manipular, inventar, dividir tanto os Sportinguistas. Só tem sido enganado quem quer ser enganado.
(...) mais uma conferência de Imprensa de Bruno de Carvalho. O objetivo é envolver-nos na realidade paralela em que há meses vive até ela nos parecer normal. Não somos obrigados a enlouquecer ao mesmo ritmo que ele. Já chega. Este homem não vai conseguir que todos os sportinguistas fiquem no seu estado.
Mas de tantas mentiras que li nas citações de mais uma homilia de Bruno de Carvalho, que surgem na imprensa, acho fundamental deixar esta clara: como se vê pela última decisão judicial conhecida, já depois da proibição da realização da Assembleia Geral ilegal de dia 17 de junho, não é verdade que Bruno de Carvalho tenha decidido permitir a realização da Assembleia Geral legitima, marcada para dia 23 de Junho. Foi obrigado, por mais uma decisão de um tribunal, a garanti-la. Assim como foi obrigado a entregar cadernos eleitorais ao Presidente legítimo da Mesa da Assembleia Geral, a reconhecer a sua competência e a pagar aluguer do Altice Arena. E o tribunal considerou a famigerada Comissão Transitória da Mesa da Assembleia Geral, liderada pela inenarrável Elsa Judas, ilegal.
Fica claro um mês de ilegalidades e violações sistemáticas e descaradas dos estatutos aprovados pelos sócios para impedir o normal funcionamento do clube e dos seus órgãos. Lentamente se regressa à legalidade e não é, ao contrário do que Bruno de Carvalho quer fazer querer, porque ele tenha anuído. É porque a justiça o obrigou (a ele e à sócia Elsa Judas, que tentou usurpar um lugar que nunca lhe pertenceu) com a ameaça de pesadas multas e de ação criminal por desobediência. Assim, no dia 23 de junho vou à Assembleia Geral (e espero que todos os sócios compareçam) e o mais cedo possível irei votar para tentar salvar o que ainda possa ser salvo. Pena que tenha sido necessária a intervenção da justiça para que os estatutos do Sporting fossem cumpridos.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Os Três Porquinhos




A fábula, fonte de análise permanente e atemporal, acima de qualquer idade e época, permite a recriação como nenhum outro suporte. Este é apenas um exemplo.

Um belo dia, três porquinhos que adoravam jogar à bola, o Azul, o Verde e o Vermelho resolveram construir cada um sua casinha. Com medo que o Lobo Mau os atacasse e não pudessem mais jogar, meteram mãos à obra. Entre preguiça e empenho lá seguiram os seus projetos a solo, sem nunca porém tirar os olhos dos outros… que isto o seguro morreu de velho (ou de Pinto da Costa).

O Vermelho, senhor de seu nariz e porco de poucas palavras, começou por tapar os buracos de toupeira (maldito animal que mais parece andar a fazer renda com tanto buraco), e arranjou um belo gabinete de crise cheio de Luz, de onde podia ver grande parte do seu campo de futebol. Ficou tão orgulhoso do seu feito que distribuiu vouchers de visita a todos os seus amigos para que o fossem visitar. Eram obrigatórios, ou ninguém entrava. Distribuía-os em mão. Uma vez tentou por mail…e não correu muito bem. Estava tão confiante deste seu sistema de segurança que, um dia, se esqueceu do portão completamente aberto (o benficagate). O lobo apercebendo-se disto, esgueirou-se, soprou, soprou e tudo ruiu num instante. E enquanto o Vermelho pescava umas belas cavalas para o almoço ficou sem casinha.

O Verde, "Presuntinho" para os amigos, contratou um empreiteiro, um adepto fervoroso que tirou o curso pelo facebook. Ninguém sabia de onde tinha aparecido mas parecia entendido no assunto, demonstrava confiança e até falava bem (demais). “Esta casa vai resistir ao maior sopro do lobo mais forte do mundo” dizia ele…e o Verde nem discutiu o projeto, embora o tenha achado demasiado ambicioso (termo simpático para insano). Iniciadas as obras, o Verde estranhou não existirem alicerces, mas como a casinha ganhou uma forma muito interessante nem questionou e foi pagando. Efetivamente a casinha parecia uma bola (ball). “Espetacular! Mas tão dispendiosa…” dizia o Verde enquanto largava a nota (cash). “vou batizá-la de cashball”, dizia para si. O maior problema começou quando os seus vizinhos começaram a chamar a sua casinha de melancia! O Verde ficava tão irritado com os insultos que nunca mais jogou com eles. Dizem que chegaram até a haver rescisões de amizades e agressões, e por causa disso o seu campo passou a chamar-se Alcochete. O lobo só se ria de tanta escaramuça. Tirou proveito da situação e chegou à beira da casa que de tão redonda só precisou de uns leves sopros para a fazer rebolar pela encosta, destruindo-se facilmente.

Já o Azul, na elaboração do projeto da sua casinha, teve a sorte de ter um pai que além de velho era sábio. Sabia como escapar de lobos como ninguém. Anos e anos de prática! E explicou ao filho como fazer: “Constrói uma casinha forte, bem alicerçada e forte. Cuidado com as porquinhas, vai comendo e vivendo, mas foca-te sempre na tua casinha. Põe-lhe tijolo, muito tijolo e tapa bem todos os buracos. Não a deixes rebolar como a casa do outro e tranca bem o portão, não sejas preguiçoso! Empreiteiros? Eu cá sei de um bom para ti!”. O Azul escutou tudo com muita atenção e construiu uma casa forte. Para entrar e jogar no seu campo o Azul tinha um segredo. Só quem tivesse um apito entrava, de preferência dourado. Teve alguns problemas com o seu amigo macaco, que passava o dia a soprar no apito, mas depressa se fartou. E este sistema funcionou durante anos e anos…O lobo bem tentou, mas por mais que soprasse nunca conseguiu deitar a casinha abaixo.
A sua casinha ficou tão forte que era comentada em todo o lado. O Azul bem que se mostrava orgulhoso ao pé dos seus amigos desalojados e tristes, o Verde e o Vermelho.

Moral: quem constrói boas casinhas, ganha campeonatos...

quarta-feira, 13 de junho de 2018

"Álvaro Sobrinho é um Sportinguista fanático" "Justiça seja feita à Holdimo, foram mais inteligentes que muitas pessoas"

Tenha calma, as frases não são minhas. Foram proferidas em Setembro de 2013 por Bruno de Carvalho, numa entrevista ao Jornal de Negócios. Ela foi [AQUI] publicada na íntegra e o excerto segue abaixo. 

Ela ilustra como se mudam os tempos e se moldam as verdades sempre em torno de um objectivo: diabolizar e silenciar as vozes discordantes da acção de Bruno de Carvalho. Algo semelhante ao que se regista com todos os que no passado foram úteis por elogiar o presidente e hoje são tratados como traidores e representantes do inimigo. 

Há vários exemplos que poderia citar. Talvez dos mais notórios, pela sua presença activa na comunicção e redes sociais seja Daniel Oliveira. Basta estar atento ao que lhe têm feito por estes dias no Twitter e Facebook. Para esta estratégia resultar tem sido fundamental o silêncio de uns e a conivência de muitos. Bruno de Carvalho para muitos tornou-se mais importante do que o próprio Sporting e o resultado está à vista.


terça-feira, 12 de junho de 2018

A falência técnica pode ser apenas um pormenor "chato"

Estamos a meio de um processo caótico cujas consequências estão ainda muito longe de ser compreendidas. A falência técnica é uma possibilidade que não pode ser de todo afastada, o que acrescentaria mais quilómetros a um caminho ainda muito longo para a recuperação que teremos que encetar. 

Aconteça o que acontecer, acredito na força dos Sportinguistas e no seu amor pelo clube como factor determinante para o sucesso daquela que será provavelmente a empreitada das nossas vidas. Mas para que ela tenha sucesso, é necessário a alteração do estado de fractura total em que se encontra a família leonina. Este é o momento mais do que nunca de pensar em primeiro lugar e acima de tudo no SPORTING CLUBE DE PORTUGAL e não no que é conveniente para uma pessoa, ou para um grupo ou facção.

De outra forma, a falência técnica da SAD será apenas uma frase no epitáfio de uma grande instituição que faleceu por se ter afastado dos valores e ideais que a tornaram tão grande como os maiores da Europa.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Sporting Clube de Portugal

Sporting Clube de Portugal

Prémios

Sporting 160 - Podcast

Os mais lidos no último mês

Blog Roll

Leitores em linha


Seguidores

Número de visitas

Free HTML Counters

Ultimos comentários

Blog Archive

Temas

"a gaiola da luz" (1) 10A (1) 111 anos (1) 1ª volta Liga Zon/Sagres 10/11 (3) 2010-2011 (1) 2016 (1) 8 (4) AAS (7) ABC (3) Abrantes Mendes (3) Academia (17) Académica-SCP (1) adeptos (95) Adrien (19) AdT (1) adversários (84) AFLisboa (2) AG (20) AG destitutiva (2) Alan Ruiz (2) Alexander Ellis (1) alma leonina (60) ambição (10) andebol (36) André Geraldes (2) André Marques (2) André Martins (6) André Pinto (1) André Santos (5) anestesia (3) angulo (5) aniversário "A Norte" (3) Aniversário SCP (4) antevisão (41) APAF (13) aplausos ao ruben porquê? (2) Aquilani (1) aquisições (85) aquisições 2013/14 (16) aquisições 2014/15 (18) aquisições 2015/16 (17) aquisições 2016/17 (10) aquisições 2017/18 (6) arbitragem (95) Associação de Basquetebol (6) ataque (1) Atitude (9) Atletico Madrid (1) Atlético Madrid (1) atletismo (7) auditoria (4) autismo (1) AVB és um palhaço (1) aventureiro (1) Bacelar Gouveia (2) Balakov (1) balanço (5) Baldé (4) balneário (3) banca (2) Barcos (3) Bas Dost (5) Bastidores (72) Batota (19) Battaglia (1) Beira-Mar (2) Belenenses (4) Benfica (1) BES (1) bilhetes (2) binários (1) Boal (1) Boateng (1) Boeck (2) Bojinov (7) Bolsa (2) Borússia Dortmund (1) Boulahrouz (2) Brasil (1) Braz da Silva (8) Brondby (4) Bruma (18) Brunismo (1) Bruno Carvalho (109) Bruno César (3) Bruno de Carvalho (14) Bruno Fernandes (3) Bruno Martins (20) Bryan Ruiz (5) Bubakar (1) BwinCup (1) cadeiras verdes (1) Cadete (1) Caicedo (5) calendário (2) Câmara Municipal de Lisboa (3) Campbell (2) Campeões (2) campeonato nacional (21) campeonatos europeus atletismo (3) Cândido de Oliveira (1) Caneira (2) Cape Town Cup (3) Capel (4) carlos barbosa (4) Carlos Barbosa da Cruz (2) Carlos Carvalhal (5) Carlos Freitas (7) Carlos Padrão (1) Carlos Severino (4) Carlos Vieira (1) Carriço (6) Carrillo (10) Carrilo (3) carvalhal (30) Caso Cardinal (1) Casos (6) CD Liga (3) Cedric (7) Cervi (3) CFDIndependente (1) Champions League 2014/15 (9) Champions League 2015/16 (5) Chapecoense (1) CHEGA (1) Ciani (1) Ciclismo (3) CL 14/15 (2) Claques (9) clássicos (8) Coates (4) Coentrão (1) Coerência (1) colónia (1) comissões (2) competência (2) comunicação (69) Comunicação Social (22) Consciência (1) Conselho Leonino (2) contratações (6) COP (1) Coreia do Norte (1) Corradi (1) corrupção no futebol português (2) Cosme Damião (1) Costa do Marfim (3) Costinha (45) Couceiro (13) crápulas (1) credores (1) crise 2012/13 (21) Crise 2014/15 (2) crise 2018 (30) Cristiano Ronaldo (1) cronica (3) crónica (15) cultura (4) curva Sporting (1) Damas (3) Daniel Sampaio (3) debate (5) defesa dos interesses do SCP (7) Del Horno (1) delegações (1) depressão (1) Derby (43) Derby 2016/17 (1) Derby 2018/19 (1) derlei (1) Desespero (1) Despedida (2) despertar (3) dia do leão (1) Dias da Cunha (1) Dias Ferreira (6) Diogo Salomão (4) director desportivo (18) director geral (5) direitos televisivos (4) Dirigentes (28) disciplina (6) dispensas (22) dispensas 2015/16 (1) dispensas 2016/17 (2) dispensas 2017/18 (1) djaló (10) Domingos (29) Doumbia (3) Doyen (4) Duarte Gomes (2) Ecletismo (60) Eduardo Barroso (6) Eduardo Sá Ferreira (2) eleições (20) eleições2011 (56) eleições2013 (26) eleições2017 (9) eleições2018 (2) Elias (5) eliminação (1) empresários (11) empréstimo obrigacionista (4) entrevistas (64) Épico (1) época 09/10 (51) época 10/11 (28) época 11/12 (8) época 12/13 (11) época 13/14 (4) época 14/15 (8) época 15/16 (5) época 16/17 (7) época 17/18 (1) EquipaB (18) equipamentos (12) Eric Dier (8) Esperança (4) estabilidade (1) Estádio José de Alvalade (4) Estado da Nação (1) estatutos (8) Estórias do futebol português (4) estratégia desportiva (104) Estrutura (1) Euro2012 (6) Euro2016 (1) Europeu2012 (1) eusébio (2) Evaldo (3) Ewerton (4) exigência (2) expectativas (1) expulsão de GL (1) factos (1) Fafe (1) Fair-play (1) farto de Paulo Bento (5) fcp (12) FCPorto (9) Fernando Fernandes (1) FIFA (2) Figuras (1) filiais (1) final (1) final four (1) finalização (1) Finanças (27) fiorentina (1) Football Leaks (2) Formação (91) FPF (14) Francis Obikwelu (1) Francisco Geraldes (2) Frio (1) fundação aragão pinto (3) Fundação Sporting (1) fundos (14) futebol (9) futebol feminino (4) futebol formação (2) futebol internacional (1) Futre (1) Futre és um palhaço (4) futsal (24) futsal 10/11 (1) futuro (10) gabriel almeida (1) Gala Honoris Sporting (3) galeria de imortais (29) Gamebox (2) Gauld (5) Gelson (3) Gent (1) geração academia (1) Gestão despotiva (2) gestores de topo (10) Gilberto Borges (3) GL (2) glória (5) glorias (4) Godinho Lopes (27) Gomes Pereira (1) Governo Sombra (1) Gralha (1) Gratidão (1) Grimi (4) Grupo (1) Guerra Civil (2) guimarães (1) Guy Roux (1) Hacking (1) Heerenveen (3) Hildebrand (1) História (18) Holdimo (1) homenagem (5) Hóquei em Patins (8) Hugo Malcato (113) Hugo Viana (1) Humor (1) i (1) Identidade (11) Idolos (3) idzabela (4) II aniversário (1) Ilori (4) imagem (1) imprensa (12) Inácio (6) incompetência (7) Insua (2) internacionais (2) inverno (2) investidores (3) Iordanov (6) Irene Palma (1) Iuri Medeiros (1) Izmailov (26) Jaime Marta Soares (6) Jamor (3) Janeiro (1) Jardel (2) jaula (3) JEB (44) JEB demite-se (5) JEB és uma vergonha (5) JEB rua (1) JEBardadas (3) JEBardice (2) Jefferson (3) Jeffren (5) Jesualdo Ferreira (14) JJ (1) JL (3) Joana Ramos (1) João Benedito (2) João Mário (6) João Morais (5) João Pereira (6) João Pina (3) João Rocha (3) Joaquim Agostinho (2) joelneto (2) Jogo de Apresentação (1) Jorge Jesus (47) Jorge Mendes (3) José Alvalade (1) José Cardinal (2) José Couceiro (1) José Eduardo Bettencourt (33) José Travassos (1) JPDB (1) Jubas (1) Judas (1) judo (6) Juniores (7) JVL (105) kickboxing (1) Kwidzyn (1) Labyad (7) Lazio (1) LC (1) Leão de Alvalade (496) Leão Transmontano (62) Leonardo Jardim (11) Liderança (1) Liedson (28) Liga 14/15 (35) Liga de Clubes (14) liga dos campeões (12) Liga dos Campeões 2016/17 (11) Liga dos Campeões 2017/18 (8) Liga Europa (33) Liga Europa 11/12 (33) Liga Europa 12/13 (9) Liga Europa 13/14 (1) Liga Europa 14/15 (1) Liga Europa 15/16 (11) Liga Europa 17/18 (1) Liga Europa10/11 (16) Liga NOS 15/16 (30) Liga NOS 16/17 (22) Liga NOS 17/18 (20) Liga Sagres (30) Liga Zon/Sagres 10/11 (37) Liga Zon/Sagres 11/12 (38) Liga Zon/Sagres 12/13 (28) Liga Zon/Sagres 13/14 (24) Lille (1) LMGM (68) losango (1) Lourenço (1) low cost (1) Luis Aguiar (2) Luis Duque (9) Luís Martins (1) Madeira SAD (4) Malcolm Allison (1) Mandela (2) Mané (3) Maniche (4) Manifesto (3) Manolo Vidal (2) Manuel Fernandes (7) Marca (1) Marcelo Boeck (1) Marco Silva (27) Maritimo (2) Marítimo (3) Markovic (1) Matheus Oliveira (1) Matheus Pereira (3) Mati (1) matías fernandez (8) Matias Perez (1) Mauricio (3) Meli (1) Memória (10) mentiras (1) mercado (41) Meszaros (1) Miguel Lopes (1) Miguel Maia (1) miséria de dirigentes (2) mística (3) Modalidades (26) modelo (3) Moniz Pereira (7) Montero (8) Moutinho (3) Mundial2010 (9) Mundial2014 (3) Mundo Sporting (1) Nacional (1) Naide Gomes (2) Naldo (3) naming (2) Nani (3) Natal (4) Naval (3) Navegadores (3) negócios lesa-SCP (2) NextGen Series (3) Noite Europeia (1) nonsense (23) Nordsjaelland (1) NOS (2) Notas de Imprensa (1) notáveis (1) nucleos (1) Núcleos (9) Nuno André Coelho (2) Nuno Dias (3) Nuno Saraiva (4) Nuno Valente (1) o (1) O FIM (1) O Roquetismo (8) Oceano (1) Octávio (1) Olhanense (1) Olivedesportos (1) Onyewu (7) onze ideal (1) opinião (6) oportunistas (1) orçamento (3) orçamento clube 15/16 (1) organização (1) orgulho leonino (17) Oriol Rosell (3) paineleiros (15) Paiva dos Santos (2) paixão (3) papagaios (8) pára-quedista (1) parceria (2) pascoa 2010 (1) pasquins (7) Patrícia Morais (1) património (2) patrocínios (6) Paulinho (1) paulo bento (19) Paulo Faria (1) Paulo Oliveira (3) Paulo Sérgio (43) paulocristovão (1) Pavilhão (11) pedrada (1) Pedro Baltazar (8) Pedro Barbosa (5) Pedro Madeira Rodrigues (4) Pedro Mendes (4) Pedro Silva (2) Pereirinha (6) Peyroteo (3) Piccini (1) Pini Zahavi (2) Pinto Souto (1) plantel (31) plantel 17/18 (3) play-off (2) play-off Liga dos Campeões 17/18 (5) PMAG (3) Podence (1) Polga (5) Pongolle (5) Pontos de vista (15) por amor à camisola (3) post conjunto (5) Postiga (7) PPC (7) Pranjic (2) pré-época (2) pré-época 10/11 (7) pré-época 11/12 (43) pré-época 12/13 (16) pré-época 13/14 (16) pré-época 14/15 (22) pré-época 15/16 (20) pré-época 16/17 (12) pré-época 17/18 (9) pré-época 18/19 (1) prémio (1) prémios stromp (1) presidência (1) presidente (4) Projecto BdC (1) projecto Roquette (2) promessas (3) prospecção (2) Providência Cautelar. Impugnação (1) PS (1) Quo vadis Sporting? (1) Rabiu Ibrahim (2) Rafael Leão (1) râguebi (1) raiva (1) RD Slovan (1) reacção (1) redes sociais (1) Reestruturação financeira (18) reflexãoleonina (21) reforços (15) regras (4) regulamentos (1) Relatório e Contas (12) relva (10) relvado sintético (4) remunerações (1) Renato Neto (3) Renato Sanches (1) rescisões (2) respeito (7) resultados (1) revisão estatutária (7) Ribas (2) Ribeiro Telles (4) Ricardo Peres (1) Ricciardi (2) ridiculo (1) ridículo (2) Rinaudo (8) Rio Ave (2) Rita Figueira (1) rivais (6) Rodriguez (2) Rojo (4) Ronaldo (12) rtp (1) Ruben Ribeiro (1) Rúbio (4) Rui Patricio (18) Rui Patrício (4) Sá Pinto (31) SAD (27) Salema (1) Sarr (4) Schelotto (2) Schmeichel (2) scouting (1) SCP (64) Segurança (1) Selecção Nacional (38) seleccionador nacional (5) Semedo (1) SerSporting (1) sessões de esclarecimento (1) Shikabala (2) Silly Season2017/18 (2) Símbolos Leoninos (3) Sinama Pongolle (1) Sistema (4) site do SCP (3) SJPF (1) Slavchev (1) slb (22) Slimani (11) slolb (1) Soares Franco (1) sócios (16) Sócrates (1) Solar do Norte (14) Sondagens (1) sorteio (3) Sousa Cintra (4) Sp. Braga (2) Sp. Horta (1) Spalvis (2) Sporting (2) Sporting Clube de Paris (1) Sporting160 (2) Sportinguismo (2) sportinguistas notáveis (2) SportTv (1) Stijn Schaars (4) Stojkovic (3) Sunil Chhetri (1) Supertaça (3) sustentabilidade financeira (44) Taça CERS (1) Taça Challenge (5) taça da liga (11) Taça da Liga 10/11 (7) Taça da Liga 11/12 (3) Taça da Liga 13/14 (3) Taça da Liga 14/15 (2) Taça da Liga 15/16 (4) Taça da Liga 16/17 (1) Taça da Liga 17/18 (3) Taça das Taças (1) Taça de Honra (1) Taça de Liga 13/14 (3) Taça de Portugal (12) Taça de Portugal 10/11 (3) Taça de Portugal 10/11 Futsal (1) Taça de Portugal 11/12 (12) Taça de Portugal 13/14 (3) Taça de Portugal 14/15 (8) Taça de Portugal 15/16 (4) Taça de Portugal 16/17 (4) Taça de Portugal 17/18 (6) táctica (1) Tales (2) Tanaka (1) Ténis de Mesa (2) Teo Gutierrez (5) Tertúlia Leonina (3) Tiago (3) Tio Patinhas (3) Tonel (2) Torneio Guadiana 13/14 (1) Torneio New York Challenge (4) Torsiglieri (4) Tottenham (1) trabalho (1) transferências (5) transmissões (1) treinador (90) treino (4) treinos em Alvalade (1) triplete (1) troféu 5 violinos (5) TV Sporting (5) Twente (2) Tziu (1) uefa futsal cup (4) Uvini (1) Valdés. (3) Valores (14) VAR (1) Varandas (3) Veloso (5) vendas (8) vendas 2013/14 (2) vendas 2014/15 (1) vendas 2016/17 (5) vendas 2017/18 (1) Ventspils (2) Vercauteren (5) Vergonha (7) video-arbitro (7) Villas Boas (8) Viola (1) Virgílio (100) Virgílio1 (1) Vitor Golas (1) Vitor Pereira (6) Vitória (1) VMOC (7) voleibol (1) Vox Pop (2) VSC (3) Vukcevic (10) WAG´s (1) William Carvalho (13) Wilson Eduardo (2) Wolfswinkel (12) Wrestling (1) Xandão (4) Xistra (3) Zapater (2) Zeegelaar (2) Zezinho (1)