Os casos Elias e decisão sobre a Taça da Liga
O caso Elias não acabou. A prová-lo está a reacção do Corinthians à tomada de posição do Sporting relativamente ao que, na óptica da SAD, foram as negociações com o referido clube brasileiro e ainda com o Flamengo. Não vou fazer uma análise pormenorizada de todo este imbróglio por ter a sensação de que muito do que lhe deu origem me escapa ao conhecimento. Dessa forma restar-me-ia especular, o que está muito longe de me interessar.
A passagem do jogador pelo Sporting foi infeliz, como parece ter que suceder com todos os "jogadores mais caros de sempre". Foi assim com Rodrigo Tello, foi bem pior com Pongolle. É verdade que várias foram as vezes que Elias pareceu ficar muito aquém do que se exige a um profissional, particularmente aos que se concede a honra de usar a braçadeira de capitão e o privilégio de ser dos mais bem pagos.
Não deixa também de ser verdade que o período da sua passagem pelo Sporting foi dos piores para qualquer profissional se valorizar. O regresso do jogador ao Brasil significou também a recuperação da imagem do jogador, tornando-o num dos possíveis eleitos por Scolari. O tempo de paragem por força do fim do período de empréstimo ao Flamengo anulou por completo essa possibilidade e dificilmente se conhecerão novos desenvolvimentos até ao reabrir do mercado.
Fico-me por isso pelas evidências: a pior solução para o Sporting é a actual.
Um jogador com um ordenado ilíquido superior a 200 mil euros/mês é um peso incomportável para o Sporting. Ter um jogador a passar pela tesouraria a cada mês o cheque sem devolver o mínimo de contributo para o clube é até imoral para os todos os profissionais que trabalham no clube, incluindo os que viram já os seus ordenados reduzidos e mesmo os que perderam os seus vínculos na recente reestruturação. Não o é menos para todos associados que se sacrificam para pagar as suas quotas e deslocações para acompanhar o clube. E cada dia que Elias passa sem jogar o seu valor diminui, aumentando consideravelmente o risco de termos que lhe pagar cada cêntimo até ao fim sem receber nada em troca.
Por tudo isto não duvido que a melhor solução é deixá-lo sair, mesmo que sem qualquer valor em troca, poupando pelo menos os ditos mais 200 mil euros mês. Nas actuais circunstâncias e atendendo à idade do jogador (28 anos) dificilmente o Sporting conseguirá melhor do que, numa futura transacção, ser compensado do valor que está comprometido a pagar ao fundo de investimento, quase 4 milhões de euros. Quanto mais o tempo passar maior será o risco de não receber nada e ainda ter que pagar o referido valor, acumulando dessa forma prejuízos.
Quem entende que desta forma se dá uma qualquer lição ao jogador, ao pai, seu empresário, a Jorge Mendes, ao mercado, aos fundos que custeie do seu próprio bolso essa estranha forma de pedagogia. O clube certamente que agradeceria.
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Muito pouco mais há a dizer sobre a decisão final do Conselho de Justiça. Afigura-se muito difícil ser dado como provada a existência de dolo. Reconhecer a sua existência nos actos praticados pelo FCPorto e depois concluir que tal não visava prejudicar terceiros é quase hilariante. É seguramente uma decisão que envergonha mais uma vez o futebol e creio que mesmo o direito.
Espero que Bruno de Carvalho reconsidere a sua posição relativamente à participação na competição. Não há vitórias mais saborosas dos que a que são conseguidas sobre a batota. E para mim o Sporting entra sempre para ganhar todos os jogos e competições. Assim está obrigado pelo seu historial e pela finalidade da sua génese: concorrer para o engrandecimento do desporto e do País.






