Foi com o Nacional mas não foi bom
Alguma expectativa para observar o jogo que marcava o nosso regresso à Madeira. É verdade que o facto de ambas as equipas não terem nada a perder tanto poderia significar um jogo displicente de um ou ambos contendores, como um espectáculo agradável de seguir. Nem uma coisa nem outra foi o que acabou de se verificar. O jogo acabaria por ser um espectáculo de futebol pouco interessante no que à qualidade de jogo diz respeito, embora não se possa negar que foi um jogo competitivo.
Num plantel tão curto como o nosso é natural que ausências em simultâneo de Adrien e Rojo criassem dúvidas sobre a reposta que a equipa daria perante um dos adversários que mais dificuldades costuma impor aos três grandes. Desta vez não seria muito diferente. Como é habitual em equipa de Manuel Machado, o Nacional foi muito eficaz em partir o jogo e sobretudo a equipa do Sporting. Colocando extremos muito abertos e encostados acima conseguiu colocar os laterais quase sempre mais preocupados com as tarefas defensivas e desse modo sem poderem apoiar o meio-campo e os extremos em particular.
Do ponto de vista defensivo demos sempre muito espaço ao adversário. Slimani não conta para o processo defensivo, Magrão não o faz com a intensidade necessária e Carrillo é muito intermitente. Assim o Nacional contou quase sempre com superioridade numérica. Quando tal não aconteceu o Sporting foi sempre demasiado sofrível na criação de jogo de ataque ou na finalização. Não ter marcado qualquer golo e ter empatado a um golo diz quase tudo. As férias estão aí e a cada jogo que passa mais elas parecem ser desejadas e necessárias.

