Mostrar mensagens com a etiqueta VMOC. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta VMOC. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 28 de dezembro de 2023

Adeus VMOCS, até sempre


Com discrição, mas de forma eficaz, o Sporting concretizou mais uma importante operação no âmbito da reestruturação financeira. Dessa forma fica afastada a exposição a uma possível perda de maioria da SAD por via de uma possível transformação em acções das famigeradas VMOCS.

Começando pelo princípio, naquilo que pode ser a medida mais polémica (ou a ser polemizada…), o Sporting procedeu a uma antecipação de receitas que teria a receber por via do contrato com a NOS, no valor de 50.075 milhões de euros. A empresa Sagasta foi novamente a parceira na operação, sendo neste momento credora de 113.990 milhões de euros. 

O próximo relatório e contas ajudará a perceber melhor o que esta operação representa para as contas da SAD. No entanto o adiantamento de receitas com este objectivo merece aprovação, não apenas pelo que significa a recompra das VMOCS com um desconto de 70% mas também pela extinção da divida ao Novo Banco. 

Isto é, os 51 milhões de euros em VMOCS detidos pelo banco foram adquiridos agora por 15,4 milhões de euros. Tal como havia sido acordado previamente com o outro credor, o BCP, o Sporting pagou agora mais 9 milhões a este banco para ajustar ao preço pago ao Novo Banco.

É bom lembrar que dos 83,4 milhões em VMOCS detidos pelo BCP a SAD pagou então 14 milhões de euros, ficando agora, com este acerto, pelo valor total de 23,27 milhões a recompra de VMOCS ao BCP. 

Este valor somado aos 15,4 milhões agora pagos perfaz um custo total de 38,67 milhões da operação de resgate de 134 milhões detidos por ambos os bancos, a que acrescerão os juros a pagar à Sagasta, obviamente.

Fechado o processo VMOCS, que tanta tinta e tempo fez gastar, o Sporting inicia uma nova fase como é antecipado no comunicado:

Um passo que permite arrancar a fase 2.0 do planeamento estratégico, criando as condições para a entrada de uma parceria estratégica minoritária no capital na SAD, para que exista um reforço da política de investimento, da melhoria da experiência de todos os Sócios e da globalização do Clube.

Aqui há pelo menos duas coisas a ponderar desde já:

1- A importância de quem será o novo investidor. Tem-se falado de forma recorrente do multimilionário Todd Boehly, um dos proprietários do Chelsea. Outro nome frequentemente falado e muito desejado por muitos é o de Cristiano Ronaldo.

Um investidor como Todd Boehly é o que me parece menos interessante. Não gostava de ver o Sporting numa pareceria em que surgiria menorizado e como clube formador nunca poderá ser uma barriga de aluguer para miúdos à procura de afirmação. Para isso temos cá os nossos. Outro galo cantaria se uma possível pareceria estratégica permitisse a total autonomia do Sporting no scouting e consequente aquisição, contemplando apenas o direito de preferência em caso de igualdade nas propostas recebidas.

Cristiano Ronaldo seria o círculo prefeito, embora me pareça, de forma meramente intuitiva, que os movimentos dele não o parecem indicar. A academia com o seu nome está ainda por merecer a sua presença. E não parece que a sua ligação ao extremo oriente esteja para terminar em breve. A acontecer e de forma bem ponderada, seria ouro sobre verde, por tudo e pela carga emocional que representaria.

2- A haver uma entrada de capital via novo investidor é desejável que ele seja aproveitado de forma estruturante para o clube e não meramente despejado em aquisições de jogadores que, por muito que possam aportar, envolvem sempre um elevado risco, podendo perder-se  o efeito multiplicador e perene que se deseja com esta operação. 

Para finalizar o Sporting detém agora, por via desta operação, 87,9 por cento da sua SAD. Faz por isso todo o sentido o passo que agora se anuncia, a de atrair investidores que ajudem a preparar o clube para um futuro com solidez e ainda mais competitivo. 

O comunicado do Sporting:

O Sporting Clube de Portugal informa que adquiriu 51.416.952 de VMOC ao Novo Banco, e que após a conversão dos referidos valores aumentará a sua participação no Capital Social da Sporting SAD para 88%.

Este é um marco histórico na vida do Clube. Concluiu-se a última etapa que permite acelerar a Nova Era que já se iniciou.

A concretização deste objectivo constitui o passo final do caminho que foi definido em 2018, com o propósito de assegurar que o Clube seria dono do seu próprio destino.

Uma vez assegurado a 4 de Março de 2022 o controlo da maioria do capital da SAD, colocou-se hoje, 27 de Dezembro de 2023, um ponto final ao Acordo Quadro de Restruturação Financeira assinado em Novembro de 2014. 

Um feito que permite ao Sporting Clube de Portugal iniciar um novo ciclo na sua notável História. Um ciclo em que o Clube possa, de forma constante e inequívoca, estar na disputa da liderança de todas as competições desportivas, de forma sustentável e sustentada, com foco na criação de valor a longo prazo.

Um passo que permite arrancar a fase 2.0 do planeamento estratégico, criando as condições para a entrada de uma parceria estratégica minoritária no capital na SAD, para que exista um reforço da política de investimento, da melhoria da experiência de todos os Sócios e da globalização do Clube.

Obrigado a todos os Sócios. Este era um caminho que se antecipava longo, mas que os Sócios do Sporting Clube de Portugal tornaram curto.

Obrigado por se manterem fiéis aos valores inabaláveis que nos fundaram, e que guiam a nossa crença de todos os dias sermos melhores, de inspirarmos os outros a serem melhores através do desporto, de liderarmos através do exemplo positivo. Crença essa que liderou a mobilização quando ela foi crítica.

Começámos uma Nova Era, mas mantemos o mesmo ADN, os mesmos valores e crenças de sempre.

Começámos uma Nova Era com Esforço, Dedicação e Devoção para atingirmos a Glória.

 

quarta-feira, 22 de junho de 2022

Tudo o que precisa de saber sobre as 3 AG's das VMOC's


Qual é o melhor dia para converter VMOC do Sporting? Até 31 de julho, depois entra agosto e o clube vai ser o grande com maior peso na SAD 

Sporting prepara eliminação dos VMOC comprados ao BCP em julho, mas ainda precisa de negociar com o Novo Banco. Assembleias-gerais para operacionalizar mexidas têm lugar a 12 de julho para o clube ser o grande com maior peso na respetiva SAD 

O Sporting prepara-se para eliminar, no próximo mês de julho, os valores mobiliários obrigatoriamente convertíveis (VMOC) que recomprou ao Banco Comercial Português no início deste ano. Com isso, entrará em agosto com um reforço de posição acionista na SAD do clube, tirando peso à Holdimo de Álvaro Sobrinho. Fica a faltar o Novo Banco, o outro banco que tem VMOC do Sporting, e com o qual o clube não chegou a acordo para a recompra.


São três as assembleias-gerais que se terão de realizar no próximo 12 de julho para que o clube possa avançar com a recompra dos VMOC: uma dos VMOC de 2010, outra dos VMOC de 2014, e outra dos acionistas da própria SAD. Nas duas últimas, o clube é claramente maioritário, na outra divide o poder com o Novo Banco.

Na prática, o que está em cima das três mesas é a alteração das condições dos VMOC, permitindo o seu vencimento antecipado decidido pelo titular, com respetiva conversão em capital da SAD do Sporting, já em julho (mais propriamente a 31 de julho), em vez de esperar até dezembro, mês em que podia fazer a anulação dos VMOC segundo as condições definidas atualmente.

Nas convocatórias que apresenta à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o Sporting revela que “pretende realizar a conversão antecipada dos VMOC detidos pelo SCP e sociedades participadas”, e “assim garantir a detenção pelo Grupo Sporting da maioria do capital social da Sporting SAD”. A modificação das condições visa “possibilitar a célere prossecução daqueles objetivos e surge como o resultado natural do esforço efetuado pelo clube na aquisição dos VMOC, respondendo a uma das principais preocupações dos sócios do Sporting, bem como a um desígnio assumido pelo Conselho Diretivo do Clube desde o dia da sua primeira eleição”, escreve a equipa executiva presidida por Frederico Varandas.

Sporting torna-se o grande com maior peso na respetiva SAD
Segundo o documento, “o reforço da posição acionista do SCP no capital social da Sporting SAD terá por efeito a valorização do ativo do clube, inserindo-se, assim, na estratégia de reforço de criação de valor do Sporting Clube de Portugal”.

Com a conversão dos VMOC comprados ao BCP por 14 milhões de euros (por via de uma antecipação de receitas), o clube passará a ter 83,9% do capital da SAD. Neste momento, detém 63,8%. A Holdimo, hoje com quase 30%, vai ver a participação reduzida a metade, bem como a Olivedesportos, hoje com 3,2%.

Com esta participação, o Sporting será o clube entre os três grandes que mais peso acionista tem na respetiva SAD. O Benfica tentou assegurar o controlo de até 95% da sua SAD na oferta pública de aquisição falhada, pretendendo adquirir as posições dos acionistas não estratégicos para depois vir a vendê-las a parceiros da área. Neste momento, o clube liderado por Rui Costa tem 67% da SAD.

Já o FCP, que em 2014 lançou uma OPA à SAD que permitiu reforçar a posição, é dono de 76% do capital da sociedade.

Falta acordo com Novo Banco
Os VMOC do Sporting foram subscritos pelos bancos através da conversão de créditos sobre o clube, que assumiram a hipótese de, caso estes se convertessem na sua mão, se tornarem acionistas maioritários. Daí a vontade da equipa de Varandas de impedir que tal acontecesse — até porque, para os próprios bancos, também isso não era uma vontade, já que tentam há anos afastar-se do futebol.

Artigo de Diogo Cavaleiro, Expresso.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

No mais puro "croquete style"

A SAD do Sporting aproveitou as vésperas do jogo como o Real Madrid para divulgar a entrada de novos investidores, numa operação a rondar os 18 milhões de euros. Divulgar que é bem diferente de informar, uma vez que não são avançados os nomes das entidades ou pessoas envolvidas como obrigam as mais elementares normas de transparência. 

Quem são, o que fazem, ao que vêm? Qual a razão para manter o nome em segredo? Admitamos que o segredo é alma do negócio enquanto este está por concretizar. Mas se a razão é essa porque se divulga já? Enfim, um sem número de questões, estas e outras que se levantam. Mas o mais importante aqui é a "divulgação" de uma noticia, num timing claramente escolhido para se furtar à atenção dos interessados que somos todos nós, Sportinguistas.

Mas, para lá do aspecto formal, há que considerar as suas implicações. É que esta não é uma mera operação de aumento de capital, implica a emissão de mais um lote das já famosas VMOC´s, no valor 55 milhões de euros. Assim, o valor total de obrigações convertíveis cifrar-se-á em breve em 190 milhões de euros, isto para uma sociedade com um capital social de 85 milhões de euros. 

Entretanto, se nada for feito, em 2026 o clube está obrigado a recomprar 52% desses 190 milhões, o num valor a rondar os 99 milhões de euros. Os bancos, outrora uns ladrões, hoje amigos, já detêm um terço da SAD, que com esta reestruturação financeira tantas vezes elogiada como exemplar, alienou cerca de 40% do seu capital. 

A possibilidade de os bancos ficarem com dois terços no final da operação parece-me remota porque não têm interesse nem vocação para administrar SAD's pelo que, se o clube nada fizer, terá que se haver com quem os credores encontrarem para ficarem com as acções que então deterão.

Esta forma de onerar os vindouros e o método e o tempo escolhidos na sua divulgação fazem lembrar, para pior, o que muitos hoje chamam de "geração croquete". Infelizmente muitos desses deviam estar a dormir aquando das primeiras emissões e, pelo que se vai vendo, ainda não acordaram. Se nada for feito, em 2026 acordamos todos. Provavelmente aos gritos. 

Qual é o meu receio? É que em 2009, quando esta solução foi apresentada, "isto" ia ser resolvido, só que a maturidade da primeira tranche chegou em Janeiro deste ano e a solução encontrada foi empurrá-la, ela mesma, a solução, para 2026...

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

VMOC's: vários anos a viver perigosamente

Criou algum alvoroço na semana passada a noticia de que o Sporting estava prestes a perder a maioria do capital da SAD. Tal sucederia caso os VMOC's (acrónimo de "valores mobiliários obrigatoriamente convertíveis") detidos pelos bancos credores fossem imediatamente convertíveis em acções, conforme previsto no plano de reestruturação financeira de 2009. À época este instrumento financeiro foi aqui amplamente debatido, tendo alguma das consequências agora conhecidas sido então antecipadas.

Estamos a falar de um valor de 55 milhões de euros o que, por força da diluição percentual decorrente do aumento de capital para um total de 122 milhões de ações, reduziria a 32% a participação no capital da SAD, apesar do Sporting continuar a deter 42,8 milhões de acções. O BES e o BPI ficavam assim 45% da SAD, resultantes da transformação daquela divida em 55 milhões de ações. A Holdimo de Álvaro Sobrinho e Joaquim Oliveira são os restantes accionistas, sem contar com detentores de quantidades residuais de acções.

Ao contrário do que parece ter sido entendido, pelo menos a julgar pelo silêncio que se instalou sobre o tema, o perigo de perder a maioria da SAD ainda não se extinguiu, uma vez que, até sexta-feira, dia 15de Janeiro, os bancos envolvidos nesta operação têm que se pronunciar, através do envio de carta à SAD, dando conta da aceitação da prorrogação do prazo de pagamento dos VMOC's por mais dez anos. 

Não o fazendo a conversão em acções cumpre-se automaticamente e com ela a perda de maioria do capital. Porém, tal não é crível que venha a acontecer, uma vez que não se vê que vantagens decorreriam para aquelas instituições participarem do capital de uma sociedade que não distribui dividendos e ainda por cima tem um gordo passivo sujeito a apertada dieta.

Se não houver alterações do guião ao filme das VMOC's o problema que agora nos escaldava as mãos transitará para Janeiro de 2016, daqui a dez anos, portanto. Mas terá uma dimensão revista e aumentada, uma vez que já existe uma segunda temporada na "série VMOC's", com a necessidade de liquidar (até 16 de dezembro de 2026), aos mesmos bancos, 80 milhões de euros. 

Esta obrigação foi contratualizada em Dezembro de 2014 aquando da emissão de VMOC's pelo mesmo valor, com um prazo de maturidade de doze anos. Ou seja, se nada foi for feito até lá, em 2026 o Sporting, só por via das VMOC's, terá que desembolsar nada mais nada menos que 133 milhões de euros! Sim, leu bem, cento e trinta e três milhões de euros, não contabilizados os juros. Basta falhar apenas a liquidação de um dos valores em causa para a maioria da SAD se finar. E de fora ainda ficam os valores de despesa de gestão corrente ou do serviço da divida.

Face a estes números astronómicos é mais do que legitimo questionar o acerto das opções tomadas e qual o grau de exequibilidade real destas medidas. Tendo estas sido tomadas sempre sob o signo da emergência e como inevitável alternativa ao caos, não houve tempo nem discernimento para pensar em alternativas. Importa pelo menos agora que se perceba que, em nome da viabilização do presente possível, colocamos um grande ponto de interrogação no horizonte.

Na voz corrente dos entendidos é comum ouvir dizer e ler que, face às circunstâncias, o Sporting tem conseguido bons acordos com os bancos credores.  De tal forma que os nossos rivais, já enciumados pelo nosso lugar na classificação geral, descobriram aqui nova matéria para olharem para o Sporting com redobrado rancor. Sim, os mesmos que nos consideram pobres falidos e à beira da extinção reclamam tratamento idêntico ao que foi dispensado a eles, que se consideram ricos e exemplos de gestão. Enfim...

Se este é o acordo possível não será menos verdade considerar que, ao contrário do que sucedeu com a emissão dos primeiros VMOC's,  é agora vital para a sobrevivência da SAD planear meticulosamente o resgate daqueles valores aos bancos. Dez anos passam a correr, como agora verificamos. A alternativa é o adiar até não haver alternativa.

Vivendo um bom momento desportivo no futebol, é muito comum que matérias deste teor tendam a cair no esquecimento ou até sejam evitadas pelos adeptos e pelos responsáveis. A verdade é que dispomos de dez anos para poder alterar o curso de várias gerações a viver de forma perigosa e poder entregar aos vindouros um clube mais saudável e viável. O contrário é continuar a empurrar com a barriga. 

A próxima AG, onde é possível que este tema venha a ser tratado, é uma altura para tomar o pulso aos planos da direcção para gerir delicado dossier.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Muitas e Boas Festas, com mais humildade e menos basófia

Faltam apenas três jornadas para terminar a primeira volta e o Sporting está apenas a um ponto do líder, que neste momento é o FCPorto. Porém é a equipa que até agora liderou por mais tempo e na próxima jornada tem um encontro marcado com a oportunidade de recuperar o comando da Liga. Se no inicio da temporada me fosse perguntado poderia dizer que esta era uma situação que não desdenharia de todo se ela me fosse oferecida. Estaria longe de imaginar porém que a primeira derrota do campeonato e consequente perda de liderança ocorreria com o último classificado e, a par do Tondela pós-Paneira, a pior equipa da competição.

Ora dizer isto é afirmar que o Sporting está a fazer um bom campeonato, estando mesmo a superar não só as expectativas como muitas vezes a si próprio. Mas perder com o último é também uma boa oportunidade para colocar as coisas em perspectiva. É verdade que fomos punidos com alguma crueldade por circunstâncias que ocorrem com frequência no futebol. As mesmas que, em anteriores ocasiões nos favoreceram, quando a perda de pontos esperava apenas o apito do árbitro para o confirmar. 


Não há campeões em Dezembro mas podem-se começar a perder campeonatos em Dezembro. Se a inesperada derrota da passada jornada servir para fazer soar as campainhas, avisando que não há campeões sem humildade suficiente para reconhecerem as suas próprias debilidades e a exposição ao carácter profundamente aleatório do próprio jogo, talvez se encontre nela alguma utilidade. Ao contrário os últimos tempos o Sporting, em especial o discurso do presidente, tem-se assemelhado a de um corredor de fundo que a meio da maratona já corre de braços erguidos em sinal de vitória, sem que nada o justifique.

A afirmação documentada na imagem tem cerca de um mês ("Estamos em 1.º e quero desejar-lhes boa sorte e que vão olhando bem para nós porque não vamos sair do 1.º lugar") e colide com as feitas após o jogo, dando conta que o campeonato "é uma maratona! Manter os pés assentes na terra, trabalhar cada vez mais e manter o foco nos objectivos!"

Por sinal a comparação do campeonato com uma maratona já havia ocorrido na véspera do jogo com o União onde Bruno de Carvalho faria um renovado apelo à união interna. Precisamente o mesmo apelo que já havia em anteriores ocasiões, como por exemplo, na Gala Honoris, em Julho. Ora o Bruno de Carvalho que tão útil acha hoje a união interna é o mesmo que em 2012 achava estranho a insistência nesse apelo, quando afirmava que "mais importante do que fazer o apelo à união, é perceber que o Sporting existe e que o seu património mais valioso é sermos todos do Sporting". 

Não concordo com a afirmação totalmente, até porque não a percebo na plenitude. Mas estranho o apelo porque a união, seja lá o que isso for, é ditada essencialmente por quem lidera. Se não a consegue é a sua liderança que está questão. E, convenhamos, não se vislumbram nem fracturas graves ou ameaças à estabilidade do clube. Nem todos concordam com absolutamente tudo o que Bruno de Carvalho faz ou diz? Seja então bem-vindo à sociedade contemporânea, onde o pensamento e a opinião são livres. 

Se a pretensão é a unanimidade anda a procura de unicórnios, com a agravante de o fazer de trompetas tonitruantes . Se a unanimidade não existe, ela nunca sucederá com alguém que faz da controvérsia e da incoerência entre o discurso e acção o dia a dia, de que os exemplos acima são apenas o prefácio do seu historial. 

Ora são precisamente estas características, juntamente com uma permanente exposição apoiada num discurso que usa com frequência o auto-elogio, muito próximo da basófia que reconhecemos em muitos dos nossos rivais, que causam a rejeição a muitos Sportinguistas. Acresce que Bruno de Carvalho não parece procurar a união na sua acção mas apenas estar rodeado de quem concorda com ele, abdicando do mais elementar juízo critico. São bem conhecidas as suas reacções destemperadas às criticas. 

Para terminar volto ao principio: à necessidade de recentrar o discurso na multitude de dificuldades e adversidades que nos esperam todos os dias ao virar de cada jogo, de cada decisão administrativa. Isto não é compaginável com promessas de ficar no primeiro lugar até ao fim quando estão disputadas apenas treze jornadas do campeonato. É também uma severa falta de respeito imperdoável pelos adversários e que se opõe ao nosso historial e princípios fundacionais e que o futebol  se encarregou de punir com severidade. Entretanto os nossos adversários aproveitam com gáudio para nos ridicularizar.

O recurso à arrogância é ainda mais injustificado quando quer o nosso historial recente quer o maior poderio dos nossos adversários recomendarem alguma humildade. Apesar dos progressos evidentes na nossa prestação desportiva, com o regresso às vitórias em competições importantes, não recuperamos ainda o estatuto de favoritos. E na vertente financeira, apesar de serem altamente meritórios os exercícios positivos, está ainda muito longe de ser conseguida uma alteração estrutural que permita olhar para os anos vindouros com segurança. 

O recente adiar da resolução do problema das VMOC's veio demonstrá-lo bem como - talvez o mais importante - que as ferramentas e filosofia de gestão permanece iguais. A recente decisão do TAS sobre o "caso Rojo" (de que não tive ainda oportunidade de analisar), resultante de uma decisão controversa de sua responsabilidade, não sendo definitiva, significa que as dificuldades estão aí para durar. 

A somar a isto a sombra projectada pelo presidente na sua própria imagem na recente aventura nocturna na Madeira, com agravante de parecer ter ocorrido em representação do clube e com o fato oficial. Há diversos testemunhos e imagens que parecem confirmar que algo que não devia ter acontecido ocorreu. É consideravelmente difícil que a união se faça em torno de quem não se preocupa em cultivá-la pela acção e pelo exemplo.

Aproveito este post para desejar a todos os leitores uma Quadra Natalícia Feliz.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Que consequências resultam para o Sporting da falência do BES? Mais perguntas que respostas

Há quase um mês, mais precisamente no passado dia 7 de Julho, começavam-se a saber os primeiros desenvolvimentos da "Crise no BES", o que me levou a escrever o post "BES: um credor em apuros pode contaminar o Sporting?. O artigo está em parte desactualizado pelo evolução dos acontecimentos, embora a sua leitura, bem como a de alguns comentários, me pareça continuar a ser pertinente. 

Não deixa de ser curioso verificar que o que então parecia ser merecedor do estatuto de uma verdade incontestável, a impossibilidade falência do banco, ser substituído no curto espaço de um mês pelo seu inverso: o BES de facto faliu. Será precisamente o aproveitamento do referido post bem como de alguns comentários que servirá para colocar as perguntas que imagino eu, muitos também ainda não saberão responder.

Como grande parte dos Sportinguistas saberá, o Sporting, no inicio da gestão de Bruno de Carvalho, concluiu um acordo de reestruturação financeira. Na sua essência, a reestruturação financeira visava restabelecer o rácio de solvabilidade do clube, com o aumento dos capitais próprios, sendo para tal determinante a integração da participada SPM na SAD do clube. Especulou-se também sobre um possível hair-cut sobre o passivo detido pelos credores - BES e BCP - o que não vi confirmado em lado nenhum, mas cuja possibilidade tanto agitou os nossos rivais... 

A fusão da SPM, detentora do Estádio José Alvalade, era também um instrumento vital para a manutenção da maioria do capital da SAD, mesmo depois da conversão das famosas VMOC's em capital. Toda a operação era também crucial para o cumprimento das normas de fair-play financeiro que a UEFA obriga. 

(Lembre-se que a fusão foi aprovada há mais de um ano pelos associados na  AG de 30 de Junho de 2013. Várias vezes foi afirmado, quer directa, quer indirectamente, que havia sido requerida a isenção de impostos, (valores próximos de 500 mil euros), ao ministério da Economia e que, essa isenção está ainda pendente.)

Nesse acordo seguramente que ficaram firmadas as condições de financiamento de tesouraria pois, ao contrário do que é o mito do papão dos bancos na blogosfera - aliás muito semelhante a outros, como os empresários, os fundos, etc. - são eles que permitem a liquidez necessária para satisfazer grande parte dos compromissos assumidos. Esta não será uma realidade exclusiva do Sporting, estende-se também aos seus rivais, com as devidas diferenças ditadas em função da especificidade de cada um dos clubes.

O Novo Banco vai continuar a assegurar os compromissos que permitem manter a liquidez de tesouraria e assim fazer face aos compromissos diários e de curto prazo?

O que vai acontecer agora à reestruturação financeira?

Ela continuará a ser possível nos mesmos termos com o Novo Banco? 

O que acontecerá agora às VMOC´s, uma vez que a sua reconversão, numa nova emissão a 12 anos, conforme prevista no plano referido, era crucial?  

O empréstimo de 68 milhões de euros, crucial para reequilíbrio financeiro, e assegurado pelo consórcio BES/BCP, continuará ser possível?

O que vai suceder com o empréstimo obrigacionista de 20 milhões, de Julho de 2011, previsto para 3 anos  4 meses, isto é, a sua maturidade, e consequente necessidade de reembolso, se verificará no próximo mês de Novembro?

O que acontecerá aos direitos detidos sobre os jogadores abaixo descriminados (a percentagem descrita é a detida pelo fundo, com a ressalva de estes serem dados relativos a 2012, não sabendo se alguma delas sofreu entretanto alterações):

Diogo Salomão - 25% 
Wilson Eduardo - 40% 
André Martins - 40%
José Lopes (Zezinho) - 10%
William Carvalho - 40%
Diego Capel - 20%
André Carrillo - 20%
Fabian Rinaudo - 15%
Diego Rubio - 15%
Carlos Chaby (Filipe) - 2,5%
Alberto Coelho (Betinho) - 5%
 
cujas percentagens dos respectivos passes pertencem ainda o Sporting Portugal Fund, gerido pela ESAF, Espírito Santo Fundos de Investimento Mobiliário?

O que vai acontecer ao relacionamento com a Holdimo, sabendo-se o que se sabe hoje que, sendo accionista do BES, sofrerá, em principio, graves perdas, provavelmente a totalidade do valor detido em acções?

quinta-feira, 10 de julho de 2014

BES: um credor em apuros pode contaminar o Sporting?

Quando começaram os primeiros rumores sobre uma crise na holding empresarial não financeira do grupo BES comecei a escrever o presente artigo. Porém, rapidamente se percebeu que a doença era maior do que parecia e a forma virulenta como se espalha leva a recear o pior. O artigo, já extenso, ficou reduzido às presentes linhas, por grande parte do que aí era explanado ter perdido actualidade ou deixar de fazer sentido.

Como grande parte dos Sportinguistas saberá, o Sporting, no inicio da gestão de Bruno de Carvalho, concluiu um acordo de reestruturação financeira, cujo âmbito é seguramente mais complexo e cuja total amplitude me escapa. A mim e creio que à maior parte dos Sportinguistas porque, de forma básica mas realista, a génese da nossa ligação ao clube não foi nem nunca será a discussão de relatório e contas, participações económicas, reestruturações financeiras. Se o fazemos é por necessidade de compreender uma parte vital da vida do clube, desde sempre mas cada vez mais ligada à sorte que se joga entre as quatro linhas.

Na sua essência, a reestruturação financeira visava restabelecer o rácio de solvabilidade do clube, com o aumento dos capitais próprios, sendo para tal determinante a integração da participada SPM na SAD do clube. Especulou-se também sobre um possível hair-cut sobre o passivo detido pelos credores - BES e BCP - o que não vi confirmado em lado nenhum, mas cuja possibilidade tanto agitou os nossos rivais...

A fusão da SPM, detentora do Estádio José Alvalade, era também um instrumento vital para a manutenção da maioria do capital da SAD, mesmo depois da conversão das famosas VMOC's em capital. Toda a operação era também crucial para o cumprimento das normas de fair-play financeiro que a UEFA obriga.

Nesse acordo seguramente que ficaram firmadas as condições de financiamento de tesouraria pois, ao contrário do que é o mito do papão dos bancos na blogosfera - aliás muito semelhante a outros, como os empresários, os fundos, etc. - são eles que permitem a liquidez necessária para satisfazer grande parte dos compromissos assumidos. Esta não será uma realidade exclusiva do Sporting, estende-se também aos seus rivais, com as devidas diferenças ditadas em função da especificidade de cada um dos clubes.

No ponto actual do processo desencadeado pela crise no grupo BES é ainda demasiado cedo para perceber que implicações reais possam vir a incidir no relacionamento credor/cliente. Porém, há uma evidência preocupante: o terramoto que está a fazer tremer o grupo surge num momento em que a reestruturação financeira não está concluída uma vez que a supracitada fusão da SPM na SAD está ainda por fazer. 

Lembre-se que a fusão foi aprovada há mais de um ano pelos associados na  AG de 30 de Junho de 2013. Várias vezes foi afirmado, quer directa, quer indirectamente, que havia sido requerida a isenção de impostos, (valores próximos de 500 mil euros), ao ministério da Economia e que, essa isenção estava ainda pendente. Esse pedido de isenção pressupunha o acompanhamento de um documento da Sec. de Estado da Cultura - não era suposto que os dois ministérios dialogassem entre si, ao invés de o requerente ter de andar a penar entre ministérios? - de forma a que os impostos de selo e IMT não fossem tributados ao clube. Esta semana o jornal "O Jogo" estimava que o processo estivesse concluído em Setembro, embora não justificasse o prazo. Atendendo a que grande parte do País, instituições oficiais incluídas, se apresta para fechar e ir a banhos, talvez esteja aí a razão.

É este o documento que faltará para completar o processo de fusão e por sua  vez a reestruturação financeira se tornar definitiva e os seus termos e consequências entrarem em vigor. Mas, passado um ano da sua aprovação em AG, é legitimo perguntar porque é que este processo, de vital importância para o clube, se arrasta há tanto tempo. É apenas este o documento em falta ou há ainda outras condicionantes para satisfazer? Quando foi requerido o referido documento à Sec. de Estado da Cultura e quanto tempo é legitimo esperar ainda mais sem qualquer resposta?

Num cenário de derrocada do BES, que não se pode, em bom juízo, afastar, o valor em dívida pelo Sporting àquela entidade bancária seriam a menor das preocupações para nós, num primeiro momento. Esse seria primeiro um problema dos credores do banco. Mas uma hipotética interrupção de disponibilidade do banco teria como resultado a falta de liquidez de tesouraria. Isso sim, seria um problema sério talvez represente, no actual cenário, um perigo real. No momento actual seria um pesadelo para a actual gestão ter que encontrar uma alternativa para os serviços agora prestados, sabendo como se sabe das dificuldades da generalidade das entidades que concedem crédito. 

Se uma catástrofe como a invocada - a derrocada do BES - se pode considerar um fenómeno extremo, de ocorrência improvável, já uma degradação paulatina da solidez do banco e, consequentemente do nível dos serviços que presta, é mais do que razoável esperar. A questão que se coloca é se tal impedirá a total satisfação do acordo de reestruturação feita com o Sporting. Poder-se-á pensar: "certamente que há documentos assinados e o clube tem constituída uma posição sólida perante um possível incumprimento".

Sendo isto verdade, não é menos verdade que a história documenta situações semelhantes cujo cumprimento nunca chegou a ter lugar, seja da parte de credores, seja do lado dos devedores. E, verdade seja dita, para tal acontecer, tanto faz que reestruturação esteja ou não fechada. Uma situação a acompanhar com alguma cautela. Até porque as consequências do que está a suceder no BES nos poderão atingir de diversas formas e ângulos sendo que, pelo que o Sporting representa para os Sportinguistas, as noticias dos últimos dias estão longe de ser boas para nós, mesmo que não representem um perigo eminente.

Falar do BES é falar também da accionista da SAD, a Holdimo, cujo principal accionista é Álvaro Sobrinho, de certa forma também ele envolvido no vórtice do BESA (BES Angola). Com dois lugares assegurados na SAD, por força do favor concedido ao clube - não há como vê-lo de outra forma -  de que também é sócio e adepto, quando aceitou a troca dos passes de jogadores por capital, voltamos a ouvir falar dele há dias. Tal como havia sido prometido, entregou um autocarro novo e a brilhar, constituindo a surpresa da noite na recente gala. 

Faltará, para fechar o circulo do que foi prometido, a bancada nova na Academia, para que o anunciado mini-estádio, onde os jogos da equipa B e demais formação, terão lugar seja realidade. Atraso que não lhe poderá ser assacado uma vez que o clube, em noticias recentes no site, assumiu a responsabilidade, dando conta primeiro da falta dos estudos de viabilidade de solo e, mais tarde, dos respectivos projectos de arquitectura e respectivo licenciamento.

Com 20% da SAD, Álvaro Sobrinho é um nome que seguramente aparecerá inscrito nos próximos capítulos da sociedade que gere o futebol. Veremos que consequências que a sua elevada exposição ao BES terá nesse relacionamento, esperando obviamente que nenhuma delas afecte a ligação ao clube ou prejudique este.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Algumas ideias sobre a AG e a reestruturação financeira

Algumas ideias breves sobre a AG e o plano de reestruturação financeira (RF):

- A marcação da AG e consequente divulgação do plano de trabalhos e  do que se pretende que venha a ser a RF provocou uma reacção de satisfação e até alívio  mais ou menos notória junto dos associados. Porém, ao contrário do que parece ser esse entendimento mais ou menos generalizado, esse não devia ser o ponto final parágrafo no processo, antes o pontapé de saída para o debate alargado das diversas matérias em causa. Infelizmente não é essa a predisposição geral, este meu entendimento ganha foro de sacrilégio,o que é uma pena. Perde o clube.

- Mantenho o que disse na primeira vez que me referi ao tema. Não houve tempo para esclarecer os sócios, para estes se esclarecerem, mais ainda se atendermos a que muitas destas matérias escapam a muitos de nós e obrigam a alguma atenção e pesquisa para serem percebidas em plenitude. Entre o conhecimento e negociação com os bancos houve tempo suficiente, que não foi usado. Meios para dar a conhecer os contornos da RF não foram usados, como por exemplo o jornal do clube.

- Não há diferenças substanciais nas ferramentas de gestão a usar no actual plano de RF e as que foram usadas no passado. VMOC's e afins apenas empurram com a barriga e oneram o futuro dos Sportinguistas que cá estiverem nas próximas décadas. O Sporting não vai ser nosso outra vez, continuará a ser dos bancos. O que se espera, pelo menos eu espero e desejo, é que desta feita os resultados sejam diferentes dos conseguidos anteriormente. E como é que isso pode acontecer? Conhecimento, critério, uma gestão desportiva feliz, que tem estado ausente há muitos anos. Mas, tal como aconteceu no passado com Soares Franco - em que as VMOC´s foram amplamente debatidas - ninguém percebe muito bem a virtude da proposta. Intui-se um alivio no presente, desconhece-se o que significará no futuro.

- Muitos nos interrogamos sobre a possibilidade de uma alternativa, face à realidade em que o clube está imerso. Ora, não tendo havido tempo para esclarecer os Sportinguistas a possibilidade de surgirem alternativas ficou condenada ao fracasso, creio que essas alternativas não foram procuradas. No clube que idealizo, e tendo em conta o que a aprovação da actual RF representa para  o futuro, todos seriam chamados a contribuir antecipadamente, convocando o sócio anónimo, organizações como os Cinquentenários, Stromp, AAS, ex-presidentes, Sportinguistas ligados especificamente à actividade económico-financeira, que os há e reputados. Isto sem prejuízo da decisão final pertencer sempre ao CD. O resultado até podia ser nulo, mas a possibilidade de encontrar soluções mais favoráveis seria real.

- Está assim mais uma vez criado o cenário de ou a RF ou o caos. O PER não é neste momento uma opção porque nem negociado está. A insolvência é o caos e não creio que, por isso, seja desejada por ninguém. O que os sócios têm em cima dos ombros é a responsabilidade de escolherem esta RF ou deixar o clube muito limitado para tomar medidas inadiáveis e sem as quais compromete o seu presente ou futuro de curto prazo. E sem eles não há amanhãs. E por isso creio que a RF será aprovada, os Sportinguistas querem que o clube esteja cá amanhã.

- Relativamente ao orçamento para o próximo ano julgo não fazer qualquer sentido outra coisa que não seja a sua aprovação. É o programa de governo de uma direcção recém-eleita, não faria sentido não viabilizá-lo. Porém este deveria ter sido disponibilizado para análise, o que não aconteceu no documento divulgado na convocação da AG.No site do clube também não o encontrei em destaque. Este depende da aprovação da RF? Provavelmente sim, mas a esta hora presume-se que esteja finalizado e deveriam ser conhecidos os seus pressupostos. Não sei se foi assim no passado, se o foi não foi por minha vontade. Há tempo de apresentar o orçamento e entendê-lo no quadro de uma AG?

- Sobre as propostas de alteração de estatutos parecem-me questões formais que se prendem com um modelo centrado no presidente e que se procura é a sua adequação legal. É um estilo de que uns gostarão mais outros menos,mas o que realmente conta são os resultados.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

A Academia e os V.M.O.C.*

Aprovada que foi a passagem da SCS para a SAD, a Direcção arvora que o seu plano de 3 passos (SCS, Academia e VMOC na SAD) estará pronto a avançar.

A este respeito, cumpre esclarecer o seguinte:

Ao contrário do afirmado pela Direcção, a passagem da Academia e a emissão de VMOCs não estão aprovadas em Assembleia Geral, pelos motivos que passo a explicar:

Academia:

Nos termos dos estatutos, a "alienação ou oneração de direitos sobre bem imóvel" carecem do voto favorável de 2/3 dos Sócios. Ora, a Academia, tanto quanto julgo saber, é um bem imóvel, e a passagem dela da esfera patrimonial do Clube para a da SAD constitui, para todos os efeitos, uma alienação: passa a ser dum para ser doutra.

Como 2+2 ainda vão sendo 4, a passagem da Academia depende desta maioria, que não foi obtida.

VMOC:

VMOC é o acrónimo de "Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis", como já todos sabemos, dado que o significado do termo foi das poucas coisas que a Direcção fez a gentileza de explicar.

Mas convertíveis em quê? Convertíveis em acções da Sporting SAD.

Os VMOC têm um período de maturidade, após o qual se convertem (obrigatoriamente, conforme o nome indica), em participações sociais do Clube.

Esta conversão significa que, no futuro, o capital social da Sporting SAD será de mais 55 milhões de Euros (o valor da emissão dos VMOC), o que, em termos jurídicos, representa um aumento de capital, mesmo que diferido no tempo.

Ora, o aumento de capital duma sociedade tem o efeito de diluir e relativizar a posição accionista das sociedades que já são Sócias da SAD. Assim, na prática, o que o SCP está a fazer é alienar parte da participação social que detém na SAD, no sentido de que tendo 68% dela hoje, passará a ter 50,1%.

Sucede que a "alienação ou oneração de participações sociais do Clube" requer também a infame maioria de 2/3, que também não foi obtida.

O argumento da Direcção é, grosso modo, este: "nós não estamos tecnicamente a vender as acções, por isso até vos estamos a fazer um favor em vos perguntar seja o que for".

Este argumento juridicamente é defensável, porque as acções da SAD que pertencem ao SCP não estão efectivamente a ser vendidas a ninguém com a emissão dos VMOC, embora esta posição admita posições contrárias tão ou mais defensáveis também.

Mas, num quadro de respeito aos Sócios, a única que coisa que, de acordo com JEB é o SCP (..."o resto é SAD"), é moralmente condenável, por dois motivos:

1. Os estatutos não são letra vazia e impassível de interpretação tendo em conta o seu propósito. O propósito de sujeitar a alienação de participações sociais à aprovação de 2/3 dos Sócios é um especial interesse na manutenção e protecção da posição accionista que o Clube tenha. Neste contexto, deve-se entender que qualquer operação societária que tenha como efeito diminuir a participação social do Clube em sociedades deve ser sindicada pelos Sócios. Entender o contrário seria admitir a criação duma válvula de escape que subtraísse qualquer controlo sobre as participações sociais do Clube aos Sócios.

2. Age com claro desrespeito pela vontade dos Sócios quem, mesmo na hipótese de não estar obrigado a pedir a aprovação dos Sócios, a pede, não a recebe, e depois faz na mesma. Goste a Direcção ou não, o SCP é nosso. É nosso desde 1906 e merecemos algum respeito porque chorámos, sangrámos e sofremos muito para o engrandecer.

Como nota final sobre esta história do património:

É a minha sincera opinião que os Sócios do Clube mais e mais ignoram que essa qualidade os constitui nos verdadeiros últimos proprietários do acervo patrimonial do Clube. Os terrenos são do Clube, mas o Clube é (ou devia ser) dos Sócios, portanto os terrenos são, em última análise dos Sócios.

Não no sentido de que os podem vender e ganhar directamente com a sua venda, mas no sentido de que é sobre os Sócios que impende o dever de conservarem bem o património do Clube.

A ideia do associativismo, a ideia subjacente ao SCP NUNCA foi eleger corpos directivos e depois demitirmo-nos de participar na vida do Clube. Mas participar não é "ir" à AG. É ir e saber ao que vai. É ir e exigir respostas. É dar o voto sem preconceitos pessoais quanto aos proponentes das propostas (passe o pleonasmo), mas pedindo-lhes sempre o esclarecimento necessário.

Dito isto, acho chocante que os Sócios aceitem vender uma coisa que é sua, como a SCS sem se darem ao trabalho de saber sequer por quanto a venderam.

Estou em crer que fosse a SCS de qualquer um dos Sócios que votou convictamente "sim" a título estritamente pessoal, esse Sócio empregaria mais cuidado e interesse na sua venda do seu bem.

Espero e desespero que haja algum cuidado quanto ao pouco património que nos resta Da minha parte, é claro como água: Se a Direcção vender Academias e aceitar a emissão de acções a coberto de poderes que objectivamente não tem, pode contar com a minha oposição. Em qualquer sede. Até na judicial. "

Saudações Leoninas

*Texto complementar à reflexão que JL elaborou para o "ANortedeAlvalade" sobre a última AG, no âmbito da nossa iniciativa "Reflexão Leonina".

Sporting Clube de Portugal

Sporting Clube de Portugal

Prémios

Sporting 160 - Podcast

Lista de artigos aleatórios

Blog Roll

Leitores em linha


Seguidores

Número de visitas

Free HTML Counters

Ultimos comentários

Blog Archive

Temas

"a gaiola da luz" (1) 10A (1) 111 anos (1) 113 anos (1) 117 anos (1) 120 anos (1) 1ª volta Liga 23/24 (3) 1ª volta Liga Zon/Sagres 10/11 (3) 1ª volta Liga Zon/Sagres 21/22 (1) 1ª volta Liga Zon/Sagres 22/23 (2) 1ª volta Liga Zon/Sagres 23/24 (4) 2010-2011 (1) 2016 (1) 2ª volta Liga 23/24 (8) 40anosdisto (5) 8 (164) AAS (7) ABC (3) Abrantes Mendes (3) Academia (19) Académica-SCP (2) ACarlos Xavier (1) Acuña (2) Adan (2) Adán (5) adeptos (100) Adrien (19) AdT (1) adversários (86) AFLisboa (2) AG (26) AG destitutiva (4) AG15/12 (2) AG2906 (2) Alan Ruiz (2) Alcochete 2018 (4) Alexander Ellis (1) Alisson (1) alma leonina (61) ambição (10) andebol (54) andebol 22/23 (1) andebol 23/24 (6) andebol 24/25 (2) andebol 25/26 (4) André Geraldes (3) André Marques (2) André Martins (6) André Pinto (1) André Santos (5) anestesia (3) angulo (5) aniversário "A Norte" (3) Aniversário SCP (10) antevisão (41) Antunes (3) APAF (14) aplausos ao ruben porquê? (2) Aquilani (1) aquisições (86) aquisições 2013/14 (16) aquisições 2014/15 (18) aquisições 2015/16 (17) aquisições 2016/17 (10) aquisições 2017/18 (6) aquisições 2020/21 (1) aquisições 2023/24 (2) aquisições 2024/25 (2) arbitragem (121) Associação de Basquetebol (8) ataque (1) Atitude (9) Atletico Madrid (1) Atlético Madrid (1) atletismo (9) auditoria (5) auditoria2019 (1) Aurelio Pereira (1) autismo (1) AVB és um palhaço (2) aventureiro (1) Bacelar Gouveia (2) Balakov (1) balanço (5) Baldé (4) balneário (3) banca (2) Barcos (3) Bas Dost (8) basquetebol (13) basquetebol 22/23 (2) basquetebol 24/25 (1) Bastidores (90) Batota (24) Battaglia (2) Beira-Mar (2) Belenenses (4) Benfica (1) BES (1) Bicampeão (1) Bicampeonato (1) bilhetes (2) binários (1) blogosfera (1) Blopa (2) Boal (1) Boateng (1) Boeck (2) Bojinov (7) Bolsa (2) Borja (1) Borússia Dortmund (1) Boulahrouz (2) Bragança (8) Brasil (1) Braz da Silva (8) Brondby (4) Bruma (18) Brunismo (1) Bruno Carvalho (109) Bruno César (3) Bruno de Carvalho (14) Bruno Fernandes (8) Bruno Martins (21) Bryan Ruiz (5) Bubakar (1) BwinCup (1) cadeiras verdes (1) Cadete (1) Caicedo (5) calendário (2) Câmara Municipal de Lisboa (3) camisola (1) Campbell (2) Campeões (2) campeões europeus (1) campeões nacionais 23/24 (4) campeonato nacional (21) campeonatos (1) campeonatos europeus atletismo (3) Cândido de Oliveira (1) Caneira (2) Cape Town Cup (3) Capel (4) Cardinal (2) carlos barbosa (4) Carlos Barbosa da Cruz (2) Carlos Carvalhal (5) Carlos Freitas (7) Carlos Padrão (1) Carlos Severino (4) Carlos Vieira (1) Carriço (6) Carrillo (10) Carrilo (3) carvalhal (30) Caso Cardinal (1) Casos (9) castigo máximo (1) Catamo (4) CD FPF (2) CD Liga (4) Cedric (7) Centralização direitos (1) Cervi (3) CFDIndependente (1) Champions League 2014/15 (9) Champions League 2015/16 (5) Champions League 2025/26 (6) Champions League 26 (1) Chapecoense (1) CHEGA (1) Chermiti (2) chumbo (1) Ciani (1) Ciclismo (3) CL 14/15 (2) Claques (11) clássico 19/20 (1) clássico 22/23 (3) clássicos (12) Coates (6) Coentrão (1) Coerência (1) colónia (1) comissões (2) competência (2) comunicação (70) Comunicação Social (22) comunicados (1) Consciência (1) Conselho Leonino (2) contratações (6) COP (1) Coreia do Norte (1) Corradi (1) corrupção no futebol português (11) Cosme Damião (1) Costa do Marfim (3) Costinha (45) Couceiro (13) covid19 (1) crápulas (1) credores (1) crise 2012/13 (21) Crise 2014/15 (2) crise 2018 (38) Cristiano Ronaldo (6) cronica (3) crónica (15) cultura (4) curva Sporting (1) Damas (3) Daniel Sampaio (3) Dar Futuro ao Sporting (1) Debast (2) debate (5) defesa dos interesses do SCP (7) Del Horno (1) delegações (1) depressão (1) Derby (49) Derby 2016/17 (1) Derby 2018/19 (2) Derby 2020/21 (1) Derby 2023/24 (2) derlei (1) Desespero (1) Despedida (2) despertar (3) dia do leão (1) Dias da Cunha (1) Dias Ferreira (6) Diogo Salomão (4) Diomande (1) director desportivo (19) director geral (5) direitos televisivos (4) Dirigentes (29) disciplina (7) dispensas (22) dispensas 2015/16 (1) dispensas 2016/17 (2) dispensas 2017/18 (1) djaló (10) Domingos (29) Doumbia (4) Doyen (4) Duarte Gomes (2) e-toupeira (1) Ecletismo (174) Eduardo Barroso (6) Eduardo Sá Ferreira (2) Edwards (2) EHF Champions League (1) Eintracht (2) eleições (20) eleições2011 (56) eleições2013 (26) eleições2017 (9) eleições2018 (6) eleições2026 (1) Elias (5) eliminação (1) empresários (11) empréstimo obrigacionista (5) entrevistas (68) Épico (1) época 09/10 (51) época 10/11 (28) época 11/12 (8) época 12/13 (11) época 13/14 (4) época 14/15 (8) época 15/16 (5) época 16/17 (7) época 17/18 (1) época 18/19 (2) época 19/20 (1) época 20/21 (3) época 22/23 (18) época 23/24 (7) época 24/25 (2) época 25/26 (2) época 26/27 (2) EquipaB (18) equipamentos (13) Eric Dier (8) Erick (1) Esgaio (1) esgrima (1) Esperança (4) Essugo (1) estabilidade (1) Estádio José de Alvalade (5) Estado da Nação (1) estatutos (8) Estórias do futebol português (14) estratégia desportiva (104) Estrutura (1) eterno capitão (1) etoupeira (1) Euro2012 (6) Euro2016 (1) Europeu2012 (1) eusébio (2) Evaldo (3) Ewerton (4) exigência (2) expectativas (1) expulsão de GL (1) factos (1) Fafe (1) Fair-play (1) farto de Paulo Bento (5) Fatawu (1) fcp (12) FCPorto (11) Fedal (3) Feddal (2) Feirense (1) Fernando Fernandes (1) FIFA (2) Figuras (1) filiais (1) final (1) final four (1) finalização (1) Finanças (34) fiorentina (1) Flávio Gonçalves (1) Football Leaks (2) forças de segurança (2) Formação (96) FPF (16) Francis Obikwelu (1) Francisco Geraldes (2) Franco Israel (2) Frio (1) fundação aragão pinto (3) Fundação Sporting (1) fundos (14) futebol (11) futebol de praia (1) futebol feminino (7) futebol formação (4) futebol internacional (1) Futre (2) Futre és um palhaço (4) futsal (45) futsal 10/11 (1) futsal 21/22 (4) futsal 23/24 (1) futsal 25/26 (1) futuro (10) gabriel almeida (1) Gala Honoris Sporting (3) galeria de imortais (35) Gamebox (4) Gauld (5) Gelson (4) Gent (1) geração academia (3) Gestão despotiva (2) gestores de topo (10) Gilberto Borges (4) GL (2) glória (5) glorias (4) Godinho Lopes (27) Gomes Pereira (1) Gonçalo Inácio (3) Governo Sombra (1) Gralha (1) Gratidão (1) Grimi (4) Grupo (1) Guerra Civil (2) guimarães (1) Guy Roux (1) Gyokeres (16) Hacking (1) Harder (1) Heerenveen (3) Hildebrand (1) História (18) Hjulmand (7) Holdimo (1) homenagem (5) Hóquei em Patins (24) Hóquei em Patins 22/23 (1) Hóquei em Patins 23/24 (1) Hóquei em Patins 25/26 (2) Hugo Malcato (113) Hugo Viana (9) Humor (1) i (1) Identidade (11) Idolos (3) idzabela (4) II aniversário (1) Ilori (4) imagem (1) imprensa (12) Inácio (6) incompetência (7) Insua (2) internacionais (2) inverno (2) investidores (3) Ioanidis (2) Iordanov (6) Irene Palma (1) Iuri Medeiros (1) Izmailov (26) Jaime Marta Soares (6) Jamor (3) Janeiro (1) Jardel (2) jaula (3) JEB (44) JEB demite-se (5) JEB és uma vergonha (5) JEB rua (1) JEBardadas (3) JEBardice (2) Jefferson (3) Jeffren (5) Jesualdo Ferreira (14) JJ (1) JL (3) Joana Ramos (1) João Benedito (2) João Mário (6) João Morais (5) João Pereira (10) João Pina (3) João Rocha (3) João Simões (2) Joaquim Agostinho (2) joelneto (2) Jogo de Apresentação (1) Jordão (1) Jorge Jesus (47) Jorge Mendes (3) jornada 5 (1) José Alvalade (1) José Cardinal (2) José Couceiro (1) José Eduardo Bettencourt (33) José Travassos (1) Jovane (5) JPDB (1) Jubas (1) Judas (1) judo (7) Juniores (7) JVL (105) Keizer (12) kickboxing (1) Kovacevic (1) Kwidzyn (1) Labyad (7) Lazio (1) LC (1) Leão de Alvalade (496) Leão Transmontano (62) Leonardo Jardim (11) Liderança (1) Liedson (28) Liga (3) Liga 14/15 (35) Liga 22/23 (13) Liga 23/24 (26) Liga 24/25 (22) Liga 25/26 (28) Liga 26/27 (2) Liga Bwin (1) Liga Campeões 22/23 (4) Liga de Clubes (16) liga dos campeões (13) Liga dos Campeões 2016/17 (11) Liga dos Campeões 2017/18 (8) Liga dos Campeões 2022/23 (3) Liga dos Campeões 2024/25 (8) Liga dos Campeões 2025/26 (5) Liga dos Campeões Futsal 2018/19 (2) Liga Europa (34) Liga Europa 11/12 (33) Liga Europa 12/13 (9) Liga Europa 13/14 (1) Liga Europa 14/15 (1) Liga Europa 15/16 (11) Liga Europa 17/18 (1) Liga Europa 18/19 (5) Liga Europa 19/20 (3) Liga Europa 20/21 (1) Liga Europa 2023/2024 (4) Liga Europa 2024 (1) Liga Europa 22/23 (5) Liga Europa 23/24 (5) Liga Europa10/11 (16) Liga NOS 15/16 (30) Liga NOS 16/17 (22) Liga NOS 17/18 (20) Liga NOS 18/19 (15) Liga NOS 19/20 (14) Liga NOS 20/21 (8) Liga Sagres (30) Liga Zon/Sagres 10/11 (37) Liga Zon/Sagres 11/12 (38) Liga Zon/Sagres 12/13 (28) Liga Zon/Sagres 13/14 (24) Lille (1) LMGM (68) losango (1) Lourenço (1) low cost (1) Luis Aguiar (2) Luis Duque (9) Luis Magalhães (3) Luís Martins (1) Luiz Phellype (3) Madeira SAD (4) Malcolm Allison (1) Mandela (2) Mané (3) Mangas (1) Maniche (4) Manifesto (3) Manolo Vidal (2) Manuel Fernandes (11) Marca (1) Marcelo Boeck (1) Marco Silva (27) Mariana Cabral (1) Maritimo (2) Marítimo (3) Markovic (1) Marta (1) Martim Costa (1) Martinez (2) Matheus Nunes (2) Matheus Oliveira (1) Matheus Pereira (3) Mathieu (2) Mati (1) matías fernandez (8) Matias Perez (1) Mauricio (3) Max (1) Maxi (1) Meli (1) Memória (11) mentiras (1) mercado (50) mercado 22/23 (19) mercado 23/24 (2) mercado 24/25 (3) mercado 25/26 (2) mercado inverno 24/25 (1) Meszaros (1) Miguel Afonso (1) Miguel Cal (1) Miguel Lopes (1) Miguel Maia (1) miséria de dirigentes (2) mística (3) Modalidades (203) modelo (3) modlidades (4) Moniz Pereira (7) Montero (8) Moutinho (3) Mundial2010 (9) Mundial2014 (3) Mundo Sporting (1) Nacional (1) Naide Gomes (2) Naldo (3) naming (2) Nani (6) Natal (4) Naval (3) Navegadores (3) negócios lesa-SCP (2) Neto (1) NextGen Series (3) Noite Europeia (1) nonsense (23) Nordsjaelland (1) NOS (2) Notas de Imprensa (1) notáveis (1) nucleos (1) Núcleos (9) Nuno André Coelho (2) Nuno Dias (10) Nuno Mendes (3) Nuno Santos (8) Nuno Saraiva (4) Nuno Valente (1) o (1) O FIM (1) O Roquetismo (8) Oceano (1) Octávio (1) Olhanense (1) Olivedesportos (1) Onyewu (7) onze ideal (1) opinião (6) oportunistas (1) orçamento (5) orçamento clube 15/16 (1) orçamento clube 19/20 (1) organização (1) orgulho leonino (17) Oriol Rosell (3) paineleiros (15) Paiva dos Santos (2) paixão (3) Palhinha (2) papagaios (8) pára-quedista (1) parceria (2) pascoa 2010 (1) pasquins (7) Patrícia Morais (1) património (2) patrocínios (6) Paulinho (9) paulo bento (19) Paulo Faria (1) Paulo Oliveira (3) Paulo Sérgio (43) paulocristovão (1) Pavilhão (12) Pavilhão João Rocha (1) pedrada (1) Pedro Baltazar (8) Pedro Barbosa (5) Pedro Gonçalves (4) Pedro Madeira Rodrigues (4) Pedro Marques (2) Pedro Mendes (6) Pedro Proença (2) Pedro Silva (2) Pereirinha (6) Peseiro (6) Peyroteo (3) Piccini (1) Pini Zahavi (2) Pinto Souto (1) plantel (31) plantel 17/18 (3) plantel 23/24 (1) plantel 25/26 (1) Plata (3) play-off (2) play-off Liga dos Campeões 17/18 (5) PMAG (4) Podence (1) Polga (5) policia (2) Pongolle (5) Pontos de vista (15) por amor à camisola (3) Porro (4) Portimonense (1) post conjunto (5) Postiga (7) Pote (8) PPC (7) Pranjic (2) pré-época (2) pré-época 10/11 (7) pré-época 11/12 (43) pré-época 12/13 (16) pré-época 13/14 (16) pré-época 14/15 (22) pré-época 15/16 (20) pré-época 16/17 (12) pré-época 17/18 (9) pré-época 18/19 (1) pré-época 19/20 (7) pré-época 20/21 (6) pré-época 22/23 (7) pré-época 23/24 (1) prémio (1) prémios stromp (1) presidência (2) presidente (5) Projecto BdC (1) projecto Roquette (2) promessas (3) prospecção (2) Providência Cautelar. Impugnação (1) PS (1) Quaresma (3) Quenda (3) Quo vadis Sporting? (1) R&C semestral 2024 (1) Rabiu Ibrahim (2) Rafael Leão (1) Rafael Silva (1) râguebi (1) raiva (1) RD Slovan (1) reacção (1) redes sociais (1) Reestruturação financeira (20) reflexãoleonina (21) reforços (15) regras (4) regulamentos (1) Relatório e Contas (18) relva (10) relvado sintético (4) remunerações (2) Renato Neto (3) Renato Sanches (1) rescisões (3) respeito (7) resultados (1) revisão estatutária (7) revista da semana (124) Ribas (2) Ribeiro Telles (4) Ricardo Peres (1) Ricciardi (3) ridiculo (1) ridículo (2) Rinaudo (8) Rio Ave (2) Rita Figueira (1) rivais (10) Rochinha (1) Rodrigo Ribeiro (1) Rodriguez (2) Rojo (4) Ronaldo (12) rtp (1) Ruben Amorim (26) Rúben Amorim (4) Ruben Ribeiro (1) Rúbio (4) Rui Borges (15) Rui Patricio (18) Rui Patrício (4) Rui Silva (1) Sá Pinto (31) SAD (28) Salema (1) sarabia (2) Sarr (4) Schelotto (2) Schmeichel (2) scouting (1) SCP (64) Segurança (1) Selecção Nacional (48) seleccionador nacional (14) Semedo (1) SerSporting (1) sessões de esclarecimento (1) Shikabala (2) Silas (6) Silly Season2017/18 (2) Símbolos Leoninos (3) Sinama Pongolle (1) Sistema (5) site do SCP (3) SJPF (1) Slavchev (1) slb (24) Slimani (13) slolb (1) Soares Franco (1) sócios (19) Sócrates (1) Solar do Norte (15) Sondagens (1) sorteio (3) Sotiris (1) Sousa Cintra (4) Sp. Braga (2) Sp. Horta (1) Spalvis (2) Sporar (3) Sporting (2) Sporting Campeão (1) Sporting Clube de Paris (1) Sporting160 (3) Sportinguismo (2) sportinguistas notáveis (2) SportTv (1) St. Juste (1) Stijn Schaars (4) Stojkovic (3) Suárez (5) Summit (1) Sunil Chhetri (1) Supertaça (4) Supertaça 19/20 (1) Supertaça 2024 (1) Supertaça Feminina (1) Supertaça futsal 2022 (1) sustentabilidade (1) sustentabilidade financeira (50) Tabata (1) Taça CERS (1) Taça Challenge (5) taça da liga (11) Taça da Liga 10/11 (7) Taça da Liga 11/12 (3) Taça da Liga 13/14 (3) Taça da Liga 14/15 (2) Taça da Liga 15/16 (4) Taça da Liga 16/17 (1) Taça da Liga 17/18 (3) Taça da Liga 18/19 (1) Taça da Liga 19/20 (1) Taça da Liga 20/21 (1) Taça da Liga 2022/23 (1) Taça da Liga 22/23 (1) Taça da Liga 23/24 (1) Taça da Liga 25/26 (3) Taça das Taças (1) Taça de Honra (1) Taça de Liga 13/14 (3) Taça de Portugal (14) Taça de Portugal 10/11 (3) Taça de Portugal 10/11 Futsal (1) Taça de Portugal 11/12 (12) Taça de Portugal 13/14 (3) Taça de Portugal 14/15 (8) Taça de Portugal 15/16 (4) Taça de Portugal 16/17 (4) Taça de Portugal 17/18 (6) Taça de Portugal 18/19 (3) Taça de Portugal 2023/24 (1) Taça de Portugal 23/24 (5) Taça de Portugal 24/25 (4) Taça de Portugal 25/26 (5) Taça de Portugal feminina (1) táctica (1) Tales (2) Tanaka (1) Ténis de Mesa (5) Teo Gutierrez (5) Tertúlia Leonina (3) Tetra futsal (1) Tiago (3) Tiago Fernandes (1) Tiago Tomás (2) Tio Patinhas (5) Tonel (2) Torneio Guadiana 13/14 (1) Torneio New York Challenge (4) Torsiglieri (4) Tottenham (1) trabalho (1) transferências (5) transmissões (1) treinador (96) treino (5) treinos em Alvalade (1) Trincão (8) triplete (1) troféu 5 violinos (7) TV Sporting (6) Twente (2) Tziu (1) uefa futsal cup (5) Uvini (1) Valdés. (3) Valores (15) VAR (6) Varandas (37) Veloso (5) vendas (8) vendas 2013/14 (2) vendas 2014/15 (1) vendas 2016/17 (5) vendas 2017/18 (1) Ventspils (2) Vercauteren (5) Vergonha (8) video-arbitro (10) Vietto (2) Villas Boas (8) Vinagre (1) Viola (1) violência (1) Virgílio (100) Virgílio1 (1) visão estratégica (1) Vitor Golas (1) Vitor Pereira (6) Vitória (1) VMOC (9) voleibol (7) voleibol 22/23 (1) voleibol 23/24 (2) voleibol 25/26 (1) Vox Pop (2) voz dos leitores (2) VSC (3) Vukcevic (10) WAG´s (1) William Carvalho (13) Wilson Eduardo (2) Wolfswinkel (12) Wrestling (1) Xandão (4) Xistra (3) Zapater (2) Zeegelaar (2) Zezinho (1)