Sporting 2 - Nacional 1: para suores frios Suárez quente
A noite fria e chuvosa que se preparou em Alvalade resultou na rejeição do convite por parte de muitos adeptos. Apesar disso muitos devem ter sentido suores frios quando o árbitro, a indicação do VAR, anula o golo de Suárez. Mas seria o colombiano, de forma ainda mais artística a entregar-nos os tão desejados pontos, já quando os minutos adicionais se esgotavam e tudo parecia perdido. O golo foi indiscutivelmente o melhor que este jogo cinzentão nos trouxe.
Há que dizê-lo, o treinador do Nacional, Tiago Margarido, montou bem a sua estratégia, anulando o que de melhor o Sporting tem, que é o seu jogo interior. Mas não se limitou apenas a procurar defender, poderia inclusive ter sido a primeira equipa a marcar, após erro de Morita e escorregadela do capitão de ocasião. Quaresma. E, não fora a obra prima de Soares, teria levado um prémio na viagem de regresso à Madeira.
O Sporting conquistou assim uma vitória tão preciosa quanto imperfeita, numa noite em que o resultado pesou bem mais do que a exibição. Às portas do clássico, o Sporting limitou-se ao essencial para continuar a sonhar com o título, mesmo num jogo marcado por escassa qualidade coletiva e pouca inspiração individual.
Faltou fluidez, faltaram ideias e, em vários momentos, faltou também a atitude competitiva que se exige a uma equipa nesta fase da época. O jogo foi frequentemente partido, com demasiados erros técnicos e decisões apressadas, e raramente houve domínio sustentado de quem tinha a obrigação de assumir o controlo.
Ainda assim, o Sporting soube agarrar-se ao resultado, mostrando eficácia nos momentos decisivos e evitando um desfecho que poderia ter consequências pesadas na luta pelo campeonato. Não foi uma exibição convincente, mas foi uma vitória fundamental — daquelas que mantêm vivo o objetivo maior quando o brilho não aparece.
O título continua distante, mas possível. E, a uma semana do clássico, os leões garantiram, pelo menos, o direito de acreditar.