Arrastam-se há dias notícias sobre hipotéticas movimentações no mercado de inverno com vista ao reforço da equipa. Mexer, central moçambicano, e Danny são hoje os mais falados, tendo o nome de Quaresma “regressado à realidade”, e com ele, espero que muitos Sportinguistas…Deixo pois os nomes para os especialistas, que seguramente não sou, prefiro ficar-me pelo diagnóstico das posições mais carenciadas.
Não me parece que seja o centro da defesa o local de partida correcto. A mexer, seria mais recomendável fazê-lo nas suas laterais. Não me parece é que seja o mercado de Inverno a altura mais favorável, sendo bom lembrar que antes de contratar alguém, ser de todo conveniente abrir vagas, colocando os elementos excedentes ou tidos como desnecessários. ( Pensando em dispensas, se Caicedo, no Natal ,se ficasse pela linha divisória do Globo e Angulo não quisesse perder novamente de o Medirrâneo a tesouraria teria outro fôlego. Carlão, seguramente mais barato, não seria menos eficaz.) E, olhando para a disponibilidade, parece-me pouco realista pensar em adquirir um novo lote de laterais, tendo em conta que não me parece que nenhum deles esteja à altura das necessidades. Daí que a minha opção seria o reforço da esquerda, porque entre Abel e Pedro Silva nem o diabo conseguiria escolher. Grimi seria o eleito para um possível empréstimo, não me parece que tenha condições de ser recuperável por aqui. Confio em André Marques, e nisso devo ser o único.
E é da análise do jogo de sábado que chego àquele que deveria ser o outro sector a reforçar de imediato. E para isso não necessito de mudar de flanco. Como se viu no derby, falta ainda alguma profundidade e largura nas movimentações, sobretudo do lado esquerdo, onde Vuk se sente emparedado e Veloso não tem velocidade para ir à linha. Se Izmailov oferece uma solução, não me parece que o momento do russo possa ser "confiável". Vuk pareceu-me melhor do lado direito, longe de deslumbrar, mas a justificar a insistência. E Pereirinha é uma boa opção para a direita, a precisar de acreditar mais em si mesmo. Um pé esquerdo que desse profundidade a esta ala seria fundamental. Mesmo que Izma regresse em grande, não há no plantel alternativa ao cansaço ou às lesões. E o russo é uma adaptação ao lugar, convém lembrar.
Mas é novamente
a crueza dos números que, de forma ditatorial, marcará a ida ao mercado. Com o primeiro trimestre da época e registar um resultado líquido negativo de 2,393 milhões de euros, e com capitais próprios de 18.374 milhares de euros negativos, não se justifica ter grandes veleidades sobre o mercado de Inverno. Não seria melhor relançar um
olhar para dentro de casa?