Morto à nascença
O resto é um jogo que não será lembrado pelos seus primores técnicos ou tácticos. E em que a atitude dos jogadores perante a adversidade não merece qualquer reparo. A jogar assim teria sido difícil perder alguns dos jogos que acabaram por nos afastar paulatinamente de tudo o que tínhamos para vencer.
Pare, escute e olhe!
Sonho de um, pesadelo de muitos!
Com o Sporting a disputar um mês de Fevereiro dramático, o Presidente ausentou-se para o Brasil, fazendo lembrar a fuga da família real aquando das Invasões Francesas. “A ralé que arroste contra as agruras do calendário que eu virei a tempo de segurar a chave do caixão onde se enterrará toda a época” é mensagem que fica.Valha a verdade que tanto faz que JEB esteja no Brasil ou em Lisboa, se levarmos em linha de conta o que têm sido a sua gestão, de Junho para cá. Mas convenhamos que é, no mínimo, uma falha gritante de percepção da realidade e um atestado de incompetência de quem se quer como líder.
Mas o Sporting não devia ser o triste “one man show” a que tem estado confinado. O Sporting é clube com corpos sociais eleitos, Direcção, Conselho Fiscal, Assembleia Geral e Conselho Leonino. Onde estão e o que fazem os seus elementos? Num momento em que os Sportinguistas olham em seu redor e vêm apenas exaltação e desvario, onde estão os que têm como missão liderar e dirigir? Dizem que os corredores de Alvalade são uma feira de vaidades, mas não é com certeza a vaidade e o orgulho de ser do Sporting a que se referem. O que faz afinal um Conselho Directivo, quantas vezes se reuniu desde a tomada de posse e que decisões tomaram? É que, a visibilidade da sua acção é nula, quando devia ser evidente, em particular em momentos como este. A não ser que estejamos a falar de um grupo de pessoas que se juntou com o único prpopósito de impedir outros de ocupar os seus lugares.A quem devemos temer mais? As acções de pdc´s, lfv´s vp´s, c.a.´s, ligas, etc, ou as inacções dos que estão dentro de casa?
Se das bancadas aos fóruns a inexistência de liderança se faz sentir, não se julgue que não chegou já ao balneário. Um treinador que enfrenta sozinho os maus resultados, e com contrato de seis meses, é um treinador que não tem autoridade sobre a próxima época, mas com implicações imediatas na presente. E se se pensa que, ao passá-lo pela trituradora no final da época, se diluirão todos os ossos que agora não se querem roer é iludir a realidade. De hoje até Maio há um caminho demasiado longo e penoso, num deserto que não permite fugas ou resguardos. Quem não souber atravessá-lo não chegará incólume ao seu fim, pelo que pouco adiantará os planos para então que agora faça, por mais mirabolantes que sejam.
Sei bem que muitos de nós são levados a reflectir sobre o clube apenas quando os resultados no futebol não aparecem. Uma vitória com os vermelhos na terça-feira desviarão os gritos de revolta para os gritos de vitória. Foi esse o problema das vitórias nas Taças e dos segundos lugares, especialmente porque alcançados sobre os de carnide. Não foi tê-las ganho e com isso termos enriquecido o Mundo Sporting. A auto-indulgência transformou-se numa morte (dos nossos valores e legado) a crédito.
Pesadelo autofágico
O Bettencourt tem um feeling!...

- “O meu feeling? É o mesmo do BES.”
♪Let’s live it up
YO…
Correio do Leão

1) Quem são as referências no futebol do Sporting?
2) Que mensagem deve incutir aos restantes elementos da estrutura?
3) Existe lugar paras as glórias do Sporting?
Assim, vou dar a minha visão pessoal, atendendo ao pouco que vou conhecendo do funcionamento do futebol do Sporting.
Referências no Futebol do Sporting
Considero que actualmente existem três figuras principais no futebol leonino: José Eduardo Bettencourt, Pedro Mil-Homens e Carlos Carvalhal. Poderia incluir aqui um Director Desportivo, mas atendendo atendendo à sua inexistência e às declarações de Sá Pinto aquando assumiu o cargo, considero que nem ele nem o agora interino Salema Garção podem ser considerados homens fortes na matéria.
José Eduardo Bettencourt logo na sua candidatura declarou que seria ele quem ia assumir os destinos da SAD, entidade responsável pelo futebol leonino. Ao contrário de Roquette (que teve Norton de Mattos e Luís Duque, p.e.) e Soares Franco (que contou quase sempre com Carlos Freitas), JEB contou naturalmente com intervenções de Pedro Barbosa e depois Sá Pinto, mas parece ter maior participação em contratações e acompanhamento da equipa do que os seus antecessores. A ele deverá reportar o futebol profissional, o futebol de formação e a Prospecção.
Pedro Mil-Homens, professor académico e conhecedor de metodologia desportiva, é há alguns o administrador da SAD com a pasta do futebol de formação, além de ser director da Academia de Alcochete. Assim, presumo que a ele reportem todos os responsáveis e intervenientes nos escalões jovens.
Carlos Carvalhal é neste momento quem conduz a equipa profissional do Sporting, ou seja, a última "etapa", aquela onde os jogadores querem estar. Coloco-o como uma das referências pois considero que o principal treinador do Sporting deve ter destaque dentro da estrutura e deve trabalhar em conjunto com o futebol de formação, prospecção e reportar situações extra-desportivas que possam estar a influenciar o rendimento dos seus jogadores, para que sejam acompanhadas e tratadas.
Mensagem
Julgo que repetirei esta frase até ao fim dos meus dias "Esforço, Dedicação, Devoção e Glória, eis o Sporting Clube de Portugal". Certamente parecerá trivial mas no fundo é esta a mensagem fundamental.
A partir dos valores do nosso clube é possível interpretar que é necessário correr, é necessário amor à camisola, é necessário conhecer a história e os pergaminhos do nosso clube e assim será possível corresponder às expectativas (que devem ser elevadas).
Velhas Glórias
Naturalmente, precisamos de ter "figuras históricas" por perto, mas também não podemos ser como outros sítios, que se tornaram autênticas Santas Casas da Misericórdia. Mística e amor à camisola são bem-vindos mas obviamente é necessário algo mais que isso.
Tome-se o exemplo dos nossos escalões de formação, onde muitos dos delegados são hoje em dia pessoas que estiveram largos anos ligados a outras modalidades onde o Sporting foi dominador. Ou seja, mesmo sem ser figuras "públicas", diariamente os nossos jovens lidam com referências e exemplos de puro sportinguismo.
Noutros tempos, tivemos ex-jogadores a liderar as equipas jovens (como Fernando Mendes, Carlos Pereira, Osvaldo Silva, Zezinho, entre outros) porém o treino de futebol tem vindo a evoluir, sendo cada vez mais uma "Ciência". Para tal, basta ver a quantidade de cursos de Ensino Superior nesta área. Por isso, creio que a "simples" entrega de equipas a jogadores que foram referências poderá não ser suficiente...
Veria sobretudo com bons olhos a hipótese do Sporting colocar ex-jogadores como Técnicos-Adjuntos, de modo a lança-los numa nova fase. Caso possuam perfil para lidar e ensinar jovens, terão a oportunidade de iniciar um outro tipo de carreira, sem descurar a formação e a actualização do conhecimento, de modo a corresponder com uma actividade cada vez mais exigente e onde os pormenores podem contar muito.
Sinto também a falta de uma destas figuras, junto do nosso balneário. Escrevi recentemente um artigo, onde realcei a importância de alguém com mística para controlar as pessoas e servir de ponte entre o balneário e a direcção do clube.
Agora, algumas questões se levantam:
- Qual foi o último capitão do Sporting, verdadeiramente sportinguista?
- Qual foi o último jogador que terminou a carreira em grande no Sporting, ao ponto de ser para nós, uma referência?
- Quem hoje em dia conseguirá assumir-se como uma figura que incuta respeito?
EM FRENTE SPORTING!
Este é o clube que queremos
Dos sócios, por que sufragam sucessivas direcções em quem confiam cegamente, abstendo-se de acompanhar os respectivos exercícios com sentido critico, escolhendo a via mais fácil que é: “aqui tens o meu voto, faz favor de não aborreceres com relatórios de contas, AG´s e outras maçadas”. No fundo os sócios têm baseado as suas escolhas na confiança que lhes merece o curriculum vitae dos seus dirigentes, que, por norma nos últimos anos, são nomes distintos e distinguidos nas suas categorias profissionais.
Acontece que aqui há desde logo um equívoco. O clube que os elege tem regras de gestão muito diferentes das empresas onde se distinguiram. É que o Sporting Clube de Portugal é uma associação que tem uma grande empresa (Sporting SAD) e não o contrário. Nas empresas de onde são oriundos fazem uma gestão de proximidade e quando subdelegam competências e ou responsabilidades, delegam-nas em pessoas da sua confiança e com aptidões profissionais sujeitas a rigorosa análise, e em competição com diversos candidatos. No Sporting esse rigor tem ficado à porta de entrada, com as competências a serem delegadas em pessoas que ninguém conhece ou reconhece pela habilitação para o cargo. E como não são eleitas, sobrevivem entre os pingos da chuva, o mesmo é dizer entre as mudanças provocadas pelos resultados eleitorais sem que o seu trabalho seja avaliado. E ao que parece nem a preferência clubista tem servido de critério de admissão. É também verdade que nos últimos anos não tem havido alternativa eleitoral, ou quando ela existiu os sócios preferiram a continuidade.
Dos adeptos, porque acham que merecem um clube melhor, mais competitivo no futebol, a ganhar nas modalidades, tendo atletas olímpicos medalhados, mas encontram sempre uma desculpa para não fazerem a mudança por dentro. Porque não percebem que para sermos melhores também é preciso sermos maiores, isto é aglutinarmo-nos, criar massa crítica.
Mas quem tem um peso decisivo por acção e também por omissão são os dirigentes. Mais do que os sócios e adeptos é acção deles que conta. E é por isso que o estado actual do clube é um manifesto da incompetência da sua gestão e acima de tudo da deslealdade para com os que neles depositaram confiança. E essa inépcia pode ser comprovada em números, sem ter que saber de contabilidade ou analisar fastidiosos relatórios. Basta olhar para as bancadas de Alvalade, para a falta de troféus nas modalidades, para a falta de uma equipa competitiva na modalidade mais representativa. Se há algum sucesso digno de realce nas sucessivas direcções dos últimos anos ele é terem-nos feito falar de passivos, deficit´s e balanços em vez de títulos e de vitórias.
Este é afinal o clube que temos querido e é também o que temos merecido. Quando quisermos realmente algo melhor e maior saberemos como o fazer. Mas quando mais tarde nos decidirmos, mais difícil será de conseguir.
PS: Já depois de editar este artigo, fui apanhado de surpresa pela noticia de que JEB havia tocado a antecipação do jogo da Taça da Liga a troco de 30% da capacidade do estádio de Alvalade. Não pode ser verdade, claro.
JEB vai pó.....Brasil!?!?!
"José Eduardo Bettencourt sofreu à distância com a goleada no Estádio do Dragão. O presidente do Sporting está no estrangeiro, num período de férias propositadamente marcado para os dias posteriores ao fecho do mercado, mas os 5-2 estragaram-lhe o descanso. Bettencourt, que tinha agendado esta saída do país antes de se conhecer o resultado do sorteio, confessa-se mesmo estupefacto com os contornos da derrota que eliminou o Sporting da Taça de Portugal."
in OJogo
"O Benfica terá mais apoio em Alvalade nas meias-finais da Taça da Liga do que aquilo que está estipulado por lei, fruto de um processo negocial entre os presidentes José Eduardo Bettencourt e Luís Filipe Vieira. Um processo que, refira-se, sofreu vários avanços e recuos até ao final da tarde de ontem. Concretizando, os encarnados só poderiam receber 5 por cento da lotação do Estádio, mas vão ter direito ao dobro dessa percentagem, o que equivale a qualquer coisa como 5 mil e 200 adeptos. Isto sem contar com outros ingressos que poderão ser comprados por benfiquistas à margem deste esquema."
in Record
Convém lembrar que esta figura, é o 1º Presidente remunerado da História do SCP!!! VERGONHOSO!!!
Doloroso
Se é inadmissível para quem veste a camisola do Sporting apresentar-se num qualquer jogo “como quem vai ao shopping”, fazê-lo num jogo como o de ontem e em casa de um rival, não tem qualificação possível e merece um pedido de desculpas. Não só por palavras, mas sobretudo em actos. Mas que credibilidade tem este grupo de trabalho quando é reincidente neste tipo de comportamento, em momentos cruciais como o de ontem?
Carvalhal não sai incólume da hecatombe. Foi a sua estratégia para o jogo e para os compromissos futuros que foi chumbada também, embora seja difícil fazer vingar qualquer plano enquanto a postura dos jogadores for a de ontem. Mas apostar num alinhamento em tudo semelhante ao que já tinha deixado uma imagem anémica na passada sexta-feira em Braga, bem como jogar sempre com os mesmos em jogos mais fáceis não ajudou muito. A herança pesada não justifica tudo, exigia e possibilitava até por isso maior ousadia. E sem ela Carvalhal dificilmente fugirá ao destino que lhe traçaram.
Liedson. Marcou um golo e por isso está tudo bem. Mas não comigo. Não porque não seja esforçado, mas porque no jogo e nas palavras não esteve nada bem. No jogo foi uma ilha, nunca combinando com Saleiro e perdendo bolas atrás de bolas por más decisões, geralmente por se querer virar para a baliza e esbarrar consecutivamente nos defesas. Por isso pareceu que jogamos num 4x13x1+outro. E pelas palavras desnecessárias, aludindo ao caso recente com Sá Pinto, como se o seu contributo para o pior resultado em muitas décadas no Porto, não fosse por si só grave.
Havia alguma curiosidade pela posição a assumir por Bettencourt após a divulgação das escutas em que ele e Paulinho eram visados de forma desrespeitosa. A opção de não comparência foi a pior das que tinha disponíveis. A menos que haja justificação de carácter imperativo, a sua ausência aparenta uma deserção sem perdão. E coincidência das coincidências, é no mínimo estranho que um presidente, a tempo inteiro ou não, nunca esteja quando a sua presença se impõe. Seja porque andam à bolachada no balneário, seja porque se sofre uma derrota humilhante. E como ficam os milhares que acorreram a apoiar a equipa, bem como os que não o puderam fazer, sem uma palavra de conforto que atenue a angústia e o temor pelo que virá a seguir? Entre declarações histriónicas anteriores e o silêncio absoluto de agora, apetece perguntar: para que serve um líder afinal?
De quem é a culpa?

Fomos nós, sportinguistas, que alimentámos - ou tolerámos - uma cultura mediana, nivelada quase sempre por baixo com o princípio base de que somos os "outros" e que não conseguimos mais. O que importa é conseguir ficar à frente do outro rival e de pouco importa levar 3 ou 4 golos de um Rio Ave ou um Paços de Ferreira.
A culpa é nossa porque despejámos a nossa frustração quando perdemos pérolas por meia dúzia de tostões e acabámos por nos apegar de forma feroz a potenciais talentos cuja evolução estagnou e já pouco conseguem acrescentar ao Sporting, mas que infelizmente são o mais próximo de "Referências" que conseguimos visionar no plantel.
O passeio serviçal em torno de outros interesses que é espelhado por alguns dos que dirigiram o leme do Sporting foi possível, porque nós, sportinguistas, o permitimos. Somos nós que aprovamos e aceitamos empréstimos e endividamentos duvidosos, fomos nós que autorizámos a venda de terrenos a preços abaixo de mercado, somos nós que elegemos aqueles que passeiam por Alvalade, mais parece com o objectivo de cumprir com outros do que servir com brio o Sporting Clube de Portugal.
Fomos nós, sportinguistas, que permitimos que esta gente destroçasse o nosso clube e o reduzisse a uma mentalidade pequenina e esbanjasse a nossa riqueza de cultura e valores. Fomos nós que comprámos a ideia que a partir de determinada altura só podíamos ter jogadores deste calibre e tínhamos de caçar com gatinhos em vez de leões.
Sportinguistas, como nós, têm perdido o interesse nas modalidades que tantas alegrias nos deram no passado, acreditando na ideia que são elas as responsáveis pela asfixia e dificuldades financeiras do futebol e que sem elas o Sporting Futebol Clube seria muito mais forte...
Fomos nós que quase sempre olhámos para baixo ou para o lado como se nada se passasse e acreditando que alguém resolveria o que quer que fosse, da forma que fosse.
Sim, a culpa é nossa e só nossa... E está na altura de assumirmos as nossas responsabilidades, pois face ao que se tem visto, o mais certo é que o Sporting Clube de Portugal precisa da nossa participação e intervenção em vez de o deixarmos ao sabor de algum "vento"...
EM FRENTE SPORTING!
Afinal, cheirou a Carnaval…
Onze cabeçudos...Nós e Eles

Nos bairros pobres da região da Grande Nápoles, a omnipresença dos clãs da camorra é asfixiante. Estende-se transversalmente por toda a sociedade e abrange negócios tão díspares como a falsificação de vestuário de alta-costura ou o negócio da construção imobiliária, o tráfico de droga ou a eliminação de lixo e de resíduos tóxicos. Para assegurar a fluidez do business, os clãs movimentam centenas de milhares de euros em armas, desde pistolas de pequeno calibre às clássicas kalashnikov. Quando são compradas, os membros mais baixos da hierarquia, jovens adolescentes, vão experimentá-las saindo para as ruas nas suas vespas, testando a sua afinação com disparos aleatórios contra montras de lojas e restaurantes. Neste caso específico, a escolha das montras é totalmente aleatória, mas todos os comerciantes encontram vários motivos que justifiquem os danos sofridos por si. Penam por antecipação e porque o passado e o contexto os leva a pensar assim.
Lembrei-me disto por ocasião das movimentações do mercado de Inverno, que fechou há umas horas atrás, no qual foram veiculadas teorias da conspiração acerca das “jogadas de mestre” de Pinto da Costa, por virtude das quais Miguel Veloso não foi para Florença, o Braga perdeu interesse em Postiga e Mourinho roubou o grande Manuel Fernandes ao Sporting. À imagem do que sucede com os comerciantes da Grande Nápoles, imaginamos tudo e mais alguma coisa para justificar a mestria dos outros e a nossa ineficácia no mercado – mas isso, neste período de inverno, não se verificou. Com isto quero dizer que os mesmos olhos que vêem mestria em jogadas aparentemente inexistentes deveriam igualmente ver os falhanços que grassam pela Torre das Antas.
Como reagiríamos nós se um jogador fosse dispensado (Farias), envolvido numa troca que depois abortou não se sabe bem porquê, e agora voltasse cabisbaixo a Alcochete, sabendo que era dispensável? Qual será a sua motivação? Afinal havia petróleo e, ao contrário do que havia sido anunciado com a pompa do costume por Pinto da Costa, o plantel do Porto precisava de reforços. E Rúben Micael não chega, senão não teriam tentado buscar ao Brasil mais um “gladiador”, outro “fabuloso” de 8 ou 10 milhões de euros. Da mesma forma que criticámos a transparência do balneário de Alvalade, devemos olhar para o pugilato que afasta Bruno Alves do jogo de hoje e para o facto de se saber que o capitão do Porto andou a praticar a sua autoridade com um colega. Podemos criticar o nosso capitão por esperarmos mais autoridade, mas eu pessoalmente não gostava que o capitão da minha equipa a ganhasse à custa de cenas de agressão com um colega.
Com isto quero deixar claro que cada um joga com as suas armas e que, no contexto actual, não tenho nada que me diga que o Porto está mais forte do que nós ou que esteve melhor no mercado de Inverno. Nós e eles, cada um com as suas armas, no duelo de logo à noite. Acredito plenamente na vitória, e já conto os minutos para entrar no estádio e passar os 90’ a cantar o cântico do momento: “O Sporting É O Nosso Grande Amor”. Força Sporting!
Afinação de pormenor
Mas o que há de sustentável nessa melhoria? Foi alcançado um patamar sólido na progressão da equipa, permitindo pensar que não há regresso a um passado indesejado e porém tão próximo? Não consigo responder a estas 2 simples questões sem receio de deixar que a objectividade se deixe iludir pelo desejo que as respostas sejam afirmativas. E a dúvida é legitima, uma vez que faltam ainda as vitórias sempre que o grau de dificuldade sobe. Foi assim contra o Hertha, o U. Leiria e frente ao Braga.
Carvalhal conseguiu devolver alguma auto-estima ao jogo da equipa, fazendo com que esta deixasse de ter medo de si e da própria sombra. Mas a ambição natural e obrigatória num clube da grandeza do Sporting não permite grande satisfação com a obtenção de mínimos. Digamos que Carvalhal conseguiu retocar a pintura, tapando as mazelas e pôr o carro novamente a trabalhar. Mas falta afinar um motor que ainda se engasga, e saber fazê-lo ou não é a dúvida que paira agora sobre o treinador. Por um carro a andar é uma coisa, torná-lo numa máquina de competição é outra bem diferente. É a altura da afinação dos pormenores.
Falta ainda alguma consistência ao nosso jogo, falta-lhe velocidade de execução, falta-lhe profundidade e presença perto da baliza. Com o modelo de jogo estabilizado é hora de perceber se este é o que melhor se adequa e se os seus intérpretes são capazes de o interpretar. Veremos. Não ainda hoje, porque um clássico é sempre um jogo onde o passado e o futuro começam e acabam nos 90 ou 120m de jogo.
Mas os pormenores não são apenas questões técnico-tacticas. Poder contar com o empurrão que por vezes - demasiadas - beneficiam os seus congéneres nos rivais também ajuda. Na Madeira foi ao apito que os azuis acordaram de 30m de um sonho feio, e o Guimarães poderia ter feito sentir o sabor da espada, se o árbitro visse o que fez Chavi Garcia. Um penalty e um jogador a menos costumam fazer a diferença.
Do túnel ao fosso!
A imprensa de hoje trás lume mais um episódio da “guerra” entre os nossos rivais, sobre o chamado caso do túnel.Infelizmente o nosso futebol está dominado por este jogo viciado. O que conta são os túneis, a fruta e tudo o resto, menos a bola como ela é. Se vivêssemos num país civilizado, eticamente decente e que gostasse mesmo de bola, as notícias de hoje seriam a antecipação do clássico que se joga amanhã no dragão.
Eu não gostava de ver o Sporting nas primeiras páginas por este género de situações. Fica no entanto difícil ver o Sporting e os restantes Clubes devidamente tratados na imprensa. Sem fruta nem túneis, não há quem destaque e valorize, um determinado código de conduta contrário ao comportamento dos que alimentam este género de folhetins.
Sentir-me-ia envergonhado se ouvisse um dirigente do meu clube a encomendar fruta, sumaríssimos e notícias falsas. Mas provavelmente sou eu que estou errado. Não vejo os restantes adeptos dos ditos clubes, muito preocupados com isso. A sociedade não os condena. Ou melhor, poderá condená-los mas não os pune. De certa forma, continuam a ser valorizadas essas práticas e demais malabarismos. A imprensa premeia a intriga e os casos. Não os denúncia, não os condena, não opina livre e racionalmente sobre a podridão que grassa e rapidamente se alastra às várias instâncias do mundo da bola. Os vencedores estão à vista e continuam a ser levados ao colo, idolatrados, enaltecidos e valorizados. Quando é que isto acaba? Acabarão primeiro aqueles que lutam com armas desiguais, porque, como disse Rodolfo Moura, “no Sporting nem tudo vale para vencer”?
Hoje, temos em manchete, um Jornal a dizer que estava certo e outro a dizer que esse Jornal estava errado. Tudo isto, por causa do túnel, não do pénalti roubado ou do vermelho injusto… já nem se discute bola, para quê? O que conta são os túneis e a fruta… Até a imprensa está em guerra, por causa do túnel. Não tenho conhecimento que qualquer jornalista tenha condenado e reivindicado a perda da carteira profissional sobre um determinado jornalista a quem o Jorge Nuno encomendou uma suposta notícia falsa. Atacam-se pelos túneis, não pelo que mentem, porque todos mentem e é nesta farsa que vive o futebol português. Alvalade não tem túnel, mas tem um fosso. É no fosso que estão aqueles que não jogam nos túneis.
PS: Fui a Braga ver o Sporting. Estava no piso de cima onde se encontravam milhares de Sportinguistas, na sua grande maioria provenientes de todo o norte. Não cai nada bem, ouvir os Sportinguistas que estavam no piso de baixo a cantar o cheira bem, cheira a Lisboa, aqui no norte. Foram várias as manifestações de desagrado que pude testemunhar. Não se trata de regionalismos ou provincianismos bacocos, mas de grandeza e pequenez. É disto que o Jorge Nuno gosta. Será que vão fazer o mesmo em Coimbra, em Olhão ou em Leiria? Por favor, não vão amanhã ao Dragão aplaudir o Ruben Micael.
Estamos mais fortes?
Sua Excelência, a derrota
Espero que a derrota de ontem não traga nenhuma dessas sensações, ontem não oferecemos a derrota como tantas vezes já aconteceu este ano, ontem perdemos porque o adversário, como equipa a conquistou, e foi melhor, mas combatemos essa superioridade actual com humildade e qualidade e não com receio.
O jogo foi decidido por um ressalto casual, mas manteve a incerteza no marcador até final pela qualidade dos dois melhores guarda-redes nacionais. Venceu a equipa a quem ninguém quer dar mérito, hoje vejo a capa um jornal dizer que quem luta pelo segundo lugar anda ao colo, falta referir que o líder anda de carrinho de rolamentos e aguenta-se nas curvas que lhe vão aparecendo.
Nunca me preocupou muito perder para quem exibe competência e excelência, não vou começar agora. Parabéns Sporting de Braga, não por ontem mas por tudo aquilo que fizeram até agora neste campeonato. Caso se mantenham assim vão ser um campeão nobre e sem receio de caírem depois na vergonha da corrupção ou nos subúrbios do futebol nacional como aconteceu a outros emblemas.
Agora vamos à minha casa, com a derrota de ontem o campeonato é uma miragem, nada que não nos tenha já acontecido vezes sem conta, mas com ela compramos o bem mais precioso que existe no universo, tempo!
Temos pela frente a mais longa pré-época e que tenho memória, há que aproveitá-la porque confio que não se repetirá. Utilizar essa vantagem para fazer tudo o que sucessivamente tem sido adiado, fortalecer o clube, purgar estruturas humanas, blindar balneários, crescer para atacar o futuro. Há tempo para tudo, para experiências, para pensar, para decidir, para corrigir.
Pedia ao Presidente do Sporting para fazer essa reflexão, utilizar Fevereiro para tomar decisões, deve olhar para toda a sua estrutura e formar um grupo da sua confiança e capaz de ser superior a qualquer outro nacional. Caso veja que não o consegue fazer deve dizê-lo claramente a todo o Sporting e sair, há também tempo para isso. Para que as minhas palavras não sejam sujeitas a interpretações, digo que confio em José Bettencourt para liderar, não confio nele para ser liderado por poderes sombrios que dizem e aparenta morarem pelos corredores e gabinetes de Alvalade.
Mas a época ainda não terminou, nem está perdida, há muito ainda porque lutar, também títulos mas principalmente pela vitória em cada jogo, sentir nesta pré-época essa ambição, querer vencer sempre, não aceitar a derrota mesmo quando ela é conquistada pelo adversário como ontem, morrer pelo nosso orgulho e obrigar o adversário ao esgotamento se não quiser perder.
Até ao final da época, Sua Excelência a derrota, ofereceu-nos uma oportunidade a de aplicar o nosso lema, todos nós o conhecemos, pensem bem nele não o vou repetir, interiorizem as suas palavras e não duvidem que no final vem a Glória.
Domingos, dias santos e feriados
P.S.: Os pormenores são por vezes decisivos. Num mês sobrecarregado de viagens, não faria sentido ter evitado o regresso a Lisboa, com um jogo para jogar no Porto já na terça-feira?
Parabéns Sporting
Em contas à Vieira mais de 50 milhões de adeptos (em contas da EPUL muitos mais) todos a sofrerem pela nossa vitória, por mim chegam aqueles que lá estiverem na bancada, com destaque para a malta aqui da casa, que serão eternamente fieis no seu apoio e os 11 que vão para campo de verde e branco vestidos.
Toda esta euforia pelo simples facto de a luta pelo segundo lugar estar ao rubro, contam-se espingardas, túneis, há petróleo por todo o lado, mas hoje em adeptos ninguém nos vence.
Como somos diferentes, para vencer, em vez de um túnel levamos um Tonel, mesmo depois de sermos avisados pelo Domingos que aquilo que se joga em campo normalmente não é suficiente para atingir os nossos objectivos, obrigado amigo mas paciência, eu quando vou ao YouTube e faço uma busca com a palavra Sporting só escuto “Até morrer Sporting Allez”, e vejo golos, tu lá sabes o que escutaste nos balneários por onde andaste.
Infelizmente o nosso anterior Director Desportivo teve de ser afastado porque resolveu combater na categoria dos 62 Kg, quando todos sabem que ele pertence à categoria dos 85 Kg mais 300 gr pelo bigode farfalhudo. Faltou-lhe ter sido Príncipe em Itália para saber que num túnel ou num balneário não se dão murros na cara de jogadores mas sim enfiam-se os dedos, isto segundo o relato de um dos jogadores mais aplaudidos em Alvalade nos últimos tempos a nova coqueluche dos sheiks do café com leite o Micael.
Por seu azar o Liedson andou a ver as conferências de imprensa do Scolari, para se actualizar em relação à selecção, e achou que era necessário ser ele, o “Levezinho”, a ter de proteger o minino Patrício, o único calmeirão da equipa que sempre que se espreguiça manda um estalo a cinco colegas e acompanha por cima o aumento da careca do Carvalhal.
Resta-nos continuar jogar com o que temos, bons e jovens jogadores que procuram a sua afirmação no futebol nacional, o meu conselho para eles esta noite é divirtam-se, dêem o máximo que nós cá estaremos para vos apoiar. Aos que só hoje aproveitam para se juntar a nós aproveitem que isto não dura sempre, temos o hábito de ser mais selectivos na companhia, mas se nos quiserem dar uns 65 milhões da EPUL ou 134 da Câmara do Porto pela vitória não se façam rogados.
Aos de sempre, aos que nunca abandonam a equipa, aqueles cuja fé devia estar no Guinness, somos hoje mais importantes que todas as aventuras que ainda podem acontecer até ao fim da época, se o Sporting somos nós, vamos demonstrar isso mesmo e mostrar a Braga quem é o Sporting.
Força Sporting, Vence por nós!
O mês de todas as oportunidades (e perigos)
Tem-se falado muito em reforços. João Pereira e Pongolle chegaram, mas apenas o lateral direito conta, uma vez que o francês só agora está disponível. Continuamos a precisar de melhorar o plantel? Não há plantel planteis perfeitos e o nosso estaria longe de o ser, pelo que a chegada de 2 elementos não resolveria nunca os nossos problemas na totalidade. Mas a melhoria registada servirá pelo menos para provar que, mais do que um problema de qualidade individual, havia um problema de orientação técnica. Tão óbvio que não foi preciso um treinador consagrado para o demonstrar. Esse é o mérito indiscutível de Carvalhal, cujo trabalho, realizado sob condições extremamente difíceis, merece referência.
Mas não é possível falar em reforços sem comentar os tratos de polé que o nome Sporting vem recebendo e que até se vem tornando recorrente de há anos para cá. Em Alvalade “herrar é umano”, parece. Todos nos lembramos das promessas pós-eleitorais de uma “equipa de luxo” e os “artigos de fancaria” que desaguaram em Alvalade. Agora, na abertura do mercado foi o “gastar o que for preciso”, mas esse gastar tem correspondido apenas a rios de tinta nos jornais, emprestando o nosso nome para assinalar, qual farol, as referências de mercado. É isto o que se chamou “scouting de qualidade”? E quem o paga? Quando não se sabe comunicar, inflacionando as expectativas, que sentido faz penalizar depois os adeptos por ficarem deprimidos?
Por fim, mas não menos importante, os empresários. Não adianta protestar, eles estão aí e não os podemos ignorar. São como os sacos plásticos que embalam o arroz, são um mal necessário e se os dispensarmos, os grãos espalham-se pelo chão… E por isso mesmo, não servem para mais nada. É por isso que me custa perceber como podia Jorge Mendes representar o Sporting, representar Manuel Fernandes e negociar com o Totenham ou o Inter. No fim de tudo quem ficou a ganhar? O próprio, o jogador e eventualmente o Inter. Censurá-lo por defender os seus interesses? Censuro sim quem devia defender os nossos e não o faz. Contudo confesso-me aliviado. Duvido que Manuel Fernandes renda tanto quanto custaria mensalmente.
Não termino sem contudo afirmar que eu acredito no valor do nosso actual plantel, assim como acredito na viabilidade do nosso clube como um dos grandes entre os maiores. Às vezes, para que tal aconteça, bastaria fazer o óbvio. Ah, é óbvio que logo estarei em Braga, onde o ANortedeAlvalade terá representação de peso.
O Sporting errado
PS: Já depois de editar este post dei de caras com esta noticia fabulosa.
Quaresma, Páscoa ou Carnaval
29 de Jan SCBraga - Sporting - Liga Sagres
2 Fev. - FC Porto-Sporting - Taça de Portugal
6 Fev - Sporting-Académica - Liga Sagres
9 ou 10 Fev - Sporting- Benfica - Taça da Liga
12 Fev Paços de Ferreira-Sporting - Liga Sagres
16 Fev - Everton-Sporting - Liga Europa
21 Fev - Olhanense-Sporting - Liga Sagres
25 Fev - Sporting-Everton - Liga Europa
28 Fev - FC Porto-Sporting - Liga Sagres
É chegada a hora da prova de aferição deste plantel. Uma época que começou mal, fazendo muitos descrer das capacidades colectivas de um grupo que se mantém estável há vários anos consecutivos e do qual se esperava uma outra afirmação. É também uma boa altura para perceber que politica de reforços se segue nesta abertura de mercado. Com um começo de leão, contratando de uma penada Pongolle e João Pereira, os sinais que chegam são de dúvida e hesitação, com a janela de oportunidade prestes a encerrar.
São por isso sintomáticas algumas afirmações de Carvalhal, dando conta da sua indicação de compra de Ruben Micael, da necessidade de agir tão rápido como nas contratações iniciais, e da insuficiência do plantel. Foram recados para dentro ou para fora?
É já dada como certa a contratação de Manuel Fernandes em alguns locais da blogosfera, geralmente bem informados. Aqui vai estar uma oportunidade para os Sportinguistas perceberem finalmente o valor de Adrien...Quaresma era ontem o homem de quem se falava, por troca com Veloso. Hoje é o próprio Mourinho a dizer que ele é bom jogador (a sério?, bom, se ele o diz…) o que ainda contribui para acicatar as especulações de uma possível troca. Que a mim não me seduz - também não parece seduzir o "cigano" - pelo desequilíbrio que provocaria, a não ser que o mesmo fosse prevenido com nova ida ao mercado. Mas a possibilidade de empréstimo de um jogador da sua importância muito pouco aliciante. Perder Veloso por uma pipa de massa ainda vá lá…
Com o calendário que temos pela frente, o mês do Carnaval é uma janela de oportunidade para terminar a Quaresma que tem sido a época ou antecipar uma Páscoa quase inevitável. Com o estardalhaço da guerra entre azuis e vermelhos cada vez mais evidente em tudo o que é noticia, seria inteligente ou pelo menos sagaz perceber o que poderíamos nós ganhar com ela.
P.S.- Veremos se a FPF tem força para fazer prevalecer a data de 2 de Fevereiro para a realização do jogo da Taça de Portugal...
Norte Leonino
Participaram na Tertúlia cerca de 30 pessoas, de várias proveniências: Porto, Matosinhos, Vila Nova de Gaia, Ermesinde, Aveiro, Parambos, Vila do Conde e Lisboa. Como oradores convidados para esta primeira edição optámos por convidar sportinguistas com ideias próprias e esclarecidas acerca do nosso Clube, que conhecemos através da blogosfera e de contactos pessoais. Estiveram presentes Gabriel Almeida (sócio do Solar do Norte e co-editor do blogue Sangue Leonino), Nuno Mourão (do site Sporting Apoio) e José Duarte Pereira (do blogue A Norte de Alvalade). Os temas abordados por cada um, respectivamente, relacionavam-se com os desafios do futuro do Sporting, a implantação da “marca Sporting” na internet e a tentativa de junção das três claques no mesmo sector do estádio e, por fim, o papel da confiança na relação entre sócios e dirigentes. Estiveram presentes vários membros da claque Directivo Ultras XXI, representantes da direcção do Núcleo Sportinguista de Aveiro, do Núcleo de São Tomé e Princípe e ainda da filial Sporting Clube de Parambos.
Durante a Tertúlia não foram abordados com profundidade temas da actualidade futebolística – essa foi, aliás, uma indicação expressa deixada pela organização, uma vez que os objectivos traçados passavam por identificar temas mais estruturais da realidade leonina, numa perspectiva temporal alargada e não dependentes do dia-a-dia do futebol. Após as excelentes intervenções iniciais de cada um dos oradores, o debate alargou-se a todos os presentes e a discussão foi plural e extremamente estimulante. As suas conclusões podem ser vistas clicando neste link do site solardonorte.org, e estão organizadas nos sub-temas Claques, Futebol e Academias, Núcleos e Perigos, Desafios e Oportunidades. Como não poderia deixar de ser, a Tertúlia encerrou com uma prolongada salva de palmas e gritos de "Viva o Sporting!". A mensagem final que ficou foi a importância da união entre todos os sportinguistas e a necessidade de participar activamente na vivência do Clube, seja nos Núcleos seja apoiando o futebol e as modalidades. Numa semana em que o Sporting decide muito do resto da sua época entre Porto e Braga, está na hora de o Norte Leonino mostrar a sua raça e fazer a sua parte.
Derby na Taça da Liga

Força Mágico Sporting.
Assim jaz (mais) um director desportivo
A verdade de Sá Pinto
Taça de Portugal - um jogo de memória
De canto para as meias
Os Assobios da Desarmonia

Mas, mais do que analisar o actual (e inevitável?) clima bipolar leonino, a que me vou habituando, era bom reflectir sobre as causas que levaram à sua ocorrência e as consequências que este episódio poderá desencadear.
Para já fico-me pelas causas que originaram esta cena de pugilato... E não há inocentes.
Comecemos pela escolha arriscada de JEB para Director Desportivo que, como muitos temiam, se revelou mais um erro brutal de casting (o adjectivo aqui aplica-se mesmo no seu sentido literal). Na verdade a carreira de dirigente de Sá Pinto acabou ainda mais cedo e de forma mais calamitosa face ao que os pessimistas com a opção – não será antes realistas? – previam.
Seguimos para o comportamento dos adeptos. Daqueles adeptos que não perdoam nada e ao mínimo erro de um jogador que - sabe Deus (ou o diabo) qual a justificação -, não lhes cai no goto, desatam a assobiar e a vaiar como se não houvesse amanhã. Muitos destes adeptos serão, provavelmente, aqueles que depois de passarem um jogo a manifestar-se contra os seus jogadores-fetiche, não só lhes exigem que retribuam com palmas e agradecimentos no centro do relvado após o apito final do desafio, como se indignam perante essa negação… E é neste aspecto que eu gostava de me alongar um pouco mais, até porque é aqui que nós, simples adeptos e sócios comuns podemos mudar alguma coisa. Durante um jogo de futebol o Sporting é representado por aqueles 11 homens dentro de relvado, ao assobiá-los, enquanto decorre o jogo, estamos a prejudicar-nos a nós próprios. Caso o espectáculo, o empenho e até, mesmo cumpridos estes dois requisitos, o resultado final não sejam do nosso agrado, aí sim, podemos manifestarmo-nos negativamente. Agora durante os noventa minutos em que é que ajudam os assobios e apupos? Por mais que reflicta não consigo entender esta mania que, teimosamente, se instalou no nosso estádio… É que ficou agora cabalmente provado que tal atitude não só não ajuda como pode prejudicar imensamente a estabilidade do nosso clube.
Quanto a Sá Pinto e Liedson, já muito foi dito. Ambos erraram, mas depois de relatados todos os factos, devo dizer que o Sá Pinto esteve muito pior. E não só porque pôs termo (?) a uma situação de conflito recorrendo a uma (não) solução: partir para a violência, ainda mais quando a exerce de uma forma completamente injustificada e desproporcionada. Nem porque, enquanto no exercício de um cargo superior e, em face disso, com maior poder e responsabilidade, deveria manter a calma e resolver o conflito de forma inteligente e serena. Condeno-o ainda porque, essencialmente, ele era pago para defender o grupo de trabalho que liderava de tudo e de todos aqueles que o afectassem o seu desempenho. E isto inclui defender os seus jogadores de alguns assobiadores profissionais. Essa, (manter o bom ambiente interno) era a sua tarefa prioritária, e que falhou redondamente. Liedson também agiu erradamente, porque devia ter acatado as ordens de Sá Pinto. Julgo que os subordinados podem e devem dar a sua opinião, até discordar frontalmente duma ordem, mas devem segui-la, mesmo não concordando. O SCP paga (e bem) a Liedson não só para jogar (e bem) e marcar (muitos) golos, como indiscutivelmente tem feito, mas também para obedecer aos seus superiores hierárquicos. O levezinho esqueceu-se ainda, que se há muita gente a assobiar, há muitos mais a aplaudir e a incentivar, nomeadamente a ele próprio e deveria demonstrar SEMPRE a sua gratidão perante os sócio e adeptos do SCP que tanto o têm acarinhado. Ora aqui estava um bom argumento, com lógica e suficientemente inteligente, para o Sá Pinto usar e fazer ver a sua razão face à nega do 31 em agradecer.
Finalmente um apelo. Vamos apoiar convictamente o nosso 31, e já hoje na Trofa! Por uma razão: porque ele merece o nosso apoio em virtude de tudo o que tem realizado dentro de campo. É no relvado que o SCP alcança a glória e poucos como ele tem demonstrado tanto esforço, dedicação e eficácia em a atingir. A devoção, essa fica para nós manifestarmos. Ponham a mão na consciência, e notem se nunca agiram de forma injusta perante um amigo ou familiar. Se assim não tiver sido com algum dos nossos leitores, aconselho a pedirem a canonização ao papa. Ao do Vaticano, não ao atrasado moral…
Fogo que arde sem se ver
É o que sentiremos hoje quando prossegue hoje na comunicação social, em tom de festim canibalesco, a devassa sobre o triste episódio ocorrido dentro das nossas portas. O Sporting parece estar transformado num reality-show ao melhor estilo TVI. Uma dura prova para os Sportinguistas, surpreendidos e chocados com um o súbito regresso à nossa estranha (a)normalidade.
Já quase todos tomaram partido. Eu continuo do mesmo lado: do lado do Sporting. Aos que optaram por Liedson lembro-lhes que ninguém está acima do clube, e da hierarquia estabelecida, por melhor que seja o seu histórico de serviços prestados. Aos que preferem Sá Pinto façam-lhe a justiça ao carisma e abnegação que lhe reconhecem, colocando os interesses do clube acima dos de um grupo ou pessoas.
Chega a ser quase trágico que este episódio tenha retirado o impacto da publicação das escutas telefónicas no You Tube. E se há quem diga que são todos iguais, querendo misturar tudo no mesmo saco, parece-me que aqui não temos telhados de vidro, apesar da transparência das nossas paredes. Espero que em Alvalade, mais concretamente no E.V.A., se perceba finalmente o calibre – falte dele, claro – dos nossos adversários e não se cometa a ingenuidade de pensar que o polvo de mais 2 décadas se extinguiu. Apenas evoluiu adaptando-se, ao melhor estilo da filosofia darwiniana. Não se vê, mas está lá.
PS: ontem tive a honra de participar na I Tertúlia Leonina organizada pelo Solar do Norte. O evento será aqui tratado de forma conveniente pelo Bruno Martins, membro recentemente eleito da direcção deste bastião leonino no Norte. Não posso porém deixar de fazer 2 notas: i) o elevado nível do evento, com participação da generalidade dos presentes, ii) o profundo fervor clubista registado. Pena foi que hoje, ao ver a reportagem no JN, eu veja citado o meu nome, dando ênfase a questões laterais à minha intervenção, culminando com o desvirtuar do espírito e do conteúdo das minhas declarações, bem como do evento em si. Ao titulá-lo com um patético “Salema Garção sob fogo” o JN fala de um fogo que nunca ardeu nem tão pouco se viu. As fogueirinhas do costume, o gosto pelo sangue…
Importa o nome do cargo?

Poderá existir nesta altura uma crise de liderança no Sporting, resultado sobretudo de uma armadilha de conceitos despoletado pelos cargos atribuídos às diversas pessoas. Desde o Director Desportivo de Pedro Barbosa, ao Director de Futebol de Ricardo Sá Pinto até ao "Team Manager" de Miguel Salema Garção, o certo é que todo este rol de funções lançam a confusão na mente dos sportinguistas, que sem saber ao certo o papel de cada uma das pessoas, acabam por apontar o dedo a quem quer que seja em busca da responsabilização de algo que corre mal.
Nunca vi em Pedro Barbosa ou Ricardo Sá Pinto, a responsabilidade máxima do departamento de futebol do Sporting Clube de Portugal. Tanto quanto sei, essa sempre foi e sempre será da presidência da SAD - entidade que gere o futebol. No banco, mais do que alguém que conheça mercados ou com conhecimentos de gestão, necessitamos de alguém com mística, amor à camisola e respeito pelo Sporting Clube de Portugal. A verdadeira ponte entre o balneário e clube.
Barbosa e Sá Pinto foram directores, mas o "enorme" Manolo Vidal era o secretário-técnico e o que é certo, é que com ele junto dos jogadores, a paixão e garra leonina estavam sempre presentes e há bem pouco tempo, a sua importância na conquista dos dois últimos títulos foi reconhecida pelos dirigentes do Sporting.
Com isto, deixo a pergunta: Importa o nome do cargo ou a função desempenhada?
EM FRENTE SPORTING!
Os fantasmas de sempre
Após o 2º golo registaram-se alguns apupos por parte dos adeptos. A coisa piorou quando alguém gritou o nome de Stojkovic. Foi aí que Liedson se empertigou, mandando calar os adeptos. Sá Pinto ter-lhe-à chamado à razão lembrando que “são eles que nos pagam os ordenados”. Liedson não gostou, a discussão manteve-se até aos balneários, onde, após alguns empurrões, Sá Pinto terá sido o autor da primeira agressão. A ser verdade, não se confirma a versão inicialmente posta a correr, que tudo teria começado com uma crítica pública de Sá Pinto à actuação de Patrício. E fica por explicar como é que tudo isto sucedeu sem intervenção de terceiros.
Parece-me inevitável a assumpção que Sá Pinto não era a pessoa certa no lugar certo. Bem como também que o balneário do Sporting está longe de ser um local recomendável para dar as costas, e que o ar que por lá se respira necessita com urgência de renovação. Falta ainda apurar que feridas foram abertas e que tempo durará a cicatrizar, sabendo-se a ligação que Sá Pinto tem com os adeptos, e que acaba por ser o respeito por eles a condená-lo. Mas, como sempre no Sporting, sabe-se de tudo sem nada se saber ao certo. Lembro-me de quando Argel quase chegou a vias de facto na torre das antas, destruindo à passagem 2 computadores. Só veio a público passado uns anos e porque o próprio o confessou em entrevista.
Não é por acaso que o nome de Stojkovic aparece de novo, nestas circunstâncias. Não soubemos matar conveniente as questões e assim elas vão e voltam, quando menos se espera, como se de fantasmas se tratasse. Diz-me um amigo meu que isto não aconteceu por acaso, e que Sá Pinto, pelas suas características pessoais, era o alvo mais fácil de uma franja que nunca viu com bons olhos as mudanças recentes. Para ele a seguir vai Carvalhal, lembrando-me do “desabafo” de Liedson, sobre as suas dificuldades em jogar sozinho na frente.
Estranha forma de vida!
Longe de mim imaginar, que o destaque a verde e branco em manchete se devia a cenas inacreditáveis de pugilato, após o sofrível resultado ante o Mafra.
É esta a sina do Sporting. Quando tudo parece começar a correr bem, eis que os próprios Sportinguistas, adeptos, dirigentes ou atletas, decidem deitar tudo a perder. Não quero, ainda sem conhecer a verdadeira dimensão do vergonhoso episódio individualizar ou apontar o dedo a quem quer que seja, mas não posso deixar de manifestar o meu mais profundo repúdio para com o sucedido.
Estranha forma de vida, a dos Sportinguistas. Como o meu companheiro JVL já havia apontado, são no mínimo caricatos os aplausos que alguns adeptos decidiram dedicar ao Madeirense Ruben Mícael no fim do encontro com o Nacional. Será que são os mesmos que ontem decidiram apupar Rui Patrício, ainda que tenha errado infantilmente?
Que comportamento vão ter esses adeptos quando o Madeirense voltar a visitar Alvalade vestido de azul e branco?
É preciso perceber a essência dos aplausos e dos apupos. A vida balanceia nessa dicotomia.
Tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto é o Sporting.
Inacreditável, ou talvez não....
In Record:
Diversos jogadores tentaram separar os dois contendores, mas o ambiente só serenou quando o luso-brasileiro foi retirado do balneário, argumentando que, a partir de ontem, dificilmente conseguirão conviver no mesmo espaço. "É ele ou eu!", foi a ideia deixada pelo goleador.
Carvalhal assistiu à cena incrédulo e impotente. Um problema para o técnico, que poderá ver-se privado do concurso de Liedson. O dianteiro de 32 anos está sob a alçada disciplinar do clube e poderá ser alvo de um pesado castigo. A discussão começou ainda no banco de suplentes, com o diretor-desportivo a criticar o erro do guarda-redes e Liedson a sair em sua defesa. A troca de argumentos alastrou ao balneário e foi subindo de tom até ao contacto físico.
Naturalmente, fico Zhang...ado

Sporting entra em campo com cinco alterações em relação ao onze titular contra o Nacional da Madeira e apenas Matias Fernandez conseguiu "convencer-me". Pareceu-me que o chileno foi o principal dinamizador do ataque sportinguista e esteve na origem do penalty - que o próprio converteu - e apontou o canto que originou o segundo golo do Sporting, apontado por Carriço.
Mas antes do Sporting ter tomado conta da partida - pelo menos até aos minutos finais - o primeiro golo do Mafra resulta de alguma displicência por parte do Sporting que deixou o adversário entrar com alguma facilidade e rematar para o golo do empate.
No final da primeira parte, 3-1 com os golos leoninos a resultarem de lances de bola parada.
A começar o segundo tempo, a uma chouriçada de Vukcevic, Djaló corresponde bem ao acreditar que podia ficar com a bola e faz funcionar novamente o marcador. A partir daqui, acreditei que o Sporting podia partir com facilidade para um resultado bastante confortável. Mas foi o que aconteceu?
A rotação efectuada e os minutos dados a jogadores menos utilizados fizeram sentido em minha opinião já que por exemplo, João Pereira não pode jogar na Liga Europa (será Abel uma verdadeira alternativa?) e com a saída de André Marques para a Grécia, Grimi é o único lateral esquerdo no plantel.
Assumo-me completamente frustrado com a nossa segunda parte. Razões para tal? Se já no primeiro tempo tinha visto pouca atitude competitiva em muitos jogadores, na segunda parte essa pareceu intensificar-se e acrescentando o individualismo de Vukcevic, fiquei quase fora do sério. Nem mesmo o voluntarismo de Postiga me consegui "animar" (n.d.r. Pode não ser avançado para o Sporting, mas também pobre coitado está mesmo com azar).
Aquilo a que assistimos nos últimos minutos é completamente inadmissível. Depois do "azar" de Rui Patrício, reparem na facilidade com que o jogador do Mafra consegue cruzar a bola e o Abel ainda vira as costas ao opositor...
Mais uma vitória, novamente pela margem mínima mas que desta vez me deixa naturalmente zangado...
Sporting - CD Mafra (20 Janeiro)
MAFRA - Juan Castro; Éder, José Inácio, João Afonso e Joãozinho; Marco Paulo; Catchana e Zhang, Ricardo Correia; Kifuta e Dabao.
Há ou não dinheiro? E para quê?
Clube do povo, Clube de Portugal
O Sporting nasceu um dia
Sob o signo do leão
Nós aprendemos a amá-lo
E a trazê-lo no coração
Rapaziada oiçam bem o que eu lhes digo
E gritem todos comigo
Viva ao Sporting!
Rapaziada quer se possa
Ou se não possa
A vitória será nossa
Viva ao Sporting!
Rapaziada oiçam bem o que eu lhes digo
E gritem todos comigo
Viva ao Sporting!
Rapaziada quer se possa
Ou se não possa
A vitória será nossa
Viva ao Sporting!
Bandeira verde o Leão
E uma esperança sem fim
Muita fé no coração
O sportinguista é assim
Rapaziada oiçam bem o que eu lhes digo
E gritem todos comigo
Viva ao Sporting!
Rapaziada quer se possa
Ou se não possa
A vitória será nossa
Viva ao Sporting!
Rapaziada oiçam bem o que eu lhes digo
E gritem todos comigo
Viva ao Sporting!
Rapaziada quer se possa
Ou se não possa
A vitória será nossa
Viva ao Sporting!
Ai vamos lá cantar a marcha
Que é a de todos nós
Cantam todos os do Sporting
Desde os netos até aos avós
Rapaziada oiçam bem o que eu lhes digo
E gritem todos comigo
Viva ao Sporting!
Rapaziada quer se possa
Ou se não possa
A vitória será nossa
Viva ao Sporting!
Rapaziada oiçam bem o que eu lhes digo
E gritem todos comigo
Viva ao Sporting!
Rapaziada quer se possa
Ou se não possa
A vitória é sempre nossa
Viva ao Sporting!
EU? SOU APÁTRIDA!
M & M´s
E vão 5
Acordei hoje de manhã confiante para o jogo e assim foi. Uma boa vitória, contra uma das melhores equipas do nosso campeonato e com uma exibição bastante agradável pese o adormecimento no fim.
Se há resultados enganadores, o de hoje é um deles. O SCP ganhou pela margem mínima ao Nacional mas dispôs de várias ocasiões para marcar e ampliar o resultado, ao passo que os madeirenses, conseguiram marcar o 2º golo ao 3º ataque.
Foi surpreendente ver o Nacional com uma atitude à Leixões, ou seja, com 11 defesas atrás da linha da bola. E não foi apenas porque o SCP o obrigou, foi mesmo estratégia deles.
Como já referi, foi um bom jogo, com uma equipa mais solta, mais alegre e mais confiante, neste aspecto também o público, e com um ambiente no estádio que dificilmente teríamos à 2,3 meses. Virámos o resultado, ampliando-o em seguida e depois adormecemos. O que eu dispensava, porque até me estava a saber bem estar a ver um jogo sem sobressaltos de maior.
Grande jogo do Marat e do Miguel Veloso - golaço! - bem acompanhados pelo Adrien e pelo novo lateral direito. E depois, o regresso do Levezinho coroado com 2 golos. Um amigo meu dizia-me que deveria ser frustrante para o Postiga e é verdade. Não que tenha jogado mal, que não acho que o tenha feito, mas uns conseguem marcar de qualquer maneira e feitio e outros não.
E o tiro do Izmailov? Se entrava...era de levantar o estádio!
Hoje chegámos a ter direito a ~15 minutos de Matías e é nitidamente outro perfume. À semelhança do jogo com o Leiria, mal entrou, criou uma jogada de golo que infelizmente não foi concretizada. O toque de bola não engana e é pena que não tenha entrado mais cedo.
Nota para o Saleiro: apesar de preferir que tivesse sido ele a dar o lugar ao Liedson, foi bastante importante e útil nos minutos finais, congelando a posse de bola. São estes pormenores que por vezes ajudam a decidir um jogo.
5 vitórias seguidas, nítidas melhorias ao nível de jogo e relação entre equipa e adeptos. O campeonato é uma miragem mas pelo menos, vemos futebol.
FORÇA SCP!!!
PS: Não gosto dele mas termos um lateral direito é uma diferença tremenda.
PPS: Incompreensíveis os aplausos a Ruben Micael. É nosso jogador? Já jogou no SCP? É um dos melhores jogadores do Mundo e/ou fez uma exibição tremenda? A resposta a todas estas perguntas é a mesma: não. E sendo assim, porquê??
Levantamos voo? (Resumo da semana)
Não há um "caso Matias Fernandez"

O homem de quem se fala
I Tertúlia Leonina do Solar do Norte
E sai mais uma para o Sporting
"E aí vai o B*** a pressionar o Vitória"
"Julio Cesar (ndr: após 5 defesas) a provar que é dos melhores guarda-redes em Portugal"
"Em Leiria, golo do Sporting. João Pereira estreia-se a marcar pelos Leões"
"E carrega o B*** à procura do empate depois do golo de Douglas"
"Grande golo! Miguel Veloso a dar uso novamente ao seu excelente pontapé"
"Eder Luís tem mostrado pormenores muito interessantes"
"GOLOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO DO B***"
Portanto, foi mais ou menos isto que consegui reter dos nossos primeiros 45 minutos. Ao momento em que eu escrevo estas palavras, ainda nem sequer tive oportunidade de assistir aos golos do Sporting.
Chegado a casa e assim que acendi a televisão, o primeiro pensamento que me ocorreu foi "Onde anda o Schemeichel?" numa alusão ao reality-show onde o Grand Danois era sujeito a diversos trabalhos forçados em lameiros, quintas e hortas. O terreno esteve mau para ambas as equipas, mas julgo que o estilo de jogo mais tecnicista do Sporting saiu prejudicado.
Durante os primeiros minutos que assisti, Izmailov pareceu-me o jogador mais esclarecido nos leões e deu razão a todos os que tanto exigiram a sua permanência no clube. Sem ser exuberante - e talvez a recordar-se dos relvados a que está habituado na Rússia - o nº7 do Sporting pareceu o jogador mais à vontade na partida. Por outro lado, Moutinho continuou discreto.
Nesta altura, os leões pareciam ter o jogo controlado. Tonel e Carriço inicialmente deram mostras que são nesta altura a melhor dupla de centrais no Sporting apesar das inúmera dificuldades causadas pelo jogo directo do Leiria, apostado em aproveitar a presença de dois homens possantes na área. Mais uma vez, fico com a sensação que o Sporting deve avaliar oportunidades para suprimir estas lacunas.
Nos últimos minutos, uma mão cheia de oportunidades para o Sporting fazer o seu terceiro golo na partida mas acabou por ser perdulário na finalização, com destaque para boa intervenção do guardião leiriense a remate de Djaló, uma boa jogada de Vukcevic na linha e o excesso de confiança de Saleiro após trabalho de Matias na linha.
Vitória justa do Sporting, que neste ano de 2010 só conhece o sabor da vitória, todas pela margem mínima.
A finalizar, três pontos:
- Mais uma vez, Matias entra em campo para queimar tempo. Haverá mesmo necessidade?
- Não temos grandes queixas da arbitragem mas aquele amarelo ao Tonel deixa-me a contar o número de guarda-redes que já teriam sido expulsos em Alvalade por queimar muito mais tempo.
- André Santos é como o algodão: Não engana. O jovem emprestado pelo Sporting ao Leiria é um dos totalistas da Liga e no jogo de hoje foi uma das figuras em destaque na sua equipa, ora como médio-defensivo ora como interior.
EM FRENTE SPORTING!
Dar porcos e receber chouriços
Carvalhal, sim ou sopas?
Não é preciso dizer o quanto isto significa de corte com o passado recente. Nem, aliás, o quanto isso me enche de esperança, a mim e a outros como eu (e que são muitos mais do que se pensa, apesar de os adoradores de Soares Franco, Paulo Bento e demais miserabilistas tristonhos continuarem a encher os fóruns radiofónicos e os comentários dos jornais online de frases como: "Isto ainda vai correr muito mal…"). Pois é fundamental reconhecê-lo: este discurso, bem como a atitude que o tem coisificado, começou com a chegada de Sá Pinto e Carvalhal a Alvalade. Ora, Sá Pinto não tem, tanto quanto se saiba, um deadline: independentemente dos resultados próximos, há-de ser director desportivo (sim, eu sei que não é "director desportivo" mesmo, mas também nunca ninguém explicou como se diz ao certo) ainda durante algum tempo, podendo mesmo trocar de treinador uma ou outra vez. Já Carvalhal não: tem contrato até Junho apenas – e pode muito bem estar a lançar as bases para outro brilhar.
Não merece. Pelo contrário: merece assinar contrato por pelo menos mais um ano, dispondo da oportunidade de montar uma equipa à sua imagem – e de geri-la depois durante tempo suficiente para que possamos formar uma opinião sobre o seu trabalho e as perspectivas que ele nos abriu. E então, sim, devemos ser implacáveis (implacáveis como nunca fomos com Paulo Bento): se for bom e proporcionar expectativas quanto a um futuro de sucesso, deixá-lo ficar; se for apenas mais ou menos e perder a capacidade de encher-nos de esperança, deixá-lo sair. O Sporting é e tem de continuar a ser um clube grande. Na pior das hipóteses, pode ficar três anos sem ganhar o campeonato (incluindo duas vitórias para o FC Porto e uma para o Benfica), não mais do que isso. E aquilo para que até hoje estávamos a preparar-nos, com Paulo Bento, com o discurso vigente e com a atitude conformista que se institucionalizara, era para passar outros 17 ou 18 anos no deserto, a ganhar uma Taça de Portugal de vez em quando – e, de resto, todos contentinhos porque íamos à Liga dos Campeões fazer figuras tristes."
Joel Neto
O preço certo
Izmailov, Pongolle e Matias todos eles têm um preço certo. Veremos quanto vamos pagar por eles.























