Operação Calimero: A Exposição Técnica de quem é sempre Prejudicado
A Entrada do "Menino Popular" (30 minutos de fama)
André chegou à sala dos professores com a postura de quem manda no recreio. Não se sentou para ouvir; entrou para explicar. Esteve presente apenas 30 minutos — o tempo exato de um intervalo grande —, apenas para lançar o mote:
"Senhor Diretor, a minha turma é a que estuda mais, corre mais e tem o melhor comportamento. Portanto, se chumbarmos o ano a culpa é obviamente do enunciado do teste, da caneta vermelha do professor e da luz verde da sala de aula. Eu agora vou sair, que tenho de ir tratar do lanche, mas os meus colegas de carteira ficam cá para vos explicar porque é que merecemos nota 20."
Dito isto, o pequenino André saiu, deixando no ar aquele cheiro a autoridade juvenil e aftershave caro.
Já Andrézito abalava estrepitosamente num dos seus bólides, deixando no ar um cheiro a gasolina 98 octanas e borracha queimada, os seus colegas Tiago e Bertino, com uma cesta de fruta e uma cassete de vídeo que não podia ser desligada, explicavam os seus pontos de vista, quando já corria no corredor o boato de que ele estava com um Processo Disciplinar às costas.
Parece que andar a "apertar" com o Professor Fábio (Veríssimo) no parque de estacionamento pode dar direito a suspensão (perda de pontos) ou, no pior dos cenários, a saída do Licee Française em transferência compulsiva para a Escola Básica de São Roque da Lameira (despromoção).
Conclusão: O aluno foi à Direção exigir melhores notas e queixar-se da "postura" dos professores, ignorando completamente que o Regulamento Interno da Escola diz explicitamente: "É proibido fazer esperas aos docentes, mesmo que aches que a pergunta 3 era rasteira."

