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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Porque ganham uns e outros não II

A equipa de futsal do Sporting arrecadou este fim-de-semana mais um troféu, a Supertaça, que lhe permite cimentar a liderança a nível nacional da modalidade. O Sporting conseguiu até hoje 9 campeonatos nacionais, 2 Taças de Portugal e 4 Supertaças. Este ano foi um ano de importância primordial para a modalidade no nosso clube, uma vez que conseguiu superar com mérito e distinção um período de menor fulgor competitivo, ao qual, entre as mais variadas razões, estarão a menor capacidade de investimento em relação aos rivais de sempre.

Há dias dei aqui à discussão as razões do sucesso do Braga, que parecia ter surpreendido muita gente, nos quais só parcialmente me incluí. Contudo, concluí na altura o que continuo a pensar que é necessário ao Sporting para voltar a ser o que foi no futebol nacional: não precisamos de imitar ninguém para voltar a vencer, basta para isso que se volte para os princípios que estão na sua génese, na nossa história e no nosso lema. Mas enquanto não formos capazes de o fazer, pelo menos que siga os bons exemplos. E temos bons exemplos dentro de casa, como se pode ver pelo futsal ou até pela ambição revelada na conquista pioneira da Taça Challenge pela equipa de andebol.

Não ignoro as enormes diferenças que separam o futsal do futebol de 11. A atenção mediática, os jogos de interesse, o dinheiro envolvido, a ausência do tentacular FCP, etc, etc. Mas, quando se olha para o percurso do futsal no Sporting vejo estabilidade na secção, trabalho militante mas discreto, e a opção pelos melhores treinadores da modalidade. É notória também uma empatia natural entre equipa e adeptos, a que não deve ser alheia a presença de jogadores de enorme qualidade e carisma como João Benedito. Quando se ganha tantas vezes, numa luta muitas vezes desigual, não é seguramente por acaso. O mesmo se pode dizer quando nos afastamos vezes sem conta do sucesso.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Porque ganham uns e outros não


Há quase 2 semanas, predisse que, na grelha de partida desta época, partiríamos em 4º lugar. Considerei o Braga o campeão do defeso, acrescentado que “Independentemente do resultado final, dos quatro candidatos ao título, a estratégia arsenalista é indiscutivelmente a mais inteligente e adequada á realidade do futebol português. Domingos é o principal garante de uma boa época e pela sua permanência e das suas ideias é que não posso deixar de considerar o clube de Braga no rol de candidatos, mesmo correndo por fora. A recente eliminação do Celtic não foi, seguramente, uma casualidade como, estou certo, veremos mais adiante.”

Hoje depois do feito do Braga, e com o País justamente rendido, excepto o Record..., talvez seja dado mais crédito às minhas palavras. Acertar hoje nos números do euromilhões de sexta-feira é muito mais fácil, mas não faz aumentar o número de "excêntricos"... Faço esta lembrança, não porque me considere nenhum iluminado, antes porque me parecem constatações simples de factos mais do que evidentes, que por razões que me escapam, a generalidade os Sportinguistas preferiu ignorar.

Os Sportinguistas, hoje em particular, interrogam-se como tudo sai bem ao homónimo minhoto, e, ao contrário, tudo parece sair-nos mal de há muito tempo para cá. O nosso leitor “Sporting até morrer” fundamentou, em poucas linhas, o que é quase óbvio, mas os Sportinguistas em geral parecem não querer perceber:

“Este Braga tem um Presidente que sabe gerir.
Este Presidente sabe comprar barato e vender com grandes ganhos.
Este Presidente fala pouco e trabalha muito.
Sabe escolher treinadores, pois raro é aquele que se dá mal com os ares de Braga nos últimos anos. Rodeia-se de um boa estrutura, que trabalha em silêncio e tem vindo calmamente a solidificar a posição do clube como quarto grande português.
Este tipo de Presidente já não vejo em Alvalade desde os tempos de João Rocha.
Pelo contrário, em Alvalade temos um presidente que é uma anedota, uma estrutura que parece um circo. Para qualquer problema com que se depare esta Direcção com vencimento profissional, existe sempre uma resposta...amadora.”

Acrescentaria: Salvador aprende com os erros, os nossos dirigentes não. Cansado de nos imitar em actuações e resultados decepcionantes, e em número de treinadores por época, Salvador, num ápice, transformou o cemitério de treinadores numa incubadora de técnicos campeões nacionais – primeiro Jesualdo, depois Jesus – sendo que o  vice-campeonato de Domingos em Braga, e da forma como foi alcançado, um feito equivalente.

Salvador percebe mais de futebol que Bettencourt, que até já foi campeão nacional? Não creio, mas não duvido que o supera em bom senso, ao deixar o futebol para quem percebe. Foi afinal o mesmo que fez Vieira com Jesus e o que faz Pinto da Costa há muitos anos, dispensando eles protagonismos excessivos aos directores desportivos, quando os tinham.

O Sporting pode continuar a gastar nos móveis, nas caixilharias, nos electrodomésticos, mas enquanto não tiver um bom arquitecto – leia-se treinador – e uma boa equipa de engenharia – leia-se uma estrutura sólida – nunca terá uma casa funcional. Quem viu o jogos do Play-off do Braga percebe isso melhor: a vitória foi alavancada no gabinete e no banco do treinador. Em Braga, depois de uma primeira parte na corda bamba, foi a intervenção de Domingos ao intervalo que acabou por fazer pender de forma quase decisiva o apuramento. Ontem o Braga foi uma equipa esclarecida, quer das suas capacidades, quer das debilidades do adversário. A equipa vale pelo seu todo, independentemente dos protagonismos de ocasião dos jogadores em melhor forma. E alguém se lembra hoje que na equipa de ontem não estão 60% dos elementos do sector defensivo  (Eduardo, João Pereira, Evaldo), responsáveis pela solidez do ano passado?

O Sporting em que eu acredito é um Sporting que não precisa de imitar ninguém para voltar a vencer, basta para isso que se volte para os princípios que estão na sua génese e história. Mas enquanto não for capaz de o fazer, pelo menos que siga os bons exemplos.

sábado, 1 de maio de 2010

A ver os comboios passar


Dizia ontem o Daniel Oliveira na sua crónica semanal no Record: "O Sporting merece os muitos pontos de distância a que está do primeiro. Foi um ano dominado por uma sucessão extraordinária de disparates. Mas vem de antes. A verdade é que o Sporting acredita que pode resolver os seus problemas financeiros sem resolver os seus problemas desportivos. É impossível: precisa de valorizar os jogadores que forma na academia, de público no estádio, de sócios e da venda de merchandising. E tudo isto só se consegue com vitórias. Infelizmente, os gestores do clube estão mais preocupados com os seus pequenos poderes. Preferem um treinador mais frágil que não os conteste, a alguém que os leve à vitória mas lhes faça exigências. E, aparentemente, não se preocupam com o poder interno dos bancos e dos agentes de jogadores. Esta e as anteriores direções do Sporting têm vistas curtas. E nós só chegamos até onde os nossos olhos veem."

É verdade. Isto é apenas o que os nossos olhos vêem. Falta saber o que estará para lá do seu alcance. Mas o que já se avista não será suficiente para os Sportinguistas se interrogarem se é este o clube que desejam e se o caminho que vem sendo seguido é o mais indicado? Alguns de nós já fazem essa reflexão há muito, muitos outros há ainda mais tempo que concluíram e alertam que é preciso mudar. Mas enquanto a maioria legitimar em votos, em palavras ou em silêncios cúmplices, passando verdadeiros cheques em branco a troco de nada, dificilmente podermos esperar melhor.

Parece-me que os Sportinguistas, a grande maioria, preferiu sentar e esperar para ver. (A mim parece-me mais pagar para ver, e creio mesmo que essa factura será bastante elevada). Mas importa pouco o que penso. Importa mais o que pensa a maioria de que falo acima. E essa grande fatia de Sportinguistas entende que esta direcção tem um mandato para cumprir e que deve ser apoiada. E eu penso exactamente da mesma forma. As minhas divergências com essa maioria são porém insanáveis quando acham que esse apoio deve ser incondicional. Apoio incondicional merece-o apenas o clube que é o Sporting Clube de Portugal. A direcção, seja ela qual for, tem de saber merecer o apoio, dirigindo, cumprindo o mandato que lhe foi confiado. Mas o papel dessa maioria não se esgotou no momento do voto, apenas deu inicio a um novo capítulo. Cabe a todos não só apoiar como também exigir, assim como também se opor ao que não serve os interesses do Sporting. Sem uma actuação pró-activa e interessada ganhamos o direito de reclamar. Estão todos satisfeitos e tranquilos com o rumo seguido?

Desenganem-se os que pensam que, se este novo parágrafo da nossa história arguir e culpar os actuais dirigentes, não seremos todos nós igualmente sentenciados, ou que ficaremos isentos de prestação de contas às gerações que se seguirem. Como dizem os estatutos compete-nos “honrar o Clube e defender o seu nome e prestígio”. Tenho cada vez mais dúvidas que estejamos a cumprir o nosso papel e de há muito a esta parte. Por vezes parece-me que estamos apenas sentados a ver os comboios passar. Dizia ontem o presidente em Castelo Branco: "Deixem-me só fazer mais algumas coisas". Pois não nos pode acusar de não saber esperar.

Ou como diz o Jack Johnson:
Must I always be waiting, waiting on you   
Must I always be playing, playing your fool.


quarta-feira, 14 de abril de 2010

Questões de respeito


Costinha assumiu ontem uma das funções que lhe estão atribuídas, marcando uma posição relativamente às notórias diferenças de critério que os homens do apito usam para nós e para os nossos adversários directos. Os benfiquistas acham que são desculpas de mão perdedor, afinal as mesmas que usaram quando perderam pontos neste campeonato. Aí , não têm qualquer lição a dar. A expulsão de Luisão faria diferença, obviamente, mas com a atitude que a equipa entrou na 2ª parte, o máximo que conseguiríamos seria um empate, e eu não gosto de ver o Sporting jogar para empatar, sem ousar ganhar.

Costinha exigiu o respeito que nos é devido. Mas esse respeito, bem como a igualdade de oportunidades e critérios não nos vai ser entregue de mão beijada, antes será de conquista árdua. E tem que ser ganha a 2 níveis:

1) O Conselho Directivo, que é quem tem a seu cargo a missão politica, isto é, ao nível da representatividade e relacionamento com as instituições. As eleições da LIGA estão aí e o Sporting não se pode alhear do processo. O Sporting tem que ter uma palavra activa na reforma, cada vez mais urgente, do futebol português, dos regulamentos ao quadro competitivo. E isto sem cair na tentação de se dedicar ao negócio da fruta e meias-de-leite, ou gabar-se de ter os melhores pontas-de-lança na… secretaria. Os Sportinguistas gostam de ganhar mas de mãos limpas, por mais difíceis que sejam as vitórias, quase sempre as mais saborosas. E para ser um parceiro credível não podemos ignorar que ainda temos arrumações a fazer em casa.

2) Nós, os adeptos, temos um papel insubstituível para que as instituições nos dêem o que é nosso de direito. A relação com o clube tem que ser encarada como uma relação de amor: é nos maus momentos que todos somos mais necessários. Na hora de celebrar as vitórias a nossa ausência nota-se menos. Não podemos esperar sentados que elas aconteçam. Sem uma participação activa na vida do clube, sem a associação ao clube, perdemos a massa crítica tão necessária para que nos levem a sério. Seja quando a C.M. de Lisboa faz os seus negócios em vésperas eleitorais, seja quando os árbitros apitam a favor do vento que sopra com mais força. E só assim, dedicando-nos ao clube, na medida das possibilidades de cada um, cumprindo o dever de apoiar (não as pessoas, ou as “politicas” em que não revemos, mas a instituição) conquistamos o direito de exigir e reclamar.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Demonstração de grandeza


Comenta-se com alguma perplexidade mal disfarçada a mobilização dos adeptos Sportinguistas, que desde hoje de manhã marcam presença nas principais ruas de Madrid. Só quem não nos conhece é que não percebe que estamos com vontade, e muitos de nós com saudade, de viver momentos de glória e  que não é pela sua massa de apoio que o clube não os vive com frequência. Os adeptos não  têm dúvidas que apoiam um grande clube.

A demonstração de grandeza pelo número de apoiantes, que acorreram de todo o País e de alguns pontos do estrangeiro, sairá daqui a pouco de uma das praças emblemáticas de Madrid para se desaguar no Vicente Calderon. Aí o clube e os adeptos, em dois momentos distintos, deixarão expressa uma manifestação do nobre espírito leonino. No inicio do jogo Moutinho entregará uma coroa de flores em memória dos madrilenos vitimas do 11 de Março de 2004. Aos 11 minutos de jogo, a solicitação da Associação de Adeptos Sportinguistas  e da sua congénere colchonera, o jogo será “suspenso” por um minuto de aplausos, lembrando simbolicamente a forma brutal como foi interrompida a vida há 6 anos na capital madrilena.

Respaldada  por um apoio sem precedentes num jogo em solo estrangeiro, espera-se que a equipa jogue como um grande. Estima-se que não caia em tentação de jogar demasiado recuada, que saiba esperar e não desperdiçar a oportunidade para infligir danos. As ausências de Carriço e Djaló são uma limitação à estratégia, mas também uma oportunidade para surpreender. Quique sabe como jogamos com eles (deve ter visto os jogos recentes) não sabe como o faremos sem eles. Uma demonstração de grandeza é que todos esperamos de logo.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Noção de prioridade

 
Por vezes parece-se não se perceber ou não se querer perceber porque não ganha o Sporting tantas vezes como devia. (Devia no sentido da obrigação face ao seu estatuto, mas também no sentido das suas capacidades e das suas potencialidades). Não há uma resposta simples para uma questão tão complexa. Nem vou fazer aqui e agora esse exercício que tem ser exaustivo.

Mas, quando estamos prestes a jogar uma partida decisiva, que nos permitiria resgatar um pouco da tão maltratada auto-estima andamos i) à procura de novo treinador, permitindo a desacreditação do actual,  ii) negociamos um dos melhores jogadores do plantel, supostamente para suprir fundos em falta por uma ida imprudente ao mercado, e iii) com os olhos postos na próxima época, iv) diz-se da qualidade do plantel o que Maomé não disse do toucinho, v) pede-se a cabeça do presidente.
Ninguém parece ver ou acreditar na oportunidade que nos está a passar debaixo dos olhos. Com esta noção de prioridades é possível fazer do Sporting um clube vencedor?

Ou só eu é que acredito que é possível eliminar o Everton?

PS: E o que pensarão os jogadores de tudo isto?

domingo, 21 de fevereiro de 2010

E que tal começar já hoje?

É já uma imagem de marca do nosso presidente a sua admiração pelo modelo do FCP. A incredulidade dos Sportinguistas é natural. A ideia é tão estapafúrdia como um pai anunciar à família que tutela que, para resolver os seus problemas, esta deve passar a comportar-se como o seu vizinho que enriqueceu sem olhar a meios. E que nesse processo não se coibiu de o ridicularizar ou até de assaltar o seu próprio quintal.

Se JEB quer copiar o modelo presidencialista seguido pelo seu homólogo azul-e-branco, não se pode esquecer que este se legitimou à custa de muitas vitórias, mesmo que inserida numa lógica de ganhar a qualquer preço. Para se alcandorar a esse estatuto JEB tem muita côdea dura para roer e tem que demonstrar, antes de mais, que tem dentes para o efeito. Se JEB quer um modelo presidencialista para poder mandar, isto é, para poder tomar decisões, porque não começa por tomar uma que seja, ao invés de desbaratar a sua autoridade cada vez que faz uma declaração?

E porque não começar já hoje? Se algum mérito pode ser reconhecido à gestão que tem merecido tantos elogios de JEB, o de defender os seus de forma intransigente é um deles. O Record achincalha hoje, de uma forma sem precedentes, um treinador de um clube grande. Nem nos tempos de Cantatore, Vital, Flores, Del Neri ou Couceiro vimos algo semelhante. JEB tem aqui uma boa oportunidade de marcar a sua posição como presidente, tomando a defesa de um alto funcionário do clube. Mesmo que Carvalhal tenha sido apenas uma manobra de diversão para desviar as atenções das suas próprias responsabilidades, impõe-se uma posição de repúdio do clube e até do grupo de trabalho.

É que eu não teria escolhido Carvalhal para substituir Paulo Bento. Não que a sua preparação ou C.V. não o colocasse pelo menos em pé de igualdade, mas porque a sua trajectória recente retirava-lhe a força necessária para o lugar. É que eu também não gosto de algumas opções de CC e suas consequências. Não gosto, p.ex., que CC não perceba que a dupla Liedson/Saleiro não funciona, que a diferença entre André Marques e Grimi são 4,5 milhões de euros e o futuro que se perde em cada jogo do argentino. Não gosto da troca de Adrien pelo futebol “mangas de alpaca” de Pedro Mendes, de passes lateralizados e sem qualquer risco. Mas JEB escolheu CC e cabe-lhe agora defendê-lo. Não de lágrima no olho, em qualquer conferência de imprensa, e também não me parece que seja boa política voltar a apanhar um avião para o Brasil.

Deixar CC à mercê destes “tarefeiros” que lhe fazem a cama é também não querer ganhar. Um treinador despromovido a bode expiatório de culpas próprias e alheias é um treinador menos capaz de vencer. E não me peçam a mim para não acreditar que não é possível ganhar um jogo antes de o disputar. Ainda tenho muita daquela crença, ou “estupidez natural” se quiserem, que era apanágio dos Sportinguistas, que era a de acreditar que a vitória é sempre possível. E de aqui até ao final da época ainda há muitos jogos para ganhar. A começar pelo de quinta-feira. E o que se segue. Essa é a forma de honrar a camisola do Sporting e essa a forma de reconstruir uma mística de vitórias.

Se JEB e a direcção a que preside mantiverem o silêncio perante esta vergonha, sou levado a concluir que ele suspira por PB não para serem os 2 a darem o peito às balas (presume-se pelo Sporting...) mas sim porque quer alguém que o faça por ele.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Ameaça ou oportunidade?

Carvalhal põe a questão da forma que me parece correcta para uma equipa que, num curto espaço de tempo, voltou a mergulhar no abismo da falta de confiança: o jogo de logo é uma oportunidade, pela competição e pelo palco, para os jogadores demonstrarem o seu valor. Ao contrário, se encarado com temor, o resultado pode até ser… qualquer um.

O jogo de logo porá frente a frente duas equipas em rotas opostas. Os anfitriões da cidade dos Beatles estão no seu melhor momento da época, como provam os resultados recentes e o Sporting vem da cidade dos móveis com a mobília em cacos. Num jogo em que pude acompanhar ao vivo, ficou por demais evidente que a bola queima os pés dos jogadores, que na maior parte das ocasiões, não a querem passar, antes ver-se livre dela. Foi, quanto a mim, o pior jogo da era Carvalhal, sendo também a sua pior abordagem a uma partida desde que assumiu o comando. Mas, convenhamos, seria preciso ser de aço para manter a serenidade, depois de ter ficado isolado à sua sorte pelas palavras do presidente.

A hipótese de apresentar uma equipa que privilegie a posse de bola, com Pedro Mendes, Veloso, Moutinho e Matias na intermediária parece-me correcta, ante um opositor forte fisicamente e igualmente rápido. Mesmo assim a nossa exposição ao jogo directo ou nas bolas paradas será uma permanente ameaça. A defesa subida, encurtando os espaço e mantendo a bola longe da área foi já demasiadas vezes ensaiada sem sucesso, uma vez que os velhos hábitos acabam sempre por prevalecer. Ameaça ou oportunidade? No momento actual julgo que a grande maioria dos adeptos olha com receio o desfecho de logo.

PS: Já são conhecidos os preços dos bilhetes para o jogo da 2ª mão. Fazê-lo antes de saber o resultado da 1ª mão é uma imprevidência. Marcá-los a 20€ é uma insensatez. Ah, e não se guiem pelo site do clube se quiserem saber a hora do jogo…

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Este é o clube que queremos

Ontem o Hugo formulava retoricamente a pergunta de quem era a culpa do actual estado do Sporting Clube de Portugal. Obviamente que a culpa é nossa, como ele muito bem respondeu na altura. E por nossa entendo os sócios, os adeptos e sobretudo os dirigentes.

Dos sócios, por que sufragam sucessivas direcções em quem confiam cegamente, abstendo-se de acompanhar os respectivos exercícios com sentido critico, escolhendo a via mais fácil que é: “aqui tens o meu voto, faz favor de não aborreceres com relatórios de contas, AG´s e outras maçadas”. No fundo os sócios têm baseado as suas escolhas na confiança que lhes merece o curriculum vitae dos seus dirigentes, que, por norma nos últimos anos, são nomes distintos e distinguidos nas suas categorias profissionais.

Acontece que aqui há desde logo um equívoco. O clube que os elege tem regras de gestão muito diferentes das empresas onde se distinguiram. É que o Sporting Clube de Portugal é uma associação que tem uma grande empresa (Sporting SAD) e não o contrário. Nas empresas de onde são oriundos fazem uma gestão de proximidade e quando subdelegam competências e ou responsabilidades, delegam-nas em pessoas da sua confiança e com aptidões profissionais sujeitas a rigorosa análise, e em competição com diversos candidatos. No Sporting esse rigor tem ficado à porta de entrada, com as competências a serem delegadas em pessoas que ninguém conhece ou reconhece pela habilitação para o cargo. E como não são eleitas, sobrevivem entre os pingos da chuva, o mesmo é dizer entre as mudanças provocadas pelos resultados eleitorais sem que o seu trabalho seja avaliado. E ao que parece nem a preferência clubista tem servido de critério de admissão. É também verdade que nos últimos anos não tem havido alternativa eleitoral, ou quando ela existiu os sócios preferiram a continuidade.

Dos adeptos, porque acham que merecem um clube melhor, mais competitivo no futebol, a ganhar nas modalidades, tendo atletas olímpicos medalhados, mas encontram sempre uma desculpa para não fazerem a mudança por dentro. Porque não percebem que para sermos melhores também é preciso sermos maiores, isto é aglutinarmo-nos, criar massa crítica.

Mas quem tem um peso decisivo por acção e também por omissão são os dirigentes. Mais do que os sócios e adeptos é acção deles que conta. E é por isso que o estado actual do clube é um manifesto da incompetência da sua gestão e acima de tudo da deslealdade para com os que neles depositaram confiança. E essa inépcia pode ser comprovada em números, sem ter que saber de contabilidade ou analisar fastidiosos relatórios. Basta olhar para as bancadas de Alvalade, para a falta de troféus nas modalidades, para a falta de uma equipa competitiva na modalidade mais representativa. Se há algum sucesso digno de realce nas sucessivas direcções dos últimos anos ele é terem-nos feito falar de passivos, deficit´s e balanços em vez de títulos e de vitórias.

Este é afinal o clube que temos querido e é também o que temos merecido. Quando quisermos realmente algo melhor e maior saberemos como o fazer. Mas quando mais tarde nos decidirmos, mais difícil será de conseguir.

PS: Já depois de editar este artigo, fui apanhado de surpresa pela noticia de que JEB havia tocado a antecipação do jogo da Taça da Liga a troco de 30% da capacidade do estádio de Alvalade. Não pode ser verdade, claro.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

À Leão!!!

N'O Jogo Paulo Faria disse o seguinte:

'Paulo Faria considerou que o jogo foi decidido através de alguma "sorte" do Benfica. "Posso garantir que vai haver um terceiro jogo, porque o Sporting foi melhor, trabalhou mais e teve uma atitude melhor. Da forma que estamos a jogar será impossível perder em nossa casa", afirmou o treinador do Sporting, destacando o desempenho de vários jogadores estreantes nesta fase, que se bateram "de igual para igual".'

Há muito que não via esta ambição no andebol do SCP. Aliás no SCP.

Perdemos 26-24 mas batemo-nos até ao fim. É isto que se exige em todos os aspectos da vida do SCP. Resignação NÃO!

ECLETISMO SEMPRE!!

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