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terça-feira, 30 de julho de 2013

Pmagpagaio, show de araras e aves raras

Ainda bem cedo chamei aqui à atenção para o erro que constituía atribuir a figuras menores na hierarquia do clube a tarefa de assegurar, mesmo que pontualmente, a comunicação institucional. Pelas razões mais óbvias e, sobretudo, por contradizer o  que Bruno de Carvalho prometera relativamente à matéria nos momentos que se seguiram à vitória nas eleições.

Hoje já é consensual que as intervenções do PMAG ajudam pouco ou nada o clube. Na maior parte das vezes representam um enorme distanciamento entre o que é dito e o prestigio do clube, bem como do que são e do que pensam os sócios e adeptos. A comunicação do Sporting não se pode assemelhar a um show de araras.

Há pouco dias era a equivalência do presidente a um "virus que nos empurra". Agora é o o aviso aos adversários para que se cuidem porque ... "seremos campeões na recuperação administrativa e financeira". O Sporting é um clube desportivo, não uma organização comercial ou administrativa, embora seja consensual entre nós que há muito a fazer nessa área. Os nossos adversários são os que encontramos no relvado, são esses os jogos que queremos ganhar, em especial aos nossos rivais. Tirar daí o foco, como se o Sporting pudesse fazer o intervalo na sua grandeza e entretanto ser  o primeiro num campeonato de mangas de alpaca é um erro estratégico imperdoável.

As declarações seriam completadas com a ideia messiânica  de que "tudo o que Bruno de Carvalho faça será a bem do Sporting e dos jogadores" tendo já antes avisado de que os problemas do Sporting "ou são resolvidos por Bruno de Carvalho ou mais ninguém o fará". Quem diz isto é o representante de todos os sócios de um clube cujo carácter associativo é um exemplo e a raiz da sua grandeza. Faltam-me as palavras e a vontade para qualificar estas declarações.

Aves raras
Não precisei de ler o desmentido da direcção do Sporting sobre as declarações de Elias e quem leu a minha brincadeira no post de ontem tê-lo-á percebido. Há uma diferença entre ser inteligente ou esperto mas para perceber que o que disse Elias não batia muito certo não era preciso mais do que ter 2 sinapses por dia. Infelizmente houve muito Sportinguista, qual ave rara, a fazer eco das palavras do jogador brasileiro sem cuidar de perceber o que elas representavam para a imagem do clube e sobretudo da sua conformidade com a verdade. E porque o fizeram? Para comemorar mais uma derrota da direcção anterior, como tal não fosse uma derrota para o clube e, por isso, para todos nós.

Esteve bem a direcção ao desmentir o jogador, defendo os interesses do clube, como lhe compete. Esteve bem melhor que alguns dos seus apoiantes mais extremistas - que, apesar do desmentido, não se retrataram - que não percebem que enquanto comemorarmos vitórias de uns contra os outros apresentar-nos-emos sempre mais fracos para lutar com os adversários e inimigos, que também os temos. 

segunda-feira, 27 de maio de 2013

As "sábias" palavras de Nobre Guedes

Nobre Guedes, em entrevista concedida à Antena1, declarou que o Sporting não tem salvação. Num sentido lato, filosófico, e até do ponto de vista do sustentado por alguma teoria económica, a afirmação não merece qualquer contestação: "a longo prazo estaremos todos mortos", logo não há salvação possível. Nesse sentido as palavras de Nobre Guedes encerram sabedoria, mas acabam por ser inúteis porque não nos cabe tratar do fim mas de assegurar o futuro.

A sabedoria popular também sustenta a mesma ideia: "vamos à vida que a morte é certa". Porém, sendo certa, não tem hora marcada e cada dia da nossa existência, a partir do momento em que nascemos, é um dia ganho a um destino certo.

O mesmo acontece com as instituições. No caso do Sporting é já uma história com mais de um século. Cada dia desses mais de 100 anos de vida foram uma finta à morte que todos temos como certa. Foi também o triunfo sobre muitos profetas da desgraça, oráculos fatalistas ou previsões de pitonisas catastrofistas. Não sei em que categoria encaixar as declarações de Nobre Guedes, mas que estas resultam de uma profunda falta de humildade e sensatez é bem evidente.

Não deixa de ser curioso, talvez digno de estudo, porque é que os Sportinguistas mudam a sua visão conforme o lugar que ocupam. 

Nobre Guedes esteve 6 anos como responsável das finanças da SAD, as contas desse período são conhecidas de todos e não me lembro de então ter vindo exibir qualquer preocupação ou emitir qualquer aviso.

Entretanto o agora presidente passou os últimos 2 anos a dizer mais ou menos o mesmo que disse agora Nobre Guedes mas chegado à presidência tem-nos dito mais ou menos o mesmo que dizia então Nobre Guedes ou seus colegas de direcção, "este é que é caminho". Esperemos que tenha razão.

Comentando as declarações de Nobre Guedes, o presidente apelou à união, apelo muitas vezes repetido desde que tomou posse. Porém quando era apenas sócio não parecia reconhecer-lhe tanta importância. Ainda em relação a Nobre Guedes acrescentou que "as pessoas têm muito a necessidade de dar nas vistas e de dar entrevistas. Muitas delas, como é o caso de Nobre Guedes, faziam um trabalho melhor quer para o Sporting, quer para elas próprias, que era estarem caladas". Não podia estar mais de acordo. Embora não esteja inibido de fazer declarações, Nobre Guedes teve muito tempo para "falar" no cargo que ocupou, os sócios demonstraram vontade de ouvir outras coisas. Mas lembro-me o quão prolífico em entrevistas foi o então apenas sócio Bruno de Carvalho nos anos anteriores.

A declarações comuns de um (Nobre Guedes) e outro (Bruno de Carvalho) têm outro ponto em comum: a sua situação perante o clube. Com um cargo no clube dizem uma coisa, sem exercer nenhum cargo dizem outra. O mesmo se aplica à generalidade dos Sportinguistas que os órgãos de comunicação escolhem para se pronunciar sobre qualquer matéria sobre o Sporting. 

Infelizmente na hora de falar quase todos se esquecem que todos os Sportinguistas têm um cargo por inerência: lutar todos os dias por um Sporting maior e para isso não precisam de exercer um cargo no clube.

Infelizmente grande parte das declarações que fazem são orientadas em função de uma agenda pessoal de poder, de um grupo de interesses, ou por incompatibilidades pessoais ou de determinado grupo. Não será esta a razão principal do declínio desportivo do Sporting. Mas valia a pena apurar o quanto declarações como as citadas contribuem para tornar o caminho do Sporting mais difícil.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

A comunicação do novo Sporting


É declaradamente intencional a vontade da nova direcção marcar a agenda mediática. Só assim se entende que todas as semanas haja alguém dos corpos sociais a prestar declarações aos diversos meios de comunicação social. O tema já aqui havia sido referenciado anteriormente, as criticas que então me foram dirigidas foram muitas, hoje parece ser quase consensual que a matéria carece de reflexão e de ajustamento.

A intenção pode-se justificar, atendendo à importância da comunicação na projecção da imagem da instituição. No caso concreto do momento do Sporting é ainda mais premente: há uma imagem que os novos corpos sociais querem construir e projectar a nível interno - junto dos sócios e adeptos – e a nível externo – e a nível externo – junto dos adversários, parceiros, instituições etc, etc.

Já o modelo escolhido está longe de me parecer o mais adequado. Falar todas as semanas é correr o sério risco de, não sendo particularmente criterioso e selectivo nos temas a abordar, o Sporting banalizar a mensagem, levando a que o público alvo lhe dê cada vez menos atenção e importância.

Grosso modo, é isso  que vem acontecendo, com o repisar dos mesmos temas, sem que a estes corresponda uma evolução pratica. É o caso da auditoria interna, constantemente referida, sem que até ao momento seja conhecida qualquer evolução. Como, quando e por quem será conduzida é matéria ainda desconhecida dos associados.

Mesmo falando bastas vezes continua a escassear a informação sobre o acordo recentemente alcançado com a banca. Matéria de tamanha relevância deveria chegar aos sócios de forma privilegiada e não a conta gotas, através dos meios de comunicação social. À luz desse direito, dificilmente se compreende a realização da pretérita conferência de imprensa, para não se dizer praticamente nada, e até agora estejam por saber os moldes em que a reestruração será levada a cabo.

A relação entre os temas abordados e o mensageiro também não me parece a mais adequada. Ontem o vice-presidente para as modalidades veio-se pronunciar sobre futebol, anteontem já o presidente do conselho fiscal já o havia feito. Lamentavelmente o vice para as modalidades já falou diversas vezes desde que foi eleito mas nunca versando as matérias sob sua alçada. E até não faltariam razões e assuntos para abordar. Não só merecem referência diversas modalidades a acumular bons resultados – natação, andebol, fustsal, por exemplo – como seria muito mais útil perceber as ideias base que quer contratualizar para o seu mandato.

Os temas do futebol deveriam ser preferencialmente abordados pelo presidente, ou elementos ligados á SAD. O tema da arbitragem, pela importância e susceptibilidade, deveria ser exclusivo do presidente e treinador. Ao invés, já ouvimos quase toda a gente a referir-se sem grande oportunidade e conteúdo.

Se há um pelouro que ao longo das últimas direcções tem sido unanimemente objecto de reparo e criticas, quase sempre justificadas, tem sido o da comunicação. Quer a interna quer a externa. Ao contrário da formação do plantel ou do equilíbrio económico-financeiro, por exemplo, o dinheiro não é aqui tão importante como a ponderação e o indispensável conhecimento e profissionalismo. E nesta área, como em muitas outras áreas de actividade, não faltam profissionais de referência que também são Sportinguistas.

sábado, 13 de abril de 2013

O acordo com os credores e os que vivem dos rumores

O Sporting comunicou ontem à CMVM o acordo com os seus principais credores. Desse facto e a perspectiva do oposto, a ruptura, nasce a satisfação pelo significado que encerra: há condições para continuar a projectar o futuro, a esperança de o fazermos melhor do que hoje é o combustível imprescindível para o árduo e longo caminho que temos pela frente.

Os termos do acordo não são ainda conhecidos pelo que é provável voltar ao tema no futuro. A nossa posição negocial era desvantajosa pelo que é fácil de concluir que haverá menos recursos. O realismo com que isso deve ser encarado não equivale a nenhuma capitulação. A inteligência, ponderação e sobretudo  o imprescindível suporte de todos quantos amam o clube serão as melhores aquisições para enfrentar as muitas dificuldades que nos esperam. 

É uma primeira vitória dos órgãos sociais recém-eleitos. E de importância capital porque era uma batalha que não podia ser perdida, sob pena de fragmentar as condições minimas para o exercício do mandato. E o comunicado emitido projecta ainda maiores responsabilidades, quando assume ter conseguido mais do que havia sido alcançado nos 17 anos precedentes. Mesmo sem perceber o seu total significado e não ter dados para avaliar a justeza do que é afirmado, este elevar da fasquia só pode ser acolhido com agrado.

Dos dias que antecederam o acordo agora alcançado ainda pairam no ar a imensidão de boatos, informações contraditórias, contra-informação.

Contestei aqui alguns dos rumores sobre a matéria. Vejo com satisfação que não me enganei. Afinal o Sporting não capitulou perante os credores. O acordo foi alcançado sem ter que aceitar a imposição de administradores delegados.  Não se confirmam os apetites da banca pela SAD, a auditoria de gestão realizar-se-á  e Godinho Lopes não comprou a SAD.

Estes eram apenas alguns dos muitos rumores que então circularam, a quase totalidade com origem em blog's, foruns e redes sociais geridos ou promovidos por adeptos do Sporting. Muitos deles são capazes de, com a maior da desfaçatez  e cara de pau, estar hoje a cantar vitória. Infelizmente essas vitórias medem-se em número de visitas, de comentários, de uma aparente ideia de capacidade de influência que a realidade ainda não confirma ser minimamente aproveitável pelo clube. Continua muita gente a promover-se usando o nome do Sporting como degrau. 


quarta-feira, 3 de abril de 2013

De um Sporting a uma só voz à polifonia, em que ficamos?

Uma das frases mais fortes que ecoaram da noite eleitoral foi que o Sporting a partir de então falaria apenas a uma só voz e essa seria a do seu presidente. Depois disso já falou Inácio 2 vezes em locais diferentes, Vicente de Moura também já disse qualquer coisa e hoje foi a vez de Bacelar Gouveia. Não me lembro se me escapa alguém.

É por causa do teor e oportunidade das declarações do recém-eleito presidente do CF, feitas hoje à Antena1 que ponho de lado o post já preparado sobre os primeiros momentos de Bruno de Carvalho e que estão a marcar a actualidade no seio dos adeptos e até da actualidade desportiva.

Não sou propriamente um partidário da lei da rolha ou da limitação da liberdade de expressão. Mas não me parece de muito bom tom que elementos abaixo na hierarquia venham quase diariamente desmentir o que foi uma promessa do presidente e que é capaz de vir ao encontro do desejo de muitos dos Sportinguistas.

Como se não bastasse a desautorização o pior é ver, como no caso de hoje, que o protagonista não se limita a versar as áreas que estarão sob a sua jurisdição e não resiste à tentação de se por a tocar rabecão quando o que se lhe pede - até pelo que foram as propostas feitas em campanha - é que preste atenção ao muito sapato que tem que coser e descoser e provavelmente descalçar.

Porventura não há na estrutura recém-eleita alguém mais indicado para falar de arbitragem? Não devia esse assunto ser conduzido pelo presidente? O mesmo se pode dizer sobre os objectivos que restam para a época em curso. 

Que diferença se quer estabelecer com o passado recente que tanto se criticou que não seja apenas uma mudança de pessoas e que não passe pelo modo de agir?

Há duas coisas nesta comunicação que me chamam particular atenção. A primeira é a referência aos novos tempos em Alvalade. Segundo Bacelar Gouveia "Bruno Carvalho está a mostrar a diferença em relação àquilo que se tem vivido no Sporting, com as decisões a serem tomadas à sucapa e na penumbra em que ninguém conhecia as razões das decisões." Não pondo em causa a afirmação, pergunto-me a que decisões se refere o presidente do CF? 

Mas mais importante parece isto: "Por exemplo as contratações eram inexplicáveis e esta vitória (em Braga) dá o tom de uma viragem na dinâmica desportiva do Sporting" Se havia a possibilidade de reduzir à expressão mais simples a força dos novos tempos era falar de contratações inexplicáveis e atirar a seguir com uma vitória à custa de jogadores e treinadores do tempo em que as contratações eram "inexplicáveis".

Mas o pior reservei para o fim. Referindo-se ao facto de o presidente ter pela frente  dura missão de "ter que tomar decisões difíceis que podem não agradar a certas pessoas ou interesses instalados" Bacelar Gouveia remata com "Os verdadeiros sportinguistas esperam que essas decisões sejam tomadas rapidamente". 

Ao referir-se aos verdadeiros Sportinguistas o presidente do CF deixa implícito que existem "Sportinguistas falsos". Não sei o que pensa Bruno de Carvalho disto, ele que escolheu para lema da sua apresentação aos Sportinguistas a frase "Juntos somos mais fortes, unidos invencíveis!". Ou o que tem a dizer o presidente da Assembleia Geral, representante de todos os Sportinguistas, os verdadeiros e os falsos.

Talvez fosse bom lembrar ao Dr. Bacelar Gouveia que uma das atribuições do órgão que preside é precisamente a aplicação da disciplina. Se ele parece tão clarividente na destrinça dos verdadeiros dos falsos Sportinguistas que torne o seu mandato numa cruzada contra os espúrios. O Sporting ficar-lhe-ia agradecido. Ou talvez não...

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Fazer ao contrário e desejar/exigir que saia direito

Julgo que nem o mais pessimista dos Sportinguistas conseguiu antecipar que, por pior que corresse a época, nos encontrássemos na situação em que nos encontramos. O Sporting vive um momento de particular fragilidade que, por isso, merece um tratamento adequado às circunstâncias. Mas o que se tem visto, dos mais variados quadrantes do clube, e com raríssimas excepções, é precisamente o oposto.

Começando por quem toma as decisões, que são as acções cujos os efeitos mais rapidamente se fazem sentir, foi notório desde o inicio dos problemas - a pré-época deixava claro que havia questões essenciais para resolver - que não se estavam a escolher os melhores remédios para atalhar os sintomas de doença. Ao invés, como aqui o fui dizendo, mandava-se o bom sendo às malvas. Tal como acontece quando um avião cai, cometiam-se vários erros em simultâneo. Fosse apenas um e estaríamos a falar de meros percalços, não de uma hecatombe generalizada.

A renovação com Sá Pinto era quase inevitável face ao que foi o final da época sob o seu comando, apesar do desastre do Jamor. Mas se me parece impensável deixá-lo cair então, estender o contrato por mais do que um ano, sem se saber o que valia Sá Pinto a preparar uma época de raiz foi precipitado. Mais precipitado ainda se não se fazia a mínima intenção de viver com as consequências. Isso pelo menos é o que se depreende pela forma como o treinador foi ficando isolado e com uma equipa técnica claramente incapaz de o ajudar. 

É incompreensível que se tenha dado a Sá Pinto carta branca para tomar decisões sobre a constituição do plantel e se tenham produzido alterações de monta até do ponto de vista financeiro para, em 2 meses, entregar a criança nos braços de um pai adoptivo. Despedir o treinador, a 24 horas de um jogo no dragão, é também injustificável sob qualquer ponto de vista. Uma jogada nitidamente "à Duque", que tinha tudo para resultar mal, confirmando que o macete Materasi/Inácio foi a excepção que a regra não confirma.

Deixar o plantel entregue a um Oceano de dúvidas, a ver no que dava, num limbo de semi-interinidade, foi o momento de não retorno na actual crise. Não se conhecem bons resultados causados por soluções deste tipo. Subsistem ainda dúvidas se a escolha de Vercauteren foi a mais avisada mas, como é bom de ver, o que actual equipa produz é muito menos do que se tivesse sido ele a preparar a época, valendo o mesmo quase para qualquer outro treinador no comando desde inicio.

Mas se são as decisões dos dirigentes as que determinam o essencial, não se pode retirar da equação o que os adeptos fazem e dizem. E aqui também encontramos motivos para pensar que do nosso lado se continua a proceder de forma oposta ao que aconselharia pelo menos o bom senso. Exigir a demissão dos corpos sociais após cada derrota até é compreensível no estádio, com a emoção à flor da pele. Fora dele o Sporting precisa mais da razão e dispensa bem o excesso de emoção.

Como o meu amigo Virgílio e o MF aqui deixaram bem claro, a demissão pura e simples dos actuais corpos sociais não muda nada no imediato e, creio, só concorreria para acentuar ainda mais a crise que já se vive. Só vejo 2 razões para, neste momento se insistir nesta ideia: a vontade de punir de Godinho Lopes e convicção que a saída dos actuais dirigentes e a entrada de outros resolveria de imediato todo e qualquer problema. A minha convicção é exactamente a oposta, não só poderia resolver muito pouco para esta época, como seria provável agravar. A punição concreta de Godinho Lopes recairia em abstracto sobre todo o clube, que nem é apenas o futebol.

É óbvio que no Sporting se fala demais e, em grande parte, se fala na hora errada, acrescido de propostas que só são boas porque nunca serão confrontadas com a sua aplicação prática. Citando um leitor deste blogue "não é no desespero que perco a visão, somente luto pela minha lucidez e sobrevivência de mim, ou do meu Grande Amor."

Também aqui andamos ao contrário, falando quando o momento recomenda contenção, e não são apenas os "notáveis", como muitas vezes se quer fazer crer. Tenho dúvidas que o excesso de ruído chegue da mesma forma ao plantel - os jogadores vivem nos seus mundos muito particulares - como se propaga pelo clube , subindo das redes sociais, pela comunicação social até aos gabinetes de Alvalade. Pensar que esse ruído não afecta o discernimento de quem tem a tarefa de decidir é ingenuidade. Se atendermos a que o barulho é sempre maior quando mais preciso era o silêncio e a reflexão temos explicadas pelo menos uma parte significativa das precipitações.

Claro, uma boa liderança é impermeável às pressões e o ruído, dirão. Não sei se estamos a dizer que o dirigismo no Sporting é apenas acessível aos super-homens. Pior ainda é constatar que se apregoa que a liderança é fraca, o que por si só a fragiliza ainda mais quer interna quer externamente.

Proclama-se a preocupação com a situação financeira mas, na mesma frase, exige-se a venda  de uma série de jogadores que, face ao nosso momento e à conjuntura geral, só pode ser mau negócio. E pedem-se prendas de Natal para um final de época que pouco mais se pode ganhar do que reconstruir o amor próprio.

Redescobrem-se as virtudes da formação porque a equipa B é um sucesso, (ignorando-se "estratégicamente" a virtude  da decisão e sua autoria), mas rejeita-se a mesma formação que nos colocou uma série de jogadores na equipa sénior e que estão num estado mais evoluído das suas capacidades.

Promete-se apoio mas "com outros" e não "com estes" ignorando-se que um clube se constrói todos os dias, em cada momento. Julga-se o Sportinguismo na presunção de quem não só se acha mais Sportinguista que os outros, como se arvora o direito de decidir quem deveria ser ou não Sportinguista.

Não podia a fotografia ficar completa sem me debruçar pela ideia peregrina que é o protesto da Juve Leo. Compreendo como ninguém o seu desencanto e desespero face ao momento, que não será superior em nada aos demais. Mas a sua existência não faz sentido sem ser no estádio a apoiar a equipa quando ela mais precisa. Também o excesso de emoção parece estar a toldar o raciocínio a esta parte importante da família leonina.

Conheço muito bem o meio do futebol profissional para acreditar que os jogadores não querem ganhar ou que se aplicam menos por qualquer razão. Grande parte dessas teorias conspirativas não passam de mitos que servem como explicação para uma menor compreensão da importância que tem o treino e a táctica.

"Manguelas" há em todas as profissões, mas a regra é a necessidade do reconhecimento que só o jogar bem ou pelo menos as vitórias proporcionam. É o que que abre as portas aos melhores contratos para carreiras sempre pressionadas pela sua curta duração e pelas inúmeras vicissitudes. Pensar que os jogadores são o "inimigo"  é uma visão enviesada e perigosa da realidade. O barco onde navegamos, adeptos e jogadores, é o mesmo, mas eles são, em campo, a nossa tripulação. O que não lhes falta são outros barcos para navegar mas nós só temos este.

Dizer que a época está totalmente perdida é um erro estratégico e simultaneamente contraditório com a exigência que se faz aos jogadores de respeitarem a camisola. É dizer que  todo e qualquer esforço é inútil, quando podemos perder ainda muito e o temos o orgulho leonino para restaurar. E isso só se faz ganhando.

sábado, 24 de novembro de 2012

Sporting, um clube de Carlos Barbosas


A conclusão é inevitável e surge na sequência da chusma de reacções que desaguaram em tudo o que é comunicação social: o Sporting é um clube de Carlos Barbosas.

Carlos Barbosa pôs um pé no Sporting (antes ainda pensou por os 2) sem tirar o outro do ACP e julgava que podia das 9h ao meio-dia ser presidente de um clube e das 14h às 18h00 ser vice-presidente de outro.

Ainda não se tinha sentado na cadeira de vice e nem sabia o que era o Sporting e já nos vendia ao desbarato os sonhos que não fazia a mínima ideia de como cumprir. Saiu sem que da sua presença se pudesse até agora extrair qualquer vantagem que não seja para o próprio, pelo menos em tempo de antena. 

Poder-se-á pensar que quem ocupa a cadeira de presidente do maior clube do País em número de associados não precisa de tempo de antena. Mas não será bem assim. 

Se assim fosse - se o ACP fosse tão visível como é o Sporting - talvez os sócios de ambos os clubes já se teriam interrogado se faria muito sentido entregar tamanhas responsabilidades a alguém que, na vigência da mais profunda crise que há memória na democracia portuguesa, advoga a construção de uma linha de "eléctrico rápido do Marquês até ao Rossio ou ao Terreiro do Paço" para resolver "o problema do trânsito e da poluição" porque "quem polui são os transportes públicos, não são os privados". Talvez Carlos Barbosa ande demasiado de carro, com ou sem motorista, não sei, e ainda não se tenha dado conta que o tal eléctrico que preconiza já existe desde a década de 50 do século passado e se chama Metropolitano de Lisboa.

Para o Sporting infelizmente existem demasiados Carlos Barbosas. Quando lhes é concedida a honra de associarem o seu nome ao de muitos ilustres dirigentes que, estribados na força de um associativismo ímpar, ajudaram a fazer o que é hoje o nosso grande Clube, entram à leão mas saem sem deixar outra marca que não seja as que fazem crescer os orçamentos e quase sempre do lado da despesa. Uma vez fora estão sempre prontos a dar opinião, cujo acerto e profundidade em tudo se assemelha à pobreza da obra realizada, confundindo-se quase sempre com acertos de contas, sem qualquer proveito para o clube.

Vivo o Sporting há já muitos anos e não me lembro de, em momentos de particular necessidade, haver quem se ofereça para mais do que estes diagnósticos proferidos de forma ligeira, com um microfone pela frente. O contributo mais comum é juntar mais barulho ao ruído de fundo, que é em tudo semelhante aos préstimos que se podem esperar do histerismo na hora do naufrágio. Já perguntar "como, onde e quando posso eu ajudar para inverter a actual situação?" não me lembro de ver. E este comportamento não é exclusivo apenas dos notáveis, há sempre Carlos Barbosas desconhecidos perto de si...

É fácil pedir eleições ante os maus resultados. Quem as pede oferece-nos exactamente o quê? Mais difícil é perceber que um novo acto eleitoral não garante o que o Sporting mais precisa neste momento: que a sua equipa jogue com qualidade suficiente para alcançar os pontos que precisa. 

Talvez durante a próxima semana dê, de forma mais fundamentada, a minha opinião (que em tudo se assemelha à que expressou o meu amigo Virgílio nos comentários ao post anterior) sobre a questão. Mas estou seguro de que, no actual momento, mais do que uma mudança imediata de presidente e direcção o Sporting precisa de boas decisões do seu treinador e de todo o empenho dos seus profissionais. Sem isso estou seguro que a actual crise não só não será debelada como se pronunciará, sendo bem provável que em pouco tempo se esteja a falar de novo em eleições.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

O Sporting é o petisco mais apetecível para os papagaios

Vamos ainda na quinta-feira desta semana e:

Já falou várias vezes o advogado de Adrien;

O Carlos Xavier falou sobre o Adrien;

O Bruno de Carvalho falou sobre o Adrien;

O Rogério Alves falou sobre o Adrien;

O José Eduardo falou sobre o Adrien;

A generalidade da blogosfera, eu incluído, falou sobre o Adrien;

Os jornais só parecem conhecer os jogadores do Sporting cujo contrato expira no final da época;

O pai e empresário do Jeffren falou sobre o filho, exigindo que o jogador jogue mais ou saia, esquecendo-se que ele não jogou mais porque não esteve à altura das exigências, sem que com isso não deixasse de receber o que era dele de direito.

Para fechar com chave de ouro vem hoje o Presidente da Assembleia Geral, entre frases enigmáticas, manifestar-se desaproveitado, esquecendo-se, por exemplo, de fazer qualquer referência à medalha olímpica conquistada no dia anterior por um atleta do Sporting. Na sua qualidade de representante de todos os sócios era capaz de não ser de todo descabido.

E para me ficar por aqui recomendo-lhe que procure nos estatutos as funções do cargo que exerce e, se ainda assim se sentir perdido, que olhe para o que fazem os seus congéneres. Por exemplo, o que teria dito o PMAG do SLB ou do FCP se estivesse no lugar de Eduardo Barroso?

Se fosse o do SLB iria perguntar a Luis Filipe Vieira porque comprou um suplente do Atlético de Madrid por 13 milhões de euros?

Ou se fosse o do FCP, perguntaria a Pinto da Costa porque estão Sapunaru e Bellushi a treinar à parte, ou para que se gastou dinheiro em Walter, Souza, Janko (fala-se em empréstimo ao Maiorca), Sapunaru, Rodriguez (custou 7 milhões e saiu a custo zero) e Belluschi?

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