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quarta-feira, 5 de março de 2014

A lição do Professor Jesualdo

Foi com enorme prazer que ontem tive oportunidade de assistir à participação de Jesualdo Ferreira naquele que é talvez o único programa de televisão sobre futebol e em que realmente se fala de futebol. Sem desculpas nem subterfúgios Jesualdo abordou a sua passagem por Braga, demonstrando solidez nos conhecimentos e convicções. Os resultados foram os que todos sabemos mas confesso que, depois de o ouvir, mais me interroguei sobre o que terá levado o presidente do clube arsenalista a trocá-lo por Paixão. Os resultados podem até a vir a ser melhores, o que duvido. Do que não duvido é que, para um plantel em construção e com um lote de bons jogadores como é o do Braga, o clube precisaria mais de um treinador como ele do que o que agora tem no seu lugar. 

Algo que também tem escapado à minha compreensão é a forma pouco grata com que vejo aqui e ali alguns sportinguistas referirem-se ao treinador.  Há quem provavelmente entenda que  o Sporting ficou a dever a Jesualdo aquela que foi a sua pior classificação de sempre. Tal parece-me profundamente injusto quando me parece que, face ao que era a trajectória da equipa até ao momento em que ele assume o comando técnico, o espectro da linha de água era muito mais real que o lugar alcançado no final, conseguindo até que a possibilidade de atingir a Europa chegasse a ser real. Como ele ontem lembrou essa possibilidade foi, por força de erros próprios e de arbitragens em momentos cruciais, tornada impossível. 

A impressão que o seu trabalho me deixou foi extremamente positiva e ainda por cima conseguida em condições extremas. Num clube em chamas e a viver um dos períodos mais conturbados da sua história, a análise do seu trabalho não se deve extinguir na constatação do mal-fadado sétimo lugar. No pouco tempo que dispôs foi também responsável pela projecção de vários jovens jogadores com talento, tendo por isso quota-parte na valorização de Bruma e Illori que, por razões conhecidas de todos, optaram por continuar as suas carreiras noutras paragens.

Jesualdo aproveitou a ocasião para explicar a sua saída do Sporting em duas razões principais: estar de alguma forma marcado pelo facto de ser uma escolha do presidente anterior e, face à classificação final, ficar com uma margem de manobra muito limitada face a qualquer percalço. Uma análise lúcida de que poderia prescindir, retirando daí lucros pessoais. Análise também reveladora de que, no curto espaço da sua passagem, Jesualdo percebeu bem as idiossincrasias leoninas.

Quando instado a pronunciar-se sobre a época que a equipa principal tem estado a realizar Jesualdo foi claro: a trajectória não o surpreendeu, o mérito é da administração e de Jardim, por saberem "encerrar-se do exterior" com o plantel. Terminou reafirmando o  que já havia dito anteriormente: foi uma honra trabalhar no Sporting!

As razões da minha gratidão para com Jesualdo estavam já mais que justificadas. A forma elevada como se continua a referir ao meu clube, apesar das parcas condições de trabalho que encontrou ao seu dispor, ainda mais a reforçam. O Sporting teve nele um profissional de mão cheia e os resultados do seu trabalho deram disso testemunho.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Saída de Jesualdo: fazer do risco um lema, uma forma de estar na vida


Tinha prometido que comentaria a saída de Jesualdo quando ela se tornasse definitiva e é isso que este post versará. A afirmação em si e o facto de praticamente já se ter dito tudo sobre a matéria muito antes das comunicações oficiais também é esclarecedor do quanto se tinha tornado óbvio o desfecho ontem conhecido.

Erro de avaliação técnica?
A primeira resposta que ocorre é que só será um erro se quem o substituir for pior. Não concordo inteiramente. O custo da mudança – perde-se o trabalho de seis meses, perde-se a ligação estreita com os jogadores, entre muitas coisas boas – obriga a que a troca tenha que ser feita por alguém que supere o que já existia com Jesualdo. Ainda assim só mais adiante se poderá responder a esta questão.

Mas se não é um erro é um risco. Da perspectiva de descida – se se mantivessem as médias de pontos até à chegada de Jesualdo podia ter acontecido - passamos a pensar na possibilidade de chegar às competições europeias. Percebeu-se quanto a equipa cresceu, apesar do contexto extremamente desfavorável. Percebeu-se que mesmo não ganhando nada foi possível por a comunicação social, os adeptos em geral, a olhar com gosto - e até  suscitar o apetite do mercado - por um conjunto de jogadores já completamente desacreditados. Revelaram-se novos valores. Confirmaram-se as esperanças noutros. 

Ninguém sabe o que vem a seguir. Pode até vir um técnico melhor em teoria, mas que não o confirme na prática. Nem todos os bons treinadores servem para todos os clubes e em todos os momentos. Hoje alguém duvida das capacidades de Jupp Heynckes? Alguém se lembra do que fez no SLB?

Erro estratégico?
Questões técnicas à parte parece-me um erro estratégico. É hoje claro que Jesualdo não continuou por falta de vontade do Sporting em acomodá-lo na sua estrutura. Do lado de Jesualdo, se dúvidas houvesse, ficaram ontem bem claras, como ao longo do último mês, que gostaria de continuar a desenvolver o trabalho que iniciou. Ao não o reconduzir, o Sporting, o seu presidente em particular, prescinde do melhor que recebeu da direcção anterior. Manter Jesualdo permitia uma primeira época de avaliação e também de sossego. Ao dispensá-lo o presidente expõe-se caso não encontre uma solução melhor. Este assunto criou incómodo, ruído e instabilidade. Tudo menos o que precisamos.

Das duas uma. Ou Bruno de Carvalho nunca contou com Jesualdo ou, como um arquitecto inexperiente, projectou uma casa bonita no papel, mas onde não há espaço para o fogão na cozinha ou o sofá na sala. A mim sempre me fui convencendo da primeira hipótese. O presidente nunca foi muito convicto antes das eleições, pareceu-me mais estratégia do que vontade. Após o acto eleitoral foi deixando correr o assunto (2 reuniões, a última no inicio do mês) e o marfim cada vez mais afiado na comunicação social. Aqui, na comunicação, convenhamos que não havia muita margem de manobra, atendendo ao que era o contexto em que se debatia a equipa.

Legitimidade
A legitimidade da decisão é incontestável. Conquistou-a esta direcção ao receber a maioria dos votos e dos votantes – questão importante no nosso caso especifico – mas, atenção, ela não é abstracta. Ao ser eleito todo e qualquer presidente fica comprometido tacitamente a zelar pelos interesses do clube. A sua legitimidade é nesse sentido, pode tomar toda e qualquer decisão, desde que ela favoreça o clube e respeite os estatutos. É um argumento que não faz qualquer sentido invocar. 

Mas há muito quem o faça. Quem o faz deveria antes preocupar-se em avaliar se as promessas eleitorais estão a ser cumpridas – os 20 milhões, os investidores, o contar com o Jesualdo, etc, etc – porque o seu não cumprimento, ou tê-las feito por conveniência, ou sabendo da impossibilidade de as realizar, já justificaria a abordagem da questão. No entanto não serei eu a vestir o fraque de cobrador de dívidas difíceis. Nunca acreditei na exequibilidade de algumas delas – os 20 milhões – nunca desejei outras – os investidores, Freitas Lobo, por exemplo. Tem a palavra quem tomou uma decisão na hora de votar esperando a sua concretização.

Última coca-cola do deserto
É interessante como se difunde uma doutrina. Argumento tantas vezes invocado em muito lado. Jesualdo não é a última coca-cola do deserto. Ora o Sporting está num deserto futebolístico. Cada vez mais longe dos rivais e mais acossado pelos que outrora o seguiam de muito longe. Mandaria o bom senso que não atirasse a coca-cola que tem na mão, para ir à procura de outra sem ter pelo menos chegado a um qualquer oásis. O problema é que a travessia do deserto ainda está para durar, como se anuncia pelas medidas draconianas que estão ainda por conhecer, mas que sabemos inevitáveis.

As hipóteses de que se fala
Leonardo Jardim à cabeça. Do ponto de vista técnico parece a melhor opção. Atendendo ao que foram os finais atribulados dos seus 3 últimos projectos torna-lo-iam pouco recomendável para um clube não menos atribulado. Como é Sportinguista de coração esse inconveniente dilui-se um pouco. Outros como os ainda treinadores do Paços de Ferreira ou Estoril são ainda uma boa incógnita. Já devíamos ter aprendido alguma coisa com o sucedido com experiências anteriores, embora me pareçam melhor preparados que alguns que por cá passaram. Mas até mesmo treinar o Braga, o Guimarães continua ser muito diferente de o fazer no Sporting. E os adversários não jogam contra nós como jogam contra eles.

Conclusão
Treinadores há muitos. Não é um drama perder um treinador e ninguém se lembrará de Jesualdo se o seu substituto trouxer resultados. É com eles que normalmente se afere o trabalho de um treinador. Mas atenção! O parâmetro não é a época que agora acaba, a pior época de sempre terá que ser olhado como excepção e um exemplo a não seguir.

Mas é pelo menos inquietante ver o Sporting preferir o eterno recomeço em troca de um pouco de estabilidade. Jesualdo parecia-me o homem certo no lugar e momentos certos. Ninguém esperava o regresso ao titulo nacional ao virar da esquina. Existe o virar de agulha necessário nas mentalidades para se apostar na criação de valor, não apenas na formação de jogadores, mas na procura externa de talentos para crescerem connosco. O seu conhecimento e experiência poderiam ser uma ajuda importante na reorganização do departamento de futebol profissional e estender-se à Academia. Neste momento da sua carreira não está preocupado com a sobrevivência, o que é um factor importante na tomada de decisões. Nos últimos anos não tivemos ninguém que se lhe aproximasse em categoria. Oxalá o encontremos agora.

domingo, 19 de maio de 2013

A última lição do professor: "Também aprendi a gostar do Sporting, não é difícil"

«Foi uma decisão tomada com tristeza, mas um ato de honestidade para com o Sporting e para comigo. Não poderia aceitar ser treinador para o próximo ano se não sentisse que houvesse condições para, no futuro, não me sentir a mais»

«Ao contrário do que disseram, não foram questões financeiras ou de poder que nos afastaram, mas antes aquilo que fui percebendo ao longo de duas conversas com o presidente, e uma terceira, 9 de Maio»

«Precisava de saber os caminhos para poder chegar ao sucesso, porque não queria ficar com mais medalhas no meu peito: ficar e, no ano seguinte, olharem para mim e verem-me como um individuo a mais.»

«Também aprendi a gostar do Sporting e não é difícil. Senti um carinho especial a aumentar à medida que aumentavam as dificuldades»

«Quero deixar um muito obrigado e dizer que foi um prazer, uma bênção, ter treinado o Sporting e poder conhecer por dentro o único grande que não conhecia. Foi um prazer trabalhar com jogadores de grande qualidade e empenhamento. A instituição Sporting, por mais que viva, nunca a vou esquecer

Foram estas declarações de Jesualdo quando anunciou a saída. Quando pegou na equipa tínhamos 12 pontos em 12 jogos e na cauda da classificação. Fez 30 pontos em 17 jogos. Com essa média teríamos feito 52 pontos, os mesmos que o Braga e menos 2 que o Paços de Ferreira. Sem contabilizar o factor APAF...


sexta-feira, 17 de maio de 2013

Certificado de qualidade para o trabalho de Jesualdo

É praticamente certo que Jesualdo Ferreira encerrará a sua passagem pelo Sporting no final do mês. Já muito foi escrito sobre a matéria, ainda assim quero reservar a minha análise para quando o facto por assumido de forma oficial. Poupo-me a mim, aos leitores e, preocupação primeira, ao Sporting, que necessitava pouco ou nada deste burburinho. Ou de quaisquer outros.

Antecipo nestas pequenas linhas o pagamento de um tributo de justiça ao seu trabalho. O reconhecimento está expresso na pré-convocatória de Paulo Bento: André Martins, Adrien Silva, Cédric Soares, Miguel Lopes e Rui Patrício figuram nela.

Mesmo que apenas dois  venham a figurar na convocatória definitiva - o que seria injusto para André Martins, supondo que os 2 seriam Patrício e Lopes - ela atesta o conseguido por  Jesualdo em apenas 6 meses que foram, simultaneamente, dos dias mais atribulados que a memória há-de registar. Há 6 meses seria de todo impensável outro nome que não apenas o de Patrício. Isto diz muito do que foi feito por Jesualdo Ferreira. De fora ficam ainda Carrilo e Dier e Illori também convocados para as selecções. Ou o que é hoje Rojo e o que era antes.





segunda-feira, 13 de maio de 2013

Qual a responsabilidade de Jesualdo na pior época de sempre?

Com base nestes dados do MaisFutebol, que responsabilidade atribuir a Jesualdo na pior classificação de sempre? 

Poderia ou não ter sido evitada caso chegasse mais cedo? 

Em função da resposta, que futuro para ele no Sporting, a continuidade ou adeus e obrigado?

Ricardo Sá Pinto: 5 jogos, 1 vitória, 3 empates e 1 derrota (5-5 em golos)
V. Guimarães-Sporting, 0-0
Sporting-Rio Ave, 0-1
Marítimo-Sporting, 1-1
Sporting-Gil Vicente, 2-1
Sporting-Estoril, 2-2
Total: somou 6 dos 15 pontos que disputou (40%)

Oceano Cruz: 2 jogos, 1 empate e 1 derrota (0-2 em golos)
F.C. Porto-Sporting, 2-0
Sporting-Académica, 0-0
Total: somou 1 dos 6 pontos que disputou (16,6%)

Franky Vercauteren: 6 jogos, 1 vitória, 2 empates e 3 derrotas (6-9 em golos)
V. Setúbal-Sporting, 2-1
Sporting-Sp. Braga, 1-0
Moreirense-Sporting, 2-2
Sporting-Benfica, 1-3
Nacional-Sporting, 1-1
Sporting-P. Ferreira, 0-1
Total: somou 5 dos 18 pontos que disputou (27,7%)

Jesualdo Ferreira: 16 jogos, 8 vitórias, 3 empates e 5 derrotas (21-19 em golos)
Olhanense-Sporting, 0-2
Sporting-Beira Mar, 1-0
Sporting-V. Guimarães, 1-1
Rio Ave-Sporting, 2-1
Sporting-Marítimo, 0-1
Gil Vicente-Sporting, 2-3
Estoril-Sporting, 3-1
Sporting-F.C. Porto, 0-0
Académica-Sporting, 1-1
Sporting-V. Setúbal, 2-1
Sp. Braga-Sporting, 2-3
Sporting-Moreirense, 3-2
Benfica-Sporting, 2-0
Sporting-Nacional, 2-1
P. Ferreira-Sporting, 1-0
Sporting-Olhanense, 1-0
Beira Mar-Sporting
Total: somou 27 dos 48 pontos que disputou (56,25%)*

*Ainda tem um jogo por disputar

segunda-feira, 29 de abril de 2013

De Bruma até Ronaldo, passando por Ilori, Adrien, Jesualdo, Labyad, 30 mil à borla e os 100 mil sócios

Deixo algumas reflexões que o jogo de ontem me suscitou, começando pelo futebol, com algumas individualizações:

Bruma: Acabou por ser o homem do jogo, Não é o mesmo que dizer que foi o melhor em campo mas, por ter estado ligado aos 3 golos dificilmente desmerece o titulo. É um jogador em foco pelo que se diz das suas qualidades e pela sua situação contratual. Tem qualidades suficientes para fazer uma boa carreira profissional mas está nitidamente inflaccionado face ao seu valor actual. 

Para isso muito tem contribuído o seu empresário, ao colocá-lo no centro das noticias de forma quase diária. Essa postura prejudica o jogador,  o que acaba também por prejudicar o próprio empresário, soubesse ele percebê-lo. Não tenho dúvidas que todos ganhariam mais dinheiro - Sporting, jogador, empresário - se Bruma continuasse a sua aprendizagem e evolução no Sporting, até porque os próximos anos - por força do que as circunstâncias impõem - serão particularmente favoráveis para tal.

Bruma tem ainda muito para aprender. Não o digo pelo erro que cometeu mas pelo que Bruma faz em campo. A velocidade é a sua melhor arma  e é por ela que tem dado nas vistas. Essa é fácil de contrariar, e maior parte das equipas da Liga especializaram-se a fazê-lo. Faltam-lhe outras qualidades, algumas das quais deveriam ser inatas. A falta delas pode ser remediada com a formação, que não terminou com a ascensão a sénior. Saiba Bruma ter a humildade de o perceber para continuar a progredir.

Illori- Sempre me interroguei porque razão diversos treinadores - Domingos, Sá Pinto, Vercauteren(?) e sobretudo Jesualdo)  - lhe deram a primazia das apostas em face de outras opções que me pareciam mais seguras. O miúdo tem sabido responder em campo às minhas dúvidas. É talvez o jogador que mais cresceu, de acordo com o que parecia ser o seu potencial relativo. E não apenas do ponto de vista técnico, mas sobretudo do ponto de vista mental e de concentração no jogo. E conseguiu-o de forma discreta, com pés de veludo. E esta apreciação tem muito pouco a ver com o corte vistoso que efectuou pois, como muito bem assinalou quem percebe mais disto do que eu, o lance nasce de uma falha dele, ao ir  de forma descoordenada com Rojo ao lance, quando devia ter ficado em contenção. Foi o melhor em campo, porque foi o que esteve em melhor plano em todo o tempo do jogo.

Adrien - Está em péssima forma física e eventualmente emocional. Se todos os jogadores perderam com a época em curso, talvez tenha sido ele o que mais perdeu, por força do que foram as expectativas criadas pela belíssima época realizada em Coimbra, quer pela rábula da renovação do contrato. Não sei a quem favorecem as noticias plantadas nas comunicação social, dando conta da "rota de colisão" com o clube, pelo facto de ser dos mais bem pagos e ser dos que mais tem decepcionado.  Mas sei que o jogador tem valor para fazer muito mais e melhor e que, vendido agora, será inevitavelmente muito abaixo do que pode valer. Ajudará pouco fazer cair todo o odioso da questão sobre o jogador. Ajudará pouco o Sporting, bem entendido, porque o jogador continuará a sua carreira noutro lugar.

Labyad - É um bom exemplo do que é a diferença entre ter uma boa formação - que é a que geralmente o Sporting aos seus meninos - e ter uma formação qualquer. Não é por falta de qualidade individual que Labyad não mostra mais do que uns tímidos arranques e uns remates, quase sempre mal direcionados. É por falta de compreensão da dimensão colectiva do jogo, e isso aprende-se na escola. É essa falha que não lhe permite perceber que rematar não é a única coisa a fazer nos últimos 25 metros do campo, assistir os colegas melhor posicionados também o é. Talvez por isso que Labyad não percebe que recuar para oferecer uma linha de passe é por vezes mais importante do que correr para o meio dos defesas, mas onde o portador da bola não o consegue ver. Não sei se ainda irá a tempo, mas não lhe faria mal aproveitar o estágio no banco para ver o que faz André Martins.

Jesualdo - Infelizmente parece neste momento apenas com um pé em Alvalade, que é o que lhe fará ficar até ao final de época. Assim o depreendo quando disse o que disse, da forma que o disse, na conferência de imprensa, em particular sobre Bruma. Ou foi um "lapsus linguae" ou foi um recado, e só manda recados quem não tem possibilidade de dialogar olhos nos olhos. Se assim for é uma pena. Jesualdo tem mais de futebol no lóbulo frontal que toda as cabeças da SAD juntas. E o mesmo era válido para a SAD anterior. Não será um homem fácil ou conveniente, mas talvez por isso mesmo pudesse ser um homem importante para o presidente e sobretudo para o clube.

30 mil em Alvalade / 100 mil sócios / Ronaldo sócio 100 mil - Pouca gente para futebol à borla e a boas horas. O que inevitavelmente nos obriga a repensar das estratégias, de tão complexa que é a situação que envolve o clube e o País em geral.

O número de presentes remete-nos para o número mais ou menos semelhante de sócios pagantes. Obviamente que o Sporting não se pode/deve fechar à conquista de novos associados, mas ficará um buraco por preencher se não conseguir recuperar os que entretanto deixaram de pagar quotas. Ao contrário dos nossos rivais não queremos ser apenas os maiores, queremos ser os melhores.

Por isso mais do que campanhas para os que estão talvez seja bom perceber porque se ausentaram os que em tempos já demonstraram vontade de pertencer. Não faltarão razões para o afastamento, a ausência de sucesso não é um chamariz, e será talvez a explicação para o grosso dos números. Mais importante seria apurar quais, de entre estes, são os que gostariam de estar e não podem. Em concreto os desempregados, uma realidade crescente no País e que veio para ficar. Além da suspensão do pagamento de quotas, a entrada grátis aos agregados familiares nestas circunstâncias ajudariam a minorar o sofrimento, cumprindo com nobreza uma função social, cuidando também dos seus. 

Se o Sporting se lembrar deles neste momento de particular fragilidade eles reforçarão as razões para não se esquecer do clube. Em particular os mais novos, investindo assim também no futuro. Neste âmbito - terá que ficar para outra ocasião uma reflexão mais profunda - está também a possibilidade de o Sporting usar a sua fundação, em conjunto com a sua disseminação pelo tecido empresarial nacional, como forma de dinamizar sinergias para ajudar os sócios apanhados no turbilhão da crise. 

Excelente a (re)captação de Ronaldo para o seio do Sporting. Essa é a nota mais importante. Para outra altura ficará a discussão sobre o muito que há a fazer na Academia relativamente a esta matéria. Com uma certeza à priori: o ser sócio do Sporting deverá ser sempre um acto voluntário e nunca uma obrigação.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

A importância de Jesualdo. O que é querer a manutenção de Jesualdo?

Muito se tem falado da continuidade de Jesualdo Ferreira como treinador do Sporting. Com contrato de mais uma época o tema só se justifica pelo facto do cargo ser um lugar de confiança - logo, com a mudança de direcção esta pode não querer a sua continuidade - e pelo estatuto do próprio treinador, que quase lhe permite escolher onde e com quem quer trabalhar. Infelizmente o Sporting tem tido poucos treinadores em situação análoga...

Diz-se que a direcção recém-eleita pretende continuar a contar com os seus serviços. Se assim for só posso congratular-me com a decisão. Com os condicionamentos de ordem económico-financeira a marcarem a próxima época a margem de erro na organização da próxima época é ainda menor do que a habitual. Quem melhor do que Jesualdo poderá iniciar a próxima época mais perto de capitalizar o valor dos jogadores à disposição e planificar os próximos anos? 

O que será então, na prática, contar com Jesualdo? 

Sem ter que estar refém da vontade do treinador, é importante que a direcção lhe ofereça um lugar no futuro organigrama da SAD que lhe reconheça a importância dando-lhe capacidade de decisão e intervenção. Mais do que as condições financeiras deverá ser esse um dos pontos mais importantes na tomada de decisão do treinador.

Dou agora o devido destaque ao comentário de um leitor sobre o tema aqui deixado na semana passada. Deve ser lido à luz dos momentos em que foi escrito.

E se falássemos de Jesualdo Ferreira?


Ainda há muito caminho por fazer. Aliás, nem sabemos o que se passará nas próximas horas. Mas, nestes dias velozes que nos correm pelas mãos, há uma zona de estabilidade no Sporting: o Departamento de Futebol liderado por Jesualdo Ferreira. Apesar de toda a incerteza e confronto que decorre no nosso Clube, Alcochete parece um oásis. Prepara-se afincadamente o derby.


Sabemos que os nossos futebolistas profissionais podem rescindir com justa causa. Os salários estão em atraso. Conhece-se quem manobra na sombra prometendo este mundo e o outro a alguns jogadores. A maior parte é jovem, outros são estrangeiros. À primeira vista seria como faca na manteiga! Fácil! E, no entanto, nada se passa. A equipa prepara-se afincadamente para o próximo jogo.


Na minha opinião, o comportamento dos jogadores do Sporting decorre essencialmente da acção de liderança e do carisma do seu treinador. É ele que os acompanha diariamente, que conversa, interpela, responde, esclarece, motiva…


Jesualdo Ferreira, aos 66 anos, está confrontado com um desafio histórico: contribuir para que o Sporting Clube de Portugal continue a ser uma referência do futebol nacional. Não é sportinguista, sabemos, mas cresceu conhecendo e respeitando a história do clube de Alvalade. Adolescente sabia que o Sporting era o grande rival do clube do seu coração. Sendo professor, é um pedagogo. Ensina, transmite conhecimentos, ideias, objectivos…


Com teimosia e resiliência, arrogância e bonomia, competência e carisma conduz um grupo de jogadores de futebol que acreditam nele e no seu percurso de vida. Um percurso de vida feito de estudo e de trabalho. De derrotas e de vitórias. Ele é um ser humano, que numa altura inesperada da sua vida se confronta com o destino: não se lhe exige ser campeão, mas contribuir activamente para resgatar um clube histórico!


Muitos de nós, sportinguistas, desconfiamos dele. É o Juju ou o professor Pardal que inventou que o Dier é médio ou que o Rojo é defesa central. Andou pelo Benfica e foi campeão pelo Porto. Para muitos sportinguistas estará vendido a um ou a outro. E, no entanto, todos os dias, apesar de desconfianças e da falta de pagamentos (sim, também ele) volta a treinar, a insistir nos procedimentos do jogo, a persistir nos movimentos individuais e colectivos com o entusiasmo e a motivação de quem está a começar a sua carreira.

Muitos sportinguistas sonham com Rui Faria, Bielsa ou outro na moda. No entanto, ninguém faria o que Jesualdo Ferreira está realizar no nosso Clube pelo seu conhecimento histórico e pela vivência pessoal. E por ser quem é. Agora, o Sporting transformou-se no desafio da sua vida!

domingo, 10 de março de 2013

O professor também recebe lições

Deslumbramento ou outra coisa qualquer, foi por um triz que as escolhas de Jesualdo para o jogo de ontem não tiveram um desfecho profundamente negativo e que agravaria ainda mais a situação actual da equipa que comanda. 

É que se é verdade que podíamos ter acabado por ganhar o jogo - seria equivaler à ajuda de alguma sorte, o que teria o seu quê de ineditismo esta época - não é menos verdade que se não fosse Patrício teríamos sofrido uma derrota que equivaleria à ultrapassagem do adversário na classificação. As consequências seriam imprevisíveis.

Voltando ao jogo de ontem, há algo de contraditório no discurso e na acção de Jesualdo. Por um lado mantém a Europa como objectivo, por outro monta e desmonta a equipa sem que isso equivalha à resposta a uma necessidade imperiosa, como castigo ou lesões. E a instabilidade propaga-se como lume em palha seca.

A chamada de Fokobo ao eixo da defesa é uma dessas decisões. Da análise individual resulta claro que é ainda cedo para a convocação destas andanças, e mesmo ante a débil Acadêmica. Do ponto de vista colectivo é-me difícil perceber porque o professor mexe e remexe num sector que desde o inicio de época tem sido demasiado instável, quer em processos de jogo, quer no número de protagonistas que por lá têm passado. Entrasse o jovem - muitas dúvidas que tenha a idade que se diz - para a composição de um quarteto estabilizado, seria uma coisa. Entrar para a simultânea estreia a 4 quase foi suicidário.

Percebe-se o fascínio que a possibilidade de burilar um talento como Dier provoque no professor, que é indiscutivelmente bom nessa função de por os diamantes a brilhar. Mas, se sobram dúvidas que Dier tenha melhores características para central ou para médio, já não as tenho quanto à necessidade do momento e aí faz pouco sentido, tirá-lo do eixo da defesa. Não só porque o o próprio Fokobo poderia exercer a função na linha média, mas sobretudo porque deixa de fora um jogador como André Martins. 

Percebe-se a sua ausência - refiro-me a André Martins - no jogo com o FCP. A estratégia não passava pela posse de bola mas pelo rápida colocação da bola na frente e por um meio-campo mais físico  pelo que se pode compreender a sua utilização na equipa B, para não perder o ritmo. Já protelar a sua entrada até ao limite ontem não. Muito menos a sua utilização em ritmo aleatório e quase trimestral.

No final das notas individuais o apontamento para Bruma. Não faltará quem lhe conte histórias de sucessos vindouros. Haja alguém que lhe diga, para que não tenha que viver a sua própria decepção juntamente com as alheias, que tem muita broa para roer. É que há jogos que não se consegue brilhar, e ele vai ter muitos assim. Mas nunca se pode ir para o banho desligado do compromisso mínimo com a equipa. 

Não está em causa o potencial dos jogadores ontem chamados a jogo. Mas. neste momento das suas carreiras, mais do que valor comprovado existe apenas potencial. Quase todos eles terão uma carreira profissional, é porém ainda cedo deliberar quais se destacarão da mediania e quantos deles terão valor para jogar num grande, que é como se deve projectar sempre o Sporting. A excepção concedo-a apenas a Dier.

Já aqui o afirmei anteriormente e os resultados da equipa só o têm comprovado. Projectar o futebol do Sporting, nomeadamente a próxima época, com uma maioria de jogadores sub-20 como titulares, é uma ilusão se a ideia para o futebol do Sporting é manter-se como um dos 3 grandes. E, pesem as dificuldades, não há nenhuma razão para deixar de o fazer. Mas se for esta a ideia então avise-se já os adeptos que o objectivo para o ano é ficar algures entre os 8 primeiros.

P.S. - Foram muitas as noticias nos últimos dias mas a ausência de posts foi a minha singela homenagem a João Rocha. O respeito e o luto sentem-se e são mais importantes que declarações de circunstâncias. Na semana que aí vem debruçar-me-ei sobre alguns destes acontecimentos, nomeadamente as entrevistas dos candidatos e em particular sobre o que tem sido a campanha.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Jesualdo tem estrelinha?

Jesualdo tem estrelinha? Se não tem parece. Por muito menos que o que aconteceu hoje já perdemos várias vezes pontos.

O que Jesualdo tem com certeza é ainda muito trabalho pela frente, como não podia deixar de ser.

Mas tem um grande, um enorme Patrício pela frente (naquelas centrais de Alvalade deve haver por estes dias muita gente engasgada com os assobios...).

Tem muito talento para burilar em Carrillo, Labyad e Viola, por exemplo.

Carreiras promissoras para voltar a meter nos carris, como as de, Adrien Capel e Jeffren.

Muito para ensinar a Rojo, Rinaudo e Ínsua, Wolfswinkel.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Desejo comum em Jesualdo e Ronaldo com alguns números em análise

É preciso recuar ao 11 de Novembro de 2012, na 9ª jornada, jogo em casa com o SCBraga, para encontrar um jogo em que o Sporting não tenha sofrido um golo. Jogos em que a mesma situação tenha ocorrido - não ter sofrido golos - eram até ontem apenas 3 (Horsens (V) Basileia  (E) e Académica(E) e talvez não seja por acaso que só tenhamos conseguido ficar incólumes perante apenas uma equipa portuguesa...). Ontem, na estreia de Jesualdo, conseguimos finalmente voltar a terminar um jogo com a baliza inviolável.

Antes de ir propriamente ao assunto do post deixo ficar aqui também alguns dados estarrecedores: em todas as competições oficiais o Sporting tem uma relação de golos marcados/golos sofridos negativa:

Liga ZON Sagres            11-16
Taça de Portugal              2-3
Taça da Liga                    3-5
UEFA Europa League    10-11

Mas não é tudo. Se a posição na classificação geral do actual campeonato é a que se sabe - 12º lugar, a um ponto dos lugares de descida - as classificações parciais indicam-nos que se houvesse um campeonato dos jogos em casa estaríamos em 6º lugar com 8 pontos. No campeonato dos jogos fora seríamos penúltimos com apenas mais um ponto que o modesto recém-promovido Moreirense.

Estes dados, somados às exibições, dizem-nos praticamente tudo sobre a qualidade do trabalho desenvolvido até agora e da tarefa ciclópica que espera Jesualdo Ferreira. A questão técnica, da qualidade do treino, da responsabilidade de Sá Pinto a Vercauteren, é a que deve ser tida em linha de conta antes de se colocar em causa o valor dos jogadores. 

Quando oiço grande parte dos comentadores e analistas (com ou sem aspas) a falar de ´"entrega" normalmente isso é um bom indicador de desconhecimento da importância diferenciadora do treino no futebol actual. Foi a a sua falta de qualidade a origem da actual situação a que se juntam agora muitos outros factores acessórios, que tornam os nossos jogadores aparentemente iguais ou inferiores ao de adversários muito inferiores. 

Advinham-se momentos ainda mais conturbados e provavelmente ainda mais fracturantes do que os que vivemos. Julgo ser de importância crucial que no que aí venha, onde quase tudo será esmiuçado, que se perceba o quão importante é  a posição de treinador para o sucesso ou o fracasso de um clube onde o futebol tem importância primordial. 

Não sou propriamente um fã de Jesualdo Ferreira mas não deixo de lhe reconhecer a competência técnica que talvez faça dele o melhor treinador português disponível. Acresce que JF é também um homem com tarimba suficiente para viver as tão frequentes crises exestencias tão sportinguistas quando, ao primeiro desaire, tudo é posto em causa.

Parece-me por isso importante que o saibamos resguardar das tricas politicas em que nos consumiremos nos próximos tempos. Assim como seria importante que tivesse tempo para que o seu trabalho tivesse continuidade. No que à organização do nosso futebol diz respeito está tudo ou quase tudo por fazer e quanto mais tarde começarmos mais angústias e sofrimentos seremos obrigados a coleccionar.

E não apenas a ele mas também à equipa. Parece-me muito importante destacar o que disse ontem depois do jogo:

«Esta equipa precisa de suporte psicológico, confiança, sucesso e apoio. Precisa de acreditar que tem capacidade para seguir em frente e chegar a níveis mais altos. Isso só se consegue com tempo e trabalho.

«Há jogadores muito melhores do que aquilo que apresentam em campo.»

«Quando não há apoio ninguém se sente bem. As pessoas têm de decidir se apoiam ou não, nós vamos fazer o nosso trabalho. Para mim é-me indiferente, mas para os jogadores é importante, porque são eles que jogam.»

A questão do apoio da equipa não pode ser confundida com o apoio ou o protesto contra a situação vigente. A equipa no relvado não é a de Godinho Lopes, é a equipa do Sporting e são os pontos que perde e ganha que se constrói a nossa história.

Não se pense que esta é uma questão acessória para os jogadores. Se preciso for  atente-se no que disse ontem Ronaldo depois do jogo no Bernabéu:

«Já chega de críticas, temos de estar juntos»

Pelo menos à hora dos jogos. Após os jogos as diferenças de opinião podem voltar a ser as de sempre, ninguém é assim tão tolo para negar o direito de cada um pensar pela sua cabeça.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Finalmente uma boa noticia e uma boa pergunta

Ninguém duvida que a actual crise em que o Sporting mergulhou a pique tem a sua origem nos resultados da equipa de futebol. E esses resultados são tudo menos casuais, resultam da forma como foi preparada a época e dos erros então cometidos. 

A situação actual é produto não apenas dos erros, que só não comete quem nada faz, na preparação da época, foram hesitações e más decisões acumuladas, mas, acima de tudo, falta de conhecimento e preparação técnica para criar soluções para os problemas. Em síntese, de Sá Pinto a Vercauteren, passando por Oceano e por todas as equipas técnicas que lideraram nunca foram dadas respostas adequadas aos problemas e o afundamento da equipa era inevitável.

A chegada de Jesualdo Ferreira, acompanhado dos seus adjuntos, tenderá a impor alguma normalidade, apesar da dificuldade da tarefa ser mais ou menos equivalente a mudar um pneu em andamento. É que não haverá muito tempo para fazer o que é necessário fazer, que é praticamente tudo o que tem a ver com a construção de uma equipa de futebol e, eventualmente, até reorganização de todo o departamento de futebol. Na sua apresentação, Jesualdo deu uma demonstração de segurança e assertividade que nos poderão ser úteis a breve trecho.

Mas, como todos sabemos, o sucesso de Jesualdo não depende em exclusivo de si, dos seus adjuntos e dos jogadores à sua disposição, depende de toda uma evolvente que vai da estrutura que lhe deve dar suporte até aos adeptos. Olhar para a tabela classificativa e constatar o quão delicada é a situação em que nos encontramos deveria corresponder a uma reflexão responsável do que têm que ser, deveriam ser, as prioridades.

Infelizmente a disposição geral mais notória e, ao que tudo indica, maioritária é a de que o trabalho de Jesualdo, ou qualquer outro treinador no seu lugar, pode ser levado a cabo sem se deixar permeabilizar pelo ambiente que o circunda. Eu tenho sérias dúvidas que isso assim ocorra.

É verdade que não é a primeira vez que o Sporting terá que disputar eleições em simultâneo com a realização do campeonato. Mas é a primeira vez que, ao que tudo indica, partirá para uma AG para destituir os órgãos sociais e, em simultâneo, se envolverá numa disputa eleitoral enquanto luta para fugir para lugares mais cómodos, sem a linha de água a molhar os pés.

Serão os meus receios infundados ou falta a muito boa gente a percepção correcta dos perigos que o momento encerra?

E porque é um documento que vale a pena ouvir com atenção aqui fica o que foi dito por JF na sua apresentação:

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Obrigado Vercauteren, obrigado Jesualdo.

No post anterior elogiava a postura de Franky Vercauteren desde que assumiu a tão difícil incumbência de treinar o Sporting, quer como homem quer como profissional. Cedo se percebeu que o treinador belga não estava a conseguir ser uma mais-valia na intricada situação em que o nosso futebol mergulhou. Agora que a breve ligação terminou resta-me agradecer o esforço despendido. Os caminhos de Vercauteren e do Sporting cruzaram-se em altura pouco oportuna. 

Obrigado também a Jesualdo por se dispor a por a cabeça no cepo. Boa sorte e sobretudo muita competência, que é que nos tem faltado.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

De Jesualdo "The Manager", ao caso PPC, até à "Última Ceia"

O Manager
Jesualdo Ferreira foi ontem apresentado como manager para o futebol do Sporting. Uma decisão feliz a contrastar com um momento particularmente infeliz.

Não sabemos se a sua passagem será prolongada ou breve, porque no Sporting cada dia é uma eterna voragem e um triturador de pessoas e vontades. E não é de crer que o que está por fazer seja tarefa para um homem só, porque não é. Mas a sua entrada corresponde a uma decisão necessária e importante na reconstituição do departamento de futebol. 

Podia dissertar se a decisão é meramente politica e ou cosmética, mas prefiro salientar que ela corresponde a uma necessidade há muito identificada pela generalidade das pessoas que se debruçam sobre o futebol do Sporting e esse é o facto que prefiro relevar. Desde ontem que o êxito dele será também o nosso pelo que lhe dou as boas-vindas e deixo os meus singelos votos de boa sorte.

Se há referência para o cargo que agora Jesualdo vai ocupar ela é Fergusson, daí a escolha da ilustração do post. O perfil de Jesualdo - a idade, o curriculum - e o seu trajecto recomendam-no. Mas, para a sua passagem pelo Sporting ter significado é necessário tempo. Por isso era bom que Jesualdo o pudesse ter, como teve Ferguson. E, tal como o escocês, pudesse sobreviver à passagem, quase sempre fugazes, dos corpos sociais. 

O Sporting não pode continuar a ser um cemitério de sonhos, uma vala comum a cada dia mais profunda de desgostos, intrigas, traições e angústias. Para o evitar vai ter que querer dar continuidade a alguma coisa ao invés da permanente vontade de terminar o que mal chega a iniciar.

E diga-se que Jesualdo começou bem. Desde a referência à formação, à importância de manter os melhores jogadores mas apreciei particularmente a forma elevada e simultâneamente lúcida como falou de nós:

«Por fora, sempre que fui adversário do Sporting e daquilo que me habituei a acompanhar da sua história, sempre senti que era um clube diferente dos outros. Tinha uma história diferente, construída de forma diferente. Vibrei na minha adolescência com alguns grandes jogadores e grandes equipas que o Sporting teve, mas acompanhou-me a dúvida permanente do porquê de este grande clube não ser constante, ter tantas oscilações e não ser durante tanto tempo o que tanta gente quer» salientando também a «fidelidade e a paixão da massa associativa, apesar da ausência de títulos»

A última ceia 
A primeira página do jornal do clube que hoje sai para as bancas é um bom exemplo do fracasso que tem sido a politica de comunicação de Godinho Lopes em quase todo seu mandato. Seguramente o fruto de uma má assessoria que resulta de más escolhas. Num momento particularmente delicado da vida do clube e em que a liderança é escrutinada acto a acto, um episódio como este pode ser mais fatal que desligar a máquina a um doente nos cuidados intensivos. 

A falta do mais básico bom senso anula de forma fulminante a vontade de perceber qualquer boa intenção, mais ainda atendendo à importância que a quadra que se pretende comemorar tem nas famílias portuguesas. A capa é ainda mais perniciosa por ainda dar mais foco negativo ao clube, quando este é já excessivo. O Sporting precisa de estar nas noticias, mas por boas razões.

Não sei se alguém quis fazer a cama a Godinho Lopes e gostaria de evitar esta teoria conspirativa. Prefiro pensar que todos nós nos deitamos na cama que fazemos, mas este episódio lamentável revela também que Godinho Lopes está pouco ou mal acompanhado.

O regresso do caso PPC
Pode ser apenas uma coincidência mas, no preciso dia que PPC volta a falar à comunicação social, o seu caso na justiça volta a conhecer desenvolvimentos. E os piores para imagem da justiça, tendo em conta que as noticias chegaram primeiro aos jornais do que ao arguido e respectivo advogado. Isto já não é uma coincidência, é um modus operandi.

Nunca gostei de ver a execução de justiça pelas mãos de quem a reclama. Nunca gostei de vigilantes. Mas também é verdade que, como individuo, nunca foi objecto de assaltos contínuos que me retirem o bem-estar que tão difícil me é de alcançar. E tenho a sorte de viver num sitio onde o portão não é fechado à chave e a porta de casa fica aberta onde ninguém entra sem pedir licença. Se a minha rua fosse anos a fio devassada e as casas assaltadas por um bando de malfeitores organizados, retirando o que é meu para depositar no quintal do meu vizinho, e a justiça ou fosse incapaz ou fosse fechando os olhos, certamente que mudaria de opinião e de actos. 

Se dúvidas houvesse na forma iniqua e desigual como o Sporting tem sido tratado pela arbitragem atente-se à reacção da APAF, que já solicitou o regresso do caso à justiça desportiva e nos últimos trinta anos assistiu caladinha e  muitas vezes conivente, à corrupção e ao tráfico de influências. Nojo, o mais profundo dos nojos é o que eu sinto por estes biltres, cópias decrépitas de mal-feitores saídas de filmes de série B.

Lamento a exposição pública que o caso trás ao clube mas lamento ainda mais a saída de Paulo Pereira Cristóvão. Mas os seus actos, a serem verdade, produziram pelo menos um efeito favorável: uma das bestas negras do Sporting, o tal Cardinal, não tem podido usar a sua bandeirinha mágica.

Quanto à vigilância aos jogadores é para rir. Todos os grandes clubes o fazem e se o Sporting o começou a fazer agora já foi tarde.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

As entrevistas de GL e Jesualdo

Notas ligeiras sobre a entrevista ontem de Godinho Lopes e Jesualdo hoje ao "O Jogo"

A entrevista ontem de Godinho Lopes à RTPi
Provavelmente hoje o único facto que hoje será objecto de acordo entre os Sportinguistas, relativamente à entrevista de Godinho Lopes, ontem à RTPi é que nela foi confirmado o ingresso de Jesualdo Ferreira no cargo de manager para o futebol do Sporting. O resto cada um ouviu o que quis e do pouco do que foi dito  nada de muito novo foi acrescentado.

Nesse sentido a entrevista seria sempre inútil, porque este é o momento mais baixo de GL com graves danos na sua imagem e credibilidade. Para uns esse é um estado já sem remissão, outros guardam os seus veredictos para ajuizarem do acerto das últimas medidas tendentes a reorganizar o departamento de futebol e o impacto dessas medidas na situação económico-social.

A entrevista, como forma de dar uma explicação aos Sportinguistas sobre o que pretende para o que resta do mandato era no entanto obrigatória, tinha-o dito já aqui. GL esteve bem preparado, tirando alguns coelhos da cartola como o aconselhamento de Aurélio Pereira, a comunicação a uma só voz num registo que mudou muito para melhor em relação às primeiras aparições.

Como entendo o futebol como a mola real do clube foram as alterações a realizar já em Janeiro que retiveram o melhor da minha atenção. E, neste momento muito particular, preocupa-me os efeitos que possa vir a ter no plantel saber-se que há já guias de marcha assinadas sem se saber muito bem quem são. Assim como saber-se que o Sporting está vendedor e os efeitos que isso tem no mercado e na cabeça dos jogadores. O mercado sabe-se que penaliza sempre a necessidade e para quase todos os jogadores sair do clube era não só um alivio como uma possibilidade de relançar a carreira, bem ao contrário do que promete a permanência. Atendendo a que precisamos dos jogadores focados na melhoria da equipa e não com um pé dentro e outro fora...

Neste âmbito fiquei sem perceber o critério usado para chegar a Vercauteren. O "era necessário um estrangeiro" já de si é digno de discussão, e o porquê deste em particular não menos.

A entrevista e (a contratação) de Jesualdo
Há poucos dias dizia aqui que Jesualdo, dentro dos treinadores portugueses disponíveis, seria o treinador indicado para iniciarmos a recuperação há muito ansiada. Para já não será ele o treinador mas, como manager,  e actuando junto com Vercauteren, poderá ser muito mais útil que qualquer treinador adjunto acabado de chegar à Portela, vindo da Bélgica. 

É uma decisão feliz e crucial, especialmente num departamento onde o conhecimento técnico do futebol do futebol não abunda. Jesualdo tem do seu lado uma imagem - e também o proveito - de um profissional rigoroso e competente com passagens bem sucedidas pelos diversos escalões de formação até ao topo, com passagens notórias pelos nossos rivais FCP e SLB, especialmente pelo primeiro. Foi também crucial na subida de nível do Sporting de Braga, que o agora tão incensado presidente governava com um treinador por trimestre. 

Jesualdo adquiriu recentemente uma competência que lhe poderá ser muito útil, juntando aos seus muitos anos de futebol. A sua passagem por um clube - Panathiniakos - e um país - Grécia - em desagregação tornam-no num profissional especialmente habilitado para trabalhar no actual Sporting.

Claro que não faltarão dúvidas relativamente às suas competências ou até à sua origem clubista. Começando pela segunda, esse não foi um problema para Pinto da Costa ao ir buscá-lo, como não parece ter sido para Vieira ao contratar o sportinguista JJ. Depois há que considerar que, no universo Sporting não há quem esteja tão bem habilitado como Jesualdo. Quanto à primeira, e lembrando o que dizia aqui há tempos, ninguém serve para o actual Sporting.

A entrevista de Jesualdo hoje ao jornal "O Jogo" será colocada aqui até ao final da manhã


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