Um dos melhores dias de férias
Ontem, para ver o jogo e ser um dos privilegiados que a ele puderam assistir ao vivo, tive que gozar um dia de férias antecipado. Sacrifício? Não, sacrifício seria ter que ficar em casa, mais uma vez, sentado no sofá e ainda por cima contribuir para as audiências da SporTv, cujo monopólio engorda enquanto esmifra o mais que pode o nosso clube.
Com isto consegui assegurar antecipadamente, com quase total garantia, um dos melhores dias de férias a que terei direito este ano. Sempre tive confiança neste grupo de trabalho e fui-o aqui dizendo quer no passado sábado (
Medo? Comprem um cão mas não faltem 5ª feira!) quer mesmo ontem (O Sporting fez-se grande pelos que acreditaram sempre). Afinal o Sporting devolve-nos sempre com juros elevados o esforço despendido, é só preciso saber aguardar o momento certo.
Porque não jogamos sempre assim?
Esta parece ser a pergunta do dia e, quanto a mim, parece-me ser totalmente desprovida de sentido. Não jogamos sempre assim porque não jogamos todos os dias contra o City, os Setúbais que nos saem ao caminho também não jogam assim contra nós, finalmente porque os jogos não sendo todos iguais, colocam necessidades de respostas diferentes.
A pergunta serve talvez de hall de entrada para a discussão sobre o empenhamento dos jogadores. Descontando o facto de estes serem os jogos que todos os jogadores gostam de jogar, julgo que os problemas deste ano nunca estiveram na falta de entrega dos jogadores, não me parecendo por isso que tenham sofrido menos do que a generalidade dos adeptos com as decepções ou que se tenham descomprometido com os objectivos e exigências do clube. A questão sempre me pareceu estar centrada nos métodos de treino e nas opções do treinador.
O que se ganhou ontem?
Ganhou-se um jogo que antes de se realizar todos vaticinavam ser inevitável perdê-lo e quase todos iam no sentido de uma goleada humilhante. Hoje são esses os mesmos que afirmam que o Sporting só ganhou porque o City foi arrogante e se desdobram em explicações onde quase não cabe o mérito do treinador, dos jogadores e obviamente dos adeptos presentes. Na prática isto é quase tão importante como virar um resultado adverso e já dilatado.
Poucas vezes se viu, nos tempos mais recentes, apoio incondicional e vibrante como o de ontem. Não foi por acaso que Sá Pinto referiu no final do jogo que todos do mesmo lado somos mais fortes. Ganhou-se vantagem na eliminatória e ganhou-se espaço precioso nas noticias, projectando o nome do Sporting. Ganhou-se um jogo apenas, mas foi a uma das equipas do momento, que é "apenas" o principal candidato à Premier League. Mas também é notório que, com o calcanhar de Xandão, houve muito boa gente a ganhar uma dorzita de cotovelo.